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12 - Avaliação formativa no ensino superior - Reflexões e alternativas possíveis - 
Olenir Maria Mendes 
Julgue os itens. 
1. De acordo com a perspectiva de Luckesi adotada pela autora, o ato de verificação da 
aprendizagem encerra-se com a obtenção do dado ou informação, diferindo da 
avaliação por não implicar, necessariamente, que o sujeito retire dessa ação 
consequências novas e significativas ou uma tomada de decisão para modificar a 
realidade verificada. 
2. A implementação da avaliação formativa no ensino superior prescinde de alterações 
profundas na metodologia de trabalho e nas concepções pedagógicas do docente, uma 
vez que a ressignificação do processo avaliativo ocorre exclusivamente por meio da 
diversificação dos instrumentos de coleta de dados, como o uso de portfólios e diários 
reflexivos. 
3. Práticas avaliativas tradicionais que enfatizam testes com o objetivo de medir e 
classificar a aprendizagem podem atuar como mecanismos de controle e reprodução 
social, ocultando interesses da sociedade capitalista e treinando o estudante para 
aceitar julgamentos, recompensas e punições como fenômenos naturais. 
4. Na lógica da avaliação formativa, a regulação das aprendizagens exige que tanto 
professor quanto aluno participem do processo como sujeitos, de modo que o erro do 
estudante deixe de ser um instrumento de castigo para se tornar um indicador de 
intervenção e replanejamento do ensino. 
5. A observação sistemática, como instrumento de investigação no cotidiano acadêmico, 
é isenta de subjetividade por parte do professor, devendo ser utilizada sempre para 
conclusões definitivas sobre o desempenho do aluno, independentemente dos 
condicionantes econômicos ou socioculturais que envolvem o sujeito. 
6. De acordo com a perspectiva de Luckesi adotada pela autora, o ato de avaliar 
diferencia-se da mera verificação por constituir uma trilha dinâmica que exige do 
educador uma tomada de posição e uma decisão de ação voltada à modificação da 
realidade detectada, enquanto a verificação tende a “congelar” o objeto no ato da 
obtenção do dado. 
7. As práticas avaliativas tradicionais, ao enfatizarem testes com fins meramente 
classificatórios, ocultam os reais interesses da sociedade capitalista e contribuem para 
a manutenção de um sistema autoritário, treinando o estudante para aceitar julgamentos 
e punições como fenômenos naturais. 
8. No âmbito da avaliação formativa, a alteração da prática avaliativa prescinde de 
mudanças na metodologia de trabalho em sala de aula, de modo que o docente deve 
sempre priorizar o cumprimento integral do programa previsto, independentemente da 
assimilação efetiva dos conteúdos pelos estudantes. 
9. A avaliação formativa, caracterizada como uma prática contínua de regulação das 
aprendizagens, demanda que tanto professor quanto aluno participem do processo 
como sujeitos, permitindo que o estudante adquira consciência de seus acertos e erros 
para propor ações de superação. 
10. A observação sistemática é um instrumento de investigação fundamental na 
avaliação formativa; contudo, por estar sujeita à subjetividade do professor, os dados 
coletados devem ser utilizados exclusivamente para a formulação de conclusões 
definitivas sobre o desempenho do aluno, baseadas em ocorrências esporádicas. 
11. Conforme a distinção proposta por Luckesi, a verificação da aprendizagem encerra-
se com a obtenção do dado ou informação, ao passo que o ato de avaliar exige, sempre, 
uma tomada de posição favorável ou desfavorável seguida de uma decisão de ação 
voltada para a modificação da realidade verificada. 
12. A implementação da avaliação formativa no ensino superior depende apenas da 
substituição de instrumentos tradicionais, como a prova escrita, por instrumentos 
processuais diversificados, prescindindo de alterações profundas na metodologia de 
trabalho ou nas concepções de sociedade e educação do docente. 
13. A observação sistematizada, como instrumento de investigação na avaliação 
formativa, permite identificar fatores que influenciam a aprendizagem, mas, por estar 
sujeita à subjetividade docente e a erros de percepção, não deve fundamentar 
conclusões definitivas baseadas em ocorrências esporádicas dos alunos. 
14. A regulação das aprendizagens, característica central da avaliação formativa, exige 
que tanto professor quanto aluno participem do processo como sujeitos, o que implica 
que o estudante adquira consciência de seus acertos e erros para propor ações de 
superação e repensar sua forma de estudo. 
15. Práticas avaliativas tradicionais que enfatizam testes classificatórios funcionam 
exclusivamente como ferramentas pedagógicas neutras de mensuração, sendo 
incapazes de reforçar ideologias de controle ou contribuir para a manutenção de um 
sistema social autoritário e desigual. 
16. De acordo com a distinção proposta por Luckesi e discutida na obra, a verificação 
da aprendizagem caracteriza-se por ser um ato estático que “congela” o objeto, 
enquanto a avaliação se define como um processo dinâmico que não se encerra na 
atribuição de um valor ou qualidade, exigindo, necessariamente, uma tomada de 
posição e uma decisão de ação voltada para a modificação da realidade verificada. 
17. No contexto do ensino superior, a implementação de uma avaliação 
verdadeiramente formativa e processual prescinde de alterações na metodologia de 
trabalho em sala de aula, de modo que o docente deve sempre priorizar o cumprimento 
rigoroso do cronograma oficial do programa, independentemente da assimilação efetiva 
dos conteúdos pelos estudantes. 
18. As práticas avaliativas tradicionais, quando pautadas em rituais de testes 
classificatórios e meritocráticos, funcionam como ferramentas de controle e reprodução 
social que auxiliam na manutenção de sistemas autoritários e desiguais, treinando os 
estudantes para aceitarem passivamente julgamentos e punições como fenômenos 
naturais da estrutura social capitalista. 
19. A observação sistematizada, embora recomendada como instrumento de 
investigação no cotidiano acadêmico, deve ser conduzida com cautela pelo professor, 
que deve abster-se de extrair conclusões definitivas ou juízos de valor fundamentados 
em ocorrências esporádicas, devido à suscetibilidade desse método à subjetividade e 
aos erros de percepção docente. 
20. De acordo com a distinção de Luckesi apresentada na obra, o ato de avaliar difere 
da mera verificação por exigir uma tomada de posição e uma decisão de ação voltada 
para a modificação da realidade verificada, enquanto a verificação tende a “congelar” o 
objeto no ato da obtenção do dado. 
21. A implementação de uma avaliação verdadeiramente formativa e processual no 
ensino superior depende exclusivamente da substituição de instrumentos tradicionais, 
como a prova escrita, por instrumentos processuais diversificados, prescindindo de 
alterações na metodologia de trabalho ou nas concepções pedagógicas do docente. 
22. Práticas avaliativas tradicionais que enfatizam testes classificatórios podem reforçar 
uma ideologia de controle e reprodução social, ocultando interesses da sociedade 
capitalista ao treinar o estudante para aceitar julgamentos, recompensas e punições 
como fenômenos naturais. 
23. Na lógica da avaliação formativa, a regulação das aprendizagens exige a 
participação de professor e aluno como sujeitos, de modo que o erro do estudante deixe 
de ser um instrumento de castigo para se tornar um indicador para a intervenção e o 
replanejamento docente. 
24. A observação sistematizada é um instrumento de investigação fundamental na 
avaliação formativa; entretanto, por estar sujeita à subjetividade docente e a erros de 
percepção, não deve nunca fundamentar conclusões definitivas baseadas em 
ocorrências esporádicas ou julgamentos apressados. 
25. O redimensionamento do conteúdo da avaliação pressupõe que o ato avaliativo não 
pode estar desvinculado dos objetivos do ensino,C) Ignorar esses aspectos no ensino superior, uma vez que a avaliação formativa deve 
focar exclusivamente no desenvolvimento cognitivo e intelectual. 
D) Transformar o comportamento e as atitudes em coeficientes numéricos de acertos 
para garantir que a reprovação seja baseada em critérios morais. 
Questão 45 Um curso de graduação enfrenta altos índices de evasão e reprovação em 
disciplinas básicas. Como alternativa de avaliação coletiva e descentralizada para 
acompanhar os alunos durante todo o semestre, o texto sugere a implementação de: 
A) Exames de suficiência periódicos, cujas decisões de aprovação fiquem a cargo 
exclusivo de órgãos institucionais externos à sala de aula. 
B) Questionários decorativos de memorização rápida aplicados apenas ao final do 
período letivo para cumprir a certificação. 
C) Conselhos de turma, onde professores e alunos discutem problemas de 
aprendizagem e propõem sugestões em conjunto para solucioná-los. 
D) Sessões de treinamento de submissão, utilizando a nota como principal instrumento 
disciplinador para garantir a reprodução social. 
