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LIVRES
eSocial: O que é e 
como utilizá-lo
eSOCIAL: O QUE É E 
COMO UTILIZÁ-LO
eSocial: O que é e como utilizá-lo: material do aluno. – Brasília: SEST/
SENAT, 2018.
54 p. : il.
 1. eSocial. 2. Plataforma eSocial. I. Serviço Social do Transporte. II. 
Serviço Nacional de Aprendizagem do Transporte. 
Diretoria Executiva Nacional 
Assessoria de Desenvolvimento Profissional
Educação a Distância 
eSocial: O que é e como utilizá-lo
Apostila para impressão
Setembro/2018
ead.sestsenat.org.br
eSocial: O que é e como utilizá-lo
Unidade 1 - Conhecendo o eSocial ................................................................................ 10
1 O que é o eSocial? ...............................................................................................................10
2. Para que serve o eSocial? ...................................................................................................12
3. eSocial: um programa inovador? .....................................................................................13
4 Cronograma de Implantação ..............................................................................................15
Unidade 2 - Informações introdutórias: modelo operacional, CQC e pontos de atenção . 20
1. O modelo operacional do eSocial .....................................................................................20
2 Classificação das informações ............................................................................................21
3 Identificadores: empregadores, contribuinte, órgãos públicos e empregados/trabalhador .23
4 Trabalhadores não incluídos no Registro de Eventos de Trabalho (RET) ....................24
5 Consulta à Qualificação Cadastral (CQC) .......................................................................24
6 Inconsistências de dados cadastrais: desafio para as empresas ......................................26
7 Sequência de transmissão de arquivos .............................................................................27
8 Funcionamento do Ambiente Nacional ...........................................................................29
9 Ações possíveis dentro da plataforma ...............................................................................30
10 Modelos de documentos e leiautes .................................................................................31
11 Medicina e Segurança do Trabalho no eSocial - SST .....................................................31
12 Multas no eSocial ...............................................................................................................34
13 Resumo em 4 passos ..........................................................................................................35
14. Dúvidas ..............................................................................................................................35
Unidade 3 - Acesso e Uso da Plataforma eSocial ........................................................... 38
1. Iniciando o Uso da Plataforma .........................................................................................38
2. Funcionalidades da plataforma .........................................................................................39
3. Acesso ................................................................................................................................40
4 Considerações Finais ...........................................................................................................52
Referências ...................................................................................................................... 53
eSOCIAL: O QUE É E COMO UTILIZÁ-LO
Objetivo do curso: Orientar empresas e empregadores sobre o modelo operacional do eSocial, 
considerando sua organização, seus requisitos, seu uso, suas funcionalidades e seus impactos 
nas instituições. 
Objetivos específicos:
1. Conhecer a plataforma digital do eSocial de maneira descomplicada.
2. Compreender a lógica de cumprimento das obrigações trabalhistas, desde a admissão 
do empregado até o seu desligamento dentro da plataforma.
3. Compreender o modelo operacional da plataforma, seu uso e suas funcionalidades. 
4. Acessar e manusear o eSocial para o envio de documentos e informações.
Público-alvo: Empresários, empregadores, gerentes contabilistas, auxiliares de departamento 
pessoal e demais profissionais interessados em conhecer o eSocial.
Apresentação
Seja bem-vindo(a) ao curso “eSocial: O que é e como utilizá-lo”!
Preparamos para você um curso descomplicado que apresenta o ambiente do eSocial. A 
intenção é apoiar as empresas do setor de transporte na fase inicial de implantação dessa 
plataforma, no processo de substituição dos antigos documentos relacionados à prestação das 
informações fiscais, previdenciárias, tributárias e trabalhistas dos empregados. 
Além de apresentar a plataforma do eSocial, o objetivo é que, ao final do curso, você realize 
operações básicas para a utilização do sistema, tais como: acessar e transmitir dados e 
documentos para a plataforma, ter domínio da operacionalização da ferramenta. 
A intenção é minimizar os retrabalhos, conhecer os principais eventos, documentos e tabelas 
que alimentam as informações cotidianas empresariais para o Governo Federal. 
LEMBRE-SE
O eSocial é um sistema para inserção de dados. A legislação não mudou! 
Em relação às obrigações fiscais, trabalhistas e previdenciárias, 
permanecem os mesmos normativos que você já conhece bem. O eSocial 
é apenas uma iniciativa para diminuir a repetição e as redundâncias nas 
informações para você e para o poder público. 
Bons estudos!
UNIDADE 1
Conhecendo o eSocial 
1 O que é o eSocial?
2 Para que serve o eSocial?
3 eSocial: um programa inovador?
4 Cronograma de implantação
10
UNIDADE 1 - CONHECENDO O eSOCIAL 
O QUE VOCÊ
SABE SOBRE 
O TEMA
Você já ouviu falar sobre o eSocial? Sabe o que é? 
Olá! Vamos iniciar a unidade I do curso. Nela veremos o que é e para que serve o eSocial, 
quais os impactos para empregadores e empregados e o cronograma de implantação.
Esperamos que ao final desta unidade você seja capaz de: - Conhecer a plataforma digital 
do eSocial de maneira descomplicada.
Bons estudos! ”
1 O que é o eSocial? 
O eSocial é um projeto do Governo Federal que tem por objetivo organizar um sistema de 
coleta de informações trabalhistas, previdenciárias, tributárias e fiscais e armazená-las em um 
único ambiente nacional e virtual. 
O modelo operacional do eSocial é de plataforma digital, ou seja, é um sistema onde são 
gerados arquivos em XML, mais leves e compactos que permitem download e upload de 
11
forma mais rápida. É uma plataforma digital, totalmente via web, onde ficam armazenadas 
informações que acompanham o trabalhador desde a admissão até o seu desligamento da 
empresa. A plataforma reúne e integra dados do Ministério do Trabalho e Emprego - MTE, 
da Caixa Econômica Federal, da Secretaria de Previdência, do Instituto Nacional do Seguro 
Social - INSS e da Secretaria da Receita Federal do Brasil - RFB.
O investimento realizado na plataforma foi em torno de R$ 100 milhões, aplicados 
predominantemente em tecnologia da informação. Estima-se que, até a sua conclusão, 
em torno de 20 milhões de empresas com empregados – sejam empresas de grande porte, 
sejam empresas de Microempreendedores Individuais (MEIs) – transmitirão as informações 
trabalhistas por meio da plataforma digital do eSocial.
A plataforma não possui um “Sistema Validador de Arquivo - SVA”, Sabe o que isso significa? 
Significa que os arquivos transmitidos serão aceitos, mas que os arquivos seguem para 
validação. A validação dos conteúdos só ocorrerá nos dias posteriores ao envio.Agora que você já viu o que é o eSocial, vamos conhecer o seu objetivo. 
O objetivo do eSocial é reunir informações de todos os trabalhadores do país, dos setores 
público e privado. Dessa forma, cada trabalhador passa a possuir um único identificador, 
constituído por uma chave que combina o número do CPF, do NIS (Número de Identificação 
Social) e a data de nascimento do trabalhador.
O eSocial é um banco de dados padronizado e 
simplificado, administrado pelo governo federal, que 
pode ser acessado no endereço eletrônico: http://
login.esocial.gov.br/login.aspx.
SAIBA
Como está ocorrendo a implantação do eSocial?
A implantação foi dividida em dois Módulos, conforme a figura a seguir: 
12
LEMBRE-SE
Importante! Com o início da segunda fase de implantação, a partir de 
julho de 2018, qualquer empresa no Brasil que possua até um único 
empregado, deve inserir seus dados no eSocial.
2. Para que serve o eSocial? 
O eSocial representa a substituição de 15 obrigações fiscais, previdenciárias e trabalhistas, 
tais como o pagamento de tributos, apuração e recolhimento de impostos, contribuições 
previdenciárias - INSS, depósito do fundo de garantia - FGTS etc.
Os sistemas de informação que estão sendo substituídos por meio da transmissão dos dados 
via plataforma do eSocial são: 
Fonte: Cartilha eSocial (CNT, 2018)
GFIP - Guia de Recolhimento do FGTS e de Informações à Previdência Social.
CAGED - Cadastro Geral de Empregados e Desempregados para controlar as admissões e 
demissões de empregados sob o regime da CLT.
RAIS - Relação Anual de Informações Sociais.
13
LRE - Livro de Registro de Empregados.
CAT - Comunicação de Acidente de Trabalho.
CD - Comunicação de Dispensa.
CTPS - Carteira de Trabalho e Previdência Social.
PPP - Perfil Profissiográfico Previdenciário.
DIRF - Declaração do Imposto de Renda Retido na Fonte.
DCTF - Declaração de Débitos e Créditos Tributários Federais.
QHT - Quadro de Horário de Trabalho.
MANAD - Manual Normativo de Arquivos Digitais. 
Folha de pagamento
GRF - Guia de Recolhimento do FGTS.
