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Livro Didático Digital
Organização, 
Sistemas e 
Métodos
Diretor Executivo 
DAVID LIRA STEPHEN BARROS
Gerente Editorial 
CRISTIANE SILVEIRA CESAR DE OLIVEIRA
Projeto Gráfico 
TIAGO DA ROCHA
Autoria 
JOSÉ LUCIANO S. DE ALENCAR
AUTORIA
José Luciano S. de Alencar
Sou formado em Administração de Empresas com Habilitação em 
Comércio Exterior, MBA em Gestão de Produtos e Serviços Bancários 
e Mestrado em Engenharia Urbana. Meu propósito acadêmico é o 
aperfeiçoamento e a disseminação do conhecimento com foco na 
integridade e ética. Sou um profissional com experiência de mais de 25 
anos no setor privado no segmento bancário, administrativo, financeiro e 
comercial, em funções nos níveis tático de supervisão e coordenação e 
estratégico gerencial e direção em empresas de médio e grande porte. 
Meu foco profissional é a eficiência na gestão dos recursos organizacionais, 
por meio da superação das expectativas de negócios, com foco no 
cliente e nos princípios empresariais. Passei por empresas como o Banco 
Bamerindus S/A e HSBC Bank Brasil. 
Sou extremamente dedicado e apaixonado pelo que faço e adoro 
transmitir minha experiência de vida àqueles que estão iniciando em suas 
profissões. Por isso fui convidado pela Editora Telesapiens a integrar seu 
elenco de autores independentes. Estou muito feliz em poder ajudar você 
nesta fase de muito estudo e trabalho. Conte comigo!
ICONOGRÁFICOS
Olá. Esses ícones irão aparecer em sua trilha de aprendizagem toda vez 
que:
OBJETIVO:
para o início do 
desenvolvimento de 
uma nova compe-
tência;
DEFINIÇÃO:
houver necessidade 
de se apresentar um 
novo conceito;
NOTA:
quando forem 
necessários obser-
vações ou comple-
mentações para o 
seu conhecimento;
IMPORTANTE:
as observações 
escritas tiveram que 
ser priorizadas para 
você;
EXPLICANDO 
MELHOR: 
algo precisa ser 
melhor explicado ou 
detalhado;
VOCÊ SABIA?
curiosidades e 
indagações lúdicas 
sobre o tema em 
estudo, se forem 
necessárias;
SAIBA MAIS: 
textos, referências 
bibliográficas e links 
para aprofundamen-
to do seu conheci-
mento;
REFLITA:
se houver a neces-
sidade de chamar a 
atenção sobre algo 
a ser refletido ou dis-
cutido sobre;
ACESSE: 
se for preciso aces-
sar um ou mais sites 
para fazer download, 
assistir vídeos, ler 
textos, ouvir podcast;
RESUMINDO:
quando for preciso 
se fazer um resumo 
acumulativo das últi-
mas abordagens;
ATIVIDADES: 
quando alguma 
atividade de au-
toaprendizagem for 
aplicada;
TESTANDO:
quando o desen-
volvimento de uma 
competência for 
concluído e questões 
forem explicadas;
SUMÁRIO
O Processo de Organizar .......................................................................... 10
Principais Etapas do Processo de Organizar ............................................................. 16
Divisão do Trabalho na Organização ...................................................20
Organização – Estrutura Formal e Informal .................................................................25
Sistema de Responsabilidade e de Autoridade ............................. 31
Delegação, Centralização e Descentralização ......................................................... 36
Liderança nas Organizações .................................................................. 41
Técnicas de Construção de Organogramas ............................................................... 48
7
UNIDADE
03
Organização, Sistemas e Métodos
8
INTRODUÇÃO
Você sabia que a influência das organizações vem dos primórdios da 
humanidade. Havia divisões de tarefas já nas primeiras tribos, mas juntos 
alcançavam os objetivos. Dentro das Organizações existem objetivos 
comuns. Eles nascem com um propósito específico. Podemos definir 
organizações como sendo instituições nas quais as pessoas unem seus 
esforços, executando tarefas complexas para alcançar objetivos comuns, 
individuais e coletivos. As pessoas podem realizar atividades complexas, 
daí a importância de as organizações trabalharem em coordenação para 
atingir os objetivos estabelecidos. No entanto, isso não impede que as 
pessoas, dentro da organização, busquem objetivos individuais, como, 
por exemplo, uma trajetória de carreira. A importância das organizações 
é muito grande, elas são essenciais em nossa sociedade. Entendeu? Ao 
longo desta unidade letiva você vai mergulhar neste universo!
Organização, Sistemas e Métodos
9
OBJETIVOS
Olá. Seja muito bem-vindo à Unidade 03. Nosso objetivo é auxiliar 
você no desenvolvimento das seguintes competências profissionais até o 
término desta etapa de estudos:
1. Explicar o processo e as etapas de organizar.
2. Classificar sobre a divisão do trabalho organização e da estrutura 
formal e informal nas empresas contemporâneas.
3. Inferir o sistema de responsabilidade e de autoridade e da 
delegação, centralização e descentralização nas organizações.
4. Reconhecer a liderança nas organizações e as técnicas de 
construção de organogramas.
Então? Preparado para uma viagem sem volta rumo ao conhecimento? 
Ao trabalho! 
Organização, Sistemas e Métodos
10
O Processo de Organizar
OBJETIVO:
Uma organização é constituída para um determinado 
objetivo. Tarefas ou atividades da organização devem ser 
determinadas a atingir esse objetivo. A função gerencial 
da organização pode ser chamada de “processo de 
organização”. Quando os objetivos são definidos e as 
políticas são estabelecidas, a infraestrutura necessária da 
organização deve ser construída. A organização envolve 
o estabelecimento de uma estrutura organizacional 
sólida para que o trabalho seja realizado conforme o 
planejado. O objetivo da organização é que as pessoas se 
coordenem entre si e trabalhem para alcançar os objetivos 
organizacionais. Ao término deste capítulo, você será capaz 
de entender como funciona o processo de organização e 
suas principais etapas. Isto será fundamental para o exercício 
de sua profissão. E então? Motivado para desenvolver esta 
competência? Então vamos lá. Avante!.
Uma das funções mais importantes dentro da área da administração 
é o processo de organizar. Organizar é uma das tarefas mais complexas e 
importantes das funções administrativas. Nesse módulo vamos aprender 
mais sobre organização e o processo de organização nas organizações. 
Mas comecemos com as bases da administração definindo o que é uma 
organização, o processo e as funções administrativas e do administrador.
A administração é a ciência composta de princípios, técnicas 
e práticas, cuja aplicação aos grupos humanos permite estabelecer 
sistemas racionais de esforço cooperativo, por meio dos quais objetivos 
comuns podem ser alcançados e que não podem ser alcançados 
individualmente em organizações sociais. Para Chiavenato (2014, p. 8), nos 
estudos da administração a Teoria Geral da Administração (TGA) é o campo 
do conhecimento humano que busca o “estudo da administração em 
geral, não importa onde ela seja aplicada, se nas organizações lucrativas 
(empresas) ou nas não lucrativas. A TGA trata do estudo da administração 
das organizações”. 
Organização, Sistemas e Métodos
11
AMITAI (1964, p. 13) afirma que as organizações são “unidades sociais 
que procuram atingir objetivos específicos; sua razão de ser é servir a 
esses objetivos. Todavia, depois de formadas, as organizações adquirem 
necessidades, e estas às vezes se apoderam da organização”. Segundo o 
autor, as organizações caracterizam-se por: 
1) Divisões de trabalho, poder e responsabilidades de comunicação, 
que não são casuais ou estabelecidas pela tradição, mas planejadas 
intencionalmente a fim de intensificar a realização de objetivos específicos. 
2) A presença de um ou mais centros de poder que controlam os 
esforços combinados da organização e os dirigem para seus objetivos; 
esses centros de poder precisam, também, reexaminar continuamente a 
realização da organização e, quando necessário, reordenar sua estrutura, 
a fim de aumentar sua eficiência. 
3)os tipos de especialização e de 
referência estão relacionados ao indivíduo e não dependem da posição 
ocupada na hierarquia da organização (SILVA, 2008).
Para Chiavenato (2003, p.18), “A liderança é necessária em todos 
os tipos de organização humana, seja nas empresas, seja em cada 
um de seus departamentos. Ela é essencial em todas as funções da 
Administração: o administrador precisa conhecer a natureza humana e 
saber conduzir as pessoas, isto é, liderar”. A necessidade de um líder é 
óbvia e real. Cresce à medida que as metas do grupo são mais complexas 
e amplas. Portanto, para organizar e agir como uma unidade, os membros 
de um grupo escolhem um líder. 
Hoje, a liderança é uma questão crucial. As empresas que obtiveram 
sucesso não o fizeram sem primeiro ter excelentes grupos de trabalho, 
mas principalmente por trás desses grupos é um líder, aquela pessoa 
capaz de tomar decisões transcendentais, esse tipo de pessoa que, com 
poucas palavras, consegue motivar toda uma equipe, que consegue focar 
o trabalho da maneira certa.
A liderança organizacional é um método de gerenciamento de 
negócios que se relaciona especificamente ao atendimento dos desafios 
e objetivos impostos por uma organização como um todo. Richter e 
Vicenzi (2016) afirmam que há diversas teorias a respeito dos estilos de 
liderança. O escopo dessas pesquisas é estudar a relação do líder com 
seus subordinados, bem como analisar de que modo o líder norteia sua 
conduta e seu estilo de liderança. Tem o objetivo de expor as características 
e personalidades dos estilos de liderança. De acordo com os autores, 
existem vários estilos de liderança. Os estudos sobre a teoria dos estilos 
de liderança referem-se a três estilos. São eles: Autocrática, Democrática 
e Liberal. Vejamos algumas características e particularidades deles.
 • AUTOCRÁTICA – apenas o líder fixa as diretrizes, sem qualquer 
participação do grupo. O líder determina as providências e as 
técnicas para a execução das tarefas, cada uma por vez, na medida 
Organização, Sistemas e Métodos
46
em que se tornam necessárias e de modo imprevisível para o 
grupo. O líder determina qual a tarefa que cada um deve executar 
e qual o seu companheiro de trabalho. O líder é Dominador e é 
“pessoal” nos elogios e nas críticas ao trabalho de cada membro;
 • DEMOCRÁTICA – diretrizes são debatidas pelo grupo, estimuladas 
e assistidas pelo líder. O próprio grupo esboça as providências e 
as técnicas para atingir o alvo solicitando aconselhamento técnico 
ao líder quando necessário, passando este a sugerir duas ou mais 
alternativas para o grupo escolher. 
