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EXERCÍCIOS Material de apoio - Cadernão TEORIA GERAL DO PROCESSO CIVIL (4ª Edição | 2025.2) Prof. Rafael Albuquerque (@prof.rafael.albuquerque) Página 98 Material de apoio - Cadernão TEORIA GERAL DO PROCESSO CIVIL (4ª Edição | 2025.2) Prof. Rafael Albuquerque (@prof.rafael.albuquerque) Página 99 EXERCÍCIO DE FIXAÇÃO – MARC [1] (QUESTÃO ENADE – ADAPTADA) Analise o gráfico abaixo: Disponível em: Lei nº. 13.140, de 26 de junho de 2015: Art. 1o : Esta Lei dispõe sobre a mediação como meio de solução de controvérsias entre particulares e sobre a autocomposição de conflitos no âmbito da administração pública. Parágrafo único. Considera-se mediação a atividade técnica exercida por terceiro imparcial sem poder decisório, que, escolhido ou aceito pelas partes, as auxilia e estimula a identificar ou desenvolver soluções consensuais para a controvérsia. Art. 46. A mediação poderá ser feita pela internet ou por outro meio de comunicação que permita a transação à distância, desde que as partes estejam de acordo QUESTÃO) A partir das informações presentes no gráfico e considerando o disposto na Lei nº. 13.140/2015, julgue as assertivas abaixo em VERDADEIRA ou FALSA, justificando a sua escolha, seja ela qual for: a) O crescimento do estoque de processos pendentes no Poder Judiciário decorre de sua constante queda de produtividade. b) A elevação anual de casos novos no sistema judicial brasileiro é uma das justificativas a meios alternativos de solução de controvérsias, a exemplo do previsto na referida lei. c) O parágrafo único do art. 1º dessa lei inclui no conceito de mediação a atividade de julgamento realizada por juízes de primeira instância. d) Os particulares que desejarem recorrer à mediação para resolução de conflitos referentes a direito patrimonial disponível poderão fazê-lo por meio de aplicativos de telefone celular, fórum digital ou rede social. Material de apoio - Cadernão TEORIA GERAL DO PROCESSO CIVIL (4ª Edição | 2025.2) Prof. Rafael Albuquerque (@prof.rafael.albuquerque) Página 100 EXERCÍCIO DE FIXAÇÃO – PRINCÍPIOS [1] Júlio ingressa com ação de cobrança em desfavor de Brenda, requerendo em sua petição inicial o bloqueio de ativos financeiros nas contas bancárias da ré, tendo em vista os fortes indícios de que a mesma está praticando atos visando frustrar uma futura execução. O juiz, antes mesmo de determinar a citação de Brenda, defere a tutela provisória e determina o bloqueio pretendido. Com relação à decisão do juiz, é correto afirmar: a) Foi uma decisão errada, pois a legislação veda o proferimento de uma decisão contra uma das partes sem que ela seja previamente ouvida. b) Foi uma decisão errada, pois deve ser assegurada às partes paridade de tratamento em relação ao exercício de direitos e faculdades processuais. c) Foi uma decisão correta, pois a legislação permite a concessão de tutela provisória de urgência antes mesmo da oitiva da parte contrária. d) Foi uma decisão correta, pois a legislação admite, como regra geral, o proferimento de uma decisão contra uma das partes sem que ela seja previamente ouvida. O art. 321 do CPC reza que “o juiz, ao verificar que a petição inicial não preenche os requisitos dos arts. 319 e 320 do CPC ou que apresente defeitos e irregularidades capazes de dificultar o julgamento do mérito, determinará que o autor, no prazo de 15 (quinze) dias, a emende ou a complete, indicando com precisão o que deve ser corrigido ou completado”. Deste dispositivo, podemos invocar a consagração dos seguintes princípios: a) boa-fé e inafastabilidade jurisdicional b) primazia do mérito e cooperação c) inércia e fundamentação d) paridade de tratamento e duração razoável Carlos se deparou com uma decisão judicial desfavorável ao seu cliente, e explicou a este que irá recorrer, pois a decisão deixou de se manifestar sobre alguns argumentos deduzidos no processo e que seriam capazes de, em tese, informar a conclusão adotada pelo julgador. Sobre a pretensão de Carlos, assinale a alternativa correta: a) Carlos tem razão em seu argumento, tendo a decisão violado os princípios da fundamentação e do contraditório. b) Carlos não tem razão em seu argumento, pois o juiz não está obrigado a se manifestar sobre todos os argumentos deduzidos no processo. c) Carlos tem razão em seu argumento, tendo a decisão violado o princípio da inércia e da cooperação. d) Carlos não tem razão em seu argumento, pois cabia ao mesmo necessariamente resolver a questão através da autocomposição. 04) Miroslvado ingressou com ação judicial em desfavor da empresa XYZ. Todas as tentativas de conciliação na fase inicial do processo foram infrutíferas. O juízo proferiu sentença, condenando a empresa ao pagamento de R$ 15.000,00. Dois dias após a publicação da decisão, os advogados da empresa entraram em contato com os advogados de Mirosvaldo, propondo acordo para o pagamento da quantia de R$ 10.000,00, à vista. Sobre a situação relatada, é correto afirmar: Material de apoio - Cadernão TEORIA GERAL DO PROCESSO CIVIL (4ª Edição | 2025.2) Prof. Rafael Albuquerque (@prof.rafael.albuquerque) Página 101 a) Caso seja de interesse de Mirosvaldo, a proposta de acordo pode ser aceita, cabendo às partes informar o juízo, para fins de homologação. b) Não se admite mais a autocomposição no feito, tendo em vista já ter sido proferida sentença. c) O caso não comporta a tentativa de acordo formulada pelos advogados da empresa, tendo em vista já ter ocorrido a judicialização da questão. d) Mirosvaldo não é obrigado a aceitar o acordo proposto, mas deve ser advertido que, se a empresa não pagar a condenação, não terá como ser executada, pois se trata de uma sentença arbitral. 05) Dentre os princípios constitucionais processuais, o contraditório é um dos que merece especial atenção dos operadores do direito. Sobre este princípio, é correto afirmar: a) O juiz não pode decidir, em grau algum de jurisdição, com base em fundamento a respeito do qual não se tenha dado às partes oportunidade de se manifestar, salvo se tratar de matéria sobre a qual deva decidir de ofício; b) O juiz não pode decidir, em grau algum de jurisdição, com base em fundamento a respeito do qual não se tenha dado às partes oportunidade de se manifestar, ainda que se trate de matéria sobre a qual deva decidir de ofício, devendo, também nesta situação, oportunizar a manifestação das partes; c) Não é autorizado ao juiz conceder tutela provisória de urgência em desfavor de uma parte antes desta ser previamente ouvida. d) Em nenhuma hipótese se proferirá decisão contra uma das partes sem que ela seja previamente ouvida. 06) Mário ingressou com ação judicial, objetivando a retirada do seu nome dos órgãos de proteção ao crédito, alegando que a inclusão foi indevida. Devido a urgência para obter um financiamento, requer a concessão da tutela provisória liminarmente, ou seja, antes mesmo da oitiva do réu. O juiz, convencido dos requisitos para concessão da medida liminar, a defere. Pode-se dizer que concessão desta tutela provisória antes mesmo da citação do réu, está sustentada na observância ao seguinte princípio a) Contraditório b) Inafastabilidade da jurisdição c) Isonomia d) Vedação à decisão surpresa Material de apoio - Cadernão TEORIA GERAL DO PROCESSO CIVIL (4ª Edição | 2025.2) Prof. Rafael Albuquerque (@prof.rafael.albuquerque) Página 102 EXERCÍCIO DE FIXAÇÃO – PRINCÍPIOS [2] 01) Assinale a alternativa que corresponde à definição do princípio da efetividade do processo. a) Todos os sujeitos do processo devem cooperar entre si para que se obtenha, em tempo razoável, decisão de mérito justa e efetiva. b) Ao aplicar o ordenamento jurídico, o juiz atenderá aos fins sociais e às exigências do bem comum, resguardando e promovendo a dignidade da pessoa humana e observando a proporcionalidade, a razoabilidade, a legalidade, a publicidade e a eficiência. c) As partes têm o direito de obter em prazo razoável a solução integral do mérito, incluída a atividade satisfativa. d)Não se proferirá decisão contra uma das partes sem que ela seja previamente ouvida. e) Todos os julgamentos dos órgãos do Poder Judiciário serão públicos, e fundamentadas todas as decisões, sob pena de nulidade. 02) Nos termos do artigo 4º do Código de Processo Civil, as partes têm o direito de obter em prazo razoável a solução integral do mérito, incluída a atividade satisfativa. Considerando que o processo civil deve ser interpretado conforme os valores e as normas fundamentais estabelecidos na Constituição da República Federativa do Brasil, é correto afirmar que referido dispositivo consagra os seguintes princípios: a) cooperação processual, proporcionalidade razoabilidade e eficiência. b) boa-fé objetiva processual, isonomia material e impulso oficial. c) contraditório comparticipativo, impulso oficial e legalidade. d) razoável duração do processo, primazia das decisões de mérito e efetividade. e) inafastabilidade da jurisdição e estimulo a resolução consensual de conflitos. 