GPS - Guia da Previdência Social.
LEMBRE-SE
Segundo o portal do eSocial, nos dois primeiros meses de 2018, mais de 
14.400 empresas com faturamento superior a R$ 78 milhões iniciaram o 
fornecimento de seus dados cadastrais por meio do eSocial, até o final do 
corrente ano. As empresas com faturamento abaixo de R$ 78 milhões, 
incluindo os integrantes do Simples Nacional e MEIs 
(microempreendedores individuais) com empregados e empregadores 
pessoas físicas também estão sujeitas à adequação.
Segundo o Manual de Orientações do eSocial (MOS), o eSocial se trata de uma nova forma de 
prestação de informações relacionadas ao universo do trabalho, integrando a rotina de mais 
de 18 milhões de empregadores e 44 milhões de trabalhadores.
3. eSocial: um programa inovador? 
Diante das mudanças que estão ocorrendo a partir da implantação do eSocial, você já parou 
para pensar no que faz ele ser um programa inovador?
Já parou para pensar nos impactos que ele está causando na área de gestão de pessoas das 
empresas?
A grande inovação do eSocial é trazer para o formato digital as informações das empresas. 
Essas informações, antes da implantação do eSocial, eram registradas em meios ultrapassados, 
e até frágeis, como livros-caixa e registros em papel, que eram guardados por um período de 
14
até 30 anos. Com o sistema de registro proposto, as informações passam a ser armazenadas 
em uma plataforma digital pública, segura e sem custos para as empresas. A transmissão dos 
dados passa a acontecer por meio de certificação digital. Isso significa que o eSocial garante a 
origem e a autenticidade das informações e a simplificação de procedimentos. A linguagem 
utilizada é menos técnica e mais didática, com diversas mensagens de orientação de uso, tais 
como “Avisos e Erros”. 
O Manual de Orientações do eSocial (MOS) salienta outra inovação da plataforma. Do ponto 
de vista tecnológico, seu sistema é ambicioso e moderno, desenvolvido a partir de técnicas 
avançadas de sistemas de informação, reconhecido internacionalmente. É um sistema 
inovador e resultará em ganhos significativos de produtividade para a economia brasileira, 
além do aumento da garantia dos direitos dos trabalhadores. 
O sistema é resultado de uma construção coletiva de vários órgãos governamentais, assim 
como da sociedade civil. Foi desenvolvido por um Comitê Gestor do eSocial, formado por 
representantes da Caixa Econômica Federal, da Receita Federal, do Ministério do Trabalho e 
Emprego, da Secretaria da Previdência Social e do Instituto Nacional de Seguridade Social - 
INSS.
Até mesmo empresas sem empregados, mesmo que nunca tenham remunerado qualquer 
trabalhador, deverão, uma vez por ano no mês de janeiro, transmitir o eSocial na condição “Sem 
Movimento” – Fechamento dos Eventos Periódicos”, respeitando os critérios estabelecidos no 
Manual do eSocial (versão 2.4), de 2018. 
E o que realmente vai mudar para o empregado?
As informações, via plataforma do eSocial, objetivam facilitar processos também para os 
empregados, pois não será mais necessário comprovar determinados dados para aposentadoria 
ou requerimentos de direitos trabalhistas. Poderão, ainda, pedir aos empregadores que realizem 
correções em informações eventualmente incorretas, proporcionando melhoria na qualidade 
das informações sobre as relações de trabalho. 
Assim, aos poucos, a Carteira de Trabalho impressa entrará em desuso.
Entenda o que muda com a implantação do eSocial:
• Representará a substituição de 15 prestações de informações ao governo 
- como Gfip, Rais, Caged e Dirf - por apenas uma. A guia de recolhimento do 
FGTS, por exemplo, srá gerada no eSocial.
• A Receita prevê que isso vai permitir mais controle sobre pagamento de 
tributos e gerar aumento da arrecadação.
• A exemplo do módulo do eSocial voltado ao empregador doméstico, 
a plataforma simplificada é direcionada às micro e às pequenas empresas, 
microempreendedores individuais (MEIs) e segurados especiais, por exemplo.
• Em relação aos MEIs, o eSocial será destinado apenas àqueles que 
possuem empregados.
15
• Uma das mudanças com a implantação do eSocial será a extinção da Carteira de 
Trabalho. No lugar dela, cada trabalhador terá seu portal na internet com 
todos os dados trabalhistas.
• Além disso, o cidadão terá um cartão em que o CPF será agregado ao 
PIS.
• O empregador também terá o próprio portal com as informações da 
empresa, como a quantidade de empregados e se existe algum funcionário 
afastado por acidente de trabalho, licença maternidade ou aposentadoria 
especial.
Fonte: Ministério do Trabalho
Como já mencionado anteriormente, todas as informações da contratação até a rescisão 
contratual do empregado serão reportadas ao Governo via eSocial. Nesse sentido, haverá, ao 
longo do tempo, um maior controle e monitoramento no que concerne à saúde e segurança do 
trabalhador, tais como: afastamentos, doenças laborais, acidentes, que passam a ser declarados 
instantaneamente quando da ciência da empresa.
4 Cronograma de Implantação
O portal do eSocial informa que o envio de obrigações fiscais, previdenciárias e trabalhistas 
está sendo feito em três etapas:
16
Cada uma das três etapas possui cinco fases, com diferentes ações, conforme o organograma 
a seguir: 
A
T
E
N
Ç
Ã
O As práticas em desacordo com a legislação realizadas em qualquer uma 
das cinco fases impossibilitarão a empresa de seguir adiante no processo 
de envio de obrigações. As empresas que não enviarem os dados em 
atendimento ao cronograma estarão sujeitas a multa e a penalidades 
legais. 
17
O eSocial está em vigência desde 2015 e segue o cronograma de execução apresentado no 
infográfico a seguir: 
Fonte: Portal eSocial (2018)
Apenas as microe pequenas empresas tiveram alteração do cronograma de implantação 
do eSocial. Essas empresas poderão ingressar no eSocial facultativamente, a partir de julho 
de 2018, ou definitivamente a partir de novembro de 2018. A conclusão da implantação da 
plataforma se encerra em julho de 2019, com o fechamento de todas as cinco etapas das três 
fases apresentadas anteriormente.
As empresas que não enviarem os dados estão sujeitas a multa e penalidades, 
as quais podem ser acumuladas com as penalidades previstas pelas omissões 
de declarações, substituídas pelo eSocial. 
18
A Receita Federal do Brasil orienta as empresas a fazerem uma avaliação do quanto os seus 
procedimentos estão aderentes à legislação e, se for o caso, busquem, com urgência, melhorar 
suas práticas de forma a permitir a adesão ao novo sistema sem intercorrências.
Parabéns! Você finalizou a unidade I do curso. Nela vimos o que é e para que serve o eSocial, 
quais os impactos para empregadores e empregados e o cronograma de implantação.
Bons estudos!”
UNIDADE 2
Informações introdutórias: modelo operacional, CQC e pontos 
de atenção 
1 Modelo Operacional do eSocial
2 Classificação das informações 
3 Identificadores: empregadores, contribuinte, órgãos 
públicos, empregado/trabalhador
4 Trabalhadores não Incluídos no Registro de Eventos 
de Trabalho (RET)
5 Consulta à Qualificação Cadastral (CQC) 
6 Inconsistência de dados cadastrais: desafio para as 
empresas
7 Sequência de transmissão de arquivos
8 Funcionamento do Ambiente Nacional
9 Ações possíveis dentro da plataforma
10 Modelos de documentos e leiautes
11 Medicina e Segurança do Trabalho no eSocial - SST
12 Multas no eSocial
13 Resumo em 4 passos
14 Dúvidas
20
UNIDADE 2 - INFORMAÇÕES INTRODUTÓRIAS: 
MODELO OPERACIONAL, CQC E PONTOS DE 
ATENÇÃO 
Na unidade II vamos conhecer mais de perto o modelo operacional do eSocial, de forma 
que ao final você seja capaz de: 
- Compreender a lógica de cumprimento das obrigações trabalhistas, desde a admissão 
do empregado até o seu desligamento dentro da plataforma.
- Compreender o modelo operacional da plataforma, seu uso e suas funcionalidades. 
Bons Estudos!
1. O modelo operacional do eSocial
O que é um modelo operacional? Modelo é uma forma, um padrão, um jeito de fazer processos 
de forma uniformizada. É fazer algo sempre da mesma forma. É construir um método.
E, para que serve? Para organizar a gestão, a administração de coisas, como dados, informações, 
empresas, ações, atividades, processos etc. 
Como vimos na primeira Unidade, o modelo operacional do eSocial é uma plataforma digital, 
totalmente via web, organizada em forma de banco de dados, que padroniza todos os arquivos 
com as informações dos trabalhadores brasileiros. 
