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SUSTENTABILIDADE EMPRESARIAL: INTEGRANDO RESPONSABILIDADE 
SOCIAL E EDUCAÇÃO PARA UM FUTURO SUSTENTÁVEL NA CIDADE DE SÃO 
PAULO-SP 
 
GISELE APARECIDA NOGUEIRA 
GUILHERME HENRIQUE SCHULZ 
ISABELA APARECIDA DOS SANTOS PEREIRA 
ISABELLY DE LIMA PEDRO 
COORIENTADOR PROF. DR. MARCUS VINICIUS CAVALCANTI GANDOLFI 
ORIENTADORA PROFª. DRA. SAMÁRIS RAMIRO PEREIRA 
 
 
RESUMO: Este estudo investiga práticas de sustentabilidade e responsabilidade social 
empresarial em grandes empresas atuantes no Brasil, com foco na Natura, Unilever e Danone. 
Com base em dados coletados por questionário, a pesquisa explora a percepção dos 
consumidores sobre o compromisso dessas empresas em integrar sustentabilidade em suas 
operações e práticas de produção. Cada empresa é reconhecida por ações significativas no 
campo: a Natura, pela produção sustentável de cosméticos; a Unilever, pelo desenvolvimento 
de produtos que minimizam o impacto ambiental; e a Danone, pela promoção de práticas 
agrícolas e alimentares responsáveis. O objetivo é avaliar como essas práticas influenciam as 
escolhas dos consumidores, além de analisar a disposição destes em pagar mais por produtos 
sustentáveis e o impacto da responsabilidade social corporativa. Os resultados mostram que a 
maioria dos entrevistados considera a sustentabilidade um fator importante ao comprar, 
indicando um aumento da relevância da responsabilidade social no comportamento de 
consumo. Esses dados contribuem para a compreensão da importância de políticas 
empresariais responsáveis e sustentáveis, alinhando-se à agenda global de sustentabilidade e 
reforçando o papel da empresa na construção de um futuro sustentável. 
 
Palavras-chave: Empresas; Práticas ambientais; Consumo consciente; Impacto social; Pesquisa de percepção. 
 
