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 ACESSO VENOSO PERIFÉRICO: 
- Acesso em vasos periféricos, de menor calibre, em extremidades. 
- Membros superiores (veia cefálica, veia basílica, veia mediana do cotovelo, 
veias do dorso da mão, veia ulnar) – preferência pela mão não dominante do 
paciente. 
- Membros inferiores (arco venoso dorsal do pé). 
- Cabeça e pescoço (veias do couro cabeludo e veia jugular externa). 
- Mesmo para infusão de volumes e velocidades maiores, um cateter 
periférico calibroso (16 ou 14) pode ser mais eficaz que um cateter central. 
A frequência de complicação é baixa e a maioria é resolvida pela troca do 
acesso com punção de um novo local. 
 Indicações: 
- Administração de drogas endovenosas de forma isolada (analgesia, 
sedação, contrastes radiológicos, etc.) ou de forma intermitente; 
- Hidratação venosa em pacientes desidratados ou com via oral impedida; 
- Coleta de sangue para exames; 
- Administração de sangue e hemoderivados (transfusão); 
- Nutrição parenteral periférica em baixas concentrações; 
- Administração de drogas durante procedimentos anestésicos; 
- Assistência de emergência no paciente grave ou em reanimação (o primeiro 
acesso a se tentar é o periférico sempre); 
- Anestesia e sedação (nem sempre é acesso central); 
- Acesso de curta permanência para administração de soluções 
hidroeletrolíticas, medicamentos ou hemoderivados; 
 
 Complicações: 
- Flebite (irritação da parede do vaso, não necessariamente associada à 
infecção bacteriana inicialmente. Tira-se o acesso e faz calor local, não é 
necessário antibiótico terapia (é uma irritação, a não ser que faça infecção 
secundária); 
- Trombose; 
- Transfixação da veia por pressão negativa; 
( é )
Giovanna Lopes 
- Infiltração (transfixação do cateter pelo vaso e administração de soro, 
gera um edema sem equimose, por todo o TCS); 
- Hematoma (subcutâneo); 
- Equimose (transfixação do vaso e extravasamento de sangue – área 
arroxeada na pele); 
 
 A fixação ideal desses dispositivos é por plástico adesivo transparente 
(padrão ouro), facilitando verificar se houve uma flebite, infiltrações, 
equimoses, complicações em geral. Existem adesivos vazados, que ainda 
podemos ver, e caso não tenha nenhum desses, usa-se o esparadrapo. 
 
 Local preferencial de punção: O cateterismo periférico é feito como 
rotina pela equipe de enfermagem. A veia a ser puncionada é escolhida por 
cuidadosa inspeção dos membros, pescoço e, em crianças, do couro cabeludo. 
As veias superficiais dos membros superiores são as mais utilizadas. A veia 
cefálica na parte lateral do antebraço, as veias do dorso da mão e a veia 
ulnar no antebraço, preferindo o braço não dominante, são os sítios mais 
fáceis no adulto e que proporcionam maior conforto. As veias da fossa 
antecubital prejudicam a movimentação do antebraço e devem ser 
consideradas escolhas secundárias. As veias da perna devem ser usadas 
apenas como último recurso, sobretudo no adulto, pela restrição de 
movimento e pelo risco de flebite, infecção e tromboembolismo. Para tornar 
as veias mais dilatadas e visíveis, pode-se garrotear ou comprimir com a mão 
o membro proximalmente ao ponto de punção. 
 
 
 Tipos de cateteres: 
 SCALP (“butterfly”): Dispositivo de infusão com asas e agulha metálicas 
(tipo escalpe/butterfly) conectada a um extensor transparente. 
- A “asinha” serve para segurar e fixar a agulha na pele. Possui um canhão de 
padrão universal. 
- Cada cor é um calibre diferente. 
- O tamanho da asinha e do tubo são padronizados, só muda o calibre da 
agulha, e, às vezes, o comprimento. 
- Existem vários pela diferença no calibre, para atender diversas faixas 
etárias e diversos tamanhos do vaso dos pacientes e diversos medicamentos 
(pela viscosidade). 
- Punções de menor duração, administração isolada, coleta de sangue ou 
infusão de algumas horas. 
- Escolher agulha de calibre adequado: mais finas para infusões em 
velocidade mais baixa de soluções hidroeletrolíticas e menos viscosas, e 
agulhas mais calibrosas para infusão de volume, velocidade e viscosidade 
maiores. 
- Números ímpares - quanto maior o número, menor é o calibre. 19 (mais 
calibroso) ao 27 (mais fino) – 27<25<23<21<19 
- Desvantagens: a agulha fica dentro da veia, o que torna incômodo 
para o paciente, pode transfixar e dar vários problemas. Por isso, é 
feito quando há necessidade de curto prazo de acesso venoso. 
 
- Tempo de permanência: 12 horas. 
- TÉCNICA: Garrotear, fazer antissepsia do local com álcool 70% (ação 
imediata) ou clorexidina, inserir a agulha no vaso a 45º com o bisel voltado 
para cima, atingindo a luz do vaso diminui o ângulo para 10º, puxar o êmbolo 
da seringa para certificar-se de que está dentro do vaso, retirar o garrote 
e fazer a administração. 
 
