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Tópicos a abordar na apresentação:
Matoso: Hidrogénio, Reutilização, Introdução
Fausto: Sintético, Panorama atual dos transportes, Conclusão
David: Biodiesel, Baterias
· Introdução
· Panorama atual dos transportes;
· Baterias;
· Reutilização;
· Combustíveis mais sustentáveis: Sintético, Biodiesel, Hidrogênio Verde. (contém 4 tópicos: combustíveis em geral e depois 3 exemplos)
Os veículos com células de combustível de hidrogênio também estão ganhando popularidade. Esses veículos usam hidrogênio para produzir eletricidade, sendo a água o único subproduto. E embora a tecnologia ainda esteja em desenvolvimento, é emocionante imaginar um futuro onde poderemos abastecer os nossos carros com água em vez de gasolina!
O que são baterias de estado sólido?
Antes de nos focarmos nas vantagens e problemas desta tecnologia — ou se preferirem, nos desafios —, vale a pena explicar no que consiste e em como se diferencia da tecnologia das baterias de iões de lítio, sejam estas do tipo LFP (fosfato de ferro-lítio) ou NMC/NMA (níquel, manganês, cobalto ou alumínio).
As baterias de estado sólido, tal como as de iões de lítio, têm um ânodo, um cátodo e um eletrólito. O eletrólito é o meio onde ocorre o fluxo de iões entre o ânodo e o cátodo (os elétrodos) da bateria, transferindo cargas elétricas e gerando corrente elétrica. É o eletrólito que permite a conversão de energia química em energia elétrica.
Carregamentos mais rápidos. Esta estabilidade química superior permite outra vantagem importante: tempos de carregamento mais rápidos. A gestão térmica da bateria também é mais simples — não requer tantos sistemas de monitorização e controlo da bateria —, aumentando também a sua eficiência.
O grande problema desta tecnologia
Apesar das vantagens que acabámos de enumerar, a tecnologia de baterias de estado sólido ainda não passou da «teoria» à «prática». Que é como quem diz: ainda não está disponível nos carros elétricos à venda no mercado. Esta tecnologia terá de enfrentar vários desafios antes de começar a ser comercializada em larga escala
Custos. Como seria de esperar o maior problema desta tecnologia atualmente é o seu custo. E podemos separar o custo adicional em duas partes: matérias-primas e construção.
No primeiro caso, as baterias de estado sólido usam ânodos de alta densidade e o lítio tem sido o material preferido para os fazer. Estas baterias precisam, assim, de mais lítio que as de iões de lítio e isso é um problema. O preço do lítio só tem tendência a subir — procura cresce mais depressa que a oferta —, e a chegada das baterias de estado sólido podem exacerbar essa tendência.
Para dificultar tudo isto, o processo de fabrico é totalmente distinto do das baterias de iões de lítio existentes. Ou seja, vão ser precisas novas fábricas e processos para garantir os benefícios das economias de escala que as de iões de lítio começam a ter.
Combustíveis sintéticos: (exemplo porsche)
Uma das fabricantes mais comprometidas com o combustível sintético é a Porsche, que vê esta alternativa como "fundamental" para descarbonizar o setor. Explicamos-lhe como se produzem os controversos e-fuels.
O primeiro passo do processo de fabrico do combustível sintético consiste em obter hidrogénio a partir da água, por eletrólise, o que requer a utilização de energia elétrica. Além do hidrogénio, é necessário um segundo componente: o dióxido de carbono.
Esse gás pode ser separado do ar através da captura direta, que consiste em fazê-lo passar por um filtro que retém as moléculas de dióxido de carbono. Uma vez preenchidos todos os espaços, o filtro é fechado e aquecido, libertando o CO2 para, depois, ser aspirado para um depósito.
Um litro de combustível sintético requer o hidrogénio de três litros de água do mar dessalinizada e o dióxido de carbono de 6 000 metros cúbicos de ar. A partir desses dois ingredientes, sintetiza-se o metanol, que, depois, é convertido em combustível adequado para os automóveis de passageiros.
Uma das vantagens apontadas aos combustíveis sintéticos é o facto de os motores de combustão interna não precisarem de ser adaptados. Afinal, são idênticos à gasolina e ao gasóleo convencionais.
