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ACESSO VENOSO PERIFÉRICO: - Acesso em vasos periféricos, de menor calibre, em extremidades. - Membros superiores (veia cefálica, veia basílica, veia mediana do cotovelo, veias do dorso da mão, veia ulnar) – preferência pela mão não dominante do paciente. - Membros inferiores (arco venoso dorsal do pé). - Cabeça e pescoço (veias do couro cabeludo e veia jugular externa). - Mesmo para infusão de volumes e velocidades maiores, um cateter periférico calibroso (16 ou 14) pode ser mais eficaz que um cateter central. A frequência de complicação é baixa e a maioria é resolvida pela troca do acesso com punção de um novo local. Indicações: - Administração de drogas endovenosas de forma isolada (analgesia, sedação, contrastes radiológicos, etc.) ou de forma intermitente; - Hidratação venosa em pacientes desidratados ou com via oral impedida; - Coleta de sangue para exames; - Administração de sangue e hemoderivados (transfusão); - Nutrição parenteral periférica em baixas concentrações; - Administração de drogas durante procedimentos anestésicos; - Assistência de emergência no paciente grave ou em reanimação (o primeiro acesso a se tentar é o periférico sempre); - Anestesia e sedação (nem sempre é acesso central); - Acesso de curta permanência para administração de soluções hidroeletrolíticas, medicamentos ou hemoderivados; Complicações: - Flebite (irritação da parede do vaso, não necessariamente associada à infecção bacteriana inicialmente. Tira-se o acesso e faz calor local, não é necessário antibiótico terapia (é uma irritação, a não ser que faça infecção secundária); - Trombose; - Transfixação da veia por pressão negativa; ( é ) Giovanna Lopes - Infiltração (transfixação do cateter pelo vaso e administração de soro, gera um edema sem equimose, por todo o TCS); - Hematoma (subcutâneo); - Equimose (transfixação do vaso e extravasamento de sangue – área arroxeada na pele); A fixação ideal desses dispositivos é por plástico adesivo transparente (padrão ouro), facilitando verificar se houve uma flebite, infiltrações, equimoses, complicações em geral. Existem adesivos vazados, que ainda podemos ver, e caso não tenha nenhum desses, usa-se o esparadrapo. Local preferencial de punção: O cateterismo periférico é feito como rotina pela equipe de enfermagem. A veia a ser puncionada é escolhida por cuidadosa inspeção dos membros, pescoço e, em crianças, do couro cabeludo. As veias superficiais dos membros superiores são as mais utilizadas. A veia cefálica na parte lateral do antebraço, as veias do dorso da mão e a veia ulnar no antebraço, preferindo o braço não dominante, são os sítios mais fáceis no adulto e que proporcionam maior conforto. As veias da fossa antecubital prejudicam a movimentação do antebraço e devem ser consideradas escolhas secundárias. As veias da perna devem ser usadas apenas como último recurso, sobretudo no adulto, pela restrição de movimento e pelo risco de flebite, infecção e tromboembolismo. Para tornar as veias mais dilatadas e visíveis, pode-se garrotear ou comprimir com a mão o membro proximalmente ao ponto de punção. Tipos de cateteres: SCALP (“butterfly”): Dispositivo de infusão com asas e agulha metálicas (tipo escalpe/butterfly) conectada a um extensor transparente. - A “asinha” serve para segurar e fixar a agulha na pele. Possui um canhão de padrão universal. - Cada cor é um calibre diferente. - O tamanho da asinha e do tubo são padronizados, só muda o calibre da agulha, e, às vezes, o comprimento. - Existem vários pela diferença no calibre, para atender diversas faixas etárias e diversos tamanhos do vaso dos pacientes e diversos medicamentos (pela viscosidade). - Punções de menor duração, administração isolada, coleta de sangue ou infusão de algumas horas. - Escolher agulha de calibre adequado: mais finas para infusões em velocidade mais baixa de soluções hidroeletrolíticas e menos viscosas, e agulhas mais calibrosas para infusão de volume, velocidade e viscosidade maiores. - Números ímpares - quanto maior o número, menor é o calibre. 