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Introdução O objetivo desse trabalho é exemplificar as técnicas e as etapas da execução de uma obra. O princípio que deve nortear qualquer construção, grande ou pequena é o de fazer uma obra com alta qualidade, no menor tempo possível e ao menor custo, aproveitando ao máximo o rendimento das ferramentas e da mão de obra. Este é considerado o princípio fundamental das construções. Logicamente é difícil, senão impossível, fazer-se a obra perfeita, mas deve-se procurar, por todos os meios, aproximar-se desta situação. Para que isto seja possível torna-se necessário, acentuada atenção e ter um conhecimento geral em todas as fases de construção. Serviços Preliminares Os serviços preliminares são aqueles considerados como se fossem serviços de apoio à execução do serviço principal. Serão programados e executados conforme as necessidades locais. Antes de iniciar a obra ou reforma, é importante destacar a necessidade de um profissional (engenheiro ou arquiteto) para dar suporte técnico, quando o mesmo através de uma visita técnica, irá elaborar os estudos iniciais para em seguida, desenvolver os diversos projetos, aprovações, legalizações, licenças e despesas pertinentes. Ainda nesta fase, o “dono da obra” de posse dos projetos, deve se conscientizar de que é muito importante fazer a orçamentação da obra, pois isto, lhe dará uma visão do custo total da construção e o seu controle mensal, evitando-se assim surpresas na execução em cada fase construtiva. Terreno O terreno faz parte integrante de qualquer construção, afinal é ele que dá sustentação ao peso e também determina características fundamentais do projeto em função de seu perfil e de características físicas como elevação, drenagem e localização. Para efeito prático de uma construção, é preciso conhecer o comportamento que se espera de um solo quando este receber os esforços. Para tanto, a Mecânica dos Solos divide os materiais que cobrem a terra em alguns grandes grupos: Rochas (terreno rochoso); Solos arenosos; Solos siltosos; Solos argilosos. Assim, antes de comprá-lo é conveniente fazer um roteiro contendo localização, área a ser construído, zoneamento urbano. Foto Google imagens, terrenos - Carmésia MG. Foto Google imagens, terrenos - Carmésia MG. Projeto Projeto é a concretização de uma ideia concebida, fundamentada em parâmetros pré-estabelecidos e organizada segundo planos ou passos concretos e racionalizados, que concorrem para a realização daquele objetivo original. O ideal é que se tenha a assessoria de profissionais especializados desde o primeiro momento em que se cogitou fazer uma obra. Um profissional de confiança para ajudar na escolha do terreno até a elaboração e execução do projeto. Foto Google imagens, projetos – Carmésia MG. Aprovação do projeto Verifiquem na Prefeitura (ou no CREA) quais são as exigências para aprovar a planta e autorizar a construção com licença para iniciar a obra. (respeitando sempre os Planos diretores – PDM ou PDU – da cidade onde será construída a obra). Topografia Este levantamento será utilizado para melhor posicionamento da sua casa, irá definir uma melhor conformação da casa em relação ao terreno. Distribuição, pavimentos, estrutura, e Foto Google imagens, topografia do terreno – Carmésia MG. Sondagem Depois de definido o terreno e o projeto deverá ser feita a sondagem do terreno. Esta sondagem irá identificar a resistência do solo, a existência de lençóis freáticos e outras características. É realizada contando o número de golpes necessários à cravação de parte de um amostrador no solo realizada pela queda livre de um martelo de massa e altura de queda padronizada. A execução dessa sondagem é um processo repetitivo, que consiste em abertura do furo, ensaio de penetração e amostragem a cada metro de solo sondado. Requisitos técnicos a serem preenchidos pela sondagem: Determinação dos tipos de solo que ocorrem, no subsolo, até a profundidade de interesse do projeto; Determinação das condições de compacidade ou consistência em que ocorrem os diversos tipos de solo; Determinação da espessura das camadas constituintes do subsolo; Informação completa sobre a ocorrência de água no subsolo. Foto Google imagens, sondagem do terreno – Carmésia MG Foto Google imagens, sondagem do terreno – Carmésia MG Limpeza do terreno Com o projeto aprovado e com as autorizações em mãos, é possível começar efetivamente a obra. A limpeza do terreno irá prepará-lo para a chegada das máquinas e do pessoal da obra. Durante esta limpeza poderá ocorrer à necessidade de supressão vegetal (retirada de árvores). Quando há demolições: Nem sempre, é técnica ou economicamente viável a utilização de construções existentes no terreno para aproveitamento, sendo muitas vezes necessária a sua completa remoção, antes mesmo da implantação do canteiro, caracterizando uma etapa de serviços de demolições. A demolição é um serviço perigoso na obra, pois é comum mexer-se com edifícios bastante deteriorados e com perigo de desmoronamento. E não é só isto, pois neste serviço "as coisas caem, desabam". O resíduo originado de uma demolição pode ser bastante significativo exigindo o seu manuseio com equipamentos de grande porte e quando não for possível sua utilização dentro do próprio terreno deverá se retirado. Terraplanagem Com base na planta e levantamento topográfico marcam-se os níveis da obra. Nesta fase são feitos os cortes no terreno e a movimentação de terra. Assim, é feita a marcação do dimensionamento e níveis adequados ao projeto. É muito importante a definição correta dos níveis. Tipos de movimentos de terra Quando for necessário um movimento de terra é possível que se tenha uma das seguintes situações: Corte Geralmente é a mais desejável uma vez que minimiza os possíveis problemas de recalque que o edifício possa vir a sofrer. Aterro Corte + aterro Não se faz necessária a retirada do solo para regiões distantes, minimizando as atividades de transporte, uma vez que poderá haver a compensação do corte com o aterro necessário. Níveis, cortes Nesta fase geralmente utiliza-se um trator para o trabalho pesado. Na movimentação de terra o ideal é que haja uma compensação entre aterro e desaterro, tirando terra de um lado e passando para outro, para que não haja necessidade de retirar ou colocar terra extra no terreno. A área de aterro formada deverá ser compactada. A utilização do trator geralmente é computada por hora e deve-se planejar muito bem a atuação do tratorista para minimizar o tempo e o trabalho. Instalação e Locação da Obra Instalação É dada em função do número de trabalhadores, evitando que sejam contíguas à obra. Escritórios – posição que permita o controle visual da obra. Almoxarifados – 0,20 a 0,60m2 por trabalhador dependem da obra. Carpintaria – espaço compatível quando a tecnologia for concreto armado. Vestiários, Sanitários – superfície de 1 a 2m2 por trabalhador; e 1 a 2 sanitários para cada 50 operários. Oficinas – de acordo com os componentes a serem produzidos (pré-moldados). Alojamentos – indispensáveis para obras fora do perímetro urbano (aluguel de casas próximas à obra). Locação A locação da obra é a projeção, ou seja, o processo de transferência da planta baixa do projeto da edificação para o terreno, ou seja, os recuos, os afastamentos, os alicerces, as paredes, as aberturas, etc. Na fase de execução da locação da obra deve se adotar o máximo rigor possível. A presença do Engenheiro Civil nesta fase é muito importante. Deve-se ter em mente que os elementos de locação deverão permanecer na obra por um tempo razoável, até que se possam transferir para a edificação os pontos de referência definitivos. Existem dois processos de locação de obras, locação por cavaletes e locação por tábua corrida. Locação (gabarito) por cavaletes Este tipo de locação se for usado deve ser somente para pequenas obras residenciais ou galpões, onde os alinhamentos são fixados por pregos cravados em cavaletes. Estes sãoconstituídos de duas estacas cravadas no solo e uma travessa pregada sobre elas. Devemos sempre que possível, evitar esse processo, pois não nos oferece grande segurança devido ao seu fácil deslocamento com batidas de carrinhos de mão, tropeços, etc. Depois de distribuídos os cavaletes, previamente alinhados conforme o projeto é esticado linhas para determinar o alinhamento do alicerce e em seguida inicia-se a abertura das valas. O correto é primeiro marcar o centro da vala com um prego maior e depois as laterais das valas com pregos menores para não confundirem na hora de esticar as linhas para a escavação. Locação (gabarito) por tábua corrida Este método é executado cravando-se no solo cerca de 50cm os pontaletes de pinho de (3″x3″ ou 3″x4″) ou varas de eucalipto a uma distância entre si de 1,20m a 1,50m, a uma distância aproximadamente de 1,20m a 1,50m da vala, para poder se locomover e colocar a terra que será retirada da vala. Nos pontaletes serão pregadas tábuas na volta toda da construção (geralmente de 15 ou 20cm), em nível e aproximadamente 1,00m do solo. Pregos fincados na tábuas com distâncias entre si iguais às distâncias entre os eixos da construção, são identificados na longitudinal (nas duas laterais) que pode ser marcadas com letras e na transversal (nas duas laterais) são marcados números onde são pintados na face vertical interna das tábuas para determinar os alinhamentos. Nos pregos são amarrados e esticados linhas ou arames, cada qual de um nome interligado ao de mesmo nome da tábua oposta. Em cada linha ou arame está marcado um eixo da construção. Passo a Passo para confecção do gabarito: Tendo o ponto de referência já definido, devem-se seguir os seguintes passos. Conferir a referência e limitar o terreno a partir do alinhamento, marcando os limites do terreno; Marcar uma das faces do gabarito a 1,2m da futura construção (1,2n a 1,5m), considerando como a obra vai ficar no terreno; Confeccionar a face escolhida com estacas ou pontaletes espaçados de 1,2m a 1,5m e alinhados rigorosamente por uma das faces, e depois disso eles devem ser nivelados; A partir da primeira face, marcar e confeccionar as demais faces do gabarito, usando triângulos retângulos para garantir a ortogonalidade do conjunto; Pintar o gabarito, preferencialmente, com tinta esmalte branca; Dependendo do método de locação utilizado ou da existência de projeto de locação, faz-se a marcação no topo da tábua interna colocando pregos de tamanhos diferentes para identificar eixos, faces laterais de paredes, etc. Marcar na tábua a linha de pilares com tinta esmalte vermelha; Marcar todos os pontos de referência na tábua sempre usando trena metálica e efetuar a conferência; Com duas linhas de nylon esticadas a partir das marcações do gabarito e no cruzamento das linhas transferirem as coordenadas das estacas para o terreno, usando um fio de prumo marcar o ponto exato da estaca, cravando um piquete; Sempre as marcações das cotas da locação de eixos devem ser por medidas acumuladas para não acontecer erros na hora dos lançamentos das medidas. Portanto, esta é a execução correta para essas ações que garante a boa qualidade da uma obra, pois, se a locação for feita corretamente, toda a obra estará dentro dos padrões desejados e necessários. Conferência do Esquadro da Construção É indispensável saber traçar perpendiculares sobre o terreno, pois é através delas que marcamos os alinhamentos das paredes externas, da construção, determinando assim o esquadro. Isto serve de referência para locar todas as demais paredes. Um método simples para isso consiste em formar um triângulo através das linhas dispostas perpendicularmente, cujos lados meçam 3 – 4 e 5m (teorema de Pitágoras), fazendo coincidir o lado do ângulo reto com o alinhamento da base Outro método consiste na utilização de um esquadro metálico (geralmente 0,60×0,80×1,00m) para verificar o ângulo reto. O esquadro deve ficar tangenciando as linhas sem as tocá-las, quando as linhas ficarem em paralelas ao esquadro garantimos o ângulo reto. Locação de estacas Serão feitas inicialmente a locações de estacas, visto que qualquer marcação das “paredes” irá ser desmarcada pelo deslocamento de equipamentos mecânicos. O posicionamento das estacas é feito conforme a planta de locação de estacas, fornecida pelo cálculo estrutural. A locação das estacas é definida pelo cruzamento das linhas fixadas por pregos no gabarito. Transfere-se esta interseção ao terreno, através de um prumo de centro. No ponto marcado pelo prumo, crava-se uma estaca de madeira (piquete), com dimensões 2,5×2,5×15,0cm Utilizando o gabarito, podemos passar todos os pontos das estacas para o terreno, utilizando como já descrito a linha o prumo de centro e estacas de madeira. Locação da Forma de Fundação “paredes” Devemos locar a obra utilizando os eixos, para evitarmos o acúmulo de erros provenientes das variações de espessuras das paredes. Em obras de pequeno porte ainda é usual o pedreiro marcar a construção utilizando as espessuras das paredes. No projeto de arquitetura adotamos as paredes externas com 25 cm e as internas com 15 cm, na realidade as paredes externas giram em torno de 24 a 27 cm e as internas 12 a 14,5cm difícil de serem desenhadas a pena nas escalas usuais de desenho 1:100 ou 1:50, por isso da adoção de medidas arredondadas que podem acumular erros. Hoje com o uso de softwares específicos ficou bem mais fácil. Infraestrutura ou Fundações A definição de fundações consiste no elemento estrutural que executa a função de transmitir a carga de toda a estrutura ao solo sem que provoque a ruptura do terreno de fundação ou do próprio elemento de ligação, cujos recalques sejam satisfatoriamente absorvidos pelo conjunto da estrutura. É a base (elemento) que sustenta uma edificação, distribuindo o peso da mesma forma que o terreno possa suportá-la. Tipos de fundações Existem vários tipos de fundações que basicamente falando, podem ser divididas em 2 grupos, fundações diretas ou rasas e as indiretas ou profundas. Fundação direta ou rasa A fundação direta ou rasa tem sido muito utilizada em residências, pois sua execução é bastante simples. A superestrutura é ligada à fundação através de pilares e se caracteriza pela transmissão da carga da estrutura ao solo através das pressões distribuídas sob a sua base. Neste grupo estão incluídos as sapatas isoladas, as sapatas corridas e o radier. É importante lembrar que a fundação direta não é recomendada caso o terreno apresente aterro, solo não compactado, argila mole, areia fofa ou água. Sapata (conceito) Definida pela NBR 6122/2010 como um “elemento de fundação superficial, de concreto armado, dimensionado de modo que as tensões de tração nele resultantes sejam resistidas pelo emprego de armadura especialmente dispostas para este fim”. Sapata isolada Este tipo de fundação é mais utilizado para transmitir as cargas concentradas dos pilares, em terrenos que possuam boa resistência e permitam a execução de fundações diretas. A sapata isolada possui dimensões de base, largura e profundidade de acordo com a carga a transmitir ao solo. Para construção deste tipo de fundação deve ser uma camada de concreto magro com espessura de aproximadamente 10 cm como base. As sapatas são interligadas entre si através de vigas baldrames, que servem de apoio para a execução da alvenaria. Ele pode ter formato quadrado, retangular, circular. Sapata corrida Este tipo de fundação é mais utilizado para transmitir as cargas distribuídas ao longo das paredes, em terrenos que possuam boa resistência e permitam a execução de fundações diretas. A sapata corrida possui largura e profundidade de acordo com a carga a transmitir ao solo. Para a construção deste tipo de fundação deve ser feita uma camada de concreto magro com espessura de aproximadamente 10 cm como base. Com isso a sapata ficará nivelada no terreno. Lembre que a face superior deverá estar reta para receber a parede e deverá impermeabilizar o baldrame.Radier Utilizado principalmente na construção de casas térreas e sobrados, o radier é um tipo de fundação superficial ou direta que distribui toda a carga da edificação de maneira uniforme no terreno. É uma laje contínua e maciça de concreto que se apresenta como alternativa vantajosa, em muitos casos, às fundações profundas. Fundação indireta ou profunda Este tipo de fundação é mais utilizado para transmitir as cargas concentradas dos pilares, em terrenos que possuam pouca resistência ou que contenham água muito próxima à superfície, onde não é possível a execução de fundações diretas. Inclui as estacas e os tubulões, que buscam atingir o terreno firme em grandes profundidades, geralmente superior a 3,00 metros. As estacas podem ser executadas por cravação com uso de bate-estacas ou podem ser perfuradas através de equipamentos próprios. Já os tubulões são escavados na terra. É importante saber que cada um desses tipos de estacas apresenta diferencial em relação à resistência à água e à movimentação. Não se recomenda a cravação de estacas pré-moldadas em locais que possuam construções vizinhas, uma vez que a vibração no terreno causada pela penetração das estacas no solo pode danificar estas residências. Estacas de concreto São divididas em pré-moldadas e moldadas “in loco”. As pré-moldadas não são recomendadas para terrenos com camadas de pedregulhos, com profundidades variáveis e próximos à construções vizinhas em estado precário, pois a cravação das mesmas produz vibração e danifica tais edificações. Pré-moldadas As estacas de concreto pré-moldadas utilizadas em residências podem ser: vibrada, centrifugadas e a pretendida. Vibrada: É fabricada com armadura longitudinal de aço e é vibrada com aparelho manual e, por isso, não forma “bicheira”. Suporta de 20 a 40 toneladas. Centrifugada: Fabricada pelo método de centrifugação à alta velocidade. Apresenta armadura longitudinal de aço especial de alta resistência e suporta cargas de 25 a 60 toneladas. Protendida: Suportam cargas de 16, 20 e 30 toneladas, Este tipo de estaca possui cantos vivos, é quadrada e apresenta aço especial de alta resistência, três vezes maior que a estaca centrifugada. Moldadas “in loco” Já as estacas de concreto moldadas “in loco” podem ser brocas, perfuradas, tipo Strauss. Brocas: São perfuradas manualmente com uma ferramenta denominada trado. Por se tratar de escavação manual, atinge profundidades de 3,00 a 4,00 metros e possui baixa capacidade de cargas, na ordem de 6 a 8 toneladas. Estaca tipo Strauss: Este tipo de estaca é bastante utilizado em terrenos encharcados, é executado em qualquer profundidade, não precisa de bate-estacas e é recomendado para casos em que as que as estacas pré-moldadas não podem ser utilizadas. Estaca perfurada: É estacas perfuradas mecanicamente, através de perfuratrizes com uma ponta tipo saca-rolha. Por se tratar de escavação mecânica, atinge profundidades de até 12 metros e possui alta capacidade de cargas, podendo atingir 60 toneladas. Estas estacas não são executadas com armadura e apresentam pontas de ferro nas extremidades para ancoragem nos blocos de fundação. Tubulões A execução de uma fundação em tubulão consiste na escavação manual ou mecânica, de um poço, até encontrar um solo com tensão admissível prevista em projeto, e na abertura de uma base alargada neste terreno a fim de transmitir a carga do pilar através de uma pressão compatível com as características do terreno. Estacas de madeira As estacas de madeira não são mais utilizadas hoje em dia, com exceção das residências situadas em locais específicos como no mangue, por exemplo, onde as estacas ficam permanentemente mergulhadas na água. A madeira mais usada é o eucalipto descascado, que possui formato roliço, diâmetro de 18 à 35 cm, estrutura reta e cumprimento que varia entre 5 e 8 metros. Entre as vantagens da estaca de madeira estão a resistência, o custo acessível, a disponibilidade no mercado e o fácil transporte, porém, quando em contato com a água, sua vida útil é reduzida de 8 a 10 anos. As estacas de madeira, mesmo quando em locais onde ficarão submersas, são capazes de suportar uma carga que pode variar de 10 a 15 toneladas, conforme o seu diâmetro. Estacas de aço As estacas de aço são fabricadas em aço laminado, em forma de “H”. Apesar de serem mais utilizadas em edifícios, elas são usadas em residências quando o terreno possui solo muito mole. Este tipo de estaca também é recomendado para casos quando há a necessidade de uma fundação cravada com menor efeito de vibração e, também é ideal para apoiar pilares de divisa. As vantagens das estacas de aço são a facilidade de manuseio, de cravação, de corte e de emenda, além da disponibilidade em qualquer comprimento. As suas desvantagens são o preço alta e ação da ferrugem ou oxidação a que estão sujeitas quando estão em contato com a água. Custos das fundações Fundações bem projetadas correspondem de 3% a 10% do custo total da construção; porém, se forem mal concebidas e mal projetadas, podem atingir 5 a 10 vezes o custo da fundação mais apropriada para o caso. O custo da fundação aumenta também em casos em que as características de resistência do solo são incompatíveis com os esforços que serão a ele transferidos, pois nestas situações, elementos de fundação mais complexos são exigidos, podendo-se ter, inclusive, a necessidade de troca de solo, com reaterro e compactação. Tudo isto levando a custos, muitas vezes, não previstos inicialmente. Superestrutura, Supra Estrutura ou Estrutura Superestrutura é um elemento de uma estrutura que se projeta acima da linha de base. No caso de um edifício, representa geralmente a parte do edifício situado acima do solo, em contraste, com a subestrutura do subsolo. Para barcos, é a área acima do convés principal. Há uma série de preocupações do ponto de vista de engenharia a serem consideradas na concepção e construção da superestrutura. Ao projetar uma superestrutura, é necessário considerar a pressão e força que ela irá exercer na construção acabada e equilibrar isso para abordar as preocupações sobre a segurança e estabilidade. O tamanho da superestrutura se revela um fator importante na concepção de base, já que a base da estrutura deve ser capaz de suportar todo o peso em carga. Na construção civil, pode haver preocupações acerca da integridade estrutural em sismos e ventos fortes e de uma técnica conhecida como isolamento de base pode ser usada para reduzir a tensão. A superestrutura é também a parte altamente visível de uma estrutura. Ele precisa ser revestido com materiais de proteção para manter o interior da estrutura protegido das intempéries e também pode ser decorada para torná-la mais interessante visualmente. Detalhes ornamentais podem ser usados para cobrir o revestimento, pintado com listras, logotipos e outros. Inspeções periódicas são realizadas para garantir que a estrutura ainda é boa, verificando questões como o desenvolvimento da ferrugem, buracos, e outras questões. Estrutura metálica O sistema construtivo em aço apresenta diferenciais importantes se comparado ao método convencional, em concreto armado. A multiplicidade da construção metálica possibilita a utilização do aço em obras como edifícios de escritórios e de apartamentos, residências, habilitações populares, pontes, passarelas, viadutos, galpões, supermercados, shoppings centers, lojas, entre outros. Uma das vantagens é a liberdade no projeto de arquitetura, permitindo a elaboração de projetos arrojados e de expressão arquitetônica marcante. Outro ponto é o ganho de área útil. As seções dos pilares e das vigas de aço são substancialmente mais esbeltas do que as equivalentes em concreto, resultando em