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13 - Avaliação e Regulação da Educação Superior no Brasil - Impasses e Desafios Julgue os itens. 1. O uso de indicadores como o CPC (Conceito Preliminar de Curso) e o IGC (Índice Geral de Cursos) para fins de regulação é alvo de críticas acadêmicas pelo fato de a distribuição dos conceitos de 1 a 5 ser balizada por uma curva normal de Gauss, o que implica que, matematicamente, sempre haverá um percentual aproximado de 25% de cursos e instituições com notas baixas, independentemente de ter ocorrido uma evolução real e absoluta na qualidade da oferta educacional. 2. No atual marco regulatório federal, as universidades e centros universitários, gozando de autonomia, dispensam atos autorizativos prévios do Ministério da Educação para a criação e oferta de novos cursos de graduação, ao contrário das faculdades isoladas — que representam a vasta maioria das IES no país —, as quais dependem de autorização prévia do poder público para o funcionamento de qualquer curso. 3. Embora o Enade seja um exame de larga escala fundamental para o cálculo dos indicadores de qualidade do Sinaes, ele não permite a comparação direta de desempenho entre diferentes ciclos avaliativos, uma vez que suas provas não são compostas por itens padronizados que garantam a estabilidade e a comparabilidade dos níveis de dificuldade ao longo do tempo. 4. De acordo com Neave e Van Vught, a emergência do "Estado Avaliador" na década de 1980 representou uma transição na qual os estados nacionais passaram a atuar como "estados interventores", reduzindo a autonomia acadêmica ao passar a cobrar resultados expressos em produtos acadêmicos quantificáveis e padronizados. 5. Com a flexibilização normativa introduzida pelo Decreto nº 9.057 de 2017, o sistema brasileiro passou a permitir o credenciamento de Instituições de Ensino Superior (IES) destinadas à oferta exclusivamente de cursos na modalidade de Educação a Distância (EaD), o que é apontado como um dos catalisadores do crescimento acelerado dessa modalidade no país. 6. O uso de indicadores como o CPC (Conceito Preliminar de Curso) e o IGC (Índice Geral de Cursos) para fins de regulação é alvo de críticas acadêmicas pelo fato de a distribuição dos conceitos ser balizada por uma curva normal de Gauss, o que implica que, matematicamente, sempre haverá um percentual aproximado de 25% de cursos e instituições com notas baixas (1 e 2), independentemente de ter ocorrido uma evolução real e absoluta na qualidade da oferta educacional. 7. No atual marco regulatório federal brasileiro, faculdades isoladas, centros universitários e universidades públicas e privadas submetem-se exclusivamente ao mesmo fluxo de atos autorizativos prévios junto ao Ministério da Educação para a criação de qualquer novo curso de graduação. 8. Embora o Enade seja um exame de larga escala fundamental para o cálculo dos indicadores de qualidade do Sinaes, ele não permite a comparação direta de desempenho entre diferentes ciclos avaliativos, uma vez que suas provas não são compostas por itens padronizados que garantam a estabilidade e a comparabilidade dos níveis de dificuldade ao longo do tempo. 9. No modelo de regulação derivado da implementação do Sinaes, a avaliação externa in loco constitui um procedimento compulsório apenas para os cursos e instituições cujos indicadores preliminares resultaram em conceitos inferiores a 3. 10. No contexto da obra "Escola e Democracia", a Pedagogia Nova é classificada como uma teoria não-crítica porque desloca o eixo da marginalidade da ignorância para a inadaptação, sustentando a crença de que a escola pode superar a marginalidade social ao ajustar o indivíduo ao grupo, independentemente dos condicionantes socioeconômicos objetivos. , 11. De acordo com a 11ª tese de Saviani sobre as relações entre educação e política, a função política da educação cumpre-se apenas quando ela se realiza como prática especificamente pedagógica de socialização do saber sistematizado, recusando, portanto, a dissolução direta da especificidade escolar na luta política partidária. , 12. O Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (Enade), por ser um exame de larga escala utilizado para o cálculo de indicadores de qualidade no Sinaes, permite a comparação longitudinal direta do desempenho institucional entre ciclos avaliativos distintos, visto que suas provas são compostas por itens padronizados que garantem a estabilidade dos níveis de dificuldade ao longo do tempo. 13. No método didático da pedagogia histórico-crítica, o passo da "instrumentalização" representa o ponto culminante do processo educativo, caracterizando-se pelo salto qualitativo do aluno de uma visão sincrética para uma compreensão sintética e orgânica da prática social. 14. A partir da flexibilização normativa introduzida pelo Decreto nº 9.057 de 2017, o sistema federal brasileiro passou a admitir o credenciamento de Instituições de Ensino Superior (IES) destinadas exclusivamente à oferta de cursos na modalidade de Educação a Distância (EaD), prescindindo da oferta presencial concomitante. 15. O uso de indicadores como o CPC (Conceito Preliminar de Curso) e o IGC (Índice Geral de Cursos) para fins de regulação é alvo de críticas acadêmicas pelo fato de a distribuição dos conceitos ser balizada pela curva normal de Gauss, o que implica que, matematicamente, sempre haverá um percentual aproximado de 25% de cursos e instituições situados nos estratos inferiores (notas 1 e 2), independentemente de ter ocorrido uma evolução real e absoluta na qualidade da oferta educacional. 16. No âmbito do sistema federal de ensino superior brasileiro, as universidades e os centros universitários gozam de autonomia para a criação de novos cursos de graduação, ao passo que as faculdades — que representam a vasta maioria das IES no país — dependem exclusivamente de ato autorizativo prévio do Ministério da Educação para iniciar a oferta de qualquer curso superior. 17. O Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (Enade) constitui um instrumento que permite a comparação longitudinal direta do desempenho acadêmico institucional entre diferentes ciclos avaliativos, uma vez que suas provas são compostas por itens padronizados que asseguram a estabilidade e a comparabilidade dos níveis de dificuldade ao longo do tempo. 18. A partir da flexibilização normativa introduzida pelo Decreto nº 9.057/2017, tornou- se juridicamente viável o credenciamento de Instituições de Ensino Superior (IES) destinadas à oferta de cursos apenas na modalidade de Educação a Distância (EaD), prescindindo-se da obrigatoriedade de oferta concomitante de cursos presenciais. 19. A expressão "estado avaliador", conforme formulada por Neave (1994), refere-se a um modelo de regulação que substitui o controle burocrático tradicional pela concessão de autonomia plena às instituições, de modo que o Estado renuncia ao seu papel de fiscalizador para atuar exclusivamente como financiador indireto do sistema. 20. O fluxo regulatório federal brasileiro caracteriza-se pela complexidade e morosidade, podendo envolver até cinco unidades administrativas distintas do Ministério da Educação e levar anos até que uma decisão final sobre atos autorizativos seja proferida. 21. No marco regulatório federal brasileiro atual, as universidades e os centros universitários gozam de autonomia para a criação de novos cursos de graduação, ao passo que as faculdades isoladas dependem exclusivamente de ato autorizativo prévio do Ministério da Educação para iniciar a oferta de qualquer curso superior. 22. O cálculo dos indicadores de qualidade CPC (Conceito Preliminar de Curso) e IGC (Índice Geral de Cursos) fundamenta-se na distribuição pela curva normal de Gauss, o que implica que, matematicamente, sempre haverá uma parcela aproximada de 25% de cursos e instituições situados nos estratos inferiores de qualidade (notas 1de fiscalização a posteriori; (D) o fluxo regulatório federal para autorização é centralizado na Secretaria de Educação Superior (Sesu), o que garante a emissão de pareceres conclusivos em prazos inferiores a seis meses; (E) a autorização prévia é exigível apenas para universidades e centros universitários, enquanto as faculdades isoladas, por representarem 94% das IES, possuem um rito simplificado de adesão voluntária. Questão 37 O conselho universitário de uma prestigiada instituição de ensino superior privada, visando consolidar sua marca no mercado, decide publicar um relatório técnico demonstrando a “evolução constante e absoluta da qualidade acadêmica” de seus cursos. Para isso, os analistas utilizam uma comparação longitudinal direta entre as notas brutas obtidas pelos seus estudantes no Enade nas edições de 2015, 2018, 2021 e 2024. Com base na análise técnica sobre os instrumentos do Sinaes apresentada por Sampaio e Pires (2025), é correto afirmar que: (A) a comparação é viável, pois o Inep utiliza itens padronizados e pré-testados (TRI) em todas as edições do Enade, garantindo a estabilidade da régua de dificuldade ao longo do tempo; (B) o Enade é um exame de larga escala que, por sua natureza robusta, permite que as instituições adotem estratégias específicas de diferenciação de mercado baseadas no desempenho histórico; (C) a comparação longitudinal pretendida carece de viabilidade técnica, uma vez que as provas do Enade não possuem itens padronizados, tornando os níveis de dificuldade variáveis entre os ciclos avaliativos; (D) os resultados do Enade servem exclusivamente para fins de autoavaliação institucional (CPA), não podendo ser utilizados para compor indicadores de regulação como o CPC e o IGC; (E) a evolução da qualidade absoluta só poderia ser comprovada se a instituição substituísse o Enade por registros administrativos de empregabilidade, conforme exigência do Decreto nº 9.235/2017. Questão 38 O coordenador de um curso de graduação em uma faculdade isolada, após investimentos vultosos na qualificação do corpo docente (atingindo 100% de doutores) e na modernização integral da infraestrutura laboratorial, recebe o relatório do Conceito Preliminar de Curso (CPC) com a nota 2. Inconformado, ele questiona o Inep, alegando que o indicador não captou a melhoria real e absoluta do curso. Considerando a lógica estatística de distribuição de conceitos discutida por Sampaio e Pires (2025), é correto afirmar que: (A) a nota 2 é atribuída automaticamente a qualquer instituição que não possua programas de pós-graduação