 • LIBERAL – há a liberdade completa para as decisões grupais ou 
individuais, com participação mínima do líder. A participação do 
líder no debate é apenas fornecer materiais variados ao grupo, 
esclarecendo que poderia fornecer informações desde que as 
pedissem. 
Ser arrojado não necessariamente o torna um bom líder. A liderança 
positiva é exercida por aqueles que são capazes de orientar os esforços 
de uma equipe de trabalho em direção à consecução dos objetivos e 
metas da organização. 
De acordo com Gullo (2016, p.70), “a liderança é a capacidade 
de direção, comando e coordenação que uma pessoa tem ao aplicar 
gestão de pessoas, quando essas pessoas estão na execução de suas 
tarefas de trabalho”. A seguir, são comentados alguns tipos de liderança 
desempenhada por uma pessoa sobre outras pessoas:
 • Liberal – busca de fama por meio de conduta populista.
 • Técnica – o líder possui profundo conhecimento da área em que 
atua. Pessoa pragmática.
 • Carismática – líder possui capacidade de estabelecer integração 
entre as pessoas da equipe e de motivá-las por resultados.
 • Decisiva – a decisão é tomada e comunicada.
 • Por convencimento – quando é aplicada a técnica de convencer o 
grupo sobre a decisão a ser tomada.
Organização, Sistemas e Métodos
47
 • De sugestões – quando o fato é apresentado, o grupo faz 
sugestões e a decisão é tomada pelo líder.
Segundo Maximiano (2000, p. 385), “o processo da liderança sempre 
está personificado numa figura individual ou grupo. A figura humana dos 
líderes permite definir a liderança como função, papel ou tarefa, que 
qualquer pessoa precisa desempenhar, quando é responsável pelo 
desempenho de um grupo”. 
 Oliveira e Perez (2015), ao referenciar Chiavenato e Sapiro (2010), 
afirmam que “a liderança aplicada nos dias de hoje, apresenta grandes 
diferenças em relação à atuação dos antigos líderes, e isso é perceptível 
tanto no tratamento com os seus liderados, quanto no desempenho da 
organização”, como mostra o quadro 1.
Quadro 1 - Liderança do passado e do presente
Traços tradicionais de liderança Qualidade da liderança estratégica
Conformidade Espírito criativo e inovador
Autoritarismo Assimilador, aprendiz e coreógrafo
Heroico – centro da atenção Compartilha poder e atenção
Delegador e hierárquico Condutor e alavancador
Especialização em áreas tradicionais Expertise em várias áreas
Conhecimento extensivo da indústria Experiência em muitas indústrias
Posse de um cargo a longo prazo Portfólio de vários conhecimentos
Alto controle e comando Empowerment e patrocinador
Orientação doméstica e internalizada Perspectiva global e sistêmica
Cria consenso quando necessário Cria coalizões e fomenta colaboração
Conhecimento íntimo da organização Conhecimento íntimo do cliente
Atenção nos concorrentes Conhecimento dos concorrentes
Isolado, separado, indiferente Acessível, próximo, apoiador
Fonte: Chiavenato e Sapiro (2010).
Organização, Sistemas e Métodos
48
Os líderes organizacionais geralmente ocupam os cargos 
administrativos e executivos mais importantes de suas organizações por 
causa de sua capacidade de lidar com o presente enquanto olham para o 
futuro. O impacto da liderança nas organizações tem a ver principalmente 
com as habilidades que os líderes cultivaram ao longo de sua carreira e 
seu compromisso com a organização de aplicar essas habilidades e seus 
conhecimentos da melhor maneira possível.
Técnicas de Construção de Organogramas
Um organograma é um diagrama que mostra a estrutura de uma 
organização e os relacionamentos e classificações relativas de suas 
partes e posições/ cargos. O termo também é usado para diagramas 
semelhantes, por exemplo, os que mostram os diferentes elementos de 
um campo do conhecimento ou de um grupo de idiomas.
O engenheiro escocês-americano Daniel McCallum (1815-1878) 
é creditado pela criação dos primeiros organogramas das empresas 
americanas por volta de 1854. Esta representação gráfica foi elaborada 
por George Holt Henshaw. 
O termo “organograma” entrou em uso no início do século XX. Na 
década de 1920, uma pesquisa revelou que os gráficos organizacionais 
ainda não eram comuns entre as preocupações comerciais comuns, 
mas estavam começando a encontrar seu caminho nas empresas 
administrativas e comerciais. O termo organograma teve sua origem na 
década de 1960.
Um organograma é uma representação gráfica da estrutura de uma 
organização. É usado para mostrar relacionamentos hierárquicos entre 
gerentes e as pessoas que se reportam a eles, bem como departamentos. 
Um organograma é uma ferramenta útil para que as organizações 
visualizem relacionamentos de relatórios e comuniquem nomes, 
habilidades e informações de contato dos funcionários.
De acordo com Balcão (1965, p. 3), “criado essencialmente para 
dar representação gráfica às relações entre cargos na organização, 
o organograma tem, basicamente, duas partes interligadas: linhas e 
Organização, Sistemas e Métodos
49
retângulos”, sendo que as primeiras representam o fluxo da autoridade 
na organização e os últimos os cargos entre os quais flui a autoridade 
(Figura 8).
Figura 8 - Organograma
Autoridade e 
comunicação 
vertical
Coordenação 
e comunicação 
horizontal
Fonte: Elaborado pelo autor (2020).
O organograma é um diagrama que mostra graficamentea relação 
de um funcionário com outro, ou com outros, de uma empresa. Também 
é usado para mostrar a relação de um departamento com outro, ou com 
outros, ou com uma função de uma organização com outro, ou com 
outros. Este gráfico é valioso, pois permite visualizar uma organização 
completa, por meio da figura que apresenta. De acordo com Paula Filho 
(2015, p. 4), os objetivos de um organograma é:
1. Divisão do trabalho mediante o fracionamento da organização, em 
unidades de direção, núcleos, setores.
2. Relação superior-subordinado - deixa implícita à delegação de 
autoridade e responsabilidade. 
3. Trabalho desenvolvido pelas unidades - dependendo da técnica 
de elaboração aplicada, poderá evidenciar, além do tipo de 
trabalho desenvolvido, mais: 
 • O detalhamento do tipo de trabalho.
 • Os cargos existentes. 
 • Os nomes dos titulares das unidades. 
Organização, Sistemas e Métodos
50
 • A quantidade de pessoas por unidade. 
 • A relação funcional, além da relação hierárquica.
O organograma da empresa normalmente ilustra as relações 
entre as pessoas dentro de uma organização. Quando um organograma 
cresce muito, pode ser dividido em gráficos menores para departamentos 
separados da organização. Os diferentes tipos de organogramas incluem: 
 • Hierárquico – uma organização hierárquica é uma estrutura 
organizacional em que todas as entidades da organização, exceto 
uma, estão subordinadas a uma única outra entidade. Esse arranjo 
é uma forma de hierarquia. Em uma organização, a hierarquia 
geralmente consiste em um grupo de poder singular no topo, com 
níveis subsequentes de poder abaixo deles. 
 • Matricial – o gerenciamento de matrizes é uma estrutura 
organizacional na qual alguns indivíduos se reportam a mais de 
um supervisor ou líder, relacionamentos descritos como relatórios 
de linha sólida ou linha pontilhada. 
 • Plana ou Horizontal – uma organização plana/horizontal possui 
uma estrutura organizacional com poucos ou nenhum nível 
de gerência intermediária entre funcionários e executivos. A 
estrutura de uma organização se refere à natureza da distribuição 
das unidades e posições dentro dela, também à natureza dos 
relacionamentos entre essas unidades e posições. 
RESUMINDO:
E então? Gostou do que lhe mostramos? Aprendeu mesmo 
tudinho? Agora, só para termos certeza de que você 
realmente entendeu o tema de estudo deste capítulo, 
vamos resumir tudo o que vimos. Você deve ter aprendido 
que a liderança constitui no processo de interação entre 
pessoas em que uma delas leva, por meio de influência e 
poder pessoais, as energias, potenciais e atividades de um 
grupo, a alcançar um objetivo comum, a fim de transformar 
ambos. E que organograma é um gráfico que representa 
a estrutura formal, apresentando os diversos setores, suas 
posições e respectivas interdependências, via hierárquica, 
itinerário de comunicações, vinculação e subordinação.
Organização, Sistemas e Métodos
51
REFERÊNCIAS
AMITAI, E. Organizações modernas. São Paulo: Pioneira Editora, 
1964.
BALCÃO, Y. F. Organograma: representação gráfica da estrutura. ERA. 
Revista Administração de Empresas. São Paulo: FGV, 1965. Disponível 
em: http://www.scielo.br/pdf/rae/v5n17/v5n17a03.pdf. Acesso em: 26 fev 
2020.
CHIAVANETO, I; SAPIRO, A. Planejamento Estratégico. São Paulo: 
Elsevier, 2010. 
CHIAVENATO, I. Introdução à teoria geral da administração. São 
Paulo: Manole, 2014. 
CHIAVENATO, I. Introdução à teoria geral da administração: uma 
visão abrangente da moderna administração das organizações. Rio de 
Janeiro: Elsevier, 2003.
CHIAVENATO, I. Teoria geral da administração: abordagens 
prescritivas e normativas. VOLUME 1. Barueri: Manole, 2013.
DUARTE, L. Administrar bem, lucrar sempre. Organização: a 
segunda função da administração. IDEAGRI. 2018. Disponível em: . Acesso em 25 fev 2020.
FLEURY, A. C. C. Produtividade e organização do trabalho na 
indústria. Rev. Adm. Emp., Rio de Janeiro, 20(3); 19-28, jul./set. 1980. 
Disponível em: . 
Acesso em: 24 fev 2020.
GONÇALVES, J. E. L. As empresas são grandes coleções de 
processos. RAE – Revista de Administração de Empresas. São Paulo: 
Jan./Mar. 2000. v. 40. n. 1. Disponível em: http://www.scielo.br/pdf/rae/
v40n1/v40n1a02.pdf. Acesso em: 24 fev 2020. 
GULLO, J. Administração: Para Quem Estuda, Ensina e Pratica. São 
Paulo: Bom Dia, 2016. 