 
 
 JELCO (cateter sob agulha ou “abocath”): Cateter plástico flexível 
curto sobre a agulha de poliuretano, teflon ou vialon. Uma câmara de 
refluxo de material transparente e de comprimento variável permite a 
observação do refluxo de sangue quando a luz da veia é atingida. 
- Tem vários calibres para faixa etária diferente e medicamentos 
diferentes; 
- Acessos que vão ser usados por mais de um dia. 
- Tem maior duração e permite maior fluxo. 
- É o cateter + agulha (só serve para transfixar a pele e a parede da veia. 
Depois ela é retirada e só permanece o cateter dentro do vaso, não tem 
bisel, é rombo); 
- Números pares - quanto maior o número, menor é o calibre. 26 (menos 
calibroso) ao 14 (maior calibre). 26<24<22<20<18<16<14. 
- Foi criado para punção venosa, mas também é usado para várias coisas, 
como a cricotireoidostomia por punção e na toracocentese. 
- Tempo de permanência: 36 horas. 
- TÉCNICA: garrotear, antissepsia do local com álcool 70% (ação imediata) 
ou clorexidina, introduzir o cateter com a agulha com o bisel voltado para 
cima em um ângulo inicial de 45º com a pele e abaixá-la para 10º assim que 
alcançar a veia. Depois que alcança o vaso (observa pelo refluxo de sangue 
no canhão), introduz o cateter no vaso e retira-se a agulha. Só o que fica no 
vaso é o cateter. Usa-se o jelco em emergência. 
 
 
 
 TÉCNICA GERALZONA: 
1. Explicar tanto o procedimento e o objetivo da punção ou acesso como a 
posição em que o paciente deve manter o membro a ser puncionado. 
2. Providenciar iluminação (ou contenção, no caso de criança) adequada. 
3. Garrotear o membro proximalmente com pressão leve, para tornar as 
veias mais dilatadas e visíveis, sem fazer desaparecer o pulso radial (se 
preciso, peça ao paciente que abre e feche a mão ou deixe o braço pendente 
para dilatar mais as veias). 
4. Lavar as mãos, desinfetá-las com álcool, calçar luvas de procedimentos 
ou luvas estéreis e fazer a antissepsia local com clorexidina a 2%, ou 
iodopolvidona a 10%, ou álcool a 70% (não usar álcool antes dos outros 
antissépticos pois o álcool inibe sua ação). 
5. Colocar o garrote e observar se a veia ficou com aspecto adequado 
(ingurgitada, elástica firme, não indurada, arredondada, plana ou com 
protuberâncias). 
6. Punção com jelco: introduzir a agulha com o bisel voltado para cima, em 
um ângulo de 45º com a pele e abaixá-la para 10º assim que alcançar a veia. 
7. Quando há retorno o sangue, a agulha metálica é mantida na posição e o 
cateter flexível sobre a agulha é introduzido delicadamente no interior da 
veia, enquanto a agulha é removida (é frequente que a veia colabe com a 
pressão da agulha e ambas as paredes sejam transfixadas pela agulha e, 
nesse caso, quando a agulha é retrocedida lentamente, assim que a ponta 
passa pela luz do vaso, o sangue reflui, permitindo a canulação). 
8. Ao avançar o cateter na veia, retirar um pouco a agulha e introduzir o 
cateter no interior da veia até a profundidade desejada (não avançar ou 
reintroduzir a agulha após ter avançado o cateter plástico, pois o bisel pode 
cortar a ponta do cateter dentro da veia). 
9. Remover o garrote e conectar a agulha ao equipo de soro para verificar 
sua perviedade. 
10. Após o implante, fixar adequadamenteo cateter venoso curto com 
adesivo plástico transparente ou com curativo estéril específico para 
fixação de acesso venoso periférico (o uso de esparadrapo comum não 
estéril aumenta o risco de infecção). 
 
 
 
 
 
 ACESSO VENOSO CENTRAL: 
- O cateter é considerado central quando sua ponta está localizada na veia 
cava inferior ou superior, próximo à entrada do átrio direito (junção 
atriocaval). São acessos em vasos mais calibrosos. 
- O procedimento é considerado invasivo, portanto deve ser feito como se 
fosse um procedimento cirúrgico - antissepsia ampla, colocar os EPIs 
(máscara, gorro, óculos, capote e luva estéril), assepsia (campo cirúrgico) 
 
