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UNIVERSIDADE IGUAÇU
Faculdade de Ciências Biológicas e da Saúde
Gabriel Henrique Diogo Rodrigues 
 
 
OS BENEFÍCIOS DA EDUCAÇÃO FÍSICA PARA
A PREVENÇÃO DA OBESIDADE INFANTIL
 
 Graduação em Educação Física
 
 
 
 
 
 
 
Nova Iguaçu
2023.2
Gabriel Henrique Diogo Rodrigues 
OS BENEFÍCIOS DA EDUCAÇÃO FÍSICA PARA
A PREVENÇÃO DA OBESIDADE INFANTIL
 
 Artigo apresentado em cumprimento à exigência da Graduação em Educação Física da Universidade Iguaçu, como requisito parcial à obtenção de Grau de Licenciatura.
Orientadora: Eliane Ferreira de Souza Ribeiro
 
 
 
Nova Iguaçu
2023.2
Os benefícios da educação física para a prevenção da obesidade infantil
 
RESUMO
Elemento obrigatório, constituído de uma sequência de frases concisas e objetivas e não de uma simples enumeração de tópicos, não ultrapassando 15 linhas. Deve ser seguido pelas palavras representativas do conteúdo do trabalho, isto é, das palavras-chave.
Palavras-chave: Educação física; Educação física escolar; Obesidade infantil; Sedentarismo; Saúde da criança.
A introdução deve começar nessa folha e ser numerada com a página 3.
Parece que foi utilizado um modelo de monografia, mas o TCC deve ser apresentado em formato de artigo científico, conforme modelo disponibilizado.
1 INTRODUÇÃO
Segundo o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), crianças e adolescentes devem ter o direito à saúde protegida pela família, pela comunidade, pela sociedade em geral e pelo poder público (governantes e autoridades públicas). Assim, as questões que colocam sua vida em risco carecem de estudo e de implementação de políticas públicas.
No que diz respeito à saúde da criança, percebe-se que o índice de obesidade infantil tem crescido. A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que em 2025 o número de crianças obesas no planeta chegue a 75 milhões. Neste sentido, cabe destacar as possíveis consequências do sobrepeso na infância.
	A obesidade infantil pode ter um impacto negativo no desenvolvimento dos ossos, músculos e articulações, prejudicando a formação do esqueleto. Dentre os riscos mais graves à saúde, podemos citar disfunções do fígado, em função do acúmulo de gordura, hipertensão arterial e diabetes. Além disso, existem os riscos de cunho social e emocional, já que a obesidade pode desencadear quadros de doenças mentais ou problemas de relacionamento, como por exemplo: depressão, disfunções alimentares e baixa autoestima.
O uso excessivo do smartphone também pode colaborar para o sobrepeso na infância, na medida em que a criança passa mais tempo fazendo o uso de telas do que se exercitando. Crianças brasileiras, de 0 a 12 anos, passam cerca de 4 horas na frente do celular. Esse hábito se intensificou com a pandemia, causada pela Covid-19, já que o isolamento social restringiu as atividades fora de casa.
No âmbito escolar, há diversas formas de abordar a obesidade infantil, uma delas é através do ensino de educação física. Através da atividade física a criança tem acesso a jogos, recreação, brincadeiras e a prática de esportes, o que pode trazer benefícios para a saúde. As atividades físicas realizadas tanto em sala de aula quanto na quadra possibilitam que o aluno adquira consciência corporal e rompa com o sedentarismo, colaborando para a prevenção das questões clínicas citadas anteriormente.
Além disso, a prática da educação física na escola também promove a socialização entre os alunos, já que a maioria das atividades são feitas de maneira coletiva. Isso colabora para o manejo de possíveis questões de saúde mental, que podem acarretar em seu isolamento neste contexto.
Se tratando da delimitação do estudo, o nosso problema de pesquisa surge na tentativa de pensar como a prática da educação física escolar pode colaborar para a prevenção da obesidade infantil. Desta forma, nosso público-alvo será crianças, do sexo feminino e masculino, com idade entre 5 e 9 anos, que cursam a educação infantil.