melhor aproveitamento do espaço interno e aumento da área útil, fatores muito importantes, principalmente em garagens. A flexibilidade é outro beneficio. A estrutura metálica mostra-se especialmente indicada nos casos onde há necessidade de adaptações, reformas e mudança de ocupação de edifícios.Além disso, torna mais fácil a passagem de utilidades como água, ar condicionado, eletricidade, esgoto, telefonia e informática. O sistema construtivo é perfeitamente compatível com qualquer tipo de material de fechamento, tanto vertical como horizontal, admitindo desde os mais convencionais – tijolos, blocos e lajes moldadas in loco – até componentes pré-fabricados – lajes, painéis de concreto e painéis drywall. A estrutura metálica também proporciona menor prazo de execução, a fabricação da estrutura em paralelo com a execução das fundações, a possibilidade de se trabalhar em diversas frentes de serviços simultaneamente, a diminuição de fôrmas e escoramentos, e o fato da montagem da estrutura não ser afetada pela ocorrência de chuvas, pode levar a uma redução de até 40% no tempo de execução, quando comparado com os processos convencionais. A racionalização de materiais e mão-de-obra é outro ponto positivo. Em uma obra, por meio de processos convencionais, o desperdício de materiais pode chegar a 25% em peso. A estrutura metálica possibilita a adoção de sistemas industrializados, fazendo com que o desperdício seja sensivelmente reduzido. Por serem mais leves, as estruturas metálicas também podem reduzir em até 30% o custo das fundações. Estrutura convencional Concreto simples Concreto é um material de construção resultante da mistura de um aglomerante (cimento), com agregado miúdo (areia), agregado graúdo (brita) e água em proporções exatas e bem definida. Atualmente, é comum a utilização de um novo componente – os “aditivos”, destinados a melhorar ou conferir propriedades especiais ao concreto. A pasta formada pelo cimento e água atua envolvendo os grãos dos agregados, enchendo os vazios entre eles e unindo esses grãos, formando uma massa compacta e trabalhável. A função dos agregados é dar ao conjunto condições de resistência aos esforços e ao degaste, além de redução no custo e redução na contratação. Após a mistura, obtém-se o concreto fresco, material de consistência mais ou menos plástica que permite a sua moldagem em formas. Ao longo do tempo, o concreto endurece em virtude de reações químicas entre o cimento e a água (hidratação do cimento). A resistência do concreto aumenta com o tempo, sua propriedade marcante é a elevada resistência aos esforços de compressão aliada a uma baixa resistência a tração. Concreto misturado a mão: Espalhe a areia, formando uma camada de uns 15 cm; Sobre a areia, coloque o cimento; Com uma pá ou enxada, mexa a areia e o cimento até formar uma mistura bem uniforme; Espalhe a mistura, formando uma camada de 15 cm a 20 cm; Coloque as pedras sobre esta camada, misturando tudo muito bem; Faça um monte com um buraco (coroa) no meio e Adicione e misture a água aos poucos, evitando que ela escorra. Concreto armado Concreto armado é um material de construção resultante da união do concreto simples e de barras de aço, envolvidos pelo concreto, com perfeita aderência entre os dois materiais, de tal maneira que resistam ambos solidariamente aos esforços a que foram submetidos. Para composição do concreto armado, pode-se indicar esquematicamente: Cimento + água = pasta Pasta + agregado miúdo = argamassa Argamassa + agregado graúdo = concreto Concreto + armadura de aço = concreto armado Alvenaria Alvenaria é a pedra sem lavra com que se erigem paredes e muros mediante seu assentamento com ou sem argamassa de ligação, em fiadas horizontais ou em camadas parecidas, que se repetem sobrepondo-se umas sobre as outras. Alvenaria também pode ser conceituada como sendo o sistema construtivo de paredes e muros, ou obras similares, executadas com pedras, com tijolos cerâmicos, blocos de concreto, cerâmicas e silicocalcário, assentados com ou sem argamassa de ligação. As alvenarias recebem ainda as seguintes denominações: Alvenaria ciclópica - executada com grandes blocos de pedras, trabalhadas ou não; Alvenaria insossa - executadas com pedras ou blocos cerâmicos, assentados sem argamassa, denominados também de “alvenaria seca”; Alvenaria com argamassa - executadas com argamassa de ligação entre os elementos, sendo também denominadas: Alvenaria hidráulica - executadas com argamassas mistas 1:4/8 (argamassa básica de cal e areia 1:4, adicionando-se cimento na proporção de uma parte de cimento para 8 partes de argamassa básica); Alvenaria ordinária - executada com argamassas de cal (1:4 - argamassa de cal e areia). Alvenaria de vedação - painéis executados com blocos, entre estruturas, com objetivo de fechamento das edificações. Alvenaria de divisão - painéis executados com blocos ou elementos especiais (drywall – gesso acartonado), para divisão de ambientes, internamente, nas edificações. Tipos de alvenaria Quanto aos materiais, as alvenarias podem ser executadas com: Pedras naturais Pedras irregulares: Usando-se pedras em estado natural, simplesmente encaixadas entre si ou assentadas com argamassa; Pedras regulares: Usando-se pedras naturais trabalhadas, com formas regulares ou não, assentadas com juntas secas ou juntas argamassadas, alinhadas ou desencontradas (travadas). Pedras artificiais Blocos de concreto: São elementos produzidos com dimensões de 19x19x39 cm e 15x19x39 cm, vazados com resistência a compressão de até 30 MPa, assentados com argamassa, ou podem ser utilizados em sistemas de construção em alvenaria armada. Blocos silicocalcário: São elementos produzidos com areia e cal vivas endurecidas ao vapor sobre pressão elevada, com as mesmas características dos blocos de concreto. Blocos de concreto leve: São elementos de concreto leve, fabricados a partir de uma mistura de cimento, cal, areia e pó de alumínio, autoclavado, que permite a formação de um produto de elevada porosidade, leve, resistente e estável. O produto é apresentado em blocos ou painéis, com dimensões e espessuras variadas, que permitem a execução de paredes de vedação e lajes. Tijolos cerâmicos: Elementos fabricados por prensagem ou extrusão da argila, que após um processo de pré-secagem natural, passa pelo processo de queima controlada sob alta temperatura, produzindo blocos maciços ou furados com dimensões padronizadas e normatizadas. São tradicionalmente utilizados nas alvenarias de vedação nas construções. Blocos de solo-cimento: São elementos fabricados a partir da massa de solos argilosos ou areno-argilosos mais cimento Portland, com baixo teor de umidade, em prensa hidráulica, formando tijolos maciços. Podem ser construídas também, paredes monolíticas, através do apiloamento da massa em formas deslizantes, entre pilares guia. Tipos de tijolos De acordo com as necessidades do projeto e a disponibilidade técnica e econômica pode-se especificar o material cerâmico de vedação dentro de uma vasta oferta de tipos de tijolos encontrados no mercado. Os de uso mais comum atualmente são tijolos de 4, 6 e 8 furos e ainda, em menor frequência, os tijolos de 2 furos e maciços. A seguir, são mostrados os tijolos mais usados e suas características: Tijolos cerâmicos Características Dimensões para orçamento 5 x 10 x 20 10 x 10 x 20 10 x 15 x 20 Quantidade por metro quadrado alvenaria de ½ vez (a chato) 76 46 46 Quantidade por metro quadrado alvenaria de ½ vez (de espelho) 42 46 (alv. ¾) 25 Processos de assentamento e juntas de argamassa Assentamento com juntas desencontradas Processo de assentamento Sistemas e dimensões de paredes Tipos de assentamento tradicionais de tijolos maciços: Tipos de amarrações consideram-se alvenarias amarradas as que apresentam juntas verticais descontínuas. A seguir, nas figuras, são mostrados os tipos de amarrações mais comuns para tijolos maciços ou de dois furos. Os esquemas também são válidos para outros tipos de tijolos cerâmicos ou blocos de concreto Tipos de juntas A forma escolhida para o acabamento das juntas nas alvenarias aparentes pode influir na qualidade e na durabilidade. Nas figuras a seguir,são mostrados os tipos de juntas mais comuns, incluindo algumas que não são recomendadas, tendo em vista os problemas que poderão provocar em termos de infiltração de umidade, retenção de poeira, formação de musgo, estética etc. Em seguida são mostrados alguns tipos de fresadores manuais usados no acabamento das juntas em alvenaria aparente. Proteção das alvenarias na execução de vãos Com a finalidade de absorver tensões que se concentram nos contornos dos vãos (portas e janelas), oriundas de deformações impostas é necessário prever a execução de vergas, contravergas e cintas de amarração. A verga é o elemento estrutural localizado sobre o vão e a contravergas é o reforço colocado sob a abertura, como mostra a figura a seguir: Vergas e contravergas para vãos de até 1,0 m pode-se executar o reforço no próprio local conforme mostra a figura a seguir: Para vãos de 1,0 a 2,0 m, as vergas podem ser executadas in loco ou pré-moldadas. No caso da opção ficar em pré-moldadas haverá um ganho em termos de produtividade. As dimensões mínimas estão mostradas na figura a seguir: Paredes altas - nas alvenarias com altura superior a 3,0 m, deverão ser previstas cintas de amarração intermediárias, dimensionadas, sobretudo, para absorver a ação de cargas laterais. Acima de 5,0 m de altura, as paredes deverão ser dimensionadas como alvenaria estrutural. Encunhamento das paredes Na elevação do fechamento das alvenarias de vedação, durante a cura da argamassa ocorre uma pequena redução de dimensões. Por esse motivo, junto às lajes ou vigas superiores, após um tempo mínimo de 10 dias, deve-se executar o encunhamento, que é realizado com o assentamento na última fiada com tijolos cerâmicos maciços (cozidos) um pouco inclinados com argamassa relativamente fraca (1: 3: 12 a 15 - cimento/cal hidratada/areia). Essa prática vem, no entanto, sendo substituída pela utilização de novos materiais e técnicas com o objetivo de obter um melhor rendimento, como por exemplo: Cimento expansor - argamassa pronta para uso à base de cimento, que com a adição de água expande-se ocupando o espaço deixado ou ocorrido com a retração; Polietileno expansor - produto com alta aderência que aplicado por meio de aerossol aumenta de volume. Ligações com estruturas de concreto Ligação da parede com pilares de concreto - junto às faces das peças de concreto que terão ligação com a alvenaria, após limpeza do desmoldante, deverá ser aplicado chapisco (traço 1:3 de cimento e areia). Nas ligações com pilares, poderão ser melhoradas com a colocação de ferros de espera (ferro-cabelo) chumbados durante a própria concretagem do pilar (dobrados e encostados na face interna da forma), ou com ferros de 6 mm embutidos em furos de 10 a 12 cm, executados com broca vídea de 8 mm e colados com resina epóxi (Compound da SIKA), após a desforma, com espaçamento médio de 50 cm e transpasse de 50 cm. Nos encontros de paredes, onde não haja amarração, tratar a junta com selante flexível (mastique garantindo acabamento e estanqueidade) e o embutimento de tela de estuque na argamassa de revestimento (20 cm para cada lado da junta) para evitar o destacamento do mesmo. Glossário na área de execução de alvenaria Alvenaria estrutural – ou alvenaria armada é o tipo de alvenaria autoportante usada em edificações dispensando as estruturas convencionais (viga e pilar) e requer projetos e técnicas construtivas especiais. Argamassa de assentamento – é a mistura de aglomerantes (cimento e cal) e agregado (areia) em traço apropriado para assentamento de tijolos cerâmicos ou blocos de concreto. Escantilhão – é uma régua de madeira ou metálica de comprimento igual ao pé-direito, com dispositivos que permitem a graduação das fiadas nas alturas desejadas. Os escantilhões, se bem utilizados (pessoal treinado) pode promover grandes ganhos em termos de produtividade e de qualidade (prumos e níveis). Estuque – tipo de alvenaria artesanal que utiliza argamassa mista ou gesso sobre telas de arame ou ripas finas de madeira. Facear – é o procedimento de alinhamento vertical dos tijolos em uma das faces, geralmente a externa, para compensar possíveis diferenças de dimensões dos tijolos. Ferros-cabelo – são armaduras fixadas nos pilares e que se estendem nas fiadas da alvenaria. Fresador ou frisador – ferramenta manual utilizada para dar acabamento nas juntas em alvenaria aparente. Graute – tipo de concreto com agregados em dimensão reduzida (areia e pedrisco) utilizado para preencher o vazio das peças armadas (blocos e tijolos) na alvenaria estrutural. Na composição de graute pode-se usar cal hidratada (10% do volume do cimento). Marcação ou locação – é a colocação das primeiras fiadas das paredes com a marcação dos vãos, sendo executadas com grande cuidado para obedecer o projeto. A marcação é geralmente feita pelo mestre junto com pedreiro responsável pelo levantamento das paredes com o uso de esquadros, réguas, níveis de mangueira e bolha, linhas e prumos. Em grandes obras deve-se usar equipamentos topográficos (teodolito e nível). Marcos ou aduelas – são seis tacos de madeira chumbados nas laterais dos vãos de portas com a finalidade de servir como elemento de ligação da alvenaria e o caixão da porta. Nível de mangueira – é a ferramenta simples constituída de uma mangueira transparente (diâmetro de até 13 mm) cheia d’água utilizada para marcar e controlar o nível (cotas) nos vários pontos da obra. Pode ser substituído elo nível de tambor que utilizam o mesmo princípio, embora com mais segurança nas marcações. Prumada – é o alinhamento vertical da alvenaria, termo empregado pelo pessoal de obra para designar a necessidade de fazer ou verificar o alinhamento utilizando o prumo de pedreiro. Tratamentos – térmicos, acústicos e impermeabilizações Proteção Acústica São os tratamentos executados para prover o necessário conforto acústico nos diversos compartimentos. Para tanto, na elaboração do projeto deverão ser estabelecidas as seguintes condições: Nível de som exterior, com conhecimento da massa de tráfego, condições urbanísticas vegetação, indústrias vizinhas, presenças de aerovias e aeroportos com medições em decibéis. Nível admissível de som no recinto, em função das atividades que nele serão exercido, medida em decibéis, determinado o acordo com a Tabela da norma -101 da ABNT. A queda de nível de som obtido com o emprego de materiais isolantes, cujas características estão prescritas nas normas NB-101 da ABNT. Para materiais que não figurem naquela relação, serão utilizados dados fornecidos pelo fabricante, desde que atestados por laboratórios idôneos, no caso do I.N.T. ou I.P.T. Cuidados especiais serão adotados no projeto, quando a abertura de vãos – portas e janelas – que, preferivelmente, serão duplas, com ajuste perfeito aos batentes e calafetagem perfeita impedindo a passagem de ar. Para o isolamento sonoro através de pisos, serão utilizados, além dos mesmos materiais citados, borracha em lençol, tapetes felpudos de espessura variável, borracha esponja, lã de vidro, cortiça ou materiais similares. Em casos especiais tais como, salas de operação, salas de hibernação e congêneres, em hospitais, será possível recorrer a pisos flutuantes sobre suportes elásticos, ou forros falsos com material de alto teor de absorção suspensos e fixados em entarugamentos de madeira ou outro processo recomendado tecnicamente. Toda vez que se tornar necessária a utilização de camada de ar intermediária, sus espessura deverá ser inferior a 10 cm, e evitadas ligações rígidas entre as placas. Os métodos de execução são os mesmos que regulam o emprego dos materiais para outros fins, tais como alvenaria de tijolos, chapas de fibras comprimidas perfuradas, vidros ou equivalentes Condicionamento Acústico É o tratamento executados nos auditórios e grandes áreas no sentido de estabelecer as melhores condições de audibilidade no recinto. Para tanto, na elaborações do projeto serão determinadas as posições das fontes sonoras,a distribuição dos sons diretos e refletidos. Poderão ser empregados deflectores ou difusores, conforme o fim a que se destina a operação. O cálculo de tempo de reverberação será feito com o emprego de fórmulas de Sabrine ou Eyring e os coeficientes de absorção, por metro quadrado, será os constantes das Normas NB-1011 da ABNT. Para os materiais não relacionados nas de normas os seus fabricantes fornecerão os coeficientes por unidade de área e para diferentes frequências, em ciclos por segundo. Os métodos de execução seguem os utilizados corretamente no emprego dos materiais para outros fins da construção. A utilização de cortinas, para-ventos ou estofados, ficará condicionada ao seu emprego permanente. Tratamento anti-vibratório Os equipamentos de proteção destinados a reduzir a transmissões nocivas ao bem estar ou perturbação das atividades humanas repousam, normalmente em placas de concreto que são isoladas dos blocos de fundações, por intermédio de dispositivos de alta resistência, que poderão ser classificados entre os seguintes: Molas Calços Lençóis de borracha Lençóis de cortiça Camada de betume ou mastique asfáltico Camadas de materiais fibrosos Juntas flexíveis Braçadeiras elásticas O projetista deverá verificar a permanência da elasticidade dos dispositivos adotados, recomendando-se a falta de indicações mais exatas, a não ultrapassagem dos seguintes valores: Calços ou lençóis de borracha - 0,3 Kg/cm2. Calços de Cortiça - 0,1 Kg/cm2 Mastique Asfáltico - 0,2 Kg/Cm2 Camada de escória - 0,2 Kg/cm2 Lã de vidro -0,8 Kg/cm2 O projetista deverá verificar, além disto, a existência de conjugados de frenagem que, modificando a distribuição de pressões possam conduzir ao esmagamento do material de proteção. As molas juntas flexíveis ou braçadeiras elásticas, só deverão ser empregadas após convenientemente projetadas, nos pontos de vista estáticos ou dinâmicos. Os calços, lençóis de borracha, mastique asfáltico, materiais fibrosos, escórias, lã de vidro só deverá ser empregado após adoção de cuidados especiais quanto à drenagem de óleos de lubrificação e outros que, tendo a afinidade com aqueles materiais, possam fazer a sua resistência. As placas de apoio serão isoladas da pavimentação por meio de juntas verticais convenientemente calafetadas com os mesmos materiais empregados na absorção das vibrações e cuja espessura é a mesma camada horizontal. Todos os dutos que chega, à plataforma de montagem, deverão ser providos de juntas flexíveis a fim de não transmitirem, também, vibrações. Tratamento Térmico Estão considerados, aqui, os serviços necessários para executar o tratamento térmico no interior do edifício, com finalidade de isolamento de calor e frio. Não é considerado neste capítulo o tratamento térmico sobre a laje, uma vez que este serviço faz parte integrante da impermeabilização e está especificado naquele sistema. Cobertura As coberturas são estruturas que se definem pela forma, observando as características de função e estilo arquitetônico das edificações. As coberturas têm como função principal a proteção das edificações, contra a ação das intempéries, atendendo às funções utilitárias, estéticas e econômicas. Em síntese, as coberturas devem preencher as seguintes condições: funções utilitárias: impermeabilidade, leveza, isolamento térmico e acústico; funções estéticas: forma e aspecto harmônico com a linha arquitetônica, dimensão dos elementos, textura e coloração; funções econômicas: custo da solução adotada, durabilidade e fácil conservação dos elementos. Para a especificação técnica de uma cobertura ideal, o profissional deve observar os fatores do clima (calor, frio, vento, chuva, granizo, neve etc.), que determinam os detalhes das coberturas, conforme as necessidades de cada situação. Entre os detalhes a serem definidos em uma cobertura, deverá ser sempre especificado, o sistema de drenagem das águas pluviais, por meio de elementos de proteção, captação e escoamento, tais como: Detalhes inerentes ao projeto arquitetônico: rufos, contra rufos, calhas, coletores e canaletas; Detalhes inerentes ao projeto hidráulico: tubos de queda, caixas de derivação e redes pluviais. Tipos de cobertura De acordo com os sistemas construtivos das coberturas, ou seja, quanto às características estruturais determinadas pela aplicação de uma técnica construtiva e/ou materiais utilizados podem classificar as coberturas em: Naturais Coberturas minerais: são materiais de origem mineral, tais como pedras em lousas (placas), muito utilizadas na antiguidade (castelos medievais) e mais recentemente apenas com finalidade estética em superfícies cobertas com acentuada declividade (50% < d >100 %). Atualmente, vem sendo substituída por materiais similares mais leves e com mesmo efeito arquitetônico (placas de cimento amianto); Coberturas vegetais rústicas (sapé): de uso restrito a construções provisórias ou com finalidade decorativa, são caracterizadas pelo uso de folhas de árvores, depositadas e amarradas sobre estruturas de madeiras rústicas ou beneficiadas. c) coberturas vegetais beneficiadas: podem ser executadas com pequenas tábuas (telhado de tabuinha) ou por tábuas corridas superpostas ou ainda, em chapas de papelão betumado; Coberturas com membranas: caracterizadas pelo uso de membranas plásticas (lonas), assentadas sobre estruturas metálicas ou de madeiras ou atarantadas com cabos de aço - tensas estruturas, ou ainda, por sistemas infláveis com a utilização de motores insufladores; Coberturas em malhas metálicas: caracterizadas por sistemas estruturais sofisticados, em estruturas metálicas articuladas, com vedação de elementos plásticos, acrílicos ou vidros. Coberturas tipo cascas: caracterizadas por estruturas de lajes em arcos, em concreto armado, tratadas com sistemas de impermeabilização; Terraços: estruturas em concreto armado, formadas por painéis apoiados em vigas, tratados com sistemas de impermeabilização, isolamento térmico e assentamento de material para piso, se houver tráfego; Telhados: são as coberturas caracterizadas pela existência de uma armação -sistema de apoio de cobertura, revestidas com telhas (materiais de revestimento). É o sistema construtivo mais utilizado na construção civil, especialmente nas edificações. Coberturas planas As coberturas planas são caracterizadas por superfícies planas, ou planos de cobertura, também denominados de panos ou águas de uma cobertura. Na maior parte dos casos, os planos de cobertura têm inclinações (α - ângulo) iguais e, portanto, declividades (d%) iguais. No caso do revestimento superior de uma edificação ter inclinação máxima de α = 75º, a área é identificada como cobertura. Para α > 75º o revestimento é denominado fechamento lateral. A cobertura deve ter inclinação mínima que permita o escoamento das águas das chuvas, e direcionada segundo o plano (projeto) de captação dessas águas. As coberturas horizontais têm inclinação entre 1 a 3% e as consideradas inclinadas tem caimento igual ou maior de 3%. Quanto à inclinação das coberturas, as mesmas podem ser classificadas em: Coberturas com pequenas declividades, denominadas terraços; Coberturas em arcos; Coberturas planas em superfícies inclinadas, determinadas por painéis de captação d’água. Os sistemas de apoio de coberturas planas podem ser executados em: madeira, metal ou concreto armado (podendo ser misto, também). A escolha e definição do material são determinadas pelas exigências técnicas do projeto, como o estilo, a função, os custos vão de sustentação, etc. Quanto à definição estrutural, as armações de coberturas podem ser executadas com os seguintes sistemas: Madeira Sistema de vigas e arcos treliçados em madeira maciça Sistema de vigas e arcos treliçados em madeira colada Sistema de treliças tipo tesouras Sistema tipo cavalete Metal Sistemas de vigas e arcos treliçados Sistemas de estruturas especiais (treliças espaciais etc.) Concreto armado Sistemas de vigas pré-moldadasSistemas de pórticos Sistemas de estruturas especiais integradas Elementos do projeto arquitetônico Nos projetos arquitetônicos, a determinação dos planos de cobertura compõe e determina a Planta de Cobertura, elaboradas nas escalas: 1:100, 1:200 ou 1:500. Neste elemento de arquitetura definem-se linhas divisórias, denominadas: espigão, água furtada, cumeeira e calhas. Devem ser indicados por setas ortogonais aos lados do polígono de cobertura, a orientação da declividade dos panos. Junto da seta, deve ser especificada a Inclinação (angulo αº) que o plano de cobertura faz com a horizontal - ou Declividade - tangente trigonométrica da inclinação, indicada pela letra d (d = h/d = tag α %). Especificações do projeto arquitetônico Correspondência entre inclinação (αº) e declividade (d%): Altura das cumeeiras, também chamada de Ponto de Cobertura - é a relação entre a altura máxima da cobertura e o vão. O Ponto varia entre os limites de 1:2 a 1:8 nos telhados. Acabamentos laterais de coberturas: 1. Oitão - elevação externa em alvenaria de vedação acima da linha de forro (pé-direito), que ocorrem com a eliminação das tacaniças (planos de cobertura de forma triangular, limitado pela linha lateral da cobertura e dois espigões); 2. Platibandas - elevação de alvenarias acima da linha de forro, na mesma projeção das paredes, com objetivo funcional de proteção das coberturas; 3. Beiradas - caracterizadas pela projeção das estruturas de apoio de cobertura além da linha de paredes externas, e a inexistência da execução de acabamento com forro; 4. Beirais - caracterizados pela projeção das estruturas de apoio de cobertura além da linha de paredes externas, com a execução de forros. Em algumas definições arquitetônicas, executam-se os prolongamentos das lajes de forro em balanço estrutural, além da linha de paredes externas. 