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1 
CAPACITAÇÃO PARA MINISTRO DE ESPORTES 
Samuel da Silva Jardim 
 
 
APOSTILA DE APOIO 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Proibida a reprodução 
 
 
 
 
 
 
ÍNDICE 
 
 
 
 
01 - História do Esporte ................................................................ 3 
 
02 - História de Ministérios Esportivo .......................................... 6 
 
03 - Ministérios Esportivos e a igreja ........................................... 7 
 
04 - Modelos de Ministérios Esportivos ...................................... 12 
 
05 - Manual da Proclamação 
 
06 - Proclamação 1 ..................................................................... 15 
 
 Como Prepara e Comunicar seu Testemunho Pessoal (Apostila separada) 
 
07 - Proclamação 2 ..................................................................... 18 
 
08 - Formação do Atleta Modelo ................................................ 22 
 
09 - Parcerias (Apostila separada) 
 
10 - Elaboração de Projetos Esportivos (Apostila separada) 
 
11 - IE - Igreja e Esporte (Apostila separada) 
 
 
2 
Ministérios Esportivos 
 
1- História do Esporte 
 
Dos campos de batalha aos estádios, 5 mil anos de história 
Por Marlucio Luna (Projeto Século XXI) 
 
 Inicialmente, a prática esportiva está ligada aos exércitos e às guerras. Aprimorar e 
desenvolver a força física do soldado, além de significar mais chances de vitória nas batalhas, serve 
para demonstrar a superioridade de um povo. Em 2700 a.C. os egípcios praticam, com fins militares, a 
luta corpo-a-corpo e com espadas. Na China, treina-se kung-fu há cerca de 5 mil anos. Arqueólogos 
encontraram monumentos de babilônios, assírios e hebreus com representações de jogos com bola, 
natação, acrobacia e danças. 
 Mas é na Grécia Antiga que o esporte passa a ocupar um lugar de destaque na sociedade. A 
Educação Física deixa o campo militar e se torna motivo de distinção social. A prática esportiva é a 
única atividade que, mesmo gerando suor, causa orgulho nos cidadãos. O trabalho, por exemplo, cabe 
ao escravo e não confere prestígio aos homens livres. O filósofo Sócrates registra a importância do 
esporte para a sociedade da época: "Nenhum cidadão tem o direito de ser um amador na matéria de 
adestramento físico, sendo parte de seu ofício, como cidadão, manter-se em boas condições, pronto 
para servir ao Estado sempre que preciso. Além disso, que desgraça é para o homem envelhecer sem 
nunca ter visto a beleza e sem ter conhecido a força de que seu corpo é capaz de produzir". 
 O esporte na Grécia Antiga também apresenta características que mesclam guerra e religião. O 
maior exemplo é a Olimpíada, competição esportiva criada por volta de 2.500 a.C (776 a.C) e 
promovida para louvar Zeus, a maior divindade da mitologia grega. Os jogos Pan-Helênicos, 
denominação de quatro grandes competições – Jogos Olímpicos, Píticos, Ístmicos e Nemeus – eram 
realizados para celebrar homenagens a deuses como Zeus, em Olímpia, Jogos Olímpicos; Apolo, em 
Delfos, com nome de Jogos Píticos; em Corinto, festejavam-se os Jogos Ístmicos a Poseidon; em 
Nêmea os Jogos Nemeus, dedicados a Héracles; os Jogos Heranos, dedicados à deusa Hera, esposa de 
Zeus, com a participação exclusiva de mulheres; e os jogos Fúnebres, considerados os mais antigos e 
talvez precursores dos Jogos Olímpicos, eram dedicados aos mortos, como descreve Homero, na Ilíada 
sobre a homenagem a Pátroclo; as Panatéias, evento realizado em honra a Athena, tendo sido 
construído especialmente para esse evento, em 380 a.C. por Licurgo, o estádio Panatenaico, em 
Atenas, e reconstruído e ampliado por Herodes Ático no século II, para abrigar 50 mil espectadores. 
 A realização das provas e jogos tinha o poder de paralisar guerras. Os jogos olímpicos reúnem 
a elite da sociedade - cidadãos que não tenham cometido assassinato ou outros crimes graves. 
Mulheres só competem na corrida de cavalos, mesmo assim se forem proprietárias dos animais. Com 
exceção das sacerdotisas de Dêmetra, apenas homens podem assistir aos jogos. Nessa época surge o 
lema olímpico: "Citius, altius, fortius", cuja tradução - "o mais rápido, o mais alto, o mais forte" - 
representa a projeção de um ideal de corpo humano. 
 Com a conquista da Grécia antiga pelos romanos em 456 a.C., os JO entram em declínio. A 
proposta de integrar os cidadãos em competições marcadas pela cordialidade cede espaço às disputas 
cada vez mais violentas. Os últimos JO da era antiga acontecem em 393 d.C., quando o imperador 
romano Teodósio I proíbe a realização de festas para a adoração de deuses. A partir do século IV, 
passando por toda a Idade Média, o esporte vive um período de estagnação, sobretudo no Ocidente. O 
Cristianismo prega a purificação da alma; o corpo, colocado em segundo plano, serve mais à 
penitências do que ao desenvolvimento de aptidões esportivas. 
 A Educação Física, pelo menos na perspectiva adotada na Grécia antiga, desaparece ou é 
praticada de forma isolada por pequenos grupos. A retomada do esporte se dá lentamente. O 
Humanismo, nos séculos XVI e XVII, redescobre a importância a atividade física. As bases dos 
conceitos modernos de esporte surgem na Europa do século XVIII, quando a Educação Física volta a 
ser sistematizada. No século seguinte, em Oxford (Inglaterra), se dá a reforma dos conceitos 
desportivos, com a definição das regras para os jogos. A padronização dos regulamentos das disputas 
favorece a internacionalização do esporte. 
 No fim do século XIX, há três linhas doutrinárias de atividade física: a ginástica nacionalista 
(alemã), que valoriza aspectos ligados ao patriotismo e à ordem; a ginástica médica (sueca), voltada 
3 
para fins terapêuticos e preventivos; e o movimento do esporte (inglês), que introduz a concepção 
moderna de esporte e impulsiona a restauração do movimento olímpico, com o barão Pierre de 
Coubertin. Esta última linha prevalece e leva à realização da primeira Olimpíada da Era Moderna em 
1896, em Atenas. 
 A primeira metade do século passado é marcada por um desenvolvimento lento do esporte. 
Duas guerras mundiais (1914/1918 e 1939/1945), a revolução comunista de 1917, o crack da Bolsa de 
Nova York em 1929 criam dificuldades em escala planetária para o treinamento de atletas, a realização 
de competições e viagens das equipes. Por causa das guerras mundiais, três edições dos Jogos 
Olímpicos foram canceladas - 1912, 1940 e 1944. Neste quadro de relativo marasmo, a Associação 
Cristã de Moços (ACM) se destaca nos Estados Unidos, criando novas modalidades esportivas - como 
o basquete e o vôlei - ou inovando com as concepções pioneiras de ginástica de conservação. 
 Na segunda metade do século XX, notadamente entre 1950 e 1990, o esporte é sacudido por 
uma nova realidade. A concepção do "Ideário Olímpico" e sua máxima de "o importante é competir" 
saem de cena. A Guerra Fria estimula o uso ideológico do esporte, colocando em segundo plano o fair 
play. A simples prática esportiva deixa de ser relevante, pois o que importa é o rendimento, o 
resultado. Inicia-se um rápido processo de profissionalização dos atletas, alçados à condição de 
estrelas da mídia e heróis nacionais. 
 A corrida em busca de recordes e títulos faz com que organismos internacionais lancem 
manifestos denunciando a exacerbação da competição e alertando os governos para as novas 
responsabilidades do Estado no que se refere às atividades físicas. Os textos destacam a necessidade 
de garantir à população em geral - e não apenas aos atletas - condições que levem à democratização do 
esporte. 
 A última década do século passado revela a aceleração das mudanças na prática esportiva. 
Consolida-se a idéia de esporte como direito de todos. Grupos até então pouco atendidos na questão da 
atividade física ganham mais atenção. Dois exemplos de tal transformação
são a terceira idade e a 
pessoa portadora de deficiência. Amplia-se o próprio conceito de esporte, desmembrado em esporte-
participação (lazer) e esporte de rendimento (competição). O papel do Estado também se altera. Ele 
deixa de apenas tutelar as atividades esportivas. Passa a investir em recursos humanos e científicos. 
Além disso, no campo do alto rendimento, dá atenção especial às questões éticas, como o combate ao 
doping 
 No caso do esporte de alto rendimento, percebe-se o avanço da lógica mercantilista. Provas, 
partidas e torneios são espetáculos; atletas, produtos em exibição. Equipes de futebol, atletismo, vôlei 
ou basquete funcionam como uma espécie de grande companhia artística, com astros (atletas) 
milionários e shows (partidas ou provas) que mobilizam a mídia e o público. Estimuladas pela 
cobertura das TVs, novas modalidades ganham importância. Os chamados esportes radicais (surfe, 
skate, kitesurfe, bicicross, motocross, entre outros) proporcionam imagens de impacto e conquistam 
novos fãs a cada dia. Além disso, multiplicam-se os "esportes-filhotes", derivações de modalidades 
amplamente difundidas. Vôlei de praia, futsal e beach soccer são alguns exemplos do fenômeno. 
 
