Prévia do material em texto
<p>ESPAÇO E EVOLUÇÃO URBANA: MODERNA E CONTEMPORÂNEA</p><p>1-1 -Modernismo como ideologia</p><p>1. As leituras e as análises realizadas pelos historiadores para classificar e definir os movimentos arquitetônicos convergem para determinado recorte cronológico, no qual incidem iniciativas que compartilham princípios inovadores. No caso da arquitetura moderna, o recorte cronológico europeu é antecipado em relação ao dos Estados Unidos e ao do Brasil. Originada na Europa, a arquitetura moderna surgiu imbuída de uma ideologia profundamente coerente com seu momento histórico.</p><p>Selecione a opção que melhor representa a ideologia subjacente à arquitetura moderna europeia.</p><p>RESP: E. A ideologia que acompanha o surgimento da arquitetura moderna europeia é reformista, entendendo que a arquitetura poderia solucionar as desigualdades sociais.</p><p>A arquitetura moderna surge na Europa com uma ideologia reformista, voltada para atender a demanda de moradias populares ocorrida no segundo pós-guerra. A função social da arquitetura foi amplamente debatida nas escolas europeias na busca de soluções formais, estruturais e tecnológicas para construir unidades habitacionais com dimensões mínimas, custos reduzidos e qualidade espacial condizente com a qualidade de vida de seus usuários. As opções que mencionam embelezamento das cidades; City Beautiful; ousadias estruturais; novidade estética; Estilo Internacional; tecnologia e pré-fabricação dizem respeito à ideologia norte-americana, na época da introdução da arquitetura moderna em seu continente. Nos Estados Unidos, o debate ideológico europeu não fazia sentido, uma vez que a condição política e econômica do país era diametralmente diversa da europeia. No continente americano, a arquitetura moderna, trazida pelos mestres europeus, interessava, sobretudo, pelas novidades estéticas e estruturais que oferecia.</p><p>2. No Brasil, a arquitetura moderna surgiu como ideologia e como estilo. O estilo da arquitetura moderna brasileira incorporou os elementos internacionais e lhes conferiu identidades nacionais, o que tornou a produção brasileira reconhecida nacional e internacionalmente. Quanto à ideologia subjacente à nascente da arquitetura moderna no Brasil, leia as assertivas a seguir:</p><p>I. A ideologia subjacente ao surgimento da arquitetura moderna no Brasil era eminentemente de cunho social, por meio do incentivo aos projetos de habitação popular.</p><p>II. A ideologia subjacente ao surgimento da arquitetura moderna no Brasil era a consolidação do caráter moderno do Estado por meio de seus prédios públicos.</p><p>III. O edifício do Ministério da Educação e Saúde (1936), projetado por Lúcio Costa, expressa a indissociabilidade entre o campo de trabalho dos arquitetos modernos e seu principal contratante.</p><p>IV. A ideologia subjacente ao surgimento da arquitetura moderna no Brasil era progressista do ponto de vista tecnológico, reproduzindo e ampliando as pesquisas do Estilo Internacional.</p><p>Assinale a alternativa que apresenta as assertivas corretas:</p><p>RESP: B. Assertivas II e III, apenas.</p><p>Estão corretas as assertivas II e III, apenas. A ideologia predominante na nascente da arquitetura moderna brasileira era a consolidação da imagem do Estado às premissas progressistas representadas pelo Modernismo. A assertiva I está equivocada, pois os projetos de habitação popular não correspondem ao ideário do período de surgimento da arquitetura moderna nacional, já que, inicialmente, ela foi financiada pelo Estado para construir seus edifícios. A assertiva IV está errada, pois o Estilo Internacional não corresponde à ideologia do conjunto atuante de arquitetos brasileiros naquele período, cujas concepções projetuais, por tradição, faziam largo uso do concreto armado e das técnicas construtivas tradicionais em alvenaria. Além do aspecto construtivo, deve-se destacar a linguagem nacional modernista, que se distancia dos modelos universais voltados à produção seriada, optando por concepções que se aproximam mais de soluções particulares em busca de uma identidade nacional.</p><p>3. A arquitetura dos anos 1950 e 1960 revela a imagem da modernidade arquitetônica nacional, a exemplo dos monumentos projetados por Oscar Niemeyer para Brasília, cuja repercussão internacional foi expressiva e inédita. Há, contudo, um âmbito da arquitetura moderna nacional que identifica uma ideologia conservadora, embora apresentando aspectos contemporâneos se comparados a projetos internacionais com o mesmo programa.</p><p>Qual tipologia da arquitetura moderna brasileira reflete a denominada modernidade conservadora?</p><p>RESP: C. A modernização conservadora pode ser identificada nos edifícios privados, sobretudo na arquitetura doméstica.</p><p>A modernização conservadora pode ser identificada no âmbito dos edifícios privados, especialmente na arquitetura residencial ou doméstica. Ideologicamente, os projetos residenciais unifamiliares ou multifamiliares expressaram as desigualdades sociais por meio da segregação dos espaços internos. Constata-se que as zonas de serviço das residências ou edifícios habitacionais são superdimensionadas em relação aos seus contemporâneos europeus ou norte-americanos, o que revela o espírito conservador das organizações familiares brasileiros. Esse aspecto reflete a abrangência da modernização internacional em comparação com a nacional: o Modernismo internacional ocorreu em uma conjuntura mais ampla, circunscrevendo a industrialização no design de mobiliários e equipamentos para atender à configuração da família moderna, que já não contava com trabalhadores domésticos. As opções que se referem a edifícios institucionais; arquitetura corporativa; arquitetura de habitação social e edifícios públicos não refletem necessariamente o aspecto ideológico conservador, conforme indicam as referências teóricas sobre a arquitetura moderna brasileira.</p><p>4. Leia o trecho a seguir que trata sobre a Escola Carioca de arquitetura:</p><p>A Escola Carioca de arquitetura foi representada intelectualmente pela figura do arquiteto ________________ e, no campo formal, o protagonismo foi atribuído ao arquiteto________________. Essa produção arquitetônica refletiu a imagem do ________________, cujo legado para a arquitetura pode ser sintetizado pela ________________.</p><p>A alternativa que preenche corretamente as lacunas do texto é:</p><p>RESP: D. Lúcio Costa – Oscar Niemeyer – Estado desenvolvimentista – criação da linguagem própria brasileira com introdução de características culturais e locais.</p><p>Lúcio Costa e Oscar Niemeyer foram os principais representantes da Escola Carioca de arquitetura, cujo principal cliente foi o Estado desenvolvimentista, já que ela surge no período em que o Rio de Janeiro era a sede da Capital Federal. Sua maior contribuição foi a construção de uma linguagem própria, com identidade nacional, por meio da introdução de características culturais e geográficas locais às curvas da paisagem carioca, por exemplo.</p><p>Affonso Eduardo Reidy foi um importante representante da escola, porém, não assumiu liderança; Vilanova Artigas, Gregori Warchavchik, Oswaldo Arthur Bratke e Paulo Mendes da Rocha são representantes da Escola Paulista de arquitetura. O Brutalismo também está associado à produção dos arquitetos de São Paulo; a racionalidade das plantas aliada aos conhecimentos dos processos construtivos e a utilização de elementos pré-fabricados de concreto são aspectos predominantes na produção paulista, na qual os arquitetos frequentemente executavam as obras.</p><p>5. Uma parcela da produção da arquitetura paulista, desenvolvida principalmente entre 1953-1973, é reconhecida pelos historiadores como Escola Paulista de arquitetura. A concepção e a prática arquitetônica da produção paulista foram norteadas por uma ideologia diferente da pioneira Escola Carioca, e sua manifestação tectônica se aproxima do Brutalismo.</p><p>As afirmativas a seguir procuram contextualizar ideários e procedimentos da Escola Paulista. Marque V para as afirmações verdadeiras, e F para as falsas:</p><p>( ) Na obra de Vilanova Artigas, revela-se a indissociabilidade entre a concepção projetual e a execução</p><p>Guggenheim de Bilbao, projeto do arquiteto Frank Gehry. Os "edifícios desconstrutivistas", os "edifícios high-tech", os "edifícios culturais" e os "projetos em pré-existências" não necessariamente se configuram como ícones ou apresentam atributos cenográficos.</p><p>3. A proximidade histórica com os fenômenos da contemporaneidade arquitetônica não permite que se tenha contornos exatos e precisos para delimitar as tendências da arquitetura contemporânea sem correr o risco de cometer equívocos. Entretanto, o arquiteto e teórico Charles Jencks (2002) amplia o debate já realizado sobre os paradigmas da linguagem da pós-modernidade e acrescenta o paradigma intitulado "ciências da complexidade" para caracterizar as tendências da arquitetura contemporânea. Nesse panorama, o autor classifica sete tendências, ou sete métodos de arquitetura contemporânea, que se apropriam das ciências, as quais podem ser identificadas nos grupos:</p><p>I) arquitetura fractal e arquitetura ecológica ou sustentável;</p><p>II) arquitetura pós-moderna e arquitetura do espetáculo;</p><p>III) arquitetura digital, dobra e blob, arquitetura de relevos;</p><p>IV) arquitetura cosmogânica e nova arquitetura monumental.</p><p>Quais alternativas estão corretas?</p><p>RESP: A. I, III e IV.</p><p>Na publicação O novo paradigma na arquitetura, Charles Jencks (2002) inclui a complexidade das ciências para caracterizar os grupos de tendências arquitetônicas contemporâneas, cujo sentido reside na interpretação da arquitetura que se manifesta por meio da apropriação das ciências por meio de projetos complexos auxiliados pelos meios digitais. As sete tendências designadas pelo autor são: arquitetura fractal, arquitetura ecológica ou sustentável, arquitetura digital, dobra e blob, arquitetura de relevos, arquitetura cosmogânica, nova arquitetura monumental. O único grupo que não está contido na classificação de Jencks (2002) é arquitetura pós-moderna e arquitetura do espetáculo, denominações que dizem respeito ao recorte específico da pós-modernidade arquitetônica, de certa maneira, sem ocupar os debates centrais das teorias da contemporaneidade em construção. Os grupos organizados por Jencks (2002) incluem metáforas e procedimentos advindos das ciências, da filosofia e das tecnologias digitais, além do destaque para a emergência da preocupação ambiental.</p><p>4. Os aspectos relacionados à tríade "energia-água-materiais" podem ser considerados como o núcleo da arquitetura sustentável. Entretanto, a relação com os sistemas naturais e a otimização de recursos disponíveis também envolve outras circunstâncias, visando a garantir uma arquitetura ecologicamente sustentável. Selecione a alternativa que corresponde aos aspectos adicionais que contribuem com a geração de impactos negativos sobre o meio ambiente:</p><p>RESP: B. O transporte de matérias-primas e os processos industriais são aspectos adicionais que contribuem para a geração de impactos negativos sobre os ecossistemas locais.</p><p>As variáveis energia-água-materiais são a essência da arquitetura sustentável, ou seja, a relação com os sistemas naturais e a possibilidade de otimização dos recursos disponíveis, que se constituem como elementos de universalidade. Porém, constata-se que o transporte de matérias-primas e os processos industriais são aspectos adicionais que contribuem para a geração de impactos negativos sobre os ecossistemas locais. Sempre que se adotam processos industriais que consomem energia excessiva no beneficiamento de matérias-primas, pune-se o meio ambiente, demandando recursos inviáveis ou exagerados para aquela situação específica. Da mesma forma, os materiais utilizados devem minimizar a necessidade de transporte de longas distâncias, pois reduzem a utilização de combustíveis fósseis. Sempre que possível, deve-se priorizar a fabricação local para a extração e o beneficiamento da matéria-prima e a utilização de materiais que demandem baixo nível de consumo energético para sua produção. As "condicionantes geográficas", as "estruturas econômicas", as "tradições históricas" e as "configurações sociais" sem dúvida impactam a sustentabilidade da construção civil, porém se referem às particularidades de cada contexto, nos quais elas podem ou não interferir no melhor desempenho do sistema construtivo. Pode-se considerar que os aspectos universais são aqueles que estão relacionados com o objetivo de reduzir os impactos ambientais decorrentes do consumo inadequado de energia, água e materiais, e, entre eles, o transporte e os processos industriais envolvidos no beneficiamento da matéria-prima são os mais impactantes na díade água-energia. </p><p>5. A arquitetura contemporânea no Brasil vem inaugurando uma série de intervenções em pré-existências, revigorando o patrimônio histórico por meio da reutilização ou revitalização dos espaços, mediante, principalmente, programas culturais. Esses programas têm rendido prêmios nacionais e internacionais e gerado um importante debate nos círculos acadêmicos e nas publicações especializadas, a exemplo da obra referencial do escritório Brasil Arquitetura. Nossa identidade arquitetônica guarda particularidades que se expressam em grande parte dos projetos contemporâneos. Selecione a afirmativa que melhor corresponde à arquitetura contemporânea brasileira:</p><p>RESP: D. A arquitetura contemporânea brasileira mantém fortes vínculos com o passado recente da arquitetura moderna.