5. Detalhes complementares 6. Elementos de captação de águas: canaletas, calhas e ralos; 7. Iluminação e ventilação zenital: claraboias e domos. Tipos de telhados Uma água (meia água) Caracterizada pela definição de somente uma superfície plana, com declividade, cobrindo uma pequena área edificada ou estendendo-se para proteger entradas (alpendre) Duas águas Caracterizada pela definição de duas superfícies planas, com declividades iguais ou distintas, unidas por uma linha central denominada cumeeira ou distanciadas por uma elevação (tipo americano). O fechamento da frente e fundo é feita com oitões. Três águas Caracterizada como solução de cobertura de edificações de áreas triangulares, onde se definem três tacaniças unidas por linhas de espigões. Quatro águas Caracterizada por coberturas de edificações quadriláteras, de formas regulares ou irregulares. Múltiplas águas Coberturas de edificações cujas plantas são determinadas por superfícies poligonais quaisquer, onde a determinação do número de águas é definida pelo processo do triângulo auxiliar. Cobrimento ou telhamento O mercado oferece uma diversidade de materiais para telhamento de coberturas, cuja escolha na especificação de um projeto depende de diversos fatores, entre eles o custo que irá determinar o patamar de exigência com relação à qualidade final do conjunto, devendo-se considerar as seguintes condições mínimas: Deve ser impermeável, sendo esta a condição fundamental mais relevante; Resistente o suficiente para suportar as solicitações e impactos; Possuir leveza, com peso próprio e dimensões que exijam menos densidade de estruturas de apoio; Deve possuir articulação para permitir pequenos movimentos; Ser durável e devem manter-se inalteradas suas características mais importantes; Deve proporcionar um bom isolamento térmico e acústico. Chapa de aço zincado Existem perfis ondulados, trapezoidais e especiais; Podem ser obtidas em cores, com pintura eletrostática; Permitem executar coberturas com pequenas inclinações; Podem ser fornecidas com aderência na face inferior de poliestireno expandido para a redução térmica de calor; Principais fornecedores: chapas dobel (sueca), mini kalha tekno e perkrom. Telhas autoportantes Executadas com chapas metálicas ou concreto protendido, em perfis especiais (autoportantes) para vencer grandes vãos, variando de 10 a 30 metros, em coberturas planas e arcadas, sem a existência de estrutura de apoio; Utilizadas em construções de galpões industriais, agrícolas, esportivos, hangares etc.; Principais fornecedores: kalha tekno, imasa, pimental, macmetal, cimasa, cassol, consid etc. Telhas de alumínio É o material mais leve, e de maior custo; Fornecidas em perfil ondulados e trapezoidais; Refletem 60% das irradiações solares, mantendo o conforto térmico sob a cobertura. São resistentes e duráveis; Cuidado deve ser observado para não apoiar as peças diretamente sobre a estrutura de apoio em metal ferroso, às peças devem ser isoladas no contato; Principais fornecedores: Alcan, Alcoa, asa, belmetal etc. Telhas plásticas Fornecidas em chapas onduladas e trapezoidais, translúcidas e opacas, de PVC ou Poliester e em cores; Principais fornecedores: Goyana, Tigre, Plagon, Trorion etc. Telhas cerâmicas São tradicionalmente usadas na construção civil; Tipos principais: francesa, colonial, plan, romana, plana ou germânica. Telhas de vidro Formatos similares às telhas cerâmicas; Utilizadas para propiciar a iluminação zenital. Telhas de fibrocimento São fabricadas com cimento Portland e fibras de amianto, sob pressão; Incombustíveis, leves, resistentes e de grande durabilidade; Fácil instalação, existindo peças de concordância e acabamento, e exigindo estrutura de apoio de pouco volume; Perfis variados e também autoportantes, com até 9,0 m de comprimento. Telhas de chapas compensadas e aluminizadas Feitas com lâminas de madeira compensada, coladas a alta pressão; Incombustíveis; Alta resistência mecânica, suportando peso de cinco pessoas; Refletem os raios solares, permitindo temperaturas interiores mais baixas; Dimensões das peças: c = 2,2 m, l = 1,00 m, e = 6 mm Telhas de concreto Telhas produzidas com traço especial de concreto leve, proporcionando um telhado com 10,5 telhas por metro quadrado e peso de 50 kg/m2; Perfis variados com textura em cores obtidas pela aplicação de camada de verniz especial de base polímero acrílica; Alta resistência das peças, superior a 300 kg. Chapas de policarbonato Apresentadas em chapas compactas (tipo vidro) ou alveolares, transparentes ou translúcidas, em cores, praticamente inquebráveis (resistência superior ao do vidro em 250 vezes), baixa densidade, resistentes a raios ultravioleta, Flexíveis, material auto extinguível não gerando gases tóxicos quando submetido a ação do fogo; A aplicação de chapas de policarbonato, devido a variedade de tipos e espessuras, é a solução para inúmeras indicações, tais como: coberturas em geral, luminosos, blindagem, janelas e vitrines etc.; Basicamente as chapas de policarbonato podem ser instaladas em qualquer tipo de perfil: de aço, alumínio ou madeira, porém, é necessário que tenham boa área de apoio e folga para a dilatação térmica. Estruturas de apoio tipo tesouras As armações tipo tesouras correspondem ao sistema de vigas estruturais treliçados, ou seja, estruturas isostáticas executadas com barras situadas num plano e ligadas umas ao outras em suas extremidades por articulações denominadas de nós, em forma de triângulos interligados e constituindo uma cadeia rija, apoiada nas extremidades. Tipos de tesouras Independente do material a ser utilizado na execução de estruturas tipo tesoura as concepções estruturais são definidas pelas necessidades arquitetônicas do projeto e das dimensões da estrutura requerida, onde podemos ter os seguintes esquemas: Elementos de uma tesoura e terminologia Para orientar a comunicação com o pessoal nas obras a terminologia das peças que compõem um telhado é a seguinte: Detalhes de ligações dos elementos – sambladuras e entalhes São tipos de ligações práticas entre duas peças demadeiras definidas após verificação das resistências das superfícies de contato ao esmagamento e, às vezes, ao cisalhamento de um segmento da peça (caso específico dos nós extremos da tesoura). Detalhes dos elementos de amarração São os elementos de amarração e de ancoragem que proporcionam a ligação que deve existir entre a edificação e a cobertura. Usualmente os elementos de amarração são constituídos de barras, braçadeiras, cantoneiras ou chapas de aço colocados de forma a fixar as tesouras ou cavaletes firmemente nas lajes, vigas ou paredes da construção de forma a suportar os possíveis esforços médios de arrancamento ou movimentação da cobertura (ventos, chuva, e dilatação térmica). Detalhes dos elementos de ancoragem Os elementos de ancoragem são necessários quando são maiores os esforços de arrancamento da estrutura de cobertura, exigindo dessa forma a execução de dispositivos de aprisionamento das tesouras com maior critério. Nos esquemas a seguir são mostrados sete tipos de ancoragem mais usuais e seus resultados em termos de desempenho (carga média de ruptura). Detalhes dos elementos de captação de água Os elementos de captação de águas pluviais de coberturas compõem o sistema de coleta e condução das águas que vai desde o telhado propriamente dito até ao sistema público de destinação dessas águas (drenagem superficial e subterrânea da via pública). Em geral os elementos de captação e condução são executados em chapas de ferro galvanizado, mas pode ser de PVC rígido, fibrocimento ou concreto armado impermeabilizado. Na tabela a seguir são relacionadas as chapas de ferro galvanizado usuais existentes no mercado: A colocação e fixação dos elementos de captação de água devem ocorrer pouco antes do arremate final do telhado e o engenheiro deve verificar os seguintes pontos antes de liberar a continuidade dos trabalhos, pois é prudente evitar retorno de operários sobre a cobertura para fazer reparos para não causar danos às telhas e acessórios e com isso provocar infiltrações e goteiras: Conferir as emendas (soldas e rebites); Verificar se o recobrimento mínimo é respeitado (8 cm em telhados comuns); Fazer um teste de vazamento e caimento (ver se água fica parada em pontos da calha); Ver se existem juntas de dilatação em calhas com mais de 20 m; verificar os pontos de impermeabilização. GLOSSÁRIO NA ÁREA DE EXECUÇÃO DE COBERTURAS Água – é o tipo de caimento dos telhados em forma retangular ou trapezoidal (meia-água, duas águas, três, quatro águas). Alpendre - cobertura suspensa por si só ou apoiada em colunas sobre portas ou vãos. Geralmente, fica localizada na entrada da edificação. Amianto – originado do mineral chamado asbesto, composto por filamentos delicados, flexíveis e incombustíveis. É usado na composição do fibrocimento. Beiral – parte da cobertura em balanço que se prolonga além da prumada das paredes. Caibros – peças e madeira de média esquadria que ficam apoiadas sobre as terças para distribuir o peso do telhado. Calha – é canal ou duto em alumínio, chapas galvanizadas, cobre, PVC ou latão que recebe as águas das chuvas e as leva aos condutores verticais. Cavalete – é a estrutura de apoio de telhados feita em madeira, assentada diretamente sobre laje. Chapuz – é o calço de madeira, geralmente em forma triangulas que serve de apoio lateral para a terça ou qualquer outra peça de madeira. Claraboia – é a abertura na cobertura, fechada por caixilho com vidro ou outro material transparente, para iluminar o interior. Contrafrechal – é a viga de madeira assentada na extremidade da tesoura. Cumeeira – parte mais alta do telhado no encontro de duas águas. Empena, oitão ou frontão - cada uma das duas paredes laterais onde se apoia a cumeeira nos telhados de duas águas. Espigão – interseção inclinada de águas do telhado. Frechal – é a componente do telhado, a viga que se assenta sobre o topo da parede, servindo de apoio à tesoura. Distribui a carga concentrada das tesouras sobre a parede. Platibanda – mureta de arremate do telhado, pode ser na mesma prumada das paredes ou com beiral. Policarbonato - Material sintético, transparente, inquebrável, de alta resistência, que pode substituir o vidro, proporcionando grande luminosidade. Recobrimentos – são os transpasses laterais, inferior e superior que um elemento de cobrimento (telha) deve ter sobre o seguinte. Rincão (água furtada) – canal inclinado formado por duas águas do telhado. Ripas – são as peças de madeira de pequena esquadria pregadas sobre os caibros para servir de apoio para as telhas. Tacaniças – é uma água em forma triangular. Terças – são as vigas de madeira que sustentam os caibros do telhado, paralelamente à cumeeira e ao frechal. Tirante – é a viga horizontal (tensor) que, nas tesouras, está sujeita aos esforços de tração. Treliça – é a armação formada pelo cruzamento de ripas de madeira. Quando tem função estrutural, chama-se viga treliça e pode ser de madeira ou metálica. Varanda – área coberta ao redor de bangalôs (casas térreas), no prolongamento do telhado. Instalações elétricas e de telefone Em geral, a leitura de um projeto de instalações elétricas é simples, mas exige algum conhecimento de eletricidade. É importante, por exemplo, saber diferenciar os fios fase, neutro e terra. No entanto, as legendas e as notas gerais ajudam a entender a planta. Basicamente, o projeto determina a quantidade e a localização das tomadas, dos pontos de luz e qual a capacidade de carga de cada um. Vale lembrar que alguns equipamentos domésticos consomem mais energia e isso precisa ser discutido na fase de projeto para que sejam planejados circuitos específicos, com mais potência. A planta demonstrada a seguir é de um apartamento-tipo, de um edifício residencial de 11 andares. Nesse edifício há quatro apartamentos por pavimento, todos com a mesma planta de elétrica, com cinco circuitos cada, sendo dois desses com tensão de 220 V. Reproduzimos apenas uma, pois o esquema elétrico é igual para todos. O diagrama bifilar no desenho representa o quadro de luz do apartamento. Nele constam quantos e quais circuitos existem. Nesse apartamento são cinco circuitos, sendo dois específicos: um para máquina de lavar louças, representado pelo no 4 e a sigla M.L.L.; e outro, com a sigla M.S.R. e o no 5, para máquina de secar roupas. As linhas indicadas com RES. são espaços vazios no quadro, reservados para eventuais instalações futuras. NOTAS GERAIS 01 - CONDUTORES E ELETRODUTOS NÃO DIMENSIONADOS SERÃO DE #2,5 mm E Ø3/4", EXCETO PARA FIOS RETORNO DE ILUMINAÇÃO QUE SERÃO DE #1,5 mm 02 - CONDUTORES TERRA NÃO DIMENSIONADOS SERÃO DE #2,5 E ISOLAÇÃO NA COR VERDE 03 - TODA A TUBULAÇÃO UTILIZADA NESTE PROJETO SERA EM PVC 04 - PONTOS DE LUZ INCANDESCENTE SEM INDICAÇÃO DE POTÊNCIA SERÃO DE 100 W 05 - TODOS OS CIRCUITOS DE TOMADA DE USO GERAL NÃO DIMENSIONADOS SÃO DE #2,5 mm, E ATERRADAS, EXCETO CIRCUITO DE USO GERAL DA COZINHA QUE SERÁ #4 mm 06 - NOS SHAFTS/ESPAÇOS DE CONSTRUÇÃO DAS PRUMADAS ELÉTRICAS DEVERÃO SER CRIADAS BARREIRAS CORTA-FOGO EM TODOS OS ANDARES, COM AS PASSAGENS DE CABOS DE ELETRODUTOS OBTURADOS EM TODAS AS EXTREMIDADES, PARA EVITAR A SAÍDA DE GASES NOCIVOS/TÓXICOS 07 - TODAS AS CAIXAS SERÃO 4"x2", EXCETO ONDE INDICADO 08 - O FOGÃO DEVERÁ POSSUIR CORDÃO DE ALIMENTAÇÃO ESPECIAL, CONFORME ORIENTAÇÃO DO FABRICANTE 09 - ONDE HOUVER INSTALAÇÃO APARENTE PARA O SISTEMA DE ALARME DE INCÊNDIO, DEVERÁ SER UTILIZADO ELETRODUTO ANTICHAMAS 10 - PARA ÁREAS MOLHÁVEIS SERÃO UTILIZADAS TOMADAS DE 20 A, DEMAIS TOMADAS SERÃO DE 10 A. Com a legenda é possível decifrar a maioria dos símbolos da planta, como os traços, que indicam por onde passam os eletrodutos. Se a linha for contínua, o eletroduto passa pelo teto; se for tracejada, passa pelo piso. Instalações hidro sanitárias São relativas às instalações de água fria e esgoto. A água, além de ser necessária para a higiene pessoal dos operários, é a matéria prima para alguns materiais como concretos eargamassas. Assim, é necessário que se tenha quantidade suficiente e que a mesma apresente qualidade compatível com as necessidades. Tanto para a higiene pessoal quanto para o uso no preparo dos materiais básicos no canteiro, recomenda-se uso de água da rede pública, a qual apresenta qualidade garantida. No caso de inexistência da rede pública de água no local da obra, caso pouco comum, deve-se verificar a possibilidade de expansão da rede junto à concessionária. Em casos onde não existe a rede e nem mesmo plano para a expansão da existente, tem-se como alternativa a perfuração de poços no local da obra ou ainda a compra da água, que comumente é entregue através de caminhões. Vale observar que nos casos de obras de grande porte e longa duração, a água de poço, desde que adequada às condições de uso, pode tornar-se uma alternativa economicamente mais viável, ainda que exista a rede local. As instalações hidros sanitárias, nomeadamente água e esgoto, têm como finalidade fazer a distribuição da água, em quantidade suficiente e promover o afastamento adequado das águas servidas, criando desta forma, condições favoráveis ao conforto e segurança dos usuários. Normas • NBR 5626/1998 – Instalações Prediais de Água Fria; • NBR 7198/1993 – Instalações Prediais de Água Quente; • NBR 7229/1993 – Projeto, construção e operação de sistemas de tanques sépticos; • NBR 8160/1983 – Instalações Prediais de Esgotos Sanitários; • NBR 13969/1997 – Tanques sépticos – Unidades de tratamento complementar e disposição final dos efluentes líquidos – Projeto, construção e operação. Instalações de água fria As instalações de água fria correspondem ao conjunto de tubulações, conexões e acessórios que permitem levar a água da rede pública até os pontos de consumo ou utilização dentro da habitação. A distribuição de água poderá ser feita através dos seguintes sistemas: Distribuição direta Distribuição indireta Distribuição mista Distribuição direta Todos os aparelhos e torneiras são alimentados diretamente pela rede pública. Distribuição indireta Todos os aparelhos e torneiras são alimentados por um reservatório superior alimentado diretamente pela rede pública. Distribuição indireta sem recalque • A água potável vem diretamente da rede pública, quando houver pressão suficiente até o reservatório superior, que alimenta por gravidade os pontos de água. Distribuição indireta com recalque • Quando a pressão da rede pública não for suficiente para alimentar o reservatório superior, utiliza-se outro de cota reduzida, geralmente localizado no pavimento térreo, denominado de reservatório inferior (ou subterrâneo) de onde a água é recalcada, por meio de bombas, para o reservatório superior (ou elevado) e a partir deste é feita a distribuição por gravidade para o interior da edificação. Distribuição indireta hidropneumática Este processo dispensa o reservatório superior e a distribuição é ascendente, a partir de um reservatório de aço onde a água fria pressurizada. Estes equipamentos requerem manutenção preventiva periódica. • Distribuição mista – associação dos sistemas direto e indireto, parte pela rede pública e parte pelo reservatório superior. Instalações prediais de água quente As instalações de água quente são realizadas pelos seguintes sistemas: Individual O sistema de aquecimento é individual quando alimenta uma única peça de utilização. Ex.: chuveiros, torneiras. Central Privado O sistema de aquecimento é central privado, quando alimenta várias peças de utilização de um único domicílio. Ex.: aquecedor de acumulação e reservatório de água quente. Central coletivo O sistema de aquecimento é central coletivo, quando alimenta peças de utilização de vários domicílios ou várias unidades. Ex.: edifício de apartamentos, hotéis, motéis, hospitais etc. Instalações prediais de esgoto sanitário O despejo de esgoto sanitário poderá ser feito através das seguintes formas: Direto O esgoto é lançado diretamente do coletor predial ao coletor público, quando a profundidade do mesmo não exceder à do coletor público. Aparelhos e metais sanitários Principais Louças Sanitárias As principais louças sanitárias que integram as instalações de uma residência, instaladas na fase final de acabamento são a pia ou cuba de louça, vaso sanitário e bidê que fazem parte do banheiro. Quanto à cozinha, geralmente se usa cuba de aço inox e na área de serviço tanque de louça ou de aço inox. Principais Metais Hidro Sanitários São chamados de metais sanitários, os dispostos para controle de água utilizado nas instalações, como torneiras, registros, válvulas de descarga, caixas de descarga, e válvulas de escoamento de pias. Estes dispositivos são usados em conjunto com as louças sanitárias de banheiro como vaso sanitário, lavatórios e bidês, e com as cubas de cozinha e tanques de lavar roupa. Hoje em dia existem também dispositivos de controle feitos de PVC como torneiras, registros e válvulas. Entretanto a tradição acaba prevalecendo quanto ao nome, que ainda faz alusão prevalente aos materiais feitos em metal. Principais Peças e Dispositivos de Esgoto Os principais dispositivos usados nas instalações de esgoto são as válvulas de escoamento das pias e tanques, os sifões utilizados em pias, as caixas e ralos sifonados, os ralos simples, as caixas de passagem e caixa de gordura. Caixa d´Água A caixa de água é o principal dispositivo das instalações hidráulicas, pois serve para armazenar a água que será servida, assim como é partir dela que é feita a ramificação das canalizações que levam pontos de água aos diversos pontos e aparelhos da casa ou apartamento. Esquadrias Existe uma infinidade de tipos de portas e janelas para uma casa, quanto ao estilo ou aparência, quanto à funcionalidade, como quanto ao material com o qual é produzida. Indo muito além das aparências e pensando no clima É um erro pensar em esquadrias pensando apenas no "estilo da construção", da mesma forma que é errado construir uma casa em estilo colonial, com telhados de pouca inclinação em local onde neva. Pensar apenas em "estilo arquitetônico" sob o ponto de vista estético não faz sentido em alguns casos. É preciso pensar também em funcionalidade, ou seja, uma casa tem como função primordial ser um abrigo confortável. Se uma casa é construída em local predominantemente frio, deve ser projetada de modo a proteger os moradores do frio, e aproveitar alguns recursos naturais para manter a temperatura interna agradável, isto é, além de usar recursos artificiais. Se a casa é construída em clima quente, deve ser pensada no sentido de ser um abrigo ou refúgio, onde os moradores encontrem temperaturas interiores mais amenas, aproveitando aos máximos recursos naturais, como ventos predominantes, e adotando estratégias que impeçam que muito do calor do exterior passe para o interior de uma residência. Uma casa bem pensada, é a combinação de vários elementos, e as esquadrias são uma parte do todo, que juntos tornarão uma casa agradável e funcional. Portanto, as esquadrias não podem ser pensadas somente em termos de beleza ou estilo, mas também em termos de funcionalidade. Isto implica em pensar no local onde se constrói a casa e considerar os fatores climáticos. Precisa-se de muita vedação ou se pelo contrário, precisa de muita ventilação, ver se o sistema de venezianas é adequado, etc. Em climas onde existem longos períodos de frios e longos períodos de calor, é