03) Considere a seguinte assertiva: “O juiz não pode decidir, em grau algum de jurisdição, com base em fundamento a respeito do qual não se tenha dado às partes oportunidade de se manifestar, salvo quando se trate de matéria sobre a qual deva decidir de ofício”. Nos termos do Código de Processo Civil, a assertiva é: a) FALSA, pois abrange apenas o primeiro grau de jurisdição. b) VERDADEIRA, correspondendo a uma norma positivada no ordenamento jurídico brasileiro. c) FALSA, pois a regra é aplicável ainda que se trate de matéria sobre a qual o juiz deva decidir de ofício. d) FALSA, pois o juiz pode, em regra, decidir com base em fundamentos legais, ainda que sem ouvir as partes. 04) Considere a seguinte assertiva: “A conciliação, a mediação e outros métodos de solução consensual de conflitos deverão ser estimulados por juízes, advogados, defensores públicos e membros do Ministério Público, inclusive no curso do processo judicial”. Nos termos do Código de Processo Civil, a assertiva é: a) FALSA, pois a conciliação não pode ser estimulada no curso do processo judicial. b) FALSA, pois o princípio da neutralidade impede que o juiz estimule a solução consensual de conflitos. c) VERDADEIRA, correspondendo a um dispositivo legal vigente no ordenamento jurídico brasileiro. Material de apoio - Cadernão TEORIA GERAL DO PROCESSO CIVIL (4ª Edição | 2025.2) Prof. Rafael Albuquerque (@prof.rafael.albuquerque) Página 103 d) VERDADEIRA, correspondendo a uma norma não positivada no ordenamento jurídico brasileiro. 05) Segundo o vigente Código de Processo Civil, o juiz proferirá as sentenças no prazo de 30 (trinta) dias, bem como poderá, nas causas que dispensem a fase instrutória, e independentemente de citação do réu, julgar liminarmente improcedente o pedido, se verificar, desde logo, a ocorrência de prescrição ou decadência. Trata-se de regras processuais que encerram a aplicação do princípio constitucional do(a): a) livre acesso à justiça; b) juiz natural; c) isonomia; d) ampla defesa; e) duração razoável do processo. 06) O princípio da segurança jurídica tem por escopo dar maior estabilidade às situações jurídicas. Nesse sentido, assinale a alternativa que contempla o instituto jurídico relacionado diretamente a esse princípio. a) Dignidade humana. b) Habeas corpus. c) Sigilo da correspondência. d) Direito de greve. e) Coisa julgada. 07) “O Art. 5, XXXV, da Constituição Federal, proíbe a lei de excluir da apreciação do Poder Judiciário lesão ou ameaça a direito. Esse dispositivo garante a todos o acesso à justiça para postular e defender os seus interesses, por meio de tutela específica. O acesso à justiça é garantido pelo exercício do direito de ação, que permite ao interessado deduzir suas pretensões em juízo, para que sobre elas seja emitido um pronunciamento judicial”. A qual dos princípios gerais do processo civil está relacionado o trecho textual acima? a) Da imparcialidade do juiz. b) Da publicidade dos atos processuais. c) Da inafastabilidade do controle jurisdicional. d) Do duplo grau de jurisdição. e) Da ampla defesa contra atos processuais. 08) Assinale a alternativa correta acerca das normas fundamentais do processo civil, de acordo com o Código de Processo Civil de 2015: a) A atividade satisfativa da tutela jurisdicional deve ser prestada com duração razoável. b) A exigência de comportamento com boa-fé, do Código de Processo Civil, aplica-se somente às partes. c) Há regra geral do Código de Processo Civil que permite que decisões sejam proferidas sem a oitiva da parte afetada. d) A cooperação processual é princípio que atinge apenas as partes, no Código de Processo Civil. e) A solução consensual dos conflitos é incentivada somente em momentos pré-processuais. Material de apoio - Cadernão TEORIA GERAL DO PROCESSO CIVIL (4ª Edição | 2025.2) Prof. Rafael Albuquerque (@prof.rafael.albuquerque) Página 104 ESTUDO DE CASO – A JUÍZA BUZZ LIGHTYEAR Leia a portaria abaixo, expedida por magistrada do Tribunal de Justiça de Minas Gerais e, em seguida, responda as perguntas apresentadas, todas tendo como fundamento legal, dentre outras legislações pertinentes, o Novo Código de Processo Civil (Lei nº. 13.105/2015): a) Ao determinar que na comarca de Santo Antônio do Monte/MG, “não serão protocoladas execuções extrajudiciais e ações de conhecimento cujos valores sejam inferiores a um salário mínimo”, que princípio processual de cunho constitucional resta violado? Justifique a sua resposta, explicando o princípio apontado e fundamentando a sua resposta não apenas com dispositivos da Constituição Federal, mas também do CPC/15. Material de apoio - Cadernão TEORIA GERAL DO PROCESSO CIVIL (4ª Edição | 2025.2) Prof. Rafael Albuquerque (@prof.rafael.albuquerque) Página 105 ESTUDO DE CASO – IDENTIFICANDO O JUÍZO COMPETENTE Levando em consideração as regras estabelecidas no Novo Código de Processo Civil (Lei nº. 13.105/15) e em legislações extravagantes (quando for o caso), identifique qual o foro competente (critério territorial) para a propositura da ação cabível, em cada uma das situações relatadas abaixo. a) Carlos e Joana foram casados por 30 (trinta) anos, sob o regime da comunhão parcial de bens. Residiam na cidade de Paragominas/PA. Depois que Carlos descobriu caso extraconjugal de sua esposa, o relacionamento teve fim. Joana foi morar com sua nova paixão na cidade de Salinópolis/PA. Carlos continua na casa que era coabitada pelo casal. Carlos e Joana tiveram 02 (dois) filhos: Junior de 28 anos e Clara, de 25 anos, ambos capazes. Carlos pretende propor ação para dissolver o casamento. Esta ação deve ser proposta no foro da cidade de __________________________. Fundamento legal: ____________. b) Godofredo tem residência fixa na cidade de Belém/PA, e comprou, recentemente, um terreno localizado em Salvaterra/PA, onde pretende criar gado. Ao ser imitido na posse de seu novo imóvel, percebeu que não havia a devida demarcação de seu terreno com o de seu confinante. Buscou informações com algumas pessoas do local, e descobriu que as terras eram de propriedade de Juvenal, grande fazendeiro que reside na cidade de São Paulo/SP. Como não houve consenso entre Godofredo e Juvenal sobre os exatos limites para a demarcação das terras, pretende o primeiro entrar com a ação cabível para este fim. Esta ação deve ser proposta no foro da cidade de __________________________. Fundamento legal: ____________. c) Joãozinho é fiho de Mirla e Francisco, tendo atualmente 3 (três) anos de idade. Após separação do casal, Mirla ficou com a guarda de seu filho, residindo com o mesmo na cidade de Ananindeua/PA. Francisco mora e trabalha na cidade de Fortaleza/CE, local onde, inclusive, constituiu nova família. Acontece que, há alguns meses, Francisco não ajuda Mirla com nenhuma despesa de Joãozinho, razão pela qual Mirla procura advogado para propor ação de alimentos. Esta ação deve ser proposta no foro da cidade de __________________________. Fundamento legal: ____________. d) Miroslvado residia na cidadede Manaus/AM. Quando passava alguns dias na cidade do Rio de Janeiro/RJ a passeio, teve um infarto fulminante e faleceu. Mirosvaldo deixou alguns bens e apenas um herdeiro, seu filho maior de idade Otávio, atualmente residindo na cidade de Macapá/AP. Otávio pretende propor o competente inventário, o qual deve ser proposto no foro da cidade de __________________________. Fundamento legal: ____________. e) Carlito reside em Belém/PA e, nas férias de julho, resolveu viajar para Salinópolis/PA. Quando trafegava com seu carro no município de Castanhal, sofreu impacto violento, causado por um carro dirigido por Otávio. O acidente foi causado pois Otávio, ao dirigir, falava ao celular, de modo que não conseguiu frear seu carro após o sinal fechar, colidindo na parte traseira do automóvel de Carlito. Otávio se evadiu do local, mas Carlito anotou a placa e, após investigação, descobriu que Otávio reside no município de Curuçá/PA. Em razão dos prejuízos materiais que sofreu, Carlito pretende ingressar com ação visando a reparação dos danos. Esta ação deve ser proposta no foro da comarca de ____________________________. Fundamento legal: ______________ Material de apoio - Cadernão TEORIA GERAL DO PROCESSO CIVIL (4ª Edição | 2025.2) Prof. Rafael Albuquerque (@prof.rafael.albuquerque) Página 106 EXERCÍCIO DE FIXAÇÃO – COMPETÊNCIA [1] 01) Abílio, advogado competente, recebe duas citações de processos de seus clientes. Ao analisar as petições iniciais, bem como a distribuição dos processos, percebe