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Revista UNINGÁ Review ISSN 2178-2571
NUTRIÇÃO E ATIVIDADE FÍSICA: ALIADOS NO COMBATE À OBESIDADE INFANTIL
NUTRITION AND PHYSICAL ACTIVITY: ALLIES IN COMBATING CHILDHOOD OBESITY
THAIS CRISTINA PELEGATI DE MORAES PERINI POLIDO[footnoteRef:1] [1: UNINGÁ / UBIRATÃ - PR] 
RESUMO
Diante do cenário crescente do problema da obesidade infantil, a pesquisa investiga o problema da obesidade na infância, bem como o papel do profissional de nutrição como agente interventor, e a relação entre a prática regular de atividade física na infância e seus impactos positivos na vida das crianças. O objetivo central foi analisar como a prática de atividade física e a adoção de uma alimentação saudável podem ser aliadas no combate à obesidade infantil. A metodologia adotada consistiu em uma revisão bibliográfica, de natureza qualitativa, com trabalhos pesquisados em plataformas como SciELO, Google Scholar e Capes, no período de 2004 a 2021. Os resultados obtidos evidenciaram que uma boa alimentação juntamente à prática regular de exercícios na infância é fundamental para enfrentar a obesidade infantil, proporcionando não apenas benefícios físicos, mas também impactos positivos nos aspectos psicológicos e sociais das crianças. A revisão bibliográfica ressaltou a influência de maus hábitos alimentares, sedentarismo e mídia no aumento da obesidade infantil, destacando a boa alimentação e o exercício físico como uma estratégia eficaz. Conclui-se que a abordagem abrangente da obesidade infantil deve considerar aspectos nutricionais, psicológicos e emocionais. Uma intervenção eficaz requer uma abordagem multidisciplinar envolvendo pais, professores e profissionais de saúde. Contudo, desafios como custos elevados e falta de acesso a instalações adequadas demandam estratégias adaptadas às características específicas do público-alvo.
Palavras-chave: Obesidade; infância; Alimentação.
ABSTRACT
Given the growing scenario of childhood obesity, the research investigates childhood obesity as well as the role of nutrition professionals as interveners, and the relationship between regular physical activity in childhood and its positive impacts on children’s lives. The main objective was to analyze how physical activity and adopting a healthy diet can work together in combating childhood obesity. The methodology adopted consisted of a qualitative literature review, with studies researched on platforms such as SciELO, Google Scholar, and Capes, from 2004 to 2021. The results showed that a healthy diet along with regular exercise in childhood is essential in tackling childhood obesity, providing not only physical benefits but also positive impacts on children’s psychological and social aspects. The literature review highlighted the influence of poor eating habits, sedentary lifestyle, and media on the increase in childhood obesity, emphasizing good nutrition and physical exercise as na effective strategy. It is concluded that a comprehensive approach to childhood obesity should consider nutritional, psychological, and emotional aspects. Effective intervention requires a multidisciplinary approach involving parents, teachers, and healthcare professionals. However, challenges such as high costs and lack of access to adequate facilities require strategies tailored to the specific characteristics of the target audience.
Key-words: Obesity; Childhood; Nutrition.
INTRODUÇÃO
Neste estudo, exploraremos a importância do profissional de nutrição no combate à epidemia de obesidade infantil. A obesidade entre crianças e adolescentes é um desafio global em constante crescimento que afeta a saúde pública. 
De acordo com a pesquisa de Silva e Bernardes (2021), a obesidade é uma condição caracterizada pelo excessivo acúmulo de gordura corporal, quando o peso ultrapassa em 20% o considerado ideal para a altura do indivíduo.
Segundo Boas (2016), a obesidade infantil é definida como o excesso de gordura corporal em crianças e adolescentes, que pode comprometer a sua saúde e qualidade de vida. Neste sentido, o IBGE (2016) aponta que a obesidade infantil é um dos desafios mais sérios do século XXI, pois está associada a diversas doenças crônicas, como diabetes, hipertensão, doenças cardiovasculares e câncer. Além disso, a obesidade infantil pode afetar negativamente a autoestima, o desempenho escolar e as relações sociais das crianças.
A obesidade infantil vem crescendo progressivamente na sociedade contemporânea (Freitas et al., 2009). De acordo com as conclusões de Ribeiro (2014), o excesso de peso representa uma ameaça à saúde, afetando cerca de 17,6 milhões de crianças em todo o mundo, fazendo parte das estatísticas globais de obesidade infantil. Alguns dos fatores que explicam essa elevada taxa de obesidade infantil são os maus hábitos alimentares, incluindo a ingestão de alimentos pouco saudáveis e ricos em calorias, além da falta de atividade física; em parte devido ao entretenimento proporcionado por jogos eletrônicos, telefones celulares e televisão (Ribeiro, 2014).