Organização, Sistemas e Métodos
http://www.scielo.br/pdf/rae/v5n17/v5n17a03.pdf
https://ideagri.com.br/posts/administrar-bem-lucrar-sempre-organizacao-a-segunda-funcao-da-administracao-parte-1
https://ideagri.com.br/posts/administrar-bem-lucrar-sempre-organizacao-a-segunda-funcao-da-administracao-parte-1
https://ideagri.com.br/posts/administrar-bem-lucrar-sempre-organizacao-a-segunda-funcao-da-administracao-parte-1
http://www.scielo.br/pdf/rae/v20n3/v20n3a02.pdf
http://www.scielo.br/pdf/rae/v40n1/v40n1a02.pdf
http://www.scielo.br/pdf/rae/v40n1/v40n1a02.pdf
52
KRACKHARDT, D. HANZON, D. K. Informal Networks: The Company 
Behind the Chart. Massachusetts: Harvard Business Review. 1993. 
Disponível em: https://www.andrew.cmu.edu/user/krack/documents/
pubs/1993/1993%20Informal%20Networks.pdf. Acesso em 25 fev 2020.
LOCH, C. L. CORREIA, G. S. A flexibilização do trabalho e da gestão 
de pessoas limitadas pela racionalidade instrumental. Revista de Ciências 
da Administração – v.6, n.12, jul/dez 2004. 
MAXIMIANO, A. C. A. Fundamentos de Administración. Teoría 
general y proceso administrativo. México: PEARSON EDUCACIÓN, 2009. 
MAXIMIANO, A. C. A. Introdução à Administração. Revista e 
Ampliada. São Paulo: Editora Atlas, 2000.
MORETTO NETO, L. Funções Administrativas. Universidade Federal 
de Sergipe, 2012. Disponível em: http://www.cesadufs.com.br/ORBI/
public/uploadCatalago/16451216022012Introducao_a_Administracao_
Aula_2.pdf. Acesso em: 23 fev 2020. 
OLIVEIRA, A. P. M.; PEREZ, O. C. Liderança eficaz: o poder e a 
influência de um líder no comportamento organizacional de uma empresa. 
Administração de Empresas em Revista. 2015. v. 14, n. 15.
PAULA FILHO, A. F. Organograma: formulação e análise estrutural. 
Foz do Iguaçu: Centro Universitário Dinâmica das Cataratas, 2015.
PIRES, D. E. Divisão social do trabalho. Fundação Oswaldo 
Cruz. 2019. Disponível em: http://www.sites.epsjv.fiocruz.br/dicionario/
verbetes/divsoctra.html. Acesso em: 24 fev 2020. 
PORTO, G. Estrutura Organizacional. Brasília: Instituto de Gestão, 
Economia e Políticas Públicas, 2016.
SILVA. R. O. Teorias da administração. São Paulo: Pearson Prentice 
Hall. 2008. 
Organização, Sistemas e Métodos
https://www.andrew.cmu.edu/user/krack/documents/pubs/1993/1993%20Informal%20Networks.pdf
https://www.andrew.cmu.edu/user/krack/documents/pubs/1993/1993%20Informal%20Networks.pdf
http://www.cesadufs.com.br/ORBI/public/uploadCatalago/16451216022012Introducao_a_Administracao_Aula_2.pdf
http://www.cesadufs.com.br/ORBI/public/uploadCatalago/16451216022012Introducao_a_Administracao_Aula_2.pdf
http://www.cesadufs.com.br/ORBI/public/uploadCatalago/16451216022012Introducao_a_Administracao_Aula_2.pdf
http://www.sites.epsjv.fiocruz.br/dicionario/verbetes/divsoctra.html
http://www.sites.epsjv.fiocruz.br/dicionario/verbetes/divsoctra.html
	O Processo de Organizar
	Principais Etapas do Processo de Organizar 
	Divisão do Trabalho na Organização
	Organização – Estrutura Formal e Informal
	Sistema de Responsabilidade e de Autoridade
	Delegação, Centralização e Descentralização
	Liderança nas Organizações
	Técnicas de Construção de OrganogramasSubstituição do pessoal, isto é, as pessoas pouco satisfatórias 
podem ser demitidas e designadas outras pessoas para as suas tarefas. 
A organização também pode recombinar seu pessoal, através de 
transferências e promoções.
Organização, Sistemas e Métodos
12
SAIBA MAIS:
Especializações da administração
Nos dias de hoje, a Administração revela-se como uma 
área do conhecimento humano repleta de complexidades 
e desafios. O profissional que utiliza a administração como 
meio de vida pode atuar nos mais variados níveis de uma 
organização, desde o hierárquico de supervisão elementar 
até o de dirigente máximo da organização. Pode atuar nas 
diversas especializações da administração: da produção (de 
bens ou serviços prestados pela organização), financeira, de 
recursos humanos, mercadológica ou, ainda, administração 
geral. Em cada nível e em cada especialização da 
administração, as situações são diferentes. Além disso, as 
organizações são diferentes. Cada organização tem seus 
objetivos, seu ramo de atividade, seus dirigentes e seu 
pessoal, seus problemas internos e externos, seu mercado, 
sua situação financeira, sua tecnologia, seus recursos 
básicos, sua ideologia e política de negócios, segundo 
Chiavenato (2014, p. 8).
Uma das funções mais importantes de um administrador é 
organizar o trabalho de todos os seus colaboradores. Organizar é uma 
das funções mais difíceis e importantes da administração. Vamos 
aprender mais sobre organização e o processo de organização. Organizar 
consiste essencialmente em estabelecer uma divisão de trabalho. Os 
administradores/gerentes dividem o trabalho entre indivíduos e grupos 
de indivíduos. E então eles coordenam as atividades de tais indivíduos e 
grupos para extrair o melhor resultado. Organizar é o processo de reunir 
recursos físicos, financeiros e humanos e desenvolver relacionamento 
produtivo entre eles para o alcance dos objetivos organizacionais. A 
organização também envolve delegar responsabilidades aos funcionários, 
juntamente com a autoridade para realizar com êxito essas tarefas e 
responsabilidades. Um aspecto importante da organização é delegar as 
quantidades corretas de responsabilidades e autoridade. 
Organização, Sistemas e Métodos
13
De acordo com Chiavenato (2003), na teoria neoclássica, as funções 
administrativas constituem aos elementos que Fayol determinara no 
seu tempo. De acordo com o autor, de um modo geral, no contexto 
moderno da administração admitem-se quatro funções: o planejamento, 
a organização, a direção e o controle, como as funções básicas do 
administrador. Essas quatro funções básicas – planejar, organizar, dirigir 
e controlar – constituem o chamado processo administrativo, conforme 
ilustrado na figura 1.
Figura 1 - Funções e Processo da Administração
Recursos 
• Humanos
• Financeiros
• Materiais
• Tecnológicos
• Informação
Resultados
• Desempenho
• Objetivos
• Produtos
• Serviços
• Eficiência
• Eficácia
Planejamento
Formular objetivos e os 
meios para alcançá-los.
Controle
Monitorar as 
atividades 
e corrigir os 
desvios.
Direção
Designar pessoas, 
dirigir seus esforços, 
motivá-los, liderá-los e 
comunicar.
Organização
Modelar o 
trabalho, 
alocar recursos 
e coordenar 
atividades.
Fonte: Chiavenato (2013).
Dessa forma, o processo de organização dentro das funções 
administrativas pode ser descrito como projetar, desenvolver e manter 
um sistema de ação coordenada em que indivíduos e grupos de 
pessoas trabalham sob liderança comum, ajudando-se mutuamente e se 
esforçando para alcançar objetivos que sejam compreendidos e aceitos 
por todos. A palavra-chave nesta definição é sistema. Organizações 
são sistemas abertos que, em decorrência das influências do ambiente 
externo, adquirem uma determinada estrutura, que inclui elementos 
formais e informais.
Organização, Sistemas e Métodos
14
Na concepção de Gullo (2016, p. 53), “as funções da administração 
são as atividades desenvolvidas nas diversas áreas da empresa para que, 
assim, essas áreas possam realizar seus processos de operação e de 
trabalho”. Segundo o autor, isso tem por finalidade atingir seus propósitos 
e objetivos criando valores para as pessoas e para a sociedade como um 
todo. Para tanto, as funções administrativas podem ser são definidas:
Planejamento – criação de objetivos e metas a serem alcançados no 
futuro, ou seja, os resultados esperados; a definição de estratégias (meios, 
modos, alternativas) a serem adotadas para se alcançarem os objetivos; 
o desenvolvimento e a aplicação de decisões e de ações operacionais 
(procedimentos, atitudes, políticas, táticas) para se alcançarem os 
objetivos;
Organização – é importante a adoção do conceito de Administração 
sistêmica, segundo o qual cada área da empresa e seus respectivos 
departamentos são analisados individualmente e, também, são analisadas 
a integração e interação dessas áreas e departamentos, como também:
a. A coordenação de recursos materiais e humanos para montar 
uma estrutura organizacional (organograma) e processos 
de transformação desses recursos (fluxogramas, normas e 
procedimentos), para propiciar o alcance dos objetivos planejados. 
b. Fazer a divisão do trabalho entre as pessoas; definir níveis de 
autoridade e de responsabilidade das pessoas para possibilitar a 
realização do trabalho. 
c. Definir também o cargo de cada pessoa, ou seja, as tarefas que 
essa pessoa deve executar em seu trabalho. (Para facilitar essa 
definição, é importante considerar: o que fazer como fazer, onde 
fazer, com o que fazer com quem fazer, quando fazer, com qual 
frequência fazer, para quem fazer e fazer com qual resultado).
Direção: liderar, coordenar, comandar e dirigir pessoas na execução 
dos processos de trabalho definidos para as pessoas (gestão de pessoas 
– gestão do toque humano); solucionar problemas e tomar decisões para 
fazer as coisas acontecerem; estabelecer mecanismos de treinamento, 
capacitação, motivação e comunicação; desenvolver a competência, 
Organização, Sistemas e Métodos
15
a realização e o bem-estar das pessoas; conduzir, colocar e executar 
ações em prática para concretizar os processos de trabalho (sistemas), 
atividades, estratégias e objetivos planejados pela empresa.
