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Aula 12 - processo administrativo fiscal (1)

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Direito Tributário II 
1. Processo Administrativo Fiscal
https://receita.economia.gov.br/orientacao/tributaria/julgamento-administrativo/fluxo-simplificado-do-processo-administrativo-fiscal
1.1 Normas básicas para o PAF
A administração tributária faz parte da administração pública como um todo, portanto segue as normas gerais de processo administrativo.
No âmbito federal temos uma norma geral, que trata do Processo Administrativo no âmbito da União. Ou seja, qualquer processo administrativo. É a Lei 9784/99.
Temos uma norma específica sobre o Processo Administrativo Fiscal, que é o Decreto 70.235/72. Ou seja, quando não tiver resposta no Decreto 70.235/72, usaremos a Lei 9784/99.
Art. 1o Esta Lei estabelece normas básicas sobre o processo administrativo no âmbito da Administração Federal direta e indireta, visando, em especial, à proteção dos direitos dos administrados e ao melhor cumprimento dos fins da Administração.
§ 1o Os preceitos desta Lei também se aplicam aos órgãos dos Poderes Legislativo e Judiciário da União, quando no desempenho de função administrativa.
§ 2o Para os fins desta Lei, consideram-se:
I - órgão - a unidade de atuação integrante da estrutura da Administração direta e da estrutura da Administração indireta;
II - entidade - a unidade de atuação dotada de personalidade jurídica;
III - autoridade - o servidor ou agente público dotado de poder de decisão.
	Princípios Administrativos
A Lei 9.784 traz outros princípios explícitos além do famoso L.I.M.P.E. previsto na Constituição Federal. 
Art. 2º A Administração Pública obedecerá, dentre outros, aos princípios da legalidade, finalidade, motivação, razoabilidade, proporcionalidade, moralidade, ampla defesa, contraditório, segurança jurídica, interesse público e eficiência.
	Direitos dos Administrados
Tal como em relação aos princípios, preferiu a Lei trazer expressamente os chamados “Direitos dos Administrados”, previstos no Art. 3º: 
Art. 3º O administrado tem os seguintes direitos perante a Administração, sem prejuízo de outros que lhe sejam assegurados:
I - ser tratado com respeito pelas autoridades e servidores, que deverão facilitar o exercício de seus direitos e o cumprimento de suas obrigações;
II - ter ciência da tramitação dos processos administrativos em que tenha a condição de interessado, ter vista dos autos, obter cópias de documentos neles contidos e conhecer as decisões proferidas;
III - formular alegações e apresentar documentos antes da decisão, os quais serão objeto de consideração pelo órgão competente;
IV - fazer-se assistir, facultativamente, por advogado, salvo quando obrigatória a representação, por força de lei.
	Deveres dos Administrados (Art. 4º): 
Art. 4o São deveres do administrado perante a Administração, sem prejuízo de outros previstos em ato normativo:
I - expor os fatos conforme a verdade;
II - proceder com lealdade, urbanidade e boa-fé; III - não agir de modo temerário;
IV - prestar as informações que lhe forem solicitadas e colaborar para o esclarecimento dos fatos.
PROCESSO TRIBUTÁRIO também tem uma regra específica, o que coexiste com os preceitos expostos na Lei do Processo Administrativo. É o Decreto nº 70.235/72. 
Art. 1° Este Decreto rege o processo administrativo de determinação e exigência dos créditos tributários da União e o de consulta sobre a aplicação da legislação tributária federal.
CAPÍTULO I
Do Processo Fiscal SEÇÃO I
Dos Atos e Termos Processuais
Art. 2º Os atos e termos processuais, quando a lei não prescrever forma determinada, conterão somente o indispensável à sua finalidade, sem espaço em branco, e sem entrelinhas, rasuras ou emendas não ressalvadas.
Parágrafo único. Os atos e termos processuais poderão ser formalizados, tramitados, comunicados e transmitidos em formato digital, conforme disciplinado em ato da administração tributária.	(Redação dada pela Lei nº 12.865, de 2013)
OBS: não há trâmite de informações verbais. Tudo deve ser por escrito. Também é possível na forma eletrônica.