Entre os fatores que contribuem para o aumento da obesidade infantil, destacam-se o consumo excessivo de alimentos calóricos e processados, o sedentarismo, a falta de acesso a espaços adequados para a prática de atividades físicas e a influência da mídia e da indústria alimentícia. Diante desse cenário, é preciso adotar medidas de prevenção e tratamento da obesidade infantil, envolvendo ações educativas, políticas públicas e mudanças nos hábitos de vida das famílias (Guedes et al, 2006).
Nesse sentido, o nutricionista desempenha um papel importante no combate à obesidade, especialmente dentro do ambiente escolar, onde uma de suas responsabilidades é avaliar e diagnosticar o estado nutricional dos estudantes. Se houver algum caso de patologia, o nutricionista deve realizar um atendimento específico e personalizado para cada indivíduo afetado (Zamboni, 2022).
Mello et al. (2004), destaca que a boa alimentação é uma prática que traz diversos benefícios para a saúde e o bem-estar das pessoas, independentemente da idade. No entanto, na infância, essa prática se torna ainda mais importante, pois contribui para o desenvolvimento físico, cognitivo, social e emocional das crianças. Além disso, pode ser um aliado no combate à obesidade infantil, um problema de saúde pública que afeta milhões de crianças no mundo todo.
No entanto, para que a boa alimentação seja efetiva no combate à obesidade infantil, é preciso que ele seja praticado de forma regular, adequada e prazerosa pelas crianças. Para isso, é importante considerar as características individuais, as preferências pessoais e as necessidades específicas de cada criança, bem como oferecer uma variedade de alimentos que despertem o seu interesse. Nesse contexto, o papel dos pais, dos professores e dos profissionais de saúde é fundamental para incentivar e orientar as crianças na prática da boa alimentação (Ribeiro, 2014).
A motivação deste estudo reside na relevância de expor a importância do profissional de nutrição na prevenção e controle da obesidade infantil. Vários pesquisadores, como Arraz (2018), Costa (2015), Fernandes (2015), Gordia (2015), Matsudo (2004) têm explorado os benefícios da alimentação saudável e do exercício físico, enfocando aspectos como diminuição de peso, aprimoramento da composição corporal, diminuição de riscos cardiometabólicos, melhora da aptidão física e incentivo a um estilo de vida saudável em crianças com sobrepeso. Ademais, o interesse pessoal nesse assunto tem a finalidade de colaborar para a busca de soluções efetivas na prevenção e tratamento da obesidade infantil. Esta pesquisa pretende fornecer fundamentação científica para ampliar o conhecimento e o combate à obesidade infantil por meio da boa alimentação.
Diante da contextualização e justificativa apresentada, questiona-se nesse estudo: como o exercício físico e a alimentação saudável podem ser aliados no combate à obesidade infantil? Buscando responder a essa problemática de pesquisa, esse trabalho tem como objetivo analisar como a práticade atividade física e a adoção de uma alimentação saudável podem ser aliadas no combate à obesidade infantil.
METODOLOGIA
Neste estudo, foi adotada uma abordagem de revisão bibliográfica como metodologia. A pesquisa bibliográfica envolve a avaliação crítica da literatura existente que aborda as teorias e princípios que fundamentam a pesquisa científica. Esse processo é comumente referido como levantamento bibliográfico ou revisão da literatura e pode ser conduzido com base em várias fontes, incluindo livros, revistas, artigos de jornais e recursos online, entre outros (Pizzani et al., 2021).
Os trabalhos que compõem o referido estudo, foram pesquisados em plataformas eletrônicas, tais como: SciELO, Google Scholar e SciHub. Foram utilizados os seguintes termos para a pesquisa dos trabalhos: Obesidade; Infância; Alimentação. Assim, foram selecionados apenas os trabalhos publicados no período de 2004 a 2021. Após leitura inicial dos trabalhos encontrados, foram selecionados apenas os trabalhos que condiziam com a temática, publicados em língua portuguesa e que estavam disponibilizados na íntegra e de livre acesso. Em contrapartida, foram excluídos os trabalhos em outras línguas, não publicados no período indicado e sem acesso livre ao texto na integra. 
