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UNIPÓS – UNIDADE DE PÓS-GRADUAÇÃO E PESQUISA 
 ISEL 
INSTITUTO SUPERIOR DE EDUCAÇÃO PROFESSORA LÚCIA DANTAS 
MESTRADO EM EDUCAÇÃO 
 
 
 
 
 
 
 
 
JOSÉ DEMONTIER GUEDES 
 
 
 
 
DIDÁTICA APLICADA EM SALA DE AULA E OS EFEITOS DO PROGRAMA 
EDUCACIONAL DE RESISTÊNCIA ÀS DROGAS E À VIOLÊNCIA (PROERD) NA 
PREVENÇÃO AO USO DE DROGAS: UM RELATO DE EXPERIÊNCIA. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
AURORA-CE. 
2015
 
 
 
JOSÉ DEMONTIER GUEDES 
 
 
 
 
 
 
 
DIDÁTICA APLICADA EM SALA DE AULA E OS EFEITOS DO PROGRAMA 
EDUCACIONAL DE RESISTÊNCIA ÀS DROGAS E À VIOLÊNCIA (PROERD) NA 
PREVENÇÃO AO USO DE DROGAS: UM RELATO DE EXPERIÊNCIA. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Aluno: José Demontier Guedes 
 
Orientador: Prof. Dr. Marcus Nascimento Coelho 
Co-Orientador: Prof. Ms. Álvaro Carvalho Dias da Silva 
 
UNISABER Faculdade e Colégio/ISEL 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
AURORA-CE. 
2015 
Dissertação apresentada e defendida como 
requisito para obtenção de título de Mestre em 
Ciências da Educação. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
GUEDES, José Demontier. 
 
Didática aplicada em sala de aula e os efeitos do Programa Educacional de Resistência 
às Drogas e à Violência (PROERD) na prevenção ao uso de drogas: um relato de 
experiência. 
 
Dissertação (Mestrado) – UNISABER Faculdade/ISEL, 2015. 
Orientador: Prof. Dr. Marcus Nascimento Coelho 
Co-Orientador: Prof. Ms. Álvaro Carvalho Dias da Silva 
 
p.161 
 
1. Marco teórico. 4. Marco metodológico. 5. Resultados da pesquisa. 6. Considerações 
finais. I Título. 
 
 
 
 
DIDÁTICA APLICADA EM SALA DE AULA E OS EFEITOS DO PROGRAMA 
EDUCACIONAL DE RESISTÊNCIA ÀS DROGAS E À VIOLÊNCIA (PROERD) NA 
PREVENÇÃO AO USO DE DROGAS: UM RELATO DE EXPERIÊNCIA. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
ALUNO: JOSÉ DEMONTIER GUEDES 
 
ORIENTADOR: PROF. DR. MARCUS NASCIMENTO COELHO 
CO-ORIENTADOR: PROF. MS. ÁLVARO CARVALHO DIAS DA SILVA 
 
Esta dissertação foi avaliada e aprovada pelo COMITÊ EXAMINADOR 
 
Aurora – CE, em ___/ ____/ _____. 
 
 
_______________________________________ 
Dr. Marcus Nascimento Coelho 
 
_______________________________________ 
Dr. Charlie Rangel 
 
_______________________________________ 
Dra. Maria Aparecida Alves 
 
 
 
AURORA-CE. 
2015 
___________________________________ 
Dissertação apresentada e defendida para obtenção 
do título de Mestre em Ciências da Educação pela 
UNISABER Faculdade/ISEL. 
___________________________________ 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
DEDICATÓRIA 
 
Dedico este trabalho à minha família, 
por entender, em diversos momentos na 
construção deste, minha ausência no seio 
familiar. Sei que não me faltou incentivo 
para alcançar tal objetivo, no entanto, pela 
necessidade de avançar nas pesquisas, 
inúmeras vezes, isolei-me para concentrar 
atenção em sua conclusão. Assim, ofereço este 
trabalho com muito amor e carinho a minha 
mãe e, de modo muito especial, a minha esposa 
e a meu filho pela disposição, paciência e 
compreensão em todos os momentos em que 
precisei da colaboração deles. 
 
 
AGRADECIMENTOS 
 
 
 
Agradeço inicialmente ao Grande Arquiteto do Universo (GADU), principal 
Criador de tudo que existe, pelas condições necessárias para realizar este trabalho 
e por me levar a acreditar no meu potencial, não permitindo desistir desse objetivo. 
In memoriam, à minha Avó Generosa Guedes, pela forma como me orientou 
para a vida e me conduziu para ser um cidadão. Hoje vejo o quanto foi importante 
seguir seus conselhos, pois tudo que alcancei partiu de seus ensinamentos. 
É com muita sinceridade que agradeço também aos meus orientadores, Dr. 
Marcos Nascimento Coelho, pelas instruções iniciais para o desenvolvimento deste 
trabalho e ao Prof. Álvaro Carvalho Dias da Silva, por me conduzir no processo de 
conclusão desta dissertação. 
A todos os meus alunos do PROERD, pois com eles aprendi muito sobre 
como lidar com as diversidades, ao passo que contribuía com a construção da 
cidadania de todos eles. 
Aos companheiros Instrutores do PROERD na Região do Cariri, pela 
compreensão, auxílio e participação nos trabalhos sociais que desenvolvemos. 
Ao Capitão da Polícia Militar do Ceará, Agra Filho, por me incluir no quadro 
de Instrutores do Programa, dando-me a oportunidade de realizar esse trabalho de 
prevenção às drogas e proporcionar-me um melhor desempenho profissional. 
Por último, e não menos importante, ao também Capitão da Polícia Militar do 
Ceará, José Adailton da Silva, quando Comandante do 5º Batalhão de Polícia 
Comunitária – BPCOM e ao 1º Tenente José Rosendo da Silva Filho, responsável 
pelo Comando da 1ª Cia/5ºBPCOM, pela confiança e por acreditarem no valor do 
trabalho preventivo quanto ao uso de drogas, dando-me as condições necessárias 
para o pleno desenvolvimento das ações de prevenção à frente do PROERD na 
região. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
PARA REFLETIR 
 
