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Revisão de Teorias Essenciais Motivação, Emoção e Transtornos de Linguagem (Afasias) Teorias da Motivação Exploram os fatores que impulsionam, direcionam e sustentam o comportamento humano em busca de objetivos e satisfação de necessidades. Teoria da Autodeterminação de Deci e Ryan Foca na autonomia, competência e relação como necessidades psicológicas inatas que impulsionam a motivação intrínseca e o bem-estar. Teoria dos Dois Fatores de Herzberg Distingue entre: Fatores Higiênicos (extrínsecos): Previnem a insatisfação (ex: salário, condições de trabalho). Fatores Motivacionais (intrínsecos): Geram satisfação e motivação (ex: reconhecimento, crescimento pessoal). Hierarquia das Necessidades de Abraham Maslow Organiza as necessidades humanas em uma pirâmide: 1. Fisiológicas (base) 2. Segurança 3. Sociais (amor/pertencimento) 4. Estima 5. Autorrealização (topo) A satisfação de um nível inferior é pré-requisito para a emergência do nível superior. Teoria da Equidade de Adams Aborda a percepção de justiça nas relações sociais e profissionais. Indivíduos comparam suas 'entradas' (esforço, habilidades) e 'saídas' (recompensas) com as de outros. A percepção de iniquidade gera tensão e motiva a busca por equilíbrio. Teoria da Expectância de Vroom Postula que a motivação é determinada por três fatores: 1. Expectância: Esforço levará ao desempenho. 2. Instrumentalidade: Desempenho levará à recompensa. 3. Valência: Valor atribuído à recompensa. Motivação = Expectância x Instrumentalidade x Valência. Teorias da Emoção Buscam explicar a natureza, origem e função das emoções, bem como a relação entre componentes fisiológicos, cognitivos e comportamentais. Teoria de James-Lange Postula que a emoção é o resultado da percepção das mudanças fisiológicas específicas do corpo. Sentimos medo porque corremos, e não corremos porque sentimos medo. A sequência é: Estímulo -> Resposta Fisiológica -> Emoção. Teoria de Cannon-Bard Sugere que a experiência emocional e a resposta fisiológica ocorrem simultaneamente e de forma independente. Ambas são desencadeadas por estímulos processados no tálamo. A sequência é: Estímulo -> Tálamo -> (Experiência Emocional E Resposta Fisiológica). Teoria Bifatorial (Schachter-Singer) Afirma que a emoção resulta da interação entre: 1. Excitação fisiológica inespecífica (arousal). 2. Interpretação cognitiva dessa excitação baseada no contexto e na avaliação do indivíduo. A mesma ativação pode ser rotulada de diferentes formas dependendo do contexto. Teoria Cognitivo-Avaliadora (Lazarus) • • Enfatiza que a avaliação cognitiva da situação precede e é crucial para a ativação fisiológica e a experiência subjetiva da emoção. • • Avaliação primária: O que está em jogo? • • Avaliação secundária: O que posso fazer? • • A emoção surge da interpretação do significado pessoal do evento. Teoria das Emoções Básicas (Ekman) Defende a existência de um conjunto limitado de emoções universais e inatas (alegria, raiva, medo, tristeza, nojo, surpresa). Cada emoção possui padrões fisiológicos e expressões faciais distintos e geneticamente programados. São reconhecidas transculturalmente. Transtornos de Linguagem: Afasias Déficits na produção ou compreensão da linguagem causados por lesões cerebrais, geralmente no hemisfério esquerdo, afetando a comunicação verbal. Afasia de Wernicke Caracterizada por fala fluente, mas com conteúdo sem sentido (parafasias semânticas). Grave comprometimento da compreensão da linguagem. Lesão na área de Wernicke (lobo temporal superior posterior esquerdo). Afasia de Condução Apresenta fala fluente com boa compreensão. Repetição severamente comprometida. Lesão do fascículo arqueado, que conecta as áreas de Broca e Wernicke. Afasia de Broca Manifesta-se por fala não-fluente, esforçada e agramatical (telegráfica). Compreensão relativamente preservada. Repetição alterada. Lesão na área de Broca (giro frontal inferior esquerdo). Afasia Global Caracterizada por um comprometimento severo tanto da produção quanto da compreensão da linguagem. É a forma mais grave de afasia. Geralmente resulta de lesões extensas que afetam tanto as áreas de Broca quanto de Wernicke e as conexões entre elas. Afasia Transcortical Motora Distingue-se por uma fala não-fluente e anomia. Capacidade de repetição intacta ou relativamente preservada. Lesão nas áreas frontais adjacentes à área de Broca, mas que não a afetam diretamente. David Wechsler Justificativa A formulação que descreve a inteligência como uma capacidade global de agir propositadamente, pensar racionalmente e lidar de forma eficaz com o ambiente corresponde à definição clássica de David Wechsler, amplamente citada na literatura e utilizada como base conceitual em diversos instrumentos derivados da família Wechsler. Análise das Alternativas 1.Alfred Binet: Pioneiro dos testes de inteligência, enfatizou julgamento prático e adaptação escolar, mas não cunhou a formulação específica apresentada. 2.Charles Spearman: Propôs o fator g como fonte comum do desempenho intelectual, definindo a inteligência em termos fatoriais, não por uma descrição funcional como a do enunciado. 3.David Wechsler: Associado diretamente à definição que integra propósito, racionalidade e adaptação ao ambiente, tornando-se referência na avaliação clínica. 4.Robert Sternberg: Teoria triárquica com foco em análise, criatividade e prática, bem como na adaptação, seleção e modelagem do ambiente, porém não é a formulação literal do enunciado. 5.Howard Gardner: Teoria das inteligências múltiplas, com ênfase em domínios relativamente independentes; não corresponde à definição funcional unitária destacada. Pontos-Chave para Estudo •Wechsler: inteligência como capacidade global e funcional (agir, pensar, adaptar-se). •Spearman: foco no fator g como base do desempenho intelectual. •Binet: origem da mensuração psicológica aplicada à escolaridade. •Sternberg: inteligência triárquica (analítica, criativa, prática) e adaptação ao ambiente. •Gardner: inteligências múltiplas e domínios distintos não reduzidos a um único fator.