que o processo A, que deveria ter sido ajuizado na Comarca de Maré de Cima, o foi na Comarca de Cipó do Mato, e que o processo B, que deveria correr em uma Vara de Família, foi distribuído para uma Vara Cível. Abílio promete aos seus clientes que irá solucionar esses problemas. De acordo com o regramento do CPC/15, assinale a opção que indica o procedimento que ele deverá adotar. A) Acrescentar uma preliminar de incompetência na contestação, em ambos os casos, sem prejuízo do juiz conhecer esta matéria de ofício nos dois casos. B) Acrescentar uma preliminar de incompetência na contestação, em ambos os casos, sem prejuízo do assunto vir a ser arguido em qualquer tempo e grau de jurisdição C) Acrescentar uma preliminar de incompetência na contestação, em ambos os casos, sob pena de ocorrer prorrogação de competência no processo A, caso não ocorra a alegação no referido momento. D) Redigir uma exceção de incompetência no processo A e acrescentar uma preliminar de incompetência na contestação no processo B. 02) Alcebíades ajuizou demanda de obrigação de fazer pelo procedimento comum, com base em cláusula contratual, no foro da comarca de Petrópolis. Citada para integrar a relação processual, a ré Benedita lembrou-se de ter ajustado contratualmente que o foro para tratar judicialmente de qualquer desavença seria o da comarca de Niterói, e comunicou o fato ao seu advogado. Sobre o procedimento a ser adotado pela defesa, segundo o caso narrado, assinale a afirmativa correta. A) A defesa poderá alegar a incompetência de foro antes da audiência de conciliação ou de mediação. B) A defesa poderá alegar a incompetência a qualquer tempo. C) A defesa só poderá alegar a incompetência de foro como preliminar da contestação, considerando tratar-se de regra de competência absoluta, sob pena de preclusão. D) A defesa tem o ônus de apresentar exceção de incompetência, em petição separada, no prazo de resposta. 03) A empresa ABC, estabelecida em São Paulo/SP, e a empresa XYZ, estabelecida em Belo Horizonte/MG, firmaram contrato de prestação de serviço, no qual foi inserida cláusula de eleição de foro, dispondo que eventual ação judicial que tivesse como fundamento o negócio jurídico deveria ser proposta no foro da comarca de Brasília/DF. Em razão de desavenças sobre a execução do serviço, a empresa ABC demandou judicialmente a empresa XYZ, distribuindo a ação no foro da comarca eleita contratualmente. O juízo da 1ª Vara Cível de Brasília/DF, todavia, ao receber a inicial e antes mesmo de determinar a citação do réu, declinou de sua competência, determinando a remessa dos autos ao juízo competente. Sobre a conduta do juiz, assinale a alternativa correta: a) A decisão do juiz foi equivocada, tendo em vista que as partes podem modificar a competência em razão do território, elegendo foro onde será proposta ação oriunda de direitos e obrigações. b) A decisão do juiz foi correta, pois não é permitido as partes procederem com a alteração das regras de competência estabelecidas na legislação processual. c) A decisão do juiz foi equivocada, na medida em que a incompetência só poderia ser conhecida caso houvesse alegação do réu, por se tratar o caso de uma incompetência absoluta. Material de apoio - Cadernão TEORIA GERAL DO PROCESSO CIVIL (4ª Edição | 2025.2) Prof. Rafael Albuquerque (@prof.rafael.albuquerque) Página 107 d) A decisão do juiz foi correta, pois o ajuizamento de ação em juízo aleatório constitui prática abusiva que justifica a declinação de competência de ofício 04) A sociedade empresária A, do ramo de confecções, firmou contrato com a sociedade empresária B, para que esta última fornecesse o tecido necessário para uma nova linha de vestuário, mediante o pagamento de R$ 10.000,00 (dez mil reais). Nesse contrato, havia uma cláusula expressa de eleição de foro, que previa a competência territorial do juízo do domicílio da sociedade A para a solução de eventual controvérsia oriunda daquele negócio jurídico. Embora tenha cumprido a obrigação que lhe competia, a sociedade B não recebeu o valor avençado. Passado 1 (um) ano contado da data do vencimento, a sociedade B, orientada por seu advogado, notificou extrajudicialmente a sociedade A, para que esta efetuasse o pagamento. O administrador da sociedade A, pedindo desculpas pelo atraso e reconhecendo o equívoco, comprometeu-se a efetuar o pagamento. Passados seis meses sem que tenha havido o pagamento prometido, a sociedade B ajuizou uma ação, no juízo do seu próprio domicílio, em face da sociedade A, cobrando o valor devido de acordo com o contrato. Com base em tais fatos e considerando que não há vulnerabilidade ou hipossuficiência técnica entre as partes envolvidas, responda, fundamentadamente: Considerando a cláusula de eleição de foro, de que maneira poderá o réu tornar eficaz a previsão nela contida? Esquema para não esquecer! ABSOLUTA RELATIVA Critérios determinantes Momento para réu alegar Pode alegar em qualquer momento? Consequência da não alegação Juiz pode conhecer de ofício? Material de apoio - Cadernão TEORIA GERAL DO PROCESSO CIVIL (4ª Edição | 2025.2) Prof. Rafael Albuquerque (@prof.rafael.albuquerque) Página 108 EXERCÍCIO DE FIXAÇÃO – COMPETÊNCIA [2] 01) Carlos e Vitória se casaram na cidade de Tabatinga (AM), onde residiram por cerca de três anos e tiveram dois filhos. Há cerca de dois anos se mudaram para Tefé (AM). Em razão de desentendimentos entre o casal, acabaram rompendo o relacionamento e, após a separação de fato, Vitória se mudou para Parintins (AM), enquanto Carlos voltou com as crianças para a sua cidade natal, Eurunepé (AM). O único imóvel do casal está situado na cidade de Manaus (AM). Caso Carlos venha a ajuizar ação de divórcio, a competência territorial neste caso será da Comarca de a) Tabatinga. b) Parintins. c) Manaus. d) Eurunepé. e) Tefé. 02) João Paulo faleceu em Atibaia (SP), vítima de um ataque cardíaco fulminante. Empresário de sucesso, domiciliado na cidade de São Paulo (SP), João Paulo possuía inúmeros bens, dentre os quais se incluem uma casa de praia em Búzios (RJ), uma fazenda em Lucas do Rio Verde (GO) e alguns veículos de luxo, atualmente estacionados em uma garagem em Salvador (BA).Neste cenário, assinale a opção que indica o foro competente para o inventário e a partilha dos bens deixados por João Paulo. a) Os foros de Búzios (RJ) e de Lucas do Rio Verde (GO), concorrentemente. b) O foro de São Paulo (SP). c) O foro de Salvador (BA). d) O foro de Atibaia(SP). 03) Allan Poe, cidadão brasileiro, em 2020, depois de um surto psicótico, tornou-se andarilho, indo e vindo sem domicílio certo. Ora estava aqui, ora acolá. Já foi visto, no mesmo mês, no estado de São Paulo e no estado do Rio Grande do Sul, às vezes caminhando, às vezes de carona nas carrocerias dos caminhões, outras vezes era visto em postos de combustíveis, pedindo carona e o que comer. Por infelicidade, no dia 23 de dezembro de 2022, o senhor Poe foi atropelado por um caminhão que desviava de buracos na rodovia, tendo sua morte amplamente divulgada, considerando que a estrada ficou interditada por horas pelo derramamento da carga. Nos noticiários nacionais, foram divulgados a foto e o nome completo do senhor Poe, o que possibilitou a sua identificação pelos filhos, que o procuravam incansavelmente, desde 2020. Sumariamente, os filhos de Allan Poe, que moram em Belo Horizonte (MG), identificaram que o pai havia deixado vários bens imóveis espalhados pelo Brasil, um de maior valor localizado em Guarapari, no estado do Espírito Santo, outros de valor menos expressivos no município de Niterói, no estado do Rio de Janeiro e, em Ilhéus, no estado da Bahia, além várias aplicações financeiras. Considerando a situação descrita, o foro competente para a abertura do inventário do Senhor Poe seria o da cidade de a) Belo Horizonte, Niterói ou Ilhéus. b) Guarapari, Niterói ou Ilhéus. c) Ilhéus, Guarapari ou Belo Horizonte. d) Guarapari, local do imóvel de maior valor. e) Belo Horizonte, domicílio dos herdeiros. 