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Comportamento Organizacional Seção 3.1 – Relações interpessoais Profa. Elaine Testoni Fonte: CINTRA, Josiane; DALBEM, Eloísa. Comportamento organizacional. Londrina: Editora e Distribuidora Educacional S. A., 2016. Desenvolvimento interpessoal “A capacidade de estabelecer e manter interações sociais simultaneamente produtivas e satisfatórias diante de diferentes interlocutores, situações e demandas” (DEL PRETTE, DEL PRETTE, 1998, p. 205-206). Exige o desenvolvimento de novas competências. Competência Pode ser entendida, em sentido amplo, como “um saber em ação”. Competência é composta por três elementos, que compõem o modelo chamado de CHA. Competência profissional O profissional competente é aquele que possui informações (sabe), consegue colocá-las em prática (sabe fazer) e executa o que é necessário para obter os melhores resultados a cada situação (quer fazer). Competência interpessoal Refere-se à “habilidade de lidar eficazmente com relações interpessoais, de lidar com outras pessoas de forma adequada às necessidades de cada um e às exigências da situação” (MOSCOVICI, 1997, p. 35). Diz respeito à forma como nos comunicamos, nos relacionamos e trabalhamos com as outras pessoas no dia a dia. Depende, portanto, da nossa maneira de ser, pensar e agir. Percepção – um dos elementos essenciais da competência interpessoal A forma como percebemos o mundo, os outros e os fatos afeta diretamente a forma como agimos, ou seja, a ação parte de “dentro para fora”. É preciso ter um bom nível de autoconhecimento para que tenhamos uma visão apurada das situações que vivemos e possamos nos colocar de forma adequada e realista a cada situação. Autoconhecimento É desenvolvido por meio da reflexão, do feedback ou, até mesmo, de treinamentos vivenciais ou processos terapêuticos. Envolve a autopercepção, autoconscientização e a autoaceitação. Dessa forma, podemos conhecer nossas qualidades e potenciais, bem como nossas limitações e dificuldades, buscando adequar a nossa percepção a realidade e ao contexto. Habilidade em si Ter flexibilidade para ver a mesma situação de formas diferentes, por outros ângulos (por exemplo: o do outro), além de ter criatividade para buscar soluções alternativas e não usuais para as diferentes situações que se apresentam. Relacionamento em si Os relacionamentos ocorrem na dimensão cognitiva e na dimensão afetiva/emocional. É preciso considerar ambas para que os relacionamentos se fortaleçam e sejam duradouros (MOSCOVICI, 1997). Inteligência emocional Significa “a capacidade de identificar nossos próprios sentimentos e os dos outros, de motivar a nós mesmos e de gerenciar bem as emoções dentro de nós e em nossos relacionamentos” (GOLEMAN, 1999, p. 337). Mapa conceitual da Inteligência Emocional AUTOPERCEPÇÃO – (percepção emocional, autoavaliação precisa, autoconfiança). AUTOREGULAÇÃO – (autocontrole, confiança, conscienciosidade, adaptatividade, inovação). MOTIVAÇÃO – (vontade de realizar, dedicação, iniciativa, otimismo). HABILIDADES SOCIAIS – (liderar, negociar, solucionar divergências, cooperação, trabalho em equipe). EMPATIA – (compreender, servir, desenvolver os outros, cultivar a diversidade, percepção política). Visão interacionista de conflito Construtivo ou funcional Quando traz benefícios para as pessoas, grupos e organizações. Isso é possível quando, por exemplo, um problema de discordância inicial gera uma discussão produtiva que leva a soluções criativas, inovadoras, gerando mudanças positivas. Destrutivo ou disfuncional Quando as consequências acarretam problemas, ou seja, não há consenso na solução das discordâncias e há prejuízo para os envolvidos, queda de produtividade e não cumprimento de objetivos. Como exemplo, quando há uma discordância entre dois funcionários sobre como desenvolver um projeto e não há acordo entre eles, o projeto sofre atrasos. Tipos de conflitos Conflitos de tarefa Quando o desacordo se refere a questões do trabalho, conteúdo e objetivos. Conflitos de relacionamento Envolvem as relações entre as pessoas, trazendo à tona as diferenças individuais, sentimentos, emoções e percepções. Conflitos de processo Discordância quanto à forma como as tarefas são desenvolvidas ou os meios de atingir os objetivos; entre outros. Na prática, esses diferentes tipos de conflito podem não ser totalmente distintos ou mesmo ocorrer simultaneamente. Visão centrada na resolução do conflito Sintetiza as discussões anteriores, reconhecendo que apenas em casos específicos o conflito pode ser benéfico e foca na gestão ou gerenciamento de conflitos produtivos, minimizando os efeitos negativos e potencializando os efeitos positivos dessa ocorrência. Transformar as diferenças em resolução de problemas Cinco estilos básicos de abordar os conflitos: Evasão Evita-se o conflito a qualquer custo; assume-se posição neutra ou de distanciamento (“não ver, não ouvir, não falar de discordâncias”), fugindo à responsabilidade social até o caso extremo da alienação. Harmonização Prefere-se a aceitação pessoal, doçura e paz à validade das soluções; discordâncias são evitadas para não causar ressentimentos, conseguindo-se cordialidade e concordância superficiais à custa de convicções pessoais e criatividade. Supressão Controle do conflito pela força; situação polarizada de ganha-perde, autoridade- obediência, de antagonismo e competição, em que ganhar (impor sua solução ou decisão) é mais importante que procurar uma solução válida, adequada. Acomodação Conflito superado por negociação; busca de uma solução intermediária na qual ninguém perde tudo, mas também ninguém ganha tudo, chegando-se ao melhor acordo que se possa obter, embora não seja o mais adequado Confrontação Abordagem difícil de resolução de problemas, em que ideias e sentimentos são discutidos abertamente, trabalhando-se nas e com as discordâncias para alcançar uma solução válida para ambos. Não há vencidos e vencedores, os oponentes tornam-se colaboradores (MOSCOVICI, 1997, p. 152). Pós-aula – Faça você mesmo Faça uma lista de características que reconhece em sua atuação profissional e releia as definições sobre competências profissionais. Em seguida classifique as características que listou dentro do modelo CHA (comportamentos, habilidades e atitudes) e identifique se são pontos fortes a desenvolver.