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INTRODUÇÃO PHARMAKON = DROGA ciência que estuda a interação entre os compostos químicos e os organismos vivos. OBJETIVOS TERAPÊUTICOS: curar/controlar doenças ou avaliar sintomas; PREVENTIVOS: vacinas, fluoração de água; DIAGNÓSTICOS: contrastes usados em exames. HISTÓRICO INICIO DA CIVILIZAÇÃO: efeitos curativos (plantas, chás); PRIMEIRO REGISTRO: escritos em argilas (ópio); NO ANTIGO EGITO: tratado médico; ANTIGUIDADE: a dor era considerada como vingança divina; SÉC. 5 A.C: Hipócrates (pai da medicina) - houve uma abordagem racional da medicina; RENE DESCARTES: inicio do séc. XIX (experimentação). SUBDIVISÃO DA FARMACOLOGIA FARMACOLOGIA GERAL: princípios aplicados a qualquer grupo de drogas; FARMACOLOGIA APLICADA: separa as drogas em grupos com efeitos semelhantes; FARMÁCIA/FARMACOTÉCNICA: preparação das formas farmacêuticas; FARMACOGNOSIA: estuda a composição química das plantas e estruturas delas; FARMACOCINÉTICA: estuda o efeito do organismo sobre as drogas – metabolização da droga para o local onde irá atuar; FARMACODINÂMICA: estuda a ação da droga sobre o organismo (mecanismos de ação); FARMACOTERAPÊUTICA: usa as drogas para terapia medicamentosa; FARMACOLOGIA EXPERIMENTAL: antecede todos os estudos até que a droga seja usada oficialmente; FARMACOLOGIA: estudo clinico com pacientes; TOXICOLOGIA: estudo da toxicidade dos medicamentos. FARMACOLOGIA X TERAPÊUTICA FARMACOLOGIA: farmacoterapia (medicamentos); TERAPÊUTICA: arte de tratar o doente, avaliando seu sofrimento, quando possível curá-lo e sempre confortá-lo. SISTEMAS TERAPÊUTICOS TRATAMENTO ESPECÍFICO: usa substâncias dirigidas à etiologia da doença; TRATAMENTO DE SUPORTE OU DE APOIO: - medicamentos dirigidos à sintomatologia e não a causa da doença; - repouso e cuidado com ambiente; - medicamentos simultâneos (diagnóstico impreciso); TERAPÊUTICA EMPÍRICA OU POPULAR; PLACEBOTERAPIA: ação do medicamento não decorre de sua atividade farmacológica; PSICOTERAPIA: é um de terapia cuja finalidade é tratar os problemas psicológicos. CONCEITOS FUNDAMENTAIS DROGAS: - qualquer substância química que possui a capacidade de produzir efeito farmacológico; - provoca alterações funcionais ou somáticas; - alterações benéficas; - alterações maléficas (tóxico ou droga-tóxico). REMÉDIO: - todos os meios utilizados para prevenir, melhorar ou curar as doenças; - medicamentos; - meios físicos (radioterapia, massagem); - meios psíquicos (psicanálise, tratamento psicológico). FÁRMACO X MEDICAMENTO FÁRMACO: substâncias ativas com ação terapêutica; MEDICAMENTO: “toda substância ou composição com propriedades curativas ou preventivas das doenças ou dos seus sintomas”. ORIGEM DOS MEDICAMENTOS CLASSIFICAÇÃO: NATURAIS: extraídos da natureza, ou seja, de animais, vegetais e minerais; SINTÉTICOS: obtidos em laboratórios; SEMISSINTÉTICOS: obtidos alterando-se as substâncias naturais com finalidade de produzir ações no organismo. VENENO: substância que provoca efeito tóxico; TOXINA: substância de origem biológica que provoca danos à saúde de um ser vivo (contato ou absorção); XENOBIÓTICOS: qualquer substância química estranha ao organismo. RECEPTOR: - componente do organismo que vai mediar o efeito das drogas por reações químicas (a droga vai possuir seu receptor ideal para ela); PRINCÍPIO ATIVO: corresponde à substância, responsável pela ação terapêutica. FARMACOPEIA - conjunto de drogas/medicamentos oficializados de uso consagrado pela experiência (eficazes e úteis); - publicações oficiais de cada país sujeitos a atualização e revisão por comissões especiais de cientistas; - 1° versão no Brasil – 1929; - medicamento oficial: fármaco que faz parte da farmacopeia. PROCESSO DE FABRICAÇÃO UM REMÉDIO ESPECIALIDADE FARMACÊUTICA - medicamento industrializado, cuja fabricação é regularizada por nomes governamentais; - fórmula conhecida e de ação terapêutica comprovada; - embalado de modo uniforme e comercializado com um nome convencional; - regula as obrigações e os direitos com relação à propriedade industrial: garantir a patente (ao inventor) que lhe assegure a propriedade de sua invenção por um determinado período (10 anos) e durante esse período, quem quiser fabricar, com fins comerciais, um produto patenteado, deverá obter licença do autor e pagar-lhe ROYALTIES. MEDICAMENTOS POSSUEM O MESMO PRINCÍPIO ATIVO • sintetizada por uma empresa farmacêutica; NOVA SUBSTÂNCIA QUÍMICA •ex: ácido acetilsalicílicoNOME QUÍMICO •ANVISA (OMS) escolhe o nome genérico, ex: aspirina; PROCESSO DE INVESTIGAÇÃO OFICIAL DO FÁRMACO •comercializado pelo fabricante que pode utilizar nomes iguais ou diferentes ao nome quimico; APROVADO PELA FARMACIPÉIA •nome para venda.ASPIRINA GENÉRICO - medicamento semelhante a um produto de referência ou inovador (produzido após a expiração ou renúncia da proteção patenteada ou de acordo direitos de exclusividade); - Lei dos medicamentos genéricos: N° 9.787 de 1999 – publicada pela ANVISA que regulamenta todas as formas de propaganda de medicamentos (qualidade/eficácia/segurança atestada pela ANVISA); - apresenta a mesma substância, mesma dose e forma farmacêutica do medicamento de referência; - pode substituir o medicamento de referência, pois temo rigorosamente as mesmas características e efeitos sobre o organismo do paciente; - tem qualidade atestada pela ANVISA, e comprovadamente, menor custo que o medicamento de referência correspondente; - todos os medicamentos genéricos deverão ter a tarja amarela que visa facilitar a identificação dos mesmos. SIMILAR - apresenta as mesmas substâncias, mesma dose e forma farmacêutica do medicamento de referência; - não podem substituir os medicamentos genéricos ou de referência; - apesar de possuir qualidade assegurada pelo ministério da saúde, não passa por testes de bioequivalência. REFERÊNCIA - seu registro só é liberado e publicado pela ANVISA mediante a apresentação dos testes de equivalência farmacêutica e de biodisponibilidade relativa exigidos pelo ministério da saúde no cumprimento da Resolução RDC n°72, 2004. EM RELAÇÃO AOS OUTROS (GENÉRICO E SIMILAR) IGUAL DIFERENÇA princípio ativo tamanho e forma do produto concentração prazo de validade, embalagem, rotulagem, excipientes e veículos forma farmacêutica via de administração indicação terapêutica posologia (dosagem) EFEITOS DOS FÁRMACOS TERAPÊUTICO: ação terapêutica; LOCAIS: reações que só ocorrem no local de administração do medicamento; SISTÊMICOS: ocorrem num órgão ou sistema distante do local de administração; SINÉRGICOS: combinação dos efeitos de 2 ou mais fármacos, administrados simultaneamente; o efeito final é superior à soma dos efeitos de cada um deles isoladamente; ex: relaxante muscular + analgésico; ANTAGÔNICOS: efeito oposto entre dois fármacos; ex: potássio e digitálicos – potássio antagoniza a potência do digitálico; POTENCIALIZAÇÃO: fármaco aumenta ou prolonga a ação de outro fármaco (efeito total maior que a soma dos efeitos de cada um isolado); REAÇÃO ADVERSA: ocasionam sintomas indesejáveis ou dão lugar a interações prejudiciais com outros medicamentos usados concomitantemente; ex: morfina; SECUNDÁRIOS: previsíveis, ocorrem dentro dos intervalos posológicos; consequências secundárias ao efeito buscado do medicamento; ex: antibióticos – atuação em bactérias – alteração da flora bacteriana intestinal – diarreia; COLARETAL: efeitos não relacionados com o objetivo do tratamento, mas previsíveis por serem inerentes à ação farmacológica de medicamentos; ex: antialérgicos (sonolência); TOXICIDADE POR(equivalente a cerca de 1½ vez a quantidade de O2 contido no ar atmosférico). SEDAÇÃO MÍNIMA COM FITOTERÁPICOS - a valeriana officinalis é uma planta herbácea pertencente à família Valerianaceae, sendo incluída em muitos produtos fitoterápicos com propriedades ansiolíticas e hipnóticas; - na clínica odontológica, o efeito ansiolítico da valeriana foi avaliado em cirurgias bilaterais de terceiros molares mandibulares inclusos. OUTROS MEDICAMENTOS ANTIFÚNGICOS - candidíase ou candidose é a infecção fúngica mais comum na boca, causadas por leveduras do gênero Candida; - geralmente pessoas que usam próteses; TRATAMENTO: limpeza/ trocar de prótese, medicamentos. NISTATINA suspensão oral 100.000 UI/ml – frasco com 500ml. modo de usar: fazer bochechar com 5–10 ml, 4x ao dia por 7–14 dias, retendo a solução na boca por 1/2 minutos antes de iniciar o bochecho – após o bochecho pode deglutir. MICONAZOL gel oral em bisnaga com 40g–20 mg/g. modo de usar: aplicar sobre a área afetada (por cima colocar a prótese), 2/3x ao dia por 7–14 dias. - usadas principalmente para lesões fúngicas disseminadas. NOME GENÉRICO APRESENTAÇÃO MODO DE USAR Cetaconazol comp. 200mg 1 comp./dia por 7-14 dias Fluconazol cápsulas 50/100mg 50/100mg/dia por 7-14 dias Itraconazol cápsulas 100mg 1 cápsula/dia por 14 dias ANTIVIRAIS HERPES SIMPLES: infecção dolorosa causada pelo vírus do herpes simples tipo 1 (ardência ou formigamento ao redor dos lábios nos dias antes da erupção da bolha); ACICLOVIR APRESENTAÇÃO: comprimido: 200mg – 5x ao dia, por 5 dias; creme bisnaga (uso externo): 50 mg – aplicar na lesão 4/4h por 7 dias. OBS: 800mg (são 4 comprimidos) = quando sentir os primeiros sintomas reduz ou não aparece lesões. FAMVIR: - 2x ao dia; - dose única: herpes recorrente 1500 mg (3 comprimidos); - apresentação: comp. 500 mg. ANTI – HISTAMÍNICOS - aminas sintéticos = antagonista os efeitos farmacológicos da histamina sem interferir na produção dos mesmos; - uso terapêutico na clínica