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CADERNO DE RESPOSTAS
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Estratégia
MED
Estratégia MED | Caderno de Respostas | 8º Simulado Residência Médica 2025 | Junho de 2025
RESIDÊNCIA MÉDICA
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CLÍNICA MÉDICA
01 – (Estratégia MED 2025 – Inédita – Dermatologia - Prof. Bruno Souza) Paciente do sexo masculino, 32 anos, diagnosticado com 
hanseníase borderline há 3 meses, iniciou tratamento com poliquimioterapia (PQT) e retorna ao serviço de saúde referindo piora das 
lesões cutâneas. Ele relata aumento da inflamação nas placas hansênicas, que estão mais avermelhadas e endurecidas, além de dor e 
edema em mãos e pés. Nega febre ou sintomas sistêmicos. O exame clínico confirma a exacerbação inflamatória das lesões preexistentes, 
sem formação de nódulos ou sinais de infecção secundária.
Com base nesse quadro clínico, qual é o diagnóstico mais provável?
A) Reação reversa, sendo indicado o uso de corticoides sistêmicos para controle da inflamação.
B) Reação hansênica do tipo II com tratamento à base de talidomida.
C) Neurite hansênica isolada, devendo ser tratada apenas com analgesia e seguimento clínico para evitar sequelas.
D) Recidiva da hanseníase, pois a piora das lesões indica falha terapêutica, sendo necessária a troca do esquema da poliquimioterapia.
COMENTÁRIOS:
Toda vez que estamos diante de um paciente com hanseníase que apresenta um quadro de piora aguda, precisamos pensar que ele 
está diante de uma reação hansênica. Existem dois tipos principais de reação hansênica, tipo I e tipo II. A reação de tipo I (reação reversa) 
é caracterizada por inflamação de lesões pré-existentes, surgimento de algumas novas lesões e frequentemente neurite. Os pacientes 
com reação do tipo I não costumam apresentar sintomas sistêmicos. Já a reação de tipo II (eritema nodoso hansênico) é caracterizada por 
surgimento de nódulos eritematosos disseminados associado a um quadro sistêmico de febre, mialgia, artralgia e por vezes comprometimento 
ocular, testicular e neural.
Perceba que esse paciente apresenta piora de lesões antigas e neurite na ausência de sintomas sistêmicos. Portanto, é compatível com 
a descrição da reação do tipo I. Feito o diagnóstico da reação do tipo I, devemos iniciar prednisona na dose de 1 mg/kg/d. Além disso, nunca 
se esqueça de que a poliquimioterapia não deve ser alterada em casos de estados reacionais!
Correta a alternativa A. Alternativa perfeita e sem ressalvas.
Incorreta a alternativa B. A reação hansênica do tipo II (eritema nodoso hansênico) é uma resposta imunológica mediada por complexos 
imunes e ocorre principalmente na hanseníase virchowiana. Caracteriza-se por nódulos subcutâneos dolorosos, febre e sintomas sistêmicos, 
o que não foi descrito no caso. A droga de escolha é a talidomida.
Incorreta a alternativa C. A neurite hansênica isolada pode ocorrer na hanseníase, mas o quadro descrito inclui piora inflamatória das lesões 
cutâneas, o que sugere reação do tipo I, não apenas neurite.
Incorreta a alternativa D. A recidiva da hanseníase pode ocorrer, mas geralmente se manifesta após o término da poliquimioterapia e com 
novas lesões cutâneas. O paciente ainda está em tratamento e a inflamação das lesões preexistentes é característica de uma reação hansênica 
do tipo I, não de falha terapêutica.
Gabarito: A
Estratégia
MED
Estratégia MED | Caderno de Respostas | 8º Simulado Residência Médica 2025 | Junho de 2025
RESIDÊNCIA MÉDICA
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02 – (Estratégia MED 2025 – Inédita – Neurologia - Prof. Rodrigo Frezatti) Nos quadros de paralisias flácidas agudas, é um sinal de alerta 
não esperado nos quadros de Guillain-Barré:
A) arreflexia .
B) taquicardia. 
C) déficit sensitivo em nível.
D) fraqueza pior em membros inferiores.
COMENTÁRIOS:
Questão para focarmos os principais pontos do Guillain-Barré. Essa doença envolve, de forma aguda, várias raízes nervosas, além dos 
nervos periféricos, por isso pode ser descrita como uma polirradiculoneuropatia aguda. 
Trata-se de uma doença imunomediada, sendo muito comum a identificação de um “gatilho” imunológico precedendo o início dos 
sintomas, em média em cerca de 2 semanas. As causas infecciosas são as mais comuns e, entre elas, a infecção pelo Campylobacter jejuni 
é a mais “clássica” e, inclusive, associa-se, a pior prognóstico e lesão axonal! Além desse patógeno, o zika vírus, HIV, dengue, Epstein-Barr, 
varicela-zóster, citomegalovírus, entre outros, também já foram associados a essa condição. Além das causas infecciosas, antecedente de 
vacinação e, mais raramente, cirurgia ou trauma também podem ser os gatilhos imunogênicos.
O quadro clínico clássico envolve déficit sensitivo e motor dos membros inferiores, superiores e, eventualmente, da face e que 
progridem de forma ascendente, simétrica e são acompanhados de hiporreflexia/arreflexia ao exame físico. Além disso, é comum a presença 
de disautonomia no curso da doença, sendo possíveis as manifestações de alteração do ritmo cardíaco, hipertensão arterial e sudorese. Em 
crianças, o sintoma inicial pode ser de dor difusa pelos membros, o que é incomum em adultos. O quadro clínico, por definição, pode piorar 
em média até no máximo quatro semanas desde o início dos sintomas. A piora que se estende além disso, sobretudo quando ultrapassa 8 
semanas, passa a ser conhecida como PIDC (polirradiculoneuropatia inflamatória desmielinizante crônica).
O diagnóstico é eminentemente clínico! Entretanto, os exames de eletroneuromiografia (ENMG) e punção do LCR podem auxiliar. 
A ENMG pode revelar o acometimento agudo desmielinizante ou, mais raramente, axonal, dos nervos periféricos, contudo, sobretudo 
precocemente, o exame pode ser normal! Perceba, portanto, que existem dois fenótipos neurofisiológicos: o desmielinizante e o axonal, esse 
último, em geral, de pior prognóstico e ligado a infecções prévias pelo C. jejuni. 
Já o exame de LCR pode revelar dissociação albumino-citológica (elevação de proteínas sem elevação de celularidade). Cabe ressaltar 
que tal achado não é patognomônico de Guillain-Barré, podendo ocorrer em condições como diabetes mellitus mal compensado. Além disso, 
a dissociação albumino-citológica não ocorre em todos os pacientes, pois, em cerca de 10 a 25% deles, mesmo após 3 semanas do início dos 
sintomas, esse achado não será evidenciado. Destaco, ainda, que algumas bancas maldosas podem descrever elevação de celularidade nos 
pacientes com Guillain-Barré. É raro, mas pode ocorrer, em geral não ultrapassando 20 células no LCR.
O tratamento é feito com plasmaférese ou infusão de imunoglobulina, não sendo o corticoide uma opção terapêutica. Cabe ressaltar 
que, especialmente em crianças, o tratamento fica reservado para o aparecimento de disfunção bulbar (disfagia ou disfonia), ventilatória 
ou piora do quadro motor. Em suma, não é todo o paciente que deve receber o tratamento precocemente! Em casos leves e em melhora, o 
tratamento pode ser conservador. 
Alguns sinais e sintomas podem apontar para diagnósticos diferenciais de paralisia flácida aguda, fique atento: 
• Hiponatremia, dor abdominal de repetição, sintomas neuropsiquiátricos: porfiria intermitente aguda. Doença genética causada 
por um defeito enzimático na metabolização do heme, gerando acúmulo de metabólitos tóxicos (ácido delta-aminolevulínico e 
porfobilinogênio), o que pode levar à associação de sintomas descrita. 
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• Presença de urgincontinência urinária, déficit sensitivo em nível e síndrome do neurônio motor superior: sugere mielopatia. 
Note que, embora incomum, um paciente com Guillain-Barré pode apresentar urgincontinência urinária no contexto de sintomas 
disautonômicos. 
• Acometimento motor isolado: pode sugerir infecções “polio-like”, sendo a mais conhecida, a infecção pelo West Nyle virus, além 
da própria poliomielite (muito embora esteja erradicada do Brasil).
• Sintomas com propagação descendenteDurante sua ação, as células musculares podem perder quantidades 
significativas de K+. Nos pacientes que tenham sofrido lesões extensas de tecidos moles (caso de nosso paciente), o efluxo de K+ que se segue 
à administração de succinilcolina pode representar um risco à vida. Por isso, há muitas situações em que a administração de succinilcolina é 
contraindicada ou deve ser realizada com cautela: 
• grandes queimados;
• lesão muscular extensa;
• vítimas de rabdomiólise não traumática;
• pacientes com lesões da medula espinhal com paraplegia ou tetraplegia; ou 
• portadores de distrofias musculares. 
Dessa forma, visto que o paciente que nos foi apresentado apresenta extensa lesão muscular, resta-nos optar por um agente não 
despolarizante ou competitivo. A opção terapêutica deve ser feita com base em um perfil farmacocinético compatível com a duração do 
procedimento. Quanto ao comportamento farmacocinético, os agentes podem ser classificados de acordo com a duração da ação em agentes 
de ação prolongada, ação intermediária e ação curta. O atracúrio é um agente com ação de duração intermediária, assim como o rocurônio; 
porém esse último apresenta início da ação mais rápida, o que faz com que seja uma alternativa ao uso da succinilcolina nas induções 
anestésicas rápidas. O pancurônio apresenta longa duração de ação e maior tempo para o início da ação, portanto não é o fármaco ideal para 
indução em sequência rápida.
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Agora, vamos avaliar as alternativas:
Incorreta a alternativa A: o atracúrio é um agente com ação de duração e efeitos intermediários, também não sendo indicado para intubação 
em sequência rápida. Seu metabolismo ocorre no plasma de forma independente da função hepática ou renal. Sua administração resulta em 
liberação de histamina de forma dose dependente, podendo resultar em hipotensão, broncoespasmo e rash cutâneo. É contraindicado em 
pacientes com história de reações de hipersensibilidade.
Incorreta a alternativa B: o rocurônio também pode ser utilizado nas induções anestésicas rápidas em pacientes com risco de hipercalemia.
Incorreta a alternativa C: o pancurônio não é um agente adequado para indução em sequência rápida, pois oferece condições de intubação 
apenas após 3 a 4 minutos após sua administração (longa latência).
Correta a alternativa D: a succinilcolina é o único BNM com ação despolarizante atualmente em uso. Sua ação é caracterizada pela ligação 
ao receptor de acetilcolina, ativando a despolarização da célula muscular. O resultado é uma contração muscular inicial. No entanto, a 
succinilcolina permanece ligada ao receptor, impedindo a ação da acetilcolina, resultando no relaxamento muscular. A succinilcolina é o 
BNM que oferece condições de intubação mais rapidamente, produzindo relaxamento muscular em 0,5 a 1 minuto. É o BNM de escolha em 
intubações em sequência rápida, sendo o rocurônio a segunda escolha. A dose geralmente usada é de 1 mg/kg.
A administração de succinilcolina está associada a importantes efeitos adversos, como a hipercalemia e a hipertermia maligna. O risco de 
hipercalemia grave encontra-se aumentado em situações que levam ao aumento da quantidade de receptores de acetilcolina na membrana da 
célula muscular, como ocorre em pacientes traumatizados, queimados e paraplégicos. Nesses casos, o uso da succinilcolina é contraindicado, 
assim como nos casos em que os pacientes apresentam história pessoal ou familiar de hipertermia maligna. Outros efeitos adversos observados 
após administração de succinilcolina são: aumento da pressão intraocular, bradicardia e mialgia.
Gabarito: D
19 – (Estratégia MED 2025 – Inédita – Cirurgia - Prof. Renatha Paiva) Paciente vítima de acidente automobilístico chega ao pronto-
socorro trazido pelo resgate, com imobilização da coluna cervical e do membro inferior esquerdo, recebendo solução cristaloide em 
acesso venoso periférico. O exame clínico inicial revela paciente eupneico, com boa expansibilidade torácica, PA = 80 X 50 mmHg, FC = 
120 bpm, consciente, com escoriações em hipocôndrio direito e fratura exposta de perna esquerda. Não há FAST disponível no momento. 
A conduta mais adequada é:
A) solicitar tomografia de crânio, coluna cervical e abdome.
B) solicitar radiografia da perna esquerda e tratamento cirúrgico da fratura exposta.
C) estabilização hemodinâmica e transferir o paciente à UTI para monitorização.
D) realizar lavado peritoneal na sala de emergência.
COMENTÁRIOS:
Estamos diante de um paciente vítima de acidente automobilístico, apresentando instabilidade hemodinâmica e estigmas de trauma 
abdominal. Como o paciente está instável, devemos procurar o foco de hemorragia (tórax, abdome, pelve e ossos longos) e, por apresentar 
ausculta pulmonar normal e escoriações no abdome, nossa principal hipótese é lesão parenquimatosa intra-abdominal (baço, fígado e rim). 
A conduta, nesse caso, é realizar o FAST ou LPD (lavado peritoneal diagnóstico).
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+
TOMOGRAFIA
COMPUTADORIZADA LPD FAST
TRAUMA ABDOMINAL
FECHADO
PACIENTE INSTÁVELPACIENTE ESTÁVEL
LAPAROTOMIA LAPAROTOMIA
+
Vamos analisar as alternativas:
Incorreta a alternativa A: para a realização de tomografias, é necessário estabilidade hemodinâmica.
Incorreta a alternativa B: radiografias de membros fazem parte da avaliação secundária do ATLS. Por apresentar fratura exposta, o paciente 
tem indicação de tratamento cirúrgico. No entanto, não é a prioridade nesse momento.
Incorreta a alternativa C: não podemos mandar para UTI um paciente vítima de trauma, instável hemodinamicamente, sem o diagnóstico 
definido!
Correta a alternativa D: como não temos FAST disponível, uma opção é realizar o LPD para orientar o tratamento desse paciente.
O LPD é outro método diagnóstico indicado na presença de instabilidade hemodinâmica em vítimas de trauma abdominal fechado. Mas, com 
a alta disponibilidade do FAST na maioria dos serviços, o LPD é muito pouco realizado na prática. É um procedimento relativamente rápido, 
de fácil execução, sensível, mas invasivo. Suas principais indicações são: 
• trauma abdominal fechado com instabilidade hemodinâmica; 
• indisponibilidade do FAST ou de tomografia computadorizada; 
• FAST duvidoso; 
• lesão de víscera oca — o LPD continua sendo o exame mais sensível para detecção da presença de lesão de víscera oca, com 
sensibilidade entre 92 e 98%.
Veja como é realizado o LPD: a técnica aberta consiste na abertura da cavidade e introdução de um cateter em direção à pelve, por uma 
pequena incisão infraumbilical. Se forem aspirados pelo menos 10 mL de sangue (paciente instável), conteúdo entérico, fibras vegetais ou bile 
que indiquem perfuração do trato gastrointestinal, há indicação absoluta de laparotomia. Caso isso não ocorra na aspiração inicial, infunde-se 
1.000 mL de soro fisiológico aquecido e 200 mL desse líquido é efluído e enviado para análise bioquímica.
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Gabarito: D
20 – (Estratégia MED 2025 – Inédita – Cirurgia - Prof. Renatha Paiva) Paciente masculino, 62 anos, acamado e afásico devido à sequela 
de AVC prévio. Há dois dias, começou a gemer e fazer fácies de dor, principalmente ao se tocar seu abdome, que se encontra tenso à 
palpação. Na suspeita clínica de abdome agudo perfurativo, qual é o exame radiológico inicial que deve ser solicitado nesse caso? 
A) Radiografia simples de abdome em pé.
B) Radiografia simples de tórax em pé.
C) Radiografia simples de abdome em decúbito lateral esquerdo com raios horizontais.
D) Tomografia de abdome com contraste via oral e endovenoso.
COMENTÁRIOS:
Estamos diante de um paciente acamado, apresentando possível quadro de abdome agudo perfurativo(AAP).
O quadro clínico do AAP caracteriza-se por dor súbita e de forte intensidade em região de epigástrio. O diagnóstico geralmente é 
feito pela identificação do pneumoperitônio na radiografia simples de tórax e/ou abdome em posição ortostática, visualizado como ar sob o 
diafragma em até 75% dos casos. Nos casos em que o paciente não consegue ficar em pé, podemos solicitar uma radiografia de abdome em 
decúbito lateral esquerdo com raios horizontais, como na imagem apresentada a seguir:
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Agora, vamos avaliar as alternativas:
Incorreta a alternativa A: o paciente é acamado, não conseguiria ficar em pé. 
Incorreta a alternativa B: o paciente é acamado, não conseguiria ficar em pé. Veja a seguir como seria a radiografia de tórax em pé apresentando 
o pneumoperitônio.
Correta a alternativa C: como vimos, essa é a alternativa correta.
Incorreta a alternativa D: a rotina radiológica de abdome agudo é o exame inicial de escolha para o diagnóstico de um AAP. A tomografia fica 
reservada para casos duvidosos, em que a radiografia simples não confirmou o diagnóstico.
Gabarito: C
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GINECOLOGIA E OBSTETRÍCIA
21 – (Estratégia MED 2025 – Inédita – Ginecologia - Prof. Carlos Eduardo Martins) Mulher de 32 anos vem ao ambulatório desejando 
iniciar método contraceptivo, pois iniciou recentemente a vida sexual. A paciente é nuligesta e refere que apresenta epilepsia, em uso de 
ácido valproico e com bom controle. Nega outras comorbidades. Em relação ao caso da paciente, assinale a alternativa correta.
A) A paciente apresenta contraindicação ao uso de progestagênio por via oral.
B) Não há contraindicação absoluta para o uso de nenhum método, devendo ser avaliada a preferência da paciente.
C) O uso de contraceptivos hormonais combinados pode reduzir a eficácia do anticonvulsivante.
D) Os dispositivos intrauterinos não estão indicados, pois a paciente é nuligesta.
COMENTÁRIOS:
O metabolismo dos anticoncepcionais combinados é acelerado por drogas que aumentam a atividade das enzimas microssomais do 
fígado (citocromo P450). Consequentemente, a eficácia desse método pode ser reduzida. Alguns anticonvulsivantes (fenitoína, carbamazepina, 
barbitúricos, primidona, topiramato e oxcarbazepina), antibióticos (rifampicina e rifabutina) e antirretrovirais entram nessa lista. A tabela a 
seguir traz esses medicamentos:
MEDICAMENTOS QUE DIMINUEM A EFICÁCIA DOS ANTICONCEPCIONAIS COMBINADOS
ANTICONVULSIVANTES ANTIBIÓTICOS ANTIRRETROVIRAIS
Fenitoína Rifampicina Efavirenz
Carbamazepina Rifabutina Ritonavir
Barbitúricos Saquinavir
Primidona Atazanavir
Topiramato Fosamprenavir
Oxicarbamazepina Nelfinavir
Devido à via de administração oral e, consequentemente, ao mecanismo de primeira passagem hepática, a tabela acima também vale 
para as pílulas de progesterona.
Um detalhe sobre os anticonvulsivantes é que pacientes usuárias de lamotrigina têm o efeito do anticonvulsivante diminuído pelos 
métodos contraceptivos. Já o ácido valproico não tem restrição de uso com esses métodos.
Incorreta a alternativa A, pois o ácido valproico não interage com os métodos.
Correta a alternativa B, pois a paciente não tem contraindicação ao uso de nenhum método.
Incorreta a alternativa C, pois não há interação medicamentosa entre esses métodos.
Incorreta a alternativa D, pois o fato de ser nuligesta não contraindica nenhum método.
Gabarito: B
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22 – (Estratégia MED 2025 – Inédita – Ginecologia - Prof. Carlos Eduardo Martins) Mulher de 60 anos refere sensação de “bola na 
vagina” há 5 anos. Nega perdas urinárias ou outras queixas. Ao exame físico, observa-se o seguinte POP-Q: Aa = +1, Ap = +1, Ba = -3, Bp = 
-3, C = -5, D = -8, HG = 3, CP = 3, CVT = 9. Qual é o diagnóstico e a melhor conduta?
A) Prolapso de parede anterior estádio II; colpoplastia anterior.
B) Prolapso de parede anterior estádio III e de parede apical estádio I: sacrocolpofixação.
C) Prolapso de parede anterior estádio II e posterior estádio I; colpoplastia anterior e posterior.
D) Prolapso de parede anterior estádio III; cirurgia de Burch.
COMENTÁRIOS:
Existem diversas classificações utilizadas para avaliar os POPs, porém o POP-Q (pelvic organ prolapse quantification) é o mais aceito 
pelas sociedades científicas e o mais cobrado nas provas de Residência. Sabemos que avaliar as grades do POP-Q é amplamente cobrado 
nas provas e é uma das maiores dificuldades dos alunos. Tentaremos, neste tópico, simplificar essa avaliação para que você acerte todas as 
questões sobre o tema. 
A avaliação do POP-Q tem como base a fixação de pontos de referência na vagina (conforme imagem a seguir). Independentemente do 
ponto, sua distância é medida em centímetros, em relação à carúncula himenal, que é o introito da vagina (ponto zero). Os pontos internos 
da vagina são negativos e os pontos externos são positivos. Os valores aferidos pelo POP-Q são descritos por meio de uma grade, como a 
representada na imagem a seguir.
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Parede 
anterior
Parede
anterior
Colo uterino
ou cúpula
Aa Ba C
Hiato
genital
Corpo
perineal
Comprimento
vaginal total
gh pb tvl
Parede
posterior
Parede
posterior
Fórnice
posterior
Ap Bp D
PASSO A PASSO DE COMO AVALIAR UM POP-Q NA PROVA:
1º. Veja os valores dos pontos Ba, Bp, C e D (a partir deles, você conseguirá avaliar se há a presença de prolapso e sua localização). O 
comprimento vaginal total (CVT) também será importante para fazer a classificação.
Ba = +1 Bp -3 C -5 D -8 CVT 9
2º. Os pontos Ba e Bp são maiores do que –3 (por exemplo -2, -1, 0 etc.)? Se sim, isso significa que há prolapso e você deve empregar 
a classificação em estádios para definir seu grau. Lembrando que o ponto Ba representa a parede vaginal anterior e o Bp, a parede posterior.
Bp = -3 (sem prolapso)
Bp = +1 (com prolapso)
Distopia genital – classificação – POP-Q
Categoria Definição
Estágio 0
Sem prolapso (para o ponto D, somente consideramos prolapso se a diferença entre D e o valor 
negativo de CVT for maior do que 2 cm). Por exemplo, se o CVT for de 10 cm e o ponto D estiver em – 8 
cm, consideramos fisiológico, porque a diferença é de 2 cm.
Estágio 1 Ba, Bp, C ou D estão a menos de –1 cm do hímen.
Estágio 2 Ba, Bp, C ou D estão, no mínimo, em –1 cm, mas não mais do que + 1 cm do hímen.
Estágio 3
Ba, Bp, C ou D estão a mais do que +1 cm, mas menos do que a diferença (CVT – 2 cm). Você deve pegar 
o valor do CVT e subtrair 2 cm. Por exemplo, se o valor for 10 cm, você deve subtrair 2 cm, chegando a 
8 cm. Se o prolapso estiver antes de +8 cm, é considerado estádio III.
Estágio 4
Eversão total do órgão prolapsado. Ba, Bp, C ou D ficam, no mínimo, em (CVT –2 cm). Você deve pegar 
o valor do CVT e subtrair 2 cm. Por exemplo, se o valor for 10 cm, você deve subtrair 2 cm, chegando a 
8 cm. Se o prolapso estiver além de +8 cm, é considerado estádio IV.
