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INTRODUÇÃO 
 
PHARMAKON = DROGA 
ciência que estuda a interação entre os compostos 
químicos e os organismos vivos. 
OBJETIVOS 
TERAPÊUTICOS: curar/controlar doenças ou avaliar 
sintomas; 
PREVENTIVOS: vacinas, fluoração de água; 
DIAGNÓSTICOS: contrastes usados em exames. 
HISTÓRICO 
INICIO DA CIVILIZAÇÃO: efeitos curativos (plantas, chás); 
PRIMEIRO REGISTRO: escritos em argilas (ópio); 
NO ANTIGO EGITO: tratado médico; 
ANTIGUIDADE: a dor era considerada como vingança 
divina; 
SÉC. 5 A.C: Hipócrates (pai da medicina) - houve uma 
abordagem racional da medicina; 
RENE DESCARTES: inicio do séc. XIX (experimentação). 
 
SUBDIVISÃO DA FARMACOLOGIA 
FARMACOLOGIA GERAL: princípios aplicados a qualquer 
grupo de drogas; 
FARMACOLOGIA APLICADA: separa as drogas em grupos 
com efeitos semelhantes; 
FARMÁCIA/FARMACOTÉCNICA: preparação das formas 
farmacêuticas; 
FARMACOGNOSIA: estuda a composição química das 
plantas e estruturas delas; 
FARMACOCINÉTICA: estuda o efeito do organismo sobre as 
drogas – metabolização da droga para o local onde irá atuar; 
FARMACODINÂMICA: estuda a ação da droga sobre o 
organismo (mecanismos de ação); 
FARMACOTERAPÊUTICA: usa as drogas para terapia 
medicamentosa; 
FARMACOLOGIA EXPERIMENTAL: antecede todos os 
estudos até que a droga seja usada oficialmente; 
FARMACOLOGIA: estudo clinico com pacientes; 
TOXICOLOGIA: estudo da toxicidade dos medicamentos. 
 
FARMACOLOGIA X TERAPÊUTICA 
FARMACOLOGIA: farmacoterapia (medicamentos); 
TERAPÊUTICA: arte de tratar o doente, avaliando seu 
sofrimento, quando possível curá-lo e sempre confortá-lo. 
SISTEMAS TERAPÊUTICOS 
TRATAMENTO ESPECÍFICO: usa substâncias dirigidas à 
etiologia da doença; 
TRATAMENTO DE SUPORTE OU DE APOIO: 
- medicamentos dirigidos à sintomatologia e não a causa da 
doença; 
- repouso e cuidado com ambiente; 
- medicamentos simultâneos (diagnóstico impreciso); 
TERAPÊUTICA EMPÍRICA OU POPULAR; 
PLACEBOTERAPIA: ação do medicamento não decorre de 
sua atividade farmacológica; 
PSICOTERAPIA: é um de terapia cuja finalidade é tratar os 
problemas psicológicos. 
 
CONCEITOS FUNDAMENTAIS 
DROGAS: 
- qualquer substância química que possui a capacidade de 
produzir efeito farmacológico; 
- provoca alterações funcionais ou somáticas; 
- alterações benéficas; 
- alterações maléficas (tóxico ou droga-tóxico). 
 
REMÉDIO: 
- todos os meios utilizados para prevenir, melhorar ou curar 
as doenças; 
- medicamentos; 
- meios físicos (radioterapia, massagem); 
- meios psíquicos (psicanálise, tratamento psicológico). 
 
 
 
FÁRMACO X MEDICAMENTO 
FÁRMACO: substâncias ativas com ação terapêutica; 
MEDICAMENTO: “toda substância ou composição com 
propriedades curativas ou preventivas das doenças ou dos 
seus sintomas”. 
 
ORIGEM DOS MEDICAMENTOS 
CLASSIFICAÇÃO: 
NATURAIS: extraídos da natureza, ou seja, de animais, 
vegetais e minerais; 
SINTÉTICOS: obtidos em laboratórios; 
SEMISSINTÉTICOS: obtidos alterando-se as substâncias 
naturais com finalidade de produzir ações no organismo. 
 
VENENO: substância que provoca efeito tóxico; 
TOXINA: substância de origem biológica que provoca danos 
à saúde de um ser vivo (contato ou absorção); 
XENOBIÓTICOS: qualquer substância química estranha ao 
organismo. 
 
RECEPTOR: 
- componente do organismo que vai mediar o efeito das 
drogas por reações químicas (a droga vai possuir seu 
receptor ideal para ela); 
PRINCÍPIO ATIVO: corresponde à substância, responsável 
pela ação terapêutica. 
 
FARMACOPEIA 
- conjunto de drogas/medicamentos oficializados de uso 
consagrado pela experiência (eficazes e úteis); 
- publicações oficiais de cada país sujeitos a atualização e 
revisão por comissões especiais de cientistas; 
- 1° versão no Brasil – 1929; 
- medicamento oficial: fármaco que faz parte da 
farmacopeia. 
 
 
 
PROCESSO DE FABRICAÇÃO UM REMÉDIO 
 
 
ESPECIALIDADE FARMACÊUTICA 
- medicamento industrializado, cuja fabricação é 
regularizada por nomes governamentais; 
- fórmula conhecida e de ação terapêutica comprovada; 
- embalado de modo uniforme e comercializado com um 
nome convencional; 
- regula as obrigações e os direitos com relação à 
propriedade industrial: garantir a patente (ao inventor) que 
lhe assegure a propriedade de sua invenção por um 
determinado período (10 anos) e durante esse período, 
quem quiser fabricar, com fins comerciais, um produto 
patenteado, deverá obter licença do autor e pagar-lhe 
ROYALTIES. 
 
MEDICAMENTOS 
 
POSSUEM O MESMO PRINCÍPIO ATIVO 
 
 
 
• sintetizada por uma empresa
farmacêutica;
NOVA SUBSTÂNCIA 
QUÍMICA 
•ex: ácido acetilsalicílicoNOME QUÍMICO
•ANVISA (OMS) escolhe o nome
genérico, ex: aspirina;
PROCESSO DE INVESTIGAÇÃO 
OFICIAL DO FÁRMACO
•comercializado pelo fabricante que
pode utilizar nomes iguais ou
diferentes ao nome quimico;
APROVADO PELA 
FARMACIPÉIA 
•nome para venda.ASPIRINA
 
GENÉRICO 
- medicamento semelhante a um produto de referência ou 
inovador (produzido após a expiração ou renúncia da 
proteção patenteada ou de acordo direitos de 
exclusividade); 
- Lei dos medicamentos genéricos: N° 9.787 de 1999 – 
publicada pela ANVISA que regulamenta todas as formas de 
propaganda de medicamentos 
(qualidade/eficácia/segurança atestada pela ANVISA); 
- apresenta a mesma substância, mesma dose e forma 
farmacêutica do medicamento de referência; 
- pode substituir o medicamento de referência, pois temo 
rigorosamente as mesmas características e efeitos sobre o 
organismo do paciente; 
- tem qualidade atestada pela ANVISA, e comprovadamente, 
menor custo que o medicamento de referência 
correspondente; 
- todos os medicamentos genéricos deverão ter a tarja 
amarela que visa facilitar a identificação dos mesmos. 
 
SIMILAR 
- apresenta as mesmas substâncias, mesma dose e forma 
farmacêutica do medicamento de referência; 
- não podem substituir os medicamentos genéricos ou de 
referência; 
- apesar de possuir qualidade assegurada pelo ministério da 
saúde, não passa por testes de bioequivalência. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
REFERÊNCIA 
- seu registro só é liberado e publicado pela ANVISA 
mediante a apresentação dos testes de equivalência 
farmacêutica e de biodisponibilidade relativa exigidos pelo 
ministério da saúde no cumprimento da Resolução RDC n°72, 
2004. 
EM RELAÇÃO AOS OUTROS (GENÉRICO E SIMILAR) 
IGUAL DIFERENÇA 
princípio ativo tamanho e forma do 
produto 
concentração prazo de validade, 
embalagem, rotulagem, 
excipientes e veículos 
forma farmacêutica 
via de administração 
indicação terapêutica 
posologia (dosagem) 
 
 
EFEITOS DOS FÁRMACOS 
TERAPÊUTICO: ação terapêutica; 
LOCAIS: reações que só ocorrem no local de administração 
do medicamento; 
SISTÊMICOS: ocorrem num órgão ou sistema distante do 
local de administração; 
SINÉRGICOS: combinação dos efeitos de 2 ou mais 
fármacos, administrados simultaneamente; o efeito final é 
superior à soma dos efeitos de cada um deles isoladamente; 
ex: relaxante muscular + analgésico; 
ANTAGÔNICOS: efeito oposto entre dois fármacos; ex: 
potássio e digitálicos – potássio antagoniza a potência do 
digitálico; 
POTENCIALIZAÇÃO: fármaco aumenta ou prolonga a ação 
de outro fármaco (efeito total maior que a soma dos efeitos 
de cada um isolado); 
REAÇÃO ADVERSA: ocasionam sintomas indesejáveis ou 
dão lugar a interações prejudiciais com outros 
medicamentos usados concomitantemente; ex: morfina; 
SECUNDÁRIOS: previsíveis, ocorrem dentro dos intervalos 
posológicos; consequências secundárias ao efeito buscado 
do medicamento; ex: antibióticos – atuação em bactérias – 
alteração da flora bacteriana intestinal – diarreia; 
COLARETAL: efeitos não relacionados com o objetivo do 
tratamento, mas previsíveis por serem inerentes à ação 
farmacológica de medicamentos; ex: antialérgicos 
(sonolência); 
TOXICIDADE POR(equivalente a cerca de 
1½ vez a quantidade de O2 contido no ar atmosférico). 
 
SEDAÇÃO MÍNIMA COM FITOTERÁPICOS 
- a valeriana officinalis é uma planta herbácea pertencente 
à família Valerianaceae, sendo incluída em muitos produtos 
fitoterápicos com propriedades ansiolíticas e hipnóticas; 
- na clínica odontológica, o efeito ansiolítico da valeriana foi 
avaliado em cirurgias bilaterais de terceiros molares 
mandibulares inclusos. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
OUTROS MEDICAMENTOS 
 
ANTIFÚNGICOS 
- candidíase ou candidose é a infecção fúngica mais comum 
na boca, causadas por leveduras do gênero Candida; 
- geralmente pessoas que usam próteses; 
TRATAMENTO: limpeza/ trocar de prótese, medicamentos. 
NISTATINA 
suspensão oral 100.000 UI/ml – frasco com 500ml. 
modo de usar: fazer bochechar com 5–10 ml, 4x ao dia por 
7–14 dias, retendo a solução na boca por 1/2 minutos antes 
de iniciar o bochecho – após o bochecho pode deglutir. 
MICONAZOL 
gel oral em bisnaga com 40g–20 mg/g. 
modo de usar: aplicar sobre a área afetada (por cima colocar 
a prótese), 2/3x ao dia por 7–14 dias. 
- usadas principalmente para lesões fúngicas disseminadas. 
NOME GENÉRICO APRESENTAÇÃO MODO DE USAR 
Cetaconazol comp. 200mg 1 comp./dia por 
7-14 dias 
Fluconazol cápsulas 
50/100mg 
50/100mg/dia 
por 7-14 dias 
Itraconazol cápsulas 100mg 1 cápsula/dia 
por 14 dias 
 
ANTIVIRAIS 
HERPES SIMPLES: infecção dolorosa causada pelo vírus do 
herpes simples tipo 1 (ardência ou formigamento ao redor 
dos lábios nos dias antes da erupção da bolha); 
ACICLOVIR 
APRESENTAÇÃO: 
comprimido: 200mg – 5x ao dia, por 5 dias; 
creme bisnaga (uso externo): 50 mg – aplicar na lesão 4/4h 
por 7 dias. 
OBS: 800mg (são 4 comprimidos) = quando sentir os 
primeiros sintomas reduz ou não aparece lesões. 
FAMVIR: 
- 2x ao dia; 
- dose única: herpes recorrente 1500 mg (3 comprimidos); 
- apresentação: comp. 500 mg. 
ANTI – HISTAMÍNICOS 
- aminas sintéticos = antagonista os efeitos farmacológicos 
da histamina sem interferir na produção dos mesmos; 
- uso terapêutico na clínica odontológica: 
HIPERSENSIBILIDADE A DROGS; 
ANGIODEMA OROFACIAL; 
ANAFILAXIA SISTÊMICA. 
OPÇÕES: 
PROMETAZINA (FENERGAM) : 25 mg (1 comp. a cada 6h); 
FEXOFENADINA (ALEGRA) : 120 mg (1 comp. a cada 12h); 
DESLORATADINA (DESALEX) : 5mg (1 comp. a cada 24h); 
POLARAMINE: 2mg (1 comp. a cada 8h). 
 
INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS: potencializam os 
efeitos dos sedativos e álcool; 
REAÇÕES ADVERSAS: efeitos sedativos. 
 
HEMOSTÁTICOS 
- auxilia a hemostasia, juntamente com os procedimentos 
locais; 
QUADRO HEMORRÁGICO 
- atuação em nível local; 
- tamponamento; 
- compressão com gases no local da hemorragia; 
- indução de isquemia com uso do gelo; 
- cauterização; 
- uso de agente vasoconstritor (adrenalina); 
- sutura (medida mais indicada). 
FUNÇÃO DOS HEMOSTÁTICOS SISTÊMICOS 
- provocar a vasoconstrição; 
- reduzindo a permeabilidade capilar; 
- aumentando o número de plaquetas; 
- aumentando a adesividade de plaquetas; 
- impedindo a ação do plasma (responsável pela degradação 
do coagulo); 
- aumentando a () dos fatores de coagulação. 
 
IPSILON 
APRESENTAÇÃO E POSOLOGIA: 
- comprimido: 500mg, 2 a 4 comprimidos, 3x ao dia; 
- solução injetável: com (g contendo ácido 50mg – VE). 
 
TRANSAMIN: 
APRESENTAÇÃO E POSOLOGIA: 
- comprimido de ácido tranexâmico: 250mg, 2/3 comp., 
2/3x ao dia; 
- solução injetável: ampola 5ml ácido tranexâmico: 
50mg/ml. 
 
KANAKION: 
APRESENTAÇÃO: caixa com 5 ampolas de 10mg de 
fitomenadiona em 1ml (VE). 
 
KAVIT: 
APRESENTAÇÃO: caixa com 50 ampolas de 10mg de 
fitomenadiona em 1ml (VIM). 
ESPONJA ESTÉRIL DE GELATINA ABSORVÍVEL 
- estabiliza o coagulo de sangue; 
- para as hemorragias; 
- profilaxia de infecções; 
- profilaxia de novas hemorragias; 
- reabsorvível pelo organismo; 
- adaptável ao formato desejado; 
- estéril. 
 
A ESPONJA: 
- absorve uma quantidade de sangue compreendida entre 55 
e 75x ao seu próprio peso, sem inchar; 
- estrutura favorece para que se deposite as plaquetas; 
- estimula a coagulação sanguínea; 
- estabiliza o coagulo e evita sua retração; 
-sofre absorção completa, num prazo de 4 semanas (ajusta-
se perfeitamente ao período de cicatrização). 
ANSIOLÍTICOS 
USADOS EM CASO DE ANSIEDADE – PARA FAZER O 
TRATAMENTO ODONTOLÓGICO. 
O QUE GERAM A ANSIEDADE? 
- movimentos bruscos ou rápidos dos profissionais; 
- vibração ou som provocados pelos motores de alta e baixa 
rotação; 
- visão de sangue e do instrumental odontológico. 
 
ANSIEDADE E MEDO: esses fatores reduzem o limiar de 
percepção dolorosa (paciente mais vulnerável a dor). 
- MÉTODOS DE CONTROLE: farmacológicos e não 
farmacológicos; 
- os medicamentos vão atuar no GABA – principal 
neurotransmissor do SNC. 
OUTROS EFEITOS DESEJÁVEIS 
- aumentar o limiar da dor (mais difícil de sentir); 
- diminuição do metabolismo basal – ação de medicamento 
por mais tempo; 
- redução do fluxo salivar e vômito; 
- relaxamento da musculatura esquelética; 
- inalteração da pressão arterial e FC; 
- manutenção de glicemia. 
 
INDICAÇÕES 
- quadro de ansiedade aguda, medo ou fobia não controlada 
por métodos nãos farmacológicos; 
- medicação pré-operatória em intervenções complexas ou 
muito invasivas que não podem sem interrompidas; 
- atendimentos de portadores de doenças cardiovasculares; 
- traumatismos dentários acidentais. 
CONTRAINDICAÇÕES 
- portadores de glaucoma; 
- gestantes; 
- dependentes de outras drogas depressoras do SNC; 
- comprometimento físico ou mental severo. 
 
REAÇÕES ADVERSAS 
- hipotensão; 
- reações paradoxais (reação oposta: ficou agitado); 
- alteração no líbido; 
- vertigem. 
 
MEDICAMENTOS 
DIAPEPAM 
LORAZEPAM 
ALPRAZOLAM 
MIDAZOLAM 
 
TÉCNICA DE SEDAÇÃO MÍNIMA 
- pela inalação de mistura de oxido nitroso e oxigênio; 
- usado muito em crianças. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
ANESTÉSICOS LOCAIS 
- drogas que suprimem a condução de estimulo nervoso de 
forma reversível, promovendo a insensibilidade de uma 
região circunscrita do corpo. 
O QUE VAI ENCONTRAR NO TUBETE: 
- base anestésica (sal anestésico): bloqueio da condução 
nervosa; 
- vasoconstritor; 
- bissulfito de sódio: estabilizante para o vasoconstritor 
(ação antioxidante); 
- conservante da solução: associado a alergia (ação 
bactericida); 
- cloreto de sódio: AL isotônico em relação aos tecidos; 
- água destilada: misturar os componentes 
homogeneamente. 
 
CARACTERÍSTICAS GERAIS 
- bases fracos; 
- pouco solúveis em água e muito solúveis em lipídios; 
- instáveis quando expostos no ar; 
- para uso clinico; 
 
CARACTERÍSTICAS DE UM ANESTESIO EFICAZ 
- eficaz não deve ser irritante; 
- inicio rápido de ação (4 a 5 min); 
- desprovido de reações alérgicas; 
- ação reversível; 
- rápida biotransformação; 
- duração e potência; 
- baixa toxidade sistêmica; 
- presença de vasoconstritor; 
- hemostasia; 
- estéril – não podem ser reutilizados; 
- custo. 
 
 
 
 
 
 
NEUROFISIOLOGIA 
 
PERDA DA SENSAÇÃO EM UMA ÁREA CIRCUNSCRITA DO 
CORPO PODE SER CAUSADA POR: 
- depressão da excitação nas terminações nervosas; 
- inibição (por isso o paciente não sente dor) do processo de 
condução nos nervos periféricos. 
 
QUANDO UM ANESTÉSICO É INJETADO: 
- acontece a despolarização, impedindo a propagação do 
impulso; 
- vai haver um bloqueio dos canais de sódio -> diminuição da 
permeabilidade ao íon sódio -> diminuição na velocidade e 
grau de despolarização -> bloqueio da condução neuronal. 
ESTIMULO – PROPAGAÇÃO – INTERPRETAÇÃO. 
 
FASES DE POTENCIALIZAÇÃO DE AÇÃO: 
- etapa de repouso; 
- etapa de despolarização; 
- etapa de repolarização. 
 
COMPOSIÇÃO QUÍMICA 
PORÇÃO HIDROFÍLICA (GOSTA DE ÁGUA): permite 
injeção nos tecidos; ponto de aplicação (fibrasou troncos 
nervosas); 
CADEIA INTERMEDIÁRIA: une 2 porções anteriores; 
classificação dos AL em ésteres ou amidos; 
PORÇÃO LIPOFÍLICA: responsável pela difusão do AL 
através da bainha nervosa. 
 
 
 
 
CLASSIFICAÇÃO: 
ÉSTER: cocaína, procaína, propaxicaína, cloroprocaína, 
tetracoína e benzocaína; 
AMIDA: lidocaína, mepivacaína, prilocaína, articoína, 
lupivacaína e etidocaína. 
VASOCONSTRITORES 
- todos os mais anestésicos possuem ação vasodilatadora; 
- serve para impedir a dilatação e para que o medicamento 
fique ali por mais tempo; 
- quimicamente idênticos aos mediadores do SNS – 
adrenalina e noradrenalina; 
estrutura química: presença ou ausência do núcleo Catecol. 
 
AÇÃO VAI DEPENDER: tipo de anestesio, local de injeção 
e resposta individual. 
O QUE VASOCONSTRITORES POSSUEM 
- diminuição do fluxo sanguíneo – diminuição (maior tempo 
de duração do anestésico) efetiva do calibre dos vasos; 
- aumenta a duração da anestesia: ↑ tempo de contato – 
retardo da absorção; 
- menor quantidade de anestésico utilizado; 
- reduz o risco de toxidade sistêmica; 
- produz mais hemostasia: ↓ tempo do ato cirúrgico; 
- aumento da eficácia, maior quantidade de anestésico 
penetra no nervo (profundidade de ação da anestesia). 
 
AÇÃO CLINICA DAS SUBSTANCIAS ESPECIFICAS 
RESPOSTA INDIVIDUAL 
TIPO DE INJEÇÃO 
PROCESSO NO DEPOSITO 
DURAÇÃO 
VARIAÇÃO ANATÔMICA 
CONDIÇÃO DOS TECIDOS 
 
 
 
 
 
 
ESTÍMULO 
DOLOROSO
TRANSMITID
O PELAS 
FIBRAS 
NERVOSAS 
POTENCIAS DE 
AÇÃO 
PROPAGADAS 
POR 
DESPOLARIZAÇÃ
O TRANSITÓRIAS
CÉREBROSUPERDOSAGEM (OVERDOSE): 
efeito tóxico previsível quando administradas doses que 
excedem o intervalo terapêutico de um determinado 
medicamento; 
ALERGIA OU HIPERSENSIBILIDADE: depende da 
sensibilidade prévia do indivíduo por exposição anterior ao 
medicamento (relacionadas com as defesas imunológicas 
dos indivíduos); não depende da dose administrada e não 
são explicadas pelas propriedades farmacológicas do 
medicamento; 
TOLERÂNCIA E DEPENDÊNCIA: alguns medicamentos 
habituam o organismo a seus efeitos (doses maiores); 
TERATOGÊNICOS: reações adversas graves – ação do 
fármaco sobre o feto (alterações morfológica, funcional e 
emocional – período organogênese); ex: diazepam; 
PARADOXAL: efeito contrário ao esperado após a 
administração do medicamento. 
 
FATORES QUE INFLUENCIAM A RESPOSTA DAS 
DROGAS EM CADA INDIVÍDUO: 
- idade, genética, estados fisiológicos, estados patológicos, 
interações entre drogas, componentes psíquicos e cultural 
do paciente. 
 
MEDICAMENTOS 
HOMEOPATIA: 
- utilizar, em pequenas quantidades, substâncias que 
causam sintomas parecidas com os que o paciente apresenta 
para que o corpo potencialize sua capacidade curativa e seja 
capaz de combate-los por si só; 
LEI DA SEMELHANÇA: aquilo que causa o mal também 
pode ser usado para curá-lo; 
- eles atuam preferencialmente na própria capacidade 
curativa e restauradora do organismo, fazendo que ele 
tenha mais força para enfrentar aquilo que está 
prejudicando; 
- o medicamento age, então, apenas no corpo, não nos 
mecanismos da doença em si; 
- são medicamentos manipulados – pois a prescrição é única 
para cada paciente, com a dosagem adequada para cada um. 
 
Obs.: enquanto a alopatia busca resolver o problema 
fazendo o caminho inverso do sintoma, a homeopatia faz 
justamente o contrário. 
ALOPATIA: 
- medicina tradicional, a alopatia é caracterizada pelo 
tratamento dos sintomas com medicamentos que fazem 
efeito contrário ao do sistema em si; 
- se o paciente estiver com febre, o médico alopata irá 
prescrever um medicamento que baixe a temperatura 
corporal = antitérmico; 
- o tratamento é baseado em eliminar ou neutralizar a causa. 
FITOTERÁPICO: 
- é o sistema de tratamento que utiliza plantas medicinais, 
nas suas mais diversas apresentações farmacêuticas; 
- não utiliza substâncias ativas isoladas, mesmo que tenham 
origem vegetal, para tratar problemas de saúde; 
- eles são testados e aprovados para o uso em humanos. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
FARMACOCINÉTICA 
 
CINÉTICA DO FÁRMACO O ORGANISMO. 
- a farmacocinética e a farmacodinâmica atuam de forma 
simultânea. 
 