Controle : comparar o planejado com o executado para medir a 
efetividade alcançada em relação ao planejado e identificar a necessidade 
de modificar o que foi planejado, alterando objetivos, estratégias e ações; 
estabelecer, além de parâmetros quantitativos (numéricos), também 
parâmetros qualitativos, ou seja, analisar por quais motivos os objetivos 
planejados foram, ou não, alcançados.
Segundo Moretto Neto (2012, p. 10), no processo de gestão “a função 
organização cumpre relevante papel, na medida em que possibilita o uso 
racional dos recursos disponíveis, em busca do alcance de objetivos de 
maneira eficiente e com eficácia”.
Na concepção de Campanholo (2015), a expressão organização é 
utilizada em diversas acepções e momentos, para identificar empresas, 
eficiência, sistema administrativo, estrutura de autoridade ou ciência. No 
entanto, o termo possui o significado da capacidade de “criar organismos, 
estruturas e sistemas devidamente integrados e constituídos, de 
compatibilizar elementos componentes necessários, constituindo a base 
para as atividades administrativas e operacionais” (Ibidem, 2015).
Organizar consiste essencialmente em estabelecer uma divisão 
do trabalho, a decisão de alocação dos recursos e a coordenação de 
atividades e atribuições para a obtenção do melhor resultado possível. 
A organização envolve a identificação de responsabilidades a serem 
executados, o agrupamento de responsabilidades em departamentos ou 
divisão e a especificação de relacionamentos organizacionais. O objetivo é 
alcançar esforços coordenados entre todos os elementos da organização. 
A organização deve levar em consideração a delegação de autoridade 
e responsabilidadee o alcance do controle nas unidades de supervisão.
Lembre-se que as organizações não são estáticas. A mudança 
ocorre constantemente na própria empresa, no ambiente em que a 
empresa opera e nas pessoas que trabalham para ela. Não existe uma 
organização ideal. O máximo que pode ser feito é otimizar processos e, 
Organização, Sistemas e Métodos
16
ao mesmo tempo, deve-se lembrar que qualquer que seja a estrutura 
formada, ela dependerá das circunstâncias do ambiente externo e um 
dos objetivos da organização é conseguir a melhor relação entre sua 
estrutura e essas circunstâncias.
Principais Etapas do Processo de 
Organizar 
A organização consiste na forma e na determinação das estruturas, 
processos, sistemas, métodos e procedimentos que visam a simplificação 
e otimização do trabalho. O objetivo da organização é simplificar o trabalho, 
coordenar e otimizar funções e recursos das organizações, isto é, simplificar 
as atividades da empresa, tornando os processos mais eficientes. 
Neste contexto, as áreas funcionais, estruturas, processos, sistemas 
e hierarquias são definidos para atingir os objetivos da empresa, bem 
como os sistemas e procedimentos para realizar o trabalho. O processo 
de organizar implica múltiplas vantagens por meio da realização de tarefas 
de maneira eficiente e com um mínimo de esforço. Entre seus principais 
benefícios estão: 
 • Redução de custos e o aumento da produtividade.
 • Redução de retrabalhos e atividades desnecessárias.
 • Criação de uma estrutura organizacional adequada.
 • Simplificação e melhoria das atividades e funções.
De acordo com Maximiano (2000, p. 265), organizar representa o 
processo de dispor qualquer grupo de recursos em uma estrutura que 
promova a efetivação de objetivos. O processo de organizar tem como 
resultado a divisão de um todo em partes, segundo algum critério ou 
princípio de classificação. Um conjunto organizado segundo algum tipo 
de critério tem uma estrutura. 
Existe uma lógica fundamental para organizar. Um processo que 
consiste em seis etapas mesmo que as etapas 1 e 2 sejam, ao mesmo 
tempo, parte do planejamento, sendo:
Organização, Sistemas e Métodos
17
1. Defina os objetivos da empresa.
2. Formule objetivos, políticas e planos de suporte.
3. Identifique, analise e classifique as atividades necessárias para 
alcançar esses objetivos.
4. Agrupe as atividades baseando-se no capital humano e nos 
recursos materiais disponíveis da melhor maneira para usá-las de 
acordo com as circunstâncias.
5. Delegue ao responsável de cada grupo a autoridade necessária 
para realizar as atividades.
6. Agrupe os grupos horizontal e verticalmente através de relações 
de autoridade e fluxos de informação.
Lembre-se que a organização é um atributo de qualquer conjunto 
estruturado ou ordenado segundo determinados critérios. A organização 
envolve o estabelecimento de uma estrutura organizacional sólida para 
que o trabalho seja realizado conforme o planejado. 
O objetivo da organização é que as pessoas se coordenem entre 
si e trabalhem para alcançar os objetivos organizacionais. O processo de 
organização consiste nos seguintes estágios: a) na divisão de trabalho; e b) 
na coordenação. Nesse contexto, o processo de organização consiste na 
divisão do trabalho/tarefas, bem como a atribuição das responsabilidades 
e autoridade às pessoas envolvidas. As principais etapas (Figura 2), ou 
decisões, deste processo são:
I. Análise dos objetivos e do trabalho a ser realizado.
II Divisão do trabalho de acordo com os critérios mais adequados 
para alcançar os objetivos.
III Definição das responsabilidades do trabalho.
IV Definição dos níveis de autoridade.
V. Desenho da estrutura organizacional
Organização, Sistemas e Métodos
18
Figura 2 - Principais etapas do processo de organizar
ANÁLISE DE 
OBJETIVOS
DIVISÃO DO 
TRABALHO
DEFINIÇÃO DE 
RESPONSABILIDADE
DEFINIÇÃO DE 
AUTORIDADE
ESTRUTURA 
ORGANIZACIONAL
Fonte: Adaptado de Maximiano (2009).
A estrutura organizacional é a síntese do processo de organização. 
Uma das principais dificuldades da administração das organizações 
é a delimitação do desenho da estrutura organizacional. “A estrutura 
organizacional define a autoridade e as responsabilidades das pessoas, 
como indivíduos, e como integrantes de grupos. Além disso, a estrutura 
organizacional define a comunicação entre as pessoas e grupos” 
(MAXIMIANO, 2000. P. 266).
A especialização da força de trabalho de acordo com as habilidades 
de uma pessoa permitiu criar o desenvolvimento pessoal e profissional 
específico dentro do capital humano da organização, possibilitando o 
aumento da produtividade. A especialização aumenta a eficiência do 
trabalho. Este princípio é aplicável tanto às atividades técnicas quanto 
gerenciais.
A divisão do trabalho é o processo pelo qual uma tarefa é dividida 
em partes, cada uma das quais é atribuída a uma pessoa ou grupo de 
pessoas. A divisão do trabalho permite que as organizações atinjam 
objetivos complexos, como montar grandes equipes, fabricar produtos 
em grandes quantidades e atender diferentes tipos de clientes em 
diferentes locais.
Organização, Sistemas e Métodos
19
NOTA:
Durante muito tempo, as empresas foram dirigidas por 
meio de metas estabelecidas para as áreas funcionais, mas 
hoje as metas são definidas para os processos essenciais, 
que constituem um nível fundamental de avaliação de 
desempenho da organização. Mudar a estrutura funcional 
da empresa para uma estrutura por processos implica 
definir a responsabilidade pelo andamento do processo, 
minimizar as transferências, maximizar o agrupamento 
de atividades e diminuir o gasto de energia. O impacto 
da tecnologia na realização do trabalho abrange desde 
alterações na forma de realização do trabalho individual 
até a maneira pela qual as empresas trabalham juntas em 
processos interorganizacionais, passando pela redefinição 
da maneira pela qual os grupos de pessoas realizam suas 
tarefas grupais, segundo Gonçalves (2000, p. 15).
RESUMINDO:
A função da organização é organizar, dirigir, coordenar e 
controlar as atividades de uma empresa. Em outras palavras, 
organizar é a função através da qual o gerenciamento 
dirige, coordena e controla as operações dos negócios. 
O processo de organização deve incluir a determinação 
dos objetivos, a divisão de funções, a identificação e 
classificação das atividades de trabalho, o agrupamento das 
atividades, a seleção de recursos humanos e materiais e a 
definição de autoridade e responsabilidade. A organização 
harmoniza as metas individuais dos funcionários com 
os objetivos gerais da empresa. Agora sabemos que o 
processo de organização é uma das principais funções 
da administração. Dessa forma, pode-se considerar a 
organização como uma atividade para eliminar atividades 
desnecessárias e estabelecer padrões eficientes de 
funcionamento sistemático na empresa. 
Organização, Sistemas e Métodos
20
Divisão do Trabalho na Organização
OBJETIVO:
Ao término deste capítulo você será capaz de entender 
o que é como funciona e os principais aspectos da 
divisão de trabalho nas empresas modernas. Saberá mais 
sobre o contexto organizacional, sobre a sua estrutura e, 
principalmente, o que é uma estrutura formal e informal. 
Isto será fundamental para o exercício de sua profissão. 
E então? Motivado para desenvolver esta competência? 
Então vamos lá. Avante!
A divisão do trabalho é um conceito econômico que parte da 
premissa de que dividir o processo das atividades do trabalho em 
diferentes estágios permite que os trabalhadores se concentrem em 
tarefas específicas, tornando-os especialistas em suas tarefas. Nessa 
perspectiva, se os trabalhadores se concentrarem em um determinado 
aspecto das tarefas, isso poderá aumentar a sua eficiência. 
Esse conceito foi disseminado por Adam Smith em sua obra 
sobre a natureza e as causas da riqueza das nações. Ele baseou-se em 
uma pesquisa em uma fábricade pinos. Adam Smith observou como a 
eficiência da produção aumentou enormemente porque os trabalhadores 
foram divididos e receberam diferentes tarefas. 
O aumento da produção tem várias causas. De acordo com Adam 
Smith, isso inclui maior destreza do aprendizado, inovações no design e 
uso de ferramentas, conforme as etapas são definidas com mais clareza, e 
economia no movimento desperdiçado, mudando de uma tarefa para outra.
A divisão do trabalho é um conceito econômico que afirma que a 
divisão do processo de produção em diferentes estágios permite que os 
trabalhadores se concentrem em tarefas específicas. Se os trabalhadores 
puderem se concentrar em um pequeno aspecto da produção, isso 
aumenta a eficiência geral – desde que haja volume e quantidade 
suficientes produzidos.