 
 
Mundo do Esporte 
 
Números do Esporte 
 
A INDÚSTRIA ESPORTIVA NO BRASIL E NO MUNDO 
 
 No mundo, a indústria do esporte movimenta algo em torno de US$ 1 trilhão. À cada gol, 
cesta, raquetada, enfim, à cada belo lance as caixas registradoras das empresas de marketing esportivo 
rodam numa velocidade impressionante. Trata-se hoje de uma das mais lucrativas indústrias do planeta 
e fez nascer grandes companhias da noite para o dia. 
 A indústria esportiva no Brasil, movimenta em média R$ 31 bilhões por ano, o equivalente a 
3,3 % do Produto Interno Bruto. Nos Estados Unidos, esse setor movimenta US$ 50 bilhões e já está 
sendo denominado de Produto Nacional Bruto do Esporte (PNBE). A indústria esportiva é a que mais 
cresce no mundo, em 1982 a indústria americana de esporte era composta de apenas 10 investidores, 
4 
hoje essa realidade é de 3,4 mil empresas. Até o final de 2002, as estratégias de marketing esportivo 
no Brasil, devem movimentar algo em torno de R$ 1,1 bilhão. 
NÚMEROS DO MUNDO 
- Nos EUA, a indústria do esporte gera US$ 613 bilhões por ano, representando 6,7do PIB (É a 
primeira indústria do país, à frente da indústria automobilística); 
· Os canais de televisão com programação esportiva nos Estados Unidos praticamente dobraram em 
apenas 4 anos. Em 1997, eram 69. Hoje, são mais de 130; 
· Custo de um comercial na final do campeonato de futebol americano (SuperBowl) é de US$ 66 
mil/segundo; 
· Na Europa, os direitos de transmissão com esportes dobraram desde 1992: de US$ 1,47 bilhão para 
US$ 3,3 bilhões. Até 2008, a previsão é que dobre novamente, chegando a US$ 7,5 bilhões; 
- No Reino Unido, os direitos de transmissão pagos pelo Campeonato Inglês pularam de US$ 276 
milhões em 1993 (pelo período de 4 anos) para US$ 2,0 bilhões em 2001 (pelo mesmo período); 
· As Olimpíadas de Sidney 2000 geraram US$ 2,5 bilhões. 
- Por ano o futebol movimenta em todo o mundo cerca de 200 bilhões de dólares (Conf. Davos - 
Janeiro 2005) 
 
NÚMEROS DO BRASIL 
· Valor dos direitos de transmissão pagos pelo Campeonato Brasileiro (Clube dos Treze) vão passar de 
US$ 55 milhões em 1998 para US$ 88 milhões em 2003; Há seis anos atrás eram somente US$ 5 
milhões pelo mesmo campeonato; 
· Segundo a Fundação Getúlio Vargas, a indústria do esporte gera R$ 31 bilhões/ano, representando 
3,3% do PIB (É a quarta indústria do Brasil); 
· Só os torcedores do Flamengo têm um poder de consumo maior do que a Venezuela e cerca de 65% 
da Argentina 
- Com os novos investimentos, a indústria do esporte representará 5% do PIB brasileiro no ano 2003; 
A Distribuição dos investimentos em patrocínios no Brasil (em mil R$) 
Futebol 63% 205.300 
Patrocínio times 82.630 
Publicidade em estádio 38.000 
Atletas 1.920 
Seleção(*) 81.000 
Eventos 1.750 
Vôlei - 15% 49.000 
Superliga 22.200 
Vôlei de Praia 6.300 
Atletas 4.800 
Outros 1.000 
Basquete - 5% 16.496 
Liga / Seleção 15.596 
Atletas 900 
Futsal - 2% 5.626 
Atletas 420 
Esporte Motor - 1% 3.872 
Atletas 720 
Eventos 3.152 
Tênis - 2% 7.900 
Atletas 3300 
Eventos 4600 
Outros 12% 40.266 
TOTAL 328.460 
 
5 
(*) O valor dos patrocínios da Seleção Brasileira correspondem a quase 40% do total em futebol. O 
segundo lugar do Vôlei é garantido pelo acordo com o Banco do Brasil, que basicamente sustenta o 
Vôlei de Praia, as Seleções e os principais atletas. O patrocínio de tênis é claramente impactado pelo 
fenômeno Guga e criação de torneios no Brasil. 
 
Fonte: TopSports 
 
2- História de Ministérios Esportivos 
 
 A fé deve penetrar todos os aspectos da condição humana, incluindo aí seus aspectos físicos. 
Quanto mais humano nosso espírito se torna, mais ele se identifica com nosso corpo. Embora esta não 
seja a declaração de propósitos da ACM (YMCA), este é o princípio chave que levou ao 
desenvolvimento desta organização. A ACM é vista como um dos primeiros ministérios esportivos a 
ser criado. 
 Em 1844 um jovem tapeceiro George Williams frustrou-se com a falta de direção espiritual 
que ele via entre a população jovem de Londres, sua cidade. No dia 6 de junho de 1844 ele se reuniu 
com um grupo de outros doze crentes comprometidos e pensaram um modo pelo qual poderiam levar a 
mensagem do Evangelho para este grupo masculino. Ao pensar sobre a saúde espiritual destes jovens, 
eles pensavam ser necessário cada vez mais levar em conta a saúde física e mental. 11 anos depois 
espalhou-se pela Grâ-Bretanha, Canada, Australia e Estados Undos. Embora tenha se tornado mais 
tarde uma instituição secular. 
 No final do século 19 um movimento chamado “Movimento Muscular Cristão” integrou 
esporte e fé, liderado por D L Moody em Northfield Massachusetts. Reuniões no verão atendidas por 
cerca de 400 jovens representando 82 diferentes escolas 
esporte durate o dia, e estudos bíblicos, cânticos e relacionamento à noite. Um meio informal de 
levá-los a se relacionar com Jesus. Um dos participantes destes encontros foi um jovem 
canadense chamado James Naismith, que mais tarde se tornaria o inventor do basquetebol. 
Mais a frente, a Associação Cristã de Moços (ACM) se destaca nos Estados Unidos criando 
novas modalidades esportivas como o basquete e o vôlei 
 
 
 
Filosofia de Ministérios Esportivos Col 1:25 
 
Objetivos de Ministérios Esportivos Papel de Ministérios Esportivos 
Proclamação; Demonstração; 
Vivência/Integração; Restauração 
Produz cristãos melhores, desenvolve o “homem 
espiritual”, e promove a semelhança de Cristo. 
 
 
Importância de Ministérios Esportivos Focos de um ministério através do esporte 
6 
Importância de Ministérios Esportivos Focos de um ministério através do esporte 
1- Linguagem universal; 
2- Relevante para as culturas; 
3- Como um microcosmo, provem um ambiente 
para completa disciplina de vida; 
4- Cria uma comunidade; 
5- Um meio ou veículo para comunicar a 
mensagem da salvação; 
6- Uma das muitas ferramentas poderosas de 
ministério; 
7- Um fenômeno social internacional: eventos 
locais, nacionais e internacionais; 
8- Estratégico para o evangelização mundial. 
1- Ministério para pessoas do esporte ( atletas, técnicos e 
árbitros ); 
2- Ministério através de pessoas do esporte (atletas); 
3- Ministério em e através de atividades esportivas; 
4- Cultos através de atividades esportivas. 
 
3 - Ministérios Esportivos e a Igreja 
Por que uma igreja deveria ter um Ministério de Esportes ? 
• Porque é bíblico: o Deus da Bíblia é um Deus redentor, o homem é chamado para ser um ministro de 
Deus e embaixador, a igreja é a agência pela qual o Deus redentor trabalha e isto se cumpre através do 
homem, agente de Deus. 
• Porque é estratégico: estabelece a comunhão,
provem uma plataforma para o evangelização, facilita a 
assimilação, realiza o que outros ministérios encontram dificuldade para fazer. 
• Porque funciona: o esporte pode ajudar e interagir com outros ministérios da igreja, evita que pessoas 
abandonem a igreja, provem um lugar para desenvolvimento da liderança, e cria uma porta de entrada 
para novos crentes ou novos membros. 
De que maneira Ministério de Esportes pode colaborar com a igreja ? 
•Esporte contribui para a missão da igreja; 
•Esporte auxilia a igreja a alcançar os “inalcançáveis”; 
•Esporte contribui para a Body Life; 
•Esporte é uma ferramenta evangelística efetiva (estilo de vida), bem como uma ferramenta para o 
cumprimento da Grande Comissão (Mateus 28). 
 
Teologia do Esporte 
 É possível competir com excelência mantendo a fé cristã ? Competição = esforçar-se juntos. 
Eu não posso competir sem uma outra pessoa. Preciso do outro, companheiro ou adversário, para 
desenvolver os dons que Deus me concedeu, como um ato de adoração que traga honra a Ele. 
 
