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RESUMO – INTRODUÇÃO À HISTÓRIA ARQUITETURA HAUSSMANN E O PLANO DE PARIS – PÁG 91 a 152 PÁGINAS 91,92,96 E 98 O texto trata da transformação urbana de Paris entre 1830 e 1850 e, principalmente, sob o comando de Napoleão III e do Barão Haussmann (1853-1869). Durante esse período, a cidade passou por reformas urbanísticas significativas que moldaram sua estrutura moderna. Principais Pontos do Texto 1. Primeiras Tentativas de Reforma (1830-1848) · As reformas urbanas começaram de forma tímida e descentralizada, sem um plano unificado. · O foco inicial foi a implementação de melhorias sanitárias, como redes de esgoto e abastecimento de água. · A Revolução de 1848 interrompeu os projetos e resultou na ascensão de uma direita conservadora autoritária. 2. Napoleão III e a Nova Abordagem Urbanística (1848-1853) · O imperador percebeu a necessidade de reformular Paris tanto por questões estéticas e sanitárias quanto por razões políticas e militares. · Ele desejava evitar novas revoluções, pois as ruas estreitas facilitavam a construção de barricadas pelos rebeldes. · Além disso, queria fortalecer sua popularidade com grandes obras públicas. 3. O Papel do Barão Haussmann (1853-1869) · Haussmann foi nomeado administrador do Sena e recebeu plenos poderes para modernizar Paris. · Ele reorganizou os serviços técnicos e administrativos para viabilizar as reformas. · Sua personalidade forte e autoritária foi crucial para a implementação das mudanças. 4. Principais Transformações Urbanísticas · Ampliação das ruas e avenidas: As ruas estreitas foram substituídas por grandes boulevards, facilitando a circulação e o controle militar. · Expansão da infraestrutura: Construção de novos sistemas de esgoto, aquedutos, praças, parques, e pontes. · Modernização dos edifícios: Novas regras para a altura e estilo das construções foram implementadas, garantindo uniformidade e modernidade. · Criação de espaços públicos: Praças, mercados, escolas, hospitais e bibliotecas foram reformados ou construídos. 5. Impactos da Reforma · Paris tornou-se um modelo de cidade moderna, influenciando reformas urbanísticas em toda a Europa. · A renovação, porém, forçou o deslocamento da população mais pobre para áreas periféricas, agravando desigualdades sociais. · Haussmann foi demitido em 1869 devido às críticas ao alto custo das obras e aos problemas sociais gerados. Conclusão As reformas de Haussmann transformaram Paris em uma cidade moderna, com infraestrutura avançada e um planejamento urbano eficiente. No entanto, essas mudanças também tiveram impactos sociais negativos, como o deslocamento dos mais pobres para a periferia. As intervenções foram motivadas tanto por questões práticas (higiene e transporte) quanto por razões políticas (prevenção de revoltas e consolidação do poder de Napoleão III). PÁGINAS 100,102,106 E 110 O texto trata da grande reforma urbana de Paris conduzida pelo Barão Georges-Eugène Haussmann no século XIX, sob o governo de Napoleão III. O objetivo era modernizar a cidade, tornando-a mais funcional, higienizada e imponente. Principais Pontos: 1. Transformação Urbana e Expansão de Paris · Haussmann redesenhou Paris, ampliando as ruas, criando grandes avenidas e demolindo bairros antigos. · O número de arrondissements (bairros administrativos) aumentou de 12 para 20, anexando comunas periféricas. · Grandes parques públicos foram criados, como o Bois de Boulogne e o Bois de Vincennes. 2. Infraestrutura e Melhorias Técnicas · Melhorias na rede de esgoto, aumentando sua extensão de 146 km para 560 km. · Expansão do fornecimento de água e da iluminação pública, triplicando o número de bicos de gás. · Modernização do transporte público e criação de um serviço de veículos de praça (táxis). 3. Impactos Econômicos e Financeiros · Haussmann financiou a reforma sem aumentar impostos, utilizando empréstimos bancários. · O valor dos imóveis cresceu significativamente, beneficiando os proprietários. · A população de Paris cresceu de 1,2 milhão para quase 2 milhões. 4. Controvérsias e Críticas · Liberais criticavam sua gestão financeira por operar fora dos controles tradicionais. · Intelectuais e artistas lamentavam a destruição da velha Paris e o caráter impessoal das novas construções. · O plano beneficiou mais os proprietários de terras do que os cidadãos comuns, gerando desigualdade social. 