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RESUMO – HISTÓRIA DA ARQUITETURA MODERNA LEITURA – páginas 371 até 452 1. Consolidação da arquitetura moderna como linguagem internacional · O texto mostra que, após a Primeira Guerra Mundial, várias experiências arquitetônicas e urbanísticas começaram a se conectar. · A modernidade deixou de ser apenas vanguarda e passou a se institucionalizar, ganhando espaço em escolas, concursos públicos e programas de habitação. · Isso é visível nos exemplos da Alemanha, União Soviética, França, Itália, Inglaterra e EUA:’ todos discutiam soluções semelhantes para os problemas da industrialização, urbanização e moradia. · Grande parte do debate gira em torno da relação entre tradição e inovação, além da busca de uma linguagem adequada à sociedade industrial. 2. Papel central da Bauhaus · Benevolo descreve a Bauhaus (fundada em 1919 por Walter Gropius) como um laboratório de síntese entre arte, artesanato e indústria. · Não era só uma escola de arquitetura, mas um centro de pesquisa estética, técnica e social. · Professores como Klee, Kandinsky e Moholy-Nagy ampliaram o escopo para além da construção, trazendo pintura, design e fotografia. · A ideia central: a arte deveria servir à vida cotidiana, e a indústria deveria produzir objetos funcionais, simples e belos. · Isso repercutiu diretamente na padronização arquitetônica e na estética moderna. · Walter Gropius defende a síntese entre arte e técnica, buscando eliminar barreiras entre artesanato e produção industrial. 3. Construtivismo soviético · Benevolo mostra como a Revolução Russa incentivou experiências arquitetônicas muito radicais. · O construtivismo via a arquitetura como instrumento de transformação social: edifícios coletivos, clubes de trabalhadores, espaços para educação política. · Projetos experimentais de habitação coletiva buscavam novas formas de vida social (fim da família nuclear, vida comunitária). · Porém, na década de 1930, o regime impôs o realismo socialista, reprimindo a liberdade das vanguardas. Isso encerrou a fase mais criativa. 4. Movimento De Stijl (Holanda) · Na Holanda, o movimento De Stijl (liderado por Mondrian e Theo van Doesburg) buscava uma ordem universal baseada em formas geométricas puras e cores primárias. · Benevolo destaca a Casa Schröder de Gerrit Rietveld (1924) como exemplo prático: espaço fluido, flexível, sem divisões fixas, que traduz os princípios do grupo. · Essa arquitetura representava clareza, racionalidade e adaptação ao modo de vida moderno. 5. Le Corbusier e a França · Um dos eixos principais do texto é a obra de Le Corbusier. · Ele formulou os famosos “Cinco pontos da nova arquitetura”: pilotis, planta livre, fachada livre, janela em fita e terraço-jardim. · Sua ideia de que a casa é uma “máquina de habitar” orientava o projeto com base na funcionalidade, sem ornamentos supérfluos. · No urbanismo, propôs cidades ordenadas e eficientes, como na Ville Radieuse. · Benevolo mostra que essas ideias não ficaram só no papel: influenciaram obras habitacionais e a padronização construtiva. 6. Alemanha: habitação e urbanismo · Além da Bauhaus, Benevolo descreve os conjuntos habitacionais (Siedlungen) da República de Weimar. · Arquitetos como Ernst May, Bruno Taut e Gropius projetaram bairros inteiros em Frankfurt e Berlim. · Objetivo: responder à crise habitacional com moradias econômicas, higiênicas, racionais e padronizadas. · Foi um esforço de urbanismo social, que influenciou depois as políticas públicas em outros países. 7. Racionalismo italiano e fascismo · Na Itália, Benevolo mostra a ambiguidade: havia arquitetos tentando alinhar-se ao modernismo europeu, mas também havia a pressão política do fascismo. · O racionalismo italiano (Giuseppe Terragni, Gruppo 7) defendia simplicidade, clareza e funcionalidade. · Exemplo marcante: a Casa del Fascio em Como (Terragni, 1936), que une modernidade formal ao simbolismo político. · O regime, no entanto, também exigia monumentalidade, criando uma tensão entre inovação e propaganda. 8. Inglaterra e Estados Unidos · Na Inglaterra, o avanço foi mais lento: o peso das tradições do Arts & Crafts e das Garden Cities ainda era forte. · Houve preocupação maior com o urbanismo (cidades-jardins) do que com inovação formal imediata. · Nos EUA, Benevolo destaca a obra de Frank Lloyd Wright, com ênfase na integração entre arquitetura e natureza (Casa da Cascata, 1936). · Depois da crise de 1929, muitos arquitetos europeus emigraram para os EUA (Gropius, Mies van der Rohe), levando o modernismo internacional. · Isso consolidou os EUA como um dos polos da arquitetura moderna a partir da década de 1930. LEITURA – páginas 500 até 507 1. Expansão do Movimento Moderno · Benevolo mostra que, no pós-Segunda Guerra Mundial, a arquitetura moderna deixa de ser apenas uma experiência europeia de vanguarda. · Ela passa a ser usada de maneira oficial em diferentes contextos — em reconstruções, obras públicas e edifícios privados. · A linguagem moderna se transforma em instrumento de universalização, adaptável a diferentes países, e associada à ideia de progresso e modernidade. 