Prévia do material em texto
METODOLOGIA DO ENSINO RELIGIOSO INE EAD – INSTITUTO NACIONAL DE ENSINO METODOLOGIA DO ENSINO RELIGIOSO WWW.INSTITUTOINE.COM.BR – (31) 3272-9521 SUMÁRIO 1. INTRODUÇÃO ............................................................................................. 03 2. FUNDAMENTOS DA EDUCAÇÃO RELIGIOSA ......................................... 06 3. OS PARÂMETROS CURRICULARES PARA O ENSINO RELIGIOSO ...... 08 3.1. Reflexões sobre os PCNER ...................................................................... 08 4. OS CONTEÚDOS ESTABELECIDOS PELOS PCNER .............................. 18 4.1. Cultura e tradições religiosas .................................................................... 19 4.2. Escrituras sagradas e/ou tradições orais................................................... 20 4.3. Teologias ................................................................................................... 21 4.4. Ritos .......................................................................................................... 22 4.5. Ethos ......................................................................................................... 23 5. O ENSINO RELIGIOSO E O PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO .......... 25 6. REFERÊNCIAS CONSULTADAS E UTILIZADAS ...................................... 29 ANEXO I – Lei 9475/97 ................................................................................... 31 ANEXOS II – MODELOS DE PROJETOS ....................................................... 32 INE EAD – INSTITUTO NACIONAL DE ENSINO METODOLOGIA DO ENSINO RELIGIOSO WWW.INSTITUTOINE.COM.BR – (31) 3272-9521 1. INTRODUÇÃO O Ensino Religioso no Brasil está garantido na Constituição Federal de 1988 no artigo 210, parágrafo 1º - “O Ensino Religioso, de matrícula facultativa, constituirá disciplina dos horários normais das escolas públicas de ensino fundamental”. Nos Sistemas Estaduais de Ensino está regulamentado nos termos da Lei nº 9.475/97 (em anexo na sua íntegra) que alterou a redação do artigo 33 da LDBEN nº 9394/96, a qual propõe; ✓ Matrícula facultativa; ✓ Parte integrante da formação básica do cidadão; ✓ Disciplina dos horários normais das escolas públicas de ensino fundamental; ✓ Deve ser ofertado assegurando o respeito à diversidade cultural religiosa brasileira; ✓ Vedadas quaisquer formas de proselitismo (não fazer seguidores e adeptos de nenhuma denominação religiosa). Segundo Holanda (2005) frente ao que determina a citada lei, cada Estado define políticas para garantir este ensino como componente curricular considerando a nova concepção, sua inserção na matriz curricular do Ensino Fundamental, a admissão e formação dos profissionais, estabelecendo critérios para definição dos conteúdos nos projetos das escolas e com o apoio dos órgãos educacionais. Nas Diretrizes Curriculares para o Ensino Fundamental, expressas pela Câmara de Educação Básica do Conselho Nacional de Educação, está assegurado como área de conhecimento compondo a Base Nacional Comum do Ensino Fundamental. Existem dois tipos de ensino ao qual chamamos de ensino religioso confessional e ensino religioso interconfessional. INE EAD – INSTITUTO NACIONAL DE ENSINO METODOLOGIA DO ENSINO RELIGIOSO WWW.INSTITUTOINE.COM.BR – (31) 3272-9521 Ensino Religioso Confessional – é ofertado de acordo com a opção religiosa do aluno ou do seu responsável, ministrado por professores ou orientadores religiosos das respectivas religiões. Ensino Religioso Interconfessional – resultante do acordo entre as entidades religiosas que se responsabilizarão pela elaboração dos respectivos programas (HOLANDA, 2005). De acordo com a Lei n. 9475/97, todas as escolas públicas do Ensino Fundamental devem oferecer o ensino religioso aos estudantes. Deverá estar previsto no Projeto Político Pedagógico e descrito na organização curricular da escola da mesma forma que é assegurado os demais componentes curriculares, ou seja, com carga horária, profissionais habilitados para ministrarem as aulas e com conteúdos específicos e previamente definidos nos seus referenciais curriculares. No currículo deste componente abordamos as quatro matrizes religiosas: ocidental, oriental, afro e a indígena. Nelas estudamos o fenômeno religioso em busca do transcendente (HOLANDA, 2005). Esta pequena introdução vem justificar a necessidade e importância de aprofundamento dos conteúdos pertinentes às matrizes religiosas citadas acima, portanto, ao longo desta apostila veremos tópicos relacionados com as diretrizes para o ensino religioso e ao final da apostila, em anexo, alguns modelos de projetos e metodologias interessantes que contribuirão para uma prática pedagógica atualizada e contextualizada. Esclarecemos dois pontos importantes. Primeiro: este trabalho não é original, trata-se de uma reunião de materiais e pensamentos de autores diversos que acreditamos, fornecem o essencial para o curso em epígrafe. Segundo: ainda que a apostila de Metodologia Científica e as Orientações de Trabalhos de Conclusão de Curso tenham explicado que, embora haja controvérsias, trabalhos científicos devem ser redigidos preferencialmente em linguagem impessoal, justificamos que nossa intenção é dialogar com o aluno, portanto abrimos mão dessa regra e optamos por uma INE EAD – INSTITUTO NACIONAL DE ENSINO METODOLOGIA DO ENSINO RELIGIOSO WWW.INSTITUTOINE.COM.BR – (31) 3272-9521 linguagem, digamos, informal, tentando nos aproximar e nos fazermos entender mais claramente. Questionamentos e dúvidas podem surgir ao longo desse caminho, e muito embora tenhamos como missão abrir os horizontes, levá-los a se tornarem especialistas na questão, pedimos desculpas por essas lacunas que possam surgir, no entanto, deixamos ao final da apostila uma lista de referências bibliográficas consultadas e utilizadas onde poderão pesquisar mais profundamente algum tema que tenha chamado atenção ou a desejar. Boa leitura e bons estudos a todos! INE EAD – INSTITUTO NACIONAL DE ENSINO METODOLOGIA DO ENSINO RELIGIOSO WWW.INSTITUTOINE.COM.BR – (31) 3272-9521 2. FUNDAMENTOS DA EDUCAÇÃO RELIGIOSA Epistemologicamente o Ensino Religioso ocupa-se do conhecimento religioso, situado num espaço para além das instituições religiosas e/ou Tradições Religiosas. O espaço onde se situa o conhecimento religioso é “o humano”. Seu fundamento é antropológico. O enfoque, porém, é o ser humano, em busca da Transcendência. Ultrapassa, o conhecimento comum aos crentes que têm um conhecimento “dado” e aceito pelo ato de fé. O conhecimento religioso é uma construção, fruto do esforço humano. Em razão disto, o conhecimento religioso precisa ser epistemologicamente enfocado nas dimensões antropológica, sociológica, psicológica e teológica. Conteúdos: a) Aspecto sociológico ❖ O fenômeno religioso e o processo de institucionalização; ❖ A emergência do fenômeno religioso em movimentos sociais; ❖ A expressão do fenômeno religioso nas diferentes culturas; ❖ A construção política e ideológica do fenômeno religioso. b) Aspecto antropológico O ser humano: ❖ ser no mundo (finitude - infinitude, contingência, fragilidade); ❖ ser de relação (diálogo, alteridade, confiabilidade, transcendência); ❖ ser frente ao desconhecido. A espacialidade do sagrado: ❖ estrutura do espaço mítico e sagrado. INE EAD – INSTITUTO NACIONAL DE ENSINO METODOLOGIA DO ENSINO RELIGIOSO WWW.INSTITUTOINE.COM.BR – (31) 3272-9521 c) Aspecto teológico ❖ Autonomia na construção do conhecimento religioso; ❖ Espaço de liberdade na expressão do fenômeno religioso; ❖ Processo de dogmatização: segurança do indivíduo, legitimação da autoridade. d) Aspecto psicológicoum, respeitando a diversidade das opções religiosas. Plano de Trabalho Antecedendo a aula, mandar um bilhete aos pais, comunicando o tema da próxima, explicando a importância dessa aula, na aprendizagem do aluno. No início da aula comunicar o tema para os alunos. A aula iniciará com a exposição do tema, onde os alunos terão alguns minutos para expor seus conhecimentos. Do começo ao fim da aula será construído um glossário de palavras fúnebres. Este será um momento de reflexão sobre o assunto, na verdade uma sondagem sobre o que os alunos conhecem sobre o tema. Após esta sondagem distribuir um dicionário para cada aluno para que eles possam pesquisar o significado da palavra, em seguida discutir com os alunos sobre o significado da palavra fazendo uma comparação sobre o que já sabiam e agora sabem, dentro do contexto familiar e social. A partir de então pode-se perguntar quais cemitérios conhecem, quais já visitaram, quais são os costumes da família em relação ao tema. Ainda conversando com os alunos, abrir uma discussão com eles sobre a morte, na família, nos jornais, na televisão. Qual é a opinião de cada aluno em relação a morte, qual o significado da morte para cada aluno, comentar sobre a saudade, como sua família retrata este tema. Deixar os alunos exporem suas ideias, para contar seus costumes. Nesse momento comentar com os alunos sobre um dos rituais fúnebres, o velório. Deixar os alunos exporem suas ideias e opiniões. Após conversar com eles sobre alguns pontos como: O ritual em si, como ele é? Para que serve? Por que velar a pessoa? Com o uso de transparências, mostrar ao alunos fotos de alguns