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13 - Avaliação e Regulação da Educação Superior no Brasil - Impasses e 
Desafios 
Julgue os itens. 
1. O uso de indicadores como o CPC (Conceito Preliminar de Curso) e o IGC (Índice 
Geral de Cursos) para fins de regulação é alvo de críticas acadêmicas pelo fato de a 
distribuição dos conceitos de 1 a 5 ser balizada por uma curva normal de Gauss, o que 
implica que, matematicamente, sempre haverá um percentual aproximado de 25% de 
cursos e instituições com notas baixas, independentemente de ter ocorrido uma 
evolução real e absoluta na qualidade da oferta educacional. 
2. No atual marco regulatório federal, as universidades e centros universitários, gozando 
de autonomia, dispensam atos autorizativos prévios do Ministério da Educação para a 
criação e oferta de novos cursos de graduação, ao contrário das faculdades isoladas — 
que representam a vasta maioria das IES no país —, as quais dependem de autorização 
prévia do poder público para o funcionamento de qualquer curso. 
3. Embora o Enade seja um exame de larga escala fundamental para o cálculo dos 
indicadores de qualidade do Sinaes, ele não permite a comparação direta de 
desempenho entre diferentes ciclos avaliativos, uma vez que suas provas não são 
compostas por itens padronizados que garantam a estabilidade e a comparabilidade dos 
níveis de dificuldade ao longo do tempo. 
4. De acordo com Neave e Van Vught, a emergência do "Estado Avaliador" na década 
de 1980 representou uma transição na qual os estados nacionais passaram a atuar 
como "estados interventores", reduzindo a autonomia acadêmica ao passar a cobrar 
resultados expressos em produtos acadêmicos quantificáveis e padronizados. 
5. Com a flexibilização normativa introduzida pelo Decreto nº 9.057 de 2017, o sistema 
brasileiro passou a permitir o credenciamento de Instituições de Ensino Superior (IES) 
destinadas à oferta exclusivamente de cursos na modalidade de Educação a Distância 
(EaD), o que é apontado como um dos catalisadores do crescimento acelerado dessa 
modalidade no país. 
6. O uso de indicadores como o CPC (Conceito Preliminar de Curso) e o IGC (Índice 
Geral de Cursos) para fins de regulação é alvo de críticas acadêmicas pelo fato de a 
distribuição dos conceitos ser balizada por uma curva normal de Gauss, o que implica 
que, matematicamente, sempre haverá um percentual aproximado de 25% de cursos e 
instituições com notas baixas (1 e 2), independentemente de ter ocorrido uma evolução 
real e absoluta na qualidade da oferta educacional. 
7. No atual marco regulatório federal brasileiro, faculdades isoladas, centros 
universitários e universidades públicas e privadas submetem-se exclusivamente ao 
mesmo fluxo de atos autorizativos prévios junto ao Ministério da Educação para a 
criação de qualquer novo curso de graduação. 
8. Embora o Enade seja um exame de larga escala fundamental para o cálculo dos 
indicadores de qualidade do Sinaes, ele não permite a comparação direta de 
desempenho entre diferentes ciclos avaliativos, uma vez que suas provas não são 
compostas por itens padronizados que garantam a estabilidade e a comparabilidade dos 
níveis de dificuldade ao longo do tempo. 
9. No modelo de regulação derivado da implementação do Sinaes, a avaliação externa 
in loco constitui um procedimento compulsório apenas para os cursos e instituições 
cujos indicadores preliminares resultaram em conceitos inferiores a 3. 
10. No contexto da obra "Escola e Democracia", a Pedagogia Nova é classificada como 
uma teoria não-crítica porque desloca o eixo da marginalidade da ignorância para a 
inadaptação, sustentando a crença de que a escola pode superar a marginalidade social 
ao ajustar o indivíduo ao grupo, independentemente dos condicionantes 
socioeconômicos objetivos. , 
11. De acordo com a 11ª tese de Saviani sobre as relações entre educação e política, a 
função política da educação cumpre-se apenas quando ela se realiza como prática 
especificamente pedagógica de socialização do saber sistematizado, recusando, 
portanto, a dissolução direta da especificidade escolar na luta política partidária. , 
12. O Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (Enade), por ser um exame de 
larga escala utilizado para o cálculo de indicadores de qualidade no Sinaes, permite a 
comparação longitudinal direta do desempenho institucional entre ciclos avaliativos 
distintos, visto que suas provas são compostas por itens padronizados que garantem a 
estabilidade dos níveis de dificuldade ao longo do tempo. 
13. No método didático da pedagogia histórico-crítica, o passo da "instrumentalização" 
representa o ponto culminante do processo educativo, caracterizando-se pelo salto 
qualitativo do aluno de uma visão sincrética para uma compreensão sintética e orgânica 
da prática social. 
14. A partir da flexibilização normativa introduzida pelo Decreto nº 9.057 de 2017, o 
sistema federal brasileiro passou a admitir o credenciamento de Instituições de Ensino 
Superior (IES) destinadas exclusivamente à oferta de cursos na modalidade de 
Educação a Distância (EaD), prescindindo da oferta presencial concomitante. 
15. O uso de indicadores como o CPC (Conceito Preliminar de Curso) e o IGC (Índice 
Geral de Cursos) para fins de regulação é alvo de críticas acadêmicas pelo fato de a 
distribuição dos conceitos ser balizada pela curva normal de Gauss, o que implica que, 
matematicamente, sempre haverá um percentual aproximado de 25% de cursos e 
instituições situados nos estratos inferiores (notas 1 e 2), independentemente de ter 
ocorrido uma evolução real e absoluta na qualidade da oferta educacional. 
16. No âmbito do sistema federal de ensino superior brasileiro, as universidades e os 
centros universitários gozam de autonomia para a criação de novos cursos de 
graduação, ao passo que as faculdades — que representam a vasta maioria das IES no 
país — dependem exclusivamente de ato autorizativo prévio do Ministério da Educação 
para iniciar a oferta de qualquer curso superior. 
17. O Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (Enade) constitui um instrumento 
que permite a comparação longitudinal direta do desempenho acadêmico institucional 
entre diferentes ciclos avaliativos, uma vez que suas provas são compostas por itens 
padronizados que asseguram a estabilidade e a comparabilidade dos níveis de 
dificuldade ao longo do tempo. 
18. A partir da flexibilização normativa introduzida pelo Decreto nº 9.057/2017, tornou-
se juridicamente viável o credenciamento de Instituições de Ensino Superior (IES) 
destinadas à oferta de cursos apenas na modalidade de Educação a Distância (EaD), 
prescindindo-se da obrigatoriedade de oferta concomitante de cursos presenciais. 
19. A expressão "estado avaliador", conforme formulada por Neave (1994), refere-se a 
um modelo de regulação que substitui o controle burocrático tradicional pela concessão 
de autonomia plena às instituições, de modo que o Estado renuncia ao seu papel de 
fiscalizador para atuar exclusivamente como financiador indireto do sistema. 
20. O fluxo regulatório federal brasileiro caracteriza-se pela complexidade e morosidade, 
podendo envolver até cinco unidades administrativas distintas do Ministério da 
Educação e levar anos até que uma decisão final sobre atos autorizativos seja proferida. 
21. No marco regulatório federal brasileiro atual, as universidades e os centros 
universitários gozam de autonomia para a criação de novos cursos de graduação, ao 
passo que as faculdades isoladas dependem exclusivamente de ato autorizativo prévio 
do Ministério da Educação para iniciar a oferta de qualquer curso superior. 
22. O cálculo dos indicadores de qualidade CPC (Conceito Preliminar de Curso) e IGC 
(Índice Geral de Cursos) fundamenta-se na distribuição pela curva normal de Gauss, o 
que implica que, matematicamente, sempre haverá uma parcela aproximada de 25% de 
cursos e instituições situados nos estratos inferiores de qualidade (notas 1de fiscalização a posteriori; 
(D) o fluxo regulatório federal para autorização é centralizado na Secretaria de 
Educação Superior (Sesu), o que garante a emissão de pareceres conclusivos em 
prazos inferiores a seis meses; 
(E) a autorização prévia é exigível apenas para universidades e centros universitários, 
enquanto as faculdades isoladas, por representarem 94% das IES, possuem um rito 
simplificado de adesão voluntária. 
Questão 37 O conselho universitário de uma prestigiada instituição de ensino superior 
privada, visando consolidar sua marca no mercado, decide publicar um relatório técnico 
demonstrando a “evolução constante e absoluta da qualidade acadêmica” de seus 
cursos. Para isso, os analistas utilizam uma comparação longitudinal direta entre as 
notas brutas obtidas pelos seus estudantes no Enade nas edições de 2015, 2018, 2021 
e 2024. 
Com base na análise técnica sobre os instrumentos do Sinaes apresentada por Sampaio 
e Pires (2025), é correto afirmar que: 
(A) a comparação é viável, pois o Inep utiliza itens padronizados e pré-testados (TRI) 
em todas as edições do Enade, garantindo a estabilidade da régua de dificuldade ao 
longo do tempo; 
(B) o Enade é um exame de larga escala que, por sua natureza robusta, permite que as 
instituições adotem estratégias específicas de diferenciação de mercado baseadas no 
desempenho histórico; 
(C) a comparação longitudinal pretendida carece de viabilidade técnica, uma vez que as 
provas do Enade não possuem itens padronizados, tornando os níveis de dificuldade 
variáveis entre os ciclos avaliativos; 
(D) os resultados do Enade servem exclusivamente para fins de autoavaliação 
institucional (CPA), não podendo ser utilizados para compor indicadores de regulação 
como o CPC e o IGC; 
(E) a evolução da qualidade absoluta só poderia ser comprovada se a instituição 
substituísse o Enade por registros administrativos de empregabilidade, conforme 
exigência do Decreto nº 9.235/2017. 
Questão 38 O coordenador de um curso de graduação em uma faculdade isolada, após 
investimentos vultosos na qualificação do corpo docente (atingindo 100% de doutores) 
e na modernização integral da infraestrutura laboratorial, recebe o relatório do Conceito 
Preliminar de Curso (CPC) com a nota 2. Inconformado, ele questiona o Inep, alegando 
que o indicador não captou a melhoria real e absoluta do curso. 