1. INTRODUÇÃO 
 
A sustentabilidade empresarial e a responsabilidade social têm se tornado temas de 
crescente importância no cenário global, refletindo a urgência de integrar práticas sustentáveis 
nas operações corporativas para assegurar um futuro equilibrado e viável para as próximas 
gerações. A Agenda 2030 das Nações Unidas, adotada por 193 países, incluindo o Brasil, 
estabelece um compromisso global para alcançar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável 
(ODS), que promovem crescimento sustentável, inclusivo e proteção ambiental (ONU, 2015). 
Nesse contexto, as empresas desempenham um papel crucial não apenas na mitigação de 
impactos ambientais, mas também na promoção de práticas de responsabilidade social que 
beneficiem as comunidades e os ecossistemas nos quais estão inseridas. 
A relevância desse tema é reconhecida, conforme evidenciado por estudos recentes, 
especialmente diante da crescente pressão de consumidores e investidores por práticas 
empresariais responsáveis e transparentes. De acordo com uma pesquisa realizada pela 
Confederação Nacional da Indústria (CNI) em 2022, 50% dos consumidores brasileiros 
consideram a sustentabilidade na produção dos produtos antes de efetuar uma compra (CNI, 
2022). Esse dado ressalta a necessidade de as empresas adotarem estratégias que alinhem suas 
operações aos princípios de sustentabilidade e responsabilidade social. Em um cenário onde o 
público está cada vez mais consciente e exigente, a integração de práticas sustentáveis torna-se 
não apenas uma vantagem competitiva, mas uma necessidade estratégica. 
A cidade de São Paulo, como um dos maiores polos econômicos do Brasil e da América 
Latina, apresenta um cenário diversificado onde empresas líderes têm se destacado por suas 
iniciativas pioneiras em sustentabilidade. A Natura Cosméticos S/A, por exemplo, é 
reconhecida por seu uso sustentável de ativos da biodiversidade amazônica e pela contabilização 
do impacto ambiental de seus produtos através da metodologia EP&L (Natura & Co, 2023). A 
Danone, com sua unidade em Poços de Caldas, MG, obteve a certificação de Carbon Trust, 
destacando-se por suas práticas de neutralidade de carbono, redução do uso de água e gestão 
eficiente de resíduos (Danone, 2021). A Unilever, por sua vez, implementa um plano 
abrangente de sustentabilidade que foca na redução de gases de efeito estufa e na promoção de 
boas práticas de saúde e bem-estar (Unilever, 2023). Essas empresas demonstram como a 
integração de práticas sustentáveis pode não apenas contribuir para a preservação ambiental, 
mas também gerar benefícios sociais significativos, como a melhora na qualidade de vida local 
e o incentivo ao desenvolvimento econômico sustentável. 
Além dos benefícios diretos, essas práticas têm o potencial de inspirar outras empresas 
a adotar estratégias semelhantes. A disseminação de iniciativas bem- sucedidas pode criar um 
efeito multiplicador, motivando um maior número de empresas a integrar a sustentabilidade em 
suas operações e a investir em responsabilidade social. A mensuração dos benefícios desses 
programas pode ser realizada através de indicadores de sustentabilidade, como a redução das 
emissões de CO2, a melhoria na qualidade da água e o aumento da empregabilidade local. 
Avaliações de impacto social e ambiental também são essenciais para quantificar os efeitos 
positivos das ações empresariais na região. 
Este trabalho tem como objetivo analisar como as empresas podem efetivamente 
integrar a responsabilidade social e a educação em sustentabilidade em suas práticas 
empresariais, contribuindo para o desenvolvimento sustentável conforme definido pela Agenda 
2030. Os princípios e metas dos ODS são explorados, e as estratégias adotadas por três empresas 
líderes na promoção da sustentabilidade e responsabilidade social: Danone, Unilever e Natura, 
todas localizadas no estado de São Paulo. 
A importância da educação em sustentabilidade dentro dessas empresas é examinada, 
com destaque para as iniciativas de conscientização e treinamento de funcionários, além de 
parcerias com instituições educacionais. Os impactos dessas iniciativas, tanto internamente, em 
termos de engajamento dos funcionários e cultura organizacional, quanto externamente, 
considerando os efeitos nas comunidades locais e no meio ambiente, são avaliados. Este estudo 
fornece recomendações práticas para outras empresas interessadas em seguir o exemplo dessas 
líderes em sustentabilidade, fortalecendo seu compromisso com a responsabilidade social e a 
educação em sustentabilidade em suas práticas empresariais. 
2. REFERENCIAL TEÓRICO 
 
 
“A sustentabilidade empresarial refere-se a um conjunto de ações e políticas 
adotadas por empresas com o objetivo de operar de maneira mais ética e consciente, 
levando em consideração o crescimento econômico, o respeito ao meio ambiente e o 
desenvolvimento sustentável da sociedade. Esse conceito abrange a gestão dos 
negócios de forma a minimizar os impactos ambientais e sociais das atividades 
empresariais (Leite & Santos 2020)”. 
 