19 (mais calibroso) ao 27 (mais fino) – 27<25<23<21<19 - Desvantagens: a agulha fica dentro da veia, o que torna incômodo para o paciente, pode transfixar e dar vários problemas. Por isso, é feito quando há necessidade de curto prazo de acesso venoso. - Tempo de permanência: 12 horas. - TÉCNICA: Garrotear, fazer antissepsia do local com álcool 70% (ação imediata) ou clorexidina, inserir a agulha no vaso a 45º com o bisel voltado para cima, atingindo a luz do vaso diminui o ângulo para 10º, puxar o êmbolo da seringa para certificar-se de que está dentro do vaso, retirar o garrote e fazer a administração. JELCO (cateter sob agulha ou “abocath”): Cateter plástico flexível curto sobre a agulha de poliuretano, teflon ou vialon. Uma câmara de refluxo de material transparente e de comprimento variável permite a observação do refluxo de sangue quando a luz da veia é atingida. - Tem vários calibres para faixa etária diferente e medicamentos diferentes; - Acessos que vão ser usados por mais de um dia. - Tem maior duração e permite maior fluxo. - É o cateter + agulha (só serve para transfixar a pele e a parede da veia. Depois ela é retirada e só permanece o cateter dentro do vaso, não tem bisel, é rombo); - Números pares - quanto maior o número, menor é o calibre. 26 (menos calibroso) ao 14 (maior calibre). 26<24<22<20<18<16<14. - Foi criado para punção venosa, mas também é usado para várias coisas, como a cricotireoidostomia por punção e na toracocentese. - Tempo de permanência: 36 horas. - TÉCNICA: garrotear, antissepsia do local com álcool 70% (ação imediata) ou clorexidina, introduzir o cateter com a agulha com o bisel voltado para cima em um ângulo inicial de 45º com a pele e abaixá-la para 10º assim que alcançar a veia. Depois que alcança o vaso (observa pelo refluxo de sangue no canhão), introduz o cateter no vaso e retira-se a agulha. Só o que fica no vaso é o cateter. Usa-se o jelco em emergência. TÉCNICA GERALZONA: 1. Explicar tanto o procedimento e o objetivo da punção ou acesso como a posição em que o paciente deve manter o membro a ser puncionado. 2. Providenciar iluminação (ou contenção, no caso de criança) adequada. 3. Garrotear o membro proximalmente com pressão leve, para tornar as veias mais dilatadas e visíveis, sem fazer desaparecer o pulso radial (se preciso, peça ao paciente que abre e feche a mão ou deixe o braço pendente para dilatar mais as veias). 4. Lavar as mãos, desinfetá-las com álcool, calçar luvas de procedimentos ou luvas estéreis e fazer a antissepsia local com clorexidina a 2%, ou iodopolvidona a 10%, ou álcool a 70% (não usar álcool antes dos outros antissépticos pois o álcool inibe sua ação). 5. Colocar o garrote e observar se a veia ficou com aspecto adequado (ingurgitada, elástica firme, não indurada, arredondada, plana ou com protuberâncias). 6. Punção com jelco: introduzir a agulha com o bisel voltado para cima, em um ângulo de 45º com a pele e abaixá-la para 10º assim que alcançar a veia. 7. Quando há retorno o sangue, a agulha metálica é mantida na posição e o cateter flexível sobre a agulha é introduzido delicadamente no interior da veia, enquanto a agulha é removida (é frequente que a veia colabe com a pressão da agulha e ambas as paredes sejam transfixadas pela agulha e, nesse caso, quando a agulha é retrocedida lentamente, assim que a ponta passa pela luz do vaso, o sangue reflui, permitindo a canulação). 8. Ao avançar o cateter na veia, retirar um pouco a agulha e introduzir o cateter no interior da veia até a profundidade desejada (não avançar ou reintroduzir a agulha após ter avançado o cateter plástico, pois o bisel pode cortar a ponta do cateter dentro da veia). 9. Remover o garrote e conectar a agulha ao equipo de soro para verificar sua perviedade. 10. Após o implante, fixar adequadamenteo cateter venoso curto com adesivo plástico transparente ou com curativo estéril específico para fixação de acesso venoso periférico (o uso de esparadrapo comum não estéril aumenta o risco de infecção). ACESSO VENOSO CENTRAL: - O cateter é considerado central quando sua ponta está localizada na veia cava inferior ou superior, próximo à entrada do átrio direito (junção atriocaval). São acessos em vasos mais calibrosos. - O procedimento é considerado invasivo, portanto deve ser feito como se fosse um procedimento cirúrgico - antissepsia ampla, colocar os EPIs (máscara, gorro, óculos, capote e luva estéril), assepsia (campo cirúrgico) Indicações de acesso de curta permanência (até cerca de 30 dias): - Administração de nutrição parenteral total; - Antibioticoterapia prolongada e quimioterapia; - Monitorização, estudos hemodinâmicos e hemodiálise; - Impossibilidade de obtenção de acesso periférico em paciente que precisa de hidratação parenteral, medicamentos por via venosa (antibióticos, quimioterapia, aminas, analgesia, sedação, etc.) – medicamentos “mais densos”, nutrição parenteral, transfusão