Como o ponto Ba está exatamente em + 1, estamos diante de um prolapso estádio 2.
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3º. Qual é o valor do comprimento total da vagina? Vamos supor que seja de 10 cm. Transforme esse valor em um número negativo e 
compare-o com o ponto D. Se o valor do ponto D for maior do que -10, por exemplo -9, -8 ou -7, isso significa que há uma descida da cúpula 
vaginal, porém consideraremos patológico somente se a diferença for maior do que 2 cm. A partir disso, você deve usar a classificação do 
POP-Q para ver seu estádio. É importantelembrar que o ponto C e o ponto D descem juntos, pois representam o colo do útero e a cúpula 
vaginal. 
CVT = 9 🡪 -9 
A diferença entre D e – CVT é de 1 cm apenas, portanto não há prolapso de parede apical.
4º. Desse modo, você já sabe se há prolapso, qual é a localização e seu grau.
Desse modo, temos apenas um prolapso de parede anterior estádio II e a correção pode ser feita com colpoplastia anterior. Portanto, 
está correta a alternativa A.
Gabarito: A
23 – (Estratégia MED 2025 – Inédita – Ginecologia - Prof. Carlos Eduardo Martins) Mulher de 56 anos realizou mamografia com laudo 
BI-RADS 0. Realizou complementação com ultrassonografia com a presença de um nódulo de 2 cm, com resultado BI-RADS 4. Diante do 
caso, qual é a melhor conduta para investigação da lesão?
A) Biópsia assistida a vácuo (mamotomia) guiada por ultrassonografia.
B) Setorectomia de mama.
C) Biópsia por agulha grossa (core biopsy) guiada por ultrassonografia.
D) Biópsia por agulha grossa (core biopsy) guiada por mamografia.
COMENTÁRIOS:
Após a observação de uma lesão suspeita, seja pela mamografia, tomossíntese, ultrassom ou ressonância magnética, indicamos a 
realização de uma biópsia. Existem alguns tipos de biópsia da mama, que variam de acordo com a técnica e o equipamento utilizado, de modo 
que é preciso saber que tipo de biópsia é a melhor opção para cada tipo de lesão mamária. 
Dividimos as lesões mamárias em palpáveis e não palpáveis. As lesões mamárias palpáveis podem ser biopsiadas sem a necessidade de 
um equipamento para guiar essa biópsia. Por outro lado, precisamos de um equipamento para mostrar o local da lesão e guiar a biópsia nos 
casos de lesões não palpáveis. As biópsias das lesões não palpáveis podem ser guiadas pela mamografia (estereotaxia), pela ultrassonografia 
ou até mesmo pela ressonância magnética.
A primeira característica da lesão que precisamos saber para escolher o tipo de biópsia é se ela é visível na mamografia, no ultrassom 
ou em ambos. Se a lesão é visível somente na mamografia, como no caso das microcalcificações, a biópsia vai ter que ser guiada pela 
mamografia. Se a lesão é visível no ultrassom e na mamografia, a biópsia deve ser guiada pelo ultrassom. 
A tabela a seguir resume “a grosso modo” como indicamos o tipo de biópsia de acordo com a lesão mamária. Irá ajudá-lo bastante na 
resolução desse tipo de questão.
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Tipo de biópsia indicado de acordo com a lesão mamária
Tipo de lesão Tipo de biópsia
Cisto simples (BI-RADS 2) Se indicado punção – PAAF (citológico)
Nódulos sólidos (BI-RADS 4 ou 5) Core biopsy percutânea – trocater (histológico)
Microcalcificações suspeitas (BI-RADS 4 e 5)
Biópsia por agulha grossa assistida a vácuo (mamotomia 
guiada por mamografia/estereotaxia) ou ressecção 
(setorectomia) com marcação pré-cirúrgica (agulhamento)
Lesões diagnosticadas pelo ultrassom ou pela mamografia 
e ultrassom
Biópsia guiada por ultrassom
Lesões visíveis apenas na mamografia Biópsia guiada por mamografia (estereotaxia)
Cistos complexos (BI-RADS 4) Mamotomia guiada por ultrassom ou setorectomia.
Incorreta a alternativa A, pois estamos diante de um nódulo mamário maior do que 1 cm e a indicação é de core biopsy.
Incorreta a alternativa B, pois a ressecção segmentar é um procedimento cirúrgico e deve ser reservada para os casos de indisponibilidade 
de outras técnicas ou quando elas não foram suficientes para trazer o diagnóstico.
Correta a alternativa C, pois a core biopsy é a mais indicada para nódulos e, como a lesão é visível ao ultrassom, deve ser guiada por ele.
Incorreta a alternativa D, pois a mamografia foi inconclusiva e não é o melhor método para guiar essa biópsia.
Gabarito: C
24 – (Estratégia MED 2025 – Inédita – Ginecologia - Prof. Carlos Eduardo Martins) Paciente de 19 anos, portadora do vírus do HIV, 
realizou colpocitologia oncótica e veio buscar o resultado. O laudo apresenta uma lesão intraepitelial de baixo grau (LIEBG). Qual é a 
conduta a ser realizada para essa paciente de acordo com a diretriz do INCA de 2016?
A) Repetir o exame em 6 meses.
B) Repetir o exame em 3 anos.
C) Encaminhar para colposcopia imediata.
D) Coletar pesquisa de HPV.
COMENTÁRIOS:
A lesão intraepitelial de baixo grau (LSIL/LIEBG) é o segundo diagnóstico citológico mais frequente (precedido apenas por ASCUS). 
Representa a manifestação citológica da infecção pelo HPV, muito prevalente e com alto potencial de regressão, por isso uma conduta 
conservadora deve ser adotada.
Recomendações: mulheres com diagnóstico citopatológico de LSIL devem repetir o exame citopatológico em seis meses. 
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Pela maior prevalência de infecção por HPV e maior persistência do vírus, as pacientes imunossuprimidas iniciam a coleta após o 
início da atividade sexual, semestralmente no primeiro ano e, se normais, mantêm seguimento anual enquanto se mantiver o fator de 
imunossupressão. Mulheres HIV positivas com CD4+ abaixo de 200 células/mm³ devem ter como prioridade a correção desses valores, mas, 
enquanto isso, serão rastreadas a cada seis meses.
Nessas pacientes, a infecção pelo HPV é mais persistente e existe maior risco de evolução para lesões. No caso de qualquer alteração 
citológica, a conduta é encaminhar para colposcopia. 
Incorreta a alternativa A, pois essa seria a conduta para pacientes sem HIV e com mais de 25 anos.
Incorreta a alternativa B, pois essa seria a conduta para paciente sem HIV e com menos de 25 anos.
Correta a alternativa C, pois qualquer alteração citológica em paciente com HIV positivo deve indicar colposcopia.
Incorreta a alternativa D, pois o INCA não recomenda o uso de teste de HPV.
Gabarito: C
25 – (Estratégia MED 2025 – Inédita – Ginecologia - Prof. Carlos Eduardo Martins) Mulher de 42 anos refere perda de urina quando faz 
atividade física mais intensa, como levantar peso. Nega sintomas de urgência. Nega outras queixas. No exame físico, não apresenta perda 
urinária à manobra de Valsalva. Qual é a conduta nesse momento?
A) É obrigatório realizar um estudo urodinâmico para confirmar o diagnóstico.
B) Iniciar fisioterapia de assoalho pélvico.
C) Cirurgia de sling transobturatório.
D) Cirurgia de sling retropúbico.
COMENTÁRIOS:
O diagnóstico da incontinência aos esforços deve ser obtido por meio de anamnese e exame físico. A perda de urina à manobra de 
Valsalva é o principal achado no exame físico. Pode-se lançar mão do estudo urodinâmico para auxiliar no diagnóstico. Havendo pressão 
de perda abaixo de 60 cmH20, configura-se o diagnóstico de deficiência esfincteriana intrínseca; já se a pressão de perda for superior a 90 
cmH2O, o diagnóstico é de hipermobilidade do colo vesical. As provas de Residência gostam muito de abordar essa diferença diagnóstica. Os 
casos com pressões intermediárias não costumam ser abordados, pois não é possível fechar um diagnóstico pela sobreposição de fatores.
O tratamento da IUE divide-se em clínico e cirúrgico. Nos últimos anos, o tratamento conservador vem ganhando mais espaço devido 
à baixa taxa de efeitos colaterais. A Sociedade Internacional de Continência recomenda o tratamento conservador como primeira linha para 
IUE.
Incorreta a alternativa A, pois o estudo urodinâmico não é obrigatório nesse caso.
Correta a alternativa B, pois a fisioterapia de assoalho pélvico é a primeira linha de tratamento para incontinência aos esforços.
Incorretas as alternativas C e D, pois os slings são empregados quando há falha no tratamento conservador.
Gabarito: B
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26 – (Estratégia MED 2025 – Inédita – Obstetrícia - Prof. Natália Carvalho) Mulher, 29 anos de idade, secundigesta, na 10ª semanade 
gestação, comparece à Unidade Básica de Saúde para a primeira consulta de pré-natal. Relata histórico familiar de diabetes mellitus tipo 
2 (mãe e avó). Exame físico: PA = 118 x 76 mmHg, sem edemas. Exame obstétrico: útero compatível com idade gestacional, batimentos 
cardíacos fetais 150 bpm ao sonar Doppler. Glicemia de jejum: 88 mg/dL. Qual é a conduta mais adequada?
A) Solicitar hemoglobina glicada.
B) Solicitar TOTG 75 g imediatamente.
C) Iniciar dieta, exercícios físicos e controle glicêmico.
D) Solicitar TOTG 75 g entre 24 e 28 semanas.
COMENTÁRIOS:
O que o examinador quer saber: sobre diabetes na gestação. 
O diagnóstico de diabetes na gestação é feito conforme o organograma a seguir. 
Glicemia de jejum (início do pré-natal)
- nível do hCG mantém-se elevado por mais de 6 meses.
Correta a alternativa A: a conduta após esvaziamento uterino por mola hidatiforme é o acompanhamento com beta-hCG semanal até 
negativação e uso de contracepção eficaz (geralmente oral) por no mínimo 6 meses.
Incorreta a alternativa B: o controle do beta-hCG deve ser semanal até negativação e não há necessidade de acompanhamento com 
ultrassonografia. 
Incorreta a alternativa C: a tomografia é indicada somente se houver suspeita de neoplasia trofoblástica gestacional, o que não é o caso 
nesse momento.
Incorreta a alternativa D: o hCG deve ser dosado semanalmente, não quinzenalmente, até negativação e não há necessidade de 
acompanhamento com ultrassonografia. 
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Gabarito: A 
28 – (Estratégia MED 2025 – Inédita – Obstetrícia - Prof. Natália Carvalho) Gestante, 28 anos, G2P1N, 33 semanas de gestação, 
acompanhada por pré-natal de alto risco devido a gestação gemelar monocoriônica e monoamniótica. Realizou corticoterapia com 32 
semanas. Vem à maternidade referindo contrações. Apresenta-se em trabalho de parto, com 3 cm de dilatação cervical, membranas 
íntegras. Ambos os fetos estão cefálicos e com batimentos cardíacos fetais normais. O peso estimado na ultrassonografia está adequado 
para a idade gestacional e apresenta discordância de 12% entre os fetos. Qual é a conduta mais adequada nesse caso?
A) Aguardar a evolução do trabalho de parto. 
B) Inibir o trabalho de parto e realizar novo ciclo de corticoide. 
C) Inibir o trabalho de parto e resolver a gestação com 34 semanas.
D) Realizar cesariana. 
COMENTÁRIOS:
O que o examinador quer saber: sobre assistência ao parto nas gestações gemelares. 
A idade gestacional de resolução das gestações de fetos gemelares é bem controversa. Nas gestações dicoriônicas, pode-se aguardar o 
parto no termo, sendo que o Ministério da Saúde sugere não ultrapassar 38 semanas. Para gestações monocoriônicas diamnióticas, a resolução 
da gestação deve ocorrer por volta de 36 semanas, quando não há complicações. Já para as gestações monocoriônicas e monoamnióticas, o 
prazo deve ser entre 32 e 34 semanas.
Idade gestacional do 
parto nas gestações múltiplas
Monocoriônicas e DiamnióticasDicoriônicas Monocoriônicas e Monoamnióticas
36 a 36 6/7 semanas 32 a 34 semanas38 a 38 6/7 semanas
A via de parto nas gestações monocoriônicas e monoamnióticas deve ser a cesárea, pelo risco de entrelaçamento de cordões. Nas 
gestações diamnióticas, é possível o parto vaginal. 
 A escolha da via de parto deve levar em consideração a apresentação e o peso dos fetos, além da idade gestacional. O parto vaginal 
é possível quando o primeiro gemelar é cefálico e apresenta peso estimado entre 1500 g e 4000 g. Se o primeiro gemelar não é cefálico ou 
apresenta peso estimado menor do que o segundo gemelar (com diferença ≥ 500 g) ou o peso estimado dos fetos é 2º gemelar
• Peso estimado dos fetos ≥ 1500g
Quando se opta pelo parto vaginal e o segundo gemelar está em apresentação transversa, deve ser feita a versão fetal interna para 
apresentação pélvica, se ele se mantiver transverso após o nascimento do primeiro gemelar, e, em seguida, realizar o parto pélvico. 
Sabe-se que o intervalo de nascimento entre os gêmeos não altera o prognóstico do segundo gemelar, por isso não há um tempo 
estabelecido entre o nascimento dos fetos.
Incorreta a alternativa A: como se trata de gestação monoamniótica, há risco elevado de entrelaçamento de cordões e acavalgamento de 
estruturas fetais, por isso o parto vaginal não é indicado.
Incorreta a alternativa B: como a paciente já recebeu corticoide há 1 semana, não há indicação de novo ciclo de corticoterapia e a inibição 
do trabalho de parto não está indicada. 
Incorreta a alternativa C: em gestações monoamnióticas a resolução da gestação deve ocorrer entre 32 e 34 semanas. Como a paciente 
está em trabalho de parto e já recebeu um ciclo de corticoterapia, não há indicação de inibir o trabalho de parto, mas, sim, de resolução da 
gestação por cesariana. 
Correta a alternativa D: em gestações monoamnióticas, o parto deve ser cesáreo entre 32-34 semanas pelo risco de entrelaçamento 
de cordões e acavalgamento de partes fetais. Como a paciente entrou em trabalho de parto prematuro com 33 semanas e já realizou 
corticoterapia, não há indicação de inibir o trabalho de parto, mas, sim, de resolver a gestação por cesariana.
Gabarito: D
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29 – (Estratégia MED 2025 – Inédita – Obstetrícia - Prof. Natália Carvalho) Mulher, 34 anos, G3P2CA0, com atraso menstrual de 6 
semanas. Refere dor pélvica leve há 3 dias. Nega sangramento vaginal. Exame físico: PA = 120 x 70 mmHg, FC = 90 bpm, abdome doloroso 
à palpação em fossa ilíaca esquerda, sem sinais de irritação peritoneal, dor a palpação de anexo esquerdo ao toque vaginal. Realizado 
beta-hCG = 1.800 UI/L e ultrassonografia transvaginal = ausência de saco gestacional intrauterino e massa anexial direita de 2,5 cm, 
sugestiva de gestação ectópica, sem atividade cardíaca fetal e sem líquido livre em fundo de saco. Qual é a conduta mais adequada neste 
caso?
A) Metotrexato intramuscular.
B) Repetir B-hCG em 48 horas. 
C) Laparotomia.
D) Laparoscopia.
COMENTÁRIOS:
O que o examinador quer saber: sobre a conduta na gestação ectópica. 
A gestação ectópica (GE) corresponde a qualquer gestação que ocorre fora da cavidade endometrial, sendo o local mais comum a tuba 
uterina (70% dos casos implantam-se na ampola tubária). 
O diagnóstico é feito com a história clínica, a dosagem de hCG sérico e a ultrassonografia. 
Diante de gestante com quadro clínico de dor abdominal aguda e intensa e sinais de instabilidade hemodinâmica no início da gestação, 
deve-se pensar primeiramente em GE rota. 
Quando a gestante apresenta quadro clínico leve ou ausente, o diagnóstico de GE dá-se pelos níveis séricos de B-hCG e pela 
ultrassonografia. 
Pacientes com hCG sérico com valores > 2000 mUI/mL, sem imagem de saco gestacional intrauterino, são altamente suspeitas para 
gestação ectópica. A visualização de imagem de saco gestacional extrauterino confirma a hipótese de gestação ectópica. Outras imagens, 
como anel tubário e hematossalpinge (sangue na tuba uterina), também se correlacionam com gestação ectópica.
Quando o B-hCG é ≥ 3500 mUI/mL é obrigatória a visualização do saco gestacional, caso contrário, já é possível confirmar o diagnóstico 
de gestação ectópica, mesmo se não for observada imagem sugestiva de GE. 
Em casos de HCG+ dor pélvica
B-hCG quantitativo + US transvaginal
Cavidade uterina vaziaSaco gestacional tópico
Ausência de massa anexial
B-hCG quantitativo
 5000 mUI/mL ou massa anexial > 5 cm. Indica-
se salpingectomia se: 
• prole constituída;
• lesão tubária irreparável ou rota;
• salpingostomia com sangramento persistente;
• recidiva de gestação ectópica na mesma tuba;
• beta-hCG muito elevado (> 5.000 mUI/mL).
Quando a GE é íntegra e a massa tubária é 5 cm
Duas dosagens de
B-hCG (48h)
Laparotomia ou 
Laparoscopia
Gestação
tópica
Conduta 
expectante
Gravidez ectópica
rota
Queda B-hCG
 3,5 cm
Embrião
vivo
B-hCG 
> 5000 mUI/ml
B-hCG ≤ 5000 mUI/ml
Embrião sem batimentos
Massa tubária
≤ 5 cm
MTX dose única
50 mg/m2 MTX local
Atraso menstrual + sangramento genital + dor pélvica
B-hCG +
Incorreta a alternativa A: o metotrexato está indicado quando há aumento do beta-hCG em 48 horas em gestação ectópica íntegra, estável 
hemodinamicamente, massa anexial até 3,5 cm e beta-hCG até 5000 mUI/mL. Como a paciente não apresenta, até o momento, aumento do 
beta-hCG, não está indicado o uso dessa medicação, mas, sim, a conduta expectante. 
Correta a alternativa B: temos uma gestante com diagnóstico de gestação ectópica (imagem anexial sugestiva de gestação ectópica e cavidade 
uterina vazia). Como a paciente está oligossintomática, não apresenta instabilidade hemodinâmica, não apresenta sinais de gestação ectópica 
rota, tem massa anexial de 2,5 cm e beta-hCG menor do que 2000 mUI/mL, pode ser realizada a conduta expectante, com acompanhamento 
do beta-hCG em 48 horas. 
Incorreta a alternativa C: como a paciente está oligossintomática, não apresenta instabilidade hemodinâmica, não apresenta sinais de 
gestação ectópica rota, tem massa anexial de 2,5 cm e beta-hCG de 1800 mUI/mL, não está indicada cirurgia nesse momento. 
Incorreta a alternativa D: a laparoscopia está indicada nos casos em que há indicação cirúrgica e não há instabilidade hemodinâmica. 
Gabarito: B 
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30 – (Estratégia MED 2025 – Inédita – Obstetrícia - Prof. Natália Carvalho) Mulher, 26 anos, G2P2, submetida à cesariana sem 
intercorrências há 1 hora, apresenta sangramento vaginal abundante. Está consciente, sudoreica, com palidez cutaneomucosa. Sinais 
vitais: PA = 80 x 60 mmHg, FC = 112 bpm. Qual é a conduta mais adequada neste momento?
A) Encaminhar ao centro cirúrgico para revisão da cesariana.
B) Realizar massagem uterina e ocitocina endovenosa.
C) Encaminhar ao centro cirúrgico para realizar embolização das artérias uterinas.
D) Realizar exame de imagem para avaliar presença de restos placentários.
COMENTÁRIOS:
O que o examinador quer saber: sobre hemorragia pós-parto. 
Como a HPP é uma emergência obstétrica, as primeiras medidas diante de um sangramento pós-parto devem seguir o ABC do trauma: 
A Chamar ajuda, garantir a permeabilidade 
das vias aéreas.
B Controle da respiração, monitorização e 
oxigenoterapia.
C
Controle da circulação, obtenção de dois 
acessos periféricos calibrosos, infusão de 
cristaloides, solicitação de exames e 
acionamento do banco de sangue.
Concomitantemente às medidas iniciais, deve-se fazer o controle precoce do local de sangramento, medida mais eficaz no combate ao 
choque hipovolêmico. Por isso, a terapêutica deve ser sempre direcionada à causa do sangramento. 
Como a atonia uterina corresponde a 70% dos casos de HPP, seu tratamento deve ser instituído juntamente com as medidas iniciais, 
mesmo que a causa ainda não tenha sido estabelecida. 
O quadro clínico de atonia uterina caracteriza-se por sangramento pós-parto associado a um útero não contraído e acima da cicatriz 
umbilical.
Há diversos esquemas terapêuticos na literatura mundial para a atonia uterina. A seguir, colocamos o preconizado pelo Ministério da 
Saúde e pela Organização Mundial da Saúde¹, que é cobrado nas provas de Residência Médica. 
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A hemoterapia é o ponto definidor do prognóstico materno, pois a reposição de hemácias garante a oxigenação dos tecidos. Em torno 
de 50% das pacientes com HPP necessitam de transfusão sanguínea. Os sinais clínicos de choque hemorrágico e instabilidade hemodinâmica 
são os critérios mais importantes para avaliar a necessidade de transfusão de hemocomponentes, uma vez que os exames laboratoriais não 
refletem de forma fidedigna a perda sanguínea aguda. 
Os sinais clínicos que devem ser avaliados são: pressão arterial, frequência cardíaca, saturação de oxigênio, nível de consciência e 
sangramento. O índice de choque (IC) reflete mais precocemente a necessidade de transfusão sanguínea do que outros parâmetros, sendo 
que IC ≥ 1 indica necessidade de transfusão sanguínea. 
Incorreta a alternativa A: a conduta cirúrgica está indicada somente nos casos refratários ao tratamento medicamentoso e ao uso de 
dispositivos intrauterinos (balão ou JADA). 
Correta a alternativa B: temos uma gestante com hemorragia pós-parto e útero acima da cicatriz umbilical, indicando atonia uterina, a 
causa mais comum de hemorragia pós-parto. O tratamento imediato deve incluir massagem uterina bimanual, ocitocina endovenosa e ácido 
tranexâmico. 
Incorreta a alternativa C: a embolização das artérias uterinas deve ser feita somente quando o uso dos uterotônicos e os dispositivos 
intrauterinos de controle da hemorragia não forem efetivos. 
Incorreta a alternativa D: como a principal causa de HPP é a atonia uterina, deve-se iniciar o tratamento imediato para essa causa e somente 
se a paciente não responder às condutas iniciais é que devem ser afastadas as outras etiologias de HPP, como a presença de restos ovulares. 
Como o parto foi cesáreo, a ocorrência de restos ovulares é difícil de acontecer.
Gabarito: B 
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PEDIATRIA
31 – (Estratégia MED 2025 – Inédita – Pediatria - Prof. Helena Schetinger) Lactente, 2 meses de idade, em aleitamento materno 
exclusivo, inicia com sangue nas fezes e irritabilidade. O ganho pôndero-estatural está adequado. Você desconfia de alergia à proteína do 
leite de vaca. Qual é o mecanismo envolvido nesse caso e qual seria sua conduta?
A) IgE mediado, dieta de exclusão para a mãe. 
B) IgE mediado, iniciar fórmula de proteínas extensamente hidrolisadas. 