cemitérios, citando o Cemitério Municipal, o Cemitério INE EAD – INSTITUTO NACIONAL DE ENSINO METODOLOGIA DO ENSINO RELIGIOSO WWW.INSTITUTOINE.COM.BR – (31) 3272-9521 Israelita, e o Cemitério Luterano, sempre questionando aos alunos, se conhecem ou ouviram falar, caracterizando as diferenças de cada um. Dentre os três tipos de cemitério, apresenta-lo novamente um a um, trabalhando a localização de cada um. Questionando os alunos, quem mora perto, quem mora sentido contrário ao cemitério, quem mora mais longe, que lugar o cemitério está? No centro? Perto de centro? Ou mais retirado? No cemitério Municipal, falar sobre o túmulo de Mártir “Maria Bueno”, aproveitando para exaltar a importância da perpetuação da história política, social e cultural de uma sociedade. Haja visto que podemos aqui trabalhar e citar os vitrais, as estátuas, as lapides, os azulejos, exemplificando aos alunos, Mostrando objetos de épocas à eles que encontram-se no cemitério. Depois voltar ao assunto com eles sobre a morte. Pedir para que cada aluno conte como é o costume sobre os rituais fúnebres de cada família. Após fazer uma reflexão com os alunos sobre a aula verificando com eles se houve alguma mudança em seus pensamentos e o que tiveram de crescimento. Lembrando que há diferenças de ritos e pensamentos que devem ser respeitados. E para finalizar, após a projeção de toda aula, a explanação da professora e as intervenções dos alunos como forma de verificação do conteúdo será solicitado do aluno através de um desenho que ele crie um cemitério para a cidade onde mora. Recursos Didáticos Transparências; Retroprojetor; Dicionário; Folha em branco; Giz de cera; Lápis de cor. Referências Dicionário Sites de cemitérios INE EAD – INSTITUTO NACIONAL DE ENSINO METODOLOGIA DO ENSINO RELIGIOSO WWW.INSTITUTOINE.COM.BR – (31) 3272-9521 Conteúdo: O cemitério ainda visto como espaço negado pela sociedade, onde em momentos de tristeza e de saudade, saber como conviver com a situação. E precisamos não somente preparar nossos alunos, mas fazê-lo conhecer e respeitar o outro e a diversidade cultural. TEMA: Catedral, Mesquita e Sinagoga, templos para encontrar a Deus. SÉRIE: 4º Série do Ensino Fundamental. ALUNA: Marina Santana / e-mail: marina.santana@pucpr.br OBJETIVOS: ✓ Conhecer, por meio de pesquisas, três templos dedicados à adoração do transcendental, sendo eles as igrejas, mesquitas e sinagogas; ✓ Promover momentos de conversa para exposição de conhecimentos prévios, provenientes dos alunos, sobre o tema estudado; ✓ Pesquisar a estrutura física das igrejas, mesquitas e sinagogas, observando suas características internas e externas; ✓ Construir maquetes dos templos estudados; ✓ Elaborar textos e cartazes relacionados às três religiões estudadas, propondo comparações e diferenças entre elas; ✓ Expor em sala os trabalhos realizados, a fim de mostrar aos colegas e a professora, que apesar de nossas crenças, somos iguais e devemos nos respeitar. TEMA: Espaços Sagrados na Comunidade SÉRIE: O presente projeto apresenta propostas de atividades a serem desenvolvidas com alunos do 1º ciclo do ensino fundamental, mais precisamente 3º ano de ensino de nove anos. AUTORA / EMAIL: Joceli Carla de Almeida Jocelicarla.almeida@bol.com.br INE EAD – INSTITUTO NACIONAL DE ENSINO METODOLOGIA DO ENSINO RELIGIOSO WWW.INSTITUTOINE.COM.BR – (31) 3272-9521 OBJETIVOS ✓ Conhecer o que são espaços sagrados. ✓ Conhecer alguns espaços sagrados que fazem parte de sua comunidade. ✓ Respeitar diversos tipos de espaços sagrados.❖ Necessidade de autossegurança; ❖ A construção da identidade e a sua relação com o Transcendente; ❖ As determinações das Tradições Religiosas na construção mental do inconsciente pessoal e coletivo. INE EAD – INSTITUTO NACIONAL DE ENSINO METODOLOGIA DO ENSINO RELIGIOSO WWW.INSTITUTOINE.COM.BR – (31) 3272-9521 3. OS PARÂMETROS CURRICULARES PARA O ENSINO RELIGIOSO - PCNER 3.1 Reflexões sobre os PCNER O Ensino Religioso há muito está presente na escola pública brasileira, na verdade ele é a própria gênese desse campo. A colonização do Brasil tem, praticamente, cinco séculos e, desde a proclamação da República em 1889, e mais precisamente em 1890, quando Estado e Igreja foram juridicamente separados, o tema desperta polêmicas. Essas polêmicas têm sido sustentadas, por um lado, pela Igreja Católica, que desde então, vem lutando pela manutenção dessa disciplina na escola pública, usando como argumentos os valores e a tradição. E por outro, segmentos da sociedade, geralmente representados por professores que defendem os ideais republicanos da escola laica, que, embasados na separação desses dois poderes - espirituais e seculares - defendem a tese de que a presença do Ensino Religioso na escola pública constitui subvenção da Igreja pelo Estado (TOLEDO; AMARAL, 2004). Atualmente, o interesse pelo tema foi despertado a partir do debate que se instalou após a promulgação da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDBEN) 9.394 de 20 de dezembro de 1996. Sete meses depois de promulgada, ela foi alterada no seu artigo 33, que versa sobre o Ensino Religioso, o qual passou a ser definido como disciplina de caráter científico e constante da grade curricular do Ensino Básico brasileiro. O fato suscitou discussões nos mais variados segmentos da sociedade, especialmente no próprio meio educacional. As indagações surgidas, a partir de então, são em torno da estratégia política da Igreja Católica Romana para a consecução de seus fins, ou seja, manter a hegemonia tanto religiosa quanto educacional no país e, principalmente, sobre a manutenção do Ensino Religioso pelos cofres públicos (TOLEDO; AMARAL, 2004). Entretanto, as teses defendidas em nome da laicidade do ensino público, após a modificação do artigo retro mencionado, devem ultrapassar a questão INE EAD – INSTITUTO NACIONAL DE ENSINO METODOLOGIA DO ENSINO RELIGIOSO WWW.INSTITUTOINE.COM.BR – (31) 3272-9521 do pagamento do professor de Ensino Religioso e da força política da Igreja Católica Romana junto aos órgãos públicos no Brasil. A questão incide sobre a proposta aprovada, que consta nos Parâmetros Curriculares Nacionais para o Ensino Religioso (PCNER). Este modificou o caráter do Ensino Religioso, que, de religioso passou a ser “científico”. Pois bem, a questão central deste texto não é discutir a pertinência do Ensino Religioso nas unidades escolares nacionais, nem sua relevância ou não para a formação do educando e nem, propriamente, a legitimidade da medida. Afinal, essa medida é consagrada pela Constituição Federal (1988) que dispõe: “[...] o ensino religioso, de matrícula facultativa, constituirá disciplina dos horários normais das escolas públicas de Ensino Fundamental”. Este artigo é regulamentado pela Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional que o prevê como disciplina constante do currículo básico. Sendo a educação básica de responsabilidade do governo, este deve custeá-la, como também ao Ensino Religioso. O que se pretende, aqui, é discutir o novo modelo proposto para o Ensino Religioso, porque, embora sua concepção tenha sofrido alterações, inicialmente como cristianização e manutenção da religião Católica, com caráter explicitamente catequético e mais tarde como modelo ecumênico, através do diálogo entre as confissões cristãs, nunca antes possuiu o caráter que hoje lhe é impresso: criou-se uma identidade pedagógica para o Ensino Religioso que tem como pressuposto fundamental a formação básica do cidadão. A construção desse componente curricular se encontra organizada nos PCNER (2000), e o configura como área de conhecimento, atribuindo-lhe um caráter pedagógico como o de qualquer outra disciplina do currículo básico da educação nacional (TOLEDO; AMARAL, 2004). O PCNER - Parâmetros Curriculares Nacionais para o Ensino Religioso – é um documento elaborado com o objetivo de sustentar a substituição do artigo 33 da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional brasileira que versa sobre o Ensino Religioso nas Escolas Públicas. Trata-se de uma proposta inovadora para o Ensino Religioso que tem como principal característica a mudança do Ensino Religioso do campo religioso para o campo INE EAD – INSTITUTO NACIONAL DE ENSINO METODOLOGIA DO ENSINO RELIGIOSO WWW.INSTITUTOINE.COM.BR – (31) 3272-9521 secular. Apresenta essa modalidade de ensino com caráter científico, epistemológico destituído de proselitismo. Na verdade, o que se pretendia mudar era a expressão “sem ônus para os cofres públicos” que impedia que o Estado remunerasse o professor do Ensino Religioso, já que tal ação era entendida como subvenção da Igreja pelo Estado, o que contraria a Carta Magna Brasileira, que impede tal ato. Dessa forma, para lograr a retirada da citada expressão na lei educacional do país, fez-se necessário retirar da proposta do Ensino Religioso o perfil proselitista que possuía desde longa data na educação brasileira (TOLEDO; AMARAL, 2004). Assim, a tarefa que se impôs ao Fórum Permanente do Ensino Religioso (FONAPER) - entidade civil especialmente criada para acompanhar o processo de tramitação legal do Ensino Religioso e que elaborou o documento do PCNER – foi o desafio de transformar o Ensino Religioso, até então proselitista, em uma proposta que descaracterizasse esse perfil, desvinculando-o