5. Legado e Consequências · A reforma consolidou Paris como uma cidade moderna e influenciou projetos urbanísticos no mundo todo. · Contudo, o modelo rígido dificultou adaptações no século XX, tornando a cidade congestionada e difícil de expandir. · Apesar de suas falhas, Haussmann foi pioneiro ao coordenar forças públicas e privadas para um desenvolvimento urbano coerente. Conclusão O plano de Haussmann transformou Paris, tornando-a uma cidade modelo do século XIX. No entanto, sua abordagem autoritária e sua crença em uma "cidade arrumada para sempre" demonstraram limitações no longo prazo. Seu legado continua sendo um dos mais influentes na história do urbanismo. PÁGINAS 114,116,122 E 124 O texto discute as transformações urbanas lideradas por Georges-Eugène Haussmann em Paris no século XIX e sua influência em outras cidades europeias e coloniais. 1. A Transformação de Paris Haussmann reformulou Paris sob Napoleão III, criando grandes avenidas, espaços públicos e infraestrutura moderna. Isso melhorou a circulação, a higiene e a estética da cidade, mas também exigiu demolições e deslocamentos populacionais. 2. Expansão do Modelo para Outras Cidades As reformas inspiraram mudanças em várias cidades europeias e além: · França: Lyon, Marselha e Toulouse adotaram projetos semelhantes. · Bélgica: O burgomestre Anspach transformou Bruxelas, canalizando o rio Senne e criando novas avenidas. · Itália: Cidades como Roma, Bolonha e Turim abriram ruas retilíneas conectando o centro às estações ferroviárias. · México: O imperador Maximiliano projetou o Passeio da Reforma, inspirado nos Champs-Élysées. · Áustria: Viena preservou seu centro antigo e criou um anel viário (Ringstrasse) com edifícios públicos. 3. Dificuldades e Especulação Imobiliária Apesar das reformas, muitas cidades não conseguiram manter a coerência dos projetos devido à especulação imobiliária e à falta de autoridade centralizada, o que resultou em intervenções inacabadas e destruição de tecidos urbanos históricos. 4. Urbanismo e Moradia Operária A industrialização trouxe preocupações com a habitação popular. Empresas e governos começaram a construir bairros operários, como a Société Mulhousienne des Cités Ouvrières na França, Saltaire na Inglaterra e vilas operárias na Alemanha. 5. Ecletismo Arquitetônico A diversidade estilística cresceu com o acesso a estudos históricos. Isso levou a um ecletismo arquitetônico, combinando diferentes estilos, mas também gerando confusão sobre qual abordagem adotar. Filósofos e arquitetos debatiam se deveria haver um estilo dominante ou se a mistura era válida. Conclusão O urbanismo de Haussmann revolucionou a organização das cidades, mas suas imitações nem sempre tiveram o mesmo sucesso. Além disso, a especulação imobiliária e a falta de planejamento coerente prejudicaram algumas reformas. O século XIX também foi marcado pela busca por soluções de moradia para operários e pela diversidade estilística na arquitetura. PÁGINAS 126,127,129 E 132 O texto aborda a evolução da arquitetura no século XIX, focando na reconstrução de Paris, no ecletismo arquitetônico e no surgimento do racionalismo neoclássico. Aqui estão os principais pontos: 1. Hittorf e Baltard na Paris de Haussmann · Hittorf e Baltard, arquitetos protestantes, foram colaboradores de Haussmann na renovação de Paris. · Haussmann criticava a falta de inovação artística da época e tomava decisões pragmáticas sobre os projetos. · O exemplo dos Halles Centrales, onde Haussmann rejeitou um projeto inicial em pedra e exigiu uma estrutura de ferro mais funcional, destaca sua abordagem prática. 2. Contradições do Ecletismo · Muitos arquitetos transitavam entre o uso de novos materiais e aimitação de estilos antigos, gerando uma produção arquitetônica inconsistente. · O racionalismo surge como uma crítica ao ecletismo, buscando justificar escolhas arquitetônicas com base em funcionalidade e estrutura. 3. Henri Labrouste e o Racionalismo · Labrouste, um dos primeiros arquitetos racionalistas, enfatizava a construção em função do uso. · Projetou a Bibliothèque Sainte-Geneviève e a Bibliothèque Impériale, onde usou ferro para criar amplos espaços internos, embora mantivesse fachadas em pedra. · Suas ideias se alinham ao positivismo de Auguste Comte e ao realismo artístico de Courbet e Daumier. 4. Viollet-le-Duc e o Neogótico Racionalista · Defendeu o gótico como um estilo racional, baseado na funcionalidade e no uso apropriado dos materiais. · Rejeitou o sentimentalismo romântico associado ao neogótico e influenciou a arquitetura moderna. 