Organização, Sistemas e Métodos
21
Mas por que a divisão do trabalho é mais eficaz? Podemos afirmar 
que a especialização em uma determinada função/tarefa permite que o 
funcionário se torne mais eficiente e também elencar alguns fatores para 
responder a essa pergunta, como por exemplo os trabalhadores precisam 
de menos treinamento, pois eles só precisam dominar um reduzido número 
de tarefas, como também se concentrar nas atividades que melhor se 
adaptam às suas habilidades. Um bom exemplo de sucesso na divisão 
de trabalho ocorreu nas fábricas de motores Ford. Na década de 1920, 
Henry Ford utilizou a linha de montagem para aumentar a produtividade 
na produção de automóveis. Na linha de montagem, havia uma divisão de 
trabalho com os trabalhadores se concentrando em trabalhos específicos.
A divisão do trabalho é o processo pelo qual cada parte da 
produção é dividida em setores pelos quais um empregado realiza uma 
tarefa específica. Por meio da divisão do trabalho, a produção torna-se 
mais eficiente e se pode maximizar a produção e resultados econômicos 
significativos. A divisão do trabalho se espalhou pelo mundo desenvolvido. 
Podemos ver isso na maioria dos produtos de consumo hoje. Por exemplo, 
o iPhone requer peças como caixa, bateria, tela e placa lógica. Nem todos 
são fabricados pela Apple, muito menos pela mesma pessoa. A empresa 
requer empresas separadas com especialidades maiores. Entre eles 
estão empresas no Japão para fabricar a câmera, empresas alemãs para 
produzir o acelerômetro, nos Estados Unidos, para seu chip de áudio e 
na China para a bateria e montá-la. Dessa forma, as consequências que 
a divisão do trabalho para um mundo globalizado, trouxe no curto prazo 
foram (CHIAVENATO, 2003):
 • Maior produtividade e melhor rendimento do pessoal envolvido.
 • Maior eficiência da organização, como resultante item anterior.
 • Redução dos custos de produção, principalmente os de mão de 
obra e de materiais diretos.
No entanto, Chiavenato (2003, p. 157) afirma que com a divisão 
do trabalho (Figura 3), a organização empresarial passa a se desdobrar 
em três níveis administrativos que compõem o aparato administrativo 
necessário para dirigir a execução das tarefas e operações:
Organização, Sistemas e Métodos
22
 • Nível institucional, composto por dirigentes e diretores da 
organização.
 • Nível intermediário, ou nível do meio do campo, composto dos 
gerentes.
 • Nível operacional, composto dos supervisores que administram a 
execução das tarefas e operações da empresa.
Figura 3 - Níveis Hierárquicos
Níveis:
Institucional
Intermediário
Operacional
Presidente
Diretores
Gerentes
Supervisores
Funcionários e Operários 
(Pessoal não administrativo)
Administração
 Operação
Fonte: Chiavenato (2013).
Em uma organização, cada pessoa e cada grupo de pessoas 
executam tarefas específicas que contribuem para o cumprimento 
dos objetivos. Assim como as organizações são se especializam em 
certos objetivos, as pessoas e os grupos que trabalham neles. Eles 
são especializados em determinadas tarefas. A divisão do trabalho é 
o processo que permite superar limitações individuais por meio da 
especialização. Quando eles somam são realizadas tarefas, produtos e 
serviços especializados que ninguém conseguiria fazer por si só.
De acordo com Maximiano (2000), em um uma organização, cada 
indivíduo e cada grupo possuem atribuições especificas que colaboram 
para a efetivação do objetivo. Assim sendo, “como as organizações são 
especializadas em determinados objetivos, as pessoas e os grupos que 
nelas trabalham também são especializados em determinadas tarefas” 
(Ibidem, 2000, p. 93).
Organização, Sistemas e Métodos
23
Segundo Loch e Correia (20042), o trabalho pode ser considerado 
como sendo uma característica inerente da condição humana. “O trabalho 
passa a se organizar através de formas rígidas como o taylorismo e o 
fordismo e formas flexíveis, a exemplo do toyotismo” (LOCH e CORREIA, 
2004, p. 2). 
A divisão do trabalho é um conceito complexo. Sua contextualização 
estabelece vínculos entre a divisão do trabalho e outros conceitos 
importantes que capturam várias formas de dinamismo econômico, como 
acumulação de capital, crescimento e especialização. 
De acordo com Pires (2019, p. 1), “o termo divisão do trabalho é 
encontrado em estudos oriundos de diversas áreas do conhecimento. Em 
termos genéricos refere-se às diferentes formas que os seres humanos, 
ao viverem em sociedades históricas, produzem e reproduzem a vida”. 
Segundo a autora, as diversas variantes nessa terminologia podem 
ser dispostas em quatro grupos, onde cada qual se refere a distintos 
fenômenos sociais concernentes às maneiras de produção essenciais à 
vida humana, sendo: 
1. Divisão social do trabalho ou divisão do trabalho social – a 
expressão ‘divisão social do trabalho’ tem sido usada no sentido 
cunhado por Karl Marx (1818-1883) e também referendada por 
autores como Braverman (1981) e Marglin (1980) para designar a 
especialização das atividades presentes em todas as sociedades 
complexas, independente dos produtos do trabalho circular 
como mercadoria ou não. Designa a divisão do trabalho social em 
atividades produtivas, ou ramos de atividades necessárias para a 
reprodução da vida. 
2. Divisão capitalista do trabalho, ou divisão parcelar ou 
pormenorizada do trabalho, ou divisão manufatureira do 
trabalho, ou divisão técnica do trabalho – é típica do modo 
de produção capitalista. Refere-se à fragmentação de uma 
especialidade produtiva em numerosas operações limitadas, 
de modo que o produto resulta de uma grande quantidade de 
operações executadas por trabalhadores especializados em cada 
Organização, Sistemas e Métodos
24
tarefa. Surge em meados do século XVIII com a manufatura e 
caracteriza o sistema de fábricas. 
3. Divisão sexual do trabalho – A expressão ‘divisão sexual do 
trabalho’ tem sido utilizada mais recentemente, especialmente 
no contexto dos estudos de gênero, para expressar os diferentes 
papéis atribuídos a homens e mulheres na sociedade e no 
processo produtivo. As diferenças entre homens e mulheres são 
frequentemente abordadas com o olhar biológico destacando as 
diferenças no papel reprodutivo. No entanto, este debate ganha 
nova qualificação com as críticas introduzidas pelas feministas 
à separação das esferas públicas e privadas na sociedade 
capitalista, na qual tem cabido às mulheres a esfera privada e 
de cuidado dos filhos e aos homens a esfera pública, incluindo 
o trabalho remunerado e as atividades de maior prestígio social; 
4. Divisão internacional do trabalho – diz respeito à posição dos 
países no mercado e no processo produtivo global, bem como 
à dinâmica dos padrões de acumulação de capital no contexto 
planetário. No atual contexto de globalização, a expressão ‘nova 
divisão internacional do trabalho’ tem sido usada para designar as 
mudanças no mercado, na distribuição de capital e das empresas, 
bem como no fluxo da força de trabalho entre os países, 
especialmente a relação ‘centro-periferia’. Ou seja, a relação países 
capitalistasdesenvolvidos, países emergentes e países pobres ou 
com pouco potencial competitivo na economia global.
Segundo Chiavenato (2003, p. 157), “como consequência do 
princípio da divisão do trabalho, surge a especialização: cada órgão ou 
cargo passa a ter funções e tarefas específicas e especializadas”. Os 
teóricos neoclássicos aceitam essas argumentações e começam a se 
preocupar com a especialização dos órgãos que compõem a estrutura 
organizacional.
Cada indivíduo possui suas próprias habilidades e competências 
que lhes permitem ser melhores em algumas atividades do que em outras. 
A divisão do trabalho permite que as pessoas cuidem da atividade em 
Organização, Sistemas e Métodos
25
que são boas e não perca tempo e esforço realizando outras atividades 
que outras pessoas poderiam fazer melhor.
Assim, a divisão do trabalho é mais eficiente, pois permite que os 
trabalhadores necessitem de menos treinamento, pois precisam apenas 
dominar um pequeno número de tarefas e, assim, se concentrar nas 
atividades que melhor se adequam às suas habilidades e competências.
Fleury (1980, p.1) salienta que se entende como organização do 
trabalho como “a especificação do conteúdo, métodos e inter-relações 
entre os cargos, de modo a satisfazer os requisitos organizacionais e 
tecnológicos, assim como os requisitos sociais e individuais do ocupante 
do cargo”.
Organização – Estrutura Formal e 
Informal
Podemos definir uma estrutura como sendo uma construção, arranjo 
ou organização de um todo com suas partes e elementos. Constitui algo 
construído, um sistema complexo composto por partes que dispostas de 
forma coerente formam uma organização.
Uma organização é um sistema complexo, que inclui como 
subsistemas a administração, para inter-relacionar e integrar 
procedimentos e processos apropriados entre todos os elementos do 
sistema de maneira racional para atingir os objetivos organizacionais. 
Estrutura organizacional é a ferramenta administrativa que resulta 
na “identificação, análise, ordenação e agrupamento das atividades e dos 
recursos das empresas, incluindo o estabelecimento dos níveis alçados e 
dos processos decisórios, visando o alcance dos objetivos estabelecidos 
pelos planejamentos das empresas” (OLIVEIRA, 2006, p. 69). Segundo 
Porto (2016), a estrutura organizacional se fundamenta em três funções 
básicas:
1. As estruturas têm a intenção de realizar produtos organizacionais 
e atingir metas organizacionais.
2. As estruturas destinam-se a minimizar ou pelo menos regulamentar 
a influência das variações individuais sobre a organização.
Organização, Sistemas e Métodos
26
3. As estruturas são os contextos em que o poder é exercido e em 
que níveis um poder se sobrepõe aos outros e onde as atividades 
são executadas na organização.
Nesse contexto Oliveira (2006, p. 63), afirma que a estrutura 
organizacional deverá ser “delineada de acordo com os objetivos e 
as estratégias estabelecidas, ou seja, a estrutura organizacional é uma 
ferramenta básica para alcançar as situações almejadas pela empresa”. O 
autor ainda afirma que quando a estrutura organizacional é estabelecida 
de forma adequada propiciará para a empresa alguns aspectos:
a. Identificação das tarefas necessárias ao alcance dos objetivos 
estabelecidos.
b. Organização das funções e responsabilidades.
c. Informações, recursos e feedback aos executivos e funcionários.
d. Medidas de desempenho compatíveis com os objetivos.
e. Condições motivadoras.
VOCÊ SABIA?