Considerando a lógica estatística de distribuição de conceitos discutida por Sampaio e 
Pires (2025), é correto afirmar que: 
(A) a nota 2 é atribuída automaticamente a qualquer instituição que não possua 
programas de pós-graduação stricto sensu recomendados pela Capes, conforme as 
portarias de 2007 e 2008; 
(B) o Sinaes garante que instituições com bons padrões de qualidade nunca sejam 
classificadas nos estratos inferiores, visto que o CPC mede a evolução absoluta de cada 
curso individualmente; 
(C) a insatisfação do coordenador é justificada, pois o CPC é um indicador de 
diagnóstico pedagógico que prioriza a diversidade de vocações institucionais em 
detrimento de ranqueamentos; 
(D) o resultado reflete o uso da curva normal de Gauss na distribuição das notas, o que 
condena estatisticamente cerca de 25% do sistema a conceitos baixos (1 e 2), 
independentemente da qualidade absoluta; 
(E) a nota obtida dispensa a visita in loco dos avaliadores externos, uma vez que a 
regulação pressupõe que cursos com CPC 2 já atingiram a maturidade de qualidade 
necessária para a renovação automática. 
Questão 39 Um pesquisador em políticas educacionais argumenta em um fórum que a 
relação entre o Estado brasileiro e as IES manifesta a face do “estado interventor”. Ele 
sustenta que o MEC, ao exigir resultados expressos em produtos acadêmicos 
quantificáveis e padronizados para renovar o credenciamento de instituições 
anteriormente autônomas, está exercendo o que Guy Neave denomina “estado 
avaliador”. 
 À luz das definições teóricas apresentadas por Sampaio e Pires (2025), é correto 
afirmar que: 
(A) o modelo de “estado avaliador” pressupõe a renúncia do Estado ao papel de 
fiscalizador, transferindo a coordenação do sistema inteiramente para o mercado de livre 
concorrência; 
(B) a expressão “estado avaliador” refere-se a situações em que os estados nacionais 
controlam sistemas anteriormente autônomos, passando a cobrar resultados em forma 
de produtos acadêmicos padronizados; 
(C) o Sinaes, ao focar na autoavaliação (CPA), eliminou o caráter interventor do Estado 
brasileiro, garantindo que as universidades funcionem como comunidades 
autogovernadas de scholars; 
(D) o papel de “modelador” exercido pelo Estado consiste exclusivamente na alocação 
de recursos financeiros diretos, sem interferir na tipologia ou na organicidade do sistema 
de ensino superior; 
(E) a coordenação do sistema de ensino superior brasileiro é caracterizada pela 
descentralização, na qual o MEC abdica do julgamento de mérito em prol da soberania 
das avaliações das agências de classe. 
Questão 40 Durante a elaboração do Plano de Desenvolvimento Institucional (PDI) de 
um novo centro universitário, o departamento jurídico adverte sobre as complexidades 
do fluxo regulatório federal. Os advogados destacam que o trâmite para atos 
autorizativos pode envolver múltiplas unidades administrativas e que o marco legal para 
a Educação a Distância (EaD) sofreu flexibilizações importantes que impactam a 
estratégia de expansão. 
Nos termos do marco legal e dos desafios administrativos apontados por Sampaio e 
Pires (2025), é correto afirmar que: 
(A) o fluxo regulatório federal é centralizado e célere, sendo que o Inep é a única 
instância responsável pelo processo decisório final sobre o credenciamento de novas 
instituições; 
(B) o Decreto nº 9.057/2017 veda o credenciamento de instituições que pretendam atuar 
exclusivamente na modalidade EaD, exigindo oferta presencial prévia para garantir a 
qualidade; 
(C) o fluxo administrativo de atos autorizativos é caracterizado pela morosidade, 
podendo envolver até cinco unidades do MEC e levar anos até que uma decisão final 
seja proferida; 
(D) a Secretaria de Educação Superior (Sesu) é o órgão responsável por realizar as 
visitas de avaliação in loco e aplicar o Enade em todas as instituições privadas do 
sistema federal; 
(E) a regulação da educação superior brasileira orienta-se atualmente por um sistema 
simplificado que dispensa o cumprimento de normas gerais para instituições com fins 
lucrativos. 
Questão 41 Considere que um grupo educacional protocola no sistema e-MEC um 
pedido de credenciamento para o funcionamento da “Faculdade de Ciências Aplicadas 
de Minas” e a autorização para a oferta de seu primeiro curso de graduação presencial. 
Durante o planejamento, os gestores argumentam que, baseados no princípio 
constitucional da livre iniciativa e na autonomia acadêmica garantida às Instituições de 
Ensino Superior (IES), podem iniciar a captação de alunos e as aulas imediatamente 
após o protocolo, submetendo-se à avaliação do MEC apenas no momento do 
reconhecimento posterior do curso. 
À luz do marco regulatório federal descrito nas fontes, assinale a alternativa que 
descreve corretamente a situação jurídica desta instituição. 
A) A faculdade pode iniciar as atividades imediatamente, pois universidades e 
faculdades gozam das mesmas prerrogativas de autonomia pedagógica, dispensando 
autorização prévia para cursos presenciais. 
B) O início das aulas após o protocolo é permitido, desde que a instituição comprove 
possuir corpo docente com 100% de mestres e doutores e infraestrutura física já 
concluída no sistema e-MEC. 
C) A pretensão dos gestores é irregular, pois faculdades isoladas não possuem 
autonomia para criar cursos e dependem obrigatoriamente de ato autorizativo prévio 
(autorização) do Ministério da Educação. 
D) A legislação federal permite o funcionamento imediato apenas se a faculdadefor 
credenciada exclusivamente para a modalidade EaD, conforme a flexibilização 
introduzida pelo Decreto nº 9.057/2017. 
Questão 42 O coordenador de um curso de graduação em uma IES privada recebe o 
relatório do Conceito Preliminar de Curso (CPC) e observa a nota 2. Em sua contestação 
ao INEP, o coordenador alega que o curso realizou investimentos vultosos em 
laboratórios e na qualificação docente (regime de trabalho e titulação) e que, por isso, a 
nota deveria ser obrigatoriamente superior a 3. 
Com base nas críticas técnicas e metodológicas à lógica estatística do Sinaes 
apresentadas nas fontes, assinale a causa provável desse resultado. 
A) O CPC é um indicador qualitativo subjetivo que ignora investimentos físicos e 
titulação docente, baseando-se exclusivamente na autoavaliação institucional produzida 
pela CPA. 
B) A distribuição das notas fundamenta-se na curva normal de Gauss, o que implica que 
cerca de 25% do sistema sempre será classificado nos estratos 1 e 2 para fins de 
ranqueamento, independentemente da qualidade absoluta. 
C) O sistema e-MEC prioriza a morosidade administrativa, de modo que investimentos 
realizados no último triênio só são computados no ciclo avaliativo subsequente por falta 
de integração de dados. 
D) O resultado 2 é uma punição automática aplicada a cursos que não utilizam itens 
padronizados e pré-testados em seus exames internos de avaliação de desempenho 
estudantil. 
Questão 43 O Reitor de uma Universidade Federal, visando fundamentar o novo Plano 
de Desenvolvimento Institucional (PDI), solicita à sua equipe técnica um relatório que 
demonstre a evolução histórica e o valor agregado da formação acadêmica dos 
estudantes nos últimos 15 anos. Para isso, propõe comparar longitudinalmente o 
desempenho médio da instituição nas provas do Enade de cycles avaliativos distintos 
(ex: 2009, 2012, 2015 e 2024). 
De acordo com as limitações técnicas dos instrumentos de avaliação descritas nas 
fontes, essa comparação é: 
A) Tecnicamente inviável para monitorar a evolução histórica, pois as provas do Enade 
não possuem itens padronizados, o que torna os níveis de dificuldade variáveis entre as 
edições. 
B) Plenamente viável, visto que o Inep utiliza a Teoria de Resposta ao Item (TRI) e itens 
padronizados em todas as edições do Enade, garantindo uma régua de dificuldade 
estável no tempo. 
C) Possível apenas para as instituições que optam pelo regime de adesão voluntária ao 
Sinaes, seguindo os princípios originais do Programa Institucional das Universidades 
Brasileiras (Paiub). 
D) Válida somente se a instituição apresentar, de forma concomitante, os registros 
administrativos de empregabilidade e a taxa de ingresso de egressos em programas de 
pós-graduação. 
Questão 44 Uma organização privada protocola um pedido de credenciamento 
institucional visando atuar no sistema federal de ensino superior. O projeto pedagógico 
foca inteiramente na modalidade de Educação a Distância (EaD), sem qualquer previsão 
de oferta de cursos presenciais. O setor jurídico da mantenedora questiona se a 
ausência de cursos presenciais consolidados pode ser um impedimento legal para a 
obtenção do credenciamento. 
Com base nas transformações normativas ocorridas a partir de 2017, assinale a 
alternativa correta. 
A) O credenciamento seria negado, pois a LDB de 1996 exige que toda IES comprove 
excelência acadêmica na modalidade presencial por no mínimo cinco anos antes de 
expandir para a EaD. 
B) A proposta é juridicamente inviável porque a regulação federal vincula a oferta de 
EaD à existência de polos de apoio presencial que devem obrigatoriamente ofertar 
cursos presenciais. 
C) O pedido é viável, pois o Decreto nº 9.057/2017 possibilitou o credenciamento de IES 
destinadas exclusivamente à oferta de cursos na modalidade de Educação a Distância. 
D) A instituição deve ser criada primeiro como universidade para gozar de autonomia 
plena, pois apenas universidades possuem o direito de ofertar cursos 100% EaD desde 
a sua fundação. 
Questão 45 Analise a seguinte afirmação teórica: “O Estado brasileiro, ao instituir um 
sistema de avaliação nacional padronizado (Sinaes) que cobra resultados expressos em 
produtos acadêmicos quantificáveis e utiliza indicadores sintéticos como referencial 
básico para atos de regulação e supervisão, manifesta uma característica específica da 
coordenação de sistemas de ensino superior”. 
Segundo Guy Neave, citado nas fontes, essa face do Estado denomina-se: 
A) Estado Liberal Autônomo, que abdica do papel de fiscalizador para atuar apenas 
como financiador indireto. 
B) Estado Avaliador, que atua como uma face do Estado Interventor ao controlar 
sistemas anteriormente autônomos por meio de cobrança de resultados padronizados. 
C) Estado Burocrático Tradicional, cuja regulação é desvinculada de qualquer 
julgamento de mérito ou valor sobre a formação oferecida. 
D) Estado Comunitário de Scholars, no qual as universidades funcionam como 
comunidades autogovernadas e elitizadas, sem interferência ministerial. 