 
Gabarito 
Questão 1: B 
Questão 2: A 
Questão 3: A 
Questão 4: D 
Questão 5: B 
Questão 6: B 
Questão 7: C 
Questão 8: B 
Questão 9: D 
Questão 10: A 
Questão 11: C 
Questão 12: D 
Questão 13: B 
Questão 14: C 
Questão 15: D 
Questão 16: A 
Questão 17: B 
Questão 18: C 
Questão 19: D 
Questão 20: A 
Questão 21: B 
Questão 22: A 
Questão 23: C 
Questão 24: D 
Questão 25: B 
Questão 26: C 
Questão 27: E 
Questão 28: A 
Questão 29: B 
Questão 30: D 
Questão 31: B 
Questão 32: D 
Questão 33: A 
Questão 34: C 
Questão 35: E 
Questão 36: C 
Questão 37: B 
Questão 38: A 
Questão 39: B 
Questão 40: B 
Questão 41: C 
Questão 42: A 
Questão 43: C 
Questão 44: A 
Questão 45: Cdevendo o professor pautar-se sempre 
pela busca de aprendizagens significativas em detrimento de avaliações de cunho 
meramente decorativo. 
26. A verificação da aprendizagem, conforme a perspectiva de Luckesi adotada na obra, 
caracteriza-se por ser um ato estático que se encerra na obtenção do dado ou 
informação, não implicando, por si só, que o sujeito retire dela consequências novas ou 
tome decisões para modificar a realidade detectada. 
27. A implementação de uma avaliação verdadeiramente formativa no ensino superior 
prescinde de alterações profundas na metodologia de trabalho docente, centrando-se 
exclusivamente na diversificação técnica dos instrumentos de coleta de dados, como 
portfólios e diários reflexivos. 
28. Práticas avaliativas tradicionais que priorizam testes classificatórios e rituais de 
medição de resultados podem atuar como mecanismos sutis de controle e reprodução 
social, contribuindo para a manutenção de um sistema autoritário e desigual sob a 
aparência de neutralidade pedagógica. 
29. No paradigma da avaliação formativa, a regulação das aprendizagens demanda que 
tanto professor quanto aluno participem do processo como sujeitos, de modo que o erro 
do estudante deixe de ser um instrumento de punição para se tornar um indicador 
necessário ao replanejamento e à intervenção docente. 
30. A observação sistematizada, como instrumento de investigação no cotidiano 
acadêmico, deve ser utilizada para fundamentar julgamentos sobre o desempenho do 
aluno, devendo o professor extrair conclusões definitivas baseadas apenas em 
ocorrências esporádicas para garantir a agilidade do processo avaliativo. 
31. A mudança para uma prática avaliativa processual e formativa exige que o professor 
abra mão do uso autoritário da avaliação, recusando-se a utilizar a nota como 
instrumento de coerção ou castigo para manter o controle disciplinar sobre a turma. 
32. O redimensionamento do conteúdo da avaliação implica que o ato de avaliar deve 
estar intrinsecamente vinculado aos objetivos do ensino, de modo que o docente deve 
evitar o uso de instrumentos que enfatizem somente a memorização mecânica e o 
cunho decorativo das informações. 
33. A prova escrita dissertativa, apesar de ser um instrumento amplamente utilizado, é 
apontada como incompatível com uma avaliação estritamente processual por ocorrer 
em um momento estanque, provocando uma ruptura no processo contínuo de ensino-
aprendizagem. 
34. A autoavaliação, como estratégia formativa, consiste em solicitar que o aluno atribua 
a si mesmo uma nota quantitativa, visando exclusivamente simplificar o trabalho 
burocrático do professor no encerramento dos períodos letivos. 
35. Segundo a autora, a transformação das concepções e práticas avaliativas não 
significa um afrouxamento do ensino, mas sim uma postura mais exigente e rigorosa, 
pois demanda um acompanhamento constante e uma reflexão crítica sobre a totalidade 
da aprendizagem. 
 
Gabarito e Justificativas 
1. CORRETO. Segundo as fontes, a verificação é estática e "congela" o objeto, 
encerrando-se na obtenção do dado. Já a avaliação é dinâmica e exige uma tomada de 
posição e decisão de ação para modificar a situação verificada. 
2. ERRADO. As fontes afirmam explicitamente que mudar a prática avaliativa exige, 
necessariamente, mudanças na metodologia de trabalho e nas concepções de 
sociedade, educação e conhecimento. Não basta mudar apenas o instrumento; é 
preciso repensar todo o processo pedagógico. 
3. CORRETO. O texto argumenta que a avaliação tradicional reforça uma ideologia de 
controle e reprodução social, ajustando os indivíduos aos seus lugares na sociedade e 
fazendo-os aceitar a desigualdade e o autoritarismo como naturais. 
4. CORRETO. A avaliação formativa tem a regulação como característica básica. Nela, 
o erro revela o que o aluno ainda não aprendeu e orienta o professor sobre como ajudá-
lo a superar as dificuldades, transformando a prática em uma ação dialógica e inclusiva. 
5. ERRADO. As fontes alertam que a observação está sujeita à subjetividade do 
professor e a erros de percepção. Por isso, não se deve tirar conclusões baseadas em 
ocorrências esporádicas, devendo-se sempre levar em conta os condicionantes 
econômicos e socioculturais do aluno. 
6. CERTO. Conforme as fontes, a verificação encerra-se com a obtenção do dado (visão 
estática), enquanto a avaliação exige coleta, análise, síntese, atribuição de valor e, 
fundamentalmente, uma decisão de ação para modificar a situação verificada. 
7. CERTO. A autora argumenta que o sistema educacional, por meio de avaliações que 
apenas medem e classificam, reforça uma ideologia de controle e reprodução social, 
ajustando os indivíduos aos seus lugares na hierarquia social. 
8. ERRADO. As fontes afirmam que a nova postura avaliativa implica, 
necessariamente, mudanças na metodologia. O professor deve ter a coragem de 
atrasar o programa para atender às necessidades dos alunos, priorizando a assimilação 
real em vez do simples cumprimento do cronograma. 
9. CERTO. A regulação é a característica básica da avaliação formativa. Ela exige a 
participação ativa de ambos os atores para que as dificuldades detectadas sejam 
superadas por meio de ajustes e propostas conjuntas. 
10. ERRADO. Embora a observação seja fundamental, a autora alerta que ela está 
sujeita a erros de percepção. Por isso, não se deve tirar conclusões baseadas em 
ocorrências esporádicas ou julgamentos apressados, devendo o registro ser 
sistematizado e fundamentado em várias situações. 
11. CERTO. Segundo o texto, a verificação é estática e "congela" o objeto na obtenção 
do dado, enquanto a avaliação é dinâmica e exige uma tomada de posição e 
consequente decisão de ação para transformar a situação. 
12. ERRADO. A autora afirma explicitamente que "não basta mudar nossa prática 
avaliativa", pois a avaliação formativa implica, necessariamente, mudanças na 
metodologia de trabalho e nas concepções de sociedade, educação e conhecimento. 
13. CERTO. O texto ressalta que a observação é sujeita à subjetividade e 
tendenciosidade do professor, por isso não se deve tirar conclusões baseadas em 
julgamentos apressados ou fatos isolados, devendo a avaliação ser fundamentada em 
várias situações e critérios. 
14. CERTO. A regulação requer a participação ativa de ambos os atores como sujeitos 
do processo, permitindo ao aluno analisar permanentemente suas manifestações e 
propor ajustes junto ao professor para superar dificuldades. 
15. ERRADO. As fontes sustentam que, quando a avaliação enfatiza testes 
classificatórios, ela oculta interesses da sociedade capitalista e reforça uma ideologia 
complexa de controle e reprodução social, ajustando os indivíduos aos seus lugares na 
hierarquia desigual. 
16. CERTO. Conforme as fontes, a verificação apenas "vê" se houve ou não 
aprendizagem e encerra-se ali (visão estática). Já a avaliação exige coleta, análise e 
síntese de dados, atribuição de valor e uma decisão de ação subsequente para 
transformar o que foi verificado. 
17. ERRADO. A autora enfatiza que não basta mudar apenas a prática avaliativa; é 
preciso alterar necessariamente a metodologia (que deve ser dialógica e 
problematizadora). O professor deve ter a coragem de "atrasar o programa" para 
atender às necessidades de aprendizagem dos alunos, priorizando o que foi realmente 
assimilado em detrimento do que "já foi dado". 
18. CERTO. O texto argumenta que a avaliação tradicional reforça uma ideologia sutil 
de controle social, ocultando os interesses da sociedade capitalista e ajustando os 
indivíduos aos seus lugares na hierarquia, fazendo com que aceitem punições e 
recompensas como algo natural. 
19. CERTO. Segundo a obra, a observação está sujeita à subjetividade e 
tendenciosidade do professor. Por isso, não se deve tirar conclusões baseadas em 
julgamentos apressados ou fatos isolados, devendo a avaliação ser fundamentada emvárias situações, critérios e no registro sistematizado. 
20. CERTO: Segundo as fontes, a verificação encerra-se com a obtenção do dado 
(visão estática), enquanto a avaliação é dinâmica e implica coleta, análise, síntese, 
atribuição de valor e, fundamentalmente, uma decisão de ação subsequente para 
transformar o que foi verificado. 