da Igreja Católica, o que resolveria o problema da inconstitucionalidade, permitindo ao governo a liberdade para a retirada da expressão “sem ônus para os cofres públicos”. Dessa forma, desvinculou-se o Ensino Religioso das diferentes concepções que já haviam sido apresentadas, transformando-o em disciplina do Sistema Nacional de Ensino com todas as características que lhes são próprias. O documento dos Parâmetros foi utilizado ainda para orientar a redação do novo texto do art.33 da LDB, pois, apesar do texto original preconizar duas modalidades para esta disciplina como confessional e interconfessional, o Fonaper, após tantos anos de estudos, compreendera que estas modalidades não eram mais compatíveis com a realidade brasileira, por isso buscou todo um esforço para alterá-lo (JUNQUEIRA, 2002, p.72). Transformar o Ensino Religioso em disciplina implicou definir-lhe objeto e objetivos próprios, pois havia que se considerar as duas áreas nas quais este componente está envolvido: educação escolar pública e religião. Partiu-se, então, da elaboração de uma nova concepção do Ensino Religioso, que exigiu INE EAD – INSTITUTO NACIONAL DE ENSINO METODOLOGIA DO ENSINO RELIGIOSO WWW.INSTITUTOINE.COM.BR – (31) 3272-9521 o entendimento da religião, não necessariamente vinculada às instituições religiosas. Portanto, a estratégia utilizada pelos organizadores do PCNER foi mudar o conceito do termo religião, isto é, substituíram o sentido tradicional de religião, que é “religar” a Deus para o sentido de “reler”, ou seja, religião no sentido de releitura (TOLEDO; AMARAL, 2004). Tomando esse conceito de religião, o Ensino Religioso passou a ter como enfoque o fenômeno religioso e como finalidade a sua releitura, no sentido epistemológico. Nessa perspectiva, o Ensino Religioso passou para o âmbito secular, devendo ser tratado epistemologicamente, tendo como substrato as ciências da religião como filosofia, história, sociologia e antropologia dareligião. Sendo a escola um espaço de construção de conhecimentos historicamente produzidos e tendo a proposta para o Ensino Religioso caráter de conhecimento religioso, esta poderia estar disponível na escola para quem quisesse ter acesso a ela. Dessa forma, o ensino religioso seria admitido como área de conhecimento, ao lado de outros saberes que compõem o currículo escolar e instituído como disciplina do sistema educacional que possui: • objeto de estudo específico - fenômeno religioso; • conteúdo próprio - conhecimento religioso; • tratamento didático - didática do fenômeno religioso. • objetivos definidos; • metodologia própria e, • sistema de avaliação organizados na proposta. O documento chamado “Parâmetros Curriculares Nacionais para o Ensino Religioso” foi escrito em 1997 por uma equipe do FONAPER e significou muito mais que um referencial curricular na medida em que determinou a própria constituição da identidade da disciplina escolar. Tornou- se o modelo para a disciplina “Ensino Religioso” na escola pública. Trata-se de um libreto de 63 páginas e contém: INE EAD – INSTITUTO NACIONAL DE ENSINO METODOLOGIA DO ENSINO RELIGIOSO WWW.INSTITUTOINE.COM.BR – (31) 3272-9521 1. Apresentação: Declaração dos propósitos do documento e indicação das partes do texto; 2. Elementos históricos do Ensino Religioso: Visão panorâmica do tema nos 5 séculos de colonização do Brasil. Define a concepção de área de ensino e explicita os objetivos da disciplina; 3. Critérios para a organização e seleção de conteúdos e seus pressupostos didáticos. Além disso, fornece orientação didática sugerindo formas de avaliação; 4. O Ensino Religioso nos ciclos: Elege os conteúdos sugeridos para os quatro ciclos do Ensino Fundamental. (AMARAL, 2003, p. 25-26). Há uma marcada insistência na ideia de que a religião é inerente ao ser humano e que a tarefa da escola é explicitar o fenômeno religioso nas suas mais diversas manifestações, possibilitando o estabelecimento de diálogo entre as religiões. É intrigante e, até difícil, pela própria natureza histórica do Ensino Religioso no Brasil, compreender o caráter “científico” que ora lhe é impresso. Mais intrigante ainda é concebê-lo de forma neutra, secularizada, dentro de uma sociedade cuja própria configuração se deu de forma hegemonizadora, da qual, a partir do novo modelo, abriu mão a Igreja Católica Romana, que deteve, desde o início da colonização, o controle sobre tal matéria (TOLEDO; AMARAL, 2004). A Igreja Católica no Brasil, tem seguido os passos da renovação do Concílio Vaticano II (1962-1965), fato que é possível verificar nas Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja Católica no Brasil (1995-1998), que têm como objetivo traçar as linhas mestras para evangelização e têm o secularismo, o pluralismo religioso e o diálogo como orientações práticas a partir de um esquema teológico que quer ser uma expressão da própria natureza da evangelização e de suas exigências. É possível perceber, desde o início dessas diretrizes, que entre elas e o conteúdo dos PCNER existem estreitas relações. No esforço do FONAPER para distanciar a ideia do Ensino Religioso de Catequese, Pastoral da INE EAD – INSTITUTO NACIONAL DE ENSINO METODOLOGIA DO ENSINO RELIGIOSO WWW.INSTITUTOINE.COM.BR – (31) 3272-9521 Educação e Pastoral Escolar, o que comprometeria o perfil epistemológico declarado na proposta, a primeira providência foi tirar-lhe o caráter proselitista. Ocorre que, nas Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja Católica no Brasil (DGAE), ao tratar do ecumenismo, já aparece essa preocupação quando afirma “o proselitismo seria a ruína do verdadeiro espírito ecumênico”. Dessa forma, a retirada do caráter proselitista da proposta de evangelização não é novidade exclusiva dos PCNER, porque a mesma já está explícita nas recomendações da Igreja Católica. E em 1992, D.Aloísio Lorscheider já afirmava: “No momento psicológico brasileiro o melhor diálogo por todos é o que poderíamos denominar o do desarmamento dos espíritos, deixando de fora a polêmica e o espírito proselitista” (LORSCHEIDER, 1992, p. 25). Ao tratar da pluralidade cultural, os PCNER evitam o termo pluralidade religiosa expressa nas DGAE. No entanto, um dos eixos dos conteúdos são justamente culturas e tradições religiosas, e não há como desvincular esse entendimento, à medida que culturas e tradições religiosas evocam a existência da pluralidade de religiões, já admitidas como dignas de respeito pela Igreja Católica desde o Vaticano II. Os PCNER desejam desenvolver no educando o saber de si, na busca de respostas existenciais que se dá na reconstrução de significados pela releitura dos elementos do fenômeno religioso. Essa busca deveria ser feita na tentativa de superação da sua finitude. A DGAE, em suas formulações sobre a modernidade diz que a pessoa “questiona suas próprias conquistas e busca continuamente inovações. No plano ético valoriza a liberdade individual e incentiva os indivíduos a buscar os critérios de seu comportamento a partir de si mesmo, de sua razão e liberdade” (CNBB, 1995, p. 55, § 182). Essa mesma ideia consta em outras diretrizes como “convicção que permite expressar com sinceridade e integridade a própria fé; busca do aprofundamento da verdade, inclusive da compreensão mais completa da própria fé; disposição para acolher com gratidão os dons de Deus e os frutos do próprio diálogo”. Dessa forma, o conhecimento de si não é para pôr em dúvida a identidade religiosa, mas, para torná-la mais consciente e firme, mais rica e madura. Como se observa, há INE EAD – INSTITUTO NACIONAL DE ENSINO METODOLOGIA DO ENSINO RELIGIOSO WWW.INSTITUTOINE.COM.BR – (31) 3272-9521 grandes similaridades entre as ideias das diretrizes da Confederação Nacional dos Bispos do Brasil - CNBB e os PCNER. O diálogo e a reverência são as grandes metas finais do Ensino Religioso, o que só é possível pela diversidade cultural-religiosa no Brasil, presente no convívio social. Diálogo como processo de construção do conhecimento, de modo que possa contribuir para a afirmação de identidades, persistentes e capazes de protagonizar ações solidárias e autônomas. Essa concepção já aparece na DGAE, quando afirma que: O diálogo já possui em si mesmo o seu próprio valor. Pode ser praticado de diversas formas: a partir da vida, na cooperação em obras comuns de serviços, através do intercâmbio de experiência religiosa ou espiritual. O mais importante é reconhecer e praticar as disposições que tornam o diálogo autêntico e proveitoso: equilíbrio que une abertura e realismo, contribuindo, assim para a afirmação e enriquecimento da fé (CNBB, 1995, p. 61, § 209). Assim, também, a reverência entendida na proposta como o que é digno de respeito, mesura e cortesia, tem na DGAE a sua correspondência. Também é interessante verificar, devido à presença marcante no meio educacional e na história da evangelização cristã no Brasil, as similitudes dos PCNER com as diretrizes atuais dos Jesuítas, contidas na Congregação Geral XXXIV (1995) da Companhia de Jesus que procurou explicitar para o tempo atual a finalidade primeira da ordem. Aí então, aparecem, implicitamente entrelaçadas, a concepção dos jesuítas e a proposta para o Ensino Religioso, no tocante à sua finalidade última. Em Jesus Cristo, podemos aceitar a magnitude