A título de organização do trabalho, as discussões foram organizadas em três tópicos, sendo eles: o primeiro, intitulado “O Problema da Obesidade na Juventude”, o qual contextualiza o problema da obesidade, que vem atingindo cada vez mais nossos jovens, com bases nos estudos de Freitas (2009); IBGE (2016); Mello (2004); Matsudo (2007) e Guedes (2006); o segundo, “O Papel Do Estado E do Profissional de Nutrição no Combate a Obesidade Infantil”, embasado nos estudos de Brito (2015), Moemia (2013), Bonfin (2016) e Ribeiro et al (2015). Por fim, “O Exercício Físico e seu papel no combate à Obesidade infantil” o qual discute-se a importância e os benefícios que o exercício traz à saude, bem como seu papel interventor contra a obesidade, com bases nos estudos de Arraz (2018); Boas (2016); Costa (2015); Fernandes (2015); Gordia (2015).
O PROBLEMA DA OBESIDADE NA JUVENTUDE 
Freitas et al. (2009) destaca que em um passado recente, ser obeso era associado a uma boa alimentação, saúde e prosperidade. Contudo, pesquisas realizadas pelo IBGE (2016) apontam que a obesidade pode manifestar-se em qualquer fase da vida, sendo a obesidade infantil caracterizada pelo excesso de gordura no tecido adiposo durante a infância, acarretando diversos problemas de saúde. Essas questões são complexas, exigindo atenção e cuidados específicos.
Guedes et al. (2006) explica que o tecido adiposo começa a se formar no período fetal e continua a se desenvolver na fase pós-natal. Suas características adquiridas tendem a persistir na vida adulta, sugerindo que crianças com excesso de peso têm maior propensão a se tornarem adultos com sobrepeso. Quando a obesidade se estabelece na infância, surge um ciclo vicioso, no qual a criança, frustrada com sua aparência, busca alívio na ingestão excessiva de alimentos, resultando em crescente insatisfação com o próprio corpo. Superar esse ciclo requer atenção especial para abordar tanto as questões emocionais quanto as relacionadas à alimentação e ao estilo de vida.
Matsudo (2007) argumenta que a obesidade é uma condição complexa influenciada por vários fatores, apresentando desafios significativos de controle e prevenção, e associada a uma alta taxa de mortalidade. O índice de massa corporal (IMC) é amplamente utilizado como critério diagnóstico em adultos, calculado dividindo-se o peso em quilogramas pelo quadrado da altura em metros. No entanto, é crucial ressaltar que o diagnóstico e avaliação da obesidade consideram outros aspectos, como a distribuição de gordura corporal e a análise de marcadores adicionais de saúde.
O Índice de Massa Corporal (IMC) é uma medida que avalia a relação entre o peso de uma pessoa e o quadrado de sua altura. A Organização Mundial da Saúde (OMS) utiliza esse índice como referência, classificando o peso como normal quando o IMC está entre 18,5 e 24,9. Para ser considerado obeso, o IMC deve ser superior a 30 (IBGE, 2016). 
Conforme Mello et al. (2004), o cenário da saúde infantil no Brasil experimentou uma significativa transformação nas últimas cinco décadas. Antigamente, um em cada três crianças enfrentava desnutrição, mas agora, essa proporção se inverteu, com um em cada três sofrendo de obesidade ou sobrepeso. A influência da mídia nos hábitos alimentares infantis é apontada como uma das causas dessa mudança, destacando que cerca de 20% dos alimentos promovidos na TV e redes sociais são atrativos para as crianças, mas não seguem as diretrizes da pirâmide alimentar, muitas vezes sendo ricos em gorduras e ultraprocessados, comprometendo a qualidade da alimentação e contribuindo para o acúmulo de gordura corporal.
Freitas et al. (2009) adverte que o consumo excessivo de alimentos calóricos, combinado com um estilo de vida sedentário, pode resultar no surgimento de diversas doenças crônicas, incluindo a obesidade. Segundo o IBGE (2016), a obesidade é um problema sério e em crescimento, atingindo status de pandemia e afetando tanto países ricos quanto pobres, inclusive o Brasil.
O ganho de peso em curto prazo pode impactar o crescimento e a puberdade em crianças. Esse aumento de peso pode alterar a maturidade óssea e antecipar a puberdade, resultando em uma estatura inferior à esperada devido ao fechamento precoce das cartilagens de crescimento ósseo. Estes achados destacam a importância de um crescimento equilibrado e saudável, evitando ganhos de peso excessivos ou rápidos (Araújo, 2010).
O estudo de Mello et al. (2004) sublinha a necessidade de abordar a obesidade de forma abrangente, considerando não apenas os aspectos nutricionais, mas também os elementos psicológicos e emocionais, com o suporte de profissionais qualificados. O autor destaca que uma intervenção eficaz para a obesidade requer uma abordagem multidisciplinar, envolvendo educadores físicos, nutricionistas, endocrinologistas e profissionais de saúde mental. Essa abordagem completa possibilita tratar os diversos aspectos relacionados à obesidade, oferecendo uma assistência mais eficaz e holística para aqueles que buscam superar essa condição.
Da mesma forma, Fernandes et al. (2012) afirma que é crucial que a Secretaria de Saúde adote medidas para prevenir e tratar a obesidade, especialmente em crianças. Mello et al. (2004), destaca diversos fatores, como a situação socioeconômica, o nível de escolaridade e a renda familiar, influenciam o ganho de peso. Assim, é essencial promover a conscientização sobre saúde, incentivar a atividade física e orientar uma alimentação equilibrada, com menos alimentos gordurosos e mais frutas, verduras, legumes e carnes magras. Essas iniciativas devem envolver não apenas as crianças, mas também os adultos responsáveis por elas, uma vez que as crianças frequentemente imitam os comportamentos de quem está próximo.
Miranda et al. (2015), afirma que a nutrição dos pais é um dos principais fatores que impactam a obesidade, indicando que crianças com pais obesos têm maior propensão a desenvolver obesidade. Além disso, os fatores ambientais desempenham um papel significativo na obesidade infantil, como a falta de amamentação, o uso inadequado de fórmulas infantis, a carga excessiva de estudos, a entrada das mães no mercado de trabalho, problemas de sono e o uso excessivo de jogos eletrônicos e TV. Esses fatores ambientais podem levar a um estilo de vida sedentário e uma alimentação inadequada, favorecendo o surgimento da obesidade na infância.
Adicionalmente, existe uma forte associação entre o hábito de assistir TV e a obesidade. Quanto mais tempo uma criança passa diante da televisão, maior é o risco de desenvolver obesidade, devido à redução do tempo disponível para atividades físicas, à tendência de comer enquanto assiste TV e à influência de propagandas que promovem o consumo de alimentos pouco saudáveis (Mirandaet al., 2015).
A obesidade, de acordo com Nunes et al. (2019), impacta negativamente tanto na saúde física quanto emocional das crianças, influenciando sua interação social, autoestima, confiança e até mesmo o desempenho escolar. Segundo Freitas et al. (2019), crianças que mantêm o excesso de peso por longos períodos têm uma probabilidade maior de se tornarem adultos obesos, pois após os seis anos de idade, o excesso de peso não desaparece automaticamente.
No que diz respeito à conexão entre alimentação e obesidade, é claro que a promoção do consumo de alimentos gordurosos e industrializados desempenha um papel significativo, conforme apontado por Silva e Bernardes (2018). Na atualidade, observa-se uma crescente imersão em uma cultura alimentar que prioriza praticidade e sabor em detrimento da qualidade nutricional. Comportamentos como negligenciar o café da manhã, fazer refeições frequentes fora de casa, limitar a variedade de alimentos, exagerar nas porções e o consumo excessivo de bebidas calóricas contribuem de maneira preocupante para o ganho de peso e, por conseguinte, para a prevalência da obesidade. É imperativo, portanto, conscientizarmo-nos desses padrões alimentares inadequados e buscar escolhas mais saudáveis, equilibradas e nutritivas para preservar a saúde e combater a epidemia da obesidade.
Rinaldi et al. (2008, apud Kleiner et al., 2010) identifica que os principais hábitos alimentares associados à obesidade infantil incluem o baixo consumo de frutas, verduras e legumes, refeições desequilibradas, escassa ingestão de leite e derivados com substituição por bebidas lácteas com baixo teor de cálcio, além do elevado consumo de refrigerantes e alimentos processados. O autor também defende que substituir o aleitamento materno por fórmulas lácteas aumenta a propensão ao ganho de peso na infância.
Neste sentido, Silva e Bernardes (2018), apontam que para promover uma relação saudável com a alimentação infantil, é crucial encorajar as crianças a exercerem controle sobre suas refeições diárias. Nesse contexto, os pais desempenham um papel fundamental ao oferecer uma diversidade de opções alimentares saudáveis e permitir que os pequenos decidam, por si mesmos, a quantidade adequada a ser consumida, levando em consideração os sinais de saciedade que seus corpos enviam. Essa abordagem capacitadora não apenas incentiva hábitos alimentares equilibrados, mas também fomenta uma relação harmônica com a comida, evitando excessos e contribuindo para a prevenção de problemas relacionados à alimentação, como a obesidade. Ao valorizarmos a autonomia das crianças na esfera da alimentação, cultivamos desde cedo uma consciência alimentar que os acompanhará ao longo da vida, resultando em escolhas mais saudáveis e equilibradas.
De acordo com Godinho et al. (2019), as escolhas alimentares podem ser influenciadas por diversos fatores, incluindo biológicos, econômicos, culturais, sociais, psicológicos, familiares e emocionais. Na maioria dos casos, essas escolhas são aprendidas, ou seja, a criança absorve o que prevalece em seu ambiente. Quando o consumo desequilibrado de alimentos se combina com a baixa atividade física, a consequência mais comum é a obesidade.
Freitas et al. (2009) afirma que alguns hábitos, como comer sentado, dentro dos horários estabelecidos, sem assistir TV, prestando atenção no que está sendo ingerido, auxiliam significativamente as crianças a fazerem escolhas mais conscientes em relação aos tipos de alimentos que consomem. Através da educação nutricional, tanto crianças quanto pais recebem informações sobre dietas equilibradas, sem muitas restrições alimentares, seguindo o princípio da alimentação saudável, de acordo com o padrão dietético natural da criança. Integrar uma alimentação saudável com atividades físicas é fundamental na prevenção e combate à obesidade infantil.
O PAPEL DO ESTADO E DO PROFISSIONAL DE NUTRIÇÃO NO COMBATE A OBESIDADE INFANTIL
O aumento alarmante da obesidade, tanto globalmente quanto no Brasil, tem se apresentado como um desafio significativo para os sistemas de saúde pública nas últimas três décadas. Isso destaca a necessidade urgente de adotar políticas e programas que promovam hábitos alimentares saudáveis e atividades físicas regulares como medidas essenciais para lidar com essa questão. Em vista disso, este capítulo visa explorar o papel crucial da nutrição no enfrentamento da obesidade infantil (Moemia, 2013).
As políticas de saúde pública desempenham um papel vital na melhoria da qualidade de vida da população, apesar dos desafios enfrentados em sua implementação efetiva. Historicamente, as políticas públicas no Brasil têm sido caracterizadas por abordagens assistencialistas que não reconhecem plenamente o direito à saúde. No entanto, é fundamental repensar essas políticas para garantir uma abordagem mais abrangente e inclusiva, que considere a qualidade, quantidade e diversidade dos serviços oferecidos (Bonfin, 2016). 
Segundo Bonfin (2016), a Política Nacional de Alimentação e Nutrição (PNAN) é um exemplo de iniciativa que busca abordar a questão da nutrição de forma abrangente, estabelecendo diretrizes que visam desde a promoção de práticas alimentares saudáveis até a prevenção e controle de distúrbios nutricionais e doenças relacionadas. A PNAN reconhece a gravidade da obesidade e propõe ações para garantir ambientes propícios a padrões saudáveis de alimentação e nutrição para todos os cidadãos.
Entre as medidas destacadas estão políticas de segurança alimentar, a integração do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) com a produção local de alimentos e a agricultura familiar, visando oferecer opções mais saudáveis nas escolas e comunidades. Além disso, o Programa Saúde na Escola busca ampliar as ações de saúde direcionadas aos alunos da rede pública, incluindo avaliações de saúde, promoção da saúde e capacitação de profissionais (Bonfin, 2016).
O PNAE tem como objetivo garantir aos alunos o acesso a uma alimentação adequada, contribuindo para o desempenho escolar e a redução da evasão. Essas iniciativas são fundamentais para promover a segurança alimentar e nutricional, especialmente entre os grupos sociais mais vulneráveis (Ribeiro et al, 2015). 
O nutricionista desempenha um papel fundamental no tratamento da obesidade infantil, concentrando-se na promoção de hábitos alimentares saudáveis por meio da educação nutricional. Além disso, é responsável por acompanhar o progresso do tratamento e oferecer alternativas práticas para que os responsáveis pela criança possam orientá-la de forma eficaz (Brito, 2015). 
