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Sistema de Ensino educação especial DULCINEIA aparecida ancelmo produção textual Pompéu 2022 DULCINEIA aparecida ancelmo “A prática educativa no contexto da diversidade atendida pela escola” Trabalho apresentado à Universidade Pitágoras Unopar, como requisito parcial à aprovação no quarto semestre do curso de Educação Especial. SUMÁRIO INTRODUÇÃO 3 DESENVOLVIMENTO 4 EDUCAÇÃO ESPECIAL INCLUSIVA: DAS PRIMEIRAS CONCEPÇÕES ATÉ A ATUALIDADE 4 A EDUCAÇÃO INCLUSIVA E SEUS DESAFIOS 7 CONSIDERAÇÕES FINAIS 13 REFERÊNCIAS 14 INTRODUÇÃO Neste Portfólio irei evidenciar lazer, aprendizagem, inclusão e acessibilidade de crianças com deficiência. Cada dia mais, o tema Educação Especial está sendo repercutidos, novos moldes estão sendo construídos para que assim a educação inclusiva de fato aconteça, nas instituições escolares e em todos os ambientes. Será fundamentado a partir da concepção da Educação Especial e nas dificuldades enfrentadas pelos professores na Educação Especial Inclusiva, onde o professor tem que ter uma visão crítica, reflexiva e atenta para fazer adaptações sempre que necessárias para que o aluno aprenda indiferentemente de qualquer diferença. Portanto, a contextualização de abordar a Educação Especial se expressou de maneira que fosse compreendido como se processa a inclusão de pessoas com alguma necessidade especial na rede regular de ensino, perante uma sociedade que precisa vencer preconceitos, rever valores e buscar novos paradigmas diante de uma educação para todos. Sendo importante de se salientar, que vai ser verificado se na prática existem condições necessárias de aprendizagem, atendimento apropriado para o desenvolvimento integral de potencialidades e habilidades na escolarização dos alunos e, principalmente, se a inclusão propicia no processo de ensino aprendizagem, através do lazer e a acessibilidade de crianças com deficiência. 14 DESENVOLVIMENTO EDUCAÇÃO ESPECIAL INCLUSIVA: DAS PRIMEIRAS CONCEPÇÕES ATÉ A ATUALIDADE Este tema é bastante complexo e vem sendo discutido há tempos. De modo que referirem-se em relação ás diferenças individual é um ato muito perplexo, sendo que articularmos sobre diferenças, articularemos também de semelhanças. As diferenças de cada um revela sua personalidade e sua particularidade, sendo a escola capaz de valorizar cada uma. De acordo com Bergamo (2010, p.34): Hoje, o grande desafio é oferecer uma escola de qualidade para todos, que considere os alunos em sua diversidade e aproveite a riqueza que as diferenças podem trazer para construir um espaço não somente de aprendizagem de conteúdos curriculares, mas também de respeito e cidadania. Foi no século XX, que passou a ser obrigatório o ensino básico, e de acordo com Bergamo (2010, p.34),´´o atendimento prestado as pessoas com deficiência datam no final do século XVII´´, ´´antes desse período, era considerado normal praticar o infanticídio quando se observava alguma anormalidade nas crianças.´´Com tudo, Bautista Jiménez (1997, p.24) esclarece que: Se aplica a divisão do trabalho a educação e nasce uma pedagogia diferente, uma educação especial institucionalizada, baseada nos níveis de capacidade intelectual e diagnosticada em termos de quociente individual, Não podemos esquecer que Binet cria um método ou um instrumento para poder retirar da escola regular os mais fracos, os atrasados. Foi somente em 1970, que surgiu o movimento de integração, onde termina o ato da exclusão em que as pessoas que tinham alguma deficiência sofriam. Porém esse processo evolui lentamente. De acordo com Bergamo (2010, p.37) integração e inclusão são: Integração e inclusão constituem movimentos em defesa dos interesses das pessoas que apresentam alguma deficiência. Porém, o primeiro é mais restritivo, uma vez que responsabiliza unicamente a pessoa deficiente pela sua inserção, ou não, na sociedade e na escola, enquanto que o segundo divide essa responsabilidade com toda a comunidade. No Brasil, foi somente na década de 1990, que a escola começou a trabalhar na construção das diferenças, esse evento