odontológica: HIPERSENSIBILIDADE A DROGS; ANGIODEMA OROFACIAL; ANAFILAXIA SISTÊMICA. OPÇÕES: PROMETAZINA (FENERGAM) : 25 mg (1 comp. a cada 6h); FEXOFENADINA (ALEGRA) : 120 mg (1 comp. a cada 12h); DESLORATADINA (DESALEX) : 5mg (1 comp. a cada 24h); POLARAMINE: 2mg (1 comp. a cada 8h). INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS: potencializam os efeitos dos sedativos e álcool; REAÇÕES ADVERSAS: efeitos sedativos. HEMOSTÁTICOS - auxilia a hemostasia, juntamente com os procedimentos locais; QUADRO HEMORRÁGICO - atuação em nível local; - tamponamento; - compressão com gases no local da hemorragia; - indução de isquemia com uso do gelo; - cauterização; - uso de agente vasoconstritor (adrenalina); - sutura (medida mais indicada). FUNÇÃO DOS HEMOSTÁTICOS SISTÊMICOS - provocar a vasoconstrição; - reduzindo a permeabilidade capilar; - aumentando o número de plaquetas; - aumentando a adesividade de plaquetas; - impedindo a ação do plasma (responsável pela degradação do coagulo); - aumentando a () dos fatores de coagulação. IPSILON APRESENTAÇÃO E POSOLOGIA: - comprimido: 500mg, 2 a 4 comprimidos, 3x ao dia; - solução injetável: com (g contendo ácido 50mg – VE). TRANSAMIN: APRESENTAÇÃO E POSOLOGIA: - comprimido de ácido tranexâmico: 250mg, 2/3 comp., 2/3x ao dia; - solução injetável: ampola 5ml ácido tranexâmico: 50mg/ml. KANAKION: APRESENTAÇÃO: caixa com 5 ampolas de 10mg de fitomenadiona em 1ml (VE). KAVIT: APRESENTAÇÃO: caixa com 50 ampolas de 10mg de fitomenadiona em 1ml (VIM). ESPONJA ESTÉRIL DE GELATINA ABSORVÍVEL - estabiliza o coagulo de sangue; - para as hemorragias; - profilaxia de infecções; - profilaxia de novas hemorragias; - reabsorvível pelo organismo; - adaptável ao formato desejado; - estéril. A ESPONJA: - absorve uma quantidade de sangue compreendida entre 55 e 75x ao seu próprio peso, sem inchar; - estrutura favorece para que se deposite as plaquetas; - estimula a coagulação sanguínea; - estabiliza o coagulo e evita sua retração; -sofre absorção completa, num prazo de 4 semanas (ajusta- se perfeitamente ao período de cicatrização). ANSIOLÍTICOS USADOS EM CASO DE ANSIEDADE – PARA FAZER O TRATAMENTO ODONTOLÓGICO. O QUE GERAM A ANSIEDADE? - movimentos bruscos ou rápidos dos profissionais; - vibração ou som provocados pelos motores de alta e baixa rotação; - visão de sangue e do instrumental odontológico. ANSIEDADE E MEDO: esses fatores reduzem o limiar de percepção dolorosa (paciente mais vulnerável a dor). - MÉTODOS DE CONTROLE: farmacológicos e não farmacológicos; - os medicamentos vão atuar no GABA – principal neurotransmissor do SNC. OUTROS EFEITOS DESEJÁVEIS - aumentar o limiar da dor (mais difícil de sentir); - diminuição do metabolismo basal – ação de medicamento por mais tempo; - redução do fluxo salivar e vômito; - relaxamento da musculatura esquelética; - inalteração da pressão arterial e FC; - manutenção de glicemia. INDICAÇÕES - quadro de ansiedade aguda, medo ou fobia não controlada por métodos nãos farmacológicos; - medicação pré-operatória em intervenções complexas ou muito invasivas que não podem sem interrompidas; - atendimentos de portadores de doenças cardiovasculares; - traumatismos dentários acidentais. CONTRAINDICAÇÕES - portadores de glaucoma; - gestantes; - dependentes de outras drogas depressoras do SNC; - comprometimento físico ou mental severo. REAÇÕES ADVERSAS - hipotensão; - reações paradoxais (reação oposta: ficou agitado); - alteração no líbido; - vertigem. MEDICAMENTOS DIAPEPAM LORAZEPAM ALPRAZOLAM MIDAZOLAM TÉCNICA DE SEDAÇÃO MÍNIMA - pela inalação de mistura de oxido nitroso e oxigênio; - usado muito em crianças. ANESTÉSICOS LOCAIS - drogas que suprimem a condução de estimulo nervoso de forma reversível, promovendo a insensibilidade de uma região circunscrita do corpo. O QUE VAI ENCONTRAR NO TUBETE: - base anestésica (sal anestésico): bloqueio da condução nervosa; - vasoconstritor; - bissulfito de sódio: estabilizante para o vasoconstritor (ação antioxidante); - conservante da solução: associado a alergia (ação bactericida); - cloreto de sódio: AL isotônico em relação aos tecidos; - água destilada: misturar os componentes homogeneamente. CARACTERÍSTICAS GERAIS - bases fracos; - pouco solúveis em água e muito solúveis em lipídios; - instáveis quando expostos no ar; - para uso clinico; CARACTERÍSTICAS DE UM ANESTESIO EFICAZ - eficaz não deve ser irritante; - inicio rápido de ação (4 a 5 min); - desprovido de reações alérgicas; - ação reversível; - rápida biotransformação; - duração e potência; - baixa toxidade sistêmica; - presença de vasoconstritor; - hemostasia; - estéril – não podem ser reutilizados; - custo. NEUROFISIOLOGIA PERDA DA SENSAÇÃO EM UMA ÁREA CIRCUNSCRITA DO CORPO PODE SER CAUSADA POR: - depressão da excitação nas terminações nervosas; - inibição (por isso o paciente não sente dor) do processo de condução nos nervos periféricos. QUANDO UM ANESTÉSICO É INJETADO: - acontece a despolarização, impedindo a propagação do impulso; - vai haver um bloqueio dos canais de sódio -> diminuição da permeabilidade ao íon sódio -> diminuição na velocidade e grau de despolarização -> bloqueio da condução neuronal. ESTIMULO – PROPAGAÇÃO – INTERPRETAÇÃO. FASES DE POTENCIALIZAÇÃO DE AÇÃO: - etapa de repouso; - etapa de despolarização; - etapa de repolarização. COMPOSIÇÃO QUÍMICA PORÇÃO HIDROFÍLICA (GOSTA DE ÁGUA): permite injeção nos tecidos; ponto de aplicação (fibrasou troncos nervosas); CADEIA INTERMEDIÁRIA: une 2 porções anteriores; classificação dos AL em ésteres ou amidos; PORÇÃO LIPOFÍLICA: responsável pela difusão do AL através da bainha nervosa. CLASSIFICAÇÃO: ÉSTER: cocaína, procaína, propaxicaína, cloroprocaína, tetracoína e benzocaína; AMIDA: lidocaína, mepivacaína, prilocaína, articoína, lupivacaína e etidocaína. VASOCONSTRITORES - todos os mais anestésicos possuem ação vasodilatadora; - serve para impedir a dilatação e para que o medicamento fique ali por mais tempo; - quimicamente idênticos aos mediadores do SNS – adrenalina e noradrenalina; estrutura química: presença ou ausência do núcleo Catecol. AÇÃO VAI DEPENDER: tipo de anestesio, local de injeção e resposta individual. O QUE VASOCONSTRITORES POSSUEM - diminuição do fluxo sanguíneo – diminuição (maior tempo de duração do anestésico) efetiva do calibre dos vasos; - aumenta a duração da anestesia: ↑ tempo de contato – retardo da absorção; - menor quantidade de anestésico utilizado; - reduz o risco de toxidade sistêmica; - produz mais hemostasia: ↓ tempo do ato cirúrgico; - aumento da eficácia, maior quantidade de anestésico penetra no nervo (profundidade de ação da anestesia). AÇÃO CLINICA DAS SUBSTANCIAS ESPECIFICAS RESPOSTA INDIVIDUAL TIPO DE INJEÇÃO PROCESSO NO DEPOSITO DURAÇÃO VARIAÇÃO ANATÔMICA CONDIÇÃO DOS TECIDOS ESTÍMULO DOLOROSO TRANSMITID O PELAS FIBRAS NERVOSAS POTENCIAS DE AÇÃO PROPAGADAS POR DESPOLARIZAÇÃ O TRANSITÓRIAS CÉREBROSUPERDOSAGEM (OVERDOSE): efeito tóxico previsível quando administradas doses que excedem o intervalo terapêutico de um determinado medicamento; ALERGIA OU HIPERSENSIBILIDADE: depende da sensibilidade prévia do indivíduo por exposição anterior ao medicamento (relacionadas com as defesas imunológicas dos indivíduos); não depende da dose administrada e não são explicadas pelas propriedades farmacológicas do medicamento; TOLERÂNCIA E DEPENDÊNCIA: alguns medicamentos habituam o organismo a seus efeitos (doses maiores); TERATOGÊNICOS: reações adversas graves – ação do fármaco sobre o feto (alterações morfológica, funcional e emocional – período organogênese); ex: diazepam; PARADOXAL: efeito contrário ao esperado após a administração do medicamento. FATORES QUE INFLUENCIAM A RESPOSTA DAS DROGAS EM CADA INDIVÍDUO: - idade, genética, estados fisiológicos, estados patológicos, interações entre drogas, componentes psíquicos e cultural do paciente. MEDICAMENTOS HOMEOPATIA: - utilizar, em pequenas quantidades, substâncias que causam sintomas parecidas com os que o paciente apresenta para que o corpo potencialize sua capacidade curativa e seja capaz de combate-los por si só; LEI DA SEMELHANÇA: aquilo que causa o mal também pode ser usado para curá-lo; - eles atuam preferencialmente na própria capacidade curativa e restauradora do organismo, fazendo que ele tenha mais força para enfrentar aquilo que está prejudicando; - o medicamento age, então, apenas no corpo, não nos mecanismos da doença em si; - são medicamentos manipulados – pois a prescrição é única para cada paciente, com a dosagem adequada para cada um. Obs.: enquanto a alopatia busca resolver o problema fazendo o caminho inverso do sintoma, a homeopatia faz justamente o contrário. ALOPATIA: - medicina tradicional, a alopatia é caracterizada pelo tratamento dos sintomas com medicamentos que fazem efeito contrário ao do sistema em si; - se o paciente estiver com febre, o médico alopata irá prescrever um medicamento que baixe a temperatura corporal = antitérmico; - o tratamento é baseado em eliminar ou neutralizar a causa. FITOTERÁPICO: - é o sistema de tratamento que utiliza plantas medicinais, nas suas mais diversas apresentações farmacêuticas; - não utiliza substâncias ativas isoladas, mesmo que tenham origem vegetal, para tratar problemas de saúde; - eles são testados e aprovados para o uso em humanos. FARMACOCINÉTICA CINÉTICA DO FÁRMACO O ORGANISMO. - a farmacocinética e a farmacodinâmica atuam de forma simultânea. FARMACOCINÉTICA - caminho que o medicamento faz no organismo; - as etapas que a droga sofre desde a administração até a excreção; ABSORÇÃO: droga no local de administração; DISTRIBUIÇÃO: droga no plasma e droga no tecido; METABOLIZAÇÃO: biotransformação (ocorre no fígado (REL), aonde o fármaco se torna inativo); ELIMINAÇÃO: urina, fezes e bile (ocorre nos rins). ETAPAS: ABSORÇÃO - passagem de uma substância (droga) do seu local de administração até a corrente sanguínea (plasma); VIA ENDOVENOSA: 100% de absorção; - o fármaco precisa ser lipossolúvel para conseguir penetrar na membrana plasmática. MECANISMOS DE TRANSPORTE: - difusão através do lipídeo (passivo); - difusão através do canal aquoso; - transportador; - endocitose. O FÁRMACO PRECISA DE AFINIDADE. FATORES ENVOLVIDOS NA ABSORÇÃO: via de administração, características fisiopatológicas, idade, sexo e peso corporal. LIGADOS AO MEDICAMENTO: - concentração; - lipossolubilidade; - peso molecular; - influência do PH; - taxa de dissolução e esvaziamento gástrico. LIGADOS AO ORGANISMO: - vascularização (fluxo sanguíneo); - superfície de absorção; - permeabilidade capilar. BIODISPONIBILIDADE: parâmetro que mede a velocidade e quantidade de fármaco que chega à corrente sanguínea na forma inalterada. quanto maio a B do fármaco = mais rápido a resposta terapêutica. B = BIODISPONIBILIDADE % DA DOSE = SITIO DE AÇÃO. VIA ENDOVENOSA: disponibilidade 100%; VIA ORAL: porcentagens menores (alterações). SOLUÇÃO > EMULSÃO > SUSPENSÃO> CÁPSULA> COMPRIMIDO > DRÁGEA - são traçadas curvas de concentração sanguínea em função do tempo, de onde são extraídas os seguintes parâmetros farmacocinéticos: MEIA VIDA (T1/2) FÁRMACO NA CORRENTE SANGUÍNEA. ABSORÇÃO DISTRIBUIÇÃOMETABOLIZAÇÃO ELIMINAÇÃO DISTRIBUIÇÃO - processo pelo qual um fármaco REVERSIVELMENTE abandona o leito vascular e entra nos tecidos; FATORES QUE INFLUENCIAM NA DISTRIBUIÇÃO DOS FÁRMACOS: - ligação as proteínas plasmáticas (volume de distribuição); - estrutura do capilar e fluxo sanguíneo; - natureza química da droga. FÁRMACO NOS TECIDOS. BIOTRANSFORMAÇÃO - conjunto de reações enzimáticas que transformam o fármaco num composto diferente daquele originalmente administrado, para que possa ser excretado; inativo farmacologicamente. - inativa o fármaco; - efeito da droga PERSISTIRIA – TOXICIDADE; - ocorre a transformação de lipossolúvel para hidrossolúvel. EXCREÇÃO - refere-se ao processo pelo qual um fármaco ou metabolito é eliminado do organismo; OBS: não ocorre de uma vez essa eliminação! - a secreção (TEM GASTO DE ENERGIA = ATIVA) tubular participar bastante da excreção dos fármacos; REABSORÇÃO TUBULAR (ATIVA): é quando o fármaco não é excretado e volta para o processo (geralmente medicamento lipossolúvel) de biotransformação e passa por todo o processo novamente. FARMACODINÂMICA ESTUDO DO EFEITO DA DROGA NOS TECIDOS RELAÇÃO DE DOSE – RESPOSTA - para gerar uma dose IDEAL sem toxicidade e letalidade. GRADUAL - efeito de várias doses de um F sobre o indivíduo. POTÊNCIA – velocidade EFICÁCIA QUANTAL - efeito de várias doses de um F sobre uma população de indivíduos. EFETIVIDADE TOXICIDADE LETALIDADE JANELA TERAPÊUTICA - margem de segurança; - faixa de doses ([ ]) de um F que produz uma resposta terapêutica, sem efeitos adversos inaceitáveis (toxicidade); - quanto MAIOR a faixa de doses, MAIS segura é a droga; ↓ SUBDOSAGEM: menores concentrações geradoras de efeito; ↑ TOXICIDADE/LETALIDADE: concentrações potencialmente tóxicas. INTERAÇÕES FÁRMACO – RECEPTOR AGONISTA: fármaco + receptor = favorece a CONFORMAÇÃO ATIVA deste receptor. ANTAGONISTA: fármaco + receptor = IMPEDE a ativação do receptor pelo agonista. - só irá existir se tiver um agonista querendo ativar a conformação, querendo impedir! EX: um anticoagulante é um antagonista, POIS, ele “briga” com as plaquetas pelo receptor. GRADUAL QUANTAL FORMAS FARMACÊUTICAS SÃO FORMAS FÍSICAS DE APRESENTAÇÕES DO MEDICAMENTO E ELAS PODEM SER CLASSIFICADAS EM: SÓLIDAS LIQUIDAS SEMISSÓLIDAS ESPECIAIS SÓLIDOS COMPRIMIDOS - são uma mistura de pós e/ou grânulos, contendo o fármaco e seus adjuvantes, tudo passado por um processo de compressão; PODEM APRESENTAR VÁRIOS FORMATOS: orais, cilíndricos e redondos; POSSUEM UM SULCO DE DIVISÃO: motivos que levam a divisão: necessidade de ajuste da dose, facilidade de deglutição e economia financeira; - entretanto, o processo de participação é impreciso, já que não parte de forma igual e pode perder parte da massa do comprimido; - dessa participação pode afetar a dose de medicação, e consequentemente, a resposta terapêutica; - devem satisfazer a algumas especificações: dureza, friabilidade, desagregação e dissolução. PODEM: - ter uma única camada ou varias; - ser revestido; - ser tamponado: contém um antiácidoque cria um ambiente de contato com a parede do estomago; EX: aspirina; - ter a liberação controlada ou modificada; - ser efervescente; - ser mastigável ou sublinguais. VANTAGENS: devido ao simples fato de engolir inteiro, diminui o gosto e o odor, apresenta-se com uma dosagem correta e precisa; DESVANTAGENS: tem se a perda da formação pela ação do suco gástrico, a não desintegração do comprimido e a irritação do trato gastrointestinal. SUPOSITÓRIO - são formas farmacêuticas destinados a inserção em orifícios corporais, nos quais amolecem, se dissolvem e exercem efeitos, sistêmicos ou localizados; - são preparações farmacêuticas sólidas, com formato cônico ou cilíndrico, para introdução no reto, devendo fundir a temperatura do organismo ou dispensar em meio aquoso. - possui AÇÃO LOCAL, ex: hemorroidal, laxativos, fármacos, anestésicos, anti-inflamatórios; - o efeito sistêmico substituem as proporções que se administram por via gastrointestinal; há diversos princípios ativos que só são melhores absorvidos por via retal do que por via oral; DESVANTAGENS: desconforto terapêutico. as especialidades medicas que mais utilizam os supositórios são a pediatria e a geriatria. CÁPSULA - são formas composta por um envoltório comestível que normalmente é a base de gelatina, dentro desse envoltório está o princípio ativo; - podem ser preparados com uma ou mais substancia (pó ou liquido); VIA DE ADMINISTRAÇÃO: é oral e deve ser deglutida inteira, atender nas exigência de variações de peso, tempo de desintegração e o teor de princípios ativos descritos na monografia; VANTAGENS: - facilidade na liberação e administração do fármaco; - melhor conservação e apresentação; - é uma forma adequada para administração de fármacos com sabor desagradável; - permite a prescrição personalizada - maior velocidade na execução da formulação. DESVANTAGENS: - não pode ser cortado ou partido; - inviável para fármacos muitos solúveis; - limitação de uso para crianças e idosos (devido ao tamanho); - deve ser mantida em temperatura e umidade adequada. CLASSIFICAÇÃO: podem ser classificadas em cápsulas: moles, duras e de liberação controlada; TIPOS DE CÁPSULA: gelatinosa, vegetal e sprinkle. DRÁGEA - são formas farmacêuticas em que o princípio ativo está em um involucro constituído por algumas substâncias; como açucares, corantes, ceras e gelatinas; SÃO CHAMADOS TAMBÉM DE COMPRIMIDO REVESTIDO. VANTAGENS: estabilidade físico – químico e facilidade de administração; DESVANTAGENS: dificuldade na preparação, alto custo e impossibilidade de ajuste na dose; EX: neosaldina, doralgina. PASTILHAS - são destinadas a se dissolverem lentamente na boca, constituída por grande quantidade de açúcar e mucilagens associados a princípios medicamentosos; - a grande quantidade de açucares e aromatizantes é necessária para que deixem um sabor agradável na boca, enquanto liberam o princípio ativo associado; TIPOS: duras, gomosas e sublinguais; VANTAGENS: é uma boa opção para pessoas que tem dificuldade para engolir e devido ao sabor, formato e textura também são bem aceitas por crianças; DESVANTAGENS: valor alto; pois precisam de maior quantidade de matéria – prima para serem fabricados. PÓS: - são formas/preparações farmacêuticas constituídos por partículas sólidas, livres e secas e mais ou menos finas, podendo conter um ou vários princípios adicionados ou não de coadjuvantes; CLASSIFICAÇÃO SIMPLES: quando deriva de uma droga; COMPOSTA: quando deriva de uma mais droga. PÍLULAS - são geralmente pequenas de consistência firme, sensivelmente, e que se destinam a serem deglutidas sem mastigar, são administradas via oral; - seu peso varia entre 0,1 A 0,5G; VANTAGENS: - mascaram o cheiro e sabor desagradável; - pequeno volume e fácil administração; - revestidas as alterações pela luz, umidade e ar; - produção relativamente fácil; - podem ser revestidas pela proteção dos agentes medicinais, para promover desagregação no suco entérico. A ESPECIALIDADE MEDICA MAIS UTILIZADA É A GINECOLÓGICA. LÍQUIDOS COLUTÓRIO - liquido medicamentoso usado para gargarejos – para a higiene das mucosas da boca ou para tratamento das gengivas; - por administração tópica, via oral; INDICAÇÕES: é destinado ao tratamento de processos inflamatórios e dolorosos da boca e garganta porque apresenta propriedades anti-inflamatória, analgésicos e anestésica; CONTRAINDICAÇÕES: não devem ser utilizados por pacientes que tenham alergia ao cloridrato de benzidamina ou aos demais componentes da formula. EMULSÃO - é constituído por dois líquidos imisturáveis, podendo existir várias fases, sendo eles, bifásicos, trifásicos ou emulsões múltiplas; - administração tópica ou via oral. ELIXIR - via oral; INDICAÇÕES: como antiespasmódicos, contra gases, dores estomacais e dores intestinais; CONTRAINDICAÇÕES: não deve ser usado por pacientes com hipersensibilidade aos componentes da fórmula, contraindicado