</p><p>No Brasil, a arquitetura contemporânea revigora o passado recente da arquitetura moderna, com a qual mantém fortes vínculos. A tradição do uso do concreto e o aprimoramento dos grandes vãos vêm produzindo arquiteturas que dialogam com os entornos, abrindo os pavimentos térreos ao convívio e às práticas sociais. Elementos arquitetônicos característicos da nossa história são revalorizados, como os cobogós, articulando filtros de luz entre o exterior e o interior dos edifícios, a exemplo do projeto do Museu Cais do Sertão, no Recife. A contemporaneidade arquitetônica nacional potencializa a união da poética com a técnica inaugurada pelos mestres modernistas, enfatizando a participação social.</p><p>DESAFIOS</p><p>1-1 O modernismo brasileiro teve sua nascente na ideologia desenvolvimentista do Estado dos anos 1950-1960, que desejava ser reconhecido por meio de seus edifícios públicos. As principais autoridades políticas nacionais foram os primeiros e mais expressivos clientes do grupo pioneiro de arquitetos modernistas em atuação no Rio de Janeiro. A partir de então, frequentemente, os poderes locais buscavam construir a imagem que revelasse seu caráter moderno e progressista nas fachadas dos edifícios públicos. Para tanto, eram os principais financiadores da arquitetura institucional.</p><p>Para este Desafio, na qualidade de profissional, considere o seguinte cenário:</p><p>Com base nas imagens, apresente uma breve comparação entre as concepções plástico-formais adotadas pelas Escolas Carioca e Paulista para a arquitetura institucional.</p><p>Padrão de resposta esperado</p><p>A concepção plástico-formal, inspirada pela Escola Carioca de arquitetura, teve atuação fundamental para a consolidação do caráter moderno do Estado brasileiro, cujas pretensões se alinhavam com uma imagem moderna, progressista e desenvolvimentista. Esses ideais estão expressos no projeto de Oscar Niemeyer para o edifício do Congresso Nacional, em Brasília. As formas autônomas, esculturais e ousadas da arquitetura contrastam com o plano de fundo, fazendo surgir um objeto único com sua concepção plástica original e monumental. A gênese da Escola Carioca de arquitetura consistiu na criação dessa linguagem arquitetônica com identidade nacional, baseada nos ideais modernos.</p><p>O edifício da Assembleia Legislativa de São Paulo é também um exemplar do Modernismo brasileiro, representante da Escola Paulista de arquitetura. Comparativamente ao edifício de Oscar Niemeyer para o Congresso Nacional, verifica-se um padrão estético cujas formas da volumetria são menos pregnantes. Contrariamente às volumetrias autônomas e livres da Escola Carioca, a estética da Escola</p><p>Paulista de arquitetura era mais comedida, racional e brutalista.</p><p>A moderna arquitetura monumental eternizada pela esfera pública, como no caso de Brasília, desperta as sensibilidades dos usuários causando impacto visual, e, portanto, realizando o seu papel ideológico da construção de imagem de um Estado moderno, progressista e aberto ao novo.</p><p>1-2 - Em 1937, o Governo de Minas Gerais resolve construir um hotel na Cidade de Ouro Preto para dotá-la de instalações hoteleiras adequadas ao fluxo turístico que vinha se intensificando desde que a cidade havia sido descoberta pelos intelectuais modernistas. O terreno proposto pelo Governo do Estado de Minas Gerais para localizar a nova construção parecia ser a melhor solução por se achar isolado das construções vizinhas e situado sobre uma elevação e a uma pequena distância da praça central de Ouro Preto. O projeto arquitetônico ficou a cargo do recém-criado SPHAN, e a construção do hotel se deu entre 1938-39. O projeto de Oscar Niemeyer foi selecionado em meio a uma disputa.</p><p>Apesar das vantagens funcionais do projeto de Oscar Niemeyer e de ter sido entusiasticamente acolhido por seus colegas modernistas por “não ser a nova construção suscetível de confundir-se com as edificações tradicionais da cidade de Ouro Preto, evitando-se por essa forma a falsificação de arquitetura colonial brasileira por iniciativa dos poderes públicos”, houve grande reação em Minas Gerais quanto à inserção de um edifício moderno no conjunto colonial tombado. Nem mesmo a ideia sustentada no memorial redigido por Niemeyer de uma unidade de espírito entre o novo prédio e as velhas edificações foi capaz de melhorar a receptividade do seu projeto. Diante disso, são solicitadas modificações no projeto de Niemeyer para que enfatizasse na sua solução plástica aspectos relacionais com as edificações antigas. É elaborado um novo projeto utilizando o mesmo partido de implantação com algumas substituições (Pessôa, 2005).</p><p>Considere a seguinte situação:</p><p>A partir da análise da imagem, aponte três características presentes no edifício do Grande Hotel de Ouro Preto que o justificam como um exemplar do Modernismo brasileiro.</p><p>Padrão de resposta esperado</p><p>Na perspectiva dos modernistas, as cidades tombadas eram os remanescentes de estruturas urbanas consolidadas no século XVIII e início do século XIX e que haviam completado o seu ciclo de crescimento e transformação. As novas construções eram encaradas como intervenções pontuais que não se constituiriam em elemento transformador da paisagem urbana por serem cidades já prontas. Os vazios urbanos são, para os agentes modernistas da preservação, a ocasião de reafirmar a arquitetura moderna como exceções que se harmonizariam por ser uma expressão autêntica da contemporaneidade sem, contudo, confundir-se com as edificações antigas, expressões autênticas do passado. A experiência do Grande Hotel de contrapor um projeto de edificação moderna a uma intenção de realizar uma obra neocolonial é realizada com sucesso ao propor um diverso conceito de harmonia, não baseada na busca de soluções plásticas comuns e, sim, na existência de um espírito comum, na paridade qualitativa dos objetos arquitetônicos da paisagem objeto da intervenção (Pessôa, 2005, p. 5-6).</p><p>Com base no texto e na análise da imagem anterior, dentre as características modernas do edifício, estão:</p><p>1. Técnicas modernas de construção – O hotel de Ouro Preto</p><p>foi construído de acordo com os mais modernos processos</p><p>construtivos, como é possível ver a partir do uso do concreto para</p><p>vencer maiores vãos. Plasticamente, procurou-se uma solução que</p><p>fosse uma expressão da arte contemporânea, mas que apresentasse</p><p>a necessária ligação com o ambiente local.</p><p>2. Soluções locais (telha e treliça) – No hotel, utilizaram-se telhado</p><p>em telha canal cerâmica e treliças de madeira a exemplo das gelosias coloniais, ambas as soluções próprias das edificações e do</p><p>contexto local.</p><p>3. Integração (interior e exterior, e contexto) – O uso das janelas</p><p>em série permite a apreensão da paisagem externa, evidenciando a intenção de integrar os ambientes internos com o externo. Além disso,</p><p>a própria composição do edifício buscou a integração com o terreno e com a cidade histórica na qual está inserido.</p><p>4. Uso de Pilotis – Os pilares são calculados com precisão, distribuídos a intervalos regulares e usados para elevar o primeiro pavimento do solo, um dos traços da arquitetura moderna.</p><p>O edifício do Grande Hotel de Ouro Preto, além do uso do Pilotis,</p><p>da cobertura de telha cerâmica, das janelas em série, apresenta</p><p>uma silhueta com forma simples e geométrica, enfatizando a linha horizontal do conjunto, de modo a aproveitar o máximo do terreno</p><p>e integrar-se à paisagem local.</p><p>2-1 - O estudo de arquiteturas efêmeras, como é o caso dos pavilhões das feiras universais, esbarra na impossibilidade do contato direto com a obra, restringindo-se então à sua iconografia remanescente: documentos, plantas, relatos e fotografias. A importância desses edifícios reside muitas vezes no seu caráter experimental, dada sua transitoriedade. Em outro sentido, a importância desses edifícios reside nas lembranças que suscita, como é o caso do Pavilhão do Brasil na Feira Mundial de Nova York de 1939-40, o qual repercute ao longo de toda a história da arquitetura moderna brasileira.</p><p>Imagine que você é um arquiteto e foi selecionado para apresentar o Pavilhão do Brasil da Feira Mundial de Nova York de 1939 em um congresso de arquitetura e urbanismo. Para embasar a sua apresentação, decidiu analisar as seguintes imagens de referência:</p><p>Com base nessas informações, assim como na visualização das imagens, explique:</p><p>Cinco características do modernismo no Brasil expressas no Pavilhão de Lúcio Costa e Oscar Niemeyer.</p><p>Padrão de resposta esperado</p><p>Entre os elementos do modernismo no Brasil expressos no Pavilhão de Lúcio Costa e Oscar Niemeyer na Feira Mundial de Nova York de 1939, estão:</p><p>1. Estrutura mista de aço e concreto: o Pavilhão apresentava três andares com estrutura mista de aço e concreto. Os avanços da tecnologia de construção possibilitaram o desenvolvimento de novos materiais, tais como ferro, concreto e cristal.</p><p>2. Relação do edifício e o paisagismo: o projeto moderno paisagístico apresenta o tratamento dos espaços livres de forma simples e tropicalista.</p><p>3. Pilotis: com o uso dos pilotis, o edifício foi liberado do solo, tornando público o uso deste espaço, permitindo a livre circulação de pessoas. Isso se reflete também nos demais pavimentos.</p><p>4. Planta livre: é resultado direto da independência entre estruturas e vedações, possibilitando maior diversidade dos espaços internos, bem como mais flexibilidade na sua articulação, assim como se notam nas plantas baixas do Pavilhão.</p><p>5. Fachada livre: também permitida pela separação entre estrutura e vedação, possibilitando a máxima abertura das paredes externas, nesse caso, utilizando elementos vazados, como é possível ver na fachada principal.</p><p>É possível destacar o uso de painel decorado por azulejos, a relação do interior com o exterior e o uso do terraço-jardim, transformando as coberturas em terraços habitáveis, em contraposição aos telhados inclinados das construções tradicionais.</p><p>2-2 - Em 1957, foi realizado o concurso para o projeto urbanístico da nova capital do Brasil em Brasília. A proposta vencedora foi a de Lúcio Costa, que se baseou amplamente nas ideias do Urbanismo Moderno introduzidas por Le Corbusier em sua proposta para a Ville Radieuse (Cidade Radiante) e nas tendências de urbanismo funcional defendidas pelos Congressos Internacionais da Arquitetura Moderna (CIAMs).</p><p>Observe, a seguir, a planta baixa do Plano Piloto projetado por Costa:</p><p></p><p>Pode-se perceber a separação das zonas residenciais, localizadas nas superquadras das asas norte e sul, das zonas de trabalho, ao longo do eixo principal, e das de lazer, no encontro dos dois eixos.</p><p>Com essas ideias em mente, imagine</p><p>que você é um arquiteto convidado a redigir uma breve crítica ao modelo de Urbanismo Moderno aplicado em Brasília para um livro sobre o Modernismo Brasileiro.</p><p>Valendo-se das ideias de diversos teóricos do Urbanismo Pós-Moderno, como Team X (equipe organizadora do décimo CIAM), Jane Jacobs, Peter Blake e Kevin Lynch, aponte, com suas palavras, quais as principais críticas e alternativas ao modelo de Brasília.</p><p>Padrão de resposta esperado</p><p>É possível observar, no Plano Piloto de Brasília, a separação das atividades urbanas em diferentes categorias de zoneamento funcional, o que ocasiona a dependência do transporte para o deslocamento entre diferentes zonas, como habitação e trabalho. Isso, além de representar um grande gasto de energia e tempo no trânsito, faz com que essas zonas acabem tendo usos descontinuados ao longo do dia, passando por longos períodos sem uso. Outra ideia que também pode ser observada no Plano Piloto de Brasília, e é muito criticada pelos arquitetos pós-modernos, é o uso de superquadras residenciais com torres dispersas na paisagem.