de sangue e hemoderivados, etc. - Pacientes instáveis precisando de infusão contínua de dopamina ou noradrenalina; - Nutrição parenteral prolongada ou com soluções concentradas; - Uso de soluções ou drogas irritantes ou vesicantes em veias periféricas (quimioterapia, vancomicina anfotericina B, dopamina, fenitoína, bicarbonato de sódio, etc.); - Acesso venoso de emergência no paciente instável com acesso periférico difícil ou não-confiável; - Acesso venoso para cirurgia de grande porte; - Acesso de dupla via para hemodiálise em pacientes sem fístula arteriovenosa; - Monitorização da pressão venosa central e das pressões pulmonares e do débito cardíaco (Swan-Ganz); - Necessidade de coleta frequente de sangue para exame; - Implante de marca-passo transvenoso de urgência. Indicações de acesso de longa permanência tunelizados ou totalmente implantados (de 6 meses a 2 anos): - Pacientes oncológicos para quimioterapia, antibioticoterapia, hemoderivados, coleta de sangue, etc. - Pacientes com doenças crônicas que exigem tratamento endovenoso frequente (drepanocitose e outras doenças hematológicas); - Hemodiálise em pacientes com insuficiência renal crônica sem fístula; - Nutrição parenteral prolongada ou permanente: intestino curto, doenças inflamatórias intestinais muito graves, pós-operatório de cirurgias abdominais com complicações ou sequelas graves e de resolução demorada. Cuidados pré-operatórios: Técnica de Seldinger (simplificado): - Temos uma agulha (um pouco mais comprida que a do jelco, é a usada para puncionar a veia selecionada) conectada na seringa com solução salina. Depois que puncionei (entro com pressão negativa), sempre coloca menos solução salina, tem 5ml, coloca só 3ml, porque vai puxando. - Quando enche de sangue a agulha, tiro e uso o fio guia. Coloco-o dentro da agulha, ele fixa o trajeto (moldando-o); é possível tirar a agulha, resolvendo o problema da agulha. Então, faço a punção com a agulha, introduzo o fio guia (é metálico, maleável) dentro da agulha, depois que coloco o fio guia, uso o dilatador, coloco dentro do fio guia para ele abrir o trajeto da passagem do vaso, da pele, do TCS, do óstio externo do vaso para poder ele ser proporcional ao calibre do cateter, porque a agulha é muito fina, se eu tentar passar o cateter só com o orifício da agulha, meu cateter não entra. Se tiver resistência da pele, usa o bisturi para fazer uma pequena incisão, suficiente para o dilatador passar. - Tiro o dilatador pelo fio guia (continua lá). Depois, coloco o cateter que vai ficar no paciente e retiro o fio guia. Uso todos os dispositivos da mesa, para no final ficar só o cateter. Após certificar que o fluxo de sangue está adequado, introduzir o fio guia com ponta flexível; uma vez passado o fio-guia, retirar a agulha e faça uma incisão de 3 mm na pele, com bisturi de lâmina 11; introduza o dilatador venoso o suficiente para atingir o local da veia puncionada; retire o dilatador e, por meio do fio-guia, introduza o cateter até a posição correta; retire o fio-guia e conecte o cateter ao equipo de soro; certifique que o fluxo e refluxo ocorram livremente e fixe o cateter com ponto de fio inabsorvível; ocluir o local da punção com gaze ou curativos transparentes; solicitar radiografia de tórax para analisar a posição do cateter e verificar se não houve acidente de punção. - Resumindo os passos da técnica: 1. Agulha 2. Fio guia 3. Bisturi (se precisar) 4. Dilatador 5. Cateter - Principal característica da eficiência da técnica de Seldinger: FIO GUIA – menos iatrogenia. VEIA JUGULAR INTERNA: Contraindicações relativas: - Coagulopatia (É preferível utilizar a femoral, nesse caso. No hematoma nessa área, há compressão da traqueia); - Infecção sobrejacente, queimadura ou lesão cutânea no local da punção; - Agitação do paciente; - Trauma no local da canulação; - Trauma penetrante com suspeita de lesão vascular proximal; - Suspeita de fratura da coluna cervical (Pode guiar por meio de ultrasson); - Anomalias torácicas ou cardíacas graves não esclarecidas (alteração anatômica, trauma cervical). Complicações: - Punção da artéria carótida; - Laceração ou dissecção do vaso; - Pneumotórax ou hemotórax; - Hematoma do pescoço com compressão traqueal; - Embolia aérea; - Embolia da ponta do cateter; - Mau posicionamento do cateter; - Lesão do nervo vago (nervo laríngeo – paciente rouco); - Transfixação da veia jugular interna; - Lesão de ducto torácico, quando no lado esquerdo; - Arritmias – quando passa muito