stricto sensu recomendados pela Capes, conforme as portarias de 2007 e 2008; (B) o Sinaes garante que instituições com bons padrões de qualidade nunca sejam classificadas nos estratos inferiores, visto que o CPC mede a evolução absoluta de cada curso individualmente; (C) a insatisfação do coordenador é justificada, pois o CPC é um indicador de diagnóstico pedagógico que prioriza a diversidade de vocações institucionais em detrimento de ranqueamentos; (D) o resultado reflete o uso da curva normal de Gauss na distribuição das notas, o que condena estatisticamente cerca de 25% do sistema a conceitos baixos (1 e 2), independentemente da qualidade absoluta; (E) a nota obtida dispensa a visita in loco dos avaliadores externos, uma vez que a regulação pressupõe que cursos com CPC 2 já atingiram a maturidade de qualidade necessária para a renovação automática. Questão 39 Um pesquisador em políticas educacionais argumenta em um fórum que a relação entre o Estado brasileiro e as IES manifesta a face do “estado interventor”. Ele sustenta que o MEC, ao exigir resultados expressos em produtos acadêmicos quantificáveis e padronizados para renovar o credenciamento de instituições anteriormente autônomas, está exercendo o que Guy Neave denomina “estado avaliador”. À luz das definições teóricas apresentadas por Sampaio e Pires (2025), é correto afirmar que: (A) o modelo de “estado avaliador” pressupõe a renúncia do Estado ao papel de fiscalizador, transferindo a coordenação do sistema inteiramente para o mercado de livre concorrência; (B) a expressão “estado avaliador” refere-se a situações em que os estados nacionais controlam sistemas anteriormente autônomos, passando a cobrar resultados em forma de produtos acadêmicos padronizados; (C) o Sinaes, ao focar na autoavaliação (CPA), eliminou o caráter interventor do Estado brasileiro, garantindo que as universidades funcionem como comunidades autogovernadas de scholars; (D) o papel de “modelador” exercido pelo Estado consiste exclusivamente na alocação de recursos financeiros diretos, sem interferir na tipologia ou na organicidade do sistema de ensino superior; (E) a coordenação do sistema de ensino superior brasileiro é caracterizada pela descentralização, na qual o MEC abdica do julgamento de mérito em prol da soberania das avaliações das agências de classe. Questão 40 Durante a elaboração do Plano de Desenvolvimento Institucional (PDI) de um novo centro universitário, o departamento jurídico adverte sobre as complexidades do fluxo regulatório federal. Os advogados destacam que o trâmite para atos autorizativos pode envolver múltiplas unidades administrativas e que o marco legal para a Educação a Distância (EaD) sofreu flexibilizações importantes que impactam a estratégia de expansão. Nos termos do marco legal e dos desafios administrativos apontados por Sampaio e Pires (2025), é correto afirmar que: (A) o fluxo regulatório federal é centralizado e célere, sendo que o Inep é a única instância responsável pelo processo decisório final sobre o credenciamento de novas instituições; (B) o Decreto nº 9.057/2017 veda o credenciamento de instituições que pretendam atuar exclusivamente na modalidade EaD, exigindo oferta presencial prévia para garantir a qualidade; (C) o fluxo administrativo de atos autorizativos é caracterizado pela morosidade, podendo envolver até cinco unidades do MEC e levar anos até que uma decisão final seja proferida; (D) a Secretaria de Educação Superior (Sesu) é o órgão responsável por realizar as visitas de avaliação in loco e aplicar o Enade em todas as instituições privadas do sistema federal; (E) a regulação da educação superior brasileira orienta-se atualmente por um sistema simplificado que dispensa o cumprimento de normas gerais para instituições com fins lucrativos. Questão 41 Considere que um grupo educacional protocola no sistema e-MEC um pedido de credenciamento para o funcionamento da “Faculdade de Ciências Aplicadas de Minas” e a autorização para a oferta de seu primeiro curso de graduação presencial. Durante o planejamento, os gestores argumentam que, baseados no princípio constitucional da livre iniciativa e na autonomia acadêmica garantida às Instituições de Ensino Superior (IES), podem iniciar a captação de alunos e as aulas imediatamente após o protocolo, submetendo-se à avaliação do MEC apenas no momento do reconhecimento posterior do curso. À luz do marco regulatório federal descrito nas fontes, assinale a alternativa que descreve corretamente a situação jurídica desta instituição. A) A faculdade pode iniciar as atividades imediatamente, pois universidades e faculdades gozam das mesmas prerrogativas de autonomia pedagógica, dispensando autorização prévia para cursos presenciais. B) O início das aulas após o protocolo é permitido, desde que a instituição comprove possuir corpo docente com 100% de mestres e doutores e infraestrutura física já concluída no sistema e-MEC. C) A pretensão dos gestores é irregular, pois faculdades isoladas não possuem autonomia para criar cursos e dependem obrigatoriamente de ato autorizativo prévio (autorização) do Ministério da Educação. D) A legislação federal permite o funcionamento imediato apenas se a faculdadefor credenciada exclusivamente para a modalidade EaD, conforme a flexibilização introduzida pelo Decreto nº 9.057/2017. Questão 42 O coordenador de um curso de graduação em uma IES privada recebe o relatório do Conceito Preliminar de Curso (CPC) e observa a nota 2. Em sua contestação ao INEP, o coordenador alega que o curso realizou investimentos vultosos em laboratórios e na qualificação docente (regime de trabalho e titulação) e que, por isso, a nota deveria ser obrigatoriamente superior a 3. Com base nas críticas técnicas e metodológicas à lógica estatística do Sinaes apresentadas nas fontes, assinale a causa provável desse resultado. A) O CPC é um indicador qualitativo subjetivo que ignora investimentos físicos e titulação docente, baseando-se exclusivamente na autoavaliação institucional produzida pela CPA. B) A distribuição das notas fundamenta-se na curva normal de Gauss, o que implica que cerca de 25% do sistema sempre será classificado nos estratos 1 e 2 para fins de ranqueamento, independentemente da qualidade absoluta. C) O sistema e-MEC prioriza a morosidade administrativa, de modo que investimentos realizados no último triênio só são computados no ciclo avaliativo subsequente por falta de integração de dados. D) O resultado 2 é uma punição automática aplicada a cursos que não utilizam itens padronizados e pré-testados em seus exames internos de avaliação de desempenho estudantil. Questão 43 O Reitor de uma Universidade Federal, visando fundamentar o novo Plano de Desenvolvimento Institucional (PDI), solicita à sua equipe técnica um relatório que demonstre a evolução histórica e o valor agregado da formação acadêmica dos estudantes nos últimos 15 anos. Para isso, propõe comparar longitudinalmente o desempenho médio da instituição nas provas do Enade de cycles avaliativos distintos (ex: 2009, 2012, 2015 e 2024). De acordo com as limitações técnicas dos instrumentos de avaliação descritas nas fontes, essa comparação é: A) Tecnicamente inviável para monitorar a evolução histórica, pois as provas do Enade não possuem itens padronizados, o que torna os níveis de dificuldade variáveis entre as edições. B) Plenamente viável, visto que o Inep utiliza a Teoria de Resposta ao Item (TRI) e itens padronizados em todas as edições do Enade, garantindo uma régua de dificuldade estável no tempo. C) Possível apenas para as instituições que optam pelo regime de adesão voluntária ao Sinaes, seguindo os princípios originais do Programa Institucional das Universidades Brasileiras (Paiub). D) Válida somente se a instituição apresentar, de forma concomitante, os registros administrativos de empregabilidade e a taxa de ingresso de egressos em programas de pós-graduação. Questão 44 Uma organização privada protocola um pedido de credenciamento institucional visando atuar no sistema federal de ensino superior. O projeto pedagógico foca inteiramente na modalidade de Educação a Distância (EaD), sem qualquer previsão de oferta de cursos presenciais. O setor jurídico da mantenedora questiona se a ausência de cursos presenciais consolidados pode ser um impedimento legal para a obtenção do credenciamento. Com base nas transformações normativas ocorridas a partir de 2017, assinale a alternativa correta. A) O credenciamento seria negado, pois a LDB de 1996 exige que toda IES comprove excelência acadêmica na modalidade presencial por no mínimo cinco anos antes de expandir para a EaD. B) A proposta é juridicamente inviável porque a regulação federal vincula a oferta de EaD à existência de polos de apoio presencial que devem obrigatoriamente ofertar cursos presenciais. C) O pedido é viável, pois o Decreto nº 9.057/2017 possibilitou o credenciamento de IES destinadas exclusivamente à oferta de cursos na modalidade de Educação a Distância. D) A instituição deve ser criada primeiro como universidade para gozar de autonomia plena, pois apenas universidades possuem o direito de ofertar cursos 100% EaD desde a sua fundação. Questão 45 Analise a seguinte afirmação teórica: “O Estado brasileiro, ao instituir um sistema de avaliação nacional padronizado (Sinaes) que cobra resultados expressos em produtos acadêmicos quantificáveis e utiliza indicadores sintéticos como referencial básico para atos de regulação e supervisão, manifesta uma característica específica da coordenação de sistemas de ensino superior”. Segundo Guy Neave, citado nas fontes, essa face do Estado denomina-se: A) Estado Liberal Autônomo, que abdica do papel de fiscalizador para atuar apenas como financiador indireto. B) Estado Avaliador, que atua como uma face do Estado Interventor ao controlar sistemas anteriormente autônomos por meio de cobrança de resultados padronizados. C) Estado Burocrático Tradicional, cuja regulação é desvinculada de qualquer julgamento de mérito ou valor sobre a formação oferecida. D) Estado Comunitário de Scholars, no qual as universidades funcionam como comunidades autogovernadas e elitizadas, sem interferência ministerial. Gabarito Questão 1: C Questão 2: A Questão 3: D Questão 4: B Questão 5: B Questão 6: D Questão 7: C Questão 8: B Questão 9: D Questão 10: A Questão 11: C Questão 12: D Questão 13: A Questão 14: C Questão 15: B Questão 16: C Questão 17: C Questão 18: A Questão 19: D Questão 20: B Questão 21: B Questão 22: D Questão 23: C Questão 24: A Questão 25: B Questão 26: D Questão 27: B Questão 28: D Questão 29: A Questão 30: C Questão 31: D Questão 32: B Questão 33: E Questão 34: A Questão 35: A Questão 36: A Questão 37: C Questão 38: D Questão 39: B Questão 40: C Questão 41: C Questão 42: B Questão 43: A Questão 44: C Questão 45: Be 2), independentemente de uma eventual evolução real e absoluta do sistema educacional como um todo. 23. Os resultados obtidos no Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (Enade) constituem uma ferramenta técnica que permite a comparação longitudinal direta do desempenho acadêmico institucional entre diferentes ciclos avaliativos, uma vez que suas provas garantem a estabilidade e a comparabilidade dos níveis de dificuldade ao longo do tempo. 