21. ERRADO: O uso da palavra "exclusivamente" torna a afirmativa incorreta. A autora 
enfatiza que mudar a prática avaliativa exige, necessariamente, mudanças na 
metodologia de trabalho (que deve ser dialógica e problematizadora) e nas concepções 
de sociedade, educação e conhecimento. 
22. CERTO: O texto argumenta que o sistema educacional, através de avaliações que 
apenas verificam e classificam, contribui para a manutenção de um sistema desigual, 
ajustando os indivíduos aos seus lugares na hierarquia social. 
23. CERTO: A regulação é a característica básica da avaliação formativa. Nela, o erro 
revela o que o aluno ainda não aprendeu e orienta o professor sobre como ajudá-lo a 
superar as dificuldades, transformando a prática em uma ação dialógica. 
24. CERTO: Embora a observação seja fundamental, o texto alerta que ela é passível 
de tendenciosidade e erros de percepção. Por isso, a avaliação deve ser fundamentada 
em várias situações e critérios, evitando-se juízos de valor baseados em fatos isolados. 
25. CERTO: Para uma prática transformadora, a avaliação deve estar aliada aos 
objetivos do ensino. O professor deve fugir de questionários que enfatizam a 
memorização e focar na capacidade de resolução de problemas e na assimilação real 
do conteúdo. 
26. CERTO: Segundo o texto, a verificação apenas "vê" se houve ou não aprendizagem 
(visão estática) e "congela" o objeto, enquanto a avaliação exige uma tomada de 
posição e decisão de ação subsequente para transformar o que foi verificado. 
27. ERRADO: A autora enfatiza que "não basta mudar nossa prática avaliativa", pois a 
avaliação formativa implica, necessariamente, mudanças na metodologia de trabalho 
e nas concepções de sociedade, educação e conhecimento. 
28. CERTO: As fontes afirmam que a avaliação tradicional reforça uma ideologia 
complexa de controle e reprodução social, ocultando interesses da sociedade capitalista 
e treinando os alunos para aceitar julgamentos e desigualdades como naturais. 
29. CERTO: A regulação é a característica básica da avaliação formativa, exigindo a 
participação ativa de ambos os atores para que as dificuldades detectadas sejam 
superadas por meio de ajustes e propostas de intervenção. 
30. ERRADO: O texto alerta que a observação está sujeita à subjetividade docente; 
portanto, não se deve tirar conclusões na base de ocorrências esporádicas ou 
julgamentos apressados, devendo o registro ser sistematizado e fundamentado em 
várias situações. 
31. CERTO: Um dos princípios fundamentais apresentados é a renúncia ao 
autoritarismo, onde a avaliação deixa de ser poder de controle (especialmente via nota) 
para focar em saber se o aluno aprendeu o conteúdo. 
32. CERTO: Para uma prática transformadora, a avaliação deve fugir de questionários 
que enfatizam a memorização (cunho decorativo) e focar na capacidade de resolução 
de problemas e na assimilação real vinculada aos objetivos propostos. 
33. CERTO: A obra critica a prova tradicional por ser um momento estanque que 
favorece a ênfase na nota e na classificação, não cumprindo um papel significativo em 
uma avaliação que se pretende processual. 
34. ERRADO: O texto esclarece que a autoavaliação não significa pedir para o aluno 
se dar uma nota, mas sim criar situações para ele comparar sua atuação e refletir sobre 
ela a partir de critérios definidos coletivamente. 
35. CERTO: A autora conclui que mudar as práticas não é "deixar de avaliar, nem 
afrouxar", mas sim ser "mais exigente e avaliar muito mais", exigindo rigor na articulação 
entre teoria e prática e na percepção crítica dos dados. 
 
Questões Objetivas 
Questão 1 O texto de Olenir Maria Mendes (2005) discute a distinção entre o ato de 
avaliar e o ato de verificar, fundamentando-se nas contribuições de Luckesi. Com base 
nessa distinção, assinale a alternativa INCORRETA. 
A) O ato de avaliar não se limita à configuração de um valor ou qualidade; ele exige uma 
tomada de posição favorável ou desfavorável acompanhada de uma consequente 
decisão de ação. 
B) A verificação da aprendizagem é considerada uma trilha dinâmica que direciona o 
objeto, enquanto a avaliação o “congela” no momento da obtenção do dado ou 
informação. 
C) Avaliar implica um processo de coleta, análise e síntese de dados que configuram o 
objeto, acrescido de uma atribuição de valor a partir de uma comparação. 
D) A verificação da aprendizagem encerra-se com a busca pelo dado, o que significa 
que o sujeito não retira dela, necessariamente, consequências novas e significativas 
para modificar a realidade. 
Questão 2 A autora analisa a dimensão ideológica das práticas avaliativas tradicionais 
e sua relação com a estrutura social. A partir dessa análise, assinale a alternativa 
INCORRETA. 
A) A avaliação escolar é uma ferramenta pedagogicamente neutra de mensuração de 
desempenho, cujos resultados e instrumentos são independentes das concepções de 
sociedade do professor. 
B) Práticas que enfatizam testes classificatórios e medições de resultados reforçam uma 
ideologia sutil de controle e reprodução social, ocultando interesses da sociedade 
capitalista. 
C) O sistema educacional, por meio de avaliações tradicionais, treina os estudantes 
para aceitarem julgamentos, recompensas e punições como fenômenos naturais da 
divisão social. 
D) A prática avaliativa detém o poder de instalar comportamentos e crenças, 
funcionando como um mecanismo de inclusão ou exclusão social através de suas 
marcas burocráticas. 
Questão 3 Sobre os princípios que norteiam a transição para uma prática de avaliação 
formativa no ensino superior, conforme discutido nas fontes, assinale a alternativa 
INCORRETA. 
A) Para que a avaliação seja de fato formativa, os aspectos técnicos de aplicação de 
provas devem sobrepor-se aos aspectos formativos e investigativos do 
acompanhamento do aluno. 
B) A mudança na forma de avaliar exige, necessariamente, mudanças na metodologia 
de trabalho, adotando posturas dialógicas, problematizadoras e participativas. 
C) A implementação de uma avaliação formativa requer que o professor tenha a 
coragem de atrasar o programa para atender às necessidades reais e ao ritmo de 
assimilação dos alunos. 
D) É fundamental abrir mão do uso autoritário da avaliação, recusando-se a utilizar a 
nota como instrumento de castigo ou como o único meio de manter o controle disciplinar. 
Questão 4 Considerando os instrumentos e procedimentos sugeridos pela autora para 
a efetivação da avaliação formativa e da regulação das aprendizagens, assinale a 
alternativa INCORRETA. 
A) O portfólio é um instrumento que encoraja a reflexão e permite ao aluno perceber sua 
própria evolução acadêmica por meio da coleção de itens ao longo do tempo. 
B) A observação sistemática, embora fundamental, está sujeita à subjetividade docente; 
por isso, deve-se evitar conclusões definitivas baseadas em ocorrências esporádicas. 
C) A regulação das aprendizagens exige que professor e aluno participem como sujeitos, 
permitindo que o estudante adquira consciência de seus acertos e erros para propor 
ajustes. 
D) A prova escrita dissertativa é o instrumento mais compatível com a avaliação 
processual, pois sua aplicação em momentos estanques favorece o diagnóstico 
contínuo e a não ruptura do ensino. 
Questão 5 A respeito do redimensionamento do conteúdo e da postura diante dos 
resultados na avaliação formativa, assinale a alternativa INCORRETA. 
A) O erro deve ser ressignificado no trabalho docente: ele deixa de ser motivo de 
punição para se tornar um indicador necessário para a intervenção e o replanejamento.B) A autoavaliação consiste em solicitar ao aluno que se atribua uma nota quantitativa 
ao final do processo, visando facilitar a contabilização burocrática dos resultados pelo 
docente. 
C) A avaliação formativa deve estar vinculada aos objetivos do ensino, evitando práticas 
de cunho meramente decorativo que enfatizam a memorização em detrimento da 
resolução de problemas. 
D) Mudar concepções avaliativas não significa "afrouxar" o ensino, mas ser mais 
exigente e rigoroso na percepção crítica dos dados e na articulação entre teoria e 
prática. 
Questão 6 O texto “Avaliação Formativa no Ensino Superior: Reflexões e alternativas 
possíveis”, de Olenir Maria Mendes, propõe uma ruptura com as práticas tradicionais de 
avaliação em favor de uma perspectiva processual. Com base nas reflexões 
apresentadas pela autora, assinale a alternativa INCORRETA. 
A) A avaliação formativa pressupõe a regulação das aprendizagens, o que demanda a 
participação ativa de professores e alunos como sujeitos, de modo que o erro deixe de 
ser um instrumento de punição para se tornar um indicador necessário ao 
replanejamento docente. 
B) A mudança nas práticas avaliativas no ensino superior é um processo técnico que se 
resolve primordialmente pela substituição de provas tradicionais por instrumentos 
processuais, como portfólios e diários, independentemente de mudanças nas 
concepções de sociedade e educação. 