Art. 3° A autoridade local fará realizar, no prazo de trinta dias, os atos processuais que devam ser praticados em sua jurisdição, por solicitação de outra autoridade preparadora ou julgadora.
Esse prazo é para quando uma outra autoridade requer informações para outro Fisco, SENDO ESTE CONSIDERADO COMO IMPRÓPRIO
Art. 4º Salvo disposição em contrário, o servidor executará os atos processuais no prazo de oito dias.
OBS: esses são os prazos que a Administração tem para movimentar os processos. Vejam que são prazos impróprios, pois em caso de descumprimento não há prevista nenhuma sanção. O máximo que pode ocorrer, se o contribuinte conseguir provar, é o crime de prevaricação.
1.2 Início do PAF
O início do PAF tem previsao no Art. 7º do Decreto 70235/72:
 SEÇÃO III
Do Procedimento
Art. 7º O procedimento fiscal tem início com: (Vide Decreto nº 3.724, de 2001)
I - o primeiro ato de ofício, escrito, praticado por servidor competente, cientificado o sujeito passivo da obrigação tributária ou seu preposto;
II - a apreensão de mercadorias, documentos ou livros;
III - o começo de despacho aduaneiro de mercadoria importada.
§ 1° O início do procedimento exclui a espontaneidade do sujeito passivo em relação aos atos anteriores e, independentemente de intimação a dos demais envolvidos nas infrações verificadas.
§ 2° Para os efeitos do disposto no § 1º, os atos referidos nos incisos I e II valerão pelo prazo de sessenta dias, prorrogável, sucessivamente, por igual período, com qualquer outro ato escrito que indique o prosseguimento dos trabalhos.
Iniciado o PAF exclui-se a espontaneidade do sujeito passivo. A partir daí o sujeito passivo está sob investigação e análise.
1.3 Auto de infração e notificação do lançamento
Art. 9º A exigência do crédito tributário e a aplicação de penalidade isolada serão formalizados em autos de infração ou notificações de lançamento, distintos para cada tributo ou penalidade, os quais deverão estar instruídos com todos os termos, depoimentos, laudos e demais elementos de prova indispensáveis à comprovação do ilícito. (Redação dada pela Lei nº 11.941, de 2009)
Art. 10. O auto de infração será lavrado por servidor competente, no local da verificação da falta, e conterá obrigatoriamente:
I - a qualificação do autuado;
II - o local, a data e a hora da lavratura; III - a descrição do fato;
IV - a disposição legal infringida e a penalidade aplicável;
V - a determinação da exigência e a intimação para cumpri-la ou impugná-la no prazo de trinta dias;
VI - a assinatura do autuante e a indicação de seu cargo ou função e o número de matrícula.
1.4 Impugnação ou defesa
	O PAF pode acontecer após a notificação do contribuinte sobre o lançamento. Após o auto de infração, o autuado tem prazo de 30 dias para oferecer defesa.
	Importante destacar que, com ou sem auto de infração, se o contribuinte pagar a exação não haverá necessidade de processo, mas meros procedimentos. Esse é o teor do Art. 14:
Art. 14. A impugnação da exigência instaura a fase litigiosa do procedimento.
Então é com a apresentação de impugnação do contribuinte que se inicia o litígio. A linha é muito tênue entre processo e procedimento.
Art. 15. A impugnação, formalizada por escrito e instruída com os documentos em que se fundamentar, será apresentada ao órgão preparador no prazo de trinta dias, contados da data em que for feita a intimação da exigência.
OBS: ônus da prova no PAF
Ao observarmos os dispositivos do Decreto 70.235/72 ficamos com a falsa impressão de que o ônus de produzir provas é todo do impugnante.