24. A partir da flexibilização normativa introduzida pelo Decreto nº 9.057 de 2017, tornou- se juridicamente viável o credenciamento de Instituições de Ensino Superior (IES) destinadas à oferta apenas de cursos na modalidade de Educação a Distância (EaD), prescindindo-se da obrigatoriedade de oferta concomitante de cursos presenciais. 25. A expressão "estado avaliador", conforme a perspectiva de Neave, descreve um modelo de regulação que representa a face do "estado interventor", caracterizando-se pela cobrança de resultados expressos em produtos acadêmicos quantificáveis e padronizados de sistemas que eram anteriormente autônomos. 26. O modelo brasileiro de avaliação institucional do Sinaes, apesar de sua robustez, enfrenta críticas por ser homogeneizador, uma vez que seus princípios e instrumentos foram originalmente concebidos para avaliar prioritariamente as universidades públicas, mantendo-se em grande medida inalterados a despeito da atual dimensão e heterogeneidade do sistema. 27. No âmbito do fluxo regulatório federal, as universidades e os centros universitários gozam de autonomia para a criação de novos cursos de graduação, ao passo que as faculdades isoladas dependem exclusivamente de ato autorizativo prévio do Ministério da Educação para iniciar a oferta de qualquer curso superior. 28. O Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (Enade), embora fundamental para o cálculo de indicadores como o CPC e o IGC, não constitui uma ferramenta técnica que permite a comparação longitudinal direta do desempenho acadêmico institucional entre diferentes ciclos avaliativos, visto que suas provas sempre carecem de itens padronizados que garantam a estabilidade dos níveis de dificuldade ao longo do tempo. 29. Com a flexibilização normativa introduzida pelo Decreto nº 9.057 de 2017, o sistema federal brasileiro passou a admitir o credenciamento de Instituições de Ensino Superior (IES) destinadas à oferta apenas de cursos na modalidade de Educação a Distância (EaD), prescindindo-se da obrigatoriedade de oferta presencial concomitante. 30. A adoção da curva normal de Gauss para a distribuição das notas de indicadores como o CPC e o IGC garante que o Sinaes meça a evolução absoluta da qualidade educacional do sistema, impossibilitando que instituições com bons padrões de qualidade sejam estatisticamente classificadas nos estratos inferiores para fins de ranqueamento. 31. No atual marco regulatório federal brasileiro, as universidades e os centros universitários gozam de prerrogativas de autonomia para a criação de novos cursos de graduação, ao passo que as faculdades isoladas — que representam a vasta maioria das IES no país — dependem exclusivamente de ato autorizativo prévio do Ministério da Educação para iniciar a oferta de qualquer curso superior. 32. Devido à adoção da curva normal de Gauss para a distribuição dos conceitos de indicadores como o CPC e o IGC, o sistema de avaliação brasileiro condena estatisticamente uma parcela de instituições a notas baixas para fins de ranqueamento, de modo que sempre haverá cerca de 25% de cursos e IES com notas 1 e 2, independentemente de uma eventual melhoria real na qualidade absoluta da oferta. 33. Dada a inexistência de itens padronizados na composição das provas do Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (Enade), seus resultados não permitem a comparação longitudinal direta do desempenho acadêmico entre ciclos avaliativos distintos, o que limita a eficácia do exame para monitorar a evolução histórica da qualidade do ensino superior. 34. Com o advento do Decreto nº 9.057 de 2017, tornou-se juridicamente viável o credenciamento de Instituições de Ensino Superior (IES) voltadas apenas para a oferta de cursos na modalidade de Educação a Distância (EaD), prescindindo da exigência de oferta presencial prévia ou concomitante. 35. O atual fluxo regulatório federal brasileiro caracteriza-se pela centralização e celeridade administrativa, de modo que o processo decisório sobre atos autorizativos de cursos e instituições tramita em uma única unidade administrativa do Ministério da Educação (MEC), o que garante a emissão de pareceres conclusivos em prazos inferiores a um ano. Gabarito e Justificativas 1. CERTO. Os autores citam Verhine (2015) e Nascimento (2021) para explicar que, por ser um cálculo baseado na curva de Gauss (distribuição normal), o sistema condena estatisticamente uma parcela das instituições a notas baixas (1 e 2), servindo mais para ranqueamento do que para medir a evolução real da qualidade. 2. CERTO. O artigo destaca que faculdades (94% das IES e 12% das matrículas) são as que mais sofrem com a morosidade regulatória, pois dependem de autorização para abrir ou fechar cursos, enquanto universidades e centros universitários (84% das matrículas) têm autonomia para criar cursos sem o ato autorizativo prévio. 3. CERTO. O texto afirma explicitamente que "como a prova do Enade não é composta por itens padronizados, os níveis de dificuldade das provas são variáveis e não permitem comparações entre os ciclos avaliativos". 4. CERTO. A expressão "Estado Avaliador" de Neave é associada à face do "estado interventor", que ostensivamente controla sistemas anteriormente autônomos cobrando resultados quantificáveis. 5. CERTO. O Decreto 9.057 possibilitou que IES fossem criadas oferecendo cursos apenas a distância, sem a necessidade de oferta presencial concomitante, fator que, somado à pandemia, acelerou a expansão da EaD. 6. CERTO. Os autores destacam que, por ser um cálculo baseado na distribuição normal (curva de Gauss), o sistema condena estatisticamente uma parcela das instituições a notas baixas, funcionando mais como um ranqueamento comparativo do que como uma medida de evolução absoluta da qualidade. 7. ERRADO. A questão utiliza a palavra excludente "exclusivamente" para invalidar a afirmativa, pois universidades e centros universitários gozam de autonomia e, portanto, dispensam atos autorizativos prévios para a criação de cursos, ao contrário das faculdades isoladas, que dependem de autorização prévia do MEC. 8. CERTO. O texto afirma explicitamente que, como as provas do Enade não possuem itens padronizados, os níveis de dificuldade variam entre as edições, o que impede a comparação longitudinal dos resultados entre ciclos avaliativos distintos. 9. CERTO. Conforme as portarias normativas que regulamentaram o fluxo após a criação do CPC e IGC, a visita in loco tornou-se compulsória somente para quem atinge nota abaixo de 3; as instituições com notas iguais ou superiores a 3 podem solicitar a visita apenas se desejarem tentar melhorar o conceito obtido preliminarmente. 10. Certo. Saviani agrupa a Pedagogia Nova entre as teorias não-críticas justamente por ela considerar a educação como um instrumento de harmonização social, ignorando que a marginalidade é um fenômeno estrutural da sociedade de classes. 11. Certo. Esta é a conclusão fundamental de Saviani nas "Onze Teses": a maior contribuição política da educação reside em realizar bem a sua tarefa específica de transmitir o conhecimento elaborado às massas, instrumentalizando-as para a luta social. , 12. Errado. Segundo as fontes, o Enade não permite comparações entre ciclos avaliativos porque suas provas não utilizam itens padronizados, o que resulta em níveis de dificuldade variáveis que impossibilitam a comparação direta de desempenho ao longodo tempo. 13. Errado. O salto qualitativo e a alteração da consciência em relação à prática social definem o momento da Catarse. A instrumentalização é a fase anterior, que consiste na apropriação das ferramentas teóricas e práticas (o conhecimento) necessárias para esse salto. 14. Certo. O referido decreto alterou o marco regulatório, permitindo que IES sejam credenciadas para atuar apenas na modalidade EaD, o que é citado como um fator de aceleração da expansão dessa modalidade no Brasil. 15. CERTO. As fontes destacam que a metodologia de cálculo do CPC e IGC, baseada na distribuição normal, condena estatisticamente uma parcela das instituições a notas baixas, funcionando mais como um ranqueamento comparativo do que como uma medida de evolução absoluta da qualidade. 16. CERTO. De acordo com as normas de regulação vigentes, universidades e centros universitários possuem autonomia para criar cursos (embora devam registrá-los posteriormente), enquanto as faculdades (94% das IES) necessitam obrigatoriamente de autorização prévia específica do MEC. 17. ERRADO. As fontes afirmam explicitamente que o Enade não permite comparações entre ciclos avaliativos porque suas provas não utilizam itens padronizados, o que resulta em níveis de dificuldade variáveis que impedem a comparação direta de desempenho ao longo do tempo. 18. CERTO. O Decreto nº 9.057/2017 alterou o marco regulatório, permitindo que IES sejam criadas para atuar exclusivamente na modalidade EaD, fator apontado como catalisador da expansão acelerada desse setor no Brasil. 19. ERRADO. Conforme os autores, o "estado avaliador" manifesta, na verdade, a face do "estado interventor", que controla sistemas anteriormente autônomos passando a cobrar resultados expressos em produtos acadêmicos quantificáveis e padronizados. 20. CERTO. A estrutura regulatória brasileira é descrita como um "cipoal de normas" e um fluxo extenso que envolve múltiplas instâncias (como Seres, Inep, CNE, Sesu/Setec), resultando em morosidade e em um enorme passivo de processos. 21. CERTO. As fontes destacam que universidades e centros universitários (responsáveis por 84% das matrículas) têm autonomia para criar cursos sem autorização prévia, enquanto as faculdades isoladas (que representam 94% do total de IES) dependem obrigatoriamente dessa autorização ministerial. 