ocorreu depois da Constituição Federal de 1988, e se efetivou com a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional-LDBN, Lei n° 9394/20 de dezembro de 1996. A partir deste evento Stainback e Stainback(1999, p.44) enfatizou: [...]o fim gradual das práticas educacionais excludentes do passado proporciona a todos os alunos uma oportunidade igual para terem necessidades educacionais satisfeitas dentro da educação regular. O distanciamento da segregação facilita a unificação da educação regular e especial em um sistema único. Apesar dos obstáculos, a expansão do movimento da inclusão, em direção a uma reforma educacional mais ampla, é um sinal visível de que as escolas e a sociedade vão continuar caminhando rumo à práticas cada vez mais inclusivas. Porém o que mais se houve falar a respeito da Inclusão é o desafio do professor para lidar com isso tudo, onde se encontram muitas das vezes despreparados, com conhecimentos irrestritos para agregar um aluno com alguma necessidade especial. Pois o professor terá que apresentar domínio teórico em relação ás diferentes áreas do conhecimento, para que possa compreender quais são as lacunas que seu aluno se manifesta, ou ainda, devido à resistência á frustação, uma vez que pode ocorrer que mesmo com todo um planejamento prévio, promoção de adaptações curriculares, quer diante dos objetivos, procedimentos metodológicos, avaliativos e organização física da sala de aula, sendo o processo de aprendizagem dos conteúdos curriculares pode exigir um tempo maior, e, muitas vezes, o professor tem dificuldade para lidar com essas situações, entre outros motivos. (MACEDO, 2005). Os alunos com necessidades educacionais inseridos na escola trazem para os professores grandes desafios, como aplicar e fazer a prática pedagógica para eles, Freire (2004, p.39) indaga que ´´ensinar exige risco, aceitação do novo e rejeição a qualquer forma de discriminação. ´´ Nesta visão, o professor deve ser um mediador preciso e coerente com a sua realidade, buscando se aperfeiçoar ser investigativo e pesquisador para lidar com as situações do dia a dia, pelo fato da sala de aula atender todo o tipo de criança seja ele com alguma necessidade especial ou não. Bergamo (2010, p.40) descreve como tem que ser o professor: [...] os espaços escolares exige do professor a promoção da aprendizagem e do desenvolvimento de seus educandos a partir de uma pedagogia centrada no aluno e não apenas no conteúdo, com ênfase na aprendizagem e não apenas no ensino, deslocando assim o eixo da ação pedagógica do ensinar para o aprender, não apenas referindo-se a aprendizagem do aluno, como também do professor, pois é ele o elemento mediador do processo educativo. Na Lei de diretrizes e Bases da Educação Nacional 9394/96, artigo 58 explica a educação especial´´entende-se por educação especial, para os efeitos desta lei a modalidade de educação escolar, oferecida preferencialmente na rede regular de ensino, para educandos portadores de necessidades especiais. ´´ Portanto a Educação Especial é uma proposta pedagógica que assegura recursos e serviços para apoiar, complementar, suplementar e/ou substituir serviços educacionais comuns. Realizam-se transversalmente em todos os níveis, etapas e modalidades de ensino para assegurar aos alunos com necessidades educacionais especiais as condições para ter acesso à escola e permanecer nela, assim como para desenvolver todas as suas potencialidades (BRASIL, 2004). A Educação Inclusiva é um movimento que compreende a educação como um direito humano fundamental e a base para uma sociedade mais justa, que se preocupa em atender a todas as pessoas a despeito de suas características, desvantagens ou dificuldades e habilitar todas as escolas para o atendimento da sua comunidade, se concentrado naqueles alunos que têm sido mais excluídos das oportunidades educacionais (BRASIL,2004, p.24). Carvalho (2000, p.24) descreve suscintamente quando acontece uma escola inclusiva: Respeita as peculiaridades e/ou potencialidades de cada aluno, organiza o trabalho pedagógico centrado na aprendizagem do aluno, onde