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2ºAula Arquiteturas Organizacionais Objetivos de aprendizagem Ao término desta aula, vocês serão capazes de: • Entender o que são as arquiteturas/estruturas organizacionais; • Saber quais são os tipos de arquiteturas/estruturas organizacionais existentes; • Saber qual tipo de arquitetura organizacional deve ser utilizada em diferentes tipos de organização; • Conhecer como funcionam as organizações informais e qual o seu impacto para as empresas; • Entender a importância da comunicação eficiente em uma organização. Na aula anterior, abordamos o conceito de Gestão em Processos. Nesta aula, nos aprofundaremos na temática: Arquiteturas Organizacionais, entenderemos sobre o conceito, verificaremos os tipos de arquiteturas e ressaltaremos a importância de uma comunicação eficiente. Mãos a obra! Bons estudos! Gerenciamento de P. e Indicadores de Desempenho 12 1 – Arquitetura Organizacional 2 – Tipos de Organizações 3 – Comunicação Institucional Seções de estudo 1 - Arquitetura Organizacional 2 - Tipos de Organizações De acordo com Uemura (2006), A organização pode ser definida como um grupo de pessoas que, de forma organizada, têm a finalidade de alcançar um objetivo compartilhado através da divisão do trabalho, desta forma, as organizações devem ser entendidas como sistemas sociais interdependentes, ou seja, cada escolha efetuada em uma parte do sistema afeta as demais partes, melhorando ou comprometendo o resultado final do conjunto. De acordo com o autor, o resultado do conjunto depende da combinação das partes do sistema. Portanto, não existe uma combinação única para alcançar os melhores resultados, e sim diversas combinações que podem ter ótimo desempenho, dependendo das circunstâncias. Desta forma, cada parte deve ser estudada dentro de um todo, sendo que as atividades desde os níveis mais baixos até a alta administração são especificadas e atribuídas com a finalidade de atingir os objetivos organizacionais. A concepção estrutural e operacional da arquitetura das organizações tem por finalidade adequar as pessoas ao trabalho que delas é exigido. Para Perrotti (2004), Pode-se definir a estrutura organizacional como um conjunto ordenado de atividades sequenciais que apresentam relação lógica entre si contendo responsabilidades, autoridades, comunicações e decisões das unidades organizacionais de uma empresa. Para juntar todas as tarefas especializadas em uma estrutura é necessário estabelecer uma rede de relações entre indivíduos ou grupos de indivíduos, de forma que todos estejam no mesmo caminho pelo qual podemos chegar a um determinado resultado ou a um determinado fim, seus trabalhos devem ser coerentes com a tarefa final. O desenho da estrutura organizacional é definido quando as atividades, responsabilidades e autoridade são alocadas a determinados cargos/indivíduos e estes cargos são coordenados vertical e horizontalmente. De forma que, existem diversas maneiras de a organização ser representada por arranjos, além do próprio organograma*. Nas palavras de Uemura (2006), “o objetivo do projeto organizacional deve ser o de estabelecer uma combinação que crie um “balanço” adequado entre os elementos, para interagir com as circunstâncias do negócio”. *Você sabe o que é um organograma? O organograma é um instrumento gráfico que representa a estrutura organizacional da empresa (COLENGHI, 1997). O organograma tem muitas utilidades, sendo a principal delas a de servir de “meio de comunicação discreta e inconteste para mostrar às pessoas como se posicionam na empresa, a quem estão subordinadas e quais são os fluxos de mando e responsabilidade” (RICHERS, 1986, p. 77). Conforme Perrotti (2004) existem três fatores críticos de sucesso, que devem ser estudados quando se pretende elaborar uma estrutura organizacional, os quais são estratégia, organização e motivação. Esta abordagem parte do princípio de que somente pode-se atingir um desempenho eficaz alinhando ou tornando consistente, diversos componentes organizacionais, sendo esta a construção de uma estratégia. Quanto à organização, faz-se necessária a modificação de elementos da estrutura de uma organização, incluindo a divisão do trabalho, a alocação dos poderes de decisão, escolhas dos mecanismos de coordenação, delineamento das fronteiras da organização e redes de relacionamentos. Por fim, pode-se dizer que as ações de uma pessoa são influenciadas pela situação dela, o que sustenta a