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A Arte e a Educação Sensorial no Contexto da Inclusão Falar sobre Inclusão no contexto escolar e social é falar sobre a sensibilidade, a flexibilidade e a criatividade para ensinar a todas/os e a cada um/a das/os estudantes. Assim, podemos recorrer às expressões culturais, artísticas e sensoriais... Contudo, vamos expandir nosso olhar, para apreciar as Artes para além de entretenimento e de seu poder terapêutico. Vamos pensar as Artes como área de conhecimento que oportuniza o desenvolvimento humano de forma integral. E assim, ao invés dos obstáculos, nos envolvermos com a permeabilidade de encontros, de saberes, de fazeres, de sentimentos, de vidas... Com a Arte podemos proporcionar o respeito pela diversidade. A Arte é uma forma de expressão de nossas culturas que permite às pessoas exporem suas opiniões e sentimentos de maneira criativa. Ao demonstrar suas ideias de maneira artística, as pessoas são capazes de compartilhar suas diferenças e mostrar que todos somos únicos, mas, ao mesmo tempo, somos iguais. A Arte é um processo complexo que envolve a interação de todo nosso corpo. Quando uma/a estudante está produzindo arte, as regiões responsáveis pela visão, audição e linguagem são ativadas para permitir que ela/e interprete e compreenda sua produção. E, ainda, as regiões responsáveis pela emoção são ativadas para permitir que a/o estudante e quem aprecia sua criação reajam à produção artística. Da mesma maneira, a apreciação artística ocorre pelo contato sensorial, que ativa todos os nossos sentidos, ampliando assim, nossas leituras de mundo. Portanto, no percurso desta disciplina, você terá a oportunidade de compreender o potencial educativo e inclusivo da Arte, refletindo sobre as potencialidades da Arte e da Cultura não só no ambiente educacional, mas, pensando também a Inclusão Social. Além disso, você irá compreender a importância da Educação Sensorial na Educação Inclusiva e Especial. E desta forma, poderá contribuir para a construção de uma escola inclusiva criativa. Sendo assim, a disciplina está organizada em quatro unidades de estudo, e o conteúdo de cada uma delas será abordado semanalmente: Semana 1: A Arte na Educação Inclusiva e Especial; Semana 2: Arte, Cultura e Inclusão Social; Semana 3: Educação Sensorial na Educação Inclusiva e Especial; e Semana 4: Criatividade e Escolas Inclusivas. Objetivos de aprendizagem da semana Ao final desta semana a/o discente deverá ser capaz de: - Compreender o potencial educativo e inclusivo da Arte; - Refletir sobre o conceito de Cognição Imaginativa. Orientação aos discentes para a semana e definição dos materiais da semana A Arte - cênica, plástica, visual, musical, etc. - como uma ferramenta de inclusão, enquanto área de conhecimento, para além de sua possibilidade de entretenimento e de seu aparato terapêutico, pode potencializar o desenvolvimento da percepção visual e auditiva, da expressão corporal, da intuição, da imaginação, do pensamento analógico, concreto, holístico, da reflexão, da criatividade, da coordenação motora e de outros aspectos que podem favorecer o processo de ensino e aprendizagem, como também as emoções, sensações e percepções. E nesse sentido, é importante que haja a possibilidade de fazer Arte e fruir Arte. Esta semana inaugural da disciplina “A ARTE E A EDUCAÇÃO SENSORIAL NO CONTEXTO DA INCLUSÃO”, com o tema “A ARTE NA EDUCAÇÃO INCLUSIVA E ESPECIAL” tem como objetivo proporcionar reflexões sobre a contribuição da Arte no contexto da inclusão educacional. Para tanto, querida/o cursista, vamos estudar o artigo da professora adjunta da Faculdade de Educação da Universidade Federal de Minas Gerais, Departamento de Ciências Aplicadas à Educação, Libéria Rodrigues Neves: Contribuições da Arte ao Atendimento Educacional Especializado e à Inclusão Escolar. A professora traz reflexões sobre a Arte como exercício cognitivo da metáfora nos levando a compreender o conceito de Cognição Imaginativa, analisando três