C) As práticas avaliativas tradicionais, ao enfatizarem a mensuração e a classificação, 
podem atuar como mecanismos de reprodução social que treinam os estudantes para 
a aceitação passiva de hierarquias e julgamentos no contexto da sociedade capitalista. 
D) A observação sistemática, conquanto seja um instrumento fundamental de 
investigação no cotidiano acadêmico, está sujeita à subjetividade e a erros de percepção 
docente, razão pela qual não deve fundamentar conclusões definitivas com base em 
ocorrências esporádicas. 
 
Questão 7 O texto de Olenir Maria Mendes discute a distinção conceitual proposta por 
Luckesi entre os atos de "verificar" e "avaliar". Com base nessa fundamentação teórica, 
assinale a alternativa INCORRETA. 
A) A verificação da aprendizagem encerra-se com a obtenção do dado ou informação, 
o que significa que o sujeito não retira dessa ação, necessariamente, consequências 
novas e significativas para modificar a realidade. 
B) O ato de avaliar exige uma tomada de posição favorável ou desfavorável em relação 
ao objeto, resultando obrigatoriamente em uma decisão de ação subsequente para 
transformar a situação verificada. 
C) A verificação direciona o objeto em uma trilha dinâmica de desenvolvimento, 
enquanto a avaliação possui uma natureza estática que "congela" o objeto no momento 
da obtenção do dado ou informação. 
D) Para que ocorra o processo avaliativo, é necessário que o docente realize a 
verificação, mas o processo só se completa quando há uma atitude voltada para a 
modificação da realidade detectada. 
Questão 8 Sobre as implicações ideológicas e sociais das práticas avaliativas no 
contexto da sociedade capitalista abordadas pela autora, assinale a alternativa 
INCORRETA. 
A) As práticas avaliativas que enfatizam testes classificatórios podem reforçar uma 
ideologia de controle e reprodução social, contribuindo para a manutenção de um 
sistema autoritário e desigual sob uma aparência de neutralidade. 
B) A avaliação escolar deve ser compreendida como uma ferramenta puramente técnica 
e pedagogicamente neutra de mensuração, sendo os resultados obtidos independentes 
das concepções de mundo ou de sociedade do professor. 
C) Ao submeter os alunos a rituais de medição e classificação, o sistema educacional 
acaba treinando-os para aceitar julgamentos, recompensas e punições como 
fenômenos naturais da estrutura social em que estão inseridos. 
D) A prática avaliativa detém um poder significativo como mecanismo de inclusão ou 
exclusão social, sendo capaz de instalar ou controlar comportamentos e crenças através 
de marcas burocráticas e legais. 
Questão 9 A autora apresenta princípios norteadores para a transição de uma prática 
tradicional para uma avaliação formativa e processual. A partir desses princípios, 
assinale a alternativa INCORRETA. 
A) A implementação de uma nova postura avaliativa exige, necessariamente, mudanças 
na metodologia de trabalho e nas concepções de educação, conhecimento e 
aprendizagem adotadas pelo docente. 
B) Para favorecer a assimilação real do conteúdo em detrimento do cumprimento 
meramente formal do programa, o professor deve ter a coragem de atrasar o 
cronograma e replanejar suas estratégias conforme as necessidades dos alunos. 
C) A avaliação formativa deve romper com a centralidade dos "momentos estanques" 
(como o dia da prova), valorizando o acompanhamento contínuo e a regulação das 
aprendizagens durante todo o processo. 
D) O objetivo primordial da avaliação no ensino superior deve ser o exercício do poder 
de controle disciplinar sobre os estudantes, utilizando a nota como principal instrumento 
de coerção para garantir o compromisso acadêmico. 
Questão 10 Considerando os instrumentos e procedimentos sugeridos para a 
efetivação da avaliação formativa e do acompanhamento do aluno, assinale a alternativa 
INCORRETA. 
A) A autoavaliação consiste primordialmente em solicitar que o aluno atribua a si próprio 
uma nota quantitativa ao final do semestre, visando simplificar a gestão burocrática dos 
resultados e promover a autonomia. 
B) A observação sistematizada é um instrumento de investigação sujeito à subjetividade 
e a erros de percepção docente, razão pela qual não deve fundamentar conclusões 
definitivas com base em ocorrências esporádicas. 
C) A prova escrita dissertativa, embora útil para verificar habilidades intelectuais, é 
considerada um instrumento muitas vezes incompatível com a avaliação estritamente 
processual por ocorrer em um momento estanque. 
D) A regulação das aprendizagens exige que tanto professor quanto aluno participem 
do processo como sujeitos, permitindo que o estudante adquira consciência de seus 
erros para propor ações de superação junto ao docente. 
Questão 11 O texto de Olenir Maria Mendes discute a distinção conceitual entre o ato 
de "verificar" e o ato de "avaliar" no cotidiano acadêmico, fundamentando-se nas 
contribuições de Luckesi. Com base nessa fundamentação teórica, assinale a 
alternativa INCORRETA. 
A) A avaliação exige uma tomada de posição favorável ou desfavorável em relação ao 
objeto avaliado, o que deve resultar, necessariamente, em uma decisão de ação voltada 
para a modificação da realidade verificada. 
B) A verificação da aprendizagem é descrita como um ato estático que “congela” o objeto 
no momento da obtenção do dado, limitando-se a constatar se o conhecimento foi ou 
não adquirido. 
C) A verificação, por sua natureza investigativa, implica que o sujeito retire dela 
consequências novas e significativas, utilizando os erros detectados para rever 
imediatamente o trabalho pedagógico. 
D) O processo avaliativo completo pressupõe a realização da verificação como etapa 
inicial, mas só se concretiza quando o docente assume uma atitude dinâmica de 
acompanhamento e transformação da situação. 
Questão 12 Sobre as dimensões ideológicas e o papel social das práticas avaliativas 
tradicionais no contexto da sociedade capitalista, conforme abordado pela autora, 
assinale a alternativa INCORRETA. 
A) Práticas que enfatizam testes classificatórios contribuem para a manutenção de um 
sistema autoritário e desigual, treinando os estudantes para aceitarem julgamentos e 
punições como fenômenos naturais. 
B) A avaliação escolar é um mecanismo de reprodução social que, sob a aparência de 
avaliar todos igualmente, oculta interesses de estratificação e hierarquização da 
sociedade capitalista. 
C) A prática avaliativa é um dos instrumentos mais eficientes para instalarcomportamentos e crenças, funcionando como um potente mecanismo de inclusão ou 
exclusão social via marcas burocráticas. 
D) A avaliação deve ser compreendida como uma técnica pedagógica neutra, cujos 
instrumentos e resultados são independentes das concepções de vida, educação e 
sociedade professadas pelo docente. 
Questão 13 No que diz respeito aos princípios norteadores para a implementação de 
uma avaliação formativa e processual no ensino superior, assinale a alternativa 
INCORRETA. 
A) A transição para uma postura formativa exige mudanças que vão além dos 
instrumentos, implicando necessariamente novas metodologias de trabalho e revisões 
nas concepções de conhecimento e aprendizagem. 
B) Para garantir o cumprimento rigoroso das diretrizes curriculares e do cronograma 
previsto, o professor deve evitar atrasar o programa, priorizando o conteúdo já planejado 
em detrimento do ritmo de assimilação dos alunos. 
C) É fundamental abrir mão do uso autoritário da avaliação, recusando-se a utilizar a 
nota como instrumento de coerção ou castigo para manter o controle disciplinar sobre 
os estudantes. 
D) A metodologia para uma avaliação formativa deve ser diversificada, problematizadora 
e dialógica, partindo de onde os alunos estão e não de onde o docente supõe que 
deveriam estar. 
Questão 14 Considerando os instrumentos e procedimentos sugeridos pela autora para 
a efetivação da regulação das aprendizagens e do acompanhamento do aluno, assinale 
a alternativa INCORRETA. 
A) A observação sistemática é um instrumento sujeito à subjetividade e a erros de 
percepção docente, razão pela qual não deve fundamentar conclusões definitivas 
baseadas em ocorrências esporádicas. 
B) A regulação das aprendizagens exige que tanto professor quanto aluno participem 
como sujeitos, permitindo que o estudante adquira consciência de seus erros para 
propor ações de superação junto ao docente. 
C) A autoavaliação, no contexto da formação do educando, consiste fundamentalmente 
em solicitar que o aluno atribua a si próprio uma nota quantitativa para facilitar a gestão 
burocrática dos resultados. 
D) Instrumentos como o portfólio e o diário reflexivo são úteis para encorajar a reflexão 
e permitir que o aluno perceba sua própria evolução acadêmica ao longo do tempo. 
Questão 15 Em relação ao redimensionamento do conteúdo da avaliação e à postura 
diante dos resultados obtidos no processo de ensino-aprendizagem, assinale a 
alternativa INCORRETA. 
A) O erro deve ser ressignificado no trabalho docente: ele deixa de ser motivo de 
punição para se tornar um indicador necessário para a intervenção e o replanejamento 
das estratégias de ensino. 
B) A avaliação não deve estar desvinculada dos objetivos de ensino, devendo o docente 
fugir de práticas de cunho meramente decorativo que enfatizam a memorização em 
detrimento da resolução de problemas. 