Tendo em conta que a combustão dos sintéticos não liberta qualquer dióxido de carbono, além do que é extraído do ar durante a produção, o balanço é, no papel, neutro.
Contudo este requerem quantidades de energia elevadas e não são muito eficientes.
Desvantagens atualmente do hidrogênio
Baixa eficiência, devido às elevadas perdas de energia, durante a produção, atraves da eletrolise da agua. O método mais ecológico de produção de hidrogénio é a eletrólise (usando eletricidade para dividir a água em hidrogénio e oxigénio) o qual consome muita energia.
Elevados custos do transporte do hidrogénio para os postos de abastecimento, bem como do seu armazenamento.
O hidrogénio é altamente inflamável.
As matérias-primas utilizadas no fabrico das baterias desses veículos são caras, encarecendo os próprios automóveis.
🚗 Desafios Atuais dos Carros Elétricos
1. Autonomia e Infraestrutura de Carregamento
Embora os veículos elétricos (VEs) estejam a ganhar popularidade, ainda enfrentam desafios significativos:
Autonomia Limitada: Muitos consumidores manifestam preocupações quanto à autonomia dos VEs. Por exemplo, 54% dos alemães e 52% dos britânicos expressaram essa preocupação. 
InsideEVs Brasil
Infraestrutura de Carregamento: A disponibilidade de estações de carregamento rápido é desigual, especialmente fora dos grandes centros urbanos. Em cidades menores e áreas rurais, a escassez de estações públicas implica que muitos proprietários dependam da recarga em casa, o que pode ser lento e inconveniente. 
Estado de Minas
2. Tempo de Recarga
O tempo necessário para recarregar um VE é significativamente maior em comparação com o abastecimento de veículos a combustão:
Estado de Minas
+1
Central Press
+1
Carregadores Rápidos: Mesmo com carregadores rápidos, uma recarga completa pode levar entre 30 minutos a 1 hora.
Estado de Minas
+1
ISTOÉ Independente
+1
Tomadas Domésticas: Em tomadas domésticas, o tempo de recarga pode ultrapassar as 12 horas. 
Estado de Minas
3. Custo e Sustentabilidade das Baterias
A produção de baterias de íon-lítio, amplamente utilizadas em VEs, envolve a extração de metais como lítio, cobalto e níquel. Estes processos podem causar degradação ambiental substancial, incluindo desmatamento e contaminação de água. 
Central Press
4. Segurança e Cibersegurança
Os VEs incorporam tecnologias avançadas, como sistemas de gestão de baterias e infraestrutura de carregamento inteligente. No entanto, estas tecnologias introduzem novas vulnerabilidades à cibersegurança, exigindo soluções específicas para proteger tanto os veículos quanto a infraestrutura associada. 
arXiv
🔋 Baterias de Estado Sólido: Vantagens e Desafios
Vantagens
As baterias de estado sólido representam uma evolução significativa em relação às de íon-lítio:
Maior Densidade Energética: Podem atingir até 500 Wh/kg, proporcionando maior autonomia aos VEs.
Segurança Aprimorada: Utilizam eletrólitos sólidos não inflamáveis, reduzindo o risco de incêndios e explosões.
Maior Vida Útil: Suportam entre 10.000 a 100.000 ciclos de carga, superando os 500 a 1.500 ciclos das baterias de íon-lítio.
Desafios
Apesar das vantagens, existem obstáculos significativos:
InsideEVs Brasil
Formação de Dendrites: Filamentos de lítio que podem causar curtos-circuitos nas baterias. 
Razão Automóvel
Produção em Larga Escala: A fabricação requer processos distintos dos das baterias de íon-lítio, necessitando de novas fábricas e tecnologias. 
Razão Automóvel
🌱 Hidrogénio Verde: Potencial e Desafios
Potencial
O hidrogénio verde, produzido através da eletrólise da água utilizando energia renovável, é uma solução promissora para descarbonizar setores difíceis de eletrificar:
Transporte Pesado: Particularmente eficaz em setores como o transporte de mercadorias e ferroviário, onde a eletrificação direta é desafiadora. 
NOCTULA - Consultores em Ambiente
Portugal: O país possuicondições favoráveis para a produção de hidrogénio verde, com projetos como o H2Med, que visa ligar as redes de hidrogénio da Península Ibérica ao resto da Europa. 