necessidade da motivação. Quando se trata de organizações temos os aspectos formais e os informais de uma estrutura organizacional, cuja variação se estende desde a cultura até o tipo de atividade, passando pelo comportamento e pela gerência organizacional. Praticamente todos os autores nesta área admitem a existência de uma estrutura informal nas organizações, independente do tipo de estrutura formal adotada. Para Howes (2011), A estrutura organizacional estabelece como as tarefas de trabalho são formalmente divididas, agrupadas e coordenadas. Esses quesitos constituem a organização formal de uma empresa. Em contraposição à organização formal, cuja estrutura organizacional é composta de órgãos, cargos, relações funcionais, níveis hierárquicos etc., a organização informal é formada por um conjunto de interações e de relacionamentos que são criados entre os funcionários de uma organização e prega a importância do relacionamento interpessoal dentro e fora das organizações. De acordo com Perrotti (2004), Uma estrutura formal é aquela que é representada graficamente através de um organograma e pode ser explicitada em manuais de organização, os quais descrevem os níveis de autoridade e responsabilidade dos vários departamentos e seções. Já a estrutura informal é a rede de relações sociais e pessoais que não é estabelecida ou requerida pela estrutura formal, mas sim, surge da interação social, o que significa que se desenvolve espontaneamente quando as pessoas se reúnem, portanto, apresenta relações que usualmente não aparecem no organograma. Existem vários fatores que apontam para a impossibilidade de se eliminar completamente as estruturas informais da empresa, como: a necessidade de soluções rápidas para responder a situações críticas; as características do fator humano com respeito à liderança e objetivos pessoais que, muitas vezes, faz com que a organização opere de forma diferente daquela estabelecida, dando origem à estrutura informal; quando funcionários de diferentes departamentos encontram-se socialmente, eles trocam informações sobre assuntos da empresa sem passar através dos canais formais de comunicação; quando um subordinado influi sobre a decisão do chefe de forma sistemática devido à sua habilidade de relacionamento pessoal, ele está invertendo a estrutura formal. Desta forma, a primeira característica da estrutura informal é não poder ser completamente extinta. Bem como, 13 o fato de existirem muitas estruturas informais dentro de uma grande empresa, em todos os níveis, sendo que algumas estão inteiramente dentro da empresa e outras são parcialmente externas à empresa (PERROTTI, 2004). A seguir serão abordadas algumas estruturas organizacionais formais e informais. 2.1 - Estruturas formais Seguindo os princípios gerais clássicos da Administração, as organizações podem ser estruturadas de acordo com a natureza do trabalho e de interesses ou necessidades específicas dos administradores em determinadas situações. Segundo Uemura (2006), a “departamentalização é o processo através do qual as unidades são agrupadas em unidades maiores e assim sucessivamente até o topo da organização, dando origem aos diversos níveis hierárquicos”. A seguir estudaremos alguns tipos de organização. 2.1.1 - Organização Linear Segundo Prates ( 2014), A organizaçãolinear é indicada para pequenas empresas, por ser o tipo de organização mais antigo e simples. É baseada no princípio da unidade de comando, ou seja, existem linhas diretas e únicas de autoridade e responsabilidade entre o superior e seus subordinados. Pompermayer (2000), apresenta as seguintes características para a organização linear: • Autoridade única com base na hierarquia do superior para seus subordinados, tornando-se típica das organizações militares e eclesiásticas; • Linhas formais de comunicação, as quais são feitas unicamente por meio das linhas existentes no organograma; • Centralização de comando em uma autoridade máxima; • Controle da organização e seu aspecto piramidal, em decorrência da centralização da autoridade no topo da organização. A Figura a seguir ilustra um organograma de uma empresa que possui a organização linear. Como pode ser visto, existe apenas um líder com diversos subordinados. Fonte: Elaborado pelo autor. Fonte: Elaborado pelo autor. Pompermayer (2000), Aponta como vantagens desse sistema: • Apresenta uma estrutura simples e de fácil compreensão para o subordinado, que só se relaciona hierarquicamente com