2. Estados Unidos como liderança do movimento · O autor explica que os EUA se tornaram o novo centro do modernismo, pois receberam arquitetos europeus exilados (Mies van der Rohe, Gropius, Breuer). · Esse transplante consolidou o estilo internacional, marcado por prédios altos de vidro e aço, estruturas claras e repetição modular. · Exemplos como o Seagram Building (Mies) são citados como símbolo dessa arquitetura corporativa, que passou a representar eficiência e poder econômico. · Ou seja, os EUA transformaram o modernismo em marca do capitalismo avançado. 3. Europa em reconstrução · Após a guerra, a Europa devastada precisava reconstruir cidades e infraestruturas. · Benevolo destaca como os princípios modernos (funcionalidade, padronização, urbanismo racional) foram aplicados em programas habitacionais e grandes obras públicas. · O modernismo europeu nesse momento tinha função social, voltada à coletividade, contrastando com a vertente corporativa americana. · Alemanha, França e Itália aparecem como os casos mais relevantes nessa fase. 4. América Latina e o Brasil · O texto enfatiza a América Latina como região onde o modernismo ganhou caráter inovador e expressivo. · No Brasil, Oscar Niemeyer é a figura central, primeiro com o conjunto da Pampulha (1940) e depois com Brasília (1956–60). · Diferente da rigidez europeia ou americana, o modernismo brasileiro incorporou formas plásticas livres, integração com o clima tropical e diálogo com a paisagem. · Isso projetou o Brasil como referência internacional, colocando-o no mapa da arquitetura moderna. 5. Tensão entre padronização e liberdade · Benevolo conclui essas páginas ressaltando que o modernismo viveu uma contradição no pós-guerra: · De um lado, o funcionalismo padronizado, eficiente e universal (principalmente nos EUA). · De outro, a busca por expressividade individual e adaptação cultural, como no Brasil e em algumas experiências europeias. · Essa tensão revela os limites do Estilo Internacional, que já no pós-guerra começa a ser questionado, preparando o terreno para as críticas posteriores. a arquitetura moderna continua política, mas passa de utopia de transformação social para ferramenta prática de reconstrução e representação do poder. LEITURA – páginas 508 · Benevolo inicia a análise do pós-guerra imediato, destacando que o modernismo já estava consolidado, mas precisava lidar com os novos desafios sociais, econômicos e urbanos. · Ele mostra que a reconstrução não foi apenas técnica, mas também um campo de experimentação arquitetônica, onde se testava o quanto a arquitetura moderna poderia responder às necessidades de massa. · Aponta que a arquitetura moderna começava a enfrentar críticas pela padronização excessiva, mas ainda era a principal linguagem adotada para resolver problemas habitacionais e de infraestrutura. · Introduz também a ideia de que, nesse momento, o modernismo se bifurca: · uma vertente mais racional, padronizadae repetitiva (ligada a governos e corporações); · outra mais livre e expressiva, explorando novas formas e adaptações ao contexto cultural. Principais pontos 1. O modernismo pós-guerra já consolidado como solução prática para reconstrução. 2. Reconstrução = oportunidade de experimentar em larga escala. 3. Primeiras críticas à padronização da arquitetura moderna. 4. Duas direções começam a se firmar: padronização funcional x liberdade plástica. O que a página 508 fala sobre o CIAM · O CIAM é apresentado como a principal instituição de referência da arquitetura moderna nesse momento. · Benevolo explica que, após a Segunda Guerra, o CIAM procurou organizar a prática moderna em escala internacional, fornecendo uma espécie de “guia” comum para urbanismo e habitação. · O congresso reunia arquitetos de vários países para discutir problemas sociais e urbanos, principalmente: · habitação em massa, · planejamento de cidades, · integração entre arquitetura e sociedade moderna. · O CIAM reforçava a ideia do Estilo Internacional como linguagem universal, mas também começava a ser alvo de críticas por certa rigidez e esquematismo. Pontos principais sobre o CIAM 1. O CIAM foi o órgão de difusão e coordenação do modernismo internacional no pós-guerra. 2. Seu foco principal: urbanismo, habitação e reconstrução. 3. Deu força ao Estilo Internacional, mas também gerou críticas pela falta de flexibilidade.