Schneider Electric Blog
Desafios
A implementação do hidrogénio verde enfrenta vários desafios:
Infraestrutura: Necessidade de investimentos significativos em redes de distribuição, armazenamento e estações de abastecimento.
Revista Pontos de Vista
Custo de Produção: Atualmente elevado, com estimativas entre 7 e 12 €/kg em 2030 em Portugal. 
Revista Pontos de Vista
🚀 Perspetivas para os Transportes do Futuro
A transição para transportes mais sustentáveis envolve uma combinação de tecnologias e estratégias:
Eletrificação de Frotas: Expansão de redes de carregamento e adoção de veículos elétricos em frotas de transporte público e privado.
Hidrogénio Verde: Implementação em setores onde a eletrificação direta é menos viável, como o transporte pesado e ferroviário.
Combustíveis Sintéticos: Desenvolvimento de combustíveis alternativos, como o diesel produzido a partir de energia solar, para descarbonizar setores como a aviação e o transporte marítimo.
Digitalização e Intermodalidade: Utilização de tecnologias avançadas para otimizar rotas, prever disrupções e promover a intermodalidade no transporte. 
Baterias de estado sólido
Consideradas uma inovação promissora, as baterias de estado sólido usam um eletrólito sólido em vez de líquido, oferecendo maior segurança, densidade de energia e longevidade. Essas baterias são mais resistentes ao superaquecimento e têm potencial para armazenamento a longo prazo, o que pode beneficiar significativamente o setor de energia renovável.
Apesar dessas vantagens, as baterias de estado sólido ainda estão em desenvolvimento e enfrentam desafios de custo e escalabilidade. Empresas e instituições de pesquisa estão investindo fortemente para tornar essa tecnologia comercialmente viável, com projeções de que ela possa chegar ao mercado comercial nas próximas duas décadas.
Ao substituir o eletrólito líquido inflamável por um sólido, estas células são mais seguras e permitem uma maior densidade energética, o que resulta em maior autonomia e tempos de carregamento mais rápidos. Apesar destas vantagens, a tecnologia ainda está longe de ser dominada, como demonstra o calendário da BYD.
Atualmente, algumas empresas já utilizam eletrólitos semi-sólidos, que têm uma consistência semelhante a um gel, mas estas são consideradas “baterias semi-sólidas” (SSSB). A BYD e a CATL estão a trabalhar com “baterias totalmente sólidas” (ASSB), que utilizam um eletrólito completamente sólido.
O papel das baterias na integração de energia renovável
À medida que o setor de energia se afasta dos combustíveis fósseis, o armazenamento se torna essencial para integrar grandes volumes de energias renováveis à rede. A intermitência da geração eólica e solar significa que os períodos de alta geração (como dias de sol ou ventos fortes) devem ser compensados pelo armazenamento adequado para cobrir os períodos de baixa geração.
Sistemas de armazenamento modernos permitem que a energia gerada em picos seja armazenada e usada durante períodos de baixa geração. A longo prazo, a meta é que esses sistemas se tornem grandes o suficiente para substituir as usinas “de pico”, que atualmente fornecem energia durante horas de alta demanda, como backup para garantir a estabilidade da rede.
Reciclar ou reutilizar baterias: o que é melhor para uma economia circular?
24 Junho, 2020
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Quando a bateria de um automóvel elétrico se degrada, os módulos deixam de cumprir a missão para a qual foram originalmente criados (mover o veículo). Contudo, isso não significa que a sua vida útil tenha terminado, como temos dado conta em inúmeros projetos e artigos.
A reciclagem e a reutilização são duas possibilidades para as baterias.
O que uma análise da IDTechEx (“Li-ion Battery Recycling 2020-2040”) vem transmitir (senão mesmo reforçar) é que destas duas opções, a reutilização é considerada mais sustentável, pois é uma etapa intermediária que prolonga a vida útil do equipamento antes da reciclagem final.
70 a 80%
Ao contrário do que sucede noutros equipamentos de consumo, as baterias removidas dos veículos elétricos quando chegam ao fim da sua vida num EV ainda mantêm entre 70 e 80% de sua capacidade inicial.