Minha relação com o tema se dá na medida em que fui uma criança diagnosticada com obesidade na infância e a prática de atividade física foi uma grande aliada para o manejo desta problemática. Hoje, como estudante e como futuro profissional de Educação Física, percebo a relevância de estudos e práticas voltadas para o combate da obesidade infantil.
A atividade física escolar trouxe inúmeros benefícios para minha saúde física e mental. Diante da obesidade, o cuidado que precisava chegou através da prática de esportes, realizados nas quadras dos colégios por onde estudei. Durante este processo, consegui vencer barreiras que restabeleceram não só minha saúde física, mas também minha saúde mental.
Grande parte das crianças brasileiras tem o primeiro contato com o esporte e com a atividade física no colégio, desta maneira é fundamental que esta disciplina tenha como objetivo acolher e intervir diante das questões de saúde que atingem a infância. 
Esta pesquisa caracteriza-se do seguinte modo: abordagem qualitativa; natureza básica; objetivo exploratório e procedimento bibliográfico. A abordagem justifica-se de modo qualitativo, pois a visão do pesquisador sobre o objeto de pesquisa busca a qualidade dos fenômenos investigados, compreendendo significados e percepções, ao invés de prever.
A respeito da contribuição à ciência, será utilizado um método básico, já que o nosso objetivo contribui com as discussões teóricas sobre o tema em questão, sem propor uma aplicação prática.
O objetivo se configura de modo exploratório, uma vez que a exploração das hipóteses ajuda a estabelecer as relações entre os fenômenos estudados, contribuindo para uma maior aproximação com o problema de pesquisa.
 O procedimento, que se trata da parte prática da pesquisa, é bibliográfico, pois consiste no levantamento de informações a partir de fontes bibliográficas.
A pesquisa bibliográfica foi feita através Google Acadêmico, plataforma do Google que reúne textos acadêmicos. As palavras-chave utilizadas foram: “obesidade infantil”, “sedentarismo infantil”, “educação física escolar”, “recreação”, dentre outras que se relacionam com o tema. Foram analisados artigos, livros, resumos, monografias, teses, dissertações e textos científicos em português, publicados a partir de 2018.
O estudo tem como objetivo geral analisar como a prática da educação física escolar pode colaborar para a prevenção da obesidade infantil. Já os objetivos específicos são: investigar o índice de aumento da obesidade infantil no Brasil, entender como o uso excessivo do smartphone contribui com o sedentarismo infantil e pesquisar sobre o benefício da Educação Física escolar no combate da obesidade infantil.
2 A OBESIDADE INFANTIL NO BRASIL
A obesidade infantil no Brasil é uma preocupação crescente. De acordo com o Ministério da Saúde (2022), mais de 340 mil crianças de 5 a 10 anos de idade foram diagnosticadas com obesidade. De acordo com estudos acadêmicos recentes, a prevalência da obesidade infantil no Brasil tem apresentado um aumento significativo. Os dados mostraram que em apenas quatro décadas o número de crianças e adolescentes obesos saltou de 11 milhões para 124 milhões. 
A obesidade infantil é um problema de saúde pública que tem ganhado cada vez mais atenção no Brasil. Trata-se de
(...) uma epidemia global, que afeta cada vez mais crianças e adolescentes, devido às transições do modo de vida da sociedade, deixando em alerta entidades públicas para o aumento mais significativo das Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DCNT) em população mais jovem (SILVA et al., 2023, p. 2251).
Diante destas estatísticas, destaca-se a importância de medidas efetivas para combater esse problema e promover hábitos saudáveis desde cedo. O aumento do índice de obesidade infantil no Brasil é um problema alarmante que demanda atenção e ações efetivas por parte da sociedade e das autoridades. Através de estudos acadêmicos e políticas públicas adequadas, é possível combater esse cenário preocupante e promover uma vida saudável para as crianças brasileiras.2.1 Impactos da obesidade infantil
A obesidade infantil é caracterizada pelo acúmulo excessivo de gordura corporal em crianças e adolescentes. Segundo a OMS, uma pessoa é considerada obesa quando o Índice de Massa Corporal (IMC) está acima de trinta. O IMC é resultado de um cálculo que considera peso, altura e idade.