C) A implementação de conselhos de turma é recomendada para propiciar decisões 
coletivas e descentralizadas sobre o futuro dos alunos, dividindo a responsabilidade 
entre os diversos atores envolvidos. 
D) A mudança para práticas avaliativas formativas implica um "afrouxamento" das 
exigências acadêmicas, visando facilitar a aprovação dos alunos em detrimento do rigor 
na articulação entre teoria e prática. 
Questão 16 Considere que um professor universitário, ao final de uma unidade 
programática, aplicou um teste de múltipla escolha para medir o desempenho da turma. 
Após a correção, ele registrou as notas, entregou os resultados aos estudantes e, na 
aula seguinte, iniciou o conteúdo da nova unidade conforme o cronograma original, sem 
discutir as questões erradas ou os conceitos não assimilados. 
Com base na distinção proposta por Luckesi e adotada nas fontes, assinale a alternativa 
que descreve corretamente essa conduta. 
A) O professor realizou uma verificação da aprendizagem, um ato estático que se 
encerra na obtenção do dado e não implica, necessariamente, que o docente tome 
decisões para modificar a realidade detectada ou aproveite os erros para rever seu 
trabalho. 
B) O docente promoveu uma avaliação formativa plena, uma vez que a aplicação de 
instrumentos diversificados e o registro burocrático de notas garantem a regulação das 
aprendizagens e o acompanhamento processual do estudante. 
C) A ação configura um processo avaliativo dinâmico, pois a atribuição de valor (nota) a 
partir da comparação do desempenho do aluno com os objetivos pré-estabelecidos é o 
que caracteriza o ato de avaliar segundo o paradigma crítico. 
D) O professor agiu de forma dialética, visto que a entrega de resultados e o 
prosseguimento do conteúdo asseguram que o objeto de conhecimento não seja 
"congelado", permitindo ao aluno evoluir na trilha dinâmica da aprendizagem. 
Questão 17 Determinada docente de um curso de graduação percebeu, durante a 
correção de exercícios em sala, que a maioria dos alunos apresentava sérias lacunas 
sobre um conceito fundamental. Diante disso, ela decidiu interromper o cronograma 
previsto no plano de ensino para retomar o tema de forma problematizadora, propondo 
novas estratégias de abordagem e solicitando que os alunos registrassem suas 
impressões para ajustes futuros. 
Considerando os princípios da avaliação formativa e da regulação das aprendizagens 
presentes nas fontes, assinale a alternativa correta. 
A) A docente agiu de maneira equivocada, pois a avaliação formativa deve ocorrer 
exclusivamente em dias previamente estabelecidos para não causar rupturas no 
processo de ensino e de aprendizagem. 
B) A conduta exemplifica a regulação das aprendizagens, na qual professora e alunos 
participam como sujeitos do processo, utilizando o erro como indicador necessário para 
a intervenção e o replanejamento docente. 
C) A alteração do ritmo da aula fere o rigor acadêmico, visto que a avaliação processual 
deve focar na certificação dos resultados finais e não no acompanhamento das 
dificuldades cotidianas dos estudantes. 
D) A prática docente descreve um ato de verificação somativa, pois o foco na correção 
de exercícios e no cumprimento de tarefas extrassala é o que define a inclusão dos 
excluídos no ensino superior. 
Questão 18 Um coordenador de curso propõe que todos os professores adotem a 
autoavaliação como parte da nota final. Um dos docentes, seguindo a orientação, 
solicita que cada aluno atribua a si mesmo uma nota de 0 a 10 ao final do semestre, 
justificando-a brevemente, e utiliza essa média para simplificar o fechamento do diário 
de classe. 
Com base nas reflexões da autora sobre os instrumentos avaliativos, assinale a 
alternativa correta sobre essa prática. 
A) A prática é recomendável e inovadora, pois a autoavaliação formativa consiste 
precisamente em dar ao aluno a autonomia para decidir sua própria nota quantitativa, 
promovendo a socialização e o amadurecimento. 
B) O docente aplicou corretamente o princípio da corresponsabilidade, uma vez que a 
atribuição de nota pelo aluno é a única forma de garantir que a avaliação não seja um 
instrumento de controle autoritário. 
C) A conduta é inadequada, pois a autoavaliação não significa solicitar ao aluno que se 
atribua uma nota; ela deve criar situações para o aluno comparar sua atuação e refletir 
sobre ela a partir de critérios definidos coletivamente. 
D) A ação docente está alinhada ao paradigma do "estado avaliador", que prioriza o 
amadurecimento intelectual do aluno por meio da autogestão de seus resultados 
burocráticos e da simplificação do trabalho do professor. 
Questão 19 Um professor utiliza rituais rígidos durante a "semana de provas", 
advertindo os alunos de que o rigor e o medo da reprovação são necessários para 
garantir o compromisso com o estudo. Ele acredita que seu papel é ser um avaliador 
"rigoroso" que classifica os melhores, preparando-os para a competitividade da 
sociedade capitalista. 
Segundo a análise das fontes sobrea ideologia e a perversão da avaliação, essa 
postura docente descreve o seguinte fenômeno: 
A) A construção de uma educação efetivamente democrática, que utiliza a nota como 
motivação principal para o estudo e o rigor técnico para garantir a certificação 
profissional. 
B) Uma prática de avaliação mediadora, que utiliza o poder disciplinar e a estratificação 
para ajudar o aluno a superar dificuldades através de marcas burocráticas e legais 
positivas. 
C) Um modelo de avaliação diagnóstico-formativo, que vê na reprovação de muitos 
alunos a prova da qualidade do ensino e da competência do professor diante do sistema 
educacional. 
D) O reforço de uma ideologia de controle e reprodução social, que treina os estudantes 
a aceitarem julgamentos e punições como naturais, contribuindo para a manutenção de 
um sistema estratificado e desigual. 
Questão 20 Ao utilizar a observação como instrumento de investigação no cotidiano de 
uma turma, um docente registrou que um estudante estava desatento em uma única 
aula e, com base nesse fato isolado, concluiu em sua ficha sistematizada que o 
desenvolvimento intelectual do aluno era "insatisfatório". 
À luz das orientações sobre o uso da observação nas fontes, assinale a alternativa que 
descreve corretamente a falha nessa conduta. 
A) O professor incorreu em um erro de percepção, pois a observação está sujeita à 
subjetividade docente e não se deve tirar conclusões definitivas com base em 
ocorrências esporádicas ou julgamentos apressados. 
B) A falha reside em não vincular a observação de comportamentos à nota, pois os 
aspectos socioafetivos e as atitudes dos alunos devem ser sempre mensurados 
quantitativamente para evitar a discriminação. 
C) O docente errou ao sistematizar a observação em uma ficha, uma vez que a 
avaliação formativa dispensa o registro de fatos, devendo o professor pautar-se apenas 
pela sua intuição momentânea. 
D) A conduta foi falha porque a observação sistemática deve focar exclusivamente nos 
condicionantes econômicos do aluno, ignorando suas reações individuais à ação 
pedagógico-didática do professor. 
Questão 21 Considere que um professor universitário, ao finalizar uma unidade 
programática, aplica uma prova dissertativa para verificar a assimilação do conteúdo. 
Após a correção, ele atribui as notas, registra-as no sistema acadêmico e, na aula 
subsequente, inicia o novo tópico do cronograma sem discutir os erros cometidos pelos 
alunos ou replanejar as estratégias de ensino para aqueles que não atingiram os 
objetivos. 
Com base nos conceitos de Luckesi (1995) apresentados nas fontes, assinale a 
alternativa que descreve corretamente a prática desse docente. 
A) O professor realizou uma avaliação formativa, pois utilizou um instrumento 
dissertativo que permite a coleta, análise e síntese de dados, configurando o objeto de 
avaliação de forma dinâmica. 
B) A prática configura uma verificação da aprendizagem, um ato estático que se encerra 
com a obtenção do dado e "congela" o objeto, não implicando que o sujeito retire dela 
consequências novas para modificar a realidade. 
C) O docente agiu de acordo com o paradigma da avaliação processual, visto que a 
atribuição de valor a partir da comparação com padrões desejáveis é o que define o ato 
de avaliar na educação superior. 
D) A conduta do professor é avaliativa, pois a verificação é apenas a etapa inicial 
necessária para a certificação burocrática, sendo a nota a motivação principal para o 
progresso do estudante na trilha dinâmica. 
Questão 22 Considere que uma instituição de ensino superior mantém rituais rígidos de 
avaliação, baseados exclusivamente em testes classificatórios e punições para baixos 
desempenhos. O coordenador pedagógico afirma que esse rigor é necessário para 
garantir a meritocracia e a neutralidade técnica, preparando os alunos para a 
competitividade do mercado de trabalho. 
De acordo com a análise das fontes sobre a ideologia da avaliação e a função social da 
escola na sociedade capitalista, assinale a alternativa correta. 
A) Essa prática reforça uma ideologia sutil de controle e reprodução social, contribuindo 
para a manutenção de um sistema autoritário e desigual ao treinar os alunos para 
aceitarem julgamentos e punições como naturais. 