preciso pensar em esquadrias que sejam flexíveis quanto à possibilidade de boa ventilação no verão, e boa vedação contra ventos frios no inverno. Materiais de Esquadrias As portas e janelas, em sua forma mais tradicional são de madeiras fabricadas em todos os tipos e modelos. Entretanto são muito usadas também as esquadrias de ferro, geralmente do tipo janelas com folhas de correr ou vidros. Esquadrias de alumínio têm substituído cada vez mais as esquadrias de ferro e de madeira, principalmente no caso de edifícios de apartamentos. Existe aindacomo opção, as janelas de pvc, um material plástico ou derivado do petróleo. As esquadrias de madeira, ferro ou alumínio podem ser encomendadas sob medida ou encontradas prontas em lojas de materias de construção, em tamanhos padronizados. Tipos de Esquadrias Quanto ao tipo e forma de funcionamento, os modelos são variados, e aqui estão listados os modelos principais e básicos. Existem as janelas com duas folhas de correr com painéis de vidro, tendo ou não uma combinação de venezianas com sistema sanfonado de abrir independentes. Existem também os modelos tipo guilhotina, igualmente com painéis de vidro, onde as folhas das janelas deslizam verticalmente para serem abertas. E existem as portas e janelas com duas folhas que se abrem com dobradiças, contendo parte em painel de vidro e parte em venezianas, sendo que ambas as partes podem ser vedadas por portinholas, uma para permitir ou vedar entrada de luz, ou para permitir ou vedar a ventilação. Este é um tipo de janela muito funcional, ideal para climas onde existem estações frias e quentes. Quanto à forma e aparência, existem portas e janelas retangulares como em arco, geralmente em estilo moderno e funcional, algumas fazendo referência ao estilo colonial. Tipos de Portas Existe uma grande variedade de tipos de portas quanto ao seu material e sistema de fabricação, como também quanto ao estilo, revestimento e opções de acabamento. São encontradas no mercado portas em madeira maciça, ou feitas com duas floras de compensado que fecham as faces maiores tendo no seu interior ripas longitudinais que podem ser ou não espaçadas entre si. Estas portas que não são de madeira maciça, apresentam duas opções de acabamento, podendo ser compradas para serem emassadas e pintadas ou já revestidas com folheado de algum tipo de madeira, ou seja, uma fina camada de madeira nobre que vem colada sobre a porta, para receber como acabamento verniz ou cera. Os tipos mais comuns de revestimento de portas de madeira prensada são o mogno, imbuia, cedro, e cerejeira entre outros. As portas de madeira maciça geralmente são feitas de canela, cedro, mogno e outros tipos de madeira de lei. Quanto à aparência funcionalidade, existem vários tipos, como portas lisas que são as mais comuns, portas almofadadas ou entalhadas que são mais nobres e mais caras. Algumas possuem também painéis de vidro, e podem ter forma de arco. Tradicionalmente, um tipo de batente muito comum era feito em peroba, mas geralmente a madeira dos batentes acompanham o material da portão, principalmente se for de porta de madeira maciça para ser envernizada ou encerada. Contramarco Quando a alvenaria está sendo levantada, ou seja, enquanto as paredes estão sendo erguida, a boa técnica construtiva recomenda colocar um contramarco nos vão deixados para as portas e janelas. Trata-se de um quadro de madeira resistente, feito do mesmo material usado para as portas e janelas. O contramarco funciona como um caixilho provisório, para que o vão fique bem demarcado na junção da alvenaria e emboço com o vão da porta. Assim não se corre o risco que manchar com cimento ou argamassa o batente ou armação de madeira das portas e janelas, que vão entrar dentro destas, e que serão colocadas somente na fase de pintura. O uso de contramarco nem sempre está presente em todas as obras, pois em função da evolução dos materiais de esquadrias, e novos métodos de construção, nem sempre se fazem mais necessários em função da simplificação da construção nos dias de hoje. Esquadria é o nome usado para denominar portas, janelas, portões, marcos, caixilhos, venezianas, persianas, gradis e outros. Passo 1 O que fazer: Na construção de uma casa, os batentes das portas e das janelas de madeira são fixados diretamente nos tarugos chumbados nas paredes. Passo 2 O que fazer: Os batentes devem ser nivelados e esquadrejados. Ou seja, devem sempre estar alinhados com as portas ou as janelas que irão prender e nivelados em relação ao piso ou parede. Passo 3 O que fazer: Deve-se deixar espaço para o acabamento do piso, quando marcar as soleiras das portas e a altura dos peitoris das janelas. Passo 4 O que fazer: No caso de portas e janelas, as esquadrias são fabricadas em diversos materiais. Passo 5 O que fazer: No geral, as esquadrias de ferro já vêm prontas com chumbador ou grapa ou rabo de andorinha para serem instaladas nos vãos. Revestimentos de parede Revestimentos são todos os procedimentos utilizados na aplicação de materiais de proteção e de acabamento sobre superfícies horizontais e verticais de uma edificação ou obra de engenharia, tais como: alvenarias e estruturas. Nas edificações, consideraram-se três tipos de revestimentos: revestimento de paredes, revestimento de pisos e revestimento de tetos ou forro. Os revestimentos de paredes têm por finalidade regularizar a superfície, proteger contra intempéries, aumentar a resistência da parede e proporcionar estética e acabamento. Os revestimentos de paredes são classificados de acordo com o material utilizado em revestimentos argamassados e não-argamassados. Revestimentos argamassados Os revestimentos argamassados são os procedimentos tradicionais da aplicação de argamassas sobre as alvenarias e estruturas com o objetivo de regularizar e uniformizar as superfícies, corrigindo as irregularidades, prumos, alinhamentos dos painéis e quando se trata de revestimentos externos, atuam como camada de proteção contra a infiltração de águas de chuvas. O procedimento tradicional e técnico é constituído da execução de no mínimo de três camadas superpostas, contínuas e uniformes: chapisco, emboço e reboco. Chapisco Chapisco é argamassa básica de cimento e areia grossa, na proporção de 1:3 ou 1:4, bastante fluída, que aplicada sobre as superfícies previamente umedecidas e tem a propriedade de produzir um véu impermeabilizante, além de criar um substrato de aderência para a fixação de outro elemento. Emboço O emboço é a argamassa de regularização que deve determinar a uniformização da superfície, corrigindo as irregularidades, prumos, alinhamento dos painéis e cujo traço depende do que vier a ser executado como acabamento. É o elemento que proporciona uma capa de impermeabilização das alvenarias de tijolos ou blocos e cuja espessura não deve ser maior que 1,5 cm. O emboço é constituído de uma argamassa grossa de cal e areia no traço 1:3. Usualmente adiciona-se cimento na argamassa do emboço constituindo uma argamassa mista, em geral nos traços 1/2:1:5; 1:1:6; 1:2:9 (cimento, cal e areia). Para a execução do emboço é necessário ter decorrido um tempo mínimo de carência da aplicação do chapisco de 3 dias e que preferencialmente os elementos embutidos das paredes tenham sido executados, as tubulações hidráulicas e elétricas, os rasgos devidamente preenchidos, os batentes das portas colocados ou com os tacos dos batentes assentados, contramarco dos caixilhos e preferencialmente o contra piso executado (neste caso, cuidar de proteger o contra piso contra prováveis incrustações de argamassas). Antes, ainda, de iniciar a execução do emboço é conveniente fazer uma limpeza da superfície, caso não tenha sido feita antes da aplicação do chapisco, retirando sujeira acumulada (poeiras, graxas, desmoldantes, tintas etc.). Nas figuras a seguir são mostradas as etapas executivas do emboço. Colocação dos tacos ou taliscas – são pequenas peças de madeira ou de ladrilhos cerâmicos colocados sobe a superfície a ser revestida e que servirá de referencia para o acabamento. Usa-se fixar os tacos com a mesma argamassa que vai ser utilizada no emboço. Os tacos devem ser aprumados e nivelados nas distâncias indicadas na figura, redobrando o cuidado em relação ao alinhamento em que se encontram os registros, as tomadas d’água, caixas dos interruptores e tomadas elétricas. Se necessário, fazer os ajustes nesses elementos para obedecer o plano de acabamento (prumo) desejado. Execução das mestras – depois que os tacos estiverem consolidados (2 dias, nomínimo), preenche-se o espaço entre as taliscas verticalmente com a mesma argamassa do emboço e estando a massa firme com o uso de uma régua de alumínio (desempenadeira), apruma-se as mestras que servirão de guia para a execução do revestimento. Emassamento da parede – depois de consolidados as mestras (mínimo 2 dias), executa-se o preenchimento dos vãos entre as mestras com argamassa de revestimento em porções chapadas cuidando para que fique um excesso em relação ao plano das mestras. No caso da espessura do revestimento ficar maior que 2 a 3 cm, executar em camadas menores em intervalos de no mínimo 16 horas. As chapadas deverão ser comprimidas com colher de pedreiro num primeiro espalhamento, tomando o cuidado de recolher o excesso de argamassa depositado sobre o piso antes que endureçam. Sarrafe amento – iniciar o sarrafe amento tão logo a argamassa tenha atingido o ponto de sarrafe amento usando uma régua desempenadeira de baixo para cima, retirando o excesso de material chapeado. Para verificar o ponto de desempeno, que depende do tipo de argamassa usada, da capacidade de sucção da base e das condições climáticas, deve-se pressionar com o dedo a superfície chapeada. O ideal é quando o dedo não mais penetra na argamassa (apenas uma leve deformação), permanecendo praticamente limpo. Desempeno – dependendo do acabamento desejado pode-se executar o desempeno da superfície com desempenadeira de mão adequada para cada caso (madeira, aço ou feltro). Se a parede for receber revestimento cerâmico, basta um leve desempeno com desempenadeira de madeira, cuidando para não deixar incrustações nos cantos e no piso próximo ao rodapé. Reboco É a argamassa básica de cal e areia fina, onde a nata de cal (água e cal hidratada) adicionada em excesso no traço, constitui uma argamassa gorda, que tem a característica de pequena espessura (na ordem de 2 mm) e de preparar a superfície, com aspecto agradável, acetinado, com pouca porosidade, para a aplicação de pintura. A aplicação é feita sobre a superfície do emboço, após 7 dias (sem que tenha sido desempenado) com desempenadeira de mão, comprimindo-se a massa contra a parede, arrastando de baixo para cima, dando o acabamento (alisamento) com movimentos circulares tão logo esteja no ponto, trocando-se de desempenadeira (aço, espuma, feltro) dependendo do acabamento desejado. Argamassas Especiais São encontradas no mercado variadas argamassas industrializadas para aplicação imediata, cujas características de preparo e recomendações especiais de aplicação são fornecidas pelos fabricantes (detentores das patentes). Normas gerais para execução de revestimentos argamassados As superfícies a revestir deverão ser limpas e molhadas antes de qualquer revestimento ser aplicado. Molhando a parede, executa-se a limpeza, permitindo as melhores condições de fixação do revestimento, com a remoção do limo, fuligem, poeira, óleo etc., que podem acarretar o desprendimento futuro da argamassa; Antes de ser iniciado qualquer serviço de revestimento, deverão ser instalados os dutos embutidos dos sistemas elétricos, de comunicação, gás e hidro sanitários, devendo ser testadas as canalizações (sob pressão fluídica ou com lançamento dos guias), permitindo que se façam reparos, se necessários; As superfícies estruturais em concreto, tijolos laminados ou prensados, serão previamente chapiscadas, logo após o término da elevação das alvenarias; Emboço só será aplicado após completa pega da argamassa de assentamento das alvenarias e do chapisco, e as superfícies deverão ser molhadas convenientemente antes do processo; Quando houver necessidade de espessura de emboço acima de 2 cm, deverão ser executados em camadas, respeitando a espessura de 1,5 cm cada; A cal hidratada usada na confecção das argamassas para emboço, deve ser peneirada, para eliminar os grãos de cal, que se existirem na argamassa darão origem ao processo de hidratação higroscópica retardada, cuja consequência é o aparecimento do vulgarmente chamado empipoca mento do revestimento; Uso da nata de cal na argamassa para reboco deve passar pelo processo de hidratação completa, deixando-se o elemento descansar pelo menos 3 dias, ou seja, 72 horas, em lugar protegido do sol e ventilação. Outros tipos de revestimentos argamassados Considerando o reboco como acabamento final do revestimento, citamos alguns rebocos ou revestimentos argamassados que não recebem o tratamento do recobrimento com pintura, quais sejam: Reboco Hidrófugo A adição de hidrofugantes na composição do reboco impede a percolação de umidade oriunda de precipitação pluvial normal. O mesmo não acontece, todavia, com a difusão do vapor d’água (condensação por choque térmico); Reboco Impermeável Reboco resistente à pressão d’água, geralmente executada com argamassa de cimento com adição de aditivo impermeabilizante, execução semelhante a barra lisa; Barra Lisa de Cimento (cimento queimado) Trata-se do revestimento executado com argamassa de cimento, na proporção de 1:3 ou 1:4, tendo o cuidado do uso de areia fina peneirada (peneira de fubá). A aplicação deve ser feita sobre emboço firme (1:4/8 – argamassa mista de cal) ou superfície de concreto, onde se coloca a massa na desempenadeira (talocha) de madeira e comprime-se de baixo para cima de maneira que se obtenha uma espessura mínima de 3 ou 4 mm Em seguida, com movimento circular com a desempenadeira procura-se desbastar a espessura e ao mesmo tempo uniformizar o painel de maneira a se obter uma espessura final de 2 ou 3 mm, lança-se o pó de cimento e em seguida com a broxa esborrifa-se água e com a desempenadeira de aço, alisa-se o pó de cimento incrustado na argamassa, caracterizando a chamada queima do cimento. Estuque Lúcido (barra lustra ou barra lúcida) É um revestimento contínuo, impermeável, utilizado em banheiros, cozinhas e áreas em contato com água, que substitui o azulejo e tem aparência de mármore. Por ser um revestimento contínuo, não aceito reparos ou emendas. O trabalho deve ser executado por mão de obra especializada, que aplica sobre o emboço, um reboco desempenado com argamassa mista de cal (1:4/8), que após completa secagem (2 dias), recebe uma capa de 2 mm de uma pasta especial (3:3:2 ou 2:2:1 – pó de mármore, nata de cal, cimento branco, água e corante a gosto) que deve ser queimada com desempenadeira de aço e após dá-se o lustro com o polimento da superfície usando-se uma boneca de pano que deve ser esfregada com energia junto com o talco, até atingir o polimento desejado. Outro acabamento utiliza passar óleo de linhaça e encerar com cera de carnaúba. O resultado final é uma superfície muito lisa e brilhante, comparável ao vidro e que na fase de queima pode receber um processo artístico de impregnação de óxido de ferro diluído em água, formando veios determinados por técnicas (uso de esponja ou pena de galinha) que imitam mármore. Reboco Travertino (massa tipo travertino) Revestimento semelhante ao estuque lúcido. Essas massas são industrializadas, portanto patenteadas sua composição. Aplica-se a massa sobre emboço de argamassa mista de cal (1:4/12) molhada até a saturação, como se fosse reboco normal. Para a imitação do mármore travertino, faz-se da seguinte maneira: com o reboco ainda bem molhado, comprime-se com uma boneca de estopa limpa ou pano seco, de maneira que na superfície se determinam pequenos sulcos típicos do mármore, desempena-se com a desempenadeira de aço levemente, de maneira a não desmanchar os sulcos feitos. “O filamento “para imitação das placas de mármore é feito com um ferro de 3/16” ou 1/4” na forma de semicírculo, passado na superfície ainda úmida. O rendimento é de 10 kg/m². Massa Lavada Semelhante à massa tipo travertino é um material industrializado e patenteado, onde a característica predominante está no agregado que é composto de granas de granitos coloridos e quartzo. Aplicado com uma espessura na ordem de 5 mm, o seu acabamento é feito com a lavagem de solução de ácido muriático e água 1:6, lavando-se em seguida com águalimpa para remoção da solução ácida. Este processo é repetido até aparecerem os grãos e granilhas de granito, limpos e brilhantes. O rendimento é de 15 kg/m². Reboco Raspado (massa raspada) Sua composição é feita com quartzo, cimento ou cimento branco e corante, sendo os traços, patentes dos fabricantes. A espessura do reboco não deve ser inferior a 3 mm, nem superior a 5mm. Os painéis devem ser executados de forma contínua, sem emendas, existindo juntas determinadas por colher de pedreiro ou fitas adesivas, entre os mesmos. O acabamento final é conseguido com a passagem de um pente de aço ou pedaço de lâmina de serra, após 2 horas aproximadamente da sua aplicação, removendo a parte superficial do reboco, que deve ser lavada para a remoção do pó, como procedimento final. Granito ou Grani tina Revestimento argamassado cujo acabamento tem aparência de granito. É preparado no canteiro com cimento branco, granas e granilhas de granito, mármore e corante. Executados em painéis com espessura na ordem de 5 a 8 mm, com juntas de dilatação de latão, alumínio ou plástico. A aplicação é feita da mesma maneira que o emboço, por lançamento, batendo com a desempenadeira repetidas vezes para melhor fixação, aí então sarrafeia-se e desempena-se. Após a secagem, dá-se o polimento com máquina, podendo receber como acabamento final o enceramento e lustro com flanela. Massa Acrílica São materiais industrializados, composto de granas de granito, combinados com resinas acrílicas, que depois de aplicadas se constituem em produto de alta resistência, monolítico e impermeável à ação do tempo. É aplicado com desempenadeira de aço ou PVC, formando uma camada com espessura de 3 mm, com rendimento na ordem de 4 kg/m². Não Argamassados São revestimentos de paredes, constituídos por outros elementos naturais ou artificiais, assentados sobre emboço de regularização, com argamassa colante ou estruturas especiais de fixação. Esses produtos têm procedimentos de assentamento ou fixação específicos, segundo as características de seus elementos. Entre os mais utilizados estão: Revestimento cerâmico; Revestimento de pastilhas de porcelana; Revestimento de pedras naturais; Revestimento de mármores e granitos polidos; Revestimento de madeira; Revestimento de plástico; Revestimento de alumínio. Revestimentos Cerâmicos São produtos industrializados com grande controle do processo de fabricação, que exigem atenção desde a composição da massa, que utiliza argilas, filitos, talcos, feldspatos (grês) e areias (quartzo), até a classificação final do material, caracterizado por elementos cerâmicos, de grande variedade de cores, brilhantes e acetinados, em diversos padrões, lisos e decorados, de alta vitrificação, ou seja, de grande coesão, resistência a compressão e abrasão. A espessura média é de 5,4mm. A face posterior (tardos) não é vidrada e apresenta saliências para aumentar a capacidade de aderência da argamassa de assentamento. Finalidade e vantagens do revestimento cerâmico Proteção à alvenaria; É antialérgico; Facilidade de limpeza (é higiênico); Beleza (possui inúmeras opções decorativas); É durável (quando de boa qualidade); É anti-inflamável. Observação: O revestimento cerâmico não pode ser considerado elemento impermeabilizante a ponto de conter coluna de água sobre ele, assim como a cerâmica e a argamassa de rejuntamento. Elementos do revestimento cerâmico Considerado como um sistema, tecnicamente, o revestimento cerâmico é constituído por um conjunto de elementos distintos funcionando como uma estrutura organizada. Esses elementos têm composições diferentes que geram esforços diferentes, que devem apresentar, no final, um equilíbrio de todas as tensões que atuam no sistema, para que não ocorra o comprometimento do revestimento cerâmico. Os elementos do revestimento cerâmico são: Substrato ou base (emboço); Argamassa colante; Placa cerâmica; Diferentes tipos de juntas; Argamassa de rejuntamento. Normas gerais para a execução de assentamento cerâmico Utilizar as ferramentas adequadas ao serviço; Fazer o planejamento de assentamento dos painéis para cada superfície ou áreas de revestimento contínuo, elaborando projeto se necessário; Verificar nivelamento de forro e prumada do revestimento de emboço, que deve ter sido executado 14 dias antes do serviço, conforme a nbr 8214; Marcar pontos de referência e pontos auxiliares em nível, em cada parede, a uma altura cômoda para o trabalho, para o alinhamento das peças (fiada mestra); Efetuar a montagem em bancada das peças, determinando sobre uma peça de madeira ou alumínio, a “galga”, incluindo os espaçadores que definem a dimensão das juntas; Instalar uma régua de alumínio com o auxílio da galga, logo acima do piso, para o assentamento da primeira linha das placas cerâmicas inferiores, aplicando-se duas peças nos cantos superiores para verificação ou correção do prumo, com as peças já aplicadas nos cantos inferiores; Assentamento deve ser feito com argamassa colante, adesivos à base de cimento aditivados, que proporcionam maior produtividade; No assentamento deve ser observada a execução de juntas entre as peças, de acordo com a norma NBR 8214/83, que estabelecem as dimensões mínimas de acordo com as dimensões das peças cerâmicas utilizadas. Essas juntas se fazem necessárias para impedir a propagação de tensões entre as peças e favorecem os ajustes no perfeito alinhamento que compensem eventuais diferenças de dimensões entre as mesmas; Os tipos mais comuns de juntas são: estrutural, de assentamento, de movimentação e de dessolidarização. Para as juntas de assentamento, usam-se espaçadores de plástico, pregos ou palitos; Molhar o material antes do assentamento, mergulhando as peças cerâmicas em um reservatório com água. Observação: antes de iniciar o assentamento de placas cerâmicas, verificar nas etiquetas das caixas do material a ser aplicado, a uniformidade na indicação do nome do produto, cor e tonalidade. Características técnicas importantes das peças cerâmicas EPU – expansão por umidade: a placa cerâmica absorve água após a saída do forno e tende a expandir-se, isto é, aumentar de tamanho. Uma alta EPU pode causar sérios problemas, como o deslocamento e o gretamento (fissuramento da face) da placa. Recomenda-se usar em pisos e paredes internas, cerâmicas com EPU de no máximo 0,60 mm / m. Em fachadas recomenda-se usar cerâmicas com EPU de no máximo 0,40 mm / m. PEI (Instituto de Esmaltes para Porcelana): é um índice usado como norma internacional para indicar a resistência do esmalte da cerâmica ao desgaste (abrasão) quando submetido à ação de sujeiras abrasivas em função do uso. A classificação normalizada é a seguinte: PEI Tráfego Prováveis locais de uso 0 - Paredes (desaconselhável para pisos) 1 Baixo Banheiros residenciais, quartos de dormir etc. 2 Médio Cômodos sem portas para o exterior e banheiros 3 Médio alto Cozinhas, corredores, halls e sacadas residenciais e quintais. 4 Alto Residências, garagens, lojas, bares, bancos, restaurantes, hospitais, hotéis e escritórios. 