O diagnóstico para obesidade infantil ocorre por meio da anamnese, dados nutrológicos (anamnese alimentar) e exame físico (peso, altura, IMC, circunferência abdominal) sendo que exames complementares podem ser utilizados para investigação de possíveis causas da obesidade e para o diagnóstico das comorbidades mais comuns associadas à obesidade (SBP, 2019) (SILVA et al., 2023, p. 2252)
No Brasil, 9,4% das meninas e 12,4% dos meninos são considerados obesos, de acordo com os critérios adotados pela OMS para classificar a obesidade infantil. Além das consequências físicas, como problemas cardiovasculares e diabetes tipo 2, a obesidade também pode ter impactos psicossociais, afetando a autoestima e a qualidade de vida das crianças. CITAR A FONTE DESSA INFORMAÇÃO
É fundamental que sejam implementadas políticas públicas efetivas para combater esse problema, promovendo educação alimentar nas escolas, incentivando a prática de atividades físicas e regulamentando a publicidade de alimentos não saudáveis direcionados às crianças. Somente através de esforços conjuntos da sociedade, governo e famílias poderemos reverter essa tendência preocupante e garantir um futuro mais saudável para nossas crianças. 
As consequências da obesidade infantil vão além do impacto na saúde das crianças, já que a obesidade na infância está associada a um maior risco de desenvolvimento de doenças crônicas na vida adulta. Além disso, o combate à obesidade infantil apresenta desafios, como a necessidade de políticas públicas efetivas, educação alimentar e incentivo à prática de atividades físicas.
2.2 Fatores contribuintes para o aumento da obesidade Infantil
Diversos fatores têm sido apontados como contribuintes para o aumento da obesidade infantil no Brasil. Dentre eles, destacam-se a influência dos hábitos alimentares inadequados, como o consumo excessivo de alimentos ultraprocessados ricos em gorduras e açúcares. 
A obesidade infantil é resultado de uma série complexa de fatores genéticos e comportamentais, que atuam em vários contextos como a família e a escola. Segundo os especialistas ouvidos, porém, os maiores responsáveis pelo aumento de peso entre as crianças brasileiras são os alimentos ultraprocessados. Sucos de caixinha, refrigerantes, biscoitos recheados, salgadinhos e macarrão instantâneo são alguns dos produtos mais consumidos pelos pequenos atualmente (ABESO, 2022).
O índice de aumento da obesidade infantil no Brasil tem sido uma preocupação crescente nos últimos anos. Com o avanço da urbanização, mudanças nos padrões alimentares e estilo de vida sedentário, as crianças estão expostas a uma dieta rica em alimentos ultraprocessados e pobres em nutrientes, alimentos que se tornaram mais baratos e que estão cada vez mais disponíveis para a compra. “Além de muitas vezes terem um custo mais baixo do que os alimentos in natura, os industrializados também são propagandeados na televisão e na internet com um marketing muito específico para os pequenos.” (ABESO, 2022)
Outro componente importante para o aumento nas taxas de sobrepeso e obesidade é a mudança nas atividades dos pequenos. Cada vez, mais as crianças têm preferido brincadeiras com pouco ou nenhum movimento. É relevante destacar também o impacto dos períodos de isolamento no peso de crianças de adolescentes. “A explicação é simples: a falta de gasto energético nas brincadeiras ao ar livre, na escola e também a suspensão dos exercícios físicos, associados ao maior tempo diante das telas, contribuíram para o problema” (ABESO, 2022).
Durante a pandemia de COVID-19, o isolamento social e as mudanças nos hábitos de vida podem ter influenciado para o aumento dos índices de obesidade em crianças e adolescentes, bem como no aparecimento de sintomas, tais como o aumento de peso, aumento nos níveis de colesterol e glicose e alterações endócrinas (NOGUEIRA DE ALMEIDA et al., 2020) (SILVA et al., 2023, p. 2252).