deste desafio – trabalhar na integração da fé e justiça, compreender como se há de inculturar o Evangelho, embarcar com renovado zelo na tarefa do diálogo inter- religioso, continuar a coordenar a nossa capacidade profissional e pastoral com o modo de proceder inaciano. Como jesuítas vivemos uma fé que busca o Reino para o qual a justiça se converte numa realidade modeladora do INE EAD – INSTITUTO NACIONAL DE ENSINO METODOLOGIA DO ENSINO RELIGIOSO WWW.INSTITUTOINE.COM.BR– (31) 3272-9521 mundo. Por isso tratamos de conseguir que o mais característico dessa fé entre em diálogo com as religiões e as culturas do mundo contemporâneo. Dissemos em «Servidores da missão de Cristo» que «a fé que faz justiça é a fé que se compromete no diálogo com outras tradições e a fé que evangeliza a cultura», e insistimos que o único ponto de partida válido é tentar trabalhar sinceramente, a partir de dentro da experiência partilhada de cristãos e nãocrentes, numa cultura secular e crítica, fazendo crescer essa experiência sobre a base do respeito e da amizade. O nosso ministério com ateus e agnósticos ou é um encontro de companheiros iguais que dialogam entre si, tratando de problemas comuns, ou não é nada. Este diálogo tem que se basear num partilhar a vida e num compromisso de colaboração na ação, em favor da libertação e desenvolvimento do ser humano, tratando de partilhar valores e experiências. [...] A nossa experiência no serviço da fé e na promoção d justiça, ao longo dos últimos vinte anos, levou muitos de nós a travar contacto mais estreito com fiéis de outras religiões. Eles nos ajudaram a respeitar a pluralidade de religiões como reflexo da resposta humana à obra salvífica de Deus na história (COMPANHIA DE JESUS, 1995, p. 7, § 9). Essa interpretação guarda similaridades com os PCNER, em particular com o Vaticano II, que reconheceu que o mundo é plural e que, portanto, a Igreja deveria adotar uma posição que possibilitasse uma abertura ao diálogo para com outras religiões. Tal similaridade não significa, evidentemente, que as propostas e concepções presentes nos PCNER tenham sido derivadas diretamente daqueles outros documentos (TOLEDO; AMARAL, 2004). Entretanto, não há como negar as relações dos PCNER com as determinações da Igreja Católica, por mais que se tenha tentado desvinculá-lo, INE EAD – INSTITUTO NACIONAL DE ENSINO METODOLOGIA DO ENSINO RELIGIOSO WWW.INSTITUTOINE.COM.BR – (31) 3272-9521 o suporte da proposta para o Ensino Religioso, ainda, guarda profundas relações com a Igreja Católica. É preciso destacar que no mundo cosmopolita e plural torna-se muito difícil a preservação de tradições herméticas. O contato e a relação de pessoas com outras, a percepção da diversidade plural de formas de pensamento e ação, leva ao imperativo da reflexividade. Defender posições que limitam o lugar e o sentido das identidades culturais é ocultar um dado fundamental da realidade atual. A passagem da identidade no mundo moderno para um “regime plural”, não se pode mais negar. Nesse contexto, a única possibilidade das religiões poderem adquirir sua credibilidade é se abrirem para o diálogo. Como se observa, a abertura da Igreja Católica para o diálogo não é uma decisão resultante da sua evolução e determinação, mas uma exigência da própria contemporaneidade causada por uma multiplicidade de fatores, que nos interdita pensar que uma influência exclusiva se exerce sobre os indivíduos e a coletividade, que, por sua vez, é constantemente reelaborada pelos homens no seio das relações sociais (TOLEDO; AMARAL, 2004). Além dessa, ainda é considerada uma estratégia da ação católica, a questão do sentido existencial, que também tem o seu correspondente na proposta para o Ensino Religioso na escola pública, quando esta propõe subsidiar o educando na formulação do questionamento existencial ou possibilitar esclarecimentos sobre o direito à diferença na construção de estruturas religiosas que tem na liberdade seu valor inalienável [...] o pedido de símbolos e significados para a existência, ao qual a igreja está pronta a responder, tirando do próprio patrimônio tradicional e invertendo a própria marginalidade, isto é, valorizando a própria diferença como um caminho de fuga da modernidade (MARTELLI, 1995, p. 455). É importante esclarecer que, para Martelli (1995), este é apenas um dos modelos explicativos para a religião que, inclusive, é considerado por ele um modelo reducionista que remonta “à tradição crítica dos ‘três mestres da suspeita’, isto é, Marx, Nietzsche e Freud” (Martelli, 1995, p. 458), para os quais a ação da igreja é equiparada à de uma potência política e que nega a especificidade da dimensão simbólica da religião. Segundo ele, é necessário que a sociologia repense a religião à luz de uma teoria que a considere em sua INE EAD – INSTITUTO NACIONAL DE ENSINO METODOLOGIA DO ENSINO RELIGIOSO WWW.INSTITUTOINE.COM.BR – (31) 3272-9521 especificidade, ou seja: [...] valorizando ao mesmo tempo aspectos simbólico- culturais e os organizativos, que fazem dela uma realidade ‘sui generis’. Por outro lado é preciso delinear uma sociologia da religião institucional, capaz de levar em conta o novo quadro, que mudou rapidamente, delineado pela crise da modernidade e do novo papel ecumênico exercido pelo papado no cenário político internacional, caracterizado não somente pela distensão, mas inclusive pelo início de cooperação entre leste e oeste, num quadro de incipiente democratização da vida política e de liberalização da economia nos países ex- comunistas do bloco oriental. Nesse quadro assiste-se a uma nova demanda de legitimação, remetida pelas cúpulas dos Estados pós comunistas à religião- da-igreja, para guiar a sociedade civil em direção ao estado de direito e a economia de mercado, sem excessivas lacerações ou traumas sociais. (MARTELLI, 1995, p.458-459). É evidente que, quando se analisa uma questão em sua efervescência, como é o caso da religião frente aos novos desafios da contemporaneidade, há de se encontrar várias opiniões sobre o assunto. Assim, também, é o caso do Ensino Religioso na escola pública. Porém, é preciso não perder de vista que a objetividade necessária à pesquisa sobrepõe questões de crença ou pertença pessoal e, nesse sentido, contribui muito um artigo de Antônio F. Pierucci, intitulado: “Interesses Religiosos dos Sociólogos da Religião”, nele, utilizando uma palestra de Bourdieu (1990), denominada: “Sociólogos da Crença e Crença dos Sociólogos”, discute a questão das teorias sociológicas para a religião, analisando a questão da pertença religiosa como um condicionante da visão de sociólogos cujas ideias ou modelos explicativos têm borrado as fronteiras entre ciência e religião. Na palestra, Bourdieu mexe num ponto que recentemente eu descobri ser da maior importância levar em conta na interpretação que se faz do fenômeno religioso no Brasil contemporâneo: qual é a fronteira da instituição religiosa, daquela que organizando a crença no religioso organiza também a crença na instituição que organiza a crença? (PIERUCCI, 1999, p.251). Segundo o autor, a ciência da religião, que muitos sociólogos da religião pensam estar praticando, está na verdade enraizada em uma espécie de relação de má-fé com a ciência e em uma relação de cumplicidade com a INE EAD – INSTITUTO NACIONAL DE ENSINO METODOLOGIA DO ENSINO RELIGIOSO WWW.INSTITUTOINE.COM.BR – (31) 3272-9521 religião. Isso remete ao caráter científico que ora se pretende imprimir à proposta para o Ensino Religioso na escola pública. Essa questão se apresenta de forma mais complicada justamente no campo religioso, porque é um campo de crença onde o assunto é a crença. O autor ainda destaca uma situação que hoje não é incomum, qual seja, a de encontrar bispos, padres e freiras sociólogos ou praticando sociologia da religião. Hoje não é raro, muito pelo contrário, é cada vez mais frequente ouvir dos ‘sociólogos da religião’ (sem fé ou sem cerimônia?) que a religião confere empowerment1 às pessoas porque fortalece o associativismo voluntário, que a religião aumenta a autoestima dos indivíduos das camadas mais desprotegidas porque os motiva a abandonar comportamentos indesejáveis, como o alcoolismo, o homossexualismo, a dependência de drogas etc. (só falta falarque a religião liberta os pobres da preguiça) que a participação religiosa incrementa a participação civil, enfim, que a religião produz subjetividades ativas. É verdade, mas andam esquecendo de dizer aos nossos estudantes e leitores que toda religião é uma forma histórica de dominação; que toda religião ética é, basicamente, repressão das nossas melhores energias vitais; e que a sociologia da religião só é possível porque tem na crítica moderna da religião sua condição pós-tradicional de possibilidade enquanto ciência (PIERUCCI, 1999, p. 256-257). Portanto, não se trata de negar a função simbólica da religião, como afirma Martelli na crítica feita às teorias que ele julga reducionista, ao contrário, trata-se justamente de entender, dentro do campo religioso, qual é a função simbólica traduzida para a prática que objetiva uma certa ação do campo religioso. E no caso específico do Ensino Religioso na escola pública, pode-se apontar que, se hoje ela parece destituída de intenções particularistas, é segundo