FARMACOCINÉTICA 
- caminho que o medicamento faz no organismo; 
- as etapas que a droga sofre desde a administração até a 
excreção; 
ABSORÇÃO: droga no local de administração; 
DISTRIBUIÇÃO: droga no plasma e droga no tecido; 
METABOLIZAÇÃO: biotransformação (ocorre no fígado 
(REL), aonde o fármaco se torna inativo); 
ELIMINAÇÃO: urina, fezes e bile (ocorre nos rins). 
 
 
ETAPAS: 
ABSORÇÃO 
- passagem de uma substância (droga) do seu local de 
administração até a corrente sanguínea (plasma); 
VIA ENDOVENOSA: 100% de absorção; 
- o fármaco precisa ser lipossolúvel para conseguir penetrar 
na membrana plasmática. 
MECANISMOS DE TRANSPORTE: 
- difusão através do lipídeo (passivo); 
- difusão através do canal aquoso; 
- transportador; 
- endocitose. 
 
O FÁRMACO PRECISA DE AFINIDADE. 
FATORES ENVOLVIDOS NA ABSORÇÃO: via de 
administração, características fisiopatológicas, idade, sexo e 
peso corporal. 
LIGADOS AO MEDICAMENTO: 
- concentração; 
- lipossolubilidade; 
- peso molecular; 
- influência do PH; 
- taxa de dissolução e esvaziamento gástrico. 
 
LIGADOS AO ORGANISMO: 
- vascularização (fluxo sanguíneo); 
- superfície de absorção; 
- permeabilidade capilar. 
 
BIODISPONIBILIDADE: parâmetro que mede a velocidade 
e quantidade de fármaco que chega à corrente sanguínea na 
forma inalterada. 
quanto maio a B do fármaco = mais rápido a resposta terapêutica. 
B = BIODISPONIBILIDADE 
 
% DA DOSE = SITIO DE AÇÃO. 
VIA ENDOVENOSA: disponibilidade 100%; 
VIA ORAL: porcentagens menores (alterações). 
 
SOLUÇÃO > EMULSÃO > SUSPENSÃO> CÁPSULA> 
COMPRIMIDO > DRÁGEA 
- são traçadas curvas de concentração sanguínea em função 
do tempo, de onde são extraídas os seguintes parâmetros 
farmacocinéticos: 
MEIA VIDA (T1/2) 
FÁRMACO NA CORRENTE SANGUÍNEA. 
 
 
 
ABSORÇÃO
DISTRIBUIÇÃOMETABOLIZAÇÃO
ELIMINAÇÃO
DISTRIBUIÇÃO 
- processo pelo qual um fármaco REVERSIVELMENTE 
abandona o leito vascular e entra nos tecidos; 
FATORES QUE INFLUENCIAM NA DISTRIBUIÇÃO DOS FÁRMACOS: 
- ligação as proteínas plasmáticas (volume de distribuição); 
- estrutura do capilar e fluxo sanguíneo; 
- natureza química da droga. 
 
FÁRMACO NOS TECIDOS. 
 
BIOTRANSFORMAÇÃO 
- conjunto de reações enzimáticas que transformam o 
fármaco num composto diferente daquele originalmente 
administrado, para que possa ser excretado; inativo 
farmacologicamente. 
- inativa o fármaco; 
- efeito da droga PERSISTIRIA – TOXICIDADE; 
- ocorre a transformação de lipossolúvel para hidrossolúvel. 
 
EXCREÇÃO 
- refere-se ao processo pelo qual um fármaco ou metabolito 
é eliminado do organismo; 
OBS: não ocorre de uma vez essa eliminação! 
- a secreção (TEM GASTO DE ENERGIA = ATIVA) tubular 
participar bastante da excreção dos fármacos; 
REABSORÇÃO TUBULAR (ATIVA): é quando o fármaco 
não é excretado e volta para o processo (geralmente 
medicamento lipossolúvel) de biotransformação e passa por 
todo o processo novamente. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
FARMACODINÂMICA 
 
ESTUDO DO EFEITO DA DROGA NOS TECIDOS 
 
RELAÇÃO DE DOSE – RESPOSTA 
- para gerar uma dose IDEAL sem toxicidade e letalidade. 
 
GRADUAL 
- efeito de várias doses de um F sobre o indivíduo. 
POTÊNCIA – velocidade 
EFICÁCIA 
 
QUANTAL 
- efeito de várias doses de um F sobre uma população de 
indivíduos. 
EFETIVIDADE 
TOXICIDADE 
LETALIDADE 
 
JANELA TERAPÊUTICA 
- margem de segurança; 
- faixa de doses ([ ]) de um F que produz uma resposta 
terapêutica, sem efeitos adversos inaceitáveis (toxicidade); 
- quanto MAIOR a faixa de doses, MAIS segura é a droga; 
↓ SUBDOSAGEM: menores concentrações geradoras de 
efeito; 
↑ TOXICIDADE/LETALIDADE: concentrações potencialmente 
tóxicas. 
 
INTERAÇÕES FÁRMACO – RECEPTOR 
AGONISTA: 
fármaco + receptor = favorece a CONFORMAÇÃO ATIVA 
deste receptor. 
 
ANTAGONISTA: 
fármaco + receptor = IMPEDE a ativação do receptor pelo 
agonista. 
- só irá existir se tiver um agonista querendo ativar a 
conformação, querendo impedir! 
EX: um anticoagulante é um antagonista, POIS, ele “briga” 
com as plaquetas pelo receptor. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
GRADUAL
QUANTAL
 
FORMAS FARMACÊUTICAS 
 
SÃO FORMAS FÍSICAS DE APRESENTAÇÕES DO 
MEDICAMENTO E ELAS PODEM SER CLASSIFICADAS EM: 
SÓLIDAS 
LIQUIDAS 
SEMISSÓLIDAS 
ESPECIAIS 
 
SÓLIDOS 
COMPRIMIDOS 
- são uma mistura de pós e/ou grânulos, contendo o fármaco 
e seus adjuvantes, tudo passado por um processo de 
compressão; 
PODEM APRESENTAR VÁRIOS FORMATOS: orais, 
cilíndricos e redondos; 
 
POSSUEM UM SULCO DE DIVISÃO: motivos que levam a 
divisão: necessidade de ajuste da dose, facilidade de 
deglutição e economia financeira; 
- entretanto, o processo de participação é impreciso, já que 
não parte de forma igual e pode perder parte da massa do 
comprimido; 
- dessa participação pode afetar a dose de medicação, e 
consequentemente, a resposta terapêutica; 
- devem satisfazer a algumas especificações: dureza, 
friabilidade, desagregação e dissolução. 
PODEM: 
- ter uma única camada ou varias; 
- ser revestido; 
- ser tamponado: contém um antiácidoque cria um 
ambiente de contato com a parede do estomago; EX: 
aspirina; 
- ter a liberação controlada ou modificada; 
- ser efervescente; 
- ser mastigável ou sublinguais. 
 
VANTAGENS: devido ao simples fato de engolir inteiro, 
diminui o gosto e o odor, apresenta-se com uma dosagem 
correta e precisa; 
DESVANTAGENS: tem se a perda da formação pela ação do 
suco gástrico, a não desintegração do comprimido e a 
irritação do trato gastrointestinal. 
SUPOSITÓRIO 
- são formas farmacêuticas destinados a inserção em 
orifícios corporais, nos quais amolecem, se dissolvem e 
exercem efeitos, sistêmicos ou localizados; 
- são preparações farmacêuticas sólidas, com formato cônico 
ou cilíndrico, para introdução no reto, devendo fundir a 
temperatura do organismo ou dispensar em meio aquoso. 
 
- possui AÇÃO LOCAL, ex: hemorroidal, laxativos, fármacos, 
anestésicos, anti-inflamatórios; 
- o efeito sistêmico substituem as proporções que se 
administram por via gastrointestinal; há diversos princípios 
ativos que só são melhores absorvidos por via retal do que 
por via oral; 
DESVANTAGENS: desconforto terapêutico. 
as especialidades medicas que mais utilizam os 
supositórios são a pediatria e a geriatria. 
CÁPSULA 
- são formas composta por um envoltório comestível que 
normalmente é a base de gelatina, dentro desse envoltório 
está o princípio ativo; 
- podem ser preparados com uma ou mais substancia (pó ou 
liquido); 
 
VIA DE ADMINISTRAÇÃO: é oral e deve ser deglutida 
inteira, atender nas exigência de variações de peso, tempo 
de desintegração e o teor de princípios ativos descritos na 
monografia; 
VANTAGENS: 
- facilidade na liberação e administração do fármaco; 
- melhor conservação e apresentação; 
- é uma forma adequada para administração de fármacos 
com sabor desagradável; 
- permite a prescrição personalizada 
- maior velocidade na execução da formulação. 
 
DESVANTAGENS: 
- não pode ser cortado ou partido; 
- inviável para fármacos muitos solúveis; 
- limitação de uso para crianças e idosos (devido ao 
tamanho); 
- deve ser mantida em temperatura e umidade adequada. 
 
CLASSIFICAÇÃO: podem ser classificadas em cápsulas: 
moles, duras e de liberação controlada; 
TIPOS DE CÁPSULA: gelatinosa, vegetal e sprinkle. 
 
 
 
 
DRÁGEA 
- são formas farmacêuticas em que o princípio ativo está em 
um involucro constituído por algumas substâncias; como 
açucares, corantes, ceras e gelatinas; 
SÃO CHAMADOS TAMBÉM DE COMPRIMIDO REVESTIDO. 
 
VANTAGENS: estabilidade físico – químico e facilidade de 
administração; 
DESVANTAGENS: dificuldade na preparação, alto custo e 
impossibilidade de ajuste na dose; 
EX: neosaldina, doralgina. 
 
PASTILHAS 
- são destinadas a se dissolverem lentamente na boca, 
constituída por grande quantidade de açúcar e mucilagens 
associados a princípios medicamentosos; 
- a grande quantidade de açucares e aromatizantes é 
necessária para que deixem um sabor agradável na boca, 
enquanto liberam o princípio ativo associado; 
 
TIPOS: duras, gomosas e sublinguais; 
VANTAGENS: é uma boa opção para pessoas que tem 
dificuldade para engolir e devido ao sabor, formato e textura 
também são bem aceitas por crianças; 
DESVANTAGENS: valor alto; pois precisam de maior 
quantidade de matéria – prima para serem fabricados. 
 
 
PÓS: 
- são formas/preparações farmacêuticas constituídos por 
partículas sólidas, livres e secas e mais ou menos finas, 
podendo conter um ou vários princípios adicionados ou não 
de coadjuvantes; 
CLASSIFICAÇÃO 
SIMPLES: quando deriva de uma droga; 
COMPOSTA: quando deriva de uma mais droga. 
PÍLULAS 
- são geralmente pequenas de consistência firme, 
sensivelmente, e que se destinam a serem deglutidas sem 
mastigar, são administradas via oral; 
- seu peso varia entre 0,1 A 0,5G; 
 
VANTAGENS: 
- mascaram o cheiro e sabor desagradável; 
- pequeno volume e fácil administração; 
- revestidas as alterações pela luz, umidade e ar; 
- produção relativamente fácil; 
- podem ser revestidas pela proteção dos agentes 
medicinais, para promover desagregação no suco entérico. 
A ESPECIALIDADE MEDICA MAIS UTILIZADA É A GINECOLÓGICA. 
 
 
 
LÍQUIDOS 
COLUTÓRIO 
- liquido medicamentoso usado para gargarejos – para a 
higiene das mucosas da boca ou para tratamento das 
gengivas; 
- por administração tópica, via oral; 
 
INDICAÇÕES: é destinado ao tratamento de processos 
inflamatórios e dolorosos da boca e garganta porque 
apresenta propriedades anti-inflamatória, analgésicos e 
anestésica; 
CONTRAINDICAÇÕES: não devem ser utilizados por 
pacientes que tenham alergia ao cloridrato de benzidamina 
ou aos demais componentes da formula. 
 
EMULSÃO 
- é constituído por dois líquidos imisturáveis, podendo existir 
várias fases, sendo eles, bifásicos, trifásicos ou emulsões 
múltiplas; 
- administração tópica ou via oral. 
ELIXIR 
- via oral; 
INDICAÇÕES: como antiespasmódicos, contra gases, dores 
estomacais e dores intestinais; 
CONTRAINDICAÇÕES: não deve ser usado por pacientes 
com hipersensibilidade aos componentes da fórmula, 
contraindicado para gestantes sem a devida orientação e 
para menores de 12 anos; também não deve ser utilizado por 
pessoas com diarreia aguda. 
 