A pandemia, causada pela Covid-19 também pode ser um fator contribuinte. “[...] E se ainda não existem dados sobre o ganho de peso durante a pandemia no Brasil, já há informações sobre o cenário nos Estados Unidos. Uma pesquisa do Centro de Controle de Doenças (CDC) do Departamento de Saúde dos EUA mostrou que o percentual de crianças e adolescentes obesos no país aumentou para 22%, em comparação com 19% antes da covid-19 (ABESO, 2022).
Assim, a falta de atividade física e a diminuição do tempo ao ar livre contribuem para o aumento dos casos de obesidade infantil. 
3 O USO DO SMARTPHONE E O SEDENTARISMO INFANTIL
Nos últimos anos, o uso excessivo do smartphone tem se tornado uma preocupação crescente na sociedade, especialmente quando se trata das crianças. Esse comportamento tem gerado consequências negativas, como o sedentarismo infantil, que pode afetar negativamente a saúde e o desenvolvimento das crianças. Neste capítulo, discutiremos o impacto do uso excessivo do smartphone na atividade física das crianças.
3.1 O uso excessivo do smartphone na infância
O acesso fácil e constante aos smartphones tem levado as crianças a passarem cada vez mais tempo em frente às telas. Estudos acadêmicos têm demonstrado que o uso excessivo do smartphone está associado a diversas consequências negativas para a saúde física e mental das crianças. Além disso, esse comportamento pode levar ao sedentarismo, uma vez que as crianças deixam de realizar atividades físicas e preferem passar seu tempo em frente ao smartphone.
3.2 Sedentarismo infantil
O sedentarismo é caracterizado pela falta de atividade física regular e está associado a diversos problemas de saúde, como a obesidade. Nas crianças, o sedentarismo pode ter impactos ainda mais significativos, uma vez que é nessa fase que os hábitos são formados e a saúde está em desenvolvimento.
Um fator importante que contribuiu para o aumento da obesidade infantil, foi ofechamento das escolas, que representou uma ameaça em potencial para o bem-estar físico e mental das crianças, uma vez que estas estavam condicionadas a um ambiente e rotina estruturados com atividades que eram oportunas para o desenvolvimento de comportamento de saúde positivo, tais como atividade física, horários regulados para o sono e nutrição e menor tempo de tela (BURKART et al., 2022) (SILVA et al., 2023, p. 2261)
A respeito dos Impactos do uso excessivo de smartphone entre crianças, percebe-se uma correlação direta com o sedentarismo infantil. O tempo gasto em frente às telas substitui as atividades físicas, como brincadeiras ao ar livre e prática de esportes. Além disso, o uso do smartphone também pode levar a comportamentos sedentários, como ficar sentado por longos períodos sem se movimentar.
A obesidade infantil é uma realidade de nossos dias, faz parte do cotidiano das crianças que preferem realizar outras atividades que não sejam as físicas, como o uso massivo dos smartphones e jogos de computador. Neste contexto, entendemos que o professor de Educação Física possui um papel de grande relevância nesse sentido, pois ele é o responsável por despertar o interesse do adolescente na prática de uma atividade física prazerosa para o seu cotidiano (FERREIRA E SILVA, 2022, p. 39). 
O isolamento social, em decorrência da pandemia causada pela Covid-19, trouxe mudanças que afetaram os hábitos das crianças. A atividade física foi reduzida devido ao fechamento da escola durante a pandemia e o tempo gasto em atividades esportivas diminuiu, trazendo o aumento do tempo de tela. Assim, a infância, que é fundamental para a construção psicológica, física e social do ser humano, foi afetada. E o reflexo disso é o aumento de sobrepeso e do diagnóstico de obesidade durante o confinamento.3.3 Consequências do sedentarismo infantil
O sedentarismo infantil pode acarretar uma série de consequências negativas para a saúde das crianças. Além do aumento do risco de desenvolver doenças crônicas, como obesidade e diabetes, as crianças sedentárias também podem apresentar problemas de postura, fraqueza muscular e dificuldades no desenvolvimento motor.