 
"Um dia você aprende... 
Que amar não significa apoiar-se, e que companhia nem sempre significa 
segurança... 
Começa a aceitar suas derrotas com a cabeça erguida e olho adiante... 
Que não importa o quanto se importe, algumas pessoas simplesmente não se 
importam... 
E aceita que não importa quão boa seja uma pessoa, ela vai feri-lo de vez em 
quando e você precisa perdoá-la... 
Que se levam anos para se construir confiança e apenas segundos para destruí-la... 
Que verdadeiras amizades continuam a crescer mesmo a longas distâncias... 
E o que importa não é o que você tem na vida, mas quem você tem... 
Descobre que as pessoas com quem você mais se importa na vida são tomadas de 
você muito depressa... 
Por isso devemos deixar os que amamos com palavras amorosas, pode ser a última 
vez que os vejamos... 
Que, em algumas vezes, a pessoa de quem você espera o chute, quando você cai, 
é uma das poucas que o ajudam a levantar... 
Que só porque alguém não o ama do jeito que você quer que ame não significa que 
esse alguém não o ama com tudo o que pode... 
Que o tempo não é algo que possa voltar atrás... 
Que realmente é forte, e que pode ir muito mais longe... 
E aprende que a vida tem valor e que você tem valor diante da vida...”. 
 
William Shakespeare 
 
 
 
 
 
“Não devemos apenas falar aos jovens o que fazer para ficar longe das drogas, mas 
o que nós podemos fazer para ajudá-los a conseguir”. 
 
 
http://pensador.uol.com.br/autor/william_shakespeare/
 
 
LISTA DE FIGURAS 
 
 
Figura 01: Efeitos do cigarro no organismo 
 
Figura 02: Tabaco e gravidez 
 
Figura 03: Fumantes passivos 
 
Figura 04: Relação de substâncias tóxicas, solventes ou inalantes, que prejudicam o 
funcionamento do corpo e da mente 
 
Figura 05: Estilos de respostas, ações e expressão corporal para dizer não às 
ofertas de drogas 
 
Figura 06: Etapas do procedimento para iniciar uma pesquisa 
 
Figura 07: Quadro estatístico dos municípios que compõem a Região Metropolitana 
do Cariri 
 
Figura 08: Resumo geral da aplicação do questionário 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
LISTA DE GRÁFICOS 
 
 
Gráfico 01 – Uso na vida de drogas psicotrópicas entre estudantes das 27 capitais 
brasileiras 
 
Gráfico 02 – Uso na vida de drogas psicotrópicas entre estudantes das 27 capitais 
brasileiras, de acordo com o gênero 
 
Gráfico 03 – Uso na vida de drogas psicotrópicas entre estudantes das 27 capitais 
brasileiras, de acordo com a faixa etária 
 
Gráfico 04 – Uso na vida de álcool ente os estudantes das 27 capitais brasileiras, de 
acordo com o gênero 
 
Gráfico 05 – Uso na vida de álcool entre os estudantes das 27 capitais brasileiras, 
de acordo com a faixa etária 
 
Gráfico 06 – Uso na vida de tabaco (cigarro) ente os estudantes das 27 capitais 
brasileiras, de acordo com o gênero 
 
Gráfico 07 – Uso na vida de tabaco (cigarro)maconha e os 
anfetamínicos tiveram menor índice de uso em 2010. 
 
Gráfico 02 – Uso na vida de drogas psicotrópicas (solventes/inalantes, maconha, 
ansiolíticos, cocaína, anfetamínicos e crack) ente os estudantes de ensino 
fundamental e médio da rede pública e privada das 27 capitais brasileiras, de acordo 
com o gênero, comparando-se os anos de 2004 e 2010. 
http://www.obid.senad.gov.br/
43 
 
 
 
FONTE: Observatório Brasileiro de Informações Sobre Drogas (OBID, 2010). 
Disponível em: www.obid.senad.gov.br. 
 
 
Na comparação quanto ao gênero, o uso de drogas psicotrópicas em 2004 
foi de 23,5% (masculino) e 21,7% (feminino). Em 2010 o resultado foi 24,9% 
(masculino) e 23,7% (feminino). Portanto, houve um aumento entre ambos os sexos 
no ano de 2010. 
 
Gráfico 03 – Uso na vida de drogas psicotrópicas (solventes/inalantes, maconha, 
ansiolíticos, cocaína, anfetamínicos e crack) ente os estudantes de ensino 
fundamental e médio da rede pública e privada das 27 capitais brasileiras, de acordo 
com a faixa etária, comparando-se os anos de 2004 e 2010. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
FONTE: Observatório Brasileiro de Informações Sobre Drogas (OBID, 2010). 
Disponível em: www.obid.senad.gov.br. 
 