Teologia do esporte. O esporte é: 
7 
• Um dom de Deus: Romanos 12:6. Todo talento é parte da criação de Deus que nos concedeu 
diferentes dons uns dos outros. Nós usamos nosso talento esportivo da mesma forma que usamos o 
talento musical ao cantar em um coral. Todos os talentos existem para ser usados para a glória de 
Deus. 1 Coríntios 10:31 
• Parte da criação de Deus: Gênesis 1:25 e 1 Timóteo 4:4. Como tal, o esporte é bom e deve ser 
praticado com alegria e prazer (endorfina). Não há passagem alguma na Bíblia que proíba a prática de 
esportes ou provoque algum sentimento de culpa. 
• Uma oportunidade para adoração: Romanos 12:1. Portanto, cada pequenina coisa, em cada segundo 
e em qualquer lugar, o que nós fazemos deve ter como propósito a glorificação de Deus. Não devemos 
ser crentes “período parcial” apenas durante o culto dominical. Colossenses 3:23. Nós usamos nosso 
talento esportivo para o louvor de Deus e desfrutamos daquilo que Ele criou.. 
• Uma oportunidade para amarmos o nosso próximo: Mateus 22:39. No esporte, não podemos jogar 
sozinhos, precisamos de companheiros e adversários. Deve existir alguém que nos impulsione a nos 
desenvolvermos para adorar a Deus com os talentos que Ele nos concedeu . Você agradeceria seu 
colega de equipe após o jogo, caso ele tivesse perdido um gol na final do campeonato. Há no esporte 
oportunidades de praticarmos o amor de Jesus. 
• Um “campo de provas”: Romanos 12:14-21. O esporte nos fornece a oportunidade de provar a nossa 
fé. Podemos perdoar um adversário que comete uma falta grave ? Podemos seguir as regras e obedecer 
aos árbitros? Certamente que sim, esporte é o local para aprendermos e sermos provados. Como 
administramos o estresse, a falha, dor, e o sucesso ? 
• Uma oportunidade para testemunhar: 2 Coríntios 5:20. No campo esportivo, não crentes vêem os 
cristãos da mesma forma que eles são, eles serão atraídos pelas coisas que gostam e irão segui-las 
Assim, nós podemos refletir o Evangelho, nossa vida é uma fotografia de Jesus. 
Analogias da vida cristã com a prática do esportes 
1 Cor. 9. 24-27 Não sabeis vós que os que correm no estádio, todos, na verdade, correm, mas um só é 
que recebe o prêmio? Correi de tal maneira que o alcanceis. 25 E todo aquele que luta, exerce domínio 
próprio em todas as coisas; ora, eles o fazem para alcançar uma coroa corruptível, nós, porém, uma 
incorruptível. 26 Pois eu assim corro, não como indeciso; assim combato, não como batendo no ar. 27 
Antes subjugo o meu corpo, e o reduzo à submissão, para que, depois de pregar a outros, eu mesmo 
não venha a ficar reprovado. 
Gal 2.2 E subi devido a uma revelação, e lhes expus o evangelho que prego entre os gentios, mas em 
particular aos que eram de destaque, para que de algum modo não estivesse correndo ou não tivesse 
corrido em vão. 
Fp 2.16 Retendo a palavra da vida; para que no dia de Cristo eu tenha motivo de gloriar-me de que não 
foi em vão que corri nem em vão que trabalhei. 
Fp 3.12-14 Não que já a tenha alcançado, ou que seja perfeito; mas vou prosseguindo, para ver se 
poderei alcançar aquilo para o que fui também alcançado por Cristo Jesus. 13 Irmãos, quanto a mim, 
não julgo que o haja alcançado; mas uma coisa faço, e é que, esquecendo-me das coisas que atrás 
ficam, e avançando para as que estão adiante, 14 prossigo para o alvo pelo prêmio da vocação celestial 
de Deus em Cristo Jesus. 
2 Tim 2.4-5 Nenhum soldado em serviço se embaraça com negócios desta vida, a fim de agradar 
àquele que o alistou para a guerra. 5 E também se um atleta lutar nos jogos públicos, não será coroado 
se não lutar legitimamente. 
8 
2 Tim 4.7-8 Combati o bom combate, acabei a carreira, guardei a fé. 8 Desde agora, a coroa da justiça 
me está guardada, a qual o Senhor, justo juiz, me dará naquele dia; e não somente a mim, mas também 
a todos os que amarem a sua vinda. 
Hb 12.1-2 Portanto, nós também, pois estamos rodeados de tão grande nuvem de testemunhas, 
deixemos todo embaraço, e o pecado que tão de perto nos rodeia, e corramos com perseverança a 
carreira que nos está proposta, 2 fitando os olhos em Jesus, autor e consumador da nossa fé, o qual, 
pelo gozo que lhe está proposto, suportou a cruz, desprezando a ignomínia, e está assentado à direita 
do trono de Deus. 
 
 
Fundamentos bíblicos de ministérios esportivos 
 
Rodger Oswald, ministro de esportes e conferencista mundial sobre o assunto 
argumenta que, ainda que a Bíblia não se posicione com respeito a questões de ministérios de esportes 
e recreação, ela o faz com relação ao chamado individual e também da igreja, com o objetivo de 
cumprir o mandamento de fazer Jesus Cristo conhecido entre todos as pessoas, estejam elas em nossa 
vizinhança ou em qualquer lugar do mundo. 
O que parece mais prudente então é, encontrar a maneira mais efetiva de cumprir isto 
sem comprometer qualquer padrão bíblico de santidade. Desde que esporte e recreação são apenas 
jogos, parece injusto classificá-los como pecaminosos ou prejudiciais para pessoas ou para a igreja. 
Não há nada de errado se Deus nos tem dado meios culturalmente estratégicos para 
alcançar pessoas com o evangelho, porém nós falhamos simplesmente porque dizemos que “isto é 
errado” ou “eu penso que esporte é pecado”, ou ainda “nós nunca fizemos isto antes”. 
Com certeza os princípios que veremos a seguir garantirão a indivíduos e igrejas a 
oportunidade de considerar este tipo de ministério. O erro estaria em falhar na utilização daquilo que 
Deus não tem condenado segundo a noção que ele tem, já que toda noção neste caso é simplesmente 
feita por homens. 
Se a Bíblia condena ou parece ser contra isso, indivíduos e igrejas deveriam ser 
obedientes à palavra de Deus como demonstração de sabedoria. Entretanto, não há condenação, nem 
se quer uma sugestão de condenação. Ambos devem se sentir livres para usar seus dons atléticos, 
enquanto estes mesmos dons estiverem cedidos para Deus em prol de sua glória e para o 
engrandecimento de seu Reino. 
 
A) Princípio da diversidade divina 
Deus é diverso em sua essência (Deus triúno Pai, Filho e Espírito Santo), diverso em 
seu caráter (os judeus referem-se a Ele da forma como o haviam experimentado pessoalmente Jeovah 
Jireh, Deus provedor; Jeovah Nissi, Deus a minha bandeira, aquele que vai adiante de mim; ou ainda 
El Elyon, Deus todo-poderoso. No Novo Testamento João se refere a Jesus como a porta; a 
ressurreição e a vida; o caminho, a verdade e a vida; e o bom pastor. Em ambos os Testamentos, Deus 
é diverso em seu ministério, e para completar sua obra ele trabalha de diversas maneiras. No Antigo 
Testamento ele andou e conversou com Adão; com Moisés ele falou através da sarça ardente; e com a 
nação de Israel ele foi a coluna de fogo durante a noite e a nuvem durante o dia. No Novo testamento 
Jesus curou muitos, pregou para multidões, mas discipulou poucos se concentrando
em doze homens. 
O Espírito Santo aconselha, convence, ensina e conforta. O ponto principal é que o nosso Deus é 
criativo e diverso, trabalhando de diversas formas. 
Gênesis 1.26 e 27 diz que somos criados à imagem de Deus. Partindo do afirmado em 
Lucas 24.39 que diz que Deus não é carne e nem osso, permanece a questão em que forma somos 
imagem de Deus? A resposta parece ser que como nosso Deus é diverso e criativo, sua criação é 
abençoada com a mesma criatividade e capacidade de resolver problemas, transpor barreiras e lidar 
com as circunstâncias da vida. Obviamente esta capacidade está fragilizada e ferida até que o homem 
desenvolva um relacionamento com Deus através de Jesus Cristo. 
Tendo isto como premissa, parece lógico que o homem encontraria as maneiras mais 
criativas de cumprir o mandato de Jesus, e as metodologias mais estratégicas para cumprir este 
9 
mandato. Esta tendência criativa conduz as pessoas para esporte e recreação, não porque sejam mais 
importantes, mas porque representam uma ponte de relacionamento com os não cristãos. Através 
destes relacionamentos Jesus Cristo pode ser proclamado e a pergunta que importa responder é onde 
se reúnem as pessoas de nossa comunidade? 
 
B) Princípio dos talentos humanos 
Não se pode confundir talentos humanos com dons espirituais. Este princípio se refere 
aos dons e habilidades humanas que são dados por Deus. No salmo 139 o salmista está louvando a 
Deus por sua onipresença que lhe fez estar intimamente envolvido em seu nascimento. 
A implicação deste texto é que Deus tem feito cada ser humano da maneira como ele 
queria, e que cada um de nós foi feito terrível e maravilhosamente. O princípio aqui é que Deus tem 
criado cada pessoa com certas habilidades físicas e ou outras habilidades, e que cada uma participa na 
construção do Reino quando estas habilidades são utilizadas para expressar a pessoa de Jesus Cristo. 
Isto significa que quando o solista canta, o pastor prega ou o atleta usa sua plataforma 
para servir os propósitos de Deus, cada um está cumprindo com a vontade de Deus e isto pertence aos 
propósitos do Reino. 
 