É fundamental que os pais, educadores e a sociedade como um todo estejam engajados na busca por soluções para combater o uso excessivo do smartphone e o sedentarismo infantil. Algumas estratégias incluem estabelecer limites de tempo para o uso de dispositivos eletrônicos, incentivar a prática de atividades físicas e esportes, promover brincadeiras ao ar livre e estimular hábitos saudáveis desde cedo.
4 OS BENEFÍCIOS DA EDUCAÇÃO FÍSICA ESCOLAR NO COMBATE DA OBESIDADE INFANTIL 
4.1 A educação física escolar
A educação física escolar é uma disciplina presente no currículo escolar que tem como objetivo promover a prática de atividades físicas, desenvolver habilidades motoras, estimular a socialização e transmitir conhecimentos sobre saúde e bem-estar aos alunos. Ela é ministrada por professores especializados e faz parte da formação integral dos estudantes.
A educação física escolar vai além de simplesmente proporcionar momentos de atividade física aos alunos. Ela envolve aulas estruturadas e planejadas, com o objetivo de desenvolver diversas habilidades motoras, como correr, pular, lançar e equilibrar. Além disso, a disciplina busca promover a consciência corporal, a coordenação motora e a capacidade de movimentar-se de forma segura e eficiente.
	Através da educação física escolar, os alunos têm a oportunidade de experimentar diferentes modalidades esportivas, jogos cooperativos e atividades recreativas. Essas experiências contribuem para o desenvolvimento físico, cognitivo, social e emocional dos estudantes.
A atividade física é importante para todas as crianças. 
O crescimento e o desenvolvimento saudáveis são os principais benefícios da atividade física na infância, mas a atividade física também: 
Auxilia no controle do peso adequado e na diminuição do risco de obesidade;
Melhora a qualidade do sono; 
Auxilia na coordenação motora; 
Melhora as funções cognitivas e a prontidão para o aprendizado;
 Ajuda na integração e no desenvolvimento de habilidades psicológicas e sociais;
 Contribui para o crescimento saudável de músculos e ossos; 
 Melhora a saúde do coração e a condição física (BRASIL, 2021, p. 11)
Além disso, a disciplina também aborda questões relacionadas à saúde e ao bem-estar. Os alunos aprendem sobre a importância da atividade física regular, da alimentação saudável, do descanso adequado e da prevenção de lesões. Esses conhecimentos são fundamentais para que os alunos possam tomar decisões conscientes em relação à sua saúde e adotar um estilo de vida ativo e equilibrado.
A educação física escolar também desempenha um papel importante na formação cidadã dos estudantes. Durante as aulas, são trabalhados valores como respeito, cooperação, espírito esportivo e inclusão. Esses valores são essenciais para o convívio em sociedade e para o desenvolvimento de relações saudáveis e harmoniosas.
	Portanto, a educação física escolar é uma disciplina que vai além do movimento corporal. Ela proporciona benefícios físicos, cognitivos, sociais e emocionais aos alunos, contribuindo para o seu desenvolvimento integral e para a formação de hábitos saudáveis ao longo da vida.
4.2 O papel da educação física escolar diante da obesidade infantil
A obesidade infantil tem se tornado uma preocupação crescente em todo o mundo, sendo considerada uma epidemia global. A educação física escolar desempenha um papel crucial no combate e prevenção da obesidade infantil. Através da promoção da atividade física regular, aumento do conhecimento, conscientização e adoção de hábitos saudáveis, a educação física escolar pode ajudar a reduzir a prevalência da obesidade infantil e promover um estilo de vida saudável desde a infância.
Quanto mais cedo a atividade física é incentivada e se torna um hábito na sua vida, maiores os benefícios para sua saúde. Sendo que alguns desses benefícios são: o controle do peso; a diminuição da chance de desenvolvimento de alguns tipos de cânceres; a diminuição da chance de desenvolvimento de doenças crônicas, como a diabetes (alto nível de açúcar no sangue), pressão alta e doenças do coração; a melhora da disposição: e a promoção da interação social (BRASIL, 2021, p. 5). 
