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SLIDE SOBRE CRIME DE PARTICIPACAO EM SUICIDIO E AUTOMOTILACAO (1)- sem 3

Slides de Direito Penal III sobre o art. 122 (induzimento, instigação ou auxílio a suicídio e automutilação): texto legal com penas e agravantes, referência a Capez, considerações iniciais, objeto jurídico e material, núcleo do tipo e sujeitos ativo/passivo.

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CRIMES CONTR A PESSOA
3ª SEMANA
PROFESSOR: WAGNO DE SOUZA
EMAIL: wagno.souza@uniprocessus.edu.br
1 - O texto desse slide foi extraído da obra Curso de Direito Penal, Vol. 2, pags. 75/85, ed. 24 Capez, Fernando.
Direito Penal III
CRIMES CONTR A PESSOA
DOS CRIMES CONTRA A VIDA:
Induzimento, instigação ou auxílio a suicídio ou a automutilação – Art. 122 
Art. 122. Induzir ou instigar alguém a suicidar-se ou a praticar automutilação ou prestar-lhe auxílio material para que o faça:
Pena – reclusão, de 6 (seis) meses a 2 (dois) anos.
§ 1º Se da automutilação ou da tentativa de suicídio resulta lesão corporal de natureza grave ou gravíssima, nos termos dos §§ 1º e 2º do art. 129 deste Código:
Pena – reclusão, de 1 (um) a 3 (três) anos.
§ 2º Se o suicídio se consuma ou se da automutilação resulta morte:
Pena – reclusão, de 2 (dois) a 6 (seis) anos.
§ 3º A pena é duplicada:
I – se o crime é praticado por motivo egoístico, torpe ou fútil;
II – se a vítima é menor ou tem diminuída, por qualquer causa, a capacidade de resistência.
Direito Penal III
CRIMES CONTR A PESSOA
DOS CRIMES CONTRA A VIDA:
Induzimento, instigação ou auxílio a suicídio ou a automutilação – Art. 122 
Art. 122. Induzir ou instigar alguém a suicidar-se ou a praticar automutilação ou prestar-lhe auxílio material para que o faça:
Pena – reclusão, de 6 (seis) meses a 2 (dois) anos.
§ 4º A pena é aumentada até o dobro se a conduta é realizada por meio da rede de computadores, de rede social ou transmitida em tempo real.
§ 5º Aplica-se a pena em dobro se o autor é líder, coordenador ou administrador de grupo, de comunidade ou de rede virtual, ou por estes é responsável.
§ 6º Se o crime de que trata o § 1º deste artigo resulta em lesão corporal de natureza gravíssima e é cometido contra menor de 14 (quatorze) anos ou contra quem, por enfermidade ou deficiência mental, não tem o necessário discernimento para a prática do ato, ou que, por qualquer outra causa, não pode oferecer resistência, responde o agente pelo crime descrito no § 2º do art. 129 deste Código.
§ 7º Se o crime de que trata o § 2º deste artigo é cometido contra menor de 14 (quatorze) anos ou contra quem não tem o necessário discernimento para a prática do ato, ou que, por qualquer outra causa, não pode oferecer resistência, responde o agente pelo crime de homicídio, nos termos do art. 121 deste Código.
Direito Penal III
CRIMES CONTR A PESSOA
DOS CRIMES CONTRA A VIDA:
Induzimento, instigação ou auxílio a suicídio ou a automutilação – Art. 122 
Considerações Iniciais: Este delito é conhecido pela nomenclatura “participação em suicídio ou em automutilação” porque pune quem colabora com o suicídio ou a prática de automutilação por parte de terceiro. a participação em automutilação foi inserida no art. 122 do Código Penal pela Lei n. 13.968, de 26 de dezembro de 2019. A inserção desta conduta no capítulo Dos Crimes contra a Vida merece crítica por não se tratar efetivamente de crime contra tal bem jurídico.
 
Direito Penal III
CRIMES CONTR A PESSOA
DOS CRIMES CONTRA A VIDA:
Induzimento, instigação ou auxílio a suicídio ou a automutilação – Art. 122 
1 – Objeto Jurídico: Tutela o Direito Penal o direito à vida e sua preservação. A ninguém é dado o direito de ser cúmplice na morte de outrem, ainda que haja o consentimento deste, pois a vida é um bem indisponível. A inclusão do induzimento, instigação ou auxílio à automutilação implica a abrangência de outro bem jurídico, qual seja, a integridade física..
2 – Objeto Material: A pessoa contra a qual é dirigida a conduta do agente é o objeto material do crime de induzimento, instigação e auxílio a suicídio ou a automutilação. .
