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GUIA DE HABILIDADE S TH7 PADRÃO Nº: LABSIM 001 DATA DA EMISSÃO: ABR/2020 HABILIDADE: PUNÇÃO VENOSA CENTRAL I PÚBLICO ALVO: ESTUDANTES DE MEDICINA HABILIDADE E COMPETÊNCIA A SEREM DESENVOLVIDAS PUNÇÃO DE VEIA JUGULAR INTERNA HABILIDADE PRÉVIA ● Conhecer anatomia vascular venosa. ● Manejo de instrumental cirúrgico básico (incisão, diérese, hemostasia e sutura). MATERIAL NECESSÁRIO ● EQUIPAMENTO: simulador de punção venosa, central e cateterismo, montado com água em seu interior. (01 unidade) ● EPI: gorro, máscara, avental e óculos de proteção. (15 unidades) ● ANTISSEPSIA: luvas de procedimento (15 unidades), gaze (15 unidades), campo cirúrgico fenestrado (01 unidade), solução degermante (simulação de solução de iodopovidona e de solução alcoólica) e pinça para antissepsia. (01 unidade) ● ANESTESIA: luvas estéreis (30 unidades), agulha 25x7 (15 unidades), agulha 40x12 (15 unidades), seringa de 10ml (15 unidades), seringa de 20ml (15 unidades), gaze (15 unidades) e solução anestésica (simulação de lidocaína 1 a 2% sem vasoconstritor). (01 unidade) ● PUNÇÃO: seringa de 5ml (15 unidades), agulha 18G (15 unidades), agulha 22G (15 unidades), fio guia (01 unidade), cateter 8 a 11 French e dilatador (01 unidade), equipo de soro de macrogotas (01 unidade), frasco de soro fisiológico 0,9% 500ml (01 unidade), cabo de bisturi e lâmina de bisturi nº15. (01 unidade) ● FIXAÇÃO: porta-agulhas Mayo Hegar, fio mononylon 4-0 agulhado. (03 unidades) ● CURATIVO: gaze (15 unidades) e fita adesiva (esparadrapo ou Micropore®). (01 unidade) ● VERIFICAÇÃO DAS CONDIÇÕES TORÁCICAS: estetoscópio. (02 unidades) DESCRIÇÃO DA TÉCNCIA PUNÇÃO VENOSA CENTRAL | Introdução A cateterização venosa central desempenha papel importante no tratamento de pacientes enfermos em ambiente hospitalar. Suas principais indicações são: emergências, nutrição parenteral total, antibioticoterapia, quimioterapia, hemodiálise e pacientes com acesso venoso periférico difícil. CONTROLE DE CÓPIA IMPRESSA Este é um documento “Eletrônico Controlado”, sua impressão torna, automaticamente, o documento físico uma cópia NÃO CONTROLADA. A atualização da informação em uso e compatibilidade da via impressa com o procedimento publicado no sistema é de inteira responsabilidade do gestor do setor correspondente. Responsável pela impressão: Nº da Versão: Assinatura do responsável do setor: Data da impressão: Informações ao paciente O consentimento é uma exigência legal, exceto em casos de pacientes inconscientes. A conscientização a respeito do procedimento a ser realizado proporciona a cooperação do paciente durante o procedimento e aumenta o tempo útil do dispositivo, uma vez que estimula o autocuidado, evitando acidentes e infecções. Os principais tópicos a serem considerados na orientação do paciente são: i) o que constitui um acesso venoso central; ii) vantagens do dispositivo de acesso venoso central para o tratamento; iii) riscos envolvidos no procedimento de inserção do cateter; iv) cuidados necessários com o dispositivo; v) condições de retirada do cateter. Fonte: https://www.esquizofrenia.blog.br/puncao-de-cateter-venoso-central-totalmente-implantavel/ Escolha do local de punção Tecnicamente, os cateteres venosos centrais podem ser inseridos nas veias jugular interna, subclávia ou femoral (Quadro 1). Para a escolha do local de punção considera-se: i) experiência do profissional que realizará o procedimento (capacitação técnica); ii) anatomia e condições clínicas do paciente (Ex.: punções jugulares são muito indicadas em pacientes em regime ambulatorial de quimioterapia e difíceis de serem mantidas naqueles com traqueostomia recente). IMPORTANTE: Em emergência, nos pacientes em Ressuscitação Cardiopulmonar (RCP), opta-se pelo http://www.esquizofrenia.blog.br/puncao-de-cateter-venoso-central-totalmente-implantavel/ http://www.esquizofrenia.blog.br/puncao-de-cateter-venoso-central-totalmente-implantavel/ http://www.esquizofrenia.blog.br/puncao-de-cateter-venoso-central-totalmente-implantavel/ http://www.esquizofrenia.blog.br/puncao-de-cateter-venoso-central-totalmente-implantavel/ acesso venoso