É fundamental que as escolas e profissionais da área reconheçam a importância dessa disciplina e trabalhem em parceria com profissionais da saúde 
para enfrentar esse desafio de forma eficaz. Com isso, neste capítulo, discutiremos o importante papel da educação física escolar no combate e prevenção da obesidade infantil, com base em referências acadêmicas.
O educador físico, que hoje é considerado um profissional da saúde tem condições de acatar estratégias que trabalhe na identificação, prevenção e tratamento de enfermidades, dentre elas a obesidade infantil, o mesmo deve dispor de uma atenção especial e ter ciência de responsabilidade, na medida em que já é comprovado que o sedentarismo está entre as principais causas do aumento dos índices de obesos no Brasil (BENEDITO, 2015, p. 8).
A educação física escolar desempenha um papel crucial na promoção da atividade física e no combate à obesidade infantil. É na escola que as crianças podem ter acesso a oportunidades regulares de exercícios físicos estruturados e orientados por profissionais qualificados.
Araújo; Brito; Silva (2010) “afirmam que um dos fatores responsáveis pela maior prevalência da obesidade é, sem dúvida, o sedentarismo ou a insuficiente prática de atividade regular”. Os professores de Educação Física, ao acatar estratégias para combater o sedentarismo, contribuem de maneira satisfatória para a promoção de saúde de seus alunos. (BENEDITO, 2015, p. 7).
		NÃO ENTENDI ESSA CITAÇÃO COM 2 AUTORES DIFERENTES
Através das aulas de educação física, as crianças são incentivadas a participar de atividades físicas que promovem o desenvolvimento das habilidades motoras, aumento da aptidão física e melhora da coordenação. Essas atividades incluem jogos, esportes, dança e exercícios aeróbicos, que ajudam a queimar calorias e contribuem para um estilo de vida ativo. 
Nas aulas de educação física os alunos têm a oportunidade de se exercitar, tais exercícios devem ser destinados a todos sem exceção, onde as atividades proposta nas escolas devem primar pela participação em massa de todos os alunos, os educadores físicos precisam planejar suas aulas utilizando da riqueza de possibilidades que a educação física escolar disponibiliza, onde a utilização de temas transversais de forma lúdica pode ser uma saída e deve ser um facilitador para trazer benefícios para crianças obesas e ou com sobrepeso (BENEDITO, 2015, p. 8).
A educação física escolar também desempenha um papel fundamental na promoção do conhecimento e conscientização sobre os benefícios da atividade física regular e uma alimentação saudável. As crianças aprendem sobre a importância de fazer escolhas saudáveis, entender os riscos da obesidade e adotar comportamentos saudáveis que podem ajudar a prevenir o ganho de peso excessivo. 
A Educação Física tem como meta a conservação da saúde, então usamos esta ideia para promover a informação sobre a Obesidade e fornecer subsídios para os alunos conhecerem formas de prevenção para essa doença, no qual será a melhora no padrão alimentar e a prática de atividade física, onde dentro da escola a prática de atividade física está vinculada a Educação Física (CORNACHIONI, 2011) (BENEDITO, 2015, p. 8).
Além de promover a atividade física, a educação física escolar pode ajudar as crianças a desenvolverem hábitos saudáveis ​​que podem ser levados para além da escola. Isso inclui ensinar sobre a importância do sono adequado, gerenciamento do estresse, alimentação equilibrada e limitação do tempo de tela, fatores essenciaispara o controle do peso corporal.
CONCLUSÃO 
(em andamento…)
Atualmente, a escola, através das aulas de educação física, se configura como um dos poucos espaços onde existe a prática de atividade física na infância. Assim, além da escola ser um espaço voltado para a educação, pode também ser um ponto estratégico para a promoção da saúde, através da prática da atividade física escolar.
O professor de educação física escolar, além de um profissional da educação, é um profissional da saúde, portanto, pode ser uma referência para a promoção da saúde no âmbito escolar.
 	O ambiente escolar é um espaço oportuno para o aprendizado. Se tratando das aulas de educação física, é fundamental que o plano de aula esteja voltado para orientar as crianças sobre temáticas que visem a promoção de saúde. Entretanto, o básico não é suficiente, é preciso inovar, já que as crianças do século XXI passam muito tempo em telas e é difícil ter a atenção delas por muito tempo. 