Mas como ele funciona? O eSocial funciona por meio do envio de informações, também 
chamadas de eventos. Para o envio, o usuário poderá utilizar o Web Service e o Portal Web, e o 
próprio eSocial faz todas as validações diretamente na internet. Com isso, o sistema dispensa 
o uso de um Programa Gerador de Declaração (PGD) para criar e transmitir os eventos. Antes 
do eSocial, o empregador precisava preparar um arquivo no seu computador e aplicar as 
validações no PGD (Sefip, Rais, Dirf, entre outros).
A tecnologia utilizada no eSocial liga diretamente o sistema usado pela empresa e o eSocial. 
Para isso, é preciso haver um Web Service, que será o canal de envio dos arquivos XML. A 
organização também pode criar um evento ao preencher os campos diretamente na internet, 
por meio do portal do programa.
A empresa tem a liberdade de escolher a melhor maneira de enviar as informações. No caso do 
SEST SENAT, utilizamos o PROTHEUS. As informações, dos eventos, podem ser enviadas de 
uma única vez, por uma única máquina, ou podem ser feitas por cada pessoa do departamento 
de pessoal de forma individualizada. A organização só precisa ter o pleno controle da maneira 
de envio e de quem são as pessoas responsáveis. 
21
O eSocial foi concebido para transmitir informações agrupadas por meio de “eventos”. 
Esses eventos envolvem todas as etapas e documentos da contratação de um empregado, 
passando pelo acompanhamento da sua vida dentro da empresa até o seu desligamento, com 
o encerramento do contrato. Os eventos devem ser encaminhados em uma sequência lógica, 
conforme toda a dinâmica das contratações dos trabalhadores, desde o seu início até o seu 
término. 
Mas o que são esses eventos?
Os manuais do eSocial definem como “evento” o registro de qualquer movimentação laboral 
na empresa, ou seja, o envio de formulários, documentos ou tabelas por meio da plataforma 
eletrônica. 
A lógica do percurso se inicia pela identificação do empregador e dos dados gerais das 
contratações realizadas por ele, seguida da admissão dos trabalhadores, dos dados específicos 
da contratação dos trabalhadores, da gestão dos serviços prestados e do prestador de serviços, 
do pagamento da remuneração e do término da relação contratual. 
Da forma como foi construída, a plataforma organiza as informações para que sejam 
transmitidas nos eventos iniciais e, posteriormente, para serem usadas nos eventos seguintes. 
Para alterar um dado de evento antigo, deve-se verificar as consequências/repercussões nos 
eventos posteriores.
Vale lembrar que as orientações apresentadas neste curso adéquam-se a grandes, médias e 
pequenas empresas, a MEIs e a empregadores domésticos. Dessa maneira, todos os requisitos 
e procedimentos apresentados nesta unidade curricular fornecem subsídios ao correto uso da 
plataforma, independentemente de quem seja o usuário. 
As informações inseridas no sistema do eSocial podem ser classificadas em quatro tipos, que 
se repetem mensalmente, no momento da prestação das informações para o Poder Público. 
2 Classificação das informações
Vamos conhecer cada uma das informações?
As informações enviadas para o eSocial são classificadas em quatro grupos básicos:
22
Tipo I - Eventos iniciais 
Carga inicial dos dados da empresa e dos seus empregados. O primeiro evento a ser 
encaminhado serve para a identificação da empresa/empregador, sua classificação fiscal 
e sua estrutura administrativa.
Identificam o empregador com seus dados básicos de classificação fiscal e de sua estrutura 
administrativa.
TIPO II - Eventos de tabela
Complementam as informações iniciais de identificação do empregador no sentido de 
especificar sua forma de organização.
Essas informações serão utilizadas na validação dos eventos periódicos e não periódicos, 
sendo sua perfeita manutenção fundamental para a recepção das próximas informações e para 
a adequada apuração das bases de cálculo e dos valores devidos.
Tipo III - Eventos não periódicos
Arquivos que são enviados na medida dos acontecimentos, a exemplo de admissões, 
demissões, alteração de salários, acidentes de trabalho etc.
São eventos que não tem uma data pré-fixada para ocorrer.
Decorrem da relação entre o empregador e seus trabalhadores e influenciam no reconhecimento 
de direitos e no cumprimento de deveres trabalhistas, previdenciários e fiscais, como, por 
exemplo: admissão de um empregado, alteração de salário, desligamento, entre outros.
Tipo IV - Eventos periódicos
São as informações constantes da folha de pagamento e as informações tributárias, 
trabalhistas e previdenciárias dos empregados.
Cada evento possui um leiaute específico que faz 
referência às regras de negócio. Esses leiautes podem 
ser encontrados no sítio virtual do eSocial, na parte 
da documentação técnica, “Desenvolvedor”, no 
endereço: https://portal.esocial.gov.br/manuais/
leiautes-do-esocial-v2-4-02.zip
SAIBA
As Regras de Validação apresentam o modelo de preenchimento dos eventos, devendo ser 
consultadas quando da ocorrência de inconsistências ou rejeições noprocessamento de 
eventos pelo eSocial.
O envio dos arquivos ao Ambiente Nacional do eSocial deverá seguir uma sequência lógica 
para dar sentido ao vínculo laboral ali registrado, consolidando-se o Registro de Eventos do 
Trabalhador (RET).
23
3 Identificadores: empregadores, contribuinte, órgãos 
públicos e empregados/trabalhador
Agora, vamos entender como cada pessoa, física ou jurídica, é identificada no eSocial.
Por meio do eSocial, os empregadores, contribuintes, órgãos públicos, pessoa jurídica serão 
identificados apenas pelo Cadastro Nacional de Pessoas Jurídicas - CNPJ, e os empregados/
contribuintes pessoa física, apenas pelo Cadastro de Pessoas Físicas - CPF. 
O identificador-chave tem uma apresentação como esta: {nrInsc}. Para as empresas em 
geral, será o CNPJ-Raiz/Base de oito posições, exceto se a natureza jurídica da empresa for de 
administração pública, situação em que o campo deve ser preenchido com o CNPJ completo 
com 14 posições. 
As pessoas físicas que utilizam a matrícula “Cadastro Específico do INSS - CEI” passam a usar 
o “Cadastro de Atividades Econômicas da Pessoa Física - CAEPF”, que se constitui em um 
número sequencial vinculado ao CPF. Nesse caso, a pessoa física deve providenciar o registro 
no CAEPF, de acordo com normatização específica da Receita Federal do Brasil - RFB. 
Para as obras de construção civil, que possuem responsáveis, pessoas físicas ou jurídicas, 
a matrícula CEI passa a ser substituída pelo Cadastro Nacional de Obras - CNO que, 
obrigatoriamente, é vinculado a um CNPJ ou a um CPF. 
As matrículas CEI existentes na data de implantação do Cadastro Nacional de Obras - CNO, 
relativas às obras de construção civil, passam a compor o cadastro inicial do CNO. Até a 
implantação do Cadastro Nacional de Obras, deverá ser usado o CEI da obra no lugar do 
CNO no eSocial.
O termo “trabalhador” utilizado neste manual compreende toda pessoa física inserida em uma 
relação de trabalho, inclusive de natureza administrativa, como os empregados, os servidores 
públicos, os militares e os “trabalhadores sem vínculo de emprego ou estatutário - TSVE”. Os 
trabalhadores, por sua vez, têm como identificadores obrigatórios, o CPF e o NIS - Número de 
Identificação Social, exceto o estagiário que será identificado apenas pelo CPF. 
O NIS pode ser o Número de Inscrição na Previdência Social - NIT, no Programa de Integração 
Social - PIS, no Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público - PASEP, ou no 
Sistema Único de Saúde - SUS. 
O trio de informações “CPF x NIS x Data de nascimento” deve estar contido no Cadastro 
Nacional de Informações Sociais - CNIS e será validado no ato da transmissão do primeiro 
evento. Caso haja alguma inconsistência, essa implicará recusa no recebimento do evento e 
poderá gerar multa.
24
4 Trabalhadores não incluídos no Registro de Eventos 
de Trabalho (RET) 
Os trabalhadores sem vínculo de emprego, que não se enquadram nas categorias de envio 
obrigatório de informações pelo Trabalhador sem Vínculo de Emprego/Estatutário e para 
os quais o Empregador/Contribuinte/órgão público declarante também não se utilizou 
da faculdade de enviar suas informações no citado evento “Trabalhador sem Vínculo” 
(TSVE), deverão obrigatoriamente ter suas informações preenchidas no grupo informações 
complementares [infoComplem] (Nome, data de nascimento etc.) quando do envio do evento 
– Remuneração de Trabalhador vinculado ao Regime Geral de Previdência Social”, para a 
correta identificação desse trabalhador que não está no RET.
5 Consulta à Qualificação Cadastral (CQC) 
A Consulta à Qualificação Cadastral - CQC é a primeira etapa na utilização do eSocial. Mas o 
que é isso?