 Indicações de acesso de curta permanência (até cerca de 30 dias): 
- Administração de nutrição parenteral total; 
- Antibioticoterapia prolongada e quimioterapia; 
- Monitorização, estudos hemodinâmicos e hemodiálise; 
- Impossibilidade de obtenção de acesso periférico em paciente que precisa 
de hidratação parenteral, medicamentos por via venosa (antibióticos, 
quimioterapia, aminas, analgesia, sedação, etc.) – medicamentos “mais 
densos”, nutrição parenteral, transfusão de sangue e hemoderivados, etc. 
- Pacientes instáveis precisando de infusão contínua de dopamina ou 
noradrenalina; 
- Nutrição parenteral prolongada ou com soluções concentradas; 
- Uso de soluções ou drogas irritantes ou vesicantes em veias periféricas 
(quimioterapia, vancomicina anfotericina B, dopamina, fenitoína, bicarbonato 
de sódio, etc.); 
- Acesso venoso de emergência no paciente instável com acesso periférico 
difícil ou não-confiável; 
- Acesso venoso para cirurgia de grande porte; 
- Acesso de dupla via para hemodiálise em pacientes sem fístula 
arteriovenosa; 
- Monitorização da pressão venosa central e das pressões pulmonares e do 
débito cardíaco (Swan-Ganz); 
- Necessidade de coleta frequente de sangue para exame; 
- Implante de marca-passo transvenoso de urgência. 
 
 Indicações de acesso de longa permanência tunelizados ou totalmente 
implantados (de 6 meses a 2 anos): 
- Pacientes oncológicos para quimioterapia, antibioticoterapia, 
hemoderivados, coleta de sangue, etc. 
- Pacientes com doenças crônicas que exigem tratamento endovenoso 
frequente (drepanocitose e outras doenças hematológicas); 
- Hemodiálise em pacientes com insuficiência renal crônica sem fístula; 
- Nutrição parenteral prolongada ou permanente: intestino curto, doenças 
inflamatórias intestinais muito graves, pós-operatório de cirurgias 
abdominais com complicações ou sequelas graves e de resolução demorada. 
 
 
 
 
 Cuidados pré-operatórios: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Técnica de Seldinger (simplificado): 
- Temos uma agulha (um pouco mais comprida que a do jelco, é a usada para 
puncionar a veia selecionada) conectada na seringa com solução salina. 
Depois que puncionei (entro com pressão negativa), sempre coloca menos 
solução salina, tem 5ml, coloca só 3ml, porque vai puxando. 
- Quando enche de sangue a agulha, tiro e uso o fio guia. Coloco-o dentro da 
agulha, ele fixa o trajeto (moldando-o); é possível tirar a agulha, resolvendo 
o problema da agulha. Então, faço a punção com a agulha, introduzo o fio 
guia (é metálico, maleável) dentro da agulha, depois que coloco o fio guia, 
uso o dilatador, coloco dentro do fio guia para ele abrir o trajeto da 
passagem do vaso, da pele, do TCS, do óstio externo do vaso para poder ele 
ser proporcional ao calibre do cateter, porque a agulha é muito fina, se eu 
tentar passar o cateter só com o orifício da agulha, meu cateter não entra. 
Se tiver resistência da pele, usa o bisturi para fazer uma pequena incisão, 
suficiente para o dilatador passar. 
- Tiro o dilatador pelo fio guia (continua lá). Depois, coloco o cateter que vai 
ficar no paciente e retiro o fio guia. Uso todos os dispositivos da mesa, para 
no final ficar só o cateter. 
Após certificar que o fluxo de sangue está adequado, introduzir o fio guia 
com ponta flexível; uma vez passado o fio-guia, retirar a agulha e faça uma 
incisão de 3 mm na pele, com bisturi de lâmina 11; introduza o dilatador 
venoso o suficiente para atingir o local da veia puncionada; retire o 
dilatador e, por meio do fio-guia, introduza o cateter até a posição correta; 
retire o fio-guia e conecte o cateter ao equipo de soro; certifique que o 
fluxo e refluxo ocorram livremente e fixe o cateter com ponto de fio 
inabsorvível; ocluir o local da punção com gaze ou curativos transparentes; 
solicitar radiografia de tórax para analisar a posição do cateter e verificar 
se não houve acidente de punção. 
- Resumindo os passos da técnica: 
1. Agulha 
2. Fio guia 
3. Bisturi (se precisar) 
4. Dilatador 
5. Cateter 
- Principal característica da eficiência da técnica de Seldinger: FIO GUIA – 
menos iatrogenia. 
 
