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12 - Avaliação formativa no ensino superior - Reflexões e alternativas possíveis - Olenir Maria Mendes Julgue os itens. 1. De acordo com a perspectiva de Luckesi adotada pela autora, o ato de verificação da aprendizagem encerra-se com a obtenção do dado ou informação, diferindo da avaliação por não implicar, necessariamente, que o sujeito retire dessa ação consequências novas e significativas ou uma tomada de decisão para modificar a realidade verificada. 2. A implementação da avaliação formativa no ensino superior prescinde de alterações profundas na metodologia de trabalho e nas concepções pedagógicas do docente, uma vez que a ressignificação do processo avaliativo ocorre exclusivamente por meio da diversificação dos instrumentos de coleta de dados, como o uso de portfólios e diários reflexivos. 3. Práticas avaliativas tradicionais que enfatizam testes com o objetivo de medir e classificar a aprendizagem podem atuar como mecanismos de controle e reprodução social, ocultando interesses da sociedade capitalista e treinando o estudante para aceitar julgamentos, recompensas e punições como fenômenos naturais. 4. Na lógica da avaliação formativa, a regulação das aprendizagens exige que tanto professor quanto aluno participem do processo como sujeitos, de modo que o erro do estudante deixe de ser um instrumento de castigo para se tornar um indicador de intervenção e replanejamento do ensino. 5. A observação sistemática, como instrumento de investigação no cotidiano acadêmico, é isenta de subjetividade por parte do professor, devendo ser utilizada sempre para conclusões definitivas sobre o desempenho do aluno, independentemente dos condicionantes econômicos ou socioculturais que envolvem o sujeito. 6. De acordo com a perspectiva de Luckesi adotada pela autora, o ato de avaliar diferencia-se da mera verificação por constituir uma trilha dinâmica que exige do educador uma tomada de posição e uma decisão de ação voltada à modificação da realidade detectada, enquanto a verificação tende a “congelar” o objeto no ato da obtenção do dado. 7. As práticas avaliativas tradicionais, ao enfatizarem testes com fins meramente classificatórios, ocultam os reais interesses da sociedade capitalista e contribuem para a manutenção de um sistema autoritário, treinando o estudante para aceitar julgamentos e punições como fenômenos naturais. 8. No âmbito da avaliação formativa, a alteração da prática avaliativa prescinde de mudanças na metodologia de trabalho em sala de aula, de modo que o docente deve sempre priorizar o cumprimento integral do programa previsto, independentemente da assimilação efetiva dos conteúdos pelos estudantes. 9. A avaliação formativa, caracterizada como uma prática contínua de regulação das aprendizagens, demanda que tanto professor quanto aluno participem do processo como sujeitos, permitindo que o estudante adquira consciência de seus acertos e erros para propor ações de superação. 10. A observação sistemática é um instrumento de investigação fundamental na avaliação formativa; contudo, por estar sujeita à subjetividade do professor, os dados coletados devem ser utilizados exclusivamente para a formulação de conclusões definitivas sobre o desempenho do aluno, baseadas em ocorrências esporádicas. 11. Conforme a distinção proposta por Luckesi, a verificação da aprendizagem encerra- se com a obtenção do dado ou informação, ao passo que o ato de avaliar exige, sempre, uma tomada de posição favorável ou desfavorável seguida de uma decisão de ação voltada para a modificação da realidade verificada. 12. A implementação da avaliação formativa no ensino superior depende apenas da substituição de instrumentos tradicionais, como a prova escrita, por instrumentos processuais diversificados, prescindindo de alterações profundas na metodologia de trabalho ou nas concepções de sociedade e educação do docente. 13. A observação sistematizada, como instrumento de investigação na avaliação formativa, permite identificar fatores que influenciam a aprendizagem, mas, por estar sujeita à subjetividade docente e a erros de percepção, não deve fundamentar conclusões definitivas baseadas em ocorrências esporádicas dos alunos. 14. A regulação das aprendizagens, característica central da avaliação formativa, exige que tanto professor quanto aluno participem do processo como sujeitos, o que implica que o estudante adquira consciência de seus acertos e erros para propor ações de superação e repensar sua forma de estudo. 15. Práticas avaliativas tradicionais que enfatizam testes classificatórios funcionam exclusivamente como ferramentas pedagógicas neutras de mensuração, sendo incapazes de reforçar ideologias de controle ou contribuir para a manutenção de um sistema social autoritário e desigual. 16. De acordo com a distinção proposta por Luckesi e discutida na obra, a verificação da aprendizagem caracteriza-se por ser um ato estático que “congela” o objeto, enquanto a avaliação se define como um processo dinâmico que não se encerra na atribuição de um valor ou qualidade, exigindo, necessariamente, uma tomada de posição e uma decisão de ação voltada para a modificação da realidade verificada. 17. No contexto do ensino superior, a implementação de uma avaliação verdadeiramente formativa e processual prescinde de alterações na metodologia de trabalho em sala de aula, de modo que o docente deve sempre priorizar o cumprimento rigoroso do cronograma oficial do programa, independentemente da assimilação efetiva dos conteúdos pelos estudantes. 18. As práticas avaliativas tradicionais, quando pautadas em rituais de testes classificatórios e meritocráticos, funcionam como ferramentas de controle e reprodução social que auxiliam na manutenção de sistemas autoritários e desiguais, treinando os estudantes para aceitarem passivamente julgamentos e punições como fenômenos naturais da estrutura social capitalista. 19. A observação sistematizada, embora recomendada como instrumento de investigação no cotidiano acadêmico, deve ser conduzida com cautela pelo professor, que deve abster-se de extrair conclusões definitivas ou juízos de valor fundamentados em ocorrências esporádicas, devido à suscetibilidade desse método à subjetividade e aos erros de percepção docente. 20. De acordo com a distinção de Luckesi apresentada na obra, o ato de avaliar difere da mera verificação por exigir uma tomada de posição e uma decisão de ação voltada para a modificação da realidade verificada, enquanto a verificação tende a “congelar” o objeto no ato da obtenção do dado. 21. A implementação de uma avaliação verdadeiramente formativa e processual no ensino superior depende exclusivamente da substituição de instrumentos tradicionais, como a prova escrita, por instrumentos processuais diversificados, prescindindo de alterações na metodologia de trabalho ou nas concepções pedagógicas do docente. 22. Práticas avaliativas tradicionais que enfatizam testes classificatórios podem reforçar uma ideologia de controle e reprodução social, ocultando interesses da sociedade capitalista ao treinar o estudante para aceitar julgamentos, recompensas e punições como fenômenos naturais. 23. Na lógica da avaliação formativa, a regulação das aprendizagens exige a participação de professor e aluno como sujeitos, de modo que o erro do estudante deixe de ser um instrumento de castigo para se tornar um indicador para a intervenção e o replanejamento docente. 24. A observação sistematizada é um instrumento de investigação fundamental na avaliação formativa; entretanto, por estar sujeita à subjetividade docente e a erros de percepção, não deve nunca fundamentar conclusões definitivas baseadas em ocorrências esporádicas ou julgamentos apressados. 25. O redimensionamento do conteúdo da avaliação pressupõe que o ato avaliativo não pode estar desvinculado dos objetivos do ensino,C) Ignorar esses aspectos no ensino superior, uma vez que a avaliação formativa deve focar exclusivamente no desenvolvimento cognitivo e intelectual. D) Transformar o comportamento e as atitudes em coeficientes numéricos de acertos para garantir que a reprovação seja baseada em critérios morais. Questão 45 Um curso de graduação enfrenta altos índices de evasão e reprovação em disciplinas básicas. Como alternativa de avaliação coletiva e descentralizada para acompanhar os alunos durante todo o semestre, o texto sugere a implementação de: A) Exames de suficiência periódicos, cujas decisões de aprovação fiquem a cargo exclusivo de órgãos institucionais externos à sala de aula. B) Questionários decorativos de memorização rápida aplicados apenas ao final do período letivo para cumprir a certificação. C) Conselhos de turma, onde professores e alunos discutem problemas de aprendizagem e propõem sugestões em conjunto para solucioná-los. D) Sessões de treinamento de submissão, utilizando a nota como principal instrumento disciplinador para garantir a reprodução social. Gabarito Questão 1: B Questão 2: A Questão 3: A Questão 4: D Questão 5: B Questão 6: B Questão 7: C Questão 8: B Questão 9: D Questão 10: A Questão 11: C Questão 12: D Questão 13: B Questão 14: C Questão 15: D Questão 16: A Questão 17: B Questão 18: C Questão 19: D Questão 20: A Questão 21: B Questão 22: A Questão 23: C Questão 24: D Questão 25: B Questão 26: C Questão 27: E Questão 28: A Questão 29: B Questão 30: D Questão 31: B Questão 32: D Questão 33: A Questão 34: C Questão 35: E Questão 36: C Questão 37: B Questão 38: A Questão 39: B Questão 40: B Questão 41: C Questão 42: A Questão 43: C Questão 44: A Questão 45: Cdevendo o professor pautar-se sempre pela busca de aprendizagens significativas em detrimento de avaliações de cunho meramente decorativo. 