C) Princípio da liberdade 
Se tudo isto é uma tentativa para descobrirmos qual a aplicabilidade para a igreja ter 
esporte e recreação como uma ferramenta ministerial, então o Princípio da Liberdade é fundamental. 
Se este princípio não puder ser levado em consideração, a igreja não deverá considerar este tipo de 
ministério. 
O apóstolo Paulo foi um advogado da liberdade, ele lutava contra o legalismo e a 
religiosidade. Ele deixa isso bem claro em l Coríntios quando expressa sua declaração de 
independência ao afirmar “não sou livre em Cristo ?” Ele não estava dizendo que era livre para fazer o 
que desejasse, nem para algo que fosse ilegal. O que ele quis dizer é que se sentia livre de toda sorte 
de legalismo e regras humanas, caso elas interferissem na proclamação do evangelho. 
No versículo 23 do capítulo 9 Paulo declara “faço tudo por causa do evangelho.” Isto 
era tão importante para o apóstolo, a proclamação da verdade, que estava disposto a ser tanto judeu 
como um pagão, em nome da identificação e da proclamação do evangelho, e por causa da salvação 
deles. Estava disposto a se adaptar culturalmente pela oportunidade de pregar o evangelho a 
comunidades específicas. Se Paulo pôde ser livre desta forma, é possível que a igreja seja igualmente 
livre e culturalmente relevante ? Se a resposta é sim, então a igreja deve ir aos campos e ginásios onde 
as competições e jogos se realizam. 
Hoje há muitos que condenam esportes e recreação não porque a Bíblia condena, mas 
porque regras e preceitos humanos o fazem. No verso primeiro do capítulo 5 de sua carta ao Gálatas, 
Paulo enfatiza esta liberdade em relação aos preceitos humanos, neste caso judaicos, que acreditavam 
deveriam os levar à salvação. 
 
A única pergunta que fica para a igreja é se existe algo que viola os ensinamento 
claros da Bíblia. Há liberdade em Cristo para experimentarmos a graça de Deus em salvação, como 
também a santificação em prol de garantir a liberdade para fazer Jesus Cristo conhecido. Alguns como 
Rodger Oswald acreditam que esporte e recreação deva ser uma destas liberdades. 
Há quem acredita que se Paulo estivesse vivo hoje seria provavelmente um músico ou 
uma atleta, já que estas são as duas linguagens universais que o ajudariam a ser relevante 
culturalmente e livre para proclamar o evangelho em todo o mundo. 
 
D) Principio do silêncio 
Geralmente quando alguém questiona a legitimidade de uma igreja possuir um 
ministério de esporte, utiliza como argumento o fato de não haver em lugar algum na Bíblia uma clara 
orientação a este respeito. Outro fator é que a Bíblia ao mesmo tempo que silencia-se sobre este 
assunto, ela parece gritar quando a examinamos com um pouco mais de cuidado. 
Se partirmos do pressuposto que Deus, e não homens, foi quem escreveu a Bíblia 
utilizando estes como seu instrumento, veremos que no momento que o apóstolo Paulo se refere à 
experiência da vida cristã como que tomando parte numa corrida, e mais tarde compara o cristianismo 
10 
com a figura de um atleta, ou ainda quando o autor de Hebreus se refere a mesma vida cristã como 
uma corrida de resistência, podemos perguntar quem escreveu isto, homens ou Deus? 
Isto nos leva a uma conclusão que se Deus é totalmente santo, é óbvio que tudo o que 
ele tem escrito através de homens é totalmente justo, santo e sem pecado. Portanto se existisse algo de 
pecaminoso ou mau sobre esportes, Deus não teria utilizado esportes ou atleta como uma metáfora 
para a vida cristã. Enquanto a Bíblia permanece silenciosa a respeito do assunto, o uso destas 
metáforas claramente indica que Deus não tem qualquer problema contra esportes. 
 
E) Princípio da oferta e boa dispensa 
Este princípio pode andar em conjunto com o princípio dos talentos humanos. Se Deus 
os tem dado a mim, não deveria eu utilizá-los para sua própria glória? Não deveria utilizar estas coisas 
confiadas a mim, mesmo que sejam talentos na área esportiva como chutar ou arremessar uma bola, 
como forma de agradecê-lo como é dito em Colossenses 3.17? 
Apenas 50 anos depois de Cristo, Paulo que costumava assistir às competições, já 
falava do valor do esporte para as pessoas. Em seus escritos ele menciona dois deles a corrida e a luta. 
Ali ele faz uma análise do bom exemplo do atleta que em tudo se domina, disciplinando seu corpo 
para alcançar uma coroa (I Cor. 9:24-25). 
F) Princípio do treinamento 
A partir do momento que as experiências cristãs incluem o processo de sermos 
conforme a imagem de Cristo (Romanos 8.29), e que este processo não é completo até que eu morra 
ou seja arrebatado (Filipenses 1.6), como é possível descrever o caráter que Tiago (Tiago 1.2-4), Pedro 
(l Pedro 1.6-7) e Paulo (Romanos 5.3-5) nos ensina? 
Este processo parece nos alertar para a realidade de que em nossa vida encontraremos 
provas e dificuldades graças ao fato de vivermos em constante guerra espiritual (Efésios 6.10-20 e l 
Pedro 5.8). O universo da competição esportiva é portanto um campo de treinamento em atividades 
seculares que o competidor precisa vivenciar e aprender como ser vitorioso na batalha espiritual. 
Escala de Engel - James F. Engel (1973) 
(Modelo do Processo de Decisão Espiritual) 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
4- Modelos de Ministérios Esportivos 
 
 
- Acampamentos esportivos 
- Clinicas Esportivas 
- Torneios 
- Ligas: 
11 
- Liga da igreja: 
- recreação 
 - ministério de alcance(dentro ou fora da igreja)e comunhão 
 - Times cristãos em ligas seculares 
- Competições/jogos amistosos 
- Exibições/demonstrações esportivas 
- Serviço escolar: Professores de educação física e treinadores de times 
- Igrejas esportivas 
- Clubes e times 
- Patrocínios para times e atletas 
- Escolinhas esportivas 
- Retiros/seminários/congressos e conferências
esportivas 
- Escolas de treinamento de liderança de ministério 
- Ministério às pessoas do esporte: 
 - Capelania: 
- capelães de times 
 - serviço a times e clubes 
 - estudos bíblicos para esposas e jogadores 
 - eventos esportivos de grande porte 
 - Ministério para veteranos 
 - Ministério para casais e família de esportistas 
 - Estudos bíblicos tópicos para grupos pequenos de esportistas 
 - Ministério para personal trainers 
- Ministério para os do mundo dos esportes: 
 - Ministério para técnicos e agentes esportivos 
 - Ministério para juízes e oficiais 
 - Ministério para jornalistas e escritores (que exploram o 
esporte) 
 - Administração esportiva 
 - Associações com secretarias de esportes órgãos governamentais. 
 - Ministério para massagistas e médicos esportivos 
- Ginásios/facilidades esportivas: 
 - Clubes de aeróbica fitness e saúde 
- Grupos ministeriais situados em escolas por técnicos e professores 
- Implantação de igrejas 
- Interesses/necessidades especiais: 
 - Ministério com crianças de rua 
 - Ministério em campus e faculdades 
 - Suporte ao fã 
 - Esporte para idosos 
 - Times de presidiários 
 - Esporte com deficientes físicos 
 - Esportes em orfanatos 
 
 
 
 
- Eventos fora da igreja: 
 - Dia do jogo 
 - Campanha sobre uso de drogas 
 - Noite dos campeões/estrelas 
 - Assembléias/missões escolares 
 - EBF (escola bíblica de férias) 
 - Demonstrações esportivas : extreme/power team 
 - Entrega de prêmios 
12 
 - Banquetes/cafés da manhã esportivos 
 - Maratonas esportivas (gincanas) 
 - Dia do esporte (Sport Day) 
- Missões esportivas: 
- Enviando times 
 - Enviando técnicos 
 - Posicionamento de jogadores e técnicos 
 - Enviando equipamento (chuteiras,uniformes, etc.) 
- Mídia esportiva: 
 - Websites evangélicos de esporte 
 - Rádio, TV, Vídeo, Áudio 
 - Roupas e parafernália esportiva 
 - Literatura/mídia com testemunhos de grandes esportistas 
 - Ministério de literatura esportiva: 
 - grandes eventos 
 - estudos bíblicos e devocionais 
 - publicações organizacionais 
- Kids Games, Family Games, Teen Games, Singles Games 
- Evangelismo em eventos de grande porte: 
 - Shows: 
 - música em cerimônias de grandes eventos 
 - Distribuição de literatura 
 - Treinamento para eventos evangelísticos 
 - Corrida de revezamento (olimpíada) 
 - Serviço de louvor em jogos 
 - Cafés da manhã/banquetes em jogos 
 - Noite dos campeões/estrelas 
 - Apresentação de telão em festas 
 - Festivais 
 - Juventude: 
 - EBF (escola bíblica de férias) 
 - Esportes: 
 - clinicas 
 - torneios 
 - competições amigáveis 
 - Ministério nas ruas: 
 - troca de bottoms 
 - música 
 - palhaços e pintura de rosto 
 - teatro/mímica 
 - equipes de recolhimento de lixo 
 