C) Não IgE mediado, iniciar fórmula de aminoácidos. 
D) Não IgE mediado, dieta de exclusão para a mãe. 
COMENTÁRIOS:
Olá, querido Estrategista. 
Alergia alimentar é uma resposta do organismo à exposição a um determinado alimento, seja por ingesta, inalação ou contato. Elas 
podem ser mediadas por IgE, não mediadas por IgE ou mistas.As manifestações mediadas por IgE são imediatas e podem levar à anafilaxia. Alguns exemplos: urticária, angioedema, broncoespasmo. 
As não mediadas por IgE podem levar horas a dias e geralmente são gastroenteropatias, como no caso do enunciado. 
As mistas trazem os dois mecanismos. 
Mediadas por IgE Não mediadas por IgE Mistas
Urticária 
Angioedema
Dermatite de contato Dermatite atópica
Rinoconjuntivite alérgica
Broncoespasmo
Enterocolite
Proctocolite
Enteropatia
Asma
Anafilaxia
Esofagite eosinofílica
Gastrite eosinofílica
DICA PARA A PROVA! 
Manifestações mediadas por IgE podem ser sistêmicas e "longe" de onde o antígeno está. 
Manifestações não mediadas por IgE costumam ser locais e onde o antígeno “toca”. 
Por exemplo: ingerimos o alimento e ele vai para o intestino, certo? As manifestações não mediadas por IgE costumam ser intestinais. 
Porém, o alimento não toca no pulmão, mas as mediadas por IgE podem causar broncoespasmo. Assim, fica fácil decorar!
Estratégia
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A alergia à proteína do leite de vaca (APLV) é a alergia alimentar mais comum nas crianças, acomete de 2 a 4,9% delas e precisa sempre 
ser pensada quando temos um lactente jovem com sangue nas fezes. 
O tratamento é de exclusão das proteínas da dieta do bebê. Se o lactente está em aleitamento materno exclusivo, a conduta é a dieta 
de exclusão das proteínas do leite de vaca feita pela mãe. 
Caso a alimentação seja por fórmula infantil, é indicado utilizar as fórmulas de proteínas extensamente hidrolisadas, em que as proteínas 
são hidrolisadas (quebradas) e perdem seu potencial alérgeno. 
No caso do enunciado, temos um lactente jovem, alimentado ao seio materno. O tratamento é a dieta de exclusão materna por 4 a 8 
semanas. Depois disso, voltamos com as proteínas do leite para a dieta e verificamos se há retorno dos sintomas, esse é o teste de provocação 
oral, que define o diagnóstico. 
Incorreta a alternativa A. O mecanismo é não mediado por IgE. 
Incorreta a alternativa B. O mecanismo é não mediado por IgE e o tratamento é a exclusão na dieta materna. 
Incorreta a alternativa C. Não há necessidade de iniciar fórmula para essa criança. 
Correta a alternativa D. 
Gabarito: D
32 – (Estratégia MED 2025 – Inédita – Pediatria - Prof. Helena Schetinger) Prematuro, de 32 semanas, desenvolve distress respiratório 
logo após o nascimento. Encaminhado à UTI neonatal, apresenta melhora clínica ao ser colocado em ventilação não invasiva. Considerando 
o caso descrito, qual é o aspecto radiológico esperado na radiografia de tórax?
A) Broncogramas aéreos com padrão “vidro moído”.
B) Hiperinsuflação e edema pulmonar. 
C) Infiltrados pulmonares grosseiros.
D) Consolidação lobar e derrame pleural.
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COMENTÁRIOS:
Olá, Estrategista, repita comigo: prematuridade + distress respiratório precoce = síndrome do desconforto respiratório (SDR) até que 
se prove o contrário!
A SDR, também chamada de doença da membrana hialina, é uma doença causada pela deficiência de surfactante pulmonar.
O surfactante é uma substância lipoprotéica produzida nas células pulmonares, chamadas de pneumócitos II. Quando ele é liberado 
no interior dos alvéolos, reduz a tensão superficial e previne o colapso alveolar no final da expiração, ou seja, ele mantém os alvéolos abertos 
mesmo sem o ar preenchendo o espaço interno. Apesar de sua produção iniciar cedo no período fetal, a distribuição só ocorre por volta 
de 28 a 32 semanas de gestação e alcança a concentração suficiente a partir da 35ª semana, tornando os bebês prematuros vulneráveis ao 
colabamento dos alvéolos e, consequentemente, às atelectasias.
Na clínica, temos um RN, geralmente prematuro, com taquidispneia precoce, progressiva e, na ausculta, há uma diminuição global do 
murmúrio vesicular. 
A radiografia inicial de tórax traz microatelectasias, hipotransparência homogênea em padrão “vidro moído/vidro fosco” e broncogramas 
aéreos.
O tratamento é baseado em oxigenoterapia, primariamente via CPAP nasal, uso de surfactante e suporte clínico. 
Correta a alternativa A. Esse é o padrão da síndrome do desconforto respiratório. 
Incorreta a alternativa B. Esse é o padrão esperado na taquipneia transitória do recém-nascido, uma patologia relacionada ao atraso na 
absorção do líquido pulmonar. 
Incorreta a alternativa C. Esse é o padrão da síndrome da aspiração de mecônio, uma patologia grave, relacionada ao líquido amniótico 
meconial. 
Incorreta a alternativa D. Esse é o padrão de uma pneumonia típica, pouco comum na neonatologia. 
Gabarito: A
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33 – (Estratégia MED 2025 – Inédita – Pediatria - Prof. Helena Schetinger) Menina, 4 anos, comparece à consulta com seu pediatra. 
A mãe relata que a criança parece ter medo de evacuar, quando tem vontade, esconde-se atrás do sofá. Há cerca de um ano, vem 
apresentando fezes endurecidas e calibrosas, tem aumentado o tempo entre uma evacuação e outra e, quando evacua, geralmente, 
entope o vaso sanitário. Assinale a alternativa que contempla o melhor método diagnóstico para o caso:
A) enema opaco.
B) radiografia simples de abdome.
C) parasitológico de fezes.
D) critérios de Roma IV.
COMENTÁRIOS:
Caro Estrategista,
A constipação funcional é o diagnóstico que damos a uma criança que não tem causa orgânica para a constipação. Corresponde a 95% 
das constipações na infância. Alguns fatores que costumam desencadear a constipação funcional são: treinamento esfincteriano, introdução 
da alimentação sólida, restrição de ingesta hídrica e fibras, trauma relacionado à evacuação endurecida com comportamento de retenção 
(segurar o cocô) etc. Esse processo acarreta um ciclo vicioso de retenção de fezes em que o reto se torna distendido, precisando de um volume 
cada vez maior de fezes para gerar vontade de evacuar (menor sensibilidade), podendo resultar em escapes fecais. O aumento do acúmulo 
fecal no reto também provoca uma diminuição da motilidade intestinal e distensão abdominal, levando a sintomas como perda do apetite e 
dor abdominal.
O diagnóstico da CF baseia-se na história clínica e no exame físico, para isso utilizamos os critérios de Roma IV. Vamos relembrá-los:
CONSTIPAÇÃO FUNCIONAL (ROMA IV) 
Menores de 4 anos
2 ou +, por pelo menos 1 mês
Acima de 4 anos
2 ou +, pelo menos 1x por semana, por pelo menos 1 mês
2 ou menos evacuações por semana
1 ou mais episódios de incontinência fecal por semana (se já possui treinamento esfincteriano)
Comportamento de retenção
Evacuações duras ou dolorosas
Massa fecal no reto
Fezes volumosas que podem obstruir o vaso sanitário
Sintomas não explicados por outra condição médica (obrigatório)
Perceba que a criança não pode ter sintomas explicados por outras condições médicas, ou seja, não pode ter sinais de alarme:
1) retardo na eliminação de mecônio (mais de 48 horas);
2) constipação precoce. Quanto mais cedo iniciar a constipação, mais suspeito é;
3) sangue nas fezes na ausência de fissura anal;
Estratégia
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4) distensão abdominal acentuada;
5) déficit ponderal ou pôndero-estatural;
6) atraso no desenvolvimento neuropsicomotor;
7) qualquer alteração no exame físico que leve a alguma doença orgânica.
O tratamento é baseado em mudança alimentar, medicamentos e treinamento de toalete. 
Agora, vamos revisar as alternativas:
Incorreta a alternativa A, o exame enema opaco é solicitado em caso de presença de sinal de alarme para avaliação de anormalidade 
anatômica, como megacólon congênito.
Incorreta a alternativa B, a radiografia de abdome não é indicada derotina para realização do diagnóstico de constipação funcional.
Incorreta a alternativa C, o exame parasitológico de fezes não vai nos ajudar de forma alguma para avaliação de constipação intestinal 
funcional.
Correta a alternativa D, iremos nos basear nos critérios de Roma IV para definir o diagnóstico de constipação funcional.
Gabarito: D
34 – (Estratégia MED 2025 – Inédita – Pediatria - Prof. Helena Schetinger) Criança de 9 meses vem para consulta de rotina de puericultura. 
Você observa que ela tem a caderneta de vacinação completa até os 6 meses de idade. Que vacinas ela tem indicação de aplicar nessa 
consulta? 
A) Apenas a da febre amarela. 
B) Febre amarela, influenza e coronavírus. 
C) Febre amarela e coronavírus. 
D) Febre amarela e influenza. 
COMENTÁRIOS:
Estrategista, vamos relembrar o calendário vacinal pediátrico? 
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CALENDÁRIO VACINAL DAS CRIANÇAS DO PNI
VACINAS
Ao 
nascer
2 meses 3 meses 4 meses
5 
meses
6 meses 7 meses 9 meses
12 
meses
15 meses
4 a 6 
anos
BCG
Dose 
única
Hepatite B
Dose 
única
Pentavalente 
(difteria, 
tétano, 
coqueluche,
 hepatite B, 
Haemophilus 
influenzae
 tipo B)
1ª dose
(2ª 
dose da 
hepatite 
B)
2ª dose
(3ª 
dose da 
hepatite 
B)
3ª dose
(4ª 
dose da 
hepatite 
B)
Pólio inativada 
(VIP/Salk)
1ª dose 2ª dose 3ª dose Reforço
Rotavírus 1ª dose 2ª dose
Pneumocócica
 10-valente
1ª dose 2ª dose Reforço
Meningocócica 
C
1ª dose 2ª dose Reforço
Coronavírus 1ª dose 2ª dose
3ª dose
(se vacina 
Comirnaty 
- Pfizer)
Influenza 1ª dose 2ª dose
Febre amarela 1ª dose
Reforço 
(4 anos)
Tríplice viral 
(sarampo, 
caxumba, 
rubéola)
1ª dose
Tetra viral
 (sarampo, 
caxumba,
 rubéola,
 varicela)
2ª dose 
sarampo, 
caxumba 
e rubéola
1ª dose 
varicela
DTP (difteria, 
tétano, 
coqueluche)
Reforço Reforço
Hepatite A
Dose 
única
Varicela isolada
2ª dose 
Varicela
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Sendo assim, como a criança tem o calendário vacinal completo até o 6º mês de vida, ela precisa aplicar:
- 2ª dose da vacina influenza;
- 2ª dose da vacina contra o coronavírus;
- 3ª dose da vacina contra o coronavírus (caso a vacina seja a Corminaty-Pfizer);
- 1ª dose da vacina contra febre amarela. 
Correta a alternativa B. 
Gabarito: B
35 – (Estratégia MED 2025 – Inédita – Pediatria - Prof. Helena Schetinger) O bebê de Lúcia está com 72 horas de vida e apresenta 
icterícia zona 2 de Kramer. O médico avalia e orienta a mãe que essa icterícia é fisiológica e que ela não deve se preocupar. Qual seria uma 
possível causa para essa icterícia?
A) Diminuição da circulação êntero-hepática. 
B) Colestase neonatal.
C) Imaturidade hepática.
D) Incompatibilidade ABO.
COMENTÁRIOS:
Olá, Estrategista, nas questões de icterícia, a primeira coisa a ser feita é definir se ela é fisiológica ou patológica. Observe:
Fisiológica Patológica
Início após 24h da vida
Pico do 3° ao 5° dia de vida
Pode iniciar antes de 24h de vida
Pode aumentar acima de 0,2 mg/dL/hora
Declina após o 7° dia em termo ou 14° dia em pré-termo
Pode persistir após 7 dias em termo ou 14 dias em pré-
termo
Não ultrapassa limites fisiológicos
12 mg/dL em termos
15 mg/dL em PT
Pode ultrapassar limites fisiológicos
Aumento de bilirrubina indireta apenas Pode ocorrer hiperbilirrubinemia indireta ou direta
Sem sintomas de doença associada Pode ter sintomas de doença associada
As causas de hiperbilirrubinemia fisiológica são:
• aumento da degradação das hemácias e tempo menor de meia-vida comparado aos dos adultos (70 a 90 dias nos RNs x 120 dias 
dos adultos);
• maior número de hemácias, hemoglobina e hematócrito pela baixa saturação de oxigênio intraútero;
• menor capacidade de captação, conjugação e excreção por imaturidade do sistema hepático;
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• aumento da circulação êntero-hepática pela menor motilidade intestinal, principalmente em neonatos com dificuldade 
de amamentação, que eliminam pouco mecônio;
• antes do nascimento, a bilirrubina era excretada pela placenta; ao nascer, essa depuração cessa;
• clampeamento tardio do cordão, por uma maior passagem de sangue ao neonato.
Incorreta a alternativa A. O aumento, não a diminuição da circulação êntero-hepática, é causa de icterícia fisiológica. 
Incorreta a alternativa B. A colestase neonatal é uma patologia, geralmente, causada por atresia de vias biliares ou hepatite neonatal. Ela não 
é considerada fisiológica e ocorre por hiperbilirrubinemia direta. 
Correta a alternativa C. O fígado é quem faz a metabolização da bilirrubina, e a imaturidade hepática é causa de aumento de bilirrubina 
indireta. 
Incorreta a alternativa D. A incompatibilidade ABO ocorre quando uma mãe O gera um filho A ou B. Ela é uma causa patológica de icterícia 
neonatal.
Gabarito: C
36 – (Estratégia MED 2025 – Inédita – Pediatria - Prof. Bruno Calvo) Criança com 6 anos de idade mora com avô, que recentemente foi 
diagnosticado com tuberculose pulmonar. A criança está assintomática e apresentou teste tuberculínico de 7 mm. O exame de radiografia 
de tórax da criança não apresentou anormalidades. Paciente não é capaz de ingerir comprimidos. Qual é a conduta mais adequada para 
essa criança?
A) Repetir teste tuberculínico em 8 semanas. 
B) Iniciar tratamento para infecção latente com rifampicina + isoniazida por 3 meses, dose diária. 
C) Iniciar tratamento para infecção latente com rifapentina + isoniazida por 3 meses, dose semanal. 
D) Iniciar tratamento para infecção latente com isoniazida por 6 meses, dose diária. 
COMENTÁRIOS:
Fala, Coruja!
Questão sobre infecção latente por tuberculose (ILTB) em crianças. Vamos dar uma olhada?
QUAL É O PRIMEIRO PASSO PARA CONSIDERARMOS A HIPÓTESE DE ILTB?
Vamos investigar tuberculose em todas as crianças que tiveram contato com alguém bacilífero.
Antes de mais nada, devemos afastar tuberculose em atividade na criança! Ou seja, para pensar em ILTB o paciente deve estar 
ASSINTOMÁTICO, beleza?
Ah, e vale lembrar que o diagnóstico de tuberculose ativa em crianças usa o SISTEMA DE PONTOS, já que é muito difícil isolar a 
Mycobacterium tuberculosis na molecada, já que eles são paucibacilíferos. Acho que vale a breve revisão:
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QUADRO 
CLÍNICO
QUADRO RADIOLÓGICO
CONTATO COM 
ADULTO COM 
TUBERCULOSE
PROVA 
TUBERCULÍNICA
ESTADO 
NUTRICIONAL
Febre ou 
sintomas como 
tosse, adinamia, 
expectoração, 
emagrecimento 
e sudorese por 2 
semanas ou mais
15 pontos
Adenomegalia hilar ou padrão miliar
E/OU
Condensação ou infiltrado (com ou 
sem escavação) inalterado por 2 
semanas ou mais 
E/OU
Condensação ou infiltrado (com ou 
sem escavação) por 2 semanas ou 
mais, evoluindo com piora ou sem 
melhora, com antibióticos para 
germes comuns
15 pontos
*Contato 
próximo, nos 
últimos 2 anos 
10 pontos
PT entre 5 e 9 
mm
5 pontos Desnutrição 
grave (peso(diagnóstico possível): indicativo de tuberculose, orienta-se iniciar o tratamento a critério médico;
• =5MM
Prosseguir
investigação
de TB
TB diagnosticada:
tratar, notificar e
investigar
contatos
TB diagnosticada:
tratar, notificar e
investigar
contatos
TB não
diagnosticada:
tratar ILTB e
notificar
TB não diagnosticada:
se persistir sintomas,
prosseguir investigação
para outras
doenças
Radiografia com alteração?
Acho que o fluxograma é bem explicativo, né?
Mas dê uma olhada nos highlights:
• vamos solicitar radiografia de tórax + PPD ou IGRA para iniciar a investigação de ILTB;
• PPD maior ou igual a 5 mm e radiografia normal indicam ILTB e necessidade de tratamento!
PPD ≥ 5 mm em crianças indica ILTB.
PPD 2 anos, que já conseguem tomar 
comprimidos.
RIFAMPICINA
4 meses
Dose diária
É SOLUÇÃO!
Esse esquema é recomendado exclusivamente para crianças menores de 4 kg.
ISONIAZIDA
6 a 9 meses
Dose diária
Esse esquema pode ser utilizado quando não for possível utilizar os demais 
esquemas.
Veja que o esquema preferencial seria ISONIAZIDA + RIFAPENTINA. É muito prático, pois as doses são semanais, e facilita a adesão do 
paciente ao tratamento. No entanto, só pode ser indicado para > 2 anos que já tomam comprimidos e não têm infecção pelo HIV.
Voltando ao caso do enunciado...
Temos uma criança de 6 anos, assintomática e contactante de pessoa bacilífera. Ok, então solicitamos radiografia de tórax e PPD: PPD 
de 7 mm e radiografia normal. O diagnóstico é de ILTB! Vamos tratar e notificar como ILTB.
Que medicação escolher?
Se ela conseguisse tomar comprimidos, daríamos preferência para isoniazida + rifapentina.
No entanto, é descrito no enunciado que ela não é capaz de tomar comprimidos. Nesse cenário, o ideal é: solução de rifampicina + 
isoniazida. 
O esquema com isoniazida isolada foi, por muito tempo, a escolha para tratamento de ILTB. No entanto, é um tratamento muito 
prolongado e com baixa adesão. Atualmente, acaba sendo a última escolha. 
Considerando isso, vamos dar uma olhada nas alternativas…
Incorreta a alternativa A. Seria a conduta se o teste tuberculínico apresentasse resultado(especialmente 2 vezes na semana Cl + SABA se necessário por 2 a 3 meses
Sibilância aguda que exigiu atendimento médico, internação 
ou corticoide sistêmico
Cl + SABA se necessário por 2 a 3 meses
Espera-se uma redução na frequência e intensidade dos sintomas asma-like quando utilizamos o CI. Se a resposta ao tratamento for 
convincente e o paciente preencher os outros dois critérios, podemos fechar o diagnóstico de asma!
Se a resposta não for boa, devemos rever a técnica de administração das medicações e diagnósticos diferenciais. No caso de a criança 
estar fazendo o SABA se necessário por 2 a 3 meses, podemos adicionar o CI e reavaliar.
Uma vez fechado o diagnóstico, vamos falar de tratamento:
STEP 1 STEP 2 STEP 3 STEP 4
Medicação de 
escolha para 
manutenção
Sem evidências para 
tratamento diário
CI diário em dose 
baixa
Dobrar a dose do CI 
diário
Manter CI e 
encaminhar para 
especialista
Outras opções 
(evidência limitada)
Considerar CI 
intermitente em IVAS
Antileucotrieno ou CI 
intermitente em IVAS
Considerar 
encaminhar para 
especialista
-
Medicação de alívio SABA se necessário
Considerar para 
crianças com
Sibilância 
infrequente induzida 
por vírus
Sintomas ≥ 2x/
semanas ou 
exacerbação que 
exigiu procura de 
atendimento médico
Asma com mau 
controle no STEP 2
Asma com mau 
controle no STEP 3
Praticamente todas as criançase associação com disfunção pupilar: pode sugerir botulismo. Lembre-se de que existe 
um fenótipo clínico de Guillain-Barré, conhecido como Miller-Fisher, que envolve a tríade: ataxia, oftalmoplegia e arreflexia. Tal 
fenótipo se associa com a produção de anticorpos contra um antígeno específico: anti-GQ1b. 
Vamos às alternativas: 
Incorreta a alternativa A. A arreflexia é um dos principais sinais identificados em pacientes com Guillain-Barré.
Incorreta a alternativa B. A taquicardia é comum no contexto da disautonomia.
Correta a alternativa C. O déficit sensitivo em gradiente, não em nível, que é esperado. Para diferenciar esses dois padrões, precisamos 
examinar o dorso do paciente! Isso acontece porque, no Guillain-Barré, assim como em uma mielite, o paciente poderá apresentar hipoestesia 
na parte anterior do tronco! Entretanto, no dorso, apenas o paciente com mielite, de fato, apresentará hipoestesia! É justamente essa 
hipoestesia envolvendo as regiões anterior e posterior do tronco que definem o “nível” sensitivo.
Incorreta a alternativa D. O caráter ascendente da fraqueza, traduzindo-se em fraqueza pior distal do que proximal, é característico do 
Guillain-Barré. 
Gabarito: C
03 – (Estratégia MED 2025 – Inédita – Nefrologia - Prof. Fernanda Badiani) Paciente de 52 anos, portador de hipotireoidismo e 
dislipidemia, é admitido na sala de emergência por quadro de choque séptico de foco abdominal. É coletada a seguinte gasometria 
arterial e eletrólitos: pH = 7,27 – bicarbonato = 10 mmoL/L – pCO2 = 30 mmHg – Na = 140 mEq/L – K = 4,0 mEq/L – Cloro = 100 mEq/L.
Qual é o distúrbio gasométrico apresentado pelo paciente? 
A) Acidose metabólica de ânion gap aumentado e acidose respiratória.
B) Acidose metabólica de ânion gap normal e acidose respiratória.
C) Acidose metabólica de ânion gap aumentado e alcalose respiratória.
D) Acidose metabólica de ânion gap aumentado pura.
COMENTÁRIOS:
Essa questão cobra o diagnóstico da gasometria arterial.
Na questão, temos uma gasometria com pH = 7,27 – bicarbonato (HCO3) = 10 e PCO2 = 30 mmHg. Como interpretar esses achados?
Primeiro vamos relembrar os valores de normalidade:
- pH: 7,35-7,45; 
- HCO3: 22-26 mEq/L;
- PCO2: 35-45 mmHg.
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ETAPA 1: identificar o distúrbio primário
Inicialmente, avaliamos o pH:
- pH 7,45 = alcalose.
Assim, temos uma acidose!
Como saber se o distúrbio primário é metabólico ou respiratório?
Para isso, precisamos avaliar o bicarbonato e a pCO2. 
Diante de uma acidose, podemos ter duas formas de manifestação:
- acidose metabólica — redução do pH associada a redução do bicarbonato;
- acidose respiratória — redução do pH associada a aumento da pCO2.
Como temos uma redução do bicarbonato sérico, estamos diante de uma acidose metabólica!
ETAPA 2: calcular a compensação esperada e identificar distúrbios mistos
Mas a interpretação não para por aí: precisamos avaliar se houve compensação respiratória. Em casos de acidose metabólica, a 
resposta natural do organismo seria tentar abaixar a pCO2 (conseguimos isso por meio de hiperventilação) para tentar normalizar o pH. 