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Induzimento, instigação ou auxílio a suicídio ou a automutilação – Art. 122 
3 – Núcleo do Tipo: O núcleo do tipo é composto por três verbos: induzir, instigar ou auxiliar. Trata-se de um tipo misto alternativo (crime de ação múltipla ou de conteúdo variado). O delito em estudo é também classificado como crime de ação livre, pois não exige o tipo qualquer forma especial de execução do delito, podendo este ser praticado por qualquer meio, comissivo ou omissivo;
(i) Induzir: significa suscitar a ideia, sugerir o suicídio ou a automutilação. 
(ii) Instigar: significa reforçar, estimular, encorajar um desejo já existente.
(iii) Prestar auxílio: consiste na prestação de ajuda material, que tem caráter meramente secundário. 
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 Induzimento, instigação ou auxílio a suicídio ou a automutilação – Art. 122 
4 – Sujeitos Ativo e Passivo: O sujeito ativo da conduta pode ser qualquer pessoa (crime comum) que tenha capacidade de induzir, instigar ou auxiliar alguém, de modo eficaz e consciente, a suicidar-se ou a mutilar-se. O sujeito passivo também pode ser qualquer pessoa, desde que possua capacidade de resistência e discernimento, pois, do contrário, estará configurado o crime do art. 129, § 2º (lesão corporal gravíssima) ou do art. 121 (homicídio), ambos do Código Penal, consoante os §§ 6º e 7º do art. 122, os quais serão abordados mais a frente.
5 – Elemento Subjetivo: O elemento subjetivo do delito de participação em suicídio ou automutilação é somente o dolo, direto ou eventual, consistente na vontade livre e consciente de concorrer para que a vítima se suicide ou se automutile. Não há modalidade culposa.
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Induzimento, instigação ou auxílio a suicídio ou a automutilação – Art. 122
6 – Consumação: Na modalidade simples, prevista no caput, o crime se aperfeiçoa com o mero induzimento, instigação ou auxílio ao suicídio ou à automutilação. Em outras palavras, o delito estará consumado mesmo se a vítima, nada obstante a conduta do agente, não praticar nenhum ato tendente ao suicídio ou à automutilação ou o realiza e não sofre lesão ou sofre apenas lesão leve. Se em consequência do induzimento, instigação ou auxílio à automutilação ou ao suicídio, a vítima sofrer lesão corporal grave ou gravíssima, ou vier a falecer estará configurado o crime qualificado, nos moldes do §§ 1º e 2º, do art. 122, do CP. 
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 Induzimento, instigação ou auxílio a suicídio ou a automutilação – Art. 122
7 – Tentativa: Na redação originária do art. 122 do Código Penal (anterior à Lei n. 13.968, de 26 de dezembro de 2019), o texto legal tratava apenas de participação em suicídio (não abrangia a participação em automutilação) e somente permitia a punição do agente nas hipóteses em que a vítima sofresse lesão grave ou morresse. A própria lei, portanto, excluía a possibilidade de punição daquele que realizasse ato de induzimento, instigação ou auxílio quando a vítima não praticasse o ato suicida, ou quando o praticasse mas sofresse apenas lesões leves, já que, para esses casos, não havia pena. Assim, a doutrina predominante entendia que não era possível a tentativa para esse delito. Com a nova redação o crime passou a admitir a tentativa por ser plurissubsistente. 
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 Induzimento, instigação ou auxílio a suicídio ou a automutilação – Art. 122
8 – Causas de Aumento de Pena: Os §§ 3.º, 4.º e 5.º do art. 122 do Código Penal contemplam causas de aumento de pena aplicáveis à participação em suicídio ou em automutilação, tanto na modalidade simples (caput) como nas figuras qualificadas (§§ 1.º e 2.º). Incidem na terceira fase de aplicação da pena privativa de liberdade e, no caso concreto, podem levá-la acima do máximo legalmente previsto. Essas variantes do delito são chamadas de participação em suicídio ou em automutilação circunstanciadas ou majoradas.
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 Induzimento, instigação ou auxílio a suicídio ou a automutilação – Art. 122
8 – Causas de Aumento de Pena:Segundo o § 3.º A pena é duplicada: 
I – se o crime é praticado por motivo egoístico, torpe ou fútil; 
Motivo egoístico é o que revela individualismo exagerado, ou seja, aquele que evidencia excessivo apego próprio em detrimento da vida ou da integridade física alheia.
Motivo torpe é o vil, abjeto, repugnante, revelador da depravação moral do agente.
Motivo fútil, por sua vez, é o insignificante, de pequena monta, desproporcional ao resultado praticado.
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 Induzimento, instigação ou auxílio a suicídio ou a automutilação – Art. 122
8 – Causas de Aumento de Pena: Segundo o § 3.º A pena é duplicada: 
II – se a vítima é menor ou tem diminuída, por qualquer causa, a capacidade de resistência.