seu superior. • Há uma clara fixação de limites das responsabilidades de cada órgão ou cargo, não havendo intervenção em área alheia, conferindo a esse tipo de organização facilidade em sua implantação, funcionamento, controle e disciplina. Ainda segundo a autora, como desvantagem tem-se: • A estabilidade e a constância das relações formais que podem levar à rigidez e a inflexibilidade, que dificultam a inovação e a adaptação às novas situações. • A autoridade linear de comando único e direto pode tornar-se autocrática e vir a prejudicar a cooperação e a iniciativa das pessoas, assim como a sobrecarga na função de chefia. • A figura do chefe generalista, que tudo sabe e faz (monopólio das comunicações), inibe a especialização, congestiona as linhas formais de comunicação, tornando-as demoradas. 2.1.2 - Organização Funcional Para Prates (2014), A organização funcional é baseada no princípio da especialização, ou seja, os subordinados recebem ordens de vários chefes, dentro de seu campo específico. A autoridade será um especialista, o qual dominar melhor o assunto em questão e dará a voz de comando. Ainda segundo o autor, organização funcional apresenta as seguintes características: • A autoridade por conhecimento: cada subordinado reporta-se a muitos superiores; • Nenhum superior tem autoridade total sobre os subordinados; • As comunicações são diretas e mais rápidas; • As decisões são descentralizadas. Segundo Uemura (2006) esse tipo de organização é muito utilizada quando a empresa tem uma única linha de produtos ou quando seus produtos têm similaridade acentuada. A Figura a seguir ilustra uma organização com uma estrutura funcional. Nela, pode-se perceber que a autoridade é funcional, dividida e possui variedade de comando de acordo com a especialização. De acordo com Pompermayer (2000), as vantagens de uma organização funcional residem em: • Proporciona o máximo de especialização nos diversos órgãos, permitindo a cada órgão ou cargo concentrar-se total e unicamente sobre seu trabalho e sua função; • Enfatiza a eficiência de recursos específicos; • Facilita a economia de escala e o controle de custo; • Facilita a supervisão através da gestão funcional; • Permite a melhor supervisão técnica possível, pois cada órgão ou cargo reporta-se a experts em seu campo de especialização; • Desenvolve comunicações diretas, sem intermediação, mais rápidas e menos sujeitas a distorções de transmissão; • Separa funções de planejamento e de controle das funções de execução. Por outro lado, as desvantagens consistem em: Gerenciamento de P. e Indicadores de Desempenho 14 • Diminuição da concentração de autoridade e consequente perda de comando, que dificulta aos órgãos ou cargos superiores o controle e o funcionamento dos órgãos ou cargos inferiores; • Subordinação múltipla, em que nem sempre as pessoas sabem a quem recorrer para resolver determinados assuntos, levando à perda de tempo e a confusões imprevisíveis; • Perda da visão de conjunto da organização e a uma tendência de defender o seu ponto de vista em detrimento dos pontos de vista dos outros especialistas; e • Dificuldade de gestão quando as linhas de produtos são muito distintas, fazendo com que a especialidade na função concorra com a especialidade no(s) produto(s); • Confusão quanto aos objetivos e a existência de tensões e de conflitos dentro da organização. 2.1.3 - Organização Linha-Staff Para Prates (2014), o tipo de organização linha-staff é o resultado da combinação dos tipos de organização linear e funcional, maximizando as vantagens de ambas e reduzindo as suas desvantagens, mas com a predominância das características lineares. Normalmente, é mais utilizado nas empresas de grande porte, para preservar a unidade de comando, sem desprezar a especialização, já que, o papel do staff é constituído por pessoas com conhecimento e domínio de assuntos específicos, que complementam e reforçam os dirigentes de uma organização. Contudo, essas pessoas não são investidas de autoridade formal, ou seja, não dão ordens, apenas emitem pareceres ou, simplesmente, informam os dirigentes para que estes tomem as decisões que julgarem convenientes. Na organização linha- staff, coexistem órgãos de linha (organização linear) e de assessoria (organização funcional). As principais características da organização linha-staff são (POMPERMAYER, 2000): • Fusão da estrutura linear com a estrutura funcional, permitindo a coexistência da hierarquia de comando e da