 
Gabarito 
Questão 1: C 
Questão 2: A 
Questão 3: D 
Questão 4: B 
Questão 5: B 
Questão 6: D 
Questão 7: C 
Questão 8: B 
Questão 9: D 
Questão 10: A 
Questão 11: C 
Questão 12: D 
Questão 13: A 
Questão 14: C 
Questão 15: B 
Questão 16: C 
Questão 17: C 
Questão 18: A 
Questão 19: D 
Questão 20: B 
Questão 21: B 
Questão 22: D 
Questão 23: C 
Questão 24: A 
Questão 25: B 
Questão 26: D 
Questão 27: B 
Questão 28: D 
Questão 29: A 
Questão 30: C 
Questão 31: D 
Questão 32: B 
Questão 33: E 
Questão 34: A 
Questão 35: A 
Questão 36: A 
Questão 37: C 
Questão 38: D 
Questão 39: B 
Questão 40: C 
Questão 41: C 
Questão 42: B 
Questão 43: A 
Questão 44: C 
Questão 45: Be 2), 
independentemente de uma eventual evolução real e absoluta do sistema educacional 
como um todo. 
23. Os resultados obtidos no Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (Enade) 
constituem uma ferramenta técnica que permite a comparação longitudinal direta do 
desempenho acadêmico institucional entre diferentes ciclos avaliativos, uma vez que 
suas provas garantem a estabilidade e a comparabilidade dos níveis de dificuldade ao 
longo do tempo. 
24. A partir da flexibilização normativa introduzida pelo Decreto nº 9.057 de 2017, tornou-
se juridicamente viável o credenciamento de Instituições de Ensino Superior (IES) 
destinadas à oferta apenas de cursos na modalidade de Educação a Distância (EaD), 
prescindindo-se da obrigatoriedade de oferta concomitante de cursos presenciais. 
25. A expressão "estado avaliador", conforme a perspectiva de Neave, descreve um 
modelo de regulação que representa a face do "estado interventor", caracterizando-se 
pela cobrança de resultados expressos em produtos acadêmicos quantificáveis e 
padronizados de sistemas que eram anteriormente autônomos. 
26. O modelo brasileiro de avaliação institucional do Sinaes, apesar de sua robustez, 
enfrenta críticas por ser homogeneizador, uma vez que seus princípios e instrumentos 
foram originalmente concebidos para avaliar prioritariamente as universidades públicas, 
mantendo-se em grande medida inalterados a despeito da atual dimensão e 
heterogeneidade do sistema. 
27. No âmbito do fluxo regulatório federal, as universidades e os centros universitários 
gozam de autonomia para a criação de novos cursos de graduação, ao passo que as 
faculdades isoladas dependem exclusivamente de ato autorizativo prévio do Ministério 
da Educação para iniciar a oferta de qualquer curso superior. 
28. O Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (Enade), embora fundamental 
para o cálculo de indicadores como o CPC e o IGC, não constitui uma ferramenta técnica 
que permite a comparação longitudinal direta do desempenho acadêmico institucional 
entre diferentes ciclos avaliativos, visto que suas provas sempre carecem de itens 
padronizados que garantam a estabilidade dos níveis de dificuldade ao longo do tempo. 
29. Com a flexibilização normativa introduzida pelo Decreto nº 9.057 de 2017, o sistema 
federal brasileiro passou a admitir o credenciamento de Instituições de Ensino Superior 
(IES) destinadas à oferta apenas de cursos na modalidade de Educação a Distância 
(EaD), prescindindo-se da obrigatoriedade de oferta presencial concomitante. 
30. A adoção da curva normal de Gauss para a distribuição das notas de indicadores 
como o CPC e o IGC garante que o Sinaes meça a evolução absoluta da qualidade 
educacional do sistema, impossibilitando que instituições com bons padrões de 
qualidade sejam estatisticamente classificadas nos estratos inferiores para fins de 
ranqueamento. 
31. No atual marco regulatório federal brasileiro, as universidades e os centros 
universitários gozam de prerrogativas de autonomia para a criação de novos cursos de 
graduação, ao passo que as faculdades isoladas — que representam a vasta maioria 
das IES no país — dependem exclusivamente de ato autorizativo prévio do Ministério 
da Educação para iniciar a oferta de qualquer curso superior. 
32. Devido à adoção da curva normal de Gauss para a distribuição dos conceitos de 
indicadores como o CPC e o IGC, o sistema de avaliação brasileiro condena 
estatisticamente uma parcela de instituições a notas baixas para fins de ranqueamento, 
de modo que sempre haverá cerca de 25% de cursos e IES com notas 1 e 2, 
independentemente de uma eventual melhoria real na qualidade absoluta da oferta. 
33. Dada a inexistência de itens padronizados na composição das provas do Exame 
Nacional de Desempenho de Estudantes (Enade), seus resultados não permitem a 
comparação longitudinal direta do desempenho acadêmico entre ciclos avaliativos 
distintos, o que limita a eficácia do exame para monitorar a evolução histórica da 
qualidade do ensino superior. 
34. Com o advento do Decreto nº 9.057 de 2017, tornou-se juridicamente viável o 
credenciamento de Instituições de Ensino Superior (IES) voltadas apenas para a oferta 
de cursos na modalidade de Educação a Distância (EaD), prescindindo da exigência de 
oferta presencial prévia ou concomitante. 
35. O atual fluxo regulatório federal brasileiro caracteriza-se pela centralização e 
celeridade administrativa, de modo que o processo decisório sobre atos autorizativos de 
cursos e instituições tramita em uma única unidade administrativa do Ministério da 
Educação (MEC), o que garante a emissão de pareceres conclusivos em prazos 
inferiores a um ano. 
 
Gabarito e Justificativas 
1. CERTO. Os autores citam Verhine (2015) e Nascimento (2021) para explicar que, por 
ser um cálculo baseado na curva de Gauss (distribuição normal), o sistema condena 
estatisticamente uma parcela das instituições a notas baixas (1 e 2), servindo mais para 
ranqueamento do que para medir a evolução real da qualidade. 
2. CERTO. O artigo destaca que faculdades (94% das IES e 12% das matrículas) são 
as que mais sofrem com a morosidade regulatória, pois dependem de autorização para 
abrir ou fechar cursos, enquanto universidades e centros universitários (84% das 
matrículas) têm autonomia para criar cursos sem o ato autorizativo prévio. 
3. CERTO. O texto afirma explicitamente que "como a prova do Enade não é composta 
por itens padronizados, os níveis de dificuldade das provas são variáveis e não 
permitem comparações entre os ciclos avaliativos". 
4. CERTO. A expressão "Estado Avaliador" de Neave é associada à face do "estado 
interventor", que ostensivamente controla sistemas anteriormente autônomos cobrando 
resultados quantificáveis. 
5. CERTO. O Decreto 9.057 possibilitou que IES fossem criadas oferecendo cursos 
apenas a distância, sem a necessidade de oferta presencial concomitante, fator que, 
somado à pandemia, acelerou a expansão da EaD. 
6. CERTO. Os autores destacam que, por ser um cálculo baseado na distribuição normal 
(curva de Gauss), o sistema condena estatisticamente uma parcela das instituições a 
notas baixas, funcionando mais como um ranqueamento comparativo do que como uma 
medida de evolução absoluta da qualidade. 
7. ERRADO. A questão utiliza a palavra excludente "exclusivamente" para invalidar a 
afirmativa, pois universidades e centros universitários gozam de autonomia e, portanto, 
dispensam atos autorizativos prévios para a criação de cursos, ao contrário das 
faculdades isoladas, que dependem de autorização prévia do MEC. 
8. CERTO. O texto afirma explicitamente que, como as provas do Enade não possuem 
itens padronizados, os níveis de dificuldade variam entre as edições, o que impede a 
comparação longitudinal dos resultados entre ciclos avaliativos distintos. 
9. CERTO. Conforme as portarias normativas que regulamentaram o fluxo após a 
criação do CPC e IGC, a visita in loco tornou-se compulsória somente para quem atinge 
nota abaixo de 3; as instituições com notas iguais ou superiores a 3 podem solicitar a 
visita apenas se desejarem tentar melhorar o conceito obtido preliminarmente. 
10. Certo. Saviani agrupa a Pedagogia Nova entre as teorias não-críticas justamente 
por ela considerar a educação como um instrumento de harmonização social, ignorando 
que a marginalidade é um fenômeno estrutural da sociedade de classes. 
11. Certo. Esta é a conclusão fundamental de Saviani nas "Onze Teses": a maior 
contribuição política da educação reside em realizar bem a sua tarefa específica de 
transmitir o conhecimento elaborado às massas, instrumentalizando-as para a luta 
social. , 
12. Errado. Segundo as fontes, o Enade não permite comparações entre ciclos 
avaliativos porque suas provas não utilizam itens padronizados, o que resulta em níveis 
de dificuldade variáveis que impossibilitam a comparação direta de desempenho ao 
longodo tempo. 
13. Errado. O salto qualitativo e a alteração da consciência em relação à prática social 
definem o momento da Catarse. A instrumentalização é a fase anterior, que consiste na 
apropriação das ferramentas teóricas e práticas (o conhecimento) necessárias para 
esse salto. 
14. Certo. O referido decreto alterou o marco regulatório, permitindo que IES sejam 
credenciadas para atuar apenas na modalidade EaD, o que é citado como um fator de 
aceleração da expansão dessa modalidade no Brasil. 
15. CERTO. As fontes destacam que a metodologia de cálculo do CPC e IGC, baseada 
na distribuição normal, condena estatisticamente uma parcela das instituições a notas 
baixas, funcionando mais como um ranqueamento comparativo do que como uma 
medida de evolução absoluta da qualidade. 
16. CERTO. De acordo com as normas de regulação vigentes, universidades e centros 
universitários possuem autonomia para criar cursos (embora devam registrá-los 
posteriormente), enquanto as faculdades (94% das IES) necessitam obrigatoriamente 
de autorização prévia específica do MEC. 
17. ERRADO. As fontes afirmam explicitamente que o Enade não permite 
comparações entre ciclos avaliativos porque suas provas não utilizam itens 
padronizados, o que resulta em níveis de dificuldade variáveis que impedem a 
comparação direta de desempenho ao longo do tempo. 
18. CERTO. O Decreto nº 9.057/2017 alterou o marco regulatório, permitindo que IES 
sejam criadas para atuar exclusivamente na modalidade EaD, fator apontado como 
catalisador da expansão acelerada desse setor no Brasil. 
19. ERRADO. Conforme os autores, o "estado avaliador" manifesta, na verdade, a face 
do "estado interventor", que controla sistemas anteriormente autônomos passando a 
cobrar resultados expressos em produtos acadêmicos quantificáveis e padronizados. 
20. CERTO. A estrutura regulatória brasileira é descrita como um "cipoal de normas" e 
um fluxo extenso que envolve múltiplas instâncias (como Seres, Inep, CNE, 
Sesu/Setec), resultando em morosidade e em um enorme passivo de processos. 