Ainda assim, para que a decisão seja o mais ambientalmente ajustada (reciclar ou reutilizar), é fundamental levar em linha de conta outros fatores, o mais importante dos quais é a composição química da bateria. Os especialistas sublinham que esse fator é responsável pela vida útil restante da sua reutilização e pelo preço de venda dos seus materiais como matéria-prima.
Deste modo, a reciclagem (dos componentes químicos da bateria para reintroduzi-los como matéria-prima no processo de produção) surge como uma solução menos sustentável numa ótica de economia circular, devendo ser considerada como o derradeiro passo para uma bateria, quando não puder mais ser reutilizada.
Vários projetos de segunda vida
Vários construtores de automóveis, como a Renault, a Nissan, e BMW, a Volkswagen ou a chinesa BYD trabalham em vários cenários para garantir uma segunda vida útil que ofereça viabilidade económica.
Mesmo que sejam reutilizadas, as baterias, mais cedo ou mais tarde, acabarão, todavia, por ter de ser recicladas. Os especialistas IDTechEx dão conta de que, já neste ano, o parque mundial de baterias retiradas de circulação rondará os 14 GWh, o que supõe qualquer coisa como 102.000 toneladas de materiais anuais para os quais se procurará um novo destino.
7,8 milhões de toneladas por ano
Segundo informa a IDTechEx,a quantidade total de baterias de veículos elétricos que chegarão ao fim da sua vida útil será de 7,8 milhões de toneladas por ano.
Para 2040, o mercado mundial de reciclagem de baterias de iões de lítio terá um valor de 31.000 milhões de dólares anuais.
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Sob o frio intenso de Oslo, os autocarros elétricos sofrem graves perdas de autonomia, o que está a gerar descontentamento.
Sob o frio intenso de Oslo, os autocarros elétricos sofrem graves perdas de autonomia, o que está a gerar descontentamento.DR
Sociedade
Problemas da mobilidade elétrica começam a revelar-se
Avarias frequentes nos autocarros elétricos, esperas de meses nas oficinas e proibição de veículos térmicos nos centros urbanos estão a criar limitações aos noruegueses. Mas estratégia 'zero emissões’ é para manter: venda de elétricos caminham para os 90%. Uma antevisão do que poderá acontecer em Portugal numa década.
Carla Aguiar
Publicado a: 
09 Mar 2024, 09:07
Atualizado a: 
09 Mar 2024, 09:04
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Dois pólos geográficos, duas realidades distintas. Noruega e Portugal têm experiências radicalmente diferentes no modo de vida urbano e no grau de transição para a mobilidade sustentável. Se no país nórdico quase metade dos veículos em circulação já são elétricos e os únicos a poder entrar no centro das cidades, em Portugal os 100% elétricos ainda só representam cerca de 2,5% do parque automóvel, apesar do contínuo crescimento deste mercado, que representa 24% das vendas. Por isso, vai ser preciso carregar no acelerador para chegar à meta da neutralidade carbónica em 2040, a nível nacional, e, no caso do compromisso assumido pela capital portuguesa, já em 2030.
Por imperativos climáticos, a mobilidade elétrica não tem volta atrás, com toda a indústria automóvel europeia obrigada a reconverter-se até 2035. A Noruega lidera esta transição, assumida como prioridade política há mais de duas décadas. Mas nem tudo são rosas neste caminho e a sociedade norueguesa está agora a aperceber-se do ‘lado b’ desta transição, que muda mais a vida das pessoas do que se tinha antecipado. O que pode Portugal aprender?
O tema saltou para a ordem do dia e, há dias, esteve em debate na televisão pública norueguesa NRK, deixando a nú alguns sinais de perplexidade e desconforto. O primeiro é“o colapso da rede de autocarros elétricos de Oslo, quando as temperaturas descem para valores como 15 ou mesmo 27 graus negativos, como tivémos este ano”, relata ao DN Helder Fernandes, investigador e residente em Oslo há mais de 30 anos. Nos dias de inverno mais rigoroso, “muitas vezes, não há autocarros e a cidade vira um pandemónio”. Na segunda semana de janeiro, por exemplo, foram canceladas mais de mil partidas de autocarros num só dia, segundo noticiaram os jornais noruegueses. Há problemas de vária ordem, mas o mais frequente é a fraca autonomia das baterias para aguentarem as temperaturas mais extremas que se fazem sentir no inverno e que obrigam os veículos a consumir mais energia para circular, mas também para o aquecimento interno.