Resumidamente, ela é uma consulta aos dados dos trabalhadores. O empregador deve fazer 
essa consulta antes da contratação da pessoa, diretamente na base do eSocial. 
Contudo essa verificação não configura um envio 
oficial dos dados dos empregados da empresa para 
o Governo Federal. Seu propósito é verificar as 
inconsistências nos dados do trabalhador para que se 
possa corrigir antes da contratação. 
O que devemos observar e verificar durante a consulta 
à base do eSocial nessa consulta prévia?
1. Procure a correspondência dos dados do CPF e do NIS, visando aferir se a pessoa está 
apta à contratação.
2. Para a inclusão do trabalhador no sistema de gestão empresarial da sua empresa, é 
preciso haver compatibilidade entre a base do Cadastro de Pessoa Física - CPF e do Cadastro 
Nacional de Informações Sociais - CNIS. 
3. No caso do trabalhador, são validados dentro do eSocial:
25
4. Após a verificação cadastral, o aplicativo eSocial retornará o resultado para o usuário 
sobre a validação de cada campo declarado, informando pontualmente quais os campos estão 
com divergências. Nesses casos, o aplicativo apresentará, inclusive, as orientações para que se 
proceda à correção.
5. Em caso de divergências relativas ao CPF (situação “suspenso”, “nulo” ou “cancelado”, 
nome ou data de nascimento divergente), o aplicativo apresentará a mensagem orientando 
onde deverá ser requisitada a alteração dos dados.
6. Quando houver divergências relativas ao NIS (CPF ou data de nascimento divergente), 
o usuário deverá estar atento, pois a orientação será dada de acordo com o ente responsável 
pelo cadastro do NIS: INSS, CAIXA ou BANCO DO BRASIL.
7. O Banco do Brasil administra e atribui NIS ao servidor público, com a nomenclatura de 
PASEP (Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público).
8. O INSS administra o NIS, que recebe a nomenclatura de NIT (Número de Inscrição 
do Trabalhador) ou NIS Previdência, à pessoa que se filiar e contribuir para o Regime Geral 
de Previdência Social - RGPS como segurado contribuinte individual ou facultativo ou, ainda, 
para todas as pessoas não filiadas (representantes legais, dependentes ou beneficiários, entre 
outros) que necessitam da inscrição para se relacionarem com a Previdência para a obtenção 
de benefícios e serviços previdenciários.
FGTS
PIS PASEP
INSS
NIS NIT
9. Na fase inicial de inclusão de informações no eSocial, o sistema não usará a validação 
do NIS para impedir o recebimento dos eventos transmitidos. Contudo, é importante lembrar 
que a validação na base do CPF será impeditiva e, portanto, os dados do trabalhador deverão 
estar corretos para que o evento seja recebido pelo eSocial.
10. Para a contratação, o trabalhador deverá estar com os dados pessoais em ordem. A 
inclusão do trabalhador no sistema eSocial só ocorrerá se houver compatibilidade entre a base 
do Cadastro de Pessoa Física - CPF com a base do Número de Identificação Social - NIS
11. Em caso de inconsistências, deverão ser realizados os ajustes pelos órgãos competentes 
a pedido do trabalhador. As alterações cadastrais nas bases de dados do CPF e do NIS são 
reconhecidas pelo eSocial em até 7 (sete) dias após os reparos.
12. A consulta está disponível na página inicial do eSocial (http://www.esocial.gov.br) no 
link “Consulta Qualificação Cadastral”, localizado no lado esquerdo da tela, dentro do título 
“Institucional”.
Segue abaixo a tela do eSocial que você encontrará para a realização da consulta de qualificação 
cadastral:
Fonte: Manual de Orientação do eSocial para empregador doméstico. (2018)
Após compatibilizados os dados do CPF e do NIS, o trabalhador estará apto a tornar-se seu 
empregado.
6 Inconsistências de dados cadastrais: desafio para as 
empresas 
O que fazer quando os dados do trabalhador estão incompatíveis nas bases do Governo 
Federal? Quais problemas isso pode gerar?
O eSocial prevê uma série de regras e consistências de dados que validam as informações e, em 
caso de divergência/inconsistência, impedem o registro dos eventos na plataforma. Frente à 
necessidade de reenvio, a empresa poderá perder o prazo e, consequentemente, ser notificadapelo Fisco e, ainda, terá que arcar com uma multa. 
É muito comum dentro das empresas os dados dos seus empregados estarem desatualizados, 
mas somente nas seguintes situações:
1. mudança de nome em função de casamento;
2. mudança de endereço/CEP;
3. mudança de telefone;
4. nível de escolarização;
5. incorporação de novos dependentes (filhos ou enteados).
Os demais dados do empregado não mudam: data de nascimento, nome do pai, nome da 
mãe, CPF, Registro Geral de Nacimento - RG, Numero da Carteira de Trabalho, NIS, Título 
Eleitoral.
27
A
T
E
N
Ç
Ã
O Situações mais comuns de inconsistência de dados cadastrais de 
empregados: 
– Empregados com muito tempo de casa. 
– Falta de atualização constante dos dados dos empregados. 
– Preenchimentos displicentes dos cadastros etc.
As inconsistências podem gerar informações divergentes que, em um processo de saque de 
FGTS (por exemplo, em caso de demissão), pode trazer aborrecimentos que seriam evitados 
somente com um bom saneamento da base de dados da empresa.
Recomendações:
1. Busque o engajamento de todos os setores da empresa na atualização dos dados 
cadastrais dos empregados, já que as informações têm origem de diversas áreas, como 
RH, Sesmt, Fiscal/Contábil, Jurídico, entre outras. 
2. Monte um plano de ação para corrigir as informações incompatíveis.
3. Defina as ações e o processo de ajuste.
4. Identifique as inconsistências dos dados cadastrais.
5. Regularize os dados em conformidade com as tabelas e as regras de campos dos 
leiautes do eSocial.
6. Promova campanhas de conscientização junto aos seus empregados sobre a 
necessidade de atualização dos dados, para facilitar o cadastro no sistema.
7. Divulgue, dentro da empresa, com certa periodicidade, a necessidade de atualização 
constante das informações dos seus empregados. 
LEMBRE-SE
Para evitar inconsistências de dados, acesse a Qualificação Cadastral 
online ou no endereço: http://www.esocial.gov.br/QualificacaoCadastral.
aspx, conforme descrito no tópico 5 desta unidade curricular.
7 Sequência de transmissão de arquivos 
Seja você empregador, contribuinte ou órgão público ou pessoa física, ao transmitir 
informações relativas ao eSocial, considere a sequência lógica descrita nos tópicos anteriores, 
pois as informações constantes nos primeiros arquivos são necessárias ao processamento das 
28
informações posteriores. O encadeamento das informações segue de forma articulada e inter-
relacionada. 
No eSocial, o conceito de envio de dados é o de empilhamento, quando uma informação inicial 
será utilizada em eventos seguintes, e qualquer alteração traz consequências na cadeia lógica 
da informação. 
As informações relativas à identificação do empregador, do contribuinte ou do órgão público, 
que fazem parte dos eventos iniciais, devem ser enviadas previamente à transmissão de todas 
as demais informações. Já vimos, no tópico anterior, a necessidade de se proceder à CQC antes 
do envio definitivo das informações dos trabalhadores. 
Considerando que as informações integrantes dos eventos da tabela são utilizadas nos 
demais eventos iniciais e, também, nos eventos periódicos e não periódicos, elas precisam ser 
enviadas logo após a transmissão das informações relativas à identificação do empregador, do 
contribuinte ou do órgão público (MOS - Manual do eSocial - 2.4, 2018).
Em seguida, devem ser enviadas, caso existam, as informações previstas nos eventos não 
periódicos e, por último, as informações previstas nos eventos periódicos, conforme o 
sequenciamento da figura seguinte :
Fonte: Cartilha eSocial (CNT, 2018)
29
A
T
E
N
Ç
Ã
O
Não se esqueça de observar a sequência de envio das informações!
8 Funcionamento do Ambiente Nacional 
Outra informação importante sobre o eSocial é que o Ambiente Nacional não funciona por 
meio de Programa offline Gerador de Declaração (PGD) ou Validador e Assinador (PVA), isto 
é, não será possível haver o download de aplicativo do Sistema que importe o arquivo e faça as 
validações antes de transmitir as informações. A plataforma não tem uma utilização similar à 
da Receita Federal do Brasil, na Declaração do Imposto de Renda. 
Para que a comunicação ocorra, é necessário que as empresas ou os seus 
fornecedores desenvolvam softwares específicos e compatíveis com o 
Ambiente Nacional do eSocial, devendo toda transação ser criptografada e 
assinada digitalmente.
As micro e pequenas empresas poderão realizar o envio de informações diretamente no portal 
do eSocial, sem necessitar de um sistema de gerenciamento de informações - ERP. 