21. CERTO. As fontes destacam que universidades e centros universitários 
(responsáveis por 84% das matrículas) têm autonomia para criar cursos sem 
autorização prévia, enquanto as faculdades isoladas (que representam 94% do total de 
IES) dependem obrigatoriamente dessa autorização ministerial. 
22. CERTO. De acordo com as fontes, o uso da curva de Gauss para o cálculo do CPC 
e IGC é alvo de críticas justamente porque condena estatisticamente o quartil inferior a 
notas baixas para fins de ranqueamento, independentemente da qualidade absoluta 
apresentada. 
23. ERRADO. As fontes afirmam explicitamente que o Enade não permite 
comparações entre ciclos avaliativos, pois suas provas não são compostas por itens 
padronizados, o que resulta em níveis de dificuldade variáveis que impedem a 
comparação direta de desempenho no tempo. 
24. CERTO. O Decreto nº 9.057/2017 alterou o marco regulatório ao permitir que IES 
sejam credenciadas para atuar exclusivamente na modalidade EaD, fator que atuou 
como catalisador da expansão desse setor no Brasil. 
25. CERTO. Conforme as fontes, o "estado avaliador" manifesta a face do "estado 
interventor" ao controlar sistemas anteriormente autônomos por meio da exigência de 
produtividade acadêmica padronizada e quantificável. 
26. Certo. As fontes destacam que o modelo foi concebido para um sistema menor e 
menos diverso, originalmente focado em universidades públicas, e que a manutenção 
desses princípios ignora a atual complexidade do sistema massificado. 
27. Certo. De acordo com o marco regulatório, faculdades isoladas (que representam 
94% das IES) necessitam de autorização prévia, enquanto universidades e centros 
universitários (84% das matrículas) têm autonomia para criar cursos sem o ato 
autorizativo prévio. 
28. Certo. O texto afirma explicitamente que, devido à ausência de itens padronizados, 
o nível de dificuldade do Enade é variável, o que impede a comparação de desempenho 
entre diferentes ciclos. 
29. Certo. O Decreto nº 9.057/2017 permitiu o credenciamento de IES para atuar 
exclusivamente na modalidade EaD, o que é citado como um dos fatores para o 
crescimento acelerado dessa modalidade no país. 
30. Errado. A aplicação da curva de Gauss é alvo de críticas justamente porque 
condena estatisticamente cerca de 25% dos cursos e instituições a notas baixas (1 e 2) 
para fins de ranqueamento, independentemente de ter ocorrido uma evolução real na 
qualidade absoluta da oferta. 
31. Certo. Conforme as fontes, o sistema federal diferencia as IES por formato 
acadêmico: universidades e centros universitários (84% das matrículas) têm autonomia 
para criar cursos, enquanto as faculdades (94% das IES) necessitam de autorização 
prévia ministerial. 
32. Certo. A literatura citada nas fontes critica o uso da curva de Gauss para regulação, 
pois ela é um instrumento de ranqueamento relativo; matematicamente, o quartil inferior 
sempre receberá notas 1 e 2, mesmo que a qualidade geral do sistema tenha subido. 
33. Certo. As fontes afirmam explicitamente que os níveis de dificuldade das provas do 
Enade são variáveis por falta de itens padronizados, impossibilitando comparações 
entre diferentes ciclos e prejudicando a análise da consolidação institucional. 
34. Certo. O Decreto 9.057/2017 é apontado como um dos catalisadores da expansão 
da EaD por permitir a criação de IES "exclusivamente EaD", alterando a dinâmica 
anterior que exigia estrutura presencial. 
35. Errado. As fontes descrevem o fluxo regulatório como "extenso e moroso", 
envolvendo até cinco unidades administrativas do MEC (Seres, Inep, CNE, Sesu/Setec) 
e levando anos até que uma decisão final seja proferida. 
 
 
Questões Objetivas 
Questão 1 O fluxo regulatório federal, responsável por atos de autorização, 
reconhecimento e renovação de cursos, é um pilar central da supervisão estatal. Com 
base na análise dos autores sobre a dinâmica administrativa desse fluxo, assinale a 
alternativa INCORRETA. 
A) A regulação é conduzida pela Secretaria de Regulação e Supervisão da Educação 
Superior (SERES), que atua em conjunto com instâncias como o INEP e o Conselho 
Nacional de Educação (CNE). 
B) O processo decisório sobre atos autorizativos é caracterizado por ser extenso e 
moroso, podendo envolver até cinco unidades administrativas distintas no âmbito do 
Ministério da Educação. 
C) O fluxo regulatório federal destaca-se pela agilidade e centralização procedimental, 
o que garante que pedidos de credenciamento institucional sejam finalizados em prazos 
inferiores a um ano. 
D) Órgãos de classe, como o Conselho Nacional de Saúde e a OAB, participam do fluxo 
regulatório emitindo pareceres em processos de reconhecimento de cursos em suas 
respectivas áreas. 
Questão 2 O Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior (SINAES), instituído 
pela Lei nº 10.861/2004, buscou integrar diferentes dimensões da avaliação. Sobre a 
origem e a aplicação dos indicadores CPC e IGC, assinale a alternativa INCORRETA. 
A) O Conceito Preliminar de Curso (CPC) e o Índice Geral de Cursos (IGC) foram 
estabelecidos diretamente pelo texto original da Lei do Sinaes em 2004 como 
ferramentas de autoavaliação institucional. 
B) O CPC e o IGC foram instituídos por portarias normativas entre 2007 e 2008 para 
suprir a impossibilidade operacional de realizar visitas in loco em todos os cursos a cada 
três anos. 
C) O IGC é um indicador sintético calculado anualmente, que resulta da média 
ponderada dos CPCs do último triênio e das notas dos programas de pós-graduação 
stricto sensu. 
D) A regulação utiliza os indicadores preliminares para decidir sobre a compulsoriedade 
da visita externa, que se torna obrigatória apenas para cursos com conceitos inferiores 
a 3. 
Questão 3 O Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (ENADE) é um dos 
componentes fundamentais do Sinaes paraaferir a qualidade do ensino. Considerando 
os limites técnicos e metodológicos do exame apresentados nas fontes, assinale a 
alternativa INCORRETA. 
A) O Enade avalia o desempenho dos estudantes em relação aos conteúdos 
programáticos previstos nas diretrizes curriculares e o desenvolvimento de 
competências e habilidades. 
B) Os resultados do Enade servem como insumo direto para o cálculo do Conceito 
Preliminar de Curso (CPC), impactando a nota final das instituições. 
C) O nível de dificuldade das provas é variável e não há garantia de estabilidade entre 
as edições, o que compromete a utilização do exame como régua de evolução histórica 
da qualidade. 
D) A metodologia de construção das provas do Enade utiliza itens padronizados e pré-
testados, o que permite a comparação longitudinal precisa do desempenho acadêmico 
entre diferentes ciclos avaliativos. 
Questão 4 A organização acadêmica das Instituições de Ensino Superior (IES) define 
diferentes graus de autonomia no sistema federal brasileiro. Sobre as prerrogativas de 
autonomia e o perfil das IES, assinale a alternativa INCORRETA. 
A) Universidades e Centros Universitários gozam de autonomia para a criação de novos 
cursos de graduação, dispensando atos autorizativos prévios do Ministério da 
Educação. 
B) As faculdades isoladas, que representam a vasta maioria das IES no país (94%), 
gozam de autonomia plena para a oferta de qualquer curso superior sem necessidade 
de autorização prévia ministerial. 
C) O setor privado detém o maior volume de matrículas do sistema (79%), sendo 
marcado por um processo de oligopolização onde poucos grupos educacionais 
concentram milhões de estudantes. 
D) O Decreto nº 9.057 de 2017 flexibilizou as normas para a Educação a Distância 
(EaD), permitindo o credenciamento de instituições destinadas exclusivamente a essa 
modalidade. 
Questão 5 A distribuição dos resultados da avaliação superior no Brasil utiliza uma 
lógica estatística que gera debates acadêmicos. Com base na crítica à aplicação da 
curva normal de Gauss nos indicadores do Sinaes, assinale a alternativa INCORRETA. 
A) A utilização da curva de Gauss transforma a avaliação em um mecanismo de 
ranqueamento relativo, em detrimento de uma medição de qualidade absoluta. 
B) Por ser um cálculo baseado na distribuição normal, o sistema garante que a maioria 
das instituições sempre atinja a nota máxima (conceito 5) em reconhecimento à 
evolução do sistema. 
C) A metodologia implica que, independentemente da qualidade real, haverá sempre 
uma parcela aproximada de 25% de cursos e IES situados nos estratos inferiores (notas 
1 e 2). 
D) O sistema de conceitos de 1 a 5 é criticado por sofrer uma contaminação da 
regulação sobre a avaliação, priorizando punições e sanções em vez de diagnósticos 
pedagógicos. 
Questão 6 O artigo “Avaliação e Regulação da Educação Superior no Brasil: impasses 
e desafios”, de Helena Sampaio e André Pires (2025), analisa a estrutura administrativa 
e o marco legal que sustenta o sistema federal de ensino superior. Com base na 
discussão dos autores sobre a autonomia das Instituições de Ensino Superior (IES) e o 
fluxo regulatório, assinale a alternativa INCORRETA. 
A) O setor privado brasileiro é caracterizado por uma grande heterogeneidade e pelo 
predomínio das faculdades isoladas, as quais representam 94% do total de instituições 
reguladas pelo sistema federal. 
B) A Secretaria de Regulação e Supervisão da Educação Superior (Seres) é a unidade 
administrativa do MEC responsável por conduzir os atos autorizativos do processo 
decisório por meio de diretoria específica. 
C) As faculdades isoladas, por não gozarem de prerrogativa de autonomia, dependem 
de ato autorizativo prévio (autorização) do Ministério da Educação para a oferta de 
novos cursos de graduação. 
D) Todas as instituições privadas do sistema federal, independentemente de sua 
organização acadêmica como faculdade ou universidade, gozam de autonomia plena 
para a criação de cursos sem necessidade de atos autorizativos prévios do MEC. 
Questão 7 O Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior (Sinaes) utiliza 
indicadores como o Conceito Preliminar de Curso (CPC) e o Índice Geral de Cursos 
(IGC) como referenciais básicos da regulação. Considerando as críticas técnicas e 
metodológicas apresentadas nas fontes sobre esses instrumentos, assinale a 
alternativa INCORRETA. 
A) O cálculo do IGC de uma instituição é realizado pela média ponderada dos CPCs do 
último triênio e das notas dos seus programas de pós-graduação stricto sensu. 
B) No atual fluxo regulatório, a avaliação in loco compulsória é exigida apenas para os 
cursos e instituições que obtiveram conceitos preliminares inferiores a 3. 