ele, porque a própria estratégia da Igreja Católica diante da modernidade assume esse caráter. E, dessa forma, o Ensino Religioso não empobrece em nada a estratégia da Igreja para o confronto ou acomodação à nova realidade que tem, na escola pública, um importante canal para sua divulgação e sustentação. Entretanto, cabe perguntarmos se o espaço público 1 RESPONSABILIDADE INE EAD – INSTITUTO NACIONAL DE ENSINO METODOLOGIA DO ENSINO RELIGIOSO WWW.INSTITUTOINE.COM.BR – (31) 3272-9521 é o espaço legítimo para a divulgação e sustentação de lutas que deveriam ser travadas em outras esferas (AMARAL; TOLEDO, 2004). INE EAD – INSTITUTO NACIONAL DE ENSINO METODOLOGIA DO ENSINO RELIGIOSO WWW.INSTITUTOINE.COM.BR – (31) 3272-9521 4. OS CONTEÚDOS ESTABELECIDOS PELOS PCNER Os Parâmetros Curriculares Nacionais do Ensino Religioso constituem- se num marco histórico da educação brasileira. Pela primeira vez, pessoas de várias tradições religiosas, enquanto educadores, conseguiram juntas construir os elementos constitutivos do Ensino Religioso como disciplina escolar, cujo objeto é o Transcendente. O Ensino Religioso no Brasil, ao longo da nossa história tem sido caracterizado belo binômio: Ensino da Religião e concessão do Estado. A partir do processo constituinte de 1988, o Ensino Religioso vai efetivando sua construção como disciplina escolar, a partir da escola e não de uma ou mais religiões. Assim, a razão de ser do Ensino Religioso tem sua fundamentação na própria função da escola: o conhecimento e o diálogo (BRASIL, 1997). A escola é o espaço de construção de conhecimentos e, principalmente, de socialização dos conhecimentos historicamente produzidos e acumulados. E, como todo conhecimento humano é sempre patrimônio da humanidade, o conhecimento religioso deve também estar disponível a todos que a ele queiram ter acesso. Por questões éticas e religiosas, e pela própria natureza da escola, não é função dela propor aos educandos a adesão e vivência desses conhecimentos, enquanto princípios de conduta religiosa e confessional, já que esses sempre são propriedade de uma determinada religião. Conhecer significa captar e expressar as dimensões da comunidade de forma cada vez mais ampla e integral. Por isso à escola compete integrar, dentro de uma visão de totalidade, os vários níveis de conhecimento: o sensorial, o intuitivo, o afetivo, o racional e o religioso (BRASIL, 1997). Assim, o conhecimento religioso, enquanto sistematização de uma das dimensões de relação do ser humano com a realidade Transcendental, está ao lado de outros que, articulados, explicam o significado da existência humana. À escola compete prover os educandos de oportunidades de se tornarem INE EAD – INSTITUTO NACIONAL DE ENSINO METODOLOGIA DO ENSINO RELIGIOSO WWW.INSTITUTOINE.COM.BR – (31) 3272-9521 capazes de entender os momentos específicos das diversas culturas, cujo substrato religioso colabora no aprofundamento para autêntica cidadania. E, como nenhum conhecimento teórico sozinho não explica completamente o processo humano, é o diálogo entre eles que possibilita construir explicações e referenciais, que escapam do uso ideológico, doutrinal ou catequético. Portanto, na escola o Ensino Religioso tem a função de garantir a todos os educandos a possibilidade deles estabelecerem diálogo. E, como o conhecimento religioso está no substrato cultural, o Ensino Religioso contribui para a vida coletiva dos educandos, na perspectiva unificadora que a expressão religiosa tem, de modo próprio e diverso, diante dos desafios e conflitos. O conhecimento resulta das respostas oferecidas às perguntas que o ser humano faz a si mesmo e ao informante. Às vezes para fugir à insegurança, resgatando sua liberdade, ele prefere respostas prontas, que apaziguam a sua ansiedade. A raiz do fenômeno religioso encontra-se no limiar dessa liberdade e dessa insegurança. O homem finito, incluso, busca fora de si o desconhecido, o mistério: transcende (BRASIL, 1997). Esse fenômeno religioso é a busca do Ser frente à ameaça do Não-ser. E, a humanidade tem quatro respostas possíveis como norteadoras do sentido da vida além morte: a ressurreição, a reencarnação, o ancestral e o nada (BRASIL, 1997). Cada uma dessas respostas organiza-se num sistema de pensamento próprio, obedecendo uma estrutura comum. E, é dessa estrutura comum que são retirados os critérios para organização e seleção dos conteúdos e objetivos do Ensino Religioso. Assim, na pluralidade da escola brasileira esses critérios, eixos organizadores para os blocos de conteúdos são: Culturas e Tradições Religiosas, Escrituras Sagradas e/ou Tradições Orais, Teologias, Ritos e Ethos (BRASIL, 1997). INE EAD – INSTITUTO NACIONAL DE ENSINO METODOLOGIA DO ENSINO RELIGIOSO WWW.INSTITUTOINE.COM.BR – (31) 3272-9521 4.1Culturas e Tradições Religiosas É o estudo do fenômeno religioso à luz da razão humana, analisando questões como: função e valores da tradição religiosa, relação entre tradição religiosa e ética, teodicéia, tradição religiosa natural e revelada, existência e destino do ser humano nas diferentes culturas. Esse estudo reúne o conjunto de conhecimentos ligados ao fenômeno religioso, em um número reduzido de princípios que lhe servem de fundamento e lhe delimitam o âmbito da compreensão. Assim, não se separa das ciências que se ocupam com o mesmo objeto como: filosofia da tradição religiosa, história e tradição religiosa, sociologia e tradição religiosa, psicologia e tradição religiosa, nem delimita, de maneira absoluta e definitiva, um critério epistemológico unívoco (BRASIL, 1997). Conteúdos estabelecidos a partir de: Filosofia da tradição religiosa: a ideia do Transcendente, na visão tradicional e atual; História e tradição religiosa: a evolução da estrutura religiosa nas organizações humanas no decorrer dos tempos; Sociologia e tradição religiosa: a função política das ideologias religiosas; Psicologia e tradição religiosa: as determinações da tradição religiosa na construção mental do inconsciente pessoal e coletivo. 4.2 Escrituras Sagradas e/ou Tradições Orais São os textos que transmitem, conforme a fé dos seguidores, uma mensagem do Transcendente, onde pela revelação, cada forma de afirmar o Transcendente faz conhecer aos seres humanos seus mistérios e sua vontade, dando origem às tradições. E estão ligados ao ensino, à pregação, à exortação e aos estudos eruditos. INE EAD – INSTITUTO NACIONAL DE ENSINO METODOLOGIA DO ENSINO RELIGIOSO WWW.INSTITUTOINE.COM.BR – (31) 3272-9521 Contém a elaboração dos mistérios e da vontade manifesta do Transcendente com objetivo de buscar orientações para a vidaconcreta neste mundo. Essa elaboração se dá num processo de tempo-história, num determinado contexto cultural, como fruto próprio da caminhada religiosa de um povo, observando e respeitando a experiência religiosa de seus ancestrais, exigindo a posteriori uma interpretação e uma exegese. Nas tradições religiosas que não possuem o texto sagrado escrito, a transmissão é feita na tradição oral. Conteúdos estabelecidos a partir de: Revelação: a autoridade do discurso religioso fundamentada na experiência mística do emissor que a transmite como verdade do Transcendente para o povo; História das narrativas sagradas: o conhecimento dos acontecimentos religiosos que originaram os mitos e segredos e a formação dos textos; Contexto cultural: a descrição do contexto sociopolítico-religioso determinante na redação final dos textos sagrados; Exegese: a análise e hermenêutica atualizada dos textos sagrados. 4.3Teologias É o conjunto de afirmações e conhecimentos elaborados pela religião e repassados para os fiéis sobre o Transcendente, de um modo organizado ou sistematizado (BRASIL, 1997). Como o Transcendente é a entidade ordenadora e o senhor absoluta de todas as coisas, expressa-se esse estudo nas verdades de fé. E a participação na natureza do Transcendente é entendida como graça e glorificação, respectivamente no tempo e na infinidade. Para alcançar essa infinidade o ser humano necessita passar pela realidade última da existência do ser, interpretada como ressurreição, reencarnação, ancestralidade, havendo espaço para a negação da vida além morte. INE EAD – INSTITUTO NACIONAL DE ENSINO METODOLOGIA DO ENSINO RELIGIOSO WWW.INSTITUTOINE.COM.BR – (31) 3272-9521 Conteúdos estabelecidos a partir de: Divindades: a descrição das representações do Transcendente nas tradições religiosas; Verdades de fé: o conjunto de mitos, crenças e doutrinas que orientam a vida do fiel em cada tradição religiosa; Vida além morte: as possíveis respostas norteadoras do sentido da vida: a ressurreição, a reencarnação, a ancestralidade e o nada. 4.4 Ritos É a série de práticas celebrativas das tradições religiosas formando um conjunto de: a) Rituais que podem ser agrupados em três categorias principais: Os propiciatórios que se constituem principalmente de orações, sacrifícios e purificações; Os divinatórios que visam conhecer os desígnios do Transcendente em relação aos acontecimentos futuros; Os de mistérios que compreendem as várias cerimônias relacionadas com certas práticas limitadas a um número restrito de fiéis, embora também haja uma forma externa acessível a todo o povo; b) símbolos que são sinais indicativos que atingem a fantasia do ser, levando-o à compreensão de alguma coisa; c) espiritualidades que alimentam a vida dos adeptos através de ensinamentos, técnicas e tradições, a partir de experiências religiosas e que permitem ao crente uma relação imediata com o Transcendente. Conteúdos estabelecidos a partir de: INE EAD – INSTITUTO NACIONAL DE ENSINO METODOLOGIA DO ENSINO RELIGIOSO WWW.INSTITUTOINE.COM.BR – (31) 3272-9521 Rituais: a descrição de práticas religiosas significantes, elaboradas pelos diferentes grupos religiosos; Símbolos: a identificação dos símbolos mais importantes de cada tradição religiosa, comparando seu(s) significado(s); Espiritualidades: o estudo dos métodos utilizados pelas diferentes tradições religiosas no relacionamento com o Transcendente, consigo mesmo, com os outros e o mundo. 