Vítima menor é a pessoa com idade entre 14 anos e 18 anos. Possui capacidade de discernimento, porém reduzida em face da ausência do desenvolvimento mental incompleto.
Vítima que, por qualquer causa, tem diminuída a capacidade de resistência é a pessoa mais propensa a ser influenciada pela participação em suicídio ou em automutilação. Deve ser maior de 18 anos de idade, pois, se ainda não atingiu essa idade, e desde que possua 14 anos de idade ou mais, incidirá a causa de aumento atinente à “vítima menor”.
Já o § 4º prevê que a pena é aumentada até o dobro: “se a conduta é realizada por meio da rede de computadores, de rede social ou transmitida em tempo real”.
E, finalmente, dispõe o § 5º que se aumenta a pena em metade “se o agente é líder ou coordenador de grupo ou de rede virtual”.
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 Induzimento, instigação ou auxílio a suicídio ou a automutilação – Art. 122
9 – Configuração de crime mais grave (§§ 6º e 7º)
Se a vítima é menor de 14 anos ou se, por enfermidade ou deficiência mental, não tem o necessário discernimento para a prática do ato, ou se, por qualquer outra causa, não pode oferecer resistência, e sofre lesão gravíssima, o agente responde pelo crime do art. 129, § 2º, do CP — crime de lesão corporal gravíssima, cuja pena é de 2 a 8 anos de reclusão. É o que diz expressamente o art. 122, § 6º, do Código Penal, com a redação dada pela Lei n. 13.968/2019. Temos aqui um erro do legislador, pois se o agente queria o suicídio da vítima e ela sofreu lesão gravíssima, seu dolo deveria levar à responsabilização por tentativa de homicídio, já que a vítima, em razão da idade ou do problema mental, não tinha condições de entender seu ato. Ao estabelecer que o agente responde pelo crime de lesão corporal gravíssima do art. 129, § 2º, do CP, o legislador, além de estabelecer pena menor em relação à tentativa de homicídio, teria excluído o crime da competência do Tribunal do Júri. A hipótese desse § 6º do art. 122 deveria ser aplicável somente em casos em que o agente estimulou a automutilação, ou seja, quando o dolo não era direcionado à morte da vítima.
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DOS CRIMES CONTRA A VIDA:
 Induzimento, instigação ou auxílio a suicídio ou a automutilação – Art. 122
9 – Configuração de crime mais grave (§§ 6º e 7º)
Se a vítima é menor de 14 anos ou se, por enfermidade ou deficiência mental, não tem o necessário discernimento para a prática do ato, ou se, por qualquer outra causa, não pode oferecer resistência, e sofre lesão gravíssima, o agente responde pelo crime do art. 129, § 2º, do CP — crime de lesão corporal gravíssima, cuja pena é de 2 a 8 anos de reclusão. É o que diz expressamente o art. 122, § 6º, do Código Penal, com a redação dada pela Lei n. 13.968/2019. Temos aqui um erro do legislador, pois se o agente queria o suicídio da vítima e ela sofreu lesão gravíssima, seu dolo deveria levar à responsabilização por tentativa de homicídio, já que a vítima, em razão da idade ou do problema mental, não tinha condições de entender seu ato. Ao estabelecer que o agente responde pelo crime de lesão corporal gravíssima do art. 129, § 2º, do CP, o legislador, além de estabelecer pena menor em relação à tentativa de homicídio, teria excluído o crime da competência do Tribunal do Júri. A hipótese desse § 6º do art. 122 deveria ser aplicável somente em casos em que o agente estimulou a automutilação, ou seja, quando o dolo não era direcionado à morte da vítima.
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DOS CRIMES CONTRA A VIDA:
Induzimento, instigação ou auxílio a suicídio ou a automutilação – Art. 122
9 – Configuração de crime mais grave (§§ 6º e 7º)
Caso a vítima seja menor de 14 anos ou se, por enfermidade ou deficiência mental, não tem o necessário discernimento para a prática do ato, ou se, por qualquer outra causa, não pode oferecer resistência, e morre, o agente responde pelo crime de homicídio, na forma do art. 121 do Código Penal. É o que diz o art. 122, § 7º, do Código Penal..
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Induzimento, instigação ou auxílio a suicídio ou a automutilação – Art. 122
9 – Configuração de crime mais grave (§§ 6º e 7º)
Em relação à idade da vítima podemos chegar a seguinte conclusão
1)vítima maior de 18 anos de idade, com plena capacidade de resistência: participação em suicídio ou em automutilação, simples (caput) ou qualificada, se resultar lesão corporal grave ou gravíssima (§ 1.º) ou morte (§ 2.º);
2)vítima maior de 18 anos, com reduzida capacidade de resistência: participação em suicídio ou em automutilação circunstanciada ou majorada (art. 122 – caput, § 1.º ou 2.º – c.c. § 3.º, II, in fine);
3)vítima com idade igual ou superior a 14 anos, mas menor de 18 anos de idade: participação em suicídio circunstanciada ou majorada (art. 122 – caput, § 1.º ou 2.º – c.c. § 3.º, II, 1.ª parte); e
4)vítima menor de 14 anos de idade, portadora de enfermidade ou doença mental ou que não possa, por qualquer outra causa, oferecer resistência: lesão corporal gravíssima (art. 122, § 6.º) ou homicídio (art. 122, § 7.º), dependendo do resultado naturalístico produzido.