Em relação à faixa etária, o índice de uso de drogas psicotrópicas teve como 
resultados respectivamente para 2004 e 2010 uma porcentagem de 12,6% e 9,2% 
para idades de 10 a 12 anos, 23.2% e 20,3% de 13 a 15 anos, 29,6% e 40,3% entre 
16 a 18 anos, 34,9% e 46,0% a partir dos 19 anos. 
Como avaliação significativa, nas faixas etárias entre 10 e 15 anos houve 
uma diminuição no índice de uso em 2010. 
 
http://www.obid.senad.gov.br/
http://www.obid.senad.gov.br/
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Gráfico 04 – Uso na vida de álcool entre os estudantes de ensino fundamental e 
médio da rede pública e privada das 27 capitais brasileiras, de acordo com o gênero, 
comparando-se os anos de 2004 e 2010. 
 
 
FONTE: Observatório Brasileiro de Informações Sobre Drogas (OBID, 2010). 
Disponível em: www.obid.senad.gov.br. 
 
O uso na vida de álcool em relação ao gênero - os resultados apontam que, 
de modo geral, o índice em 2010 de 59,3% foi menor que 2004 com 65,2%. Para o 
público masculino e feminino, os dados também estiveram abaixo no relatório de 
2010, masculino 57,2% e feminino 61,4%. 
Pelos dados apresentados, percebe-se que os homens estão usando menos 
álcool que as mulheres quanto ao uso na vida. 
 
Gráfico 05 – Uso na vida de álcool entre os estudantes de ensino fundamental e 
médio da rede pública e privada das 27 capitais brasileiras, de acordo com a faixa 
etária, comparando-se os anos de 2004 e 2010. 
 
FONTE: Observatório Brasileiro de Informações Sobre Drogas (OBID, 2010). 
Disponível em: www.obid.senad.gov.br. 
http://www.obid.senad.gov.br/
http://www.obid.senad.gov.br/
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Quanto à faixa etária, os números foram menores no ano de 2010 entre as 
idades de 10 a 12 anos com 27,9% comparando com 41,2% em 2004 e 13 a 15 
anos equivalendo a 60,3%, com um total de 69,5 % de 2004. No entanto houve um 
aumento significativo dos 16 até mais de 19 anos, chegando até os 86,3% o índice 
de uso dessa substância. 
 
Gráfico 06 – Uso na vida de tabaco (cigarro) entre os estudantes de ensino 
fundamental e médio da rede pública e privada das 27 capitais brasileiras, de acordo 
com o gênero, comparando-se os anos de 2004 e 2010. 
 
 
 
 
FONTE: Observatório Brasileiro de Informações Sobre Drogas (OBID, 2010). 
Disponível em: www.obid.senad.gov.br. 
 
 
Para o uso de tabaco (cigarros) em relação ao gênero, os resultados 
mostram sempre menor em 2010 que 2004. Os números são de 17,1% para o 
público masculino comparando com 25,2% em 2004 e 18,6% para o feminino sendo 
que em 2004 foi de 24,7%. 
 
Gráfico 07 – Uso na vida de tabaco (cigarro) entre os estudantes de ensino 
fundamental e médio da rede pública e privada das 27 capitais brasileiras, de acordo 
com a faixa etária, comparando-se os anos de 2004 e 2010. 
 
http://www.obid.senad.gov.br/
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FONTE: Observatório Brasileiro de Informações Sobre Drogas (OBID, 2010). 
Disponível em: www.obid.senad.gov.br. 
 
Quanto à faixa etária para o uso de tabaco (cigarros), os números também 
correspondem a um índice menor de uso. Entre 10 a 12 anos a porcentagem foi de 
4,1% em 2010, sendo que as demais faixas etárias, de 13 a 19 anos em diante 
variam de 16,0% a 40,4%, estando sempre abaixo do índice de 2004. 
Diante dos resultados do uso de tabaco, percebe-se que além dos trabalhos 
de prevenção desenvolvidos para evitar o uso dessa substância, também pode-se 
relacionar ao fato de não haver propagandas na mídia, fato este que ajuda a diminuir 
a influência para o consumo. 
 
Gráfico 08 – Uso no ano de drogas psicotrópicas (solventes/inalantes, maconha, 
ansiolíticos, cocaína, anfetamínicos e crack) entre os estudantes de ensino 
fundamental e médio da rede pública e privada das 27 capitais brasileiras, 
comparando-se os anos de 2004 e 2010. 
 
FONTE: Observatório Brasileiro de Informações Sobre Drogas (OBID, 2010). 
Disponível em: www.obid.senad.gov.br 
http://www.obid.senad.gov.br/
http://www.obid.senad.gov.br/
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Os dados aqui apresentados expressam o uso de drogas psicotrópicas no 
ano pelo público alvo especificado e tem como resultado o seguinte: a porcentagem 
de uso no ano para 2010 é de 9,9%, sendo este bem menor que 2004 com um 
índice de 19,6%. Em relação a cada tipo de droga, foi menor em 2010 para 
solventes/inalante (4,9%), maconha (3,7%), ansiolíticos (2,1%), anfetamínicos 
(1,6%) e crack (0,4%). Portanto, apenas a cocaína teve índice acima da média com 
1,9 em 2010 para 1,7 de 2004. 
Portanto, observando o gráfico apresentado, percebe-se que na trajetória de 
2004 a 2010 o índice de uso de drogas no ano, em relação ao contexto geral, 
diminuiu consideravelmente. 
 