Assim, utilizamos a fórmula a seguir para avaliar a resposta respiratória:
• pCO2 esperada = (1,5 x HCO3 + 8) ± 2
Na questão, temos:
• pCO2 esperada = (1,5 x 10 + 8) ± 2 = (15 + 8) ± 2
• pCO2 esperada = 23 ± 2
Assim, a resposta natural do nosso organismo seria uma PCO2 entre 21-25 mmHg. No caso, temos uma pCO2 acima do esperado: 30 
mmHg, ou seja, há uma acidose respiratória associada!
ETAPA 3: calcular o ânion gap
O ânion gap é calculado para diferenciarmos 2 formas de acidose metabólica: 
- ânion gap elevado — há ganho de ácidos 🡪 isso ocorre, por exemplo, em casos de hiperlactatemia, intoxicação exógena, disfunção 
renal e cetoacidose diabética;
- ânion gap normal — há perda de bases ou ganho de cloreto 🡪 esse fenômeno está associado, por exemplo, à acidose tubular renal 
e diarreia ou excesso de aporte de soro fisiológico. 
O cálculo do ânion gap é baseado no seguinte fórmula:
• ânion gap: sódio – (bicarbonato + cloro) = 10 ± 2 (valor da normalidade)
Na questão, temos:
• ânion gap: 140 – (10 + 100) = 140 – 110 = 30
Portanto, estamos diante de uma acidose metabólica de ânion gap aumentado associada à acidose respiratória! 
Analisando as alternativas, temos: 
Correta a alternativa A. Diagnóstico gasométrico correto.
Incorretas as demais alternativas.
Gabarito: A
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04 – (Estratégia MED 2025 – Inédita – Gastroenterologia - Prof. Isabella Parente) Mulher de 52 anos, com histórico de ressecção 
ileocecal há 2 anos devido à doença de Crohn, procura atendimento por queixas de distensão abdominal, flatulência excessiva, diarreia e 
perda de peso progressiva nos últimos meses. Nega febre. Refere piora dos sintomas após alimentação rica em carboidratos.
Exames laboratoriais:
• Hemograma sem alterações significativas.
• Vitamina B12: 140 pg/mL (valor de referência: 200–900 pg/mL).
• Teste respiratório com lactulose: resultado positivo.
Qual é o diagnóstico mais provável?
A) Doença celíaca.
B) Supercrescimento bacteriano do intestino delgado.
C) Síndrome do intestino irritável.
D) Infecção intestinal aguda.
COMENTÁRIOS:
Estrategista,
A paciente apresenta sintomas crônicos de distensão abdominal, flatulência, diarreia e perda ponderal, com piora após refeições 
ricas em carboidratos. O antecedente de ressecção ileocecal é um fator predisponente importante para alterações na flora intestinal. Além 
disso, o exame laboratorial mostra deficiência de vitamina B12 e o teste respiratório com lactulose foi positivo, reforçando a suspeita de 
supercrescimento bacteriano.
O supercrescimento bacteriano do intestino delgado (SIBO) ocorre quando há proliferação anormal de bactérias no intestino delgado, 
frequentemente relacionado a alterações anatômicas, estase intestinal ou dismotilidade. As bactérias fermentam carboidratos, levando à 
produção excessiva de gases, distensão e diarreia, além de competirem por nutrientes como vitamina B12, causando sua deficiência. O teste 
respiratório com lactulose detecta aumento precoce de hidrogênio ou metano expirados, caracterizando a fermentação anômala.
Mas, agora, que tal analisarmos as alternativas?
Incorreta a alternativa A. Embora cursando com diarreia e má absorção, a doença celíaca está associada à intolerância ao glúten, e seu 
diagnóstico envolve sorologias específicas (antitransglutaminase) e biópsia duodenal. Não é típica a associação direta com cirurgia intestinal 
prévia, nem o teste respiratório é método diagnóstico para ela.
Correta a alternativa B. A associação de cirurgia ileocecal, sintomas crônicos de má absorção e gases, deficiência de vitamina B12 e teste 
respiratório positivo compõem o quadro clássico de SIBO.
Incorreta a alternativa C. Embora a SII possa cursar com distensão e desconforto abdominal, ela não leva à deficiência de vitaminas nem 
altera o teste respiratório, além de não apresentar fatores predisponentes, como ressecções intestinais.
Incorreta a alternativa D. Infecções bacterianas, virais ou parasitárias geralmente têm curso agudo, com febre e diarreia abrupta, o que não 
condiz com o quadro arrastado e a evolução progressiva da paciente.
Gabarito: B
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05 – (Estratégia MED 2025 – Inédita –Cardiologia - Prof. Bruno Ferraz) Homem, 70 anos, com história prévia de hipertensão arterial, 
diabetes e AVC hemorrágico aos 35 anos, dá entrada no PS com quadro de dor precordial em aperto, com irradiação para membro 
superior esquerdo. ECG realizado revelou supradesnivelamento de segmento ST em V1 a V4. Paciente encontra-se taquipneico,médio 100.000 de um único patógeno
O principal causador da ITU é a E. coli (quase 90% dos casos). A antibioticoterapia empírica deve envolver uma cobertura para esse 
agente etiológico, ok?
Mas não tem receita de bolo: cada lugar tem um perfil de resistência específico, então não tenho como lhe dizer qual é o antibiótico de 
primeira escolha, como vemos nos casos de pneumonia, por exemplo.
De uma forma geral, você encontrará na pediatria: amoxicilina-clavulanato, cefuroxima e cefalexina como opções via oral; ceftriaxona 
e cefotaxima como opção parenteral. Mas isso não é regra absoluta, ok?
ITU febril por 10 dias; ITU afebril por 5 dias - a depender da resposta do paciente, é claro.
Mas Bruno, a UROCULTURA não demora para sair?
Sim, ela pode demorar alguns dias para ficar pronta. Mas você não vai ficar de braços cruzados esperando esse resultado, né?
Se a clínica é sugestiva e a análise de sedimento urinário também o é, inicie o tratamento empírico e depois o ajuste de acordo com o 
resultado da UROCULTURA com ANTIBIOGRAMA.
Quando eu preciso internar o paciente?
Em geral, o tratamento oral apresenta a mesma eficácia do parenteral, porém há situações específicas em que o tratamento parenteral 
se impõe. 
A Sociedade Brasileira de Pediatria recomenda o tratamento parenteral nas seguintes situações:
• idade menor do que 2 ou 3 meses;
• crianças criticamente doentes; 
• risco de não adesão ao tratamento. 
Já de acordo com o Tratado de Pediatria, trataremos com antibioticoterapia endovenosa nas seguintes situações: 
• febre alta (esse é polêmico);
• toxemia; 
• crianças desidratadas;
• vômitos persistentes; 
• menores de 3 meses.
Então, vai depender da referência que a banca utiliza! 
Minha sugestão? Devemos ponderar caso a caso e considerar a gravidade do quadro clínico, além da idade do paciente para indicar o 
tratamento parenteral.
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Ou seja, se for "só" a febre alta, acho improvável a resposta incluir ATB parenteral. A tendência para indicar internação é o examinador 
enfatizar que o paciente não está bem!
Ah, e só para lembrar: para criançasa alternativa A. A glândula não seria visível na região cervical anterior!
Correta a alternativa B. A disormonogênese acontece quando defeitos enzimáticos impedem a síntese dos hormônios tireoidianos a partir 
dos precursores. Nesse cenário, temos TSH elevado, T4L baixo e uma glândula normoposicionada. O acúmulo de tireoglobulina pode estar 
presente, já que esse é um precursor dos hormônios tireoidianos. 
Incorreta a alternativa C. Não justifica a tireoglobulina elevada, e a USG evidenciaria uma glândula diminuída. 
Incorreta a alternativa D. Nesse cenário, eu esperaria TSH e T4L baixo. 
Gabarito: B
40 – (Estratégia MED 2025 – Inédita – Pediatria - Prof. Bruno Calvo) Felipe tem 15 anos. Iniciou acompanhamento no ambulatório 
de cardiologia infantil, pois desenvolveu uma estenose mitral grave após um surto de febre reumática há um mês. Até que idade está 
indicada profilaxia secundária contra febre reumática para Felipe?
A) Necessariamente por toda a vida. 
B) Até os 25 anos de idade.
C) Até os 21 anos de idade.
D) Pelo menos até os 40 anos de idade.
COMENTÁRIOS:
Fala, Coruja!
Questão bem direta sobre profilaxia secundária de febre reumática, bora lá?
A febre reumática é uma complicação não supurativa de uma faringotonsilite por Streptococcus pyogenes (também chamado de SGA). 
É resultado de uma resposta imunológica anômala contra essa bactéria que acaba provocando fenômenos autoinflamatórios. 
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Sobre a febre reumática…
O primeiro surto de FR acomete crianças e adolescentes entre 5 e 15 anos de vida.
Antes dos 3 anos, a FR é uma condição rara.
É uma das doenças reumatológicas mais comuns no Brasil.
Alguns estudos a consideram a mais comum.
A FR é complicação de faringotonsilite por SGA e não acontece em casos de piodermite por SGA (diferente da GNPE).
Para fecharmos o diagnóstico, precisamos da junção de critérios com uma evidência estreptocócica prévia:
DIAGNÓSTICO DA FR
• 2 critérios maiores associados à evidência de estreptococcia prévia.
• 1 critério maior e 2 menores associados à evidência de estreptococcia prévia.
EVIDÊNCIA DE ESTREPTOCOCCIA
• Cultura de orofaringe.
• Teste antigênico.
• Dosagem de anticorpos (ASLO, anti-DNase B).
Critérios maiores para diagnóstico
• Artrite: monoartrite, poliartrite ou poliartralgia.
• Cardite: clínica ou subclínica.
• Coreia de Sydenham.
• Eritema marginado.
• Nódulos subcutâneos.
Critérios menores para diagnóstico
• Monoartralgia (não conta se o critério maior de artrite já estiver preenchido).
• Febre maior ou igual a 38 ºC.
• VHS ou PCR elevados.
• Prologamento do intervalo PR para a idade (não conta se o critério maior de cardite já estiver preenchido).
Apesar de as manifestações articulares serem as mais clássicas (com a famosa poliartrite migratória), são as complicações cardíacas 
que mais nos preocupam. 
Dê uma olhada nas principais:
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69
Características
Diagnosticada em metade dos casos. 
É um critério maior!
Costuma ser diagnosticada nas 3 primeiras semanas da fase aguda
Principal característica diagnóstica é o envolvimento endocárdico, caracterizado por sopro audível em 40-50% dos 
pacientes.
Afeta principalmente valvas do lado esquerdo, podendo gerar estenose/insuficiência mitral e/ou tricúspide.
Recomenda-se ECOCARDIOGRAMA para os casos suspeitos de FR, pois existe a cardite subclínica.
O envolvimento cardíaco muda o esquema de profilaxia secundária!
A finalidade da profilaxia secundária é evitar a instalação e ou progressão da cardite reumática. Com esse objetivo, é recomendado o 
uso de penicilina benzatina intramuscular a cada 21 (preferencial) ou 28 dias nas seguintes doses:
Dose de penicilina benzatina:
• crianças com peso até 20 kg: 600.000 UI;
• crianças com peso maior do que 20 kg: 1.200.000UI.
A duração da profilaxia depende de:
• presença e gravidade da cardite;
• idade do paciente;
• tempo em relação ao último surto.
Dessa forma, pacientes com diagnóstico de FR que não apresentaram cardite recebem a profilaxia até 21 anos de idade ou 5 anos após 
o último surto, o que cobrir o maior período.
Pacientes que apresentaram cardite leve e não apresentam lesão residual recebem profilaxia até 25 anos de idade ou 10 anos após o 
último episódio de FR, sendo escolhido o período maior.
Pacientes com lesão valvar residual moderada a grave devem receber a profilaxia secundária até 40 anos de idade e, em alguns casos, 
durante toda a vida (pacientes submetidos à troca valvar).
Características do paciente
Duração da profilaxia
(o que for mais longo)
Cardite? Lesão residual? Troca valvar? Duração após FRA Idade máxima
Não Não Não 5 anos 21 anos
Sim (leve) Leve ou ausente Não 10 anos 25 anos
Sim (moderada a 
severa)
Sim Não 10 anos
40 anos ou por toda a 
vida
Sim Sim Sim Durante toda a vida
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Felipe teve uma lesão residual grave. Dessa forma, manteremos a profilaxia secundária pelo menos até os 40 anos de idade, podendo 
considerar manter por toda a vida. 
A profilaxia seria necessariamente feita pela vida toda se o paciente fosse submetido à uma troca valvar, o que não é o caso. Portanto, 
está correta a alternativa D.
Gabarito: D 
MEDICINA PREVENTIVA
41 – (Estratégia MED 2025 – Inédita – Medicina Preventiva - Prof. Laís Parada) Durante uma investigação sobre os impactos da poluição 
atmosférica em uma metrópole brasileira, pesquisadores decidiram acompanhar, ao longo de 10 anos, um grupo de 5 mil adultos não 
fumantes que residiam em áreas com diferentes níveis de poluição e que não possuíam doenças respiratórias crônicas. Os participantes 
foram avaliados periodicamente quanto à função pulmonar, presença de sintomas respiratórios e diagnósticos médicos de doenças 
respiratórias crônicas. A exposição à poluição foi estimada com base em dados ambientais da região de moradia de cada participante.
Qual é o tipo de delineamento utilizado nesse estudo?
A) Estudo ecológico.
B) Estudo transversal.
C) Estudo de coorte.
D) Estudo caso-controle.
COMENTÁRIOS: 
Tema: Epidemiologia -> Estudos Epidemiológicos (Tipos de estudos) 
Calma, Estrategista, 
Questão para ver se você realmente entende o conceito de dados agregados e dados individuais. A banca da UNIFESP quase todo ano 
coloca uma questão sobre tipo de estudo. 
Primeiro, vamos passo a passo sobre os tipos de estudo.
Para identificar o tipo de estudo, temos que identificar algumas características:
1. Unidade do estudo: tipo de dados utilizados - dados INDIVIDUAIS ou dados AGREGADOS, como dados retirados de uma base de 
dados.
2. Posição do pesquisador: se foi observacional ou experimental, se o pesquisador faz alguma INTERVENÇÃO ou não. 
3. Temporalidade: em relação à estratégia de observação, avaliou apenas em um único momento ou ao longo de um intervalo de 
tempo, ou seja, se foi transversal ou longitudinal. 
4. Particularidades do estudo. 
ESTUDO ECOLÓGICO: estudo de dados agregados, observacional e avaliado em um momento.
SÉRIE TEMPORAL: estudo de dados agregados, observacional e avaliado ao longo de um período.
ENSAIO COMUNITÁRIO: estudo com dados agregados, experimental, avaliado ao longo de um período.
ESTUDO TRANSVERSAL OU SECCIONAL: estudo com dados individuais, observacional e avaliado em um momento.
Estratégia
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ESTUDO COORTE: estudo com dados individuais, observacional e avaliado ao longo de um período a partir da exposição para ver o 
desenvolvimento do desfecho, dividido entre expostos e não expostos. Coorte retrospectiva: os participantes já viveram a exposição e o 
desfecho. Coorte prospectiva:os participantes ficam em acompanhamento ao longo do tempo. 
ESTUDO CASO-CONTROLE: estudo com dados individuais, observacional, que avalia a partir do desfecho que exposições foram antes, 
divide entre casos e controles e vê suas exposições. 
ENSAIO CLÍNICO: estudo com dados individuais, experimental e longitudinal. 
Desenho 
epidemiológico
Tipo de 
dado 
utilizado
Posição do 
pesquisador
Estratégia 
de 
observação
Direção do 
estudo
Gatilhos mentais
Estudo ecológico Agregado Observacional Transversal -
O estudo utiliza uma 
determinada medida coletiva 
(incidência, prevalência, 
mortalidade, entre outras) 
de alguma localidade (país, 
município, estado).
Estudo seccional Individual Observacional Transversal -
População avaliada em um único 
momento.
Estudo de caso-
controle
Individual Observacional Longitudinal Retrospectivo
A população é dividida segundo 
a presença ou ausência do 
desfecho (casos x desfechos).
Estudo de 
coorte
Individual Observacional Longitudinal
Prospectivo 
ou 
retrospectivo
A população é dividida segundo 
a presença ou ausência da 
exposição (expostos x não 
expostos).
Ensaio clínico Individual Experimental Longitudinal Prospectivo
A intervenção é um fármaco e a 
população é de pacientes.
Ensaio de 
campo
Individual Experimental Longitudinal Prospectivo
A intervenção é uma medida 
profilática (ex.: vacinas) e a 
população é saudável.
Ensaio 
comunitário
Agregado Experimental Longitudinal Prospectivo
A intervenção é fornecida de 
forma coletiva (ex.: fluoretação 
da água de abastecimento) 
e a população é saudável – o 
objetivo é prevenir a incidência 
da doença de forma coletiva.
Estratégia
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VAMOS PARA A INTERPRETAÇÃO DA QUESTÃO AGORA!
O primeiro passo é ver se é um dado agregado ou individual. Algumas pessoas podem ter se confundido aqui por pensar que poluição 
seria um dado agregado, já que é um exemplo clássico. Entretanto, nesse delineamento, os participantes foram avaliados INDIVIDUALMENTE 
quanto ao desfecho e a exposição, que foram considerados diferentes para cada um, de acordo com seu ambiente. Se fosse agregado, 
seria ver a poluição em um grupo de pessoas (por exemplo, poluição na cidade X e Y) e ver a prevalência de doenças respiratórias nessas 
populações, vendo em bancos de dados, sem identificação de cada pessoa que estaria com tais doenças. 
O segundo passo é mais fácil, não foi feita nenhuma intervenção, então é observacional. 
O terceiro passo pode gerar dúvidas também. Entretanto, percebe que começou com os participantes saudáveis, apenas com a 
exposição à poluição, e foi observado se desenvolveriam algo AO LONGO DOS 10 anos. É longitudinal. Por fim, partiu da EXPOSIÇÃO até o 
DESFECHO, então é uma coorte. 
Incorreta a alternativa A: os participantes foram analisados e acompanhados individualmente, não foram vistos dados agregados. A exposição 
foi considerada diferente para cada um, de acordo com seu ambiente. Se fosse agregado, seria ver a poluição em um grupo de pessoas 
(por exemplo, poluição na cidade X e Y) e ver a prevalência de doenças respiratórias nessas populações, vendo em bancos de dados, sem 
identificação de cada pessoa que estaria com tais doenças. 
Incorreta a alternativa B: estudos transversais avaliam exposição e desfecho ao mesmo tempo, em um único ponto no tempo. O estudo em 
questão tem acompanhamento longitudinal, com várias avaliações ao longo de 10 anos — o que o torna longitudinal, portanto um estudo 
de coorte.
Correta a alternativa C: os pesquisadores selecionaram um grupo de indivíduos inicialmente livres do desfecho (doenças respiratórias), 
classificaram-nos com base na exposição ambiental (nível de poluição) e acompanharam sua evolução ao longo do tempo, observando quem 
desenvolveu o desfecho. Isso caracteriza um típico estudo de coorte prospectivo.
Incorreta a alternativa D: no estudo caso-controle, parte-se do desfecho (por exemplo, quem ficou doente ou não) e, depois, investigam-se 
exposições passadas. No caso descrito, o estudo começou com a exposição (nível de poluição) e acompanhou os participantes ao longo do 
tempo, o que afasta o desenho de caso-controle.
Gabarito: C
42 – (Estratégia MED 2025 – Inédita – Medicina Preventiva - Prof. Laís Parada) Uma equipe da Estratégia Saúde da Família (ESF), ao 
atuar em território rural com presença significativa de comunidades ribeirinhas, identifica dificuldades no acesso dessas populações aos 
serviços de saúde. Considerando as diretrizes para atenção integral à saúde das populações do campo, floresta e águas (CFA) e povos e 
comunidades tradicionais (PCTs), que seguinte estratégia mais se alinha aos princípios para promover equidade?
A) Priorizar a alocação de recursos em unidades urbanas próximas, otimizando o acesso por meio de transporte coletivo ofertado 
semanalmente.
B) Criar ações específicas de saúde que respeitem os saberes tradicionais, fortalecendo vínculos entre as equipes de saúde e as comunidades.
C) Padronizar o atendimento com base em protocolos clínicos nacionais, para garantir isonomia no acesso e tratamento, independentemente 
da localização.
D) Conduzir as ações de vigilância em saúde somente a partir dos dados secundários disponíveis no sistema de informação nacional.
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COMENTÁRIOS: 
Tema: Sistema Único de Saúde -> Políticas de Saúde do Sistema Único de Saúde (para populações específicas)
Estrategista, 
Na banca da UNIFESP, já caíram mais de uma vez políticas de saúde para populações específicas. Já caiu sobre a política nacional para 
populações indígenas, sobre a política de redução de danos em relação ao uso de drogas, entre outras políticas de saúde. 
O Sistema Único de Saúde (SUS) reconhece que certos grupos populacionais estão em maior vulnerabilidade social e sanitária, por 
isso desenvolveu políticas específicas para garantir EQUIDADE no acesso e na qualidade do cuidado em saúde. Essas políticas visam adaptar 
o SUS à diversidade cultural, territorial, étnica, econômica e ambiental do Brasil.
O objetivo principal inclui promover atenção INTEGRAL, equânime e de qualidade, respeitando as especificidades culturais, sociais e 
territoriais das populações historicamente marginalizadas.
São algumas populações reconhecidas como populações de maior vulnerabilidade: população negra, pessoas em situação de rua, 
população LGBTQIA+, pessoas privadas de liberdade, população do campo, floresta e águas (CFA), povos e comunidades tradicionais 
(PCTs), pessoas com deficiência, imigrantes e refugiados. 
Princípios das Ações de Saúde para Populações Específicas
• Equidade: oferecer mais a quem mais precisa, considerando vulnerabilidades.
• Integralidade: cuidado desde a prevenção até a reabilitação.
• Participação social: envolvimento direto das comunidades na construção e fiscalização das políticas.
• Intersetorialidade: integração com outras políticas públicas (educação, assistência social, meio ambiente etc.).
• Respeito à diversidade cultural e social.
Estratégias e Instrumentos utilizados
• Mapeamento populacional e territorial.
• Educação permanente dos profissionais de saúde.
• Ações de vigilância em saúde específicas.
• Apoio das redes e serviços itinerantes.
• Fortalecimento da Atenção Primária à Saúde (APS) como porta de entrada sensível às vulnerabilidades.
Agora que revisamos, para avaliar a questão, vamos alternativa por alternativa!
Incorreta a alternativa A: embora o transporte seja um desafio real, a concentração de recursos em unidades urbanas ignora as especificidades 
territoriais e culturais das populações do campo e das comunidades tradicionais. Essa medida reforça as iniquidades de acesso já existentes e 
desrespeita o princípio da universalidade territorial da APS.
Correta a alternativa B: a alternativa está alinhadaaos princípios da equidade e da integralidade do SUS, como descrito no guia — é essencial 
valorizar os saberes e práticas tradicionais, respeitar a diversidade sociocultural e fortalecer vínculos duradouros entre os profissionais e as 
populações atendidas . A APS deve adaptar-se ao território, não o contrário.
Incorreta a alternativa C: a padronização sem contextualização desconsidera as especificidades culturais, sociais e ambientais dessas 
populações. A equidade exige diferenciação na abordagem conforme a vulnerabilidade. Aplicar os mesmos protocolos de forma indistinta 
pode reforçar desigualdades.
