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Sustentabilidade
Sustentabilidade e 
desenvolvimento 
socioeconômico
Bloco 1
Raquel Carnivalle Silva Melillo
Curiosidade
Figura 1 – Cooperação para a Sustentabilidade
Fonte: elenabs/iStock.com.
Você sabia que mesmo os mais 
favorecidos não se sentem satisfeitos?
O sistema atual não atende a nenhuma 
expectativa.
Todos carecem de mudanças e melhorias 
na qualidade de vida.
Sustentabilidade para Todos
Há necessidade de pensar sobre nosso mundo e sobre a forma
como nos relacionamos entre nós mesmos e com o ambiente em
que estamos inserimos. O essencial é que tal mudança seja
aplicada em nossas atividades e em nossos ambientes de ação
cotidiana (SACHS, 2004).
Sustentabilidade na Gestão
• Gerir significa dar rumo aos processos e amparar, monitorar
seu funcionamento.
• O gestor se torna um ator fundamental, sendo sua visão
rumo à sustentabilidade essencial para que as decisões
tomadas sejam mais bem-sucedidas (ALMEIDA, 2012).
Indicadores do Desenvolvimento Sustentável
Figura 2 – Indicadores Ambientais
Fonte: filo/iStock.com.
Diferentes variáveis devem ser 
consideradas para melhor 
analisar o cenário que envolve 
a organização.
Tais variáveis devem ser 
analisadas e acompanhadas, e 
o emprego de indicadores 
possibilita esse processo.
Indicadores do Desenvolvimento Sustentável
Do ponto de vista ambiental, temos que considerar as reservas e suas
potencialidades no que se refere à quantidade e à qualidade
(FANTINATTI; FERRÃO; ZUFFO, 2015).
• Ecoeficiência: índices para o consumo de recursos, a redução e a
reciclagem.
• Pegada Ecológica: índice da quantidade de recursos para a
manutenção do status quo (VILELA JÚNIOR; DEMAJOROVIC, 2006).
• No Brasil, usa-se o modelo da Organização da Cooperação para o
Desenvolvimento Econômico (OCDE).
Fontes de Informação – Pressão, Condição e Resposta (PSR)
Figura 3 – As três dimensões da informação
Fonte: adaptada de Firjan (2008). 
Indicadores de Pressão 
Figura 4 - Pressão Antrópica
Fonte: Abscent84/iStock.com.
Pressão (P) das ações 
antrópicas sobre o 
ambiente, por meio, por 
exemplo, da liberação de 
CO2, resíduos, efluentes 
etc.
Denota as atividades que 
são realizadas, a natureza 
dessas atividades e o grau 
de comprometimento com 
a sustentabilidade.
Indicadores de Condição 
Figura 5 – Poluição e Recursos Afetados 
Fonte: blueringmedia/iStock.com
O estado ou as 
condições (S) do meio, 
por meio, por exemplo, 
de concentração de 
compostos tóxicos ou 
estranhos, mudanças 
ecossistêmicas, 
interferências em 
serviços ambientais etc.
Indica a amplitude do 
impacto e o potencial de 
recuperação do meio.
Indicadores de Resposta
Figura 6 – Planejamento e Melhorias
Fonte: Adyna/iStock.com.
A resposta (R) é 
representada por meio 
de ações políticas, 
sociais e econômicas.
Demonstra o 
comprometimento para 
a melhoria e as ações 
adotadas tanto para 
minimizar impactos 
quanto para revertê-
los.
Indicadores do Desenvolvimento Sustentável
O modelo PSR é muito empregado por sua característica ampla, que
aborda desde a origem da problemática até as ações para a melhoria.
• Sua implementação permite separar melhor as fontes de informação e as
ações.
• Permite dar um melhor diagnóstico, tanto dos aspectos quanto dos
impactos ambientais.
• Ampara o processo de tomada de decisão.
Sustentabilidade e 
desenvolvimento 
socioeconômico
Bloco 2
Raquel Carnivalle Silva Melillo
Indicadores – Dimensão Ambiental
Ambiental
O importante é entender os impactos efetivos nos 
recursos e na capacidade suporte de receber resíduos 
(FANTINATTI; FERRÃO; ZUFFO, 2015). 
Índices que indiquem:
• Substituição de materiais tóxicos.
• Base de insumos mais diversa.
• Minimização da geração de resíduos.
• Reaproveitamento de rejeitos, resíduos etc.
Indicadores – Dimensão Social
Social
Esse tipo de indicador acompanha as condições de
qualidade de vida e de inserção social da população
(VILELA JÚNIOR; DEMAJOROVIC, 2006).
Índices que indiquem:
• Desenvolvimento Humano (IDH).
• Responsabilidade Social Empresarial.
• Condições de seguridade, trabalhistas.