</p><p>Essa noção higienista do planejamento urbano moderno falha em levar em consideração a importância da convivência para o bem-estar social. Passa-se a defender que o redutivismo defendido pelo Movimento Moderno e presente na concepção de Brasília incentiva a destruição da cultura urbana. Por isso, os críticos e teóricos do período defendem a retomada do sentido tradicional de cidade por meio da consideração do contexto. Dá-se o nome de contextualismo urbano a essa ideia de integração de noções da cidade tradicional à cidade moderna, em que a identidade do local é considerada e informa a produção arquitetônica.</p><p>3-1 Em 2019, o Instituto de Arquitetos Americanos concedeu seu prêmio de 25 anos ao projeto de Robert Venturi e Denise Scott Brown para a expansão da National Gallery, em Londres. O prêmio é concedido para projetos de arquitetura executados entre 35 e 25 anos atrás e que ainda mantêm sua relevância nos dias atuais.</p><p>Observe as imagens, a seguir, do museu original, seguidas pelo projeto de Venturi e Scott Brown:</p><p>O projeto da expansão segue muitas das ideias da arquitetura pós-moderna, como complexidade e contradição e conexão com o contexto.</p><p>Com essas ideias em mente, imagine que você faz parte da comissão de arquitetos que premiou o projeto e precisa produzir um texto que ressalte a importância da obra. Com suas palavras, comente de que forma e em quais elementos o projeto de Venturi e Scott Brown apresenta ideias essencialmente pós-modernas.</p><p>Padrão de resposta esperado</p><p>O projeto para a Sainsbury Wing, uma extensão do museu National Gallery, é um excelente exemplo das mais diversas ideias apresentadas e discutidas por Venturi e sua esposa nos seus livros e obras. As ideias de complexidade e contradição se fazem presentes na maneira como o edifício consegue, ao mesmo tempo, pertencer ao seu contexto e apresentar novidades em relação a ele.</p><p>Pode-se perceber isso em sua forma, que parte do alinhamento do museu original e avança a fim de conformar o desenho da praça localizada na frente dos edifícios, e nas suas estratégias de repetição da fachada do museu original com sua materialidade, uso de proporções e colunas de ordens clássicas repetidas do projeto original, que vão, ao mesmo tempo, sendo erodidas, perdendo sua profundidade e presença ao longo do novo edifício até sumirem completamente quando o prédio "dobra a esquina".</p><p>O prédio também apresenta diversidade de tratamentos em suas diferentes elevações, valendo-se ora de extensos panos de vidro, típicos da arquitetura moderna, ora de janelas que são, na verdade, nichos, como as que estão presentes na arquitetura clássica do prédio original, ora de uma combinação dos dois com janelas que são modernas em sua dimensão e ritmo, mas clássicas em seu tratamento e subdivisão.</p><p>Dessa forma, pode-se dizer que a arquitetura de Venturi e Scott Brown consegue atingir um meio-termo em que o contexto é reconhecido, mas sem se valer de revivalismo histórico.</p><p>3-2 - A arquitetura pós-moderna desperta interesse nas empresas e nas organizações globais pelo seu potencial comunicativo associado a uma imagem contemporânea das instituições. Assim como a arquitetura moderna esteve ligada às mais diversas expressões institucionais, o mundo pós-industrial das cidades globais e grandes corporações multinacionais suscita suas representações arquitetônicas.</p><p>Nesta situação, seu desafio é o seguinte:</p><p>Explique para o grupo a significação dessa arquitetura e as demais características relacionadas ao estilo arquitetônico representativo da pós-modernidade.</p><p>Padrão de resposta esperado</p><p>A imagem se refere ao Lloyds Bank (1986), projeto de Richard Rogers, um clássico da arquitetura high-tech. O high-tech é uma das vertentes identificadas como pós-modernas que tem como característica apresentar nas fachadas o sistema estrutural do edifício, de forma elaborada plasticamente.</p><p>A maioria dos autores trata o high-tech como modernismo tardio, isso porque ele apenas exagera as formas modernistas (mais contidas no estilo internacional) e demonstra ostensivamente as estruturas e as infraestruturas dos edifícios. São os conhecidos edifícios-máquina, em que os mecanismos estruturais e funcionais são superevidenciados. Neles, as estruturas, a circulação vertical (escadas, rampas, elevadores e escadas rolantes), dutos hidráulicos, elétricos e de climatização são performaticamente expostos.</p><p>Do ponto de vista conceitual, essas edificações desconsideram o entorno e qualquer referência histórica, bem como rejeitam ornamentos e decorações. O high-tech evoluiu para propostas com muito mais plasticidade, que abandonam a racionalidade excessiva da identidade da máquina, permitindo o surgimento de obras escultóricas, com uma estética elaborada e contemporânea.</p><p>4- A pós-modernidade arquitetônica rompeu com os valores universalizantes do projeto moderno, promovendo profundas modificações culturais e materiais. Os grandes projetos arquitetônicos do final do século XX adotam premissas às vezes contraditórias e ambíguas; entretanto, se tornaram importantes ícones conceituais e visuais das cidades. Algumas tipologias arquitetônicas são frequentemente edificadas nos estilos pós-modernos, dentre elas os equipamentos públicos. Museus, centros de convenções, salas de concerto e bibliotecas, por exemplo, são programas fecundos para o debate arquitetônico, na transição para a arquitetura do século XXI.</p><p>Referenciando seus argumentos a partir das imagens, seu desafio consiste em:</p><p>a) Identificar a qual corrente pós-moderna a arquitetura da Biblioteca Central de Seattle está vinculada.</p><p>b) Destacar as relações com o entorno estabelecidas pelo projeto.</p><p>Padrão de resposta esperado</p><p>a) O projeto se alinha ao desconstrutivismo. Mais do que um estilo, trata-se de um método projetual centrado no presente e que discute uma nova modernidade, incorporando questões de linguagem, identidade e forma arquitetônica. Como os demais representantes do movimento, a Biblioteca Central de Seattle incorpora os recursos tecnológicos de última geração, mas transcende a pura ênfase compositiva atribuída às obras iniciais do desconstrutivismo.</p><p>b) O partido arquitetônico da Biblioteca Central de Seattle não é exclusivamente estético, pois incorpora as questões do lugar e da relação com o entorno. O edifício se abre para a cidade no seu pavimento térreo, que funciona como uma extensão da calçada, introduzindo o usuário no seu interior. Essa arquitetura promove um novo lugar, destacando-se no seu contexto de inserção e também articulando o programa de forma contemporânea.</p><p>5 - A arquitetura contemporânea defende a liberdade de escolha e a mistura de estilos com critérios estéticos baseados também na sustentabilidade. Essa, por sua vez, prega o uso racional de materiais, tendo o minimalismo como uma das suas características. O fato de estar conectado com a tecnologia, tanto durante a obra como no uso da edificação, também faz parte do cotidiano desse estilo arquitetônico.</p><p>Por ser um local de trabalho em um grande centro, e considerando o investimento na obra comercial, que tem como critérios de qualidade a agilidade e a sustentabilidade na construção e na montagem, bem como no uso, que características você escolheria para direcionar o seu projeto? Cite, ao menos, três e justifique sua resposta. </p><p>Padrão de resposta esperado</p><p></p><p>1. O uso de materiais não tóxicos e naturais.</p><p>Cada vez mais, a arquitetura precisa se adequar às novas necessidades do ser humano e, por isso, deve causar menor impacto possível na saúde do usuário.</p><p>2. O aproveitamento de materiais recicláveis.</p><p>Cada vez mais, a arquitetura deve causar o menor impacto possível, gerando benefícios ambientais e, muitas vezes, menor custo de obra.</p><p>3. A valorização da luz natural.</p><p>O projeto deve garantir benefícios à saúde do usuário, preservação dos recursos naturais e economia de energia.</p><p>4. Estrutura seca, como a metálica, para agilidade no processo construtivo.</p><p>Para um edifício comercial, a agilidade no processo construtivo trará muitos benefícios financeiros e menor impacto de vizinhaça.</p><p>5. Uso de tecnologia para a construção do edifício.</p><p>A tecnologia usada na construção também gera agilidade e diminui impactos ambientais e, muitas vezes, financeiros quando se pensa na diminuição do tempo de execução e dos recursos humanos.</p><p>6. Instalações tecnológicas para o uso do edifício e conforto dos usuários.</p><p>Instalações como coletor solar e sistemas de reúso de água e automação geram economia no uso da edificação.</p><p>7. Conexão com a urbanidade.</p><p>Menos impactos de vizinhança e mais mobilidade são gerados aos usuários pela conexão da construção pela urbanidade.</p><p>6 - Intervenções contemporâneas em edificações preexistentes têm sido realizadas no mundo inteiro, notadamente nos centros históricos das cidades globais, agenciando programas de reabilitação urbana e reutilização do patrimônio histórico. Frequentemente os programas institucionais (como centros de cultura e museus) predominam nessas propostas, que são emblemáticas da arquitetura contemporânea.</p><p>Você foi contratado para realizar monitoria a um grupo de estudantes de Arquitetura de um país vizinho em uma visita técnica pelo centro histórico de uma cidade brasileira. Em determinado ponto do trajeto, o grupo se encontra em frente à Praça das Artes:</p><p></p><p>Você precisa interpretar e explicar ao grupo as características da arquitetura contemporânea brasileira por meio dessa intervenção em uma edificação preexistente com valor histórico. Você também deve apontar a relação estabelecida com o entorno, justificar a escolha dos materiais da nova intervenção e o diálogo com a arquitetura histórica preexistente. </p><p>Padrão de resposta esperado</p><p>A Praça das Artes fica no centro da cidade de São Paulo, uma requalificação urbana voltada para arte, música e dança. O projeto de 2008, desenvolvido pelo escritório Brasil Arquitetura, representa uma particularidade da arquitetura contemporânea brasileira: a inspiração no passado recente do modernismo nacional. Esse aspecto é recorrente em grande parte das produções atuais. As linguagens contemporâneas brasileiras buscam suas fontes e elaboram sua gramática na forte tradição da utilização do concreto armado, na adoção quase sistemática dos grandes vãos, na criação de espaços cobertos de convívio no pavimento térreo que se comunica diretamente com a rua, convidando os usuários à participação e à fruição da arquitetura.</p><p>Em relação ao patrimônio preexistente, os arquitetos restauraram e reabilitaram a antiga edificação, incrustrada em uma região em degradação do centro da cidade, vinculando-a ao programa que se organiza no complexo de novas edificações. A volumetria e a linguagem estética do conjunto revelam a manutenção original do antigo casarão, envolvido por prismas de concreto bruto que se abrem para praças nas duas vias circundantes. A nova intervenção reforça a identidade datada do tempo atual, prática projetual defendida pelas teorias contemporâneas de Arquitetura. Os valores contemporâneos da vida pública recebem um importante espaço de convivência que respeita a geografia urbana e se abre para a cidade.</p><p>image4.png</p><p>image5.jpeg</p><p>image6.png</p><p>image7.png</p><p>image8.jpeg</p><p>image9.jpeg</p><p>image1.png</p><p>image2.png</p><p>image3.jpeg</p><p>da obra, sendo caracterizada pelo protagonismo da técnica construtiva.</p><p>( ) A Escola Paulista de arquitetura tem como principais representantes Vilanova Artigas e Paulo Mendes da Rocha, em defesa de uma concepção que relacione os aspectos formais com os contextos urbanos de inserção.</p><p>( ) A Escola Paulista de arquitetura conciliou os aspectos brutalistas do concreto aparente das estruturas, combinado aos fechamentos em tijolos expostos e elementos pré-fabricados com a ideia de monumento, em que os planos de fundo neutros destacam a edificação.</p><p>( ) As mais significativas obras da Escola Paulista foram patrocinadas pelo Estado, buscando aproximar sua imagem da identidade arquitetônica moderna, apoiado pela ideologia de Vilanova Artigas, que defendia o desenho como a principal ferramenta para a realização social da arquitetura.</p><p>Verifica-se que a ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:</p><p>RESP: A. V – V – F – F.