para gestantes sem a devida orientação e para menores de 12 anos; também não deve ser utilizado por pessoas com diarreia aguda. SOLUÇÕES - são sistemas homogêneos de duas ou mais substâncias, que por meio de dissoluções forma-se uma substância homogênea; VIAS DE TRANSMISSÃO: via oral, via parenteral, via oftálmica, via otológica e via errino; TIPOS DE SOLUÇÃO: oftálmicas, injetáveis, otológicas, errinos e orais. TINTURA - extrato alcoólico de, por exemplo, uma erva ou solução de uma substancia não-volátil; TÓPICO: aplicar topicamente em curativos no tratamento de feridas; VIAS DE ADMINISTRAÇÃO: oral ou tópico; CONTRAINDICAÇÕES: não deve ser utilizado em casos de inflamações intestinais, problemas gástricos, pacientes portadores de doença tumoral benigna ou maligna intestinal; pacientes com histórico de cirurgia gastrointestinal ou com histórico de constipação ocasionada pelo uso de outros medicamentos; EX: tintura de algodeiro, tintura de iodo, tintura de amora. XAROPE - é uma solução concentrada de açúcar, concentrada em 60° BRIX a ser diluído em água através de osmose; - o açúcar quando em concentração superior a 85% funciona com conservante semelhante ao sal, devido ao efeito somático; - é uma das formas farmacêuticas mais usadas para massacrar os sabores desagradáveis; TIPOS DE XAROPE: ANTITUSSÍGENO – elimina a tosse; EXPETORANTE – dissolve o muco do pulmão, traqueia; MOSCOVÍTICO – solta o muco das vias aéreas; ANTIALÉRGICOS – controla alergias. SEMI – SÓLIDOS POMADAS - usadas na aplicação externa (uso tópico) na pele ou membranas mucosas que amolecem ou se fundem na temperatura corporal; CLASSIFICADOS EM: hidrofóbicas (que absorvem água), hidrofílicos; EX: usadas na odontologia: xylocaina (anestesia) e omcilom (anti-inflamatório). ÓVULO - é uma forma farmacêutica sólida, de dose única, contendo um ou mais princípios ativos; - existe também na forma semi-sólida como um tipo de supositório de uso vaginal; OBS: além das funções medicinais os óvulos possuem ou podiam ter funções absortivas (antigamente). SUPOSITÓRIO - entram na categoria de semi-sólidos pois existem alguns que possuem forma pastosa. PASTAS - são mais espessas e firmes que pomadas; - uso externo, ações estritamente epidérmica; - pastas são pomadas contendo grande quantidade de sólidos em depressão; - apresentam consistência macia e firme, são pouco gordurosas e tem grande poder de absorção de agua ou de exsudados. GEL - são formas farmacêuticas consistentes de aparência translucida ou opaca, destinados a aplicação na pele ou mucosas; AÇÕES: TÓPICA EPIDÉRMICA: destaca-se as ações antimicrobiana, desodorizante; TÓPICA ENDODÉRMICA: destacam-se as açõesanti- inflamatória, anestésica local e antimicótica; AÇÃO HIPODÉRMICA: destacam-se anti-inflamatórios, hormônios e anestésicos locais. CREME - consiste em uma emulsão semi-sólida, formada por uma fase lipofílica e uma fase hidrofílica; - possui um ou mais princípios ativos dissolvidos ou dispersos em uma base apropriada; ESPECIALIDADE QUE MAIS UTILIZA: dermatologista e ginecologista; DESVANTAGENS: possuem efeitos mais lentos e intensos que a pomada. ESPECIAIS/ DIFERENCIADAS AEROSSÓIS: são feitos de partículas liquidas ou sólidas minúsculas que flutuam através do ar ou em gases por suspensão; SPRAYS: semelhantes aos aerossóis; porém emitem um jato molhando; AMPOLAS: usados em conservação estéril de líquidos para o uso parenteral de dose única e possuem vedação hermética; SABONETES: deriva da ação de uma solução alcalina em gorduras vegetais ou animais; ADESIVOS TRANSDÉRMICOS: produzem efeito constante por determinado período de tempo pela difusão do princípio ativo; IMPLANTES: forma sólida e estéril contendo um ou mais princípios ativos; FILMES: película sólida, fina e prolongada contendo dose única de um ou mais princípios ativos, com ou sem excipientes; GOMAS OU JUJUBAS; PIRULITOS MEDICAMENTOSOS; CHOCOLATES TERAPÊUTICOS; VERNIZES. VIAS DE ADMINISTRAÇÃO MEDICAMENTOSAS É A FORMA PELO QUAL O FÁRMACO É INTRODUZIDO NO ORGANISMO. UM FÁRMACO PODE EXERCER SUA AÇÃO FARMACOLÓGICA: - no próprio local em que foi aplicado (efeitos locais); - absorvido e distribuído pelo organismo (efeitos sistêmicos). SISTÊMICA ENTERAL: via oral, sublingual e retal (passa pelo trato gastrointestinal); SISTÊMICA PARENTERAL: via intravenosa, subcutânea e intramuscular (direta – injeção, indireta – não precisa de injeção); LOCAL TÓPICA: via nasal epidérmica, cutânea, vaginal. VIA DE ADMINISTRAÇÃO: VIA INALATÓRIA/ ENDOTRAQUEAL/ RESPIRATÓRIA - é a via de eleição para a administração de fármacos do tratamento das doenças respiratórias. 4 TIPOS UTILIZADAS: - inaladores pressurizados doseáveis; - inalador de pó seco; - inaladores de névoa suave; - nebulizadores. AEROSSOLOTERAPIA: consiste na administração, por via inalatória de fármacos na forma de aerossol com finalidade diagnostica ou terapêutica; - este método utiliza o trato respiratório para transportar o medicamento através da inalação; - tem vantagem de realizar a administração em pequenas doses com rápida absorção. VIA BUCAL - a administração de um medicamento por meio da mucosa da boca do paciente produz efeitos sistêmicos do medicamento com ação quase imediata e evita os efeitos lesivos dos sucos gástricos e do metabolismo hepáticos; - o comprimento é colocado na boca do paciente sendo, aos poucos diluído e absorvido para a corrente sanguínea por meio da mucosas da bochecha do paciente; EX: listerine. VIA ORAL - é a mais utilizada das vias enterais, pela facilidade de aplicação; OBS: alguns medicamentos administrados por via oral irritam o trato digestório, ex: a aspirina; VANTAGENS: - é um meio barato, auto – ingestão; - indolor; - possibilidade de reversão da administração; - efeitos locais e sistêmicos. DESVANTAGENS: - irritação gástrica; - interação com alimentos; - interação com Ph gástrico e intestinal; - período de bactéria meio longo. VIA SUBLINGUAL - o medicamento é administrado debaixo da língua; - é uma forma mais rápida de absorção pelo organismo = devido a um epitélio fino e vasos sanguíneo abundantes na mucosa oral; - muito utilizado na administração de medicamentos com urgência; VANTAGENS: - permite a absorção de medicamentos de forma rápida; - impede que o medicamento seja inativado pelo suco gástrico; VIA DE ADMINISTRAÇÃO SISTÊMICA ENTERAL PARENTERAL LOCAL TÓPICA - impede o efeito de primeira passagem. DESVANTAGENS: - interfere com bebidas, alimentos ou fala; - tem uma duração de ação curta. VIA MUCOSA - é quando a solução anestésica é depositada no tecido mole que cobre a zona a intervir por difusão através da região, insensibilizando terminações nervosas livres. VIA INTRADÉRMICA E SUBCUTÂNEA (PARENTERAL) SUBCUTÂNEA: por meio da injeção subcutânea, via utilizada para administração de vacinas por exemplo (0,5 ml a 2,0 ml); INTRADÉRMICA: usada para pequenos volumes; sendo a solução introduzida na camada superficial da pele = derme (0,1 ml a 0,5 ml). VIA PARENTERAL INTRAMUSCULAR - feita de forma injetável, devendo – se avaliar a massa muscular suficientemente gerada para sorver o medicamento, espessura do tecido adiposo, idade do paciente, irritabilidade da droga e distância em relação a vasos e nervos importantes, na escolha do local a ser aplicado; LOCAIS DE APLICAÇÃO E VOLUME MÁXIMO: DORSO GLÚTEO (4ML); VASTO LATERAL (3ML); DELTOIDE (2ML). VIA PARENTERAL INTRAVENOSA/ ENDOVENOSA - consiste na injeção de agulha ou cateter contendo princípios ativos, vacinas ou hemoderivados nas veias periféricas, tipicamente nos membros superiores ou inferiores; VANTAGENS: efeito farmacológico imediato, há o controle da dose e admite grandes volumes de medicamentos ou soros; DESVANTAGENS: há maior facilidade de intoxicação e pode haver irritação no local da aplicação, possibilidade de acidente tromboembólico. RECEITUÁRIO E PRESCRIÇÃO - a Denominação Comum Brasileira (DCB) é uma nomenclatura oficial, de fármacos ou princípios ativos utilizados no país, que foram aprovados pela (Anvisa). A lista da DCB é atualizada periodicamente pela Anvisa, em função de inclusões, alterações e exclusões de fármacos ou princípios ativos. - toda e qualquer indicação do uso de medicamentos a um paciente, seja qual for a finalidade, deve ser feita na forma de receita, em talonário próprio de receituário, por profissional habilitado. O cirurgião-dentista poderá fazer suas prescrições utilizando dois tipos de receitas: a receita comum e a receita de controle especial. RECEITA COMUM - empregada na prescrição de medicamentos de referência ou genéricos, ou quando se deseja selecionar fármacos ou outras substâncias, quantidades e formas farmacêuticas, para manipulação em farmácias. RECEITA DE CONTROLE ESPECIAL - utilizada na prescrição de medicamentos à base de substâncias sujeitas a controle especial, de acordo com a Portaria no 344/98, da Anvisa. NORMAS LEGAIS PARA A PRESCRIÇÃO DE MEDICAMENTOS - estiver escrita à tinta, de modo legível, observadas a nomenclatura e o sistema de pesos e medidas oficiais; - contiver o nome e o endereço residencial do paciente; - contiver descrito o modo de usar do medicamento; - contiver a data e a assinatura do profissional, o endereço do consultório ou da residência e o número de inscrição do respectivo Conselho Profissional. COMO PRESCREVER POR MEIO DE UMA RECEITA COMUM EM CLÍNICA PRIVADA - o talonário próprio para receituário deverá conter seu nome, sua(s) especialidade(s); - seu número de inscrição no Conselho Regional (CRO); - o endereço do local de trabalho e/ou da residência; - o número do