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UNIVERSIDADE VEIGA DE ALMEIDA (UVA) 
CURSO: GESTÃO FINANCEIRA 
DISCIPLINA: GESTÃO FINANCEIRA 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 YAGO DE OLIVEIRA LINS 
 MATRÍCULA: 1260210986 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
WACC E O GRAU DE ALAVANCAGEM FINANCEIRA 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
RIO DE JANEIRO 
2026 
1 
 
1 WACC E O GRAU DE ALAVANCAGEM FINANCEIRA 
 
1.1 Conceito e aplicabilidade do CMPC (WACC) 
 
O Custo Médio Ponderado de Capital (CMPC), ou Weighted Average Cost of Capital 
(WACC), representa o custo médio das fontes de financiamento de uma empresa, 
ponderado pela participação de cada uma no capital total (MATIAS, 2017; 
PADOVEZE, 2016). Na gestão financeira, esse indicador auxilia na avaliação de 
projetos de investimento, podendo servir como taxa de desconto no cálculo do 
Valor Presente Líquido (VPL), desde que compatível com o risco do projeto. 
Também contribui para a análise das decisões de financiamento e da estrutura de 
capital. A fórmula utilizada é: CMPC = (E/V × Re) + [D/V × Rd × (1-Tc)] Em que 
E representa o capital próprio; D, o capital de terceiros; V, o capital total (E + D); 
Re, o custo do capital próprio; Rd, o custo do capital de terceiros; e Tc, a alíquota 
tributária considerada no benefício fiscal da dívida. Para esta atividade, adotou-se 
Tc = 34% como premissa de cálculo, aplicando-se o fator 0,66 a todas as 
estruturas. Essa escolha toma como referência a combinação convencional de 
IRPJ e CSLL em determinados contextos empresariais brasileiros: 15% de IRPJ, 
adicional de até 10% quando aplicável e 9% de CSLL. Como o enunciado não 
especifica a alíquota e o material didático não determina um percentual para este 
exercício, adotou-se essa premissa uniformemente para padronizar a 
comparação. A alíquota efetiva pode variar conforme o enquadramento e as 
condições tributárias da empresa (BRASIL, s.d.). 
 
1.2 Memória de cálculo do CMPC 
 
O capital total de cada estrutura é de R$ 1.000.000,00. Os pesos do capital 
próprio e de terceiros foram calculados dividindo cada montante pelo capital total. 
• Estrutura 1: (0,90 × 12%) + (0,10 × 13% × 0,66) = 11,66%. 
• Estrutura 2: (0,80 × 15%) + (0,20 × 17% × 0,66) = 14,24%. 
• Estrutura 3: (0,70 × 18%) + (0,30 × 16% × 0,66) = 15,77%. 
• Estrutura 4: (0,60 × 10%) + (0,40 × 18% × 0,66) = 10,75%. 
• Estrutura 5: (0,50 × 11%) + (0,50 × 22% × 0,66) = 12,76%. 
• Estrutura 6: (0,40 × 15%) + (0,60 × 21% × 0,66) = 14,32%. 
• Estrutura 7: (0,30 × 35%) + (0,70 × 25% × 0,66) = 22,05%. 
• Estrutura 8: (0,35 × 12,50%) + (0,65 × 13,85% × 0,66) = 10,32%. 
• Estrutura 9: (0,50 × 16%) + (0,50 × 15% × 0,66) = 12,95%. 
• Estrutura 10: (0,40 × 23%) + (0,60 × 18% × 0,66) = 16,33%.
2 
 
1.2.1 Tabela consolidada dos resultados 
 
Estrutura D/V E/V Rd Re CMPC 
1 10% 90% 13,00% 12,00% 11,66% 
2 20% 80% 17,00% 15,00% 14,24% 
3 30% 70% 16,00% 18,00% 15,77% 
4 40% 60% 18,00% 10,00% 10,75% 
5 50% 50% 22,00% 11,00% 12,76% 
6 60% 40% 21,00% 15,00% 14,32% 
7 70% 30% 25,00% 35,00% 22,05% 
8 65% 35% 13,85% 12,50% 10,32% 
9 50% 50% 15,00% 16,00% 12,95% 
10 60% 40% 18,00% 23,00% 16,33% 
 
Nota: os resultados foram calculados considerando Tc = 34% como premissa 
uniforme para as dez estruturas de capital. 
 
1.3 Parecer técnico: alavancagem e endividamento 
 
A comparação demonstra que a participação do capital de terceiros, 
isoladamente, não determina o CMPC. A Estrutura 7 apresenta o maior 
endividamento relativo (70%) e o maior CMPC (22,05%), resultado associado aos 
elevados custos do capital de terceiros (25%) e do capital próprio (35%). Essa 
combinação indica maior custo de financiamento e exposição ao risco financeiro. 
Entretanto, sem dados sobre a rentabilidade operacional, não é possível afirmar que 
a empresa esteja destruindo valor. A Estrutura 8 apresenta o menor CMPC da 
amostra (10,32%), mesmo com 65% de capital de terceiros, devido à combinação 
dos custos relativamente baixos da dívida (13,85%) e do capital próprio (12,50%), 
considerando o benefício fiscal adotado. A Estrutura 4 também se destaca, com 
CMPC de 10,75%, favorecido pelo custo do capital próprio de 10%. Já a 
Estrutura 1 apresenta o menor endividamento relativo (10%), mas CMPC 
3 
 
superior ao das Estruturas 4 e 8. Conclui-se que o capital de terceiros pode 
contribuir para reduzir o CMPC quando seu custo efetivo é favorável e o 
benefício fiscal é aplicável. Contudo, o aumento do endividamento amplia as 
obrigações financeiras e pode elevar o risco de inadimplência. Assim, a estrutura 
de capital deve equilibrar custos de financiamento, capacidade de pagamento e 
riscos. Embora a Estrutura 8 apresente o menor CMPC entre as analisadas, não 
é possível afirmar que seja a estrutura ótima sem informações adicionais sobre 
rentabilidade, fluxo de caixa e risco financeiro. 
 
REFERÊNCIAS 
 
BRASIL. Receita Federal do Brasil. Contribuição Social sobre o Lucro Líquido 
(CSLL). Disponível em: https://www.gov.br/receitafederal/pt-
br/assuntos/orientacao-tributaria/tribu tos/CSLL. Acesso em: 29 out. 2026. 
 
BRASIL. Receita Federal do Brasil. IRPJ (Imposto sobre a renda das pessoas 
jurídicas). Disponível em: https://www.gov.br/receitafederal/pt 
-br/assuntos/orientacao-tributaria/tributos/IRPJ. Acesso em: 29 out. 2026. 
 
MATIAS, Alberto Borges. Análise financeira de empresas. Barueri, SP: Manole, 
2017. 
 
PADOVEZE, Clóvis Luís. Administração financeira: uma abordagem global. 
São Paulo: Saraiva, 2016. 
https://www.gov.br/receitafederal/pt-br/assuntos/orientacao-tributaria/tributos/CSLL
https://www.gov.br/receitafederal/pt-br/assuntos/orientacao-tributaria/tributos/CSLL
https://www.gov.br/receitafederal/pt

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