</p><p>A ordem correta de preenchimento dos parênteses é V – V – F – F. Dois aspectos são destacados em relação às diferenças na prática das Escolas Carioca e Paulista: o primeiro deles diz respeito à aproximação dos arquitetos paulistas com a execução técnica das obras, raramente ocorria uma encomenda de projeto sem a contratação para a execução da obra; o segundo aspecto se refere à preocupação com o contexto de inserção dos projetos, a escala urbana sempre foi valorizada nos partidos arquitetônicos dos arquitetos paulistas. Em relação às afirmativas falsas, esclarece-se: a ideia de monumento se refere particularmente à arquitetura isolada de Oscar Niemeyer, representante da Escola Carioca de arquitetura; o patrocínio do Estado foi preponderante para a produção da Escola Carioca de arquitetura, o que não ocorreu na Escola Paulista, cujos clientes eram pessoas físicas ou jurídicas de capital privado.</p><p>1-2 - O modernismo na arquitetura e urbanismo</p><p>1. Nos estudos sobre o Modernismo, geralmente são abordadas as diferentes gerações de arquitetos que desenvolveram a linguagem arquitetônica da modernidade, partindo dos pioneiros até os reconhecidos mestres do Movimento Moderno. Três arquitetos do século XX são, por vezes, chamados de “Mestres da Arquitetura Moderna”. Com base nos estudos da UA, avalie as alternativas a seguir sobre os arquitetos modernos:</p><p>I – Na obra de Frank Lloyd Wright, como é o caso da Casa da Cascata, se destaca a relação do edifício com a natureza e a humanização da arquitetura, opondo-se ao princípio “a forma segue a função”.</p><p>II – Le Corbusier delineou pontos importantes para a nova arquitetura, em seu livro, com base somente nas propriedades estruturais e plásticas do concreto armado.</p><p>III – O Museu Guggenheim, em Nova York, é outra obra inovadora</p><p>de Frank Lloyd Wright, influência para outros arquitetos em razão</p><p>da combinação de linhas retas e formas ortogonais na concepção</p><p>do espaço.</p><p>IV – Em Chandigarh, durante a década de 1950, Le Corbusier teve a oportunidade de trabalhar suas propostas para uma nova linguagem arquitetônica e urbanística a partir da integração entre a arquitetura</p><p>e o urbanismo.</p><p>V – Ludwig Mies van der Rohe também foi um dos mestres modernos cujo trabalho tem grande reconhecimento e importância para o Modernismo, como é o caso do Pavilhão de Barcelona, conhecido pelo requinte de seus ornamentos.</p><p>É correto o que se afirma em:</p><p>RESP: A. I e IV apenas. </p><p>Para Frank Lloyd Wright, dois pontos eram fundamentais em sua arquitetura: a relação do edifício com a natureza, o local onde está inserido (integração) – valorizou materiais como a madeira e a pedra –, e a humanização da arquitetura, opondo-se “a forma segue a função”, a partir de formas mais dinâmicas e independentes de uma ordem geométrica rígida, como se pode notar na Casa da Cascata (1935-37), projeto de Wright na Pensilvânia. Em seu livro, Le Corbusier delineou cinco pontos importantes para a nova arquitetura, baseados tanto nas propriedades estruturais do concreto armado como na crescente disponibilidade da produção em massa de elementos arquitetônicos, de modo a contribuir para a qualidade do espaço construído. O Museu Guggenheim em Nova York é outra obra inovadora de Frank Lloyd Wright, influência para outros arquitetos em razão de suas linhas dinâmicas e liberdade na concepção do espaço. O museu tem sua forma constituída em caracol, o que permite que as obras sejam expostas e visitadas percorrendo suaves rampas. Durante a década de 1950, Le Corbusier teve a “oportunidade de apresentar suas propostas para uma nova linguagem arquitetônica e urbanística” ao trabalhar no projeto de Chandigarh, nova capital do Punjab, na Índia. No projeto, buscou a integração entre a arquitetura e o urbanismo, definindo claramente os usos dos espaços (PROENÇA, 2009, p. 286). Ludwig Mies van der Rohe (1886-1969) também foi um dos mestres modernos cujo trabalho tem grande reconhecimento e importância para o Modernismo. Entre suas obras, tem destaque o Pavilhão de Barcelona, que se tornou um dos projetos de arquitetura mais famosos do século XX, não em razão do que continha ou expunha, mas em relação à própria edificação, a qualidade do projeto, dos materiais e do trabalho artesanal. O edifício prima pelas formas geométricas puras e sem ornamentação, em um trabalho com cheios, vazios e linhas.</p><p>2. O Modernismo chegou ao Brasil no início do século XX a partir da influência artístico-cultural das vanguardas europeias, em um cenário marcado por intensas mudanças. O País vinha passando por um crescente ritmo de industrialização, sobretudo na Cidade de São Paulo e considerando as novidades culturais que chegavam pelo Rio de Janeiro. A partir dos estudos realizados até aqui, avalie as alternativas a seguir sobre o Modernismo no Brasil:</p><p>I – A Semana de Arte Moderna ocorrida em fevereiro de 1922 marca o ápice do Movimento Moderno no Brasil ou do “estado de espírito”, expressão cunhada por Mário de Andrade, escritor que exerceu importante papel na consolidação do movimento.</p><p>II – Se, em um primeiro momento, o Brasil se familiarizou com a arquitetura moderna internacional e recebeu diversos arquitetos estrangeiros que a desenvolveram aqui, na sequência, deu início a uma arquitetura nova, original, ligada às raízes locais.</p><p>III – A fase de “consolidação” da arquitetura brasileira tem como marco a atuação de Lúcio Costa no Rio de Janeiro, a partir de sua teoria relacionando a arquitetura moderna brasileira com a arquitetura colonial e da atuação de Vitor Dubugras em São Paulo.</p><p>IV – Pode-se dizer que a arquitetura moderna brasileira atinge sua consagração devido à criação de Brasília, que congrega as ideias sobre arquitetura e urbanismo modernos, de forma única no período.</p><p>V – Devido às influências externas, como é o caso da influência de Le Corbusier, a arquitetura moderna brasileira não consegue adquirir um caráter próprio, mesmo utilizando materiais locais e com base nas experiências arquitetônicas armazenadas desde o passado colonial.</p><p>É correto o que se afirma em:</p><p>RESP: C. I, II e IV apenas. </p><p>O Modernismo no Brasil tem seu início atribuído à exposição de Anita Malfatti, primeiramente, realizada em 1916 e, em seguida, à Semana de Arte Moderna, ocorrida em fevereiro de 1922 em São Paulo. A semana de 22 iniciou um processo de ruptura com as expressões artísticas do passado, sendo esse um consenso entre artistas e críticos. Desse modo, os eventos ocorridos durante essa semana marcaram o ápice do movimento ou do “estado de espírito”, expressão de Mário de Andrade, um escritor que corroborou com a consolidação do Movimento Moderno no Brasil. A trajetória da arquitetura moderna brasileira percorreu diferentes fases, como reconhecem arquitetos e historiadores que se debruçam sobre o tema desde a familiarização nacional com a arquitetura moderna internacional, e considerando a atuação de arquitetos estrangeiros, que a desenvolveram aqui, até a criação de uma nova arquitetura, com caráter original, ligada às raízes locais. A trajetória da arquitetura moderna brasileira pode ser dividida</p><p>em quatro fases, segundo Santos (2006, p. 38), e destaca-se a fase de consolidação, que tem como marco a construção do Ministério da Educação e Saúde – MES (1937), cujo processo incluiu a participação de Le Corbusier como consultor. A fase que abriga as ideias de Lúcio Costa e de Vitor Dubugras, e suas respectivas atuações, é a fase inicial. Considera-se como a quarta e última fase a de Consagração, em razão da criação de Brasília, cujo projeto congrega as ideias sobre arquitetura e urbanismo modernos, de forma única no período. Apesar das influências externas, a arquitetura moderna brasileira adquire um caráter próprio e uma plasticidade desconhecida pelos europeus, a partir da liberdade compositiva, uso de materiais locais e as experiências arquitetônicas armazenadas desde o passado colonial. São exemplos da influência de Le Corbusier na arquitetura brasileira tanto o emprego de grandes superfícies de vidro – protegidas, por vezes, com o uso do brise-soleil, como o uso de estruturas livres, apoiadas sobre pilotis, com o térreo aberto.</p><p>3. Ainda que a Bauhaus tenha atravessado tempos difíceis, de 1919, quando foi fundada, até 1933, quando foi dissolvida, passando por três sedes em cidades alemãs diferentes (Weimar, Dessau e Berlim), manteve o espírito criativo e inovador. Até hoje, a sua influência revitalizadora ecoa nos projetos elaborados nos ateliês de desenho industrial em todo o mundo (PROENÇA, 2009, p. 281).</p><p>Tendo como referência seus estudos da UA e o texto do enunciado, avalie as seguintes asserções e a relação proposta entre elas:</p><p>I. Um dos principais objetivos da Bauhaus era promover a separação entre as chamadas “belas artes” e as “artes decorativas”, responsáveis pela produção de objetos do cotidiano.</p><p>II. A Bauhaus é considerada uma das grandes expressões do Modernismo e um verdadeiro centro irradiador de novas ideias no campo da arquitetura, do urbanismo, da estética industrial e do próprio ensino da arte.</p><p>A respeito dessas asserções, assinale a opção correta:</p><p>RESP: D. A asserção I é uma proposição falsa, e a II é uma proposição verdadeira.</p><p>A Bauhaus, escola que funcionou entre 1919 e 1933, foi uma das grandes expressões do Modernismo e um verdadeiro “centro irradiador de novas ideias no campo da arquitetura, do urbanismo, da estética industrial e do próprio ensino da arte”, segundo Proença (2009, p. 280). Um dos principais objetivos da Bauhaus era promover a união das artes, do artesanato e da tecnologia, pois, na visão de Gropius, não deveria haver separação entre as chamadas “belas artes” e as “artes decorativas”, responsáveis pela produção de objetos do cotidiano. A máquina era valorizada, assim como a produção industrial e o desenho de produtos, com o objetivo de reunir a pintura, a escultura, a arquitetura, o desenho industrial em uma mesma ação. </p><p>4. O desenvolvimento da arquitetura moderna se deu em meio às complexidades do século XX, em que muitos textos eram escritos defendendo e atacando o Modernismo. A partir da Primeira Guerra Mundial e da desilusão geral que se seguiu, jovens arquitetos partilharam da ideia segundo a qual a sociedade precisava ser transformada e, nesse caso, a arquitetura poderia ser um instrumento dessa transformação. Além disso, acreditava-se na economia e na funcionalidade da edificação, evidenciada pelo racionalismo. Sobre as características do Modernismo e os arquitetos modernos, avalie as alternativas a seguir:</p><p>I – Os arquitetos modernos buscavam projetos racionais, que pudessem ser produzidos por meio da mecanização, tornando-se eficientes como a “máquina”, e exaltavam a expressão dos materiais e dos processos de montagem.</p><p>II – Os escritos teóricos de Adoolf Loos foram muito influentes, pois enalteciam as formas vernaculares e construções funcionais sem ornamentação, evidenciando um estilo adequado à era das máquinas.</p><p>III – Na arquitetura moderna, é possível ver a utilização do concreto armado, o uso dos pilotis, que permite separar a construção do solo e da cobertura plana (ou terraço-jardim).</p><p>IV – Uma característica moderna é o uso da planta baixa livre, dada a composição livre de ornamentos, que se baseia em linhas retas, a partir da seleção de formas geométricas puras, como o quadrado e o retângulo.</p><p>V – Nas obras arquitetônicas do Modernismo, nota-se o desenvolvimento de espaços mais abstratos e geométricos, visando a uma organização claramente racional e funcional.