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PCR Doutorandos: Questão conceitual 1 Renato estava passeando pelo centro da cidade em que reside quando se deparou com um aglomerado de gente em volta de uma pessoa deitada ao solo em decúbito ventral. Ao se aproximar e abordar a vítima, verificou que ela estava inconsciente, irresponsiva, sem movimentos ventilatórios, nem pulso central presente. Em qual situação essa vítima se encontrava? a) Dormindo b) RCP c) PCR d) Choque e) Hipertensa Questão conceitual 1 Renato estava passeando pelo centro da cidade em que reside quando se deparou com um aglomerado de gente em volta de uma pessoa deitada ao solo em decúbito ventral. Ao se aproximar e abordar a vítima, verificou que ela estava inconsciente, irresponsiva, sem movimentos ventilatórios, nem pulso central presente. Em qual situação essa vítima se encontrava? a) Dormindo b) RCP c) PCR d) Choque e) Hipertensa A parada cardiorrespiratória (PCR) pode ser definida como a cessação abrupta da atividade mecânica ventricular do coração, juntamente com a respiração. Conceito Paciente do sexo masculino de 50 anos, branco, engenheiro civil, participava de uma competição de atletismo de rua, de 10 km de extensão. Ao final da prova, apresentou perda súbita de consciência. Como proceder? Questão conceitual 2 2. Frente a uma suspeita de Parada Cardiorrespiratória (PCR), o profissional deve: I - Primeiramente, ver se a pessoa tem alguma coisa na boca, ouvir e sentir se ela está respirando. II - Imediatamente verificar o pulso carotídeo ou femoral mais próximas de si. III - As compressões devem ser realizadas com a região hipotênar de uma mão, com os dedos estendidos e a segunda mão por cima, no lado esquerdo do tórax. IV - Sempre hiperextender a cabeça para manter as vias aéreas pérvias à ventilação. a) Somente I é verdadeira. b) II e III estão corretas. c) Somente II está correta. d) II e IV estão corretas. e) Somente III está correta. Questão conceitual 2 2. Frente a uma suspeita de Parada Cardiorrespiratória (PCR), o profissional deve: I - Primeiramente, ver se a pessoa tem alguma coisa na boca, ouvir e sentir se ela está respirando. II - Imediatamente verificar o pulso carotídeo ou femoral mais próximas de si. III - As compressões devem ser realizadas com a região hipotênar de uma mão, com os dedos estendidos e a segunda mão por cima, no lado esquerdo do tórax. IV - Sempre hiperextender a cabeça para manter as vias aéreas pérvias à ventilação. a) Somente I é verdadeira. b) II e III estão corretas. c) Somente II está correta. d) II e IV estão corretas. e) Somente III está correta. Questão conceitual 2 Cadeias de sobrevivência Reconhecimento de PCR Responde Não responde Respira Não respira ou “gasping” Tem pulso Abordagem sistemática Avaliação de SBV SAVC SBV Cuidados pós-PCR Basic Life Support (BLS) ● RCP e desfibrilação precoces → aumentam sobrevida ● CABD primário C → Checar responsividade e respiração da vítima + Chamar por ajuda + Checar o pulso + Compressões torácicas A → Abertura das vias aéreas B → Boa ventilação D → Desfibrilação C - Checagem de pulso Palpação do pulso carotídeo OBS: Para obter uma reanimação cardiorrespiratória de qualidade em adultos, o socorrista deve: I. Comprimir o tórax a uma profundidade de pelo menos 2 polegadas, ou seja, 5 cm. II. Apoiar-se sobre o tórax entre as compressões, para facilitar a expansão e a retomada da respiração. III. Realizar compressões torácicas a uma frequência de 120 a 150/minuto. IV. Aplicar 2 respirações após 30 compressões, cada respiração aplicada em 1 segundo, provocando elevação do tórax. Assinale a alternativa que indica todas as afirmativas corretas. a) São corretas apenas as afirmativas I e II. b) São corretas apenas as afirmativas I e IV. c) São corretas apenas as afirmativas II e III. d) São corretas apenas as afirmativas II e IV. e) São corretas apenas as afirmativas III e IV. Questão conceitual 6Questão conceitual 3 Para obter uma reanimação cardiorrespiratória de qualidade em adultos, o socorrista deve: I. Comprimir o tórax a uma profundidade de pelo menos 2 polegadas, ou seja, 5 cm. II. Apoiar-se sobre o tórax entre as compressões, para facilitar a expansão e a retomada da respiração. III. Realizar