22. CERTO. De acordo com as fontes, o uso da curva de Gauss para o cálculo do CPC e IGC é alvo de críticas justamente porque condena estatisticamente o quartil inferior a notas baixas para fins de ranqueamento, independentemente da qualidade absoluta apresentada. 23. ERRADO. As fontes afirmam explicitamente que o Enade não permite comparações entre ciclos avaliativos, pois suas provas não são compostas por itens padronizados, o que resulta em níveis de dificuldade variáveis que impedem a comparação direta de desempenho no tempo. 24. CERTO. O Decreto nº 9.057/2017 alterou o marco regulatório ao permitir que IES sejam credenciadas para atuar exclusivamente na modalidade EaD, fator que atuou como catalisador da expansão desse setor no Brasil. 25. CERTO. Conforme as fontes, o "estado avaliador" manifesta a face do "estado interventor" ao controlar sistemas anteriormente autônomos por meio da exigência de produtividade acadêmica padronizada e quantificável. 26. Certo. As fontes destacam que o modelo foi concebido para um sistema menor e menos diverso, originalmente focado em universidades públicas, e que a manutenção desses princípios ignora a atual complexidade do sistema massificado. 27. Certo. De acordo com o marco regulatório, faculdades isoladas (que representam 94% das IES) necessitam de autorização prévia, enquanto universidades e centros universitários (84% das matrículas) têm autonomia para criar cursos sem o ato autorizativo prévio. 28. Certo. O texto afirma explicitamente que, devido à ausência de itens padronizados, o nível de dificuldade do Enade é variável, o que impede a comparação de desempenho entre diferentes ciclos. 29. Certo. O Decreto nº 9.057/2017 permitiu o credenciamento de IES para atuar exclusivamente na modalidade EaD, o que é citado como um dos fatores para o crescimento acelerado dessa modalidade no país. 30. Errado. A aplicação da curva de Gauss é alvo de críticas justamente porque condena estatisticamente cerca de 25% dos cursos e instituições a notas baixas (1 e 2) para fins de ranqueamento, independentemente de ter ocorrido uma evolução real na qualidade absoluta da oferta. 31. Certo. Conforme as fontes, o sistema federal diferencia as IES por formato acadêmico: universidades e centros universitários (84% das matrículas) têm autonomia para criar cursos, enquanto as faculdades (94% das IES) necessitam de autorização prévia ministerial. 32. Certo. A literatura citada nas fontes critica o uso da curva de Gauss para regulação, pois ela é um instrumento de ranqueamento relativo; matematicamente, o quartil inferior sempre receberá notas 1 e 2, mesmo que a qualidade geral do sistema tenha subido. 33. Certo. As fontes afirmam explicitamente que os níveis de dificuldade das provas do Enade são variáveis por falta de itens padronizados, impossibilitando comparações entre diferentes ciclos e prejudicando a análise da consolidação institucional. 34. Certo. O Decreto 9.057/2017 é apontado como um dos catalisadores da expansão da EaD por permitir a criação de IES "exclusivamente EaD", alterando a dinâmica anterior que exigia estrutura presencial. 35. Errado. As fontes descrevem o fluxo regulatório como "extenso e moroso", envolvendo até cinco unidades administrativas do MEC (Seres, Inep, CNE, Sesu/Setec) e levando anos até que uma decisão final seja proferida. Questões Objetivas Questão 1 O fluxo regulatório federal, responsável por atos de autorização, reconhecimento e renovação de cursos, é um pilar central da supervisão estatal. Com base na análise dos autores sobre a dinâmica administrativa desse fluxo, assinale a alternativa INCORRETA. A) A regulação é conduzida pela Secretaria de Regulação e Supervisão da Educação Superior (SERES), que atua em conjunto com instâncias como o INEP e o Conselho Nacional de Educação (CNE). B) O processo decisório sobre atos autorizativos é caracterizado por ser extenso e moroso, podendo envolver até cinco unidades administrativas distintas no âmbito do Ministério da Educação. C) O fluxo regulatório federal destaca-se pela agilidade e centralização procedimental, o que garante que pedidos de credenciamento institucional sejam finalizados em prazos inferiores a um ano. D) Órgãos de classe, como o Conselho Nacional de Saúde e a OAB, participam do fluxo regulatório emitindo pareceres em processos de reconhecimento de cursos em suas respectivas áreas. Questão 2 O Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior (SINAES), instituído pela Lei nº 10.861/2004, buscou integrar diferentes dimensões da avaliação. Sobre a origem e a aplicação dos indicadores CPC e IGC, assinale a alternativa INCORRETA. A) O Conceito Preliminar de Curso (CPC) e o Índice Geral de Cursos (IGC) foram estabelecidos diretamente pelo texto original da Lei do Sinaes em 2004 como ferramentas de autoavaliação institucional. B) O CPC e o IGC foram instituídos por portarias normativas entre 2007 e 2008 para suprir a impossibilidade operacional de realizar visitas in loco em todos os cursos a cada três anos. C) O IGC é um indicador sintético calculado anualmente, que resulta da média ponderada dos CPCs do último triênio e das notas dos programas de pós-graduação stricto sensu. D) A regulação utiliza os indicadores preliminares para decidir sobre a compulsoriedade da visita externa, que se torna obrigatória apenas para cursos com conceitos inferiores a 3. Questão 3 O Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (ENADE) é um dos componentes fundamentais do Sinaes paraaferir a qualidade do ensino. Considerando os limites técnicos e metodológicos do exame apresentados nas fontes, assinale a alternativa INCORRETA. A) O Enade avalia o desempenho dos estudantes em relação aos conteúdos programáticos previstos nas diretrizes curriculares e o desenvolvimento de competências e habilidades. B) Os resultados do Enade servem como insumo direto para o cálculo do Conceito Preliminar de Curso (CPC), impactando a nota final das instituições. C) O nível de dificuldade das provas é variável e não há garantia de estabilidade entre as edições, o que compromete a utilização do exame como régua de evolução histórica da qualidade. D) A metodologia de construção das provas do Enade utiliza itens padronizados e pré- testados, o que permite a comparação longitudinal precisa do desempenho acadêmico entre diferentes ciclos avaliativos. Questão 4 A organização acadêmica das Instituições de Ensino Superior (IES) define diferentes graus de autonomia no sistema federal brasileiro. Sobre as prerrogativas de autonomia e o perfil das IES, assinale a alternativa INCORRETA. A) Universidades e Centros Universitários gozam de autonomia para a criação de novos cursos de graduação, dispensando atos autorizativos prévios do Ministério da Educação. B) As faculdades isoladas, que representam a vasta maioria das IES no país (94%), gozam de autonomia plena para a oferta de qualquer curso superior sem necessidade de autorização prévia ministerial. C) O setor privado detém o maior volume de matrículas do sistema (79%), sendo marcado por um processo de oligopolização onde poucos grupos educacionais concentram milhões de estudantes. D) O Decreto nº 9.057 de 2017 flexibilizou as normas para a Educação a Distância (EaD), permitindo o credenciamento de instituições destinadas exclusivamente a essa modalidade. Questão 5 A distribuição dos resultados da avaliação superior no Brasil utiliza uma lógica estatística que gera debates acadêmicos. Com base na crítica à aplicação da curva normal de Gauss nos indicadores do Sinaes, assinale a alternativa INCORRETA. A) A utilização da curva de Gauss transforma a avaliação em um mecanismo de ranqueamento relativo, em detrimento de uma medição de qualidade absoluta. B) Por ser um cálculo baseado na distribuição normal, o sistema garante que a maioria das instituições sempre atinja a nota máxima (conceito 5) em reconhecimento à evolução do sistema. C) A metodologia implica que, independentemente da qualidade real, haverá sempre uma parcela aproximada de 25% de cursos e IES situados nos estratos inferiores (notas 1 e 2). D) O sistema de conceitos de 1 a 5 é criticado por sofrer uma contaminação da regulação sobre a avaliação, priorizando punições e sanções em vez de diagnósticos pedagógicos. Questão 6 O artigo “Avaliação e Regulação da Educação Superior no Brasil: impasses e desafios”, de Helena Sampaio e André Pires (2025), analisa a estrutura administrativa e o marco legal que sustenta o sistema federal de ensino superior. Com base na discussão dos autores sobre a autonomia das Instituições de Ensino Superior (IES) e o fluxo regulatório, assinale a alternativa INCORRETA. A) O setor privado brasileiro é caracterizado por uma grande heterogeneidade e pelo predomínio das faculdades isoladas, as quais representam 94% do total de instituições reguladas pelo sistema federal. B) A Secretaria de Regulação e Supervisão da Educação Superior (Seres) é a unidade administrativa do MEC responsável por conduzir os atos autorizativos do processo decisório por meio de diretoria específica. C) As faculdades isoladas, por não gozarem de prerrogativa de autonomia, dependem de ato autorizativo prévio (autorização) do Ministério da Educação para a oferta de novos cursos de graduação. D) Todas as instituições privadas do sistema federal, independentemente de sua organização acadêmica como faculdade ou universidade, gozam de autonomia plena para a criação de cursos sem necessidade de atos autorizativos prévios do MEC. Questão 7 O Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior (Sinaes) utiliza indicadores como o Conceito Preliminar de Curso (CPC) e o Índice Geral de Cursos (IGC) como referenciais básicos da regulação. Considerando as críticas técnicas e metodológicas apresentadas nas fontes sobre esses instrumentos, assinale a alternativa INCORRETA. A) O cálculo do IGC de uma instituição é realizado pela média ponderada dos CPCs do último triênio e das notas dos seus programas de pós-graduação stricto sensu. B) No atual fluxo regulatório, a avaliação in loco compulsória é exigida apenas para os cursos e instituições que obtiveram conceitos preliminares inferiores a 3. C) A adoção da curva normal de Gauss no cálculo do CPC e do IGC é elogiada por especialistas por permitir uma medição absoluta da evolução da qualidade, eliminando a natureza de ranqueamento relativo do sistema. D) A distribuição das notas em uma escala de 1 a 5 fundamentada na curva