 
 
 
 
- Hospitalidade: 
 - voluntários 
 - cantinas 
 - hospedagem em casas: 
 - por eventos para atletas/envolvidos em esporte 
 - comitiva para família de esportistas 
 - hospedaria dentro da igreja 
 - ministérios em hotéis 
 - Sport’s Cafe 
13 
 - capelania: 
- atletas e gente do esporte 
 - voluntários 
 - visitantes 
- Ministério de esportes radicais: 
 - Viagens e camping 
 - Atividades que incentivam o trabalho em equipe 
 - Trilhas com cordas 
 - Caminhadas 
 - Montanhismo; Eco Challenge 
 - Mountain Bike, Moto Trail 
 - Rapel, Bungie Jump, Rafting 
 
9- Coalizão Internacional de Ministérios Esportivos (ISC) 
 
 O esporte é uma das poucas atividades que aproxima as pessoas independentemente do lugar 
onde estas se encontrem em todo o globo. Cor, raça, língua, religião, idade e sexo são coisas que não 
existem quando se está no campo, numa piscina ou estádio. 
 Muitas organizações desportivas, agências ou igrejas locais já sabem há muito, dos benefícios 
de estarem envolvidos com o esporte, ajudando os atletas, construindo assim uma ponte que ligue as 
diferentes culturas. Em 1985 a ISC foi formada como um corpo de várias parcerias, para ajudar 
diferentes áreas de interesse esportivo a se interligarem entre si. Fazendo isto, cada parte beneficia os 
pontos fortes um dos outros, cresce e se fortalece. Os propósitos principais do ISC são: 
- Modelo 
- Treino 
- Rede de Contatos e Estabelecer Parcerias 
 Em 2003 os Parceiros viram os benefícios de descrever as dez estratégias diferentes que 
emergiram do movimento esportivo. Cada programa estratégico tem um coordenador internacional 
e um concílio. Os membros deste concílio são de variadas culturas e providenciam direção. 
 Cada um dos coordenadores dos 10 programas estratégicos faz parte do Administrative 
Working Group (Grupo de Trabalho Administrativo). O primeiro programa estratégico mencionado, 
Strategic Regional Coalitions (SRC), Coligação Estratégica Regional (CER), é composto por 50 mini-
regiões (CER) por todo o globo. Com o decorrer do tempo antecipamos que cada uma destas mini-
regiões tenha um representante de cada um dos outros nove programas. Os coordenadores dos 
programas estratégicos em cada mini-região compõem o Grupo de Trabalho Administrativo para 
aquela mini-região. Com o decorrer do tempo cada um dos 10 programas estratégicos terá o seu 
concílio. 
 O ISC é uma rede de relacionamentos e de contatos internacionais cuja força está dependente 
das parcerias nessa rede. O ISC não tem staff nem escritório. A equipe coordenadora providencia 
supervisão, e é composta por homens e mulheres de aproximadamente 20 países que servem por 
períodos de três anos. 
 
10- Os 10 Programas Estratégicos da ISC 
 
- Coligação Estratégica Regional (CER) 
- Conferência Estratégica ACE (CEA) 
- Igreja e Esportes (ministério esportivo na Igreja) (IE)* 
- Jogos Comunitários Globais (JCG)* 
- Treinamento de Liderança Desportiva Internacional (TLDI)* 
- Anfitrião de Parcerias de Grandes Eventos Desportivos (APGED) 
- Parcerias de Grandes Eventos Desportivos (PGED) 
- Proclamação Através de Pessoas do Desporto (PPD)* 
- Servindo as Pessoas do Desporto (SPD)* 
- Parcerias Estratégicas de Desporto (PED) 
 
14 
* Estratégias que serão abordadas neste curso 
 
 
 
 
 
 
 
05 - Proclamação 1 
 
1- Clínicas de Esportes 
 
FORMATO 
Demonstração: Aqui os participantes assistem à demonstração dos fundamentos e situações do 
esporte feita pelos “experts” (atletas / técnicos). A vantagem deste formato é que ele reúne um 
número bem maior de participantes, gerando uma tremenda oportunidade para o evangelismo de 
massa. 
 
Participativo: Neste formato os participantes realizam as atividades, tendo com isto uma 
oportunidade singular de desenvolvimento de suas habilidades físicas, técnicas e táticas. Além 
disso, possibilita uma plataforma para o evangelismo relacional e também um discipulado através 
do aprendizado de princípios espirituais durante as situações atléticas. Requer a ajuda de um 
número proporcional de monitores ou técnicos e reduz o número de participantes. 
 
 
 
PROPÓSITO 
 
Evangelismo: Se não for para compartilhar a fé cristã através do Evangelho e ou do testemunho dos 
atletas/ técnicos, não há um propósito válido. 
 
Atlético: Não se pode chamar de clínica de esporte, se não houver uma genuína oportunidade para o 
aperfeiçoamento técnico dos participantes. É uma questão de integridade diante destes, e de seus 
pais, muitos deles não crentes. 
 
Pragmático: Ambos os formatos acima podem contribuir para associar o sagrado com o secular, 
auxiliando as pessoas a adquirirem lições espirituais dentro de um ambiente esportivo. É possível 
usar as demonstrações para mostrar a elas como se tornar melhor, tanto como atletas como pessoa. 
 
 
 
 
 
PROMOÇÃO 
Escolas públicas e particulares (posters; folhetos; cartas; mídia local; etc.) 
Igrejas 
Clubes e entidades esportivas da vizinhança 
Exposição na comunidade (lojas; bibliotecas; bancos; supermercados; etc.) 
Porta-a-porta (folhetos e etc.)
15 
 
 
 
 
ORGANIZAÇÃO 
 
 
 
 
 Líder: Organizador, encorajador, delegador de funções, bom comunicador, tem uma idéia clara e um 
bom plano do que será feito naquele dia. Conhecedor de esportes. 
 
Instrutor: Comprometido com os alvos do evento, possui capacidades técnicas, se relaciona bem com 
os participantes, e é hábil para perceber suas necessidade e ir de encontro a elas. 
 
Programa: O dia deve se planejado cuidadosamente, de modo a manter a atenção dos participantes 
durante todo o evento. 
 
Orador: sensível e contextualizado com a faixa etária dos participantes, não é um pregador. Em sua 
fala concilia o lado esportivo com a vida pessoal. Cuidado com atletas famosos que não vivem o 
que falam, e também com novos-convertidos. 
 
Evangelismo e continuidade: Juntamente com o testemunho, será proveitoso distribuir algum 
material escrito específico para esporte. Contato posterior e continuidade serão importantes. 
 
Material e equipamento: Esteja alerto para as condições de espaço e material. Planeje e tenha 
consigo mais do que você pensa irá precisar. 
 
 
 
 
 
2- Acampamento Esportivo 
 
Pessoal e logística suficiente para 3 a 5 dias de evento. 
 
3- Escola de Esportes (Futebol; Vôlei, Basquete, Capoeira e etc.) 
6 meses a 1 ano de duração – Projeto Próprio 
 
4- Escola de Férias 
Nos meses de férias escolares, treinamentos e competições de modalidades esportivas de 2 a 4 
semanas. 
 
 
5- Atividades Esportivas e Recreativas de Evangelismo 
 
Família dos Games 
16 
 
 
 
6- Material de Evangelismo / Recursos (vídeos; literatura etc.) 
 
Serão apresentados em aula para consulta 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
06 - Proclamação 2 
 
 
 
1-Envio e Recebimento de Equipes Esportivas / Profissionais 
 
 
 
PREPARAÇÃO 
 
 
a-Objetivos do Envio de Equipes 
 
Possibilidades de alcance e cumprimento da grande comissão 
Edificação da equipe 
Auxílio e edificação das igrejas locais 
Implantação de estrutura local 
 
 
b-Viabilidade e Chancelaria 
 
Confirmação oficial de interesse e provisões 
Interesse da missão 
Possibilidade de extensão do projeto 
Recursos humanos, materiais e financeiros 
Know how 
Contato e relacionamento com missão e igreja local 
 
 
c-Cronograma do projeto Envio de Equipes 
 
Duração do Projeto 
Metas intermediárias 
Reuniões de planejamento e avaliação 
 
 
d-Levantamento de custos 
17 
 
Passagens aéreas e taxas de embarque 
Documentação (passaporte, vistos) 
Seguros de viajem 
Despesas locais 
Material esportivo 
Material estratégico 
Donativos 
Brindes 
 
 
 
 
 
e-Escolha da equipe 
 
Equipe (supervisor, técnico, preparador, fisioterapeuta, jogadores) 
Critérios de seleção. 
Perfil e nível técnico dos jogadores 
Seleção inicial e informe aos candidatos 
Acompanhamento físico, técnico e espiritual 
Candidatos bi-vocacionados (líderes, músicos, evangelistas, assessor de imprensa, médico, 
nutricionista, fisiologista, fisioterapeuta, roupeiro) 
 
 
f-Material esportivo 
 
Uniforme de treinamento no Brasil 
Uniforme de viajem e passeio 
Uniforme de jogo (2) – jogadores e comissão técnica 
Material (bolas, coletes, hidratantes, material de primeiros socorros) 
Bandeira e hino nacional 
Informativos da equipe para imprensa e organização 
 
 
g-Aglutinação de parcerias 
 
Parcerias com empresas de material esportivo (propaganda) 
Parcerias com agências missionárias e igrejas 
Parceria com empresas de material estratégico 
Empresas que possuam filiais no país 
 
 
 
h-Material estratégico e de impacto 
 
Bíblias e folhetos na língua local 
Faixa de saudação 
Cartões com fotografias e mensagens 
Brindes para adversários e autoridades. 
Donativos 
Filmes e vídeos cristãos 
Outros instrumentos de evangelismo 
18 
 
 
PROGRAMAÇÃO 
 
a-Programação: preparação física, técnica e tática, espiritual e cultural. 
 