este é percebido como sujeito do processo e não mais como seu objeto e o professor torna-se mais consciente de seu compromisso político de equalizar oportunidades envolve, também a construção do conhecimento, igualmente fundamental na instrumentalização da cidadania. A escola inclusiva deve receber todas as crianças, independentes de suas condições físicas, intelectuais, sociais, emocionais, linguísticas ou outras. Devem acolher crianças com deficiência e crianças bem dotadas; crianças que vivem nas ruas e que trabalham; crianças de populações distantes ou nômades; crianças de minorias linguísticas, étnicas ou culturais e crianças de outros grupos ou zonas desfavorecidos ou marginalizados. (DECLARAÇÃO DE SALAMANCA, 1994, p17-18). Cabe à escola encontrar uma maneira eficiente para fazer esse aluno com alguma necessidade educacional aprender. De acordo com Carvalho (2000, p.48): Os movimentos em prol de uma educação para todos são movimentos em prol de inclusão de todos em escolas de qualidade garantindo-lhes a permanência, bem-sucedida, no processo educacional escolar desde a educação infantil até a universidade. (CARVALHO, 2000, p.48). Ficando compreendido que a Educação Inclusiva defende a teoria que, todos os alunos têm o direito a escola buscando a superação da divisão do ensino especial e regular. E a escola inclusiva resumidamente é aquela que supera a exclusão. A EDUCAÇÃO INCLUSIVA E SEUS DESAFIOS O conceito de Educação Inclusiva é complexo e amplo. Ele se expressa em diferentes formas de concepção e contextos. A inclusão de todos nas escolas brasileiras, ainda, não é uma realidade de fato. Muitos educadores que se dedicam a pesquisas sobre esse assunto revelam que para haver inclusão escolar na realidade das escolas regulares de ensino há a necessidade de mudanças de paradigmas educacionais e afirmam que, infelizmente, existe uma cultura que persiste em conservar práticas excludentes no cenário das escolas. O especial da educação, nesse sentido, é um conceito que se reveste de um novo significado e deixa de estar centrado em um tipo de aluno e lugar, para assumir o sentido de um serviço recursos e serviços humanos, físicos, materiais, técnicos e tecnológicos, postos a serviço da educação para oferecer respostas educativas às manifestações de singularidades dos alunos em seu processo de aprendizagem. (Fernandes, 2011, p.80). De acordo com Fernandes (2011) “não há uma lei específica que trate da inclusão”. Em conjunto, a legislação brasileira tem uma orientação inclusiva, pois aponta a escola regular como o local preferencial para o atendimento especializado dos alunos com deficiências ou necessidades educacionais especiais. O movimento de inserção de todas as crianças e jovens na escola e o ideal de uma escola inclusiva vêm dando um novo rumo às expectativas educacionais para os alunos com necessidades educacionais especiais. Na educação inclusiva, a escola deve estar revisando suas práticas, mudando suas concepções, revendo seu papel, reconhecendo e valorizando as diferenças, evidenciando claramente, no seu projeto pedagógico, o compromisso com êxito do processo de ensino, a capacitação de seus profissionais e a oferta de recursos pedagógicos especiais aos alunos que deles necessitarem e também deve adequar seus espaços físicos para torná-los livre de barreiras, buscando oferecer, também mobiliário e equipamentos adequados às necessidades dos alunos. (BERGAMO, 2010). Lima, Zanlorenzi e Pinheiro ressaltam que: Devemos pensar na escola rompendo com o modelo apenas instrutivo e transmissor de informações. A escola da atualidade precisa mudar para estar aberta e preparada para todos, para a diversidade, para as diferenças. Somente assim todos os indivíduos encontrarão condições de progredirem e se desenvolverem. Haverá, então, o reconhecimento das diferenças, das necessidades específicas, e cada educando poderá progredir de acordo com seu potencial, suas responsabilidades e seus interesses. O grande desafio para uma escola ser inclusiva é o de desenvolver uma pedagogia centrada no aluno, independentemente de suas