</p><p>É correto o que se afirma em:</p><p>RESP: B. I, II, III e V apenas. </p><p>Os arquitetos modernos acreditavam que “projetos racionais seriam mais bem produzidos por meio da mecanização, gerando edifícios eficientes, feitos à máquina” e exaltavam a expressão dos materiais e dos processos de montagem, como revelam Fazio, Moffett e Wodehouse (2011, p. 471). Os escritos teóricos de Adoolf Loos (1870-1933) foram muito influentes, e seu texto mais famoso foi Ornamento e Crime, publicado em 1908, no qual enfatizava o abandono da ornamentação na arquitetura, como Louis Sullivan havia sugerido um tempo antes. Seus escritos enalteciam as formas vernaculares e construções funcionais sem ornamentação, evidenciando um estilo adequado à era das máquinas e, por isso, logo se tornou popular entre os vanguardistas de Paris. Na arquitetura moderna, é possível ver a utilização do concreto armado, o uso dos pilotis, que permite separar a construção do solo e da cobertura plana (ou terraço-jardim), como nota-se na Vila Savoye, projeto de Le Corbusier e no Ministério da Educação e Saúde — o MES, no Rio de Janeiro. Uma característica moderna é o uso da planta baixa livre, dada a solução estrutural que permite que as paredes verticais possam se apresentar independentes, proporcionando flexibilidade à planta baixa e independência entre estrutura e vedações, como se vê no Pavilhão de Barcelona, de Mies van der Rohe. A composição livre de ornamentos, que se baseia em linhas retas, a partir da seleção de formas geométricas puras, como o quadrado e o retângulo, é uma característica de obras modernas, mas não a responsável pela flexibilidade da planta baixa. Nas obras arquitetônicas do Modernismo, notam-se o uso de elementos geométricos simples e a falta de ornamentos, o uso do concreto e o aço e o desenvolvimento de espaços mais abstratos e geométricos, visando a uma organização claramente racional e funcional. </p><p>5. O Movimento Moderno Brasileiro foi palco de intensas transformações no cenário cultural brasileiro, tendo como propulsoras as influências externas, procedentes do exemplo europeu, e as influências internas geradas pelas mudanças políticas e econômicas do início do século. Sobre as obras modernistas brasileiras, pode-se afirmar que: </p><p>RESP: E. A igreja de São Francisco de Assis, de Oscar Niemeyer, tem destaque em razão das suas curvas e de toda a composição, pois o concreto armado foi utilizado pela primeira vez para a criação de formas sinuosas, rompendo com as paredes retas tradicionais. </p><p>Entre as obras precursoras da arquitetura moderna nacional, pode-se citar a Estação de Mayrink, em São Paulo, projetada por Vitor Dubugras (1868-1933). Sua produção arquitetônica se caracterizou por uma busca constante pelo racionalismo, como o edifício da Estação, de 1905, localizado em Mairinque, São Paulo, tido possivelmente como a primeira obra modernista no Brasil. A primeira casa modernista do Brasil (1928), também conhecida como Casa da Rua Santa Cruz, por sua vez, foi projetada por Gregori Warchavchik (1896-1972), de modo a revelar a ideia corrente — advinda da Bauhaus — da integração entre as artes. Vilanova Artigas projetou outras casas em datas posteriores. Destaca-se na produção moderna brasileira o projeto do Ministério da Educação e Saúde — o MES, no Rio de Janeiro, cuja linguagem sintetiza as influências da arquitetura de Le Corbusier aliadas ao processo de criação de uma arquitetura moderna e brasileira (SANTOS, 2006, p. 39). Considerado um marco da “materialização” da arquitetura moderna brasileira, a edifício mescla influências corbusianas, com as elaborações</p><p>teóricas de Lúcio Costa, ao lado de talentos como Oscar Niemeyer e de Burle Marx. O projeto contou ainda com a participação de Jorge Machado Moreira, Carlos Leão, Afonso Eduardo Reidy, Ernani Vasconcelos e a consultoria de Le Corbusier. A partir das linhas soltas, da planta livre, da amplidão possível graças ao concreto armado, do uso das curvas e dos materiais tradicionais, reinterpretados, materializa-se o Conjunto Moderno da Pampulha. A igreja de São Francisco de Assis tem destaque em razão das suas curvas e de toda a composição. Segundo Proença (2009, p. 339), utilizou-se pela primeira vez o concreto armado para a criação de formas sinuosas rompendo-se com as paredes retas tradicionais. Além disso, a igreja também rompe com a configuração simétrica dos antigos templos. </p><p>2-1 - O modernismo no Brasil</p><p>1. A partir da Semana de Arte Moderna de 1922, realizada em São Paulo, o movimento moderno se consolidou e se difundiu na década de 1950 em diversas capitais brasileiras.</p><p>Sobre o modernismo e o contexto histórico brasileiro, assinale a alternativa correta.</p><p>RESP: A. O movimento modernista foi o palco de intensas transformações no cenário cultural brasileiro.</p><p>Entre os primeiros incentivos do movimento, destacam-se o crescente ritmo de industrialização pelo qual passava o país, sobretudo a cidade de São Paulo e as novidades culturais que chegavam ao Brasil pelo Rio de Janeiro. A força do movimento moderno residiu no seu discurso social, pois buscou estabelecer uma nova estética que respondesse às demandas populares por habitação, escola e hospitais, inspirada na racionalidade industrial. Os primeiros ensaios da arquitetura moderna no Brasil apareceram em 1930, nos quais se percebe a influência de países como a França, a Alemanha, a Itália e, também, os Estados Unidos. O movimento moderno brasileiro foi palco de intensas transformações no cenário cultural brasileiro, tendo como propulsoras as influências externas, procedentes do exemplo europeu, e influências internas geradas pelas mudanças políticas e econômicas do início do século.</p><p>2. Desde meados do século XX, arquitetos e historiadores se debruçam sobre a arquitetura moderna brasileira, procurando revelar os aspectos que a fizeram reconhecida internacionalmente, como ocorreu seu desenvolvimento no Brasil e quais foram os protagonistas desse processo.</p><p>A respeito das fases do modernismo no Brasil, assinale a alternativa correta.</p><p>RESP: D. Na primeira fase do movimento, o Brasil se familiarizou com a arquitetura moderna internacional e recebeu arquitetos estrangeiros que a aplicaram aqui.</p><p>A construção do movimento moderno se deu junto à atuação de Lúcio Costa e Dubugras. O primeiro, no Rio de Janeiro, criou uma teoria relacionando a arquitetura moderna brasileira com a arquitetura colonial. Já em São Paulo, a arquitetura moderna se desenvolveu a partir da atuação de Vitor Dubugras como arquiteto e como professor da Escola Politécnica. A terceira fase do movimento, marcada por sua difusão, evidencia o desenvolvimento da arquitetura moderna em outras capitais relacionada à participação dos arquitetos cariocas, principalmente, e não de estrangeiros. A fase que evidencia a consagração do modernismo — a quarta fase —, é marcada pela criação de Brasília, que congrega as ideias sobre arquitetura e urbanismo no período, de forma única, enquanto a construção do Ministério da Educação e Saúde (MES) marca a sua consolidação. É correto afirmar que na primeira fase do movimento, o Brasil se familiarizou com a arquitetura moderna internacional e recebeu arquitetos estrangeiros que a aplicaram aqui.</p><p>3. A força do movimento moderno se mostrou por meio de seu discurso social, que foi revolucionário quando se libertou dos estilos, símbolos e signos das elites, estabelecendo uma nova estética.</p><p>Sobre as obras modernistas brasileiras, qual a alternativa correta?</p><p>RESP: C. O projeto do Ministério da Educação e Saúde (MES), compõe-se de elementos que buscam expressar o caráter peculiar da cultura brasileira.</p><p>Destituída de qualquer ornamentação e formada por volumes prismáticos brancos, a Casa Modernista era tão impactante para a época que, para conseguir obter aprovação junto à prefeitura, o arquiteto apresentou uma fachada toda ornamentada e, quando concluiu a obra, alegou falta de recursos para completá-la. A intenção de modernidade das obras de Warchavchik mostrou-se também na Casa da Rua Itápolis, que revelava a ideia corrente — advinda da Bauhaus — da integração das artes. A casa apresentava móveis de linhas “modernas”, desenhados pelo próprio Warchavchik, junto a obras de artistas famosos, como Tarsila do Amaral, Regina Gomide Graz, John Graz, Cícero Dias, Di Cavalcanti, Celso Antonio, Anita Malfatti e Vítor Brecheret, além de tapeçarias da Bauhaus. É correto afirmar que o projeto do Ministério da Educação e Saúde (MES), compõe-se de elementos que buscam expressar o caráter peculiar da cultura brasileira. O Conjunto Arquitetônico da Pampulha materializa-se a partir das linhas soltas, da planta livre e da amplidão possível graças ao concreto armado. O Conjunto é composto por quatro edifícios, pelo espelho d’água, pelo lago urbano artificial e pela orla trabalhada com paisagismo. O lago e a orla funcionam como elementos articuladores dos edifícios e reforçam as relações que eles estabelecem entre si.</p><p>4. “A nossa arquitetura deve ser apenas racional, deve basear-se apenas na lógica e essa lógica devemos opô-la aos que estão procurando por força imitar algum estilo”, afirmava Warchavchik.</p><p>Sobre as características da arquitetura moderna brasileira, assinale a alternativa correta.</p><p>RESP: B. O ornamento na arquitetura moderna está reduzido ao revestimento das paredes, em pedra ou azulejos; no mais, a arquitetura se apresenta sóbria e limpa.</p><p>Burle Marx foi um dos pioneiros do design moderno do paisagismo moderno mundial, cuja origem está na década de 1930, a partir de um tratamento paisagístico de vanguarda-funcional, simples e tropicalista. É correto afirmar que o ornamento na arquitetura moderna está reduzido ao revestimento das paredes, em pedra ou azulejos; no mais, a arquitetura se apresenta sóbria e limpa. O emprego de grandes superfícies de vidro é utilizado na arquitetura moderna brasileira, pois, quando necessário, eram protegidas por brise-soleil. O uso de materiais representativos da era industrial, como o aço e o vidro, estão presentes na maioria das obras modernas. A fachada livre era caraterística de algumas obras modernistas no Brasil, com intuito de possibilitar a máxima abertura das paredes externas em vidro, em contraposição às maciças alvenarias que outrora recebiam todos os esforços estruturais dos edifícios.</p><p>5. Segundo Gnoato (2013), as raízes do brutalismo estão presentes em algumas obras canônicas do movimento moderno.</p><p>Sobre o brutalismo paulista e suas características, é possível afirmar que: </p><p>RESP: E. na década de 1950, o brutalismo teve diversas manifestações na Inglaterra, dentre outros países, incluindo o Brasil.</p><p>Uma das principais propostas do movimento moderno era realizar uma arquitetura a ser produzida industrialmente em larga escala, no entanto, a expressividade da marca da madeira das formas executadas artesanalmente do brutalismo contrariava o racionalismo de uma obra industrializada abstrata e sem autor. A obra brutalista é única e datada. A ênfase na estrutura do edifício, predominantemente em concreto armado, colocado à mostra e sem revestimento, é uma das características tectônicas da arquitetura brutalista. Em São Paulo, o brutalismo vai se definir como didática projetual para uma geração de arquitetos, influenciando também outras cidades brasileiras, tendo Vilanova Artigas como liderança desse processo. Os brutalistas mantêm o racionalismo no dimensionamento dos espaços, mas superdimensionam a estrutura. O concreto armado é o material que melhor proporciona a modelagem da forma e a expressividade na textura de suas obras. É correto afirmar que na década de 1950 o brutalismo teve diversas manifestações na Inglaterra,</p><p>dentre outros países, incluindo o Brasil.</p><p>2-2 - A crítica ao modernismo no Brasil</p><p>1. A Escola Carioca representa uma das principais expressões do Modernismo Brasileiro. A sua frente, arquitetos como Lúcio Costa, Oscar Niemeyer e Affonso Reidy buscam encontrar a sua própria expressão, ao mesmo tempo em que fazem referência à obra de arquitetos estrangeiros, sendo Le Corbusier uma de suas principais influências.</p><p>Dentre as alternativas a seguir, qual delas melhor representa características próprias e particulares da expressão carioca do Movimento Moderno?</p><p>RESP: A. O caráter escultórico e de monumentalidade e, ao mesmo tempo, uma articulação com o entorno e a paisagem.</p><p>Embora embasado nos preceitos modernistas desenvolvidos por arquitetos estrangeiros como Le Corbusier, o Modernismo Brasileiro, representado pela Escola Carioca, tem suas próprias sensibilidades, indo além das ideias corbusianas de formas puras e dos cinco pontos da Arquitetura Moderna. Há o cuidado na integração com o entorno e a criatividade no emprego de efeitos plásticos, como o uso de curvas e formas complexas. As demais alternativas se referem a pontos que figuram no quadro da Arquitetura Moderna Brasileira, mas não se relacionam necessariamente às sensibilidades cariocas, como o amplo uso de concreto armado, das soluções construtivas técnicas e dos prismas puros e regulares. Por fim, a busca da desmaterialização do edifício por meio de elementos metálicos e transparentes se refere à arquitetura do estilo internacional.</p><p>2. Uma característica comum entre as diferentes expressões do Movimento Moderno é o apontamento de soluções práticas para problemas sociais. Nesse contexto, sobressai-se o modelo da escola paulista que, frequentemente, coloca esse questionamento no centro de suas propostas projetuais.</p><p>Das alternativas a seguir, qual delas melhor descreve a forma como se manifesta em projeto a ideologia social dos arquitetos paulistas?</p><p>RESP: C. Por meio do emprego de soluções técnicas para a criação de grandes vãos, como um espaço flexível e democrático aberto à população.</p><p>Embora o uso do concreto e de soluções construtivas técnicas seja muito difundido entre os arquitetos paulistas, eles não explicitam a ideologia social da arquitetura paulista. São as soluções como a abertura dos espaços, a integração ao entorno e a flexibilidade de uso que representam os principais recursos utilizados por esses arquitetos para promover a ocupação e a manifestação da população em sua arquitetura. As alternativas que tratam de racionalização e industrialização se referem ao Movimento Moderno, mas não explicitam o interesse social presente na obra dos arquitetos paulistas.