especialização técnica; • Existência das linhas formais de comunicação entre superiores e subordinados e que representam a hierarquia de autoridade e também linhas diretas de comunicação que ligam os órgãos e o staff e que representam a oferta de assessoria; • Manutenção do princípio da hierarquia (linha), que assegura o comando e a disciplina, enquanto a especialização (staff) fornece os serviços de consultoria e de assessoria. A Figura a seguir ilustra uma organização linha-staff, podendo ser observada a hierarquia em linha, mas com consulta ao staff, preservando a autoridade de comando e agregando especialistas. Fonte: Elaborado pelo autor. Fonte: Elaborado pelo autor. Algumas de suas vantagens são: • Oferta interna de assessoria especializada e inovadora, com a manutenção do princípio da unidade de comando. E como desvantagens, podemos destacar: • A possibilidade de conflitos entre a operação (linha) e a assessoria (staff) e dificuldade no equilíbrio dinâmico entre o poder de linha e o poder de staff. 2.1.4 - Organização por Produto Este tipo de organização é indicado para empresas que tem como fundamental a comunicação lateral entre as áreas e o foco em diferentes linhas de produto. Já que, neste tipo de organização, cada unidade de produto possui as principais funções sob sua responsabilidade. Segundo Chiavenato, este tipo de departamentalização contribui consideravelmente para o atingimento dos objetivos da empresa, já que permite à organização maximizar sua concentração de esforços em determinadas atividades e linhas de produtos. A Figura a seguir ilustra uma organização por produto, evidenciando que a hierarquia está dividida de acordo com os produtos comercializados pela empresa. Podemos citar como vantagens deste tipo de organização: • A facilidade da formulação e implementação da estratégia por produto; • Permite o foco no mercado de cada linha de produto; • Facilidade de medição do desempenho da contribuição de cada produto para o negócio; • Maior empenho das equipes de trabalho, já que osdepartamentos são cobrados pelo desempenho de cada item, o que aumenta a responsabilidade dos envolvidos; • Facilidade de inovação. E como, desvantagens: • Maior custo, em função de multiplicação de funções; • Menor especialização funcional; • Abordagem mais introspectiva, fazendo com que os trabalhadores e gestores fiquem mais voltados para os acontecimentos internos à empresa; • Potencial conflito entre Unidades de Produto e Unidades de Negócios. 2.1.5 - Organização por Processo Conforme Uemura (2006), este tipo de estrutura é organizado em função dos seus processos, que podem ser chamados de processos de linha, os quais são formados por times multifuncionais que têm o objetivo de cumprir as atividades relativas a seu macro processo. As funções de apoio (Finanças, Recursos Humanos, etc.) formam áreas paralelas que suportam os times dos processos. Algumas de suas características são: • Entende a importância dos processos para atingir os objetivos estratégicos da empresa; 15 Fonte: Elaborado pelo autor. • O foco primário é no gerenciamento dos processos; • A alta administração possui foco nos processos; • Possui clara visão de seus processos e há donos de processos designados com responsabilidades interfuncionais; • As metas são baseadas nos resultados dos processos. A Figura a seguir ilustra uma empresa com organização por processo, nela fica evidenciado que as diversas áreas da empresa formam uma equipe de acordo com o processo a ser realizado. Algumas das vantagens desse tipo de organização são: • Os processos da empresa estão integrados; • A especialidade funcional é mantida sem comprometer a integração; • Possui menos níveis hierárquicos. Já algumas das desvantagens são: • Dificuldade para definir as fronteiras de cada processo- chave; • Algum impacto em cultura organizacional, pois altera o formato de hierarquia e decisões; • Potencial dificuldade em encontrar líderes de processos (different mindset). 