Fonte: Cartilha eSocial (CNT, 2018)
30
9 Ações possíveis dentro da plataforma
Conforme o Manual de Orientação do eSocial (MOS), algumas ações são importantes durante 
o uso e se repetem durante o cadastramento de cada um dos eventos, repetidamente ao longo 
do ano fiscal e ano-calendário, são elas:
a) INCLUSÃO: é toda a primeira inserção de dados. 
b) ALTERAÇÃO/RETIFICAÇÃO: O procedimento ALTERAÇÃO das informações 
transmitidas ao eSocial ocorre somente nos eventos de tabelas e no evento “Informações 
do Empregador/Contribuinte/Órgão Público”, atreladas à respectiva vigência ou período 
de validade. 
Também é prevista a alteração por meio de eventos não periódicos específicos, 
constantes neste manual. 
Todos os demais casos de “alteração” nas informações transmitidas serão tratados pelo 
eSocial como procedimentos de RETIFICAÇÃO, ou mesmo de EXCLUSÃO. 
As alterações em eventos não periódicos e, principalmente, em eventos de tabelas, 
podem trazer consequências nos cálculos e nas apurações de fechamento dos eventos 
periódicos. Assim, é necessário haver rigoroso controle para que uma alteração não 
torne inconsistente um movimento de evento periódico já fechado para determinado 
período de apuração. 
c) INCLUIR NOVA VALIDADE: Utilizar o botão “Consultar Histórico” (localizado no 
canto superior direito da tela) e, em seguida, clicar no botão “Incluir Validade”. Quando o 
empregador inclui uma nova validade, a data de fim de validade da informação prestada 
anteriormente passa a ser o mês/ano imediatamente anterior ao da data de início da nova 
informação. 
Não é necessário o envio de evento específico para informar a data de fim de validade 
do item enviado anteriormente, no entanto, o seu envio terá o mesmo efeito do 
procedimento anterior. Portanto, o campo data fim da validade não deve ser utilizado 
quando se tratar de alteração da informação. 
A informação da data final deve ser enviada apenas no momento em que se pretende 
encerrar de forma definitiva determinada informação do evento. Por exemplo, 
encerramento de empresa, fechamento de filial, encerramento de obra de construção 
civil, desativação de rubrica, de lotação tributária, cargo etc. (Manual WEB GERAL, 
2018)
d) EXCLUSÃO: Será possível excluir o evento apenas se não existir nenhum outro evento 
transmitido para o empregador ou se todos tenham sido excluídos previamente do 
ambiente nacional do eSocial. No caso de encerramento de empresa, não haverá exclusão 
desse evento, mas será colocada a data fim de validade para essa tabela. 
31
e) AssinaDOC: A edição de eventos (inclusão, alteração, retificação e exclusão) deverá 
ser assinada digitalmente para o registro ser transmitido ao ambiente nacional do eSocial. 
Ver subitem 1.4 – ASSINATURA DE EVENTOS deste Manual.
10 Modelos de documentos e leiautes 
Conforme abordado no início desta Unidade, na plataforma do eSocial, estão disponíveis 
modelos de documentos na versão WEB do Manual de Orientação, no formato MS Word 
2003 (DOC), na área MODELOS DE DOCUMENTOS. Estão indicados para o empregador 
doméstico, contudo, é possível utilizá-los para pessoas jurídicas. Os documentos estão 
disponíveis no endereço: http://portal.esocial.gov.br/empregador-domestico/modelos-de-
documentose seguem listados: 
• Contrato de Trabalho;
• Folha de Ponto;
• Recibo de Vale Transporte;
• Acordo de Prorrogação de Jornada;
• Acordo de Compensação de Jornada;
• Acordo de Adoção de Jornada 13x36;
• Acordo para Acompanhamento em Viagem;
• Aviso-Prévio;
• Acordo de Redução do Intervalo para Repouso e Alimentação;
• Aviso de Férias; 
• Recibo de Adiantamento do 13º Salário na Ocasião de Férias. 
Os arquivos complementares anexos do manual e o 
próprio manual estão disponíveis no portal do eSocial, 
por meio do site: http://www.esocial.gov.br/ 
SAIBA
Para que a comunicação ocorra, é necessário que as empresas ou os seus fornecedores 
desenvolvam softwares específicos e compatíveis com o Ambiente Nacional do eSocial, 
devendo toda transação ser criptografada e assinada digitalmente.
11 Medicina e Segurança do Trabalho no eSocial - SST
A inserção de informações sobre saúde, segurança e medicina do trabalho dos empregados e 
das empresas também foram incluídas no eSocial. Vamos ver o que mudou?
LEMBRE-SE
O eSocial não criou novas obrigações de SST, apenas unificou o envio de 
informações decorrentes de obrigações existentes, como, por exemplo, 
na legislação trabalhista e nas Normas Regulamentadoras do Ministério 
do Trabalho. 
32
A Medicina e Segurança do Trabalho é uma área regulamentada por várias normas pelas quais o 
Ministério do Trabalho garante amplo controle da saúde e da segurança dos empregados. Dessa 
forma, o eSocial tem o papel de estimular a empresa a possuir uma gestão mais afetiva e levar 
as organizações a uma nova realidade no registro de informações trabalhistas, previdenciárias, 
fiscais e tributárias. A mudança principal é que algumas informações, que antes eram enviadas 
mensalmente ou anualmente ao governo, agora são enviadas à medida que ocorrem.
Portanto, as empresas devem ficar atentas ao prazo para a informação de cada um: os 
afastamentos temporários do empregado devem ser informados até o 7º dia do mês subsequente 
ou no 16º dia de afastamento.
São definidos como eventos de Saúde e Segurança do Trabalhador - SST os abaixo elencados:
Os cinco eventos citados podem ser divididos em dois grupos, em conformidade com o 
infográfico apresentado: 
33
Grupo 1: Condições ambientais Grupo 2: Monitoramento da Saúde do 
Trabalhador
Evento S-1060 - Tabela de Ambientes de 
Trabalho
Permite a descrição dos ambientes da empresa 
e dos riscos neles existentes.
Evento S-2240 - Condições Ambientais do 
Trabalho - Fatores de Risco
Servem para vinculação do trabalhador a 
determinado ambiente, individualizando, 
por trabalhador, os fatores de risco declarados 
no S-1060.
Evento S-2241 - Insalubridade, 
Periculosidade e Aposentadoria Especial.
Possibilita a individualização da exposição 
descrita no evento S-2240 combinando 
com demais requisitos específicos de forma 
a ensejar o pagamento de insalubridade, 
periculosidade ou o recolhimento do FAE 
(Financiamento da Aposentadoria Especial).
Evento S-2220 - Monitoramento da Saúde 
do Trabalhador
Permite o acompanhamento da saúde do 
trabalhador durante o seu contrato de 
trabalho, com as informações relativas aos 
Atestados de Saúde Ocupacional (ASO) e seus 
exames complementares, correspondentes 
àquelas exigida no Perfil Profissiográfico 
Previdenciário (PPP).
Evento S-2210-Comunicação de Acidente 
de Trabalho
As empresas devem ficar atentas aos desafios 
impostos pelo eSocial aos temas relacionados 
à gestão de SST, sobretudo às mudanças na 
forma de informar exigências já em curso, 
como o Programa de Prevenção de Riscos 
Ambientais (PPRA), Programa de Controle 
Médico de Saúde Ocupacional (PCMSO), 
Atestado de Saúde Ocupacional (ASO) e o 
Perfil Profissiográfico Previdenciário (PPP), 
que passarão a ter seus resultados informados 
eletronicamente.
A nova realidade exige que processos já em 
curso sejam integrados e informatizados 
e, por isso, adaptados a cada atualização do 
Sistema do eSocial, o que demanda mais 
atenção das empresas.
Fonte; Cartilha eSocial (CNT, 2018)
Esses eventos estão diretamente relacionados à SST, porém, existem dados em outros eventos 
que serão utilizados para compor as informações existentes nos formulários substituídos, tais 
como o Perfil Profissiográfico Previdenciário - PPP e a Comunicação de Acidente de Trabalho 
- CAT. 
O eSocial foi estruturado para captar as informações relativas ao trabalhador em quaisquer 
situações, ainda que discutíveis do ponto de vista jurídico. Tais situações devem estar 
contempladas nas combinações possíveis. Por exemplo, discute-se a cumulatividade de 
34
insalubridade e periculosidade, mas se há a ocorrência de ambos, por qualquer motivo, essas 
informações devem ser registradas no eSocial (http://www.esocial.gov.br/ ).
12 Multas no eSocial
Como você pode perceber, há prazos para os registros no eSocial. O não cumprimento pode 
gerar multas.
Vamos entender isso?
É utilizado o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (CAGED) para enviar, até 
o sétimo dia subsequente ao início das atividades do empregado, as informações sobre a 
admissão.