Elaboração e execução de avaliação e treinamento físico 
Avaliação e orientação nutricional 
Treinamentos técnicos e táticos específicos 
Cronograma de jogos amistosos de preparação 
Discipulado e preparação espiritual específica 
Aculturação local (língua, costumes, músicas e estratégias) 
b-Estratégias 
 
Evangelismo pessoal e público 
Testemunho aos adversários 
Visita às igrejas locais 
Aulas e clínicas para crianças e adolescentes 
Palestras para estudantes de Educação Física e da modalidade 
Presença nos órgãos de imprensa 
Música brasileira 
Exibição de vídeos cristãos e filme Jesus 
 
 
APOIO ESPIRITUAL E DIVULGAÇÃO 
 
 
a- Intercessão 
 
Elaboração de boletins de oração 
Desafio às igrejas 
Programação de jejum e oração entre os candidatos 
Períodos de intercessão durante o projeto 
 
 
b- Divulgação 
 
Divulgação às igrejas e agências missionárias 
Notícias do campo on line 
Informe à imprensa local através de assessoria de imprensa 
 
 
c- Continuidade / Prosseguimento 
 
Parcerias com Igrejas locais 
Cadastramento dos participantes 
Reuniões de Estudos Bíblicos 
Estudos Bíblicos em casamento 
Convite para as programações da igreja 
 
 
d- Registro do Envio de Equipes 
 
19 
Registro fotográfico e em vídeo 
Relatórios informativos 
Retorno aos patrocinadores 
 
 
 
 
 
 
 
PARTICIPANTES 
 
 
 
Característica Imprescindível: 
 
1- Cristão confesso, membro de uma igreja evangélica onde esteja em completa comunhão com Deus 
e com a mesma e sob a autoridade de sua liderança. 
 
 
 
Características Principais: 
 
1-Maturidade: um bom grau de maturidade espiritual que o capacite a entender e discernir as 
dificuldades do choque cultural. 
 
2-Visão: um atleta que não exterioriza sua crença, não aproveita as oportunidades de testemunho, 
ainda que não verbalizado, e também não impacte a vida dos que estão a sua volta com um 
comportamento idôneo e irrepreensível, não contribui para visão do projeto mas apenas satisfaz 
suas necessidades pessoais. 
 
3-Amor: se não houver a presença desta qualidade na vida do participante, sua permanência será 
marcada por relacionamentos frágeis e superficiais que inesperadamente causam desgastes e 
rupturas na convivência com o grupo. 
 
4-Técnica: capacidade física e técnica compatíveis com o nível e exigência que serão encontrados. 
 
5-Flexibilidade: qualidade importante em projetos desta natureza onde se espera que o 
participante desempenhe dentro e também fora de campo funções muitas vezes diferentes de sua 
formação original e costume. 
 
6-Social: relacionamento adequado com os nacionais, com os demais irmãos, boa comunicação e 
adaptação às diferenças lingüísticas, culturais e alimentares. 
 
SUB-GRUPO PONTOS FORTES EM DESENVOLVIMENTO 
Líderes e 
Bi-vocacionados 
Cristãos maduros com experiência em projetos 
passados, e ou outros dons e qualificações para o 
ministério. 
Qualidades técnicas e ou físicas médias ou 
regulares devido à falta recente de prática 
esportiva. 
Atletas em 
Atividade 
Excelentes qualidades físicas e técnicas graças à 
prática freqüente 
 Maturidade espiritual e conhecimento 
bíblico em crescimento 
Futuros líderes Qualidades técnicas e ou de liderança em pleno 
desenvolvimento 
 Falta de experiência em projetos 
desta natureza. 
 
7 -Formação do Atleta Modelo 
20 
 
1 – A força de uma visão 
 
Todo propósito começa com uma visão 
 
E o que é Visão ? 
 
Qual a importância de uma Visão? 
 
Se você é um líder, você tem que ter uma visão. 
O líder é alguém que vê o que os outros não vêm. 
 
Visão é enxergar o invisível. 
É a capacidade de se ver aquilo que ainda não existe 
 
Julius Vernes e Leonardo DaVince viram homens voando , indo para a lua, atravessando os sete 
mares por baixo dágua. 
Eles se tornaram os visionários que conceberam os modernos aviões, submarinos,
helicópteros e naves 
espaciais. 
 
 
Homens de visão foram capazes de visualizar uma figura mental da realidade antes que ela se 
materializasse. 
 
Visão é o elemento básico da fé. 
 
– Fé é a certeza das coisas que se esperam, a convicção de fatos que 
não se vêm. Heb 11:1 
 
De onde vêm as visões? 
 
Visão não é uma especulação humana. Nem um sonho lindo de uma noite de verão. Visão é uma 
iluminação divina. Visões vem de Deus. 
 
 
 
21 
Visão é como uma bússola . 
Ela dirige seus passos na vida. 
 
Poupa o seu tempo, esforço, e energia. 
Reduz o stress e a fadiga. 
Aumenta a sua credibilidade 
Dá ao seu ministério um senso de propósito. 
Aumenta a eficiência do seu ministério. 
Agrada a Deus. 
 
 
Nem todo mundo tem uma visão, mas qualquer um de nós pode seguir alguém que tenha recebido uma 
visão de Deus. 
 
 
Porque que uma visão é indispensável? 
 
1 - Porque sem visão, o seu povo fica meramente marchando em circulo sem ir a lugar nenhum. 
 
2 - Porque visão une as pessoas em redor de objetivos comuns e as motiva a entrar em ação. 
 
3 - Porque visão a essência da liderança. 
 
 
VISÃO 
 
Visão – É ver o invisível. 
Missão – Quando você adiciona trabalho a sua visão você já esta em missão 
Alvo - Quando você estipula uma data para concluir a missão, você tem um alvo. 
Metas – São os passos que você dá para atingir o seu alvo. 
Estratégias – São os planos de ação para transformar sonhos em relidade.. 
Produto – O resultado final do nosso trabalho. 
 
Metas – são passos específicos e mensuráveis para concluir a missão. 
Metas precisam ser: 
 
Especificas 
Mensuráveis 
Atingíveis 
Realistas 
Tangíveis 
 
 
Mas essa visão não vende fácil. Quanto mais confortável os crentes vivem menos preocupados se tornam com 
o destino eterno dos pecadores e a volta de Cristo. 
 
 
 
 
A visão 
 
22 
ALCANÇAR o MUNDO para CRISTO através da linguagem universal do ESPORTE 
(em nossa geração se tivermos a fé a coragem - daremos conta do recado). 
 
Como passar a visão para aqueles que você lidera? 
 
Encarnando a visão de uma forma tão forte que as pessoas possam viver o sonho delas através dessa 
visão. 
 
A maioria das pessoas imita o que elas vêem. 
98% das pessoas de um pesquisa disseram que são mais influenciadas pelo que vêem. 
 
 
 
Eu não possuo a visão 
 
Sou possuído por ela 
 
Seja possuído por uma visão 
 
 Como? 
 
- Pintando o quadro de uma realidade futura que seja tão vívido que você possa vê-lo. 
 
Sabe como eu vejo o resultado final da minha visão? 
Trombetas tocando 
Jesus descendo nas nuvens. 
Eu sendo arrebatado para encontrar-me com Cristo nas nuvens 
Ouvindo isso: 
 
 
Muito bem servo bom e fiel, entra no descanso preparado desde a fundação 
 do mundo toma posse da herança eterna. Mt 25:34 
 
 
Você precisa ter uma visão para tua vida. 
Você precisa ter uma visão para o teu ministério. 
Uma visão vinda da parte de Deus é permanente. 
Assim sendo, Pense grande - Eu sou o teu Deus! (Escreva) 
 
 
Mantenha essa visão quente no seu coração porque as visões não são ensinadas nem aprendidas, 
Visões são pegas. 
 
Sonhe alto 
Gaste tempo escrevendo suas visões 
Cultive visões como um serviço sagrado para Deus. 
 
Se Deus não te der uma visão, siga alguém que tenha uma visão. 
Gente de visão pode ajudá-lo a cumprir o propósito especifico de 
Deus para tua vida. 
 
Questão para interação: 
 
No que está ao alcance do que posso fazer, que metas posso estabelecer para implementar essa visão? 
23 
 
 
Alcançar o mundo para Cristo através da linguagem universal do esporte. 
(em sua geração) 
 
 
 
MISSÃO 
 
 Nossa missão é levar as pessoas o Evangelho de Jesus Cristo a todo mundo através do 
Esporte. 
 Esporte esta Linguagem Universal. 
 