C) A adoção da curva normal de Gauss no cálculo do CPC e do IGC é elogiada por 
especialistas por permitir uma medição absoluta da evolução da qualidade, eliminando 
a natureza de ranqueamento relativo do sistema. 
D) A distribuição das notas em uma escala de 1 a 5 fundamentada na curva de Gauss 
implica que, estatisticamente, cerca de 25% do sistema sempre terá conceitos 1 e 2, 
independentemente da evolução real da qualidade. 
Questão 8 O Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (Enade) constitui-se 
como um dos pilares do Sinaes para aferir a qualidade da formação oferecida. À luz dos 
limites e desafios da operacionalização desse exame discutidos pelos autores, assinale 
a alternativa INCORRETA. 
A) O Enade deve ser realizado a cada três anos por todos os alunos de graduação que 
tenham completado 80% ou mais da carga horária mínima de seu curso. 
B) O nível de dificuldade das provas do Enade é tecnicamente padronizado entre as 
edições, garantindo a estabilidade necessária para que os resultados permitam uma 
comparação longitudinal direta do desempenho acadêmico entre ciclos avaliativos 
distintos. 
C) A ausência de itens padronizados nas provas torna os níveis de dificuldade variáveis, 
o que impede que as instituições utilizem o exame como uma ferramenta precisa de 
monitoramento de evolução histórica. 
D) Diante das fragilidades técnicas e do alto custo do exame, alguns autores propõem 
substituir a prova por registros administrativos, como taxas de empregabilidade e 
proporção de egressos na pós-graduação. 
Questão 9 As transformações no ensino superior brasileiro nas últimas décadas foram 
impulsionadas por marcos regulatórios que alteraram a dinâmica de expansão da 
modalidade a distância (EaD). Com base na análise das fontes sobre o Decreto nº 9.057 
de 2017 e seus impactos, assinale a alternativa INCORRETA. 
A) O Decreto nº 9.057 possibilitou que Instituições de Ensino Superior fossem 
credenciadas para ofertar cursos exclusivamente na modalidade EaD, sem a exigência 
de oferta presencial concomitante. 
B) A flexibilização das regras de oferta da modalidade EaD iniciada em 2017 é apontada 
como um dos catalisadores do crescimento acelerado dessa modalidade, 
especialmente no setor privado. 
C) Em virtude do declínio de programas como o Fies, o segmento privado com fins 
lucrativos adotou a expansão no formato EaD como uma estratégia comercial para 
incremento de suas matrículas. 
D) O atual marco regulatório federal veda o credenciamento de novas instituições que 
pretendam atuar unicamente na modalidade a distância, exigindo que toda IES 
mantenha uma oferta presencial mínima de 50% de seus cursos. 
Questão 10 A relação entre o Estado e a educação superior envolve os papéis de 
financiador, modelador e fiscalizador. Sobre os conceitos de "coordenação do sistema" 
e "estado avaliador" apresentados por Sampaio e Pires (2025), assinale a alternativa 
INCORRETA. 
A) O fluxo regulatório dos atos autorizativos no Brasil é caracterizado pela celeridade 
administrativa extrema, concentrando todas as etapas em uma única unidade do MEC 
para assegurar decisões finais em menos de seis meses. 
B) Guy Neave define "estadoavaliador" como uma alternativa ao caráter burocrático na 
regulação, podendo também se manifestar como um "estado interventor" que cobra 
resultados acadêmicos quantificáveis e padronizados. 
C) O sistema federal brasileiro demonstra um controle centralizado do MEC, no qual a 
avaliação, como julgamento de mérito, constitui o referencial básico para a ação 
supervisora e regulatória do Estado. 
D) O fluxo regulatório de reconhecimento de cursos pode envolver instâncias externas 
ao MEC, como os conselhos profissionais das áreas da saúde, do direito e das 
engenharias, que podem ser consultados no processo. 
Questão 11 O artigo “Avaliação e Regulação da Educação Superior no Brasil: impasses 
e desafios”, de Helena Sampaio e André Pires (2025), discorre sobre o complexo cenário 
da educação superior brasileira e os dilemas de sua supervisão estatal. Com base na 
leitura desse texto, assinale a alternativa INCORRETA. 
A) A estrutura do sistema federal brasileiro caracteriza-se pelo predomínio do setor 
privado, que detém a maioria das matrículas e dos estabelecimentos, e pela rápida 
expansão da modalidade a distância, que já responde pela maior parte dos estudantes 
ingressantes no sistema. 
B) A regulação e a avaliação no Brasil estão imbricadas em um fluxo administrativo que 
pode envolver até cinco unidades distintas do Ministério da Educação, resultando em 
um trâmite frequentemente moroso que pode levar anos até a decisão final sobre atos 
autorizativos. 
C) O Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (Enade) constitui uma ferramenta 
técnica de alta comparabilidade longitudinal, permitindo às instituições monitorar com 
precisão a evolução histórica da qualidade de seus cursos entre diferentes ciclos 
avaliativos devido ao uso rigoroso de itens padronizados. 
D) O uso de indicadores como o CPC e o IGC para fins regulatórios sofre críticas de 
especialistas devido ao fato de a distribuição das notas ser baseada em uma curva 
normal de Gauss, o que condena estatisticamente cerca de 25% das instituições a 
conceitos baixos (1 e 2), independentemente da qualidade absoluta apresentada. 
Questão 12 O artigo de Helena Sampaio e André Pires (2025) analisa criticamente a 
lógica estatística e os indicadores que compõem o Sistema Nacional de Avaliação da 
Educação Superior (Sinaes). Com base na discussão dos autores sobre o Conceito 
Preliminar de Curso (CPC) e o Índice Geral de Cursos (IGC), assinale a alternativa 
INCORRETA. 
A) O cálculo do IGC de uma instituição é realizado anualmente por meio da média 
ponderada dos CPCs do último triênio e das notas dos programas de pós-graduação 
stricto sensu. 
B) A implementação do CPC e do IGC ocorreu via portarias ministeriais (atos de menor 
hierarquia jurídica), o que, para alguns autores, desrespeitou a concepção original da 
Lei do Sinaes de 2004. 
C) Na regulamentação vigente, a avaliação in loco do Inep tornou-se compulsória 
apenas para os cursos e instituições que obtiveram conceitos preliminares inferiores a 
3. 
D) A utilização da curva normal de Gauss na distribuição das notas permite que o Sinaes 
meça a evolução absoluta da qualidade de todo o sistema, garantindo que o progresso 
real das instituições seja refletido fielmente nos indicadores, sem fins de ranqueamento. 
Questão 13 No que se refere ao fluxo regulatório federal e à organização administrativa 
das Instituições de Ensino Superior (IES) no Brasil, conforme descrito por Sampaio e 
Pires (2025), assinale a alternativa INCORRETA. 
A) O fluxo regulatório caracteriza-se pela agilidade e centralização administrativa, 
tramitando em uma única instância do Ministério da Educação para assegurar que atos 
de credenciamento sejam decididos em prazos inferiores a seis meses. 
B) As faculdades isoladas, que representam 94% do total de IES no sistema federal, 
não gozam de prerrogativa de autonomia e dependem de ato autorizativo prévio para a 
oferta de novos cursos de graduação. 
C) Universidades e centros universitários, por possuírem autonomia, dispensam atos 
autorizativos prévios para a criação de cursos, embora respondam pela vasta maioria 
(84%) das matrículas no ensino superior. 
D) O processo regulatório pode envolver até cinco unidades administrativas do MEC, 
como a Seres, o Inep e o CNE, além de órgãos de classe externos em áreas específicas 
como saúde e direito. 
Questão 14 Sobre os processos de avaliação de desempenho estudantil e 
operacionalização da avaliação externa detalhados nas fontes, assinale a alternativa 
INCORRETA. 
A) O Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (Enade) deve ser realizado 
trienalmente por alunos que tenham completado 80% ou mais da carga horária mínima 
de seus respectivos cursos. 
B) A avaliação in loco realizada pelo Inep utiliza o Banco Nacional de Avaliadores 
(BASis) para recrutar docentes que devem preencher um instrumento composto por 
cerca de 60 indicadores. 
C) O Enade utiliza itens padronizados e pré-testados em todas as suas edições, o que 
assegura a estabilidade técnica necessária para realizar comparações longitudinais 
precisas de desempenho entre diferentes ciclos avaliativos. 
D) A atribuição do conceito máximo (nota 5) pelos avaliadores depende, em certos 
indicadores, da comprovação de práticas inovadoras, o que confere um elevado grau 
de subjetividade e discricionariedade ao processo. 
Questão 15 A partir da análise das características do sistema de ensino superior 
brasileiro e das mudanças normativas introduzidas na última década, assinale a 
alternativa INCORRETA. 
A) O sistema brasileiro apresenta uma singularidade mundial pelo forte predomínio de 
IES privadas com fins lucrativos e pela rápida expansão da modalidade a distância 
(EaD). 
B) O atual marco regulatório federal veda o credenciamento de novas instituições que 
pretendam atuar unicamente na modalidade a distância, exigindo que toda IES 
mantenha uma oferta presencial mínima concomitante. 
C) O crescimento acelerado da modalidade EaD foi impulsionado por medidas como o 
Decreto nº 9.057 de 2017 e pela estratégia comercial de grandes grupos educacionais 
após o declínio do Fies. 
D) O modelo de “estado avaliador” manifesta-se no Brasil como uma face do “estado 
interventor”, que controla sistemas e cobra resultados em forma de produtos 
acadêmicos quantificáveis e padronizados. 
Questão 16 Considere que uma organização educacional privada decide ingressar no 
sistema federal de ensino superior. Para tanto, protocola no sistema e-MEC um pedido 
de credenciamento para o funcionamento de uma nova faculdade e a autorização para 
a oferta de seu primeiro curso de graduação. Durante o acompanhamento do trâmite, 
os gestores da organização observam a complexidade das normas e a multiplicidade de 
órgãos envolvidos no fluxo decisório. 
Com base no quadro normativo, nas atribuições das instâncias e nos desafios da 
regulação apresentados no texto, assinale a alternativa que descreve corretamente o 
processo e as condições para essa instituição. 
A) Por tratar-se de uma faculdade isolada, a instituição goza de autonomia para criar o 
curso pretendido e iniciar a oferta imediatamente, submetendo-se ao Ministério da 
Educação (MEC) apenas para o processo de reconhecimento posterior, seguindo o 
princípio constitucional de que o ensino é livre à iniciativa privada. 
B) O fluxo regulatório para o credenciamento e a autorização é caracterizado pela 
agilidade administrativa, sendo centralizado na Secretaria de Regulação e Supervisão 
da Educação Superior (Seres), que realiza a avaliação externa e emite o parecer final 
de forma autônoma em um prazo de seis meses. 