O pilar ambiental da sustentabilidade empresarial está relacionado à capacidade das 
organizações de reduzir a poluição e adotar práticas que promovam a gestão eficiente dos 
recursos naturais. Dentro desse contexto, a responsabilidade social empresarial (RSE) emerge 
como uma estratégia essencial, permitindo que as empresas se diferenciem no mercado ao 
promover ações voltadas à melhoria da sociedade. A RSE não apenas contribui para a 
transformação social e ambiental, mas também fortalece a imagem da empresa diante de seus 
clientes e stakeholders, que cada vez mais valorizam a ética e a transparência nas relações 
comerciais. As empresas que atuam de forma responsável não apenas geram valor para seus 
acionistas, mas também para a sociedade como um todo. 
A Agenda 2030, adotada por 193 países membros da ONU, estabelece um plano global 
para o desenvolvimento sustentável e é um marco para a promoção da sustentabilidade e da 
responsabilidade social. No contexto deste trabalho, o ODS 8 destaca a importância de melhorar 
a eficiência no uso de recursos e dissociaro crescimento econômico da degradação ambiental 
(subponto 8.4), além de promover emprego pleno e produtivo com equidade salarial (subponto 
8.5). Isso reforça a necessidade de as empresas implementarem práticas que não apenas visem 
o lucro, mas também o bem-estar social e ambiental. 
A Natura Cosméticos S/A é um exemplo de como a sustentabilidade pode ser integrada 
nas operações empresariais. Desde 2014, a empresa adota a metodologia EP&L (Environmental 
Profit & Loss), que contabiliza o impacto ambiental de suas operações, além de desenvolver o 
Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) para seus Consultores de Beleza, promovendo 
melhorias em áreas como educação e saúde. Essas iniciativas mostram como a sustentabilidade 
pode ser integrada de forma estratégica e mensurável nas operações empresariais. 
A Danone, por sua vez, alia a saúde do planeta à saúde das pessoas através de sua 
iniciativa "One Planet. One Health". A fábrica de Poços de Caldas recebeu a certificação da 
Carbon Trust, destacando-se por sua neutralidade de carbono e gestão eficiente de resíduos. 
Além disso, a certificação como Empresa B reforça o compromisso da Danone com práticas 
que beneficiam a sociedade e o meio ambiente, servindo como exemplo de sustentabilidade no 
setor alimentício. 
A Unilever segue um plano de sustentabilidade focado em saúde, meio ambiente e 
melhoria das condições de vida. Desde 2015, a empresa já reduziu 74% nas emissões de gases 
de efeito estufa e implementou ações para apoiar pequenas empresas através de plataformas 
digitais. Essas ações demonstram como grandes corporações podem adotar práticas sustentáveis 
em escala global, contribuindo não apenas para a sua competitividade, mas também para a 
construção de um futuro mais sustentável. 
A educação em sustentabilidade é um elemento fundamental que permeia todas essas 
iniciativas. As empresas devem promover a conscientização e o treinamento de seus 
funcionários, além de buscar parcerias com instituições educacionais, criando uma cultura 
organizacional que valorize a sustentabilidade. Esse investimento na formação dos 
colaboradores não apenas fortalece a implementação das práticas sustentáveis, mas também 
engaja os funcionários em ações que beneficiam suas comunidades e o meio ambiente. 
Assim, fica evidente que a integração da sustentabilidade e da responsabilidade social 
nas práticas empresariais é um caminho não apenas desejável, mas essencial para o 
desenvolvimento de uma sociedade mais justa e equilibrada. As experiências da Natura, Danone 
e Unilever ilustram como essas práticas podem ser efetivas e inspiradoras, promovendo 
mudanças positivas que vão além das fronteiras empresariais e impactam a sociedade como um 
todo. 
3. METODOLOGIA 
 
Abordagem do Estudo 
Este estudo adota uma abordagem mista, combinando métodos qualitativos e 
quantitativos para analisar a relevância da sustentabilidade e responsabilidade social nas 
práticas empresariais de três empresas atuantes em São Paulo: Natura, Unilever e Danone. 
 
Revisão da Literatura 
A revisão da literatura abrangeu fontes acadêmicas e institucionais que discutem 
sustentabilidade corporativa e responsabilidade social, fornecendo a base teórica para o estudo. 
Estudo de Caso 
O estudo de caso focou nas práticas de sustentabilidade das empresas Natura, Unilever 
e Danone. Foram examinados relatórios de sustentabilidade e informações de seus sites 
institucionais para obter um panorama de suas práticas e resultados. 
Coleta de Dados e Instrumento de Pesquisa 
Os dados primários foram coletados por meio de um questionário distribuído pelo 
Google Forms, com perguntas de múltipla escolha e escala Likert, visando captar a percepção 
dos consumidores e funcionários sobre as práticas de sustentabilidade das empresas. O 
questionário pode ser acessado através do link: https://forms.gle/25D7jXuFjbYpuFch7 
Análise dos Dados 
Os dados coletados foram analisados utilizando métodos estatísticos descritivos, como 
frequência e porcentagem, organizados em gráficos e tabelas para facilitar a interpretação. O 
software Microsoft Excel foi utilizado para tabulação e análise dos resultados. 
Considerações Éticas 
Todos os participantes foram informados sobre os objetivos da pesquisa e consentiram 
em participar, com a garantia de confidencialidade. 
 