2.2 - Estruturas Informais Nas palavras de Maximiano (2000), As organizações informais são aquelas que surgem das interações sociais que os funcionários mantêm dentro de uma empresa, as quais não aparecem no organograma, como amizades ou inimizades, grupos que se identificam ou não, que gera uma variedade de comportamento. A seguir são apresentados alguns fatores que, de acordo com a teoria exposta por Perrotti (2004), influenciam o surgimento das organizações não formais: • Interesses comuns de certo número de pessoas e que passam a sintonizar-se mais intimamente; • A interação provocada pela própria estrutura formal; • Os períodos de lazer; • A disputa de poder. As suas principais características são: • As relações criadas entre pessoas de diferentes níveis, podendo ser relações pessoais de simpatia ou de antipatia; • A intensidade e duração desses relacionamentos são extremamente variáveis; • Em uma organização informal, o nível de colaboração espontânea é infinitamente superior ao da organização formal; • Quando a organização informal é manipulada de forma inadequada, pode ocorrer uma oposição à organização formal, o que resulta desarmonia com os objetivos da empresa; • Os grupos informais tendem a se modificar com as alterações realizadas na organização formal; • A organização informal transcende a organização formal, por não estar presa a horários e normas. Apesar de ser uma estrutura não determinada pela organização, mas sim que nasce naturalmente, é possível expor algumas vantagens dela como: • Proporciona maior rapidez no processo; • Reduz distorções existentes na estrutura formal; • Reduz a carga de comunicação dos chefes; • Motiva e integra as pessoas da empresa. Um exemplo seria quando um indivíduo é solicitado em uma reunião de trabalho, ele sabe que o desejado no momento é simplesmente seus serviços e conhecimentos. Porém, quando é chamado para comparecer a uma reunião informal em um bar, certamente esse funcionário se sentirá querido pelo grupo. Enquanto as desvantagens são: • Desconhecimento das chefias; • Dificuldade de controle; • Possibilidade de surgimento de falsos boatos; • Possibilidade de atrito entre as pessoas. A organização informal possui alguns componentes que se entrelaçam, os quais estão listados no quadro abaixo com base na teoria de Rego (1986). Grupos Informais Os grupos informais são criados pela iniciativa dos próprios funcionários e desenvolvem-se para realizar tarefas variadas com interesses comuns. A organização de um grupo com a finalidade de jogar futebol nos fins de semana ou para reivindicar pela posse de um espaço físico dentro da empresa e até o simples convívio de forma social são exemplos de grupos informais. É a partir dos grupos formais que surgem os informais, devido à proximidade física, à semelhança social e aos problemas que qualquer ser humano se defronta; com isso nascem os sentimentos de amizade e interesse, que são a base dos grupos informais. Normas de Conduta As normas de conduta regularmente conflitam com o regulamento interno da organização, podendo acarretar problemas. Essas normas surgem de opiniões e entendimentos implícitos ou explícitos entre os funcionários da organização. À medida que as normas de conduta ganham força nos grupos organizacionais, as regras burocráticas perdem sua credibilidade entre esses funcionários. Gerenciamento de P. e Indicadores de Desempenho 16 Cultura Organizacional A cultura organizacional é formada pelas próprias normas de conduta citadas acima, mas também pelos seguintes componentes: • crenças, valores e preconceitos que ocorrem no nosso dia a dia. • cerimônias e rituais estão relacionados a eventos sociais realizados para funcionários da própria organização. • símbolos que são formados por palavras, objetos, ações ou eventos que significam algo para pessoas e grupos da organização, como uniformes, logotipos, etc. Clima Organizacional É a mensuração dos sentimentos em relação à realidade objetiva da organização, como através de questionários que demonstrem a qualidade percebida por cada funcionário. Todos os elementos que compõem a organização formal afetam os sentimentos dos funcionários, desde a localização física até os objetivos organizacionais, não esquecendo dos salários, limpeza e integração com os colegas. Cada funcionário terá uma realidade percebida, o que produzirá sentimentos individuais. Fonte: Elaborado pelo autor. 