 
SOLUÇÕES 
- são sistemas homogêneos de duas ou mais substâncias, 
que por meio de dissoluções forma-se uma substância 
homogênea; 
VIAS DE TRANSMISSÃO: via oral, via parenteral, via 
oftálmica, via otológica e via errino; 
TIPOS DE SOLUÇÃO: oftálmicas, injetáveis, otológicas, 
errinos e orais. 
 
TINTURA 
- extrato alcoólico de, por exemplo, uma erva ou solução de 
uma substancia não-volátil; 
TÓPICO: aplicar topicamente em curativos no tratamento 
de feridas; 
VIAS DE ADMINISTRAÇÃO: oral ou tópico; 
CONTRAINDICAÇÕES: não deve ser utilizado em casos de 
inflamações intestinais, problemas gástricos, pacientes 
portadores de doença tumoral benigna ou maligna 
intestinal; pacientes com histórico de cirurgia 
gastrointestinal ou com histórico de constipação ocasionada 
pelo uso de outros medicamentos; 
EX: tintura de algodeiro, tintura de iodo, tintura de amora. 
XAROPE 
- é uma solução concentrada de açúcar, concentrada em 60° 
BRIX a ser diluído em água através de osmose; 
 
- o açúcar quando em concentração superior a 85% funciona 
com conservante semelhante ao sal, devido ao efeito 
somático; 
- é uma das formas farmacêuticas mais usadas para 
massacrar os sabores desagradáveis; 
TIPOS DE XAROPE: 
ANTITUSSÍGENO – elimina a tosse; 
EXPETORANTE – dissolve o muco do pulmão, traqueia; 
MOSCOVÍTICO – solta o muco das vias aéreas; 
ANTIALÉRGICOS – controla alergias. 
 
SEMI – SÓLIDOS 
POMADAS 
- usadas na aplicação externa (uso tópico) na pele ou 
membranas mucosas que amolecem ou se fundem na 
temperatura corporal; 
 
CLASSIFICADOS EM: hidrofóbicas (que absorvem água), 
hidrofílicos; 
EX: usadas na odontologia: xylocaina (anestesia) e omcilom 
(anti-inflamatório). 
ÓVULO 
- é uma forma farmacêutica sólida, de dose única, contendo 
um ou mais princípios ativos; 
 
- existe também na forma semi-sólida como um tipo de 
supositório de uso vaginal; 
OBS: além das funções medicinais os óvulos possuem ou 
podiam ter funções absortivas (antigamente). 
 
 
 
SUPOSITÓRIO 
- entram na categoria de semi-sólidos pois existem alguns 
que possuem forma pastosa. 
PASTAS 
- são mais espessas e firmes que pomadas; 
- uso externo, ações estritamente epidérmica; 
- pastas são pomadas contendo grande quantidade de 
sólidos em depressão; 
- apresentam consistência macia e firme, são pouco 
gordurosas e tem grande poder de absorção de agua ou de 
exsudados. 
GEL 
- são formas farmacêuticas consistentes de aparência 
translucida ou opaca, destinados a aplicação na pele ou 
mucosas; 
AÇÕES: 
TÓPICA EPIDÉRMICA: destaca-se as ações antimicrobiana, 
desodorizante; 
TÓPICA ENDODÉRMICA: destacam-se as açõesanti-
inflamatória, anestésica local e antimicótica; 
AÇÃO HIPODÉRMICA: destacam-se anti-inflamatórios, 
hormônios e anestésicos locais. 
 
CREME 
- consiste em uma emulsão semi-sólida, formada por uma 
fase lipofílica e uma fase hidrofílica; 
- possui um ou mais princípios ativos dissolvidos ou dispersos 
em uma base apropriada; 
ESPECIALIDADE QUE MAIS UTILIZA: dermatologista e 
ginecologista; 
DESVANTAGENS: possuem efeitos mais lentos e intensos 
que a pomada. 
 
 
 
 
 
ESPECIAIS/ DIFERENCIADAS 
AEROSSÓIS: são feitos de partículas liquidas ou sólidas 
minúsculas que flutuam através do ar ou em gases por 
suspensão; 
SPRAYS: semelhantes aos aerossóis; porém emitem um jato 
molhando; 
AMPOLAS: usados em conservação estéril de líquidos para 
o uso parenteral de dose única e possuem vedação 
hermética; 
SABONETES: deriva da ação de uma solução alcalina em 
gorduras vegetais ou animais; 
ADESIVOS TRANSDÉRMICOS: produzem efeito constante 
por determinado período de tempo pela difusão do princípio 
ativo; 
IMPLANTES: forma sólida e estéril contendo um ou mais 
princípios ativos; 
FILMES: película sólida, fina e prolongada contendo dose 
única de um ou mais princípios ativos, com ou sem 
excipientes; 
GOMAS OU JUJUBAS; 
PIRULITOS MEDICAMENTOSOS; 
CHOCOLATES TERAPÊUTICOS; 
VERNIZES. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
VIAS DE ADMINISTRAÇÃO MEDICAMENTOSAS 
 
É A FORMA PELO QUAL O FÁRMACO É INTRODUZIDO 
NO ORGANISMO. 
UM FÁRMACO PODE EXERCER SUA AÇÃO FARMACOLÓGICA: 
- no próprio local em que foi aplicado (efeitos locais); 
- absorvido e distribuído pelo organismo (efeitos sistêmicos). 
 
SISTÊMICA ENTERAL: via oral, sublingual e retal (passa 
pelo trato gastrointestinal); 
SISTÊMICA PARENTERAL: via intravenosa, subcutânea e 
intramuscular (direta – injeção, indireta – não precisa de 
injeção); 
LOCAL TÓPICA: via nasal epidérmica, cutânea, vaginal. 
 
VIA DE ADMINISTRAÇÃO: 
VIA INALATÓRIA/ ENDOTRAQUEAL/ RESPIRATÓRIA 
- é a via de eleição para a administração de fármacos do 
tratamento das doenças respiratórias. 
4 TIPOS UTILIZADAS: 
- inaladores pressurizados doseáveis; 
- inalador de pó seco; 
- inaladores de névoa suave; 
- nebulizadores. 
AEROSSOLOTERAPIA: consiste na administração, por via 
inalatória de fármacos na forma de aerossol com finalidade 
diagnostica ou terapêutica; 
- este método utiliza o trato respiratório para transportar o 
medicamento através da inalação; 
- tem vantagem de realizar a administração em pequenas 
doses com rápida absorção. 
VIA BUCAL 
- a administração de um medicamento por meio da mucosa 
da boca do paciente produz efeitos sistêmicos do 
medicamento com ação quase imediata e evita os efeitos 
lesivos dos sucos gástricos e do metabolismo hepáticos; 
- o comprimento é colocado na boca do paciente sendo, aos 
poucos diluído e absorvido para a corrente sanguínea por 
meio da mucosas da bochecha do paciente; 
EX: listerine. 
VIA ORAL 
- é a mais utilizada das vias enterais, pela facilidade de 
aplicação; 
OBS: alguns medicamentos administrados por via oral 
irritam o trato digestório, ex: a aspirina; 
VANTAGENS: 
- é um meio barato, auto – ingestão; 
- indolor; 
- possibilidade de reversão da administração; 
- efeitos locais e sistêmicos. 
DESVANTAGENS: 
- irritação gástrica; 
- interação com alimentos; 
- interação com Ph gástrico e intestinal; 
- período de bactéria meio longo. 
 
VIA SUBLINGUAL 
- o medicamento é administrado debaixo da língua; 
- é uma forma mais rápida de absorção pelo organismo = 
devido a um epitélio fino e vasos sanguíneo abundantes na 
mucosa oral; 
- muito utilizado na administração de medicamentos com 
urgência; 
VANTAGENS: 
- permite a absorção de medicamentos de forma rápida; 
- impede que o medicamento seja inativado pelo suco 
gástrico; 
VIA DE 
ADMINISTRAÇÃO
SISTÊMICA
ENTERAL
PARENTERAL
LOCAL TÓPICA
- impede o efeito de primeira passagem. 
DESVANTAGENS: 
- interfere com bebidas, alimentos ou fala; 
- tem uma duração de ação curta. 
 
VIA MUCOSA 
- é quando a solução anestésica é depositada no tecido mole 
que cobre a zona a intervir por difusão através da região, 
insensibilizando terminações nervosas livres. 
 
VIA INTRADÉRMICA E SUBCUTÂNEA (PARENTERAL) 
SUBCUTÂNEA: por meio da injeção subcutânea, via 
utilizada para administração de vacinas por exemplo (0,5 ml 
a 2,0 ml); 
INTRADÉRMICA: usada para pequenos volumes; sendo a 
solução introduzida na camada superficial da pele = derme 
(0,1 ml a 0,5 ml). 
 
VIA PARENTERAL INTRAMUSCULAR 
- feita de forma injetável, devendo – se avaliar a massa 
muscular suficientemente gerada para sorver o 
medicamento, espessura do tecido adiposo, idade do 
paciente, irritabilidade da droga e distância em relação a 
vasos e nervos importantes, na escolha do local a ser 
aplicado; 
LOCAIS DE APLICAÇÃO E VOLUME MÁXIMO: 
DORSO GLÚTEO (4ML); 
VASTO LATERAL (3ML); 
DELTOIDE (2ML). 
 
 
 
 
 
 
 
 
VIA PARENTERAL INTRAVENOSA/ ENDOVENOSA 
- consiste na injeção de agulha ou cateter contendo 
princípios ativos, vacinas ou hemoderivados nas veias 
periféricas, tipicamente nos membros superiores ou 
inferiores; 
VANTAGENS: efeito farmacológico imediato, há o controle 
da dose e admite grandes volumes de medicamentos ou 
soros; 
DESVANTAGENS: há maior facilidade de intoxicação e 
pode haver irritação no local da aplicação, possibilidade de 
acidente tromboembólico. 
 
 
 
 
 
 
RECEITUÁRIO E PRESCRIÇÃO 
 
- a Denominação Comum Brasileira (DCB) é uma 
nomenclatura oficial, de fármacos ou princípios ativos 
utilizados no país, que foram aprovados pela (Anvisa). 
A lista da DCB é atualizada periodicamente pela Anvisa, 
em função de inclusões, alterações e exclusões de 
fármacos ou princípios ativos. 
- toda e qualquer indicação do uso de medicamentos a um 
paciente, seja qual for a finalidade, deve ser feita na forma 
de receita, em talonário próprio de receituário, por 
profissional habilitado. 
 
O cirurgião-dentista poderá fazer suas prescrições 
utilizando dois tipos de receitas: a receita comum e a 
receita de controle especial. 
RECEITA COMUM 
- empregada na prescrição de medicamentos de referência 
ou genéricos, ou quando se deseja selecionar fármacos ou 
outras substâncias, quantidades e formas farmacêuticas, 
para manipulação em farmácias. 
RECEITA DE CONTROLE ESPECIAL 
- utilizada na prescrição de medicamentos à base de 
substâncias sujeitas a controle especial, de acordo com a 
Portaria no 344/98, da Anvisa. 
 
NORMAS LEGAIS PARA A PRESCRIÇÃO DE 
MEDICAMENTOS 
- estiver escrita à tinta, de modo legível, observadas a 
nomenclatura e o sistema de pesos e medidas oficiais; 
- contiver o nome e o endereço residencial do paciente; 
- contiver descrito o modo de usar do medicamento; 
- contiver a data e a assinatura do profissional, o endereço 
do consultório ou da residência e o número de inscrição do 
respectivo Conselho Profissional. 
 
 
 
COMO PRESCREVER POR MEIO DE UMA 
RECEITA COMUM 
EM CLÍNICA PRIVADA 
- o talonário próprio para receituário deverá conter seu 
nome, sua(s) especialidade(s); 
- seu número de inscrição no Conselho Regional (CRO); 
- o endereço do local de trabalho e/ou da residência; 
- o número do telefone para contato é optativo; 
- não há restrição quanto à cor do papel do talonário. 
EM SERVIÇOS PÚBLICOS DE SAÚDE 
- o talonário próprio para receituário deverá conter o nome 
e o endereço da instituição; 
- o nome do cirurgião-dentista e seu respectivo número de 
inscrição no CRO devem ser informados logo abaixo da data 
e assinatura; 
- cada profissional deverá possuir seu próprio carimbo com 
esses dados. 
 
