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Prof. Ms. Fernando Gonçalves Rodrigues Prótese I – Curso de Odontologia Faculdade Leão Sampaio • define "como um aparelho destinado à fixação dos modelos, que registra as relações maxilo-mandibulares e reproduz os movimentos mandibulares de interesse protético". TAMAKI (1983) • o articular é, basicamente, o aparelho que representa a parte correspondente à metade da cabeça humana, na sua porção inferior, onde ocorrem os movimentos mandibulares, permitindo ao profissional observar toda essa movimentação sem a presença do paciente. MAINIERI (1984) • afirma que o articular é um engenho mecânico, utilizado para elaborar os aparelhos protéticos em harmonia com a fisiologia muscular, com a anatomia e funções das ATMs, e ainda são utilizados para diagnóstico e planejamento de um caso clínico. CAMPOS ORTEGA (1987) • Acredita-se que o Articulador teve início com Pfaff, em 1756, quando descreveu a montagem de modelos relacionados entre si, com o auxílio de gesso (MITCHELL & WILKIE, 1978). • Garriot, em 1805 desenvolveu um aparelho que consistia de dois ramos metálicos nos quais os modelos podiam ser adaptados. • Esse, provavelmente, foi o primeiro articulador mecânico que possibilitava movimento de abertura e fechamento. • Gysi (1910), inicia a SEGUNDA FASE DA EVOLUÇÃO DOS ARTICULADORES, lançando um articulador que chamou de "Adaptável". • O articulador de Gysi incluía todas as variações mecânicas conhecidas na sua época. Introduziu o “pino guia incisal” e a plataforma desse pino Nesta SEGUNDA FASE da construção dos articuladores, era possível duplicar mecanicamente alguns aspectos fisiológicos da ATM. Outros componentes dos movimentos mandibulares, de difícil reprodução, foram introduzidos anos mais tarde (GILLIS, 1926; HALL, 1930; BOUCHER, 1970; TAMAKI, 1983). Em 1926 é fundada, nos Estados Unidos, a Sociedade Gnatológica da Califórnia, por McCollum, Stuart e Stallard, que objetivava o estudo da fisiologia do mecanismo mastigador e o desenvolvimento de recursos práticos para registrar os movimentos mandibulares. 1. Articuladores Não Ajustáveis – ANA 2. Articuladores Totalmente Ajustáveis – ATA 3. Articuladores Semi-ajustáveis – ASA • Arcon – esferas condilares no ramo inferior • Não-Arcon – esferas condilares no ramo superior • Tipo charneira • Oclusor • Duas pontas • Pouca capacidade em reproduzir movimentos e condições da boca vantagens • Baixo custo • Simples manuseio desvantagens • Simples movimento de abertura e fechamento em torno de um eixo • Articulações (“ATM”) Muito próximas do plano oclusal • Ligeiramente acima do plano de oclusão • Arcos de movimentos diferentes • Em geral, tem a desvantagem da não lateralidade • Um outro tipo são os verticuladores, estes só realizam movimentos verticais, utilizados para reposições unitárias posteriores (ver site Bioart) • Baseado nos conceitos da gnatologia • Considera fundamental a reprodução de todos os movimentos para a confecção de próteses • Mecanismo condilar ajustável nos 3 planos • Bennett, dist. Intercondilar e mesas incisais ajustaveis • Conseguem reproduzir todos os chamados determinantes da morfologia oclusal • Dificuldade de manuseio • Alto custo dos aparelhos • Permitem valores médios preestabelecidos para: • Guia condiliana - 30o • Ângulo de Bennett – 15o • Pode ser individualizado • É o instrumento de eleição • Ângulo de Bennett é o ângulo formado pela trajetória de avanço do côndilo do lado de balanceio com o plano sagital, durante o movimento excursivo lateral mandibular, visto no plano horizontal, • Tem em média 15 graus. Durante esse desloca- mento, o côndilo se movimenta para frente, para baixo e para dentro. Movimento do Côndilo de Balanceio Plano Sagital Ângulo Formado Em Média 15º Equivale ao ângulo de Fisher É dado pelo movimento anterior do côndilo de balanceio, durante o movimento de lateralidade • Pode-se alcançar alto grau de acuidade • Reprodução satisfatória dos movimentos • Relações dentais bem estabelecidas Arcon – imitam as relações anatômicas com os côndilos no ramo inferior Não-Arcon – côndilos no ramo superior • Fixação da haste incisal • Fixação da placa de montagem superior • Caixa glenóide • Aletas para ângulo de Bennett • Encaixe para mesa incisal • Placa de montagem inferior • Esferas condilares na posições S M L • Importante acessório para montagem do modelo superior. • Distância intercondilar • Articula com o garfo de mordida • Estabiliza o arco • Terceiro ponto de referência entre o plano de oclusão e o eixo de rotação dos côndilos Ângulo de Lateralidade - Benett Inclinação da guia condiliana Aqui o objetivo é medir a distância intercondilar • Inicia-se pela montagem do modelo superior. • O posicionamento do modelo pode ser feito de dois modos • Transferência com uso do arco facial • Uso da mesa de Camper Com uso do Arco Facial Ou da Mesa da Camper Com arco facial • Distância do plano oclusal à articulação é transferida ao articulador; • Inclinação do plano oclusal é medida no paciente e transferida ao articulador Com mesa de Camper • Fácil manuseio • Distâncias e inclinações próximas da média da população. Arco Facial Mesa de Camper Garfo para desdentado e chave para ajuste Prende-se ao plano superior • Na montagem com uso do Arco Facial os planos de orientação em cera, podem estar unidos por grampos • Abertura de canaletas no plano de cera superior. • Isolamento das canaletas com vaselina • Aplicação de material de moldagem no plano de cera inferior marcações no elastômero Articulação em RC Conferir se há espaço para o gesso Verificar as linhas de orientação da mesa Fixação do modelo superior Inversão do Articulador Observar fixação entre os modelos Fixação do modelo inferior • Com os planos de orientação preparados e articulados • Pode-se utilizar pasta zinco enólica ou elastômero para marcar a articulação. • Pode-se utilizar grampos para papel na fixação dos planos • Ajustes do articulador • Medir com o auxilio do arco a distância intercondilar aproximada e alterar a distância entre os côndilo no articulador • Ângulo de Benett 15º • Ângulo da Superfície articular 30º • Colocação garfo para desdentado no plano de cera superior • Coloca-se no paciente o conjunto plano de cera superior e garfo. • Instala-se o Arco Facial. Aperta-se o parafuso central e os dois parafusos laterais (acompanhar o plano de Frankfurt) • Estabelecer a fixação do arco com relator Nasio • Fixar o garfo no arco facial • Afrouxar os 3 parafusos do arco e removê-lo do paciente. • Remover o relator Nasio • Fixar o orifícios das olivas do arco no pinos do ramo superior do articulador • Reapertar os 3 parafusos do arco • Apoiar o ramo superior do articulador e a extremidade do garfo onde se encontra o modelo de gesso • Fixar o modelo de gesso a base de fixação para modelo superior • Remove-se o arco • Instala-se o pino incisal • Inverte-se o articulador • Posiciona-se o modelo inferior sobre o superior e prende um ao outro • Fixa-se o modelo inferior à base de fixação do articulador