Com o eSocial, as mesmas informações deverão ser enviadas um dia antes de o empregado 
iniciar a execução de suas tarefas na empresa, inclusive com as informações da admissão do 
exame admissional. 
Caso as informações da admissão do empregado não sejam enviadas dentro do prazo 
estabelecido, a empresa poderá arcar com as penalidades previstas no artigo 47, da CLT, 
podendo gerar multas de R$ 3.000,00 a R$ 6.000,00, em caso de reincidência.
Seguem abaixo algumas multas que serão geradas automaticamente pelo eSocial:
Fonte: eSocial (CBIC , 2018)
Para reforçar o uso do sistema, evitar perder o prazo e que podem gerar multas, vamos ver no 
próximo tópico, resumidamente, como o eSocial funciona.
35
13 Resumo em 4 passos
1. O empregador gera informações no ambiente corporativo (webservice) ou no 
eSocial online (aplicativo web) e transmite aos eSocial.
2. O ambiente nacional do eSocial recepciona e avalia os arquivos, retornando com 
o protocolo de recibo ou com uma mensagem de erro. 
3. Os gestores das informações (Caixa Econômica Federal, INSS, Ministério do 
Trabalho e Emprego, Receita Federal do Brasil e Secretaria de Previdência Social), 
na medida de suas competências e atribuições, se apropriam das informações em 
seus sistemas e disponibilizam as informações ou o resultado do seu tratamento ao 
empregador ou trabalhador. 
4. O empregador fica “quite” com o poder público em relação à prestação das 
informações fiscais, previdenciárias, tributárias e trabalhistas. 
14. Dúvidas
As dúvidas sobre a utilização do sistema podem ser esclarecidas no próprio portal do eSocial 
(após o login ou diretamente com os gestores do programa por meio dos seguintes canais de 
comunicação):
CAIXA ECONÔMICA FEDERAL
• Página web: www.caixa.gov.br - Aba “Atendimento”
• Caixa Cidadão 0800 726 0207
(segunda a sexta-feira, das 8h às 21h, e aos sábados das 10 às 16h)
MINISTÉRIO DO TRABALHO
• Página web: http://trabalho.gov.br
• Alô trabalho: 158
(segunda a sexta-feira, das 07h às 19h)
CAIXA ECONÔMICA FEDERAL
• Página web: https://meu.inss.gov.br
• Central de atendimento: 135
(segunda a sábado, das 8h às 22h)
RECEITA FEDERAL
• Página web: https://dg.receita.fazenda.gov.br
• Atendimento eletrônico: 146 (24h, todos os dias)
Chegamos ao final da Unidade II.
36
UNIDADE 3
Acesso e Uso da Plataforma eSocial
1 Iniciando o uso da plataforma
2 Funcionalidades da Plataforma Nacional 
Acesso
Considerações finais
38
UNIDADE 3 - ACESSO E USO DA PLATAFORMA 
eSOCIAL
Parabéns por ter chegado até aqui!
Agora você está apto a utilizar a Plataforma! Sugerimos que ao longo da leitura você 
vá concomitantemente abrindo a página do site e experimentando algumasde suas 
funcionalidades.
Mão à Obra!
1. Iniciando o Uso da Plataforma 
Até aqui falamos sobre o que é o eSocial e o que ele faz. Agora, vamos saber como utilizá-lo.
O módulo para navegação no eSocial é chamado de WEB GERAL e foi desenvolvido para 
funcionar como um sistema de CONTINGÊNCIA, o que significa que é possível, para o 
empregador, prestar informações mesmo quando seu sistema de gestão empresarial ERP 
(Enterprise Resource Planning) estiver indisponível ou para consultar eventos enviados via 
Web Service. 
Antes de iniciarmos a navegação propriamente dita, vamos conhecer as funcionalidades do 
Sistema, de forma a dar agilidade ao acesso e às consultas dentro da base do ESocial. Em caso 
de dúvidas, ligue para:
A Central aceita ligações feitas a partir de telefones fixos e se destina ao atendimento 
exclusivo de questões técnicas do sistema. Portanto, não esclarecerá dúvidas de direito 
material (aplicação ou interpretação da lei etc.). Nesses casos, o empregador deverá procurar 
atendimento diretamente nos órgãos integrantes do eSocial – de acordo com o tema ou, no 
caso de empresas, a sua consultoria contábil ou jurídica.
39
2. Funcionalidades da plataforma
A princípio, vamos conhecer algumas funcionalidades da ferramenta: 
Mensagens mais comuns durante a navegação:
40
Percebeu como sistema é bem intuitivo? Olhe com calma e perceberá que todas as informações 
para utilização estão apresentadas. Examine cada tela, lendo todas as informações e só depois 
avance. 
Para que uma possível demora na leitura de toda a página não tire o sistema do ar, vá clicando 
em “Salvar Alterações”.
3. Acesso
O acesso ao sistema deve ser feito por meio do endereço https://login.esocial.gov.br. Conforme 
consta no Manual - MOS 2018, o usuário do módulo WEB GERAL deverá utilizar Certificado 
Digital ou Código de Acesso. Mais à frente, vamos explicar o que é Certificado Digital.
O sistema irá se desconectar caso o usuário fique mais de 10 (dez) minutos sem salvar/
confirmar algum registro ou mudar de página. Os dados digitados não salvos serão perdidos e 
será necessário realizar novo acesso. 
No momento do acesso, ficará visível a imagem a seguir:
41
Acesso com 
Certificado Digital
Sobre as opções de acesso, temos:
a) Código de Acesso
Deve ser utilizado pelo usuário que não possui Certificado Digital. Olhe a imagem a seguir e 
veja que, no canto inferior direito da tela de login do eSocial, aparece “Primeiro Acesso” para 
gerar o código da empresa. 
Opção para Código de Acesso
42
O Código de Acesso poderá ser utilizado pelas micro e pequenas empresas optantes pelo 
SIMPLES NACIONAL com até 01 (um) empregado ativo. O empregador com esse perfil 
também poderá utilizar o Certificado Digital, caso queira. 
A geração do Código de Acesso deverá ser realizada pelo CPF do responsável pela empresa, 
cadastrado na base de dados da Receita Federal do Brasil. Todos os dados para a geração do 
Código referem-se à pessoa física que estará realizando esse procedimento. 
O usuário que perder ou esquecer seu Código de Acesso poderá recuperá-lo clicando no link 
“Esqueceu o código de acesso/senha”, localizado na tela de login do eSocial, logo abaixo dos 
campos de CNPJ e Senha.
Caso o empregador tenha esquecido a senha, será necessário clicar no link “Esqueceu o 
código de acesso ou a senha” e, depois, em “Esqueceu a senha?” (localizado ao lado do campo 
“Senha”): Será exibida uma tela onde o usuário deverá informar o CNPJ da empresa, CPF e 
data de nascimento do responsável legal. Clicar em “Avançar” e seguir as demais orientações 
da Plataforma. 
O código de acesso gerado terá validade de 3 (três) anos. Após esse prazo, o usuário será 
convidado automaticamente a gerar novo código ao digitar a senha expirada, clicando no link 
“novo código de acesso”.
Agora que já entendemos o que é um código de acesso, vamos entender o que é Certificação 
Digital.
b) Certificação Digital 
O certificado digital é uma assinatura com validade jurídica que garante segurança às transações 
eletrônicas e a outros serviços via internet, permitindo que pessoas e empresas se identifiquem 
e assinem digitalmente, de qualquer lugar do mundo, com segurança e agilidade. 
Deve ser emitido por Autoridade Certificadora credenciada pela Autoridade Certificadora 
RAIZ da ICO- Brasil, habilitada pela Receita Federal do Brasil, para certificar a autenticidade 
dos emissores e destinatários.
O interessado na obtenção de um certificado digital e-CPF deverá escolher uma das 
Autoridades Certificadoras Habilitadas para o preenchimento e envio da solicitação. Procure 
a Receita Federal no endereço que se segue: 
http://idg.receita.fazenda.gov.br/orientacao/tributaria/senhas-eprocuracoes/senhas/
certificados-digitais/orientacoes-sobre-emissao-renovacao-erevogacao-de-certificados-
digitais-e-cpf-ou-e-cnpj.
Existe ainda o acesso via procuração, desde que a procuração esteja cadastrada na Base de 
Dados da Receita Federal. O detalhamento dos perfis de procuração está disponível no Manual 
de Orientação do eSocial – MOS, disponível na área de Documentação Técnica do Portal.
43
O acesso por meio de procuração para o perfil de empregador será possível apenas com o uso 
de Certificado Digital. 
Após digitar a senha do seu certificado digital, o usuário deverá selecionar qual perfil deseja 
acessar. A opção “Acessar o meu eSocial” terá dois comportamentos de acordo com o tipo 
de certificado utilizado. Se for um e-CPF (e-PF), será direcionado para a página inicial de 
Empregador Doméstico. Se o certificado digital for um e-CNPJ (e-PJ), será direcionado para 
a página inicial da empresa na qual foi cadastrado como responsável legal. 