Avanços em eficiência e sustentabilidade em tecnologias de armazenamento
À medida que a tecnologia de baterias avança, os desenvolvedores se concentram em melhorar a densidade de energia, a segurança e o ciclo de vida das baterias. Alguns dos desenvolvimentos mais promissores incluem:
1. Nanotecnologia em baterias: Os pesquisadores estão explorando o uso da nanotecnologia para aumentar a capacidade de carga da bateria, reduzir o peso e aumentar a durabilidade. Isso poderia possibilitar baterias com maior densidade de energia, reduzindo a necessidade de materiais pesados e estendendo a vida útil da bateria.
2. Materiais alternativos: Tecnologias de baterias que usam ferro, água e materiais poliméricos estão sendo desenvolvidas para reduzir os impactos ambientais. Esses materiais são mais abundantes, menos caros e menos prejudiciais ao meio ambiente.
3. Reciclagem e economia circular: Com a crescente demanda por baterias, as práticas de reciclagem estão se tornando essenciais para mitigar o impacto ambiental. Tecnologias avançadas de reciclagem estão sendo desenvolvidas para recuperar metais preciosos e outros materiais valiosos de baterias usadas, promovendo uma economia circular.
Integração do armazenamento com fontes de energia renováveis
Combinar armazenamento de energia e fontes renováveis, especialmente solar e eólica, é essencial para a estabilidade e confiabilidade da rede. Um sistema híbrido que integra baterias com fontes renováveis pode fornecer uma fonte de eletricidade constante, mesmo sob condições climáticas variáveis.
Para operadores de parques solares e eólicos, a capacidade de armazenar e controlar a geração significa maior segurança e eficiência. Esses sistemas também permitem que o excesso de energia seja vendido de volta à rede durante os horários de pico, gerando receita adicional e estabilizando os preços da eletricidade.
Projeções e desafios futuros para o armazenamento de energia
Espera-se que a demanda global por armazenamento de energia aumente exponencialmente à medida que a eletrificação aumenta nos setores industrial e de transporte. Para cumprir as metas climáticas de 2050, será essencial continuar avançando nas tecnologias de armazenamento que possam atender a várias necessidades, como armazenamento de curta e longa duração, portabilidade e integração de rede em grande escala.
Alguns dos principais desafios incluem:
1. Desenvolvimento de infraestrutura de transmissão: Para que o armazenamento de energia seja amplamente adotado, novas infraestruturas de transmissão e distribuição serão necessárias para acomodar as flutuações e a intermitência da geração renovável.
2. Custo e viabilidade econômica: O armazenamento ainda tem custos associados significativos, especialmente para sistemas de grande escala. Embora os custos estejam caindo, as barreiras financeiras e a falta de infraestrutura de financiamento ainda impedem a adoção em grande escala.
3. Incentivos e regulamentação: A regulamentação desempenha um papel vital na adoção do armazenamento de energia. Incentivos, subsídios e políticas governamentais que apoiam o desenvolvimento e a integração de soluções de armazenamento são essenciais para o crescimento do mercado.
O papel das baterias na descarbonização global
As baterias desempenharão um papel central na descarbonização, não apenas no setor de energia, mas também no transporte, na indústria e em aplicações residenciais. Com o aumento nas vendas de veículos elétricos, a necessidade de armazenamento de energia eficiente e sustentável é ainda mais urgente. À medida que mais governos estabelecem metas para reduzir as emissões de carbono, a demanda por tecnologias avançadas de baterias continuará a crescer, impulsionando a inovação e incentivando soluções mais sustentáveis.
Além disso, o setor de armazenamento de energia se beneficiará de sinergias com setores como tecnologia da informação e comunicação (TIC), que exigem soluções avançadas de gerenciamento de dados e inteligência artificial para otimizar o uso e prolongar a vida útil da
O Futuro dos Transportes: ligados à corrente
De todas as tecnologias que estão a contribuir para a inovação no setor dos transportes, a eletrificação é a que mais resultados visíveis está a produzir, especialmente em Portugal.
De acordo com os dados da ACAP (Associação Automóvel de Portugal), em 2023, a venda de veículos eletrificados cresceu 26,1% face a 2022 contabilizando um total de 236 mil unidades vendidas onde se incluem os 100% elétricos, os híbridos plug-in e os híbridos convencionais.
