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Departamento de Engenharia Agrícola e Meio Ambiente FENÔMENOS DE TRANSPORTE E HIDRÁULICA III / HIDRÁULICA III Prof Antonio Henrique Monteiro F T Silva LISTA DE EXERCÍCIOS – LEIS DE CONSERVAÇÃO Aspectos importantes: � Demonstrar o passo-a-passo das equações e simplificações utilizadas; � Organização do desenvolvimento e raciocínio da questão; � Caligrafia legível; � Unidades corretas; � Contas corretas; QUESTÃO 1 a) Na figura abaixo, se a massa do volume de controle não estiver mudando, encontre a velocidade média V3. b) Considere agora que a velocidade média do problema anterior como sendo V3=10m/s. Calcule a taxa na qual a massa do volume de controle está variando. (i) Regime permanente (primeira parte); (ii) Propriedades Uniformes na seção de escoamento (quando for o caso); (iii) Escoamento sem atrito; (iv) Fluido incompressível; Parte A Regime Permanente: (1) cm/s Seção de controle 1 – Calculamos em cm3 uma vez que seria complexo transformar a unidade de V(r) já que não conhecemos as unidades dos demais coeficientes envolvidos na equação. Para tanto, usaremos o valor de ρ=1g/cm3=0,001Kg/cm3. Como a área de uma seção circular é dada por A=πr2, sabemos que dA=2 πrdr. Inserimos o sinal negativo decorrente do produto escalar para fluxo de entrada no VC. Se o cálculo fosse feito para vazão volumétrica o resultado seria Seção de controle 2 – Não há cálculos a serem feitos para esta seção. O fluxo mássico é +10kg/s (saindo do VC). Seção de controle 3 – Utilizamos a equação 1 e calculamos a vazão mássica na SC 3 a partir dos dados das outras seções. Se o cálculo fosse feito para vazão volumétrica o resultado seria Conclui-se que na seção 3 o fluxo está, na verdade para dentro do VC. A velocidade 3 é obtida sabendo-se que Q3=V3*A3, onde A3=πD 2 /4. Logo, Parte B Se a velocidade 3 fosse 10m/s=1000cm/s (saindo do volume de controle como mostra o sinal dado), teríamos variação de massa dentro do VC e, portanto, Questão 2 Água é descarregada por um estreito entalhe em um tubo de 150 mm de diâmetro. O jato resultante, horizontal e bidimensional, tem 1 m de comprimento e espessura de 15 mm, com velocidade não-uniforme. A pressão na seção de entrada é 30 kPa (manométrica). Calcule: (a) A vazão em volume na seção de entrada; (b) As forças requeridas no acoplamento para manter o tubo borrifador no lugar. Despreze as massas do tubo e da água que ele contém. (i) Regime permanente (ii) Propriedades Uniformes na seção de escoamento (iii) Escoamento sem atrito (iv) Fluido incompressível Determinando o perfil de velocidades que se estende ao longo do rasgo de comprimento L=1m e largura t=0,015m (considere um eixo imaginário x que começa no início do entalhe); (a) Determinando a vazão na seção de entrada (chamada de seção E). Regime Permanente: logo VC x Análise em separado da integral (lembrar que integral é a área sob o gráfico de uma curva f(x) ) = Área do trapézio formado pelo perfil de velocidades = Vazão por unidade de largura do rasgo por onde escoa a vazão de saída. Observe que, neste caso, como L=1: Área do trapézio de altura unitária Fazendo as contas, teremos: (entrada) Como Q=VA, temos que (velocidade positiva de acordo com o sistema de coordenadas) (b) Utilizando a equação da conservação da quantidade de movimento para regime permanente: Na direção x: Como a velocidade na saída não tem componente na direção x, a velocidade na entrada só tem componente x e como as forças de campo (pesos do tubo e água foram desconsiderados), tem-se que: e � o sinal da integral aqui vem do produto escalar � O sinal negativo da resposta indica que o sentido original de Rx foi arbitrado erroneamente; Na direção y: Como a velocidade na saída só tem componente na direção y, a velocidade na entrada não tem componente y e como as forças de campo (pesos do tubo e água foram desconsiderados), tem-se que: e � O sinal da velocidade vem do sistema de coordenadas. Ainda temos que adicionar o sinal do produto escalar que, neste caso, é positivo já que o fluxo é de saída. = � O sinal negativo da resposta indica que o sentido original de Rx foi arbitrado erroneamente; � Vetorialmente: Questão 3 Solução: Considerações (i) Regime permanente; (ii) Propriedades Uniformes na seção de escoamento de entrada; (iii) Escoamento sem atrito; (iv) Fluido incompressível; Equação da Conservação da Massa Consideramos o volume de controle neste caso acompanhando a geometria do canal. Regime Permanente: (1) Colocando os sinais correspondentes à vazão de acordo com o produto interno e simplificando a integral na seção uniforme. (2) (1) (2) Determinando o perfil de velocidades na seção (2) em função de x. Equação da Reta: V=Vmáx quando x=0 e V=Vmín quando x=h � Como V máx =2Vmín � � Na seção (2), o elemento de área, para uma largura constante w, pode ser escrito como dA=wdx. A velocidade em (1) é a velocidade uniforme U dada. Assim, a Eq. (2) toma a forma: (3) (4) (5) (6) (7) Como A1=hw: (8) Simplificando os termos comuns: (9) (10) Questão 4 Solução: Como o problema solicita a taxa de variação de massa, utilizaremos uma abordagem de regime transiente. (1) (2) Considerando-se que o escoamento é incompressível (ρ=cte) e inserindo os sinais corretos dos produtos internos. Como e como, pela equação da continuidade Q=VA, temos Convertendo gpm (=gal/min) em gal/s e lembrando que 1ft3=7,48gal Questão 5 Considerações: i) Regime Permanente ii) Ausência de atrito iii) Propriedades Uniformes nas seções de escoamento iv) Fluido incompressível v) Utilização das pressões manométricas Como se trata de uma Equação Vetorial, faremos a resolução tanto na direção X quanto na Y. É importante verificar a forma dos vetores velocidade nas duas seções sob análise: e A aplicação da conservação da massa nos fornece o valor da velocidade de saída uma vez que, na versão simplificada: ou seja Assim, o vetor velocidade na seção 2 toma a forma É fácil perceber que a velocidade em 1 pode ser determinada por Q=VA aplicado na seção 1. Aplicando a equação da conservação da quantidade de movimento em x, em regime permanente, temos: Verificando os sinais dos produtos internos e abrindo os termos de fluxo através da SC Aplicando a equação da conservação da quantidade de movimento em y, em regime permanente, temos: Verificando os sinais dos produtos internos e abrindo os termos de fluxo através da SC VETORIALMENTE: