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UNIVERSIDADE DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO CENTRO DE EDUCAÇÃO E HUMANIDADES FACULDADE DE EDUCAÇÃO FUNDAÇÃO CECIERJ Consórcio CEDERJ/UAB Curso de Licenciatura em Pedagogia Modalidade EAD Disciplina Educação Inclusiva e Cotidiano Escolar Coordenadora: Profa.ª Dra.ª Rosana Mediadoras: Profs. Mariana Lopes da Silva e Ana Caroline H. Rached Aula 02 Formação de professores para Educação Inclusiva: desafios e possibilidades1. Esta aula tem como objetivo apresentar e discutir alguns aspectos relacionados à formação docente para que atenda aos pressupostos da Educação Inclusiva, modelo educacional que, como discutido na aula anterior, vem sendo implementado em nosso país nas ultimas décadas, respaldado por um amplo arcabouço legal. Embora a legislação brasileira seja bastante avançada para padrões internacionais, sabemos que a promulgação de leis e diretrizes não significa que os dispositivos propostos serão, efetivamente, implementados. Pois, a garantia de matrícula de alunos com deficiências e outras necessidades educacionais específicas no sistema comum de ensino não é suficiente para “automaticamente” tornar todas as escolas aptas e com condições . adequadas para a promoção de sua aprendizagem. Uma Educação Inclusiva de qualidade não se restringe ao acesso e permanência desses alunos na turma comum, mesmo que estejam socialmente integrados com seus colegas, mas, sobretudo, seu desenvolvimento acadêmico. Todo estudante, independentemente de suas características pessoais, vai para a escola para aprender, para adquirir novos conhecimentos. Se isto não acontece, já temos uma pista para perceber que há algo errado com o processo, 1 GLAT, R. Formação de Professores para Educação Inclusiva. Texto elaborado para a disciplina Educação Inclusiva e Cotidiano Escolar. Curso de Pedagogia. Faculdade de Educação, UERJ, revisado em 2025. e iniciar o trabalho de identificação e remoção das barreiras que impeçam a sua aprendizagem e inclusão. A concretização da inclusão escolar exige que se valorize a diversidade dos estilos de aprendizagem, em vez da homogeneidade. Por isso que Educação Inclusiva também é chamada de “Educação para diversidade”. Certamente isto é fácil de dizer, porém, muito difícil de concretizar. Apesar da política de inclusão escolar estar consolidada em nosso país, uma das maiores barreiras para sua efetiva implementação, ainda é a falta de capacitação da maioria dos professores do ensino comum para lidar com alunos com diferenças significativas de desenvolvimento e aprendizagem. Este é o tema que iremos explorar na presente aula, na medida em que constitui o desafio pessoal e coletivo de todos nós, professores. Não resta dúvida que um grande número de educadores não está preparado para trabalhar em uma classe inclusiva. Esta situação é, sem dúvida, oriunda da formação docente tradicional que privilegia uma concepção estática do processo ensino-aprendizagem. Assim, por muito tempo acreditou-se que havia um desenvolvimento “normal” e “saudável” para todos os sujeitos. Aqueles que apresentassem algum tipo de dificuldade, distúrbio ou deficiência e / ou que não conseguiam acompanhar o ritmo e o padrão esperado eram considerados anormais (isto é, fora da norma), eufemisticamente denominados de “alunos especiais”, e alijados do sistema comum de ensino. Esta concepção dicotômica de ensino-aprendizagem acabou por gerar dois tipos de práticas pedagógicas distintas e dois sistemas educacionais paralelos: o “normal” ou comum – para os alunos considerados normais pelo padrão de aprendizagem para o qual o professor foi preparado durante sua formação; e o “especial” para os alunos que não se adequam à norma, ou seja, os alunos “especiais”. Essa visão reforça o mito, ainda muito impregnado na prática pedagógica, que existem dois grupos qualitativamente distintos de alunos: os “normais” e os “especiais”, e consequentemente, duas categorias distintas de professores: os professores “regulares” e os professores “especializados” (GLAT, NOGUEIRA, 2002). Só que com o advento da Educação Inclusiva e da abertura das escolas para matrícula de todos os alunos, essa