 VEIA JUGULAR INTERNA: 
 Contraindicações relativas: 
- Coagulopatia (É preferível utilizar a femoral, nesse caso. No hematoma 
nessa área, há compressão da traqueia); 
- Infecção sobrejacente, queimadura ou lesão cutânea no local da punção; 
- Agitação do paciente; 
- Trauma no local da canulação; 
- Trauma penetrante com suspeita de lesão vascular proximal; 
- Suspeita de fratura da coluna cervical (Pode guiar por meio de ultrasson); 
- Anomalias torácicas ou cardíacas graves não esclarecidas (alteração 
anatômica, trauma cervical). 
 Complicações: 
- Punção da artéria carótida; 
- Laceração ou dissecção do vaso; 
- Pneumotórax ou hemotórax; 
- Hematoma do pescoço com compressão traqueal; 
- Embolia aérea; 
- Embolia da ponta do cateter; 
- Mau posicionamento do cateter; 
- Lesão do nervo vago (nervo laríngeo – paciente rouco); 
- Transfixação da veia jugular interna; 
- Lesão de ducto torácico, quando no lado esquerdo; 
- Arritmias – quando passa muito o cateter, entra na câmara cardíaca; 
- Perda do fio guia metálico; 
- Punção traqueal ou perfuração do balonete endotraqueal; 
- Trombose venosa; 
- Celulite no local da inserção; 
 Vantagens: 
- Mais calibrosa e superficial que a subclávia; 
- Menor risco de pneumotórax ou hemotórax, pela posição mais afastada do 
ápice do pulmão; 
- Trajeto mais reto até a posição central; cateter vai direto para a direção 
da câmara cardíaca (não “faz curva”); 
- Menor risco de estenose da veia; 
- Permite hemostasia por compressão; 
- Punção mais fácil, por ser mais superficial; 
- Preferir o lado direito: trajeto mais curto e menor risco de desvio até a 
cava superior; 
- Inserção no leito por técnica através de agulha ou por técnica de 
Seldinger; 
- Possibilidade de troca com guia dos cateteres mais calibrosos ou com mais 
lumens, ou mal-posicionados (sob radioscopia); 
 Desvantagens: 
- Mais difícil em lactentes e neonatos; 
- No recém-nascido, é pouco calibrosa e muito próxima à carótida; 
- Risco de pneumotórax e hemotórax; 
- Limitação dos movimentos da cabeça e pescoço; 
- Referências para punção desaparecem no obeso mórbido; 
- Posição do operador é mais difícil que para acesso pela subclávia; 
- Punção acidental da carótida (3 a 10%); 
- Risco de lesão do ducto torácico à esquerda; 
 
Punciona-se primeiro a direita, pelo menor risco de pneumotórax e 
hemotórax (ápice do pulmão mais baixo à direita), lesão do ducto torácico. 
 
 TÉCNICA: 
- Marcos anatômicos: Identificação do trígono, delimitado pelas bordas 
medial e lateral das cabeças músculo esternocleidomastóideo e pela 
clavícula. No ápice desse trígono está a veia jugular interna. 
- Marcar o ponto médio da borda medial do músculo ECM cerca de 5 cm 
abaixo do ângulo da mandíbula e 5 cm acima do manúbrio esternal e palpar a 
carótida nesse ponto; a veia jugular interna está imediatamente lateral à 
carótida; 
- Posição do paciente: decúbito dorsal com braços lateralmente ao corpo, 
cabeça estendida, fazer uma rotação contralateral da cabeça, normalmente 
a 45º, na posição de Trendelenburg de cerca de 20º para aumentar a 
turgência da veia. Colocar um coxim entreos ombros; 
- Preferência ao lado direito, pois o ângulo entre a jugular interna e a 
subclávia é mais fechado à esquerda, ápice do pulmão é mais alto à E e risco 
de lesar ducto torácico à esquerda; 
- Antissepsia; 
- A direção da agulha é em direção ao mamilo ipsilateral e em um ângulo de 
30º com a pele. Sequência Seldinger: agulha – fio guia – dilatador – cateter; 
- Pedir radiogafia; 
Introduzir a agulha (geralmente 16 ou 18G nos adultos) conectada à seringa, 
no ângulo entre os dois braços do esternocleidomastóideo, em um ângulo de 
20º a 45º com a pele, lateralmente à carótida e direcionada para o mamilo 
do mesmo lado; o refluxo de sangue venoso indica o sucesso da punção e 
quando não ocorrer após a introdução suficiente da agulha, tenta recuar 
lentamente a agulha enquanto se mantém a aspiração com a seringa. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 VEIA SUBCLÁVIA: 
 Contraindicações relativas: 
- Coagulopatias (não se consegue comprimir o vaso); 
- Infecções, lesões e queimaduras na área da punção; 
- Pneumotórax e hemotórax; 
- Trauma no local de canulação; 
- Pneumotórax no lado contralateral; 
- Hipoxemia ou insuficiência respiratória grave; 
- DPOC grave (hiperinsulflação – o ápice pulmonar fica mais próximo da 
subclávia; maior risco de pneumotórax); 
- Alterações anatômicas – anomalias torácicas e cardíacas graves; 
- Fratura de clavícula. 
 Complicações: 
- Punção ou canulação arterial; 
- Laceração ou dissecção do vaso; 
- Pneumotórax ou hemotórax; 
- Embolia aérea; 
- Embolia da ponta do cateter; 
- Arritmias; 
- Mau posicionamento do cateter; 
- Perda do fio-guia metálico; 
- Punção traqueal ou perfuração do balonete endotraqueal; 
- Trombose venosa; 
- Celulite no local de inserção; 
- Sepse da linha venosa; 
- Lesão de ducto torácico, se for à esquerda – quilotórax; 
- Cateter entrar na jugular interna, indo em direção a cabeça; 
- Necrose na pele. 
 Vantagens: 
- Cuidado com curativo é mais fácil; 
- Não restringe movimento do paciente; 
- Maior conforto ao paciente; 
- Deslocamento acidental é incomum; 
- Menor risco de trombose que jugular e femoral; 
- Colaba menos nos casos de choque; 
- Inserção (e retirada) no leito por técnica através de agulha ou por técnica 
de Seldinger; 
- Possibilidade de troca com guia dos cateteres mais calibrosos ou com mais 
lumens, ou mal-posicionados (sob radioscopia). 
 Desvantagens: 
- Pneumotórax (maior risco à esquerda); 
- Progressão do fio guia para a jugular (risco maior na subclávia direita); 
- Risco de hemotórax com hemorragia maciça; 
- Hemostasia por compressão impossível. 
 