4.5 Ethos É a forma interior da moral humana em que se realiza o próprio sentido do ser. É formado na percepção interior dos valores, de que nasce o dever como expressão da consciência e como resposta do próprio "eu" pessoal. O valor moral tem ligação com um processo dinâmico da intimidade do ser humano e, para atingi-lo, não basta deter-se à superfície das ações humanas (BRASIL, 1997). Essa moral está iluminada pela ética, cujas funções, por sua vez são muitas, salientando-se a crítica e utópica. A função crítica, pelo discurso ético, detecta, desmascara e pondera as realizações inautênticas da realidade humana. A função utópica projeta e configura o ideal normativo das realizações humanas. Essa dupla função concretiza-se na busca de fins e de significados, na necessidade de utopias globais e no valor inalienável do ser humano e de todos os seres, onde ele não é sujeito nem valor fundamental da moral numa consideração fechada de si mesmo. Conteúdos estabelecidos a partir de: Alteridade: as orientações para o relacionamento com o outro, permeado por valores; INE EAD – INSTITUTO NACIONAL DE ENSINO METODOLOGIA DO ENSINO RELIGIOSO WWW.INSTITUTOINE.COM.BR – (31) 3272-9521 Valores: o conhecimento do conjunto de normas de cada tradição religiosa apresentado para os fiéis no contexto da respectiva cultura; Limites: a fundamentação dos limites éticos propostos pelas várias tradições religiosas; Baseando-se no pressuposto de que o Ensino Religioso é um conhecimento humano e, enquanto tal, deve estar disponível à sociabilização, os conteúdos do Ensino Religioso, não servem ao proselitismo, mas proporcionam o conhecimento dos elementos básicos que compõem o fenômeno religioso. Com esses pressupostos, o tratamento didático dos conteúdos realiza-se a nível de análise e conhecimento, na pluralidade cultural da sala de aula, salvaguardando-se assim a liberdade da expressão religiosa do educando. O tratamento didático subsidia o conhecimento. Assim, o Ensino Religioso pelos eixos de conteúdos: Culturas e Tradições Religiosas, Escrituras Sagradas e/ou Tradições Orais, Teologias, Ritos e Ethos vai sensibilizando para o mistério, capacitando para a leitura da linguagem mítico-simbólica e diagnosticando a passagem do psicossocial para a metafísica/Transcendente. O tratamento didático dos conteúdos do Ensino Religioso prevê, ainda, como nas outras disciplinas, a organização social das atividades, organização do espaço e do tempo; seleção e critérios de uso de materiais e recursos (BRASIL, 1997). INE EAD – INSTITUTO NACIONAL DE ENSINO METODOLOGIA DO ENSINO RELIGIOSO WWW.INSTITUTOINE.COM.BR – (31) 3272-9521 5. O ENSINO RELIGIOSO E O PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO A Lei delega à escola a responsabilidade de confeccionar o seu Projeto Político Pedagógico (PPP), é sabido que ele é um desafio urgente e necessário para a mesma, pois proporciona uma diretriz que, se bem trabalhada, contribuirá para a melhoria do processo de ensino-aprendizagem e, consequentemente, para uma sociedade melhor. O projeto busca um rumo, uma direção. É uma ação intencional, com um sentido explicito, com um compromisso definido coletivamente. Por isso, todo projeto pedagógico da escola é, também, um projeto político por estar intimamente articulado ao compromisso sociopolítico com os interesses reais e coletivos da população majoritária. É político no sentido de compromisso com a formação do cidadão para um tipo de sociedade (...). Pedagógico, no sentido de definir as ações educativas e as características necessárias às escolas de cumprirem seus propósitos e sua intencionalidade (JUNQUEIRA et al, 2002). Todas as disciplinas devem participar desta construção, inclusive o Ensino Religioso. A LDB nº 9394/96 em seu artigo 33, modificado pela Lei nº 9475/97 afirma que: O ensino religioso, de matrícula facultativa, é parte integrante da formação básica do cidadão, constitui disciplina dos horários normais das escolas públicas de ensino fundamental, assegurado o respeito à diversidade cultural religiosa do Brasil, vedadas quaisquer formas de proselitismo. Da mesma forma, a Resolução nº 02 de 7 de abril de 1998 que institui as Diretrizes Curriculares Nacionais para o Ensino Fundamental,inclui o Ensino Religioso, como área de conhecimento, dentro da base comum nacional ao lado das outras disciplinas do currículo escolar. Sendo assim, o mesmo tem voz nesta construção e deve apropriar-se de seu lugar de importância junto aos demais saberes, fazendo-se presente nas reuniões com participações pertinentes ao tema do PPP da escola, ou seja, ser capaz de participar da gestão da escola, mostrando a sua colaboração. INE EAD – INSTITUTO NACIONAL DE ENSINO METODOLOGIA DO ENSINO RELIGIOSO WWW.INSTITUTOINE.COM.BR – (31) 3272-9521 Para que isto se torne uma realidade, faz-se necessário uma identidade pedagógica da disciplina que precisa ser elaborada pelo professor. A mesma pode estar fundamentada na proposta de educação da Unesco, que são os pilares: aprender a conhecer, aprender a fazer, aprender a viver com os outros e aprender a ser. Abaixo estão algumas sugestões de objetivos para o ensino religioso para os três níveis da educação básica que devem estar inseridos na proposta pedagógica da escola e para finalizarmos algumas competências e habilidades desejáveis ao profissional que irá atuar no ensino religioso. Para a Educação Infantil ➢ Reconhecer suas próprias capacidades e dispor-se a desenvolvê-las com dedicação. ➢ Tomar consciência das necessidades básicas do ser humano. ➢ Reconhecer que todos têm os mesmos direitos. ➢ Considerar a alegria como uma característica marcante na vida do ser humano. ➢ Respeitar as datas especiais como momentos de alegria e maior aproximação entre as pessoas. Para o ensino Fundamental ➢ Entender que a pessoa humana é dotada de dignidade e valores. ➢ Concluir que o amor a si mesmo e ao próximo constitui a base de realização de vida da pessoa humana. ➢ Reconhecer na verdade uma das principais bases em que se fundamentam o convívio humano e a construção do paraíso terrestre. ➢ Concluir que é por meio do trabalho que o homem se constrói o mundo. ➢ Respeitar as datas especiais como momentos de alegria e maior aproximação entre as pessoas. INE EAD – INSTITUTO NACIONAL DE ENSINO METODOLOGIA DO ENSINO RELIGIOSO WWW.INSTITUTOINE.COM.BR – (31) 3272-9521 Para o ensino médio ➢ Favorecer a discussão acerca do contexto social existente e do desenvolvimento do censo crítico possibilitando a descoberta do diferente em nosso meio, evidenciando situações em que se manifeste a inexistência da ética e criando uma nova forma de convivência afim de que possamos viver como irmãos no exercício da cidadania; ➢ Viabilizar a reconstrução de uma ética no espaço escolar, comprometida com o seu projeto político-pedagógico, visando capacitar o educando para participar como sujeito e artífice da sua própria formação, buscando na liberdade e na responsabilidade a dimensão ética na construção do seu ser e na revitalização de uma sociedade justa e solidária. O formando em Ensino Religioso insere-se num contexto que dele exige uma constante busca de conhecimento religioso. Por isso, espera-se que seja capaz de viver a reverência da alteridade, de considerar que família e comunidade religiosa são espaços privilegiados para a vivência religiosa e para a opção de fé, e de colocar seu conhecimento e sua experiência pessoal a serviço da liberdade do educando, subsidiando-o no entendimento do fenômeno religioso. A competência do profissional do Ensino Religioso exige que: ✓ Compreenda o fenômeno religioso, contextualizando-o espacial e temporalmente; ✓ Configure o fenômeno religioso através das ciências da religião; ✓ Conheça a sistematização do fenômeno religioso pelas Tradições Religiosas e suas teologias; ✓ Analise o papel das Tradições Religiosas na estruturação e manutenção das diferentes culturas e manifestações socioculturais; ✓ Faça a exegese dos Textos Sagrados orais e escritos das diferentes matrizes religiosas (africanas, indígenas, ocidentais e orientais); INE EAD – INSTITUTO NACIONAL DE ENSINO METODOLOGIA DO ENSINO RELIGIOSO WWW.INSTITUTOINE.COM.BR – (31) 3272-9521 ✓ Relacione o sentido da atitude moral, como consequência do fenômeno religioso sistematizado pelas Tradições Religiosas e como expressão da consciência e da resposta pessoal e comunitária das pessoas. O profissional do Ensino Religioso faz sua síntese do fenômeno religioso a partir da experiência pessoal, mas necessita, continuamente, apropriar-se da sistematização das outras experiências que permeiam a diversidade cultural (FONAPER, 2010). INE EAD – INSTITUTO NACIONAL DE ENSINO METODOLOGIA DO ENSINO RELIGIOSO WWW.INSTITUTOINE.COM.BR – (31) 3272-9521 6. REFERÊNCIAS CONSULTADAS E UTILIZADAS AMARAL, Tânia Conceição Iglésias. Análise dos Parâmetros Curriculares Nacionais para o Ensino Religioso nas Escolas Públicas Brasileiras. 