propostas distintas com Artes em ambientes educacionais não escolares para nos incitar a (re)pensar sobre as vivências artísticas para os processos de inclusão escolar e de atendimento educacional especializado. Dessa forma, nesta primeira semana, vamos socializar nossas reflexões sobre o tema em um fórum de discussão. Para ampliar nossas reflexões sobre a Arte na Educação Especial e Inclusiva, temos como bibliografia complementar o artigo de José Cavalcante Lacerda Junior e da Maria Inês Gasparetto Higuchi, “As vivências artísticas como práticas de inclusão”. O artigo traz a realidade de um Liceu da cidade de Manaus, no Amazonas. É uma leitura prazerosa e muito significativa para (re)construirmos nosso conhecimento acerca do papel da Arte nos processos de inclusão. Vale a leitura. Atenção: Na quarta e última semana desta disciplina, teremos a atividade prática para compor o portfólio final. Para isso, você já pode começar a pensar uma proposta pedagógica criativa inclusiva (utilizando atividades culturais/artísticas) para desenvolver em sua escola. Mais detalhes sobre a elaboração desta tarefa, você receberá na última semana! Desejo uma boa semana de estudos! A Arte na Educação Inclusiva e Especial Bibliografia Básica: 1. Contribuições da Arte ao Atendimento Educacional Especializado e à Inclusão Escolar. https://www.scielo.br/j/rbee/a/ZzmNgKnzXcJh3w5nyrZJpMx/?lang=pt&format=pdf Bibliografia Complementar: 2. As vivências artísticas como práticas de inclusão. https://periodicos.ufsm.br/educacaoespecial/article/view/44380/pdf Arte, Cultura e Inclusão Social Objetivos de aprendizagem da semana Ao final desta semana a/o discente deverá ser capaz de: - Compreender as potencialidades da Arte e da Cultura para a Inclusão Social; - Relacionar experiências artísticas e culturais diversas para o processo de Inclusão Social com a Educação Inclusiva e Especial. Orientação aos discentes para a semana e definição dos materiais da semana Queridos/as cursistas, Nesta segunda semana de estudos da disciplina “ARTE E EDUCAÇÃO SENSORIAL NO CONTEXTO DA INCLUSÃO”, vamos nos envolver com a temática “ARTE, CULTURA E INCLUSÃO SOCIAL”. A Inclusão Social é um conjunto de ações que objetivam incluir os grupos marginalizados da sociedade, independente de classe social, de educação, de condição física e mental, de gênero, de etnia, de orientação sexual, de local em que se vive, etc., garantindo uma participação social igualitária, o combate à segregação e a viabilização de bens e serviços. Em nosso país, espaços culturais e artísticos que garantem a participação de todas/os as/os cidadãs/os são bem raros, ocasionando, assim, a exclusão social. Essa exclusão não deveria ser latente, visto que a cultura e a arte são importantes potencializadores da inclusão social, uma vez que são disparadoras de sentidos e expressões, como também possibilitam a construção de identidade e autonomia. Infelizmente, a desigualdade, o preconceito e a segregação ainda se fazem presentes como barreiras na construção social de nossa sociedade. Desta forma, buscando compreender as potencialidades da Arte e da Cultura para a Inclusão Social, vamos estudar três artigos que apresentam linguagens artísticas e culturais diferentes, como o Hip Hop, o Teatro e o Circo, sendo instrumentos e práticas que favorecem a Inclusão Social de grupos diversos com e/ou sem deficiências. Para complementar nossa experiência educativa temos o artigo que envolve a Arte na Inclusão Social de refugiados e imigrantes em Portugal. A atividade desta semana será um fórum em que você, cursista, irá refletir com as/os outras/os colegas sobre a Inclusão Social através das ações artísticas e culturais que estudaremos nos artigos, apresentando uma notícia sobre o tema em questão, não deixando de relacionar a Inclusão Social com a Inclusão Escolar. Atenção: Na quarta e última semana desta disciplina, teremos a atividade prática para compor o portfólio. Para isso, você já pode começar a pensar uma proposta pedagógica criativa inclusiva (utilizando atividades culturais/artísticas) para desenvolverem sua escola. Mais detalhes sobre a elaboração desta tarefa, você receberá na última semana! Desejo uma boa semana de estudos! Bibliografia básica: 1) A LINGUAGEM COMO INSTRUMENTO DE INCLUSÃO SOCIAL: UMA EXPERIÊNCIADE ENSINO DO HIP HOP PARA JOVENS E ADULTOS COM DEFICIÊNCIA INTELECTUAL E AUTISMO. https://www.scielo.br/j/mov/a/FPNMgjNZJcfjXK8PDpGJkLF/?format=pdf&lang=pt 2) Deficiência e teatro: arte e conscientização. https://www.scielo.br/j/pcp/a/v69P6sTkVxVYrLbYHCyxtZw/?format=pdf&lang=pt 3) Circo social e práticas educacionais não governamentais. https://www.scielo.br/j/psoc/a/78GsCQmfX8QjJswT8ZqGRtx/?format=pdf&lang=pt Bibliografia complementar: 1) A arte enquanto potenciadora de inclusão social de refugiados e imigrantes. Estudos de caso, em Portugal. https://www.scielo.br/j/remhu/a/GdPfnRnydRWy97bmkwW9nFQ/?format=pdf&lang=pt Educação Sensorial na Educação Inclusiva e Especial Objetivos de aprendizagem da semana Ao final desta semana a/o discente deverá ser capaz de: - Refletir sobre a importância da Educação Sensorial na Educação Inclusiva e Especial; - Compreender o conceito de Integração Sensorial e sua relação com a inclusão escolar; - Analisar como a Arte e a Educação Sensorial contribuem de forma mútua para o processo de inclusão. Orientação aos discentes para a semana e definição dos materiais da semana Nas unidades anteriores, nos detemos sobre a importância de fazer e fruir Arte e Cultura para o contexto inclusivo. Sabemos que a Cultura e a Arte envolvem de forma intrínseca o sistema sensorial. Por isso, nesta segunda semana da disciplina “ARTE E EDUCAÇÃO SENSORIAL NO CONTEXTO DA INCLUSÃO”, vamos estudar a “EDUCAÇÃO SENSORIAL NA EDUCAÇÃO INCLUSIVA E ESPECIAL”. A Educação Sensorial abarca os cinco sentidos – visão, audição, olfato, paladar e tato – como também o sistema vestibular, e o sistema proprioceptivo, que, respectivamente, são os responsáveis pelo equilíbrio/direção, e nível do movimento/consciência corporal. Todas as atividades de nossa vida, quer seja o desenvolvimento físico ou o cognitivo, perpassam pela Educação Sensorial. Nessa perspectiva, a Educação Sensorial colabora de forma mais potente para todas/os estudantes, em especial as/os com deficiências, tornando o processo educativo mais significativo, quando as experiências sensoriais são estimuladas de forma efetiva e interdisciplinar. E dessa forma, oportunizando o aprimoramento da coordenação motora, o contato com texturas, a autonomia do movimento e da locomoção, a tomada de decisões, entre outras, contribuindo para a inteireza do ser em seus aspectos cognitivo, linguístico, emocional e social. Há muitas possibilidades de se trabalhar a Educação Sensorial nas escolas para além dos trabalhos artísticos, como através de jardins, hortas, tapetes, livros, salas, casas, murais, painéis, kits, caixas sensoriais, entre outras... Prezada/o cursista, buscando refletir sobre a importância da Educação Sensorial, vamos estudar os artigos de Francielle Lima Alves e Sindiany Suelen Caduda dos Santos, “Manguezal para os sentidos: uma exposição sensorial como prática inclusiva”, e de Carla Nunes Trevisan e Geison Jader Mello “Jardim Sensorial: a implantação de um espaço não formal de Educação Inclusiva”. Para compreendermos o conceito de Integração Sensorial, vamos estudar o artigo de Patrícia Furtuoso e Nerli Nonato Ribeiro Mori, “Integração sensorial e modulação sensorial de escolares com transtorno do espectro do autismo”. Buscando ampliar nossa discussão, sugiro como leitura complementar os seguintes artigos: PAINEL SENSORIAL COMO INCENTIVO NO DESENVOLVIMENTO DA APRENDIZAGEM DO LÚDICO NA EDUCAÇÃO INCLUSIVA. A inclusão dos alunos com deficiência sensoriais e não sensoriais nas aulas de Educação Física de Ponta Porã e a abordagem dos professores. Atenção: Na próxima semana desta disciplina, teremos a atividade prática para compor o portfólio. Para isso, você já pode começar a pensar uma proposta pedagógica