telefone para contato é optativo; - não há restrição quanto à cor do papel do talonário. EM SERVIÇOS PÚBLICOS DE SAÚDE - o talonário próprio para receituário deverá conter o nome e o endereço da instituição; - o nome do cirurgião-dentista e seu respectivo número de inscrição no CRO devem ser informados logo abaixo da data e assinatura; - cada profissional deverá possuir seu próprio carimbo com esses dados. CABEÇALHO - deverá conter o nome e o endereço do paciente e a forma de uso do medicamento, que pode ser interno ou externo; - uso interno: somente quando for deglutido, ou seja, quando passar através do tubo gastrintestinal;- as demais formas farmacêuticas são de uso externo. INSCRIÇÃO - nome do medicamento, que pode ser o nome genérico ou o do fármaco de referência (original); - a concentração; - a quantidade: 2 (duas) caixas, 1 (um) frasco. ORIENTAÇÃO - informações de como fazer uso da medicação, especificando as doses, os horários das tomadas ou aplicações dos medicamentos e a duração do tratamento; - deve ser escrita por extenso, evitando-se abreviaturas; - a receita também poderá conter as precauções com relação ao uso da medicação. DATA E ASSINATURA DO PROFISSIONAL - a data e a assinatura (ou rubrica) do profissional devem ser acrescentadas ao final da receita, à tinta e de próprio punho. OUTRAS RECOMENDAÇÕES - a prescrição de formulações magistrais para manipulação em farmácias deve ser feita em duas folhas do talonário separadas: 1°: deverá conter apenas a solicitação da preparação da formulação ao farmacêutico; 2°: trazer as orientações ao paciente para o uso da medicação. OBS: - evitar deixar espaços em branco entre a orientação e a assinatura do prescritor, o que pode permitir a adulteração da prescrição; - registrar a medicação prescrita no prontuário clínico, que poderá servir como prova legal em caso do uso indevido da mesma; - na prescrição de ansiolíticos do grupo dos benzodiazepínicos, a receita comum deverá ser acompanhada da notificação de receita do tipo B, de cor azul, para a dispensação do medicamento nas farmácias. RECEITA DE CONTROLE ESPECIAL - deve ser preenchida em duas vias, com os dizeres: 1ª via ‒ retenção da farmácia ou drogaria; 2ª via ‒ orientação ao paciente; - tem validade em todo o território nacional; - a receita é válida em todo o território nacional, por dez dias, a contar da data de sua emissão; - no cabeçalho, além do endereço, deverão ser incluídos dados de idade e sexo do paciente (apenas para controle do uso do medicamento). - para evitar a automedicação e inibir a comercialização indiscriminada de antimicrobianos, na expectativa de contribuir para minimizar o problema da resistência bacteriana, a prescrição de antimicrobianos também deveria ser feita por meio da receita de controle especial. - poderá conter também a prescrição de outras categorias de medicamentos, desde que não sejam sujeitos a controle especial. NOTIFICAÇÃO DE RECEITA - é o documento que autoriza a dispensação de medicamentos à base de outras substâncias que também estão sujeitas a controle especial; SÃO DE QUATRO TIPOS: Notificação de receita “A” (amarela) – de uso exclusivo da área médica. Notificação de receita “B” (azul) – Exigida na dispensação de substâncias psicotrópicas que constam na lista B1 (p. ex., todos os benzodiazepínicos). Notificação de receita “B2” (azul) – de uso exclusivo da área médica. Notificação de receita especial (de cor branca) – de uso exclusivo da área médica. Para a odontologia: são apresentadas as normas de preenchimento da notificação de receita “B”, que deve acompanhar a receita comum por ocasião da prescrição dos benzodiazepínicos, empregados para a sedação mínima de crianças, adultos e idosos. O DOCUMENTO DEVERÁ CONTER OS SEGUINTES ITENS E CARACTERÍSTICAS: - sigla da Unidade da Federação; - identificação numérica: a sequência numérica será fornecida pela Autoridade Sanitária competente dos Estados, Municípios e Distrito Federal; - identificação do emitente: nome do profissional com o número de sua inscrição no CRO, com a sigla da respectiva Unidade Federativa; - identificação do usuário: nome e endereço completo do paciente; - nome do medicamento ou substância; - data da emissão; - assinatura do prescritor; - identificação do comprador; - identificação do fornecedor; - identificação da gráfica. l ANALGÉSICOS SÃO MEDICAMENTOS QUE TEM SUA AÇÃO NA DOR (EXPERIENCIA SENSORIAL E EMOCIONAL DESAGRADÁVEL). NA ODONTOLOGIA A DOR GERALMENTE TEM CARÁTER INFLAMATÓRIO E ESTÁ RELACIONADO A UMA SERIE DE AGRESSÕES COMO: - injurias do complexo dentina polpa; - tecidos periodontais; - traumatismo dentário; - injurias da mucosa bucal; - desordens temporomandibulares. PROCESSAMENTO DA DOR - lesão tecidual; - reação inflamatória; - substâncias químicas – algiogênicas; - excitam terminações nervosas; - sistema supressor da dor (serotoninas, encefalinas); - modula o sistema nociceptivo; - continuamente ativado. CLASSIFICAÇÃO DA DOR (TEMPO DE DURAÇÃO) AGUDA - alta intensidade (inicio súbito): traumas infecciosas, inflamatórias; - curta duração: a intervenção na causa; - observa- se vocalização, expressões faciais e posturas de proteção. CRÔNICA - curso prolongado (persistente): contínua ou recorrente; - menor intensidade. INTENSIDADE (SUBJETIVO): - escala numérica de 0 a 10; - escala de descritores verbais; - escala visual analógica; - escala de faces. PRINCÍPIOS GERAIS DO TRATAMENTO DA DOR IDENTIFICAR - origem; - intensidade; - não usar (ou com cautela) os medicamentos; - iniciar com o menos potente – mas que tenha eficácia; - monitorizar efeitos adversos (conhecimento da droga). TRATAMENTO FARMACOLÓGICO DA DOR: 1° ESCOLHA = ANALGÉSICOS. REGIMES ANALGÉSICOS PARA O USO NA ODONTOLOGIA ANALGESIA PREEMPTIVA: tem início antes do estimulo nocivo (trauma tecidual) e são empregados F que previnem a hiperalgesia; ANALGESIA PREVENTIVA – inicio imediatamente após a lesão tecidual, porém antes do início da sensação dolorosa; ao final do procedimento seguida pelas doses de manutenção no pós-operatório; ANALGESIA PERIOPERATÓRIA – iniciado antes da lesão tecidual e mantido no período pós-operatório imediato. ANALGÉSICOS DE AÇÃO PERIFÉRICA – os mais utilizados e agem no local da injuria; - agem no local, incluindo a ação dos mediadores pró- inflamatórios que geram o estimulo da dor. ANALGÉSICOS DE AÇÃO CENTRAL – podem causar dependência e tolerância; - atuam diretamente no sistema nervoso central, alterando completamente a percepção da dor pelo organismo. CLASSIFICAÇÃO DOS ANALGÉSICOS OPIÓIDES OU NARCÓTICOS (agem em dores mais intensas): toxicomania – dependência – tolerância; NÃO OPIOIDES: ação leve moderada; e são as drogas mais utilizadas no alivio da dor; vão atuar como coadjuvantes, ex: carie é tratado na hora. ANALGÉSICOS NÃO NARCÓTICOS OS PRINCIPAIS ANALGÉSICOS SÃO DE ORIGEM SINTÉTICA E SÃO AGRUPADOS DERIVADOS DE ÁCIDO SALICÍLICO: ácido acetilsalicílico (não é utilizado mais para dor na odontologia, precisa conhecer pois tem paciente que faz uso continuo); DERIVADOS DO PARA-AMINOFENOL: paracetamol; DERIVADOS DA PIRAZOLONA: dipirona. DERIVADOS DO ÁCIDO SALICÍLICO (ASPIRINA, SOMALGIA, AAS, MELHORAL) - pertence a classe dos salicilatos; - a 1° substancia ativa desse grupo, a salicilina, isolada da casca do salgueiro: sintetizado o ácido acetilsalicílico (aspirina); - possui uma ótima ação analgésica/ação antitérmica/ação anti-inflamatória/ antirreumática; - devido a ação anti-inflamatória possui distúrbio GI intensos; - diminui aderência das plaquetas; - é usado na profilaxia de doenças trombo encefálicas (inibe irreversivelmente agregação plaquetária). DERIVADOS DO PARA AMINOFENOL (PARACETAMOL) - teve seu uso e suas pesquisas intensificadas (para substituir o AAS); - medicamentos que possuem o paracetamol na composição: tylenol, dórico, sonridor, acetofen, resfenol; MECANISMOS DE AÇÃO: prostaglandina (mediador químico, aumenta a sensibilidade dos nossos nociceptores = receptores da dor; inibe a prostaglandina diminuindo os receptores da dor). inibe também as prostaglandinas cerebrais = inibe a sensibilização do centro termorregulador (febre). INDICAÇÕES - substituição do AAS (mesmo que o AAS seja para dor,um paciente que usa de forma contínua, não vai fazer efeito para dor porque a dose para uso contínuo é diminuída); - ação analgésica; - ação antitérmica (quase não exerce ação anti-inflamatória); - expectativa ou presença da dor leve/moderada e odontalgias; - período curto: dor aguda de baixa intensidade (24 a 48h); SEGURO: crianças, idosos, gestantes e lactantes. Primeira escolha. CONTRAINDICAÇÕES - alergia ao medicamento ou sulfitos (conservantes); - paciente portador hepatopatia (doenças no fígado); - uso com comcomitante com outras drogas potencial hepatotóxico; ex: nimesulida; - uso com varfarina sódica (anticoagulante): aumenta o efeito anticoagulante/ hemorragia; - uso com a prilocaína (um dos anestésicos locais). EFEITOS ADVERSOS - dor de garganta inexplicável e febre; - erupções cutâneas (urticarias); - doses elevadas podem causar lesão hepática; HEPATOTOXICIDADE ELEVADA: em doses toxicas, álcool. doses terapêuticas = poucos e raros efeitos. APRESENTAÇÃO POSOLOGIA COMPRIMIDOS: 125, 250, 500 e 750 mg (usado na odontologia); COMPRIMIDO EFERVESCENTE: 500 mg; SUSPENSÃO OU XAROPE: 160 mg/5 ml; CRIANÇA: 10 a 15 mg/kg/vez; INTERVALO ENTRA AS DROGAS: 4/6H *vai depender da intensidade da dor do paciente. dose máxima: 4.000 mg/dia - por no máximo 3 dias, se a dor permanecer por 1 semana por exemplo, o paciente tem que voltar, pois