Além da organização da empresa, o executivo tem 
três outras funções: i) o planejamento da empresa, que 
representa o estabelecimento de objetivos e resultados 
esperados, bem como das estratégias e meios mais 
adequados para se alcançar esse estado futuro desejado; 
ii) a direção da empresa, que representa a orientação, e/
ou coordenação, e/ou motivação, e/ou liderança das 
atividades e recursos, visando alcançar os objetivos e os 
resultados esperados; e iii) o controle da empresa, que 
representa o acompanhamento, o controle e a avaliação 
dos resultados apresentados em relação aos objetivos e 
aos resultados esperados, segundo Oliveira (2006).
Assim, quando falamos sobre como as organizações são 
estruturadas, abordamos principalmente sobre como funcionam e 
interagem de maneira formal ou informal. O funcionamento de uma 
Organização, Sistemas e Métodos
27
organização e o seu desempenho para atingir seus objetivos depende da 
possibilidade de coordenar as suas atividades. Isto implica que os seus 
membros não se comportam de forma aleatória ou não fazem mais nada 
que a revelia. 
Em sentindo figurado, Krackhardt e Hanzon (1993) afirmam que a 
organização formal é o esqueleto ou cerne de uma empresa, enquanto 
que a organização informal é o sistema nervoso central que impulsiona os 
processos de reflexão coletiva, ações e reações de suas unidades ou partes. 
Na perspectiva de Oliveira (2006), todas as organizações possuem 
dois tipos de estrutura: a formal e a informal. “A abordagem na estrutura 
informal está nas pessoas e em suas relações, enquanto a estrutura formal 
dá ênfase a posições em termos de autoridades e responsabilidades” 
(OLIVEIRA, 2006, p. 65). A Figura 4 descreve a organização e suas 
estruturas.
Figura 4 - Estrutura Organizacional
ORGANIZAÇÃO
Ordenação e agrupamento de atividades e recursos, visando o 
alcance de objetivos e resultados estabelecidos.
ESTRUTURA ORGANIZACIONAL
Conjunto ordenado de responsabilidades, autoridades, comunicações 
e decisões das unidades de uma organização. 
ESTRUTURA INFORMAL
Rede de relações sociais e 
pessoais que não é estabelecida 
ou requerida pela estrutura formal. 
Surge da interação social das 
pessoas, o que significa que se 
desenvolve espontaneamente 
quando as pessoas se reúnem. 
Portanto, apresenta relações que 
usualmente não aparecem no 
organograma.
ESTRUTURA FORMAL
Deliberadamente planejada e 
formalmente representada, em 
alguns de seus aspectos pelo 
organograma.
Fonte: Porto (2016).
Organização, Sistemas e Métodos
28
Organização fundamentada numa divisão do trabalho com base 
em critérios estabelecidos por aqueles que gerem o processo de tomada 
de decisões. É uma organização planejada. Geralmente aprovada pela 
direção da organização e comunicado formalmente a todos por meio de 
manuais organizacionais, descrições de cargos, organogramas, regras e 
procedimentos.
A estrutura formal é planejada e deliberada em coordenar as 
atividades realizadas por seus membros. É o conjunto de regras que 
prescrevem a forma como as pessoas se relacionarão entre si, o que 
podem, devem ou não fazer, e que resultam de decisões explícitas. 
Compreende a estrutura organizacional, a divisão dos postos de trabalho, 
a diferenciação dos níveis hierárquicos, as linhas de autoridade formal, os 
regulamentos, os valores e os objetivos decorrentes dos processos de 
planejamento.
A normatividade da organização formal procura trazer ordem e 
previsibilidade ao comportamento das pessoas dentro da organização e para 
ela como um todo. Estes elementos de racionalidade permitem aos indivíduos 
formar expectativas com base no comportamento dos outros componentes 
da organização. Objetivo e expectativas são a base da coordenação.
A coordenação é alcançada porque cada componente da organização 
tem informações sobre como os outros se comportarão. Esta informação, 
sobre como os outros membros da organização irão agir ou sobre os produtos 
que irão produzir, permite a cada um adaptar o seu comportamento ao do 
resto da unidade, conseguindo um comportamento coordenado.
Os autores clássicos da gestão no início do século XX basearam 
seus estudos fundamentalmente na organização formal e buscaram as 
configurações estruturais que maximizassem a eficiência da organização. 
Entretanto, na metade do mesmo século, Roethlisberger e Dickson – nas 
suas conclusões sobre a experiência realizada na Hawthorne, verificaram 
que o comportamento das organizações não pode ser explicado apenascomo consequência da sua estrutura formal. Nas organizações, surgem 
comportamentos não previstos, que não foram planejados, como resultado da 
interação entre seus membros no cumprimento das atividades determinadas 
pela estrutura formal. Estas formas de relacionamento não incluídas na 
organização formal formam o que é conhecido como organização informal 
ou espontânea, em oposição à organização formal, planejada.
Organização, Sistemas e Métodos
29
A estrutura informal não é planejada e surge, naturalmente, da 
interação social dos profissionais de uma empresa. É a organização 
que emerge espontânea e naturalmente entre as pessoas que ocupam 
posições na organização formal e das relações que estabelecem entre 
si como ocupantes de posições. É formado a partir de relações de 
amizade ou antagonismo ou do surgimento de grupos informais que não 
aparecem no organograma, ou em qualquer outro documento formal. 
A organização informal é constituída por interações e relações sociais 
entre pessoas localizadas em diferentes posições da organização formal. 
Representa uma forma de atividade estranha à rede de autoridade e ao 
sistema de fluxos de informação regulados; são “centros de poder” sem 
reconhecimento oficial.
A organização informal não responde a um sentido lógico e 
racional, e está carregada de elementos emocionais e instintivos. Inclui 
aspectos que não podem ser refletidos em organogramas e manuais, tais 
como amizades, afinidades, antagonismos, sentimentos de confiança e 
desconfiança, simpatias e antipatias que surgem da interação diária entre 
os trabalhadores.
Tanto as organizações formais como as informais fazem parte de 
um todo que podemos chamar a verdadeira organização. A parte mais 
imediata disto é a organização formal, é o que nos explicam quando 
descrevem uma organização, o que ela faz e como o faz. No entanto, 
o quotidiano da organização é definido por interações informais e não 
planejadas
Os estudos investigaram originalmente se os trabalhadores 
eram mais responsivos e trabalhavam com mais eficiência em certas 
condições ambientais, como uma melhor iluminação. Os resultados foram 
surpreendentes! Os pesquisadores descobriram que os trabalhadores 
eram mais sensíveis aos fatores sociais, como as pessoas com quem 
trabalharam em uma equipe e o interesse que seu gerente tinha em 
seu trabalho do que as condições no ambiente de trabalho, como por 
exemplo a iluminação. O Efeito Hawthorne ocorre quando os indivíduos 
ajustam seu comportamento como resultado de serem observados ou 
observados. Por exemplo, os funcionários podem trabalhar mais e com 
mais eficiência, sabendo que seu gerente está observando de perto. Assim, 
podemos descrever que o Efeito Hawthorne é onde a produtividade de 
um funcionário aumenta em resposta ao monitoramento ativo dos chefes 
Organização, Sistemas e Métodos
30
imediatos. Conclui que o efeito de alguém monitorando o funcionário é 
o principal fator contributivo em vez de outras variáveis. Organizações 
formais desenvolvem grupos informais dentro delas. Esses grupos 
informais têm estruturas sociais, histórias, cultura, laços afetivos entre 
outros que são bem desenvolvidas. A estrutura e os processos do grupo 
servem a propósitos específicos de controlar os membros e de proteger 
o grupo da administração. Por fim, esse experimento também chegou à 
conclusão que a estrutura social informal tem tanto a ver com a forma 
como a organização funciona quanto a estrutura formal. A estrutura social 
informal pode ou não prejudicar a organização. É seguro dizer, porém, que 
é sempre do interesse da administração entender essa estrutura social, 
tanto para que possam prever como os trabalhadores reagirão às coisas, 
quanto para manipulá-los. 
ACESSE:
Para saber mais, leia os artigos indicados disponíveis aqui. 
Acesse.
RESUMINDO:
E então? Gostou do que lhe mostramos? Aprendeu 
mesmo tudinho? Agora, só para termos certeza de 
que você realmente entendeu o tema de estudo deste 
capítulo, vamos resumir tudo o que vimos. Você deve ter 
aprendido que a divisão do trabalho é um conceito que 
parte da premissa de que dividir o processo das atividades 
do trabalho em diferentes estágios permite que os 
trabalhadores se concentrem em tarefas específicas. E que 
em uma organização, cada pessoa e cada grupo de pessoas 
executam tarefas específicas que contribuem para o 
cumprimento dos objetivos da organização. Compreendeu, 
também, que todas as organizações possuem dois tipos de 
estruturas: a formal e a informal. Assim, a estrutura informal 
está nas pessoas e em suas relações pessoais, enquanto 
a estrutura formal baseia-se nas posições em termos de 
autoridades e responsabilidades.
Organização, Sistemas e Métodos
https://veduca.sfo2.cdn.digitaloceanspaces.com/uploads/8bacb0b9b147d2b0c571097b6a092165.pdf
http://www.anpad.org.br/diversos/down_zips/58/EOR2435.pdf
31
Sistema de Responsabilidade e de 
Autoridade
OBJETIVO:
Ao término deste capítulo você será capaz de entender 
sobre o contexto e o funcionamento do sistema de 
responsabilidade e de autoridade nas organizações, 
bem como seus principais aspectos e a importância 
para a melhoria na gestão das empresas. Aprenderá 
sobre a relevância da delegação de autoridade, além 
de compreender o que se caracterizam a centralização 
e descentralização nas organizações contemporâneas. 
Isto será fundamental para o exercício de sua profissão. 
E então? Motivado para desenvolver esta competência? 
Então vamos lá. Avante!.
Este tema é de extrema importância para o sucesso do administrador 
e de qualquer pessoa com responsabilidade e autoridade, ou seja, a 
liderança. Guia condutor, a pessoa que lidera e indica o caminho. É tão 
antiga que foi estudada desde os filósofos gregos até aos nossos dias, por 
meio dos pensadores da Idade Média e da Renascença. 
Ao longo da história, a teoria de Maquiavel gerou um forte 
seguimento entre muitos líderes, que a veem como um paradigma ideal 
para o exercício do poder. Maquiavel disse dividir e conquistar, e agora 
na administração podemos dizer unir para conquistar, porque a tarefa do 
líder é precisamente uma autoridade com responsabilidade.