</p><p>3. Os Congressos Internacionais de Arquitetura Moderna (CIAMs) tiveram um papel central na divulgação das ideias modernistas ao longo do século XX. A partir do final da Segunda Guerra Mundial, destaca-se a atuação do Team X na organização do décimo congresso.</p><p>Dentre as alternativas a seguir, qual delas melhor representa o principal ponto proposto pela Team X em oposição à visão de Urbanismo Funcionalista?</p><p>RESP: D. Defesa da recuperação do sentido tradicional da cidade, contrário à segregação de funções proposta por Le Corbusier.</p><p>A Team X começa a reconhecer as falhas do planejamento urbano funcionalista defendido pelos CIAMs anteriores, como a clara separação de funções na cidade, fazendo uso de uma arquitetura racional. Para tanto, passam a defender a integração das funções na cidade de forma semelhante ao que se encontra no modelo de cidade tradicional. As alternativas A, B e E apresentam ideias relacionadas ao Urbanismo Modernista ao se referirem à "separação entre os diferentes setores da cidade" e à "adoção de uma estética racionalista". Enquanto isso, a alternativa C faz referência a um Urbanismo Historicista, que copia a cidade tradicional, e não ao sentido de reinterpretação da cidade tradicional, defendida pela Team X.</p><p>4. O arquiteto americano Robert Venturi foi um dos principais críticos da Arquitetura Moderna. Em Complexidade e contradição na arquitetura (1966), criticava o excessivo dogmatismo da Arquitetura Moderna do pós-guerra ao defender a “riqueza de significado, em vez de clareza de significado”. A que se refere o autor com essa proposição? </p><p>RESP: B. Venturi se refere ao uso de elementos históricos simbólicos em oposição à objetividade do racionalismo.</p><p>Crítico da padronização e da universalidade defendida pela Arquitetura Moderna racionalista, Venturi defende o uso de elementos clássicos na arquitetura, mas não como busca de um novo historicismo, pois, na sua visão, esses elementos de valor simbólico devem ser reinterpretados e integrados à Arquitetura Moderna de forma a criar interesse e complexidade. Portanto, a alternativa D está incorreta. Já as alternativas A, C e E estão incorretas, já que não se referem à obra de Venturi, mas, sim, à produção teórica de Le Corbusier, Peter Blake e do Team X, respectivamente.</p><p>5. A partir dos anos 60, arquitetos e teóricos como Peter Blake passam a ver o Movimento Moderno de maneira crítica, trazendo para o centro da discussão pontos importantes a respeito da maneira como o movimento vinha abordando questões de planejamento urbano. Esses profissionais, por sua vez, também apontam possíveis soluções para alguns problemas observados no modelo de cidade moderna.</p><p>Qual das alternativas a seguir melhor se refere às opções defendidas por eles?</p><p>RESP: E. O fim da substituição de edifícios existentes, do urbanismo funcionalista e a retomada do sentido tradicional da cidade.</p><p>A crítica ao planejamento urbano moderno é feita principalmente pela defesa do sentido tradicional da cidade, em oposição à substituição dela por torres monofuncionais interligadas por rodovias. As demais alternativas apresentam noções críticas à Arquitetura Moderna, e não ao planejamento urbano.</p><p>3-1 - O pós-modernismo</p><p>1. A década de 1960 representou um momento de grandes mudanças no pensamento arquitetônico e urbanístico, dando início ao período que viria mais tarde a ser chamado de Pós-Moderno.</p><p>Considere as afirmações a seguir, relacionadas com os motivos que levaram ao rompimento de muitos arquitetos com a visão ortodoxa racionalista do Movimento Moderno.</p><p>I. A publicação de textos que passam a discutir os resultados do planejamento urbano funcionalista e a defender a retomada do sentido mais tradicional de cidades.</p><p>II. O reconhecimento de uma geral rejeição do público às formas abstratas e universalizantes da arquitetura moderna.</p><p>III. A crescente preocupação em promover uma clara separação das funções da cidade no planejamento urbano.</p><p>Assinale a alternativa que indica a(s) sentença(s) correta(s):</p><p>RESP: C. Apenas as alternativas I e II estão corretas.</p><p>Há uma série de fatos que marcam o período dos anos de 1960 como um momento de mudanças radicais. A publicação de textos de caráter teórico, como A imagem da cidade, de Kevin Lynch, Morte e vida de grandes cidades, de Jane Jacobs, e Complexidade e contradição em arquitetura, de Robert Venturi, entre outros, que discutem os resultados do Movimento Moderno, aponta para uma mudança de pensamento em relação à ortodoxia modernista. Somada a isso, também é reconhecida a perda de valores simbólicos pela repetida aplicação da linguagem funcionalista aos diversos programas arquitetônicos. Os arquitetos pós-modernos irão promover uma arquitetura de referência histórica que usa da figuração e da memória para comentar e se contrapor ao movimento moderno. A crescente preocupação em promover uma clara separação das funções da cidade no planejamento urbano trata do urbanismo funcionalista defendido pelos CIAMs e o Movimento Moderno.</p><p>2. O livro Aprendendo com Las Vegas, publicado em 1972 por Robert Venturi, Denise Scott Brown e Steve Izenour, é reconhecido como um importante tratado arquitetônico por dar atenção à produção popular e à arquitetura resultante do pensamento centrado no carro. As principais ideias do grupo apresentadas no livro foram descritas como "arquitetura comunicativa".</p><p>Assinale a alternativa</p><p>que melhor define o significado dessa arquitetura:</p><p>RESP: B. A "arquitetura comunicativa" diz respeito à defesa do recurso à ambiguidade, de uma rica mistura de forma e conteúdo e da justaposição de elementos contraditórios.</p><p>A ideia de "arquitetura comunicativa" trata do tema da linguagem em arquitetura por meio da representação simbólica. As demais alternativas não explicam o conceito de "arquitetura comunicativa". A alternativa "A" se refere apenas à constatação de que a arquitetura moderna não faz uso de símbolos. As alternativas "C" e "D" se referem à obra de Venturi, que defende o uso da ambiguidade e da valorização da perspectiva histórica, mas não explica como esses recursos se transformam em linguagem. A alternativa "E" se refere à arquitetura historicista, que é usada apenas como referência pelos arquitetos pós-modernos.</p><p>3. O livro Morte e vida de grandes cidades, escrito pela ativista e jornalista Jane Jacobs, é talvez um dos mais reconhecidos e influentes textos sobre planejamento urbano e cidades. Publicado em 1961, foi amplamente lido tanto por urbanistas quanto pelo público em geral. O livro é uma forte crítica às políticas de renovação urbana dos anos de 1950, que, segundo a autora, destruíam comunidades e promoviam a segregação dos espaços urbanos.</p><p>Qual das alternativas melhor descreve algumas das ideias defendidas por Jacobs em seu livro?</p><p>RESP: E. Jacobs defende a importância da diversidade como um fator da promoção da interação entre as pessoas e da segurança por meio de estratégias como mistura social, densidade e mistura de usos</p><p>O principal objeto criticado por Jacobs em seu livro é o planejamento urbano e a reurbanização moderna ortodoxa, como a promovida pelo então prefeito de Nova Iorque Robert Moses. Nele, Jacobs defende a importância da diversidade como forma de criar um ambiente urbano saudável. Para tanto, segundo a autora, algumas condições devem ser observadas, como a mistura de usos, quadras curtas, a existência de prédios em diversos estados de conservação e a maior concentração de pessoas; portanto, a alternativa "E" está correta. As demais alternativas, que tratam de "precedentes históricos", "arquitetura comunicativa" e "busca pela identidade" se referem a algumas das características da arquitetura pós-moderna, mas não figuram na obra de Jacobs. Por fim, a alternativa "D" apresenta propostas do planejamento urbano modernista.</p><p>4- Observe a foto, a seguir, do projeto do arquiteto Philip Johnson para o edifício da companhia AT&T (1978-84) em Nova Iorque, tido como um importante exemplo de arquitetura pós-moderna por sua postura irônica em relação à austeridade da arquitetura modernista. Qual das alternativas a seguir, a respeito do projeto de Johnson, melhor descreve a forma como seu projeto se relaciona com a ortodoxia modernista?</p><p>RESP: B. Ao utilizar recursos próprios da arquitetura clássica ao mesmo tempo que apresenta características típicas da arquitetura racional moderna.</p><p>O projeto de Philip Johnson combina elementos pertencentes ao léxico de formas identificadas com o Movimento Moderno, como os extensos panos de vidro e a racionalidade da distribuição das aberturas, a elementos pertencentes ao repertório da arquitetura clássica, como o coroamento em frontão e a arcada no andar térreo. É essa combinação de elementos clássicos e modernos que confere ao edifício a característica de ironia e comentário sobre o tipo do arranha-céu difundido pelo Movimento Moderno. As demais alternativas apresentam estratégias pontuais utilizadas pelo edifício, mas não as conectam diretamente com a arquitetura moderna.</p><p>5. O uso instrumental da história começou a se alastrar em resposta ao esgotamento das linguagens arquitetônicas modernas a partir da década de 1970. Importantes exposições a respeito do tema foram organizadas, como a exposição A Arquitetura da École des Beaux-Arts no MoMA, em Nova Iorque, em 1975, ou a sessão da Bienal de Veneza de 1980 denominada "A Presença do Passado".</p><p>Assinale a alternativa que melhor representa o significado de "esgotamento da linguagem arquitetônica moderna":</p><p>RESP: A. O "esgotamento da linguagem arquitetônica moderna" significa que a estética universal, racionalista e maquinista do Movimento Moderno perdeu força pela ausência de valores simbólicos dessa arquitetura.</p><p>Houve, a partir dos anos de 1970, um paulatino reconhecimento de que a estética da arquitetura moderna havia abandonado a capacidade associativa da arquitetura anterior a ela. Escolas, igrejas, museus e residências recebiam o mesmo tratamento obedecendo à estética pura e limpa do funcionalismo e racionalismo modernos. Surge, então, uma busca de retomada dos valores semânticos perdidos pelo Movimento Moderno, por meio do uso da citação histórica e da volta ao ornamento, ao lúdico e ao monumental. As alternativas B e C estão incorretas porque tratam de outros valores associados à arquitetura moderna que não são os próprios da sua linguagem estética, como "ideais de tecnologia, igualdade e racionalidade" e solução dos problemas relacionados ao conflito mundial. As alternativas D e E tratam apenas de constatações tangencialmente relacionadas à crise do modernismo, mas também não falam do papel da crítica semiológica nessa crise.</p><p>3-2 - O pós-modernismo e a arquitetura e urbanismo</p><p>1. As distintas e múltiplas manifestações do debate pós-moderno em arquitetura têm sua origem nos anos 1960, porém acirraram-se entre os anos 1970 e 1990. Em geral, identifica-se uma rejeição unânime em relação às narrativas mestras do movimento moderno e a valorização de fenômenos preteridos pela modernidade, que tinha uma visão de mundo considerada utópica e homogênea.</p><p>Das afirmativas abaixo, escolha a que caracteriza os elementos pouco ou não valorizados nas prerrogativas modernas.</p><p>RESP: D. O pós-modernismo valoriza as diferenças locais, regionais e étnicas, preteridas pelas prerrogativas modernas.</p><p>O debate pós-moderno, concentrado cronologicamente entre os anos 1970 e 1990, recusou as grandes narrativas da arquitetura moderna, em especial as visões de mundo totalizantes e unitárias, nas quais havia a figura utópica do indivíduo universal. O pós-modernismo valoriza as diferenças locais, regionais e étnicas, preteridas pelas prerrogativas modernas. A arquitetura pós-moderna enfatiza esses fenômenos marginalizados pelas culturas dominantes, como o feminismo e as questões étnicas, alinhados com os debates sociais emergentes no mundo pós-industrializado. Os termos "questões sociais", "tecnologias construtivas", "formas ortogonais e a abstração" e "arquiteturas com função social" eram aspectos enfatizados na arquitetura moderna, justamente pela premissa de contribuição social que ela ensejava.