CABEÇALHO 
- deverá conter o nome e o endereço do paciente e a forma 
de uso do medicamento, que pode ser interno ou externo; 
- uso interno: somente quando for deglutido, ou seja, 
quando passar através do tubo gastrintestinal;- as demais formas farmacêuticas são de uso externo. 
 
 
INSCRIÇÃO 
- nome do medicamento, que pode ser o nome genérico ou 
o do fármaco de referência (original); 
- a concentração; 
- a quantidade: 2 (duas) caixas, 1 (um) frasco. 
 
ORIENTAÇÃO 
- informações de como fazer uso da medicação, 
especificando as doses, os horários das tomadas ou 
aplicações dos medicamentos e a duração do tratamento; 
- deve ser escrita por extenso, evitando-se abreviaturas; 
- a receita também poderá conter as precauções com relação 
ao uso da medicação. 
 
DATA E ASSINATURA DO PROFISSIONAL 
- a data e a assinatura (ou rubrica) do profissional devem ser 
acrescentadas ao final da receita, à tinta e de próprio punho. 
 
 
OUTRAS RECOMENDAÇÕES 
- a prescrição de formulações magistrais para manipulação 
em farmácias deve ser feita em duas folhas do talonário 
separadas: 
1°: deverá conter apenas a solicitação da preparação da 
formulação ao farmacêutico; 
2°: trazer as orientações ao paciente para o uso da 
medicação. 
 
OBS: 
- evitar deixar espaços em branco entre a orientação e a 
assinatura do prescritor, o que pode permitir a adulteração 
da prescrição; 
- registrar a medicação prescrita no prontuário clínico, que 
poderá servir como prova legal em caso do uso indevido da 
mesma; 
- na prescrição de ansiolíticos do grupo dos 
benzodiazepínicos, a receita comum deverá ser 
acompanhada da notificação de receita do tipo B, de cor 
azul, para a dispensação do medicamento nas farmácias. 
 
RECEITA DE CONTROLE ESPECIAL 
- deve ser preenchida em duas vias, com os dizeres: 
1ª via ‒ retenção da farmácia ou drogaria; 
2ª via ‒ orientação ao paciente; 
- tem validade em todo o território nacional; 
- a receita é válida em todo o território nacional, por dez 
dias, a contar da data de sua emissão; 
- no cabeçalho, além do endereço, deverão ser incluídos 
dados de idade e sexo do paciente (apenas para controle do 
uso do medicamento). 
 
- para evitar a automedicação e inibir a comercialização 
indiscriminada de antimicrobianos, na expectativa de 
contribuir para minimizar o problema da resistência 
bacteriana, a prescrição de antimicrobianos também 
deveria ser feita por meio da receita de controle especial. 
- poderá conter também a prescrição de outras categorias de 
medicamentos, desde que não sejam sujeitos a controle 
especial. 
NOTIFICAÇÃO DE RECEITA 
- é o documento que autoriza a dispensação de 
medicamentos à base de outras substâncias que também 
estão sujeitas a controle especial; 
SÃO DE QUATRO TIPOS: 
Notificação de receita “A” (amarela) – de uso exclusivo da 
área médica. 
Notificação de receita “B” (azul) – Exigida na dispensação de 
substâncias psicotrópicas que constam na lista B1 (p. ex., 
todos os benzodiazepínicos). 
Notificação de receita “B2” (azul) – de uso exclusivo da área 
médica. 
Notificação de receita especial (de cor branca) – de uso 
exclusivo da área médica. 
Para a odontologia: são apresentadas as normas de 
preenchimento da notificação de receita “B”, que deve 
acompanhar a receita comum por ocasião da prescrição 
dos benzodiazepínicos, empregados para a sedação 
mínima de crianças, adultos e idosos. 
 
O DOCUMENTO DEVERÁ CONTER OS SEGUINTES 
ITENS E CARACTERÍSTICAS: 
- sigla da Unidade da Federação; 
- identificação numérica: a sequência numérica será 
fornecida pela Autoridade Sanitária competente dos 
Estados, Municípios e Distrito Federal; 
- identificação do emitente: nome do profissional com o 
número de sua inscrição no CRO, com a sigla da respectiva 
Unidade Federativa; 
- identificação do usuário: nome e endereço completo do 
paciente; 
- nome do medicamento ou substância; 
- data da emissão; 
- assinatura do prescritor; 
- identificação do comprador; 
- identificação do fornecedor; 
- identificação da gráfica. 
 
 
 
l 
 
 
 
 
 
ANALGÉSICOS 
 
SÃO MEDICAMENTOS QUE TEM SUA AÇÃO NA DOR 
(EXPERIENCIA SENSORIAL E EMOCIONAL DESAGRADÁVEL). 
NA ODONTOLOGIA A DOR GERALMENTE TEM 
CARÁTER INFLAMATÓRIO E ESTÁ RELACIONADO A 
UMA SERIE DE AGRESSÕES COMO: 
- injurias do complexo dentina polpa; 
- tecidos periodontais; 
- traumatismo dentário; 
- injurias da mucosa bucal; 
- desordens temporomandibulares. 
PROCESSAMENTO DA DOR 
- lesão tecidual; 
- reação inflamatória; 
- substâncias químicas – algiogênicas; 
- excitam terminações nervosas; 
- sistema supressor da dor (serotoninas, encefalinas); 
- modula o sistema nociceptivo; 
- continuamente ativado. 
 
CLASSIFICAÇÃO DA DOR (TEMPO DE DURAÇÃO) 
AGUDA 
- alta intensidade (inicio súbito): traumas infecciosas, 
inflamatórias; 
- curta duração: a intervenção na causa; 
- observa- se vocalização, expressões faciais e posturas de 
proteção. 
CRÔNICA 
- curso prolongado (persistente): contínua ou recorrente; 
- menor intensidade. 
INTENSIDADE (SUBJETIVO): 
- escala numérica de 0 a 10; 
- escala de descritores verbais; 
- escala visual analógica; 
- escala de faces. 
 
PRINCÍPIOS GERAIS DO TRATAMENTO DA DOR 
IDENTIFICAR 
- origem; 
- intensidade; 
- não usar (ou com cautela) os medicamentos; 
- iniciar com o menos potente – mas que tenha eficácia; 
- monitorizar efeitos adversos (conhecimento da droga). 
 
TRATAMENTO FARMACOLÓGICO DA DOR: 
1° ESCOLHA = ANALGÉSICOS. 
 
REGIMES ANALGÉSICOS PARA O USO NA ODONTOLOGIA 
ANALGESIA PREEMPTIVA: tem início antes do estimulo 
nocivo (trauma tecidual) e são empregados F que previnem 
a hiperalgesia; 
ANALGESIA PREVENTIVA – inicio imediatamente após a 
lesão tecidual, porém antes do início da sensação dolorosa; 
ao final do procedimento seguida pelas doses de 
manutenção no pós-operatório; 
ANALGESIA PERIOPERATÓRIA – iniciado antes da lesão 
tecidual e mantido no período pós-operatório imediato. 
 
 
 
ANALGÉSICOS DE AÇÃO PERIFÉRICA 
– os mais utilizados e agem no local da injuria; 
- agem no local, incluindo a ação dos mediadores pró-
inflamatórios que geram o estimulo da dor. 
ANALGÉSICOS DE AÇÃO CENTRAL 
– podem causar dependência e tolerância; 
- atuam diretamente no sistema nervoso central, alterando 
completamente a percepção da dor pelo organismo. 
CLASSIFICAÇÃO DOS ANALGÉSICOS 
OPIÓIDES OU NARCÓTICOS (agem em dores mais 
intensas): toxicomania – dependência – tolerância; 
NÃO OPIOIDES: ação leve moderada; e são as drogas mais 
utilizadas no alivio da dor; vão atuar como coadjuvantes, ex: 
carie é tratado na hora. 
ANALGÉSICOS NÃO NARCÓTICOS 
OS PRINCIPAIS ANALGÉSICOS SÃO DE ORIGEM 
SINTÉTICA E SÃO AGRUPADOS 
DERIVADOS DE ÁCIDO SALICÍLICO: ácido acetilsalicílico 
(não é utilizado mais para dor na odontologia, precisa 
conhecer pois tem paciente que faz uso continuo); 
DERIVADOS DO PARA-AMINOFENOL: paracetamol; 
DERIVADOS DA PIRAZOLONA: dipirona. 
 
DERIVADOS DO ÁCIDO SALICÍLICO 
(ASPIRINA, SOMALGIA, AAS, MELHORAL) 
- pertence a classe dos salicilatos; 
- a 1° substancia ativa desse grupo, a salicilina, isolada da 
casca do salgueiro: sintetizado o ácido acetilsalicílico 
(aspirina); 
- possui uma ótima ação analgésica/ação antitérmica/ação 
anti-inflamatória/ antirreumática; 
- devido a ação anti-inflamatória possui distúrbio GI 
intensos; 
- diminui aderência das plaquetas; 
- é usado na profilaxia de doenças trombo encefálicas (inibe 
irreversivelmente agregação plaquetária). 
 
 
 
DERIVADOS DO PARA AMINOFENOL 
(PARACETAMOL) 
- teve seu uso e suas pesquisas intensificadas (para substituir 
o AAS); 
- medicamentos que possuem o paracetamol na 
composição: tylenol, dórico, sonridor, acetofen, resfenol; 
MECANISMOS DE AÇÃO: prostaglandina (mediador 
químico, aumenta a sensibilidade dos nossos nociceptores = 
receptores da dor; inibe a prostaglandina diminuindo os 
receptores da dor). 
inibe também as prostaglandinas cerebrais = inibe a 
sensibilização do centro termorregulador (febre). 
INDICAÇÕES 
- substituição do AAS (mesmo que o AAS seja para dor,um 
paciente que usa de forma contínua, não vai fazer efeito para 
dor porque a dose para uso contínuo é diminuída); 
- ação analgésica; 
- ação antitérmica (quase não exerce ação anti-inflamatória); 
- expectativa ou presença da dor leve/moderada e 
odontalgias; 
- período curto: dor aguda de baixa intensidade (24 a 48h); 
SEGURO: crianças, idosos, gestantes e lactantes. Primeira 
escolha. 
CONTRAINDICAÇÕES 
- alergia ao medicamento ou sulfitos (conservantes); 
- paciente portador hepatopatia (doenças no fígado); 
- uso com comcomitante com outras drogas potencial 
hepatotóxico; ex: nimesulida; 
- uso com varfarina sódica (anticoagulante): aumenta o 
efeito anticoagulante/ hemorragia; 
- uso com a prilocaína (um dos anestésicos locais). 
EFEITOS ADVERSOS 
- dor de garganta inexplicável e febre; 
- erupções cutâneas (urticarias); 
- doses elevadas podem causar lesão hepática; 
HEPATOTOXICIDADE ELEVADA: em doses toxicas, álcool. 
doses terapêuticas = poucos e raros efeitos. 
 
 
APRESENTAÇÃO POSOLOGIA 
COMPRIMIDOS: 125, 250, 500 e 750 mg (usado na 
odontologia); 
COMPRIMIDO EFERVESCENTE: 500 mg; 
SUSPENSÃO OU XAROPE: 160 mg/5 ml; 
CRIANÇA: 10 a 15 mg/kg/vez; 
INTERVALO ENTRA AS DROGAS: 4/6H 
*vai depender da intensidade da dor do paciente. 
dose máxima: 4.000 mg/dia 
- por no máximo 3 dias, se a dor permanecer por 1 semana 
por exemplo, o paciente tem que voltar, pois tem algo 
errado; 
EX: 
500 mg............6/6h; 
750 mg.............6/6h 
Obs: não pode passar de 4000 mg/dia. 
PEDIÁTRICA: 
SOLUÇÃO (GOTAS): 100 mg/ml ou 200 mg/ml; 
QUANTIDADE : 1 gota /kg até 30 kg (passar disso já se usa 
a dose de adulto entre 30/45 gotas, depende da 
intensidade); 
 
ASSOCIAÇÃO 
P + CAFEÍNA – SORINDOR CAF: comp. (500mg + 65mg); 
P + CODEÍNA – TYLEX: comp. (500mg + 7,5 ou 30mg) – 
precisa de uma receita de controle especial. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
DERIVADOS DA PIRAZOLONA 
(DIPIRONA) 
- no Brasil, a dipirona foi introduzida com o nome de 
Novalgina; 
OBS.: dipirona não é comercializada nos EUA; 
medicamentos com dipirona na formulação: anador, 
analgex, analgin, novalgina, magnopirol, baralgin. 
CARACTERÍSTICAS 
- excelente analgésico, tem efeito antitérmico; 
- desprovido de ação anti-inflamatória; 
- apresenta distúrbios gastro intestinais leves; 
USO MÁXIMO: 7 dias; 
- depressor dos nociceptores (age diretamente no receptor 
onde já existe dor instalado – 1° escolha). 
 