Na opção “Procurador de Pessoa Jurídica – CNPJ”, o usuário deverá informar o CNPJ do 
empregador que deseja acessar. Após clicar em “Continuar”, o sistema verificará se o usuário 
possui procuração cadastrada no perfil “Acesso WEB”. 
Até agora vimos como acontece o acesso ao eSocial e a forma segura de fazer isso. Neste 
momento, vamos entender como realizar os cadastros de empregador e de empregado.
c) Cadastrar empregador
O cadastramento no eSocial é exclusivo para empregadores/empresas (quem contrata). Os 
trabalhadores não utilizam o eSocial diretamente e não precisam se cadastrar como usuários 
do eSocial.
No primeiro acesso, o sistema informa o CPF e o nome que está vinculado ao Código de Acesso 
gerado. Nesse momento, o empregador deve informar o telefone e o e-mail para contato, com 
informações obrigatórias. Serão solicitadas, também, algumas informações complementares, 
que são opcionais.
44
Nessa tela, o empregador pode alterar seus dados ou substituir a titularidade, caso seja 
necessário. Esse é o primeiro evento que deve ser transmitido pelo empregador/contribuinte/
órgão público. Não pode ser enviado qualquer outro evento antes deste. 
Prazo de envio: A informação prestada nesse evento deve ser enviada no início da utilização 
do eSocial e pode ser alterada com o decorrer do tempo, hipótese em que deve ser enviado esse 
mesmo evento com a informação nova, quando da sua ocorrência. 
Nessa área da plataforma, estão incluídas as diversas tabelas do empregador: informações sobre 
o estabelecimento (matriz e filiais), tabelas de horários e turnos de trabalho, tabelas de cargos, 
tabelas de remuneração, rubricas, planos e programas, saúde e segurança do trabalho, tabelas 
45
de processos administrativos e judiciais, tabelas de empregados sem vínculo de emprego 
(estagiários, terceirizados etc.).
d) Cadastrar/Admitir Empregado
Existe uma etapa opcional a ser utilizada pelo empregador chamada de Registro Preliminar. 
Esse é um evento que deve ser enviado pelo empregador até o final do dia imediatamente 
anterior ao início da prestação do serviço pelo trabalhador admitido. 
Fonte: Manual deOrientação do eSocial para empregador doméstico
O empregador deve cadastrar todos os seus empregados na tela de “Gestão de Trabalhadores”. 
O empregador poderá clicar no botão Cadastrar/Admitir para incluir novos empregados, 
visualizar, gerenciar movimentações trabalhistas e excluir trabalhadores.
As informações de identificação obrigatórias para o cadastro do empregado são as seguintes: 
CPF, data de nascimento, país de nascimento, número do NIS, raça e escolaridade, dados 
pessoais, endereço de residência, dependentes, dados do contrato, local de trabalho, jornada 
de trabalho.
46
Esse evento registra a admissão de empregado ou o ingresso de servidores estatutários, a partir 
da implantação do eSocial. Ele serve também para o cadastramento inicial de todos os vínculos 
ativos pela empresa/órgão público, no início da implantação, com seus dados cadastrais e 
contratuais atualizados. 
A
T
E
N
Ç
Ã
O Esse evento deverá ser transmitido antes do envio de qualquer evento 
periódico ou não periódico relativo ao trabalhador, conforme os 
seguintes prazos: 
a) Até o último dia do mês subsequente ao do início da obrigatoriedade de envio dos 
eventos não periódicos, para os vínculos iniciados até o último dia do mês anterior a essa 
obrigatoriedade ou antes do envio de qualquer outro evento relativo ao empregado. 
b) Até o dia imediatamente anterior ao do início da prestação dos serviços para os 
empregados admitidos a partir do dia seguinte ao início da obrigatoriedade de envio 
dos eventos não periódicos ao eSocial. 
c) No dia do início da prestação dos serviços para os empregados admitidos na data do 
início da obrigatoriedade de envio dos eventos não periódicos ao eSocial.
O evento de admissão poderá ser excluído a partir do menu “Gestão de Empregados”, na tela 
de “Movimentações Trabalhistas”, conforme subitem 3.1.1 Gestão de Empregados.
Na tela que será apresentada, deve existir apenas uma linha com o evento de “Admissão do 
Trabalhador”, e o empregador deverá clicar no botão “Excluir” dessa linha. Se o trabalhador 
possuir outras linhas com eventos cadastrados, não será possível excluir a admissão até que 
esses eventos sejam excluídos do sistema. 
47
Não confundir esse comando com o desligamento do trabalhador, que é aplicado para aqueles 
que foram admitidos normalmente, cumpriram seu contrato de trabalho – inclusive com 
remuneração – e serão demitidos pelo empregador. O usuário poderá consultar o item S-2299 
- Desligamento deste Manual para mais informações.
Após compreendermos sobre o cadastramento, vamos saber agora como são registrados os 
pagamentos e recebimentos.
e) Folha/Recebimentos e Pagamentos
Vale lembrar que, de acordo com a implementação progressiva do eSocial, os eventos periódicos 
estarão disponíveis até outubro/2018 apenas para empresas da 1ª etapa, conforme a Resolução 
02/2017, do Comitê Diretivo do eSocial (com atualizações até 12/7/2018). As empresas da 2ª 
etapa poderão transmitir eventos periódicos a partir de novembro de 2018. 
Fonte: Manual de Orientação do eSocial para empregador doméstico
O empregador deve detalhar a remuneração, como salário mensal, hora extra, adicional 
noturno e a data de pagamento. Mensalmente, o empregador deve acessar e elaborar a folha 
de pagamento. Todos os tributos relacionados à folha de pagamento devem ser recolhidos em 
uma guia, conforme a lei complementar nº 150/2015, os quais serão recolhidos, no Documento 
de Arrecadação do eSocial – DAE, de acordo com as seguintes responsabilidades:
48
Fonte: Manual de Orientação do eSocial para empregador doméstico (2018).
Quando o empregado está na folha de pagamento, mas se encontra afastado, como é possível 
registrar essa situação? É possível por meio do registro do seu afastamento, conforme veremos 
a seguir.
f) Afastamentos
Os registros de afastamentos são eventos que informam os afastamentos temporários dos 
trabalhadores, por quaisquer dos motivos elencados na Tabela 18 – “Motivos de Afastamento”, 
Presentes no Manual de Orientações do eSocial, bem como eventuais alterações e prorrogações. 
Caso o empregado/servidor possua mais de um vínculo, é necessário o envio do evento para 
cada um deles. 
Fonte: Manual de Orientação do eSocial para empregador doméstico
No menu “Trabalhador”, deverá ser acessada a funcionalidade de afastamento para fins de 
registro de: afastamentos temporários, retorno de afastamento, alteração e exclusão de 
49
afastamento, acidentes e doença de trabalho e férias.
Os prazos para o evento de afastamento temporário devem ser informados nos seguintes 
momentos: 
a) Afastamento temporário ocasionado por acidente de trabalho ou doença decorrente 
do trabalho, com duração não superior a 15 (quinze) dias, deve ser enviado até o dia 7 
(sete) do mês subsequente ao da sua ocorrência. 
b) Afastamento temporário ocasionado por acidente de qualquer natureza ou doença 
não relacionada ao trabalho, com duração entre 3 (três) e 15 (quinze) dias, deve ser 
enviado até o dia 7 (sete) do mês subsequente da sua ocorrência. 
c) Afastamento temporário ocasionado por acidente de trabalho, acidente de qualquer 
natureza ou doença com duração superior a 15 (quinze) dias deve ser enviado até o 16º 
dia ao da sua ocorrência, caso não tenham transcorrido os prazos previstos nas alíneas 
“a” e “b”. 
d) Afastamentos temporários ocasionados pelo mesmo acidente ou doença, que 
ocorrerem dentro do prazo de 60 (sessenta) dias e totalizar, na somatória dos tempos, 
duração superior a 15 (quinze) dias, independentemente da duração individual de cada 
afastamento, devem ser enviados, isoladamente, até o 16º dia do afastamento caso não 
tenham transcorrido os prazos previstos nas alíneas “a”, “b” e “c”.
e) Demais afastamentos devem ser enviados até o dia 7 (sete) do mês subsequente ao da 
sua ocorrência ou até o envio dos eventos mensais de remuneração a que se relacionem. 
f) Alteração e término de afastamento devem ser enviados até o dia 07 (sete) do mês 
subsequente ao da competência em que ocorreu a alteração ou até o envio do evento 
“S1299 – Fechamento dos Eventos Periódicos”, o que ocorrer primeiro. 
g) Para servidores de regime jurídico estatutário vinculados ao RPPS, deverão ser 
observados os prazos previstos na legislação específica. 
h) Quando se tratar de trabalhador avulso afastado pelo código 34 da Tabela 18 
(Inatividade do trabalhador avulso (portuário ou não portuário) por período superior 
a 90 dias), o evento deve ser enviado a partir do 91º dia de inatividade.