de Gauss implica que, estatisticamente, cerca de 25% do sistema sempre terá conceitos 1 e 2, independentemente da evolução real da qualidade. Questão 8 O Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (Enade) constitui-se como um dos pilares do Sinaes para aferir a qualidade da formação oferecida. À luz dos limites e desafios da operacionalização desse exame discutidos pelos autores, assinale a alternativa INCORRETA. A) O Enade deve ser realizado a cada três anos por todos os alunos de graduação que tenham completado 80% ou mais da carga horária mínima de seu curso. B) O nível de dificuldade das provas do Enade é tecnicamente padronizado entre as edições, garantindo a estabilidade necessária para que os resultados permitam uma comparação longitudinal direta do desempenho acadêmico entre ciclos avaliativos distintos. C) A ausência de itens padronizados nas provas torna os níveis de dificuldade variáveis, o que impede que as instituições utilizem o exame como uma ferramenta precisa de monitoramento de evolução histórica. D) Diante das fragilidades técnicas e do alto custo do exame, alguns autores propõem substituir a prova por registros administrativos, como taxas de empregabilidade e proporção de egressos na pós-graduação. Questão 9 As transformações no ensino superior brasileiro nas últimas décadas foram impulsionadas por marcos regulatórios que alteraram a dinâmica de expansão da modalidade a distância (EaD). Com base na análise das fontes sobre o Decreto nº 9.057 de 2017 e seus impactos, assinale a alternativa INCORRETA. A) O Decreto nº 9.057 possibilitou que Instituições de Ensino Superior fossem credenciadas para ofertar cursos exclusivamente na modalidade EaD, sem a exigência de oferta presencial concomitante. B) A flexibilização das regras de oferta da modalidade EaD iniciada em 2017 é apontada como um dos catalisadores do crescimento acelerado dessa modalidade, especialmente no setor privado. C) Em virtude do declínio de programas como o Fies, o segmento privado com fins lucrativos adotou a expansão no formato EaD como uma estratégia comercial para incremento de suas matrículas. D) O atual marco regulatório federal veda o credenciamento de novas instituições que pretendam atuar unicamente na modalidade a distância, exigindo que toda IES mantenha uma oferta presencial mínima de 50% de seus cursos. Questão 10 A relação entre o Estado e a educação superior envolve os papéis de financiador, modelador e fiscalizador. Sobre os conceitos de "coordenação do sistema" e "estado avaliador" apresentados por Sampaio e Pires (2025), assinale a alternativa INCORRETA. A) O fluxo regulatório dos atos autorizativos no Brasil é caracterizado pela celeridade administrativa extrema, concentrando todas as etapas em uma única unidade do MEC para assegurar decisões finais em menos de seis meses. B) Guy Neave define "estadoavaliador" como uma alternativa ao caráter burocrático na regulação, podendo também se manifestar como um "estado interventor" que cobra resultados acadêmicos quantificáveis e padronizados. C) O sistema federal brasileiro demonstra um controle centralizado do MEC, no qual a avaliação, como julgamento de mérito, constitui o referencial básico para a ação supervisora e regulatória do Estado. D) O fluxo regulatório de reconhecimento de cursos pode envolver instâncias externas ao MEC, como os conselhos profissionais das áreas da saúde, do direito e das engenharias, que podem ser consultados no processo. Questão 11 O artigo “Avaliação e Regulação da Educação Superior no Brasil: impasses e desafios”, de Helena Sampaio e André Pires (2025), discorre sobre o complexo cenário da educação superior brasileira e os dilemas de sua supervisão estatal. Com base na leitura desse texto, assinale a alternativa INCORRETA. A) A estrutura do sistema federal brasileiro caracteriza-se pelo predomínio do setor privado, que detém a maioria das matrículas e dos estabelecimentos, e pela rápida expansão da modalidade a distância, que já responde pela maior parte dos estudantes ingressantes no sistema. B) A regulação e a avaliação no Brasil estão imbricadas em um fluxo administrativo que pode envolver até cinco unidades distintas do Ministério da Educação, resultando em um trâmite frequentemente moroso que pode levar anos até a decisão final sobre atos autorizativos. C) O Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (Enade) constitui uma ferramenta técnica de alta comparabilidade longitudinal, permitindo às instituições monitorar com precisão a evolução histórica da qualidade de seus cursos entre diferentes ciclos avaliativos devido ao uso rigoroso de itens padronizados. D) O uso de indicadores como o CPC e o IGC para fins regulatórios sofre críticas de especialistas devido ao fato de a distribuição das notas ser baseada em uma curva normal de Gauss, o que condena estatisticamente cerca de 25% das instituições a conceitos baixos (1 e 2), independentemente da qualidade absoluta apresentada. Questão 12 O artigo de Helena Sampaio e André Pires (2025) analisa criticamente a lógica estatística e os indicadores que compõem o Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior (Sinaes). Com base na discussão dos autores sobre o Conceito Preliminar de Curso (CPC) e o Índice Geral de Cursos (IGC), assinale a alternativa INCORRETA. A) O cálculo do IGC de uma instituição é realizado anualmente por meio da média ponderada dos CPCs do último triênio e das notas dos programas de pós-graduação stricto sensu. B) A implementação do CPC e do IGC ocorreu via portarias ministeriais (atos de menor hierarquia jurídica), o que, para alguns autores, desrespeitou a concepção original da Lei do Sinaes de 2004. C) Na regulamentação vigente, a avaliação in loco do Inep tornou-se compulsória apenas para os cursos e instituições que obtiveram conceitos preliminares inferiores a 3. D) A utilização da curva normal de Gauss na distribuição das notas permite que o Sinaes meça a evolução absoluta da qualidade de todo o sistema, garantindo que o progresso real das instituições seja refletido fielmente nos indicadores, sem fins de ranqueamento. Questão 13 No que se refere ao fluxo regulatório federal e à organização administrativa das Instituições de Ensino Superior (IES) no Brasil, conforme descrito por Sampaio e Pires (2025), assinale a alternativa INCORRETA. A) O fluxo regulatório caracteriza-se pela agilidade e centralização administrativa, tramitando em uma única instância do Ministério da Educação para assegurar que atos de credenciamento sejam decididos em prazos inferiores a seis meses. B) As faculdades isoladas, que representam 94% do total de IES no sistema federal, não gozam de prerrogativa de autonomia e dependem de ato autorizativo prévio para a oferta de novos cursos de graduação. C) Universidades e centros universitários, por possuírem autonomia, dispensam atos autorizativos prévios para a criação de cursos, embora respondam pela vasta maioria (84%) das matrículas no ensino superior. D) O processo regulatório pode envolver até cinco unidades administrativas do MEC, como a Seres, o Inep e o CNE, além de órgãos de classe externos em áreas específicas como saúde e direito. Questão 14 Sobre os processos de avaliação de desempenho estudantil e operacionalização da avaliação externa detalhados nas fontes, assinale a alternativa INCORRETA. A) O Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (Enade) deve ser realizado trienalmente por alunos que tenham completado 80% ou mais da carga horária mínima de seus respectivos cursos. B) A avaliação in loco realizada pelo Inep utiliza o Banco Nacional de Avaliadores (BASis) para recrutar docentes que devem preencher um instrumento composto por cerca de 60 indicadores. C) O Enade utiliza itens padronizados e pré-testados em todas as suas edições, o que assegura a estabilidade técnica necessária para realizar comparações longitudinais precisas de desempenho entre diferentes ciclos avaliativos. D) A atribuição do conceito máximo (nota 5) pelos avaliadores depende, em certos indicadores, da comprovação de práticas inovadoras, o que confere um elevado grau de subjetividade e discricionariedade ao processo. Questão 15 A partir da análise das características do sistema de ensino superior brasileiro e das mudanças normativas introduzidas na última década, assinale a alternativa INCORRETA. A) O sistema brasileiro apresenta uma singularidade mundial pelo forte predomínio de IES privadas com fins lucrativos e pela rápida expansão da modalidade a distância (EaD). B) O atual marco regulatório federal veda o credenciamento de novas instituições que pretendam atuar unicamente na modalidade a distância, exigindo que toda IES mantenha uma oferta presencial mínima concomitante. C) O crescimento acelerado da modalidade EaD foi impulsionado por medidas como o Decreto nº 9.057 de 2017 e pela estratégia comercial de grandes grupos educacionais após o declínio do Fies. D) O modelo de “estado avaliador” manifesta-se no Brasil como uma face do “estado interventor”, que controla sistemas e cobra resultados em forma de produtos acadêmicos quantificáveis e padronizados. Questão 16 Considere que uma organização educacional privada decide ingressar no sistema federal de ensino superior. Para tanto, protocola no sistema e-MEC um pedido de credenciamento para o funcionamento de uma nova faculdade e a autorização para a oferta de seu primeiro curso de graduação. Durante o acompanhamento do trâmite, os gestores da organização observam a complexidade das normas e a multiplicidade de órgãos envolvidos no fluxo decisório. Com base no quadro normativo, nas atribuições das instâncias e nos desafios da regulação apresentados no texto, assinale a alternativa que descreve corretamente o processo e as condições para essa instituição. A) Por tratar-se de uma faculdade isolada, a instituição goza de autonomia para criar o curso pretendido e iniciar a oferta imediatamente, submetendo-se ao Ministério da Educação (MEC) apenas para o processo de reconhecimento posterior, seguindo o princípio constitucional de que o ensino é livre à iniciativa privada. B) O fluxo regulatório para o credenciamento e a autorização é caracterizado pela agilidade administrativa, sendo centralizado na Secretaria de Regulação e Supervisão da Educação Superior (Seres), que realiza a avaliação externa e emite o parecer final de forma autônoma em um prazo de seis meses. C) O pedido de autorização do curso é obrigatório para essa faculdade e integra