Gráfico 09 – Uso no ano de drogas psicotrópicas (solventes/inalantes, maconha, 
ansiolíticos, cocaína, anfetamínicos e crack) entre os estudantes de ensino 
fundamental e médio da rede pública e privada das 27 capitais brasileiras, de acordo 
com o gênero, comparando-se os anos de 2004 e 2010. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
FONTE: Observatório Brasileiro de Informações Sobre Drogas (OBID, 2010). 
Disponível em: www.obid.senad.gov.br. 
 
 
Se no contexto geral o uso de drogas psicotrópicas foi menor em 2010, 
analisando os dados em relação ao gênero, o índice de usuários também foi abaixo 
da média de 2004, com 10,3% para o masculino e 9,4% para o feminino. Esses 
dados correspondem a uma diferença de 50% menor que 2004. 
 
Gráfico 10 – Uso no ano de drogas psicotrópicas (solventes/inalantes, maconha, 
ansiolíticos, cocaína, anfetamínicos e crack) entre os estudantes de ensino 
 
http://www.obid.senad.gov.br/
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fundamental e médio da rede pública e privada das 27 capitais brasileiras, de acordo 
com a faixa etária, comparando-se os anos de 2004 e 2010. 
 
 
FONTE: Observatório Brasileiro de Informações Sobre Drogas (OBID, 2010). 
Disponível em: www.obid.senad.gov.br. 
 
 
Esse gráfico apresenta menor índice de consumo de drogas psicotrópicas no 
ano de 2010 para todas as faixas etárias. 
 
 
Gráfico 11 – Uso no ano de álcool e tabaco entre os estudantes de ensino 
fundamental e médio da rede pública e privada das 27 capitais brasileiras, 
comparando-se os anos de 2004 e 2010. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
FONTE: Observatório Brasileiro de Informações Sobre Drogas (OBID, 2010). 
Disponível em: www.obid.senad.gov.br. 
 
 
Referindo-se ao uso de álcool e tabaco no ano de 2004 e 2010 
respectivamente, os dados apresentados mostram claramente que há uma 
discrepância significativa entre o consumo dessas substâncias, sendo em 2004 com 
 
http://www.obid.senad.gov.br/
http://www.obid.senad.gov.br/
49 
 
 
63,3% para o álcool e 15,7% para o tabaco, enquanto que em 2010 tem-se uma 
porcentagem menor de 41,1% para o álcool e 9,8% para o tabaco.Brasil (2010) através desse relato mostra ter havido diminuição de 49,5% no 
uso de drogas ilícitas, tanto da rede pública quanto particular de ensino no país. Os 
dados ainda mostram que em comparação à última pesquisa realizada em 2004, 
também houve redução no consumo de drogas lícitas, tabaco e bebidas alcóolicas. 
Quanto ao consumo de álcool, a redução foi de 35,1% e ao tabaco de 37,6%. 
Portanto, comparando as pesquisas entre os anos de 2004 e 2010, 
comprova-se que houve realmente uma diminuição significativa do índice de uso de 
drogas lícitas e ilícitas entre os estudantes. 
Os dados apresentados pelos gráficos através do Observatório Brasileiro de 
Informações sobre Drogas (OBID) servirão de base para apresentar a pesquisa de 
campo realizada com alunos do ensino fundamental (5º ao 9º ano), de faixa etária 
entre de 10 a 16 anos aproximadamente, os quais foram entrevistados sobre o 
trabalho desenvolvido pelo PROERD nas escolas bem como o uso de drogas. Para 
tanto, os dados da pesquisa serão divulgados nos resultados posteriormente. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
50 
 
 
CAPÍTULO 2 - PREVENÇÃO AO USO INDEVIDO DE DROGAS 
 
 
Para Melo (2012) a prevenção é um dos principais instrumentos no combate 
ao uso de drogas. 
Por se tratar da prevenção ao uso de drogas, percebe-se claramente a 
importância de levar os jovens a refletir sobre os efeitos e consequências dessas 
substâncias, sejam elas lícitas ou ilícitas, buscando envolvê-los no processo de 
aprendizagem e mantê-los longe de quaisquer entorpecentes que possam 
ocasionar-lhes alterações no corpo e na mente. Nesta perspectiva, acrescenta-se 
que se torna necessário um trabalho efetivo e contínuo de prevenção ao uso de 
drogas entre os jovens que ainda não tenham tido contato com tais substâncias, pois 
desse modo pode-se manter a redução do índice de usuários conforme estatística 
que será apresentada posteriormente. 
Loos (2003, p. 145) expõe que as atividades de prevenção ao uso de drogas 
devem ser desenvolvidas de “forma sistêmica e contínua” para viabilizar o processo 
de comunicação social. Diz ainda que estas ações de prevenção, se de forma 
específica e “voltada para a transmissão de informações, servem de base para a 
criação de atitudes, valores e consolidação do comportamento” (LOOS, 2012, p. 
145). 
Assim, acredita-se que a prevenção se insere em um contexto mais amplo 
de educação, com direcionamento exatamente para uma abordagem construtiva 
entre o facilitador e o público alvo, podendo estabelecer uma relação de aceitação 
ao que é proposto. 
Silva (2014) compartilha dizendo que a prevenção deve ser praticada por 
pessoas preparadas, pois uma intervenção mal feita poderá trazer danos à 
comunidade e reduzir os benefícios. Complementa falando que o uso indevido de 
drogas psicoativas deve ser prevenido utilizando métodos e técnicas cientificamente 
adequadas a cada público alvo, em cada situação e em determinado momento. 
O autor ainda nos alerta sobre alguns princípios que devem ser observados 
para a realização do trabalho preventivo, dentre os quais se destaca: o processo de 
prevenção deve ser reflexivo, contínuo, paciente, consistente, provocante no intuito 
de despertar respostas criativas no público alvo, inovador, agradável para 
proporcionar o prazer pelo conhecimento nos participantes, devendo também ser 
51 
 