26. A verificação da aprendizagem, conforme a perspectiva de Luckesi adotada na obra, caracteriza-se por ser um ato estático que se encerra na obtenção do dado ou informação, não implicando, por si só, que o sujeito retire dela consequências novas ou tome decisões para modificar a realidade detectada. 27. A implementação de uma avaliação verdadeiramente formativa no ensino superior prescinde de alterações profundas na metodologia de trabalho docente, centrando-se exclusivamente na diversificação técnica dos instrumentos de coleta de dados, como portfólios e diários reflexivos. 28. Práticas avaliativas tradicionais que priorizam testes classificatórios e rituais de medição de resultados podem atuar como mecanismos sutis de controle e reprodução social, contribuindo para a manutenção de um sistema autoritário e desigual sob a aparência de neutralidade pedagógica. 29. No paradigma da avaliação formativa, a regulação das aprendizagens demanda que tanto professor quanto aluno participem do processo como sujeitos, de modo que o erro do estudante deixe de ser um instrumento de punição para se tornar um indicador necessário ao replanejamento e à intervenção docente. 30. A observação sistematizada, como instrumento de investigação no cotidiano acadêmico, deve ser utilizada para fundamentar julgamentos sobre o desempenho do aluno, devendo o professor extrair conclusões definitivas baseadas apenas em ocorrências esporádicas para garantir a agilidade do processo avaliativo. 31. A mudança para uma prática avaliativa processual e formativa exige que o professor abra mão do uso autoritário da avaliação, recusando-se a utilizar a nota como instrumento de coerção ou castigo para manter o controle disciplinar sobre a turma. 32. O redimensionamento do conteúdo da avaliação implica que o ato de avaliar deve estar intrinsecamente vinculado aos objetivos do ensino, de modo que o docente deve evitar o uso de instrumentos que enfatizem somente a memorização mecânica e o cunho decorativo das informações. 33. A prova escrita dissertativa, apesar de ser um instrumento amplamente utilizado, é apontada como incompatível com uma avaliação estritamente processual por ocorrer em um momento estanque, provocando uma ruptura no processo contínuo de ensino- aprendizagem. 34. A autoavaliação, como estratégia formativa, consiste em solicitar que o aluno atribua a si mesmo uma nota quantitativa, visando exclusivamente simplificar o trabalho burocrático do professor no encerramento dos períodos letivos. 35. Segundo a autora, a transformação das concepções e práticas avaliativas não significa um afrouxamento do ensino, mas sim uma postura mais exigente e rigorosa, pois demanda um acompanhamento constante e uma reflexão crítica sobre a totalidade da aprendizagem. Gabarito e Justificativas 1. CORRETO. Segundo as fontes, a verificação é estática e "congela" o objeto, encerrando-se na obtenção do dado. Já a avaliação é dinâmica e exige uma tomada de posição e decisão de ação para modificar a situação verificada. 2. ERRADO. As fontes afirmam explicitamente que mudar a prática avaliativa exige, necessariamente, mudanças na metodologia de trabalho e nas concepções de sociedade, educação e conhecimento. Não basta mudar apenas o instrumento; é preciso repensar todo o processo pedagógico. 3. CORRETO. O texto argumenta que a avaliação tradicional reforça uma ideologia de controle e reprodução social, ajustando os indivíduos aos seus lugares na sociedade e fazendo-os aceitar a desigualdade e o autoritarismo como naturais. 4. CORRETO. A avaliação formativa tem a regulação como característica básica. Nela, o erro revela o que o aluno ainda não aprendeu e orienta o professor sobre como ajudá- lo a superar as dificuldades, transformando a prática em uma ação dialógica e inclusiva. 5. ERRADO. As fontes alertam que a observação está sujeita à subjetividade do professor e a erros de percepção. Por isso, não se deve tirar conclusões baseadas em ocorrências esporádicas, devendo-se sempre levar em conta os condicionantes econômicos e socioculturais do aluno. 6. CERTO. Conforme as fontes, a verificação encerra-se com a obtenção do dado (visão estática), enquanto a avaliação exige coleta, análise, síntese, atribuição de valor e, fundamentalmente, uma decisão de ação para modificar a situação verificada. 7. CERTO. A autora argumenta que o sistema educacional, por meio de avaliações que apenas medem e classificam, reforça uma ideologia de controle e reprodução social, ajustando os indivíduos aos seus lugares na hierarquia social. 8. ERRADO. As fontes afirmam que a nova postura avaliativa implica, necessariamente, mudanças na metodologia. O professor deve ter a coragem de atrasar o programa para atender às necessidades dos alunos, priorizando a assimilação real em vez do simples cumprimento do cronograma. 9. CERTO. A regulação é a característica básica da avaliação formativa. Ela exige a participação ativa de ambos os atores para que as dificuldades detectadas sejam superadas por meio de ajustes e propostas conjuntas. 10. ERRADO. Embora a observação seja fundamental, a autora alerta que ela está sujeita a erros de percepção. Por isso, não se deve tirar conclusões baseadas em ocorrências esporádicas ou julgamentos apressados, devendo o registro ser sistematizado e fundamentado em várias situações. 11. CERTO. Segundo o texto, a verificação é estática e "congela" o objeto na obtenção do dado, enquanto a avaliação é dinâmica e exige uma tomada de posição e consequente decisão de ação para transformar a situação. 12. ERRADO. A autora afirma explicitamente que "não basta mudar nossa prática avaliativa", pois a avaliação formativa implica, necessariamente, mudanças na metodologia de trabalho e nas concepções de sociedade, educação e conhecimento. 13. CERTO. O texto ressalta que a observação é sujeita à subjetividade e tendenciosidade do professor, por isso não se deve tirar conclusões baseadas em julgamentos apressados ou fatos isolados, devendo a avaliação ser fundamentada em várias situações e critérios. 14. CERTO. A regulação requer a participação ativa de ambos os atores como sujeitos do processo, permitindo ao aluno analisar permanentemente suas manifestações e propor ajustes junto ao professor para superar dificuldades. 15. ERRADO. As fontes sustentam que, quando a avaliação enfatiza testes classificatórios, ela oculta interesses da sociedade capitalista e reforça uma ideologia complexa de controle e reprodução social, ajustando os indivíduos aos seus lugares na hierarquia desigual. 16. CERTO. Conforme as fontes, a verificação apenas "vê" se houve ou não aprendizagem e encerra-se ali (visão estática). Já a avaliação exige coleta, análise e síntese de dados, atribuição de valor e uma decisão de ação subsequente para transformar o que foi verificado. 17. ERRADO. A autora enfatiza que não basta mudar apenas a prática avaliativa; é preciso alterar necessariamente a metodologia (que deve ser dialógica e problematizadora). O professor deve ter a coragem de "atrasar o programa" para atender às necessidades de aprendizagem dos alunos, priorizando o que foi realmente assimilado em detrimento do que "já foi dado". 18. CERTO. O texto argumenta que a avaliação tradicional reforça uma ideologia sutil de controle social, ocultando os interesses da sociedade capitalista e ajustando os indivíduos aos seus lugares na hierarquia, fazendo com que aceitem punições e recompensas como algo natural. 19. CERTO. Segundo a obra, a observação está sujeita à subjetividade e tendenciosidade do professor. Por isso, não se deve tirar conclusões baseadas em julgamentos apressados ou fatos isolados, devendo a avaliação ser fundamentada emvárias situações, critérios e no registro sistematizado. 20. CERTO: Segundo as fontes, a verificação encerra-se com a obtenção do dado (visão estática), enquanto a avaliação é dinâmica e implica coleta, análise, síntese, atribuição de valor e, fundamentalmente, uma decisão de ação subsequente para transformar o que foi verificado. 21. ERRADO: O uso da palavra "exclusivamente" torna a afirmativa incorreta. A autora enfatiza que mudar a prática avaliativa exige, necessariamente, mudanças na metodologia de trabalho (que deve ser dialógica e problematizadora) e nas concepções de sociedade, educação e conhecimento. 