Silva (2008) ressalta que uma das concepções básicas de 
Weber é sua teoria da autoridade ou estrutura da autoridade, também 
conhecida como sistema de controle social, que faz parte dos estudos 
das organizações formais. Weber distingue o conceito de autoridade em 
confronto com outras formas de influência, ou seja, com o poder e com 
a persuasão:
Organização, Sistemas e Métodos
32
 • Poder - é a probabilidade de o indivíduo exercer sua vontade apesar 
das resistências opostas. O poder inclui o controle da situação, 
mediante ameaças ou coações, ou por meio da manipulação das 
condições de modo a obter obediência; poder não é autoridade.
 • Persuasão - é a faculdade de o indivíduo influenciar a decisão 
ou ação de outro, mediante a razão, o lógico e a argumentação. 
Segundo Weber, a autoridade legítima apresenta três tipos ‘puros’ 
ou ‘ideais’, que depende da natureza da sociedade em que se 
aplica (SILVA, 2008, p. 149). 
São eles:
1. Autoridade tradicional – resultante de uma ordem social sagrado 
e eterno, com base no direito divino, na tradição cultural, na 
herança. As sociedades que se valem deste tipo de autoridade 
são a tribo, o clã, as sociedades medievais, a família.
2. Autoridade carismática - resultante da rejeição à tradição e contra 
a ordem social vigente, concentrado na aceitação de uma ‘ordem’ 
encarnada em uma pessoa; a autoridade tem traços místicos, 
arbitrários e personalísticos. O tipo de sociedade que se vale desta 
autoridade são os partidos políticos, os grupos revolucionários, os 
grupos religiosos.
3. Autoridade racional - baseado em normas sociais, administrados 
pela meritocracia, com traços impessoais, técnicos e racionais. 
O tipo de sociedade em que esta autoridade predomina são os 
exércitos, a administração pública e as empresas. A autoridadea responsabilidade completa e aumenta sua 
iniciativa enquanto proporciona ao gerente melhor controle sobre 
os resultados.
Organização, Sistemas e Métodos
37
b. Delegar à pessoa certa. Nem todas as pessoas têm as mesmas 
capacidades e motivações. O gerente deve conciliar o talento 
da pessoa com a tarefa para que a delegação seja eficaz. Deve 
identificar os subordinados que são independentes em suas 
decisões e que demonstram desejo de assumir responsabilidades.
c. Delegar responsabilidade e autoridade. Designar apenas tarefas 
não constitui uma delegação completa. O indivíduo deve ter 
responsabilidade para realizar a tarefa e a autoridade para 
desempenhar a tarefa da maneira que julgar melhor. 
d. Manter retroação. Retroação significa linhas abertas de 
comunicação com o subordinado para responder questões e 
proporcionar orientação, mas sem exercer controle. A retroação dá 
ao subordinado a pista certa, e as linhas abertas de comunicação 
aumentam a autoconfiança. 
e. Avaliar e recompensar o desempenho. Quando a tarefa é 
executada, o gerente deve avaliar os resultados e não os métodos. 
Quando os resultados não alcançam as expectativas, o gerente 
deve montar os erros e as consequências. Quando alcançam 
ou ultrapassam as expectativas, o gerente deve recompensar 
o trabalho bem feito com orgulho, recompensas financeiras e 
delegação de novas atividades. 
Assim, dizemos que uma organização é centralizada quando não 
há praticamente nenhuma delegação de autoridade. Atualmente, é 
quase impossível para uma organização alcançar os seus objetivos sem 
delegação de autoridade, uma vez que os níveis hierárquicos superiores 
são, praticamente, incapazes de realizar todas as atividades.
Entretanto, a quantidade de autoridade delegada, isto é, a 
quantidade e qualidade das decisões delegadas podem variar e, dessa 
forma, podemos dizer que a organização é centralizada quando um 
mínimo de decisões é delegado e as decisões mais importantes são 
retidas nos níveis hierárquicos superiores.
Uma organização é descentralizada quando a delegação de 
decisões, tanto em quantidade como em qualidade, é extensa. Para 
realizar a descentralização, é necessário decidir que tipo de autoridade 
deve ser delegada a cada subordinado.
Organização, Sistemas e Métodos
38
De acordo com Duarte (2018), o nível de centralização ou 
descentralização em uma empresa (Figura 6) alude ao quanto a 
autoridade para tomar decisões está concentrada no topo ou dispersada 
na base da organização. A centralização constitui que a autoridade para 
deliberar está situada no topo da organização. A descentralização denota 
que a autoridade de decisão está dispersa nos níveis organizacionais mais 
baixos.
Figura 6 - Organização centralizada versus descentralizada
Fonte: Chiavenato (2003).
A centralização promove a retenção do processo decisório na 
cúpula da organização, enfatiza Duarte (2018), e há três vantagens que a 
centralização pode trazer:
1. Controle – A centralização constitui o melhor método de controlar 
e coordenar as atividades e recursos da organização.
2. Custos – Devido às economias de escala, uma função centralizada 
pode ser administrada com menos recursos do que uma função 
descentralizada.
3. Novas tecnologias – A informação é rapidamente transmitida e 
recebida. Esta vantagem também está presente nas empresas 
descentralizadas, mas a rapidez da comunicação é maior nas 
centralizadas.
No entanto, quando se trata no foco no cliente e a agilidade no 
atendimento das necessidades do cliente tem levado muitas organizações 
Organização, Sistemas e Métodos
39
a migra resolutamente para a descentralização, segundo Duarte (2018). 
Existem três vantagens principais que a descentralização pode trazer:
1. Agilidade – quando o processo decisório é descentralizado para o 
nível local, a organização responde mais rapidamente aos clientes 
e às condições locais.
2. Independência – a descentralização estimula a criatividade e 
a independência nas pessoas nos níveis mais baixos e ajuda 
a construir um espírito de equipe e preparar candidatos para 
posições mais elevados.
3. Novas tecnologias – a tecnologia da informação (TI) permite 
maior descentralização da autoridade, mas garante com que a alta 
administração receba informação em tempo real. Descentraliza-se 
a tomada de decisões de operação e centraliza-se o controle dos 
resultados.
O papel dos administradores deve ser redefinido. Deve haver o 
abandono da visão tradicional de que o futuro da organização pode e 
deve ser estabelecido e capitaneado pelos níveis hierárquicos superiores. 
Isso significa um reajustamento das relações de poder. O empowerment, 
ou empoderamento, está por trás disso. Empowerment é o estilo de 
dar aos funcionários autoridade, informações e ferramentas que eles 
necessitam para realizar suas tarefas com maior autonomia, liberdade 
e confiança. É um passo além do desenvolvimento de equipes. É um 
passo além do desenvolvimento de equipes. Empowerment significa 
o fortalecimento das equipes no sentido de dotá-las de liberdade de 
atuação e de participação nas decisões, plena autonomia no desempenho 
das tarefas, responsabilidade pela tarefa total e pelos seus resultados. 
O empowerment leva a equipe a gerenciar (e não mais ser gerenciada). 
Significa: Interação – todos os membros estão comprometidos com 
o empowerment e a autoajuda. Motivo – buscar sinergia de esforços. 
Responsabilidade – todos os membros proporcionam maior autonomia 
às pessoas. Participação – a participação é o processo de transferir 
responsabilidades e decisões às pessoas. Empowerment – os gerentes 
estão delegando mais meios para fortalecer as pessoas em todos os 
níveis para que elas possam tomar todas as decisões que afetam o seu 
Organização, Sistemas e Métodos
40
trabalho. Com o empowerment, proporciona-se maior responsabilidade e 
autonomia às pessoas, que passam a trabalhar mais livremente e com um 
mínimo de supervisão direta, segundo Chiavenato (2014).
A principal função gerencial está preocupada com a responsabilidade 
da tomada de decisão. Centralização e descentralização descrevem 
a maneira pela qual as responsabilidades de tomada de decisão 
são divididas entre os diferentes níveis hierárquicos. A centralização 
e a descentralização constituem uma situação importante em uma 
organização e se relacionam se a autoridade deve ser concentrada ou 
dispersa em toda a estrutura organizacional. 
RESUMINDO:
E então? Gostou do que lhe mostramos? Aprendeu mesmo 
tudinho? Agora, só para termos certeza de que você 
realmente entendeu o tema de estudo deste capítulo, 
vamos resumir tudo o que vimos. Você deve ter aprendido 
que a responsabilidades são as obrigações, funções, 
papéis, deveres ou tarefas das pessoas ou grupos de 
trabalho. Autoridade, especificamente autoridade formal, 
é o poder de decisão investido numa pessoa ou grupo, 
que possibilita mobilizar o comportamento alheio para a 
realização das tarefas. Aprendeu também que delegar é 
transferir atribuições ou tarefas. A delegação pode ser feita 
de uma pessoa para outra, com transferência do poder 
de decisão para a execução de tarefas específicas. Que 
uma organização centralizada é quando praticamente 
não há delegação de autoridade para tomar decisões. 
Uma empresa na qual a autoridade se concentra em uma 
ou poucas pessoas é uma organização centralizada. Que 
uma organização descentralizada é a situação oposta, na 
qual o poder de decisão é distribuído, é descentralizada. 
A autoridade é descentralizada quando os ocupantes 
de certos cargos transferem ou delegam parte de seus 
poderes e autoridade aos ocupantes de outros cargos.
Organização, Sistemas e Métodos
41
Liderança nas Organizações
OBJETIVO:
Ao término deste capítulo você será capaz de entender 
sobre o contexto da liderança nas organizações, a 
importância de um líder para a gestão de equipes, bem 
como para o sucesso e o atingimento dos objetivos 
organizacionais. Aprenderásobre a relevância da construção 
de organograma e o como essa representação gráfica 
contribui para a delimitação de tarefas e responsabilidades. 
Isto será fundamental para o exercício de sua profissão. 
E então? Motivado para desenvolver esta competência? 
Então vamos lá. Avante!
A liderança faz parte dos principais elementos para se atingir os 
objetivos organizacionais. Nessa perspectiva, se faz necessário conhecer 
as habilidades e competências essenciais dos colaboradores para que 
se obtenha o máximo no desempenho no trabalho. A gestão de pessoas, 
ou gerenciamento de grupos de pessoas dentro de uma organização, é 
uma responsabilidade complexa, pois exige uma análise especificamente 
e um monitoramento constante da execução das tarefas e dos resultados 
obtidos.