• Ações sociais etc.
Indicadores – Dimensão Econômica
Econômica
Esses indicadores refletem a necessidade do sucesso, da
manutenção da atividade, da oferta de empregos e da
produção de bens essenciais para o atendimento da
população (DIAS, 2009).
Índices que indiquem:
• Troca de produtos.
• Necessidades de manutenção.
• Reclamações ou devoluções.
• Perda de mercado, fidelização etc.
Indicadores – Dimensão Territorial
Territorial
Indicadores que se referem à distribuição dos mercados, da
população e dos recursos (VILELA JÚNIOR; DEMAJOROVIC,
2006).
Índices que indiquem:
• Qualidade dos recursos: água, solo.
• Contaminação e processos de remediação.
• Deslocamentos: localização de
consumidores e fornecedores.
• Entregas, prazos etc.
Indicadores – Dimensão Política
Política
Os indicadores dessa dimensão condicionam e orientam as
tomadas de decisão que serão realizadas (DIAS, 2009;
FANTINATTI; FERRÃO; ZUFFO, 2015).
Índices que indiquem:
• Atendimento à legislação.
• Cumprimento de termos de conduta.
• Tendências e projeções de mercados.
• Certificações, melhorias de processo etc.
Sustentabilidade e 
desenvolvimento 
socioeconômico
Bloco 3
Raquel Carnivalle Silva Melillo
Contexto Socioeconômico Atual
Vivemos uma realidade em que houve homogeneização de padrões de
consumo, que ocorre de maneira independente da disponibilidade de
recursos de cada localidade, além da exploração desenfreada de recursos
naturais e da dependência de fontes não renováveis de energia, como é o
caso do petróleo (DONAIRE, 1999; ZYLBERSZTAJN; LINS, 2011).
Contexto Socioeconômico Atual
• Geração sem precedentes 
de substâncias nocivas que 
se depositam na água, na 
atmosfera e no solo.
• Crescente utilização de um 
único meio de transporte.
• Substituição da cultura 
local pela cultura das 
empresas, com 
padronização de hábitos 
de consumo.
Figura 7 – Falta de Liberdade
Fonte: z_wei/iStock.com.
Desenvolvimento Econômico
Na economia, a mudança ocorre com novos modelos, impulsos e
iniciativas que conquistem a sociedade que começa a notar os prejuízos
que tem sofrido (ZYLBERSZTAJN; LINS, 2011).
Há a necessidade de redefinição de objetivos e de busca por maior
consonância entre as dimensões da sustentabilidade (ALMEIDA, 2012).
Dimensões Fundamentais
Sustentabilidade
Social
Econômica
AmbientalPolítica
Territorial
Figura 8 – As 5 dimensões da sustentabilidade 
Fonte: elaborada pela autora.
Desenvolvimento das Organizações 
A organização deve trabalhar internamente, começando pelos
processos operacionais, com Indicadores de Desempenho Operacional
(IDO), orientados por ações gerenciais coerentes que podem ser
acompanhadas por Indicadores de Desempenho Gerencial (IDG), e
externamente, acompanhando Indicadores de Condições Ambientais
(ICA) e as relações com interessados em geral e atentando para seu
impacto nas demais dimensões.
Indicadores Aplicados
Figura 9 – Sustentabilidade na organização 
Fonte: adaptada de Firjan (2008).
Oportunidades
Muitas oportunidades se destacam:
“(...) a reciclagem de materiais que tem trazido uma grande economia
de recursos para as empresas; o reaproveitamento de resíduos
internamente ou sua venda para outras empresas através de Bolsas
de Resíduos ou negociações bilaterais; o desenvolvimento de novos
processos produtivos (...) se transformam em vantagens competitivas
(...) o aparecimento de um mercado promissor ligado à variável
ambiental (...)” (DONAIRE, 1999).
Estratégias Sustentáveis
Adotar as estratégias corretas o mais rápido possível pode ser questão de manutenção
de sua existência no mercado (DIAS, 2009; PINSKY; DIAS; KRUGLIANSKAS, 2013).
Entre as melhorias:
• Participação em novos nichos de mercado.
• Melhor imagem da empresa.
• Maior valor agregado.
• Renda com venda de materiais descartados.
• Desenvolvimento de colaboradores.
• Inserçãoem padrões externos etc.
Benefícios Econômicos e Estratégicos
BENEFÍCIOS ECONÔMICOS
Economia de custos
Economias devido à redução do consumo de água, energia e outros insumos.
Economias devido à reciclagem, a vendas, ao aproveitamento de resíduos e à diminuição de efluentes.
Redução de multas e penalidades por poluição.
Incrementos de receitas
Aumento da contribuição marginal de “produtos verdes”, que podem ser vendidos a preços mais altos.