5 Altíssimo Residências, áreas públicas, shoppings, aeroportos, padarias e fast-foods. Fonte: Anfacer Limpabilidade (ou resistência às manchas): são 5 classes: Classe 1 – impossibilidade de remover manchas; Classe 2, 3 e 4 – possibilidade de remover as manchas conforme o agente aplicado e o produto de limpeza utilizado; Classe 5 – corresponde à maior facilidade de limpeza. Absorção de água (%): B Ia – 0,0 < absorção > 0,5 B Ib – 0,5 < > 3,0 B IIa – 3,0 < > 6,0 B IIb – 6,0 < > 10,0 Classificação das placas esmaltadas (resistência ao ataque químico contidos em produtos de limpeza e industrialização): A – alta B – média C – baixa Em função da superfície e do processo de fabricação, as placas cerâmicas são classificadas em esmaltadas e não esmaltadas, estudadas e prensadas, bioqueima, monoqueima ou monoporosa. Comercialmente as placas são classificadas de acordo com as característicasde absorção de água, conforme segue: Tipo de cerâmica Características Porcelanatos Baixa absorção e resistência mecânica alta Grês Baixa absorção e resistência mecânica alta Semi-grês Média absorção e resistência mecânica média Semi-porosos Alta absorção e resistência mecânica baixa Porosos Alta absorção e resistência mecânica baixa Fonte: Anfacer Outras Características: coeficiente de atrito, resistência ao congelamento, resistência ao impacto, módulo de flexão, coeficiente de dilatação, entre outras. Tipos de juntas para aliviar as tensões entre as peças cerâmicas Junta é definida como o espaço (fresta) regular entre duas peças de materiais idênticos ou distintos. Os tipos mais comuns de juntas são: estrutural, de assentamento, de movimentação e de dessolidarização. Quanto à forma de aplicação, as peças podem ser assentadas com: Juntas paralelas ou a prumo; Juntas amarradas; Juntas em diagonal desencontradas; Juntas em diagonal paralelas. Quanto à função, as juntas são classificadas em: Junta Estrutural – é a fresta regular cuja função é aliviar tensões provocadas pela movimentação da estrutura da obra. Devem ser respeitadas em posição e largura, em toda espessura do revestimento; Junta de Assentamento – é a fresta regular entre duas peças cerâmicas adjacentes e tem a função de: Absorver parte das tensões provocadas pela EPU da cerâmica, pela movimentação do substrato e pela dilatação térmica; Compensar a variação de bitola da placa cerâmica, facilitando o alinhamento; Garantir um perfeito preenchimento e estanqueidade; Facilitar eventuais trocas de peças cerâmicas; Estética; A largura das juntas de assentamento deve obedecer a recomendação do fabricante da cerâmica e estar de acordo com a NBR 8214/83, variando com as dimensões das peças e local de aplicação, interna ou externa. Junta de Movimentação – executada com a função de aliviar tensões provocadas pela movimentação do revestimento e do substrato, nas linhas de ligação entre as paredes de alvenarias e as estruturas de concreto. Junta de Dessolidarização – é o espaço regular cuja função é separar a área com revestimento de outras áreas (paredes, tetos, pisos, lajes e pilares), para aliviar tensões provocadas pela movimentação do revestimento e/ou substrato. Observação: a execução de juntas e a posição das juntas de movimentação são orientadas pelas seguintes normas: NBR 13753 – em pisos internos e externos (expostos a insolação e/ou umidade); NBR 13754 – em paredes internas; NBR 13755 – em paredes externas. Revestimento de pastilhas de porcelana É um produto cerâmico de grês (argila pura de alta vitrificação), produzido com alta tecnologia, cuja característica principal é ter teor de absorção praticamente 0%. A sua aplicação requer mão de obra especializada (pastilheiro), cujo assentamento poderá ser executado por dois métodos: convencional (sobre emboço rústico sarrafeado) ou com argamassa colante (sobre emboço sarrafeado ou desempenado). No processo convencional, a base para aplicação é de emboço sarrafeado, com acabamento rústico (se necessário, a superfície deverá ser escarificada) de argamassa rica em cimento Portland comum, isenta de impermeabilizantes, devidamente curado (para evitar tensões de retração da argamassa sobre o revestimento). A aplicação das pastilhas se fará sobre esta base, umedecida, assentando-se com argamassa mista de cal e areia fina, no traço 1:3:9, em volume, espalhando-se uma camada de 2 mm sobre uma área tal que possa ser revestida com pastilhas antes do início do seu endurecimento. Ao mesmo tempo, sobre cada placa, na face sem papel, estende-se uma fina camada de pasta de cimento branco (sem caulim), no traço 2:1, fixando a placa sobre a argamassa fina e fresca, pressionando para que haja a aderência das mesmas. Cuidar com o alinhamento e esquadro das linhas de rejuntes. No processo do uso de argamassa colante, o emboço deve ser cuidadosamente sarrafeado e destorcido, e após curado, a placas de pastilhas são fixadas com argamassa pré-fabricada, com aditivos especiais, bem dosada, mecanicamente misturada e, portanto, com traço uniforme. A argamassa pré-fabricada permite melhor acabamento, fazendo o rejuntamento com a própria argamassa e eliminando o risco de desprendimento das pastilhas. Revestimento com tijoletas cerâmicas (Tijolo aparente) Para o revestimento de fachadas, lareiras, churrasqueiras e ambientes internos pode-se usar tijoletas que imitam a face lateral de um tijolo de 2 furos. Produzidas com mair controle de qualidade apresentam certa uniformidade no tom, proporcionando ótimo acabamento se executada dentro da técnica. No assentamento utiliza-se argamassa mista de cimento, cal e areia na proporção de 1:½:4 sobre parede chapiscada e 1:1/4:4 sobre parede emboçada. Revestimento de pedra natural Utilizando rochas naturais, como: arenito, granito, folhelho, gnaisse, pedra mineira, e outras, as unidades são cortadas ou serradas, constituindo peças irregulares ou regulares, que são assentadas com argamassa mista de cimento, sobre superfícies chapiscadas, procedendo-se antecipadamente o chapisco da contra face na aderência das peças, também. O serviço de assentamento deve ser executado por pedreiro especializado, com treinamento na arte do preparo das peças, classificação e montagem dos painéis. Revestimento de mármores e granitos polidos Primeiramente, deve-se avaliar o material a ser empregado, quanto a sua adequação estética e funcional, posteriormente, quanto a qualidade, relativa a existência de manchas, impurezas, diferença de tonalidade e bicheiras. A espessura das peças para aplicação como revestimento de parede é de 2 cm, e a aplicação deve observar ao cuidado no levantamento das medidas da área de revestimento, que gerará o detalhamento de painéis e/ou placas mais uniformes possíveis, respeitando as disposições das manchas e veios das placas obtidas dos desdobramentos dos blocos das rochas. Este procedimento resultará em um projeto de montagem, onde as placas receberão uma numeração sequencial para facilitar o assentamento. Para o assentamento das placas com argamassa mista de cimento, é necessário considerar a superfície se de tijolos ou de concreto, que deverão estar chapiscadas. As placas destinadas a revestir superfície de concreto, deverão ter na contra face, grapas de ferro chumbadas; nas que serão aplicadas sobre tijolos são dispensáveis, não havendo também necessidade de argamassa de regularização das superfícies. Em ambas as situações, a contra face das placas devem ser chapiscadas. Revestimento de madeira “O uso mais comum de revestimento em madeira para paredes é o lambril, peças em madeira maciça com bordos em macho e fêmea, dimensão de 10 cm de largura e ½” de espessura, cuja fixação é feita sobre um taruga mento executado com caibros (trapezoidais), fixos na parede em linhas paralelas com espaçamento de 50 cm, ortogonalmente à posição de assentamento das peças. Revestimento de plástico ou vinílico Produtos de alta tecnologia, são pouco usados, mais apresentam grandes vantagens sobre outros materiais de revestimentos impermeáveis. Destacam-se as chapas de PVC coloridas e as chapas de Laminado Decorativo de Alta Pressão (LDAP), compostas de camadas de material fibroso, celulósico (papel, por exemplo), impregnada com resinas termoestáveis, amínicas (melamínicas) e fenólicas, montadas, prensadas sob condições de calor e alta pressão, em que as camadas de superfície, em ambos os lados, são decorativas (exemplo: chapas fórmicas). No mercado encontra-se 14 tipos de LDPA, com características especiais quanto ao uso. Os substratos recomendados para a fixação são: madeira aglomerada, compensada, maciça, médium density fiberboard (MDF), superfícies metálicas e alvenarias revestidas com argamassa queimada ou preparada como massa corrida, para suportar a colagem do laminado. Os adesivos indicados para os diversos substratos são: o termoendurecível ureia-formaldeído; a cola branca ou acetato de polivinila(PVC) e adesivo de contato à base de borracha sintética (policloropeno). Revestimento de alumínio Apresentado em chapas de alumínio, sua aplicação é restrita a indicação em projetos sofisticados, que deverão ser orientados pelos fornecedores quanto aos detalhes de fixação. Revestimentos de pisos ou pavimentações Ao revestimento de pisos designa-se a denominação de pavimentação. Assim sendo, pavimentação é definida como sendo uma superfície qualquer, continua ou descontínua com finalidade de permitir o trânsito pesado ou leve. São diversos os materiais utilizados como pisos na construção civil, sendo que as qualidades gerais da pavimentação são: Resistência ao desgaste ao trânsito; Apresentar atrito necessário do trânsito; Quanto a higiene necessária; Fácil conservação; Inalterabilidade (cor, dimensões, etc.); Função decorativa; Econômica. Classificação quanto ao tipo de material Em concreto: simples, armado ou em peças pré-moldadas Inter travadas (tipo paver) ou articuladas (tipo blokret); Em cerâmica: piso cerâmico não vidrado (lajota colonial) e piso cerâmico vidrado de resistência variável (decorados e antiderrapantes); Em madeira: soalho (tábua), taco e paquete. Em pedra: Naturais – arenitos, granitos, mármores, mosaico português, etc. Artificiais – granitina, ladrilho hidráulico e concreto. Vinílico – Ladrilho vinílico sem flexível, em placas fabricadas como resinas de PVC, plastificantes e pigmentos corantes; Piso melamínicas de alta pressão (PMAP) – são chapas para revestimentos de substratos rígidos, compostas de material fibroso, celulósico, empregando com resinas termoestáveis, amínicas e fenólicas, prensadas por meio de calor e alta pressão, constituindo um revestimento de elevado índice de resistência ao desgaste, com espessura de 2 mm, produzidos em diferente versões, específicas para cada aplicação e uso (convencional, fogo retardante, reforçado etc.). Considerações gerais quanto aos cuidados na execução de pavimentações Para a execução de uma pavimentação, devemos considerar os procedimentos de preparo da base que pode ocorrer sobre o solo ou em lajes de concreto armado; Na pavimentação em que a base é o solo, deve-se ter o cuidado com a compactação do aterro, execução de lastro para drenagem e impermeabilização do contra piso. Deve-se ter o cuidado de planejar as declividades das superfícies externas, na execução dos contra pisos ou lastro de regularização, de acordo com a orientação de captação d’água, do projeto hidráulico; Nas áreas de garagens, não deixar de executar declividades mínimas para o escoamento natural d’água. Se possível, a cota do piso interno de uma edificação deve estar sempre elevado em relação ao piso externo; Antes da execução do contra piso, deve ser executado o assentamento das redes de esgotos sob o piso; Nos trabalhos de assentamento de piso conjugado, madeira e rochas polidas, deve-se executar primeiro o assentamento das pedras, para evitar que a água de amassamento infiltre na madeira, provocando distorção nas peças. Antes da execução do contra piso, deve ser executado o assentamento da rede de esgoto e dutos embutidos sob o piso; A pavimentação com placas ou réguas de laminado plástico termoestável – laminado fenólico-melamínico – devem ser executados sobre base de cimento plastificado (argamassa de cimento 1:3 adicionado de acetato de polivinila – PVC), para um perfeito nivelamento da superfície aplicado com desempenadeira metálica; Nos trabalhos de assentamento de piso conjugado, madeira e rochas polidas, deve-se executar primeiro o assentamento das pedras, para evitar que a água de amassamento infiltre na madeira, provocando distorção nas peças; Na execução de pisos e contra pisos em concreto em concreto não se deve esquecer-se de dimensionar o número de juntas e suas locações. Pisos em concreto pré-moldados Além de pisos de concreto moldados in-loco em painéis de variados tamanhos e tipos de juntas, é cada vez mais frequente a execução de pisos diferentes das tradicionais pedras portuguesas (petit-pavet). Atualmente, existem muitos fornecedores de pisos para os mais diversos usos, tais como: pátios, calçadas, passeios, quadras esportivas e playgrounds. As bases de tais revestimentos dependem do material utilizado e podem variar desde arenito apiloado até um contra piso de concreto (armado). A seguir é mostrado alguns dos tipos de revestimentos feitos em concreto: Sequências dos procedimentos para a execução do contra piso Os procedimentos a seguir são indicados para o caso de áreas internas sobre lajes com contra piso em painéis de 2,0x2, 5 m e espessura mínima de 2,0 cm e espessura máxima dependendo do desnível necessário ou da correção de nível exigida. Antes de iniciar o contra piso é necessário retirar todos os entulhos do ambiente, assim como óleos, graxas, cola, tinta, material que possa soltar-se (usar ponteiro); Marcar o nível das mestras de acordo com o projeto (transferir o nível) usando nível de mangueira, lembrando que nas áreas onde haverá escoamento de água (ralo) prever um caimento mínimo de 1%; Dois dias antes da execução do contra piso colocar os tacos (taliscas) conforme o nível determinado fixando-os com a mesma argamassa que vai ser usada no contra piso (depende do revestimento final que vai ser colocado, conforme tabela a seguir). Molhar o local onde vai ser colocado o taco e polvilhar com cimento comum para garantir a perfeita aderência da argamassa com a base; Tipo de revestimento Traço da argamassa (cimento : areia média) Água 10 % Carpetes, madeira, vinílico e têxteis. 1 : 4 a 1 : 5 Base para manta de impermeabilização 1 : 3 a 1 : 4 Cerâmicas e pedras 1 : 5 a 1 : 6 Os tacos deverão ficar a uma distância máxima de 2 metros e após 2 dias, lavar bem a superfície (água em abundância) e executar as mestras, adotando-se os mesmos cuidados de polvilhar cimento, inicialmente nos locais das mestras e depois em toda a superfície que vai receber o contra piso, espalhando e misturando com a água para formar uma nata de aderência; Espalhar a argamassa entre os tacos numa espessura um pouco acima da altura dos tacos e compactando-a com um soquete (a argamassa deve estar em ponto de farofa). Em seguida, usando os tacos como apoio, nivelar a mestras com uma régua de alumínio (reguar) e retirar os tacos, preenchendo o espaço com a mesma argamassa; Logo após a execução das mestras lançar argamassa entre elas até um pouco acima das mestras, espalhando com uma enxada ou rodo (espessura máxima por camada de 5 cm), compactar da mesma forma que as mestras, preenchendo os espaços que ficarem abaixo das mestras, sempre compactando; De forma idêntica ao sarrafe amento feito antes, cortar a argamassa com uma régua de alumínio, fazendo o acabamento (cimento alisado ou desempenho) de acordo com o tipo de revestimento que será executado; Isolar a área por no mínimo 3 dias após o término do serviço e controlar o trânsito de equipamentos que possam danificar o contra piso. Liberar para a execução do revestimento decorridos 28 dias de cura. Aos 14 dias fazer a verificação e aderência com um ponteiro de aço. Testar, também, o caimento jogando água com balde a fim de verificar empoça mento e caimento inadequado. Refazer onde for necessário. Pisos de alta resistência em concreto armado São pisos indicados para áreas de tráfego de veículos pesados, como pátios de estacionamento de ônibus, carga e descarga de caminhões, postos de combustíveis (não utilizar asfalto, pois este reage em contato com óleo diesel). A altura (h) deve ser dimensionada em função do tipo de uso previsto. Na figura a seguir, é mostrado um perfil de um piso de concreto armado, sendo o esquema de concretagem pode seguir o sistema em xadrez, como foi mostrado no item anterior. Ferragens Utilizar de forma adequada às ferragens para construção civil é essencial para o sucesso de uma obra. Hoje em dia, existem inúmeros produtos no seguimento de aço para construção, desde os convencionaisvergalhões a treliças bem elaborados e telas nervuradas. Saber utilizar cada componente de forma adequada é essencial. As ferragens possuem uma função importante no concreto armado, pois resiste aos esforços de tração que acontecem nas estruturas. O grande sucesso do concreto armado deve-se à combinação das boas qualidades do concreto com as boas qualidades do aço. Ou seja, em uma estrutura de concreto armado convencional o concreto resiste aos esforços de compressão enquanto o aço resiste aos esforços de tração. A indústria do aço se desenvolveu a um ponto que pode oferecer produtos prontos para construção de uma edificação convencional, eliminando serviços dispendiosos como o corte e a dobra das armações. Há algum tempo já é possível adquirir todas as ferragens cortadas e dobradas diretamente na indústria, isto alia economia e rapidez na execução da obra. Tipos de ferragens para construção civil Existem inúmeros produtos desenvolvidos pela indústria do aço para atender à construção civil, são produtos que seguem um rigoroso controle de qualidade e acessíveis à maioria dos construtores. Veja a seguir os principais tipos de ferragens para construção civil: Vergalhões Os vergalhões são as barras de aço utilizadas na composição das principais armaduras de uma obra. São geralmente adquiridas em barras com comprimento de 12 metros e possuem uma opção de diâmetros que variam de 2,4 mm a 40 mm É possível encontrar diferentes tipos de vergalhões no mercado, que são caracterizados pelo sua resistência e composição química. É possível encontrar no mercado os aços: CA 25: que possui resistência característica de 250 Mpa; CA 50: que possui resistência característica de 500 Mpa; CA 60: que possui resistência característica de 600 Mpa. Ainda existe o CG 50, que difere do CA 50 quanto à sua composição química que é mais indicada para processos de solda. Os vergalhões podem ser utilizados na armação de todos os componentes de uma estrutura, como pilares, vigas, lajes, fundações e estruturas de contenção. São empregados como barras longitudinais, dobrados em forma de estribos ou dobrados de diferentes formas, conforme a necessidade da estrutura. Telas soldadas nervuradas Outro produto que merece destaque entre as diversas opções de ferragens para construção civil são as telas soldadas nervuradas. As telas soldadas nervuradas são fios de aço CA 60 soldados entre si em forma de uma malha quadrada ou retangular. Possuem uma boa diversidade diâmetros e espaçamento entre os fios, possibilitando a escolha de uma malha econômica para cada tipo de utilização. São utilizadas na armação de lajes, pisos de concreto armado de alto desempenho, radiers, paredes de concreto armado, piscinas, tanques, e tantas outras opções. Podem trazer um grande potencial de economia de mão de obra e rapidez na armação de estruturas. São geralmente comercializadas em rolos ou painéis de 2,45 x 6,00 metros. Treliças nervuradas: As treliças nervuradas são amplamente utilizadas na construção de lajes treliçados. São constituídas de fios CA 60 nervurado. As treliças são formadas por um fio longitudinal superior e dois fios longitudinais inferiores, separados entre si por certa distância, definida por dois estribos em forma de sinusóide, eletros soldados nos dois lados da estrutura, formando assim uma estrutura espacial. Utilizar treliças nervuradas em elementos pré-fabricados para lajes possui inúmeras vantagens, como facilidade de manuseio, redução do consumo de aço e rapidez na execução. Arame recozido O arame recozido é um material produzido com baixo teor de carbono, possui uma característica importante para a construção civil que é sua maleabilidade. São amplamente utilizados na montagem e fixação de armaduras em estruturas de concreto armado em obras de qualquer porte. É um produto simples, mas essencial na construção civil, pois cumpre sua função de fixação além de ser fácil de dobrar e torcer. Fios e cordoalhas Os fios e cordoalhas são produtos específicos para o concreto protendido. Ou seja, são fios que são utilizados de forma ativa, quando posicionados na estrutura recebem um esforço de protensão em suas extremidades. Existem basicamente três tipos de produtos: Fios de protensão: os fios de protensão são muito utilizados em lajes alveolares; Cordoalhas aderentes: a cordoalha é um conjunto de fios que é geralmente utilizada em estruturas de pontes e grandes construções; Cordoalhas engraxadas e plastificadas: é também um conjunto de fios, mas que não aderem ao concreto, pois são plastificadas e engraxadas. Assim como no aço convencional os fios e cordoalhas possuem diversos diâmetros para sua melhor utilização na construção civil. Cuidados com as ferragens para construção civil Alguns cuidados são essenciais para preservar as características do aço e ter uma estrutura eficiente. Um dos pontos de atenção do aço é quanto ao seu armazenamento. Deve-se evitar local com grande umidade e o contato direto do aço com o solo. Este procedimento evita a intensificação do processo de corrosão, manifestado pela ferrugem. É normal que o aço em obra fique enferrujado e ele pode ser utilizado sem nenhum tipo de problemas, mesmo com esta característica. Desde que esta ferrugem seja superficial e não tenha comprometido a seção do aço. Em hipótese alguma é indicado a proteção das barras de aço com óleos ou graxa, a fim de limitar o processo de corrosão. Isso inviabiliza o material para o uso estrutural, visto que ele não terá mais a aderência necessária com o concreto. Além do cuidado com o armazenamento é importante contar com uma boa equipe de armadores, a fim de aproveitar da melhor forma possível as barras de aço. Evitando cortes desnecessários, dobras erradas e desperdício de material. Finalizando Os tipos de ferragens para construção civil não se limitam aos que estão listados neste artigo. É possível encontrar inúmeros produtos para serviços mais específicos, aqui foram listados somente os principais para obras convencionais. Para ter sucesso com a utilização das ferragens é muito importante contar com o trabalho de um profissional com capacidade e habilitação técnica para o dimensionamento das estruturas. Um bom projeto estrutural é essencial para a escolha correta da ferragem a ser utilizada. Por isso, antes de construir não deixe de contratar este importante serviço. Vidros O vidro comum recebe sobre uma das superfícies camadas metálico, como a prata, o alumínio ou o cromo. Em seguida, o produto recebe camadas de tinta que têm como função protegê-lo. É a prata que promove o reflexo das imagens, visível por meio do vidro transparente e protegida pela tinta. Quando olhamos para o vidro, a camada de prata metálica reflete a nossa imagem. Hoje, existem dois processos para a fabricação do espelho. Um dos mais difundidos no mundo é o galvânico – utilizam-se camadas metálicas de prata e cobre juntamente com uma tinta protetora. O processo copper-free é o mais recente – durante