O líder de uma organização deve ter a capacidade de garantir que 
os membros de sua equipe tenham objetivos próprios que beneficiem 
diretamente os objetivos comuns da organização. É primordial que haja 
a motivação constante da equipe, um plano de incentivo ao trabalho em 
equipe e um ambiente de trabalho agradável para alcançar também a 
satisfação de todo o pessoal de recursos humanos. Uma equipe de trabalho 
organizada e coordenada, com caráter de unidade, pode enfrentar com 
êxito os problemas diários alcançando um bom desempenho de suas 
funções.
As organizações dependem, para crescer e perseverar na liderança 
de seus líderes, e isso é válido para quem tem lucro e para quem não 
Organização, Sistemas e Métodos
42
tem. Como as organizações dependem do líder, precisamos ver quais 
aspectos são importantes. Um bom líder deve atender a quatro condições: 
i) Compromisso com a missão; ii) Visão Comunicação; iii) Confiança em si 
mesmo e iv) Integridade pessoal.
Basicamente, a liderança consiste em um modo de ser, porque 
o líder está sendo formado dia a dia: na paixão pela missão, na ação e 
em valores fundamentais. Além disso, um líder deve não apenas delegar 
responsabilidades, mas também expandir o poder para os outros, ser 
humilde e considerar substituível. Assim, podemos definir liderança como 
um processo de interação entre pessoas em que uma delas leva, por 
meio de influência e poder pessoais, as energias, potenciais e atividades 
de um grupo, a alcançar um objetivo comum, a fim de transformar ambos. 
Para a empresa e para as pessoas que colaboram nela. 
Em resumo, a liderança é importante, pois é vital para a sobrevivência 
de qualquer organização. É importante, porque é a capacidade de um 
chefe guiar e dirigir. Uma organização pode ter planejamento e controle 
adequados e não sobreviver por falta de um líder apropriado.
A liderança nas organizações
Os estudos de Hawthorne permitiram conhecer a grande influência 
que os grupos exercem, tanto negativa como positivamente, nos indivíduos 
das organizações. Esses estudos também mostraram a necessidade 
de um exame mais rigoroso dos aspectos psicológicos e sociais do 
comportamento organizacional. Os estudiosos de então (das relações 
humanas) e os posteriores tentaram métodos de pesquisa mais apurados 
dos que até então eram usados, para determinar as razões e modelos 
de comportamento dos indivíduos nas organizações, e perceberam a 
grande influência da liderança informal sobre o comportamento dos 
trabalhadores. Os líderes informais estabeleciam as regras para a atuação 
dos grupos e mantinham forte controle sobre o comportamento dos 
membros dos grupos. Daí a importância da liderança até os dias de hoje, 
segundo Silva (2008).
Chiavenato (2014, p. 125), afirma que a “liderança é necessária em 
todos os tipos de organização humana, seja nas empresas ou em cada um 
Organização, Sistemas e Métodos
43
de seus departamentos”. A liderança é fundamental em todas as funções 
da administração: “o administrador precisa conhecer a natureza humana 
e saber conduzir as pessoas, isto é, liderar” (Ibidem, 2014). De acordo com 
o autor, para os humanistas, a liderança pode ser visualizada sob diversos 
ângulos:
1. Como fenômeno de influência interpessoal - liderança é a 
influência interpessoal exercida em uma situação e dirigida por 
meio do processo da comunicação humana para a consecução 
de um ou mais objetivos específicos. A liderança ocorre como 
um fenômeno social e exclusivamente nos grupos sociais. Ela 
é decorrente dos relacionamentos entre as pessoas em uma 
determinada estrutura social. Nada tem a ver com os traços 
pessoais de personalidade do líder. A influência significa uma 
força psicológica, uma transação interpessoal na qual uma 
pessoa age de modo a modificar o comportamento de outra de 
modo intencional. A influência envolve conceitos como poder 
e autoridade, abrangendo maneiras pelas quais se provocam 
mudanças no comportamento de pessoas ou de grupos sociais.
2. Como processo de redução da incerteza de um grupo – o grau em 
que um indivíduo demonstra qualidade de liderança depende não 
somente de suas próprias características pessoais, mas também 
das características da situação na qual se encontra. Liderança é 
um processo contínuo de escolha que permite que a empresa 
caminhe em direção à sua meta, apesar de todas as perturbações 
internas e externas. O grupo tende a escolher como líder a pessoa 
que pode lhe dar maior assistência e orientação (que defina ou 
ajude o grupo a escolher os rumos e as melhores soluções para 
seus problemas) para alcançar seus objetivos. A liderança é uma 
questão de redução da incerteza do grupo, e o comportamento 
pelo qual se consegue essa redução é a escolha, isto é, a tomada 
de decisão. Nesse sentido, o líder é um tomador de decisões ou 
aquele que ajuda o grupo a tomar decisões adequadas.
3. Como uma relação funcional entre líder e subordinados - é uma 
função das necessidades existentes em determinada situação e 
Organização, Sistemas e Métodos
44
consiste em uma relação entre um indivíduo e um grupo. A relação 
entre líder e subordinados repousa em três generalizações:
 • A vida pode ser vista como uma contínua luta para satisfazer 
necessidades, aliviar tensões e manter o equilíbrio.
 • A maior parte das necessidades individuais é satisfeita por meio de 
relações com outras pessoas e grupos sociais.
 • Relacionar-se com outras pessoas é um processo ativo – e não 
passivo – de satisfazer necessidades. A pessoa não espera que 
a relação capaz de lhe proporcionar os meios de satisfazer uma 
necessidade ocorra naturalmente, mas ela própria procura os 
relacionamentos adequados ou utiliza os já existentes com o 
propósito de satisfazer suas necessidades pessoais.
No entendimento de Silva (2008, p. 229), “atualmente, o estudo 
da liderança é tratado como uma habilidade da função de direção, que 
os administradores devem exercer. Liderança é o processo de dirigir e 
influenciar as atividades de grupos no sentido de alcançar os objetivos 
em uma dada situação”. De acordo com o autor, um administrador possui 
cinco tipos de poder (5 P’s) que servem de base para o desenvolvimento 
da liderança, sendo:
1. Poder de recompensa – é a capacidade de oferecer algo de valor, 
um resultado positivo, como meio de influenciar o comportamento 
de outras pessoas.
2. Poder coercitivo – é a capacidade de punir ou de reter resultados 
positivos, como meio de influenciar o comportamento de outras 
pessoas.
3. Poder de especialização – é a capacidade de influenciar o 
comportamento de outras pessoas por causa do conhecimento 
específico ou do entendimento que alguém detém.
4. Poder de referência – é a capacidade de influenciar o 
comportamento de outras pessoas por causa de seu desejo de se 
identificar pessoal e positivamente com alguém admirado.
Organização, Sistemas e Métodos
45
5. Poder legítimo - é a capacidade de influenciar o comportamento 
de outras pessoas em virtude dos direitos do cargo ou da função 
ocupada.
Os tipos de poder de recompensa, coercitivo e legítimo são 
relacionados à posição hierárquica;a relação 
de um funcionário com outro, ou com outros, de uma empresa. Também 
é usado para mostrar a relação de um departamento com outro, ou com 
outros, ou com uma função de uma organização com outro, ou com 
outros. Este gráfico é valioso, pois permite visualizar uma organização 
completa, por meio da figura que apresenta. De acordo com Paula Filho 
(2015, p. 4), os objetivos de um organograma é:
1. Divisão do trabalho mediante o fracionamento da organização, em 
unidades de direção, núcleos, setores.
2. Relação superior-subordinado - deixa implícita à delegação de 
autoridade e responsabilidade. 
3. Trabalho desenvolvido pelas unidades - dependendo da técnica 
de elaboração aplicada, poderá evidenciar, além do tipo de 
trabalho desenvolvido, mais: 
 • O detalhamento do tipo de trabalho.
 • Os cargos existentes. 
 • Os nomes dos titulares das unidades. 
Organização, Sistemas e Métodos
50
 • A quantidade de pessoas por unidade. 
 • A relação funcional, além da relação hierárquica.
O organograma da empresa normalmente ilustra as relações 
entre as pessoas dentro de uma organização. Quando um organograma 
cresce muito, pode ser dividido em gráficos menores para departamentos 
separados da organização. Os diferentes tipos de organogramas incluem: 
 • Hierárquico – uma organização hierárquica é uma estrutura 
organizacional em que todas as entidades da organização, exceto 
uma, estão subordinadas a uma única outra entidade. Esse arranjo 
é uma forma de hierarquia. Em uma organização, a hierarquia 
geralmente consiste em um grupo de poder singular no topo, com 
níveis subsequentes de poder abaixo deles. 
 • Matricial – o gerenciamento de matrizes é uma estrutura 
organizacional na qual alguns indivíduos se reportam a mais de 
um supervisor ou líder, relacionamentos descritos como relatórios 
de linha sólida ou linha pontilhada. 
 • Plana ou Horizontal – uma organização plana/horizontal possui 
uma estrutura organizacional com poucos ou nenhum nível 
de gerência intermediária entre funcionários e executivos. A 
estrutura de uma organização se refere à natureza da distribuição 
das unidades e posições dentro dela, também à natureza dos 
relacionamentos entre essas unidades e posições. 
RESUMINDO:
E então? Gostou do que lhe mostramos? Aprendeu mesmo 
tudinho? Agora, só para termos certeza de que você 
realmente entendeu o tema de estudo deste capítulo, 
vamos resumir tudo o que vimos. Você deve ter aprendido 
que a liderança constitui no processo de interação entre 
pessoas em que uma delas leva, por meio de influência e 
poder pessoais, as energias, potenciais e atividades de um 
grupo, a alcançar um objetivo comum, a fim de transformar 
ambos. E que organograma é um gráfico que representa 
a estrutura formal, apresentando os diversos setores, suas 
posições e respectivas interdependências, via hierárquica, 
itinerário de comunicações, vinculação e subordinação.
Organização, Sistemas e Métodos
51
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	O Processo de Organizar
	Principais Etapas do Processo de Organizar 
	Divisão do Trabalho na Organização
	Organização – Estrutura Formal e Informal
	Sistema de Responsabilidade e de Autoridade
	Delegação, Centralização e Descentralização
	Liderança nas Organizações
	Técnicas de Construção de Organogramas

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