 
 TÉCNICA: 
- Posição de Trendelenburg de 15 a 30º. Coloca-se um coxim na região entre 
as escápulas, braços laterais ao longo do corpo. Discreta extensão do 
pescoço e rotação da cabeça para o lado oposto. 
- Abordagem infraclavicular: introduza a agulha na região entre os terços 
médio e medial da clavícula, direcionando o bisel para inferomedial e a 
agulha direcionada para a fúrcula esternal (menor risco de complicações). 
- Abordagem supraclavicular: introduza a agulha logo acima da clavícula, 1 
cm lateralmente à inserção clavicular do músculo esternocleidomastóideo, 
mire a bissetriz do ângulo entre o esternocleiodomastóideo e a clavícula, 
oriente o bisel para cima e direcionar a agulha para o mamilo contralateral. 
- Seguir técnica de Seldinger; 
- Toda punção central, após realizada, é pedido um raio X para saber se o 
cateter está na posição adequada e se não teve nenhuma complicação 
pulmonar. 
 
 
 
 
 
 
 VEIA FEMORAL: 
- Considerado acesso central pois direcionará o cateter a vasos calibrosos. 
Pode-se fazer drogas com alta concentração, aminas, nutrição parenteral. 
Há indicações de acesso central que não são possíveis através da femoral: 
monitorização hemodinâmica (pela femoral o cateter não chega na junção 
átriocaval). Indicar primariamente em casos de: massagem cardíaca em 
paciente que não foi possível fazer acesso periférico, politrauma com 
fratura das duas pernas. 
 Indicações: 
- Acesso venoso de emergência para reposição de líquidos e infusão de 
substâncias; 
- Paciente muito chocado: colher sangue para exames; 
- Infusões que requerem administração venosa central (vasopressores, 
cloreto de cálcio, soluções hiperosmolares, hiperalimentação); 
- Acesso venoso de rotina devido a locais venosos periféricos inadequados; 
pacientes em desconforto respiratório que não podem ser colocados em 
posição horizontal ou em Trendelenburg; 
- Introdução de marca-passo transvenoso. 
 Contraindicações relativas: 
- Coagulopatias – permite compressão externa; 
- Fratura de bacia; 
- Trauma abdominal; 
- Infecção sobrejacente, queimadura ou lesão cutânea no local da punção; 
- Trauma na virilha ipsilateral ou extremidade inferior; 
- Suspeita de lesão vascular proximal, em particular, da veia cava inferior 
(VCI); 
- Paciente com pé diabético, insuficiência venosa crônica 
 Desvantagens: 
- Edema de membros inferiores; 
- Risco de trombose é 10 vezes maior que na subclávia e com consequências 
mais graves; 
- Risco de 5 a 10% de punção arterial; 
- Risco de infecção muito maior que no acesso pela subclávia ou jugular; 
- Obstrução por dobra do cateter; 
- Impede ou limita deambulação; 
- Não é possível monitorização hemodinâmica por este acesso – porque para 
fazer essa monitorização, o cateter deve estar na junção atriocaval; 
 Vantagens: 
- Na parada cardiorrespiratória, não interfere na reanimação; 
- Permite hemostasia por compressão; 
- Inserção (e retirada) no leito por técnica através de agulha ou por técnica 
de Seldinger; 
- Possibilidade de troca com guia dos cateteres mais calibrosos ou com mais 
lumens, ou mal-posicionados (sob radioscopia); 
 Complicações: 
- Risco maior de trombose; 
- Sem risco de complicações torácicas (NÃO tem pneumotórax); 
- Punção ou canulação arterial; 
- Laceração ou dissecção do vaso; 
- Hemorragia retroperitoneal; 
- Hematoma local; 
- Embolia aérea; 
- Embolia da ponta do cateter; 
- Mau posicionamento do cateter; 
- Perda do fio-guia metálico; 
- Trombose venosa; 
- Celulite no local de inserção; 
- Sepse da linha venosa; 
- Endocardite. 
 TÉCNICA: 
- Rotação externa da perna com joelho flexionado, para exposição da virilha. 
- Identifica-se o ponto médio do ligamento inguinal (entre a EIAS e a 
sínfise púbica), medir de 2 a 3 cm abaixo desse ponto médio, 1 dedo 
medialmente encontra-se a veia femoral. Insere-se a agulha de 30 a 60o 
com relação a pele, com pressão negativa, 3 a 5cm. 
- Se estiver tentando localizar a veia femoral direita, use a mão direita para 
segurar agulha e seringa. Com a mão esquerda, palpe a artéria femoral para 
evitar punção arterial enquanto guia a inserção da agulha. Se estiver 
tentando localizar a femoral esquerda, inverta as mãos. 
- A agulha conectada a uma seringa é inserida na pele, em ângulo de 45 
graus, cerca de 1 a 2 cm abaixo do ligamento inguinal e 1 cm medialmente à 
artéria femoral e direcionada para a cicatriz umbilical. 
 
 
 Tipos de cateteres: 
- Cateter mono lúmen (acesso venoso central monolúmen); 
 
- Cateter duplo lúmen – medicação e nutrição parenteral (via exclusiva) - 
existem medicações que fora da veia do paciente que não podem se misturar 
com outras porque tendem a cristalizar ou serem inativadas, elas só podem 
se juntar depois na corrente sanguínea, por causa de pH, líquido e outras 
explicações, então se eu tiver mediações que tem que passar por acessos 
exclusivos e o paciente vai precisar de mais de uma medicação, normalmente 
eu penso em fazer cateteres multi-lumens pra deixar um lúmen pra 
medicação exclusiva e outro lúmen pra medicações que não tem problema em 
serem passadas juntas. 
 
- Cateter triplo lúmen – mais de uma medicação exigindo via exclusiva (se 
juntam, mas continuam independentes internamente e tem suas saídas em 
orifícios diferentes); 
 
- Cateter de hemodiálise (imagem duplolúmen internamente, e aí o sangue 
sai pelo cateter azul vai pra máquina de hemodiálise e depois de filtrado 
volta pelo cateter vermelho. É bem mais calibroso internamente porque está 
filtrando o sangue, então o fluxo de transferência de volume de sangue é 
maior, então eu preciso desse cateter mais calibroso. O cateter na jugular 
interna que é a veia de preferência dos nefrologistas. Eu só posso usar esse 
cateter de hemodiálise pra fazer medicação se o paciente tiver em 
condições de emergência e não tiver outro acesso, ele tem que ser exclusivo 
pra filtração sanguínea, pra não ter problema no cateter, se o paciente tiver 
fazendo hemodiálise e precisar de medicamento, ai nesse caso preciso 
puncionar um outro central com aqueles outros cateteres normais, o de 
hemodiálise fica exclusivo pra hemodiálise a não ser em situações de 
emergência); 
 
 
- Cateter de Swan-Ganz (“cateter multiparametro”. Multi-lúmen. Além de 
fazer medicação tendo 3 vias pra isso, e outras vias de sensores, então além 
de medicação ele faz esse cateter monitoração hemodinâmica, faz 
monitoração da pressão venosa central (via proximal), o transmissor faz 
monitoração da temperatura interna e na via do balão eu faço medição de 
pressão de resistência do capilar da pressão de oclusão capilar pulmonar pra 
calcular resistência periférica. Também tem uma via pra calcular o débito 
cardíaco que normalmente a gente faz tambem na proximal. debito cardíaco, 
pressão venosa central, temperatura, enfim consigo fazer vários 
monitoramentos das funções vitais do meu paciente, esse cateter gente, é 
pra pacientes muito graves que tão em situação hemodinâmica muito lábil 
que eu tenho que tatear a mediação de uma certa forma que só a pressão do 
manguito normal no braço e temperatura e frequência cardíaca e frequência 
respiratória não estão sendo suficientes pra eu otimizar a minha medicação 
e pra ver se ela está funcionando ou não, então esse cateter ele faz 
monitoramento de dados mais delicados e específicos pra eu poder fazer 
monitorações mais específicas nesses doentes muito graves pra eu ver o 
resultado dessas medicações de uma forma mais objetiva. Então é só pra 
paciente muito graves que precisam dessa monitoração dinâmica mais 
específica/acirrada. É o único cateter que não fica na junção átriocaval, 
então esse cateter entra dentro da câmara cardíaca, passa a parte 
átriocaval, passa no átrio, passa no ventrículo, e vai lá pra artéria pulmonar 
porque eu vou precisar monitorar a pressão venosa central, monitorizar o 
debito cardíaco por isso passa dentro do ventrículo e ele precisa está na 
artéria pulmonar pra eu conseguir monitorizar a pressão de oclusão da 
artéria pulmonar pra eu ver a resistência periférica, então não é qualquer 
um que mexe com esse cateter, precisa ter um treinamento pra poder 
passar ele; 
o Monitorização hemodinâmica 
o Monitorização contínua da PA, da saturação e da pressão de 
empunhamento da artéria pulmonar 
o Único cateter intracardíaco 
 