B) A conduta é pedagogicamente correta, pois a avaliação, no enfoque crítico, deve ser 
puramente seletiva para garantir que apenas os detentores da cultura dominante 
alcancem a certificação profissional. 
C) O coordenador está alinhado à avaliação formativa, que visa à inclusão social através 
de marcas burocráticas e legais que instalam comportamentos de submissão 
necessários à ordem social. 
D) A neutralidade técnica da medição de resultados garante uma educação efetivamente 
democrática, uma vez que a nota serve como o único instrumento capaz de eliminar o 
"mito" da reprovação em massa. 
Questão 23 Considere que um docente percebe, durante a correção de exercícios, que 
metade da turma não compreendeu um conceito central da disciplina. Embora o 
cronograma oficial exija o início imediato de um novo conteúdo, o professor decide 
interromper o plano original, retomar o tema sob novas estratégias de abordagem e 
adiar a verificação formal. 
Com base no segundo princípio de mudança proposto por Vasconcellos (1995), assinale 
a alternativa que descreve a postura correta do professor. 
A) O professor agiu de forma equivocada, pois a avaliação processual exige o 
cumprimento integral do programa para que o aluno não seja prejudicado na certificação 
final. 
B) A prática é inviável, visto que a avaliação formativa deve acontecer apenas em dias 
previamente estabelecidos para evitar a ruptura do processo de ensino e aprendizagem. 
C) O professor demonstrou coragem de atrasar o programa para atender às 
necessidades dos alunos, priorizando a assimilação real do conteúdo em detrimento do 
cumprimento burocrático do cronograma. 
D) A alteração do ritmo das aulas é uma perversão do processo, pois o docente deve 
partir de onde supõe que os alunos deveriam estar, utilizando a nota como instrumento 
de coerção disciplinar. 
Questão 24 Considere que um curso de graduação decide implementar a autoavaliação 
como estratégia formativa. Um dos docentes, para cumprir a diretriz, solicita que cada 
estudante atribua a si mesmo uma nota quantitativa de zero a dez ao final do semestre, 
justificando-a brevemente, e utiliza essa nota para compor a média final sem discussão 
prévia de critérios. 
À luz das fontes selecionadas, a aplicação desse instrumento é: 
A) Correta, pois a autoavaliação visa promover a socialização e o amadurecimento do 
aluno através da autogestão burocrática de seus próprios resultados quantitativos. 
B) Incorreta, porque a autoavaliação só pode ser realizada através de portfólios, sendo 
vedado o uso de roteiros ou critérios definidos coletivamente pela sala de aula. 
C) Correta, visto que a atribuição de uma nota pelo próprio aluno é a única forma de 
garantir a corresponsabilidade e eliminar o caráter autoritário da avaliação tradicional. 
D) Incorreta, pois a autoavaliação não significa solicitar ao aluno que se atribua uma 
nota, mas criar situações para ele comparar sua atuação e refletir sobre ela a partir de 
critérios previamente definidos. 
Questão 25 Considere que um professor utiliza a observação sistemática para 
acompanhar o desenvolvimento intelectual de seus alunos. Ao notar que um estudante 
apresentou desatenção e dificuldade em uma única tarefa isolada, o docente registra 
imediatamente em sua ficha que o aluno possui "atitude negativa em relação ao estudo" 
de forma definitiva. 
Com base nas orientações de Libâneo (1994) citadas nas fontes, assinale a alternativa 
que descreve corretamente a falha técnica nessa conduta. 
A) A observação deve ser restrita aos aspectos socioafetivos, não podendo o professor 
registrar itens relativos à facilidadede assimilação ou ao desenvolvimento intelectual 
dos estudantes. 
B) O professor incorreu em erro de percepção, pois a observação está sujeita à 
subjetividade e não se deve tirar conclusões baseadas em ocorrências esporádicas ou 
julgamentos apressados. 
C) O docente falhou ao não vincular o registro de comportamento à nota quantitativa, 
pois a avaliação formativa exige que todos os aspectos subjetivos sejam transformados 
em pontos para garantir a objetividade. 
D) A falha reside na falta de punição imediata, visto que a observação sistemática é um 
instrumento de investigação que visa exclusivamente à classificação e à certificação 
burocrática do aluno. 
Questão 26 Um docente de uma instituição de ensino superior, após ministrar o 
conteúdo de "Cálculo Integral", aplica uma lista de exercícios para fixação e, na semana 
seguinte, uma prova escrita individual sem consulta. Após corrigir as provas, o professor 
entrega as notas aos alunos e inicia imediatamente a unidade de "Equações 
Diferenciais", conforme previsto no cronograma. Diante das notas baixas de parte da 
turma, o docente afirma que cumpriu seu papel de transmitir o conteúdo e verificar o 
rendimento. 
Considerando as definições de Luckesi (1995) apresentadas nas fontes, a conduta 
desse professor caracteriza: 
(A) uma avaliação formativa plena, pois a aplicação de provas e a atribuição de notas 
são os instrumentos fundamentais para garantir a regulação das aprendizagens no 
ensino superior. 
(B) um processo avaliativo dinâmico, uma vez que a correção das provas e a contagem 
de acertos permitem ao aluno trilhar o percurso de construção do conhecimento. 
(C) uma mera verificação da aprendizagem, visto que o ato se encerrou na obtenção de 
dados e não implicou uma tomada de decisão para modificar a realidade verificada ou 
aproveitar os erros para rever o trabalho. 
(D) uma prática de apreciação devolutiva, pois o registro das notas e a entrega dos 
resultados configuram a atitude necessária para transformar a situação detectada. 
(E) um enfoque dialético da avaliação, no qual a ruptura causada pela prova estanque 
favorece a superação das não aprendizagens através do início de um novo conteúdo. 
Questão 27 Uma universidade federal utiliza rituais rígidos de "semanas de provas" e 
enfatiza a classificação dos discentes por meio de coeficientes de rendimento para a 
concessão de bolsas de monitoria. O conselho de curso justifica que esse rigor técnico 
garante a neutralidade pedagógica e prepara os alunos para a competitividade do 
mercado de trabalho, tratando todos de forma igualitária através de testes padronizados. 
De acordo com a perspectiva crítica de Mendes (2005), essa prática avaliativa: 
(A) promove uma educação efetivamente democrática ao oferecer condições concretas 
de inclusão para os alunos detentores da cultura dominante. 
(B) atua como um mecanismo de regulação das aprendizagens, permitindo que o aluno 
adquira consciência de seus erros através da comparação meritocrática. 
(C) fundamenta-se na avaliação diagnóstica, transformando a nota em uma 
consequência natural do estudo e não em um instrumento de controle disciplinar. 
(D) reduz a subjetividade docente ao isolar os condicionantes socioeconômicos do 
aluno, garantindo que o "mito" do bom professor seja mantido através da reprovação. 
(E) reforça uma ideologia de controle e reprodução social, ocultando interesses da 
sociedade capitalista e treinando os alunos para aceitarem julgamentos e punições 
como fenômenos naturais. 
Questão 28 Durante um semestre letivo, um professor percebe que a maioria dos 
alunos de sua disciplina de "Ética Geral" apresenta dificuldades em correlacionar a 
teoria com casos práticos. Apesar da pressão para cumprir a ementa, o docente decide 
suspender o cronograma original por duas semanas, introduzindo metodologias 
participativas e debates para retomar os conceitos fundamentais antes de prosseguir 
com a matéria. 
Com base nos princípios norteadores da prática avaliativa propostos por Vasconcellos 
(1995), assinale a alternativa que descreve corretamente a postura do professor: 
(A) O professor aplicou o segundo princípio, demonstrando a coragem de atrasar o 
programa para atender às necessidades dos alunos e priorizar a assimilação real em 
detrimento do cumprimento formal do cronograma. 
(B) O docente violou o rigor acadêmico, pois a avaliação formativa exige que o professor 
parta de onde supõe que os alunos deveriam estar para garantir a certificação posterior. 
(C) A prática caracteriza o uso autoritário da avaliação, uma vez que a alteração do ritmo 
de aula é utilizada como instrumento de coerção para manter o controle sobre os alunos 
descomprometidos. 
(D) O professor agiu de forma perversa ao redimensionar o conteúdo, pois o tempo 
gasto com debates impede que a prova cumpra seu papel de diagnosticar a realidade 
avaliada de forma estanque. 
(E) A conduta é inadequada para o ensino superior, visto que a problematização e a 
pesquisa devem ser reservadas apenas à avaliação somativa de caráter puramente 
seletivo. 
Questão 29 Um colegiado de curso de Pedagogia decide implementar a autoavaliação 
como parte da formação dos educandos. Um dos professores solicita que, ao final do 
semestre, cada aluno atribua a si mesmo uma nota quantitativa de 0 a 10, justificando-
a brevemente. O docente afirma que essa é a melhor forma de promover a autonomia 
e a corresponsabilidade no desenvolvimento intelectual do aluno. 