Mas temos que lembrar do art. 9º, que diz que a autoridade autuante a instrução. Vejamos:
Art. 9o A exigência do crédito tributário e a aplicação de penalidade isolada serão formalizados em autos de infração ou notificações de lançamento, distintos para cada tributo ou penalidade, os quais deverão estar instruídos com todos os termos, depoimentos, laudos e demais elementos de prova indispensáveis à comprovação do ilícito. (Redação dada pela Leinº 11.941, de 2009)
1.5 PAF e lançamento por homologação
É comum lermos na doutrina que não há processo administrativo fiscal quando o lançamento se dá por homologação, já que o sujeito passivo é quem recolhe e informa os dados para lançamento.
Tem até uma súmula nesse sentido. Abre lá:
STJ, Súmula 436: A entrega de declaração pelo contribuinte reconhecendo débito fiscal constitui o crédito tributário, dispensada qualquer outra providência por parte do fisco.
A leitura que se tem que fazer é que nos tributos lançados por homologação não se equivale a uma “confissão”, principalmente porque pode haver erro de apuração pelo contribuinte, o que pode ser revisto pelo próprio FISCO e até mesmo por aquele em momento futuro.
1.6 Pontos incontroversos
Art. 17. Considerar-se-á não impugnada a matéria que não tenha sido expressamente contestada pelo impugnante. (Redação dada pela Lei nº 9.532, de 1997)	(Produção de efeito)
1.7 Órgãos preparadores
São aquelas autoridades locais que preparam o processo, isto é, instruem e promovem o andamento do processo.
Art. 24. O preparo do processo compete à autoridade local do órgão encarregado da administração do tributo.
Parágrafo único. Quando o ato for praticado por meio eletrônico, a administração tributária poderá atribuir o preparo do processo a unidade da administração tributária diversa da prevista no caput deste artigo.(Incluído pela Lei nº 11.941, de 2009)
Atribuições típicas dos órgãos preparadores:
· expedir notificações;
· conceder vista do processo;
· encaminhar o processo às autoridades superiores;
· declarar a revelia
· receber as impugnações;
· organizar o processo
1.8 Intimações
Art. 23. Far-se-á a intimação:
I - pessoal, pelo autor do procedimento ou por agente do órgão preparador, na repartição ou fora dela, provada com a assinatura do sujeito passivo, seu mandatário ou preposto, ou, no caso de recusa, com declaração escrita de quem o intimar; (Redação dada pela Lei nº 9.532, de 1997)	(Produção de efeito)
II - por via postal, telegráfica ou por qualquer outro meio ou via, com prova de recebimento no domicílio tributário eleito pelo sujeito passivo; (Redação dada pela Lei nº 9.532, de 1997)	(Produção de efeito)
III - por meio eletrônico, com prova de recebimento, mediante: (Redação dada pela Lei nº 11.196, de 2005)
a) envio ao domicílio tributário do sujeito passivo; ou (Incluída pela Lei nº 11.196, de 2005)
b) registro em meio magnético ou equivalente utilizado pelo sujeito passivo. (Incluída pela Lei nº 11.196, de 2005)
§ 1o Quando resultar improfícuo um dos meios previstos no caput deste artigo ou quando o sujeito passivo tiver sua inscrição declarada inapta perante o cadastro fiscal, a intimação poderá ser feita por edital publicado: (Redação dada pela Lei nº 11.941, de 2009)
I - no endereço da administração tributária na internet; (Incluído pela Lei nº 11.196, de 2005)
II - em dependência, franqueada ao público, do órgão encarregado da intimação; ou (Incluído pela Lei nº 11.196, de 2005)