4. RESULTADO E DISCUSSÃO 
 
A presente seção busca examinar os dados coletados por meio de questionários, com o 
objetivo de compreender as percepções e comportamentos dos consumidores em relação à 
sustentabilidade e às práticas sociais das empresas Natura, Unilever e Danone. Para tal, foram 
realizadas entrevistas com 105 pessoas, utilizando um formulário online que abordou tanto a 
consciência dos entrevistados sobre a importância da sustentabilidade, quanto a influência desse 
fator nas decisões de compra. 
Os resultados obtidos serão apresentados e discutidos a seguir, organizados de maneira 
a destacar as principais tendências, inter-relações e implicações das respostas dos participantes. 
Esta análise tem por finalidade não apenas descrever os dados, mas também contextualizá-los 
dentro do quadro teórico abordado na revisão da literatura, buscando identificar padrões e 
lacunas nas práticas de responsabilidade social empresarial. Desta forma, a análise será dividida 
em categorias que refletem os principais temas emergentes dos dados, incluindo a percepção de 
sustentabilidade, o papel das empresas na promoção de práticas sustentáveis e a resposta dos 
consumidores a campanhas publicitárias relacionadas. 
Os dados indicam que a maioria dos entrevistados (63,8%) considera a sustentabilidade 
na produção dos produtos no momento da compra(Gráfico 1), evidenciando uma tendência 
significativa de preocupação com práticas sustentáveis por parte dos consumidores. Este 
percentual reflete uma conscientização crescente sobre o impacto ambiental das escolhas de 
consumo e mostra que a sustentabilidade é um fator relevante para uma parcela considerável 
dos entrevistados. No entanto, 23,8% responderam "talvez", sugerindo que esse grupo pode 
ainda estar em processo de conscientização ou que considera a sustentabilidade de forma 
secundária, dependendo de outros fatores como preço e qualidade do produto. Já a minoria dos 
respondentes, representando 12,4%, afirmou que não leva em conta a sustentabilidade, o que 
aponta para a existência de um segmento que talvez não priorize ou desconheça os impactos 
ambientais envolvidos nas suas escolhas de compra. 
Gráfico 1- Consideração da Sustentabilidade na Compra de Produtos 
 
 
 
 
 
 
Fonte: Elaborado pelos autores, 2024. 
A sustentabilidade é amplamente considerada uma prioridade nos dias de hoje. Entre os 
respondentes, 86,7% confirmam a relevância crescente desse tema (Gráfico 2), refletindo uma 
conscientização social ampliada e um consenso sobre a importância das práticas sustentáveis 
para o futuro ambiental e a responsabilidade corporativa. 
A ausência de respostas negativas ou neutras destaca que, para a maioria, a 
sustentabilidade já é vista como uma questão crucial e urgente, moldando tanto as escolhas de 
consumo quanto as expectativas em relação ao comportamento das empresas. Esses resultados 
reforçam que o público-alvo está atento e valoriza práticas empresariais comprometidas com o 
desenvolvimento sustentável. 
 
 
Gráfico 2- Percepção do Crescimento da Relevância da Sustentabilidade 
 
Fonte: Elaborado pelos autores, 2024. 
Os resultados mostram que 87,6% dos entrevistados acreditam que as empresas têm um 
papel significativo na promoção de práticas sustentáveis e socialmente responsáveis, enquanto 
9,5% responderam “talvez”. Essa predominância de respostas positivas destaca uma expectativa 
clara em relação ao papel das empresas na sustentabilidade, indicando que a maioria das pessoas 
acredita que essas organizações têm responsabilidade no desenvolvimento de práticas quebeneficiem tanto o meio ambiente quanto a sociedade. 
A presença de uma parcela pequena que respondeu “talvez” sugere que, embora a 
maioria veja as empresas como agentes de mudança importantes, alguns ainda podem ter 
dúvidas sobre o compromisso real das empresas ou sobre a eficácia das ações empreendidas. 
Esses dados reforçam a percepção de que há uma demanda crescente para que empresas 
implementem iniciativas sustentáveis e atuem de maneira ética, o que pode também impactar 
suas decisões de compra e imagem no mercado. 
Gráfico 3- Percepção sobre o Papel das Empresas na Promoção de Práticas Sustentáveis 
 