compressões torácicas a uma frequência de 120 a 150/minuto. IV. Aplicar 2 respirações após 30 compressões, cada respiração aplicada em 1 segundo, provocando elevação do tórax. Assinale a alternativa que indica todas as afirmativas corretas. a) São corretas apenas as afirmativas I e II. b) São corretas apenas as afirmativas I e IV. c) São corretas apenas as afirmativas II e III. d) São corretas apenas as afirmativas II e IV. e) São corretas apenas as afirmativas III e IV. Questão conceitual 3 ● Comprimir pelo menos 5 cm do tórax. ● Velocidade: 100 – 120 compressões/min. ● Permita o retorno total do tórax após cada compressão. ● Alterne as pessoas que aplicam as compressões a cada 2 min ou antes se houver fadiga (troca deve levar 5s ou menos). C - Compressões torácicas (Compressions) C - Compressões torácicas (Compressions) ● Minimize interrupções nas compressões (10s ou menos), mantendo constante o fluxo sanguíneo para o cérebro e o coração. A - Abertura da via aérea (Airway) Manobra da inclinação da cabeça e elevação do queixo. OBS: B - Boa ventilação (Breathing) ● Ventilação resgate: 2 ventilações : 30 compressões ● Elevação regular do tórax ● 1/3 do volume do ambu (500-600ml) PCR Pode ser dividida em: Ritmos chocáveis Ritmos não chocáveis Fibrilação ventricular Taquicardia ventricular sem pulso Assistolia Atividade elétrica sem pulso D - Desfibrilação SAVC SBV Cuidados pós-PCR Advanced Cardiovascular Life Support (ACLS) ● Técnicas mais complexas e avançadas ○ Dispositivos invasivos de via aérea ○ Acesso venoso ○ Drogas ● Brasil: Algoritmo de PCR (AHA 2015) Inicie a PCR Forneça oxigênio Acople o monitor/desfibrilador Ritmo chocável? FV/TV Assistolia/AESPSim Não RCP 2 min Acesso IV/IO Ritmo chocável? RCP 2 min Epinefrina a cada 3-5 min Considerar via aérea avançada Ritmo chocável? RCP 2 min Amiodarona Tratar causas reversíveis RCP 2 min Acesso IV Epinefrina a cada 3-5 min Considerar via aérea avançada Ritmo chocável? RCP 2 min Tratar causas reversíveis Ritmo chocável? Sim Sim Não Não 12 3 4 5 6 7 8 9 Sim Vá para 5 ou 7 Sim Não Se nenhum sinal de retorno da circulação espontânea (RCE), vá para 10 ou 11. Se RCE, vá para os cuidados pós-PCR. 10 11 Não Causas reversíveis: Hipovolemia Hipóxia Hidrogênio (acidose) Hipo/hiperK Hipotermia Tensão no pneumotórax Tamponamento cardíaco Toxinas Trombose pulmonar/coronária A respeito da desfibrilação na abordagem da parada cardíaca, é correto afirmar, EXCETO: a) Na parada cardíaca assistida a desfibrilação deve preceder as manobras de ressuscitação cardiopulmonar. b) O ritmo mais comumente encontrado na parada cardíaca testemunhada é a fibrilação ventricular. c) O tratamento da fibrilação ventricular é a desfibrilação elétrica. d) A fibrilação ventricular tende a deteriorar rapidamente para atividade elétrica sem pulso. e) A probabilidade de sucesso da desfibrilação diminui rapidamente com o passar do tempo. Questão conceitual 4 A respeito da desfibrilação na abordagem da parada cardíaca, é correto afirmar, EXCETO: a) Na parada cardíaca assistida a desfibrilação deve preceder as manobras de ressuscitação cardiopulmonar. b) O ritmo mais comumente encontrado na parada cardíaca testemunhada é a fibrilação ventricular. c) O tratamento da fibrilação ventricular é a desfibrilaçãoelétrica. d) A fibrilação ventricular tende a deteriorar rapidamente para atividade elétrica sem pulso. e) A probabilidade de sucesso da desfibrilação diminui rapidamente com o passar do tempo. Evolui, rapidamente, para assistolia, caso não sejam estabelecidas medidas de suporte básico de vida (SBV). O único tratamento disponível para o controle desse distúrbio do ritmo cardíaco é a desfibrilação Questão conceitual 4 O mecanismo elétrico mais comum da parada cardíaca é: a) Bradicardia grave persistente. b) Assistolia. c) Atividade elétrica sem pulso. d) Taquicardia ventricular. e) Fibrilação ventricular. Questão conceitual 5 O mecanismo elétrico mais comum da parada cardíaca é: a) Bradicardia grave persistente. b) Assistolia. c) Atividade elétrica sem pulso. d) Taquicardia ventricular. e) Fibrilação ventricular. Questão conceitual 5 A atividade contrátil cessa e o coração apenas tremula. O débito cardíaco é zero: não há pulso, nem batimento cardíaco = PCR É o