a fabricação dos espelhos, utilizam-se camadas metálicas de prata, agentes apassivadores de ligamento e tinta protetora. Os dois métodos são semelhantes, porém, existem pontos de diferenciação. O copper-free não utiliza o cobre como protetor da prata, pois a proteção é feita por uma solução inerte que, aplicada sobre a prata, evita sua oxidação e dá boa aderência à tinta. O mercado brasileiro dispõe de espelhos de boa qualidade, fabricados a partir das duas tecnologias. Benefício Além de ser um objeto fundamental para residências, como complemento de decoração, o mercado oferece espelhos que possuem alta resistência ao aparecimento de manchas (oxidação) e alto grau de reflexibilidade. Na decoração, o espelho amplia o ambiente e proporciona maior aproveitamento da luz natural. Aplicações Todas as possibilidades de utilização do espelho foram ampliadas com o desenvolvimento das técnicas de espelhação. Existem vários tipos de espelhos simples, de segurança com resina, côncavos, convexos, bisotados, laminados, coloridos, entreoutros. São inúmeras as formas de sua aplicação: lojas, academias, hotéis e elevadores, decoração de móveis e paredes (portas, tetos e espelhos de banheiros). Ainda pode ser colocado em molduras. Fabricação O vidro float (ou comum) é composto por sílica (areia), potássio, alumina, sódio (barrilha), magnésio e cálcio. Essas matérias primas são misturadas com precisão e fundidas no forno. O vidro, fundido a aproximadamente 1.000 graus, é continuamente derramado num tanque de estanho liquefeito, quimicamente controlado. Ele flutua no estanho, espalhando-se uniformemente. A espessura é controlada pela velocidade da chapa de vidro que se solidifica à medida que continua avançando. Após o recozimento (resfriamento controlado), o processo termina com o vidro apresentando superfícies polidas e paralelas. O float pode ser incolor, verde, fumê e bronze. Para obter vidros comuns coloridos, é preciso juntar corante no processo de fabricação. No Brasil, é produzido em diversos tamanhos e com espessuras que variam de 2 a 19mm. Benefícios O vidro float é muito requisitado no mercado. A transparência, durabilidade, boa resistência química, facilidade de manuseio e baixo custo atraem os consumidores. Aplicações Geralmente, não recebe nenhum tipo de tratamento e pode ser utilizado nas mais diversas aplicações – construção civil, indústria de móveis e decoração. Ele é a matéria-prima para o processamento de todos os demais vidros planos: temperados, laminados, insulados, serigrafados, curvos, duplo envidraçamento, espelhos, entre outros. Vidro impresso O impresso, conhecido também como vidro fantasia, é produzido passando-se uma tira de vidro fundido entre rolos a 900 graus. Dessa forma, desenhos em relevo nos rolos são transferidos ao vidro. Ou seja, em sua fabricação, são utilizadas as mesmas matérias-primas e insumos básicos empregados no processo do vidro float. A diferença está na utilização de dois cilindros metálicos na saída do forno por onde passa o vidro já elaborado (massa fundida). O rolo superior é liso e o inferior detém em sua superfície a gravação do desenho (padrão) que se deseja imprimir no vidro. O espaçamento entre os dois rolos determina a espessura do produto acabado. Após a impressão, o vidro plano, que ainda não está completamente rígido, é conduzido por um conjunto de rolos chamado de estenderia, onde ocorre o seu processo de resfriamento de maneira lenta e gradual. Em seguida, o vidro é cortado em chapas, nos tamanhos programados. O impresso pode receber beneficiamentos como laminação, têmpera, espelhamento, jateamento e bisotê. Benefícios Uma das principais características do vidro impresso são os desenhos suaves e uniformes que têm a propriedade de difundir a luz e os raios solares, mantendo a privacidade dos ambientes sem perder luminosidade. Com uma imensa gama de texturas, cores e espessuras, o impresso proporciona variados efeitos decorativos, privacidade e conforto. Aplicações É indicado para ser utilizado na construção civil (em janelas, portas e coberturas); na decoração de interiores (divisórias, pisos, degraus de escadas, revestimentos de paredes); na indústria moveleira (em mesas, aparadores, prateleiras, estantes); e na fabricação de objetos decorativos. Com as novas possibilidades de transformação (espelhado e laminado colorido), os impressos ganham várias possibilidades de aplicação. Em alguns casos ele deve ser temperado ou laminado. Vidro temperado A fabricação do temperado, considerado vidro de segurança, é realizada por meio de um forno de têmpera horizontal ou vertical. O vidro float (comum) é submetido a um processo de aquecimento e resfriamento rápido que o torna bem mais resistente à quebra por impacto, apresentando, assim, uma resistência até cinco vezes maior que a do vidro comum. Depois de temperado, o vidro não pode ser beneficiado, cortado, furado, etc. Portanto, qualquer processo de transformação tem de ser feito antes do processo de têmpera. Benefícios Sua principal característica é a resistência. Resiste ao choque térmico, flexão, flambagem, torção e peso. É considerado um vidro de segurança, pois em caso de quebra, fragmenta-se em pequenos pedaços pouco cortantes, o que diminui o risco de ferimentos. Aplicações É muito utilizado na construção civil, na indústria automotiva e na decoração. É também o único vidro que pode ser aplicado como porta sem a utilização de caixilhos. Vidro aramado Considerado um vidro de segurança, o aramado é um impresso translúcido que possui uma rede metálica de malha quadriculada incorporada à massa do vidro. Durante seu processo de fabricação – semelhante ao do vidro impresso -, assim que o vidro passa entre os cilindros metálicos e vai para a estenderia (conjunto de rolos), o arame (malha de aço) é colocado dentro da massa vítrea. Em seguida, é resfriado gradativamente. Benefícios A rede metálica incorporada ao vidro tem como função principal segurar os estilhaços de vidro na hora do rompimento da placa. Ou seja, em caso de quebra, o vidro fica preso à rede metálica, deixando o vão indevassável até sua substituição, reduzindo os riscos de ferimentos no momento da quebra. Por ser translúcido, proporciona privacidade e estética ao projeto, ampliando o conceito de iluminação e requinte (possui efeito decorativo). Além disso, o aramado possui excepcionais índices de resistência ao fogo, prevenindo, assim, o ambiente da passagem de chamas e fumaças. Aplicações Caixa de escada, coberturas, fechamentos de claraboias, sacadas, peitoris, tampos de balcões, composição de móveis, divisórias e guarda-copos. Vidro laminado O laminado é um vidro de segurança composto de duas ou mais lâminas de vidro fortemente interligadas, sob calor e pressão, por uma ou mais camadas de polivinila butiral (PVB) ou resina. Os vidros laminados podem ser fabricados com uma infinidade de cores. Estas variam de acordo com a combinação das cores dos vidros, o número de películas de PVB e as cores dessas películas ou resinas. Benefícios Em caso de quebra da placa laminada, os cacos permanecem presos. Com a aplicação do laminado, eventuais ferimentos são evitados. Conforme a necessidade da proteção – segurança de pessoas e/ou de bens patrimoniais – o laminado pode resistir a diferentes níveis de impacto e ataques por vandalismo. Além de segurança, a laminação confere ao vidro função termo acústica. O conforto acústico se dá em função da espessura da camada intermediária (PVB ou resina). Quando produzidos com placas de vidro de controle solar, os vidros laminados tornam-se eficientes para manter o conforto térmico. A família dos vidros para controle solar empregados nos projetos arquitetônicos é formada por refletivo e low-e (baixo emissivo). Aplicações O laminado simples é mais utilizado na arquitetura – em divisórias, portas, janelas, claraboias, para-brisas de carro, vitrinas, sacadas, guarda-corpos, fachadas e coberturas. Vidro refletivo Desenvolvido com tecnologia que garante o controle eficiente da intensidade de luz e do calor transmitidos para os ambientes internos, os vidros refletivos, chamados popularmente de espelhados, são grandes aliados do conforto ambiental e da eficiência energética nas edificações. A transformação do vidro float em refletivo consiste na aplicação de uma camada metalizada numa de suas faces, feita pelos processos piro lítico (on-line) ou de câmara a vácuo (off-line). Pelo sistema on-line, a camada metalizada é pulverizada com óxidos metálicos durante a fabricação do float. No processo off-line, a chapa de vidro passa por uma câmara mantida a vácuo, na qual recebe a deposição de átomos de metal sobre uma de suas faces. O vidro refletivo pode ser laminado, insulado, serigrafados ou temperado. Porém, são necessários alguns cuidados em situações especiais: os vidros que passam pelo processo a vácuo não podem ser temperados e o processo de serigrafia deve ser feito antes do depósito dos óxidos. Os refletivos piro líticos podem ser temperados e serigrafados após o processo de pirólise(decomposição pelo calor). Benefícios Às vantagens são muitas: performances diferenciadas para controle solar em relação à transmissão e à reflexão de luz e calor, além de baixos coeficientes de sombreamento; redução em até 80% da passagem de calor por radiação solar para o interior do ambiente, garantindo, assim, excelente isolamento térmico; barreira contra os raios ultravioleta (UV) – quando laminado –; economia de consumo de energia elétrica pela diminuição do uso do ar-condicionado, consequência do controle térmico que o vidro proporciona; controle da luminosidade incidente no vidro: sensação de conforto ao usuário e racionalização no uso da luz elétrica. Aplicações Fachadas de edifícios residenciais e comerciais, coberturas, portas, janelas, sacadas de edifícios e casas. Vidro pintado a quente (serigrafados) No processo de fabricação do vidro serigrafados ou pintado a quente, a imagem que se deseja aplicar ao vidro é gravada em uma tela de poliéster e transferida para a peça de vidro, por meio de emissão luminosa. Esse processo lembra o de revelação fotográfica. A tinta que se aplica ao vidro é o esmalte cerâmico, também conhecido como esmalte vitrificável. O produto é uma combinação de frita (elemento vítreo) e pigmentos inorgânicos à base de óxidos, estabilizados em alta temperatura. Por se tratar de uma composição vítrea, o esmalte segue as propriedades do vidro. Após a aplicação do esmalte cerâmico, o float passa pela têmpera e é submetido a tratamento térmico. Depois de fundida a mais de 560 graus, a tinta adere à peça, resultando uma impressão com grande resistência a riscos e manchas de gordura. Portanto, o vidro float torna-se serigrafados e temperado, sendo mais resistente que o comum. Alguns tipos de vidro refletivo podem ser serigrafados, desde que a metalização resista à têmpera, proporcionando ganhos em controle solar. Quando aplicados em situações que exijam segurança, como fachadas, coberturas, escadas e guarda corpos, a norma indica que os serigrafados devem ser laminados. Benefícios O serigrafados tem funções que vão além da decorativa. Nos automóveis, age no bloqueio de raios solares (ultravioleta e infravermelho) que causam perda de aderência da cola utilizada na fixação dos vidros. Ou seja, é um instrumento de segurança. Na linha branca, é utilizado principalmente em fornos elétricos e de micro-ondas, protegendo e escondendo a lã térmica que mantém o calor interno. A serigrafia é também utilizada para encobrir pontos de cola e peças internas de alguns produtos. As características de transparência e translucidez, obtidas a partir de cores e desenhos aplicados, resultam em proteção de 0% a 100% de cobertura da superfície do vidro, constituindo opção de sombreamento em fachadas e coberturas. Aplicações Com várias opções de cor e desenho são infinitas as possibilidades para a criação e aplicação do serigrafados. Empregados com frequência em produtos de linha branca e automotivos, o vidro também é utilizado na indústria moveleira e construção civil (ambientes interiores e fachadas de edifícios). Vidro curvo O processo de curvatura consiste em colocar o vidro float sobre um molde (matriz) de aço comum ou inoxidável dentro de um carrinho. Em seguida, esse veículo entra embaixo do forno suspenso. Após o encaixe da máquina ao carrinho, o vidro é curvado a uma temperatura média de 650 graus, adquirindo a curvatura definida pelo molde por meio de gravidade. Em seguida, o vidro é resfriado lentamente para evitar tensões internas. O tempo gasto no processo é definido de acordo com a espessura e o raio de curvatura. Há fornos de curvatura para cada área específica – construção civil, indústria moveleira, automobilística, náutica, máquinas agrícolas, produção de cubas e outras. De fornos mais simples aos mais sofisticados, o objetivo é melhorar o rendimento e variar tamanhos e espessuras do vidro, além de seu raio de curvatura, para definir se a curva será mais aberta ou fechada. Benefícios O vidro curvo proporciona aos arquitetos flexibilidade em obras mais arrojadas, oferecendo à arquitetura a elegância das linhas arredondadas. O design diferenciado proposto pelo material agrega estilo e modernidade. Aplicações Grande volume do vidro curvo fabricado no Brasil é destinado ao setor automobilístico (para-brisas). No setor de arquitetura, os vidros podem ser curvados e laminados para acompanharem a fachada dos edifícios ou serem aplicados em guarda-corpos circulares. Podem, também, compor claraboias e coberturas. Independente da forma a ser fixado, o curvo aplicado em prédios normalmente é laminado, para garantir a segurança. O material também é essencial na composição de peças de mobiliário. No setor de eletrodomésticos (linha branca), o vidro curvo é aplicado em tampas, portas e painéis de fogões, lavadoras e secadoras de roupas, micro-ondas e freezers. Fusing – técnica artesanal a quente (baixa temperatura). Consiste em dar forma ao vidro adquirindo todos os detalhes do molde Glass South América – maior feira vidreira da América Latina, realizada em São Paulo. Organizada a cada dois anos pela Nielsen Business Media (ex-VNU Business Media), o evento coloca à disposição de seus visitantes as mais avançadas tecnologias em máquinas, produtos e serviços ligados ao vidro, além de conferências e seminários técnicos. Glazing - É o tipo de fachada em que se utilizam vidros colados com silicone estrutural em caixilhos especiais. Então, pelo lado de fora do ambiente, o que se vê são apenas os vidros sem a interferência de caixilhos ou molduras. Lapidação - É o tratamento que o vidro recebe nas bordas, evitando possíveis ferimentos e conferindo certa dose de resistência ao vidro. É a lapidação também que garante um aspecto diferenciado ao produto final. Após passar por este processo, o vidro pode ser utilizado em tampos de mesa, móveis, prateleiras etc. PVB (polivinil butiral) - Uma das matérias-primas utilizadas na fabricação de vidro laminado. Trata-se de uma película plástica e elástica aplicada entre as chapas de vidro. Em caso de quebra, os cacos de vidro ficam presos ao PVB, reduzindo, assim, o risco de ferimento. Disponível em diversas cores, a película, ainda, pode ser utilizada na laminação de float e do impresso. Pele de vidro – sistema de fachada. Primeiramente, as colunas são instaladas. Depois, aplicam-se os quadros de alumínio e vidros. São conhecidas por pele de vidro, pois as colunas – sua estrutura de sustentação – ficam do lado interno da edificação. Resina - Material usado para laminar o vidro. Ela oferece uma grande variedade de cores e pode ser aplicada em vidro float e impresso. Sistema de envidraçamento de sacada – Composto por painéis de vidro, que possui, entre outras características, abertura total ou parcial dos painéis de vidro, várias possibilidades de formas e ângulos de abertura, ampla visão e proteção contra intempéries. Structural Glazing – tipo de fachada cortina. É um envidraçamento estrutural com pouca ou nenhuma estrutura de aço ou alumínio. O vidro deve ser temperado, mas pode receber outro beneficiamento também. Sistema Unitizado - é o mais moderno sistema de fachada no Brasil. A coluna é dividida em duas partes e, consequentemente, a esquadria configura-se em módulos. A montagem dos módulos é feita pelo lado interno do edifício. Vidro acidado – Submetido à solução ácida que age no vidro, de maneira controlada, criando texturas, desenhos e letras e promovendo um aspecto de translucidez. Pode ser fabricado artesanal ou industrialmente. Vidro antirreflexo – Contém micro texturas impressas em uma de suas faces, conferindo ao vidro a capacidade de eliminar reflexos luminosos. Vidro bisotados – Também chamado de biselado, recebe tratamento especial em suas bordas para evitar acidentes e trincas. É utilizado principalmente na indústria moveleira. Vidro craquelado - Composto por uma camada interna de vidro temperado e duas camadas externas de vidro comum e duas lâminas de resina. Apresenta textura compostapor uma infinidade de trincas que difundem a luminosidade do ambiente. Vidro jateado – Jatos de areia ou de pós-abrasivos formam desenhos opacos na superfície do vidro. A opacidade garante privacidade ao ambiente. Vidro monolítico - Vidro simples composto por uma única lâmina. Vidro para piscina e aquário – São projetados para suportarem a pressão hidrostática. Os fabricantes de visores possuem um departamento técnico que orienta sobre o cálculo das espessuras a serem utilizadas em cada caso. O vidro a ser utilizado deverá ser obrigatoriamente laminado. Vidro resistente a riscos - Possui uma camada protetora transparente e permanente - resistente à ação mecânica e abrasiva - incorporada a uma de suas faces. Vidro multilaminado O vidro multilaminado pode ser considerado um sanduíche de vidros reforçado já que em sua fabricação são utilizadas duas ou mais lâminas de vidro intercaladas por uma ou mais camadas de polivinil butiral (PVB) ou resina. Os vidros comercialmente chamados de antivandalismo e blindados são vidros multilaminado. Cada tipo, entretanto, possui composição, aplicação ideal e nível de proteção diferente. Os fabricantes também costumam utilizar composições diferenciadas para seus produtos. Benefícios Desenvolvido para oferecer mais segurança a vários tipos de ambientes e garantir a integridade física das pessoas, em casos de ataques com pedra ou armas brancas. Aplicações Indicado para ambientes que necessitam de proteção reforçada, tais como bancos, vitrinas de lojas de luxo, guaritas, joalherias, piso, visores de piscina entre outros. Vidro resistente ao fogo Os vidros resistentes ao fogo, também chamados de antifogos, são vidros laminados compostos por várias lâminas intercaladas com material químico transparente, como o gel intumescente, que se funde e dilata em caso de incêndio. Ou seja, no momento em que o vidro recebe calor procedente do fogo e a temperatura eleva-se, o processo de intumescência é ativado, criando uma barreira opaca ao fogo. Esse processo também pode ser ativado por um excesso de temperatura ou de raios ultravioleta derivados da radiação solar. Durante um incêndio, o gel é capaz de absorver a radiação térmica, detendo a pressão do incêndio e mantendo constante a temperatura sobre a face do vidro, oposta ao fogo. O desempenho do vidro resistente ao fogo depende de muitos detalhes técnicos envolvendo a instalação e o tipo de vidro a ser utilizado. Ou seja, se o vidro tiver de resistir a sessenta minutos de incêndio, o caixilho deverá seguir a mesma regra de resistência. Isso significa que o comportamento dos diferentes materiais deve ser conhecido e projetado para que o sistema funcione de acordo com o esperado. Todo projeto necessita de um sistema completo resistente ao fogo pelo tempo necessário de acordo com a legislação nacional de cada país. Os especificadores devem estar atentos se existe a necessidade da utilização de um vidro para-chamas (que impede a propagação do fogo, mas deixa o calor passar para outro ambiente) ou um corta-fogo (barra tanto a chama como o calor). Ou seja, o vidro é para-chamas quando resiste, sem deformações significativas, o tempo para que foi classificado (estabilidade mecânica) e, também, é estanque às chamas e aos gases quentes (estanqueidade). O corta-fogo atende à estabilidade mecânica e à estanqueidade e, ainda, impede a auto inflamação da face não exposta ao fogo ou dos objetos mais próximos (isolamento térmico). Benefícios De ação preventiva, sua função é a proteção contra incêndio - fogo, gases e fumaça. O tempo de resistência do vidro resistente ao fogo pode variar conforme sua espessura. Dessa forma, permite evacuação segura, enquanto os bombeiros combatem o fogo. Com esse tipo de vidro, o consumidor diminui a preocupação com incêndios. Além disso, o vidro não se funde e proporciona isolamento térmico. Aplicações Sempre que se desejar compartilhar um ambiente, ou seja, mantê-lo isolado do incêndio, proporcionando a evacuação do edifício, o antifogos deve ser utilizado. Em áreas como rotas de fuga, caixa de escada, compartimentação nas fachadas entre andares e compartimentação horizontal de laje, o antifogos é necessário. Pode ser aplicado em divisórias, fachadas e coberturas que necessitam de integridade garantida pelo tempo especificado durante um incêndio. Vidro autolimpante Para a produção do autolimpante, o float recebe uma película com uma camada com partículas de dióxido de titânio (TiO2). A camada de cobertura age de duas formas: na primeira, quebra as moléculas orgânicas; e, na segunda, elimina a poeira inorgânica. A quebra das moléculas orgânicas é feita por meio do processo chamado fotocatalítico. Os raios ultravioletas reagem com a cobertura de dióxido de titânio do vidro autolimpante e desintegram as moléculas à base de carbono, eliminando totalmente a poeira orgânica. A segunda parte do processo acontece quando a chuva ou um jato d’água atingem o vidro. Como é um produto hidrofílico (que absorve bem a água), ao invés de formar gotículas, como nos vidros normais, a água se espalha igualmente por toda superfície do vidro autolimpante, levando com ela toda a poeira. Em comparação com os vidros normais, a água também seca muito mais rapidamente e não deixam aquelas tradicionais manchas. Benefícios Aproveita a força dos raios UV e da água da chuva para combater de forma eficiente a sujeira e os resíduos que se acumulam no exterior da janela (marcas de água, poluentes atmosféricos orgânicos, poeira, borrifos de água do mar e resíduos de insetos). O produto também trabalha a favor do meio ambiente, uma vez que evita a utilização intensiva de detergentes poluidores e contribui para diminuir a frequência de lavagens, gerando economia de tempo e dinheiro. Aplicações O autolimpante é indicado para serem utilizado em janelas e portas de pátios, jardins de inverno, sacadas e instalações suspensas, fachadas envidraçadas, envidraçamentos suspensos e átrios, mobiliário utilizado em ambientes externos. Ou seja, ele pode ser utilizado em todos os ambientes que sofram a incidência dos raios UV. É adequado para locais altamente poluídos como lugares próximos às áreas industriais e aeroportos. Vidro Low-e (baixo-emissivo) Desenvolvido inicialmente para serem aplicados em edifícios de países de clima frio, que precisam manter o interior do edifício aquecido, os vidros low-e (low emissivity glass) são vidros baixo emissivos que impedem a transferência térmica entre dois ambientes. Sua eficiência vem de uma fina camada de óxido metálico aplicada em uma das faces do vidro. Essa película filtra os raios solares – intensificando o