um fluxo que pode envolver até cinco unidades administrativas do MEC — como a Seres, o Inep e o Conselho Nacional de Educação (CNE) — resultando em um trâmite frequentemente moroso que pode levar anos até a decisãofinal. D) Se a instituição pretendesse atuar exclusivamente na modalidade de Educação a Distância (EaD), o credenciamento seria impedido pelo Decreto nº 9.057/2017, visto que a legislação exige que toda nova Instituição de Ensino Superior (IES) comprove a oferta consolidada de cursos presenciais antes de expandir para o ensino remoto. Questão 17 Considere que um grupo de mantenedores decide criar uma nova Instituição de Ensino Superior (IES) no sistema federal brasileiro, denominada “Faculdade Digital”. O projeto institucional prevê que a IES atue exclusivamente na modalidade de Educação a Distância (EaD). Diante da morosidade do fluxo regulatório, os sócios alegam que, baseados no princípio constitucional da livre iniciativa e no protocolo do pedido no sistema e-MEC, podem iniciar a oferta de cursos imediatamente, independentemente de verificação prévia do poder público. Com base no marco regulatório e nos fluxos administrativos vigentes, assinale a alternativa que descreve corretamente as condições para o funcionamento dessa instituição. A) A “Faculdade Digital” pode iniciar a oferta de cursos imediatamente após o protocolo, pois as instituições privadas de qualquer natureza gozam de autonomia plena para a criação de cursos, submetendo-se apenas ao reconhecimento posterior pelo MEC. B) O credenciamento da instituição seria negado de imediato, uma vez que o Decreto nº 9.057/2017 proíbe expressamente que novas IES sejam criadas para atuar unicamente na modalidade a distância, exigindo infraestrutura presencial consolidada. C) A instituição deve aguardar a emissão dos atos autorizativos de credenciamento e autorização de curso pelo MEC, sendo que a legislação permite o funcionamento de IES voltadas apenas para a modalidade EaD. D) O fluxo regulatório para o credenciamento de novas faculdades isoladas é célere e simplificado, sendo centralizado em uma única unidade do MEC que emite pareceres decisórios finais em prazos inferiores a seis meses. Questão 18 O coordenador de um curso de graduação em uma faculdade isolada, após três anos de investimentos intensivos na qualificação do corpo docente e na modernização da infraestrutura física, recebe o relatório do Conceito Preliminar de Curso (CPC) com a nota 2. Inconformado, ele contesta o resultado junto ao Inep, apresentando evidências de que houve uma melhoria real e absoluta na qualidade da oferta educacional que não foi devidamente captada pelo indicador sintético. Com base nas críticas técnicas e metodológicas aos indicadores do Sinaes discutidas nas fontes, assinale a alternativa que descreve corretamente a lógica por trás desse resultado. A) A distribuição das notas do CPC fundamenta-se na curva normal de Gauss, o que implica que cerca de 25% dos cursos e instituições serão estatisticamente classificados nos estratos inferiores (notas 1 e 2) para fins de ranqueamento, independentemente da sua qualidade absoluta. B) O resultado de conceito 2 decorre exclusivamente do fato de a instituição ser uma faculdade isolada, visto que o cálculo do CPC atribui pesos maiores para universidades e centros universitários em função da autonomia institucional. C) A estagnação da nota deve-se à impossibilidade de o CPC captar melhorias em infraestrutura física, uma vez que o indicador é calculado apenas com base nos resultados brutos do Enade, sem considerar dimensões didático-pedagógicas. D) O Inep utiliza os relatórios de autoavaliação das Comissões Próprias de Avaliação (CPAs) como único insumo para o cálculo do CPC, de modo que investimentos físicos não impactam o conceito se não forem aprovados por auditoria externa. Questão 19 Um pesquisador do campo da educação superior, em um debate sobre a supervisão estatal, argumenta que o modelo brasileiro de avaliação transformou-se em uma ferramenta de controle que limita a autonomia das instituições. Ele utiliza a fundamentação teórica de Guy Neave para sustentar que o Estado brasileiro, ao cobrar produtividade acadêmica padronizada e resultados quantificáveis, exerce uma função interventora sobre o sistema nacional. Com base nas definições teóricas sobre a relação entre Estado e educação superior presentes nas fontes, assinale a alternativa que descreve corretamente esse fenômeno. A) A expressão “estado avaliador” de Neave descreve um modelo de coordenação onde o Estado atua exclusivamente como financiador indireto, transferindo a responsabilidade da fiscalização para o mercado de livre concorrência. B) O conceito de “coordenação do sistema” de Martin e Talpaert pressupõe que os estados nacionais devem renunciar ao papel de fiscalizadores para garantir que as universidades funcionem como comunidades autogovernadas de alunos. C) A transição para o “estado avaliador” representou a extinção do caráter burocrático na regulação brasileira, eliminando a necessidade de atos autorizativos de credenciamento e reconhecimento de cursos. D) O “estado avaliador” manifesta-se como uma face do “estado interventor” quando o Poder Público passa a controlar sistemas anteriormente autônomos por meio da exigência de resultados expressos em produtos acadêmicos quantificáveis e padronizados. Questão 20 Durante uma visita de avaliação externa in loco para o reconhecimento de um curso de graduação, os dois avaliadores recrutados do Banco Nacional de Avaliadores (BASis) divergem significativamente sobre a nota a ser atribuída ao indicador que trata de “práticas pedagógicas exitosas e inovadoras”. A instituição pleiteia o conceito 5 (máximo), enquanto os avaliadores expressam dificuldade em padronizar o entendimento sobre o que constitui inovação pedagógica efetiva no preenchimento do instrumento. Considerando os desafios operacionais e a estrutura dos instrumentos de avaliação descritos nas fontes, assinale a alternativa que descreve corretamente a situação enfrentada. A) O instrumento de avaliação do Inep é composto por itens binários de verificação, o que impede que os avaliadores exerçam qualquer poder discricionário ou subjetividade na atribuição de conceitos aos indicadores. B) A atribuição do conceito máximo (5) em certos indicadores depende de critérios de difícil comprovação e padronização entre avaliadores, conferindo ao processo um elevado grau de subjetividade e poder discricionário. C) O Banco Nacional de Avaliadores (BASis) é composto exclusivamente por técnicos administrativos do Ministério da Educação, de modo que a falta de experiência docente impossibilita a correta aplicação dos indicadores didáticos. D) O Inep determina que os avaliadores externos validem automaticamente as notas propostas pelas Comissões Próprias de Avaliação (CPAs) das instituições, visando garantir a celeridade e a plena autonomia institucional no Sinaes. Questão 21 Considere que um grupo de mantenedores decide criar uma nova Instituição de Ensino Superior (IES) no sistema federal brasileiro, denominada “Faculdade Digital”. O projeto institucional prevê que a IES atue exclusivamente na modalidade de Educação a Distância (EaD), sem oferta presencial. Diante da morosidade do fluxo regulatório, os sócios alegam que, baseados no princípio constitucional da livre iniciativa e no protocolo do pedido no sistema e-MEC, podem iniciar a oferta de cursos imediatamente, independentemente de verificação prévia do poder público. Com base no marco regulatório e nos fluxos administrativos vigentes descritos nas fontes, assinale a alternativa que descreve corretamente as condições para o funcionamento dessa instituição. A) A instituição pode iniciar a oferta de cursos imediatamente após o protocolo, pois o sistema brasileiro, sendo de massa, garante autonomia pedagógica imediata para entidades privadas que comprovem infraestrutura tecnológica mínima. B) A proposta é juridicamente viável após o devido processo administrativo, visto que oDecreto nº 9.057/2017 possibilitou o credenciamento de IES para cursos apenas na modalidade EaD, embora a instituição deva aguardar a emissão dos atos autorizativos pelo MEC. C) O credenciamento da instituição seria negado de imediato pela Secretaria de Regulação e Supervisão da Educação Superior (Seres), uma vez que a legislação federal exige obrigatoriamente a oferta consolidada de cursos presenciais como pré- requisito para a expansão EaD. D) O fluxo regulatório para o credenciamento de novas faculdades isoladas é célere e centralizado, sendo que a Seres e o Inep emitem o parecer decisório final em um prazo máximo de seis meses após a visita in loco. Questão 22 Considere que o coordenador de um curso de graduação em uma faculdade isolada, após realizar investimentos intensivos na qualificação do corpo docente e na modernização da infraestrutura, recebe o relatório do Conceito Preliminar de Curso (CPC) com a nota 2. Inconformado, ele contesta o resultado junto ao Inep, apresentando evidências de que houve uma melhoria real e absoluta na qualidade da oferta educacional que não foi devidamente refletida no indicador sintético. Com base nas críticas técnicas e metodológicas aos indicadores do Sinaes apresentadas pelos autores, assinale a alternativa que descreve a lógica estatística por trás desse resultado. A) O resultado de conceito 2 decorre do fato de o cálculo do CPC atribuir pesos maiores para a autoavaliação institucional (CPA) do que para investimentos em infraestrutura física, penalizando instituições menores. B) A estagnação da nota deve-se ao fato de o CPC ser um indicador estático que não considera os resultados do Enade em seu cálculo, focando exclusivamente em dimensões administrativas e de regime de trabalho docente. C) A insatisfação do coordenador ilustra uma falha na coordenação do sistema, visto que o MEC utiliza tecnologias de processamento de dados que priorizam a agilidade em detrimento da verificação qualitativa das CPAs. D) A distribuição das notas do CPC fundamenta-se na curva normal de Gauss, o que implica que cerca de 25% dos cursos e instituições serão estatisticamente classificados nos estratos inferiores para fins de ranqueamento, independentemente de sua evolução real e absoluta. Questão 23 Considere que o Reitor de uma Universidade, visando demonstrar a consolidação da excelência acadêmica da instituição à comunidade externa, solicita que a Pró-Reitoria de Graduação elabore um