</p><p>2. Nos anos 1970, uma série de pensadores, historiadores e críticos da arquitetura compartilharam opiniões com relação ao anacronismo da arquitetura moderna. Neste período, também os reflexos do modelo de urbanização e racionalização da arquitetura moderna faziam-se sentir em diversas cidades do mundo. O importante arquiteto e teórico da pós-modernidade arquitetônica Charles Jencks (1984) atribuiu a um fenômeno específico a frase “o dia em que a arquitetura moderna morreu”.</p><p>A qual fenômeno se refere o autor?</p><p>RESP: A. Charles Jencks se refere à implosão, em 1972, do conjunto habitacional Pruitt-Igoe (1952-1955), em Saint Louis, no Missouri, nos EUA.</p><p>O modelo de urbanização, baseada na setorização funcional propagada pelos modernistas, resultou em alguns desastres arquitetônicos. O mais conhecido e midiático foi a implosão, em 1972, do conjunto habitacional Pruitt-Igoe (1952-1955), em Saint Louis, no Missouri, nos EUA. A esse fenômeno Charles Jencks (1984) atribuiu a colocação “o dia em que a arquitetura moderna morreu”. A destruição do Pruitt-Igoe comprovou que o idealismo social utópico dos modernistas fracassou, tendo abalado profundamente a ideologia do modernismo. A mídia internacional destaca o declínio do bairro constituído prioritariamente pelo conjunto de 33 edifícios residenciais, no qual constatou-se a situação</p><p>incontrolável de extrema pobreza, altas taxas de criminalidade e segregação. Os eventos que mencionam a publicação de importantes referências teóricas pós-modernas e a inauguração da exposição na Tate Gallery não dizem respeito à menção de "fim da arquitetura" moderna no pensamento de Charles Jencks.</p><p>3. As definições para o pós-modernismo arquitetônico são diversas, porém com abordagens complementares. À definição filosófica somam-se conceitos específicos sobre as obras vinculadas ao estilo, sendo que cada abordagem teórica evidencia algumas características do movimento. Uma das características destacadas pela literatura é a “ambiguidade”.</p><p>Selecione a alternativa que corresponde ao atributo de “ambiguidade” na arquitetura pós-moderna.</p><p>RESP: B. A “ambiguidade” é uma característica da pós-modernidade na arquitetura que se refere ao duplo código que alcança tanto o gosto popular quanto o gosto dos especialistas.</p><p>A “ambiguidade”, como característica da arquitetura pós-moderna, é um termo defendido por Paolo Portoghesi (2002) e se refere ao duplo código que alcança tanto o gosto popular quanto o gosto dos especialistas. A citação histórica – ou a referência histórica facilmente percebida em uma obra arquitetônica – tem forte apelo popular, ao passo que a retomada do vernáculo, da memória imagética, atende aos anseios estéticos dos especialistas. Na “ambiguidade”, são desprezados os princípios de pureza, univalência e coerência estilística. Embora complementares, os conceitos de "populismo e pluralismo", "reabilitação materialista da diversão", "rejeição do minimalismo miesiano" e "retomada das tradições locais históricas nos métodos de projeto e construção" dizem respeito a outras abordagens ou a outras características da pós-modernidade arquitetônica.</p><p>4. As alternativas que rejeitam o modernismo acomodam-se em temas comuns e compartilham pensamentos. A teoria organiza, de forma mais ou menos consensual, algumas direções de atuação dos arquitetos pós-modernistas, uma das quais é o pós-modernismo historicista. Das afirmações abaixo, selecione a que se identifica com os princípios das obras da corrente historicista.</p><p>RESP: E. O pós-modernismo historicista reivindica a alta comunicabilidade da arquitetura por meio do revivalismo de símbolos, ironia e ecletismo.</p><p>O pós-modernismo historicista marca o surgimento extremamente polêmico do pós-modernismo na arquitetura. Os representantes do movimente (Robert Venturi e Charles Morre, são os maiores exemplos) costumavam utilizar o revivalismo de símbolos e elementos do passado. O pós-modernismo historicista reivindica a alta comunicabilidade da arquitetura por meio do revivalismo de símbolos, ironia e ecletismo. Os arquitetos se interessavam pela ironia – brincando com imagens e símbolos culturais históricos, pela linguagem eclética e pelo apelo popular (populismo). As opções que mencionam "estetização da dimensão tecnológica da arquitetura" e "edifícios-máquina" se referem à vertente high-tech. Os termos "abolição das regras dos arranjos convencionais" e "questionamento das lógicas projetuais" se relacionam ao desconstrutivismo.</p><p>5. Uma das mais significativas vertentes da arquitetura pós-moderna é o desconstrutivismo, representado por megaprojetos conhecidos e reverenciados internacionalmente, como o Museu Guggenheim de Bilbao. É um consenso que a primeira impressão ao se deparar com uma arquitetura desconstrutivista é um estranhamento, e por vezes um certo incômodo.</p><p>A que se deve essa primeira impressão ao fruir um objeto desconstrutivista na arquitetura?</p><p>RESP: C. O estranhamento inicial causado pela arquitetura desconstrutivista se deve ao rompimento de equilíbrio, proporção, clareza e à abolição das regras dos arranjos convencionais em arquitetura.</p><p>Com forte apelo visual, o desconstrutivismo desencadeia impressões imediatas. O estranhamento inicial causado pela arquitetura desconstrutivista se deve ao rompimento de equilíbrio, proporção, clareza e à abolição das regras dos arranjos convencionais em arquitetura. A ligação lógica entre os elementos é abolida e todos os princípios consagrados do ideário arquitetônico são abandonados. As regras geométricas convencionais dão lugar a composições que contrariam os esquemas estruturantes, como eixos ortogonais, linhas e planos horizontais e verticais e geometria mongeana. As alternativas que sugerem "citações às formas históricas e arquétipos" e "cenografia urbana com ênfase no máximo desenvolvimento das fachadas" dizem respetito a características relacionadas ao pós-modernismo historicista. As alternativas que designam "aparência a partir dos elementos da estrutura portante" e "natureza sensacional de uma técnica avançada, pois assemelha-se em todos os aspectos às máquinas contemporâneas" dizem respeito a atributos da arquitetura high-tech.</p><p>4- A ruptura e a transição da pós modernidade</p><p>1. Embora o emprego da expressão pós-modernidade seja apropriado para classificar grande parte da estrutura de pensamento contemporâneo, na arquitetura a palavra se refere especificamente à produção teórica e arquitetônica surgida como antítese ao projeto moderno a partir dos anos 1960, com ênfase entre as décadas de 1970 e 1990. De forma sintética, os teóricos definiram diferentes iniciativas arquitetônicas e as organizaram em grupos, conforme as direções que seus representantes adotam em relação ao seu antecessor, o movimento moderno. Das correntes apresentadas, qual grupo corresponde à classificação das mais significativas direções do pós-modernismo em arquitetura?</p><p>RESP: C. As vertentes do pós-modernismo em arquitetura, segundo os principais teóricos, são: pós-modernismo historicista, high-tech e desconstrutivismo.</p><p>Embora os teóricos e críticos da arquitetura não tenham tratado de classificações engessadas, identificaram correntes que se opuseram ao modernismo e alinharam pensamentos, estilos e temas em comum. Existem classificações detalhadíssimas a fim de incluir todas as iniciativas individuais que compartilharam de princípios específicos da pós-modernidade em arquitetura. Porém, a literatura é consensual quanto às correntes mais significativas, que podem abarcar a maioria dos posicionamentos do fenômeno pós-moderno em arquitetura. As vertentes do pós-modernismo em arquitetura, segundo os principais teóricos, são: pós-modernismo historicista, high-tech e desconstrutivismo. O contextualismo e o formalismo dizem respeito ao grupo do pós-modernismo historicista, sendo duas correntes contidas nessa vertente. Já a denominação ultra ou tardo-modernismo é também a designação dos pensamentos e atitudes arquitetônicas associadas ao high-tech.</p><p>2. Sabe-se que o pós-modernismo na arquitetura foi um movimento datado. Contudo, não se tem distanciamento histórico suficiente para designar, do ponto de vista estilístico, sua sucessão. O movimento sofreu rupturas ao longo do tempo, o que se denomina como esgotamento de um modelo ou estilo, especialmente no que se refere a uma de suas vertentes, segundo os teóricos referenciais. Eleja, das alternativas relacionadas, aquela que identifica a corrente que estabeleceu, de forma contundente, a cisão com a arquitetura que viria a ser produzida a partir do final do século XX.</p><p>RESP: D. De acordo com as críticas, a vertente formalista do pós-modernismo historicista foi a que recebeu avaliações negativas mais consistentes, instituindo a cisão com a arquitetura do final do século XX.</p><p>Quando há referência a rupturas de um estilo ou movimento, se está aludindo à sua dissipação como referência de produção de significados. Se considerarmos que o pós-modernismo não sucedeu integralmente o modernismo, mas constitui-se de um conjunto de posturas críticas (teóricas e arquitetônicas) ao seu antecessor, entende-se também que o pós-modernismo não é um movimento do passado, visto que produz resultados e inspira propostas arquitetônicas até a atualidade, inclusive tendo seus maiores representantes ainda em atuação no cenário da arquitetura mundial. De acordo com as críticas, a vertente formalista do pós-modernismo</p><p>historicista foi a que recebeu avaliações negativas mais consistentes, instituindo a cisão com a arquitetura do final do século XX. Conforme a análise dos seus críticos, os aspectos simbólicos e comunicativos propagados pela arquitetura que, ironicamente, abusava das referências históricas deixaram de fazer sentido diante das novas demandas da sociedade pós-industrial a caminho do século XXI. As alternativas que se referem a vertente contextualista, vertente high-tech e vertente desconstrutivista não representam o cerne das críticas ocorridas ainda durante a vigência do movimento pós-moderno. Essas correntes apresentaram possibilidades de reinterpretação, que vêm sendo realizadas na arquitetura contemporânea.</p><p>3. O pós-modernismo envolve linguagens plurais e seus limites são imprecisos. A literatura de arquitetura e urbanismo, entretanto, moveu esforços intelectuais e empíricos para classificar e identificar as várias correntes e definir seus paradigmas. O pós-modernismo historicista têm duas direções: os considerados formalistas e os contextualistas, sendo estes últimos considerados referências significativas e explícitas em projetos contemporâneos. Quais afirmativas abaixo identificam os paradigmas do pós-modernismo historicista da vertente contextualista?</p><p>RESP: B. Os principais paradigmas da corrente contextualista do pós-modernismo historicista são: a citação histórica, a recuperação da tradição, o ecletismo, a prevalência da forma, o conceito de lugar e a dupla codificação.</p><p>A corrente contextualista do pós-modernismo historicista é fortemente influenciada pelas teorias do arquiteto italiano Aldo Rossi (1995), que evidenciou a reabilitação das referências históricas e da tradição, opondo-se à negação do lugar e ao desprezo aos fenômenos históricos adotados pelas teorias modernistas. Essa vertente europeia do pós-modernismo historicista é conhecida como contextualismo, e seus principais paradigmas, segundo a literatura, são: a citação histórica, a recuperação da tradição, o ecletismo, a prevalência da forma, o conceito de lugar e a dupla codificação. As expressões ornamentação simbólica, ironia, cenografia e populismo se referem aos paradigmas da vertente formalista do pós-modernismo historicista; as expressões edifícios-máquina, alta tecnologia e restrita racionalidade estão associadas ao high-tech; e os vocábulos alteração das regras geométricas e negação da geometria mongeana se referem aos paradigmas do desconstrutivismo.</p><p>4. O pós-modernismo encaminhou-se para uma transição no sentido de melhor atender às demandas contemporâneas, como as questões ambientais, e propor linguagens arquitetônicas coerentes com a cultura visual do final do século XX, dentre outros quesitos. O desconstrutivismo propôs um novo enfoque do objeto arquitetônico, constituindo-se com um propulsor de rupturas com modelos vigentes. Das afirmações abaixo, escolha a que representa um aspecto de ruptura atribuído ao desconstrutivismo.</p><p>RESP: E. O desconstrutivismo é uma revelação pós-moderna que promove continuidades quando rompe com o modelo contextualista, propondo uma relação com o lugar sem reproduzir signos históricos.