 
multidisciplinar, além de envolver a família e a escola na discussão para garantir que 
os jovens permaneçam longe das drogas (SILVA, 2014). 
Cita-se em Brasil (2015) a Lei 11.343 de 23 de agosto de 2006, que institui o 
Sistema Nacional de Políticas Públicas sobre Drogas, no Capítulo I, Art. 18 que trata 
da prevenção diz que “constituem atividades de prevenção do uso indevido de 
drogas aquelas direcionadas para a redução de fatores de vulnerabilidade e risco, e 
para a promoção e o fortalecimento dos fatores de proteção” (BRASIL, 2015). 
Acrescenta ainda no Art. 19 que as atividades de prevenção do uso indevido de 
drogas devem observar os seguintes princípios e diretrizes: “estabelecer a 
implantação de políticas de formação continuada na área de prevenção do uso 
indevido de drogas para profissionais de educação nos 03 (três) níveis de ensino 
(fundamental, médio e superior)” (BRASIL, 2015). 
É nessa perspectiva que se pode observar na citada lei a real preocupação 
com a prevenção e não apenas com a repressão ao tráfico de entorpecentes. 
Visando oficializar e reforçar o trabalho de prevenção às drogas no Ceará, o 
Governo do Estado (2006) resolve institucionalizar o Proerd na Polícia Militar do 
Ceará, dando-lhe amplos poderes para o pleno desenvolvimento do programa 
através do Decreto nº 28. 232 de 04 de maio de 2006. 
Pelo que foi exposto até o momento, quanto ao programa de prevenção e a 
forma como ele é desenvolvido, é notório que a prevenção é o caminho mais curto 
para manter os jovens estudantes conscientes dos malefícios que as drogas podem 
causar e direcioná-los a resistirem às ofertas além de diminuir a procura. Percebe-
se assim que prevenir é algo essencial e que deve ser realizado de forma contínua, 
com atividades que possam despertar nos alunos uma visão crítica da situação, ao 
mesmo tempo em que se deve conduzi-los à rejeição do uso de substâncias nocivas 
à sua saúde. Portanto, o programa de prevenção (PROERD) visa combater 
tendências aliciadoras no ambiente escolar, ajudando jovens a perceber que tem 
escolhas e que podem ser felizes sem o uso de drogas, podendo estes desenvolver 
novos e bons relacionamentos. 
Com base no Decreto Governamental referenciado anteriormente, o 
município de Caririaçu, onde o programa foi implantado no ano de 2004 em parceria 
entre a Secretaria de Educação e Polícia Militar, o qual será um dos municípios a ser 
investigados sobre a atuação e desenvolvimento nas escolas de ensino 
fundamental, o trabalho foi fortalecido com a Lei municipal nº 450 de 25 de junho de 
52 
 
 
2009, a qual dispõe sobre a implantação e regulamentação do Programa 
Educacional de Resistência às Drogas e à Violência no município, estabelecendo 
regras e normas para o desenvolvimento do programa. 
Pelo que foi discutido até o momento, percebe-se que a prevenção é 
fundamental para proporcionar aos jovens a reflexão sobre os possíveis efeitos 
maléficos do uso de drogas, e esta terá melhor efeito se iniciar no ambiente escolar 
através do processo educativo. 
 
 
2.1. A PREVENÇÃO COMO UM PROCESSO EDUCATIVO 
 
 
Brandão (1995, p. 6) apud Braz (2008) define educação como “o processo 
de desenvolvimento da capacidade física, intelectual ou moral da criança e do ser 
humano em geral, visando à sua melhor integração individual e social". 
Para esta definição, pode-se perceber que educar não é um simples 
processo de repassar informações, mas constitui o envolvimento do educando em 
todos os aspectos, ou seja, deve-se trabalhar tanto a parte estrutural orgânica 
quanto a capacidade de administração do conhecimento e, além disso, o 
envolvimento sociocultural do individuo, buscando com isso, garantir sua interação e 
a participação ativa em todo o processo educativo. 
Para tanto, o autor ainda completa ressaltando que a “educação é um 
processo contínuo que envolve o desenvolvimento integral de todas as faculdades 
humanas; o conjunto das normas pedagógicas aplicadas ao desenvolvimento geral 
do corpo e do espírito” (BRANDÃO, 1995, p. 34, APUD BRAZ 2008). Assim, ele 
conclui dizendo que educação se dá pelo respeito, conhecimento e atitude. 
Em relação ao combate às drogas através da educação, Braz (2008) relata o 
seguinte: 
Para combater o uso de drogas e a violência, a melhor solução para o 
problema inclusive não é nada inovador, porém é um caminho muito mais 
fácil, barato e menos traumático: a educação. E isso não é só 
responsabilidade da escola, mas principalmente dos pais. Com uma 
verdadeira educação que combine ensinoteórico e valores morais e éticos 
(saber o que é certo e errado e quais os limites da liberdade de cada um), 
bem como que aproxime a escola das famílias, incentivando os pais a 
contribuir verdadeiramente para a aprendizagem de seus filhos, aí sim ter-
se-á uma real política contra as drogas e outros males sociais. (BRAZ, 
2008, p. 8). 
 