tem algo errado; EX: 500 mg............6/6h; 750 mg.............6/6h Obs: não pode passar de 4000 mg/dia. PEDIÁTRICA: SOLUÇÃO (GOTAS): 100 mg/ml ou 200 mg/ml; QUANTIDADE : 1 gota /kg até 30 kg (passar disso já se usa a dose de adulto entre 30/45 gotas, depende da intensidade); ASSOCIAÇÃO P + CAFEÍNA – SORINDOR CAF: comp. (500mg + 65mg); P + CODEÍNA – TYLEX: comp. (500mg + 7,5 ou 30mg) – precisa de uma receita de controle especial. DERIVADOS DA PIRAZOLONA (DIPIRONA) - no Brasil, a dipirona foi introduzida com o nome de Novalgina; OBS.: dipirona não é comercializada nos EUA; medicamentos com dipirona na formulação: anador, analgex, analgin, novalgina, magnopirol, baralgin. CARACTERÍSTICAS - excelente analgésico, tem efeito antitérmico; - desprovido de ação anti-inflamatória; - apresenta distúrbios gastro intestinais leves; USO MÁXIMO: 7 dias; - depressor dos nociceptores (age diretamente no receptor onde já existe dor instalado – 1° escolha). CONTRAINDICAÇÃO - hipersensibilidade aos pirazolânicos; - pacientes com história de anemia e bucopenia; - gravidez e lactantes (categoria de risco D); - nefrites crônicas; - asma e infecção respiratória crônica; - discrasias sanguíneas; *há uma diminuição da P.A, apenas na via parenteral; EM CASOS DE INTOXICAÇÃO: diminuição da P.A e hipotermia. APRESENTAÇÃO/POSOLOGIA COMPRIMIDO: 500 mg SOLUÇÃO GOSTAS: 500 mg/ml – 1 gota/kg (até 30kg, passou disso é dose de adulto: 30-40 gotas) SOLUÇÃO EV OU IM: (2ml) – 500 mg/ml SERINGA DOSADORA = CRIANÇAS: 10 a 15mg/kg/vez INTERVALO ENTRE AS DOSES: 4 OU 6H dose máxima: 4000 mg/dia. OUTROS MEDICAMENTOS CLONIXINATO DE LISINA (DOLAMIN) CONTRAINDICAÇÃO: úlcera péptica ou hemorragia gastro intestinal e gravidez (ele potencializa o efeito dos anticoagulantes orais); POSOLOGIA: 125mg, 3 a 4x ao dia; dose máxima: 750mg. CETOROLACO DE TOMETAMINA (TORAGESIC) CONTRAINDICAÇÃO: histórico de asma, insuficiência renal, insuficiência cardíaca, hipertensos, grávidas, problemas de coagulação, uso de anticoagulante; POSOLOGIA: comprimido lingual 10mg ou 20mg (dose única) 10mg a cada 4 ou 6h. MALEATO DE FLUPIRTINA (KATADOLON) CONTRAINDICAÇÃO: gravidez e lactantes; POSOLOGIA: 1 cápsula de 100mg; 3 a 4x ao dia. ANALGÉSICOS NARCÓTICOS (OPIOIDES) MEDICAMENTOS DERIVADOS DO ÓPIO. EFEITOS - analgésica; - hipnose/sedação; - euforia “bem-estar”/prazer. indicados no tratamento de dores agudas, moderadas e intensas. MECANISMO DE AÇÃO CLASSIFICAÇÃO DOS OPIOIDES AÇÕES FARMACOLÓGICAS - analgésica; - efeito béquico (antitussígeno); - constipação intestinal (efeito que pode causar); - sedação (coordenação motora, noção de espaço) e hipotensão; - miose (contração do esfíncter pupilar); - êmese/náuseas (vontade de vomitar); - depressão respiratória (doses extremas); - dependência física e psíquica (crises de abstinência); - tolerância farmacodinâmica; Obs.: precisa de uma receita de controle especial! ENDÓGENOS •ENDORFINAS •ENCEFALINAS •DINORFINAS SINTÉTICOS •MEPERIDINA •PETIDINA (DOLANTINA) •METADONA (METADON) •FENTANIL (DUROGESIC) •TRAMADOL (ULTILIZADO) NATURAIS •MORFINA •HEROÍNA •CODEÍNA CLORIDRATO DE TRAMADOL COMPRIMIDO: 50mg (sylador); CÁPSULA: 50mg (tramal); adultos e crianças a partir de 12 anos POSOLOGIA: 50 a 400mg/dia (máx.); 8/8h (via oral). COMBINAÇÕES ANALGÉSICAS PARACETAMOL + CODEÍNA (paco, tylex); DICLOFENACO + CODEÍNA (codaten). ANTI-INFLAMATÓRIOS INFLAMAÇÃO processo fisiológico normal (reação de defesa do organismo). objetivo: reparar danos. TIPOS AGUDA - resposta abrupta e rápida; - caracterizada por alterações do tecido vascular e aumento da permeabilidade. CRÔNICA - resposta paulatina e proliferativa de longa duração; - caracterizada por degeneração e resposta celular. SINAIS E SINTOMAS DE UMA RESPOSTA INFLAMATÓRIA - vasodilatação sanguínea; - aumento da permeabilidade; - compressão das terminações nervosas; - combinação de todos os fatores. Intervalo de tempo recomendado para que o anti- inflamatório seja usado de forma segura: DOR PÓS-OPERATÓRIA: período de 24h com um pico de intensidade entre 6/8h; EDEMA INFLAMATÓRIO: ápice após 36h do procedimento. OBS.: - é inviável receitar um anti-inflamatório por um dia, pois o ápice é só depois de 36h (viável: 3-5 dias). ANTI-INFLAMATÓRIOS - substância ou medicamento que combate a inflamação de tecidos; - atuam por favorecer: desaparecimento dos edemas, desidratando os tecidos tumefeitos por ativação da circulação local ou por vasoconstrição no local da aplicação. CLASSIFICAÇÃO ESTEROIDAIS OU HORMONAIS NÃO ESTEROIDAIS OU NÃO HORMONAIS TIPOS DE COXS COX 1 - estímulo fisiológico; - todas as células; - CONSTITUTIVA; - enzima de vigilância que mantém o sistema e assegura a homeostase e a sinalização entre células; - também participa do processo inflamatório reparador. COX 2 - estimulo patológico; - macrófagos/células inflamatórias; - INDUZIDA; - reserva – induzida nas células inflamatórias quando estas são ativadas; - também apresenta funções fisiológicas. MEDIADORES PROSTAGLANDINAS FORMADAS A PARTIR DA COX 1: - secreção de muco gástrico; - regula contração uterina; - metabolismo renal; - reparo tecidual. FORMADAS A PARTIR DO COX 2 (QUE QUEREMOS INIBIR): - vasodilatação no local da agressão; - sensação de “mal estar”; - ação pirogênica; - sensibilização das terminações nervosas no local da agressão; - regulação renal; - migração dos neutrófilos; - ação antitrombogênica. PROSTACICLINAS FORMADAS A PARTIR DO COX 2: - ação antitrombogênica – inibe a agregação plaquetária; - vasodilatador. TROMBOXANOS FORMADAS A PARTIR DA COX1: - início do processo reparador; - atividade trombogênica (agregação plaquetária); - vasoconstrição. NÃO HORMONAIS OU NÃO ESTEROIDAIS CARACTERÍSTICAS - todos os inibidores da COX podem causar retenção de sódio e água, diminuição da taxa de filtração glomerular e aumento do PA (idoso); - todos os AINES inibem, em algum grau, a agregação das plaquetas e, consequentemente, a coagulação sanguínea; GRAVIDEZ: a inibição da síntese das prostaglandinas pelos AINES irá prolongar o trabalho de parto(estímulo da contração uterina) além de existir um possível efeito hemorrágico pós-parto (efeito inibitório da agregação de plaquetas); - deve-se evitar a prescrição dos inibidores da COX a pacientes com história de infarto do miocárdio e angina pelo risco aumentado de trombose (idosos). INDICAÇÕES - medicações pré e pós-operatória em intervenção odontológicas, quando houver expectativa de resposta inflamatória de maior intensidade (prevenir a hiperalgia e controlar o edema); EX: exodontia dos dentes incisivos, cirurgias periodontais, colocação de implantes múltiplos, enxertos ósseos; - tratamento da dor já instalada (urgência odontológica), como coadjuvantes dos procedimentos de ordem local; EFEITOS ADVERSOS - sangramento gástrico; - náuseas; - diarreias (cólicas abdominais); - lesão gástrica (indicado tomar logo após as refeições); - aumento do trabalho de parto; - distúrbio renal; - complicação hepática; - reações dermatológicas. CONTRAINDICAÇÕES: - problemas gástricos; - gravidez; - discrasias sanguíneas; - uso de anticoncepcionais; - hipertensão e cardiopatia. INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS (PARA EVITAR) - administração dos AINES com anticoagulantes; - podem aumentar a citotoxicidade da ciclosporina; - álcool provoca aumento do risco de sangramento gástrico; - associação de AINES (jamais) aumenta o risco de complicação GI e renal. - uso com drogas anti-hipertensivas pode precipitar uma brusca elevação PSA (pressão sanguínea arterial). PRINCIPAIS AINES AÇÃO FARMACOLÓGICA NOME GENÉRICO inibidores não seletivos (COX1 e COX2) IBUPROFENO DICLOFENACO inibidores seletivos (preferencialmente COX2) NIMESULIDA MELOXICAM inibidores específicos (quase exclusivamente COX2) CELECOXILS ETORICOXIBE IBUPROFENO (IBUPROFAN): - derivado de acido propilônico; - ação analgésica, anti-inflamatório e anti-térmico; - menor tendencia em causar distúrbios GI e hemorrágicos; - potencia superior as AAS; - AI de eleição para crianças, gestantes (se realmente precisar) e idosos. APRESENTAÇÃO COMPRIMIDOS: 300, 400 e 600 mg (usada); DRÁGEAS: 600 mg; SUSPENSÃO ORAL: 300mg/ml, 50 mg/ml, 100mg/ml; SOLUÇÃO ORAL GOTAS: 100mg/ml e 200 mg/ml. POSOLOGIA DOSE USUAL: 600 mg; INTERVALO DE DOSES: 6/6h ou 8/8h (único som essa flexibilidade); prescrição usual limite dia: 2.400 mg; DOSE PEDIÁTRICA: solução oral gotas 100mg/ml, 1 gota/kg, suspensão oral 4 a 10 mg/kg. DERIVADOS DE PROPILÔNICO NAXOPRENO: - adulto: 550 mg; 8/8h; - criança: 5 a 7 mg/kg; 8/8h. OBS: 10X MAIS POTENTE QUE O IBUPROFENO. CETOPROFENO: - adulto: 50 mg; 8/8h – VO/IM; - crianças: 1 mg/kg; 8/8h. prescrição usual limite: 300 mg NIMESULIDA - derivado sulfomadílico; MECANISMOS DE AÇÃO: processo de varredura dos radicais livres de O2 e redução do processo inflamatório; - apresenta menor reação de sensibilidade quando comparado aos demais AINES; - analgésicos, anti-inflamatórios e antitérmicos; - distúrbios GI livres; - hepatotoxicidade (uso máximo de 7 dias) – se passar tem problemas; pacientes hepatopatas não devem utiliza; CONTRAINDICAÇÃO: crianças, gestantes e hepatopatias. APRESENTAÇÃO: COMPRIMIDO: 100mg; SUSPENSÃO ORAL: 50mg/ml. POSOLOGIA: DOSE USUAL: 100mg; INTERVALO DE DOSES 12/12H; dose máxima: 200mg/dia. PIROXICAM - 1° AINES do grupo oxicans (protótipo); - principal vantagens de natureza farmacocinética (bem absorvido). APRESENTAÇÃO: DOSE RECOMENDADA: 20mg; INTERVALO DE DOSES 24/24H. MELOXICAM (NOVATEC) - analgésico e anti-inflamatório; - distúrbios GI leves; - excelente