controle da transferência de temperaturas entre ambientes -, sem impedir a transmissão luminosa. A deposição dessa camada de óxido pode ser feita utilizando-se dois processos. O mais conhecido é o pirolítico (hard-coat): a camada de óxido é pulverizada de forma contínua sobre o vidro durante o processo de fabricação float. A tecnologia a vácuo também pode ser utilizada para a fabricação do baixo emissivo. Nesse caso, a deposição do óxido é feita em câmara hermeticamente fechada, por meio de um bombardeio iônico. Adaptado para o clima tropical ganhou uma câmara de controle solar que também tem propriedades low-e quando exposta ao meio externo (ou seja, não pode estar em contato com o PVB), que, além de permitir a passagem de luz, possui propriedades refletivas. Benefícios Transparente, com um leve tom esverdeado ou azulado, o low-e de controle solar é um importante aliado da estética das fachadas, pois auxilia no controle solar sem criar o indesejável efeito espelho. Oferece desempenho energético, que reflete para fora principalmente às radiações no espectro do infravermelho próximo e distante. Sua refletividade externa fica entre 8% e 10% e sua transmissão luminosa, entre 70% e 80%. Para intensificar suas propriedades energéticas e até conferir características de segurança, o low-e pode ser curvo, insulado, temperado e laminado. Aplicações Ideal parafachadas, janelas e também para a linha branca – pode ser aplicado em refrigeradores, evitando também que o vidro embace. Vidro resistente a balas O vidro blindado é um vidro multilaminado que protege ambiente e veículos automotores contra disparos de armas de fogo. Cada fabricante desse tipo de vidro pode lançar mão de uma composição específica. Na maioria das vezes, o vidro blindado é fabricado por meio de um processo de calor e pressão, que utiliza – intercaladamente – duas ou mais lâminas de vidro, polivinil butiral (PVB) ou resina, poliuretano e lâminas de policarbonato. Todos os itens são unidos, tornando-se resistentes. São estas camadas plásticas entre as lâminas de vidro que amortecem o impacto e aumentam a resistência do material. As espessuras e quantidade de lâminas variam de acordo com o nível que se deseja proteger. Esses níveis (que vão de 1 a 4 com intermediários) são classificados conforme a norma NBR 15.000 – Blindagens para impactos balísticos – Classificação e critérios de avaliação. O Exército Nacional é o responsável por certificar os fabricantes para produção e comercialização do vidro. Ou seja, somente as empresas que passarem pelos testes aplicados pelo Exército é autorizado a produzir e comercializar o vidro blindado. Benefícios Considerado um escudo transparente resistente à penetração de projéteis provenientes de armas de fogo. Ao atingir o vidro, a energia inicial do projétil é paulatinamente absorvida e dissipada pelas sucessivas camadas que compõem o vidro blindado. Aplicações Especialmente indicado para automóveis, veículos de transporte de valores, guaritas, bancos e residências. Vidro insulado ou duplo O vidro duplo, também chamado de insulado, tem função termo acústico. Dependendo de sua composição, pode proporcionar isolamento térmico e acústico. O sistema de envidraçamento duplo alia as vantagens técnicas e estéticas de pelo menos dois tipos de vidro. Entre os dois vidros, há uma camada interna de ar ou de gás desidratado – dupla selagem. A primeira selagem evita a troca gasosa, enquanto a segunda garante a estabilidade do conjunto. O sistema de envidraçamento duplo pode ser composto por qualquer tipo de vidro (temperado, laminado, colorido, incolor, metalizado e baixo emissivo), destacando as qualidades entre eles. Ou seja, é possível combinar vidros de propriedades diferentes, como a resistência (externa) dos temperados com a proteção térmica (interna) dos laminados. O vidro duplo também pode conter uma persiana interna (entre vidros). Esse sistema reúne todas as vantagens resultantes do vidro duplo, como o controle de luminosidade e privacidade. Benefícios Os duplos oferecem privacidade, aproveitamento máximo da luz natural e controle da luminosidade (entrada de luz e calor), isolamento térmico e acústico (atenua as ondas sonoras em níveis superiores ao do vidro comum com melhor resultado pela utilização de gases especiais) e grande durabilidade. Aplicações Fechamento de vãos fixos, janelas, portas, coberturas, visores das portas de saunas secas e úmidas, fechamento de salas e ambientes climatizados são algumas das aplicações para o vidro duplo. As persianas entre vidros funcionam muito bem em hospitais, clínicas e laboratórios, pois, além de silenciosa, não acumula sujeira alguma por estar protegida dentro do envidraçamento. Vidro fotovoltaico Pequenas lâminas de células fotovoltaicas fabricadas com silício, um material semicondutor, são instaladas em vidros simples, laminados ou duplos e dão origem aos vidros fotovoltaicos. Esses vidros permitem a absorção da radiação solar e convertem a energia em eletricidade. Cada painel de vidro pode abrigar diversas células ligadas entre si. Fios instalados no interior dos perfis de alumínio conduzem a energia elétrica de um painel para outro, sucessivamente, até as baterias de armazenamento. Benefícios Permite a absorção da radiação solar e converte energia em eletricidade. Hoje, a sua taxa de conversão de energia, ou seja, a quantidade de energia solar capturada pelos vidros ou painéis fotovoltaicos e efetivamente transformada em energia totaliza 8% a 16%. Aplicações Na Europa, aonde a escassez de energia elétrica vem se tornando cada vez mais preocupante, os vidros fotovoltaicos estão entre as soluções utilizadas em fachadas e coberturas para ganhos em eficiência energética e altíssimo desempenho ambiental das edificações. Vidro pintado a frio Fabricação O processo do vidro pintado a frio é feito com uma espécie de pistola (compressor). Após lavar o vidro com álcool isopropílico, aplica-se a tinta. Em seguida, é preciso esperar a cura total para poder tocá-lo e empilhá-lo. Não se pode temperar um vidro pintado, pois a tinta não suporta a temperatura de 650 graus dentro do forno de têmpera. No caso de ser necessária a utilização de um vidro temperado e pintado ao mesmo tempo, é preciso serigrafar o vidro ou temperá-lo antes do processo de pintura a frio. Benefícios Uma das vantagens do vidro pintado a frio é a economia, pois o vidro é cortado na medida exata e pintado depois, sem desperdício de vidro ou de tinta. Além disso, o processo não exige investimento em máquinas e equipamentos específicos e ainda oferece inúmeras cores a partir de combinações entre as cores primárias. Aplicações Recomendada para ambientes internos, como revestimento e móveis. Pinturas Há uma tendência natural em considerar a pintura uma operação de decoração, porém, além de decorar e proteger o substrato, a tinta pode oferecer melhor higienização dos ambientes, servindo também para sinalizar, identificar, isolar termicamente, controlar luminosidade e podendo ainda ter suas cores utilizadas para influir psicologicamente sobre as pessoas. À primeira vista, uma parede interna ou uma fachada bem acabada aparenta formar a base ideal para receber uma pintura, entretanto, a pintura sobre superfícies de reboco ou de concreto não é assim tão simples como parece, constituindo-se num problema onde os riscos e as dificuldades surgem em grande número. Os materiais de construção empregados na preparação e no acabamento das paredes são quimicamente agressivos, podendo, consequentemente, atacar e destruir as tintas aplicadas sobre elas. Os materiais de alvenaria podem conter considerável quantidade de água, apresentar porosidade excessiva ou irregularmente distribuída, bem como sais minerais ou cal incorretamente carbonatada, estando sujeitos à degradação progressiva que terminará por reduzir ou destruir a firmeza destas paredes, e com elas o sistema de pintura empregado. A alcalinidade das paredes pode provocar a saponificação das tintas formando manchas, com posterior amolecimento ou descascamento do filme. A presença de água pode promover o aparecimento de bolhas e impedir a aderência das películas, além de favorecer a formação de mofo. A porosidade irregular pode causar variações no brilho, na cor ou prejudicar a aderência da tinta. A presença de sais minerais pode causar a formação de depósitos cristalinos, descascamento, empolamento, etc. O resultado final de um sistema de pintura é o produto direto do adequado preparo da superfície: A superfície deverá estar firme, limpa, seca, isenta de poeira, gordura, sabão, mofo, etc.; Todas as partes soltas ou mal aderidas devem ser eliminadas através de raspagem ou escavação da superfície; Imperfeições profundas das paredes devem ser corrigidas com massa acrílica em superfícies externas ou internas ou com massa pva em superfícies internas; Manchas de gordura ou graxa devem ser eliminadas com água e detergentes; Paredes mofadas devem ser raspadas e a seguir lavadas com uma solução de água e água sanitária (1:1) e a seguir lavada e enxaguada com água potável; No caso de repintura sobre superfícies brilhantes, o brilho deve ser eliminado com uma lixa fina. Além desses cuidados, outras considerações devem ser levadas em conta em relação à superfície que será pintada: Concreto e rebocoAguardar pelo menos 30 dias para cura total. Sobre rebocos fracos, deve-se aplicar o fundo preparador de paredes para aumentar a coesão das partículas da superfície, evitando problemas de má aderência e descascamento. Quando essas superfícies tiverem absorções diferenciadas, deverá ser aplicado um selador acrílico pigmentado para uniformizar a absorção. O concreto deve estar seco, limpo, isento de pó, sujeira, óleo e agentes desmoldante. Cimento amianto É uma superfície altamente alcalina, sendo indicada a aplicação de um fundo resistente à alcalinidade para selar a superfície. Este procedimento não é necessário se for utilizado látex acrílico, que tem excelente resistência à alcalinidade. Pisos Só podem ser pintados os tipos porosos, pois pisos vitrificados (concreto liso, ladrilhos, etc.) não proporcionam boa aderência. O piso deverá estar limpo e seco, isento de impregnações (óleo, graxa, cera, etc.). Pisos de concreto liso (cimento queimado) devem ser submetidos a um tratamento prévio com solução de ácido muriático e água (1:1), que terá a finalidade de abrir porosidade na superfície. Após esse tratamento, o piso deve ser enxaguado, seco e então pintado. O tratamento com ácido muriático é ineficaz sobre pisos de ladrilhos vitrificados. Madeira Deve ser limpa, aparelhada, seca e isenta de óleos, graxas, sujeiras ou outros contaminantes. Madeiras resinosas ou áreas que contemos nós devem ser seladas com verniz. Um procedimento aconselhável é selar a parte traseira e os cantos da madeira antes de instalá-la, para evitar a penetração de umidade por esse lado. Uma cuidadosa vedação de furos, frestas, junções é necessária para prevenir infiltrações de água de chuva. Ferro e aço Materiais muito vulneráveis à corrosão. Devem ser removidos todos os contaminantes que possam interferir na aderência máxima do revestimento, inclusive a ferrugem; o processo de preparo depende do tipo e concentração dos contaminantes e as exigências específicas de cada tipo de tinta. Alguns tipos de tinta têm uma boa aderência somente quando a superfície é preparada com jateamento abrasivo, que produz um perfil rugoso adequado para a perfeita ancoragem do revestimento. Alumínio É um metal facilmente atacado por ácidos ou álcalis, e sua preparação deve constar de uma limpeza com solventes para eliminar óleo, gordura, graxas, ou outros contaminantes. Aplicar inicialmente um primer de ancoragem para garantir uma perfeita aderência do sistema de pintura. Ferro galvanizado é um metal ferroso com uma camada de zinco, usado para dar proteção à corrosão por mecanismos físicos e químicos, portanto, não é o ferro que será pintado, mas sim zinco, que é um metal alcalino. As superfícies galvanizadas devem ser limpas, secas e livres de contaminantes. Um primer específico para este tipo de superfície, também denominado primer de aderência, deve ser aplicado inicialmente. Superfícies emassadas São, em sua maioria, muito absorventes e sujeitas à contaminação pela poeira residual, proveniente da operação de lixamento. Para garantir boa aderência do acabamento a ser aplicado, é fundamental, após o lixamento, a máxima remoção do pó residual produzido. Em seguida, deve ser aplicado um selador tipo incolor, que penetrará e selará a massa. A própria tinta de acabamento poderá ser utilizada diretamente sobre a superfície emassada, desde que a 1ª demão, servindo de seladora, seja aplicada com maior diluição. Acabamentos à base de água devem ser diluídos, como regra, de 50 a 100% por volume. Acabamentos a óleo ou sintéticos devem ser diluídos na condição máxima recomendada, conforme o método de aplicação e solvente. Superfícies mofadas Devem ser cuidadosamente limpam, com a total destruição destas colônias. Para tanto, deve-se escovar a superfície, e, a seguir, lavá-la com uma solução de água potável e água sanitária (1:1), deixando agir por cerca de 30 minutos, após o que a superfície deve ser novamente lavada com água potável, aguardando a completa secagem antes de iniciar a pintura. Superfícies caiadas Não oferecem boa base para pintura, tornando-se necessário uma raspagem completa seguida de aplicação do fundo preparador de paredes. Superfícies já pintadas Quando a superfície estiver em boas condições, será suficiente limpá-la bem, após um lixamento, e a seguir aplicar as tintas de acabamento escolhidas. Quando em má condições, a tinta antiga deve ser completamente removida e a seguir deve-se proceder como se fosse superfície nova. Paisagismo Ao se iniciar um projeto de arquitetura, é muito importante a observação cuidadosa da topografia, do conjunto da vegetação existente nas proximidades, do potencial da paisagem e principalmente o caminho do sol. A implantação adequada da obra em relação ao solo e ao entorno existente contribui muito para o resultado se tornar positivo. Além dos ganhos materiais na qualidade do uso do espaço, como salubridade e conforto físico, deve-se levar em conta o fator psicológico que as possibilidades de paisagem agradável aos olhos oferecem. Uma obra arquitetônica que permite diálogo com a área externa oferece sensação de liberdade e de bem estar. É por isso que deve ser dada máxima atenção ao projeto de paisagismo. Além do papel de recuperação da área transformada pela obra, o paisagismo pode acrescentar e explorar as possibilidades que o uso do espaço oferece. Elementos arquitetônicos como aberturas, passagens, vidros, varandas, gazebos, pergolados, trazem a vegetação para o diálogo fundindo os espaços internos e externos. O verde, em suas infinitas tonalidades, somado aos múltiplos coloridos de flores e frutas, pode se usar em conjunto com os materiais de construção, em harmonia e solidariedade. É o que se procura no projeto de jardim. O limite que separa a arquitetura e o paisagismo deve desaparecer favorecendo o conjunto final. Muitas vezes surgem preocupações com o aspecto de manutenção que os jardins podem necessitar para que preservem a beleza esperada. Tais preocupações devem ser levadas em conta no projeto. Além da coerência com o solo e o clima, a vegetação deverá ter afinidade com o usuário do espaço. Pessoas que apreciam cuidar pessoalmente do desenvolvimento das plantas criam vínculo com a vegetação, fazem desse cuidado uma terapia. É o caso do jardim receber espécies mais trabalhadas e diversificadas. Quando o usuário tem menos intimidade com plantas, um jardim mais “clean” pode ser o mais indicado, pois necessita menos atenção e a manutenção é mais econômica. Nem sempre o paisagismo é complementar em relação à arquitetura. Muitas vezes acontece o contrário. Um exemplo disso é quando se projetam equipamentos para uma praça. Abrigo para espera de ônibus, banca de jornal, coreto, espelhos d’água, fontes, sanitários são elementos arquitetônicos necessários como infraestrutura, mas não devem prevalecer em relação às funções principais da praça como passeio, recantos, vegetação, ar livre, lazer, recreação. Às vezes o projeto de uma edificação nas imediações da praça procura uma acomodação visual com ela usando materiais que funcionam como espelho para o entorno. A área externa possui uma dinâmica de luzes e sombras que contribui para a percepção do tempo e o sol se movimentando cria ritmos e ângulos surpreendentes. Daí não é exagero concluir que quanto mais a natureza participa de um espaço, mais bonito ele fica. Foto: Fernando Stankuns Tão importante quanto pensar na parte de dentro de uma construção é pensar no lado de fora. Nessas horas entra em cena a ação de paisagistas e arquitetos dispostos a deixar o seu jardim e área de lazer mais bonita, útil e prazerosa para todos da família. Se você está passando por essa etapa, é importante prestar atenção na sustentabilidade dessa área de casa e nas medidas que podem ser tomadas para reduzir a pegada ambiental da área verde e recreativa. Planejamento Para a engenheira civil e mestra em engenharia civil e ambiental, Maria Isabel Mota, paisagismo sustentável é aqueleque se adapta à realidade onde vai ser inserido. “Uma realidade composta não só pela vegetação, mas também pela fauna, solo, clima e todos os demais fatores”, diz. Por isso, antes de sair plantando mudas aleatórias em toda a área externa da casa, é importante fazer o planejamento do que vai ser aquele local; qual será a(s) utilidade(s) da área, como ela será distribuída e qual será o desdobramento dela no futuro. “A primeira coisa a fazer é definir as áreas de lazer. Terá uma churrasqueira? Piscina? Área de jogos? A depender das atividades é possível dimensionar o projeto, determinar quais as plantas rasteiras poderão ser usadas, onde colocar árvores que darão sombras, quais espécies vão melhor se adaptar àquela realidade, etc.”, afirma. Foto: Atitude Açaí Espécies nativas Um dos pontos mais importantes na hora de planejar sua área de lazer é avaliar quais espécies de plantas são mais adequadas para aquela região. Plantas nativas são as mais indicadas, garante a engenheira. “Se a região for escassa de água, não adianta plantar uma bromélia porque ela não terá disponibilidade de água e irá sofrer com isso. A mesma coisa para uma planta sensível, você não poderá plantá-la em um local com muita chuva porque ela ficará encharcada e não conseguirá sobreviver”, alerta. Assim, Isabel aconselha deixar de lado plantas exóticas e que precisarão de mais cuidados de rega e jardinagem. “Você deve adequar a planta à realidade do local, e as espécies nativas são as mais indicadas para isso, já que essas plantas de auto sustentam”, diz. Com isso, o dono da casa poupa não apenas trabalho e despesas com equipamentos e produtos de jardinagem, mas também consegue reduzir os gastos com água em até 30%. “O consumo de água irá diminuir já que a demanda de uma espécie nativa é menor que a de uma espécie de outra região, já que a água disponível ali é apropriada para ela”. Gramíneas não nativas também devem ser evitadas, aconselha. Essas plantas exigem um grande volume de água e gastos com manutenção. Espécies nativas tolerantes a períodos de seca, composições arbustivas, coberturas vegetais e espécies perenes podem ser boas opção de substituição. Foto: Vivi Reutilização da água da chuva e de outras áreas da casa, rega por gotejamento e no período da manhã também ajudam a diminuir o consumo de água nessa parte da casa. Decoração sustentável Já na hora de escolher a decoração dessa área, a palavra é criatividade. “Utilizar componentes da própria demolição na construção do deck, fazer painéis com madeira reutilizada e jardins verticais com garrafas PET são formas de adaptar o paisagismo ao cenário local e minimizar os impactos que ele teria no meio ambiente”, afirma Isabel. A boa notícia é que a opção sustentável pode ser ainda mais barata que um projeto de paisagismo tradicional. “As espécies nativas são de fácil acesso, elas se proliferam rapidamente na região e você pode pegar uma muda na casa do vozinho ou de um amigo, é muito mais barato que comprar espécies exóticas para decorar seu jardim”, diz. Portanto, converse com seu arquiteto e veja qual a melhor opção para deixar o seu jardim mais sustentável. Instalações mecânicas Projeto de GLP Deverá consistir na definição, dimensionamento e representação do sistema de Gás Liquefeito de Petróleo (GLP), do recebimento, da localização da central e dos componentes necessários à mesma, características técnicas dos equipamentos do sistema, demanda de gás, bem como todas as indicações necessárias à execução das instalações. Todos os detalhes que interfiram com outros sistemas deverão ser elaborados em conjunto, para que fiquem perfeitamente harmonizados entre si. Deverão ser apresentados os seguintes produtos gráficos: - Planta de situação da edificação ao nível da rua, em escala não inferior a 1:500, indicando a localização precisa de todas as tubulações e instalações externas, redes existentes (concessionária), inclusive cavalete para medidores e outros componentes do sistema. - Planta de cada nível da edificação (escala 1:50 normalmente), contendo indicações das tubulações quanto à dimensão, diâmetro e elevações, apresentando localização precisa dos pontos de consumo e outros elementos. - Fluxograma preliminar do sistema (GLP). - Plantas e cortes da central de GLP, com a indicação do lay-out dos equipamentos. - Detalhe de todos os furos necessários nos elementos da estrutura, para passagem e suporte da instalação. - Quantitativos e especificações técnicas de materiais, serviços e equipamentos. - Relatório justificativo, conforme prática geral de projeto. - Manuais de operação e manutenção do sistema. Projeto de tubulação de Ar-Comprimido Deverá consistir na definição, dimensionamento e representação do Sistema de Ar Comprimido, incluído a localização precisa dos componentes, características técnicas dos equipamentos do sistema, demanda de ar-comprimido, bem como as indicações necessárias à execução das instalações. Todos os detalhes que interfiram com outros sistemas deverão ser elaborados em conjunto, para que fiquem perfeitamente harmonizados entre si. Deverão ser apresentados os seguintes produtos gráficos: - Planta de situação da edificação ao nível da rua, em escala não inferior a 1:500, indicando a localização precisa de todas as tubulações e instalações externas, com dimensões, comprimentos, elevações e outros elementos. - Planta de cada nível da edificação, preferencialmente em escala 1:50, contendo indicação das tubulações quanto a dimensões, diâmetros e elevações, localização precisa dos pontos de consumo, filtros, válvulas, separadores e outros elementos. - Fluxograma preliminar do sistema. - Plantas e cortes da central de ar-comprimido, com a indicação de lay-out dos equipamentos. - Detalhes de todos os furos necessários nos elementos da estrutura, para passagem e suporte da instalação. - Quantitativos e especificações técnicas de materiais, serviços e equipamentos. - Relatório técnico, conforme prática geral de projeto. - Manuais de operação e manutenção do sistema. Projeto de tubulação de Vácuo Clínico Deverá consistir na definição, dimensionamento e representação do sistema de Vácuo Clínico, incluindo a localização precisa dos componentes, características técnicas dos equipamentos do sistema, demanda de vácuo, bem como todas as indicações necessárias à execução das instalações. Todos os detalhes que interfiram com outros sistemas deverão ser