o cateter, entra na câmara cardíaca; - Perda do fio guia metálico; - Punção traqueal ou perfuração do balonete endotraqueal; - Trombose venosa; - Celulite no local da inserção; Vantagens: - Mais calibrosa e superficial que a subclávia; - Menor risco de pneumotórax ou hemotórax, pela posição mais afastada do ápice do pulmão; - Trajeto mais reto até a posição central; cateter vai direto para a direção da câmara cardíaca (não “faz curva”); - Menor risco de estenose da veia; - Permite hemostasia por compressão; - Punção mais fácil, por ser mais superficial; - Preferir o lado direito: trajeto mais curto e menor risco de desvio até a cava superior; - Inserção no leito por técnica através de agulha ou por técnica de Seldinger; - Possibilidade de troca com guia dos cateteres mais calibrosos ou com mais lumens, ou mal-posicionados (sob radioscopia); Desvantagens: - Mais difícil em lactentes e neonatos; - No recém-nascido, é pouco calibrosa e muito próxima à carótida; - Risco de pneumotórax e hemotórax; - Limitação dos movimentos da cabeça e pescoço; - Referências para punção desaparecem no obeso mórbido; - Posição do operador é mais difícil que para acesso pela subclávia; - Punção acidental da carótida (3 a 10%); - Risco de lesão do ducto torácico à esquerda; Punciona-se primeiro a direita, pelo menor risco de pneumotórax e hemotórax (ápice do pulmão mais baixo à direita), lesão do ducto torácico. TÉCNICA: - Marcos anatômicos: Identificação do trígono, delimitado pelas bordas medial e lateral das cabeças músculo esternocleidomastóideo e pela clavícula. No ápice desse trígono está a veia jugular interna. - Marcar o ponto médio da borda medial do músculo ECM cerca de 5 cm abaixo do ângulo da mandíbula e 5 cm acima do manúbrio esternal e palpar a carótida nesse ponto; a veia jugular interna está imediatamente lateral à carótida; - Posição do paciente: decúbito dorsal com braços lateralmente ao corpo, cabeça estendida, fazer uma rotação contralateral da cabeça, normalmente a 45º, na posição de Trendelenburg de cerca de 20º para aumentar a turgência da veia. Colocar um coxim entreos ombros; - Preferência ao lado direito, pois o ângulo entre a jugular interna e a subclávia é mais fechado à esquerda, ápice do pulmão é mais alto à E e risco de lesar ducto torácico à esquerda; - Antissepsia; - A direção da agulha é em direção ao mamilo ipsilateral e em um ângulo de 30º com a pele. Sequência Seldinger: agulha – fio guia – dilatador – cateter; - Pedir radiogafia; Introduzir a agulha (geralmente 16 ou 18G nos adultos) conectada à seringa, no ângulo entre os dois braços do esternocleidomastóideo, em um ângulo de 20º a 45º com a pele, lateralmente à carótida e direcionada para o mamilo do mesmo lado; o refluxo de sangue venoso indica o sucesso da punção e quando não ocorrer após a introdução suficiente da agulha, tenta recuar lentamente a agulha enquanto se mantém a aspiração com a seringa. VEIA SUBCLÁVIA: Contraindicações relativas: - Coagulopatias (não se consegue comprimir o vaso); - Infecções, lesões e queimaduras na área da punção; - Pneumotórax e hemotórax; - Trauma no local de canulação; - Pneumotórax no lado contralateral; - Hipoxemia ou insuficiência respiratória grave; - DPOC grave (hiperinsulflação – o ápice pulmonar fica mais próximo da subclávia; maior risco de pneumotórax); - Alterações anatômicas – anomalias torácicas e cardíacas graves; - Fratura de clavícula. Complicações: - Punção ou canulação arterial; - Laceração ou dissecção do vaso; - Pneumotórax ou hemotórax; - Embolia aérea; - Embolia da ponta do cateter; - Arritmias; - Mau posicionamento do cateter; - Perda do fio-guia metálico; - Punção traqueal ou perfuração do balonete endotraqueal; - Trombose venosa; - Celulite no local de inserção; - Sepse da linha venosa; - Lesão de ducto torácico, se for à esquerda – quilotórax; - Cateter entrar na jugular interna, indo em direção a cabeça; - Necrose na pele. Vantagens: - Cuidado com curativo é mais fácil; - Não restringe movimento do paciente; - Maior conforto ao paciente; - Deslocamento acidental é incomum; - Menor risco de trombose que jugular e femoral; - Colaba menos nos casos de choque; - Inserção (e retirada) no leito por técnica através de agulha ou por técnica de Seldinger; - Possibilidade de troca com guia dos cateteres mais calibrosos ou com mais lumens, ou mal-posicionados (sob radioscopia). Desvantagens: - Pneumotórax (maior risco à esquerda); - Progressão do fio guia para a jugular (risco maior na