22. CERTO: O texto argumenta que o sistema educacional, através de avaliações que apenas verificam e classificam, contribui para a manutenção de um sistema desigual, ajustando os indivíduos aos seus lugares na hierarquia social. 23. CERTO: A regulação é a característica básica da avaliação formativa. Nela, o erro revela o que o aluno ainda não aprendeu e orienta o professor sobre como ajudá-lo a superar as dificuldades, transformando a prática em uma ação dialógica. 24. CERTO: Embora a observação seja fundamental, o texto alerta que ela é passível de tendenciosidade e erros de percepção. Por isso, a avaliação deve ser fundamentada em várias situações e critérios, evitando-se juízos de valor baseados em fatos isolados. 25. CERTO: Para uma prática transformadora, a avaliação deve estar aliada aos objetivos do ensino. O professor deve fugir de questionários que enfatizam a memorização e focar na capacidade de resolução de problemas e na assimilação real do conteúdo. 26. CERTO: Segundo o texto, a verificação apenas "vê" se houve ou não aprendizagem (visão estática) e "congela" o objeto, enquanto a avaliação exige uma tomada de posição e decisão de ação subsequente para transformar o que foi verificado. 27. ERRADO: A autora enfatiza que "não basta mudar nossa prática avaliativa", pois a avaliação formativa implica, necessariamente, mudanças na metodologia de trabalho e nas concepções de sociedade, educação e conhecimento. 28. CERTO: As fontes afirmam que a avaliação tradicional reforça uma ideologia complexa de controle e reprodução social, ocultando interesses da sociedade capitalista e treinando os alunos para aceitar julgamentos e desigualdades como naturais. 29. CERTO: A regulação é a característica básica da avaliação formativa, exigindo a participação ativa de ambos os atores para que as dificuldades detectadas sejam superadas por meio de ajustes e propostas de intervenção. 30. ERRADO: O texto alerta que a observação está sujeita à subjetividade docente; portanto, não se deve tirar conclusões na base de ocorrências esporádicas ou julgamentos apressados, devendo o registro ser sistematizado e fundamentado em várias situações. 31. CERTO: Um dos princípios fundamentais apresentados é a renúncia ao autoritarismo, onde a avaliação deixa de ser poder de controle (especialmente via nota) para focar em saber se o aluno aprendeu o conteúdo. 32. CERTO: Para uma prática transformadora, a avaliação deve fugir de questionários que enfatizam a memorização (cunho decorativo) e focar na capacidade de resolução de problemas e na assimilação real vinculada aos objetivos propostos. 33. CERTO: A obra critica a prova tradicional por ser um momento estanque que favorece a ênfase na nota e na classificação, não cumprindo um papel significativo em uma avaliação que se pretende processual. 34. ERRADO: O texto esclarece que a autoavaliação não significa pedir para o aluno se dar uma nota, mas sim criar situações para ele comparar sua atuação e refletir sobre ela a partir de critérios definidos coletivamente. 35. CERTO: A autora conclui que mudar as práticas não é "deixar de avaliar, nem afrouxar", mas sim ser "mais exigente e avaliar muito mais", exigindo rigor na articulação entre teoria e prática e na percepção crítica dos dados. Questões Objetivas Questão 1 O texto de Olenir Maria Mendes (2005) discute a distinção entre o ato de avaliar e o ato de verificar, fundamentando-se nas contribuições de Luckesi. Com base nessa distinção, assinale a alternativa INCORRETA. A) O ato de avaliar não se limita à configuração de um valor ou qualidade; ele exige uma tomada de posição favorável ou desfavorável acompanhada de uma consequente decisão de ação. B) A verificação da aprendizagem é considerada uma trilha dinâmica que direciona o objeto, enquanto a avaliação o “congela” no momento da obtenção do dado ou informação. C) Avaliar implica um processo de coleta, análise e síntese de dados que configuram o objeto, acrescido de uma atribuição de valor a partir de uma comparação. D) A verificação da aprendizagem encerra-se com a busca pelo dado, o que significa que o sujeito não retira dela, necessariamente, consequências novas e significativas para modificar a realidade. Questão 2 A autora analisa a dimensão ideológica das práticas avaliativas tradicionais e sua relação com a estrutura social. A partir dessa análise, assinale a alternativa INCORRETA. A) A avaliação escolar é uma ferramenta pedagogicamente neutra de mensuração de desempenho, cujos resultados e instrumentos são independentes das concepções de sociedade do professor. B) Práticas que enfatizam testes classificatórios e medições de resultados reforçam uma ideologia sutil de controle e reprodução social, ocultando interesses da sociedade capitalista. C) O sistema educacional, por meio de avaliações tradicionais, treina os estudantes para aceitarem julgamentos, recompensas e punições como fenômenos naturais da divisão social. D) A prática avaliativa detém o poder de instalar comportamentos e crenças, funcionando como um mecanismo de inclusão ou exclusão social através de suas marcas burocráticas. Questão 3 Sobre os princípios que norteiam a transição para uma prática de avaliação formativa no ensino superior, conforme discutido nas fontes, assinale a alternativa INCORRETA. A) Para que a avaliação seja de fato formativa, os aspectos técnicos de aplicação de provas devem sobrepor-se aos aspectos formativos e investigativos do acompanhamento do aluno. B) A mudança na forma de avaliar exige, necessariamente, mudanças na metodologia de trabalho, adotando posturas dialógicas, problematizadoras e participativas. C) A implementação de uma avaliação formativa requer que o professor tenha a coragem de atrasar o programa para atender às necessidades reais e ao ritmo de assimilação dos alunos. D) É fundamental abrir mão do uso autoritário da avaliação, recusando-se a utilizar a nota como instrumento de castigo ou como o único meio de manter o controle disciplinar. Questão 4 Considerando os instrumentos e procedimentos sugeridos pela autora para a efetivação da avaliação formativa e da regulação das aprendizagens, assinale a alternativa INCORRETA. A) O portfólio é um instrumento que encoraja a reflexão e permite ao aluno perceber sua própria evolução acadêmica por meio da coleção de itens ao longo do tempo. B) A observação sistemática, embora fundamental, está sujeita à subjetividade docente; por isso, deve-se evitar conclusões definitivas baseadas em ocorrências esporádicas. C) A regulação das aprendizagens exige que professor e aluno participem como sujeitos, permitindo que o estudante adquira consciência de seus acertos e erros para propor ajustes. D) A prova escrita dissertativa é o instrumento mais compatível com a avaliação processual, pois sua aplicação em momentos estanques favorece o diagnóstico contínuo e a não ruptura do ensino. Questão 5 A respeito do redimensionamento do conteúdo e da postura diante dos resultados na avaliação formativa, assinale a alternativa INCORRETA. A) O erro deve ser ressignificado no trabalho docente: ele deixa de ser motivo de punição para se tornar um indicador necessário para a intervenção e o replanejamento.B) A autoavaliação consiste em solicitar ao aluno que se atribua uma nota quantitativa ao final do processo, visando facilitar a contabilização burocrática dos resultados pelo docente. C) A avaliação formativa deve estar vinculada aos objetivos do ensino, evitando práticas de cunho meramente decorativo que enfatizam a memorização em detrimento da resolução de problemas. D) Mudar concepções avaliativas não significa "afrouxar" o ensino, mas ser mais exigente e rigoroso na percepção crítica dos dados e na articulação entre teoria e prática. Questão 6 O texto “Avaliação Formativa no Ensino Superior: Reflexões e alternativas possíveis”, de Olenir Maria Mendes, propõe uma ruptura com as práticas tradicionais de avaliação em favor de uma perspectiva processual. Com base nas reflexões apresentadas pela autora, assinale a alternativa INCORRETA. A) A avaliação formativa pressupõe a regulação das aprendizagens, o que demanda a participação ativa de professores e alunos como sujeitos, de modo que o erro deixe de ser um instrumento de punição para se tornar um indicador necessário ao replanejamento docente. B) A mudança nas práticas avaliativas no ensino superior é um processo técnico que se resolve primordialmente pela substituição de provas tradicionais por instrumentos processuais, como portfólios e diários, independentemente de mudanças nas concepções de sociedade e educação. C) As práticas avaliativas tradicionais, ao enfatizarem a mensuração e a classificação, podem atuar como mecanismos de reprodução social que treinam os estudantes para a aceitação passiva de hierarquias e julgamentos no contexto da sociedade capitalista. D) A observação sistemática, conquanto seja um instrumento fundamental de investigação no cotidiano acadêmico, está sujeita à subjetividade