04) Distribuída petição inicial de ação de despejo a uma vara de família da comarca da capital fluminense, procedeu-se ao juízo positivo de admissibilidade da demanda, determinando-se a citação do réu. Nesse cenário, o juízo de família é: a) relativamente incompetente, devendo o réu suscitar o vício por meio de exceção de incompetência; Material de apoio - Cadernão TEORIA GERAL DO PROCESSO CIVIL (4ª Edição | 2025.2) Prof. Rafael Albuquerque (@prof.rafael.albuquerque) Página 109 b) relativamente incompetente, devendo o réu suscitar o vício com a arguição de preliminar em contestação; c) absolutamente incompetente, devendo o réu suscitar o vício por meio de exceção de incompetência; d) absolutamente incompetente, devendo o réu suscitar o vício com a arguição de preliminar em contestação; 05) Caio ajuizou em face de Tício ação de reintegração de posse do imóvel situado em área abrangida pela Comarca de Mossoró, tendo distribuído a sua petição inicial a um juízo cível da Comarca de Natal, onde ambas as partes tinham domicílio. Regularmente citado, Tício ofertou a sua contestação, na qual deduziu argumentos defensivos exclusivamente afetos à seara meritória. Somente depois da intimação de ambas as partes para que indicassem os meios de prova que pretendiam produzir, Tício, em uma petição autônoma, suscitou o vício da incompetência do foro correspondente à Comarca de Natal, requerendo o declínio da competência em favor de um dos juízos cíveis da Comarca de Mossoró. Nesse cenário, deve o juiz: a) rejeitar a alegação, já que o foro correspondente à Comarca de Natal é o competente para a causa; b) rejeitar a alegação, já que, sendo a incompetência relativa, deveria o réu tê-la suscitado como preliminar na contestação; c) rejeitar a alegação, já que a incompetência absoluta ficou configurada, mas só poderia ter sido suscitada como preliminar na contestação; d) acolher a alegação, já que a incompetência relativa ficou configurada e pode ser suscitada em qualquer tempo e grau de jurisdição; e) acolher a alegação, já que a incompetência absoluta ficou configurada e pode ser suscitada em qualquer tempo e grau de jurisdição. Proprietário de imóvel situado em Vilhena, tendo sido informado de que o mesmo fora invadido por uma pessoa, intentou ação de reintegração de posse em desfavor da mesma. A petição inicial, distribuída na Comarca de Porto Velho, onde o autor é domiciliado, recebeu juízo positivo de admissibilidade. Uma vez citado, deve o réu a) suscitar o vício da incompetência relativa, como preliminar de contestação. b) suscitar o vício da incompetência relativa, pela via da exceção. c) suscitar o vício da incompetência absoluta, como preliminar de contestação. d) suscitar o vício da incompetência absoluta, pela via da exceção. 06) (OAB Exame XXI – 2ª Fase Direito Civil) A sociedade empresária Y, de Porto Alegre, e a sociedade empresária X, com sede em Salvador e filial em São Paulo, ambas de grande porte, firmaram contrato de parceria para desenvolvimento de um programa de instalação de máquinas subterrâneas, que seguiu um modelo de instrumento contratual elaborado pela sociedade empresária X, com cláusula de eleição de foro em São Paulo, local de instalação das máquinas. Após os primeiros meses de relação contratual, contudo, as sociedades empresárias começaram a encontrar dificuldades para a realização dos serviços, de modo que a sociedade empresária X suspendeu o cumprimento de suas obrigações. Em razão disso, a sociedade empresária Y ajuizou ação de obrigação de fazer perante a Comarca de Porto Alegre. Com base em tais afirmativas, responda aos itens a seguir. A) É válida a eleição de foro constante do contrato firmado entre as sociedades empresárias Y e X? B) O juízo de Porto Alegre poderia reconhecer de ofício sua incompetência? Material de apoio - Cadernão TEORIA GERAL DO PROCESSO CIVIL (4ª Edição | 2025.2) Prof. Rafael Albuquerque (@prof.rafael.albuquerque) Página 110 EXERCÍCIO DE FIXAÇÃO – JURISDIÇÃO [1] 01) Situação-problema: Davi é juiz de direito, titular da 1ª Vara Cível da Comarca de Cidade Feliz/UF. Certo dia, recebe em seu gabinete ação judicial proposta por Júlio em desfavor da empresa de transporte aérea “Nos Ares”. Davi é autor de uma ação judicial contra a mesma empresa, na qual requer indenização em razão de atraso de voo. A partir disso, é possível responder: Qual deve ser a conduta de Davi no processo movido por Júlio contra a empresa “Nos Ares”? Fundamente 2) João e Maria são casados e possuem um filho menor de idade. Em razão de desavenças pessoais, resolvem se divorciar. Estão em consenso quanto a todos os termos do divórcio, inclusive no que pertine à guarda e pensão alimentícia devida ao filho. Procuram advogado para resolver a questão. Neste caso, é possível se afirmar que, uma vez intentada a ação, estar-se-á diante de: a) ação de jurisdição voluntária. b) ação de jurisdição contenciosa. c) ação a tramitar na justiça especializada. d) ação a tramitar na justiça arbitral. 3) Júlio é juiz titular da 3ª Vara do Trabalho da Comarca de São Paulo. Certo dia, recebe em seu gabinete uma reclamação trabalhista proposta por Eva em face da Faculdade XYZ, na qual trabalhava e, de acordo com o que alega na sua exordial, não recebeu todas as verbas rescisórias devidas. Considerando que Júlio é professor na referida faculdade, é correto afirmar: a) Trata-se de caso de impedimento, devendo Júlio remeter o processo ao seu substituto legal CPC, 144, VII b) Trata-se de caso de suspeição, devendo Júlio remeter o processo ao seu substituto legal c) Trata-se de caso de incompetência, devendo Júlio remeter o processo ao juízo competente d) Não há qualquer irregularidade na atuação de Júlio no referido processo 04) São órgãos que compõem o Poder Judiciário Brasileiro a) Supremo Tribunal Federal, Superior Tribunal de Justiça e Tribunal Marítimo. b) Tribunais Regionais Federais, Tribunais de Justiça dos Estados e câmaras arbitrais. c) Supremo Tribunal Federal, Superior Tribunal de Justiça e Tribunais Regionais Federais. d) Tribunais de Justiça dos Estados, juízes federais e advocacia geral da união 05) Compõem a justiça especializada a) Justiça Eleitoral, Justiça Trabalhista e Justiça Federal. b) Justiça Estadual e Justiça Federal. c) Justiça Militar, Justiça Eleitoral e Justiça Federal. d) Justiça Trabalhista, Justiça Eleitoral e Justiça Militar 06) O Estado democrático de direito é caracterizado pela distribuição de suas funções ou poderese pelo respeito à Constituição Federal. Sobre a função jurisdicional do Estado, assinale a alternativa INCORRETA. a) A jurisdição é atividade estatal revestida de imperatividade, e é exercida por agente imparcial. Material de apoio - Cadernão TEORIA GERAL DO PROCESSO CIVIL (4ª Edição | 2025.2) Prof. Rafael Albuquerque (@prof.rafael.albuquerque) Página 111 b) As decisões dos órgãos jurisdicionais têm aptidão para se tornarem indiscutíveis, mas são passíveis de revisão pelas demais funções estatais. c) Embora dotada de imperatividade, a jurisdição não é o único meio de solução de conflitos reconhecido pelo Estado, podendo o jurisdicionado optar por outros meios, como, por exemplo, a autocomposição. d) Pelo princípio da inércia, em regra a jurisdição deverá ser provocada. Depois de instaurada a demanda, o processo se desenvolve por impulso oficial. Vamos revisar? Assunto: Competência 07) Leia o caso abaixo e, em seguida, responda as perguntas apresentadas, levando em consideração as informações prestadas e fundamentando todas as suas respostas no Novo Código de Processo Civil (Lei nº. 13.105/2015): João (residente e domiciliado no município de Belém/PA) é procurado pelos seus amigos Márcio (residente e domiciliado em Ananindeua/PA) e Júlio (residente e domiciliado em Castanhal/PA), os quais lhe pedem emprestado a quantia de R$ 20.000,00 (vinte mil reais), sob o argumento de estarem necessitando urgentemente do dinheiro para investir num negócio que pretendem abrir. Sem a formalização de qualquer contrato escrito, João empresta a quantia, entregando-a em espécie para Márcio. Advindo a data avençada para o pagamento, João obtém a informação de seus amigos que os mesmos estão numa situação financeira complicada, pois o negócio “não foi pra frente”. O credor, todavia, pretende ingressar com ação de cobrança (ação fundada em direito pessoal) em face de Márcio e Júlio, visando receber a quantia que emprestou aos devedores. a) Pretendendo o advogado de João ingressar com a ação de cobrança concomitantemente em face de Márcio e Júlio, sob o argumento de existir solidariedade entre os mesmos, esta demanda deve ser proposta em que foro? b) É possível se falar em eleição de foro no contrato firmado entre os sujeitos envolvidos, nos moldes em que este foi celebrado? Explique. 