2003. 117f. Dissertação (Mestrado em Educação). Programa de Pós-Graduação em Educação da Universidade Estadual de Maringá, - UEM. Maringá, 2003. BOURDIEU, Pierre. A Economia das Trocas Simbólicas. 5 ed. São Paulo: Perspectiva, 2001. BRASIL . Lei 9.475. 22 jul. 1997. Brasília, 1997. BRASIL. Constituição 1988. Constituição da República Federativa do Brasil. Brasília: Senado Federal, 1988. BRASIL. LDBEN. Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional: Lei 9.394/96. 3 ed. Rio de Janeiro: DP&A, 2000. CNBB. Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil 1995 1998. 33ª Assembleia Geral da CNBB, de 10 a 19 de maio de 1995. Brasília, DF, 1995. Disponível em: . Acesso em: 16 ago. 2010. COMPANHIA DE JESUS. Congregação Geral XXXIV 1995-1998. Decreto 4. Nossa Missão é a Cultura, 1995. Disponível em: Acesso em: 16 ago. 2010. CORRÊA, B. R. P. G.; GIL FILHO, S. F. Formação docente para o Ensino Religioso: desafios e perspectivas na refundação 96 Ciências da religião – história e sociedade Volume 6. N. 2. 2008 de uma disciplina escolar. Religião & Cultura, São Paulo, v. VI, n. 11, jan./jun. 2007. FÓRUM NACIONAL PERMANENTE DO ENSINO RELIGIOSO - FONAPER. Diretrizes para capacitação docente para formação dos professores de Ensino Religioso. Brasília: Universidade Católica de Brasília, 1998. BRASIL. FÓRUM PERMANENTE DO ENSINO RELIGIOSO. Parâmetros Curriculares Nacionais: Ensino Religioso. 2 ed. São Paulo: AM Edições, 1997. GRAMSCI, Antonio. Maquiavel a Política e o Estado Moderno. 8.ed. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1991. HOLANDA, Angela Maria Ribeiro. O ensino religioso no Brasil e em Alagoas. Entrevista à TV Educativa, 02 mar. 2005. Disponível em: Acesso em: 16 ago. 2010. INE EAD – INSTITUTO NACIONAL DE ENSINO METODOLOGIA DO ENSINO RELIGIOSO WWW.INSTITUTOINE.COM.BR – (31) 3272-9521 JUNQUEIRA, Sérgio Rogério Azevedo e WAGNER, Raul (Orgs). Ensino Religioso no Brasil. Curitiba: Champagnat, 2004. JUNQUEIRA, Sérgio Rogério Azevedo et al. Ensino Religioso e sua Relação Pedagógica. Petrópolis, RJ: Vozes, 2002. LORSCHEIDER, Aloísio. 500 Anos de Evangelização da América Latina: Desafios e Perspectivas. 2 ed. Petrópolis: Vozes, 1992. MARTELLI, Stefano. A Religião na Sociedade Pós-Moderna: entre a Secularização e a Dessecularização. São Paulo: Paulinas, 1995. MICELI, Sergio. Introdução. In: BOURDIEU, Pierre. A Economia das Trocas Simbólicas. 5 ed. São Paulo: Perspectiva, 2001. PACE, Enzo. Religião e Globalização. Globalização e Religião. 2. ed. Petrópolis: Vozes, 1999. PIERUCCI, Antônio F. Interesses Religiosos dos Sociólogos da Religião. Globalização e Religião. 2 ed. Petrópolis: Vozes, 1999. SCAMPINI, José. A Liberdade Religiosa nas Constituições Brasileiras. Petrópolis: Vozes, 1978. TOLEDO, Cézar de Alencar Arnaut; AMARAL, Tânia Conceição Iglésias. Análise dos Parâmetros CurricularesNacionais para o ensino religioso nas escolas pública. IV Jornada do HISTEDBR (Grupo de Pesquisa em História, Sociedade e Educação no Brasil), na Universidade Estadual de Maringá, PR, ocorrido de 5 a 7 de julho de 2004. Disponível em: Acesso em: 16 ago. 2010. http://www.histedbr.fae.unicamp.br/revis.html INE EAD – INSTITUTO NACIONAL DE ENSINO METODOLOGIA DO ENSINO RELIGIOSO WWW.INSTITUTOINE.COM.BR – (31) 3272-9521 7. ANEXO I LEI NO 9.475, DE 22 DE JULHO DE 1997 Dá nova redação ao art. 33 da lei no 9.394, de 20 de dezembro de 1996, que estabelece as diretrizes e bases da educação nacional. O PRESIDENTE DA REPÚBLICA Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei: Art. 1o - O art. 33 da Lei No 9.394, de 20 de dezembro de 1996, passa a vigorar com a seguinte redação: Art. 33 - O ensino religioso, de matrícula facultativa, é parte integrante da formação básica do cidadão, constitui disciplina dos horários normais das escolas públicas de ensino fundamental, assegurado o respeito à diversidade cultural religiosa do Brasil, vedadas quaisquer formas de proselitismo. §1o - Os sistemas de ensino regulamentarão os procedimentos para a definição dos conteúdos do ensino religioso e estabelecerão as normas para a habilitação e admissão dos professores. §2o - Os sistemas de ensino ouvirão entidade civil, constituída pelas diferentes denominações religiosas, para a definição dos conteúdos do ensino religioso. Art. 2o. Esta lei entra em vigor na data de sua publicação. Art. 3o. Revogam-se as disposições em contrário. Brasília, 22 de julho de 1997, 176o da Independência e 109o da República. FERNANDO HENRIQUE CARDOSO Paulo Renato Souza INE EAD – INSTITUTO NACIONAL DE ENSINO METODOLOGIA DO ENSINO RELIGIOSO WWW.INSTITUTOINE.COM.BR – (31) 3272-9521 8. ANEXO II PROJETOS TEMA: Espaços sagrados AUTOR: Giseli Cristina de Oliveira ANO: 2007 E-mail: glc_gi@ibest.com.br SÉRIE: 2ª Série OBJETIVOS: ▪ Reconhecer os diversos espaços sagrados, possibilitando aos alunos o conhecimento da diversidade religiosa, contribuindo para a construção da cidadania e o respeito às diferenças; FUNDAMENTAÇÃO PEDAGÓGICA: O presente trabalho será aplicado a crianças de sete anos, que é nesta fase que surge, na criança, a capacidade de substituir um objeto ou acontecimento por uma representação e esta substituição é possível, graças à função simbólica, já distingue um significador (imagem palavra ou símbolo) daquilo que ele significa, o significado, é importante ressaltar o caráter lúdico do pensamento simbólico. Assim este estágio é chamado de pré-operatório, ou estágio da Inteligência Simbólica. A atividade sensório-motor não está esquecida ou abandonada, mas refinada e mais sofisticada, pois verifica-se que ocorre uma crescente melhoria na sua aprendizagem, permitindo que a mesma explore melhor o ambiente, fazendo uso de mais e mais sofisticados movimentos e percepções intuitivas. A criança deste estágio: é egocêntrica, centrada em si mesma, e não consegue se colocar, abstratamente, no lugar do outro; não aceita a ideia do acaso e tudo deve ter uma explicação (é fase dos por quês); já pode agir por simulação, como se; possui percepção global sem discriminar detalhes; deixa se levar pela aparência sem relacionar fatos. Assim, o projeto apresentado respeita e valoriza a LDB, quando propõem aos alunos, o respeito às diferenças, assim como, atitudes de solidariedade e o reconhecimento que é possível a convivência harmoniosa INE EAD – INSTITUTO NACIONAL DE ENSINO METODOLOGIA DO ENSINO RELIGIOSO WWW.INSTITUTOINE.COM.BR – (31) 3272-9521 com o diferente. Entendendo que o respeito é fundamental na construção da cidadania, pois o respeito pelos outros nasce do respeito por si mesmo. O desenvolvimento deste projeto é importante para desenvolver na criança desta faixa etária, o desenvolvimento da construção da cidadania, o respeito pela diversidade e as diferenças de cada um, suas crenças religiosas, promovendo uma convivência harmoniosa com grupo a que pertence. O projeto contribuirá para a formação de valores e da cidadania da criança, pois ela perceberá que se encontra em um mundo no qual nem todos são iguais e não se compartilham as mesmas coisas. Mas, perceberá a convivência harmoniosa com o diferente. No artigo 32 da LDB diz que é necessário que a criança desenvolva a capacidade de aprender, tendo como meios básicos o pleno domínio da leitura, da escrita e do cálculo; que compreenda o ambiente natural e social, do sistema político, da tecnologia, das artes e dos valores em que se fundamenta a sociedade; desenvolva a capacidade de aprendizagem, tendo em vista a aquisição de conhecimentos e habilidades e a formação de atitudes e valores; o fortalecimento dos vínculos de família, dos laços de solidariedade humana e de tolerância recíproca em que se assenta a vida social. Que atue no ambiente em que está inserida como cidadã participante e que entenda que sua vida é influenciada por ele. Aprender a ser cidadão e cidadã é, entre outras coisas, aprender a agir com respeito, solidariedade, responsabilidade, justiça, não violência; aprender a usar o diálogo nas mais diferentes situações e comprometer-se com o que acontece na vida coletiva da comunidade e do país. Esses valores e essas atitudes precisam ser aprendidos e desenvolvidos pelos estudantes e, portanto, podem e devem ser ensinados na escola. Dentro das obrigações religiosas, a comunidade tem ainda de cumprir diversas cerimônias que promovem o contato com o sagrado. Cada religião possui seus locais sagrados, que exaltam o fiel quando ele se aproxima. Os espaços sagrados são lugares, localidades, acidentes geográficos, sítios religiosos, templos, colinas, vales, regatos, árvores, túmulos, bosques, catedrais, mesquitas, construções, monumentos e outros locais privilegiados para a experiência do sagrado, do transcendente. INE EAD – INSTITUTO NACIONAL DE ENSINO METODOLOGIA DO ENSINO RELIGIOSO WWW.INSTITUTOINE.COM.BR – (31) 3272-9521 Entre os diversos espaços sagrados, alguns tiveram origem em uma história