53 
 
 
Nessa linha de pensamento do autor, verifica-se que é de grande 
importância a participação dos pais, pois o envolvimento deles torna-os 
conhecedores de suas responsabilidades na construção de uma educação de 
qualidade e eficaz para o tema em questão, levando-os a contribuir na educação 
preventiva dos filhos para manterem-nos longe das drogas, além de, segundo o 
autor, aproximar mais os pais da escola e melhorar o relacionamento entre eles. 
O tema drogas não deve ser tratado visando apenas à droga em si, mas 
deve ser levada em consideração a relação dos jovens com o meio, seus familiares 
e o contexto social, pois desse modo a intervenção pode ser mais eficaz e pode 
despertar neles a consciência de que podem viver melhor sem drogas, além de 
reforçar os laços afetivos em suas relações. 
Para melhor exemplificar esse relato, Braz (2008, p. 9) diz que “na medida 
em que a utilização da droga está diretamente ligada ao prazer, à transgressão, à 
falta de autoestima, dentre outros fatores, faz-se necessário rever as motivações dos 
usuários”. 
Cassimiro (2009) concorda com Braz (2008) quando acrescenta que o 
trabalho preventivo pode evitar que o individuo venha ser usuário de drogas. Assim 
a autora comenta que “para que as ações preventivas possam ser bem sucedidas, é 
essencial que elas se orientem por ideias que considerem as necessidades e 
características biopsicossociais da população a que esta se destina” (CASSIMIRO, 
2009, p. 20). 
Portanto, pelos comentários dos autores, pode-se concluir que a prevenção 
é mais ampla do que se pode imaginar, pois são vários os fatores que contribuem 
para que se possa manter o público alvo longe das drogas e proporcionar uma 
melhor qualidade de vida. 
 Moreira e Nagem (2009) contribuem com o debate ao dizer que muitos 
autores concordam que o ambiente escolar é de fundamental importância, se 
desenvolver estratégias na prevenção ao uso indevido de drogas. Diante disso, 
Zanelatto & Zanelatto (2004) apud Moreira e Nagem (2009, p. 4) afirmam que “a 
família e a escola são ressaltados como os dois estruturadores básicos da 
identidade do jovem, sendo locais ideais para iniciar ações preventivas”. Por conta 
disso é que o Programa Educacional de Resistência às Drogas e à Violência 
(PROERD), objeto principal nesta dissertação, busca trabalhar a pirâmide Família, 
Escola e Polícia, com ações descentralizadas e com a participação de todos, 
54 
 
 
visando garantir o envolvimento nos trabalhos preventivos de resistência ao uso de 
drogas. 
Pizinato (2006) apud Moreira e Nagem (2009, p. 4) reforça a importância do 
trabalho de prevenção como o programa do PROERD, quando diz que, “de acordo 
com vários pesquisadores, os programas bem sucedidos de prevenção procuram 
empregar uma combinação de estratégias e não ações isoladas”. Nesse sentido, 
certamente que as escolas se qualificam como o lugar certo para se desenvolver 
essas estratégias, pois é o habitat ideal em que se podem atender os jovens e 
garantir a participação de todos no processo preventivo. 
 
2.2. TIPOS DE PREVENÇÃO 
 
Noto e Galduróz (1999) vêm afirmar que existem diferentes tipos de 
prevenção no Brasil. Os autores ainda acrescentam que “as ações preventivas ao 
uso indevido de drogas podem acontecer em diferentes níveis, dependendo da 
população-alvo e do perfil da intervenção” (NOTO E GALDURÓZ 1999, p. 5). 
Cassimiro (2009) também contribui destacando a prevenção primária, prevenção 
secundária e a prevenção terciária como os tipos de prevenção mais conhecidas. 
Estudos da Organização Mundial de Saúde - OMS (1992) apud Noto e 
Galduróz (1999) definem os tipos de prevenção como: 
 
Prevenção primária: É o conjunto de ações que procuram evitar a 
ocorrência de novos casos de uso abusivo de psicotrópicos ou até mesmo 
um primeiro uso. Esse tipo de intervenção pode ser realizada dentro de 
diferentes enfoques, sendo a divulgação de informações o mais conhecido. 
Prevenção secundária: É o conjunto de ações que procuram evitar a 
ocorrência de complicações para as pessoas que fazem uso ocasional de 
drogas e que apresentam um nível relativamente baixo de problemas. 
Essas ações buscam sensibilizar as pessoas a respeito dos riscos, 
favorecendo a mudança de comportamento através do aprendizado de 
novas atitudes e escolhas mais responsáveis. Prevenção terciária: É o 
conjunto de ações que, a partir de um problema existente, procura evitar 
prejuízos adicionais e/ou reintegrar na sociedade os indivíduos com 
problemas sérios. Na prática, essas ações envolvem o identificar e o lidar 
com casos emergenciais (como síndrome de abstinência, overdose, 
tentativas de suicídio, etc.) e/ou com pacientes portadores de problemas 
que necessitam encaminhamento (hepatite, Aids, cirrose, entre outros). 
Também envolvem a orientação familiar e o auxílio na reabilitação social 
dos usuários. (NOTO E GALDURÓZ 1999, p. 6). 
 