III - uma única vez, em órgão da imprensa oficial local. (Incluído pela Lei nº 11.196, de 2005)
§ 2° Considera-se feita a intimação:
- na data da ciência do intimado ou da declaração de quem fizer a intimação, se pessoal;
I - no caso do inciso II do caput deste artigo, na data do recebimento ou, se omitida, quinze dias após a data da expedição da
intimação; (Redação dada pela Lei nº 9.532, de 1997)	(Produção de efeito)
II - se por meio eletrônico: (Redação dada pela Lei nº 12.844, de 2013)
a) 15 (quinze) dias contados da data registrada no comprovante de entrega no domicílio tributário do sujeito passivo; (Redação dada pela Lei nº 12.844, de 2013)
b) na data em que o sujeito passivo efetuar consulta no endereço eletrônico a ele atribuído pela administração tributária, se ocorrida antes do prazo previsto na alínea a; ou (Redação dada pela Lei nº 12.844, de 2013)
c) na data registrada no meio magnético ou equivalente utilizado pelo sujeito passivo; (Incluída pela Lei nº 12.844, de 2013)
III - 15 (quinze) dias após a publicação do edital, se este for o meio utilizado. (Incluído pela Lei nº 11.196, de 2005)
§ 3o Os meios de intimação previstos nos incisos do caput deste artigo não estão sujeitos a ordem de preferência. (Redação dada pela Lei nº 11.196, de 2005)
§ 4o Para fins de intimação, considera-se domicílio tributário do sujeito passivo: (Redação dada pela Lei nº 11.196, de 2005)
I - o endereço postal por ele fornecido, para fins cadastrais, à administração tributária; e (Incluído pela Lei nº 11.196, de 2005)
II - o endereço eletrônico a ele atribuído pela administração tributária, desde que autorizado pelo sujeito passivo. (Incluído pela Lei nº 11.196, de 2005)
§ 5o O endereço eletrônico de que trata este artigo somente será implementado com expresso consentimento do sujeito passivo, e a administração tributária informar-lhe-á as normas e condições de sua utilização e manutenção. (Incluído pela Lei nº 11.196, de 2005)
§ 6o As alterações efetuadas por este artigo serão disciplinadas em ato da administração tributária. (Incluído pela Lei nº 11.196, de 2005)
§ 7o Os Procuradores da Fazenda Nacional serão intimados pessoalme nte das decisões do Conselho de Contribuintes e da Câmara Superior de Recursos Fiscais, do Ministério da Fazenda na sessão dasrespectivas c âmaras subseqüente à formalização do acórdão.(Incluído pela Lei nº 11.457, de 2007)	(Vigência)
§ 8o Se os Procuradores da Fazenda Nacional não tiverem sido intimad os pessoalmente em até 40 (quarenta) dias contados da formalização do
acórdão do Conselho de Contribuintes ou da Câmara Superiorde Recur sos Fiscais, do Ministério da Fazenda, os respectivos autos serão remeti dos e entregues, mediante protocolo, à Procuradoria da Fazenda Nacio nal, para fins de intimação.(Incluído pela Lei nº 11.457, de
2007) (Vigência)
§ 9o Os Procuradores da Fazenda Nacional serão considerados intima dos pessoalmente das decisões do Conselho de Contribuintes e da Câma ra Superior de Recursos Fiscais, do Ministério da Fazenda, como términ o do prazo de 30 (trinta) dias contados da data em que os respectivos au tos forem entregues à Procuradoria na forma do § 8o deste artigo. (Incl uído pela Lei nº 11.457, de 2007)	(Vigência)
1.9 Órgãos julgadores
O Decreto 70235/72 traz no seu art. 25 os órgãos julgadores de primeira e segunda instância.