C) O pedido de autorização do curso é obrigatório para essa faculdade e integra um 
fluxo que pode envolver até cinco unidades administrativas do MEC — como a Seres, o 
Inep e o Conselho Nacional de Educação (CNE) — resultando em um trâmite 
frequentemente moroso que pode levar anos até a decisãofinal. 
D) Se a instituição pretendesse atuar exclusivamente na modalidade de Educação a 
Distância (EaD), o credenciamento seria impedido pelo Decreto nº 9.057/2017, visto que 
a legislação exige que toda nova Instituição de Ensino Superior (IES) comprove a oferta 
consolidada de cursos presenciais antes de expandir para o ensino remoto. 
Questão 17 Considere que um grupo de mantenedores decide criar uma nova 
Instituição de Ensino Superior (IES) no sistema federal brasileiro, denominada 
“Faculdade Digital”. O projeto institucional prevê que a IES atue exclusivamente na 
modalidade de Educação a Distância (EaD). Diante da morosidade do fluxo regulatório, 
os sócios alegam que, baseados no princípio constitucional da livre iniciativa e no 
protocolo do pedido no sistema e-MEC, podem iniciar a oferta de cursos imediatamente, 
independentemente de verificação prévia do poder público. 
Com base no marco regulatório e nos fluxos administrativos vigentes, assinale a 
alternativa que descreve corretamente as condições para o funcionamento dessa 
instituição. 
A) A “Faculdade Digital” pode iniciar a oferta de cursos imediatamente após o protocolo, 
pois as instituições privadas de qualquer natureza gozam de autonomia plena para a 
criação de cursos, submetendo-se apenas ao reconhecimento posterior pelo MEC. 
B) O credenciamento da instituição seria negado de imediato, uma vez que o Decreto 
nº 9.057/2017 proíbe expressamente que novas IES sejam criadas para atuar 
unicamente na modalidade a distância, exigindo infraestrutura presencial consolidada. 
C) A instituição deve aguardar a emissão dos atos autorizativos de credenciamento e 
autorização de curso pelo MEC, sendo que a legislação permite o funcionamento de IES 
voltadas apenas para a modalidade EaD. 
D) O fluxo regulatório para o credenciamento de novas faculdades isoladas é célere e 
simplificado, sendo centralizado em uma única unidade do MEC que emite pareceres 
decisórios finais em prazos inferiores a seis meses. 
Questão 18 O coordenador de um curso de graduação em uma faculdade isolada, após 
três anos de investimentos intensivos na qualificação do corpo docente e na 
modernização da infraestrutura física, recebe o relatório do Conceito Preliminar de 
Curso (CPC) com a nota 2. Inconformado, ele contesta o resultado junto ao Inep, 
apresentando evidências de que houve uma melhoria real e absoluta na qualidade da 
oferta educacional que não foi devidamente captada pelo indicador sintético. 
Com base nas críticas técnicas e metodológicas aos indicadores do Sinaes discutidas 
nas fontes, assinale a alternativa que descreve corretamente a lógica por trás desse 
resultado. 
A) A distribuição das notas do CPC fundamenta-se na curva normal de Gauss, o que 
implica que cerca de 25% dos cursos e instituições serão estatisticamente classificados 
nos estratos inferiores (notas 1 e 2) para fins de ranqueamento, independentemente da 
sua qualidade absoluta. 
B) O resultado de conceito 2 decorre exclusivamente do fato de a instituição ser uma 
faculdade isolada, visto que o cálculo do CPC atribui pesos maiores para universidades 
e centros universitários em função da autonomia institucional. 
C) A estagnação da nota deve-se à impossibilidade de o CPC captar melhorias em 
infraestrutura física, uma vez que o indicador é calculado apenas com base nos 
resultados brutos do Enade, sem considerar dimensões didático-pedagógicas. 
D) O Inep utiliza os relatórios de autoavaliação das Comissões Próprias de Avaliação 
(CPAs) como único insumo para o cálculo do CPC, de modo que investimentos físicos 
não impactam o conceito se não forem aprovados por auditoria externa. 
Questão 19 Um pesquisador do campo da educação superior, em um debate sobre a 
supervisão estatal, argumenta que o modelo brasileiro de avaliação transformou-se em 
uma ferramenta de controle que limita a autonomia das instituições. Ele utiliza a 
fundamentação teórica de Guy Neave para sustentar que o Estado brasileiro, ao cobrar 
produtividade acadêmica padronizada e resultados quantificáveis, exerce uma função 
interventora sobre o sistema nacional. 
Com base nas definições teóricas sobre a relação entre Estado e educação superior 
presentes nas fontes, assinale a alternativa que descreve corretamente esse fenômeno. 
A) A expressão “estado avaliador” de Neave descreve um modelo de coordenação onde 
o Estado atua exclusivamente como financiador indireto, transferindo a 
responsabilidade da fiscalização para o mercado de livre concorrência. 
B) O conceito de “coordenação do sistema” de Martin e Talpaert pressupõe que os 
estados nacionais devem renunciar ao papel de fiscalizadores para garantir que as 
universidades funcionem como comunidades autogovernadas de alunos. 
C) A transição para o “estado avaliador” representou a extinção do caráter burocrático 
na regulação brasileira, eliminando a necessidade de atos autorizativos de 
credenciamento e reconhecimento de cursos. 
D) O “estado avaliador” manifesta-se como uma face do “estado interventor” quando o 
Poder Público passa a controlar sistemas anteriormente autônomos por meio da 
exigência de resultados expressos em produtos acadêmicos quantificáveis e 
padronizados. 
Questão 20 Durante uma visita de avaliação externa in loco para o reconhecimento de 
um curso de graduação, os dois avaliadores recrutados do Banco Nacional de 
Avaliadores (BASis) divergem significativamente sobre a nota a ser atribuída ao 
indicador que trata de “práticas pedagógicas exitosas e inovadoras”. A instituição pleiteia 
o conceito 5 (máximo), enquanto os avaliadores expressam dificuldade em padronizar 
o entendimento sobre o que constitui inovação pedagógica efetiva no preenchimento do 
instrumento. 
Considerando os desafios operacionais e a estrutura dos instrumentos de avaliação 
descritos nas fontes, assinale a alternativa que descreve corretamente a situação 
enfrentada. 
A) O instrumento de avaliação do Inep é composto por itens binários de verificação, o 
que impede que os avaliadores exerçam qualquer poder discricionário ou subjetividade 
na atribuição de conceitos aos indicadores. 
B) A atribuição do conceito máximo (5) em certos indicadores depende de critérios de 
difícil comprovação e padronização entre avaliadores, conferindo ao processo um 
elevado grau de subjetividade e poder discricionário. 
C) O Banco Nacional de Avaliadores (BASis) é composto exclusivamente por técnicos 
administrativos do Ministério da Educação, de modo que a falta de experiência docente 
impossibilita a correta aplicação dos indicadores didáticos. 
D) O Inep determina que os avaliadores externos validem automaticamente as notas 
propostas pelas Comissões Próprias de Avaliação (CPAs) das instituições, visando 
garantir a celeridade e a plena autonomia institucional no Sinaes. 
Questão 21 Considere que um grupo de mantenedores decide criar uma nova 
Instituição de Ensino Superior (IES) no sistema federal brasileiro, denominada 
“Faculdade Digital”. O projeto institucional prevê que a IES atue exclusivamente na 
modalidade de Educação a Distância (EaD), sem oferta presencial. Diante da 
morosidade do fluxo regulatório, os sócios alegam que, baseados no princípio 
constitucional da livre iniciativa e no protocolo do pedido no sistema e-MEC, podem 
iniciar a oferta de cursos imediatamente, independentemente de verificação prévia do 
poder público. 
Com base no marco regulatório e nos fluxos administrativos vigentes descritos nas 
fontes, assinale a alternativa que descreve corretamente as condições para o 
funcionamento dessa instituição. 
A) A instituição pode iniciar a oferta de cursos imediatamente após o protocolo, pois o 
sistema brasileiro, sendo de massa, garante autonomia pedagógica imediata para 
entidades privadas que comprovem infraestrutura tecnológica mínima. 
B) A proposta é juridicamente viável após o devido processo administrativo, visto que oDecreto nº 9.057/2017 possibilitou o credenciamento de IES para cursos apenas na 
modalidade EaD, embora a instituição deva aguardar a emissão dos atos autorizativos 
pelo MEC. 
C) O credenciamento da instituição seria negado de imediato pela Secretaria de 
Regulação e Supervisão da Educação Superior (Seres), uma vez que a legislação 
federal exige obrigatoriamente a oferta consolidada de cursos presenciais como pré-
requisito para a expansão EaD. 
D) O fluxo regulatório para o credenciamento de novas faculdades isoladas é célere e 
centralizado, sendo que a Seres e o Inep emitem o parecer decisório final em um prazo 
máximo de seis meses após a visita in loco. 
Questão 22 Considere que o coordenador de um curso de graduação em uma 
faculdade isolada, após realizar investimentos intensivos na qualificação do corpo 
docente e na modernização da infraestrutura, recebe o relatório do Conceito Preliminar 
de Curso (CPC) com a nota 2. Inconformado, ele contesta o resultado junto ao Inep, 
apresentando evidências de que houve uma melhoria real e absoluta na qualidade da 
oferta educacional que não foi devidamente refletida no indicador sintético. 
Com base nas críticas técnicas e metodológicas aos indicadores do Sinaes 
apresentadas pelos autores, assinale a alternativa que descreve a lógica estatística por 
trás desse resultado. 
A) O resultado de conceito 2 decorre do fato de o cálculo do CPC atribuir pesos maiores 
para a autoavaliação institucional (CPA) do que para investimentos em infraestrutura 
física, penalizando instituições menores. 
B) A estagnação da nota deve-se ao fato de o CPC ser um indicador estático que não 
considera os resultados do Enade em seu cálculo, focando exclusivamente em 
dimensões administrativas e de regime de trabalho docente. 
C) A insatisfação do coordenador ilustra uma falha na coordenação do sistema, visto 
que o MEC utiliza tecnologias de processamento de dados que priorizam a agilidade em 
detrimento da verificação qualitativa das CPAs. 
D) A distribuição das notas do CPC fundamenta-se na curva normal de Gauss, o que 
implica que cerca de 25% dos cursos e instituições serão estatisticamente classificados 
nos estratos inferiores para fins de ranqueamento, independentemente de sua evolução 
real e absoluta. 
Questão 23 Considere que o Reitor de uma Universidade, visando demonstrar a 
consolidação da excelência acadêmica da instituição à comunidade externa, solicita que 
a Pró-Reitoria de Graduação elabore um gráfico comparativo longitudinal do 
desempenho dos estudantes no Enade ao longo da última década. Ele pretende provar 
que a qualidade da formação evoluiu de forma constante entre os ciclos avaliativos. 