 
OBJETIVO / ALVO 
 
 Nosso objetivo é fazer isto nesta geração. 
 
 
ESTRATÉGIAS 
 
 
1. Promover por todos os meios, a proclamação do Evangelho através do esporte. 
 
2. Equipar líderes e obreiros para a evangelização e o discipulado dos atletas. 
 
3. Desafiar a igreja a se engajar neste projeto, fazendo uma tabelinha com os atletas no 
cumprimento da Grande Comissão. 
 
 
 
2- Grupos Locais 
 
O QUE É UM GRUPO LOCAL? 
 
 É um grupo de atletas cristãos que se reúnem numa determinada localidade, sob a 
orientação de um líder e a supervisão de um pastor, visando serem atletas de Cristo nota 10. O seu 
lema é: “Amando ao Senhor, Correndo juntos, Alcançando a muitos”. 
 
O QUE É UM ATLETA DE CRISTO NOTA 10? 
 
24 
 É o atleta que conhece a palavra de Deus tão bem como o esporte que pratica, e vive 
de acordo com os princípios e mandamentos ordenados nela. Também se reconhece como missionário 
de Cristo chamado para atuar no meio do esporte. 
 
QUAL A COMPOSIÇÃO DO GRUPO LOCAL? 
 
Pessoas comprometidas com Cristo, divididas em: 
 
Atletas: esportistas profissionais ou amadores que professam Jesus como Senhor e Salvador de suas 
vidas e têm interesse em compartilhar sua fé. 
 
Colaboradores: cristãos membros de suas igrejas locais, dispostas a servir a Cristo através de um 
envolvimento na vida do atleta. Dentre os colaboradores destacamos a figura do líder do Grupo 
Local, que é o responsável por todas as ações do Grupo. 
 
Pastores: líderes que prestam supervisão espiritual aos colaboradores e atletas. 
 
 
QUEM PODE SER LÍDER DE GRUPO LOCAL? 
 
Pré-requisitos: 
Ter confessado a Jesus Cristo como seu Salvador pessoal, sendo assim uma nova criatura. 
Ser membro de uma igreja local há, pelo menos, 2 (dois) anos, e estar em plena comunhão com Deus 
e com sua igreja; 
Ter a recomendação do seu pastor. 
Conhecer a visão do Grupo Local e estar pronto a obedecer as orientações e normas do Grupo. 
Ter disposição e disponibilidade para vestir a camisa do Grupo; 
Ser avaliado pelo Pastor ou Líder do Grupo ou alguém pelo Grupo indicado. 
 
Funções: 
As funções principais do líder são: prestar assistência ao atleta, coordenar as atividades (reunião 
semanal, discipulado) e liderar a equipe de trabalho. 
 
 
CARACTERÍSTICAS DE UM GRUPO LOCAL CAMPEÃO: 
 
Ser um Grupo Aberto 
Promover Reunião Semanal 
Manter Todo o Grupo Atualizado 
Ter um Líder Ativo 
Não ser uma Equipe para Competições 
 
 
CARACTERÍSTICAS DE UM GRUPO LOCAL REBAIXADO: 
 
Grupo Igrejeiro 
Grupo Ilha 
Time de Futebol 
Líder Denorex 
Liderança Burocrática 
 
 
 
 
25 
QUAIS AS DICAS PARA UMA REUNIÃO DINÂMICA? 
 
Período de louvor 
Testemunhos 
Pregação 
Oração 
 
 
 
 
3- Capelanía 
 
 
Capelania 
 
 Se você quer ver atletas fazendo o que é certo em frente às câmeras, você precisa ter atletas 
fazendo-o fora de cena! 
 A parte mais importante do trabalho acontece através da capelania. 
 Capelania pode acontecer num evento curto como a Copa do Mundo, ou em um projeto 
contínuo. Ela envolve evangelismo e discipulado. 
 Evangelismo é um ato súbito, como quem agarra uma oportunidade única. 
 Já o discipulado leva tempo (no mínimo 1, de preferência 2 anos) 
 
 
 
Capelania e Proclamação 
 
Preparação para comunicar o Evangelho 
 
 
 
Como ministrar a atletas de alto nível 
 
1.Conheça sua cultura e motivação 
2.Fale a sua linguagem 
3.Considere suas necessidades reais 
4.Invista tempo em suas vidas 
 
 
4- Material de Discipulado 
 
1.Bíblia 
2.Livros 
3.Folhetos 
4 Filmes 
 
 
 
5- Temas e Estudos Desenvolvidos 
 
 
 
O que ensiná-los 
 
1.Doutrinas cristãs básicas 
26 
2.Salvação 
3.Quem é Jesus Cristo 
4.Os atributos de Deus 
5.A ação do Espírito Santo 
6.A natureza do pecado 
7.O diabo e suas obras 
8.Os aspectos das coisas por acontecer (arrebatamento, sinais dos tempos, fim do mundo, etc.) 
9.Livro recomendado: “Sabendo o que você crê” de Paul Little 
 
 
 
Temas práticos
1.Como administrar a pressão 
2.Como lidar com o medo 
3.Como controlar a ansiedade e a frustração 
4.Como lidar com o mal temperamento 
5.Como conviver com técnicos e autoridades do esporte 
6.Como lidar com a fama e adulação 
7.Como administrar o dinheiro 
8.Como lidar com as ofertas de sexo 
9.Como se relacionar com a imprensa 
10.Como maximizar as oportunidades que lhes são dadas para impactar/evangelizar 
11.Como se preparar para a aposentadoria 
12.O que fazer após o fim da carreira, quando “os holofotes se apagam” 
 
 
 
 
Ética no relacionamento entre você e seu discípulo 
 
 
Não se imponha 
Não peça dinheiro para coisa alguma 
Não se glorie de estar convivendo com ele 
Não toque suas próprias trombetas 
 
 
 
 
 
 
6- Produto Final - Atleta Nota 10 
 
Atleta Nota 10 
 
1. Ama a Deus sobre todas as coisas e através de Cristo tem uma intimidade tão grande com o criador 
que o próprio Deus mora dentro dele; 
2. Está tão entrosado com o Treinador (Deus) que tem a mente de Cristo, ou seja, pensa o que Cristo 
pensaria dentro e fora de campo; 
3. Cada passo seu é dirigido pelo Espírito Santo, que lhe dá o poder sobrenatural de competir e falar 
de Cristo com uma autoridade que vem diretamente do céu; 
4. Conhece e maneja e pratica a Bíblia tão bem como a bola, a raquete, o volante, etc., pensando 
sempre nas palavras deste Livro; 
27 
5. Tem um compromisso sério com a sua família e com a sua igreja; 
6. Ama a seus colegas, adversários e torcedores como a ele mesmo e os trata como criaturas muito 
amadas por Deus; 
7. Tem uma vida moral pura. É íntegro, cumpridor dos seus contratos. Seu nome na praça é de bom 
pagador, fiel e honesto; 
8. A sua palavra é confiável. O seu sim é sim, e o seu não é não; 
9. Tem uma conduta tão bonita que os outros dizem: se é pra ser igual a ele, eu também quero ser uma 
Atleta de Cristo. Os que falam mal dele envergonham-se do que diziam ao conhecê-lo de perto. 
É Sal e Luz entre os seus companheiros; 
10. É uma companhia agradável para todas as horas, acessível mas firme nos seus princípios; 
11. É disciplinado, cumpridor de seus horários e deveres, cuida do seu corpo como morada do 
Espírito Santo. É humilde e não se julga melhor do que ninguém; 
12. É hábil embaixador da paz entre os companheiros de equipe, adversários, cartolas e torcedores; 
13.É estável. A derrota, a má fase, a contusão, a perseguição, a trairagem, a morte, a maré braba 
consegue separá-lo do amor de Cristo. Nada abala a sua confiança em Deus. Ele tem certeza de 
que em Cristo é mais que vencedor, e por isso é capaz de encorajar ao outros. 
14. Investe os seus recursos (tempo, talento e bens) na expansão do reino de Deus; 
15. Tem a visão de alcançar o mundo para Cristo através da linguagem universal do esporte; 
16. Tem um compromisso sério e real com Jesus Cristo, com Deus. 
 
 
 
 
 
ATLETA NOTA 10 
 
 
Perfil do atleta sem Cristo 
 
Supersticioso 
Místico 
Inconstante 
Inseguro 
Vaidoso 
Emotivo 
Ansioso 
Orgulhoso 
Temperamental 
Sonhador 
Preguiçoso 
Prepotente 
Baixo nível de instrução 
Alienado 
Ganancioso 
Infidelidade conjugal 
Egoísta 
Gozador 
Violento 
 
Assunto que interessam a este tipo de atleta: 
 
Mulheres 
Carro 
Grana 
 
 
Popularidade/fama 
Bagaceira 
Pagode/samba etc 
Piadas sujas 
 
 
 
Perfil do atleta nota 10 
 
Crente em Jesus 
Realista 
Constante/equilibrado 
Seguro 
Modesto 
Moderado 
Tem paz 
Humilde 
Manso 
Homem de visão 
Esforçado 
Quebrantado 
Estudioso 
Ligado 
Desprendido 
Fiel 
Altruísta 
Bem humorado 
28 
Controlado
 
 
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE ENSINO, CULTURA, ASSISTÊNCIA E RELIGIÃO 
 
 
 
 
 
 Faculdade Teológica A.B.E.C.A.R. 
 