Para além dos incentivos financeiros para a compra de veículos 100% elétricos (4 mil euros por viatura) e da isenção ou desconto no pagamento de ISV (Imposto Sobre Veículos) e IUC (Imposto Único de Circulação) para viaturas 100% elétricas e híbridos plug-in, este tipo de transportes apresentam muitas outras vantagens, entre as quais se destacam:
– a total ausência de emissões de gases poluentes (100% elétricos) ou redução significativa das mesmas (híbridos);
– melhor performance, já que no momento do arranque o motor debita a potência máxima de forma imediata;
– existência de um sistema de travagem regenerativa que converte a energia cinética libertada nas travagens em eletricidade que, posteriormente, serve para alimentar a bateria elétrica permitindo, deste modo, uma maior poupança de energia;
– manutenção mais barata e espaçada no tempo.
Face ao sucesso da eletrificação automóvel, os municípios portugueses estão a multiplicar as infraestruturas de carregamento de VE (veículos elétricos) públicas democratizando e incentivando, deste modo, a aposta em transportes elétricos.
O Futuro dos Transportes: Hidrogénio Verde
Falar de inovação e tecnologia no setor dos transportes públicos implica, obrigatoriamente, que deixemos espaço para o chamado hidrogénio verde.
Ao contrário dos seus congéneres cinzento e azul, a produção de hidrogénio verde não é poluente, uma vez que é produzido por eletrólise, sistema que pode ser transplantado para um motor.
Tal como acontece com a eletrificação, o hidrogénio já é uma realidade em Portugal, mais concretamente nos transportes públicos sustentáveis dos STCP (Sociedade de Transportes Coletivos do Porto).
Depois de uma primeira experiência com resultados positivos nos seus autocarros, os STCP decidiram apostar definitiva e decisivamente no hidrogénio verde enquanto combustível prioritário para os seus veículos.
Este projeto, orçado em 66 milhões de euros, vai permitir a produção de hidrogénio na STCP que, posteriormente, servirá para alimentar 12 metrobus que irão circular na nova linha entre a Avenida da Boavista e a Praça do Império.
Esta aposta em transportes públicos sustentáveis alimentados a hidrogénio verde não se ficará pelo Norte, já que iniciativa AreanaTejo pretende replicar este projeto em 13 dos 15 concelhos de Portalegre.
O Futuro dos Transportes: condução autónoma
Nem só de energias renováveis se pinta o quadro do Futuro dos Transportes, já que neste quadro é necessário incluir as tecnologias de condução autónoma.
Apesar do desenvolvimento de veículos autónomos ainda se encontrar numa fase bastante embrionária e os resultados não serem completamente satisfatórios, o futuro da indústria automóvel parece passar por este tipo de tecnologia, uma vez que, em teoria,poderá reduzir o número de acidentes viários, otimizar a gestão do tráfego e poupar combustível.
Ainda que a regulamentação dos veículos autónomos seja um dos grandes desafios a ultrapassar, marcas como a Volkswagen, a Mercedes-Benz e a Volvo já começam a incorporar princípios de condução autónoma nos seus novos automóveis, tais como a tecnologia de condução assistida ou os sistemas de travagem assistida.
Estas são apenas três dimensões de um Futuro que passará não só por um menor impacto ambiental dos transportes, como também por uma verdadeira mobilidade integrada onde a cidade, as pessoas e os veículos formem um todo mais harmonioso e complementar.
Estar a par das mais recentes alternativas amigas do ambiente, como as bicicletas e trotinetas eléctricas, é essencial para quem quer contribuir para um futuro mais sustentável e, ao mesmo tempo, tirar partido da comodidade e eficiência destes meios de transporte.
Estas opções não só reduzem as emissões poluentes, como também oferecem uma solução prática e económica para as deslocações diárias.
O UNIBANCO da marca UNICRE – Instituição Financeira de Crédito, S.A. – pode ser um parceiro valioso neste percurso, disponibilizando cartões de crédito que facilitam a compra de bicicletas e trotinetes eléctricas, bem como crédito pessoal com condições vantajosas para financiar estas aquisições. Desta forma, é possível adotar tecnologias verdes e contribuir para um ambiente mais limpo com maior facilidade e flexibilidade financeira.
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