Com base nas limitações técnicas do Exame Nacional de Desempenho de Estudantes 
detalhadas nas fontes, assinale a alternativa correta. 
A) A pretensão do Reitor é tecnicamente viável, pois o Inep utiliza itens padronizados e 
pré-testados em todas as edições do Enade, o que assegura a estabilidade necessária 
para comparações históricas de desempenho. 
B) O Reitor pode realizar a comparação apenas se a Universidade for pública, visto que 
o Sinaes aplica critérios de padronização diferenciados para o setor privado a fim de 
incentivar a competitividade de mercado. 
C) A análise histórica é dificultada pela ausência de itens padronizados nas provas do 
Enade, o que torna os níveis de dificuldade variáveis e impossibilita, segundo os 
autores, a comparação direta entre os resultados de diferentes ciclos. 
D) O Enade não permite tal comparação porque é um exame voltado exclusivamente 
para alunos ingressantes, de modo que a nota institucional reflete apenas a formação 
básica e não o valor agregado pelo curso. 
Questão 24 Considere que uma organização educacional protocola um pedido de 
credenciamento para uma nova faculdade. Durante o trâmite, os gestores questionam 
a necessidade de passar por múltiplas instâncias, alegando que a Seres deveria ser a 
única responsável pelo processo decisório para garantir a celeridade administrativa 
necessária ao setor produtivo. 
De acordo com a descrição do fluxo regulatório federal e das instâncias envolvidas 
apresentada no texto, assinale a alternativa correta. 
A) O fluxo regulatório é de fato extenso e moroso, podendo envolver até cinco unidades 
administrativas do MEC — como Seres, Inep e CNE — e levar anos até que uma decisão 
final sobre o ato autorizativo seja proferida. 
B) A crítica dos gestores é infundada, pois o fluxo regulatório federal atual foi simplificado 
pelas portarias de 2017, concentrando todas as etapas de avaliação e supervisão em 
uma diretoria específica da Setec. 
C) As faculdades isoladas gozam de prerrogativas de autonomia que as dispensam de 
atos autorizativos prévios, submetendo-se a instâncias como o CNE apenas em casos 
de denúncias de irregularidades acadêmicas. 
D) O processo é célere porque o Inep delega a avaliação externa às CPAs de cada 
instituição, restando à Seres apenas o registro burocrático do credenciamento em 
prazos inferiores a um ano. 
Questão 25 Considere que, durante uma visita de avaliação externa in loco para o 
reconhecimento de um curso de graduação, os avaliadores do Banco Nacional de 
Avaliadores do Sinaes (BASis) divergem sobre a nota a ser atribuída ao indicador que 
trata de “práticas pedagógicas exitosas e inovadoras”. A instituição pleiteia o conceito 5, 
mas os avaliadores expressam dúvida sobre a padronização do entendimento quanto 
ao que constitui inovação pedagógica efetiva. 
Considerando os desafios operacionais do Sinaes apresentados pelas fontes, assinale 
a alternativa que descreve corretamente essa situação. 
A) O impasse é inexistente, pois o instrumento de avaliação do Inep é composto por 
cerca de 60 itens binários de verificação simples, o que elimina qualquer poder 
discricionário ou subjetividade por parte dos avaliadores. 
B) A dificuldade decorre do fato de que a atribuição do conceito máximo em certos 
indicadores depende de critérios de difícil padronização, conferindo ao avaliador um 
grande poder discricionário e elevado grau de subjetividade. 
C) O Banco Nacional de Avaliadores (BASis) é composto exclusivamente por técnicos 
administrativos do MEC, de modo que a falta de experiência docente impossibilita o 
julgamento de mérito sobre inovação pedagógica. 
D) O Sinaes determina que, havendo dúvida, o avaliador deve atribuir automaticamente 
a nota 1, cabendo à instituição recorrer à Secretaria de Educação Superior (Sesu) para 
provar a qualidade através de registros de empregabilidade. 
Questão 26 Considere que o coordenador de um curso de graduação em uma 
faculdade privada isolada, integrante do sistema federal de ensino superior, recebe o 
resultado do Conceito Preliminar de Curso (CPC) e observa a nota 2. Inconformado, ele 
protocola uma contestação junto ao INEP alegando que a instituição realizou 
investimentos vultosos em infraestrutura e na titulação do corpo docente, e que a nota 
não reflete o progresso real e absoluto do curso no triênio. Adicionalmente, ele solicita 
que o INEP realize uma análise comparativa longitudinal entre o desempenho dos 
estudantes no ENADE atual e o de dois ciclos atrás para comprovar o valor agregado e 
a evolução pedagógica da instituição. 
Com base nas fontes, assinale a alternativa que descreve corretamente as implicações 
técnicas e regulatórias dessa situação. 
A) O resultado obtido obriga o descredenciamento imediato da instituição, uma vez que 
o CPC e o IGC foram instituídos pela Lei nº 10.861/2004 com a finalidade exclusiva de 
medir a qualidade absoluta, impossibilitando que instituições com bons padrões de 
qualidade sejam estatisticamente classificadas nos estratos inferiores. 
B) A faculdade isolada pode ignorar o resultado e iniciar a oferta de novas vagas 
autonomamente, visto que o Sinaes garante que a autoavaliação institucional (CPA) 
possua soberania sobreos indicadores preliminares, especialmente em processos de 
renovação de reconhecimento de cursos em instituições sem autonomia. 
C) A solicitação de análise comparativa longitudinal via ENADE é tecnicamente viável e 
constitui o referencial básico da regulação para cursos com conceito 2, pois o INEP 
utiliza itens padronizados e pré-testados em todas as edições do exame para garantir a 
estabilidade dos níveis de dificuldade ao longo do tempo. 
D) O conceito 2 torna a avaliação in loco compulsória para o curso, refletindo a estreita 
imbricação entre avaliação e regulação; contudo, a pretensão de comparação 
longitudinal via ENADE carece de viabilidade técnica, pois a ausência de itens 
padronizados entre as edições impede a comparação direta entre diferentes ciclos 
avaliativos. 
Questão 27 Considere que o Reitor de um Centro Universitário privado decide criar três 
novos cursos de graduação em áreas tecnológicas para atender à demanda imediata 
do mercado local. Ele orienta o setor de marketing a iniciar a captação de alunos e a 
divulgação do processo seletivo, alegando que a instituição, por sua organização 
acadêmica, goza de autonomia e não necessita de ato autorizativo prévio (autorização) 
do Ministério da Educação (MEC) para o funcionamento de novos cursos. 
Com base nas prerrogativas de autonomia e no marco regulatório federal apresentados 
na fonte, assinale a alternativa que descreve corretamente a situação. 
A) O Reitor agiu incorretamente, pois o sistema federal exige que todas as instituições 
privadas, independentemente de serem faculdades ou universidades, aguardem a 
publicação da portaria de autorização de curso no Diário Oficial da União antes de iniciar 
qualquer oferta. 
B) A conduta do Reitor é amparada pela norma vigente, visto que universidades e 
centros universitários — que respondem pela vasta maioria das matrículas no país — 
gozam de autonomia para a criação de cursos, ao contrário das faculdades isoladas. 
C) O Reitor cometeu irregularidade apenas no marketing, pois, embora a autonomia 
permita a criação do curso, o início das aulas depende obrigatoriamente de uma visita 
prévia in loco do Inep com obtenção de conceito mínimo 4. 
D) A criação autônoma de cursos por centros universitários é permitida exclusivamente 
para a modalidade presencial, sendo que qualquer oferta em Educação a Distância 
(EaD) exige autorização prévia da Seres, sob pena de descredenciamento. 
Questão 28 O coordenador de um curso de graduação em uma faculdade observa que, 
no último triênio, a instituição elevou a titulação de seu corpo docente (atingindo 90% 
de mestres e doutores) e modernizou integralmente seus laboratórios e biblioteca. No 
entanto, ao ser publicado o Conceito Preliminar de Curso (CPC), a nota permaneceu 
estagnada em 2. Ao questionar um consultor educacional, este explica que o resultado 
não deve ser lido como uma falha absoluta da instituição, mas como um efeito da 
metodologia estatística adotada pelo Estado. 
Com base nas críticas técnicas e metodológicas aos indicadores do Sinaes discutidas 
na fonte, assinale a alternativa que descreve corretamente a lógica por trás desse 
resultado. 
A) O consultor está equivocado, pois o CPC é um indicador de qualidade absoluta; o 
resultado 2 indica que a instituição falhou em cumprir os requisitos mínimos de regime 
de trabalho docente exigidos pela Secretaria de Educação Superior (Sesu). 
B) O resultado deve-se ao fato de o CPC ser um indicador estático que ignora variáveis 
de infraestrutura e titulação docente, focando o seu cálculo exclusivamente no 
desempenho bruto dos estudantes concluintes no Enade. 
C) A estagnação da nota decorre da morosidade do fluxo regulatório federal, que impede 
o Inep de atualizar os dados cadastrais das instituições no sistema e-MEC, resultando 
em conceitos baseados em informações defasadas de ciclos anteriores. 
D) A explicação do consultor é tecnicamente correta, pois a distribuição dos conceitos 
do CPC fundamenta-se na curva normal de Gauss, o que condena estatisticamente o 
quartil inferior a notas 1 e 2 para fins de ranqueamento relativo. 
Questão 29 Uma instituição de ensino superior decide utilizar os dados do Enade de 
cycles passados em sua campanha publicitária. A peça de propaganda afirma que "o 
curso de Engenharia da nossa instituição é o que mais cresce no Brasil, apresentando 
uma evolução comprovada de 20% no desempenho acadêmico e pedagógico dos 
alunos entre 2017 e 2024". A instituição sustenta que os resultados do Enade são a 
"régua científica" oficial para medir o valor agregado e o progresso histórico da 
qualidade educacional. 
Com base nas limitações técnicas e operacionais do Exame Nacional de Desempenho 
de Estudantes detalhadas na fonte, assinale a alternativa que descreve corretamente a 
validade dessa afirmação. 
A) A afirmação publicitária carece de fundamento técnico, pois o Enade não utiliza itens 
padronizados que garantam a estabilidade dos níveis de dificuldade das provas, o que 
impede a comparação direta de desempenho entre diferentes ciclos. 
B) O marketing é legítimo, uma vez que o Sinaes foi desenhado especificamente para 
permitir que as instituições utilizem os indicadores preliminares como prova de valor 
agregado e evolução longitudinal de qualidade perante o mercado. 