Incorreta a alternativa D: o guia de diretrizes para o cuidado em saúde dessa população enfatiza a importância da análise territorial ativa, com 
dados primários e vigilância local, não somente o uso de sistemas nacionais. O uso exclusivo de dados secundários pode invisibilizar agravos 
e particularidades locais, especialmente em áreas remotas e com subnotificação.
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Gabarito: B
43 – (Estratégia MED 2025 – Inédita – Medicina Preventiva - Prof. Laís Parada) Uma equipe da Estratégia Saúde da Família acompanha 
uma paciente de 77 anos, morando sozinha, sem filhos próximos a ela, com diagnóstico de transtorno depressivo maior, diabetes tipo 2 
descompensado, insuficiência cardíaca de difícil controle, uso abusivo de álcool e dificuldades familiares. A paciente mora em área rural 
de difícil acesso e apresenta baixa adesão às consultas e ao tratamento medicamentoso. Após reunião com a equipe multiprofissional, 
decide-se pela elaboração de um Projeto Terapêutico Singular (PTS).
Em relação ao Projeto Terapêutico Singular e o caso, assinale a alternativa correta.
A) Tendo sua importância na saúde, o PTS deve ser construído exclusivamente por profissionais da saúde mental.
B) O PTS deve ser sempre alinhado com o paciente em consultas compartilhadas com toda a equipe multiprofissional. 
C) Dentro da decisão tomada pela equipe, deve-se definir políticas públicas socioeconômicas e elaborar medidas de saúde populacionais.
D) O PTS passa por 4 etapas: diagnóstico situacional, definição de metas, divisão de responsabilidades e reavaliação.
COMENTÁRIOS:
Tema: Medicina de Família e Comunidade -> Projeto Terapêutico Singular
Estrategista, 
Na banca da UNIFESP, o Projeto Terapêutico Singular (PTS) já caiu 4 vezes nos últimos 6 anos.
Nessa questão, foi identificada a necessidade de PTS em uma idosa com vulnerabilidade social e diversas comorbidades de difícil 
manejo. Vamos primeiro relembrar e nos aprofundar no PTS.
O Projeto Terapêutico Singular (PTS) é uma ferramenta importante no contexto da saúde pública, especialmente no atendimento às 
pessoas com necessidades complexas de saúde, casos com doenças crônicas e questões sociais complexas. Pode ser feito para um sujeito 
individual ou coletivo, como para grupos ou famílias. Ele é uma estratégia que visa garantir um cuidado INTEGRAL E PERSONALIZADO, 
respeitando a individualidade de cada paciente ou cada família e suas necessidades específicas. Entre pontos essenciais do PTS, temos a 
MULTIDISCIPLINARIDADE. Um ponto central do PTS é que o paciente não é apenas um receptor passivo de cuidados, mas é incentivado a 
PARTICIPAR ATIVAMENTE do planejamento de seu tratamento. Isso contribui para maior adesão ao tratamento e melhores resultados.
O PTS divide-se em quatro etapas:
• Diagnóstico situacional: deverá conter uma avaliação orgânica, psicológica e social, que possibilite uma conclusão a respeito dos 
riscos e da vulnerabilidade do usuário e identificação dos problemas que serão abordados. 
• Definição de metas: metas de curto, médio e longo prazos. É importante ter a participação ativa do paciente, para que seja 
respeitada a autonomia do paciente. 
• Divisão de responsabilidades: entres os membros da equipe multidisciplinar. 
• Reavaliação: exige planejamento e avaliação contínuos. O PTS não é um documento fixo, mas, sim, um processo dinâmico. 
Ele deve ser reavaliado e ajustado periodicamente, conforme o estado de saúde do paciente evolui e novas necessidades vão 
surgindo. Isso permite que o cuidado seja sempre adequado à situação atual do paciente. 
Para responder à questão, você precisava apenas lembrar o que é PTS e suas etapas. Agora que relembramos, vamos alternativa por 
alternativa.
Estratégia
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Incorreta a alternativa A: o PTS não é exclusivo da saúde mental. Apesar de muito utilizado nesse campo, ele é um instrumento aplicável a 
qualquer situação clínica que demande cuidado individualizado e complexo. Ele deve envolver diversos profissionais e considerar todas as 
dimensões do cuidado (clínico, social, afetivo, cultural etc.).
Incorreta a alternativa B: no PTS, todas as consultas com o paciente não precisam ser feitas com todos os profissionais da equipe multi, 
sugere-se fazer com o profissional com maior vínculo com o paciente e consultas de acordo com as demandas do paciente. 
Incorreta a alternativa C: o PTS não inclui definir políticas públicas de responsabilidade dos profissionais da saúde, essas são responsabilidades 
de outras autoridades e instituições.
Correta a alternativa D: essas são as 4 etapas sugeridas para construção e condução do PTS. Primeiro, fazer análise do contexto e demandas 
em saúde, com um diagnóstico situacional. Depois, deve-se definir metas; com metas definidas, há divisão de responsabilidades, tanto entre 
os profissionais como auxiliares no caso, como também com o paciente. E, por fim, o projeto é dinâmico, devendo ter reavaliação periódica. 
Gabarito: D
44 – (Estratégia MED 2025 – Inédita – Medicina Preventiva - Prof. Laís Parada) Um estudo de coorte prospectivo foi realizado para 
avaliar a associação entre o tabagismo e o desenvolvimento de doença arterial coronariana (DAC) em adultos com mais de 40 anos. A 
população estudada foi acompanhada por 10 anos, com os seguintes resultados:
Status tabagístico Desenvolveram DAC Não desenvolveram DAC Total
Fumantes 120 480 600
Não fumantes 80 720 800
Com base nesses dados, qual é o risco relativo (RR) de desenvolver DAC em fumantes em relação a não fumantes e qual é a interpretação 
epidemiológica correta desse achado dentro desse espaço amostral?
A) RR = 2,25; fumantes têm 25% mais chance de desenvolver DAC em relação aos não fumantes.
B) RR = 2,0; fumantes têm o dobro do risco de desenvolver DAC em relação aos não fumantes.
C) RR = 0,5; fumar reduz o risco de DAC em 50%.
D) RR = 2,25; fumar é um fator de proteção para DAC.
COMENTÁRIOS:
Tema: Epidemiologia -> Medidas de Associação e Medidas de Impacto (Risco Relativo)
Estrategista, 
Na banca da UNIFESP, é comum ser pedido o cálculo de diversas medidas de associação, entre outros parâmetros dentro da medicina. 
Nessa questão, pediu-se para calcular o risco relativo e interpretá-lo. Vamos fazer isso juntos!
Lembrando: risco relativo (RR) — no RR, nós contabilizamos o desfecho por meio de sua incidência! Portanto, é a medida de escolha 
para estudos que utilizam a incidência, como as coortes. Ela é calculada pela divisão entre as incidências do desfecho em expostos e não 
expostos. 
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Passo 1: calcular a incidência (risco) em cada grupo
A incidência é dada pela divisão entre a quantidade de pessoas que desenvolveram a doença em um determinado tempo sobre o total 
dessas pessoas. 
• Fumantes:
• Incidência = 120/600 = 0,20
• Não fumantes:
• Incidência = 80/800 = 0,10
Passo 2: calcular o risco relativo (RR)
RR = incidência nos expostos/incidência nos não expostos = 0,20/0,10 = 2,0
Passo 3: interpretar
Se o RR for igual a 1 (RR = 1), dizemos que o desfecho NÃO tem associação com a exposição.Em outras palavras, “um não tem nada a 
ver com o outro”, são como duas pessoas que não se conhecem. Porém, se o RR for diferente de 1 (RR ≠ 1), essas duas variáveis (exposição e 
desfecho) estão associadas (isto é, elas têm algum tipo de ligação) e temos duas possibilidades: 
• Se o risco for maior do que 1 (RR > 1), então provavelmente a exposição causa o desfecho; logo, se a exposição está presente, 
existe um risco de que o desfecho aconteça. Por isso, dizemos que a exposição é um fator de risco! Além disso, podemos calcular 
mais duas medidas adicionais de risco: o risco atribuível e o risco atribuível proporcional. 
• Porém, se o risco for menor do que 1 (RR 1, isso significa matematicamente que a incidência nos fumantes é maior, portanto fumar tende a 
aumentar seu risco de desenvolver doença arterial coronariana. 
Vale lembrar que, nas questões de análise dos valores de risco relativo, vem sempre associado o IC 95%, que indica se essa relação seria 
significativa, quantificando a imprecisão da amostra em estimar o parâmetro populacional do risco relativo. 
Incorreta a alternativa A: o RR calculado foi 2,0, não 2,25. Além disso, "chance" é o termo mais adequado para odds, não para risco.
Correta a alternativa B: o RR é 2,0, maior que 1, ou seja, os fumantes têm o dobro do risco de desenvolver DAC comparado aos não fumantes, 
dentro desse espaço amostral. A incidência em fumantes foi o dobro da incidência em não fumantes.
Incorreta a alternativa C: valor invertido e interpretação adequada para o valor da alternativa — RR 1 indicaria fator 
de risco dentro do espaço amostral.
Gabarito: B
45 – (Estratégia MED 2025 – Inédita – Medicina Preventiva - Prof. Laís Parada) Em relação à notificação compulsória de doenças, 
agravos e eventos de saúde em todo o território nacional, atualizada pela PORTARIA GM/MS Nº 5.201, DE 15 DE AGOSTO DE 2024, 
assinale a alternativa correta.
A) A notificação compulsória imediata deve ser realizada pelo profissional de saúde ou responsável pelo serviço assistencial que prestar o 
primeiro atendimento ao paciente, em até 48 horas desse atendimento.
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B) Apenas unidades públicas de saúde devem realizar a notificação compulsória ao Sistema de Informação de Agravos de Notificação 
(SINAN).
C) Foram incluídos diagnósticos de saúde relacionados à covid-19 e suas complicações. 
D) Foram incluídos diagnósticos de problemas de saúde relacionados ao trabalho. 
COMENTÁRIOS:
Tema: Epidemiologia -> Vigilância à Saúde (Sistema de informações em Saúde (SIS) e base de dados do SUS)
Estrategista, 
A banca da UNIFESP tem predileção por detalhes sobre notificação compulsória e já cobrou atualização em relação à lista de notificação 
compulsória anteriormente. 
Questão direta, e era apenas saber sobre a nova portaria. Fique tranquilo que eu a transcrevi para você: 
“PORTARIA GM/MS Nº 5.201, DE 15 DE AGOSTO DE 2024
Altera o Anexo 1 do Anexo V à Portaria de Consolidação MS nº 4, de 28 de setembro de 2017, para incluir novas doenças na Lista 
Nacional de Notificação Compulsória de doenças, agravos e eventos em de saúde pública, nos serviços de saúde públicos e privados em todo 
o território nacional, e modifica o Anexo XLIII à Portaria de Consolidação MS nº 5, de 28 de setembro de 2017, para revogar o item I da Lista 
Nacional de Doenças e Agravos a serem monitorados pela Estratégia de Vigilância Sentinela.
A MINISTRA DE ESTADO DA SAÚDE, no uso das atribuições que lhe conferem os incisos I e II do parágrafo único do art. 87 da Constituição, 
resolve:
Art. 1º Ficam incluídas as seguintes doenças na Lista Nacional de Notificação Compulsória de doenças, agravos e eventos de saúde 
pública, nos serviços de saúde públicos e privados em todo o território nacional:
I- Câncer relacionado ao trabalho;
II- Dermatose ocupacionais;
III- Distúrbio de voz relacionado ao trabalho;
IV- Infecção pelo vírus da hepatite B em gestante, parturiente ou puérpera e Criança exposta ao risco de transmissão vertical da 
hepatite B;
V- Lesões por Esforços Repetitivos/ Distúrbios Osteomusculares Relacionados ao Trabalho (LER/DORT);
VI- Perda Auditiva relacionada ao trabalho;
VII- Pneumoconioses relacionadas ao trabalho; e
VIII- Transtornos mentais relacionados ao trabalho;
Art. 2º O Anexo 1 do Anexo V à Portaria de Consolidação GM/MS nº 4, de 28 de setembro de 2017, passa a vigorar na forma do Anexo 
I a esta Portaria.
Art. 3º O Anexo XLIII à Portaria de Consolidação GM/MS nº 5, de 28 de setembro de 2017, passa a vigorar na forma do Anexo II a esta 
Portaria.
Art. 4º Esta Portaria entra em vigor na data de sua publicação.”
Agora que vimos a portaria, vamos para as alternativas para entender as afirmações feitas. 
Incorreta a alternativa A: a notificação compulsória imediata deve ser feita em até 24 horas a partir do momento do primeiro atendimento, 
não em até 48 horas, como afirma a alternativa. Esse prazo curto é fundamental para permitir uma resposta rápida diante de eventos que 
representam risco à saúde pública.
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Incorreta a alternativa B: a notificação compulsória é obrigatória tanto para unidades públicas quanto privadas. A portaria deixa claro que 
todos os serviços de saúde, públicos ou privados, têm a obrigação legal de notificar os agravos e doenças listados, o que reforça a vigilância 
universal e integrada.
Incorreta a alternativa C: apesar de a covid-19 continuar como condição de notificação compulsória, ela já fazia parte da lista desde 2020, 
não sendo uma inclusão nova específica dessa portaria de 2024. A alternativa dá a entender que houve inclusão inédita nesse documento, o 
que não é verdade.
Correta a alternativa D: a Portaria GM/MS nº 5.201/2024 ampliou e reforçou a importância da vigilância em saúde do trabalhador, incluindo 
diversos diagnósticos relacionados ao trabalho, como transtornos mentais relacionados ao trabalho, dermatoses ocupacionais, distúrbios 
osteomusculares relacionados ao trabalho (DORT), entre outros. Essa inclusão amplia a capacidade de vigilância e intervenção sobre agravos 
muitas vezes subnotificados.
Gabarito: D
46 – (Estratégia MED 2025 – Inédita – Medicina Preventiva - Prof. Laís Parada) Um teste de rastreamento para determinada doença 
infecciosa tem 95% de sensibilidade e 90% de especificidade. Quando aplicado em uma população com prevalência da doença de 5%, 
qual é a probabilidade de um resultado negativo indicar corretamente que o indivíduo está saudável?
A) 99%
B) 95%
C) 90%
D) 33%
COMENTÁRIOS:
Tema: Epidemiologia -> Testes diagnósticos (Medidas de desempenho de Testes Diagnósticos)
Estrategista, 
Geralmente, nas provas da UNIFESP, caem medidas de desempenho de testes diagnósticos, como especificidade, sensibilidade, 
valor preditivo, entre outras. Nessa questão, foi pedido para se calcular o valor preditivo negativo, que seria a descrição da última frase do 
enunciado: a probabilidade de um resultado negativo indicar corretamente que o indivíduo está saudável, ou seja, a probabilidade de o 
resultado negativo realmente indicar ser negativo, não um falso-negativo. 
Lembrando que o valor preditivo é a probabilidade pós-teste. 
O cálculo do valor preditivo negativo, pode ser dado por:
VPN = 𝑉𝑉𝑉𝑉𝑉𝑉𝑉𝑉𝑉𝑉𝑉𝑉𝑉𝑉𝑉𝑉𝑉𝑉𝑉𝑉−𝑛𝑛𝑉𝑉𝑛𝑛𝑉𝑉𝑛𝑛𝑉𝑉𝑛𝑛𝑉𝑉𝑛𝑛 (𝑉𝑉𝑉𝑉)
𝑉𝑉ú𝑚𝑚𝑉𝑉𝑉𝑉𝑉𝑉 𝑛𝑛𝑉𝑉𝑛𝑛𝑉𝑉𝑡𝑡 𝑉𝑉𝑉𝑉 𝑉𝑉𝑉𝑉𝑛𝑛𝑟𝑟𝑡𝑡𝑛𝑛𝑉𝑉𝑉𝑉𝑉𝑉𝑛𝑛 𝑛𝑛𝑉𝑉𝑛𝑛𝑉𝑉𝑛𝑛𝑉𝑉𝑛𝑛𝑉𝑉𝑛𝑛 (𝑉𝑉𝑉𝑉+𝐹𝐹𝑉𝑉)
𝑥𝑥 100% 
Ou, quando ajeitamos pela prevalência, sensibilidade e especificidade:
VPN = 𝐸𝐸𝑛𝑛𝐸𝐸𝑉𝑉𝐸𝐸𝑉𝑉𝐸𝐸𝑉𝑉𝐸𝐸𝑉𝑉𝑉𝑉𝑉𝑉𝑉𝑉𝑉𝑉 ×(1−𝑃𝑃𝑉𝑉𝑉𝑉𝑛𝑛𝑉𝑉𝑡𝑡 ê𝑛𝑛𝐸𝐸𝑉𝑉𝑉𝑉 )
𝐸𝐸𝑛𝑛𝐸𝐸𝑉𝑉𝐸𝐸𝑉𝑉𝐸𝐸𝑉𝑉𝐸𝐸𝑉𝑉𝑉𝑉𝑉𝑉𝑉𝑉𝑉𝑉 ×(1−𝑃𝑃𝑉𝑉𝑉𝑉𝑛𝑛𝑉𝑉𝑡𝑡 ê𝑛𝑛𝐸𝐸𝑉𝑉𝑉𝑉 ) + (1 − 𝑆𝑆𝑉𝑉𝑛𝑛𝑛𝑛𝑉𝑉𝑆𝑆𝑉𝑉𝑡𝑡𝑉𝑉𝑉𝑉𝑉𝑉𝑉𝑉𝑉𝑉 ) × 𝑃𝑃𝑉𝑉𝑉𝑉𝑛𝑛𝑉𝑉𝑡𝑡 ê𝑛𝑛𝐸𝐸𝑉𝑉𝑉𝑉
 
Mas, para resolver as questões, não precisa decorar essa fórmula enorme, apenas entender o conceito que é a probabilidade de um 
exame que é negativo realmente ser um verdadeiro-negativo. Assim, para isso, eu gosto de montar uma tabela hipotética para 1.000 pessoas, 
pois facilita o cálculo de preditivo.
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De acordo com os dados do enunciado, ficaria:
• Prevalência = 5% → 50 pessoas com a doença; 950 sem a doença.
• Sensibilidade (a porcentagem de pessoas doentes que são detectadas) = 95% → detecta 95% dos doentes = 0,95 × 50 = 47 VP 
(verdadeiro-positivos).
• Falsos negativos (teste negativo, mas possui a doença) = 5% dos doentes = 3 pessoas (é a porcentagem de pessoas não “cobertas” 
pela sensibilidade, ou seja, o teste detectou 95% dos doentes, então 5% vão “escapar” e ter o teste negativo). Portanto, também 
vale relembrar que, se a sensibilidade aumenta, diminuem os falsos negativos.
• Especificidade (quantos dos não doentes realmente têm o teste negativo) = 90% → 90% dos não doentes têm resultado negativo 
= 0,90 × 950 = 855 VN (verdadeiro-negativos).
• Falsos positivos (testes positivos, mas não possuem a doença) = 10% de 950 = 95 FP (é a porcentagem de pessoas que acabam 
sendo uma falha da especificidade, ou seja, o teste dos não doentes, mas que acabam recebendo o teste positivo, então o teste 
consegue ver que 90% não têm a doença, assim 10% dos não doentes vão “escapar” e ter o teste positivo). Portanto, também 
vale relembrar que, se a especificidade aumenta, diminuem os falsos positivos.
DOENTES NÃO DOENTES TOTAL
TESTE POSITIVO 47 95 142
TESTE NEGATIVO 3 855 858
TOTAL 50 950 1000
Cálculo do VPN:
VPN = 𝑉𝑉𝑉𝑉𝑉𝑉𝑉𝑉𝑉𝑉𝑉𝑉𝑉𝑉𝑉𝑉𝑉𝑉𝑉𝑉 −𝑛𝑛𝑉𝑉𝑛𝑛𝑉𝑉𝑛𝑛𝑉𝑉𝑛𝑛𝑉𝑉𝑛𝑛 (𝑉𝑉𝑉𝑉)
𝑉𝑉ú𝑚𝑚𝑉𝑉𝑉𝑉𝑉𝑉 𝑛𝑛𝑉𝑉𝑛𝑛𝑉𝑉𝑡𝑡 𝑉𝑉𝑉𝑉 𝑉𝑉𝑉𝑉𝑛𝑛𝑟𝑟𝑡𝑡𝑛𝑛𝑉𝑉𝑉𝑉𝑉𝑉𝑛𝑛 𝑛𝑛𝑉𝑉𝑛𝑛𝑉𝑉𝑛𝑛𝑉𝑉𝑛𝑛𝑉𝑉𝑛𝑛 (𝑉𝑉𝑉𝑉+𝐹𝐹𝑉𝑉)
× 100% = 855
858
× 100% ≅ 99% 
Interpretação:
Esse exemplo é muito bom para pensar que mesmo que o teste não seja 100% perfeito, o VPN é muito alto (99%), ou seja, consegue-se 
uma noção com alta probabilidade de que a pessoa realmente não tenha uma doença. O VPN, nesse caso, veio bem alto porque a prevalência 
da doença é baixa, então o peso dos doentes que têm o teste negativo é muito baixo perto dos verdadeiro-negativos. 
Vamos, agora, relembrar o valor preditivo positivo, que seria a probabilidade de um resultado positivo pertencer, de fato, a um 
indivíduo doente:
 VPP = 𝑉𝑉𝑉𝑉𝑉𝑉𝑉𝑉𝑉𝑉𝑉𝑉𝑉𝑉𝑉𝑉𝑉𝑉𝑉𝑉 −𝐸𝐸𝑉𝑉𝑛𝑛𝑉𝑉𝑛𝑛𝑉𝑉𝑛𝑛𝑉𝑉𝑛𝑛 (𝑉𝑉𝑃𝑃)
𝑉𝑉ú𝑚𝑚𝑉𝑉𝑉𝑉𝑉𝑉 𝑛𝑛𝑉𝑉𝑛𝑛𝑉𝑉𝑡𝑡 𝑉𝑉𝑉𝑉 𝑉𝑉𝑉𝑉𝑛𝑛𝑟𝑟𝑡𝑡𝑛𝑛𝑉𝑉𝑉𝑉𝑉𝑉𝑛𝑛 𝐸𝐸𝑉𝑉𝑛𝑛𝑉𝑉𝑛𝑛𝑉𝑉𝑛𝑛𝑉𝑉𝑛𝑛 (𝑉𝑉𝑃𝑃+𝐹𝐹𝑃𝑃)
× 100% = 47
142
× 100% ≅ 33% 
Isso acontece por dois motivos: a prevalência ser muito baixa junto com a especificidade não ser uma das melhores, os dois fatores para 
que o valor preditivo positivo seja menor.
Vamos aproveitar para relembrar como a sensibilidade e especificidade alteram o valor preditivo negativo e positivo, respectivamente:
- o aumento da sensibilidade implica a diminuição do número de falso-negativos, assim diminui o denominador da divisão, portanto 
aumenta o VPN.
- o aumento da especificidade implica a diminuição do número de falso-positivos, assim diminui o denominador da divisão, portanto 
aumenta o VPP.
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Correta a alternativa A: exatamente, é o resultado do cálculo do valor preditivo negativo (veja acima o cálculo). O VPN é a probabilidade de 
um indivíduo estar saudável dado que o resultado de seu exame foi negativo. Aqui, ocorre o oposto do que vimos para a especificidade: nós 
desconhecemos o estado de saúde do indivíduo (isto é, não sabemos se ele está saudável ou doente), mas conhecemos o resultado do teste 
diagnóstico (negativo) e é justamente a probabilidade de o indivíduo estar saudável que queremos calcular. 
Incorreta a alternativa B: é o valor da sensibilidade. A sensibilidade é a proporção de verdadeiro-positivos no grupo dos doentes, ou seja, 
tendo uma pessoa doente, qual é a probabilidade de ter o teste positivo?! Por sua vez, nesse grupo, todos estão doentes, mas nem todos 
apresentaram um resultado positivo. 