3 - Comunicação Institucional De acordo com Rego (1986), a comunicação institucional é um esforço para estabelecer relações de confiança entre o mundo empresarial e todo o seu público, tanto interno quanto externo. A meta final da comunicação institucional é gerar consentimento e concordância. Porém, não é fácil fazer com que todos os funcionários tenham a mesma compreensão daquilo que está sendo transmitido, por isso, os problemas de comunicação nunca deixarão de existir. Fluidez nas comunicações pode ser traduzida por relacionamentos saudáveis. Quanto mais a equipe estiver afinada com a missão e com as metas da empresa, mais a comunicação fluirá, e, fluindo a comunicação, mais a empresa/instituição será produtiva. Um exemplo comum de comunicação institucional interna são os quadros de aviso, os quais trazem informações relevantes aos colaboradores, podendo apresentar informações gerais da organização e também de cada um dos setores onde os mesmos estão instalados. Apesar de ser uma forma simplória de comunicação institucional, o quadro de avisos é muito efetivo, contudo, é necessária uma atualização constante e a definição de um responsável para alimentá-lo. Porém, no que tange à eficiência comunicativa, esta deve ser analisada como a potencialidade, de um lado, doemissor de afetar os outros, de modo a fazê-los seguir suas intenções, vontades e também o potencial para ser afetado pelos outros, de forma que sejam vantajosos para si ou para sua organização; de outro modo, o desenvolvimento das aptidões de alguém para receber comunicação é tão importante como o desenvolvimento das aptidões de um indivíduo para comunicar (REGO, 1986). Retomando a aula Parece que estamos indo bem. Então, para encerrar nossa aula, vamos recordar: 1 - Arquitetura Organizacional Inicialmente vimos o que é a arquitetura organizacional em uma empresa, que pode ser definido como uma rede de relações entre indivíduos ou grupos de indivíduos, de forma que todos estejam no mesmo caminho pelo qual podemos chegar a um determinado resultado ou a um determinado fim, seus trabalhos devem ser coerentes com a tarefa final. Além disso, foi visto que a concepção estrutural e operacional da arquitetura das organizações tem por finalidade adequar as pessoas ao trabalho que delas é exigido. 2 - Tipos de Organizações Foi explicado que existem dois tipos de estruturas em uma instituição, as formais que são determinadas pela alta direção da empresa e estão representadas no organograma; e as informais, que são formadas pelas próprias pessoas que compõem a organização. 3 - Comunicação Institucional É uma técnica de gestão implementável em qualquer instituição, objetivando bom funcionamento organizacional. A meta final da comunicação institucional é gerar consentimento e concordância. Desta forma, fluidez nas comunicações pode ser traduzida por relacionamentos saudáveis. UEMURA, Gustavo Kodama. Arquitetura Organizacional como fator crítico de sucesso para a gestão integrada das operações em uma empresa da indústria de Iluminação. 2006. 95 f. Dissertação (Mestrado) - Curso de Administração de Empresas, FGV, São Paulo, 2006. Disponível em: <http://bibliotecadigital. fgv.br/dspace/bitstream/handle/10438/5834/80466. pdf?sequence=1>. PERROTTI, Edoardo. Estrutura Organizacional e Gestão do Conhecimento. 2004. 206 f. Dissertação (Mestrado) - Curso de Administração, USP, São Paulo, 2004. Vale a pena Vale a pena ler 17 POMPERMAYER, Cleonice Bastos. Estruturas organizacionais e sistemas de gestão de custos: proposta de um modelo conceitual de gestão de custos para estruturas contemporâneas. 2000. 132 f. Dissertação (Mestrado) - Curso de Tecnologia, Centro Federal de Educação Tecnológica do Paraná, Curitiba, 2000. Disponível em: <http://files. dirppg.ct.utfpr.edu.br/ppgte/dissertacoes/2000/ppgte_ dissertacao_033_2000.pdf>. PRATES, Wlademir Ribeiro. Principais tipos de Estruturas Organizacionais. 2014. Disponível em: <http:// www.adminconcursos.com.br/2014/07/estruturas- organizacionais.html>. HOWES, Bernardo Henrique Gazzoni Degrazia. Proposta de Transformação do Núcleo de Pesquisas da Fecomércio SC em um Instituto de Pesquisa Estratégico para Santa Catarina. 2011. 115 f. TCC (Graduação) - Curso de Administração, UFSC, Florianópolis, 2011. Disponível em: <http://tcc.bu.ufsc.br/ Adm298916.pdf>. MAXIMIANO, Antônio Cesar Amaru. INTRODUÇÃO A ADMINISTRAÇÃO. 5. ed. São Paulo: Atlas S.A., 2000. 535 p. Disponível em: <http://ftp.demec.ufpr.br/disciplinas/ EngMec_NOTURNO/TM038/2013-1/Livro_-_ Introdu%E7%E3o_%E0%A0_Administra%E7%E3o_-_ Antonio_Cesar_Amaru_Maximiano_-_5%B0Ed.pdf>. REGO, Francisco Gaudêncio Torquato do. Comunicação empresarial/comunicação institucional: Conceitos, estratégias, sistemas, estrutura, planejamento e técnicas. São Paulo: Summus Editorial, 1986. 166 p. <https://www.youtube.com/watch?v=FgQ3Mo00Oj0> <https://www.youtube.com/watch?v=Aj0m4p35z9E> <https://www.youtube.com/watch?v=TtK9_cO2iq8> <https://www.youtube.com/watch?v=Qu0dZ0garQI> Vale a pena assistir Minhas anotações