e a erros de percepção docente, razão pela qual não deve fundamentar conclusões definitivas com base em ocorrências esporádicas. Questão 7 O texto de Olenir Maria Mendes discute a distinção conceitual proposta por Luckesi entre os atos de "verificar" e "avaliar". Com base nessa fundamentação teórica, assinale a alternativa INCORRETA. A) A verificação da aprendizagem encerra-se com a obtenção do dado ou informação, o que significa que o sujeito não retira dessa ação, necessariamente, consequências novas e significativas para modificar a realidade. B) O ato de avaliar exige uma tomada de posição favorável ou desfavorável em relação ao objeto, resultando obrigatoriamente em uma decisão de ação subsequente para transformar a situação verificada. C) A verificação direciona o objeto em uma trilha dinâmica de desenvolvimento, enquanto a avaliação possui uma natureza estática que "congela" o objeto no momento da obtenção do dado ou informação. D) Para que ocorra o processo avaliativo, é necessário que o docente realize a verificação, mas o processo só se completa quando há uma atitude voltada para a modificação da realidade detectada. Questão 8 Sobre as implicações ideológicas e sociais das práticas avaliativas no contexto da sociedade capitalista abordadas pela autora, assinale a alternativa INCORRETA. A) As práticas avaliativas que enfatizam testes classificatórios podem reforçar uma ideologia de controle e reprodução social, contribuindo para a manutenção de um sistema autoritário e desigual sob uma aparência de neutralidade. B) A avaliação escolar deve ser compreendida como uma ferramenta puramente técnica e pedagogicamente neutra de mensuração, sendo os resultados obtidos independentes das concepções de mundo ou de sociedade do professor. C) Ao submeter os alunos a rituais de medição e classificação, o sistema educacional acaba treinando-os para aceitar julgamentos, recompensas e punições como fenômenos naturais da estrutura social em que estão inseridos. D) A prática avaliativa detém um poder significativo como mecanismo de inclusão ou exclusão social, sendo capaz de instalar ou controlar comportamentos e crenças através de marcas burocráticas e legais. Questão 9 A autora apresenta princípios norteadores para a transição de uma prática tradicional para uma avaliação formativa e processual. A partir desses princípios, assinale a alternativa INCORRETA. A) A implementação de uma nova postura avaliativa exige, necessariamente, mudanças na metodologia de trabalho e nas concepções de educação, conhecimento e aprendizagem adotadas pelo docente. B) Para favorecer a assimilação real do conteúdo em detrimento do cumprimento meramente formal do programa, o professor deve ter a coragem de atrasar o cronograma e replanejar suas estratégias conforme as necessidades dos alunos. C) A avaliação formativa deve romper com a centralidade dos "momentos estanques" (como o dia da prova), valorizando o acompanhamento contínuo e a regulação das aprendizagens durante todo o processo. D) O objetivo primordial da avaliação no ensino superior deve ser o exercício do poder de controle disciplinar sobre os estudantes, utilizando a nota como principal instrumento de coerção para garantir o compromisso acadêmico. Questão 10 Considerando os instrumentos e procedimentos sugeridos para a efetivação da avaliação formativa e do acompanhamento do aluno, assinale a alternativa INCORRETA. A) A autoavaliação consiste primordialmente em solicitar que o aluno atribua a si próprio uma nota quantitativa ao final do semestre, visando simplificar a gestão burocrática dos resultados e promover a autonomia. B) A observação sistematizada é um instrumento de investigação sujeito à subjetividade e a erros de percepção docente, razão pela qual não deve fundamentar conclusões definitivas com base em ocorrências esporádicas. C) A prova escrita dissertativa, embora útil para verificar habilidades intelectuais, é considerada um instrumento muitas vezes incompatível com a avaliação estritamente processual por ocorrer em um momento estanque. D) A regulação das aprendizagens exige que tanto professor quanto aluno participem do processo como sujeitos, permitindo que o estudante adquira consciência de seus erros para propor ações de superação junto ao docente. Questão 11 O texto de Olenir Maria Mendes discute a distinção conceitual entre o ato de "verificar" e o ato de "avaliar" no cotidiano acadêmico, fundamentando-se nas contribuições de Luckesi. Com base nessa fundamentação teórica, assinale a alternativa INCORRETA. A) A avaliação exige uma tomada de posição favorável ou desfavorável em relação ao objeto avaliado, o que deve resultar, necessariamente, em uma decisão de ação voltada para a modificação da realidade verificada. B) A verificação da aprendizagem é descrita como um ato estático que “congela” o objeto no momento da obtenção do dado, limitando-se a constatar se o conhecimento foi ou não adquirido. C) A verificação, por sua natureza investigativa, implica que o sujeito retire dela consequências novas e significativas, utilizando os erros detectados para rever imediatamente o trabalho pedagógico. D) O processo avaliativo completo pressupõe a realização da verificação como etapa inicial, mas só se concretiza quando o docente assume uma atitude dinâmica de acompanhamento e transformação da situação. Questão 12 Sobre as dimensões ideológicas e o papel social das práticas avaliativas tradicionais no contexto da sociedade capitalista, conforme abordado pela autora, assinale a alternativa INCORRETA. A) Práticas que enfatizam testes classificatórios contribuem para a manutenção de um sistema autoritário e desigual, treinando os estudantes para aceitarem julgamentos e punições como fenômenos naturais. B) A avaliação escolar é um mecanismo de reprodução social que, sob a aparência de avaliar todos igualmente, oculta interesses de estratificação e hierarquização da sociedade capitalista. C) A prática avaliativa é um dos instrumentos mais eficientes para instalarcomportamentos e crenças, funcionando como um potente mecanismo de inclusão ou exclusão social via marcas burocráticas. D) A avaliação deve ser compreendida como uma técnica pedagógica neutra, cujos instrumentos e resultados são independentes das concepções de vida, educação e sociedade professadas pelo docente. Questão 13 No que diz respeito aos princípios norteadores para a implementação de uma avaliação formativa e processual no ensino superior, assinale a alternativa INCORRETA. A) A transição para uma postura formativa exige mudanças que vão além dos instrumentos, implicando necessariamente novas metodologias de trabalho e revisões nas concepções de conhecimento e aprendizagem. B) Para garantir o cumprimento rigoroso das diretrizes curriculares e do cronograma previsto, o professor deve evitar atrasar o programa, priorizando o conteúdo já planejado em detrimento do ritmo de assimilação dos alunos. C) É fundamental abrir mão do uso autoritário da avaliação, recusando-se a utilizar a nota como instrumento de coerção ou castigo para manter o controle disciplinar sobre os estudantes. D) A metodologia para uma avaliação formativa deve ser diversificada, problematizadora e dialógica, partindo de onde os alunos estão e não de onde o docente supõe que deveriam estar. Questão 14 Considerando os instrumentos e procedimentos sugeridos pela autora para a efetivação da regulação das aprendizagens e do acompanhamento do aluno, assinale a alternativa INCORRETA. A) A observação sistemática é um instrumento sujeito à subjetividade e a erros de percepção docente, razão pela qual não deve fundamentar conclusões definitivas baseadas em ocorrências esporádicas. B) A regulação das aprendizagens exige que tanto professor quanto aluno participem como sujeitos, permitindo que o estudante adquira consciência de seus erros para propor ações de superação junto ao docente. C) A autoavaliação, no contexto da formação do educando, consiste fundamentalmente em solicitar que o aluno atribua a si próprio uma nota quantitativa para facilitar a gestão burocrática dos resultados. D) Instrumentos como o portfólio e o diário reflexivo são úteis para encorajar a reflexão e permitir que o aluno perceba sua própria evolução acadêmica ao longo do tempo. Questão 15 Em relação ao redimensionamento do conteúdo da avaliação e à postura diante dos resultados obtidos no processo de ensino-aprendizagem, assinale a alternativa INCORRETA. A) O erro deve ser ressignificado no trabalho docente: ele deixa de ser motivo de punição para se tornar um indicador necessário para a intervenção e o replanejamento das estratégias de ensino. B) A avaliação não deve estar desvinculada dos objetivos de ensino, devendo o docente fugir de práticas de cunho meramente decorativo que enfatizam a memorização em detrimento da resolução de problemas. C) A implementação de conselhos de turma é recomendada para propiciar decisões coletivas e descentralizadas sobre o futuro dos alunos, dividindo a