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O esquema lógico de um estudo estatístico inicia-se a partir da definição do problema ou da questão a ser investigada, que surge de uma necessidade de compreender determinado fenômeno da realidade. Em seguida, delimita-se a população de interesse, ou seja, o conjunto de indivíduos, objetos ou eventos sobre os quais se deseja obter informações. Na maioria das situações, devido a limitações de tempo, custo ou acesso, torna-se inviável analisar toda a população, sendo necessário recorrer ao processo de amostragem, que consiste na seleção de uma parte representativa dessa população. Após a definição da população ou da amostra, ocorre a etapa de coleta de dados, realizada por meio de instrumentos e procedimentos adequados ao objetivo do estudo, garantindo a qualidade e a confiabilidade das informações obtidas. Com os dados coletados, aplica-se a estatística descritiva, cuja finalidade é organizar, resumir e apresentar as informações, utilizando tabelas, gráficos e medidas estatísticas, como média, mediana e variabilidade. Quando os dados analisados são provenientes de uma amostra, os resultados obtidos pela estatística descritiva passam a representar estimativas dos parâmetros da população. Nesse contexto, faz-se uso da estatística inferencial, que permite avaliar a qualidade dessas estimativas, mensurar as incertezas envolvidas e testar hipóteses por meio de intervalos de confiança e testes de significância. Por fim, o estudo estatístico se completa com a interpretação e comunicação dos resultados, relacionando-os ao problema inicial e possibilitando a tomada de decisões fundamentadas. Dessa forma, o esquema lógico de um estudo estatístico caracteriza-se por um processo sistemático, que parte da população, passa pela amostragem, descrição, inferência e culmina na análise crítica dos resultados.