organização do sistema entre ensino especial e comum não se sustenta, já que todos os professores receberão em algum momento de sua trajetória alunos ditos especiais em suas turmas. Mas, infelizmente, os cursos de formação de professores, na sua maioria, ainda continuam voltados para o modelo tradicional, mesmo quando incluem conteúdos ou disciplinas da Educação Especial. E assim, continuam formando professores que não estão preparados para lidar com um alunado diversificado agora presente nas nossas escolas. Como bem colocou Bueno (1999), um sistema educacional inclusivo, que se propõe a oferecer qualidade educacional a todos os alunos, mesmo aqueles que apresentam necessidades educacionais especiais, demanda professores com dois tipos de formação profissional: professores “generalistas” do ensino comum, que tenham um mínimo de conhecimento e prática sobre alunado diversificado e professores “especialistas” no atendimento de alunos com diferentes necessidades educacionais especiais. Estes últimos estariam voltados para apoiar o trabalho realizado pelos professores de classes comuns, bem como para, se for o caso, prestar atendimento direto complementar ou suplementar2 a esse alunado em salas de recursos ou outras modalidades de atendimento educacional especializado. Assim, por exemplo, até o ano 1992 o Curso de Pedagogia da Faculdade de Educação da UERJ oferecia, entre outras, habilitação em Educação Especial. A partir da reforma curricular de 2003, a Educação Especial sob a perspectiva inclusiva, como eixo transversal, passou a ser oferecida na forma de disciplinas obrigatória e eletivas para todos os alunos, não só do Curso de Pedagogia, mas de todas as licenciaturas, na concepção de uma formação que inclua um olhar e uma prática pedagógica inclusiva. Vale ressaltar que esta formação, que ainda carece de maior aprimoramento na maioria dos cursos de licenciatura3, capacitará o professor não só para lidar com estudantes com deficiências, mas com todos que apresentem, mesmo que temporariamente, necessidades educacionais específicas Pois, para que a escola cumpra, de fato, sua função de acolher todos os alunos, as características individuais que anteriormente eram vistas como sinais de impossibilidade ou dificuldade para aprendizagem, precisam ser 2 Para alunos com altas habilidades/superdotação. 3 Para uma discussão mais aprofundada sobre esta questão ver o texto complementar, Cruz e Glat (2014). consideradas como dados ou informações relevantes para que se faça a adequação do ensino ao aluno. E é neste sentido que o conceito de necessidades educacionais especiais ou específicas4 contempla o proposto. Vamos nos deter um pouco para aprofundar este ponto, pois consideramos que ele forma a base para a compreensão do que constitui, ou melhor dizendo, de como se constrói uma Educação Inclusiva de qualidade. Segundo Glat e Blanco (2013) necessidades educacionais especiais são aquelas demandas específicas dos alunos que, para aprender o que é esperado para o seu grupo de referência (ou seja, para acompanhar o currículo e planejamento geral da turma) vão precisar de diferentes formas de interação pedagógica e/ou suportes adicionais. Em outras palavras, alunos que apresentam necessidades educacionais especiais precisarão de recursos didáticos, metodologias e/ou currículos adaptados. Muitos também precisarão de tempo diferenciado (geralmente maior) de seus colegas para executar as atividades propostas e /ou aprender os conteúdos ensinados, durante todo ou parte do seu percurso escolar. O conceito de necessidade educacional especial, então, engloba, tanto as características individuais do aluno, como o contexto histórico-culturalem que ele vive e se constitui. Sendo assim, costumam desenvolver necessidades educacionais especiais, por exemplo, alunos que migram para comunidades com língua, costumes e valores diferentes daqueles que já vinham sendo constituídos por eles no convívio familiar e social. Assim, por exemplo, que chegam às cidades vindo de zonas rurais e com defasagem na escolarização provavelmente apresentarão necessidades educacionais especiais, pelo menos, por algum tempo. Também é comum que manifestem necessidades educacionais especiais os alunos das escolas e sistemas de ensino que tenham currículos muito fechados e pouco flexíveis, sobretudo se estes forem pautados em valores e expectativas das camadas hegemônicas da população e desvinculados de vivências cotidianas dos alunos. Em nossas pesquisas temos observado muito esse problema nas escolas 4 Como já apontado na Aula 1, esses dois termos são equivalentes. das comunidades economicamente desfavorecidas, favelas ou periferia urbana. É fácil de entender que crianças cujos pais são semianalfabetos ou pouco letrados, ou que vivem em casas onde livros, revistas ou mesmo jornal, não fazem parte do cotidiano tenham mais dificuldade no processo de alfabetização, sobretudo se não cursaram a Educação Infantil, do que crianças de famílias mais letradas, acostumadas com livros e outros materiais escritos desde pequenas. É importante atentar, porém, que este problema não ocorre só na escola pública ou com alunos de nível socioeconômico e cultural mais baixo. No ensino privado, em escolas de classe média e alta, também não é incomum encontrarmos alunos com dificuldades em se adequar ou acompanhar a proposta curricular. E às vezes, basta mudar o aluno de escola, que suas supostas dificuldades de aprendizagem “desaparecem” e ele passa a ser bem- sucedido. O que nos leva a pensar que a origem das dificuldades não estava propriamente nos alunos, e sim na proposta pedagógica a eles apresentada. E finalmente, necessidades educacionais especiais são geralmente apresentadas pelos alunos com diferenças qualitativas no desenvolvimento com origem nas deficiências físicas, motoras, sensoriais e/ou cognitivas, distúrbios psicológicos e/ou de comportamento, transtornos do espectro autista e também aqueles com altas habilidades/superdotação. Ou seja, os sujeitos que tradicionalmente são conhecidos como “alunos especiais”. Como apontado em Glat e Blanco (2013), é preciso que tenhamos bem claro, porém, a diferença entre necessidade educacional especial e deficiência. Pois embora esses termos sejam muitas vezes utilizados como sinônimos, inclusive na legislação, necessidade educacional especial não é o mesmo que deficiência. O conceito de deficiência se reporta às condições orgânicas do indivíduo, que podem resultar em uma necessidade educacional especial, porém não obrigatoriamente. Por exemplo, um aluno que tenha uma deficiência física, que seja, digamos, cadeirante, se estiver em uma escola com boas condições de acessibilidade, não terá qualquer problema em acompanhar academicamente a turma. Mesmo alunos com comprometimentos que possam afetar a aprendizagem, se receberem o suporte adequado, poderão ganhar autonomia e seguir até os níveis mais altos de escolaridade . Atualmente, já há um crescente numero de estudantes com deficiências, inclusive deficiências múltiplas, cursando ensino superior e até mesmo a pós-graduação. O conceito de necessidade educacional especial, por sua vez, está intimamente relacionado à interação do aluno com a proposta ou a realidade educativa com a qual ele se depara. Assim, como já mencionado, às vezes um aluno não se adapta à metodologia utilizada em uma escola, e se mudarmos de escola ele é bem-sucedido. Outra situação comum é o menino que trabalha na feira vendendo limão, por exemplo, que faz conta “de cabeça”, não erra no troco, mas não consegue aprender matemática na escola! Outro aspecto importante é que a necessidade educacional especial não é uma característica homogênea fixa de um grupo etiológico também supostamente homogêneo, e sim uma condição individual e específica. Dois alunos com o mesmo tipo e grau de deficiência, ou oriundos da mesma comunidade, podem requisitar diferentes adaptações de recursos didáticos e metodológicos, ou levar diferentes tempos para adquirir uma mesma aprendizagem. Imaginemos três alunos da mesma idade e com o mesmo grau e tipo de surdez: um se comunica em língua de sinais, outro consegue utilizar a linguagem oral e fazer leitura labial, e o terceiro não aprendeu nenhuma língua formal e usa um código próprio de comunicação que só as pessoas próximas entendem. Cada um desses alunos apresenta necessidades educacionais especiais