responsabilidade entre os diversos atores envolvidos. D) A mudança para práticas avaliativas formativas implica um "afrouxamento" das exigências acadêmicas, visando facilitar a aprovação dos alunos em detrimento do rigor na articulação entre teoria e prática. Questão 16 Considere que um professor universitário, ao final de uma unidade programática, aplicou um teste de múltipla escolha para medir o desempenho da turma. Após a correção, ele registrou as notas, entregou os resultados aos estudantes e, na aula seguinte, iniciou o conteúdo da nova unidade conforme o cronograma original, sem discutir as questões erradas ou os conceitos não assimilados. Com base na distinção proposta por Luckesi e adotada nas fontes, assinale a alternativa que descreve corretamente essa conduta. A) O professor realizou uma verificação da aprendizagem, um ato estático que se encerra na obtenção do dado e não implica, necessariamente, que o docente tome decisões para modificar a realidade detectada ou aproveite os erros para rever seu trabalho. B) O docente promoveu uma avaliação formativa plena, uma vez que a aplicação de instrumentos diversificados e o registro burocrático de notas garantem a regulação das aprendizagens e o acompanhamento processual do estudante. C) A ação configura um processo avaliativo dinâmico, pois a atribuição de valor (nota) a partir da comparação do desempenho do aluno com os objetivos pré-estabelecidos é o que caracteriza o ato de avaliar segundo o paradigma crítico. D) O professor agiu de forma dialética, visto que a entrega de resultados e o prosseguimento do conteúdo asseguram que o objeto de conhecimento não seja "congelado", permitindo ao aluno evoluir na trilha dinâmica da aprendizagem. Questão 17 Determinada docente de um curso de graduação percebeu, durante a correção de exercícios em sala, que a maioria dos alunos apresentava sérias lacunas sobre um conceito fundamental. Diante disso, ela decidiu interromper o cronograma previsto no plano de ensino para retomar o tema de forma problematizadora, propondo novas estratégias de abordagem e solicitando que os alunos registrassem suas impressões para ajustes futuros. Considerando os princípios da avaliação formativa e da regulação das aprendizagens presentes nas fontes, assinale a alternativa correta. A) A docente agiu de maneira equivocada, pois a avaliação formativa deve ocorrer exclusivamente em dias previamente estabelecidos para não causar rupturas no processo de ensino e de aprendizagem. B) A conduta exemplifica a regulação das aprendizagens, na qual professora e alunos participam como sujeitos do processo, utilizando o erro como indicador necessário para a intervenção e o replanejamento docente. C) A alteração do ritmo da aula fere o rigor acadêmico, visto que a avaliação processual deve focar na certificação dos resultados finais e não no acompanhamento das dificuldades cotidianas dos estudantes. D) A prática docente descreve um ato de verificação somativa, pois o foco na correção de exercícios e no cumprimento de tarefas extrassala é o que define a inclusão dos excluídos no ensino superior. Questão 18 Um coordenador de curso propõe que todos os professores adotem a autoavaliação como parte da nota final. Um dos docentes, seguindo a orientação, solicita que cada aluno atribua a si mesmo uma nota de 0 a 10 ao final do semestre, justificando-a brevemente, e utiliza essa média para simplificar o fechamento do diário de classe. Com base nas reflexões da autora sobre os instrumentos avaliativos, assinale a alternativa correta sobre essa prática. A) A prática é recomendável e inovadora, pois a autoavaliação formativa consiste precisamente em dar ao aluno a autonomia para decidir sua própria nota quantitativa, promovendo a socialização e o amadurecimento. B) O docente aplicou corretamente o princípio da corresponsabilidade, uma vez que a atribuição de nota pelo aluno é a única forma de garantir que a avaliação não seja um instrumento de controle autoritário. C) A conduta é inadequada, pois a autoavaliação não significa solicitar ao aluno que se atribua uma nota; ela deve criar situações para o aluno comparar sua atuação e refletir sobre ela a partir de critérios definidos coletivamente. D) A ação docente está alinhada ao paradigma do "estado avaliador", que prioriza o amadurecimento intelectual do aluno por meio da autogestão de seus resultados burocráticos e da simplificação do trabalho do professor. Questão 19 Um professor utiliza rituais rígidos durante a "semana de provas", advertindo os alunos de que o rigor e o medo da reprovação são necessários para garantir o compromisso com o estudo. Ele acredita que seu papel é ser um avaliador "rigoroso" que classifica os melhores, preparando-os para a competitividade da sociedade capitalista. Segundo a análise das fontes sobrea ideologia e a perversão da avaliação, essa postura docente descreve o seguinte fenômeno: A) A construção de uma educação efetivamente democrática, que utiliza a nota como motivação principal para o estudo e o rigor técnico para garantir a certificação profissional. B) Uma prática de avaliação mediadora, que utiliza o poder disciplinar e a estratificação para ajudar o aluno a superar dificuldades através de marcas burocráticas e legais positivas. C) Um modelo de avaliação diagnóstico-formativo, que vê na reprovação de muitos alunos a prova da qualidade do ensino e da competência do professor diante do sistema educacional. D) O reforço de uma ideologia de controle e reprodução social, que treina os estudantes a aceitarem julgamentos e punições como naturais, contribuindo para a manutenção de um sistema estratificado e desigual. Questão 20 Ao utilizar a observação como instrumento de investigação no cotidiano de uma turma, um docente registrou que um estudante estava desatento em uma única aula e, com base nesse fato isolado, concluiu em sua ficha sistematizada que o desenvolvimento intelectual do aluno era "insatisfatório". À luz das orientações sobre o uso da observação nas fontes, assinale a alternativa que descreve corretamente a falha nessa conduta. A) O professor incorreu em um erro de percepção, pois a observação está sujeita à subjetividade docente e não se deve tirar conclusões definitivas com base em ocorrências esporádicas ou julgamentos apressados. B) A falha reside em não vincular a observação de comportamentos à nota, pois os aspectos socioafetivos e as atitudes dos alunos devem ser sempre mensurados quantitativamente para evitar a discriminação. C) O docente errou ao sistematizar a observação em uma ficha, uma vez que a avaliação formativa dispensa o registro de fatos, devendo o professor pautar-se apenas pela sua intuição momentânea. D) A conduta foi falha porque a observação sistemática deve focar exclusivamente nos condicionantes econômicos do aluno, ignorando suas reações individuais à ação pedagógico-didática do professor. Questão 21 Considere que um professor universitário, ao finalizar uma unidade programática, aplica uma prova dissertativa para verificar a assimilação do conteúdo. Após a correção, ele atribui as notas, registra-as no sistema acadêmico e, na aula subsequente, inicia o novo tópico do cronograma sem discutir os erros cometidos pelos alunos ou replanejar as estratégias de ensino para aqueles que não atingiram os objetivos. Com base nos conceitos de Luckesi (1995) apresentados nas fontes, assinale a alternativa que descreve corretamente a prática desse docente. A) O professor realizou uma avaliação formativa, pois utilizou um instrumento dissertativo que permite a coleta, análise e síntese de dados, configurando o objeto de avaliação de forma dinâmica. B) A prática configura uma verificação da aprendizagem, um ato estático que se encerra com a obtenção do dado e "congela" o objeto, não implicando que o sujeito retire dela consequências novas para modificar a realidade. C) O docente agiu de acordo com o paradigma da avaliação processual, visto que a atribuição de valor a partir da comparação com padrões desejáveis é o que define o ato de avaliar na educação superior. D) A conduta do professor é avaliativa, pois a verificação é apenas a etapa inicial necessária para a certificação burocrática, sendo a nota a motivação principal para o progresso do estudante na trilha dinâmica. Questão 22 Considere que uma instituição de ensino superior mantém rituais rígidos de avaliação, baseados exclusivamente em testes classificatórios e punições para baixos desempenhos. O coordenador pedagógico afirma que esse rigor é necessário para garantir a meritocracia e a neutralidade técnica, preparando os alunos para a competitividade do mercado de trabalho. De acordo com a análise das fontes sobre a ideologia da avaliação e a função social da escola na sociedade capitalista, assinale a alternativa correta. A) Essa prática reforça uma ideologia sutil de controle e reprodução social, contribuindo para a manutenção de um sistema autoritário e desigual ao treinar os alunos para aceitarem julgamentos e