subclávia direita); - Risco de hemotórax com hemorragia maciça; - Hemostasia por compressão impossível. TÉCNICA: - Posição de Trendelenburg de 15 a 30º. Coloca-se um coxim na região entre as escápulas, braços laterais ao longo do corpo. Discreta extensão do pescoço e rotação da cabeça para o lado oposto. - Abordagem infraclavicular: introduza a agulha na região entre os terços médio e medial da clavícula, direcionando o bisel para inferomedial e a agulha direcionada para a fúrcula esternal (menor risco de complicações). - Abordagem supraclavicular: introduza a agulha logo acima da clavícula, 1 cm lateralmente à inserção clavicular do músculo esternocleidomastóideo, mire a bissetriz do ângulo entre o esternocleiodomastóideo e a clavícula, oriente o bisel para cima e direcionar a agulha para o mamilo contralateral. - Seguir técnica de Seldinger; - Toda punção central, após realizada, é pedido um raio X para saber se o cateter está na posição adequada e se não teve nenhuma complicação pulmonar. VEIA FEMORAL: - Considerado acesso central pois direcionará o cateter a vasos calibrosos. Pode-se fazer drogas com alta concentração, aminas, nutrição parenteral. Há indicações de acesso central que não são possíveis através da femoral: monitorização hemodinâmica (pela femoral o cateter não chega na junção átriocaval). Indicar primariamente em casos de: massagem cardíaca em paciente que não foi possível fazer acesso periférico, politrauma com fratura das duas pernas. Indicações: - Acesso venoso de emergência para reposição de líquidos e infusão de substâncias; - Paciente muito chocado: colher sangue para exames; - Infusões que requerem administração venosa central (vasopressores, cloreto de cálcio, soluções hiperosmolares, hiperalimentação); - Acesso venoso de rotina devido a locais venosos periféricos inadequados; pacientes em desconforto respiratório que não podem ser colocados em posição horizontal ou em Trendelenburg; - Introdução de marca-passo transvenoso. Contraindicações relativas: - Coagulopatias – permite compressão externa; - Fratura de bacia; - Trauma abdominal; - Infecção sobrejacente, queimadura ou lesão cutânea no local da punção; - Trauma na virilha ipsilateral ou extremidade inferior; - Suspeita de lesão vascular proximal, em particular, da veia cava inferior (VCI); - Paciente com pé diabético, insuficiência venosa crônica Desvantagens: - Edema de membros inferiores; - Risco de trombose é 10 vezes maior que na subclávia e com consequências mais graves; - Risco de 5 a 10% de punção arterial; - Risco de infecção muito maior que no acesso pela subclávia ou jugular; - Obstrução por dobra do cateter; - Impede ou limita deambulação; - Não é possível monitorização hemodinâmica por este acesso – porque para fazer essa monitorização, o cateter deve estar na junção atriocaval; Vantagens: - Na parada cardiorrespiratória, não interfere na reanimação; - Permite hemostasia por compressão; - Inserção (e retirada) no leito por técnica através de agulha ou por técnica de Seldinger; - Possibilidade de troca com guia dos cateteres mais calibrosos ou com mais lumens, ou mal-posicionados (sob radioscopia); Complicações: - Risco maior de trombose; - Sem risco de complicações torácicas (NÃO tem pneumotórax); - Punção ou canulação arterial; - Laceração ou dissecção do vaso; - Hemorragia retroperitoneal; - Hematoma local; - Embolia aérea; - Embolia da ponta do cateter; - Mau posicionamento do cateter; - Perda do fio-guia metálico; - Trombose venosa; - Celulite no local de inserção; - Sepse da linha venosa; - Endocardite. TÉCNICA: - Rotação externa da perna com joelho flexionado, para exposição da virilha. - Identifica-se o ponto médio do ligamento inguinal (entre a EIAS e a sínfise púbica), medir de 2 a 3 cm abaixo desse ponto médio, 1 dedo medialmente encontra-se a veia femoral. Insere-se a agulha de 30 a 60o com relação a pele, com pressão negativa, 3 a 5cm. - Se estiver tentando localizar a veia femoral direita, use a mão direita para segurar agulha e seringa. Com a mão esquerda, palpe a artéria femoral para evitar punção arterial enquanto guia a inserção da agulha. Se estiver tentando localizar a femoral esquerda, inverta as mãos. - A agulha conectada a uma seringa é inserida na pele, em ângulo de 45 graus, cerca de 1 a 2 cm abaixo do ligamento inguinal e 1 cm medialmente à artéria femoral e direcionada para a cicatriz umbilical. Tipos de cateteres: - Cateter mono lúmen (acesso venoso central monolúmen); - Cateter duplo