CONTRAINDICAÇÃO 
- hipersensibilidade aos pirazolânicos; 
- pacientes com história de anemia e bucopenia; 
- gravidez e lactantes (categoria de risco D); 
- nefrites crônicas; 
- asma e infecção respiratória crônica; 
- discrasias sanguíneas; 
*há uma diminuição da P.A, apenas na via parenteral; 
EM CASOS DE INTOXICAÇÃO: diminuição da P.A e hipotermia. 
 
APRESENTAÇÃO/POSOLOGIA 
COMPRIMIDO: 500 mg 
SOLUÇÃO GOSTAS: 500 mg/ml – 1 gota/kg (até 30kg, 
passou disso é dose de adulto: 30-40 gotas) 
SOLUÇÃO EV OU IM: (2ml) – 500 mg/ml 
SERINGA DOSADORA = CRIANÇAS: 10 a 15mg/kg/vez 
INTERVALO ENTRE AS DOSES: 4 OU 6H 
dose máxima: 4000 mg/dia. 
 
 
 
 
OUTROS MEDICAMENTOS 
CLONIXINATO DE LISINA (DOLAMIN) 
CONTRAINDICAÇÃO: úlcera péptica ou hemorragia gastro 
intestinal e gravidez (ele potencializa o efeito dos 
anticoagulantes orais); 
POSOLOGIA: 125mg, 3 a 4x ao dia; 
dose máxima: 750mg. 
 
CETOROLACO DE TOMETAMINA (TORAGESIC) 
CONTRAINDICAÇÃO: histórico de asma, insuficiência 
renal, insuficiência cardíaca, hipertensos, grávidas, 
problemas de coagulação, uso de anticoagulante; 
POSOLOGIA: comprimido lingual 10mg ou 20mg (dose 
única) 
10mg a cada 4 ou 6h. 
 
MALEATO DE FLUPIRTINA (KATADOLON) 
CONTRAINDICAÇÃO: gravidez e lactantes; 
POSOLOGIA: 1 cápsula de 100mg; 3 a 4x ao dia. 
 
ANALGÉSICOS NARCÓTICOS (OPIOIDES) 
MEDICAMENTOS DERIVADOS DO ÓPIO. 
 
EFEITOS 
- analgésica; 
- hipnose/sedação; 
- euforia “bem-estar”/prazer. 
indicados no tratamento de dores agudas, 
moderadas e intensas. 
 
 
 
 
 
 
MECANISMO DE AÇÃO 
 
 
CLASSIFICAÇÃO DOS OPIOIDES 
 
 
AÇÕES FARMACOLÓGICAS 
- analgésica; 
- efeito béquico (antitussígeno); 
- constipação intestinal (efeito que pode causar); 
- sedação (coordenação motora, noção de espaço) e 
hipotensão; 
- miose (contração do esfíncter pupilar); 
- êmese/náuseas (vontade de vomitar); 
- depressão respiratória (doses extremas); 
- dependência física e psíquica (crises de abstinência); 
- tolerância farmacodinâmica; 
Obs.: precisa de uma receita de controle especial! 
 
 
 
 
 
ENDÓGENOS
•ENDORFINAS
•ENCEFALINAS
•DINORFINAS
SINTÉTICOS
•MEPERIDINA
•PETIDINA 
(DOLANTINA)
•METADONA 
(METADON)
•FENTANIL 
(DUROGESIC)
•TRAMADOL 
(ULTILIZADO)
NATURAIS
•MORFINA
•HEROÍNA
•CODEÍNA
CLORIDRATO DE TRAMADOL 
COMPRIMIDO: 50mg (sylador); 
CÁPSULA: 50mg (tramal); 
adultos e crianças a partir de 12 anos 
POSOLOGIA: 50 a 400mg/dia (máx.); 8/8h (via oral). 
 
COMBINAÇÕES ANALGÉSICAS 
PARACETAMOL + CODEÍNA (paco, tylex); 
DICLOFENACO + CODEÍNA (codaten). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
ANTI-INFLAMATÓRIOS 
INFLAMAÇÃO 
processo fisiológico normal (reação de defesa do organismo). 
objetivo: reparar danos. 
 
TIPOS 
AGUDA 
- resposta abrupta e rápida; 
- caracterizada por alterações do tecido vascular e aumento 
da permeabilidade. 
 
CRÔNICA 
- resposta paulatina e proliferativa de longa duração; 
- caracterizada por degeneração e resposta celular. 
 
SINAIS E SINTOMAS DE UMA RESPOSTA INFLAMATÓRIA 
 
- vasodilatação sanguínea; 
- aumento da permeabilidade; 
- compressão das terminações nervosas; 
- combinação de todos os fatores. 
 
Intervalo de tempo recomendado para que o anti-
inflamatório seja usado de forma segura: 
DOR PÓS-OPERATÓRIA: período de 24h com um pico de 
intensidade entre 6/8h; 
EDEMA INFLAMATÓRIO: ápice após 36h do 
procedimento. 
 
 
OBS.: 
- é inviável receitar um anti-inflamatório por um dia, pois o 
ápice é só depois de 36h (viável: 3-5 dias). 
 
ANTI-INFLAMATÓRIOS 
- substância ou medicamento que combate a inflamação de 
tecidos; 
- atuam por favorecer: desaparecimento dos edemas, 
desidratando os tecidos tumefeitos por ativação da 
circulação local ou por vasoconstrição no local da aplicação. 
CLASSIFICAÇÃO 
ESTEROIDAIS OU HORMONAIS 
NÃO ESTEROIDAIS OU NÃO HORMONAIS 
 
TIPOS DE COXS 
COX 1 
- estímulo fisiológico; 
- todas as células; 
- CONSTITUTIVA; 
- enzima de vigilância que mantém o sistema e assegura a 
homeostase e a sinalização entre células; 
- também participa do processo inflamatório reparador. 
 
COX 2 
- estimulo patológico; 
- macrófagos/células inflamatórias; 
- INDUZIDA; 
- reserva – induzida nas células inflamatórias quando estas 
são ativadas; 
- também apresenta funções fisiológicas. 
 
MEDIADORES 
PROSTAGLANDINAS 
FORMADAS A PARTIR DA COX 1: 
- secreção de muco gástrico; 
- regula contração uterina; 
- metabolismo renal; 
- reparo tecidual. 
 
FORMADAS A PARTIR DO COX 2 (QUE QUEREMOS 
INIBIR): 
- vasodilatação no local da agressão; 
- sensação de “mal estar”; 
- ação pirogênica; 
- sensibilização das terminações nervosas no local da 
agressão; 
- regulação renal; 
- migração dos neutrófilos; 
- ação antitrombogênica. 
 
PROSTACICLINAS 
FORMADAS A PARTIR DO COX 2: 
- ação antitrombogênica – inibe a agregação plaquetária; 
- vasodilatador. 
 
TROMBOXANOS 
FORMADAS A PARTIR DA COX1: 
- início do processo reparador; 
- atividade trombogênica (agregação plaquetária); 
- vasoconstrição. 
 
NÃO HORMONAIS OU NÃO ESTEROIDAIS 
CARACTERÍSTICAS 
- todos os inibidores da COX podem causar retenção de sódio 
e água, diminuição da taxa de filtração glomerular e 
aumento do PA (idoso); 
- todos os AINES inibem, em algum grau, a agregação das 
plaquetas e, consequentemente, a coagulação sanguínea; 
GRAVIDEZ: a inibição da síntese das prostaglandinas pelos 
AINES irá prolongar o trabalho de parto(estímulo da 
contração uterina) além de existir um possível efeito 
hemorrágico pós-parto (efeito inibitório da agregação de 
plaquetas); 
- deve-se evitar a prescrição dos inibidores da COX a 
pacientes com história de infarto do miocárdio e angina 
pelo risco aumentado de trombose (idosos). 
INDICAÇÕES 
- medicações pré e pós-operatória em intervenção 
odontológicas, quando houver expectativa de resposta 
inflamatória de maior intensidade (prevenir a hiperalgia e 
controlar o edema); 
EX: exodontia dos dentes incisivos, cirurgias periodontais, 
colocação de implantes múltiplos, enxertos ósseos; 
- tratamento da dor já instalada (urgência odontológica), 
como coadjuvantes dos procedimentos de ordem local; 
EFEITOS ADVERSOS 
- sangramento gástrico; 
- náuseas; 
- diarreias (cólicas abdominais); 
- lesão gástrica (indicado tomar logo após as refeições); 
- aumento do trabalho de parto; 
- distúrbio renal; 
- complicação hepática; 
- reações dermatológicas. 
 
CONTRAINDICAÇÕES: 
- problemas gástricos; 
- gravidez; 
- discrasias sanguíneas; 
- uso de anticoncepcionais; 
- hipertensão e cardiopatia. 
INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS (PARA EVITAR) 
- administração dos AINES com anticoagulantes; 
- podem aumentar a citotoxicidade da ciclosporina; 
- álcool provoca aumento do risco de sangramento gástrico; 
- associação de AINES (jamais) aumenta o risco de 
complicação GI e renal. 
- uso com drogas anti-hipertensivas pode precipitar uma 
brusca elevação PSA (pressão sanguínea arterial). 
 
PRINCIPAIS AINES 
AÇÃO FARMACOLÓGICA NOME GENÉRICO 
inibidores não seletivos 
(COX1 e COX2) 
IBUPROFENO 
DICLOFENACO 
inibidores seletivos 
(preferencialmente COX2) 
NIMESULIDA 
MELOXICAM 
inibidores específicos 
(quase exclusivamente COX2) 
CELECOXILS 
ETORICOXIBE 
 
IBUPROFENO (IBUPROFAN): 
- derivado de acido propilônico; 
- ação analgésica, anti-inflamatório e anti-térmico; 
- menor tendencia em causar distúrbios GI e hemorrágicos; 
- potencia superior as AAS; 
- AI de eleição para crianças, gestantes (se realmente 
precisar) e idosos. 
APRESENTAÇÃO 
COMPRIMIDOS: 300, 400 e 600 mg (usada); 
DRÁGEAS: 600 mg; 
SUSPENSÃO ORAL: 300mg/ml, 50 mg/ml, 100mg/ml; 
SOLUÇÃO ORAL GOTAS: 100mg/ml e 200 mg/ml. 
 
POSOLOGIA 
DOSE USUAL: 600 mg; 
INTERVALO DE DOSES: 6/6h ou 8/8h (único som essa 
flexibilidade); 
prescrição usual limite dia: 2.400 mg; 
DOSE PEDIÁTRICA: solução oral gotas 100mg/ml, 1 
gota/kg, suspensão oral 4 a 10 mg/kg. 
DERIVADOS DE PROPILÔNICO 
NAXOPRENO: 
- adulto: 550 mg; 8/8h; 
- criança: 5 a 7 mg/kg; 8/8h. 
OBS: 10X MAIS POTENTE QUE O IBUPROFENO. 
CETOPROFENO: 
- adulto: 50 mg; 8/8h – VO/IM; 
- crianças: 1 mg/kg; 8/8h. 
prescrição usual limite: 300 mg 
NIMESULIDA 
- derivado sulfomadílico; 
MECANISMOS DE AÇÃO: processo de varredura dos 
radicais livres de O2 e redução do processo inflamatório; 
- apresenta menor reação de sensibilidade quando 
comparado aos demais AINES; 
- analgésicos, anti-inflamatórios e antitérmicos; 
- distúrbios GI livres; 
- hepatotoxicidade (uso máximo de 7 dias) – se passar tem 
problemas; pacientes hepatopatas não devem utiliza; 
CONTRAINDICAÇÃO: crianças, gestantes e hepatopatias. 
 
APRESENTAÇÃO: 
COMPRIMIDO: 100mg; 
SUSPENSÃO ORAL: 50mg/ml. 
POSOLOGIA: 
DOSE USUAL: 100mg; 
INTERVALO DE DOSES 12/12H; 
dose máxima: 200mg/dia. 
PIROXICAM 
- 1° AINES do grupo oxicans (protótipo); 
- principal vantagens de natureza farmacocinética (bem 
absorvido). 
APRESENTAÇÃO: 
DOSE RECOMENDADA: 20mg; 
INTERVALO DE DOSES 24/24H. 
 