Fonte: Elaborado pelos autores, 2024. 
A disposição dos consumidores para pagar mais por produtos de empresas sustentáveis 
também reflete uma tendência de apoio a práticas responsáveis. Entre os entrevistados, 50,5% 
indicaram que pagariam um valor adicional por produtos de marcas como Natura, Unilever e 
Danone, comprometidas com a sustentabilidade. Esse dado destaca uma parcela significativa 
de consumidores que valorizam a responsabilidade ambiental e social das empresas, mesmo 
que isso implique custos mais elevados. Além disso, 41,9% dos entrevistados responderam 
“talvez,” sugerindo que quase metade do público considera pagar um valor extra, mas ainda 
pondera fatores como preço, credibilidade das práticas sustentáveis e percepção de valor. Por 
outro lado, 7,6% dos respondentes não estariam dispostos a pagar mais, indicando uma minoria 
que talvez priorize o custo em detrimento da sustentabilidade. Esses dados revelam, portanto, 
que, embora haja um interesse considerável em apoiar empresas sustentáveis, a disposição para 
pagar a mais não é universal e ainda depende de variáveis econômicas e da clareza com que as 
empresas comunicam suas práticas sustentáveis. 
Gráfico 4- Disposição dos Consumidores a Pagar Mais por Produtos de Empresas Sustentáveis 
 
Fonte: Elaborado pelos autores, 2024. 
Os dados coletados evidenciam que 78,1% dos respondentes consideram a Natura a 
empresa mais comprometida com práticas de sustentabilidade, enquanto 17,1% indicaram a 
Unilever, e as menções à Danone foram insignificantes (Gráfico 5). Esse destaque dado à 
Natura pode ser interpretado como reflexo de sua estratégia consolidada de responsabilidade 
socioambiental, posicionando-se como uma marca pioneira no Brasil em práticas sustentáveis. 
A Unilever, com uma representação menor, sugere que, embora vista positivamente, 
suas ações de sustentabilidade podem não ter a mesma amplitude ou visibilidade para o público 
brasileiro. A ausência de reconhecimento à Danone aponta para a necessidade de maior 
visibilidade e comunicação de suas iniciativas sustentáveis, uma vez que essa percepção é 
fundamental para a fidelização de consumidores conscientes. Esses dados reforçam a 
importância de uma comunicação transparente sobre práticas sustentáveis, evidenciando que 
ela influencia diretamente a percepção e preferência dos consumidores por determinadas 
marcas. 
Gráfico 5- Percepção de Sustentabilidade nas Práticas de Produção: Natura, Unilever e Danone 
 
Fonte: Elaborado pelos autores, 2024. 
Os dados indicam que, quando questionados sobre já terem deixado de comprar um 
produto por considerá-lo insustentável, 28,6% dos entrevistados responderam "sim", enquanto 
47,6% afirmaram "não" e 23,8% escolheram "talvez" (Gráfico 6). Esses números revelam que, 
embora a sustentabilidade seja considerada por uma parcela dos consumidores, a maioria ainda 
não evita a compra exclusivamente com base nesse critério. 
A resposta de 47,6% em "não" sugere que muitos consumidores continuam a priorizar 
fatores como preço e conveniência em suas decisões de compra, enquanto a escolha de "talvez" 
por 23,8% demonstra uma disposição intermediária. Esse grupo, mais aberto a considerar a 
sustentabilidade, representa uma oportunidade para empresas fortalecerem a comunicação 
sobre práticas sustentáveis, incentivando decisões de consumo mais conscientes. 
Portanto, embora a sustentabilidade seja um valor em crescimento, ainda enfrenta 
obstáculos para se consolidar como fator determinante na escolha de consumo para a maioria 
dos entrevistados. 
Gráfico 6- Influência da Sustentabilidade na Decisão de Compra dos Consumidores 
 
Fonte: Elaborado pelos autores, 2024. 
 