lúmen – medicação e nutrição parenteral (via exclusiva) - existem medicações que fora da veia do paciente que não podem se misturar com outras porque tendem a cristalizar ou serem inativadas, elas só podem se juntar depois na corrente sanguínea, por causa de pH, líquido e outras explicações, então se eu tiver mediações que tem que passar por acessos exclusivos e o paciente vai precisar de mais de uma medicação, normalmente eu penso em fazer cateteres multi-lumens pra deixar um lúmen pra medicação exclusiva e outro lúmen pra medicações que não tem problema em serem passadas juntas. - Cateter triplo lúmen – mais de uma medicação exigindo via exclusiva (se juntam, mas continuam independentes internamente e tem suas saídas em orifícios diferentes); - Cateter de hemodiálise (imagem duplolúmen internamente, e aí o sangue sai pelo cateter azul vai pra máquina de hemodiálise e depois de filtrado volta pelo cateter vermelho. É bem mais calibroso internamente porque está filtrando o sangue, então o fluxo de transferência de volume de sangue é maior, então eu preciso desse cateter mais calibroso. O cateter na jugular interna que é a veia de preferência dos nefrologistas. Eu só posso usar esse cateter de hemodiálise pra fazer medicação se o paciente tiver em condições de emergência e não tiver outro acesso, ele tem que ser exclusivo pra filtração sanguínea, pra não ter problema no cateter, se o paciente tiver fazendo hemodiálise e precisar de medicamento, ai nesse caso preciso puncionar um outro central com aqueles outros cateteres normais, o de hemodiálise fica exclusivo pra hemodiálise a não ser em situações de emergência); - Cateter de Swan-Ganz (“cateter multiparametro”. Multi-lúmen. Além de fazer medicação tendo 3 vias pra isso, e outras vias de sensores, então além de medicação ele faz esse cateter monitoração hemodinâmica, faz monitoração da pressão venosa central (via proximal), o transmissor faz monitoração da temperatura interna e na via do balão eu faço medição de pressão de resistência do capilar da pressão de oclusão capilar pulmonar pra calcular resistência periférica. Também tem uma via pra calcular o débito cardíaco que normalmente a gente faz tambem na proximal. debito cardíaco, pressão venosa central, temperatura, enfim consigo fazer vários monitoramentos das funções vitais do meu paciente, esse cateter gente, é pra pacientes muito graves que tão em situação hemodinâmica muito lábil que eu tenho que tatear a mediação de uma certa forma que só a pressão do manguito normal no braço e temperatura e frequência cardíaca e frequência respiratória não estão sendo suficientes pra eu otimizar a minha medicação e pra ver se ela está funcionando ou não, então esse cateter ele faz monitoramento de dados mais delicados e específicos pra eu poder fazer monitorações mais específicas nesses doentes muito graves pra eu ver o resultado dessas medicações de uma forma mais objetiva. Então é só pra paciente muito graves que precisam dessa monitoração dinâmica mais específica/acirrada. É o único cateter que não fica na junção átriocaval, então esse cateter entra dentro da câmara cardíaca, passa a parte átriocaval, passa no átrio, passa no ventrículo, e vai lá pra artéria pulmonar porque eu vou precisar monitorar a pressão venosa central, monitorizar o debito cardíaco por isso passa dentro do ventrículo e ele precisa está na artéria pulmonar pra eu conseguir monitorizar a pressão de oclusão da artéria pulmonar pra eu ver a resistência periférica, então não é qualquer um que mexe com esse cateter, precisa ter um treinamento pra poder passar ele; o Monitorização hemodinâmica o Monitorização contínua da PA, da saturação e da pressão de empunhamento da artéria pulmonar o Único cateter intracardíaco - Cateter totalmente implantável (ele fica totalmente dentro do paciente por isso não tenho a comunicação do soro externa, ele é pensado pra pacientes que vão usar isso por meses e muitos anos, então se ele ficar externo o risco de infecção e complicação é muito maior. Material de centro cirúrgico, técnica asséptica, figo guia, depois que eu passei, coloquei esse cateter dentro da veia, a gente faz uma incisão abaixo da clavícula e sutura esse diafragma em cima do músculo peitoral maior, embaixo do TCS e depois dá o ponto e fecha, então independente se eu puncionei a jugular interna ou a subclávia eu faço uma incisão naquela região, disseco o TCS, acho o músculo peitoral maior, suturo o diafragma ali e fecho a pele de novo. Existe uma