distintas e irá demandar uma estratégia pedagógica diferente. Da mesma forma, um aluno que não tenha qualquer deficiência, pode, sob determinadas circunstâncias, como mudança de escola, stress emocional, problemas familiares, doença, etc., apresentar dificuldades para aprendizagem escolar formal que demandem, por um tempo, suporte adicional ou mesmo especializado. O mais importante para nós educadores é que, independente da causa, se a escola organizar e desenvolver adaptações curriculares e propostas pedagógicas diferenciadas, conforme discutiremos em aulas posteriores, as necessidades educacionais especiais do aluno podem ser transitórias e ele obter sucesso escolar. Isso não significa que a deficiência esteja “curada”, ou que as condições emocionais, sociofamiliares ou culturais do aluno tenham se modificado. Porém, a transformação na prática pedagógica possibilitará que ele tenha um bom desempenho acadêmico e inclusão escolar. Retomando nossa discussão do início desta aula, a implementação da política de inclusão em nossas escolas tem sido uma tarefa complexa no que concerne à prática pedagógica dos professores. Neste contexto, os que atuam na Educação Especial, passaram a ter, entre suas atribuições, o atendimento a alunos com diferentes os tipos de deficiência nas salas de recursos, além de oferecer o suporte aos demais docentes. Estas salas de recursos instaladas na maioria das escolas, seguindo as diretrizes do MEC, se denominam multifuncionais por terem equipamentos e recursos para atendimento de alunos com diversas necessidades educacionais específicas. Porém, a formação docente, como já discutido, sobretudo nos cursos de curta duração, não dá conta, na maioria dos casos, das especificidades necessárias para o trabalho com alunos que apresentam diferentes necessidades educacionais especiais. Em síntese, na medida em que as políticas públicas resultaram em uma ampliação da matrícula de alunos com deficiência, também se tornaram mais complexas as exigências para a formação dos professores do ensino comum, que recebem em suas turmas estes educandos. Paralelamente, o campo de atuação dos professores de Educação Especial, foi ampliado, pois eles precisam dar conta do suporte pedagógico a esses alunos no contexto da inclusão escolar. Destacamos aqui, considerando o conteúdo da nossa primeira aula, que em termos conceituais, a diferença do modelo de Integração vigente até a década de 1990 e o modelo de Inclusão, é que neste último o professor especializado de suporte não vai assumir toda a responsabilidade pelo processo ensino-aprendizagem do aluno. Essa é tarefa do professor regente da turma. Aos professores especializados cabem as ações de suporte, de apoio, tanto ao aluno, quanto, talvez mais importante, ao professor regente. Entretanto, como podemos constatar no campo, na maioria das escolas, mesmo as que se dizem inclusivas, na prática, não é o que geralmente acontece. Reconhecemos que implementar a inclusão escolar, certamente, não é uma empreitada simples. Pois para oferecer uma educação de qualidade para todos os educandos, inclusive os quetêm necessidades educacionais específicas, a escola precisa reorganizar sua estrutura de funcionamento, metodologia e recursos pedagógicos, e principalmente, conscientizar e capacitar seus profissionais para essa nova realidade. Em outras palavras, a instituição escolar deve incorporar em seu projeto político pedagógico e em seu currículo (e aqui estamos nos referindo a currículo de forma ampla, englobando não só o conteúdo programático, mas também o planejamento, metodologias, estratégias de ensino e avaliação) ações que favoreçam uma aprendizagem significativa para todos os alunos, independente de suas condições intrínsecas ou socioculturais. Isso é Educação Inclusiva. E esse processo requer o envolvimento do conjunto de educadores presentes no universo escolar, e não apenas, no caso dos alunos com deficiências, daqueles ligados à Educação Especial. A chave para o sucesso da proposta está no trabalho colaborativo e integrado entre os professores regentes do ensino comum e os professores ou demais profissionais de suporte de Educação Especial. E aí entra o papel