gráfico comparativo longitudinal do desempenho dos estudantes no Enade ao longo da última década. Ele pretende provar que a qualidade da formação evoluiu de forma constante entre os ciclos avaliativos. Com base nas limitações técnicas do Exame Nacional de Desempenho de Estudantes detalhadas nas fontes, assinale a alternativa correta. A) A pretensão do Reitor é tecnicamente viável, pois o Inep utiliza itens padronizados e pré-testados em todas as edições do Enade, o que assegura a estabilidade necessária para comparações históricas de desempenho. B) O Reitor pode realizar a comparação apenas se a Universidade for pública, visto que o Sinaes aplica critérios de padronização diferenciados para o setor privado a fim de incentivar a competitividade de mercado. C) A análise histórica é dificultada pela ausência de itens padronizados nas provas do Enade, o que torna os níveis de dificuldade variáveis e impossibilita, segundo os autores, a comparação direta entre os resultados de diferentes ciclos. D) O Enade não permite tal comparação porque é um exame voltado exclusivamente para alunos ingressantes, de modo que a nota institucional reflete apenas a formação básica e não o valor agregado pelo curso. Questão 24 Considere que uma organização educacional protocola um pedido de credenciamento para uma nova faculdade. Durante o trâmite, os gestores questionam a necessidade de passar por múltiplas instâncias, alegando que a Seres deveria ser a única responsável pelo processo decisório para garantir a celeridade administrativa necessária ao setor produtivo. De acordo com a descrição do fluxo regulatório federal e das instâncias envolvidas apresentada no texto, assinale a alternativa correta. A) O fluxo regulatório é de fato extenso e moroso, podendo envolver até cinco unidades administrativas do MEC — como Seres, Inep e CNE — e levar anos até que uma decisão final sobre o ato autorizativo seja proferida. B) A crítica dos gestores é infundada, pois o fluxo regulatório federal atual foi simplificado pelas portarias de 2017, concentrando todas as etapas de avaliação e supervisão em uma diretoria específica da Setec. C) As faculdades isoladas gozam de prerrogativas de autonomia que as dispensam de atos autorizativos prévios, submetendo-se a instâncias como o CNE apenas em casos de denúncias de irregularidades acadêmicas. D) O processo é célere porque o Inep delega a avaliação externa às CPAs de cada instituição, restando à Seres apenas o registro burocrático do credenciamento em prazos inferiores a um ano. Questão 25 Considere que, durante uma visita de avaliação externa in loco para o reconhecimento de um curso de graduação, os avaliadores do Banco Nacional de Avaliadores do Sinaes (BASis) divergem sobre a nota a ser atribuída ao indicador que trata de “práticas pedagógicas exitosas e inovadoras”. A instituição pleiteia o conceito 5, mas os avaliadores expressam dúvida sobre a padronização do entendimento quanto ao que constitui inovação pedagógica efetiva. Considerando os desafios operacionais do Sinaes apresentados pelas fontes, assinale a alternativa que descreve corretamente essa situação. A) O impasse é inexistente, pois o instrumento de avaliação do Inep é composto por cerca de 60 itens binários de verificação simples, o que elimina qualquer poder discricionário ou subjetividade por parte dos avaliadores. B) A dificuldade decorre do fato de que a atribuição do conceito máximo em certos indicadores depende de critérios de difícil padronização, conferindo ao avaliador um grande poder discricionário e elevado grau de subjetividade. C) O Banco Nacional de Avaliadores (BASis) é composto exclusivamente por técnicos administrativos do MEC, de modo que a falta de experiência docente impossibilita o julgamento de mérito sobre inovação pedagógica. D) O Sinaes determina que, havendo dúvida, o avaliador deve atribuir automaticamente a nota 1, cabendo à instituição recorrer à Secretaria de Educação Superior (Sesu) para provar a qualidade através de registros de empregabilidade. Questão 26 Considere que o coordenador de um curso de graduação em uma faculdade privada isolada, integrante do sistema federal de ensino superior, recebe o resultado do Conceito Preliminar de Curso (CPC) e observa a nota 2. Inconformado, ele protocola uma contestação junto ao INEP alegando que a instituição realizou investimentos vultosos em infraestrutura e na titulação do corpo docente, e que a nota não reflete o progresso real e absoluto do curso no triênio. Adicionalmente, ele solicita que o INEP realize uma análise comparativa longitudinal entre o desempenho dos estudantes no ENADE atual e o de dois ciclos atrás para comprovar o valor agregado e a evolução pedagógica da instituição. Com base nas fontes, assinale a alternativa que descreve corretamente as implicações técnicas e regulatórias dessa situação. A) O resultado obtido obriga o descredenciamento imediato da instituição, uma vez que o CPC e o IGC foram instituídos pela Lei nº 10.861/2004 com a finalidade exclusiva de medir a qualidade absoluta, impossibilitando que instituições com bons padrões de qualidade sejam estatisticamente classificadas nos estratos inferiores. B) A faculdade isolada pode ignorar o resultado e iniciar a oferta de novas vagas autonomamente, visto que o Sinaes garante que a autoavaliação institucional (CPA) possua soberania sobreos indicadores preliminares, especialmente em processos de renovação de reconhecimento de cursos em instituições sem autonomia. C) A solicitação de análise comparativa longitudinal via ENADE é tecnicamente viável e constitui o referencial básico da regulação para cursos com conceito 2, pois o INEP utiliza itens padronizados e pré-testados em todas as edições do exame para garantir a estabilidade dos níveis de dificuldade ao longo do tempo. D) O conceito 2 torna a avaliação in loco compulsória para o curso, refletindo a estreita imbricação entre avaliação e regulação; contudo, a pretensão de comparação longitudinal via ENADE carece de viabilidade técnica, pois a ausência de itens padronizados entre as edições impede a comparação direta entre diferentes ciclos avaliativos. Questão 27 Considere que o Reitor de um Centro Universitário privado decide criar três novos cursos de graduação em áreas tecnológicas para atender à demanda imediata do mercado local. Ele orienta o setor de marketing a iniciar a captação de alunos e a divulgação do processo seletivo, alegando que a instituição, por sua organização acadêmica, goza de autonomia e não necessita de ato autorizativo prévio (autorização) do Ministério da Educação (MEC) para o funcionamento de novos cursos. Com base nas prerrogativas de autonomia e no marco regulatório federal apresentados na fonte, assinale a alternativa que descreve corretamente a situação. A) O Reitor agiu incorretamente, pois o sistema federal exige que todas as instituições privadas, independentemente de serem faculdades ou universidades, aguardem a publicação da portaria de autorização de curso no Diário Oficial da União antes de iniciar qualquer oferta. B) A conduta do Reitor é amparada pela norma vigente, visto que universidades e centros universitários — que respondem pela vasta maioria das matrículas no país — gozam de autonomia para a criação de cursos, ao contrário das faculdades isoladas. C) O Reitor cometeu irregularidade apenas no marketing, pois, embora a autonomia permita a criação do curso, o início das aulas depende obrigatoriamente de uma visita prévia in loco do Inep com obtenção de conceito mínimo 4. D) A criação autônoma de cursos por centros universitários é permitida exclusivamente para a modalidade presencial, sendo que qualquer oferta em Educação a Distância (EaD) exige autorização prévia da Seres, sob pena de descredenciamento. Questão 28 O coordenador de um curso de graduação em uma faculdade observa que, no último triênio, a instituição elevou a titulação de seu corpo docente (atingindo 90% de mestres e doutores) e modernizou integralmente seus laboratórios e biblioteca. No entanto, ao ser publicado o Conceito Preliminar de Curso (CPC), a nota permaneceu estagnada em 2. Ao questionar um consultor educacional, este explica que o resultado não deve ser lido como uma falha absoluta da instituição, mas como um efeito da metodologia estatística adotada pelo Estado. Com base nas críticas técnicas e metodológicas aos indicadores do Sinaes discutidas na fonte, assinale a alternativa que descreve corretamente a lógica por trás desse resultado. A) O consultor está equivocado, pois o CPC é um indicador de qualidade absoluta; o resultado 2 indica que a instituição falhou em cumprir os requisitos mínimos de regime de trabalho docente exigidos pela Secretaria de Educação Superior (Sesu). B) O resultado deve-se ao fato de o CPC ser um indicador estático que ignora variáveis de infraestrutura e titulação docente, focando o seu cálculo exclusivamente no desempenho bruto dos estudantes concluintes no Enade. C) A estagnação da nota decorre da morosidade do fluxo regulatório federal, que impede o Inep de atualizar os dados cadastrais das instituições no sistema e-MEC, resultando em conceitos baseados em informações defasadas de ciclos anteriores. D) A explicação do consultor é tecnicamente correta, pois a distribuição dos conceitos do CPC fundamenta-se na curva normal de Gauss, o que condena estatisticamente o quartil inferior a notas 1 e 2 para fins de ranqueamento relativo. Questão 29 Uma instituição de ensino superior decide utilizar os dados do Enade de cycles passados em sua campanha publicitária. A peça de propaganda afirma que "o curso de Engenharia da nossa instituição é o que mais cresce no Brasil, apresentando uma evolução comprovada de 20% no desempenho acadêmico e pedagógico dos alunos entre 2017 e 2024". A instituição sustenta que os resultados do Enade são a "régua científica" oficial para medir o valor agregado e o progresso histórico da qualidade educacional. Com base nas limitações técnicas e operacionais do Exame Nacional de Desempenho de Estudantes detalhadas na fonte, assinale a alternativa que descreve corretamente a validade dessa afirmação. A) A afirmação publicitária carece de fundamento técnico, pois o Enade não utiliza itens padronizados que garantam a estabilidade dos níveis de dificuldade das provas, o que impede a comparação direta de desempenho entre diferentes ciclos. B) O marketing é legítimo, uma vez que o Sinaes foi desenhado especificamente para permitir que as