ritmo apresentado por cerca de 70% dos pacientes em PCR extra-hospitalar. FIBRILAÇÃO VENTRICULAR Sucessão rápida de batimentos ventriculares podendo levar à deterioração hemodinâmica com ausência de pulso palpável. A taquicardia ventricular geralmente é secundária a alguma cardiopatia orgânica, como a insuficiência coronariana ou a doença de chagas, miocardiopatia não-isquêmica, distúrbio metabólico, intoxicação por medicamentos (antiarrítmicos que geram efeitos pró-arrítmicos), síndrome do intervalo QT longo, prolapso valvular mitral e, ocasionalmente, em corações normais. Complexo QRS alargado sem onda “P”. Ciclos ventriculares com intervalos irregulares. Taquicardia ventricular sem pulso Ausência de qualquer atividade ventricular contrátil e elétrica em pelo menos duas derivações eletrocardiográficas. Os mecanismos mais freqüentes de parada cardíaca em assistolia são: distúrbio do sistema de condução do impulso elétrico, indução anestésica (descarga parassimpática generalizada) e hipóxia, sendo esta o principal fator desencadeante de parada cardíaca em crianças. Assistolia ECG: traçado isoelétrico Ausência de pulso detectável na presença de qualquer tipo de atividade elétrica excluindo-se FV ou TV. Não resultam em sístole mecânica. A dissociação eletromecânica é a modalidade de parada cardíaca de pior prognóstico. Freqüentemente está associada ao choque cardiogênico, por falência de bomba ou por rotura do miocárdio com tamponamento cardíaco. Atividade elétrica sem pulso ECG: QRS largos e bizarros, sem contração mecânica ventricular correspondente. Homem de 58 anos, chega à emergência com queixa de dispnéia e dor precordial. Antes de realizar o ECG, apresentou perda súbita de consciência. Ao exame físico, não foi detectado pulsos centrais, paciente não respira. Contudo, o monitor mostra ritmo sinusal. Qual sua conduta? a) Abrir a via aérea, realizar duas ventilações de resgate e avaliar se há retorno da circulação espontânea. b) Solicitar ECG de 12 derivações para auxiliar o diagnóstico diferencial c) Tentar palpar o pulso do paciente em outro local, para confirmar a parada cardiorrespiratória, antes de iniciar o atendimento. d) Iniciar compressões torácicas intensas e rápidas, alternadas com ciclos de ventilação (30 compressões: 2 ventilações). e) Desfibrilação imediata com carga de 120 a 200J (desfibriladores bifásicos) ou 200 a 360J (desfibriladores monofásicos). Questão conceitual 6 Homem de 58 anos, chega à emergência com queixa de dispnéia e dor precordial. Antes de realizar o ECG, apresentou perda súbita de consciência. Ao exame físico, não foi detectado pulsos centrais, paciente não respira. Contudo, o monitor mostra ritmo sinusal. Qual sua conduta? a) Abrir a via aérea, realizar duas ventilações de resgate e avaliar se há retorno da circulação espontânea. b) Solicitar ECG de 12 derivações para auxiliar o diagnóstico diferencial c) Tentar palpar o pulso do paciente em outro local, para confirmar a parada cardiorrespiratória, antes de iniciar o atendimento. d) Iniciar compressões torácicas intensas e rápidas, alternadas com ciclos de ventilação (30 compressões: 2 ventilações). e) Desfibrilação imediata com carga de 120 a 200J (desfibriladores bifásicos) ou 200 a 360J (desfibriladores monofásicos). Questão conceitual 6 ● Dispositivo bolsa-máscara ○ ● Via aérea avançada ○ ○ ■ ■ ■ ○ ● Capnografia quantitativa contínua em forma de onda ○ Via aérea Via aérea Causas reversíveis Visam reduzir a mortalidade por meio do reconhecimento precoce e tratamento da síndrome pós-PCR (otimização cardiopulmonar, hipotermia terapêutica, UTI, etc). SBV SAVC Cuidados pós-PCR Cuidados pós PCR PONTOS CHAVES NOS CUIDADOS PÓS-PCR Monitorização contínua de oxigenação através de oxímetro de pulso/ Capnógrafo Cabeceira elevada ao menos 30º, se não houver contraindicações FiO2 ajustada entre 94-96% para evitar hiperóxia e estresse oxidativo Cuidados com o volume corrente Eletrocardiograma de 12 derivações pós recirculação Hipotermia Terapêutica(HT) - 32º a 34º por 12 a 24 horas- Controle rigoroso Monitorização tº através de termômetro esofágico, cateter vesical ou de artéria pulmonar Controle glicêmico rigoroso - glicemia deve se manter entre 144 a 180mg/dL Referências 1. 2. 3. 4.