Incorreta a alternativa C: é o valor da especificidade. A especificidade é a probabilidade de o resultado ser negativo dado que o indivíduo está 
saudável. Veja que interessante: na especificidade, nós conhecemos o estado de saúde do indivíduo (ele está saudável), mas desconhecemos 
o resultado do teste diagnóstico (isto é, não sabemos se foi positivo ou negativo) e é justamente a probabilidade de o resultado vir negativo 
que queremos calcular. Especificidade é a probabilidade de um indivíduo saudável apresentar um resultado negativo.
Incorreta a alternativa D: é o resultado do cálculo de VPP. O VPP é a proporção de verdadeiro-positivos, só que no grupo dos resultados 
positivos! 
Gabarito: A
47 – (Estratégia MED 2025 – Inédita – Medicina Preventiva - Prof. Laís Parada) No final de 2024, uma comunidade rural próxima 
ao município de Barretos (SP) relatou à Unidade Básica de Saúde local um aumento repentino de casos de cefaleia, tontura, náuseas, 
salivação excessiva, pupilas ficando pequenas e erupções cutâneas entre os moradores. A população relatou também forte odor químico 
na água utilizada para consumo, vinda de um poço artesiano, após um caminhão-tanque ter tombado e vazado carga próxima a uma 
nascente da região, semanas antes.
Diante dessa situação, assinale a alternativa correta. 
A) A Vigilância Epidemiológica deve coordenar a distribuição de medicamentos para os sintomas relatados pela população, com base em 
protocolos clínicos previamente estabelecidos. Os casos devem ser notificados. 
B) A Vigilância em Saúde Ambiental deve identificar e caracterizar a exposição da população aos contaminantes presentes, articulando com 
a atenção primária estratégias de vigilância e cuidado à saúde. A intoxicação exógena provável é por carbamatos e organofosforados. 
Intoxicações agudas por carbamatos e organofosforados são de notificação compulsória. 
C) A Vigilância Sanitária deve aplicar sanções administrativas ao proprietário do caminhão-tanque e responsabilizá-lo civilmente pelos danos 
ambientais e sanitários. Os casos devem ser notificados. 
D) A Vigilância em Saúde Ambiental deve realizar o tratamento da água contaminada da comunidade até que haja liberação formal para 
consumo humano. A provável intoxicação é por chumbinho e os casos devem ser notificados. 
COMENTÁRIOS:
Tema: Epidemiologia -> Vigilância em Saúde 
Estrategista, 
A banca da UNIFESP já cobrou algumas vezes as funções das vigilâncias dentro do SUS. 
Mas, primeiro, vamos pensar nos quadros clínicos apresentados. Cefaleia, tontura e náuseas são sintomas neurológicos e 
gastrointestinais inespecíficos, mas frequentes em quadros de intoxicação aguda de diversos agentes químicos. Esses compostos podem 
agir no sistema nervoso central e autônomo, provocando manifestações de irritação, desequilíbrio, náusea e vômitos.
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Agora, os sintomas de salivação excessiva, miose (“pupilas ficando pequenas”) lembram que tipo específico de intoxicação? Trata-se de 
uma síndrome colinérgica e, pensando em intoxicação, um exemplo queridinho das provas é intoxicação por organofosforados e carbamatos.
Erupções cutâneas também são possíveis sinais em intoxicações diversas, que sugerem contato direto com a pele, provocando: 
dermatite de contato tóxica ou irritativa ou reações alérgicas a solventes ou veículos químicos.
É importante lembrar:
• a intoxicação exógena (por substâncias químicas, incluindo agrotóxicos, gases tóxicos e metais pesados) é de notificação 
compulsória nacional;
• a Vigilância em Saúde Ambiental atua na investigação, identificação do agente tóxico, mapeamento da população exposta e 
prevenção de novos casos;
• a atenção básica tem papel na acolhida clínica, tratamento dos sintomas e orientação à população exposta e encaminhamento 
para urgência e emergência, quando necessário.
Agora, vamos detalhar o papel de cada vigilância. 
VIGILÂNCIA EPIDEMIOLÓGICA
Foco: pessoas doentes e o comportamento das doenças e agravos.
Funções principais:
• detectar, monitorar e controlar doenças transmissíveis e não transmissíveis, doenças que podem afetar a população;
• investigar surtos, epidemias e eventos de importância em saúde pública;
• coletar, analisar e divulgar dados epidemiológicos;
• “conjunto de ações que proporcionam o conhecimento e a detecção de mudanças nos fatores determinantes e condicionantes 
da saúde individual e coletiva, com a finalidade de recomendar e adotar as medidas de prevenção e controle das doenças, 
transmissíveis e não-transmissíveis, e agravos à saúde.”
Exemplos de atuação:
• monitoramento da dengue, covid-19, sarampo, tuberculose, sífilis, câncer;
• investigação de surtos de doenças diarreicas ou respiratórias;
VIGILÂNCIA SANITÁRIA
Foco: bens, produtos e serviços que possam afetar a saúde humana.
Funções principais:
• regulação, fiscalização e controle sanitário de estabelecimentos de saúde, alimentos, cosméticos, medicamentos, vacinas, 
insumos e saneantes;
• atuar com poder de polícia sanitária: autuar, interditar, multar, apreensão;
• “conjunto de ações capazes de eliminar, diminuir ou prevenir riscos à saúde e de intervir nos problemas sanitários decorrentes 
do ambiente, da produção e circulação de bens e da prestação de serviços do interesse da saúde. Abrange a prestação de 
serviços e o controle de bens de consumo que, direta ou indiretamente se relacionem com a saúde, compreendidas todas as 
etapas e processos, da produção ao consumo e descarte.”
Exemplos de atuação:
• fiscalização de restaurantes, farmácias, hospitais, clínicas de estética;
• recolhimento de alimentos contaminados ou medicamentos irregulares.
VIGILÂNCIA EM SAÚDE AMBIENTAL
Foco: fatores ambientais que interferem na saúde humana.
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Funções principais:
• monitorar e avaliar riscos à saúde humana oriundos de água, solo, ar, resíduos, agrotóxicos, desastres ambientais;
• investigar eventos como enchentes, contaminação por metais pesados, exposição a agrotóxicos ou produtos químicos 
perigosos;
• mapear populações expostas a riscos ambientais e elaborar estratégias de prevenção e promoção da saúde;
• articulação intersetorial e interinstitucional (Ministério do Meio Ambiente, M. da Agricultura, Pecuária e Abastecimento e M. da 
Educação);
• “conjunto de ações e serviços que propiciam o conhecimento e a detecção de mudanças nos fatores determinantes e 
condicionantes do meio ambiente que interferem na saúde humana, com a finalidade de recomendar e adotar medidas de 
promoção à saúde, prevenção e monitoramento dos fatores de riscos relacionados às doenças ou agravos à saúde.”
Exemplos de atuação:
• investigação de doenças relacionadas à exposição à água contaminada (ex.: leptospirose);
• avaliação de impacto à saúde por poluição do ar ou resíduos industriais.
Incorreta a alternativa A: essa é uma ação assistencial e clínica, mais relacionada à atenção básica e à gestão do cuidado do que à vigilância 
ambiental. A Vigilância em Saúde Ambiental atua na identificação, monitoramento e prevenção dos efeitos dos contaminantes, não na 
prescrição direta de medicamentos.
Correta a alternativa B: a Vigilância em Saúde Ambiental tem como papel central a identificação da exposição humana aos riscos ambientais, 
o mapeamento da população exposta, a articulação com a atenção básica e a formulação de estratégias de vigilância e cuidado em saúde 
relacionados ao meio ambiente.
Incorreta a alternativa C: a responsabilização legal e aplicação de sanções ao poluidor é atribuição dos órgãos ambientais (como CETESB, 
IBAMA ou secretarias de meio ambiente) e da esfera jurídica, não da vigilância em saúde.
Incorreta a alternativa D: o tratamento direto da água é atribuição dos serviços de saneamento básico e engenharia ambiental, não sendo 
atribuição operacional da vigilância em saúde ambiental, embora ela possa recomendar a interdição e monitorar a segurança da água.
Gabarito: B
48 – (Estratégia MED 2025 – Inédita – Medicina Preventiva - Prof. Laís Parada) Dentro do conceito de Regiões em Saúde, assinale a 
alternativa correta.
A) Regiões de Saúde correspondem à territorialização da Atenção Primária no contexto de Estratégia de Saúde da Família, em que cada 
equipe é responsável por uma Região de Saúde.
B) Região de Saúde é a área como um todo que cada UBS abarca, independentemente se é Estratégia de Saúde da Família ou não.
C) Região de Saúde é um lugar que engloba Atenção Primária, sede de informações para vigilância epidemiológica, atenção psicossocial, 
urgência e emergência.
D) Regiões de Saúde são espaços geográficos que compartilham certas características e possuem os serviços necessários, como atenção 
básica, vigilância em saúde, atenção psicossocial, urgência e emergência e atenção ambulatorial especializada e hospitalar.
COMENTÁRIOS:
Tema: Sistema Único de Saúde (SUS) -> Processos de Descentralização e Regionalização do SUS (regionalização do SUS) 
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Estrategista, 
Questão direta sobre definição de Região de Saúde, que já se repetiu algumas vezes no último ano na UNIFESP. Tema simples que não 
dá para ir para as provas sem saber. 
Considera-se Região de Saúde o espaço geográfico contínuo constituído por agrupamento de municípios limítrofes, delimitado a partir 
de identidades culturais, econômicas e sociais e de redes de comunicação e infraestrutura de transportes compartilhados, com a finalidade 
de integrar a organização, o planejamento e a execução de ações e serviços de saúde.
Diz-se como serviços necessários para definição de Regiões de Saúde: 
• atenção básica;
• vigilância em saúde;
• atenção psicossocial;
• urgência e emergência;
• atenção ambulatorial especializada e hospitalar. 
A questão é direta, então, agora que relembramos o tema, vamos para as alternativas analisá-las uma a uma. 
Incorreta a alternativa A: conceito errado. Os territórios de cada equipe em Estratégia de Saúde da Família (ESF) são denominados de áreas, 
as quais têm a equipe de ESF e são subdivididas em microáreas, e cada microárea, por sua vez, tem um Agente Comunitário de Saúde.
Incorreta a alternativa B: o território de uma UBS é conhecido como território adscrito para aquela UBS. Não tem relação direta com Região 
de Saúde.
Incorreta a alternativa C: na alternativa, falta comentar que é um território contínuo com características em comum, como identidades 
culturais, econômicas e sociais e de redes de comunicação e infraestrutura. Ademais, ela coloca um serviço como essencial erroneamente, 
que seria a sede de informação para vigilância epidemiológica, e esquece de incluir a atençãoambulatorial especializada e hospitalar.
Correta a alternativa D: correto. Região de Saúde é um espaço geográfico contínuo constituído por agrupamento de municípios limítrofes, 
delimitado a partir de identidades culturais, econômicas e sociais e de redes de comunicação e infraestrutura de transportes compartilhados, 
com a finalidade de integrar a organização, o planejamento e a execução de ações e serviços de saúde. Diz-se como serviços necessários 
para definição de Regiões de Saúde: como atenção básica, vigilância em Saúde, atenção psicossocial, urgência e emergência e atenção 
ambulatorial especializada e hospitalar.
Gabarito: D
49 – (Estratégia MED 2025 – Inédita – Medicina Preventiva - Prof. Laís Parada) Um estudo transversal foi conduzido em uma comunidade 
periférica da zona leste de São Paulo com o objetivo de avaliar a associação entre insegurança alimentar domiciliar (IAD) e presença de 
sintomas depressivos moderados a graves entre adultos.
Foram avaliadas 1.000 pessoas. A prevalência de IAD foi de 42%. A prevalência de sintomas depressivos moderados/graves foi de 28% no 
total da amostra. A análise estatística mostrou:
• prevalência de depressão entre os expostos à IAD: 38%;
• prevalência de depressão entre os não expostos: 20%;
• razão de prevalências (RP): 1,9 (IC 95%: 1,5 – 2,4; p Princípios de estatística (Análise estatística)
Estrategista, 
Saber analisar dados de uma pesquisa é o que mais cai na banca da UNIFESP, e é importante entender os conceitos direito para não 
cair em pegadinhas. Se for prestar UNIFESP como uma das escolhas principais, recomendo ler com calma nosso material inteiro de Estatística 
Médica. 
Aqui, vamos ver os conceitos aplicados na questão. 
Um primeiro conceito é lembrar que razão de prevalência é uma medida de associação usada em estudo transversal. No estudo 
transversal, é mais clássico usar a razão de prevalências, mas é possível usar o odds ratio em alguns casos. Ademais, deve-se entender que 
um estudo transversal é um corte no tempo, que tem pouca força para determinar uma relação causal direta, e, com ele, é possível fazer 
hipóteses de possíveis relações e associações. 
Segue uma tabela mostrando possibilidades mais clássicas de medidas para cada tipo de estudo.
Principais tipos de estudos e suas medidas de associação
Tipo de Estudo Medidas de Associação Comuns
Estudo transversal (cross-sectional) Prevalência, razão de prevalência (RP), odds ratio (OR)
Estudo de coorte (cohort study) Risco relativo (RR), razão de incidência, NNT
Estudo de caso-controle Odds ratio (OR)
Ensaio clínico randomizado (RCT)
Risco relativo (RR), redução de risco, NNT, OR (em 
análises secundárias)
Estudo ecológico
Correlação, razão de incidência (às vezes), OR (em dados 
agregados)
Série de casos/relato de caso Nenhuma medida de associação formal
O próximo conceito que você precisa é entender intervalo de confiança e valor p. 
O INTERVALO DE CONFIANÇA é uma estratégia que utilizamos para mensurar a precisão do experimento que foi realizado. O intervalo 
de confiança de 95% quantifica a imprecisão da amostra em estimar o parâmetro populacional da medida de associação da questão. 
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Da mesma forma, quando analisamos um intervalo de confiança (IC) para uma medida de associação, ele não deve incluir o número 1. 
Mas por quê? Porque o intervalo de confiança representa o conjunto de valores que provavelmente seriam obtidos em 95 de cada 100 vezes 
que o estudo fosse repetido com diferentes amostras. Se estamos lidando com uma medida de associação (como risco relativo ou odds ratio 
ou razão de prevalência) e O VALOR 1 ESTÁ DENTRO DO INTERVALO, isso indica que, em algumas repetições do estudo, o resultado pode 
apontar ausência de associação entre a exposição e o desfecho — já que um valor igual a 1 significa que não há diferença entre os grupos 
comparados, pois vai ter valores maiores do que um, igual a 1 e menores do que 1.
Outro ponto importante: quando o intervalo de confiança é muito amplo, isso mostra que nossa estimativa é pouco precisa. Isso 
geralmente acontece quando a amostra do estudo é pequena, o que aumenta a influência do erro aleatório — aquele que ocorre em todo 
estudo, simplesmente pelo fator sorte ou acaso.
Para melhorar essa precisão (ou seja, estreitar o intervalo de confiança), uma medida a se realizar é aumentar o tamanho da amostra, 
o que reduz o erro aleatório.
No caso do estudo em questão, como o intervalo é estreito e NÃO INCLUI O VALOR 1, a melhor interpretação é que foi encontrada 
evidência estatisticamente significativa de associação entre a intervenção e o desfecho.
De forma simplificada, o VALOR P é uma ferramenta estatística usada para avaliar a evidência contra a hipótese nula. Um valor p 
baixo (geralmente menor do que 0,05) indica que seria muito improvável obter aquele resultado apenas por acaso, o que nos dá suporte 
para rejeitar a hipótese nula e considerar que pode haver uma associação real entre exposição e desfecho. Já um valor p alto sugere que o 
resultado pode ter ocorrido por variação aleatória, portanto não há evidência estatística suficiente para afirmar uma diferença significativa. 
No entanto, é importante lembrar que o valor p não mede a magnitude do efeito nem sua relevância clínica, apenas sua significância 
estatística.
Incorreta a alternativa A: embora o estudo mostre associação, não é possível inferir causalidade em estudos transversais, pois não há controle 
temporal entre exposição e desfecho. Além disso, reduzir a política pública à prescrição de medicamentos desconsidera determinantes 
sociais da saúde, que são fundamentais nesse caso.
Incorreta a alternativa B: a razão de prevalências (RP) é adequada para estudos transversais, especialmente quando a medida de frequência 
usada é prevalência. Além disso, a significância estatística (pno resultado. Embora estudos longitudinais tragam 
mais força causal, isso não invalida a utilidade do estudo transversal para guiar políticas imediatas ou gerar hipóteses.
Gabarito: C
50 – (Estratégia MED 2025 – Inédita – Medicina Preventiva - Prof. Laís Parada) Uma equipe da Estratégia de Saúde da Família em uma 
região com alta vulnerabilidade social deseja investigar se há associação entre nível de escolaridade (fundamental, médio, superior) e 
adesão ao acompanhamento de hipertensão arterial (adesão regular x adesão irregular) entre adultos cadastrados.
Para isso, os profissionais definem:
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• um estudo transversal, com amostragem por conveniência de 300 adultos hipertensos;
• coleta de dados via prontuário e entrevistas estruturadas;
• as variáveis principais: nível de escolaridade e adesão ao acompanhamento.
Com base nessa situação, qual seria a análise estatística mais adequada para verificar a associação entre essas variáveis?
A) Regressão linear simples, já que se busca uma relação entre duas variáveis contínuas.
B) Correlação de Pearson, pois é ideal para avaliar associações entre variáveis categóricas ordinais.
C) Teste t de Student, pois permite comparar médias entre dois grupos categóricos.
D) Teste do qui-quadrado de tendência linear, por lidar com variáveis categóricas, uma variável ordinal e outra dicotômica.
COMENTÁRIOS:
Tema: Epidemiologia -> Vigilância à Saúde (Sistema de informações em Saúde (SIS) e base de dados do SUS)
Fique atento, Estrategista! A banca da UNIFESP tem o costume de cobrar, ano após ano, questões sobre testes estatísticos — ou seja, 
esse é um assunto que você não pode deixar de revisar. Nesse resumo, vamos organizar o raciocínio necessário para acertar esse tipo de 
questão com segurança.
Antes de tudo, é importante entender que os testes estatísticos são ferramentas que ajudam a identificar e quantificar a relação entre 
variáveis em um estudo. Para escolher o teste adequado, o primeiro passo é observar que variáveis estão sendo analisadas e quais são suas 
naturezas.
Tipos de variáveis
Variáveis quantitativas (ou numéricas): são aquelas que expressam quantidades. Elas podem ser:
• discretas — assumem apenas números inteiros (ex.: número de filhos, quantidade de internações);
• Contínuas — aceitam valores com casas decimais (ex.: pressão arterial, peso, altura).
Variáveis qualitativas (ou categóricas): representam categorias ou atributos. Dividem-se em:
• nominais — sem ordem específica (ex.: tipo sanguíneo, cor dos olhos);
• ordinais — com hierarquia ou ordenação (ex.: grau de dor, estadiamento de câncer);
• e podem ser dicotômicas (duas categorias, como sim/não) ou politômicas (três ou mais categorias).
No caso da questão temos: nível de escolaridade (categórica ordinal – Ensino Fundamental > Ensino Médio > Ensino Superior) e adesão 
ao acompanhamento (categórica dicotômica – sim ou não).
Agora vamos para os testes estatísticos.
Testes estatísticos e quando utilizá-los:
• Teste t de Student: usado para comparar médias entre dois grupos. Ele pode ser usado para avaliar a relação entre uma variável 
numérica e uma categórica dicotômica. Há algumas variações de análise. Se os grupos são independentes, usamos o teste t não 
pareado. Se os dados forem do mesmo grupo antes e depois de uma intervenção, usamos o teste t pareado.
• Teste qui-quadrado (χ²): avalia a associação entre duas variáveis categóricas. Ele compara proporções e deve ser aplicado 
quando os grupos são independentes. Se os dados forem pareados (ex.: antes e depois em um mesmo grupo), usamos o teste 
de McNemar.
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• Correlação de Pearson: mede o grau de associação entre duas variáveis numéricas contínuas, mostrando se aumentos em 
uma se relacionam com aumentos (ou diminuições) na outra, medindo a força e a direção entre duas variáveis numéricas. No 
entanto, correlação não implica causalidade!
• Regressão linear simples: vai além da correlação, pois quantifica a relação de dependência entre uma variável dependente 
numérica (Y) e uma variável independente numérica (X). Permite prever valores e entender o impacto de X sobre Y, tentando 
achar uma relação linear de associação entre as duas.
• ANOVA (análise de variância): é usada quando se quer comparar as médias de três ou mais grupos com uma variável dependente 
contínua e uma variável categórica com múltiplas categorias. Funciona como uma extensão do teste t, verificando se ao menos 
um grupo é significativamente diferente dos demais. Quando há significância, testes post hoc (como Tukey) podem indicar entre 
quais grupos está a diferença.
Assim, como o estudo busca comparar duas variáveis categóricas, a melhor estratégia é com Teste qui-quadrado. 
Incorreta a alternativa A: a regressão linear simples exige variáveis quantitativas contínuas, o que não se aplica aqui — ambas as variáveis 
são categóricas (uma ordinal, outra dicotômica).
Incorreta a alternativa B: a correlação de Pearson é usada para variáveis quantitativas contínuas com distribuição normal. Para variáveis 
categóricas, especialmente com nível ordinal, não é apropriada.
Incorreta a alternativa C: o teste t de Student compara médias de variáveis contínuas entre dois grupos. Aqui, não há variável contínua — 
ambas são categóricas, portanto o uso do t não é adequado.
Correta a alternativa D: o teste do qui-quadrado de tendência linear é indicado quando se busca associação entre variáveis categóricas, como, 
no caso, variável ordinal (nível de escolaridade) e uma variável dicotômica (adesão sim/não). Esse teste é uma variação do qui-quadrado 
tradicional, sensível a tendências proporcionais crescentes ou decrescentes ao longo da variável ordinal.
Gabarito: D
/estrategiamed@estrategiamed t.me/estrategiamedEstratégia MED @estrategiamed
51 VEJA O RANKING
https://t.me/estrategiamed
https://docs.google.com/spreadsheets/d/1CbW5h4TOsmlvBqEuceTI5-RbOEef4ldUeoyPPtQc3vQ/
https://med.estrategia.com/sudoreico, 
alegando dor precordial 6/10, PA = 148 x 88 mmHg, FC = 96 bpm em ritmo sinusal, FR = 30 irpm, SpO2 = 89% em ar ambiente, tempo 
de enchimento capilar = 2 s, ausculta cardíaca com presença de terceira bulha, ausculta pulmonar com crepitações em ambas as bases. 
Considerando a terapia padrão das síndromes coronarianas agudas, que estratégia está CONTRAINDICADA nesse paciente?
A) Oxigenioterapia.
B) AAS.
C) Trombólise.
D) Dose de ataque de clopidogrel.
COMENTÁRIOS:
Caro Estrategista,
A dor torácica é o principal sintoma que motiva a investigação diagnóstica de uma possível síndrome coronariana aguda. As características 
de uma dor torácica tipicamente anginosa são: dor retroesternal em aperto com irradiação para membro superior esquerdo ou mandíbula, 
precipitada por esforços e aliviada por repouso ou nitrato. Quanto maior o número de características, mais sugestivo é o quadro. O próximo 
passo é a realização do eletrocardiograma em até 10 minutos, visando à identificação de alterações eletrocardiográficas que podem demandar 
conduta imediata (presença de supradesnivelamento do segmento ST). Nos pacientes sem supradesnivelamento, a dosagem sérica dos 
marcadores de necrose miocárdica (preferencialmente troponina) irá determinar a presença de infarto agudo do miocárdio. 