condições físicas, intelectuais, sociais, emocionais, linguísticas. O princípio da educação inclusiva é o de que todas as pessoas devem aprender juntas. As escolas inclusivas precisam reconhecer e responder às necessidades diversificadas de seus alunos, acomodando diferentes estilos e ritmos de aprendizagem e assegurando educação de qualidade para todos, mediante aos currículos apropriados, sendo realizadas adaptações sempre que necessárias, criar estratégias de ensino, fazer uso de recursos e parcerias com suas comunidades. Os currículos devem ser adaptados às necessidades dos alunos. As escolas devem, ainda, oferecer-lhes oportunidades curriculares adequadas que atendam a diferentes interesses e capacidades. Aos que têm necessidades educacionais especiais devem ser oferecidas diferentes formas de apoio, desde uma ajuda mínima em classes comuns até programas adicionais de suporte à aprendizagem na escola, bem como a assistência de professores especialistas de equipe externa. Lima, Zanlorenzi e Pinheiro (2012, p.123) afirmam que: As adaptações curriculares devem responder às demandas de intervenção educacional específica. O ensino deve ser adaptado às crianças, e essas adaptações não podem deixar de ser realizadas sob a desculpa de que o educando está ali somente para se socializar. Como podemos deduzir, se as adaptações curriculares não forem realizadas, o processo de socialização também é comprometido. A inclusão é possível e abre várias possibilidades de aperfeiçoar e melhorar a educação na escola e beneficiar todos os alunos que têm ou não deficiências. O processo de inclusão causa uma mudança de perspectiva educacional, pois não se limita a ajudar somente aqueles que apresentam dificuldades nas escolas, mas apoia todos: professores, alunos, pessoal administrativo, para que obtenham sucesso na corrente educativa geral. Para Lima, Zanlorenzi e Pinheiro (2012, p.126): O processo de inclusão está atrelado a satisfazer necessidades, exigências, direitos de ações, atuações e interações de indivíduos nos meios sociais, o que nos possibilita pensar na função e na finalidade educativa para que a inclusão social seja uma realidade. A função educativa está relacionada com o respeito à diversidade, promovendo meios para que haja a inserção de todos os indivíduos na sociedade, independentemente das diferenças culturais, sociais, étnicas, religiosas, de gênero, raça, princípios etc., transcendendo qualquer barreira, eliminando obstáculos. Para que o processo de inclusão dessas crianças possa acontecer de fato, há que se envolver toda a comunidade, de forma que o trabalho desenvolvido tenha sustentação. É preciso considerar este trabalho como parte do projeto educativo da instituição. A inclusão escolar acontece quando a escola reconhece e responde às necessidades diversas de seus alunos, respeita os estilos e ritmos de aprendizagem e assegura uma educação de qualidade a todos os alunos através de um currículo apropriado às habilidades e interesses diferentes. A inclusão institui a avaliação formativa que mantém alunos e professores informados do controle da aprendizagem identificando dificuldades para auxiliar os alunos a superá-las, quando incorpora estratégias de ensino que utilizem tecnologia apropriada e viável quando necessário, para aprimorar a taxa de sucesso no currículo da escola e para ajudar na comunicação, mobilidade e aprendizagem. Nessa perspectiva, Carvalho (2000) afirma que uma escola é inclusiva quando: Respeita as peculiaridades e / ou potencialidades de cada aluno, organiza o trabalho pedagógico centrado na aprendizagem do aluno, onde este é percebido como sujeitodo processo e não mais como seu objeto e o professor torna-se mais consciente de seu compromisso político de equalizar as oportunidades, na medida em que a igualdade de oportunidades envolve, também, a construção do conhecimento, igualmente fundamental na instrumentalização da cidadania. (CARVALHO, 2000, p.2). De fato, a escola pode se estruturar e se mobilizar para se transformar, implementando ações significativas na elaboração do seu Projeto Político