Aumento da participação no mercado devido à inovação dos produtos e a menos concorrência.
Linhas de novos produtos para novos mercados.
Aumento da demanda para produtos que contribuam para a diminuição da poluição.
BENEFÍCIOS ESTRATÉGICOS
Melhoria da imagem institucional.
Renovação do “portfólio” de produtos.
Aumento da produtividade.
Alto comprometimento do pessoal.
Melhora nas relações de trabalho.
Melhoria e criatividade para novos desafios.
Melhoria das relações com os órgãos governamentais, a comunidade e os grupos ambientalistas.
Acesso assegurado ao mercado externo.
Melhor adequação aos padrões ambientais.
Quadro 1 – Benefícios da variável ambiental nas empresas 
Fonte: adaptado de Donaire (1999). 
Sustentabilidade e Desenvolvimento Econômico
Quando se fala em sustentabilidade e desenvolvimento econômico, a chave
é a nova mentalidade que deve ser empregada ao analisar os contextos
interno e externo à organização. Além disso, deve-se trabalhar nos mais
diversos eixos a fim de propiciar melhorias assertivas para as três
dimensões: social, econômica e ambiental.
Teoria em Prática
Bloco 4
Raquel Carnivalle Silva Melillo
Reflita sobre a seguinte situação
Quando tratamos do desenvolvimento socioeconômico
sustentável, devemos pensar nos fatores que devem ser
considerados como pontos de atenção.
Uma boa maneira de mapeá-los é empregar indicadores.
Reflita sobre a seguinte situação
Reflita sobre as principais informações que tais indicadores devem
levantar para tornar possível a tomada de decisão.
Considere um setor produtivo de sua escolha e pense quais seriam as
informações necessárias relativas a pressões, condições e respostas.
Esse levantamento permite entender melhor os pontos de melhoria?
Norte para a resolução...
Pressão:
• Sistemas energéticos empregados; matérias-primas e processos empregados;
geração de resíduos, efluentes e emissões.
Condições:
• Acompanhamento da qualidade da água, do solo e do ar; presença de fauna e
flora.
Respostas:
• Iniciativas sustentáveis; projetos sociais ou ambientais; programas;
treinamentos; certificações voluntárias; adequação legal.
Norte para a resolução...
• Empregar indicadores possibilita um diagnóstico mais eficiente e o
monitoramento das ações empregadas.
• Cada setor terá suas especificidades, mas as dimensões de informações
serão as mesmas.
• Identificar pontos de melhoria gera oportunidades de ação e inovação!
Dica da Professora
Bloco 5
Raquel Carnivalle Silva Melillo
Dica da Professora
Há muita discussão sobre como implementar
sustentabilidade de maneira efetiva nos negócios.
A dica é a leitura de um excelente artigo que
discute o tema, chamado Desenvolvimento
sustentável, uma perspectiva econômico-ecológica,
publicado em 2012, de Ademas Romeiro.
Figura 10 – Desenvolvimento Sustentável
Fonte: imagem capturada de 
https://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0103-40142012000100006. 
Acesso em: 27 ago. 2020.
https://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0103-40142012000100006
Referências
ALMEIDA, F. Desenvolvimento sustentável 2012-2050: visão, rumos e
contradições. Rio de Janeiro: Elsevier, 2012.
DIAS, R. Gestão Ambiental: responsabilidade social e sustentabilidade.
São Paulo: Atlas, 2009.
DONAIRE, D. Gestão Ambiental na empresa. 2. ed. São Paulo: Atlas,
1999.
Referências
FANTINATTI, P.; FERRÃO, A.; ZUFFO, A. Indicadores de sustentabilidade em
engenharia: como desenvolver. Rio de Janeiro: Elsevier, 2015.
SISTEMA FIRJAN. Manual de Indicadores Ambientais. Rio de Janeiro:
DIM/GTM, 2008.
PINSKY, V. C.; DIAS, J. L.; KRUGLIANSKAS, I. Gestão estratégica da
sustentabilidade e inovação. Rev. Adm. UFSM, v. 6, n. 3, p. 465-480, 2013.
Disponível em: https://periodicos.ufsm.br/reaufsm/article/view/10020.
Acesso em: 27 ago. 2020.
Referências
SACHS, I. Desenvolvimento: includente, sustentável, sustentado. Rio
de Janeiro: Garamond, 2004.
VILELA JÚNIOR, A.; DEMAJOROVIC, J. Modelos e Ferramentas de
Gestão Ambiental: desafios e perspectivas para as organizações. São
Paulo: Senac, 2006.
ZYLBERSZTAJN, D.; LINS, C. (org.). Sustentabilidade e Geração de
Valor: a transição para o século XXI. Rio de Janeiro: Elsevier, 2011.
Bons estudos!

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