No paciente da questão, observamos supradesnivelamento do segmento ST em V1 a V4 (parede anterior).
O tratamento do infarto com supra de ST envolve:
• Recanalização coronariana: deve ser realizado com trombólise ou angioplastia primária. A preferência será sempre pela 
angioplastia primária. No entanto, nas primeiras horas de infarto, os fibrinolíticos também têm boa eficácia. Sempre atentar 
para as contraindicações absolutas de trombólise, como: AVC hemorrágico em qualquer momento, AVC isquêmico há 3 meses, 
trauma craniofacial há 3 meses, neoplasias e malformações do SNC, suspeita de dissecção de aorta, sangramento ativo e 
discrasias sanguíneas.
• AAS: prescrito em todos os casos, exceto alergia. Atua inibindo a formação do tromboxano A2, que irá inibir a formação da COX-1, 
fundamental no processo de agregação plaquetária.
• Inibidor P2Y12: antagonistas da ativação plaquetária desencadeada pelo ADP. Deve ser utilizado em pacientes de risco moderado/
alto e submetidos à angioplastia com implante de stent. As diretrizes atuais recomendam o uso preferencial de ticagrelor e 
prasugrel, deixando o clopidogrel para os pacientes com alto risco hemorrágico, necessidade de anticoagulação oral a longo 
prazo (fibrilação atrial, por exemplo) e com indicação de trombólise.
• Anticoagulação: inibem a formação de trombina. Devem ser iniciados no momento do diagnóstico de acordo com o risco 
isquêmico e hemorrágico. Podemos utilizar heparina (não fracionada ou fracionada), fondaparinux ou bivalirudina. Após o 
implante de stent, seu uso pode ser suspenso.
• Nitratos: promovem a vasodilatação coronariana. Cautela em pacientes com infarto inferior e/ou VD. Não usar em pacientes 
hipotensos e com uso recente (24-48h) de inibidor de fosfodiesterase (sildenafil, por exemplo). Não reduzem a mortalidade.
Estratégia
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• Betabloqueadores: reduzem o consumo miocárdico e o efeito das catecolaminas circulantes. Evitar em pacientes com sintomas 
relacionados à angina vasoespástica e uso de cocaína. Em pacientes hipotensos e com risco para evolução para choque 
cardiogênico (infarto anterior, idade elevada, FC elevada e congestão), não utilizar betabloqueador intravenoso.
• Antagonistas dos canais de cálcio: reduzem a contratilidade miocárdica (não diidropiridínicos) e promovem vasodilatação 
coronariana (diidropiridínicos). Devem ser utilizados como adjuvantes ou na presença de contraindicações aos nitratos e 
betabloqueadores.
• Oxigênio: devem ser utilizados em pacientes com saturação de oxigênio 75 anos) que será 
submetido à trombólise! 
Gabarito: C
06 – (Estratégia MED 2025 – Inédita – Hematologia - Prof. Thiago Peixoto) Uma mulher de 70 anos, previamente saudável, procura 
atendimento por queixas de cansaço progressivo, vertigem ao se levantar e queda de cabelo. Refere que a dieta é pobre em carne 
vermelha e relata episódios esporádicos de constipação, mas nega sangramento visível nas fezes. Ao exame físico, apresenta-se descorada 
(++/4) e com unhas quebradiças. O hemograma revela hemoglobina de 6,9 g/dL, VCM de 72 fL, HCM de 23 pg, RDW aumentado. Ferritina 
sérica: 9 ng/mL (VN > 30), ferro sérico: 22 µg/dL, transferrina aumentada. Qual é a conduta mais adequada neste momento?
A) Iniciar sulfato ferroso oral e reavaliar hemograma em 30 dias.
B) Solicitar colonoscopia para investigação de neoplasia.
C) Prescrever ferro intravenoso e reavaliar em 30 dias.
D) Encaminhar para biópsia de medula óssea para descartar infiltração medular.
COMENTÁRIOS:
Estrategista, a questão aborda uma paciente com diagnóstico de anemia ferropriva, de 70 anos, sem história prévia de outras 
comorbidades, com sintomas de fadiga devido à anemia, além de queda de cabelo e unhas quebradiças. O relato de não comer carne 
vermelha é importante, pois é nessa ingesta proteica que conseguimos a maior fonte de ferro em nossa dieta, além de relatar uma história 
de constipação, negando qualquer sangramento visível nas fezes. No laboratório, temos uma anemia microcítica e hipocrômica grave,sangramento oculto, tipicamente gastrointestinal (GI), como 
úlcera péptica, varizes de esôfago, malignidade e angiodisplasia, parasitas gastrointestinais (ancilóstomos) em áreas endêmicas e de baixo 
saneamento.
A absorção de ferro também se comporta como fator importante em certas situações, visto que a absorção do ferro ocorre de forma 
mais preponderante no duodeno, sendo uma importante causa de refratariedade à reposição oral de ferro. São causadas principalmente pela 
doença celíaca, gastrite atrófica (autoimune), infecção por Helicobacter pylori, cirurgia bariátrica e medicamentosas promovendo a redução 
do ácido gástrico, como inibidores da bomba de prótons, bloqueadores do receptor de histamina 2 e antiácidos.
No hemograma da anemia ferropriva, podemos encontrar, além da redução da hemoglobina, o valor do VCM (volume corpuscular 
médio) reduzido, que chamaremos de microcitose, HCM (hemoglobina corpuscular média) reduzida, quando teremos a hipocromia, e a RDW 
(índice de anisocitose) elevada.
Acerca da cinética de ferro, os mais importantes marcadores serão o ferro sérico, ferritina, transferrina, TIBC e saturação de transferrinas 
(IST). Segue abaixo tabela com os valores. 
As manifestações clínicas da anemia ferropriva incluem, nas formas leve/moderada, a fadiga ou intolerância ao exercício, sintomas 
de pica (desejo por substâncias não alimentares, como argila ou papel), especialmente pagofagia (desejo por gelo), síndrome das pernas 
inquietas, queda de cabelo e cefaleia.
Índice Significado
Valor de 
referência 
Como está na anemia 
ferropriva
Ferro sérico Mede os níveis circulantes de ferro 75 a 150 μg/dL Baixo - último a se alterar!
Ferritina Reflete as reservas corporais de ferro 20 a 200 ng/mL Baixa - primeira a se alterar
TIBC/CTFL
Capacidade total de ligação do ferro, mede todos os 
sítios de ligação de transferrina presentes no soro 
(ocupados ou não), sendo, assim, uma medida indireta 
dos níveis desse transportador 
250 a 450 μg/dL
Alta - há maior produção de 
transferrina para tentar levar 
mais ferro à medula
Saturação de 
transferrina
“Ocupação da transferrina”. Mede o quanto da 
transferrina está transportando ferro (ferro sérico/
TIBC)
20 a 50%
Baixa - há menos 
ferro circulante sendo 
transportado
A anemia pode causar sintomas mais severos nas formas graves, como fadiga aos pequenos esforços, irritabilidade, dispneia, taquicardia 
e comprometimento hemodinâmico, com ocorrência de síncope ou infarto agudo do miocárdio por redução da oferta de oxigênio e aumento 
do consumo por parte do miocárdio. Vamos às alternativas.
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Incorreta a alternativa A. Não devemos reavaliar a paciente após 30 dias, devendo buscar o diagnóstico etiológico da anemia ferropriva.
Correta a alternativa B. A solicitação da colonoscopia para investigação de neoplasia faz parte da conduta principal a ser feita ao avaliar uma 
história como a de nossa paciente, visto que a causa de sangramento oculto é compatível com a história de constipação e o fato de não se 
observar sangue visível nas fezes não exclui a suspeita de neoplasia do trato gastrointestinal.
Incorreta a alternativa C. A prescrição de ferro intravenoso para essa paciente está correta, no entanto não devemos aguardar 30 dias para 
investigar a causa dessa anemia.
Incorreta a alternativa D. Não há qualquer indicação de biópsia de medula para investigação diagnóstica etiológica na anemia ferropriva 
dessa paciente.
Gabarito: B
07 – (Estratégia MED 2025 – Inédita – Endocrinologia - Prof. Ênio Macedo) Sobre os critérios diagnósticos de diabetes, assinale a 
alternativa correta.
A) Glicemia capilar de 117 mg/dL é compatível com pré-diabetes. 
B) Hemoglobina glicada (HbA1c) de 7,5% é compatível com diabetes e reflete a glicemia média nas últimas 3 semanas. 
C) Teste de tolerância oral à glicose (TOTG) de duas horas de 138 mg/dL é compatível com pré-diabetes. 
D) TOTG de uma hora de 212 mg/dL é compatível com diabetes. 
COMENTÁRIOS:
Estrategista, é bem provável que, neste ano, as questões explorem com muito afinco os critérios diagnósticos de diabetes, pois eles 
sofreram uma modificação na última Diretriz da Sociedade Brasileira de Diabetes de 2024. 
Analise com atenção a tabela a seguir com os critérios diagnósticos. 
Critérios diagnósticos para diabetes mellitus
Glicemia em 
jejum 
(mg/dL)
HbA1c1
(%)
TTGO-1h2 TTGO-2h3 Glicemia aleatória
NormalRESIDÊNCIA MÉDICA
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Critérios da abstinência de álcool, adaptados do DSM-5-TR
A Cessação (ou redução) do uso pesado e prolongado de álcool.
B Dois (ou mais) dos seguintes sintomas:
1 Hiperatividade autonômica (sudorese ou frequência cardíaca maior do que 100 bpm).
2 Tremor aumentado nas mãos.
3 Insônia.
4 Náusea ou vômitos.
5 Nistagmo.
6 Alucinações ou ilusões visuais, táteis ou auditivas transitórias.
7 Agitação psicomotora.
8 Ansiedade.
9 Convulsões tônico-clônicas generalizadas.
American Psychiatric Association, 2022
O tratamento da SAA é baseado no uso de benzodiazepínicos de meia-vida prolongada, como diazepam, clordiazepóxido e lorazepam 
(droga de escolha para hepatopatas).
A reposição de tiamina é mandatória, e justifica-se para evitar a ocorrência da síndrome de Wernicke-Korsakoff (SWK), quadro 
provocado pela deficiência de vitamina B1. A SWK é caracterizada por amnésia, confabulações, alucinações, oftalmoparesia, ataxia, confusão 
mental, sendo uma emergência médica. 
Para o controle de eventual agitação psicomotora intensa ou psicose grave/refratária, o uso cauteloso do antipsicótico típico haloperidol 
pode ser considerado. Sua cautela justifica-se, pois, de forma geral, os antipsicóticos reduzem o limiar para convulsões, além de aumentarem 
o risco para arritmias cardíacas. Dessa forma, justamente, o haloperidol é o antipsicótico considerado o mais seguro nesse cenário e, por isso, 
droga a ser escolhida.
Vamos às alternativas!
Incorreta a alternativa A: a carbamazepina é uma droga de segunda linha nesse tratamento e pode, eventualmente, substituir o uso de 
benzodiazepínicos nos casos leves-moderados. 
Incorreta a alternativa B: o haloperidol, um antipsicótico típico de alta potência, pode ser utilizado, em casos selecionados, para amenizar 
eventuais sintomas intensos de agitação/agressividade, refratários à abordagem com benzodiazepínicos.
Correta a alternativa C: o diazepam é um benzodiazepínico de meia vida longa, amplamente disponível em todo o território nacional devido 
a seu baixo custo, eficácia e segurança. Além disso, possui apresentações para uso pelas vias oral e parenteral, o que permite seu uso em 
diversas situações clínicas. Ressalta-se que o uso intramuscular não é o mais adequado (embora possível), visto que se trata de droga altamente 
lipossolúvel.
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Incorreta a alternativa D: a tiamina é fundamental na prevenção da síndrome de Wernicke-Korsakoff (SWK), contudo não previne ou reduz 
os sintomas da SAA. Dessa forma, lembre-se, ainda, de algo fundamental: no manejo de TODOS os pacientes com problemas com álcool 
(intoxicados ou abstinentes), devemos prescrever, de forma empírica, B1 pela via parenteral, ANTES da infusão glicose ou de soro fisiológico, 
justamente para realizar prevenção desse quadro.
Gabarito: C
09 – (Estratégia MED 2025 – Inédita – Infectologia - Prof. Sérgio Beduschi Filho) Homem, 74 anos de idade, com DPOC e bronquiectasias 
conhecidas, é internado com quadro de febre persistente, aumento de secreção purulenta e infiltrado novo em base direita, que evoluiu 
para choque séptico. Culturas de secreção traqueal identificam crescimento de Pseudomonas aeruginosa. Diante do quadro clínico e 
microbiológico, que opção abaixo representa uma escolha adequada de antibioticoterapia empírica para esse agente?
A) Ertapenem.
B) Ceftriaxona.
C) Piperacilina-tazobactam.
D) Ampicilina-sulbactam.
COMENTÁRIOS:
Pseudomonas aeruginosa é uma bactéria Gram-negativa que se destaca por sua capacidade de causar infecções oportunistas, 
especialmente em pacientes hospitalizados ou imunocomprometidos. Está frequentemente envolvida em pneumonias nosocomiais, infecções 
do trato urinário associadas a cateter, infecções de feridas cirúrgicas e sepse em pacientes em ventilação mecânica. Também é uma causa 
importante de infecções em pacientes com queimaduras extensas, portadores de dispositivos invasivos e, sobretudo, em pacientes com 
neutropenia febril, em quem a mortalidade pode ser alta se a cobertura antimicrobiana não for iniciada precocemente. Em indivíduos com 
doenças pulmonares crônicas, como DPOC ou bronquiectasias, a colonização prévia favorece quadros de exacerbação infecciosa por esse 
agente.
Os principais antibióticos ativos contra Pseudomonas incluem piperacilina-tazobactam, ceftazidima, cefepime, meropenem, imipenem 
e algumas fluoroquinolonas (como ciprofloxacino e levofloxacino) e aminoglicosídeos (como amicacina). 
Vamos analisar as alternativas:
Incorreta a alternativa A. Ertapenem não tem atividade contra Pseudomonas aeruginosa. Apesar de ser um carbapenêmico, seu espectro é 
limitado a outros Gram-negativos (em especial enterobactérias produtoras de ESBL) e algumas anaeróbias. Não deve ser usado para tratar 
infecções causadas por Pseudomonas.
Incorreta a alternativa B. Ceftriaxona é uma cefalosporina de terceira geração com boa atividade contra muitas bactérias Gram-negativas, 
mas não é eficaz contra Pseudomonas aeruginosa. 
Correta a alternativa C. Piperacilina-tazobactam é um antibiótico de amplo espectro com boa cobertura para Pseudomonas aeruginosa.
Incorreta a alternativa D. Ampicilina-sulbactam também não possui cobertura contra Pseudomonas aeruginosa. Sua indicação está mais 
relacionada a infecções por cocos Gram-positivos e enterobactérias sensíveis, Haemophilus e algumas anaeróbias. 
Gabarito: C
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10 – (Estratégia MED 2025 – Inédita –Pneumologia - Prof. Juan Demolinari) Homem, 56 anos, tabagista de 40 maços/ano, comparece 
à consulta de rotina na Unidade Básica de Saúde. Refere dispneia progressiva há 2 anos, inicialmente aos grandes esforços e, atualmente, 
ao caminhar cerca de uma quadra. Nega episódios de bronquite ou internações por exacerbação. Relata tosse produtiva leve pela manhã, 
quase diária. Está em uso de salmeterol por conta própria. Foi solicitada espirometria com prova broncodilatadora, que mostrou VEF1/
CVF pós-broncodilatador = 0,62 e VEF1 pós-BD = 68% do previsto, sem resposta significativa ao broncodilatador. A radiografia de tórax 
mostra hiperinsuflação pulmonar, sem consolidações. Qual é a conduta mais adequada para esse paciente, segundo a diretriz GOLD?
A) Associar brometo de tiotrópio ao salmeterol e encaminhar para reabilitação pulmonar.
B) Suspender o salmeterol e introduzir beclometasona inalatória.
C) Manter o salmeterol apenas e orientar abandono do tabagismo, vacinação e reavaliação clínica periódica.
D) Manter o salmeterol e adicionar antibiótico profilático de longa duração.
COMENTÁRIOS:
A doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC) é caracterizada por limitação do fluxo aéreo não totalmente reversível, associada a 
uma resposta inflamatória crônica das vias aéreas à inalação de partículas nocivas, especialmente o tabaco. O diagnóstico é confirmado por 
espirometria, com relação VEF1/CVF VEF1 ≥ 50% do predito MODERADA (2)
50% > VEF1 ≥ 30% do predito GRAVE (3)
VEF1A
CE
RB
A
ÇÕ
ES
+ E
No caso apresentado, o paciente é um tabagista sintomático, com VEF1 = 68% (GOLD 2), com dispneia progressiva e sem exacerbações 
prévias. Trata-se, portanto, de um paciente do grupo B da classificação GOLD, cuja recomendação terapêutica inicial inclui o uso de 
broncodilatadores de longa ação em associação, ou seja, um β-2-agonista de longa ação (LABA) com um antimuscarínico de longa ação 
(LAMA), como o tiotrópio. 
mMRC 0 - 1
CAT 300 C/MM3
UM BRONCODILATADOR
(DE LONGA OU
CURTA AÇÃO)
LABA + LAMA 
E LABA + LAMA 
Além disso, programas de reabilitação pulmonar estão recomendados para melhora funcional e de qualidade de vida em casos 
sintomáticos como esse.
Correta a alternativa A, já que o paciente apresenta sintomas persistentes e espirometria com obstrução moderada, sendo classificado 
como GOLD 2B. A associação de LABA + LAMA está indicada e a reabilitação pulmonar é uma estratégia validada para melhora de dispneia 
e capacidade funcional nesses pacientes.
Incorreta a alternativa B, já que os corticosteroides inalados (CI) não são recomendados como monoterapia na DPOC, pois não têm efeito 
sobre a limitação do fluxo aéreo e estão associados a maior risco de pneumonia. Seu uso é reservado para pacientes com exacerbações 
frequentes e eosinofilia persistente, em associação com LABA e LAMA.
Estratégia
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Incorreta a alternativa C, já que, embora medidas como cessação do tabagismo e vacinação sejam fundamentais na DPOC e devam ser 
reforçadas, manter somente o salmeterol como monoterapia não é suficiente para pacientes com sintomas persistentes (GOLD B). O manejo 
ideal inclui escalonamento farmacológico baseado no grau de limitação e impacto dos sintomas — nesse caso, a associação LABA + LAMA é 
preferível ao LABA isolado.
Incorreta a alternativa D, já que o uso de antibióticos profiláticos (como macrolídeos em baixa dose) é reservado para pacientes com múltiplas 
exacerbações, o que não se aplica aqui. Não há indicação de antibioticoterapia profilática em pacientes apenas sintomáticos e estáveis.
Gabarito: A
CIRURGIA GERAL
11 – (Estratégia MED 2025 – Inédita – Cirurgia - Prof. Antonio Rivas) Um homem de 26 anos foi vítima de mordedura canina em 
ponta nasal, com a avulsão da ponta e de parte do dorso do nariz. Considerando que a reconstrução será feita com um retalho frontal 
paramediano, que vaso deverá ser preservado durante a dissecção do retalho?
A) Artéria temporal superficial.
B) Artéria nasolabial.
C) Artéria supratroclear.
D) Artéria infraorbitária.
COMENTÁRIOS:
O retalho frontal paramediano é considerado padrão para reconstruções complexas do nariz e é frequentemente aplicado com essa 
finalidade. A primeira menção histórica da técnica remonta à Índia antiga, no século VI a.C., no Sushruta Samhita.
O retalho frontal paramediano tem como vaso nutriz a artéria supratroclear, um dos ramos terminais da artéria oftálmica. Vamos 
aproveitar essa oportunidade para relembrarmos os principais retalhos cobrados em prova, assim como seu pedículo vascular e sua principal 
aplicação. Veja a tabela a seguir.
RETALHO PEDÍCULO VASCULAR APLICAÇÃO
RETO ABDOMINAL (TRAM)
ARTÉRIA E VEIA EPIGÁSTRICA 
SUPERIOR 
RECONSTRUÇÃO DE TÓRAX E MAMA
GRANDE DORSAL ARTÉRIA E VEIA TORACODORSAL RECONSTRUÇÃO DE TÓRAX E MAMA
PEITORAL MAIOR
RAMO PEITORAL DA ARTÉRIA 
TORACOACROMIAL
RECONSTRUÇÃO DE CABEÇA E 
PESCOÇO
FRONTAL VASOS SUPRATROCLEARES RECONSTRUÇÃO NASAL
DELTOPEITORAL (BAKAMJIAN)
RAMOS PERFURANTES DA TORÁCICA 
INTERNA
RECONSTRUÇÃO DE CABEÇA E 
PESCOÇO
Estratégia
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Dito isso, vamos avaliar as alternativas.
Incorreta a alternativa A: a artéria temporal superficial é um dos ramos terminais da artéria carótida externa e irriga a região temporal do 
couro cabeludo. Essa artéria é utilizada na confecção do retalho do músculo ou da fáscia temporal.
Incorreta a alternativa B: a artéria nasolabial é um ramo da artéria facial e configura o pedículo do retalho nasolabial.
Correta a alternativa C: como vimos, a artéria supratroclear é um ramo terminal da artéria oftálmica (que, por sua vez, deriva da carótida interna) 
e emerge da margem superior da órbita, ascendendo na região paramediana da fronte. É o principal vaso responsável pela vascularização do 
retalho frontal paramediano, utilizado com frequência para reconstrução da ponta nasal. Durante a dissecção desse retalho, a preservação da 
artéria supratroclear é fundamental para garantir a viabilidade do tecido transferido.
Incorreta a alternativa D: a artéria infraorbitária é um ramo da artéria maxilar que emerge pelo forame infraorbitário e irriga a pálpebra 
inferior, bochecha e parte do lábio superior. Apesar de sua importância para a irrigação da região média da face, ela não está envolvida no 
território vascular do retalho frontal. 
Gabarito: C
12 – (Estratégia MED 2025 – Inédita – Cirurgia - Prof. Antonio Rivas) Uma mulher de 66 anos submetida à mastectomia por câncer de 
mama apresentou, no quinto dia de pós-operatório, edema rizomélico do membro inferior direito, associado à cianose, dor intensa e 
ausência dos pulsos tibial posterior e pedioso. Considerando a principal hipótese diagnóstica, qual é a melhor conduta?
A) Administração de estreptoquinase.
B) Trombectomia venosa ilíaco-femoral.
C) Arteriografia intraoperatória para confirmação do sítio de obstrução.
D) Fasciotomia de coxa e panturrilha.
COMENTÁRIOS:
O quadro descrito — edema intenso, dor, cianose e ausência de pulsos — indica uma trombose venosa profunda grave com 
comprometimento do retorno venoso tão intenso que causa diminuição do fluxo arterial distal por compressão, levando à ausência de pulsos. 
Essa condição, a flegmasia cerúlea dolens, é uma emergência vascular e requer tratamento imediato. 
A flegmasia cerúlea dolens é uma condição caracterizada por trombose venosa massiva associada à obstrução completa à drenagem 
venosa profunda. Nesse contexto, a hipertensão capilar e o edema secundários à trombose levam ao comprometimento secundário do 
suprimento arterial do membro. O atraso em reconhecer e tratar essa condição, comumente, leva à amputação do membro ou ao óbito.
A flegmasia nos membros inferiores habitualmente é secundária à trombose iliofemoral e sua apresentação clínica é caracterizada por:
• dor intensa de início abrupto e caráter progressivo, geralmente iniciada na região femoral com progressão para todo o membro;
• edema do membro;
• cianose com progressão distal para proximal;
• síndrome compartimental associada ao comprometimento arterial do membro e gangrena.