Nesse contexto, pode-se observar que os tipos de prevenção especificados 
pelos autores se distinguem pela forma de abordar o tema e o modo como este é 
55 
 
 
desenvolvido mediante os objetivos propostos. Desse modo, cada nível proporciona 
uma abordagem diferenciada para melhorar a qualidade de vida do individuo, desde 
evitar o uso até ajudá-lo a lidar com o vício e evitar maiores prejuízos. 
Em relação à prevenção primária, Cassimiro (2009) comenta que: 
 
[...] a intervenção primária destina-se a duas faixas etárias: 1) Jovens, 
dando-se atenção aos problemas da infância e da adolescência em todos 
os seus aspectos (fisiológicos, psicológicos e socioculturais) e, desse modo, 
incluindo todos os jovens e não somente aqueles que se consideram como 
susceptíveis ao uso da droga; e 2) Adultos, fornecendo a estes os 
conhecimentos básicos que lhes permitam orientar aos jovens, levando-os a 
refletir sobre a questão e a se engajarem, assumindo o papel de 
educadores. (CASSIRO, 2009, p. 21-22). 
 
Quanto à prevenção secundária, a autora diz o seguinte: 
 
A prevenção secundária, um prolongamento da primária, só deve ser 
aplicada nos casos em que a primeira não teve êxito e o consumo de 
drogas já está ocorrendo. Tendo como objetivo evitar que o jovem possa 
evoluir para um estado de dependência da droga, essa é uma intervenção 
especializada, que se destina aos que manifestam sinais de dificuldade com 
os psicotrópicos, como nos casos do jovem que está consumindo drogas 
por curiosidade ou se encontra com dificuldades pessoais, familiares e/ou 
sociais, em razão do consumo intermitente no qual, apesar de ainda não ser 
um dependente, existe o risco de se tornar mais um (CASSIRO, 2009, p. 
23). 
 
Ao falar da prevenção terciária, relata que: 
 
A prevenção terciária, por sua vez, pressupõe-se que a dependência do uso 
de drogas já esteja instalada. Tem como objetivo central evitar a recaída 
após o tratamento, buscando dar ao usuário novas oportunidades de 
engajamento na escola, na família, enfim, no pequeno grupo de amigos e 
pessoas com as quais mantém relações afetivas, visando sua reintegração 
no meio social e trabalhando em três etapas distintas: antes, durante e 
depois do tratamento. (CASSIRO, 2009, p. 23). 
. 
 
Pela abordagem que Cassimiro (2009) faz aos tipos de prevenção, observa-
se que é algo sequenciado, pois cada tipo de intervenção proporciona uma 
abordagem diferenciada de acordo com o objetivo, usuário e perspectivas futuras 
em relação a cada abordagem. 
Embora esses tipos de prevenção apareçam como estratégia eficaz para 
evitar ou diminuir o uso de drogas, Noto e Galduróz (1999, p. 7) acrescentam que 
“estruturação e, especialmente,a integração dos diferentes níveis de intervenção 
constituem-se o grande desafio para o futuro”. 
56 
 
 
Sendo o PROERD um Programa que visa evitar o uso de drogas pelos 
jovens atendidos, destaca-se a prevenção primária por ser esta a base do trabalho 
desenvolvido pelos Policiais Instrutores. 
 
2.3. PREVENÇÃO PRIMÁRIA 
 
Greco Filho e Rassi (2007) apud Cassimiro (2009, p. 21) afirmam que a 
prevenção primária tem por objetivo anteceder-se ao problema e para tanto deve 
atentar para alguns pontos, tais como: “ser precoce; estar inserida em uma visão 
mais ampla da educação para a saúde e se apoiar nos chamados educadores 
naturais, em especial os pais e os professores”. 
Esse tipo de prevenção é o conjunto de ações que procuram evitar a 
ocorrência de novos casos de uso de psicotrópicos ou até mesmo um primeiro uso 
(OMS, 1992 APUD NOTO E GALDURÓZ, 1999, p. 148). Destacam duas vertentes 
da prevenção primária, o modelo do amedrontamento, o qual dito não muito eficaz e 
o modelo de informações científicas, sendo este muito usado nos últimos anos. Além 
destes, outros modelos buscam fortalecer as atitudes saudáveis, podendo-se 
destacar a oferta de alternativas esportivas e culturais. 
Quanto ao modelo de amedrontamento, muito usado atualmente por 
campanhas publicitárias, Cassimiro (2009) comenta: 
 
O modelo do amedrontamento, o segundo, defende a tese, de que as 
campanhas de informação que mostrassem de forma clara e contínua 
somente os aspectos negativos das drogas seriam suficientes e eficientes 
para persuadir às pessoas a não usarem e até a deixarem de usar drogas, 
crença que está atualmente bastante abalada, em especial no que se refere 
às populações mais jovens. Os opositores desse modelo diziam que o valor 
dos resultados desta linha de educação desmorona diante da simples 
constatação de que os jovens se sentem atraídos por comportamentos que 
envolvam desafio e perigo, enquanto a parcela dos jovens que tem ou teve 
experiência com drogas, podem confrontar suas próprias experiências com 
as informações unilaterais fornecidas neste tipo de educação, gerando a 
falta de credibilidade para este modelo de amedrontamento. (PINSKY E 
BESSA, 2004 APUD CASSIMIRO, 2009, p. 25). 
 