Além da importância da interação entre aluno e professor, salientamos também a interação entre os alunos, o que acaba sendo uma exceção em tempos de uso excessivo de smartphones.
Trabalho interdisciplinar com professores de outras áreas…
Estratégias de combate a obesidade infantil nas escolas (desenvolver) 
1. Oferecer refeições saudáveis e balanceadas no ambiente escolar.
2. Promover a prática regular de atividades físicas e esportes.
3. Incluir aulas de educação alimentar e nutricional no currículo escolar.
4. Estabelecer parcerias com profissionais de saúde para orientar sobre alimentação adequada.
5. Organizar eventos e campanhas educativas sobre os riscos da obesidade e a importância de hábitos saudáveis.
6. Incentivar o consumo de frutas, legumes e alimentos integrais nas cantinas escolares.
7. Limitar ou proibir a venda de alimentos não saudáveis nas dependências da escola.
8. Criar espaços adequados para a prática de exercícios físicos dentro da escola.
9. Envolvimento dos pais e responsáveis na promoção de hábitos saudáveis em casa.
10. Monitorar regularmente o índice de massa corporal (IMC) das crianças e oferecer suporte adequado quando necessário.
REFERÊNCIAS
(falta formatar algumas)
ABESO – Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica (2018). Disponível em: https://abeso.org.br/obesidade-e-sindrome-metabolica/mapa-da-obesidade/
ABESO - Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica (2022). Obesidade infantil: as razões por trás do aumento de peso entre as crianças brasileiras. Disponível em: https://abeso.org.br/obesidade-infantil-as-razoes-por-tras-do-aumento-de-peso-entre-as-criancas-brasileiras/. Acesso em: 08 nov. 2023.
BRASIL. Ministério da Saúde. Obesidade infantil é fator de risco para doenças respiratórias, colesterol alto, diabetes e hipertensão. 2022a. Disponível em: Obesidade infantil é fator de risco para doenças respiratórias, colesterol alto, diabetes e hipertensão — Ministério da Saúde (www.gov.br). Acesso em: 15 jul.2023.
BRASIL MS
https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/noticias/2022/setembro/acompanhadas-pelo-sus-mais-de-340-mil-criancas-brasileiras-entre-5-e-10-anos-possuem-obesidade
Acompanhadas pelo SUS, mais de 340 mil crianças brasileiras entre 5 e 10 anos possuem obesidade
Publicado em 20/09/2022
BRASIL ms 2021
GUIA DE ATIVIDADE FÍSICA PARA A POPULAÇÃO BRASILEIRA
https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/guia_atividade_fisica_populacao_brasileira.pdf
FOLHA VITÓRIA. IBGE: uma em cada três crianças, com idade entre 5 e 9 anos, está acima do peso no País. Disponível em: . Acesso em: 15. mar 2022 
MONTEIRO, João Tallysson da Cruz Palheta et al. O papel da educação física escolar no combate à obesidade infantil. 2022.14f. Trabalho de Conclusão de Curso (Graduação em Educação Física) - Faculdade de Educação Física, Universidade Federal do Pará, Belém, 2022.
NAÇÕES UNIDAS. OMS divulga recomendações sobre uso de aparelhos eletrônicos por crianças de até 5 anos. Disponível em: . Acesso em: 15. mar 2022 
SILVA, Nataly do Nascimento. A educação física escolar na atenção à obesidade infantil. 2022. 27f.Trabalho de Conclusão de Curso (Licenciatura em Educação Física) - Centro Acadêmico de Vitória, Universidade Federal de Pernambuco,Vitória de Santo Antão, 2022.
(SILVA et al., 2023, p. 2251).
O impacto da obesidade infantil no Brasil: revisão sistemática | RBONE - Revista Brasileira de Obesidade, Nutrição e Emagrecimento
3 EDUCACAO-FISICA-ESCOLAR-E OBESIDADE (unifaema.edu.br)

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