Em alguns casos, a cianose pode ser precedida por vasoespasmo e empalidecimento do membro, levando à chamada flegmasia alba 
dolens. Após algum tempo, a flegmasia alba dolens também evolui para cianose, caracterizando a flegmasia cerúlea (azul) dolens.
O tratamento da flegmasia é feito por meio de trombólise medicamentosa ou trombectomia. Deve ficar claro que essa é a única 
situação clínica, nos casos de TVP, em que essas medidas terapêuticas são indicadas.
Estratégia
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Dito isso, vamos às alternativas.
Incorreta a alternativa A: como vimos, o quadro clínico é compatível com flegmasia cerúlea dolens, uma forma grave e rara de trombose 
venosa profunda que evolui com oclusão maciça do sistema venoso profundo, resultando em edema maciço, dor intensa, cianose e risco 
de gangrena venosa. O uso de trombolíticos sistêmicos como a estreptoquinase é controverso nessecenário devido a sua eficácia subótima 
e, além disso, há o risco muito aumentado de sangramento, dada a cirurgia recente, o que contraindica seu uso. Nos casos de flegmasia, o 
tratamento de escolha é a trombectomia.
Correta a alternativa B: a flegmasia cerúlea dolens é uma emergência vascular e requer tratamento imediato. A trombectomia venosa ilíaco-
femoral é a conduta de escolha para desobstrução mecânica rápida da veia comprometida, restaurando o retorno venoso e prevenindo 
necrose e gangrena. 
Incorreta a alternativa C: cuidado com a pegadinha! Apesar de a ausência de pulsos sugerir um evento arterial na maioria das vezes, o 
conjunto do quadro (edema rizomélico, cianose, dor intensa) é típico de flegmasia cerúlea dolens, cuja origem é venosa, não arterial. Nesse 
caso, a realização de uma arteriografia atrasaria o tratamento efetivo, aumentaria o risco de complicações e não seria útil para o diagnóstico 
definitivo.
Incorreta a alternativa D: a fasciotomia é indicada em casos de síndrome compartimental com risco de isquemia muscular por aumento da 
pressão intracompartimental. Embora a flegmasia cerúlea dolens possa evoluir para síndrome compartimental, a fasciotomia não é a conduta 
inicial, tampouco o tratamento definitivo.
Gabarito: B
13 – (Estratégia MED 2025 – Inédita – Cirurgia - Prof. Antonio Rivas) Um homem de 53 anos procura o pronto-socorro queixando-se 
de cansaço aos moderados esforços, com sensação de falta de ar, além de fraqueza e astenia importantes. Ao exame físico, encontra-se 
pálida, com pele e mucosas hipocoradas 4+/4+, normotensa, taquicárdica e taquipneica. Submetida a hemograma com Hb: 5,3g/dL e Ht: 
15%. Nega sangramento, febre, perda de peso ou linfoadenopatia. Durante a investigação diagnóstica, a imagem a seguir foi evidenciada.
Considerando a hipótese diagnóstica mais provável, qual é a principal conduta terapêutica?
A) Quimioterapia.
B) Cirurgia torácica videoassistida para ressecção da lesão.
C) Voriconazol intravenoso.
D) Esplenectomia e imunoglobulina.
Estratégia
MED
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COMENTÁRIOS:
A paciente em questão é uma mulher de 53 anos que se apresenta ao pronto-socorro com sintomas de cansaço aos esforços moderados, 
dispneia, fraqueza e astenia — um quadro clínico clássico de anemia grave. O exame físico reforça esse achado, com hipocromia intensa 
de pele e mucosas, taquicardia e taquipneia compensatórias. O hemograma evidencia uma hemoglobina de 5,3 g/dL e hematócrito de 
15%, confirmando a gravidade da anemia. Não há queixas ou achados que sugiram sangramento ativo, infecção, febre, perda ponderal ou 
linfadenopatias periféricas, o que afasta, em princípio, causas infecciosas, hemorrágicas ou linfoproliferativas.
O achado decisivo para o diagnóstico é a identificação de uma massa no mediastino anterior à radiografia de tórax (setas azuis). Esse 
dado, em associação com o quadro de anemia grave sem causa aparente, remete fortemente à suspeita de timoma. 
O timo, localizado no mediastino anterior, pode originar tumores que são classicamente associados a síndromes paraneoplásicas 
hematológicas, como a aplasia de série vermelha pura (PRCA), ou à anemia aplásica (mais rara). Ambas condições ocorrem por mecanismos 
autoimunes mediados por distúrbios imunorregulatórios promovidos pelo tumor tímico. 
Dito isso, vamos às alternativas.
Incorreta a alternativa A: sabemos que massas mediastinais anteriores podem corresponder a linfomas, entretanto o quadro clínico da 
paciente não apresenta sinais típicos (como linfadenopatias periféricas, febre, perda de peso, sudorese noturna). Além disso, o achado 
laboratorial de anemia grave em uma mulher de meia-idade, sem evidência de sangramento e com uma massa em mediastino anterior, 
levanta alta suspeita de anemia secundária ao timoma. Nesses casos, a quimioterapia não é o tratamento de escolha inicial.
Correta a alternativa B: a associação de anemia grave sem sangramento aparente com massa em mediastino anterior é altamente sugestiva 
de timoma associado à anemia aplásica ou a outras síndromes paraneoplásicas hematológicas, como aplasia de série vermelha pura (PRCA). 
O tratamento de escolha, nesses casos, é a ressecção cirúrgica do tumor, idealmente por abordagem minimamente invasiva, como a cirurgia 
torácica videoassistida (VATS), sempre que viável. 
Incorreta a alternativa C: o voriconazol é um antifúngico de escolha para tratamento de infecções fúngicas invasivas, como aspergilose 
pulmonar. No entanto, o caso descrito não menciona achados compatíveis com doença fúngica. O achado da massa em mediastino anterior, 
associado à anemia grave, direciona o raciocínio para um timoma promovendo uma síndrome paratímica.
Incorreta a alternativa D: essa conduta seria indicada em quadros de púrpura trombocitopênica imune refratária ou outras doenças 
autoimunes hematológicas, mas não se aplica ao quadro atual.
Gabarito: B
14 – (Estratégia MED 2025 – Inédita – Cirurgia - Prof. Antonio Rivas) Recém-nascido de 36 semanas com história de polidramnia 
gestacional apresentou múltiplos episódios de cianose e dessaturação abrupta nas primeiras 12 horas após o nascimento. A criança 
regurgita e engasga durante as mamadas e também baba bastante. Considerando a alteração congênita mais provável em relação a esse 
diagnóstico, assinale a alternativa INCORRETA.
A) Anomalias vertebrais e cardíacas devem ser investigadas.
B) A confirmação diagnóstica é relativamente simples.
C) O tratamento clínico exclusivo resolve cerca de 30% dos casos.
D) A elevação do decúbito pode melhorar os sintomas.
Estratégia
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COMENTÁRIOS:
A apresentação clínica dessa criança é bastante característica de um quadro de atresia de esôfago com fístula traqueoesofágica (FTE).
Lembre-se, o RN com atresia do esôfago com FTE pode apresentar as seguintes manifestações clínicas:
• salivação excessiva;
• regurgitação;
• impossibilidade de progredir sonda gástrica;
• tosse ou engasgo durante a primeira alimentação oral;
• distensão gástrica aguda (pode ocorrer como resultado do ar entrando no esôfago distal e estômago através da fístula traqueal);
• tosse, taquipneia, cianose e/ou apneia — o refluxo do conteúdo gástrico para o esôfago distal pode ultrapassar a FTE e entrar 
de forma abrupta na traqueia;
• pneumonias aspirativas e atelectasia. 
Nos casos de atresia sem fístula, o quadro respiratório é menos intenso, de início mais tardio e predomina a sialorreia.
O diagnóstico pré-natal pode ser suspeitado na presença de polidrâmnio materno, frequentemente presente nos casos de atresia. A 
ultrassonografia também pode mostrar o coto esofágico proximal dilatado, além de uma câmara gástrica muito diminuída nos casos de atresia 
sem FTE.
Após o nascimento, diante de suspeita clínica, a parada de progressão de sonda nasogástrica a 8 a 12 cm da narina de um RN é 
característica cardinal para o diagnóstico da atresia de esôfago. Nesse contexto, devemos realizar radiografias simples de tórax e abdome e a 
interpretação desse exame pode ser feita da seguinte maneira:
1. A impossibilidade de progredir a sonda, associada à presença de gás no trato gastrointestinal abaixo do diafragma é altamente 
sugestiva de FTE associada.
2. Por outro lado, a impossibilidade de progredir uma sonda nasogástrica em bebê sem evidência radiográfica de gás no trato 
gastrointestinal é praticamente diagnóstica de atresia de esôfago isolada, ou seja, sem FTE.
Dito isso, vamos avaliar, separadamente, cada uma das alternativas.
Correta a alternativa A: como vimos acima, a suspeita clínica mais provável diante desse quadro é de atresia de esôfago com fístula 
traqueoesofágica, uma malformação congênita que se manifesta precocemente com salivação excessiva, engasgos, cianose e regurgitação 
ao tentar alimentar o recém-nascido.Essa condição frequentemente se associa a outras anomalias congênitas, especialmente as do espectro 
VACTERL (vertebral, anorretal, cardíaca, traqueal, esofágica, renal e de membros). Assim, anomalias vertebrais e cardíacas associadas são de 
fato comuns nesses casos, tornando essa alternativa correta.
Correta a alternativa B: a confirmação diagnóstica da atresia de esôfago é, de fato, simples. Um dos métodos mais usados consiste na 
tentativa de passagem de uma sonda orogástrica, que não progride além de 10 a 12 cm da gengiva e se enrola no fundo cego do esôfago. A 
radiografia simples de tórax e abdome com a sonda posicionada mostra o enrolamento da ponta da sonda na região do esôfago proximal, 
e a presença ou não de ar abdominal ajuda a distinguir o tipo de fístula associada. Ou seja, com uma sonda nasogástrica e uma radiografia 
simples, o diagnóstico pode ser confirmado.
Incorreta a alternativa C: a atresia de esôfago com ou sem fístula traqueoesofágica exige tratamento cirúrgico, que consiste na correção 
anatômica da interrupção esofágica e fechamento da fístula, quando presente. O manejo clínico (como elevação do decúbito, aspiração 
de secreções, nutrição parenteral e antibióticos) deve ser usado enquanto se aguarda estabilização clínica ou transferência para centro 
especializado, mas não é curativo.
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Correta a alternativa D: a elevação do decúbito faz parte das medidas clínicas iniciais para o manejo da criança com atresia de esôfago. 
Devemos nos lembrar de que a atresia de esôfago não é uma urgência cirúrgica, devendo ser operada quando o recém-nascido estiver em 
boas condições, principalmente respiratórias. 
Desse modo, enquanto aguarda a cirurgia, o RN é posicionado com o tronco elevado, para minimizar o refluxo gastroesofágico. Deve-se 
realizar também a descompressão da bolsa esofágica proximal com uma sonda de aspiração em sucção contínua, o que evita a aspiração 
pulmonar de saliva. Além disso, nutrição parenteral e antibióticos de amplo espectro devem ser iniciados.
Gabarito: C
15 – (Estratégia MED 2025 – Inédita – Cirurgia - Prof. Antonio Rivas) Mulher de 43 anos queixa-se de dor em hipocôndrio direito há 18 
horas. Ao exame físico, apresenta-se febril de (39 ºC), FC: 92; PA: 125 x 74, FR: 16 IRPM. No exame físico abdominal, apresentava sinal de 
Murphy positivo. A ultrassonografia confirmou o diagnóstico de colecistite aguda, mostrando cálculo de 1,1 cm impactado no infundíbulo, 
além de espessamento das paredes da vesícula biliar e delaminação. Exames laboratoriais: Hb = 12,4 g/dL; Ht = 37%; leucócitos = 19.300 
com 3% de bastões, plaquetas = 235.000/mm3; INR = 1,1; creatinina = 0,9 mg/dL. Qual é a classificação de gravidade da colecistite aguda, 
segundo o guideline de Tóquio?
A) Colecistite aguda grau I.
B) Colecistite aguda grau II.
C) Colecistite aguda grau III.
D) Colecistite aguda grau IV.
COMENTÁRIOS:
Estamos diante de uma questão que trata da classificação de Tóquio para colecistite aguda. Para que possamos respondê-la, vamos 
relembrar como se apresenta a classificação. Veja a tabela a seguir.
CLASSIFICAÇÃO DA GRAVIDADE DO TG18/TG13 PARA COLECISTITE AGUDA
Colecistite aguda grau III (grave) — associada à disfunção de qualquer um dos seguintes órgãos/sistemas:
1) disfunção cardiovascular — hipotensão que requer tratamento com dopamina ≥ 5 μg/kg por minuto ou qualquer dose de 
noradrenalina; 
2) disfunção neurológica — diminuição do nível de consciência;
3) disfunção respiratória — relação PaO2/FiO2 2,0 mg/dL;
5) disfunção hepática — PT - INR > 1,5; e
6) disfunção hematológica — contagem de plaquetas 18.000 / mm³);
2) massa macia palpável no quadrante abdominal superior direito;
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3) duração das reclamações > 72 h; e
4) inflamação local marcada (colecistite gangrenosa, abscesso pericolecístico, abscesso hepático, peritonite biliar, colecistite 
enfisematosa).
Colecistite aguda grau I (leve) — a colecistite aguda "grau I" não atende aos critérios de colecistite aguda "grau III" ou "grau II". 
Também pode ser definida como colecistite aguda em um paciente saudável, sem disfunção orgânica e alterações inflamatórias leves 
na vesícula biliar, tornando a colecistectomia um procedimento cirúrgico seguro e de baixo risco.
Desse modo, como a paciente não apresenta nenhuma disfunção de órgão ou sistema e, associada a isso, apresenta leucocitose > 
18.000, podemos classificar o quadro como uma colecistite aguda grau II de Tóquio. Portanto, está correta a alternativa B.
Gabarito: B
16 – (Estratégia MED 2025 – Inédita – Cirurgia - Prof. Renatha Paiva) Paciente de 40 anos, vítima de colisão auto x poste, sem uso do 
cinto de segurança. Trazido ao pronto-socorro pelo resgate, com queixa de dor torácica à direita. Avaliação primária: via aérea pérvia, MV 
+ bilateral, estertores à direita, bulhas normofonéticas, SatO2 = 92% em ar ambiente, PA = 110 X 80 mmHg, P = 88 bpm, Glasgow = 15, 
crepitação na face lateral do hemitórax com equimose local. O diagnóstico a ser considerado nesse momento é:
A) pneumotórax simples.
B) contusão pulmonar.
C) hemotórax.
D) tórax instável.
COMENTÁRIOS:
Estamos diante de uma paciente vítima de acidente automobilístico com trauma torácico. Vamos discutir os possíveis diagnósticos nas 
alternativas:
Incorreta a alternativa A: pneumotórax simples é um dos diagnósticos diferenciais de contusão pulmonar, e os exames radiológicos irão 
confirmar o diagnóstico. Mas, no pneumotórax, temos ausculta pulmonar diminuída no hemitórax afetado, não a presença de estertores.
Correta a alternativa B: os estigmas de trauma torácico, ausculta com estertores, baixa saturação e possíveis fraturas de arcos costais 
(crepitação), são sugestivos de contusão pulmonar.
A contusão pulmonar é consequência direta do trauma sobre o parênquima pulmonar propriamente dito. Essa lesão leva ao edema do 
parênquima, por meio do acúmulo de sangue e exsudato, causando prejuízo nas trocas gasosas e hipoxemia, que, por vezes, é grave.
Em adultos, a contusão pulmonar costuma estar associada a fraturas de arcos costais.
Os sinais de trauma torácico com contusão pulmonar em adultos comumente são: 
• estigmas de trauma torácico;
• hipoxemia;
• movimentação reduzida da caixa torácica (pela dor secundária ao trauma);
• sinais de fratura de arcos costais (como crepitação).
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O diagnóstico é clínico, podendo ser corroborado por radiografia ou tomografia, em que se observam opacificações na área traumatizada.
O tratamento da contusão pulmonar e do tórax instável são os mesmos e consistem em: 
• suporte ventilatório (com oxigenoterapia e ventilação não invasiva - VNI);
• analgesia potente (caso haja necessidade, pode-se realizar o bloqueio intercostal);
• evitar hiper-hidratação (pois o edema e a hipoxemia podem piorar);
• fisioterapia respiratória de início precoce. Em casos mais graves, a ventilação não invasiva apresenta-se como excelente recurso 
para o suporte ventilatório
• Nos pacientes com diagnóstico de contusão pulmonar, em que a saturação se mantém inferior a 90% (PaO2é um fenômeno secundário à disjunção completa de um segmento ósseo da cavidade torácica. Isso acontece quando há 
fratura de ao menos 2 arcos costais consecutivos em 2 pontos diferentes em cada arco. Uma consequência do tórax instável é a respiração 
paradoxal, que consiste na protrusão do segmento fraturado à expiração e intrusão durante a inspiração, conforme representamos na figura 
ao lado.
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A respiração paradoxal é patognomônica do tórax instável.
Gabarito: B
17 – (Estratégia MED 2025 – Inédita – Cirurgia - Prof. Renatha Paiva) Paciente Masculino, 68 anos, diabético controlado, hipertenso e 
com claudicação intermitente em membro inferior esquerdo para 500 metros. O índice tornozelo-braço (ITB) é de 0,66 nesse membro. A 
conduta a seguir é:
A) controle do diabete e da hipertensão para indicar o tratamento cirúrgico eletivo.
B) angiotomografia ou arteriografia para programar a revascularização do membro.
C) controle da glicemia e pressão arterial, antiagregante plaquetário, proteção das extremidades e exercícios (caminhadas).
D) controle da glicemia e pressão arterial, anticoagulação, exercícios supervisionados e proteção das extremidades.
COMENTÁRIOS:
Estamos diante de um paciente idoso, diabético e hipertenso (fatores de risco para ateroscleose) apresentando claudicação intermitente 
e ITB 1,3 — pode indicar a presença de artérias calcificadas no membro inferior. A calcificação na parede arterial impede que o 
esfigmomanômetro comprima completamente o vaso e esse é o motivo da alteração da relação (deve ser avaliado por outros 
métodos, como a ultrassonografia com Doppler colorido).
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ITB do membro inferior direito:
Maior pressão sistólica aferida no tornozelo direito_______________________________________________
Maior pressão sistólica entre os membros superiores
ITB do membro inferior esquerdo:
Maior pressão sistólica aferida no tornozelo esquerdo_______________________________________________
Maior pressão sistólica entre os membros superiores
E qual seria a conduta nesse caso? Nosso paciente não tem indicação de tratamento cirúrgico. O tratamento da doença arterial periférica 
tem dois objetivos: controlar os fatores de risco cardiovasculares e minimizar os sintomas relacionados à isquemia dos membros inferiores.
Veja, na tabela a seguir, as principais condutas em relação ao tratamento conservador da OAC:
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Tratamento clínico da oclusão arterial crônica
CESSAÇÃO DO TABAGISMO
Essa medida é essencial para reduzir o risco cardiovascular global e as complicações 
relacionadas ao membro, como isquemia crítica com necessidade de amputação.
CONTROLE DOS NÍVEIS 
GLICÊMICOS
O controle dos níveis glicêmicos também está associado à redução do risco cardiovascular 
e de amputação do membro.
CONTROLE PRESSÓRICO
Apesar de não existirem evidências que mostrem a associação do controle pressórico 
com redução da progressão da doença arterial periférica, essa é uma medida essencial 
para redução de complicações de ordem cardiovascular.
USO DE ESTATINAS 
(INDEPENDENTEMENTE DOS 
NÍVEIS DE LDL)
A administração de estatinas é útil para controle da progressão da DAC, assim como para 
a redução de eventos cardiovasculares. Além disso, essa medicação reduz os sintomas 
relacionados à isquemia do membro.
USO DE ANTIAGREGANTES 
(AAS OU CLOPIDOGREL)
A administração de antiagregantes plaquetários também tem o objetivo de reduzir o 
risco cardiovascular.
EXERCÍCIOS 
SUPERVISIONADOS
Os exercícios supervisionados são uma das medidas mais importantes para amenizar 
os sintomas da claudicação intermitente e aumentar a distância funcional de marcha.
USO DE CILOSTAZOL (INIBIDOR 
DA FOSFODIESTERASE)
O uso do cilostazol não tem repercussão sobre o risco cardiovascular, mas é uma medida 
útil no controle dos sintomas de claudicação intermitente.
O tratamento cirúrgico nos casos de doença arterial tem duas indicações principais:
1. pacientes com claudicação intermitente incapacitante, sem resposta ao tratamento clínico;
2. pacientes com sinais de isquemia crítica do membro, ou seja, isquemia que ameaça a viabilidade do membro. Lembre-se, qualquer 
uma das três condições listadas abaixo já caracteriza isquemia crítica:
• dor isquêmica em repouso;
• úlcera isquêmica (com mais de duas semanas de evolução);
• gangrena (necrose secundária à isquemia). 
Todo paciente deve ser submetido a um exame contrastado (angiotomografia, angiorressonância ou arteriografia) antes do 
procedimento, com a finalidade de determinar a melhor estratégia cirúrgica. A partir do estudo contrastado, podemos definir qual é a melhor 
estratégia cirúrgica, baseados nas peculiaridades anatômicas e áreas de obstrução reveladas por meio do exame. O tratamento cirúrgico da 
doença arterial crônica é feito por meio de revascularização.
Vamos analisar as alternativas:
Incorreta a alternativa A: como vimos, nosso paciente não tem indicação de tratamento cirúrgico.
Incorreta a alternativa B: se o paciente tiver indicação de tratamento cirúrgico, exames contrastados como angiotomografia ou arteriografia 
devem ser realizados para programação da revascularização do membro.
Correta a alternativa C: o paciente tem indicação de tratamento clínico, como descrito nessa alternativa. 
Incorreta a alternativa D: não há indicação de anticoagulação para tratamento da oclusão arterial crônica.
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Gabarito: C
18 – (Estratégia MED 2025 – Inédita – Cirurgia - Prof. Renatha Paiva) Paciente vítima de capotamento de automóvel, de difícil resgate, 
ficando por 2 horas preso em ferragens. Dá entrada no pronto-socorro com extensa área de lesão muscular nos membros inferiores. 
Estável hemodinamicamente, hálito etílico. Indicada intubação orotraqueal por apresentar intensa agitação. Que relaxante muscular está 
contraindicado nesse caso?
A) Atracúrio.
B) Rocurônio.
C) Pancurônio.
D) Succinilcolina.
COMENTÁRIOS:
Estamos diante de um paciente vítima de acidente de trânsito, apresentando importante lesão muscular em membros inferiores por 
ficar preso nas ferragens, com indicação de via aérea definitiva.
A intubação em sequência rápida consiste na administração sequencial de um agente hipnótico e um bloqueador neuromuscular, após 
uma pré-oxigenação, evitando a ventilação pulmonar. Dessa maneira, tenta-se evitar a hiperdistensão gástrica, uma vez que o paciente que 
necessita ser intubado na sala de emergência normalmente não está em jejum, ou seja, está com o “estômago cheio”, com alta possibilidade 
de regurgitação e aspiração pulmonar. 
Há vários agentes bloqueadores neuromusculares disponíveis, e a opção terapêutica deve ser feita com base em um perfil farmacocinético 
compatível com a duração do procedimento e minimizando o comprometimento cardiovascular, bem como outros efeitos indesejáveis. Nós 
dividimos os fármacos bloqueadores neuromusculares em agentes despolarizantes e agentes não despolarizantes ou competitivos. 
A succinilcolina é o único agente despolarizante disponível.

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