Art. 25. O julgamento do processo de exigência de tributos ou contribuições administrados pela Secretaria da Receita Federal compete: (Redação dada pela Medida Provisória nº 2.158-35, de 2001) (Vide Decreto nº 2.562, de 1998)
I - em primeira instância, às Delegacias da Receita Federal de Julgamento, órgãos de deliberação interna e natureza colegiada da Secretaria da Receita Federal; (Redação dada pela Medida Provisória nº 2.158-35, de 2001) (Vide Medida Provisória nº 232, de 2004)
a) aos Delegados da Receita Federal, titulares de Delegacias especializadas nas atividades concernentes a julgamento de processos, quanto aos tributos e contribuições administrados pela Secretaria da Receita Federal. (Redação dada pela Lei nº 8.748, de 1993)	(Vide Medida Provisória nº 232, de 2004)	(Vide Lei nº 11.119, de 2005)
b) às autoridades mencionadas na legislação de cada um dos demais tributos ou, na falta dessa indicação, aos chefes da projeção regional ou local da entidade que administra o tributo, conforme for por ela estabelecido. (Vide Medida Provisória nº 232, de 2004)
II – em segunda instância, ao Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, órgão colegiado, paritário, integrante da estrutura do Ministério da Fazenda, com atribuição de julgar recursos de ofício e voluntários de decisão de primeira instância, bem como recursos de natureza especial. (Redação dada pela Lei nº 11.941, de 2009)
1.10 Julgamento em primeira instância
O julgamento em primeira instância está disciplinado nos arts. 27 a 31 do Decreto. Vejamos:
SEÇÃO VI
Do Julgamento em Primeira Instância
Art. 27. Os processos remetidos para apreciação da autoridade julgadora de primeira instância deverão ser qualificados e identificados,tendo prioridade no julgamento aqueles em que estiverem presentes as circunstâncias de crime contra a ordem tributária ou de elevado valor, este definido em ato do Ministro de Estado da
Fazenda. (Redação dada pela Lei nº 9.532, de 1997)	(Produção de efeito)
Parágrafo único. Os processos serão julgados na ordem e nos prazos estabelecidos em ato do Secretário da Receita Federal, observada a prioridade de que trata o caput deste artigo. (Incluído pela Lei nº 9.532, de 1997)	(Produção de efeito)
Art. 28. Na decisão em que for julgada questão preliminar será também julgado o mérito, salvo quando incompatíveis, e dela constará o indeferimento fundamentado do pedido de diligência ou perícia, se for o caso. (Redação dada pela Lei nº 8.748, de 1993)
Art. 29. Na apreciação da prova, a autoridade julgadora formará livremente sua convicção, podendo determinar as diligências que entender necessárias.
Art. 30. Os laudos ou pareceres do Laboratório Nacional de Análises, do Instituto Nacional de Tecnologia e de outros órgãos federais congêneres serão adotados nos aspectos técnicos de sua competência, salvo se comprovada a improcedência desses laudos ou pareceres.
§ 1° Não se considera como aspecto técnico a classificação fiscal de produtos.
§ 2º A existência no processo de laudos ou pareceres técnicos não impede a autoridade julgadora de solicitar outros a qualquer dos órgãos referidos neste artigo.
§ 3º Atribuir-se-á eficácia aos laudos e pareceres técnicos sobre produtos, exarados em outros processos administrativos fiscais e transladados mediante certidão de inteiro teor ou cópia fiel, nos seguintes casos: (Incluído pela Lei nº 9.532, de 1997)	(Produção de efeito)
a) quando tratarem de produtos originários do mesmo fabricante, com igual denominação, marca e especificação; (Incluído pela Lei nº 9.532, de 1997)	(Produção de efeito)
b) quando tratarem de máquinas, aparelhos, equipamentos, veículos e outros produtos complexos de fabricação em série, do mesmo
fabricante, com iguais especificações, marca e modelo. (Incluído pela Lei nº 9.532, de 1997)	(Produção de efeito)
Art. 31. A decisão conterá relatório resumido do processo, fundamentos legais, conclusão e ordem de intimação, devendo referir-se, expressamente, a todos os autos de infração e notificações de lançamento objeto do processo, bem como às razões de defesa suscitadas pelo impugnante contra todas as exigências. (Redação dada pela Lei nº 8.748, de 1993)
1.11 Julgamento em segunda instância (CARF)
O Conselho Administrativo de Recursos Fiscais - CARF foi criado pela Medida Provisória nº 449, de 2008, convertida na Lei nº 11.941, de 27 de maio de 2009.
A Portaria MF nº 343, de 09 de junho de 2015 é o Regimento Interno do CARF.