Como registrar um Comunicado de Acidente de Trabalho - CAT? Veja as orientações a seguir.
g) Comunicação de Acidente de Trabalho - CAT
Acidente de trabalho é o que ocorre em função do trabalho a serviço de empregador, causando 
lesão corporal ou perturbação, que cause a morte ou a perda ou redução, permanente ou 
temporária, da capacidade para trabalhar.
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LEMBRE-SE
A empresa deve comunicar o acidente do trabalho à Previdência Social 
até o primeiro dia útil seguinte ao da ocorrência e, em caso de morte, é 
preciso comunicar imediatamente à autoridade competente, sob pena de 
multa aplicada e cobrada pela Previdência Social. (artigo 22, da lei nº 
8.213/91).
h) Aviso-prévio
O registro desse evento somente ocorrerá após ser comunicado ao empregado o seu 
desligamento. Quando ocorrer o comunicado de demissão em sua empresa, siga as orientações 
a seguir.
Esse evento será disponibilizado em versão futura do WEB GERAL. Caso seja necessário, o 
empregador deverá transmiti-lo por meio de sistemas próprios, via Web Service.
O eSocial disponibiliza modelo para edição e impressão de aviso-prévio. O aviso-prévio dado 
pelo empregador, a cada ano de serviço para o mesmo empregador, deve ser acrescido de 
3 (três) dias, até o máximo de 60 (sessenta) dias, considerando que o tempo total de aviso-
prévio não excedaa 90 dias (artigo 7º, parágrafo único, da Constituição Federal de 1988; e art. 
23, da lei complementar nº 150, de 2015). 
Por exemplo, se um empregado tem 1 (um) ano e 2 (dois) meses de tempo de serviço, seu 
aviso-prévio deverá ser de 33 (trinta e três) dias. No pedido de demissão, o empregado deve 
avisar ao seu empregador com antecedência mínima de 30 (trinta) dias.
i) Demissão 
Somente após o registro do aviso-prévio, é possível registrar o evento de demissão do 
empregado. Esse evento encontra-se disponível no eSocial, na tela de Gestão de Trabalhadores. 
As informações de desligamento de empregados devem ser enviadas no prazo de até 10 (dez) 
dias seguintes à data do desligamento, desde que não ultrapasse a data do envio do evento de 
Remuneração”, para o empregado a que se refere o desligamento. 
Esse evento está localizado na tela de Movimentações Trabalhistas, dentro do menu “Gestão 
de Empregados”, conforme subitem 3.1.1 Gestão de Empregados deste Manual. Para consultar 
o desligamento, o empregador deverá digitar o CPF completo do trabalhador para buscar seus 
dados. Veja o fluxograma que se segue.
51
Fonte: Manual de Orientação do eSocial para empregador doméstico
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Finalmente, o empregador deverá consultar o Manual de Orientação do eSocial (MOS) e os 
leiautes do eSocial, onde estão detalhados cada evento e a forma de inserção dos dados na 
plataforma do eSocial. 
4 Considerações Finais
Qualquer empresa, independentemente do seu porte, passou, desde julho de 2018, a ser 
obrigada a aderir ao eSocial, mesmo que essa tenha somente um único empregado. A partir 
de então, a plataforma passou a concentrar em sua base de dados todas as informações dos 
trabalhadores brasileiros no que concerne aos seus vínculos empregatícios: da contratação ao 
seu desligamento. Ainda é cedo para avaliar seus impactos, mas já é possível prever algumas 
mudanças significativas para empregadores e trabalhadores, a saber: 
• Ampliação da integração e do diálogo entre áreas e departamentos nas empresas para 
que as informações expedidas tenham qualidade, veracidade e cumpram os prazos.
• Melhorias das performances das rotinas administrativas de pessoal e saúde do 
trabalhador.
• Aumento dos custos e complexidades na gestão empresarial (custos com serviços 
técnicos profissionais).
• Desburocratização de processos: simplificação das obrigações legais para as empresas.
• Transparência com relação às informações prestadas.
• Proteção contra fraudes: com a simplificação dos instrumentos/formulários, ampliam-
se as dificuldades para a realização de fraudes.
• Melhorias nos processos de fiscalização do cumprimento das obrigações trabalhistas 
por meio do cruzamento de informações eletrônicas.
• Facilidade na recuperação dos dados e acesso às informações.
• Melhorias na qualificação dos profissionais dos departamentos de pessoal.
Finalmente, o resultado da incorporação do eSocial para as empresas já dá mostras de uma 
clara melhoria nos seus processos de governança, que inclui necessariamente revisão de 
caminhos e maior dedicação às etapas de planejamento institucional e da gestão de pessoas. O 
que se espera é que o eSocial, a longo prazo, induza à diminuição nas ocorrências de passivos 
trabalhistas, previdenciários e fiscais, bem como gere nas empresas a cultura do trabalho 
planejado, organizado e interdepartamental. 
Parabéns por ter chegado até aqui! 
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Referências
ABRÚCIO,F.L. Os avanços e os dilemas do modelo pós-burocrático: a reforma da administração 
pública à luz da experiência internacional recente. In: BRESSER PEREIRA L. C. & SPINK, P. 
K. (Orgs). Reforma do Estado e administração pública gerencial. 4. ed. Rio de Janeiro: FGV, 
2001, pp. 173-199.
CNT. Cartilha eSocial. Confederação Nacional do Transporte. Disponível em: <http://cms.
cnt.org.br/Imagens%20CNT/PDFs%20CNT/cartilha-e-social.pdf>. Acesso em: 15/8/2018.
COURA, P. Cadastro no eSocial é até julho. Disponível em: <http://www.contabeis.com.br/
noticias/37163/cadastro-no-esocial-e-ate-julho>. Acesso em junho de 2018
GOMES, Diego. Gestão simplificada. Revista CNT – Transporte Atual, Brasília, Ano XXII – 
Número 267. Fevereiro/2018
GOMES, Diego. Nova etapa do eSocial. Revista CNT – Transporte Atual, Brasília, Ano XXII 
– Número 270/ maio 2018
GOVERNO FEDERAL. Página institucional. Disponível em: <http://portal.esocial.gov.br/
manuais/mos-manual-de-orientacao-do-esocial-2-4-publicada.pdf>. Acesso em: junho de 
2018.
MARTELLO, A. eSocial vai incorporar regras da reforma trabalhista; Receita prevê alta na 
arrecadação. Disponível em: <http://g1.globo.com/tudo-sobre/esocial>. Acesso em: outubro 
de 2017.
MENDONÇA, E. Os benefícios do eSocial para empresas e trabalhadores. Disponível em: 
<https://inforchannel.com.br/2018/06/01/os-beneficios-do-esocial-para-empresas-e-
trabalhadores/>. Acesso em: junho de 2018.
MINISTÉRIO DA FAZENDA. Página institucional. Disponível em: <http://www.fazenda.gov.
br/noticias/2017/novembro/esocial-sera-implantado-em-cinco-fases-a-partir-de-janeiro-
de-2018>. Acesso em: junho de 2018.
MOS - Manual de Orientações do eSocial 2.4. 2018. Disponível em: <http://portal.esocial.gov.
br/manuais>. Acesso em: 18 agosto de 2018.
REDATOR. eSocial na Medicina e Segurança do Trabalho: o que muda? Disponível em: 
<https://blog.fortestecnologia.com.br/esocial-alerta-na-apuracao-do-cartao-do-ponto-
eletronico/>. Acesso em: junho de 2018.
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	Unidade 1 - Conhecendo o eSocial 
	1 O que é o eSocial? 
	2. Para que serve o eSocial? 
	3. eSocial: um programa inovador? 
	4 Cronograma de Implantação
	Unidade 2 - Informações introdutórias: modelo operacional, CQC e pontos de atenção 
	1. O modelo operacional do eSocial
	2 Classificação das informações
	3 Identificadores: empregadores, contribuinte, órgãos públicos e empregados/trabalhadortrabalhador
	4 Trabalhadores não incluídos no Registro de Eventos de Trabalho (RET) 
	5 Consulta à Qualificação Cadastral (CQC) 
	6 Inconsistências de dados cadastrais: desafio para as empresas 
	7 Sequência de transmissão de arquivos 
	8 Funcionamento do Ambiente Nacional 
	9 Ações possíveis dentro da plataforma
	10 Modelos de documentos e leiautes 
	11 Medicina e Segurança do Trabalho no eSocial - SST
	12 Multas no eSocial
	13 Resumo em 4 passos
	14. Dúvidas
	Unidade 3 - Acesso e Uso da Plataforma eSocial
	1. Iniciando o Uso da Plataforma 
	2. Funcionalidades da plataforma
	3. Acesso
	4 Considerações Finais
	Referências

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