- Cateter totalmente implantável (ele fica totalmente dentro do paciente 
por isso não tenho a comunicação do soro externa, ele é pensado pra 
pacientes que vão usar isso por meses e muitos anos, então se ele ficar 
externo o risco de infecção e complicação é muito maior. Material de centro 
cirúrgico, técnica asséptica, figo guia, depois que eu passei, coloquei esse 
cateter dentro da veia, a gente faz uma incisão abaixo da clavícula e sutura 
esse diafragma em cima do músculo peitoral maior, embaixo do TCS e depois 
dá o ponto e fecha, então independente se eu puncionei a jugular interna ou 
a subclávia eu faço uma incisão naquela região, disseco o TCS, acho o 
músculo peitoral maior, suturo o diafragma ali e fecho a pele de novo. Existe 
uma agulha, parecida como escalpe, só que em 90 graus que ela é uma agulha 
própria pra puncionar esse cateter de acesso central totalmente 
implantável, então faz a antissepsia e assepsia que pode ser como se fosse 
um periférico, pode ser de luva de procedimento, punciona com essa agulha 
naquele diafragma, a gente sente o diafragma, punciona a agulha lá dentro 
daquele diafragma de silicone e aí injeta a medicação por ali, quando termina 
a medicação você injeta um pouco de soro pra limpar o cateter e tira a 
agulha, então toda vez que você puncionar você introduz a agulha por ali, pro 
paciente vai ser muito melhor. Então ele é pra pacientes que vão precisar de 
tratamento de longa permanência. 
o Pacientes que tem que fazer quimioterapia, alimentação parenteral 
prolongada 
o 6 meses a 2 anos 
 
 
 
 
 
 
 
- Cateter de acesso venoso central puncionado por veia periférica (PICC) 
- Ele entra na classificação de central porque a ponta dele fica na junção 
átriocaval, ele não é inserido nem na jugular interna e nem na subclávia, é 
inserido por uma veia periférica. É quando eu punciono uma veia periférica e 
eu introduzo um cateter de calibre de comprimento suficiente pra ele andar 
por todo acesso venoso (axilar, subclávia, chegar na junção átriocaval). Não 
passa por Seldinger, passa por punção direta. Ele não é duplo lúmen e a 
monitoração hemodinâmica é questionável se dá pra fazer ou não, muitas 
vezes não dá. Pode acontecer sepse, endocardite, todas as complicações 
relacionadas a ponta do cateter estar na posição átriocaval podem 
acontecer. E o que que a gente tira de complicações? São as complicações 
da punção dos acessos cervicais, que seriam pneumotórax, hemotórax e 
essas coisas relacionadas a punção. 
o Usado em complicações cervicais exacerbadas. 
o Pode ter duplo lúmen, é mais fino e siliconizado. 
o Mais comum em neonato. 
o Localizado na junção atriocaval 
 
 
 
 
 
 
 
- Cateter central de curta permanência (Intracath) 
 
 
 DISSECÇÃO VENOSA: 
- É quando eu vou fazer a punção de um acesso venoso periférico na 
extremidade ou no braço ou na axila ou no tornozelo na veia safena, quando 
eu abro a pele (faço uma incisão), abro o TCS de forma cirúrgica, 
identifico/localizo a veia como se fosse um procedimento cirúrgico, faço um 
reparo da veia e faço a punção dela olhando pra ela, normalmente fazemos 
isso quando a gente não consegue fazer a punção do paciente sob visão 
direta percutânea. Então, a gente pode pensar na dissecção venosa como um 
acesso venoso periférico também. 
- É usada quando não se consegue um acesso periférico, antes de tentar um 
acesso central, na emergência. 
- Punção periférica por visão direta, ou seja, “abrir o vaso e colocar o 
cateter dentro”. Há possibilidade de colocar aqui um PICC, ele também pode 
ficar central. 
- Nas fraturas de perna, não se faz dissecção de vasos da perna. Da mesma 
forma, fratura dos braços, não se faz dissecção da veia basílica (não se faz 
de cefálica pois ela é mais valvulada). 
- Da mesma forma que outros acessos, complicações de coagulopatia, 
queimaduras, infecção na área, devem ser avaliadas (relativas). 
- A safena que fica anterior ao maléolo medial ali no tornozelo, outra muito 
comum é a basílica ou braquial que fica ali na fossa cubital proximalmente, 
no finalzinho, no terço distal do braço, perto ali do cotovelo, medial, 
próximo ao epicôndilo medial, 
 Contraindicações relativas: 
- Suspeita de lesão vascular proximal, infecção sobrejacente, queimadura ou 
lesão cutânea no local da punção, coagulopatia. 
 Contraindicações absolutas: 
- Fraturas fechadas de ossos longos, de grande porte ou trauma penetrante 
proximal ao local de dissecção. 
 Complicações: 
- Transeccionar o do vaso, hematoma, flebite, infecção, deiscência 
(abertura espontânea dos pontos cirúrgicos ou da cicatriz), obstrução do 
cateter. 
 TÉCNICA: 
Acesso venoso de emergência para reposição de líquidos e infusão de 
substâncias se um acesso alternativo periférico ou central não puder ser 
atingido ou for contraindicado. 
Vasos mais comuns de dissecção: Basílica (fica a 2cm da fossa antecubital) e 
safena (passa anterior ao maléolo medial). 
Como é feita? Nada mais é do que uma punçãodireta do vaso. Exemplo: 
dissecção da veia basílica – anestesia local; face medial, 2 cm acima do 
epicôndilo medial do úmero faz-se a aberturado vaso, passa-se o cateter. 
Repara-se o vaso com dois fios. Faz-se teste de enchimento. Liga-se a 
porção distal da veia. Após canulizar a incisão (contra-abertura), faz-se 
sutura em bailarina para fixar. 
Passar por assepsia, antissepsia, tem que usar o campo cirúrgico, o ideal é 
estar de capote, usa estéril, faz a incisão, usa o afastador de Farabeuf e 
uma pinça Kelly pra gente ir dissecando o TCS pra identificar a veia, por 
isso se chama dissecção, aí ele localizou a veia, aí ele passa dois fios, que são 
aqueles de algodão que a gente usa pra fazer nó manual, depois ele ligou o 
terço distal da veia, a parte distal periférica que vai pra mão, ele ligou 
porque vai fazer uma pequena abertura na veia e ai ele faz uma contra-
abertura pra inserção do cateter (porque na aula do prof Paulo inclusive ele 
fala que a gente tenta não passar o cateter pela incisão da cirurgia), então 
ele aparece fazendo só uma outra abertura pra já deixar o cateter pronto, 
aí ele aparece preparando o cateter e ele está pensando em jogar na junção 
átriocaval por isso ele está usando uma sonda comprida, mas se a minha 
indicação é só periférica, eu posso usar uma sonda curtinha, tudo depende 
do que eu estou pensando pro meu paciente, ai ele depois ele mede o quanto 
vai introduzir e deixa marcado, ai depois ele pega uma tesoura e faz uma 
pequena incisão na veia só pra ela abrir, então ele pega o cateter e introduz 
o cateter dentro da veia o tanto que ele programou, se for indicação 
periférica eu posso por 10/15 cm e está ótimo. Se eu quiser e tiver 
indicação de fazer medicamentos centrais eu pensando no princípio da PICC, 
eu introduzo até a junção átriocaval, depois ele mede pra saber se ficou na 
posição que precisa. No final, fecha e dá os pontinhos pra fechar. 
 