absorção. APRENTAÇÃO/POSOLOGIA DOSE RECOMENDADA: comprimidos 7,5mg/15mg; INTERVALO DE DOSES: 24/24H. DICLOFENACO (CATAFLAN) - derivados do ácido fenilacético; - apresenta-se como: diclofenaco sódico e diclofenaco de potássio; - atua bloqueando diretamente a sensibilização das terminações nervosas livres; - melhor eficácia no controle da dor já instalada (comparando com outros inibidores da COX); - ação: analgésica, anti-inflamatória e antitérmico; - distúrbios GI moderados; - leve hepatotoxicidade. APRESENTAÇÃO: DOSE RECOMENDADA: comprimido/drágea:50mg; INTERVALO DE DOSES: 8/8H dose máxima: 200mg/dia. HORMONAIS, ESTEROIDAIS OU CORTICOIDES - o mecanismo de ação se dá pela inibição de mediadores químicos da inflamação; - córtex adrenal humano secreta hormônios esteroidais denominados CORTICOSTEROIDES. PRODUÇÃO DIÁRIA DE CORTISOL = 25MG DE CORTISONA MEDICAMENTOS EQUIVALENTES AOS 25MG DIÁRIOS 20MG DE HIDROCORTISONA 5MG DE PREDNISONA 4MG DE METILPREDNISOLONA 2MG DE PARAMETASONA 0,5MG DE BETAMETASONA 0,75MG DE DEXAMETASONA CARACTERÍSTICAS - intensidade da lesão requer ação mais decisiva; - uso de curta duração; - não se associa ao surgimento de efeitos colaterais. INDICAÇÕES - processos alérgicos (reação anafiláticas); - processos inflamatórios sem resposta favorável ao tratamento prévio com os não esteroidais. INDICAÇÕES NA ODONTOLOGIA - processo sistêmico; - implantes; - CBMF (pré e pós cirurgia oral); - pênfigo vulgar; - líquen plano; - anafilaxia; - edema de glote; - reações alérgicas. IBUPROFENO NIMESULIDA MELOXICAM DICLOFENACO EFEITOS ADVERSOS - diminuição da resposta imunológica; - edema (retenção de líquidos e sódio); - atrofia muscular (diminui a produção e aumenta o catabolismo de proteínas); - hipertensão arterial; - alteração na personalidade; - pele quebradiça; - úlcera; - síndrome de Cushing (simula essa doença); - hiperglicemia (estimula a produção de glicose); - osteoporose (prejuízo na absorção de cálcio e reparação óssea); - supressão de crescimento (dificulta a absorção de cálcio e diminuição hormônio do crescimento); - alteração da distribuição da gordura corporal; - aumenta a susceptibilidade à infecção; - retardo na cicatrização (inibição dos fibroblastos). CONTRAINDICAÇÕES - gestantes e lactantes; - crianças e idosos (metabolismo alterado); - diabético, hipertenso (retenção de sódio e água), cardiopata; - paciente imunodeprimidos; - portadores de infecção bacteriana aguda disseminada; - portadores de doenças fúngicas sistêmicas (ex: tratamento de herpes – dissemina); - glaucoma (aumenta a pressão intra ocular); - osteoporose; - história de hipersensibilidade à droga. MEDICAMENTOS BETAMETASONA (CELESTONE 2MG) DEXAMETASONA (DECADRON 4MG) TRIANCINOLONA (ONCILOM 1MG/G) TRATAMENTO ODONTOLÓGICO - dose única; - analgesia preemptiva (antes da lesão tecidual); - 4-8mg, 1h antes da intervenção. ANTIBIÓTICOS INFECÇÕES - colonização de um organismo (hospedeiro HO) por uma espécie estranha que procura utilizar os recurso do HO para se multiplicar; - o organismo infectante (patogênicos) interfere na fisiologia normal do HO como consequências (prejuízo HO); EM TODAS INFECÇÕES EXISTEM UMA INFLAMAÇÃO, MAS NEM TODAS AS INFLAMAÇÕES SÃO INFECÇÕES! CIRURGIÃO DENTISTA - tratamento de infecções do complexo BMF, de origem odontogênica ou não; - polpa dentaria; - áreas periapicais; - periodontais. MICROBIOLOGIA DE INFECÇÕES OROFACIAIS SÃO MISTAS (microbiotas diferentes, bactérias diferentes). é necessário um medicamento de amplo espectro. CLASSIFICAÇÃO BASEADA NO EFEITO DO 02, SOBRE SEU METABOLISMO: AERÓBIAS ESTRITAS; AERÓBIAS FACULTATIVAS; ANAERÓBIAS (predominância das infecções mais disseminadas). ANTIBIÓTICOS - substâncias químicas, produzidas por microrganismos vivos, capazes de inibir ou destruir germes patogênicos; - irá auxiliar, não vai atuar só e nem ser o principal; - atualmente só é vendido com prescrição, pelo uso disseminado. ASPECTOS IMPORTANTES - [ ] atingida no hospedeiro: concentraçãoadequada; - grau de sensibilidade do MO: escolher um antibiótico adequado. CLASSIFICAÇÃO QUANTO A AÇÃO SOBRE AS BACTÉRIAS BACTERICIDAS: destroem as bactérias, depende menos do sistema imunológico (usado e paciente imunodepressivos); BACTERIOSTÁTICOS: inibem o crescimento da bactéria (sistema imunológico – fagocitose). USO DE MEDICAMENTOS NA ODONTOLOGIA EX DE BACTERICIDAS: penicilinas (nossa 1° escolha), cefalosporinas, aminoglicosídeos. EX DE BACTERIOSTÁTICOS: tetraciclima, eritromicina. ANTIBIÓTICO IDEAL? - seria aquele com máxima toxicidade seletiva, ou seja, antibiótico atingir o máximo possível apenas o agente agressor e não causar danos ao hospedeiro; - sempre vai agredir o hospedeiro, mas escolher o que vai agredir MENOS; - nós não temos parede celular, portanto, um antibiótico que tem ação em parede celular ele vai agredir menos as nossas células já que não temos (ele terá uma toxicidade seletiva boa). MECANISMOS DE AÇÃO OS ANTIBIÓTICOS VÃO ATINGIR: - DNA; - membrana plasmática; - ribossomo (síntese proteína); - parede celular; - metabolismo intermediário – falsos substratos SULFAS. PAREDE CELULAR - os antibióticos que atuam na parede celular são bactericidas; pois sem a parede celular a membrana iria sofrer uma lise; - reforço externo da membrana; - ela é altamente permeável a troca de substancias; FUNÇÃO: promover proteção, sustentação. HIPERTONICIDADE INTERNA BACTERIANA - componente comum a todas as bactérias patogênicas; - bactericida; - aumento da pressão osmótica interna; - reprodução binária (momento em que vai atuar). TIPOS DE BACTÉRIAS GRAM – POSITIVE: possuem apenas uma camada de peptidioglicamos, que nesse caso é mais espessa; GRAM – NEGATIVE: possuem uma camada mais fina de peptidioglicanos, além de outra camada composta por líquidos e proteínas. (naturalmente mais resistentes aos antibióticos, por possuírem uma parede celular mais complexa). ANTIBIÓTICOS QUE ATUAM NA PAREDE CELULAR PENICILINAS: primeira escolha na odontologia – possui um amplo espectro. (praticamente atóxicas, exceto reações de hipersensibilidade); CEFALOSPORINAS: não é tão especifica para a nossa área. RESISTÊNCIA BACTERIANA - se deu pelo uso discriminada dos antibióticos e as bactérias se tronaram resistentes ao medicamento; - é preocupante pelos custos: diretos e indiretos (internações; pacientes afastados de seus serviços); - mutação genética (o que torna resistente); - modificações da estrutura genética; - o antibiótico SELECIONA, ficando as que sofreram mutações! - duas formas de mutação: natural ou primaria e adquirida. RESISTÊNCIA NATURAL EX: a mycoplasma não possui parede celular; então a penicilina (que atua na parede celular) não vai ter efeito, isso seria uma resistência natural; - a bactéria já nasce resistente a alguns antibióticos – é algo previsível. ADQUIRIDA - quando a bactéria antes, era sensível ao antibiótico e do nada ela adquire uma nova forma, não é mais sensível ao antibiótico; - essa nova forma é transmitida para novas gerações. MUTAÇÃO = SELEÇÃO: - modificações nas características do DNA da bactéria; - fenômeno espontâneo e mais frequente e importante; - ocorre na presença ou ausência de antibióticos – selecionar os mutantes; - modificação genética súbita e instável, transmitida hereditariamente (mutante descendente); - fatores mutagênicos com raios X, raios UV e ácido nitroso. COMO CONTRIBUIR PARA EVITAR A RESISTÊNCIA BACTERIANA? - bom senso no uso de antibióticos na clínica diária; - o conhecimento dos agentes causadores das infecções mais comuns, dentro de cada especialidade; - o tratamento de qualquer infecção bucal inicia-se pela eliminação da causa; - os antibióticos auxiliam as defesas do organismo no controle ou na eliminação de MO. QUANDO INDICAR O USAR DE ANTIBIÓTICOS NA ODONTOLOGIA? - tratamento das infecções odontológicas. CURATIVO; PROFILÁTICO LOCAL. profilaxia (prevenção) em paciente com risco de desenvolver endocardite bacteriana, devido a bacteremia causada por procedimentos odontológicos. CURATIVO CASOS PARA ADMINISTRAR ANTIBIÓTICOS: - celulite (infecção aguda); - abcesso agudo; - pericoronarite aguda; - fraturas compostas (expostas); - lacrações bucofaciais externas (profundas ou antigas). - infecções pós operatórias PROFILÁTICO LOCAL (PREVENÇÃO LOCAL) - dose única 1h antes do procedimento; - cirurgia bucal em pacientes imunodeprimidos; EX: frenectomia, remoção de torus, extração simples; - cirurgia bucal que envolvem próteses ou enxertos. PROFILÁTICO SISTÊMICO - prevenir uma infecção a distância pelo sistema circulatório; - via de entrada sistêmica (alvéolo); - bacteremia; - local susceptível a distância; - prevenções de endocardite bacteriana/infecciosa em pacientes susceptíveis; - outra forma de usar a profilaxia sistêmica é quando o procedimento gera bacteremia – quando apresenta sangramento -> pacientes com predisposição anatomopatológica: exodontia, instrumentação endodôntica, cirurgia oral menor, implante dentário, reimplantes dentários, cimentação de bandas ortodônticas e cirurgias periodontais e raspagem subgengival. PACIENTES COM PROFILAXIA RECOMENDADA RECOMENDAÇÕES: - aplicar 1h antes do procedimento amoxicilina 2g (4 comprimidos de 50 mg/kg) e 50 mg/Kg - aplicar 1h antes do procedimento: clindomicina: 600mg e 50mg/kg, azitromicina ou claritromicina 500mg e 15mg/kg. PACIENTES CARDÍACOS QUE PRECISAM DA PROFILAXIA ALTO RISCO: - válvulas cardíacas protéticas; - endocardite bacteriana previa; - doença cardíaca complexa congênita; - desvios ou condutas pulmonares cirurgicamente construídos. RISCO MODERADO: - maioria das não-formações