A gestão eficaz de uma parada cardíaca depende da capacidade da equipe de interpretar dados fisiológicos para além do eletrocardiograma. A capnografia, em particular, fornece uma janela para a circulação gerada pelas compressões. Quando um valor persistentemente baixo, indicativo de má perfusão, se transforma subitamente em um valor quase normal, o líder da equipe deve reconhecer imediatamente que este é o sinal mais precoce e confiável do retorno da circulação espontânea (RCE). Com base no exposto, avalie o caso a seguir: Você está em uma RCP há 6 minutos. O EtCO2 manteve-se entre 9-11 mmHg apesar de compressões a 110/min e profundidade adequada. Subitamente, sem mudança percebida na técnica, o EtCO2 sobe para 34-36 mmHg, e a onda capnográfica torna-se mais definida. A oximetria artefata não ajuda, e a pressão não invasiva ainda não foi obtida. Entender o significado desse achado orienta sua próxima ação. Qual a interpretação mais provável e qual deve ser a ação imediata? A. O aumento súbito do EtCO2 sugere retorno da circulação espontânea; realizar uma pausa breve para avaliação de ritmo e checagem de pulso, se confirmado RCE, iniciar cuidados pós-PCR. B. O achado indica hiperventilação; reduzir a frequência ventilatória imediatamente para normalizar o EtCO2, mantendo atenção contínua à perfusão, compressões de alta qualidade e monitorização dos sinais vitais para evitar prejuízo hemodinâmico. C. Provável deslocamento do tubo traqueal para brônquio principal; retirar e reintubar rapidamente, ajustando cuidadosamente a profundidade e a fixação do tubo, além de reavaliar a posição com capnografia e monitorização, garantindo ventilação adequada. D. Sugere acidose metabólica grave; administrar bicarbonato de sódio de rotina para tamponar e reduzir o EtCO2, avaliando sinais vitais, eletrólitos e pH sanguíneo. E. Indica vazamento no circuito de ventilação; aumentar pressão, selar a máscara ou revisar conexões e tubos, ajustando parâmetros ventilatórios e monitorando saturação, tentando corrigir o tra