agulha, parecida como escalpe, só que em 90 graus que ela é uma agulha própria pra puncionar esse cateter de acesso central totalmente implantável, então faz a antissepsia e assepsia que pode ser como se fosse um periférico, pode ser de luva de procedimento, punciona com essa agulha naquele diafragma, a gente sente o diafragma, punciona a agulha lá dentro daquele diafragma de silicone e aí injeta a medicação por ali, quando termina a medicação você injeta um pouco de soro pra limpar o cateter e tira a agulha, então toda vez que você puncionar você introduz a agulha por ali, pro paciente vai ser muito melhor. Então ele é pra pacientes que vão precisar de tratamento de longa permanência. o Pacientes que tem que fazer quimioterapia, alimentação parenteral prolongada o 6 meses a 2 anos - Cateter de acesso venoso central puncionado por veia periférica (PICC) - Ele entra na classificação de central porque a ponta dele fica na junção átriocaval, ele não é inserido nem na jugular interna e nem na subclávia, é inserido por uma veia periférica. É quando eu punciono uma veia periférica e eu introduzo um cateter de calibre de comprimento suficiente pra ele andar por todo acesso venoso (axilar, subclávia, chegar na junção átriocaval). Não passa por Seldinger, passa por punção direta. Ele não é duplo lúmen e a monitoração hemodinâmica é questionável se dá pra fazer ou não, muitas vezes não dá. Pode acontecer sepse, endocardite, todas as complicações relacionadas a ponta do cateter estar na posição átriocaval podem acontecer. E o que que a gente tira de complicações? São as complicações da punção dos acessos cervicais, que seriam pneumotórax, hemotórax e essas coisas relacionadas a punção. o Usado em complicações cervicais exacerbadas. o Pode ter duplo lúmen, é mais fino e siliconizado. o Mais comum em neonato. o Localizado na junção atriocaval - Cateter central de curta permanência (Intracath) DISSECÇÃO VENOSA: - É quando eu vou fazer a punção de um acesso venoso periférico na extremidade ou no braço ou na axila ou no tornozelo na veia safena, quando eu abro a pele (faço uma incisão), abro o TCS de forma cirúrgica, identifico/localizo a veia como se fosse um procedimento cirúrgico, faço um reparo da veia e faço a punção dela olhando pra ela, normalmente fazemos isso quando a gente não consegue fazer a punção do paciente sob visão direta percutânea. Então, a gente pode pensar na dissecção venosa como um acesso venoso periférico também. - É usada quando não se consegue um acesso periférico, antes de tentar um acesso central, na emergência. - Punção periférica por visão direta, ou seja, “abrir o vaso e colocar o cateter dentro”. Há possibilidade de colocar aqui um PICC, ele também pode ficar central. - Nas fraturas de perna, não se faz dissecção de vasos da perna. Da mesma forma, fratura dos braços, não se faz dissecção da veia basílica (não se faz de cefálica pois ela é mais valvulada). - Da mesma forma que outros acessos, complicações de coagulopatia, queimaduras, infecção na área, devem ser avaliadas (relativas). - A safena que fica anterior ao maléolo medial ali no tornozelo, outra muito comum é a basílica ou braquial que fica ali na fossa cubital proximalmente, no finalzinho, no terço distal do braço, perto ali do cotovelo, medial, próximo ao epicôndilo medial, Contraindicações relativas: - Suspeita de lesão vascular proximal, infecção sobrejacente, queimadura ou lesão cutânea no local da punção, coagulopatia. Contraindicações absolutas: - Fraturas fechadas de ossos longos, de grande porte ou trauma penetrante proximal ao local de dissecção. Complicações: - Transeccionar o do vaso, hematoma, flebite, infecção, deiscência (abertura espontânea dos pontos cirúrgicos ou da cicatriz), obstrução do cateter. TÉCNICA: Acesso venoso de emergência para reposição de líquidos e infusão de substâncias se um acesso alternativo periférico ou central não puder ser atingido ou for contraindicado. Vasos mais comuns de dissecção: Basílica (fica a 2cm da fossa antecubital) e safena (passa anterior ao maléolo medial). Como é feita? Nada mais é do que uma punçãodireta do vaso. Exemplo: dissecção da veia basílica – anestesia local; face medial, 2 cm acima do epicôndilo medial do úmero faz-se a aberturado vaso, passa-se o cateter. Repara-se o vaso com dois fios. Faz-se teste de enchimento. Liga-se a porção distal da veia. Após canulizar a incisão (contra-abertura), faz-se sutura em bailarina para fixar. Passar por assepsia, antissepsia, tem