É recomendado, conforme apontado por Vicari (2013), que o leite materno seja oferecido à criança nos primeiros seis meses de vida, pois além de suprir suas necessidades nutricionais, o desmame precoce pode levar a consequências metabólicas futuras, incluindo a obesidade. 
Para compreender o estado nutricional de uma criança, é essencial analisar seu histórico alimentar desde a infância, combinando essa informação com avaliações clínicas para identificar possíveis riscos à sua saúde e estabelecer bases sólidas para práticas alimentares saudáveis no futuro. No entanto, essa análise pode ser complexa devido a interrupções como mudanças na dieta, comportamentais, sociais ou até mesmo relacionadas à renda familiar (Lopes, 2010). 
Além de uma dieta voltada para a reeducação alimentar, é papel do nutricionista orientar hábitos saudáveis, como a prática de exercícios físicos, e estabelecer horários adequados para suas diversas indicações, conforme mencionado por Vicari (2013).
É recomendado introduzir frutas e legumes na alimentação da criança desde os seis meses de idade, pois isso pode facilitar a aceitação desses alimentos na idade adulta. Além disso, é importante insistir no consumo desses alimentos várias vezes antes de descartá-los como indesejados pela criança, conforme observado por Silva (2010).
A equipe de saúde tem a responsabilidade de implementar ações utilizando materiais educativos e de apoio, monitorar a situação nutricionalda população local com base em indicadores de vigilância alimentar e nutricional, e participar de iniciativas que promovam práticas alimentares saudáveis e estilos de vida adequados, ligados aos programas de controle e prevenção de distúrbios nutricionais como carências de micronutrientes, sobrepeso, obesidade e doenças crônicas não transmissíveis (Brasil, 2013).
A obesidade infantil está associada ao desenvolvimento de diversas doenças, sendo que o sedentarismo e os hábitos alimentares inadequados estão entre as principais causas desse problema. Portanto, os profissionais de saúde desempenham um papel crucial no combate à obesidade infantil, diagnosticando o grau de obesidade das crianças, elaborando planos nutricionais para a perda de peso e promovendo a reeducação alimentar (Fisberg, 1995). 
É fundamental promover ações conjuntas e sistemáticas envolvendo profissionais de saúde, famílias e a comunidade no combate à obesidade infantil (Colloca; Duarte, 2008). Essa abordagem colaborativa contribui para melhorar a qualidade de vida da população, conforme observado por Silva (2010).
O papel crucial do nutricionista na luta contra a obesidade infantil é destacado durante a consulta, onde ele identifica padrões alimentares, doenças relacionadas à nutrição, alergias e carências nutricionais, podendo intervir para corrigi-las e ajudar no tratamento da obesidade infantil (Krauspenhar, 2018).
Krausoenhar (2018), explique que a consulta é dividida em três fases: a primeira exploratória, incluindo avaliação antropométrica e anamnese alimentar; a segunda fase envolvendo o diagnóstico; e a terceira fase com o plano de tratamento nutricional. O nutricionista conduz o inquérito alimentar, adaptando-o às necessidades de cada paciente. Além disso, ele promove uma alimentação saudável através de prescrição dietética, educação nutricional e integração em equipes de saúde multiprofissionais.
O programa alimentar para crianças obesas é personalizado com base em sexo, peso, idade e outras necessidades individuais. A abordagem nutricional considera não apenas aspectos nutricionais, mas também microbiológicos e hábitos alimentares saudáveis. A pesquisa mostra que a obesidade infantil é um problema crescente, tornando-se uma questão de saúde pública no Brasil, enquanto os índices de desnutrição diminuem (Leão; Castro, 2007). 
O EXERCÍCIO FÍSICO E SEU PAPEL NO COMBATE À OBESIDADE INFANTIL
A atividade física se revela como uma exploração dos mistérios do movimento humano, conforme destacado por Arraz (2018). Cada ação, passo e salto contribui para esse universo dinâmico. Ao variar a intensidade, frequência e duração das práticas físicas, adentramos um reino repleto de benefícios para a saúde e o bem-estar. Por meio da atividade física, desvendamos os segredos do corpo em movimento, fortalecendo músculos, equilibrando energias e nutrindo a mente. É um convite à aventura e à exploração de um potencial ilimitado.
Conforme Boas (2016), o exercício físico desempenha um papel crucial na redução de peso e na melhoria da qualidade de vida. Ao adotarmos um estilo de vida saudável, enfrentamos não apenas a batalha contra a obesidade, mas também combatemos o estresse, fortalecemos nosso equilíbrio emocional, elevamos nossa autoestima e cultivamos relações interpessoais mais gratificantes. Além disso, o exercício físico nos impulsiona, proporcionando uma sensação geral de bem-estar. É por meio dessa jornada transformadora que colhemos os benefícios holísticos que o exercício traz consigo.