A análise revelou que 80% dos entrevistados já participaram de alguma campanha ou 
ação de sustentabilidade promovida por empresas como Natura, Unilever ou Danone, enquanto 
20% responderam "não". Essa elevada taxa de participação reflete o interesse e engajamento do 
consumidor em iniciativas de sustentabilidade e aponta que campanhas de conscientização e 
ações sociais dessas empresas encontram forte adesão. 
A significativa participação sugere que os consumidores estão dispostos a colaborar em 
ações que beneficiem o meio ambiente e a sociedade, destacando a importância de continuar 
promovendo essas iniciativas. Esse cenário indica que investir em campanhas de 
sustentabilidade é uma estratégia eficaz para aproximar as marcas do público, que valoriza 
ações voltadas ao impacto positivo ambiental e social. 
Assim, empresas que continuam a investir em práticas sustentáveis tendem a fortalecer 
sua imagem perante consumidores cada vez mais atentos e exigentes quanto à responsabilidade 
socioambiental. 
Gráfico 7- Participação em Campanhas de Sustentabilidade Promovidas por Empresas 
 
Fonte: Elaborado pelos autores, 2024. 
Quando questionados sobre os fatores que influenciam suas escolhas na compra de 
produtos sustentáveis, uma significativa parcela de 51,1% dos entrevistados reconheceu que 
preço, qualidade e marca são elementos que impactam suas decisões. Além disso, 29,5% dos 
participantes destacaram a qualidade como o aspecto mais determinante, enquanto 12,4% 
focaram no preço como um critério relevante (Gráfico 8). 
Esses achados evidenciam que, para a maioria dos consumidores, a decisão de compra 
é moldada por uma variedade de fatores, refletindo tanto a percepção de valor quanto a 
confiança nas marcas. A disposição para adquirir produtos sustentáveis parece estar atrelada a 
um equilíbrio entre custo acessível, qualidade e reputação da marca, o que sublinha a 
importância de empresas como Natura, Unilever e Danone alinharem suas estratégias de 
produção e comunicação a essas expectativas. 
A ênfase na qualidade, indicada por 29,5% dos entrevistados, mostra que os 
consumidores buscam produtos sustentáveis que atendam a critérios rigorosos de desempenho. 
Por sua vez, o preço, embora mencionado por uma fração menor de 12,4%, ainda é um fator 
relevante, sugerindo que uma maior acessibilidade poderia incentivar o aumento do consumo 
de produtos sustentáveis. 
Gráfico 8- Fatores que Influenciam a Decisão de Compra de Produtos Sustentáveis 
 
Fonte: Elaborado pelos autores, 2024. 
A importância do envolvimento das empresas em ações de responsabilidade social é 
amplamente reconhecida pelos entrevistados, com 74,3% atribuindo a essa prática a 
classificação de "extremamente importante" (nota 5 em uma escala de 1 a 5). Outros 12,4% 
consideraram essas ações “bastante relevantes”, concedendo a nota 4, embora não a considerem 
essenciais. Apenas 3,8% dos participantes optaram por uma avaliação baixa (nota 1), e não 
houve registros para a nota 2, o que indica uma percepção predominantemente positiva em 
relação à responsabilidade social empresarial (Gráfico 9). 
Esse padrão de respostas reforça que os consumidores valorizam o comprometimento 
das empresas com práticas socialmente responsáveis. Para as organizações, isso aponta para a 
necessidade de priorizar investimentos em iniciativas que beneficiem a sociedade, visto que tais 
ações podem ser decisivas para conquistar e fidelizar clientes. Ademais, a predominância de 
notas elevadas destaca o impacto positivo que o envolvimento social pode exercer na imagem 
da marca e nas escolhas de compra dosconsumidores. 
 