08) Helena, domiciliada em Fortaleza, recebeu a informação de que um imóvel de sua propriedade, situado em Sobral, havia sido invadido pelo ex-namorado, Menelau. Apurada a veracidade da notícia, Helena propôs ação de reintegração de posse em face do invasor, tendo distribuído a sua petição inicial na Comarca de Fortaleza. Nesse cenário, é correto afirmar que a demanda foi proposta no: a) foro competente; b) foro relativamente incompetente, podendo a sua competência ser prorrogada caso a parte ré não suscite o vício; c) foro relativamente incompetente, devendo tal vício ser reconhecido de ofício pelo juiz; d) foro absolutamente incompetente, podendo a sua competência ser prorrogada caso a parte ré não suscite o vício; e) foro absolutamente incompetente, devendo tal vício ser reconhecido de ofício pelo juiz. Material de apoio - Cadernão TEORIA GERAL DO PROCESSO CIVIL (4ª Edição | 2025.2) Prof. Rafael Albuquerque (@prof.rafael.albuquerque) Página 112 ESTUDO DE CASO “ENREDO DE NOVELA” Caso concreto: Informações 1: Miro Miranda é juiz de direito titular da 54ª Vara Cível da Comarca de Cafezal/PA. Miro é casado com a advogada Joana Prestes, sócia proprietária do escritório de advocacia “Prestes & Reale Advogados Associados”. Miro e Joana são grandes amigos de Carlota Bastos, juíza do trabalho, atualmente exercendo suas atividades, na qualidade de juíza substituta, na 3ª Vara do Trabalho da Comarca Portelinha/PA. Carlota, além de juíza, é professora de ensino superior, atualmente lecionando a disciplina “Direitos Humanos” na “Faculdade da Grande Marajó (FAGMA)”. Informações 2: Juvenal Batista, após fazer compras na loja “Atacadão da Alegria”, foi abordado por um funcionário do estabelecimento quando o alarme disparou exatamente quando Juvenal passava pela saída. Ali mesmo, o segurança pediu, rispidamente, para que o cliente abrisse a sacola de compras dizendo que, se o alarme tocou, era porque o mesmo estava querendo furtar alguma coisa. Com a confusão formada, muitos curiosos pararam e presenciaram a cena, oportunidade em que o funcionário achou dentro da sacola uma peça de roupa com o alarme, que não tinha sido retirado. O funcionário disse que o mesmo sairia preso dali, até que Juvenal conseguiu demonstrar que efetuou o pagamento, mas a caixa foi quem se esqueceu de retirar o alarme. Devidamente esclarecida a situação, pediram desculpa, mas Juvenal se sentiu extremamente ofendido e procurou advogado para intentar ação judicial em desfavor da empresa “Atacadão da Alegria”. A ação está tramitando na 54ª Vara Cível da Comarca de Cafezal. Devidamente citada, a empresa constituiu como advogado, para exercer sua defesa na ação judicial, o escritório “Prestes & Reale Advogados Associados”, com quem já tem, há anos, contrato de prestação de serviços advocatícios. Informações 3: Mirla Cardoso é funcionária administrativa na FAGMA. Após ser demitida sem justa causa, reputa como indevido o pagamento das verbas rescisórias e, por essa razão, procura advogado para intentar reclamação trabalhista, visando receber as parcelas que entende como devidas. A ação foi distribuída para a 3ª Vara do Trabalho da Comarca de Portelinha/PA. Informações 4: Marcos é proprietário de uma casa no centro da cidade de Cafezal/PA e firmou contrato de locação do imóvel, para fins residenciais, com César. Ocorre que o locatório passou a inadimplir, por meses seguidos, o pagamento do aluguel, motivo pelo qual motivou Marcos a intentar ação de despejo c/c cobrança em face de César, ação esta em trâmite na 54ª Vara Cível da Comarca de Cafezal/PA. Após César ter sido citado na ação, saiu do imóvel, levando consigo todos os seus pertences. Marcos teve a oportunidade de adentrar na casa e percebeu o péssimo estado de conservação em que a mesma se Material de apoio - Cadernão TEORIA GERAL DO PROCESSO CIVIL (4ª Edição | 2025.2) Prof. Rafael Albuquerque (@prof.rafael.albuquerque) Página 113 encontrava, tendo relatado ao seu advogado que, provavelmente, teria que desembolsar uma boa quantia para reformar o imóvel e colocá-lo novamente para locação. Marcos confessou ao seu advogado, ainda, que receia em ficar no prejuízo, pois tomou conhecimento que César só tem um automóvel em seu nome e que está tentando passar a propriedade do mesmo para o seu cunhado, visando esquivar-se de qualquer obrigação para com Marcos. Questionamentos: a) Levando em consideração a atividade a ser preponderantemente desempenhada pelo Judiciário, que tipo de ação (tutela) foi intentada (requerida) por Juvenal Batista? Explique a sua resposta. b) Qual deve ser a conduta a ser praticada pelo juiz Miro Miranda no processo proposto por Juvenal, quando os autos estiverem conclusos após a angularização processual (citação do réu)? Justifique e fundamente a sua resposta, inclusive com base na lei. c) E a juíza Carlota Bastos, nos autos da reclamação trabalhista proposta por Mirla Cardoso? Deve tomar alguma conduta? Justifique e fundamente a sua resposta, inclusive com base na lei. d) Levando em consideração a classificação da jurisdição quanto à sua especialidade, indique qual é a identificada na ação proposta por Mirla e por Marcos. e) Se na ação intentada por Mirla em face da FAGMA for proferida sentença desfavorável à instituição de ensino e esta, por sua vez, pretender interpor recurso para reformar a mesma, indique qual será o órgão responsável pelo julgamento desta irresignação. f) Se as suspeitas de Marcos fossem concretizadas, agindo César, portanto, no intuito de frustrar a prestação jurisdicional dolosamente, qual princípio processual estaria o mesmo violando? Explique. Material de apoio - Cadernão TEORIA GERAL DO PROCESSO CIVIL (4ª Edição| 2025.2) Prof. Rafael Albuquerque (@prof.rafael.albuquerque) Página 114 ESTUDO DE CASO “PARTES E PROCURADORES” Caso 01: Joana, 65 anos de idade, acometida do mal de Alzheimer, ingressou com ação judicial em face do INSS, visando a obtenção de certo benefício previdenciário. Em sua petição inicial, foi relatado que a mesma é absolutamente incapaz, tendo sido interditada após o devido processo judicial. Seu representante naquela ação é seu filho, Caio. O órgão federal, após citação, apresentou defesa, suscitando, com base no art. 337, IX, do CPC, a irregularidade na representação de Joana, pois Caio não apresentou qualquer documento comprobatório de sua qualidade de curador, especialmente a sentença constitutiva da interdição e sua nomeação como curador. Questionamento: Você, na qualidade de juiz, que conduta tomaria? Qual seria a consequência processual para o caso de não ser observada a determinação judicial pertinente? Fundamente. Caso 02: Miro, advogado, é procurado pela esposa de Junior. Ela relata que seu marido está se submetendo a um processo seletivo de um determinado concurso público, porém na fase de títulos, teve parte de sua documentação rejeitada sob o fundamento de que as cópias apresentadas não estavam autenticadas, em que pese essa exigência não constasse no edital. Diante de sua nota baixa nessa fase do certamente, caiu várias colocações e, por esse motivo, ficou de fora da fase final do concurso, que é a de aptidão física e ocorrerá dentro de poucos dias. A esposa de Junior manifesta interesse na proposição urgente de ação judicial para garantir que Junior participe da próxima fase do certame. Ocorre que o mesmo, oficial da Marinha, está embarcado e não tem como mandar procuração judicial assinada para ser apresentada no momento da proposição da ação. Mesmo, Miro faz a petição inicial e distribui a ação. O juiz, ao receber a petição, indefere a mesma de plano, argumentando que a ausência de procuração judicial habilitando o advogado para representar os interesses da parte, impede o prosseguimento da ação. Questionamento: O juiz agiu corretamente? Material de apoio - Cadernão TEORIA GERAL DO PROCESSO CIVIL (4ª Edição | 2025.2) Prof. Rafael Albuquerque (@prof.rafael.albuquerque) Página 115 ESTUDO DE CASO “CONDIÇÕES DA AÇÃO” Leia o caso hipotético abaixo e, em seguida, resolva o problema apresentado: João queria comprar um carro 0km para utilizar em suas atividades diárias. Ficou sabendo que a venda direta de automóveis para empresas é mais barata do que para pessoas físicas, em razão da não incidência de alguns tributos. Como João é sócio da sociedade empresária ABC Empreendimentos Imobiliários, ele resolveu adquirir o veículo em nome da pessoa jurídica, para que assim pudesse obter o desconto. Com uma semana de uso, o carro apresentou inúmeros problemas técnicos. João tentou solucionar amigavelmente o impasse, sem sucesso. Inconformado, João propôs ação de indenização por danos morais e materiais contra a concessionária. Os dados do processo instaurado são os seguintes: Número: 0987456-10.2019.8.14.0301 Classe: AÇÃO INDENIZATÓRIA Órgão julgador: 4ª Vara Cível e Empresarial de Belém Última distribuição : 05/09/2019 Valor da causa: R$ 56.870,00 Segredo de justiça? NÃO Justiça gratuita? NÃO Pedido de liminar ou antecipação de tutela? SIM Partes Procurador JOÃO CARLOS MOREIRA DA SILVA (autor) Pontes de Miranda (advogado) MONZA AUTOMOBILISMO LTDA (réu) Não cadastrado QUESTÃO) Esta ação terá êxito? Você, na qualidade de juiz de primeira instância (a quem a ação foi distribuída), como julgaria? Material de apoio - Cadernão TEORIA GERAL DO PROCESSO CIVIL (4ª Edição | 2025.2) Prof. Rafael Albuquerque (@prof.rafael.albuquerque) Página 116 ESTUDO DE CASO “ANÁLISE DE UMA PETIÇÃO INICIAL” PASSO 1: Analisar a petição inicial fictícia apresentada; PASSO 