elaborados em conjunto, para que fiquem perfeitamente harmonizados entre si. Deverão ser apresentados os seguintes produtos gráficos: - Planta de situação da edificação ao nível da rua, em escala não inferior a 1:500, indicando a localização precisa de todas as tubulações e instalações externas, com dimensões, comprimentos diâmetros, elevação e outros elementos. - Planta de cada nível da edificação (escala 1:50 normalmente), contendo indicações das tubulações quanto a dimensão, diâmetro e elevações, apresentando localização precisa dos pontos de consumo e outros elementos. - Fluxograma preliminar do sistema. - Plantas e cortes da central de vácuo, com a indicação do lay-out dos equipamentos. - Detalhe de todos os furos necessários nos elementos da estrutura, para passagem e suporte da instalação. Projeto de tubulação de Oxigênio Deverá consistir na definição, dimensionamento e representação do Sistema de Oxigênio, incluído a localização precisa dos componentes, características técnicas dos equipamentos do sistema, demanda de oxigênio, bem como as indicações necessárias à execução das instalações. Todos os detalhes que interfiram com outros sistemas deverão ser elaborados em conjunto, para que fiquem perfeitamente harmonizados entre si. Deverão ser apresentados os seguintes produtos gráficos: - Planta de situação da edificação ao nível da rua, em escala não inferior a 1:500, indicando a localização precisa de todas as tubulações e instalações externas, com dimensões, comprimentos, elevações e outros elementos. - Planta de cada nível da edificação,preferencialmente em escala 1:50, contendo indicação das tubulações quanto a dimensões, diâmetros e elevações, localização precisa dos pontos de consumo, válvulas, e outros elementos. - Fluxograma preliminar do sistema. - Plantas e cortes da central de oxigênio, com a indicação de lay-out dos equipamentos. - Detalhes de todos os furos necessários nos elementos da estrutura, para passagem e suporte da instalação. - Quantitativos e especificações técnicas de materiais, serviços e equipamentos. - Relatório técnico, conforme pratica geral de projeto. Projeto de tubulação de Protóxido de Azoto Deverá consistir na definição, dimensionamento e representação do Sistema de Protóxido de Azoto, incluído a localização precisa dos componentes, características técnicas dos equipamentos do sistema, demanda de oxigênio, bem como as indicações necessárias à execução das instalações. Todos os detalhes que interfiram com outros sistemas deverão ser elaborados em conjunto, para que fiquem perfeitamente harmonizados entre si. Deverão ser apresentados os seguintes produtos gráficos: - Planta de situação da edificação ao nível da rua, em escala não inferior a 1:500, indicando a localização precisa de todas as tubulações e instalações externas, com dimensões, comprimentos, elevações e outros elementos. - Planta de cada nível da edificação, preferencialmente em escala 1:50, contendo indicação das tubulações quanto a dimensões, diâmetros e elevações, localização precisa dos pontos de consumo, válvulas, e outros elementos. - Fluxograma preliminar do sistema. - Plantas e cortes da central de oxigênio, com a indicação de lay-out dos equipamentos. Projeto de tubulação de Vapor Deverá consistir na definição, dimensionamento e representação do Sistema de Vapor, incluindo a localização precisa dos componentes, características técnicas dos equipamentos do sistema, demanda de ar-vapor, bem como as indicações necessárias à execução das instalações. Todos os detalhes que interfiram com outros sistemas deverão ser elaborados em conjunto, para que fiquem perfeitamente harmonizados entre si. Deverão ser apresentados os seguintes produtos gráficos: - Planta de situação da edificação ao nível da rua, em escala não inferior a 1:500, indicando a localização precisa de todas as tubulações e demais instalações externas, com dimensões, comprimentos, diâmetros, elevação e outros elementos. - Planta de cada nível da edificação, preferencialmente em escala 1:50, contendo indicação das tubulações quanto a dimensões, diâmetros e elevação, localização precisa dos pontos de consumo, filtros, válvulas, separadores e outros elementos. - Fluxograma preliminar do sistema. - Plantas e cortes da central da casa de caldeira, com a indicação de lay-out dos equipamentos. - Detalhes de todos os furos necessários nos elementos da estrutura, para passagem e suporte da instalação. - Quantitativos e especificações técnicas de materiais, serviços e equipamentos. - Relatório técnico, conforme pratica geral de projeto. - Manuais de operação e manutenção do sistema. Projeto de Ares-Condicionados Consiste na definição, dimensionamento e representação de todos os seus componentes. Todos os detalhes que interfiram com outros sistemas deverão ser elaborados em conjunto, para que fiquem perfeitamente harmonizados entre si. Deverão ser apresentados os seguintes produtos gráficos: - Planta de cada nível da edificação e cortes, preferencialmente em escala 1:50, contendo indicação dos dutos de insuflamento e retorno de ar, canalizações de água gelada e condensação, quanto a materiais, comprimento e dimensões, com elevações, bocas de insuflamento e retorno, localização precisa dos equipamentos, aberturas para tomadas e saídas de ar, pontos de consumo, interligações elétricas, comando e sinalização e outros elementos. Desenho do sistema de instalação do ar-condicionado em representação isométrica, com indicação de dimensões, diâmetros e comprimentos de dutos e canalizações, vazões, pressão nos pontos principais ou críticos, cotas, conexões, registros, válvulas e outros elementos. - Verificar a necessidade de se manter em ambientes pré-determinados o uso de diferencial de pressão, de modo a evitar a contaminação de um ambiente com o ar proveniente de outro. - Prever o fechamento de quaisquer aberturas que não sejam as de saída livre de ar e, em especial, as aberturas próximas das bocas de insuflamento, de modo a garantir uma boa distribuição de ar no ambiente. - No caso de ar-condicionado especial, verificar junto ao contratante a necessidade de equipamento reserva. - No caso de sistema de expansão indireta, escolher o tipo de válvula motorizada (duas ou três vias) em função da necessidade da instalação. - Prever a instalação de filtros adequados tanto para a tomada de ar exterior, como para o ar a ser insuflado nos ambientes. - Prever e indicar a localização dos sensores em prancha. - Determinar todas as necessidades (elétricas, hidráulicas, peso e dimensões) a serem utilizadas nos demais projetos complementares. - Detalhes das salas para condicionadores e outros elementos. - Detalhes de todos os furos necessários nos elementos da estrutura, para passagem e suporte da instalação. - Quantitativos e especificações técnicas de materiais, serviços e equipamentos. - Relatório técnico, conforme prática geral de projeto. - Manuais de operação e manutenção do sistema. Projeto de Ventilação Consiste na definição, dimensionamento e representação de todos os seus componentes. Todos os detalhes que interfiram com outros sistemas deverão ser elaborados em conjunto, para que fiquem perfeitamente harmonizados entre si. Deverão ser apresentados os seguintes produtos gráficos: - Planta geral de cada nível da edificação e cortes, preferencialmente em escala 1:50, contendo indicação dos dutos de insuflamento ou exaustão de ar, quanto a materiais, comprimento e dimensões, com elevações, bocas de insuflamento e exaustão, localização precisa dos equipamentos, aberturas para tomadas e saídas de ar, pontos de consumo, interligações elétricas, comando e sinalização e outros elementos. - Desenho do sistema de ventilação mecânica em representação isométrica, com indicação de dimensões, diâmetros e comprimentos de dutos, vazões, pressão nos pontos principais ou críticos, cotas, conexões e outros elementos. - Prever o fechamento permanente de qualquer abertura que não sejam as de saída de ar, em especial as aberturas próximas das bocas de insuflamento, de modo a garantir uma boa distribuição de ar no ambiente. No caso de ventilação mecânica especial, verificar junto ao contratante a necessidade de equipamento reserva. - Determinar todas as necessidades (elétricas, hidráulicas, peso e dimensões) a serem utilizadas nos demais projetos complementares. - Detalhes de todos os furos necessários nos elementos da estrutura, para passagem e suporte da instalação. - Quantitativos e especificações técnicas de materiais, serviços e equipamentos. - Relatório técnico, conforme prática geral de projeto. - Manuais de operação e manutenção do sistema. Projeto de Elevadores Consiste na definição, dimensionamento e representação do Sistema de Elevadores, incluindo a casa de máquinas, a localização precisa dos componentes, características técnicas dos equipamentos do sistema, demanda de energia elétrica, bem como as indicações necessárias à execução das instalações. Todos os detalhes que interfiram com outros sistemas deverão ser elaborados em conjunto, para que fiquem perfeitamente harmonizados entre si. Deverão estar representados os seguintes produtos gráficos: - Desenho dos elevadores, em escala adequada, com a indicação das dimensões principais, espaços mínimos para a instalação dos equipamentos (caixa, cabine, contrapeso, casa de máquinas, poço e outros elementos) e outras características determinantes da instalação. - Desenho da casa de máquinas e poço, cortes em escala de, no mínimo, 1:50. - Desenhos específicos em forma de apresentação livre, quando for o caso, para melhor compreensão do sistema. -Esquema de ligação elétrica. - Quantitativos e especificações técnicas de materiais, serviços e equipamentos. - Relatório técnico, conforme prática geral de projeto. - Manuais de operação e manutenção do sistema. Projeto de Escadas Rolantes Consiste na definição, dimensionamento e representação do Sistema de Escada Rolante, incluindo a casa de máquinas, a localização precisa dos componentes, características técnicas dos equipamentos do sistema, demanda de energia elétrica, bem como, as indicações necessárias à execução das instalações. Todos os detalhes que interfiram com outros sistemas deverão ser elaborados em conjunto, para que fiquem perfeitamente harmonizados entre si. Deverão estar representados os seguintes produtos gráficos: - Desenho das escadas rolantes, em escala adequada, com a indicação das dimensões principais, degraus e guarda-corpos, vãos mínimos para a instalação dos equipamentos e outras características determinantes da instalação. - Desenho da casa de maquinas e cortes em escala de, no mínimo, 1:50. Desenhos específicos em forma de apresentação livre, quando for o caso, para melhor compreensão do sistema. - Esquema de ligação elétrica. - Quantitativos e especificações técnicas de materiais, serviços e equipamentos. - Relatório técnico, conforme prática geral de projeto. - Manuais de operação e manutenção do sistema. Projeto de Compactadores de Resíduos Sólidos Consiste na definição, dimensionamento e representação do sistema de Compactadores de Resíduos Sólidos, incluindo a localização precisa e as características técnicas dos equipamentos, demanda de energia elétrica, bem como as indicações necessárias para a execução das instalações. Todos os detalhes que interfiram com outros sistemas deverão ser elaborados em conjunto, para que fiquem perfeitamente harmonizados entre si. Deverão estar representados os seguintes produtos gráficos: - Desenho dos compactadores, em escala adequada, com a indicação das dimensões principais, degraus e guarda-corpos, vãos mínimos para a instalação dos equipamentos e outras características determinantes da instalação. - Lay-out do compartimento para instalação do compactador, indicando dimensões, afastamentos, acessos, bases e outros. - Desenho da casa de máquinas e cortes em escala de, no mínimo, 1:50. - Desenhos específicos em forma de apresentação livre, quando for o caso, para melhor compreensão do sistema. - Esquema de ligação elétrica. - Quantitativos e especificações técnicas de materiais, serviços e equipamentos. - Relatório técnico, conforme pratica geral de projeto. - Manuais de operação e manutenção do sistema. Testes A elaboração dos casos de testes deve objetivar a identificação dos erros que eventualmente existam no sistema. Além disso, tais documentos servem como insumo para a verificação se todos os requisitos estão sendo atendidos. Sendo assim, é importante que os casos de testes possuam as seguintes informações: Identificador Um nome único que permita a identificação do caso de teste. Histórico de versões Lista as versões do documento, identificando o que foi alterado e o responsável por cada versão. Descrição: descreve o objetivo e o escopo do caso de teste. Pré-condições Descreve o estado inicial do sistema antes da execução do teste. Informando, por exemplo, a configuração necessária do ambiente no momento imediatamente antes ao teste. Entradas Para cada condição de execução, descreve quais serão os dados de entrada para o sistema. Comportamento esperado Descreve o comportamento esperado do sistema durante e após a execução do teste. Nesta seção devem ser incluídas tanto as condições de sucesso, quanto as de falha. Roteiro de teste Descreve o passo-a-passo que deve ser seguido durante a execução do teste. As instruções nele contidas devem ser escritas de forma que, preferencialmente, possam ser interpretadas por algum framework de automação de testes. Pós-condições Descreve o estado ao qual o sistema e o ambiente deverão retornar para permitir a execução de testes subsequentes. Histórico de execuções Descreve a data na qual o caso de teste foi executado, qual foi o resultado do teste (passou ou falhou) e qual a forma de execução (automático ou manual). Limpezas Em um canteiro de obras, sua organização diz respeito a melhor forma de arranjar os materiais e equipamentos de construção, de modo a facilitar o acesso a tais artigos e, consequentemente, o trabalho da equipe envolvida com a construção da sua casa. A parte da limpeza significa fazer o descarte correto de tudo que não for necessário no local de trabalho e cumprir as demandas de higienização para que as condições de sanidade no ambiente estejam ótimas. Previna os acidentes A boa arrumação e a higiene no local de trabalho servem como alguns dos mais importantes fatores para prevenir que acontecimentos indesejáveis surjam nesses espaços, como acidentes por ter tropeçado em ferramentas, escorregões em pisos onde havia sujidades ou água, entre outros casos desta espécie. Quando as ferramentas e os equipamentos de proteção estão bem organizados, os trabalhadores podem acessá-los facilmente para uso, devendo seguir a regra de recolocá-los nos devidos locais de armazenamento. Evite problemas de saúde Além disso, manter corredores e acessos livres de objetos permite a agilidade no atendimento de primeiros socorros e a rápida evasão do lugar, no caso de uma emergência inesperada, tal qual um incêndio ou mesmo acidente por falta de atenção. Não haverá quedas ou tropeções no meio do caminho. E o excesso de poeira nos locais e na atmosfera, por exemplo, também poderá causar problemas respiratórios nos trabalhadores. Evite o desperdício Quanto mais arrumados e bem guardados estiverem as matérias-primas, como cimento, areia, seixos, e o que mais for usado na obra, menor será o risco de perda do material, diante da proteção que estiver sendo proporcionada. Também será possível ter maior controle de saídas e quantidade remanescente, de forma que se possa conter tanto o desperdício de itens quanto as novas aquisições desnecessárias. Diminua a poluição ambiental Vale dizer que muitos e muitos quilos de entulhos e diversos resíduos da construção civil são diariamente despejados em aterros clandestinos, abandonados nas imediações das obras ou mesmo despejados nas ruas e avenidas próximas, sem que sejam tomadas quaisquer medidas de precaução e zelo pelo meio ambiente. Quando se programa uma boa prática de limpeza e agrupamento do lixo, fazendo a coleta e separação adequada dos materiais, parte dele pode ser destinada à reciclagem e demais restos podem cumprir uma destinação mais apropriada. Poupe o retrabalho da equipe de construção As sujidades no ambiente de trabalho e a falta de organização, além de aumentarem o risco de acidentes e problemas de saúde, podem proporcionar situações em que aconteça um declínio relevante de produtividade dos operários. Os tempos de deslocamento serão mais extensos, e as preocupações para não escorregar ou tropeçar nas peças serão uma constante, de forma que existirá uma permanente tensão no lugar de trabalho. Impeça o atraso na execução dos serviços O conjunto de fatores anteriormente visualizados, inclusive, poderá gerar atrasos importantes na entrega da obra, de forma a não cumprir com os prazos estabelecidos no planejamento inicial do serviço. A organização e os métodos de limpeza dos ambientes da construção devem fazer parte do seu planejamento da construção. Não perca tempo e mais dinheiro, nem coloquem em risco as vidas humanas que trabalham para erguer a edificação. A entrega de uma obra é um ponto-chave na relação contratante-contratado. É quando o cliente irá comparar o efetivamente realizado com aquilo que foi projetado. E os serviços de limpeza de obra, efetuados logo após o término da construção, têm um papel fundamental para garantir uma boa impressão e evitar danos aos materiais. O cuidado vale também para empreendimentos que demandama chamada limpeza fina, que é baseada em procedimentos específicos de acordo com a atividade final a ser realizada na construção e geralmente realizada pelo próprio cliente. É o caso de frigoríficos, por exemplo, que requerem higienização adequada. Ainda assim, conforme explica Lincoln Heber, gerente sênior da Racional Engenharia, a limpeza grossa é sempre executada para a retirada dos resíduos da obra. Esse tipo de serviço está sujeito à medição de desempenho, conforme ressalta Heber. "Além de atender no prazo, a empresa deve utilizar materiais de qualidade, equipes treinadas e capacitadas, que executem o trabalho sem causar danos, como limpar mármores com ácidos", exemplifica. Elias Calil, diretor-executivo de construção das Unidades São Paulo e Rio de Janeiro da Brookfield Incorporações, acrescenta: "A compra de um apartamento é semelhante à compra de um carro zero quilômetro.O cliente é exigente e quer tudo limpo e em perfeito estado, pronto para usar", acredita. Por isso, ele recomenda sempre fazer um checklist, prevendo a revisão de todas as unidades para avaliar se é preciso pintar ou limpar novamente alguma área. Cotações de preços e fornecedores Geralmente, o processo de seleção da empresa fornecedora do serviço de limpeza começa cerca de quatro meses antes do término previsto da obra. No entanto, conforme alerta a engenheira Rosana Zunta, gerente de suprimentos da Racional Engenharia, é imprescindível que os custos estejam previstos desde o início. Ela diz que, normalmente, as construtoras contam com uma carteira de empresas com as quais estão acostumadas a trabalhar. Também existe a possibilidade de contratar o serviço com intermédio do empreiteiro de pintura. De qualquer maneira, é recomendável optar sempre por empresa especializada, que tenha capacidade de realizar a limpeza pesada necessária em obras. Caso se trate de um primeiro fornecimento, Rosana recomenda observar os seguintes pontos. "Sugiro buscar referências dos trabalhos executados com outras construtoras, verificar se a qualidade dos serviços foi atendida e se os produtos de limpeza foram adequados", pontua. A situação legal da empresa também deve ser observada, o que inclui verificar se os funcionários são registrados, se a empresa recolhe os impostos e se atende à legislação da categoria. Uma vez que o prazo de entrega da obra e a aparência final do empreendimento dependem diretamente da execução desses serviços, é comum os contratos preverem multas e até a retenção do pagamento. Por isso, a recomendação é que o contratante não atente apenas para o preço ao fechar contrato, conforme alerta Calil. "Não deve ser o critério de escolha de maior peso, pois a empresa pode não receber o trabalho no prazo e com a qualidade que espera." Especificações O escopo desse tipo de serviço é composto pelo fornecimento de equipamentos, mão de obra especializada e todos os materiais de limpeza necessários, de acordo com as superfícies a serem limpas. Existem, ainda, algumas modalidades de contrato - a depender do tipo de serviço oferecido pela contratada - que preveem a colocação de itens de acabamento e pintura. Entre esses serviços estão incluídos colocação de louça, metais, rodapé, assoalho, entre outros, além da limpeza. "Primeiro é feita uma limpeza grossa, chamada de desengrosso. Quando a pintura fica pronta, é feita a limpeza final. Normalmente contratamos uma única empresa para fazer a pintura e a limpeza", cita Calil com relação à operação da Brookfield. Logística O momento da contratação depende da dimensão do serviço. Heber recomenda pelo menos dois meses de antecedência, mas salienta: "Esse prazo pode ser antecipado caso a obra permita términos por setor, como, por exemplo, um prédio corporativo. Conforme são finalizados os andares, a limpeza é liberada, otimizando o cronograma", ilustra. Antes do início dos serviços é importante se reunir com a empresa contratada para planejar a execução, quando serão definidas prioridades, a sequência do trabalho, o prazo, os espaços destinados à armazenagem do material por parte da prestadora, assim como o vestiário. Para administrar a operação, Calil conta que coloca à disposição da contratada a administração da obra, o mestre e o encarregado de obra. "São eles que fazem a gestão de itens como preço, prazo, pontualidade etc.", diz. Ao firmar contrato é imprescindível definir qual parte será responsável pela remoção da sujeira, geralmente efetuada por meio de caçambas. Cuidados gerais Um dos problemas mais recorrentes nessa etapa é, na opinião de Calil, a falta de mão de obra. Daí a importância da antecedência na contratação dos serviços. Já para Rosana, são comuns problemas relacionados a dimensionamento de efetivo da contratada para cumprir o prazo e a qualidade dos serviços; a utilização de materiais de limpeza de baixa qualidade ou inadequados, com risco de danos a equipamentos e móveis; e a falta de equipamentos adequados à execução de limpeza em lugares de difícil acesso, como fachada, caixilhos altos, entre outras. Para diminuir a incidência desse tipo de problema, ela recomenda atenção durante a definição do escopo de contratação. Referências: http://construcaomercado17.pini.com.br/negocios-incorporacao-construcao/111/s-299428-1.aspx imagens de sondagem na construção civil - Pesquisa Google https://www.google.com.br/search?q=imagens+de+sondagem+na+constru%C3%A7%C3%A3o+civil&rlz=1C2CHZL_pt-BRBR720BR720&source=lnms&tbm=isch&sa=X&ved=0ahUKEwjT6_W_n-7YAhUBUJAKHbCOCt8Q_AUICigB&biw=1366&bih=662#imgrc=0n-nk-UnnXcMvM: https://www.google.com.br/search?q=imagens+de+sondagem+na+constru%C3%A7%C3%A3o+civil&rlz=1C2CHZL_pt-BRBR720BR720&source=lnms&tbm=isch&sa=X&ved=0ahUKEwjT6_W_n-7YAhUBUJAKHbCOCt8Q_AUICigB&biw=1366&bih=662#imgrc=Wqa-UZmroN3cgM: https://www.google.com.br/search?rlz=1C2CHZL_pt-BRBR720BR720&biw=1366&bih=662&tbm=isch&sa=1&ei=wkpnWsPsLYOGwQS59LGABg&q=limpeza+do+terreno+constru%C3%A7%C3%A3o+civil&oq=limpeza+do+terre&gs_l=psy-ab.1.1.0j0i30k1j0i24k1l4.92689.98303.0.100491.28.20.0.0.0.0.572.2992.0j2j4j2j1j1.10.0....0...1c.1.64.psy- 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