instituições utilizem os indicadores preliminares como prova de valor agregado e evolução longitudinal de qualidade perante o mercado. C) A propaganda é enganosa apenas se a instituição for uma faculdade isolada, pois universidades possuem autorização do Conselho Nacional de Educação (CNE) para aplicar exames internos que padronizam as notas do Enade para fins de publicidade. D) A comparação é válida tecnicamente, mas a instituição violou o marco regulatório ao divulgar dados que, segundo o Decreto nº 9.057/2017, devem ser mantidos em sigilo para uso exclusivo da Secretaria de Regulação e Supervisão da Educação Superior (Seres). Questão 30 Considere que um grupo educacional planeja protocolar o pedido de credenciamento de uma nova Instituição de Ensino Superior (IES) no sistema federal, destinada exclusivamente à oferta de cursos na modalidade de Educação a Distância (EaD). Durante o planejamento, o departamento jurídico adverte os gestores que, embora a modalidade tenha tido expansão normativa recente, o fluxo administrativo de credenciamento é caracterizado por um "cipoal de normas" e múltiplas instâncias. Com base nas informações sobre o fluxo regulatório e o marco legal da EaD apresentados na fonte, assinale a alternativa que descreve corretamente a situação jurídica e administrativa desse projeto. A) O departamento jurídico está equivocado, pois a Seres centralizou o fluxo regulatório de EaD em uma única diretoria simplificada, garantindo que o credenciamento institucional seja decidido de forma definitiva em até 90 dias úteis. B) O credenciamento é juridicamente impossível no atual sistema, pois a legislação federal brasileira exige que toda nova IES comprove a oferta consolidada de cursos presenciais por no mínimo cinco anos antes de pleitear a modalidade EaD. C) A advertência é correta, visto que o fluxo regulatório é extenso e moroso, podendo envolver até cinco unidades administrativas do MEC e levar anos, embora o Decreto nº 9.057/2017 tenha de fato permitido a criação de IES exclusivamente EaD. D) O processo é complexo porque a legislação exige que órgãos de classe externos, como o Conselho Nacional de Saúde e a OAB, aprovem individualmente cada polo de apoio presencial antes que o Inep realize a visita de credenciamento. Questão 31 Um grande grupo educacional privado protocola no sistema e-MEC um pedido de credenciamento para uma nova faculdade de tecnologia e a autorização para a oferta de seu primeiro curso de graduação. Durante o planejamento, os gestores questionam a necessidade desse trâmite prévio, alegando que, pelo princípio da livre iniciativa e da autonomia acadêmica, a oferta poderia ser iniciada imediatamente após o registro do projetopedagógico. Com base no marco regulatório federal e nas prerrogativas de autonomia descritas nas fontes, é correto afirmar que: (A) as faculdades isoladas, que representam 94% das IES no país, gozam de autonomia plena para a criação de cursos, dependendo do MEC apenas para o processo de reconhecimento posterior. (B) o credenciamento de novas instituições destinadas exclusivamente à modalidade de Educação a Distância (EaD) é vedado pelo Decreto nº 9.057/2017, exigindo-se sempre oferta presencial concomitante. (C) o fluxo regulatório federal caracteriza-se pela celeridade, concentrando-se em uma única unidade administrativa do MEC (SERES) para garantir decisões finais em prazos inferiores a seis meses. (D) as faculdades isoladas não possuem autonomia para criar cursos e dependem obrigatoriamente de ato autorizativo prévio (autorização) do MEC para iniciar a oferta de graduação. (E) universidades e centros universitários, por serem instituições de maior porte, submetem-se a um rigor regulatório superior ao das faculdades, necessitando de autorização para cada novo curso. Questão 32 O coordenador de um curso de graduação em uma instituição privada observa que, no último triênio, o curso obteve melhorias significativas em sua infraestrutura física e na titulação do corpo docente. Entretanto, ao ser publicado o Conceito Preliminar de Curso (CPC), a nota permaneceu estagnada em 2. Ao questionar o Inep, ele é informado de que o resultado reflete a lógica estatística de distribuição dos conceitos no Sinaes. Considerando as críticas técnicas aos indicadores CPC e IGC apresentadas pelos autores, o resultado 2 justifica-se porque: (A) o cálculo do CPC ignora dimensões de infraestrutura e titulação docente, baseando- se exclusivamente na taxa de empregabilidade dos egressos e no volume de publicações científicas da IES. (B) a distribuição das notas fundamenta-se na curva normal de Gauss, o que condena estatisticamente cerca de 25% das instituições a conceitos baixos para fins de ranqueamento, independentemente da qualidade absoluta. (C) o Sinaes prioriza a autoavaliação realizada pelas Comissões Próprias de Avaliação (CPAs) em detrimento dos indicadores preliminares, anulando melhorias que não constem nos relatórios internos. (D) a nota 2 é atribuída automaticamente a todas as faculdades isoladas que não possuem programas de pós-graduação stricto sensu recomendados pela Capes, conforme as portarias de 2007 e 2008. (E) a regulação impede que instituições privadas alcancem notas superiores a 3 sem que haja uma contrapartida comprovada de investimentos em pesquisa básica e extensão comunitária gratuita. Questão 33 O Reitor de uma instituição universitária, visando captar novos investimentos, solicita à sua equipe de análise de dados um relatório que comprove a "evolução científica e constante da qualidade acadêmica" da instituição, comparando longitudinalmente as notas brutas do Enade dos últimos quatro ciclos avaliativos (2012 a 2024). De acordo com as limitações técnicas do Exame Nacional de Desempenho de Estudantes detalhadas nas fontes, essa comparação é: (A) viável e recomendada, visto que o Enade utiliza a Teoria de Resposta ao Item (TRI) com itens padronizados que garantem a estabilidade da régua de dificuldade entre os anos. (B) possível apenas para universidades federais, uma vez que o setor privado, devido ao processo de oligopolização, utiliza exames próprios não validados pelo Inep para o cálculo do CPC. (C) limitada apenas aos alunos ingressantes, de modo que a nota final reflete o capital cultural prévio do estudante e não o valor agregado pela instituição de ensino superior. (D) tecnicamente válida apenas se a instituição comprovar que manteve o mesmo corpo docente durante todo o período, conforme exigido pelas dimensões da avaliação externa do BASis. (E) tecnicamente inviável, pois as provas do Enade não possuem itens padronizados, o que torna os níveis de dificuldade variáveis e impede a comparação direta de desempenho entre diferentes ciclos. Questão 34 Ao analisar a relação entre o Estado e a educação superior, Sampaio e Pires (2025) recorrem a Guy Neave para discutir o modelo de "estado avaliador". Nesse modelo, o Estado altera sua forma de controle sobre as instituições, passando a exercer uma supervisão baseada em resultados. Nos termos das fontes citadas, o "estado avaliador" manifesta-se como uma face do "estado interventor" quando: (A) o Poder Público passa a controlar sistemas anteriormente autônomos por meio da exigência de resultados expressos em produtos acadêmicos quantificáveis e padronizados. (B) o Estado renuncia ao seu papel de fiscalizador e fiscalizador de bem público para atuar exclusivamente como financiador a fundo perdido das instituições confessionais. (C) os sistemas nacionais de ensino superior tornam-se comunidades autogovernadas de scholars, eliminando a necessidade de qualquer fluxo regulatório ou burocrático. (D) a regulação deixa de observar critérios de mérito e valor para se concentrar exclusivamente na alocação de recursos baseada em critérios de inclusão socioeconômica. (E) o Ministério da Educação delega a coordenação do sistema inteiramente ao mercado, permitindo que a livre concorrência defina os padrões de qualidade e os modelos de IES. Questão 35 Uma Instituição de Ensino Superior (IES) privada de pequeno porte enfrenta dificuldades para renovar o reconhecimento de seus cursos devido à demora no trâmite processual. Os gestores alegam que a estrutura administrativa do MEC é fragmentada, gerando um "passivo" de processos que prejudica o planejamento institucional. Considerando a estrutura do fluxo regulatório federal descrito no artigo, é correto afirmar que: (A) a morosidade decorre da complexidade do fluxo, que pode envolver até cinco unidades administrativas do MEC (como Seres, Inep e CNE) e levar anos até a decisão final. (B) a reclamação dos gestores é infundada, pois o sistema e-MEC automatizou o processo decisório, garantindo que pareceres conclusivos sejam emitidos em no máximo 90 dias. (C) a renovação do reconhecimento de cursos em faculdades isoladas dispensa avaliação in loco ou análise ministerial caso o curso tenha obtido CPC igual ou superior a 3. (D) o trâmite é moroso exclusivamente para os cursos da área da saúde, visto que a OAB e o Conselho Nacional de Saúde possuem poder de veto sobre os atos da Secretaria de Regulação (SERES). (E) a Secretaria de Educação Superior (Sesu) é a única instância responsável pelo fluxo regulatório das IES privadas, cabendo ao Inep apenas a fiscalização das universidades federais. Questão 36 Um grupo educacional protocola no sistema e-MEC um pedido de credenciamento para o funcionamento da “Faculdade de Tecnologia Alfa” e a autorização para a oferta de seu primeiro curso de graduação. Durante o planejamento, os gestores argumentam que, baseados no princípio constitucional da livre iniciativa e na autonomia acadêmica, podem iniciar a captação de alunos e as aulas imediatamente após o protocolo, submetendo-se à avaliação do MEC apenas no momento do reconhecimento posterior do curso. Nos termos do marco regulatório e das prerrogativas de autonomia descritas por Sampaio e Pires (2025), é correto afirmar que: (A) a conduta dos gestores é irregular, pois faculdades isoladas não gozam de autonomia para criar cursos e dependem obrigatoriamente de ato autorizativo prévio (autorização) do MEC para iniciar a oferta; (B) a faculdade poderia iniciar as atividades se o curso fosse na modalidade EaD, visto que o Decreto nº 9.057/2017 garante início imediato para instituições exclusivamente digitais; (C) as instituições privadas, independentemente de sua organização acadêmica, possuem o direito de iniciar cursos após o protocolo, cabendo ao MEC apenas a função