Segundo as fontes selecionadas, a aplicação da autoavaliação nesses moldes é 
considerada: 
(A) correta, pois a autoavaliação no enfoque formativo consiste precisamente em 
delegar ao aluno a tarefa burocrática de quantificar seu próprio desempenho para evitar 
a subjetividade docente. 
(B) equivocada, pois a autoavaliação não significa solicitar ao aluno que se atribua uma 
nota, mas sim criar situações para que ele compare sua atuação e reflita sobre ela a 
partir de critérios definidos coletivamente. 
(C) adequada, desde que o professor não interfira no resultado, respeitando a visão do 
aluno como o único sujeito capaz de realizar a integração vertical de seus 
conhecimentos. 
(D) insuficiente, pois a autoavaliação deve focar exclusivamente nos aspectos 
socioafetivos, vinculando obrigatoriamente a nota à disciplina e ao comportamento em 
sala de aula. 
(E) desnecessária, uma vez que instrumentos como o diário reflexivo e o portfólio já 
cumprem a função de contabilizar os resultados obtidos pelos alunos de forma seletiva. 
Questão 30 No cotidiano acadêmico, um professor utiliza a observação sistemática 
através de fichas para acompanhar seus alunos. Ao notar que um estudante apresentou 
desatenção e não entregou uma tarefa opcional em um dia específico, o docente registra 
em sua ficha a apreciação "insatisfatório" para o item "desenvolvimento intelectual", 
baseando-se no julgamento de que o aluno é desinteressado. 
À luz das recomendações de Libâneo (1994) citadas nas fontes, a falha técnica dessa 
prática consiste em: 
(A) utilizar fichas de registro, quando a avaliação formativa exige que a observação seja 
estritamente informal e sem critérios pré-estabelecidos para evitar o controle 
burocrático. 
(B) focar no desenvolvimento intelectual, sendo que a observação sistemática deve ser 
aplicada exclusivamente para medir o patrimônio acumulado pela humanidade e não 
comportamentos individuais. 
(C) ignorar o diálogo como metodologia, pois a observação só é válida se for 
acompanhada de uma prova escrita dissertativa que confirme a facilidade de expressão 
verbal do aluno. 
(D) tirar conclusões com base em ocorrências esporádicas e julgamentos apressados, 
desconsiderando que a observação está sujeita à subjetividade docente e deve ser 
fundamentada em várias situações. 
(E) vincular a observação a termos como "satisfatório" ou "insatisfatório", visto que a 
regulação dasaprendizagens proíbe qualquer tipo de registro que indique ajustes ou 
propostas de superação. 
Questão 31 Um docente de uma instituição de ensino superior, após concluir a 
exposição de uma unidade densa sobre "Teoria Geral do Estado", aplica uma prova 
escrita individual. Após a correção, o professor entrega os resultados aos alunos, 
registra as notas no sistema acadêmico e inicia imediatamente a próxima unidade 
programática, alegando que o cronograma deve ser cumprido rigorosamente. Ao ser 
questionado por um aluno sobre as razões de determinados erros na prova, o professor 
afirma que o momento daquela avaliação já se encerrou e que as dúvidas deveriam ter 
sido sanadas antes do exame. 
Com base na distinção proposta por Luckesi (1995) e citada na fonte, é correto afirmar 
que a conduta do professor caracteriza: 
(A) uma avaliação formativa plena, pois a aplicação de instrumentos formais e a 
atribuição de notas garantem a certificação necessária ao final do processo de ensino. 
(B) uma mera verificação da aprendizagem, visto que o ato se encerrou na obtenção do 
dado e não implicou que o docente retirasse dele consequências novas para modificar 
a realidade verificada. 
(C) um processo de avaliação mediadora, uma vez que a correção contando os acertos 
obtidos é a etapa que direciona o objeto em uma trilha dinâmica de construção do saber. 
(D) uma prática de apreciação devolutiva constante, pois o registro burocrático da nota 
no sistema oficial configura a tomada de posição favorável ou desfavorável exigida pelo 
autor. 
(E) um enfoque dialético da avaliação, no qual o "congelamento" do objeto através da 
prova serve como ponto de partida para a superação das não aprendizagens em 
unidades futuras. 
Questão 32 Em uma reunião de colegiado, um coordenador de curso defende que as 
avaliações devem ser centradas em testes de múltipla escolha com alto nível de 
dificuldade e rituais rígidos de aplicação. Segundo ele, essa prática garante a 
neutralidade pedagógica e prepara o estudante para a competitividade do mercado de 
trabalho, tratando todos de forma igualitária e seletiva. Para o coordenador, o "bom 
professor" é aquele que mantém um alto índice de reprovação, assegurando o rigor 
acadêmico da instituição. 
De acordo com as reflexões de Mendes (2005) sobre a dimensão ideológica da 
avaliação na sociedade capitalista, assinale a alternativa correta: 
(A) a postura do coordenador é pedagogicamente neutra, pois a avaliação escolar, ao 
medir resultados, não interfere nas concepções de sociedade ou de vida dos sujeitos 
envolvidos. 
(B) o sistema educacional, ao focar na seletividade, cumpre seu papel de oferecer 
condições concretas de inclusão àqueles que se encontram excluídos da cultura 
dominante. 
(C) a ênfase em testes que objetivam apenas medir e classificar a aprendizagem reflete 
uma avaliação reflexiva e emancipatória, essencial para a transformação social. 
(D) essa prática reforça uma ideologia sutil de controle e reprodução social, treinando 
os alunos para aceitarem julgamentos, recompensas e punições como fenômenos 
naturais. 
(E) a reprovação em massa, defendida como critério de qualidade, é o pilar da avaliação 
formativa, pois garante que a nota seja a única motivação real para o estudo acadêmico. 
Questão 33 Durante um semestre letivo, um professor universitário percebe, através de 
diálogos em sala e exercícios de fixação, que a turma apresenta dificuldades severas 
em compreender os fundamentos de uma pesquisa monográfica. Apesar de estar 
atrasado em relação ao cronograma oficial, o docente decide suspender o avanço do 
conteúdo por duas semanas para retomar os conceitos básicos, utilizando novas 
estratégias de abordagem e metodologias mais participativas. 
Considerando os princípios de Vasconcellos (1995) para a mudança das práticas 
avaliativas, a conduta desse professor exemplifica: 
(A) a "coragem de atrasar o programa", priorizando a assimilação real do conteúdo pelos 
alunos em detrimento do cumprimento meramente formal e burocrático do cronograma. 
(B) uma falha no planejamento pedagógico, pois a avaliação processual e formativa 
deve ocorrer exclusivamente em dias previamente estabelecidos para evitar a ruptura 
do ensino. 
(C) o uso autoritário da avaliação, uma vez que a alteração do ritmo das aulas é um 
instrumento de coerção utilizado para manter o controle disciplinar sobre os estudantes. 
(D) a necessidade de redimensionar o conteúdo para torná-lo puramente decorativo, 
garantindo que a memorização mecânica facilite a aprovação dos alunos no conselho 
de turma. 
(E) a perversão do processo de ensino-aprendizagem, pois ao partir de onde os alunos 
estão, o professor abdica de sua função de transmitir o patrimônio acumulado pela 
humanidade. 
Questão 34 Um curso de Direito decide implementar a "autoavaliação" como parte da 
nota final de cada disciplina. No encerramento do período, um dos docentes solicita que 
cada aluno envie um e-mail atribuindo a si mesmo uma nota de 0 a 10, com uma breve 
justificativa pessoal. O professor utiliza essa nota integralmente para compor a média, 
sem realizar qualquer discussão prévia ou estabelecer critérios coletivos com a sala. 
À luz do que dispõe a fonte selecionada sobre a autoavaliação como parte da formação 
do educando, assinale a alternativa correta: 
(A) a prática é elogiável, pois a autoavaliação consiste precisamente em solicitar ao 
aluno que se atribua uma nota quantitativa para promover sua autonomia e 
amadurecimento. 
(B) o docente agiu de acordo com o princípio da regulação das aprendizagens, visto que 
a nota dada pelo próprio aluno elimina a subjetividade discriminatória do professor. 
(C) a conduta é equivocada, pois a autoavaliação significa criar situações em que o 
aluno compare sua atuação e reflita sobre ela a partir de critérios definidos 
coletivamente. 
(D) o instrumento utilizado é inválido, pois a autoavaliação só pode ocorrer de forma 
individual e sigilosa, sendo vedada a participação do coletivo na definição de critérios. 
(E) a iniciativa simplifica o trabalho do professor, atendendo ao objetivo primordial da 
avaliação formativa, que é a gestão burocrática dos resultados obtidos pelos estudantes. 
Questão 35 No acompanhamento cotidiano de uma turma, um professor utiliza a 
"observação sistemática" como instrumento de investigação. Ao notar que um 
estudante, em uma aula específica, apresentou desatenção e não participou de um 
debate, o docente registra imediatamente em sua ficha de observação a conclusão 
definitiva de que o aluno possui "desenvolvimento intelectual insatisfatório" e "falta de 
pensamento criativo". 