cardíacas congênitas disfunção reumática e valvular adquirida prolapso as válvula mitral. DOSE DE ATAQUE: 2x a dose de manutenção; PROFILÁTICA LOCAL OU SISTÊMICA: dose única (1h antes do procedimento). CASOS QUE NÃO SE DEVEM INDICAR ANTIBIÓTICOS - edema sem complicações induzidas por traumatismo ou substancias químicas; - dor relacionada a pulpite ou a traumatismo; - abcessos menores e bem localizados que provavelmente, responderão bem a drenagem e ao tratamento da fonte local; - bactérias limitadas ao canal radicular; - trato fistuloso de drenagem crônica não complicada associada a um dente desvitalizado; - alveolite seca sem complicações; - pericoronarite, simples, bem limitada. PRINCIPAIS ANTIBIÓTICOS USADOS NA ODONTOLOGIA - B- lactâmicos (penicilinas, cefalosporinas); - tetraciclinas; - aminoglicosídeos; - microlídeos; - macrolídeos; - glicopeptídeos; - lincosamidas. PENICILINAS - são os melhores para se enquadrarem no combate às infecções que acometem a cavidade bucal; - grupo de antibióticos menos tóxicos ao ser humano (rápida eliminação renal); - bactericidas – agem por inibição da síntese da parede celular (alta toxicidade seletiva); - pequenos efeitos colaterais; - baixo custo; CLASSIFICAÇÃO: naturais, sem-sintéticas e biosintética. AMPICILINA - 1° penicilina semi-sintética que mostrou ação contra cocos e bacilos G-; - não apresenta resistência a penicilinase; - uso em infecções orais-infecções mistas; - ingestão de alimentos antes de sua administração reduz sua absorção (tomar de estômago vazio); - nome comercial mais conhecido: BINOTAL (apresentação: 500mg/g, 6/6 por 7 dias). AMOXICILINA - padrão ouro (fármaco de primeira escolha); - rápida absorção; - níveis sanguíneos mais prolongados; - baixa toxicidade; - bactericida; - eficácia contra os prováveis microrganismos presentes em infecções odontogênicas; INDICAÇÕES: tratamento de infecções orofaciais e abscessos periapicais e periodontais; CONTRAINDICAÇÕES: pacientes comhipersensibilidade; INTERAÇÕES: reduz a eficácia de contraceptivos orais. AMOXIL (AMOXILINIA GENÉRICO) CÁPSULAS: 500mg; COMPRIMIDO: 500mg e 87mg; SUSPENSÃO ORAL: 250mg/5ml; Intervalo de doses8h/12h – 7 dias CRIANÇA: 3/kg (peso/3); exemplo: 21kg/3 = 7ml ASSOCIAÇÃO DE ANTIMICROBIANOS AMOXICILINA + CLAVULANATO DE POTÁSSIO (CLAVULIM) APRESENTAÇÃO: 500mg + 125mg; INTERVALO DE DOSES: 8/8h por 7 dias. CEFALOSPORINAS - perfil de ação semelhante a penicilina; - reação alérgica cruzada em aproximadamente 15% dos pacientes alérgicos a penicilina; - apresentam um espectro um pouco mais amplo e mais toxicidade; - mais caras. CLASSIFICAÇÃO 1° geração: mais ativos em cocos G+ 2° geração: aeróbicos e anaeróbicos G+ e G- 3° e 4° geração: área médica OPÇÕES 1° GERAÇÃO: KEFLEX (cefalexina) - apresentação: comp.; cápsula ou drágea 500mg e 1g intervalos de doses: 6/6h por 7 dias. 2° GERAÇÃO: CEFLACOR - apresentação: 250mg/500mg intervalo de doses: 8/8h por 7 dias. CLINDAMICINA - recomendado como 2° opção nas infecções orodentais; - bem absorvido por VO; - atinge [ ] ósseas similares às [ ] plasmáticas – excelente penetrabilidade óssea, em outros tecidos e abscessos; MEDICAMENTO: DALACIN - apresentação: 300mg/75mg/5ml intervalos de doses: 6/6h por 7 dias. MACROLÍDEOS - eritromicina e azitromicina; - bastante utilizadas na clínica odontológica; - atividade bacteriostática – inibe SP; - apresentam facilidade de administração, boa tolerância e baixa toxicidade; - baixo custo; - disponíveis apenas para uso oral. ERITROMICINA - possui alta eficácia em G+ e menos em G- anaeróbios; - deve ser evitando em pacientes com doença hepática; APRESENTAÇÃO: 500 ou 250mg/5ml comp./suspensão oral 30 a 50mg/kg/dia Intervalo de doses: 6/6h por 7 dias. Azitromicina - antibacteriano de largo espectro ativo contra G+ e anaeróbios G-; - atividade bactericida – maior [ ] em tecidos infectados por ser agrupar dentro dos neutrófilos e meia vida prolongada; - níveis séricos detectáveis em até 10 dias em 3 dias de tratamento; APRESENTAÇÃO: 500mg; intervalo de doses: 24/24h, 3 a 5 dias. METRONIDAZOL - ação bacteriana; - não possui atividade bacteriana aeróbicas e anaeróbicos facultativas; FLAGYL APRESENTAÇÃO: 250, 400 e 500mg; intervalos de doses: 8/8h por 7 dias. TETRACICLINA - eficaz contra G+ e G-; - antibióticos de largo espectro bacteriostático SP; - em odontologia: doença periodontal; - contraindicados: gravidez e crianças até 12 anos; APRESENTAÇÃO: 500mg intervalo de doses: 6/6h por 7 dias. ATENÇÃO - os intervalos entre as doses devem ser CRITERIOSAMENTE obedecidos; - da mesma forma que apresentam evolução muito rápida, as infecções agudas tem duração relativamente curta (2 a 7 dias), particularmente quando o foco da infecção é eliminado; - o uso prolongado de antibióticos somente serve para eliminar as bactérias sensíveis e selecionar. CASOS DE INSUCESSO DOS ANTIBIÓTICOS - escolha inapropriada do antibiótico; - falha no calculo da dosagem ([ ] sanguíneas muito baixas); - antibiótico não consegue penetrar no sítio da infecção; - antagonismo entre antibióticos; - surgimento de MO resistentes aos antibióticos; - infecções com taxa de crescimento muito baixas; - fatores locais desfavoráveis; - vascularização do local é limitada ou há diminuição do fluxo sanguíneo; - paciente encontra-se com a resistência às infecções diminuídas; - falta de adesão ao tratamento; - custo do tratamento. SEDAÇÃO MÍNIMA os métodos de controle da ansiedade podem ser farmacológicos ou não farmacológicos. - dos não farmacológicos: a verbalização é a conduta básica, que pode ser associada a técnicas de relaxamento muscular ou de condicionamento psicológico. - métodos farmacológicos: de sedação como medida complementar, desde a sedação mínima até a anestesia geral. SEDAÇÃO MÍNIMA - discreta depressão do nível de consciência, produzida por método farmacológico, que não afeta a habilidade do paciente de respirar de forma automática e independente e de responder de maneira apropriada à estimulação física e ao comando verbal. BENZODIAZEPÍNICOS (BDZ) - são os ansiolíticos mais empregados para se obter a sedação mínima por via oral, pela eficácia, boa margem de segurança clínica e facilidade posológica; - a segurança clínica do uso dos benzodiazepínicos, pois sua ação ansiolítica se dá pela potencialização dos efeitos inibitórios de um neurotransmissor (GABA), produzido pelo próprio organismo; - apresentam outras vantagens, como a redução do fluxo salivar e do reflexo do vômito e o relaxamento da musculatura esquelética; - apresentam baixa incidência de efeitos colaterais, particularmente quando empregados em dose única ou por tempo restrito. a sonolência é o mais comum desses efeitos, principalmente com o uso do midazolam e do triazolam, por conta de sua ação hipnótica (indução do sono fisiológico). mesmo quando se empregam pequenas doses de benzodiazepínicos, uma pequena percentagem dos pacientes (~ 1%) pode apresentar efeitos paradoxais (ou contraditórios), ou seja, ao invés da sedação esperada, o paciente apresenta excitação, agitação e irritabilidade. amnésia anterógrada é outro efeito colateral dos benzodiazepínicos, que pode ocorrer mesmo quando empregados em dose única. MIDAZOLAM - pode provocar alucinações ou fantasias de caráter sexual; - é o fármaco de escolha para jovens e adultos, pelo rápido início de ação (30 min) e menor duração do efeito ansiolítico (1-2 h). CRIANÇAS - o diazepam e o midazolam; - sendo que ambos apresentam vantagens sobre outros agentes sedativos como a prometazina, a hidroxizina e o hidrato de cloral; - o midazolam parece ser o fármaco de escolha para procedimentos de curta duração em crianças, sendo bastante utilizado nessa especialidade. IDOSOS - o fármaco ideal para a sedação de pacientes geriátricos seria o triazolam (rápido início de ação e duração curta), porém este ansiolítico não está disponível comercialmente no Brasil; - assim, a escolha recai no lorazepam, cuja meia-vida plasmática é intermediária entre o triazolam e o diazepam. POSOLOGIA - administrar (no próprio consultório) ou prescrever um comprimido para ser tomado em ambiente domiciliar. - o momento da tomada irá variar em função do fármaco escolhido, antes do início do procedimento: - triazolam (via sublingual) – 20-30 min - midazolam – 30 min - alprazolam – 45-60 min - diazepam – 60 min - lorazepam – 2 h antes as prescrições de benzodiazepínicos (em receita comum) devem vir acompanhadas da notificação de receita do tipo B (de cor azul). TÉCNICA DE INALAÇÃO DA MISTURA DE ÓXIDO NITROSO E OXIGÊNIO - esta técnica de sedação é segura e eficaz, não oferecendo riscos de hipoxia por difusão aos pacientes; - com a finalidade de monitoração clínica constante, é recomendado o uso do oxímetro de pulso antes, durante e após a sedação; - é benéfica para pacientes que apresentam problemas de ordem sistêmica, como os portadores de doença cardiovascular ou de distúrbios convulsivos, entre outras, devido à constante suplementação de oxigênio que a mistura proporciona; - suas principais vantagens em relação à sedação mínima com benzodiazepínicos, por via oral, são: 1. tempo curto (~ 5 min) para se atingir os níveis adequados de sedação e para a recuperação do paciente, que muitas vezes pode ser dispensado sem acompanhante; 2. pode-se individualizar a quantidade e a concentração de N2O/O2 para cada paciente; 3. a duração e a intensidade da sedação são controladas pelo profissional em qualquer momento do atendimento; 4. administração constante de uma quantidade mínima de 30% de O2 durante o atendimento