que usar o campo cirúrgico, o ideal é estar de capote, usa estéril, faz a incisão, usa o afastador de Farabeuf e uma pinça Kelly pra gente ir dissecando o TCS pra identificar a veia, por isso se chama dissecção, aí ele localizou a veia, aí ele passa dois fios, que são aqueles de algodão que a gente usa pra fazer nó manual, depois ele ligou o terço distal da veia, a parte distal periférica que vai pra mão, ele ligou porque vai fazer uma pequena abertura na veia e ai ele faz uma contra- abertura pra inserção do cateter (porque na aula do prof Paulo inclusive ele fala que a gente tenta não passar o cateter pela incisão da cirurgia), então ele aparece fazendo só uma outra abertura pra já deixar o cateter pronto, aí ele aparece preparando o cateter e ele está pensando em jogar na junção átriocaval por isso ele está usando uma sonda comprida, mas se a minha indicação é só periférica, eu posso usar uma sonda curtinha, tudo depende do que eu estou pensando pro meu paciente, ai ele depois ele mede o quanto vai introduzir e deixa marcado, ai depois ele pega uma tesoura e faz uma pequena incisão na veia só pra ela abrir, então ele pega o cateter e introduz o cateter dentro da veia o tanto que ele programou, se for indicação periférica eu posso por 10/15 cm e está ótimo. Se eu quiser e tiver indicação de fazer medicamentos centrais eu pensando no princípio da PICC, eu introduzo até a junção átriocaval, depois ele mede pra saber se ficou na posição que precisa. No final, fecha e dá os pontinhos pra fechar. INTRAÓSSEA: - Emergência clínica. - Mais comum em trauma, doente chocado e você precisa infundir volume. A medula tem a capacidade absorver líquido e encaminha-los para os vasos. É feito quando não há possiblidade de acesso venoso. Utilizado até a reposição de volume intravascular, daí após faz-se um acesso periférico ou central. Contraindicações relativas: - Fratura e alguma doença óssea: osteoporose, osteogênese imperfeita. Feita no maléolo medial, na crista ilíaca, em crianças tomar cuidado com as epífises: tuberosidade anterior da tíbia 2 cm abaixo. - Fratura no local de inserção. - Tentativas prévias de colocar uma agulha intraóssea (IO) no mesmo osso; osteogênese imperfeita; osteoporose; infecção sobrejacente, queimadura ou lesão cutânea no local da punção Complicações: - Obstrução mais fácil e osteomielite. - Extravasamento não detectado de líquido nos tecidos subjacentes, levando a síndrome do compartimento. - Extravasamento de medicações na pele circunjacente levando a necrose cutânea. - Sangramento localizado. - Embolia gordurosa. - Fraturas iatrogênicas. - Celulite e osteomielite. - Possível lesão da placa de crescimento. TÉCNICA: Usado como acesso vascular de emergência para reposição de líquidos e infusão de substâncias, quando for impossível obter acesso venoso periférico; usado principalmente em parada cardíaca pediátrica; usado em reanimação de adultos quando outras formas de acesso vascular não podem ser estabelecidas. O local preferencial de punção intraóssea é a tíbia. Pode ser também na crista ilíaca, maléolo e esterno, mas hoje em dia o clássico é na tuberosidade anterior da tíbia mesmo (mais 2 cm abaixo e anterior a tuberosidade anterior da tíbia). VEIAS UMBILICAIS: - Em crianças, na emergência; crianças com incompatibilidade de Rh (exsaguíneo transfusão). Lançar mão da veia umbilical. - Permanece por 2 dias no máximo. - Localiza a veia (há duas artérias e uma veia), pega cateter, coloca o cateter, após a cicatriz umbilical entra 2 a 4 cm e fixa o cateter. - Risco de trombose portal (comunicação da veia umbilical com a veia porta), embolia. Faz acesso periférico quando possível. TÉCNICA: O cateterismo venoso umbilical pode ser periférico ou central. Apenas em cerca de 60% dos casos o cateter passa pelo ducto venoso e alcança a posição correta da veia cava inferior. Nos demais o cateter não progride e fica periférico ou vai para os ramos da veia porta ou outras posições anômalas e tem que ser tracionado para que possa ser usado como periférico durante, no máximo, 24 horas. Durante o cateterismo, cuidar para manter o aquecimento adequado; testar o cateter e preenchê-lo com soro fisiológico, para evitar embolia gasosa; introduzir o cateter com uma pinça anatômica até o comprimento previamente definido. Complicações: - Perfuração e tamponamento cardíaco por cateter deixado dentro do átrio direito; - Trombose da veia porta ou necrose hemorrágica do fígado, por cateter deixado na circulação hepática.