C) A propaganda é enganosa apenas se a instituição for uma faculdade isolada, pois 
universidades possuem autorização do Conselho Nacional de Educação (CNE) para 
aplicar exames internos que padronizam as notas do Enade para fins de publicidade. 
D) A comparação é válida tecnicamente, mas a instituição violou o marco regulatório ao 
divulgar dados que, segundo o Decreto nº 9.057/2017, devem ser mantidos em sigilo 
para uso exclusivo da Secretaria de Regulação e Supervisão da Educação Superior 
(Seres). 
Questão 30 Considere que um grupo educacional planeja protocolar o pedido de 
credenciamento de uma nova Instituição de Ensino Superior (IES) no sistema federal, 
destinada exclusivamente à oferta de cursos na modalidade de Educação a Distância 
(EaD). Durante o planejamento, o departamento jurídico adverte os gestores que, 
embora a modalidade tenha tido expansão normativa recente, o fluxo administrativo de 
credenciamento é caracterizado por um "cipoal de normas" e múltiplas instâncias. 
Com base nas informações sobre o fluxo regulatório e o marco legal da EaD 
apresentados na fonte, assinale a alternativa que descreve corretamente a situação 
jurídica e administrativa desse projeto. 
A) O departamento jurídico está equivocado, pois a Seres centralizou o fluxo regulatório 
de EaD em uma única diretoria simplificada, garantindo que o credenciamento 
institucional seja decidido de forma definitiva em até 90 dias úteis. 
B) O credenciamento é juridicamente impossível no atual sistema, pois a legislação 
federal brasileira exige que toda nova IES comprove a oferta consolidada de cursos 
presenciais por no mínimo cinco anos antes de pleitear a modalidade EaD. 
C) A advertência é correta, visto que o fluxo regulatório é extenso e moroso, podendo 
envolver até cinco unidades administrativas do MEC e levar anos, embora o Decreto nº 
9.057/2017 tenha de fato permitido a criação de IES exclusivamente EaD. 
D) O processo é complexo porque a legislação exige que órgãos de classe externos, 
como o Conselho Nacional de Saúde e a OAB, aprovem individualmente cada polo de 
apoio presencial antes que o Inep realize a visita de credenciamento. 
Questão 31 Um grande grupo educacional privado protocola no sistema e-MEC um 
pedido de credenciamento para uma nova faculdade de tecnologia e a autorização para 
a oferta de seu primeiro curso de graduação. Durante o planejamento, os gestores 
questionam a necessidade desse trâmite prévio, alegando que, pelo princípio da livre 
iniciativa e da autonomia acadêmica, a oferta poderia ser iniciada imediatamente após 
o registro do projetopedagógico. 
Com base no marco regulatório federal e nas prerrogativas de autonomia descritas nas 
fontes, é correto afirmar que: 
(A) as faculdades isoladas, que representam 94% das IES no país, gozam de autonomia 
plena para a criação de cursos, dependendo do MEC apenas para o processo de 
reconhecimento posterior. 
(B) o credenciamento de novas instituições destinadas exclusivamente à modalidade de 
Educação a Distância (EaD) é vedado pelo Decreto nº 9.057/2017, exigindo-se sempre 
oferta presencial concomitante. 
(C) o fluxo regulatório federal caracteriza-se pela celeridade, concentrando-se em uma 
única unidade administrativa do MEC (SERES) para garantir decisões finais em prazos 
inferiores a seis meses. 
(D) as faculdades isoladas não possuem autonomia para criar cursos e dependem 
obrigatoriamente de ato autorizativo prévio (autorização) do MEC para iniciar a oferta 
de graduação. 
(E) universidades e centros universitários, por serem instituições de maior porte, 
submetem-se a um rigor regulatório superior ao das faculdades, necessitando de 
autorização para cada novo curso. 
Questão 32 O coordenador de um curso de graduação em uma instituição privada 
observa que, no último triênio, o curso obteve melhorias significativas em sua 
infraestrutura física e na titulação do corpo docente. Entretanto, ao ser publicado o 
Conceito Preliminar de Curso (CPC), a nota permaneceu estagnada em 2. Ao questionar 
o Inep, ele é informado de que o resultado reflete a lógica estatística de distribuição dos 
conceitos no Sinaes. 
Considerando as críticas técnicas aos indicadores CPC e IGC apresentadas pelos 
autores, o resultado 2 justifica-se porque: 
(A) o cálculo do CPC ignora dimensões de infraestrutura e titulação docente, baseando-
se exclusivamente na taxa de empregabilidade dos egressos e no volume de 
publicações científicas da IES. 
(B) a distribuição das notas fundamenta-se na curva normal de Gauss, o que condena 
estatisticamente cerca de 25% das instituições a conceitos baixos para fins de 
ranqueamento, independentemente da qualidade absoluta. 
(C) o Sinaes prioriza a autoavaliação realizada pelas Comissões Próprias de Avaliação 
(CPAs) em detrimento dos indicadores preliminares, anulando melhorias que não 
constem nos relatórios internos. 
(D) a nota 2 é atribuída automaticamente a todas as faculdades isoladas que não 
possuem programas de pós-graduação stricto sensu recomendados pela Capes, 
conforme as portarias de 2007 e 2008. 
(E) a regulação impede que instituições privadas alcancem notas superiores a 3 sem 
que haja uma contrapartida comprovada de investimentos em pesquisa básica e 
extensão comunitária gratuita. 
Questão 33 O Reitor de uma instituição universitária, visando captar novos 
investimentos, solicita à sua equipe de análise de dados um relatório que comprove a 
"evolução científica e constante da qualidade acadêmica" da instituição, comparando 
longitudinalmente as notas brutas do Enade dos últimos quatro ciclos avaliativos (2012 
a 2024). 
De acordo com as limitações técnicas do Exame Nacional de Desempenho de 
Estudantes detalhadas nas fontes, essa comparação é: 
(A) viável e recomendada, visto que o Enade utiliza a Teoria de Resposta ao Item (TRI) 
com itens padronizados que garantem a estabilidade da régua de dificuldade entre os 
anos. 
(B) possível apenas para universidades federais, uma vez que o setor privado, devido 
ao processo de oligopolização, utiliza exames próprios não validados pelo Inep para o 
cálculo do CPC. 
(C) limitada apenas aos alunos ingressantes, de modo que a nota final reflete o capital 
cultural prévio do estudante e não o valor agregado pela instituição de ensino superior. 
(D) tecnicamente válida apenas se a instituição comprovar que manteve o mesmo corpo 
docente durante todo o período, conforme exigido pelas dimensões da avaliação externa 
do BASis. 
(E) tecnicamente inviável, pois as provas do Enade não possuem itens padronizados, o 
que torna os níveis de dificuldade variáveis e impede a comparação direta de 
desempenho entre diferentes ciclos. 
Questão 34 Ao analisar a relação entre o Estado e a educação superior, Sampaio e 
Pires (2025) recorrem a Guy Neave para discutir o modelo de "estado avaliador". Nesse 
modelo, o Estado altera sua forma de controle sobre as instituições, passando a exercer 
uma supervisão baseada em resultados. 
Nos termos das fontes citadas, o "estado avaliador" manifesta-se como uma face do 
"estado interventor" quando: 
(A) o Poder Público passa a controlar sistemas anteriormente autônomos por meio da 
exigência de resultados expressos em produtos acadêmicos quantificáveis e 
padronizados. 
(B) o Estado renuncia ao seu papel de fiscalizador e fiscalizador de bem público para 
atuar exclusivamente como financiador a fundo perdido das instituições confessionais. 
(C) os sistemas nacionais de ensino superior tornam-se comunidades autogovernadas 
de scholars, eliminando a necessidade de qualquer fluxo regulatório ou burocrático. 
(D) a regulação deixa de observar critérios de mérito e valor para se concentrar 
exclusivamente na alocação de recursos baseada em critérios de inclusão 
socioeconômica. 
(E) o Ministério da Educação delega a coordenação do sistema inteiramente ao 
mercado, permitindo que a livre concorrência defina os padrões de qualidade e os 
modelos de IES. 
Questão 35 Uma Instituição de Ensino Superior (IES) privada de pequeno porte 
enfrenta dificuldades para renovar o reconhecimento de seus cursos devido à demora 
no trâmite processual. Os gestores alegam que a estrutura administrativa do MEC é 
fragmentada, gerando um "passivo" de processos que prejudica o planejamento 
institucional. 
Considerando a estrutura do fluxo regulatório federal descrito no artigo, é correto afirmar 
que: 
(A) a morosidade decorre da complexidade do fluxo, que pode envolver até cinco 
unidades administrativas do MEC (como Seres, Inep e CNE) e levar anos até a decisão 
final. 
(B) a reclamação dos gestores é infundada, pois o sistema e-MEC automatizou o 
processo decisório, garantindo que pareceres conclusivos sejam emitidos em no 
máximo 90 dias. 
(C) a renovação do reconhecimento de cursos em faculdades isoladas dispensa 
avaliação in loco ou análise ministerial caso o curso tenha obtido CPC igual ou superior 
a 3. 
(D) o trâmite é moroso exclusivamente para os cursos da área da saúde, visto que a 
OAB e o Conselho Nacional de Saúde possuem poder de veto sobre os atos da 
Secretaria de Regulação (SERES). 
(E) a Secretaria de Educação Superior (Sesu) é a única instância responsável pelo fluxo 
regulatório das IES privadas, cabendo ao Inep apenas a fiscalização das universidades 
federais. 
Questão 36 Um grupo educacional protocola no sistema e-MEC um pedido de 
credenciamento para o funcionamento da “Faculdade de Tecnologia Alfa” e a 
autorização para a oferta de seu primeiro curso de graduação. Durante o planejamento, 
os gestores argumentam que, baseados no princípio constitucional da livre iniciativa e 
na autonomia acadêmica, podem iniciar a captação de alunos e as aulas imediatamente 
após o protocolo, submetendo-se à avaliação do MEC apenas no momento do 
reconhecimento posterior do curso. 
Nos termos do marco regulatório e das prerrogativas de autonomia descritas por 
Sampaio e Pires (2025), é correto afirmar que: 
(A) a conduta dos gestores é irregular, pois faculdades isoladas não gozam de 
autonomia para criar cursos e dependem obrigatoriamente de ato autorizativo prévio 
(autorização) do MEC para iniciar a oferta; 
(B) a faculdade poderia iniciar as atividades se o curso fosse na modalidade EaD, visto 
que o Decreto nº 9.057/2017 garante início imediato para instituições exclusivamente 
digitais; 
(C) as instituições privadas, independentemente de sua organização acadêmica, 
possuem o direito de iniciar cursos após o protocolo, cabendo ao MEC apenas a função

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