5. As Exposições Universais e o Palácio de Cristal (1851) · As Exposições Universais refletiram o avanço da engenharia e a transição da arquitetura para estruturas metálicas e pré-fabricadas. · O Palácio de Cristal, projetado por Joseph Paxton para a Exposição de 1851, revolucionou a construção com ferro e vidro, sendo um marco da arquitetura moderna. · Destacou-se pela leveza, economia e rapidez na construção, influenciando futuras edificações. Conclusão O século XIX foi um período de transição arquitetônica, marcado pela coexistência de estilos históricos e novos materiais industriais. A busca por funcionalidade levou ao racionalismo, influenciando a arquitetura moderna e preparando o caminho para o Art Nouveau e o modernismo. PÁGINAS 134,138,140 E 144 O texto trata das grandes exposições universais do século XIX e a evolução da arquitetura e engenharia associadas a esses eventos, com foco especial no uso do ferro e vidro. Aqui estão os principais pontos abordados: 1. O Palácio de Cristal e seu impacto · O Palácio de Cristal (1851, Londres) marcou o início da arquitetura moderna ao empregar ferro e vidro de forma inovadora. · Seu criador, Joseph Paxton, não era arquiteto, mas jardineiro e engenheiro, o que influenciou seu design funcional e modular. · O edifício foi criticado e elogiado, pois rompia com os estilos clássicos tradicionais. · Inspirou construções semelhantes em Nova York (1853) e Munique (1854). 2. Exposição Universal de 1855 – Paris · Primeira grande exposição universal francesa, organizada por Napoleão III para demonstrar a força industrial do país. · A França ainda não tinha a mesma capacidade industrial da Inglaterra, então foi necessário misturar ferro com alvenaria. · Gustave Eiffel participou do projeto das estruturas metálicas. · O edifício recebeu críticas por sua estética pesada e falta de elegância. 3. Exposição Universal de 1878 – Avanços e novos materiais · O ferro começou a ser mais utilizado em conjunto com cerâmica colorida para dar um aspecto mais leve às construções. · Aparecem novidades como elevadores hidráulicos e concreto armado, antecipando revoluções na construção civil. · A indústria siderúrgica se desenvolve com o conversor Bessemer, permitindo a construção do primeiro edifício com esqueleto de aço (Oficina Mermier, 1873). 4. Exposição Universal de 1889 – Torre Eiffel e a modernidade · A maior exposição do século XIX, comemorando o centenário da Revolução Francesa. · O grande destaque foi a Torre Eiffel, símbolo da engenharia moderna, construída como uma estrutura metálica sem precedentes. · A Galerie des Machines, outro marco, era um enorme espaço coberto por arcos metálicos rebaixados, eliminando colunas internas. · As reações foram mistas: alguns viram como um triunfo técnico, outros acharam o uso do ferro agressivo e desproporcional. Conclusão · As Exposições Universais foram palco para avanços na arquitetura e engenharia. · O uso do ferro e vidro mudou o conceito de construção, permitindo edifícios maiores e mais leves. · O tradicionalismo cedeu espaço para novas formas arquitetônicas, influenciando o século XX. PÁGINAS 146,148,150 E 152 O texto trata da recepção inicial controversa da Torre Eiffel, das mudanças na arquitetura do século XIX e da transição do ecletismo para novas formas de construção. Aqui estão os principais pontos: 1. Reação Negativa à Torre Eiffel: Quando a torre começou a ser construída (1887), muitos intelectuais e artistas, incluindo Maupassant e Zola, a consideraram uma aberração arquitetônica. Havia receio de que fosse instável e perigosa. 2. Mudança de Percepção: Apesar da resistência inicial, a inauguração da torre em 1889 gerou uma reviravolta na opinião pública. A imprensa e os visitantes passaram a vê-la como uma estrutura grandiosa e inovadora. 3. Impacto na Paisagem: A altura e a estrutura da Torre Eiffel alteraram o panorama de Paris, tornando-se um marco inconfundível. Diferente dos edifícios clássicos, que se inserem em uma perspectiva unificada, a torre interage com a cidade de maneira dinâmica. 4. Transição na Arquitetura: O final do século XIX foi marcado por mudanças técnicas e estilísticas. O ferro tornou-se um material amplamente usado, mas seu papel na arquitetura era debatido. A Torre Eiffel e a Galerie des Machines (1889) demonstraram o potencial da engenharia na construção de grandes estruturas. 5. Conflito entre Engenheiros e Arquitetos: O avanço das construções metálicas e do concreto armado gerou embates entre arquitetos clássicos e engenheiros. Enquanto os arquitetos buscavam manter a estética tradicional, os engenheiros priorizavam funcionalidade e inovação técnica. 6. Crise do Ecletismo: O ensino da arquitetura estava em crise, com debates sobre a necessidade de modernizar o currículo. A tradicional École des Beaux-Arts resistia às mudanças, enquanto racionalistas como Viollet-le-Duc defendiam um ensino mais técnico e menos preso a estilos históricos. 7. Guadet e a Nova Abordagem: No final do século XIX, o arquiteto Julien Guadet propôs um ensino mais prático, baseado na funcionalidade e na adaptação às novas necessidades. Ele rejeitava estilos fixos e defendia uma arquitetura flexível e contextual. Em resumo, o texto destaca a transição da arquitetura do século XIX, marcada pela inovação tecnológica, o conflito entre tradição e modernidade e a aceitação gradual de novas formas de construção.