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DOS CRIMES CONTRA A VIDA:
Induzimento, instigação ou auxílio a suicídio ou a automutilação – Art. 122
10 - Ação Penal: Trata-se de crime de ação penal pública incondicionada, ou seja, seja, o Ministério Público tem a atribuição exclusiva para a sua propositura, independentemente de representação do ofendido.
11 – Competência: Em nosso entendimento, a competência será do Tribunal do Júri apenas em caso de enquadramento em crime de participação em suicídio, em que há dolo em relação ao evento morte, tratando-se, pois, de efetivo crime doloso contra a vida, conforme exige o art. 5º, XXXVIII, d, da Constituição Federal. O crime de participação em automutilação, embora inserido neste Capítulo, não é realmente um crime contra a vida, devendo ser julgado pelo juízo singular. Com efeito, quando uma pessoa agride outra e comete crime de lesão corporal (art. 129), a competência é do juízo singular por não se tratar de crime doloso contra a vida. 
Direito Penal III
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DOS CRIMES CONTRA A VIDA:
 Induzimento, instigação ou auxílio a suicídio ou a automutilação – Art. 122
12 – Classificação: Trata-se de delito comum (praticável por qualquer pessoa), material (que exige resultado naturalístico), nas formas dos §§ 1.º e 2.º, mas formal (delito que exige apenas a prática da conduta, sem que haja necessariamente um resultado naturalístico) nas formas consubstanciadas no caput; instantâneo (cuja consumação não se arrasta no tempo), comissivo (de ação), de dano (exige lesão efetiva a bem jurídico nos formatos dos §§ 1.º e 2.º) ou de perigo (provoca uma potencialidade de dano, no caput), unissubjetivo (que pode ser cometido por uma só pessoa), de forma livre (a lei não exige forma especial para o cometimento) e plurissubsistente (como regra, praticado por mais de um ato). ; .
Direito Penal III
CRIMES CONTR A PESSOA
DOS CRIMES CONTRAA VIDA:
 Induzimento, instigação ou auxílio a suicídio ou a automutilação – Art. 122
13 – Outras informações:
Em razão das pena prevista na modalidade simples é cabível a transação penal ou a suspensão condicional do processo. Também na modalidade qualificada inserida no § 1º é cabível a suspensão condicional do processo, desde que não incida nenhuma das causas de aumento de pena. Por se tratar de crime praticado com violência não é cabível o acordo de não persecução penal.
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DOS CRIMES CONTRA A VIDA:
Induzimento, instigação ou auxílio a suicídio ou a automutilação – Art. 122
13 – Outras informações: 
Pacto de Morte: Impossível discorrer sobre o crime de induzimento, instigação e auxílio a suicídio ou a automutilação sem fazer menção ao chamado suicídio conjunto ou pacto de morte. Assim, no exemplo em que dois namorados, contrariados porque ambas as famílias não permitem o romance, resolvem suicidar-se, devemos sempre ter em foco o comportamento de cada um deles, no sentido de conseguirem sucesso no plano de morte.
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DOS CRIMES CONTRA A VIDA:
Induzimento, instigação ou auxílio a suicídio ou a automutilação – Art. 122
13 – Outras informações: Imagine-se a hipótese do casal de namorados que, após decidirem que eliminariam a vida, resolvam fazê-lo com o emprego de um revólver. Como a menina não tinha força suficiente para apertar o gatilho, seu namorado, “gentilmente”, aponta-lhe a arma em direção à cabeça e puxa o gatilho, causando-lhe a morte. Ele, logo em seguida, faz o mesmo, atirando contra a própria cabeça. Contudo, embora ferido gravemente, consegue sobreviver. Nesse caso, o namorado responderá pelo crime de homicídio.
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DOS CRIMES CONTRA A VIDA:
Induzimento, instigação ou auxílio a suicídio ou a automutilação – Art. 122
13 – Outras informações: I
Roleta Russa ou Duelo Americano: Na roleta-russa há uma arma, com um só projétil, que deverá ser disparada sucessivamente pelos participantes, rolando o tambor cada um em sua vez. No duelo americano, tem-se duas armas e apenas uma delas está carregada. Em ambos os casos, os sobreviventes respondem por participação em suicídio.
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