O exercício físico surge como uma estratégia eficaz para combater a obesidade infantil, pois ajuda a regular o metabolismo, a queimar calorias, a fortalecer os músculos e os ossos, a melhorar a capacidade cardiorrespiratória e a prevenir doenças. Além disso, o exercício físico proporciona benefícios psicológicos e sociais para as crianças, como o aumento da autoconfiança, da motivação, da criatividade, da cooperação e da integração com os pares (Villas Boas; Machado, 2017).
Segundo Costa et al. (2015), a prática de exercícios físicos pode resultar em adaptações cardiovasculares positivas durante a infância. Portanto, é de suma importância estimular essa prática para prevenir fatores de risco neural e cardiovascular, assim como evitar disfunções hormonais e metabólicas causadas pela obesidade em crianças.
A prática de atividade física é uma maneira eficaz de aprimorar a saúde das crianças. Contribui para o desenvolvimento do condicionamento cardiovascular e da aptidão física, enquanto reduz os níveis de gordura, peso, pressão sanguínea e colesterol ruim, conforme indicado por Arraz (2018).
Fernandes et al. (2015) enfatiza que a combinação de exercícios físicos e uma alimentação adequada é crucial para prevenir e reduzir a gordura corporal, além de evitar doenças crônicas associadas ao excesso de peso. O autor também destaca a importância da atividade física nas crianças, influenciando positivamente as condições físicas, psicológicas e mentais, promovendo o aumento da autoestima, bem-estar e senso de aceitação social.
O autor supracitado ressalta que o desenvolvimento físico das crianças resulta em uma vida mais saudável, evidenciando melhorias na saúde. Além dos impactos físicos, a obesidade também pode causar danos psicológicos, levando a distúrbios emocionais que podem afetar os planos futuros das crianças, resultando em isolamento social devido às dificuldades enfrentadas por crianças com sobrepeso em um ambiente predominantemente não obeso (Fernandes et al., 2015).
Gordia et al. (2015) destaca que as atividades físicas para crianças devem ser divertidas, enfatizando a importância da criatividade por parte dos professores, incorporando métodos lúdicos, jogos e brincadeiras para tornar as aulas momentos de diversão e relaxamento. Dante (2009), recomenda que crianças em idade escolar participem de atividades físicas moderadas a vigorosas por 60 minutos ou mais diariamente, adaptadas ao estágio de desenvolvimento, variadas e prazerosas. Ele também afirma que, por meio de brincadeiras, as crianças são motivadas a aprender, mesmo sem ter plena consciência de que essa é uma das finalidades da prática esportiva.
A prática de exercícios físicos oferece benefícios abrangentes, incluindo aprimoramento da postura, equilíbrio muscular, prevenção de lesões, estabilização da coluna vertebral, coordenação motora, aumento de força e controle do peso corporal. Isso contribui para a redução da obesidade e promove uma vida mais saudável. Além disso, suas atividades melhoram a circulação sanguínea, fortalecem a oxigenação pulmonar, estimulam a flexibilidade muscular e desenvolvem habilidades como corrida e salto, elevando a autoestima e contribuindo para um desempenho escolar mais focado (Arraz, 2018).
Segundo o autor supracitado, os exercícios físicos desempenham um papel crucial ao estimular as crianças a gastarem energia de maneira saudável. Essa prática regular beneficia o metabolismo, as funções respiratórias e cardiovasculares, impactando positivamente o desenvolvimento motor, lateralidade, equilíbrio, resistência e força. Além disso, os exercícios físicos contribuem para a redução de peso e combatem o sedentarismo, promovendo uma melhora abrangente na saúde das crianças (Arraz, 2018).
Praticar exercícios pelo menos três vezes por semana são ações importantes para evitar a obesidade, pois essa condição pode causar várias doenças crônicas e degenerativas, como diabetes e hipertensão, que afetam a saúde pública. Em adultos, uma boa qualidade de vida está ligada à menor ocorrência de enfermidades crônico-degenerativas e à menor mortalidade por problemas cardiovasculares. A prática regular de atividades físicas em crianças e adolescentes ajuda a melhorar o estado de saúde, diminuindo a frequência de obesidade e, consequentemente, reduzindo o risco de doenças do coração e da mente. Além disso, crianças que se movimentam mais têm mais chances de se tornarem adultos ativos, mantendo uma qualidade de vida saudável e diminuindo a necessidade de internações hospitalarespor causa de doenças relacionadas ao histórico de saúde (Oliveira; Costa, 2016).