MELOXICAM (NOVATEC) 
- analgésico e anti-inflamatório; 
- distúrbios GI leves; 
- excelente absorção. 
APRENTAÇÃO/POSOLOGIA 
DOSE RECOMENDADA: comprimidos 7,5mg/15mg; 
INTERVALO DE DOSES: 24/24H. 
DICLOFENACO (CATAFLAN) 
- derivados do ácido fenilacético; 
- apresenta-se como: diclofenaco sódico e diclofenaco de 
potássio; 
- atua bloqueando diretamente a sensibilização das 
terminações nervosas livres; 
- melhor eficácia no controle da dor já instalada 
(comparando com outros inibidores da COX); 
- ação: analgésica, anti-inflamatória e antitérmico; 
- distúrbios GI moderados; 
- leve hepatotoxicidade. 
APRESENTAÇÃO: 
DOSE RECOMENDADA: comprimido/drágea:50mg; 
INTERVALO DE DOSES: 8/8H 
dose máxima: 200mg/dia. 
 
 
 
 
 
 
 
HORMONAIS, ESTEROIDAIS OU CORTICOIDES 
- o mecanismo de ação se dá pela inibição de mediadores 
químicos da inflamação; 
- córtex adrenal humano secreta hormônios esteroidais 
denominados CORTICOSTEROIDES. 
 
PRODUÇÃO DIÁRIA DE CORTISOL = 25MG DE CORTISONA 
MEDICAMENTOS EQUIVALENTES AOS 25MG DIÁRIOS 
20MG DE HIDROCORTISONA 
5MG DE PREDNISONA 
4MG DE METILPREDNISOLONA 
2MG DE PARAMETASONA 
0,5MG DE BETAMETASONA 
0,75MG DE DEXAMETASONA 
CARACTERÍSTICAS 
- intensidade da lesão requer ação mais decisiva; 
- uso de curta duração; 
- não se associa ao surgimento de efeitos colaterais. 
 
INDICAÇÕES 
- processos alérgicos (reação anafiláticas); 
- processos inflamatórios sem resposta favorável ao 
tratamento prévio com os não esteroidais. 
 
INDICAÇÕES NA ODONTOLOGIA 
- processo sistêmico; 
- implantes; 
- CBMF (pré e pós cirurgia oral); 
- pênfigo vulgar; 
- líquen plano; 
- anafilaxia; 
- edema de glote; 
- reações alérgicas. 
 
 
 
IBUPROFENO
NIMESULIDA
MELOXICAM
DICLOFENACO
EFEITOS ADVERSOS 
- diminuição da resposta imunológica; 
- edema (retenção de líquidos e sódio); 
- atrofia muscular (diminui a produção e aumenta o 
catabolismo de proteínas); 
- hipertensão arterial; 
- alteração na personalidade; 
- pele quebradiça; 
- úlcera; 
- síndrome de Cushing (simula essa doença); 
- hiperglicemia (estimula a produção de glicose); 
- osteoporose (prejuízo na absorção de cálcio e reparação 
óssea); 
- supressão de crescimento (dificulta a absorção de cálcio e 
diminuição hormônio do crescimento); 
- alteração da distribuição da gordura corporal; 
- aumenta a susceptibilidade à infecção; 
- retardo na cicatrização (inibição dos fibroblastos). 
 
 
 
 
 
 
 
 
CONTRAINDICAÇÕES 
- gestantes e lactantes; 
- crianças e idosos (metabolismo alterado); 
- diabético, hipertenso (retenção de sódio e água), 
cardiopata; 
- paciente imunodeprimidos; 
- portadores de infecção bacteriana aguda disseminada; 
- portadores de doenças fúngicas sistêmicas (ex: tratamento 
de herpes – dissemina); 
- glaucoma (aumenta a pressão intra ocular); 
- osteoporose; 
- história de hipersensibilidade à droga. 
 
MEDICAMENTOS 
BETAMETASONA (CELESTONE 2MG) 
DEXAMETASONA (DECADRON 4MG) 
TRIANCINOLONA (ONCILOM 1MG/G) 
 
TRATAMENTO ODONTOLÓGICO 
- dose única; 
- analgesia preemptiva (antes da lesão tecidual); 
- 4-8mg, 1h antes da intervenção. 
 
 
 
 
 
 
 
ANTIBIÓTICOS 
 
INFECÇÕES 
- colonização de um organismo (hospedeiro HO) por uma 
espécie estranha que procura utilizar os recurso do HO para 
se multiplicar; 
- o organismo infectante (patogênicos) interfere na fisiologia 
normal do HO como consequências (prejuízo HO); 
EM TODAS INFECÇÕES EXISTEM UMA INFLAMAÇÃO, 
MAS NEM TODAS AS INFLAMAÇÕES SÃO INFECÇÕES! 
CIRURGIÃO DENTISTA 
- tratamento de infecções do complexo BMF, de origem 
odontogênica ou não; 
- polpa dentaria; 
- áreas periapicais; 
- periodontais. 
 
MICROBIOLOGIA DE INFECÇÕES OROFACIAIS SÃO MISTAS 
(microbiotas diferentes, bactérias diferentes). 
é necessário um medicamento de amplo espectro. 
 
CLASSIFICAÇÃO BASEADA NO EFEITO DO 02, 
SOBRE SEU METABOLISMO: 
AERÓBIAS ESTRITAS; 
AERÓBIAS FACULTATIVAS; 
ANAERÓBIAS (predominância das infecções mais 
disseminadas). 
 
ANTIBIÓTICOS 
- substâncias químicas, produzidas por microrganismos 
vivos, capazes de inibir ou destruir germes patogênicos; 
- irá auxiliar, não vai atuar só e nem ser o principal; 
- atualmente só é vendido com prescrição, pelo uso 
disseminado. 
 
 
ASPECTOS IMPORTANTES 
 - [ ] atingida no hospedeiro: concentraçãoadequada; 
- grau de sensibilidade do MO: escolher um antibiótico 
adequado. 
 
CLASSIFICAÇÃO QUANTO A AÇÃO SOBRE AS BACTÉRIAS 
BACTERICIDAS: destroem as bactérias, depende menos do 
sistema imunológico (usado e paciente imunodepressivos); 
BACTERIOSTÁTICOS: inibem o crescimento da bactéria 
(sistema imunológico – fagocitose). 
 
USO DE MEDICAMENTOS NA ODONTOLOGIA 
EX DE BACTERICIDAS: penicilinas (nossa 1° escolha), 
cefalosporinas, aminoglicosídeos. 
EX DE BACTERIOSTÁTICOS: tetraciclima, eritromicina. 
 
ANTIBIÓTICO IDEAL? 
- seria aquele com máxima toxicidade seletiva, ou seja, 
antibiótico atingir o máximo possível apenas o agente 
agressor e não causar danos ao hospedeiro; 
- sempre vai agredir o hospedeiro, mas escolher o que vai 
agredir MENOS; 
- nós não temos parede celular, portanto, um antibiótico que 
tem ação em parede celular ele vai agredir menos as nossas 
células já que não temos (ele terá uma toxicidade seletiva 
boa). 
MECANISMOS DE AÇÃO 
OS ANTIBIÓTICOS VÃO ATINGIR: 
- DNA; 
- membrana plasmática; 
- ribossomo (síntese proteína); 
- parede celular; 
- metabolismo intermediário – falsos substratos SULFAS. 
 
PAREDE CELULAR 
- os antibióticos que atuam na parede celular são 
bactericidas; pois sem a parede celular a membrana iria 
sofrer uma lise; 
- reforço externo da membrana; 
- ela é altamente permeável a troca de substancias; 
FUNÇÃO: promover proteção, sustentação. 
 
HIPERTONICIDADE INTERNA BACTERIANA 
- componente comum a todas as bactérias patogênicas; 
- bactericida; 
- aumento da pressão osmótica interna; 
- reprodução binária (momento em que vai atuar). 
 
TIPOS DE BACTÉRIAS 
GRAM – POSITIVE: possuem apenas uma camada de 
peptidioglicamos, que nesse caso é mais espessa; 
GRAM – NEGATIVE: possuem uma camada mais fina de 
peptidioglicanos, além de outra camada composta por 
líquidos e proteínas. (naturalmente mais resistentes aos 
antibióticos, por possuírem uma parede celular mais 
complexa). 
 
ANTIBIÓTICOS QUE ATUAM NA PAREDE CELULAR 
PENICILINAS: primeira escolha na odontologia – possui um 
amplo espectro. (praticamente atóxicas, exceto reações de 
hipersensibilidade); 
CEFALOSPORINAS: não é tão especifica para a nossa área. 
 
 
 
 
 
 
 
 
RESISTÊNCIA BACTERIANA 
- se deu pelo uso discriminada dos antibióticos e as bactérias 
se tronaram resistentes ao medicamento; 
- é preocupante pelos custos: diretos e indiretos 
(internações; pacientes afastados de seus serviços); 
- mutação genética (o que torna resistente); 
- modificações da estrutura genética; 
- o antibiótico SELECIONA, ficando as que sofreram 
mutações! 
- duas formas de mutação: natural ou primaria e adquirida. 
 
RESISTÊNCIA NATURAL 
EX: a mycoplasma não possui parede celular; então a 
penicilina (que atua na parede celular) não vai ter efeito, isso 
seria uma resistência natural; 
- a bactéria já nasce resistente a alguns antibióticos – é algo 
previsível. 
ADQUIRIDA 
- quando a bactéria antes, era sensível ao antibiótico e do 
nada ela adquire uma nova forma, não é mais sensível ao 
antibiótico; 
- essa nova forma é transmitida para novas gerações. 
 
MUTAÇÃO = SELEÇÃO: 
- modificações nas características do DNA da bactéria; 
- fenômeno espontâneo e mais frequente e importante; 
- ocorre na presença ou ausência de antibióticos – selecionar 
os mutantes; 
- modificação genética súbita e instável, transmitida 
hereditariamente (mutante descendente); 
- fatores mutagênicos com raios X, raios UV e ácido nitroso. 
 
COMO CONTRIBUIR PARA EVITAR A RESISTÊNCIA 
BACTERIANA? 
- bom senso no uso de antibióticos na clínica diária; 
- o conhecimento dos agentes causadores das infecções mais 
comuns, dentro de cada especialidade; 
- o tratamento de qualquer infecção bucal inicia-se pela 
eliminação da causa; 
- os antibióticos auxiliam as defesas do organismo no 
controle ou na eliminação de MO. 
QUANDO INDICAR O USAR DE ANTIBIÓTICOS 
NA ODONTOLOGIA? 
- tratamento das infecções odontológicas. 
CURATIVO; 
PROFILÁTICO LOCAL. 
profilaxia (prevenção) em paciente com risco de 
desenvolver endocardite bacteriana, devido a bacteremia 
causada por procedimentos odontológicos. 
 
CURATIVO 
CASOS PARA ADMINISTRAR ANTIBIÓTICOS: 
- celulite (infecção aguda); 
- abcesso agudo; 
- pericoronarite aguda; 
- fraturas compostas (expostas); 
- lacrações bucofaciais externas (profundas ou antigas). 
- infecções pós operatórias 
 
PROFILÁTICO LOCAL (PREVENÇÃO LOCAL) 
- dose única 1h antes do procedimento; 
- cirurgia bucal em pacientes imunodeprimidos; 
EX: frenectomia, remoção de torus, extração simples; 
- cirurgia bucal que envolvem próteses ou enxertos. 
 
PROFILÁTICO SISTÊMICO 
 - prevenir uma infecção a distância pelo sistema 
circulatório; 
- via de entrada sistêmica (alvéolo); 
- bacteremia; 
- local susceptível a distância; 
- prevenções de endocardite bacteriana/infecciosa em 
pacientes susceptíveis; 
- outra forma de usar a profilaxia sistêmica é quando o 
procedimento gera bacteremia – quando apresenta 
sangramento -> pacientes com predisposição 
anatomopatológica: exodontia, instrumentação 
endodôntica, cirurgia oral menor, implante dentário, 
reimplantes dentários, cimentação de bandas ortodônticas e 
cirurgias periodontais e raspagem subgengival. 
 
PACIENTES COM PROFILAXIA RECOMENDADA 
RECOMENDAÇÕES: 
- aplicar 1h antes do procedimento amoxicilina 2g (4 
comprimidos de 50 mg/kg) e 50 mg/Kg 
- aplicar 1h antes do procedimento: clindomicina: 600mg e 
50mg/kg, azitromicina ou claritromicina 500mg e 15mg/kg. 
 