2: Responder, fundamentadamente, as questões apresentadas, levando em consideração o NCPC. PETIÇÃO INICIAL PARA ANÁLISE EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR JUIZ DE DIREITO DA ___ª CÍVEL DA COMARCA DE BELÉM, PARÁ; WESLLEY FERREIRA DA SILVA, menor impúbere, neste ato representado por sua genitora, CLAUDERINA FERREIRA DA SILVA, brasileira, paraense, professora, R.G. nº 12345 SSP/PA, inscrita no CPF sob o nº. 987.654.321-10, e-mail: clauclau-h-tona@email.com, residentes e domiciliados na Rua Jader Barbalho, nº 007, Bairro Helderlândia, CEP 65.749-000, Ananindeua/PA, vem respeitosamente à presença de V. Exa., por seus advogados no final assinados, com escritório localizado na Trav. Dom Romualdo de Seixas, nº. 765, Bairro Sonho Bom, CEP 68.080-000, Ananindeua/PA, local onde recebem intimações e notificações (instrumento procuratório incluso), propor a presente AÇÃO DE INVESTIGAÇÃO DE PATERNIDADE C/C PEDIDO DE ALIMENTOS, em face de NESTOR PITÁGORAS, brasileiro, paulista, RG 567890, inscrito no CPF sob o nº. 897.456.123-10, email desconhecido, residente e domiciliado na Av. Almirante Barroso, nº. 000, bairro Souza, CEP 68.000-000, Belém/PA, pelos fatos e fundamentos a seguir expostos: 1 - DOS FATOS A representante legal do investigante e o investigado mantiveram um relacionamento de 4 (quatro) meses, resultando na concepção do investigante JOÃOZINHO FERREIRA DA SILVA, nascido em 07/07/2015, estando hoje com 01 ano de idade (certidão de nascimento em anexo). Porém, o réu nunca reconheceu a paternidade do menor. Na época do nascimento do investigante, o requerido colaborou apenas com o valor de R$ 500,00 (quinhentos reais) para o parto. Depois disso, requerido não contribuiu com mais nada, usando a desculpa de não ter a certeza de ser o pai. Porém, n. Julgador, não há que se falar em dúvida quanto a paternidade do investigante, sendo que o real motivo para não registrar a criança em seu nome é de livrar-se da obrigação de prestar os alimentos. Como as tentativas amigáveis por parte da representante do menor em registrá-lo como filho do requerido se deram todas por frustradas, não lhe resta alternativa senão buscar em juízo a tutela jurisdicional. 2-DO DIREITO Material de apoio - Cadernão TEORIA GERAL DO PROCESSO CIVIL (4ª Edição | 2025.2) Prof. Rafael Albuquerque (@prof.rafael.albuquerque) Página 117 Todo filho tem o direito de ter sua paternidade reconhecida, seja ela por meios voluntários ou por sentença. Tendo em vista o réu não ter reconhecido voluntariamente o autor como seu filho, deve ser declarado seu pai por sentença deste douto Juízo. O caso em tela se enquadra perfeitamente no que dispõe a legislação pátria. O artigo 227, parágrafo 6°, da Constituição da República, estabelece: § 6º - Os filhos, havidos ou não da relação do casamento, ou por adoção, terão os mesmos direitos e qualificações, proibidas quaisquer designações discriminatórias relativas à filiação. Nessa esteira, o art 27 do ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente) é claro quanto a matéria de direito, dispondo o seguinte: Art. 27. O reconhecimento do estado de filiação é direito personalíssimo, indisponível e imprescritível, podendo ser exercitado contra os pais ou seus herdeiros, sem qualquer restrição, observando o segredo de Justiça. Uma vez sendo reconhecida a relação de filiação entre investigante e investigado, cabe a este arcar com todos os deveres “de pai”. No que tange ao pedido de alimentos, o artigo 1.695, caput, do Código Civil Brasileiro, prescreve: Art. 1.695. São devidos os alimentos quando quem os pretende não tem bens suficientes, nem pode prover, pelo seu trabalho, à própria mantença, e aquele de quem se reclamam, pode fornecê-los, sem desfalque do necessário ao seu sustento. Sendo assim, uma vez reconhecida a paternidade do investigando, cabe a condenação deste em alimentos, obrigação que lhe é inerente, segundo o disposto nos artigos 1.694 e seguintes, do Código Civil Brasileiro. Independentemente dos fatos e pormenores supra-explicitados, a questão essencial é o dever legal de alimentar do investigando como consequência do reconhecimento da relação de parentesco-descendência. Oart. 229 da Constituição da República dispõe: Art. 229. Os pais têm o dever de assistir, criar e educar os filhos menores, e os filhos maiores têm o dever de ajudar e amparar os pais na velhice, carência ou enfermidade. Em virtude da representante legal não ter condições de arcar com todas despesas e ainda ter que contar com ajuda de seus pais, observa-se a necessidade e urgência do pai contribuir com os gastos do menor, até mesmo por ser um dever legal. Assim, requer-se que a pensão alimentícia seja fixada no importe de 01 (um) salário mínimo. Cumpre ressaltar, n. Julgador, que, para fixação da pensão alimentícia, deve-se observar o binômio necessidade-possibilidade, isto é, deve ser levada em consideração as necessidades da criança e também a possibilidade financeira do alimentante em pagar a quantia requerida. No presente caso, as necessidades da criança são latentes, pois tem apenas 03 anos, o que – como é cediço – gera diversos gastos com alimentação, medicamentos, vestimentas, educação, etc. Ademais, o genitor da criança tem condições de pagar a pensão no importe requerido, trabalhando em empresas que atuam no ramo de extração de madeiras, e ostentando um bom padrão de vida, inclusive trocando de carro todo ano, fato este que pode ser comprovado com a oitiva de testemunhas. 3 - DOS PEDIDOS: Diante de todo o exposto, requer-se de Vossa Excelência: 3.1) Sejam deferidos os benefícios da gratuidade da justiça, nos termos dos arts. 98 e 99 do NCPC, por ser o requerente e sua representante pobres no sentido legal da palavra, não podendo arcar com as custas processuais e honorários advocatícios sem prejuízo do sustento próprio. Material de apoio - Cadernão TEORIA GERAL DO PROCESSO CIVIL (4ª Edição | 2025.2) Prof. Rafael Albuquerque (@prof.rafael.albuquerque) Página 118 3.2) A PROCEDÊNCIA DE PEDIDO LIMINAR, condenando o investigado a prestação de ALIMENTOS PROVISIONAIS no valor 1 (um) salário mínimo vigente, a serem depositados em conta em nome da representante legal do investigante, cujos dados são XXXX. 3.3) A citação do requerido no endereço supra mencionado, para querendo, no prazo legal, possa contestar a presente ação, sob os efeitos da revelia e confissão quanto a matéria de fato e de direito. 3.4) Seja intimado o Ilustre Representante do Ministério Público para intervir no feito; 3.5) Seja designado o exame de DNA com custas pelo Estado afim de provar o alegado. 3.6) Seja julgado PROCEDENTE integralmente o pedido, declarando-se o requerido como pai do menor, bem como seja o mesmo condenado ao pagamento de alimentos definitivos, no valor correspondente a 01 (um) salário mínimo corrente, mensalmente, a ser depositado em conta bancária já informada. 3.7) Seja expedido o respectivo mandado de averbação junto ao Cartório de Registro Civil competente, para que acrescente o sobrenome do investigado e dos avós paternos. Protesta e requer provar o alegado por todos os meios de provas admitidas em direito, inclusive depoimento pessoal do requerido, oitiva de testemunhas ao final arroladas e principalmente prova pericial realizada por exame de DNA com custas pelo Estado. O autor não se opõe à realização de audiência para tentativa de autocomposição. Dá-se a causa o valor R$ 11.244,00 (onze mil, duzentos e quarenta e quatro reais). Nestes termos, pede-se e espera-se deferimento. Belém/PA, 03 de abril de 2017 ADVOGADO OAB/PA 1111 COMANDOS A SEREM RESPONDIDOS QUESTÃO 1) Relativamente aos elementos da ação, identifique: a) As partes, indicando o nome das mesmas e o polo em que ocupam na ação; b) A causa de pedir; c) O pedido. QUESTÃO 2) É possível identificar o fenômeno do litisconsórcio em algum dos polos da ação? Em qual(quais)? Explique. Material de apoio - Cadernão TEORIA GERAL DO PROCESSO CIVIL (4ª Edição | 2025.2) Prof. Rafael Albuquerque (@prof.rafael.albuquerque) Página 119 QUESTÃO 3) Explique porque JOÃOZINHO, na referida ação, precisou estar representando por CLAUDERINA. Isso era realmente necessário? QUESTÃO 4) Levando em consideração a classificação da tutela jurisdicional em “tutela de conhecimento” e “tutela executiva”, identifique qual delas foi requerida na ação proposta. Explique. QUESTÃO 5) Foi requerida, na petição analisada, tutela provisória? Explique a sua resposta. QUESTÃO 6) Foram observados corretamente os critérios de competência pelo autor da ação? Explique. Poderia o magistrado, entendendo que o autor inobservou critério territorial de competência, ao receber a inicial, declarar-se incompetente, antes de determinar a citação do réu? Justifique a sua resposta. QUESTÃO 