 
29 
 
 
 
7- Ética 
 
 
Ética no relacionamento entre você e seu discípulo 
 
1.Não se imponha 
2.Não peça dinheiro para coisa alguma 
3.Não se glorie de estar convivendo com ele 
4.Não toque suas próprias trombetas 
 
 
 
 
 
 
 
 
Jogos Comunitários Globais 
 
 
1- Global Community Games 
 
 
 KidsGames, TeenGames, FamilyGames, EdgeGames 
 
 
 
O QUE É? 
 
 Os quatro “Games” são esportes e jogos centralizados à volta da comunidade, duram dias ou 
semanas e atraem agências, igrejas, empresas, organizações e escolas a formarem parcerias através da 
cidade, aldeia, ilha ou região. Cada uma conecta criativamente com crianças, jovens, famílias e jovens 
universitários. Os “Games” começaram em 2000 e têm-se espalhado de uma forma sem precedentes 
por cada continente. Os programas estão desenhados para decorrer, usando um curriculum de 
educação experimental única, produzido com a história de atletas olímpicos ou por um atleta dos 
campeonatos do Mundo do Futebol de dois em dois anos. Os anos em que estes grandes eventos não 
se realizam aproveitam-se para fazer campos de treinamento e escolas esportivas especializando-se em 
áreas como esporte, liderança, artes criativas e mídia. 
 
 
ALVOS 
 
- Providenciar a oportunidade de conectar localmente de uma forma organizada com todos os 
membros da comunidade. 
- Ajudar os participantes a desenvolver esportes, talentos criativos e de liderança numa atmosfera 
acolhedora. 
- Tornar possível a troca de ideias, informação e modelos através do globo, capacitando-os para verem 
a sua contribuição única ao mundo. 
 
Apostila ME Capacitação para Ministro de Esportes 
Samuel da Silva jardim 
 
 
 
 Faculdade Teológica A.B.E.C.A.R. 
 30 
- Criar um ponto de entrada à fé pessoal e ministérios com o esporte. 
- Focar nos benefícios não culturais através dos muitos aspectos universais do esporte. 
- Providenciar um evento engraçado que não exclui quem quer que seja e constrói pontes em todas as 
áreas de vivência comunitária na localidade. 
- Expõe as igrejas a oportunidades bem mais vastas que o esporte proporciona. 
 
 
 
LINKS A OUTROS PROGRAMAS ESTRATÉGICOS 
 
 Os “Games” seguem rumo natural dos KidsGames aos TennGames e aos EdgeGames e FamilyGames. 
Cada um é uma forma de introduzir agências, igrejas, empresas, organizações e escolas a uma ampla 
possibilidade de usar o esporte sem intimidações sendo ao mesmo tempo um evento de mais valia. Os 
“Games” dão a oportunidade às igrejas de cooperarem entre si na preparação para receberem um 
grande evento. Providenciam também a oportunidade para atletas consagrados servirem as 
crianças/jovens/famílias. São uma boa oportunidade para jovens talentos se expressarem e serem uma 
opção de transformação na comunidade. 
 
 
 
 
 
 
2- Atividades Práticas: Jogos e Recreação 
 
 
 
Water Game (Jogo d'água) 
 
 
 
Princípio. Qual equipe consegue levar a maior quantidade de água de um balde a outro? 
Número de participantes: 2 a 4 equipes de 6 a 12 participantes em cada. 
Faixa etária: 4 a 80 anos. 
Material: Para cada equipe participante 1 balde de lavar roupas vazio e 1 balde cheio com água. 
 
 
 
 
 
 
Execução: 
1- Cada equipe deverá estar com seus participantes alinhados lado a lado entre o balde cheio de água e 
o balde vazio. 
2- Ao sinal do monitor / líder, o primeiro participante colocado ao lado do balde cheio de água deverá 
retirar com as duas mãos a maior quantidade possível de água e passar ao segundo que por sua vez 
passará ao terceiro, e assim sucessivamente até chegar ao último que colocar a quantidade de água 
que chegar até ele no balde vazio. 
3- Quando completar 1 minuto, o monitor / líder deverá dar um sinal. Neste momento não poderá mais 
ser depositada nenhuma quantidade de água no balde vazio. 
4- Será medida a quantidade de água em cada balde utilizando-se de um medidor específico ou uma 
garrafa/copo plástico. A equipe que transportar a maior quantidade de água para o balde vazio ganhará 
um ponto. Vencerá a atividade a equipe que obtiver maior número de vitórias após 3 ou 5 rodadas.
Apostila ME Capacitação para Ministro de Esportes 
Samuel da Silva jardim 
 
 
 
 Faculdade Teológica A.B.E.C.A.R. 
 31 
Obs. Este jogo deverá ser realizado em local onde seja permitido o uso de água. Para facilitar a 
passagem de água entre os participantes estes deverão ser instruídos a utilizarem as duas mãos em 
forma de concha. As equipes deverão estar corretamente divididas com relação a idade de seus 
participantes. 
 
Jogo da Velha Humano 
 
Princípio. Qual equipe consegue formar primeiro uma linha vertical, horizontal ou diagonal? 
Número de participantes: 2 equipes de 5 a 15 participantes em cada. 
Faixa etária: 6 a 80 anos. 
Material: 9 cadeiras ou almofadas, ou ainda cones. Jogo de coletes (opcional) 
Execução: 
1- Dispor as cadeiras/almofadas/cones em 3 colunas de 3. Cada equipe deverá estar colocadas atrás de 
uma linha a 3 metros das cadeiras. 
2- Cada participante receberá um número. Por exemplo: se cada equipe possuir 9 participantes, estes 
serão numerados de 1 a 9. 
3- Ao sinal do monitor / líder, este deverá falar bem alto um número de um a nove. O número 
chamado deverá correr, e se colocar em uma das cadeiras,/almofadas/cones. Após ter sentado, o 
participante não poderá trocar de cadeira. 
4- Os números seguintes farão o mesmo, porém com o objetivo de completar uma linha vertical, 
horizontal ou diagonal. 
5- A equipe que conseguir formar primeiro uma linha, ganhará um ponto. Vencerá a equipe que 
completar primeiro 10 pontos. 
6- Para dificultar, não será permitido formar uma linha vertical com as 3 cadeiras mais próximas da 
linha onde se encontra os participantes. 
 E E 
 C C C 
 Q Q 
 10 metros 
 U U 
 C C C 
 I I 
 10 metros 
 P P C C
 C 
 E E 
 
 C = Cadeiras/almofadas/cones Não Permitido 
 
Obs. Com crianças mais velhas ou adolescentes, o monitor / líder poderá chamar dois ou três números 
ao mesmo tempo para dificultar. Por exemplo: 25, deverão correr os números 2 e 5. 
 
Futebol Americano Adaptado 
 
 
 
Princípio. Completar o maior número de pontos 
 
 
Número de participantes: 2 equipes de 5 a 15 participantes em cada. 
 
 
 
Faixa etária: 6 a 80 anos. 
 
Apostila ME Capacitação para Ministro de Esportes 
Samuel da Silva jardim 
 
 
 
 Faculdade Teológica A.B.E.C.A.R. 
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Material: 4 cones de tamanho grande (na ausência destes poderão ser usadas 4 cadeiras). Coletes ou 
camisetas de cores diferentes para identificar as equipes e 1 bola, de preferência oval tipo futebol 
americano. 
 
 
 
Execução: 
1- Dispor os 4 cones (cadeiras) formando um quadrado com cada um deles a cerca de 10 metros do 
outro. 
2- Ao sinal do monitor / líder uma das equipes (sorteada previamente) começará com a bola passando 
entre seus membros até que um destes toque o cone (cadeira) com a bola. A cada toque será 
computado um ponto. 
3- A outra equipe tentará impedir que sua adversária faça os pontos tentando recuperar a bola quando 
passada de um membro para o outro. A bola não poderá ser arrancada ou tirada do adversário quando 
em posse deste (falta). 
4- Não será permitido dar mais que dois passos com a posse da bola e também não será permitido 
bater a bola (driblar) como no jogo de basquete / handebol. 
5- Ao tocar a bola em um dos 4 cones (cadeiras), o participante poderá manter a bola sob seu controle 
e tentar executar outros pontos em seguida. 
6- Não será permitido tocar a bola duas vezes consecutivas no mesmo cone (cadeira), ou seja, após 
tocar em um dos 4 cones (cadeiras) os participantes de ambas as equipes deverão tocar a bola em um 
dos outros 3 cones (cadeiras) e só depois retornar ao cone (cadeira) anterior. 
7- A duração do jogo será de 10 minutos. Em caso de crianças pequenas poderá ser dado um intervalo 
de 3 minutos para descanso no 5º minuto de jogo. 
Obs. Não será permitido lançar (jogar) a bola no cone (cadeira), apenas tocá-la. 
 
 
 
Mapa de Atividades 
KidsGames 
 
 
 
Área 1 – Coordenador : 
Área 2 - Coordenador : 
Base 01 Base 02 Base 03 
Base 06 Base 05 Base 04 
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