Pedagógico, criando um currículo que reflita o meio social e cultural dos alunos, implante os ciclos de formação; que o professor suprima o caráter classificatório da avaliação escolar e torne a aprendizagem o centro das atividades escolares. Que a escola e professores tenham como meta o sucesso do aluno. A escola para exercer função de inclusiva, necessita de uma gestão administrativa descentralizada, com investimento na formação do professor; dar apoio ao professor, à família e ao aluno, e ter a integração de políticas de incentivo à educação, pois a inclusão busca derrubar barreiras de exclusão, defendendo a ideia de que o ensino se constrói na diversidade na qual o processo de ensino-aprendizagem se constitui na interação dos sujeitos, a partir da qual se desenvolve uma forma humana e significativa de perceber o meio. A escola pode se estruturar e se mobilizar para receber o aluno, pois todo aluno é especial e tem direito a melhor escola. A escola deve buscar estratégias junto às políticas públicas para formalizar a inclusão escolar uma vez que: No âmbito das políticas de inclusão, é inegável que o conhecimento das necessidades diferenciadas dos alunos seja o princípio para que o acesso democrático ao conhecimento escolar seja garantido. Propomos a metáfora da “tradução” para explicar no que consistiria a essência do fazer pedagógico, quando se propõe a aprendizagem conjunta de todos os alunos em classes comuns, atentando-se para a heterogeneidade do processo. (Fernandes, 2011, p.180). Para promover e efetivar a inclusão a escola pode contribuir elaborando uma política para a promoção da inclusão integrando as várias secretarias, de educação, saúde, assistência social, obras, planejamento, meio ambiente, esporte. Promover um maior diálogo dos serviços educacionais, saúde e assistenciais. Buscar a promoção da acessibilidade física e atitudinal no município, estimular, formando continuamente e valorizando o professor para que ele torne-se um sujeito educador. A maior preocupação dos pais, em relação aos filhos com necessidades educativas especiais, é com relação ao diagnóstico e tratamento dos mesmos, bem como o aspecto relacionado à profissionalização dos filhos, para que os mesmos possam se socializar e se integrar cada vez mais na sociedade. Portanto, a educação inclusiva não é feita apenas pelo professor, depende de um conjunto de fatores e da equipe pedagógica A inclusão pressupõe ampla transformação de estruturas e processos das redes de ensino. Para viabilizá-la, é imprescindível o envolvimento das diversas dimensões que interferem na comunidade escolar. Nas palavras de Delou, (2009, p.15): A educação inclusiva é uma prática inovadora que está enfatizando a qualidade de ensino para todos os alunos, exigindo que a escola se modernize e que os professores aperfeiçoem suas práticas pedagógicas. É um novo paradigma que desafia o cotidiano escolar brasileiro. São barreiras a serem superadas por todos: profissionais da educação, comunidade, pais e alunos. Precisamos aprender mais sobre a diversidade humana, a fim de compreender os modos diferenciados de cada ser humano ser, agir e pensar. Contudo, percebe-se que se a escola permitir uma boa relação dos pais com todos os que se inserem no espaço educativo, como também, estabelecer diálogo constante com as famílias e, sobretudo, compartilhar as ideias e projetos, a mesma poderá ter maior êxito nas ações educativas. E, consequentemente, esses aspectos poderão contribuir para que o trabalho educacional seja realizado com maior transparência e tranquilidade. Existem variadas formas de estabelecer parcerias entre a escola e os pais de forma que haja informações, conhecimentos e perícia das duas direções. Uma parceria bem sucedida deve partir de práticas efetivas que causem um impacto positivo no desenvolvimento das crianças. A ESCOLA DEVE GARANTIR A INCLUSÃO E PERMANÊNCIA DOS ALUNOS COM DEFICIÊNCIA, SUPRINDO SUAS NECESSIDADES ESPECÍFICAS Compreende-se que na Educação Especial, há um processamento da inclusão de pessoas com alguma necessidade especial na rede regular de ensino, perante