7) Levando em consideração que a parte autora não pediu a condenação do réu ao pagamento de honorários advocatícios sucumbenciais, pode o juiz, ainda assim, acolhendo in totum os pedidos do autor, condená-lo ao pagamento desta prestação? Explique. Material de apoio - Cadernão TEORIA GERAL DO PROCESSO CIVIL (4ª Edição | 2025.2) Prof. Rafael Albuquerque (@prof.rafael.albuquerque) Página 120 EXERCÍCIO DE FIXAÇÃO: AÇÃO [1] 01) As normas sobre jurisdição e ação são abordadas pelo Código de Processo Civil de 2015. Sobre o assunto, analise as afirmativas abaixo. I. Para postular em juízo é necessário ter interesse e legitimidade. II. A ausência de uma das condições da ação implica extinção do processo com resolução do mérito. III. Ninguém poderá pleitear direito alheio em nome próprio, salvo quando autorizado pelo ordenamento jurídico. Assinale a alternativa correta. a) As afirmativas I, II e III estão corretas b) Apenas as afirmativas I e II estão corretas c) Apenas as afirmativas II e III estão corretas d) Apenas as afirmativas I e III estão corretas 02) Assinale o item que contém a resposta correta: a) São elementos da ação o pedido, a causa de pedir e a legitimidade ativa e passiva. b) Em razão do requisito da liquidez e certeza, não se admitem pedidos implícitos no direito processual brasileiro. c) O CPC/15 excluiu as condições da ação do ordenamento jurídico processual. d) A ausência de pedido e de causa de pedir implica o indeferimento da petição inicial. 03) Com relação à função jurisdicional (jurisdição e ação), as assertivas abaixo estão corretas, EXCETO: a) A impossibilidade jurídica é uma das condições da ação. b) A jurisdição civil é exercida pelos juízes e tribunais em todo o território nacional. c) Para postular em juízo é necessário ter interesse e legitimidade. d) Ninguém poderá pleitear em nome próprio direito alheio, salvo quando autorizado pelo ordenamento jurídico. 04) Uma ação é idêntica à outra, de acordo com o Código de Processo Civil, quando a) os fatos jurídicos forem os mesmos em ambas as ações. b) os autores e os réus dos processos forem os mesmos em ambas as ações. c) o pedido de uma ação for mais amplo que o da outra. d) as partes, a causa de pedir e os pedidos forem os mesmos em ambas as ações. e) os fundamentos jurídicos forem os mesmos em ambas as ações. 05) Pode-se afirmar que são condições da ação pelo Código de Processo Civil de 2015: a) partes, legitimidade ad causam e interesse processual. b) partes, pedido de legitimidade ad causam. c) possibilidade jurídica do pedido, legitimidade ad causam e interesse processual. d) legitimidade ad causam e interesse processual. e) possibilidade jurídica do pedido, legitimidade ad causam e pedido. Material de apoio - Cadernão TEORIA GERAL DO PROCESSO CIVIL (4ª Edição | 2025.2) Prof. Rafael Albuquerque (@prof.rafael.albuquerque) Página 121 06) Caso o Juiz verifique que uma das partes é incapaz ou há irregularidade em sua representação, deverá suspender o processo e marcar tempo razoável para que o defeito seja sanado. Assinale a alternativa que indique a providência correta a ser tomada pelo magistrado, na hipótese de persistência do vício: a) se o vício se referir ao autor, deve o juiz aplicar-lhe multa por litigância de má-fé. b) se o vício se referir ao autor, deve o juiz proferir o julgamento antecipado do mérito. c) se o vício se referir ao réu, deve o juiz reputá-lo revel. d) se o vício se referirao réu, deve o juiz julgar a causa em seu desfavor. 07) Joana é mãe de Pedro, menor de 02 (dois) anos de idade, e almeja ingressar com ação de investigação de paternidade e pedido de pensão alimentícia em desfavor de João, objetivando ser reconhecida a relação de filiação estre João e Pedro, bem como a condenação do réu ao pagamento de alimentos em prol do menor. Nesse contexto, é correto afirmar: a) Joana deverá figurar no polo ativo da ação, considerando que Pedro é menor, não possuindo capacidade processual. b) Pedro deverá figurar no polo ativo da ação, sem necessidade de representação considerando o mesmo possuir capacidade de ser parte. c) Pedro deverá figurar no polo ativo da ação, devendo ser representado por Joana, considerando não possuir capacidade processual. d) Deverá ser formado litisconsórcio no polo ativo da ação entre Joana e Pedro, considerando o menor não possuir capacidade processual. 08) Mafalda, domiciliada em bairro residencial e vizinha de Mateus, adolescente de quinze anos de idade que sonha em ser DJ e passa parte do dia mixando músicas, incomodada com o barulho provocado pela mixagem das músicas, buscou o Poder Judiciário, após várias tentativas frustradas de resolver a situação diretamente com o vizinho, e propôs ação de obrigação de não fazer na vara cível. Ela dispensou audiência de conciliação. Citado, Mateus procurou um advogado a fim de receber orientações sobre o ocorrido. Tendo como base a situação hipotética e as regras de capacidade processual, assinale a opção correta. a) Mateus não tem capacidade processual para estar em juízo, devendo ser assistido por seus representantes legais. b) Mateus é plenamente capaz, não sendo necessário sua representação ou assistência no processo. c) Se Mateus não tiver representante legal, o juiz lhe nomeará um curador especial. d) Se for verificada a irregularidade da representação de Mateus, o juiz deverá promover a extinção do processo por falta de capacidade processual. 09) Advogado postulou em juízo sem procuração, sob o fundamento de que a medida seria indispensável para evitar preclusão. Considerando essa situação hipotética, assinale a opção correta. a) É imprescindível a prestação de caução no ato do protocolo do pedido. b) Por ter postulado em juízo sem procuração, o referido advogado poderá responder por ato atentatório à dignidade da justiça. c) Por esse ato, a parte poderá ser condenada por litigância de má-fé. d) O ato terá validade, desde que a procuração seja regularmente exibida no prazo dilatório de quinze dias. Material de apoio - Cadernão TEORIA GERAL DO PROCESSO CIVIL (4ª Edição | 2025.2) Prof. Rafael Albuquerque (@prof.rafael.albuquerque) Página 122 10) Se estiverem ausentes a legitimidade da parte ou o interesse de agir, mas o réu nada alegar em contestação, o juiz deve: a) Conhecer da matéria de ofício, em qualquer grau de jurisdição, e extinguir o processo sem resolução do mérito; b) Dar ao processo curso normal, em razão da preclusão; c) Conhecer da matéria de ofício, desde que ainda não tenha ocorrido audiência de instrução, e extinguir o processo com resolução do mérito; d) Conhecer da matéria de ofício, em qualquer grau de jurisdição, e extinguir o processo com resolução de mérito. QUESTÃO 11) Leia o caso abaixo e, em seguida, responda as perguntas apresentadas, levando em consideração as informações prestadas e fundamentando todas as suas respostas no Novo Código de Processo Civil (Lei nº. 13.105/2015): Isabella reside no município de Castanhal/PA e é proprietária de um imóvel no município de Salinópolis/PA, onde costuma passar suas férias. Certo dia, ao chegar em sua casa de praia, Isabella verificou que João, suposto possuidor do imóvel confinante, avançou com sua cerca 05 (cinco) metros para dentro de seu terreno (o de Isabella). Indignada pelo esbulho cometido, Isabella questionou o fato com João, e solicitou que o mesmo retornasse sua cerca para a exata linha divisória entre os terrenos. João disse que não faria isso, pois ele era apenas caseiro daquele imóvel e avançou a cerca por uma ordem de seu patrão, André, grande empresário residente no município de Belém/PA. Isabella, pretendendo ingressar com ação para a defesa da posse de seu imóvel (ação possessória imobiliária), contratou o advogado Whalasy. Este ingressou com a ação cabível, endereçando-a para o juízo da comarca de Castanhal/PA, por ser o local de domicílio da autora (Isabella). a) Whalasy observou corretamente os critérios de competência quando da propositura da ação possessória? Justifique a sua resposta, indicando, se a mesma for negativa, qual seria o juízo competente para o apreço da ação. b) O juiz do feito, ao receber a inicial, declarou-se, de ofício, incompetente para apreciar a demanda. Agiu corretamente o julgador, ao reconhecer a sua incompetência de ofício? Justifique a sua resposta c) Levando em consideração que a ação foi intentada em face de João, como este deve agir para arguir a sua ilegitimidade? Fundamente a sua resposta. d) Caso não seja corrigido pela parte interessada a questão da ilegitimidade passiva de João, como o juiz do feito, reconhecendo-a, deverá decidir a causa? Justifique a sua resposta. Material de apoio - Cadernão TEORIA GERAL DO PROCESSO CIVIL (4ª Edição | 2025.2) Prof. Rafael Albuquerque (@prof.rafael.albuquerque) Página 123 ESTUDO DE CASO “CASO DO JURISVÊNCIO” Numa bela tarde de sol, tocam a campainha do seu escritório de advocacia. O estagiário abre a porta. É um cliente, afoito. Apresenta-se: “- Boa tarde, meu nome é Jurisvêncio da Silva Souza”. Ele quer falar com o “doutor advogado”. O mesmo é encaminhado para a sala do advogado, que inicia o atendimento, escutando o cliente. “- Doutor, eu moro em Belém, mas tenho um terreno em Castanhal, lá pras bandas do Apeú. Dias atrás cheguei lá e percebi que o vizinho arrastou sua cerca para dentro do meu terreno. Roubou uns 3 metros da minha área, de frente até o fundo do meu terreno. Tentei argumentar com o pilantra e ele disse que não ia voltar a cerca pra lugar nenhum, pois aquilo é o certo! Quero entrar com uma ação, para que a cerca volte pro lugar certo”. Você, advogado, logo pensa: “...