periférico. Caso haja necessidade de acesso central, punciona-se, preferencialmente, a veia jugular interna direita. Quadro 1. Comparação entre as vantagens e desvantagens dos diferentes locais de punção venosa central LOCAL VANTAGEN S DESVANTAGEN S VEIA JUGULAR INTERNA ● Menor risco de pneumotórax iatrogênico, com menor risco de insucesso por profissionais inexperientes; ● Abordagem pela cabeceira do leito; ● Compressão direta para cessar a hemorragia em caso de punção acidental da artéria. ● Pouco indicada para acessos de tempo prolongado, uma vez que: i) o posicionamento do pescoço interfere na perviabilidade do cateter; ii) trata-se de um dispositivo desconfortável para o paciente; iii) a localização da punção dificulta a manutenção e os curativos. ● Risco de punção da carótida e, se punção realizada à esquerda, de perfuração do ducto torácico. ● Difícil identificação anatômica em pacientes obesos ou edemaciados. ● Proximidade do cateter da área de abordagem para pacientes com traqueostomia concomitante. ● Veia propensa a colapsar em estados hipovolêmicos. VEIA SUBCLÁVIA ● Fácil fixação e realização de curativo; ● Mais confortável para mobilização do paciente; ● Melhor identificação anatômica em obesos; ● Não interfere na intubação orotraqueal. ● Sangramento relacionado ao procedimento é menos propício a cessar por pressão direta. ● Maior risco de pneumotórax iatrogênico, com maior risco de insucesso por profissionais inexperientes; ● Trajeto mais longo da pele até o vaso. ● Mau posicionamento do cateter é mais comum. ● Cateter afetado por compressões torácicas. VEIA FEMORAL ● Acesso rápido com alto risco de sucesso; ● Não interfere nas manobras de RCP; ● Não interfere na intubação orotraqueal; ● Não há risco de pneumotórax. ● Demora da circulação de drogas durante a RCP. ● Impede a livre mobilização do paciente. ● Dificuldade em manter o local de inserção estéril. ● Risco aumentado de trombose no local da punção. ● Necessidade técnica de se posicionar o paciente em Trendelemburg durante o procedimento iliofemoral. Contraindicações Contraindicações para punção venosa central são relativas, dependendo de fatores clínicos, técnicos e circunstanciais: 1º) Possibilidade de alternativas para acesso venoso. 2º) Locais com distorções anatômicas, marcapassos ou stent endovascular (endopróteses). 3º) Presença de lesão cutânea próxima ao local de punção. 4º) Coagulopatias ou pacientes heparinizados, apresentando tempo de coagulação prolongado ou trombocitopenia (plaquetas2. Posicionamento. Paciente em decúbito dorsal, em posição de Trendelemburg, ou seja, cabeceira abaixada a 15º, com a cabeça rotada para o lado oposto ao da punção. Observação: O médico deve posicionar-se lateralmente ao paciente, conforme o lado a ser puncionado, de costas para sua face e voltado para seus pés. 3. Identificação do ponto de punção. Demarcar a altura da punção, identificando o local de inserção da agulha, situado no ápice do triângulo formado pelas duas cabeças do músculo esternocleidomastoideo (Triângulo de Sedillot), aproximadamente, a 5cm acima da borda superior da clavícula (Figura 1). IMPORTANTE: Realizar ausculta torácica para certificar se o murmúrio broncovesicular encontra-se preservado. 4. Paramentação. Paramentar com gorro, máscara, avental longo, óculos de proteção e luvas de procedimento. http://aneste.org/marcelo-barros-weiss.html 5. Antissepsia. Fazer antissepsia da pele com solução degermante (equivalente para simulação) desde a borda inferior da mandíbula à borda superior da clavícula, estendendo-se lateralmente da borda anterior do trapézio ipsilateral à borda medial do esternocleidomastoideo contralateral. Calçar luvas estéreis. Fazer antissepsia da pele com solução alcoólica (equivalente para simulação). 6. Posicionamento dos campos cirúrgicos. Colocar os campos cirúrgicos, deixando os elementos anatômicos expostos para visualização e palpação: mastoide, carótida (pulso), clavícula, fúrcula esternal e borda lateral do esternocleidomastoideo. Na atividade de TH, é importante o reconhecimento do modelo de simulação realística (abaixo): 7. Anestesia local. Aspirar o anestésico local com agulha 40x12 acoplada à seringa de 10ml. Trocar a agulha por agulha 25x7 para realizar a infiltração do anestésico. Infiltrar o anestésico na pele sobre o ponto identificado para punção. 