uma sociedade que precisa vencer preconceitos, rever valores e buscar novos paradigmas diante de uma educação para todos. É importante que se verifique ainda se na prática existem condições necessárias de aprendizagem, atendimento apropriado para o desenvolvimento integral de potencialidades e habilidades na escolarização dos alunos e, principalmente, se a inclusão propicia essa aprendizagem. Toda instituição de ensino hoje, deve garantir a permanência dos alunos com deficiência sim, de modo que atenda o público em geral, garantindo a eles, educação, lazer, acessibilidade e inclusão de todos. Não se pode haver exclusão dos alunos com deficiência, é necessário rever essa situação de modo que sejam aplicadas as leis vigentes e que esse aluno possa garantir o seu direito de poder, aprender, brincar, de se socializar na instituição de ensino. Neste sentido, devemos salientar que, é de extrema importância oferecer aos alunos lazer, que tenha brinquedos, que sejam adaptados, de acordo com as deficiências e que possam através disso ter esse momento de ludicidade de maneira mágica e divertida e além de tudo podendo aprender brincando, tudo com a supervisão do professor. Acessibilidade é fundamental, ter como esse aluno se locomover dentro da escola, nos seus passos é muito importante, para que ele assim se socialize com os ambientes e os colegas. Hoje através das tecnologias cada vez mais avançadas, podemos usa-las ao nosso favor, de modo que auxilie no processo de ensino aprendizagem dos alunos com alguma deficiência ou necessidade educacional especial, seja como um instrumento pedagógico para a evolução do seu processo. CONSIDERAÇÕES FINAIS No Brasil, a política de inclusão escolar e social é reconhecida a partir do direito de todos os alunos matricularem-se na rede regular de ensino, de qualquer estado ou município. Essa política determina que as escolas devam estar aptas a trabalhar com as diferenças. No entanto, o que se observa é que a adaptação desses alunos é muito difícil. Principalmente, pela má preparação dos professores e consequentemente, de toda a instituição. A inclusão cresce realmente a cada ano e o desafio de garantir uma educação de qualidade para todos também acompanha esse crescimento. O que se busca é uma escola em que os alunos aprendam a conviver com a diferença e se tornem cidadãos solidários e que possam usufruir de uma educação de qualidade, lazer, inclusão e acessibilidade. O professor é fundamental nesse processo, pois é ele quem conduzirá sua aula para que essa realidade aconteça. É fundamental que se compreenda que a inclusão de qualquer cidadão com deficiência ou não, são condicionadas pelo seu contexto de vida, ou seja, dependem das condições sociais, econômicas e culturais da família, após na escola, com todos os seus segmentos: funcionários, educadores, orientação, direção e também os órgãos governamentais. Conclui-se, a partir das leituras realizadas, que a escola deve oferecer às crianças com deficiência uma série de estímulos úteis ao seu desenvolvimento. Estímulos corretos, nos momentos certos, acompanhados de amor, carinho, afeto, compreensão e apoio certamente contribuirão para o desenvolvimento do potencial da criança, fazendo com que chegue à idade adulta como um ser feliz e socialmente útil, pois aprendeu no convívio em sociedade. Realmente é possível um outro modelo de educação e de escola, onde todas as crianças possam conviver e estudarjuntas, movidas pela solidariedade, cooperação e amizade. REFERÊNCIAS BAUTISTA JIMÉNEZ, R.(Coord.) Necessidades educativas especiais. Lisboa: Dinalivro, 1997. BERGAMO, Regiane Banzzatto. Educação Especial: pesquisa e prática. Curitiba: Ibope, 2010. BRASIL. Ministério da Educação. Secretaria de Educação Especial. Marcos Político-Legal da Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva / Secretaria de Educação Especial. - Brasília: Secretaria de Educação Especial, - 2010. ______. Ministério da Educação. Secretária de Educação Especial. Educação Inclusiva: a escola. v. 3. Brasília,2004.26 p. 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