Art. 1º O Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (CARF), órgão colegiado, paritário, integrante da estrutura do Ministério da Fazenda, tem por finalidade julgar recursos de ofício e voluntário de decisão de 1ª (primeira) instância, bem como os recursos de natureza especial, que versem sobre a aplicação da legislação referente a tributos administrados pela Secretaria da Receita Federal do Brasil (RFB).
Art. 11. A presidência do CARF será exercida por conselheiro representante da Fazenda Nacional.
Art. 23. As Turmas de Julgamento são integradas por 8 (oito) conselheiros, sendo 4 (quatro) representantes da Fazenda Nacional e 4 (quatro) representantes dos Contribuintes. 
Art. 24. Cada Seção contará com pelo menos 6 (seis) suplentes de conselheiro da representação da Fazenda Nacional e 6 (seis) da representação dos Contribuintes, que comporão o colegiado, na ausência eventual de conselheiro da mesma representação.
Art. 28. A escolha de conselheiro representante da Fazenda Nacional recairá sobre os nomes constantes de lista tríplice encaminhada pela RFB, e a de conselheiro representante dos Contribuintes recairá sobre os nomes constantes de lista tríplice elaborada pelas confederações representativas de categorias econômicas e pelas centrais sindicais.
Art. 29. A indicação de candidatos a conselheiro recairá:
I - no caso de representantes da Fazenda Nacional, sobre Auditores- Fiscais da Receita Federal do Brasil (AFRFB), em exercício no cargo há pelo menos 5 (cinco) anos;
II - no caso de representantes dos Contribuintes, sobre brasileiros natos ou naturalizados, com formação superior completa, registro no respectivo órgão de classe há, no mínimo, 3 (três) anos, notório conhecimento técnico, e efetivo e comprovado exercício de atividades que demandem conhecimento nas áreas de direito tributário, processo administrativo fiscal e tributos federais.
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Estrutura atual
São 15 Turmas de julgamento. Cada Turma tem 8 Conselheiros (4 do Fisco, 4 dos Contribuintes)
São 3 Seções, cada Seção tem 4 Câmaras. Cada Câmara tem até 2 Turmas.
A 3ª instância, que é a Câmara Superior de Recursos Fiscais (CSRF), formada por 3 (três) turmas, com 10 Conselheiros cada.
1.12 Decisões Definitivas
Temos as seguintes decisões definitivas, as quais alguns autores chamam de trânsito em julgado administrativo, ou seja, aquelas que NO ÂMBITO ADMINISTRATIVO não cabem mais recurso.
Art. 42. São definitivas as decisões:
I - de primeira instância esgotado o prazo para recurso voluntário sem que este tenha sido interposto;
II - de segunda instância de que não caiba recurso ou, se cabível, quando decorrido o prazo sem sua interposição;
III - de instância especial.
Parágrafo único. Serão também definitivas as decisões de primeira instância na parte que não for objeto de recurso voluntário ou não estiver sujeita a recurso de ofício.
1.13 Depósito para garantia de instância
Como visto anteriormente, a exigência do depósito de 30% para recebimento recursal foi afastado pelo STF.
1.14 Sobrestamento de PAF
O CARF possuia (revogado) no Regimento Interno a PORTARIA Nº 256, DE 22 DE JUNHO DE 2009 do Ministério da Fazenda, onde estava disposto o art. 62-A:
Art. 62-A. As decisões definitivas de mérito, proferidas pelo Supremo Tribunal Federal e pelo Superior Tribunal de Justiça em matéria infraconstitucional, na sistemática prevista pelos artigos 543-B e 543-C da Lei nº 5.869, de 11 de janeiro de 1973, Código de Processo Civil, deverão ser reproduzidas pelos conselheiros no julgamento dos recursos no âmbito do CARF.
§ 1º Ficarão sobrestados os julgamentos dos recursos sempre que o STF também sobrestar o julgamento dos recursos extraordinários da mesma matéria, até que seja proferida decisão nos termos do art. 543-B.
§ 2º O sobrestamento de que trata o § 1º será feito de ofício pelo relator ou por provocação das partes.
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