 
 
 
 
Gráfico 9- Importância das Ações de Responsabilidade Social para os Consumidores 
 
Fonte: Elaborado pelos autores, 2024. 
A percepção dos consumidores sobre a relação entre as campanhas publicitárias da 
Natura, Unilever e Danone e suas práticas de sustentabilidade apresenta um panorama dividido. 
Entre os 105 entrevistados, 48,6% acreditam que as campanhas refletem de forma clara e 
verdadeira as ações sustentáveis das empresas. Em contraste, 11,4% discordam dessa 
afirmação, enquanto 40% optaram pela opção "talvez", revelando uma indecisão significativa. 
Esses resultados indicam que, embora quase metade dos respondentes confie na 
autenticidade das mensagens publicitárias, uma parcela considerável permanece cética ou 
incerta, apontando para a necessidade de melhorias na clareza e na transparência da 
comunicação. A baixa taxa de respostas negativas (11,4%) sugere que, apesar de reconhecerem 
os esforços das empresas, muitos consumidores ainda desejam informações mais concretas 
sobre as práticas sustentáveis implementadas. Essa análise ressalta a importância de um diálogo 
aberto e informativo entre as empresas e seus consumidores. A transparência nas iniciativas de 
sustentabilidade não apenas fortalece a confiança do público, mas também é crucial para 
consolidar o apoio dos consumidores às marcas. 
Gráfico 10- Percepção da credibilidade nas campanhas publicitárias 
 
Fonte: Elaborado pelos autores, 2024. 
Considerações Finais 
Este trabalho buscou compreender as percepções dos consumidores sobre a atuação de 
empresas como Natura, Unilever e Danone em relação à sustentabilidade e responsabilidade 
social. A pesquisa revelou que a maioria dos entrevistados reconhece a importância dessas 
práticas e demonstra um interesse considerável em apoiar marcas que se comprometem com a 
sustentabilidade. 
Na seção dedicada à opinião dos entrevistados sobre como as empresas poderiam 
melhorar sua atuação em sustentabilidade social, foi possível coletar uma variedade de 
sugestões valiosas. As principais categorias de respostas incluem: 
Transparência nas Práticas: Um número significativo de entrevistados enfatizou a 
necessidade de as empresas aumentarem a transparência sobre suas práticas sustentáveis. 
Sugestões incluíram a divulgação de relatórios claros que detalhem os impactos sociais e 
ambientais das operações. 
Investimento em Comunidades: Muitos participantes destacaram a importância de que 
as empresas realizem investimentos em programas sociais nas comunidades onde atuam. A 
educação e a capacitação profissional foram frequentemente mencionadas como áreas 
prioritárias. 
Redução de Resíduos: Uma quantidade considerável de respostas abordou a necessidade 
de desenvolver estratégias mais eficazes para a redução de resíduos, incluindo a promoção da 
economia circular, que pode ajudar a minimizar os impactos ambientais. 
Parcerias com ONGs: Alguns entrevistados sugeriram que as empresas formem 
parcerias com organizações não governamentais, visando a implementação de projetos sociais 
e ambientais de impacto positivo nas comunidades. 
Essas sugestões refletem uma preocupação crescente dos consumidores em relação à 
atuação social das empresas e indicam áreas específicas em que as organizações podem avançar 
para alinhar suas práticas às expectativas da sociedade. A disposição dos consumidores em 
apoiar empresas que adotam ações efetivas em sustentabilidade social demonstra um forte 
desejo por mudanças e melhorias. 
Conclui-se que, para fortalecer a confiança e o apoio do público, as empresas devem 
ouvir essas sugestões e implementá-las de maneira estratégica. A transparência, o engajamento 
comunitário, a redução de resíduos e as parcerias significativas não apenas beneficiam a 
sociedade, mas também fortalecem a imagem e a relevância das marcas no mercado competitivo 
atual. 
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NATURA & CO. Relatório de Sustentabilidade 2023. São Paulo: Natura, 2018. Disponível 
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