 
 INTRAÓSSEA: 
- Emergência clínica. 
- Mais comum em trauma, doente chocado e você precisa infundir volume. A 
medula tem a capacidade absorver líquido e encaminha-los para os vasos. É 
feito quando não há possiblidade de acesso venoso. Utilizado até a reposição 
de volume intravascular, daí após faz-se um acesso periférico ou central. 
 Contraindicações relativas: 
- Fratura e alguma doença óssea: osteoporose, osteogênese imperfeita. 
Feita no maléolo medial, na crista ilíaca, em crianças tomar cuidado com as 
epífises: tuberosidade anterior da tíbia 2 cm abaixo. 
- Fratura no local de inserção. 
- Tentativas prévias de colocar uma agulha intraóssea (IO) no mesmo osso; 
osteogênese imperfeita; osteoporose; infecção sobrejacente, queimadura ou 
lesão cutânea no local da punção 
 Complicações: 
- Obstrução mais fácil e osteomielite. 
- Extravasamento não detectado de líquido nos tecidos subjacentes, levando 
a síndrome do compartimento. 
- Extravasamento de medicações na pele circunjacente levando a necrose 
cutânea. 
- Sangramento localizado. 
- Embolia gordurosa. 
- Fraturas iatrogênicas. 
- Celulite e osteomielite. 
- Possível lesão da placa de crescimento. 
 TÉCNICA: 
Usado como acesso vascular de emergência para reposição de líquidos e 
infusão de substâncias, quando for impossível obter acesso venoso 
periférico; usado principalmente em parada cardíaca pediátrica; usado em 
reanimação de adultos quando outras formas de acesso vascular não podem 
ser estabelecidas. O local preferencial de punção intraóssea é a tíbia. 
Pode ser também na crista ilíaca, maléolo e esterno, mas hoje em dia o 
clássico é na tuberosidade anterior da tíbia mesmo (mais 2 cm abaixo e 
anterior a tuberosidade anterior da tíbia). 
 
 
 VEIAS UMBILICAIS: 
- Em crianças, na emergência; crianças com incompatibilidade de Rh 
(exsaguíneo transfusão). Lançar mão da veia umbilical. 
- Permanece por 2 dias no máximo. 
- Localiza a veia (há duas artérias e uma veia), pega cateter, coloca o 
cateter, após a cicatriz umbilical entra 2 a 4 cm e fixa o cateter. 
- Risco de trombose portal (comunicação da veia umbilical com a veia porta), 
embolia. Faz acesso periférico quando possível. 
 TÉCNICA: 
O cateterismo venoso umbilical pode ser periférico ou central. Apenas em 
cerca de 60% dos casos o cateter passa pelo ducto venoso e alcança a 
posição correta da veia cava inferior. Nos demais o cateter não progride e 
fica periférico ou vai para os ramos da veia porta ou outras posições 
anômalas e tem que ser tracionado para que possa ser usado como 
periférico durante, no máximo, 24 horas. 
Durante o cateterismo, cuidar para manter o aquecimento adequado; testar 
o cateter e preenchê-lo com soro fisiológico, para evitar embolia gasosa; 
introduzir o cateter com uma pinça anatômica até o comprimento 
previamente definido. 
 Complicações: 
- Perfuração e tamponamento cardíaco por cateter deixado dentro do átrio 
direito; 
- Trombose da veia porta ou necrose hemorrágica do fígado, por cateter 
deixado na circulação hepática.

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