punições como naturais. B) A conduta é pedagogicamente correta, pois a avaliação, no enfoque crítico, deve ser puramente seletiva para garantir que apenas os detentores da cultura dominante alcancem a certificação profissional. C) O coordenador está alinhado à avaliação formativa, que visa à inclusão social através de marcas burocráticas e legais que instalam comportamentos de submissão necessários à ordem social. D) A neutralidade técnica da medição de resultados garante uma educação efetivamente democrática, uma vez que a nota serve como o único instrumento capaz de eliminar o "mito" da reprovação em massa. Questão 23 Considere que um docente percebe, durante a correção de exercícios, que metade da turma não compreendeu um conceito central da disciplina. Embora o cronograma oficial exija o início imediato de um novo conteúdo, o professor decide interromper o plano original, retomar o tema sob novas estratégias de abordagem e adiar a verificação formal. Com base no segundo princípio de mudança proposto por Vasconcellos (1995), assinale a alternativa que descreve a postura correta do professor. A) O professor agiu de forma equivocada, pois a avaliação processual exige o cumprimento integral do programa para que o aluno não seja prejudicado na certificação final. B) A prática é inviável, visto que a avaliação formativa deve acontecer apenas em dias previamente estabelecidos para evitar a ruptura do processo de ensino e aprendizagem. C) O professor demonstrou coragem de atrasar o programa para atender às necessidades dos alunos, priorizando a assimilação real do conteúdo em detrimento do cumprimento burocrático do cronograma. D) A alteração do ritmo das aulas é uma perversão do processo, pois o docente deve partir de onde supõe que os alunos deveriam estar, utilizando a nota como instrumento de coerção disciplinar. Questão 24 Considere que um curso de graduação decide implementar a autoavaliação como estratégia formativa. Um dos docentes, para cumprir a diretriz, solicita que cada estudante atribua a si mesmo uma nota quantitativa de zero a dez ao final do semestre, justificando-a brevemente, e utiliza essa nota para compor a média final sem discussão prévia de critérios. À luz das fontes selecionadas, a aplicação desse instrumento é: A) Correta, pois a autoavaliação visa promover a socialização e o amadurecimento do aluno através da autogestão burocrática de seus próprios resultados quantitativos. B) Incorreta, porque a autoavaliação só pode ser realizada através de portfólios, sendo vedado o uso de roteiros ou critérios definidos coletivamente pela sala de aula. C) Correta, visto que a atribuição de uma nota pelo próprio aluno é a única forma de garantir a corresponsabilidade e eliminar o caráter autoritário da avaliação tradicional. D) Incorreta, pois a autoavaliação não significa solicitar ao aluno que se atribua uma nota, mas criar situações para ele comparar sua atuação e refletir sobre ela a partir de critérios previamente definidos. Questão 25 Considere que um professor utiliza a observação sistemática para acompanhar o desenvolvimento intelectual de seus alunos. Ao notar que um estudante apresentou desatenção e dificuldade em uma única tarefa isolada, o docente registra imediatamente em sua ficha que o aluno possui "atitude negativa em relação ao estudo" de forma definitiva. Com base nas orientações de Libâneo (1994) citadas nas fontes, assinale a alternativa que descreve corretamente a falha técnica nessa conduta. A) A observação deve ser restrita aos aspectos socioafetivos, não podendo o professor registrar itens relativos à facilidadede assimilação ou ao desenvolvimento intelectual dos estudantes. B) O professor incorreu em erro de percepção, pois a observação está sujeita à subjetividade e não se deve tirar conclusões baseadas em ocorrências esporádicas ou julgamentos apressados. C) O docente falhou ao não vincular o registro de comportamento à nota quantitativa, pois a avaliação formativa exige que todos os aspectos subjetivos sejam transformados em pontos para garantir a objetividade. D) A falha reside na falta de punição imediata, visto que a observação sistemática é um instrumento de investigação que visa exclusivamente à classificação e à certificação burocrática do aluno. Questão 26 Um docente de uma instituição de ensino superior, após ministrar o conteúdo de "Cálculo Integral", aplica uma lista de exercícios para fixação e, na semana seguinte, uma prova escrita individual sem consulta. Após corrigir as provas, o professor entrega as notas aos alunos e inicia imediatamente a unidade de "Equações Diferenciais", conforme previsto no cronograma. Diante das notas baixas de parte da turma, o docente afirma que cumpriu seu papel de transmitir o conteúdo e verificar o rendimento. Considerando as definições de Luckesi (1995) apresentadas nas fontes, a conduta desse professor caracteriza: (A) uma avaliação formativa plena, pois a aplicação de provas e a atribuição de notas são os instrumentos fundamentais para garantir a regulação das aprendizagens no ensino superior. (B) um processo avaliativo dinâmico, uma vez que a correção das provas e a contagem de acertos permitem ao aluno trilhar o percurso de construção do conhecimento. (C) uma mera verificação da aprendizagem, visto que o ato se encerrou na obtenção de dados e não implicou uma tomada de decisão para modificar a realidade verificada ou aproveitar os erros para rever o trabalho. (D) uma prática de apreciação devolutiva, pois o registro das notas e a entrega dos resultados configuram a atitude necessária para transformar a situação detectada. (E) um enfoque dialético da avaliação, no qual a ruptura causada pela prova estanque favorece a superação das não aprendizagens através do início de um novo conteúdo. Questão 27 Uma universidade federal utiliza rituais rígidos de "semanas de provas" e enfatiza a classificação dos discentes por meio de coeficientes de rendimento para a concessão de bolsas de monitoria. O conselho de curso justifica que esse rigor técnico garante a neutralidade pedagógica e prepara os alunos para a competitividade do mercado de trabalho, tratando todos de forma igualitária através de testes padronizados. De acordo com a perspectiva crítica de Mendes (2005), essa prática avaliativa: (A) promove uma educação efetivamente democrática ao oferecer condições concretas de inclusão para os alunos detentores da cultura dominante. (B) atua como um mecanismo de regulação das aprendizagens, permitindo que o aluno adquira consciência de seus erros através da comparação meritocrática. (C) fundamenta-se na avaliação diagnóstica, transformando a nota em uma consequência natural do estudo e não em um instrumento de controle disciplinar. (D) reduz a subjetividade docente ao isolar os condicionantes socioeconômicos do aluno, garantindo que o "mito" do bom professor seja mantido através da reprovação. (E) reforça uma ideologia de controle e reprodução social, ocultando interesses da sociedade capitalista e treinando os alunos para aceitarem julgamentos e punições como fenômenos naturais. Questão 28 Durante um semestre letivo, um professor percebe que a maioria dos alunos de sua disciplina de "Ética Geral" apresenta dificuldades em correlacionar a teoria com casos práticos. Apesar da pressão para cumprir a ementa, o docente decide suspender o cronograma original por duas semanas, introduzindo metodologias participativas e debates para retomar os conceitos fundamentais antes de prosseguir com a matéria. Com base nos princípios norteadores da prática avaliativa propostos por Vasconcellos (1995), assinale a alternativa que descreve corretamente a postura do professor: (A) O professor aplicou o segundo princípio, demonstrando a coragem de atrasar o programa para atender às necessidades dos alunos e priorizar a assimilação real em detrimento do cumprimento formal do cronograma. (B) O docente violou o rigor acadêmico, pois a avaliação formativa exige que o professor parta de onde supõe que os alunos deveriam estar para garantir a certificação posterior. (C) A prática caracteriza o uso autoritário da avaliação, uma vez que a alteração do ritmo de aula é utilizada como instrumento de coerção para manter o controle sobre os alunos descomprometidos. (D) O professor agiu de forma perversa ao redimensionar o conteúdo, pois o tempo gasto com debates impede que a prova cumpra seu papel de diagnosticar a realidade avaliada de forma estanque. (E) A conduta é inadequada para o ensino superior, visto que a problematização e a pesquisa devem ser reservadas apenas à avaliação somativa de caráter puramente seletivo. Questão 29 Um colegiado de curso de Pedagogia decide implementar a autoavaliação como parte da formação dos educandos. Um dos professores solicita que, ao final do semestre, cada aluno atribua a si mesmo uma nota quantitativa de 0 a 10, justificando- a brevemente. O docente afirma que essa é a melhor forma de promover a autonomia e a corresponsabilidade no desenvolvimento intelectual