fundamental da equipe gestora da escola (diretor, coordenador pedagógico, supervisor). Pois cabe à gestão a responsabilidade de constituir a equipe, de promover a inclusão do aluno no contexto escolar mais amplo, e também fazer a ponte com a família, que é um aspecto cuja importância não podemos minimizar. Certamente não se pode esperar que a inclusão em classes comuns de alunos com deficiências ou outras condições que afetam diretamente a aprendizagem seja um processo “espontâneo” ou fácil de se concretizar, bastando apenas ter “vontade política”. Patrocinar a inclusão escolar é como reformar um avião em pleno voo! Sobretudo na realidade das nossas escolas, com precariedade de condições de infraestrutura, número excessivo de alunos nas classes, baixos salários dos professores, que lhes obrigam a dobrar a jornada de trabalho, deixando pouco tempo para planejar suas aulas e se aperfeiçoar, entre outros fatores ligados à estrutura-pedagógica curricular e à própria cultura escolar que, como comentamos, ainda privilegia a figura do “aluno ideal”. Reiteramos, também, que a Educação Inclusiva significa que todos os alunos, independente de suas condições socioeconômicas, raciais, culturais ou de desenvolvimento, serão acolhidos nas escolas comuns, as quais devem se adaptar para atender às suas necessidades (UNESCO, 1994). Nesta direção, a escola5 não pode mais ser seletiva, mas sim, promover o acesso e a 5 Nos referimos à escola aqui no seu sentido amplo, de instituição educacional, pois as mesmas questões se colocam em todos os níveis de ensino, inclusive no Ensino Superior. aprendizagem de todos os alunos, inclusive os que apresentam deficiências. Para tal, precisa possibilitar aos seus professores e gestores uma formação continuada; rever sua estrutura, organização e projeto político-pedagógico; atualizar seus recursos didáticos, metodologias, estratégias de ensino e práticas avaliativas; e, sobretudo, como o currículo será desenhado e desenvolvido no cotidiano escolar. É importante ampliar nossos olhares para além de uma abordagem simplista de que a inclusão em classes comuns de alunos com deficiências ou outras condições que afetam a aprendizagem ocorrerá “naturalmente”. Ao contrário, exige reflexão e planejamento para que sejam identificadas as necessidades de aprendizagem específicas que ele apresenta em sua interação com o contexto educacional, que as formas tradicionais de ensino não podem contemplar. Ao contrário do modelo da Integração em que o aluno tinha que se adaptar ao contexto educacional dado, na Inclusão o ensino deverá ser adequado ao aluno. Estamos diante de um processo complexo que exige, entre tantos outros fatores, uma adequada formação continuada de profissionais. Em aulas posteriores, trataremos de algumas estratégias gerais e específicas para o desenvolvimento desta proposta. Finalizamos com as considerações de Beyer (2010) sobre o tema, afirmando que mesmo que os docentes tenham as melhores intenções e esforços pedagógicos, não conseguirão responder às demandas específicas de alguns alunos que apresentam necessidades educacionais especiais, que somente um ensino diferenciado poderá dar conta. Para tal, é necessária uma prática pedagógica que permita equidade de ações no contexto escolar para que todos usufruam do direito à educação e à construção de conhecimentos, independentemente de suas especificidades. Referências bibliográficas: ALMEIDA, Maria Amélia. Formação do professor para a educação especial: história, legislação e competências. In: Revista Educação Especial, Santa Maria, p. 23-32, mar. 2012. BRASIL, Lei Federal nº 9394/96 de 20 de dezembro de 1996. Estabelece as Diretrizes e Bases da Educação Nacional. Diário Oficial da União, v.134, nº248, 22 de dez. de 1996. BEYER, Hugo Otto. Inclusão e avaliação na escola: de alunos com necessidades educacionais especiais. Porto Alegre:2010. BUENO, José. Crianças com necessidades educativas especiais, política educacional e a formação de professores: generalistas ou especialistas. In: Revista Brasileira de Educação Especial, vol. 3. nº.5, 7-25, 1999. CRUZ, Gilmar de Carvalho; GLAT, Rosana. 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