Neste sentido, Oliveira e Costa (2016), aponta que pais ou responsáveis devem ensinar as crianças a valorizar um estilo de vida saudável e equilibrado, contribuindo para a sua formação educacional e nutricional. Nas escolas, as crianças devem ter a chance de praticar atividades físicas regularmente, bem como aprender sobre alimentação saudável, com o apoio de profissionais de Educação Física, buscando uma abordagem variada para estimular o desenvolvimento psicomotor com grande variedade de movimentos. 
Levando em consideração esse aspecto, sob a ótica da saúde pública, promover a prática de atividade física durante a infância e adolescência contribui para reduzir a prevalência do sedentarismo em adultos e idosos, resultando em uma melhoria significativa na qualidade de vida. Vale ressaltar que atividade física regular ou exercício consiste em qualquer movimento muscular resultante de contração muscular, o qual acarreta um aumento no consumo de energia em relação ao estado de repouso (Gordia et al, 2015).
Conforme Boas (2016), a implementação de um programa de exercícios alinhado aos objetivos da criança pode resultar em ganho de massa muscular, redução de gordura e peso corporal. Fernandes et al. (2015) destaca o exercício físico como uma alternativa para pais que buscam afastar seus filhos do uso excessivo de tecnologia, proporcionando-lhes oportunidades de dedicar o tempo anteriormente gasto em TV ou videogames à prática de atividades físicas.
Costa et al (2015) ressalta que tais atividades contribuem para a melhoria do condicionamento físico, a redução da gordura corporal, a prevenção de doenças, a eliminação do sedentarismo, a redução da pressão sanguínea e a melhoria da qualidade de vida, entre outros benefícios. Portanto, é recomendável iniciar a prática de atividades físicas na infância, mantendo essa prática ao longo da vida adulta.
CONCLUSÃO
Este estudo teve como objetivo analisar como a prática de atividade física e a adoção de uma alimentação saudável podem ser aliadas no combate à obesidade infantil. O problema de pesquisa foi: como o exercício físico e a alimentação saudável podem ser aliados no combate à obesidade infantil?
Assim, os resultados encontrados indicam que tanto a prática regular de atividade física quanto uma alimentação adequada são fundamentais para combater o crescente problema de obesidade infantil. Este estudo explorou a relação entre exercício físico, alimentação saudável e obesidade, destacando a importância de ações preventivas que abordem ambos os aspectos. A revisão bibliográfica revelou que fatores como maus hábitos alimentares, sedentarismo e influência da mídia contribuem para o aumento da obesidade infantil. No entanto, evidenciou-se que a combinação de exercício físico e alimentação saudável emerge como uma estratégia eficaz, promovendo benefícios não apenas físicos, mas também psicológicos e sociais para as crianças.
Diante desses resultados, evidencia-se a necessidade de abordar a obesidade de forma abrangente, considerando não apenas a prática de atividade física, mas também aspectos nutricionais. A intervenção eficaz requer uma abordagem multidisciplinar envolvendo profissionais de diversas áreas, incluindo nutricionistas, além dos pais, professores e profissionais de saúde. O papel dos pais, professores e profissionais de saúde faz-se mister na promoção de hábitos saudáveis, incentivando não apenas a prática regular e prazerosa do exercício físico, mas também uma alimentação balanceada e nutritiva. No entanto, diversos desafios foram identificados, como custos elevados, ambientes inseguros e falta de acesso a alimentos saudáveis, destacando a importância de estratégias adaptadas às características e necessidades específicas do público-alvo.
Futuras pesquisas devem abordar especificamente a integração de programas de exercício e nutrição em diferentes ambientes, considerando variáveis culturais. Além disso, investigações de longo prazo sobre os efeitos nas esferas cognitiva e emocional das crianças contribuiriam para uma compreensão mais completa. Esses desafios identificados indicam a necessidade contínua de pesquisa multidisciplinar, visando aprimorar estratégias de combate à obesidade infantil e promover o bem-estar holístico das crianças.
REFERÊNCIAS
ARAÚJO, R. A. O papel da educação física escolar diante da epidemia da obesidade em crianças e adolescentes. Educação Física em Revista, Taguatinga, v.4, n. 2, maio/ ago. 2010. 
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