8. Localização da veia jugular interna. Introduzir uma agulha 22G ou agulha de punção adaptada a uma seringa de 5ml, aplicando sempre uma leve força de aspiração. Avançar com um ângulo de 30º em relação à pele, em direção ao mamilo ipsilateral (Figura 1). IMPORTANTE: A veia jugular interna é relativamente superficial em relação à pele (2 a 3cm de profundidade). Para evitar punção da carótida, deve- se localizá-la por palpação e introduzir a agulha sempre lateral à mesma. 9. Punção da veia jugular interna. Uma vez localizada a veia jugular interna, remover a agulha 22G, mais fina. Em seguida, com uma agulha 18G, mais calibrosa, adaptada à seringa de 5ml, puncionar a veia, obedecendo o ângulo e a direção utilizados para localizá-la. O sangue deve fluir fácil e livremente para dentro da seringa. Reduzir o ângulo de inclinação da agulha em relação à pele para mantê-la mais alinhada com a anatomia da veia. Desconectar a seringa e observar se não há fluxo sanguíneo pulsátil (arterial) pela agulha (o sangue venoso flui de maneira contínua). IMPORTANTE: Manter o orifício externo da agulha ocluído com o dedo para evitar o risco potencial de embolia aérea (especialmente em pacientes hiperpneicos que podem gerar altos valores de pressão negativa intrapleural). Observação: A punção pode ser realizada diretamente com agulha de punção, conforme a experiência e habilidade do médico. 10. Inserção do fio guia. Inserir o fio guia suavemente para dentro do vaso, que deve progredir sem nenhuma resistência. Retirar a agulha. 11. Passagem do dilatador venoso. Com o fio guia posicionado, fazer uma pequena incisão (3mm de extensão), com uma lâmina de bisturi nº15, junto à sua entrada na pele, para facilitar a passagem do dilatador venoso. Vestir o fio guia com o dilatador e empurrar o conjunto todo para dentro da veia. Em seguida, remover o dilatador, mantendo o fio guia em posição. Observação: Comprimir o orifício de entrada na pele, evitando sangramentos desnecessários. 12. Cateterização. Vestir o fio guia com o cateter e introduzir o conjunto todo para dentro do vaso com o cuidado de não inserir todo o guia para dentro do vaso. Em seguida, retirar o fio guia. 13. Teste de refluxo de sangue. Realizar o teste do refluxo de sangue através dos lúmens do cateter, que deve ser livre e fácil. Fixá-lo à pele com fio mononylon 4-0 e aplicar o curativo apropriado. 14. RX de tórax. Encaminhar para radiografia de tórax para verificação da posição do cateter e ausência de pneumotórax. Sequência ilustrada das etapas da punção da veia jugular interna Fonte: https://www.youtube.com/watch?v=LUk_De244yk ETAPA 1: Posicionamento do paciente e localização da veia jugular interna. ETAPA 2: Identificação do fio guia e conexão este com a agulha de punção. http://aneste.org/ento-se-vocs-vo-aplicar-um-anestsico-como-a-lidocaina-a-nefrid.html https://www.youtube.com/watch?v=LUk_De244yk ETAPA 3. Antissepsia, colocação dos campos estéreis e infiltração da pele com anestésico local (lidocaína a 2%). ETAPA 4. Punção com agulha acoplada a seringa, aspiração de sangue e retirada da seringa. ETAPA 5. Passagem do fio guia. ETAPA 6. Dilatação do trajeto e retirada do dilatador. ETAPA 7. Inserção do cateter e retirada do fio guia. ETAPA 8. Fixação do cateter na pele. ETAPA 9. RX de controle. REFERÊNCIAS 1. Graham AS, Ozment C, Tegtmeyer K, Lai S, Braner DAV. Central venous catheterization. N Engl J Med. 2007; 356:e21. 2. http://docs.bvsalud.org/biblioref/2018/02/879395/acesso-venoso-central.pdf NOTAS: 1. Devido ao fato de que a simulação do manequim apresenta etapas da técnica cirúrgica adaptadas ao modelo, o professor se encarregará de sinalizá-las conforme sua expertise. 2. Pode haver sutis diferenças técnicas entre autores diferentes. 3. Assista ao vídeo para maior compreensão da técnica: https://www.youtube.com/watch?v=LUk_De244yk http://docs.bvsalud.org/biblioref/2018/02/879395/acesso-venoso-central.pdf https://www.youtube.com/watch?v=LUk_De244yk