ou lenda; outros foram construídos pelos homens e se tornaram centros de peregrinações ou romarias: são os templos, os santuários, as catedrais, as capelas, os locais de prece e meditação, as mesquitas, os terreiros, etc. Às práticas religiosas em espaços sagrados confere-lhes as características próprias, firmada pela expressão do sagrado. Esses espaços podem, porem, apresentar outras funções alem da religiosa, como a de turismo e de comércio. Muitas pessoas procuram esses lugares os espaços sagrados para cumprir promessas ou fazer votos, pedir e agradecer benefícios ou graças alcançadas. O presente projeto é importante para as crianças, pois visa uma compreensão cultural, contribuindo para a formação integral das crianças, visando uma educação para a cidadania, valorizando o conhecimento religioso como patrimônio da humanidade, conscientização social, criticidade e a autonomia. O conhecimento histórico contribuirá neste projeto para a construção da identidade social e para a valorização da pluralidade sociocultural. Na história há três eixos articuladores dos conteúdos que serão de suma importância para o presente trabalho: cultura, identidade e cidadania, eixos cujos conceitos são criados e datados, constituem historicamente em meio a mudança e permanências, em diferentes tempos e em diferentes espaços, portanto, uma história . A cultura é um modo determinado de vida, um modo de pensar, de viver das pessoas, é também compartilhamento de significados, de sentidos, e valores, de comportamentos de determinado grupo social. A cultura é uma produção social e dever ser analisada emseu contexto histórico. A identidade está relacionada com diversidade cultural, para que possam compreender os diferentes sujeitos sociais. Dentro da história ela contribui para afirmação da identidade, tanto individual como coletiva. A cidadania é definida a partir da ideia de que as pessoas não são cidadãs só com o nascimento, mais se tornam cidadãs no processo de construção social. INE EAD – INSTITUTO NACIONAL DE ENSINO METODOLOGIA DO ENSINO RELIGIOSO WWW.INSTITUTOINE.COM.BR – (31) 3272-9521 È de fundamental importância provocar situações e aprendizagem que valorizem os conhecimentos resultantes das experiências dos estudantes, adquiridas na convivência com diferentes grupos sociais. O trabalho com os conteúdos geográficos reveste-se de grande valor social na medida em que contribui para a construção de conhecimentos que permitam tratar questões relacionadas á ocupação e á gestão do espaço em diferentes níveis, com maior consciência das peculiaridades existentes, bem como com maior responsabilidade no trato e tais questões. A geografia exerce, na verdade, papel decisivo na formação do indivíduo para o exercício da cidadania. Ler e pensar o mundo compreendendo que o ser humano e os demais elementos da natureza constituem, de maneira integrada, os espaços socialmente construídos, transformados e organizado, é o papel da geografia na constituição do saber escolar. O conhecimento geográfico mostrará como se encontram divididas em espaços e territórios as alternativas de vida nas diferentes regiões e as transformações que o homem opera nesses espaços. È visto sob a ótica das relações econômicas, sociais e políticas existentes na região, e entre os países, despertará ao espírito crítico do aluno, levando-o a contínuas comparações, associações e reflexões. O Ensino religioso busca a compreensão do sujeito, no sentido de orientá-lo em sua postura diante da vida, do outro e do transcendente, da relação com as diferentes manifestações do sagrado na sociedade, favorecendo o respeito e reconhecimento a diversidade cultural, repudiando o preconceito e discriminações diante das especificidades de diferentes expressões cultural religiosas, de direito constitucional de todo cidadão brasileiro. O ensino religioso possibilita o estudante o conhecimento e a compreensão do fenômeno religioso com um fato cultural e social, bem como uma visão global de mundo e de pessoa, promovendo, assim, o respeito as diferenças do convívio social, valoriza o conhecimento religioso como patrimônio da humanidade, construído ao longo da história de maneira bastante peculiar, em diferentes contextos geográficos e culturais. Contribuindo para a construção da cidadania, promovendo o diálogo inter-religioso, o INE EAD – INSTITUTO NACIONAL DE ENSINO METODOLOGIA DO ENSINO RELIGIOSO WWW.INSTITUTOINE.COM.BR – (31) 3272-9521 respeito as diferenças, a superação de preconceitos e o estabelecimento de relações democráticas e humanizadoras. PLANO DE TRABALHO Aula 1 ▪ A professora pede aos alunos que eles façam uma pesquisa com seus familiares sobre a qual religião eles praticam. ▪ Após a pesquisa a professora monta com os alunos um mural com todas as religiões que foram citadas na pesquisa. ▪ A professora segue com os alunos até a biblioteca para descobrirem a história de cada. ▪ Os alunos produzirão um pequeno texto sobre o que pesquisou. Aula 2 ▪ A professora explica a diferença de um espaço sagrado para outro espaço que não é sagrado. ▪ Os alunos irão montar um mapa com o trajeto da sua casa até os lugares em que frequentam suas religiões. ▪ A professora apresenta aos alunos religiões que não foram citadas na pesquisa, e os lugares em que elas são praticadas. ▪ A professora entregará um mapa para os alunos e eles terão que pintar a região em que sua religião é praticada. Aula 3 ▪ Em uma conversa com os alunos a professora pergunta a eles qual é a religião dos alunos, e o lugar que eles vão para praticar suas religiões. ▪ Como tarefa de casa os alunos terão que observar em seu bairro quais os locais sagrados existentes. ▪ Cada aluno irá pesquisar sobre sua religião e irá trazer aos colegas. Aula 4 ▪ Os alunos irão trazer para a sala de aula a pesquisa que fez sobre sua religião. INE EAD – INSTITUTO NACIONAL DE ENSINO METODOLOGIA DO ENSINO RELIGIOSO WWW.INSTITUTOINE.COM.BR – (31) 3272-9521 ▪ A professora irá trocar as pesquisas, fazendo com que cada aluno apresente a religião do colega. Com isso a professora irá falar sobre as diferenças. ▪ A professora monta um mural com fotos de espaços sagrados e outros espaços não sagrados, os alunos terão que identificar os espaços sagrados. AVALIAÇÃO: Os alunos serão avaliados através do conhecimento que já possui, pelas atividades e pesquisas realizadas, através da participação individual de cada aluno, verificando se o aluno identificam os espaços sagrados e suas funções, respeitando as diferenças religiosas; aprendendo a valorizar as tradições de cada religião; compreendendo o convívio em grupo, a interação e o respeito mútuo. RECURSOS DIDÁTICOS: Quadro de giz Lápis de cor Caderno Cartolina Cola Tesoura Fotos de espaços sagrados Livros (biblioteca) Imagens de jornais, revistas e livros etc Mapa REFERÊNCIAS: Lei de Diretrizes e Bases da Educação OLIVEIRA, C. História para todos. São Paulo: Scipione, 2006. http://www.suapesquisa.com/indios/ , acesso em 08/05/2007. CONTEÚDO: Leitura Escrita Valores e atitudes Cultura Indígena Direitos e deveres Diversidade Cidadania INE EAD – INSTITUTO NACIONAL DE ENSINO METODOLOGIA DO ENSINO RELIGIOSO WWW.INSTITUTOINE.COM.BR – (31) 3272-9521 Tema: Cemitério como Espaço Religioso Aluna: Cristiane Maria Oliveira Chaves – cristiane.chaves@pucpr.br Série: 5º ano – 10 anos Objetivo: ✓ Conhecer, valorizar e respeitar os diversos espaços fúnebres. Fundamentação Pedagógica O aluno é uma criança de 10 anos, que frequenta o 5º ano da educação básica. É uma criança madura, que está conquistando um novo espaço na sua família, e entende o que acontece na sua própria vida e que compreende o que é a morte. Este tema é muito importante para as crianças, porque elas tem que ter acesso aos temas que ela vive, principalmente pela questão da morte, de ter noção de perda, do sentimento de saudade, dos laços entre a vida e a morte. No dia de Finados, é o dia que vamos até o cemitério para levar flores aos nossos entes queridos. Antecedendo o dia de finados as pessoas vão até os cemitérios para organizar o túmulo para o dia da visita. Podemos trabalhar em História como era antigamente o cemitério e como é hoje, o que aconteceu para o cemitério existir, e por quê distante da cidade? Em Geografia, podemos trabalhar a localização dos espaços, o crescimento da cidade, que chegou até os espaços. Os espaços periféricos da cidade. Quais são e por quê estão situados nestes locais. A distância do cemitério para a casa de cada um dos alunos. E a relação do tema com Ensino Religioso é a diversidade religiosa, a maneira como um acredita, crê e sobre tudo respeita. Os valores de cada família passada de geração a geração. A maneira com a família trata sobre o assunto com suas crianças, valores e atitudes. O tema abordado, visto que é um assunto pouco comentado, ainda negado pela sociedade, alienado a tristeza, cabe ao educador aborda-lo para o INE EAD – INSTITUTO NACIONAL DE ENSINO METODOLOGIA DO ENSINO RELIGIOSO WWW.INSTITUTOINE.COM.BR – (31) 3272-9521 ambiente familiar tratando-o como ambiente social e de singular a todos os povos e nações. Portanto esse projeto será trabalhado a localização geográfica, a historicidade do cemitério nas variadas culturas, bem como religiões e crenças. Também as práticas religiosas no cotidiano de cada