</p><p>A palavra desconstrutivismo decorre dos discursos acadêmicos ligados ao pós-estruturalismo francês, e em muitos meios pode ter sido considerado apenas uma manifestação estilística. O fato é que os minuciosos estudos realizados pelos seus representantes muito contribuíram para as transições ocorridas na arquitetura nas últimas décadas do século XX, relacionadas à submissão da forma à função. Em especial, o desconstrutivismo é uma revelação pós-moderna que promove continuidades quando rompe com o modelo contextualista, propondo uma relação com o lugar sem reproduzir signos históricos. Partindo da noção de diferença, extraída da filosofia de Jaques Derrida, os descontrutivistas se relacionam de forma diferente com o lugar dos contextualistas. Seus projetos não mais reproduzem os signos (as imagens) da tradição histórica, mas criam lugares, inserindo arquiteturas que promovem novas centralidades urbanas. As opções que mencionam sem largo uso da tecnologia, cenografia não existe, ocultação dos sistemas construtivos do edifício e negação do lugar não são afirmativas que refletem as continuidades, ou transições, representadas pelo desconstrutivismo, ou porque não se confirmam (pois o aspecto cenográfico é reconhecido em algumas obras desconstrutivistas, por exemplo), ou porque se referem a aspectos de outras vertentes pós-modernas em arquitetura, em particular ao high-tech.</p><p>5. A arquitetura high-tech tem suas bases formais e conceituais na alta performance tecnológica, segundo a qual os edifícios expressam o vigor racional das técnicas empregadas em suas construções. Tendo sido considerada como a idealizadora dos edifícios-máquinas, a arquitetura high-tech operou, em seus próprios métodos, transições e rupturas importantes a caminho do novo milênio, como exemplifica o projeto do Instituto do Mundo Árabe (1981-1987), em Paris, projetado pela equipe liderada pelo arquiteto francês Jean Nouvel. Das assertivas a seguir, identifique a que representa uma transição ou continuidade da arquitetura high-tech produzida no final do século XX.</p><p>RESP: A. Os edifícios-máquinas característicos da primeira fase da corrente high-tech deram lugar a arquiteturas repletas de significado e forte ligação com seu entorno.</p><p>Nas últimas décadas do século XX, as lições obtidas pela arquitetura de alta tecnologia pós-moderna se manifestaram em diversos lugares do mundo. Outros paradigmas foram adicionados aos tradicionais edifícios-máquinas, revelando uma saída pela tecnologia. Os edifícios-máquinas característicos da primeira fase da corrente high-tech deram lugar a arquiteturas repletas de significado e forte ligação com seu entorno, como exemplifica o projeto Instituto do Mundo Árabe. Os recursos tecnológicos são explorados em muitas das grandes obras arquitetônicas para qualificar as edificações do ponto de vista dos espaços internos, concedendo a essas obras maior eficiência energética e conforto ambiental. Além do aspecto de inteligência e eficiência, os novos modelos high-tech fogem do padrão inicial quando seus objetivos deixam de se centrar na exposição dos sistemas estruturais e voltam-se a questões conceituais e plásticas relacionadas ao partido do projeto. Portanto, as afirmativas que se referem a aspectos da corrente formalista, não utilização alta a tecnologia como premissa, aproximação da estética desconstrutivista e arquiteturas com aspecto historicista não representam a real continuidade ou transição realizada pelos novas arquiteturas high-tech.</p><p>5 - O contemporâneo na arquitetura e urbanismo</p><p>1. A arquitetura contemporânea caracteriza-se por ser menos visual no sentido da padronização da forma e mais conceitual, destacando-se dos estilos anteriores pelos seguintes aspectos:</p><p>RESP: B. Há uma diversidade de conceitos na arquitetura contemporãnea que se relacionam tanto com o edifício construído, como com os usuários e seu entorno.</p><p>A preocupação da arquitetura contemporânea com o ser humano e o ambiente conceitua o estilo. Não simplesmente pelo efeito visual que muitas vezes é resgatado de movimentos anteriores, se relacionando com a história, mas também por levar em conta as necessidades de integração do ser humano com a natureza e a conexão com a cidade. Não há, para esse estilo de arquitetura, uma linguagem unificada. Se reinterpreta o passado em seus estilos ou se faz uma releitura de seus elementos e, por isso, a função e a forma são aspectos igualmente importantes.</p><p>2. A sustentabilidade é uma das características da arquitetura contemporânea e orienta os projetos atuais, compreendendo as necessidades de preservação do planeta sem tirar o conforto do ser humano. Com base nesse conceito, pode-se dizer que a arquitetura contemporânea busca:</p><p>RESP: D. usar a tecnologia para a preservação do meio ambiente e da memória.</p><p>A tecnologia é aliada em todos os processos projetuais da arquitetura contemporânea, e a sustentabilidade</p><p>pregada por esse estilo arquitetônico está presente desde o início da obra até o uso da edificação no cotidiano, gerando o uso racional da energia e dos recursos, inclusive com o uso da tecnologia, valorizando a memória histórica das cidades sem desconstruir marcas de movimentos anteriores e preservando o meio ambiente.</p><p>3. Os principais materiais usados para identificar a arquitetura contemporânea, para fins de pesquisa histórica, são condicionados a conceitos de sustentabilidade, visual high tech e também um visual que abrange conceitos, cores e texturas de natureza.</p><p>Com base nessa afirmativa, qual das alternativas melhor retrata o uso de materiais na arquitertura contemporânea?</p><p>RESP: A. O vidro é um material impossível de ser ignorado em qualquer projeto contemporâneo pela sua versatilidade na função e na forma.</p><p>A tecnologia amplia e contribui em todos os processos de uso e melhoria dos materiais fabricados ou não, mesmo aqueles retirados e usados quase sem interferência manipulada ou fabril. Os materiais do entorno da construção podem ser usados naturalmente com o apoio de ferramentas mais tecnológicas, o que caracteriza a construção como vernacular, mostrando, assim, que nem sempre se necessita dos materiais tecnológicos para caracterizar a arquitetura contemporânea. Os materiais mais usados, como o concreto, gastam energia para serem fabricados, porém trazem flexibilidade de uso e poucas limitações construtivas. O vidro é um elemento de muita versatilidade atualmente, podendo ser usado para vários fins e evidencia a arquitetura contemporânea por suas infintas possibilidades de manter a luz natural e o controle da temperatura. Além disso, constrói um formato mais leve às obras, contribuindo, muitas vezes, para evidenciar obras mais antigas e contrastantes no entorno.</p><p>4. As construções contemporênas prezam pela abrangência e pela globalização de seu uso. A arquitetura inclusiva é capaz de planejar o espaço de maneira a atender a qualquer tipo de pessoa, com qualquer tipo de necessidade. O espaço a ser criado para a integração do homem com o seu entorno, e para seu conforto, deve ser conjuntamente pensado em todo o planejamento de obra, seja nova, seja de intervenção. Considerando o crescimento populacional mundial e a consequente necessidade de diminuição dos espaços construtivos, como se pode pensar esses espaços, sob o aspecto do desenho universal, para criar uma obra inclusiva?</p><p>RESP: A. As obras podem ou não ser inclusivas, dependendo de seu uso específico, porém é sabio agregar o conceito no maior número de projetos possível, mesmo que as regras estabelecidas obriguem ou não.</p><p>O desenho universal prega que TODOS possam usar e acessar todos os espaços. Portanto, todas as obras devem ser ter essa acessibilidade exaltada no conceito. Trata-se do acesso, e não das questões ambientais, mas isso não o torna mais ou menos importante que a sustentabilidade na arquitetura contemporânea, fundamental para que se tenha continuidade de vida. Os conceitos se fortalecem e se ampliam cada vez que são usados juntos, evidenciando a importância de se criar o espaço para o homem e para a Terra. O projeto contemporâneo deve ser planejado desde a sua ideia inicial nesse conceito para que não haja adaptações posteriores, o que é marca da arquitetura contemporânea.</p><p>5. Uma obra contemporânea deve ser planejada e executada com liberdade de expressão, porém considerando a forma e a função para adequação às necessidades e ao entorno. Qual alternativa melhor representa a definição de obra contemporânea?</p><p>RESP: D. Uma obra adaptada ao seu entorno e ao usuário, com respeito à história, livre de conceituações de design específico.</p><p>O respeito à natureza, ao ser humano, à história e à liberdade de expressão é a máxima do desenho contemporâneo. O conceito é livre de moldes pré-estabelecidos. As características visuais são muito mais que um modelo high tech, pois mostram também o respeito histórico e a adequação ao ambiente.</p><p>6 - A contemporaneidade na arquitetura e no urbanismo</p><p>1. A literatura que se propõe a interpretar a contemporaneidade investiga a arquitetura, o urbanismo e a paisagem contemplando aspectos sociais, culturais e políticos, porque eles revelam os interesses das classes sociais, para as quais os espaços são produzidos. A pluralidade de manifestações e posturas é característica da sociedade contemporânea, e a arquitetura, consequentemente, reflete seus anseios. Há, contudo, dois pontos específicos que protagonizam o debate arquitetônico contemporâneo. Indique a alternativa que apresenta quais questões são verdadeiras (V) e quais são falsas (F) para os pontos primordiais da produção arquitetônica contemporânea, segundo seus teóricos:</p><p>( ) O sistema cultural contemporâneo representado pelo pensamento pós-moderno é o núcleo do debate arquitetônico.</p><p>( ) Os avanços tecnológicos têm sido primordiais no debate arquitetônico contemporâneo.</p><p>( ) As questões ambientais ocupam papel decisivo na análise e na produção da arquitetura e do urbanismo contemporâneos.</p><p>( ) O neoliberalismo como o principal sistema econômico tem sido o cerne das teorias arquitetônicas contemporâneas.</p><p>RESP: C. F-V-V-F.</p><p>As teorias contemporâneas que se empenham em interpretar a arquitetura não se resumem à análise dos aspectos formais e criativos; elas analisam a fundo a complexidade e a pluralidade do mundo globalizado, procurando compreender as condições econômicas e ideológicas nas quais se inserem o pensamento e a prática arquitetônicos. Embora não se tenha um distanciamento histórico confortável para classificar rigorosamente as correntes arquitetônicas contemporâneas, há um consenso quanto a dois pontos específicos que ocupam o debate arquitetônico da última década do século XX e das primeiras décadas do século XXI: trata-se dos aspectos tecnológicos e das questões ambientais envolvidos na produção arquitetônica e urbanística recentes. Quanto aos aspectos tecnológicos, constata-se que a expansão do domínio digital imprimiu uma nova forma de conceber os projetos, representá-los e, inclusive, executá-los. No que se refere às questões ambientais, a inclusão do imperativo ecológico nos recentes debates e práticas tem sido um distintivo da contemporaneidade. As opções que mencionam o "sistema cultural pós-moderno" e o "sistema econômico neoliberal" dizem respeito à conjuntura contemporânea da qual a arquitetura participa, mas não se referem a pontos específicos na interpretação da produção arquitetônica pela literatura especializada.</p><p>2. Superado o período de euforia da pós-modernidade arquitetônica, há um aspecto, em especial, que vem promovendo uma série de análises críticas nas publicações contemporâneas de Arquitetura e Urbanismo. Em geral associado às obras de requalificação urbana das cidades globais, o fenômeno conhecido como “efeito Bilbao” (the Bilbao effect) tem ocupado espaço na mídia e rendido publicações em revistas especializadas, envolvendo importantes teóricos da área. Das afirmativas a seguir, escolha a que representa pontualmente o teor das críticas produzidas.</p><p>RESP: E. O fenômeno conhecido como “efeito Bilbao” diz respeito à produção indiscriminada de "edifícios icônicos", considerados como arquiteturas do espetáculo, predominantemente cenográficas.</p><p>Nos recentes debates arquitetônicos realizados tanto no meio acadêmico quanto nas publicações especializadas, as críticas têm recaído sobre os edifícios icônicos, largamente implantados nas cidades globais, particularmente como agenciadores das requalificações urbanas, em grande parte implantadas em centros históricos. O fenômeno conhecido como “efeito Bilbao” se refere à produção desses edifícios icônicos característicos da pós-modernidade arquitetônica, não por sua monumentalidade, mas pelo fato de agenciarem a teoria denominada de city marketing por meio de arquiteturas cenográficas, ou arquiteturas do espetáculo. Segundo os críticos, trata-se de arquiteturas propagandistas, que funcionam como logomarcas das instituições que representam, como exemplifica o Museu</p>