criativa inclusiva (utilizando atividades artísticas e/ou culturais) para desenvolver em sua escola. Mais detalhes sobre a elaboração desta tarefa, você receberá na última semana! Se desejar já colocar a proposta em prática, não esqueça de fotografar! Bons estudos! Referência Básica: 1) MANGUEZAL PARA OS SENTIDOS:UMA EXPOSIÇÃO SENSORIAL COMO PRÁTICA INCLUSIVA. https://periodicos.ufpb.br/ojs/index.php/rteo/article/view/56096/33489 2) Jardim Sensorial: a Implantação de um Espaço Não Formal de Educação Inclusiva. https://sol.sbc.org.br/index.php/semiedu/article/view/20201/20029 3) Integração sensorial e modulação sensorial de escolares com transtorno do espectro do autismo. https://www.conjecturas.org/index.php/edicoes/article/view/2017/1484 Referência Complementar: 4) PAINEL SENSORIAL COMO INCENTIVO NODESENVOLVIMENTO DA APRENDIZAGEM DO LÚDICO NA EDUCAÇÃO INCLUSIVA. https://proceedings.science/cintedes-2019/trabalhos/a-importancia-do-trabalho-sensorial-para-alunos-com-deficiencia-no-aee-relato-de?lang=pt-br 5)A inclusão dos alunos com deficiência sensoriais e não sensoriais nas aulas de Educação Física de Ponta Porã e a abordagem dos professores. https://ojs.ufgd.edu.br/index.php/horizontes/article/view/6298/3298 Criatividade e Escolas Inclusivas Objetivos de aprendizagem da semana Ao final desta semana a/o discente deverá ser capaz de: - Compreender a relação entre a criatividade e a construção de escolas inclusivas; - Desenvolver uma proposta criativa inclusiva. Orientação aos discentes para a semana e definição dos materiais da semana Querida/o cursista, Enfim, chegamos à nossa quarta e última semana de estudos da disciplina “ARTE E EDUCAÇÃO SENSORIAL NO CONTEXTO DA INCLUSÃO” com o tema “CRIATIVIDADE E ESCOLAS INCLUSIVAS”. Espero que esta disciplina possa ter contribuído de forma significativa para a sua construção de conhecimento e para o seu fazer pedagógico acerca da Inclusão. Uma escola inclusiva demanda criatividade. O fazer pedagógico frente a diversidade de estudantes exige planejamentos e ações que sejam dinâmicos e inovadores (Precisamos desvincular a ideia de inovação com a de avanço tecnológico. Afinal, inovação não representa apenas o que é digital, há muitas ideias e iniciativas incríveis analógicas), que clamem por novas experiências, que valorizem a diversidade, que não subestimem erros, que perpassem por (re)criações. E, deste modo, descortina em toda a comunidade escolar, da/o estudante à gestão, a sagacidade de sempre estar se (re)fazendo, primando pela sensibilidade e criatividade. Inovar é a capacidade de pensar, imaginar, fazer diferente de forma impactante. É esse o exercício de criatividade que precisamos incentivar em nossas escolas, e na nossa vida. Transformar nossas escolas em espaços inclusivos e criativos não é trazer uma nova roupagem para a Educação, aos moldes do Novo Ensino Médio, que, transvestido de inovador, desrespeita os saberes docentes e se torna uma barreira para a construção do pensamento crítico, reflexivo, criativo, ocasionando mais segregação e exclusão social. Neste sentido, para estudarmos aspectos que nos falem sobre criatividade e inclusão educacional, vamos ler o artigo “Escolas criativas e inclusão” e o artigo “Lúdico e criatividade dialogam com inclusão?”. Como já anunciado desde o início desta disciplina, para a atividade desta semana você deverá planejar e colocar em prática uma atividade pedagógica criativa inclusiva (utilizando atividades artísticas e/ou culturais) para desenvolver em sua escola. Depois, escreva um breve relato de experiência, inserindo fotos e fazendo relação entre a teoria aprendida em todo o curso, em especial, nesta disciplina, e a prática desenvolvida por você. Desejo bons estudos e boa criatividade para a sua proposta prática! Foi um prazer “estar” com você nestas semanas de estudos! Bibliografia Básica: 1. Escolas criativas e inclusão. https://www.e-publicacoes.uerj.br/index.php/revistateias/article/view/59025/38787 2. Lúdico e criatividade dialogam com inclusão?