É o caso de uma ação de reintegração de posse (ação possessória)”. Seu cliente mora em Belém. O imóvel está em Castanhal... E, segundo informações do cliente, o réu reside com sua família na cidade de Curuça. Para qual juízo você deverá encaminhar esta ação? Qual o fundamento legal que você usa para chegar a esta resposta? _____________________________________ Jurisvêncio diz que, antes de ter procurado seu escritório, havia consultado outro advogado, o qual havia indicado outro foro competente para o apreço da ação. Se a demanda fosse proposta no local indicado pelo outro advogado, aquele juízo seria: ( ) Competente ( ) Absolutamente incompetente ( ) Relativamente incompetente O cliente lhe entrega num papel o nome do cidadão com quem falou. A pessoa que, nas palavras dele, é o responsável pelo ato: “Cleosvaldo de Miranda”. Quem será quem nesta ação? Polo ativo Autor Polo passivo Réu Será que o autor desta ação precisaria mesmo contratar um advogado para postular a ação judicial acima identificada? ( ) Sim / ( ) Não – Por quê? ________________________________________________ Se Jurisvêncio decidir lhe contratar, que tipo de documento o mesmo terá que assinar para habilitar você a representá-lo em juízo? _____________________________________________________________________ Jurisvêncio, seu cliente, lhe pergunta: “Doutor, a justiça demora muito... Conheço gente que morreu antes do meritíssimo dar uma resposta para ela... Nesse meu caso, existe alguma coisa que possamos fazer para que, antes da resposta final do juiz, possamos logo reverter esse ato praticado pelo vizinho pilantra?”. Responda ao seu cliente: Material de apoio - Cadernão TEORIA GERAL DO PROCESSO CIVIL (4ª Edição | 2025.2) Prof. Rafael Albuquerque (@prof.rafael.albuquerque) Página 124 ________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ ____________________________________________________________________________________________________ Seu escritório ingressou com a ação judicial! Imagine que o juiz, ao analisar previamente a petição elaborada, percebeu a existência de um vício formal sanável na mesma, capaz de dificultar o julgamento do mérito. Qual deve ser a conduta do juiz nessa situação? Explique a sua resposta, fazendo referência ao princípio processual que a embasa. ____________________________________________________________________________________________________ ____________________________________________________________________________________________________ ____________________________________________________________________________________________________ A ação possessória possui um procedimento especial, previsto no Novo Código de Processo Civil (arts. 554 a 568). Nas disposições específicas a esta espécie de ação, não há qualquer referência à possibilidade de autocomposição. Pode o juiz, todavia, estimular a conciliação ou mediação entre as partes? Justifique a sua resposta, fundamentando na lei. ____________________________________________________________________________________________________ ____________________________________________________________________________________________________ O réu indicado na ação (informado por seu cliente) foi citado. Este, todavia, informou ao seu advogado que não é o responsável por ter arrastado a cerca para dentro do terreno de Jurisvêncio. Só fez isso a mando de seu patrão, Dr. Godofredo Teles (de quem é um mero empregado, um caseiro...). Tanto é que só fez aquilo porque Dr. Godofredo disse para ele arrastar, alegando que o vizinho é que tinha esbulhado parte de seu terreno. Qual deverá ser a conduta do advogado do réu demandado na ação possessória? ____________________________________________________________________________________________________ ____________________________________________________________________________________________________ ____________________________________________________________________________________________________ Intimado o autor da ação possessória sobre as alegações feitas pelo réu em sua contestação, quais serão as condutas possíveis de serem adotadas pelo mesmo? (levando em consideração precisamente a alegação tratada no quesito anterior) ____________________________________________________________________________________________________ ____________________________________________________________________________________________________ ____________________________________________________________________________________________________ ____________________________________________________________________________________________________ Material de apoio - Cadernão TEORIA GERAL DO PROCESSO CIVIL (4ª Edição | 2025.2) Prof. Rafael Albuquerque (@prof.rafael.albuquerque) Página 125 ESTUDOS DE CASOS “PRONUNCIAMENTOS JUDICIAIS” Identifique a espécie de pronunciamento proferido em cada ato judicial negritado nas hipóteses apresentadas: CASO 01) Numa determinada ação judicial, o autor formula, em cumulação simples, dois pedidos: pedido 01 e pedido 02. Ao receber a petição inicial, o juiz reconhece, de ofício, a ocorrência da prescrição no que tange ao pedido 01 (fundamentando a sua decisão no art. 487, II, do NCPC), e determina, no mesmo ato, a citação do réu para que ofereça contestação, no prazo legal (já que a causa não admite autocomposição). CASO 02) “A” propôs ação de divórcio em face de “B”, distribuindo a demanda no foro de seu domicílio. “B”, com fulcro no art. 53, I, “c” do NCPC, alegou a incompetência do juízo, requerendo que o processo fosse remetido ao foro de seu domicílio. O juiz rejeitou a alegação de incompetência relativa, prosseguindo com os atos necessários ao deslinde da ação. CASO 03) Junior propôs ação de indenização em face de Bilho e Miro, requerendo a condenação de ambos, em caráter solidário. Ambos os réus apresentaram defesa, sendo que Bilho suscitou ser parte ilegítima para figurar no polo passivo da ação. Após toda a atividade cognitiva, inclusive com produção de provas, o juiz proferiu decisão, na qual reconheceu a ilegitimidade de Bilho e, no mesmo ato, no que pertine a Miro, julgou procedente a ação, condenando ao pagamento da quantia requerida na inicial. CASO 04) Miro propôs ação judicial de conhecimento, sob o procedimento comum, em face da empresa XYZ. O magistrado, ao ler a petição inicial, verificou que o pedido de Miro estava contrariando entendimento já firmado pelo STJ quando do julgamento de recursos repetitivos. Sendo assim, o juiz julgou liminarmente improcedente o pedido, nos termos do art. 332 do CPC. CASO 05) Juvenal ingressou com ação de execução em face de Marcos. O magistrado determinou a citação e intimação do executado, determinando que o mesmo pagasse a dívida em 03 dias. Transcorrido este prazo sem que houvesse o pagamento, foi determinada a penhora de imóvel indicado pelo exequente. Ato contínuo, Marcos requereu a desconstituição da penhora, alegando que o bem é de família e, portanto, impenhorável. Analisando o pedido do executado, o juiz o acolheu, desconstituindo o ato de constrição. CASO 06) Márcio ingressou com ação contra a Lojas Americanas e contra a Samsung, visando receber indenização por danos materiais decorrentes de acidente ocasionado com um celular. O juiz recebeu a inicial e indeferiu o pedido de justiça gratuita formulado pelo autor, por entender que o mesmo não seria hipossuficiente, inclusive por existir nos autos elementos que mostram sua capacidade financeira, até porque comprou a vista um celular de última geração, no valor de R$ 12 mil reais. Após Márcio pagar as custas iniciais, o juiz proferiu ato designando audiência de conciliação e determinando a citação das empresas rés. A audiência foi infrutífera. Em seguida, ambas as empresas apresentaram defesa. Lojas Americanas arguiu a sua ilegitimidade. O juiz acolheu a preliminar suscitada pelas Lojas Americanas, determinando a sua exclusão da lide e, no mesmo ato, mandou