PACIENTES CARDÍACOS QUE PRECISAM DA PROFILAXIA 
ALTO RISCO: 
- válvulas cardíacas protéticas; 
- endocardite bacteriana previa; 
- doença cardíaca complexa congênita; 
- desvios ou condutas pulmonares cirurgicamente 
construídos. 
 
RISCO MODERADO: 
- maioria das não-formações cardíacas congênitas disfunção 
reumática e valvular adquirida prolapso as válvula mitral. 
 
 
DOSE DE ATAQUE: 2x a dose de manutenção; 
PROFILÁTICA LOCAL OU SISTÊMICA: dose única (1h 
antes do procedimento). 
CASOS QUE NÃO SE DEVEM INDICAR ANTIBIÓTICOS 
- edema sem complicações induzidas por traumatismo ou 
substancias químicas; 
- dor relacionada a pulpite ou a traumatismo; 
- abcessos menores e bem localizados que provavelmente, 
responderão bem a drenagem e ao tratamento da fonte 
local; 
- bactérias limitadas ao canal radicular; 
- trato fistuloso de drenagem crônica não complicada 
associada a um dente desvitalizado; 
- alveolite seca sem complicações; 
- pericoronarite, simples, bem limitada. 
PRINCIPAIS ANTIBIÓTICOS USADOS NA ODONTOLOGIA 
- B- lactâmicos (penicilinas, cefalosporinas); 
- tetraciclinas; 
- aminoglicosídeos; 
- microlídeos; 
- macrolídeos; 
- glicopeptídeos; 
- lincosamidas. 
 
PENICILINAS 
- são os melhores para se enquadrarem no combate às 
infecções que acometem a cavidade bucal; 
- grupo de antibióticos menos tóxicos ao ser humano (rápida 
eliminação renal); 
- bactericidas – agem por inibição da síntese da parede 
celular (alta toxicidade seletiva); 
- pequenos efeitos colaterais; 
- baixo custo; 
CLASSIFICAÇÃO: naturais, sem-sintéticas e biosintética. 
 
AMPICILINA 
- 1° penicilina semi-sintética que mostrou ação contra cocos 
e bacilos G-; 
- não apresenta resistência a penicilinase; 
- uso em infecções orais-infecções mistas; 
- ingestão de alimentos antes de sua administração reduz 
sua absorção (tomar de estômago vazio); 
- nome comercial mais conhecido: BINOTAL (apresentação: 
500mg/g, 6/6 por 7 dias). 
 
AMOXICILINA 
- padrão ouro (fármaco de primeira escolha); 
- rápida absorção; 
- níveis sanguíneos mais prolongados; 
- baixa toxicidade; 
- bactericida; 
- eficácia contra os prováveis microrganismos presentes em 
infecções odontogênicas; 
INDICAÇÕES: tratamento de infecções orofaciais e 
abscessos periapicais e periodontais; 
CONTRAINDICAÇÕES: pacientes comhipersensibilidade; 
INTERAÇÕES: reduz a eficácia de contraceptivos orais. 
 
AMOXIL (AMOXILINIA GENÉRICO) 
CÁPSULAS: 500mg; 
COMPRIMIDO: 500mg e 87mg; 
SUSPENSÃO ORAL: 250mg/5ml; 
Intervalo de doses8h/12h – 7 dias 
CRIANÇA: 3/kg (peso/3); exemplo: 21kg/3 = 7ml 
 
ASSOCIAÇÃO DE ANTIMICROBIANOS 
AMOXICILINA + CLAVULANATO DE POTÁSSIO (CLAVULIM) 
APRESENTAÇÃO: 500mg + 125mg; 
INTERVALO DE DOSES: 8/8h por 7 dias. 
 
CEFALOSPORINAS 
- perfil de ação semelhante a penicilina; 
- reação alérgica cruzada em aproximadamente 15% dos 
pacientes alérgicos a penicilina; 
- apresentam um espectro um pouco mais amplo e mais 
toxicidade; 
- mais caras. 
CLASSIFICAÇÃO 
1° geração: mais ativos em cocos G+ 
2° geração: aeróbicos e anaeróbicos G+ e G- 
3° e 4° geração: área médica 
 
OPÇÕES 
1° GERAÇÃO: KEFLEX (cefalexina) 
- apresentação: comp.; cápsula ou drágea 500mg e 1g 
intervalos de doses: 6/6h por 7 dias. 
2° GERAÇÃO: CEFLACOR 
- apresentação: 250mg/500mg 
intervalo de doses: 8/8h por 7 dias. 
 
 
 
CLINDAMICINA 
- recomendado como 2° opção nas infecções orodentais; 
- bem absorvido por VO; 
- atinge [ ] ósseas similares às [ ] plasmáticas – excelente 
penetrabilidade óssea, em outros tecidos e abscessos; 
 
MEDICAMENTO: DALACIN 
- apresentação: 300mg/75mg/5ml 
intervalos de doses: 6/6h por 7 dias. 
 
MACROLÍDEOS 
- eritromicina e azitromicina; 
- bastante utilizadas na clínica odontológica; 
- atividade bacteriostática – inibe SP; 
- apresentam facilidade de administração, boa tolerância e 
baixa toxicidade; 
- baixo custo; 
- disponíveis apenas para uso oral. 
 
ERITROMICINA 
- possui alta eficácia em G+ e menos em G- anaeróbios; 
- deve ser evitando em pacientes com doença hepática; 
 
APRESENTAÇÃO: 500 ou 250mg/5ml comp./suspensão oral 
30 a 50mg/kg/dia 
Intervalo de doses: 6/6h por 7 dias. 
 
Azitromicina 
- antibacteriano de largo espectro ativo contra G+ e 
anaeróbios G-; 
- atividade bactericida – maior [ ] em tecidos infectados por 
ser agrupar dentro dos neutrófilos e meia vida prolongada; 
- níveis séricos detectáveis em até 10 dias em 3 dias de 
tratamento; 
APRESENTAÇÃO: 500mg; 
intervalo de doses: 24/24h, 3 a 5 dias. 
 
 
METRONIDAZOL 
- ação bacteriana; 
- não possui atividade bacteriana aeróbicas e anaeróbicos 
facultativas; 
 
FLAGYL 
APRESENTAÇÃO: 250, 400 e 500mg; 
intervalos de doses: 8/8h por 7 dias. 
TETRACICLINA 
- eficaz contra G+ e G-; 
- antibióticos de largo espectro bacteriostático SP; 
- em odontologia: doença periodontal; 
- contraindicados: gravidez e crianças até 12 anos; 
APRESENTAÇÃO: 500mg 
intervalo de doses: 6/6h por 7 dias. 
ATENÇÃO 
- os intervalos entre as doses devem ser CRITERIOSAMENTE 
obedecidos; 
- da mesma forma que apresentam evolução muito rápida, 
as infecções agudas tem duração relativamente curta (2 a 7 
dias), particularmente quando o foco da infecção é 
eliminado; 
- o uso prolongado de antibióticos somente serve para 
eliminar as bactérias sensíveis e selecionar. 
 
CASOS DE INSUCESSO DOS ANTIBIÓTICOS 
 - escolha inapropriada do antibiótico; 
- falha no calculo da dosagem ([ ] sanguíneas muito baixas); 
- antibiótico não consegue penetrar no sítio da infecção; 
- antagonismo entre antibióticos; 
- surgimento de MO resistentes aos antibióticos; 
- infecções com taxa de crescimento muito baixas; 
- fatores locais desfavoráveis; 
- vascularização do local é limitada ou há diminuição do fluxo 
sanguíneo; 
- paciente encontra-se com a resistência às infecções 
diminuídas; 
- falta de adesão ao tratamento; 
- custo do tratamento. 
 
SEDAÇÃO MÍNIMA 
 
os métodos de controle da ansiedade podem ser 
farmacológicos ou não farmacológicos. 
- dos não farmacológicos: a verbalização é a conduta básica, 
que pode ser associada a técnicas de relaxamento muscular 
ou de condicionamento psicológico. 
- métodos farmacológicos: de sedação como medida 
complementar, desde a sedação mínima até a anestesia 
geral. 
SEDAÇÃO MÍNIMA 
- discreta depressão do nível de consciência, produzida por 
método farmacológico, que não afeta a habilidade do 
paciente de respirar de forma automática e independente e 
de responder de maneira apropriada à estimulação física e 
ao comando verbal. 
 
BENZODIAZEPÍNICOS (BDZ) 
- são os ansiolíticos mais empregados para se obter a 
sedação mínima por via oral, pela eficácia, boa margem de 
segurança clínica e facilidade posológica; 
- a segurança clínica do uso dos benzodiazepínicos, pois sua 
ação ansiolítica se dá pela potencialização dos efeitos 
inibitórios de um neurotransmissor (GABA), produzido pelo 
próprio organismo; 
- apresentam outras vantagens, como a redução do fluxo 
salivar e do reflexo do vômito e o relaxamento da 
musculatura esquelética; 
- apresentam baixa incidência de efeitos colaterais, 
particularmente quando empregados em dose única ou por 
tempo restrito. 
a sonolência é o mais comum desses efeitos, principalmente com 
o uso do midazolam e do triazolam, por conta de sua ação 
hipnótica (indução do sono fisiológico). 
mesmo quando se empregam pequenas doses de 
benzodiazepínicos, uma pequena percentagem dos 
pacientes (~ 1%) pode apresentar efeitos paradoxais (ou 
contraditórios), ou seja, ao invés da sedação esperada, o 
paciente apresenta excitação, agitação e irritabilidade. 
amnésia anterógrada é outro efeito colateral dos 
benzodiazepínicos, que pode ocorrer mesmo quando 
empregados em dose única. 
 
MIDAZOLAM 
- pode provocar alucinações ou fantasias de caráter sexual; 
- é o fármaco de escolha para jovens e adultos, pelo rápido 
início de ação (30 min) e menor duração do efeito ansiolítico 
(1-2 h). 
CRIANÇAS 
- o diazepam e o midazolam; 
- sendo que ambos apresentam vantagens sobre outros 
agentes sedativos como a prometazina, a hidroxizina e o 
hidrato de cloral; 
- o midazolam parece ser o fármaco de escolha para 
procedimentos de curta duração em crianças, sendo 
bastante utilizado nessa especialidade. 
IDOSOS 
- o fármaco ideal para a sedação de pacientes geriátricos 
seria o triazolam (rápido início de ação e duração curta), 
porém este ansiolítico não está disponível comercialmente 
no Brasil; 
- assim, a escolha recai no lorazepam, cuja meia-vida 
plasmática é intermediária entre o triazolam e o diazepam. 
 
POSOLOGIA 
- administrar (no próprio consultório) ou prescrever um 
comprimido para ser tomado em ambiente domiciliar. 
- o momento da tomada irá variar em função do fármaco 
escolhido, antes do início do procedimento: 
- triazolam (via sublingual) – 20-30 min 
- midazolam – 30 min 
- alprazolam – 45-60 min 
- diazepam – 60 min 
- lorazepam – 2 h antes 
 
as prescrições de benzodiazepínicos (em receita 
comum) devem vir acompanhadas da notificação de 
receita do tipo B (de cor azul). 
 
TÉCNICA DE INALAÇÃO DA MISTURA DE ÓXIDO 
NITROSO E OXIGÊNIO 
- esta técnica de sedação é segura e eficaz, não oferecendo 
riscos de hipoxia por difusão aos pacientes; 
- com a finalidade de monitoração clínica constante, é 
recomendado o uso do oxímetro de pulso antes, durante e 
após a sedação; 
- é benéfica para pacientes que apresentam problemas de 
ordem sistêmica, como os portadores de doença 
cardiovascular ou de distúrbios convulsivos, entre outras, 
devido à constante suplementação de oxigênio que a 
mistura proporciona; 
- suas principais vantagens em relação à sedação mínima 
com benzodiazepínicos, por via oral, são: 
 1. tempo curto (~ 5 min) para se atingir os níveis adequados 
de sedação e para a recuperação do paciente, que muitas 
vezes pode ser dispensado sem acompanhante; 
2. pode-se individualizar a quantidade e a concentração de 
N2O/O2 para cada paciente; 
3. a duração e a intensidade da sedação são controladas pelo 
profissional em qualquer momento do atendimento; 
4. administração constante de uma quantidade mínima de 
30% de O2 durante o atendimento

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