Considerando as orientações de Libâneo (1994) citadas na fonte sobre o uso da 
observação, é correto afirmar que: 
(A) o professor agiu corretamente ao utilizar uma ficha sistemática, pois esse registro 
deve fundamentar-se sempre em opiniões subjetivas e julgamentos apressados do 
docente. 
(B) a observação é o único instrumento isento de erros de percepção, devendo o 
professor pautar-se exclusivamente por ocorrências esporádicas para garantir a 
fidedignidade dos dados. 
(C) a falha do docente foi registrar comportamentos não manifestos, uma vez que a 
observação formativa deve focar apenas na correção técnica das provas escritas 
dissertativas. 
(D) a prática é inadequada, pois não levou em conta os condicionantes econômicos e 
socioculturais do aluno, que são os únicos fatores que podem ser modificados pela ação 
docente. 
(E) o professor errou ao tirar conclusões com base em ocorrências esporádicas, pois a 
observação está sujeita à subjetividade e deve ser fundamentada em várias situações 
e critérios. 
Questão 36 Um professor de Engenharia entrega as notas de uma prova dissertativa e, 
percebendo que 60% da turma obteve rendimento abaixo da média, afirma: “Os dados 
mostram que vocês não estudaram o suficiente; vamos agorainiciar o próximo tópico 
para não atrasar o cronograma”. 
Segundo a perspectiva de Luckesi (1995), essa conduta docente caracteriza-se como: 
A) Avaliação formativa, pois utilizou um instrumento dissertativo que permite analisar 
habilidades intelectuais e organizar o pensamento lógico dos discentes. 
B) Processo avaliativo dialético, visto que o docente cumpriu a etapa de coleta de dados 
e atribuição de valor necessária para a certificação acadêmica final. 
C) Mera verificação da aprendizagem, pois o ato encerrou-se na obtenção do dado e 
não implicou que o docente tomasse uma decisão de ação para modificar a realidade 
verificada. 
D) Regulação das aprendizagens, uma vez que a nota serviu como indicador de 
desempenho para que o aluno busque, de forma autônoma, a superação de suas falhas. 
Questão 37 Determinada Instituição de Ensino Superior (IES) utiliza rituais rígidos de 
“semanas de provas” e divulga rankings de notas para estimular a competitividade entre 
os alunos. 
De acordo com as fontes selecionadas, essa ênfase em testes classificatórios e medição 
de resultados esconde uma dimensão ideológica que: 
A) Garante a neutralidade técnica do professor, permitindo que o juízo de valor sobre o 
aluno seja isento de suas concepções pessoais de sociedade. 
B) Contribui para a manutenção de um sistema autoritário e desigual, treinando os 
alunos para aceitarem julgamentos e punições como fenômenos naturais. 
C) Oferece condições concretas de inclusão aos alunos excluídos, uma vez que a 
meritocracia baseada na nota é o único caminho para a democratização real. 
D) Fomenta a avaliação emancipatória, pois a classificação burocrática é a forma mais 
eficiente de instalar comportamentos de autonomia intelectual. 
Questão 38 Uma docente de Medicina nota que seus alunos conseguem descrever a 
teoria de um diagnóstico, mas falham na aplicação prática durante o atendimento 
ambulatorial. Embora o plano de ensino exija o avanço para a próxima unidade, ela 
decide suspender o cronograma por duas semanas para realizar simulações e debates. 
Essa atitude está alinhada ao princípio de Vasconcellos (1995) que defende: 
A) Ter a coragem de atrasar o programa para atender às necessidades dos alunos, 
priorizando a assimilação real em detrimento do cumprimento formal do conteúdo. 
B) Redimensionar o conteúdo da avaliação para torná-lo puramente decorativo, 
facilitando a memorização imediata necessária para a aprovação burocrática. 
C) Abrir mão do uso autoritário da nota, utilizando-a exclusivamente como instrumento 
de coerção para manter o controle disciplinar durante o replanejamento. 
D) Aplicar a avaliação somativa em dias previamente estabelecidos, garantindo que a 
ruptura no processo de ensino favoreça a fixação mecânica do saber. 
Questão 39 Ao utilizar a observação sistemática como instrumento de investigação, um 
professor de Direito registra em sua ficha que determinado aluno “raramente lê e 
escreve corretamente” após notar uma falha em uma atividade esporádica. 
Segundo as recomendações de Libâneo (1994) citadas nas fontes, esse procedimento 
é tecnicamente falho porque: 
A) A observação sistemática deve ser feita de forma estritamente informal, dispensando 
o uso de fichas de registro ou critérios pré-definidos de acompanhamento. 
B) Conclusões definitivas não devem ser retiradas de ocorrências esporádicas ou 
julgamentos apressados, dada a subjetividade docente e a tendenciosidade do 
observador. 
C) O desenvolvimento intelectual do aluno, como a facilidade de expressão, não deve 
ser objeto de observação, devendo o docente focar apenas na organização material. 
D) A ficha de observação deve servir apenas para fins de certificação final, sendo 
vedado seu uso para indicar ajustes ou propostas de superação de dificuldades. 
Questão 40 No contexto de uma disciplina de Pedagogia, um aluno questiona o 
professor se pode se autoavaliar com nota dez, alegando que se esforçou muito. 
Com base na proposta de autoavaliação como parte da formação do educando, o 
professor deve esclarecer que essa prática: 
A) Consiste em solicitar ao aluno que atribua a si mesmo uma nota quantitativa para 
simplificar a gestão burocrática dos resultados pelo docente. 
B) Significa criar situações em que o aluno compare sua atuação e reflita sobre ela a 
partir de critérios definidos coletivamente pela sala de aula. 
C) Deve ser restrita aos aspectos cognitivos de acertos em testes, evitando a análise de 
atitudes e valores para não cair em subjetividade discriminatória. 
D) Visa promover a socialização do aluno através da aceitação passiva dos julgamentos 
externos realizados pelos colegas em regime de correção mútua. 
Questão 41 Durante a correção de um trabalho em grupo, um professor de Arquitetura 
percebe uma dúvida recorrente sobre normas técnicas. Em vez de apenas descontar 
pontos, ele utiliza a dúvida para promover um debate e pede que os grupos revisem 
seus projetos com base na discussão. Essa prática exemplifica: 
A) A avaliação diagnóstica somativa, que congela o objeto de conhecimento no 
momento da entrega final do produto acadêmico. 
B) O uso da prova escrita dissertativa como único meio compatível com a avaliação 
processual e a regulação do ensino superior. 
C) A regulação das aprendizagens, onde professor e aluno participam como sujeitos e 
o erro torna-se um indicador para o replanejamento e ajuste do estudo. 
D) O mito do bom professor, que utiliza a reprovação e a crítica punitiva como marcas 
burocráticas essenciais para a inclusão social dos discentes. 
Questão 42 Para um trabalho de pesquisa sobre políticas públicas, o docente organiza 
a turma em grupos que investigam temas diferentes e, posteriormente, reorganiza-os 
para que membros de grupos distintos compartilhem seus achados. 
Esse procedimento metodológico é conhecido como: 
A) Painel Integrado, que permite a integração horizontal e vertical do conhecimento, 
exigindo o registro de cada etapa para possibilitar a avaliação. 
B) Seminário de Direção Docente, focado exclusivamente na exposição interativo-
dialogada de um tema central por um único especialista externo. 
C) Trabalho Monográfico de Iniciação Científica, destinado apenas a alunos que já 
possuem domínio total do patrimônio acumulado pela humanidade. 
D) Estudo do Meio Dissertativo, que visa medir a capacidade decorativa do aluno 
através de questionários de memorização e resposta única. 
Questão 43 Uma professora de Odontologia decide reduzir a ansiedade de seus alunos 
durante as verificações formais. Para isso, ela permite que, em algumas provas, os 
discentes discutam as questões entre si ou consultem materiais na biblioteca. 
Essa estratégia de "amenizar os efeitos negativos da prova" fundamenta-se na ideia de 
que: 
A) A nota deve ser a única motivação para o estudo, e facilitar o exame garante que o 
aluno foque na certificação em vez de no conhecimento. 
B) A avaliação reflexiva e emancipatória é incompatível com o uso de livros ou internet, 
devendo ocorrer sempre sob rigoroso isolamento individual. 
C) O momento da prova deve ser desmistificado, transformando o instrumento avaliativo 
também em um recurso de aprendizagem e valorização do saber. 
D) A competição entre os alunos deve ser incentivada através de avaliações 
interdisciplinares que comparem o desempenho individual de forma punitiva. 
Questão 44 Ao planejar a avaliação de uma disciplina, um docente decide incluir a 
observação de valores, interesses e criatividade dos alunos (avaliação socioafetiva). 
Para agir com rigor e evitar a subjetividade discriminatória, segundo Vasconcellos 
(1995), o professor deve: 
A) Realizar essa avaliação de forma cuidadosa, mas sem vinculá-la à atribuição de nota 
quantitativa, para não medir o que não é contável. 
B) Atribuir pontos de participação de forma subjetiva, baseando-se em sua intuição 
pessoal sobre quem é o aluno mais "comprometido".

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