do aluno. Segundo as fontes selecionadas, a aplicação da autoavaliação nesses moldes é considerada: (A) correta, pois a autoavaliação no enfoque formativo consiste precisamente em delegar ao aluno a tarefa burocrática de quantificar seu próprio desempenho para evitar a subjetividade docente. (B) equivocada, pois a autoavaliação não significa solicitar ao aluno que se atribua uma nota, mas sim criar situações para que ele compare sua atuação e reflita sobre ela a partir de critérios definidos coletivamente. (C) adequada, desde que o professor não interfira no resultado, respeitando a visão do aluno como o único sujeito capaz de realizar a integração vertical de seus conhecimentos. (D) insuficiente, pois a autoavaliação deve focar exclusivamente nos aspectos socioafetivos, vinculando obrigatoriamente a nota à disciplina e ao comportamento em sala de aula. (E) desnecessária, uma vez que instrumentos como o diário reflexivo e o portfólio já cumprem a função de contabilizar os resultados obtidos pelos alunos de forma seletiva. Questão 30 No cotidiano acadêmico, um professor utiliza a observação sistemática através de fichas para acompanhar seus alunos. Ao notar que um estudante apresentou desatenção e não entregou uma tarefa opcional em um dia específico, o docente registra em sua ficha a apreciação "insatisfatório" para o item "desenvolvimento intelectual", baseando-se no julgamento de que o aluno é desinteressado. À luz das recomendações de Libâneo (1994) citadas nas fontes, a falha técnica dessa prática consiste em: (A) utilizar fichas de registro, quando a avaliação formativa exige que a observação seja estritamente informal e sem critérios pré-estabelecidos para evitar o controle burocrático. (B) focar no desenvolvimento intelectual, sendo que a observação sistemática deve ser aplicada exclusivamente para medir o patrimônio acumulado pela humanidade e não comportamentos individuais. (C) ignorar o diálogo como metodologia, pois a observação só é válida se for acompanhada de uma prova escrita dissertativa que confirme a facilidade de expressão verbal do aluno. (D) tirar conclusões com base em ocorrências esporádicas e julgamentos apressados, desconsiderando que a observação está sujeita à subjetividade docente e deve ser fundamentada em várias situações. (E) vincular a observação a termos como "satisfatório" ou "insatisfatório", visto que a regulação dasaprendizagens proíbe qualquer tipo de registro que indique ajustes ou propostas de superação. Questão 31 Um docente de uma instituição de ensino superior, após concluir a exposição de uma unidade densa sobre "Teoria Geral do Estado", aplica uma prova escrita individual. Após a correção, o professor entrega os resultados aos alunos, registra as notas no sistema acadêmico e inicia imediatamente a próxima unidade programática, alegando que o cronograma deve ser cumprido rigorosamente. Ao ser questionado por um aluno sobre as razões de determinados erros na prova, o professor afirma que o momento daquela avaliação já se encerrou e que as dúvidas deveriam ter sido sanadas antes do exame. Com base na distinção proposta por Luckesi (1995) e citada na fonte, é correto afirmar que a conduta do professor caracteriza: (A) uma avaliação formativa plena, pois a aplicação de instrumentos formais e a atribuição de notas garantem a certificação necessária ao final do processo de ensino. (B) uma mera verificação da aprendizagem, visto que o ato se encerrou na obtenção do dado e não implicou que o docente retirasse dele consequências novas para modificar a realidade verificada. (C) um processo de avaliação mediadora, uma vez que a correção contando os acertos obtidos é a etapa que direciona o objeto em uma trilha dinâmica de construção do saber. (D) uma prática de apreciação devolutiva constante, pois o registro burocrático da nota no sistema oficial configura a tomada de posição favorável ou desfavorável exigida pelo autor. (E) um enfoque dialético da avaliação, no qual o "congelamento" do objeto através da prova serve como ponto de partida para a superação das não aprendizagens em unidades futuras. Questão 32 Em uma reunião de colegiado, um coordenador de curso defende que as avaliações devem ser centradas em testes de múltipla escolha com alto nível de dificuldade e rituais rígidos de aplicação. Segundo ele, essa prática garante a neutralidade pedagógica e prepara o estudante para a competitividade do mercado de trabalho, tratando todos de forma igualitária e seletiva. Para o coordenador, o "bom professor" é aquele que mantém um alto índice de reprovação, assegurando o rigor acadêmico da instituição. De acordo com as reflexões de Mendes (2005) sobre a dimensão ideológica da avaliação na sociedade capitalista, assinale a alternativa correta: (A) a postura do coordenador é pedagogicamente neutra, pois a avaliação escolar, ao medir resultados, não interfere nas concepções de sociedade ou de vida dos sujeitos envolvidos. (B) o sistema educacional, ao focar na seletividade, cumpre seu papel de oferecer condições concretas de inclusão àqueles que se encontram excluídos da cultura dominante. (C) a ênfase em testes que objetivam apenas medir e classificar a aprendizagem reflete uma avaliação reflexiva e emancipatória, essencial para a transformação social. (D) essa prática reforça uma ideologia sutil de controle e reprodução social, treinando os alunos para aceitarem julgamentos, recompensas e punições como fenômenos naturais. (E) a reprovação em massa, defendida como critério de qualidade, é o pilar da avaliação formativa, pois garante que a nota seja a única motivação real para o estudo acadêmico. Questão 33 Durante um semestre letivo, um professor universitário percebe, através de diálogos em sala e exercícios de fixação, que a turma apresenta dificuldades severas em compreender os fundamentos de uma pesquisa monográfica. Apesar de estar atrasado em relação ao cronograma oficial, o docente decide suspender o avanço do conteúdo por duas semanas para retomar os conceitos básicos, utilizando novas estratégias de abordagem e metodologias mais participativas. Considerando os princípios de Vasconcellos (1995) para a mudança das práticas avaliativas, a conduta desse professor exemplifica: (A) a "coragem de atrasar o programa", priorizando a assimilação real do conteúdo pelos alunos em detrimento do cumprimento meramente formal e burocrático do cronograma. (B) uma falha no planejamento pedagógico, pois a avaliação processual e formativa deve ocorrer exclusivamente em dias previamente estabelecidos para evitar a ruptura do ensino. (C) o uso autoritário da avaliação, uma vez que a alteração do ritmo das aulas é um instrumento de coerção utilizado para manter o controle disciplinar sobre os estudantes. (D) a necessidade de redimensionar o conteúdo para torná-lo puramente decorativo, garantindo que a memorização mecânica facilite a aprovação dos alunos no conselho de turma. (E) a perversão do processo de ensino-aprendizagem, pois ao partir de onde os alunos estão, o professor abdica de sua função de transmitir o patrimônio acumulado pela humanidade. Questão 34 Um curso de Direito decide implementar a "autoavaliação" como parte da nota final de cada disciplina. No encerramento do período, um dos docentes solicita que cada aluno envie um e-mail atribuindo a si mesmo uma nota de 0 a 10, com uma breve justificativa pessoal. O professor utiliza essa nota integralmente para compor a média, sem realizar qualquer discussão prévia ou estabelecer critérios coletivos com a sala. À luz do que dispõe a fonte selecionada sobre a autoavaliação como parte da formação do educando, assinale a alternativa correta: (A) a prática é elogiável, pois a autoavaliação consiste precisamente em solicitar ao aluno que se atribua uma nota quantitativa para promover sua autonomia e amadurecimento. (B) o docente agiu de acordo com o princípio da regulação das aprendizagens, visto que a nota dada pelo próprio aluno elimina a subjetividade discriminatória do professor. (C) a conduta é equivocada, pois a autoavaliação significa criar situações em que o aluno compare sua atuação e reflita sobre ela a partir de critérios definidos coletivamente. (D) o instrumento utilizado é inválido, pois a autoavaliação só pode ocorrer de forma individual e sigilosa, sendo vedada a participação do coletivo na definição de critérios. (E) a iniciativa simplifica o trabalho do professor, atendendo ao objetivo primordial da avaliação formativa, que é a gestão burocrática dos resultados obtidos pelos estudantes. Questão 35 No acompanhamento cotidiano de uma turma, um professor utiliza a "observação sistemática" como instrumento de investigação. Ao notar que um estudante, em uma aula específica, apresentou desatenção e não participou de um debate, o docente registra imediatamente em sua ficha de observação a conclusão definitiva de que o aluno possui "desenvolvimento intelectual insatisfatório" e "falta de pensamento criativo". Considerando as orientações de Libâneo (1994) citadas na fonte sobre o uso da observação, é correto afirmar que: (A) o professor agiu corretamente ao utilizar uma ficha sistemática, pois esse registro deve fundamentar-se sempre em opiniões subjetivas e julgamentos apressados do docente. (B) a observação é o único instrumento isento de erros de percepção, devendo o professor pautar-se exclusivamente por ocorrências esporádicas para garantir a fidedignidade dos dados. (C) a falha do docente foi registrar comportamentos não manifestos, uma vez que a observação formativa deve focar apenas na correção técnica das provas escritas dissertativas. (D) a prática é inadequada, pois não levou em conta os condicionantes econômicos e socioculturais do aluno, que são os únicos fatores que podem ser modificados pela ação docente. (E) o professor errou ao tirar conclusões com base em ocorrências esporádicas, pois a observação está sujeita à subjetividade e deve ser fundamentada em várias situações e critérios. Questão 36 Um professor de Engenharia entrega as notas de uma prova dissertativa e, percebendo que 60% da turma obteve rendimento abaixo da média, afirma: “Os dados mostram que vocês não estudaram o suficiente; vamos agorainiciar o próximo tópico para não atrasar o cronograma”. Segundo a perspectiva de Luckesi (1995), essa conduta docente caracteriza-se como: A) Avaliação formativa, pois utilizou um instrumento dissertativo que permite analisar habilidades intelectuais e organizar o pensamento lógico dos discentes. B) Processo avaliativo dialético, visto que o docente cumpriu a etapa de coleta de dados e atribuição de valor necessária para a certificação acadêmica final. C) Mera verificação da aprendizagem, pois o ato encerrou-se na obtenção do dado e não implicou que o docente tomasse uma decisão de ação para modificar a realidade verificada. D) Regulação das aprendizagens, uma vez que a nota serviu como indicador de desempenho para que o aluno busque, de forma autônoma, a superação de suas falhas. Questão 37 Determinada Instituição de Ensino Superior (IES) utiliza rituais rígidos de “semanas de provas” e divulga rankings de notas para estimular a competitividade entre os alunos. De acordo com as fontes selecionadas, essa ênfase em testes classificatórios e medição de resultados esconde uma dimensão ideológica que: A) Garante a neutralidade técnica do professor, permitindo que o juízo de valor sobre o aluno seja isento de suas concepções pessoais de sociedade. B) Contribui para a manutenção de um sistema autoritário e desigual, treinando os alunos para aceitarem julgamentos e punições como fenômenos naturais. C) Oferece condições concretas de inclusão aos alunos excluídos, uma vez que a meritocracia baseada na nota é o único caminho para a democratização real. D) Fomenta a avaliação emancipatória, pois a classificação burocrática é a forma mais eficiente de instalar comportamentos de autonomia intelectual. Questão 38 Uma docente de Medicina nota que seus alunos conseguem descrever a teoria de um diagnóstico, mas falham na aplicação prática durante o atendimento ambulatorial. Embora o plano de ensino exija o avanço para a próxima unidade, ela decide suspender o cronograma por duas semanas para realizar simulações e debates. Essa atitude está alinhada ao princípio de Vasconcellos (1995) que defende: A) Ter a coragem de atrasar o programa para atender às necessidades dos alunos, priorizando a assimilação real em detrimento do cumprimento formal do conteúdo. B) Redimensionar o conteúdo da avaliação para torná-lo puramente decorativo, facilitando a memorização imediata necessária para a aprovação burocrática. C) Abrir mão do uso autoritário da nota, utilizando-a exclusivamente como instrumento de coerção para manter o controle disciplinar durante o replanejamento. D) Aplicar a avaliação somativa em dias previamente estabelecidos, garantindo que a ruptura no processo de ensino favoreça a fixação mecânica do saber. Questão 39 Ao utilizar a observação sistemática como instrumento de investigação, um professor de Direito registra em sua ficha que determinado aluno “raramente lê e escreve corretamente” após notar uma falha em uma atividade esporádica. Segundo as recomendações de Libâneo (1994) citadas nas fontes, esse procedimento é tecnicamente falho porque: A) A observação sistemática deve ser feita de forma estritamente informal, dispensando o uso de fichas de registro ou critérios pré-definidos de acompanhamento. B) Conclusões definitivas não devem ser retiradas de ocorrências esporádicas ou julgamentos apressados, dada a subjetividade docente e a tendenciosidade do observador. C) O desenvolvimento intelectual do aluno, como a facilidade de expressão, não deve ser objeto de observação, devendo o docente focar apenas na organização material. D) A ficha de observação deve servir apenas para fins de certificação final, sendo vedado seu uso para indicar ajustes ou propostas de superação de dificuldades. Questão 40 No contexto de uma disciplina de Pedagogia, um aluno questiona o professor se pode se autoavaliar com nota dez, alegando que se esforçou muito. Com base na proposta de autoavaliação como parte da formação do educando, o professor deve esclarecer que essa prática: A) Consiste em solicitar ao aluno que atribua a si mesmo uma nota quantitativa para simplificar a gestão burocrática dos resultados pelo docente. B) Significa criar situações em que o aluno compare sua atuação e reflita sobre ela a partir de critérios definidos coletivamente pela sala de aula. C) Deve ser restrita aos aspectos cognitivos de acertos em testes, evitando a análise de atitudes e valores para não cair em subjetividade discriminatória. D) Visa promover a socialização do aluno através da aceitação passiva dos julgamentos externos realizados pelos colegas em regime de correção mútua. Questão 41 Durante a correção de um trabalho em grupo, um professor de Arquitetura percebe uma dúvida recorrente sobre normas técnicas. Em vez de apenas descontar pontos, ele utiliza a dúvida para promover um debate e pede que os grupos revisem seus projetos com base na discussão. Essa prática exemplifica: A) A avaliação diagnóstica somativa, que congela o objeto de conhecimento no momento da entrega final do produto acadêmico. B) O uso da prova escrita dissertativa como único meio compatível com a avaliação processual e a regulação do ensino superior. C) A regulação das aprendizagens, onde professor e aluno participam como sujeitos e o erro torna-se um indicador para o replanejamento e ajuste do estudo. D) O mito do bom professor, que utiliza a reprovação e a crítica punitiva como marcas burocráticas essenciais para a inclusão social dos discentes. Questão 42 Para um trabalho de pesquisa sobre políticas públicas, o docente organiza a turma em grupos que investigam temas diferentes e, posteriormente, reorganiza-os para que membros de grupos distintos compartilhem seus achados. Esse procedimento metodológico é conhecido como: A) Painel Integrado, que permite a integração horizontal e vertical do conhecimento, exigindo o registro de cada etapa para possibilitar a avaliação. B) Seminário de Direção Docente, focado exclusivamente na exposição interativo- dialogada de um tema central por um único especialista externo. C) Trabalho Monográfico de Iniciação Científica, destinado apenas a alunos que já possuem domínio total do patrimônio acumulado pela humanidade. D) Estudo do Meio Dissertativo, que visa medir a capacidade decorativa do aluno através de questionários de memorização e resposta única. Questão 43 Uma professora de Odontologia decide reduzir a ansiedade de seus alunos durante as verificações formais. Para isso, ela permite que, em algumas provas, os discentes discutam as questões entre si ou consultem materiais na biblioteca. Essa estratégia de "amenizar os efeitos negativos da prova" fundamenta-se na ideia de que: A) A nota deve ser a única motivação para o estudo, e facilitar o exame garante que o aluno foque na certificação em vez de no conhecimento. B) A avaliação reflexiva e emancipatória é incompatível com o uso de livros ou internet, devendo ocorrer sempre sob rigoroso isolamento individual. C) O momento da prova deve ser desmistificado, transformando o instrumento avaliativo também em um recurso de aprendizagem e valorização do saber. D) A competição entre os alunos deve ser incentivada através de avaliações interdisciplinares que comparem o desempenho individual de forma punitiva. Questão 44 Ao planejar a avaliação de uma disciplina, um docente decide incluir a observação de valores, interesses e criatividade dos alunos (avaliação socioafetiva). Para agir com rigor e evitar a subjetividade discriminatória, segundo Vasconcellos (1995), o professor deve: A) Realizar essa avaliação de forma cuidadosa, mas sem vinculá-la à atribuição de nota quantitativa, para não medir o que não é contável. B) Atribuir pontos de participação de forma subjetiva, baseando-se em sua intuição pessoal sobre quem é o aluno mais "comprometido".