Ao abordar o modelo do conhecimento científico, o qual não demonstra tanta 
eficácia, mas que ainda é muito usado por programa educativos, a autora relata: 
 
O modelo do conhecimento científico, que surge da crítica ao modelo 
anterior, propõe a oferta de informações sobre drogas de modo imparcial e 
científico, para que, a partir delas, os jovens possam tomar decisões bem 
fundamentadas e racionais sobre o uso das drogas. Esse modelo, apesar 
de seu caráter científico, apresentou resultados desanimadores em todas as 
57 
 
 
avaliações até aqui realizadas sobre a sua eficácia, sendo vários os autores 
a constatarem que, apesar de uma grande parcela dos jovens assimilarem 
corretamente as informações recebidas, isto não se traduzia na diminuição 
da porcentagem dos usuários de drogas e havendo, em alguns casos, até 
um aumento dos níveis de consumo. A explicação para este fato é a de que 
as informações sobre as drogas: geram maior nível de conhecimento formal 
sobre as mesmas entre os usuários, mas não induzem a uma mudança de 
atitude; enquanto que, dentre os não usuários esse conhecimento acaba 
por diminuir o temor em relação aos seus efeitos, diminuindo o medo e a 
tensão e criando uma atitude favorável ao uso. (PINSKY E BESSA, 2004 
APUD CASSIMIRO, 2009, p. 26). 
 
Mediante esses modelos percussores da prevenção primária, conclui-se que 
ainda não há um modelo específico e totalmente eficaz, pois para o desenvolvimento 
das ações educacionais na prevenção, os programas costumam utilizar um pouco 
de cada um desses modelos. O fato é que para se chegar a uma abordagem 
eficiente, devem-se utilizar todas as estratégias disponíveis e sincronizar as ações 
para que os jovens possam interagir e integrar o sistema de prevenção com maiores 
esclarecimentos e envolvimento social, cultural e afetivo. 
Quanto ao questionamento anterior, Cassimiro (2009, p. 27) lembra que “no 
papel do Estado na determinação de políticas públicas que proponham os 
programas de prevenção ao uso indevido de drogas não se observa ainda, um 
direcionamento específico aos objetivos que se quer atingir nesse campo”. 
Apesar de todos esses modelos, Noto e Galduróz (1999) falam que o critério 
mais importante para escolher o modelo adequado é conhecer e respeitar as 
características da comunidade onde se pretende atuar. Portanto, é nesse contexto 
que o Proerd se encaixa, pois tem a proposta de trabalhar o individuo, levando-o a 
refletir sobre suas decisões e avaliar suas atitudes, estimulando a reflexão sobre a 
qualidade de vida sem o uso de drogas. Diante disso, Brasil (2010), Noto e Galduróz 
(1999) relatam que o objetivo da prevenção primária é evitar que o uso se instale ou 
retardar o seu início. 
Brasil (2010, p. 139) “atualmente fala-se em níveis de prevenção universal, 
seletiva e indicada”: 
 
Prevenção universal, que são programas destinados à população em geral, 
supostamente sem qualquer fator associado ao risco; prevenção seletiva 
com ações voltadas para população com um ou mais fatores associados ao 
risco de uso de substâncias; prevenção indicada, especificamente com 
intervenções voltadas para pessoas identificadas como usuárias ou em 
comportamento de risco, relacionados direto ou indiretamente ao uso de 
drogas. (BRASIL, 2010, p. 139). 
58 
 
 
Em meio aos diferentes níveis de prevenção citados, reporta-se ao nível de 
prevenção universal, pois está mais diretamente relacionado ao trabalho 
desenvolvido pelo Proerd, com ações direcionadas à comunidade, ambiente escolar 
e nos meios de comunicação, através de um planejamento com objetivo comum, 
atuando de forma coordenada, para que o processo de mobilização ocorra mais 
facilmente. 
Canguilhem (1990) Apud Arantes (2008, p. 192) traz a questão de que 
“aceitar um determinado conceito ou ideia de saúde implica escolher certas 
intervenções sobre o corpo e a vida dos sujeitos”. Em análise a esta abordagem, 
pode-se refletir sobre a necessidade de implantar uma ação preventiva tanto na vida 
pessoal como social do sujeito, sendo esta denominada inicialmente de prevenção 
primária, a partir de uma mudança de hábitos ou práticas, proporcionando um 
entendimento focado no individuo e seu comportamento. 
Diante desses questionamentos, Carlini (2013, p. 8) alega que “para diminuir 
este índice e manter os jovens longe das drogas, deve-se analisar a situação, definir 
objetivos e montar um plano de ação, podendo, desse modo, aumentar 
consideravelmente as chances de sucesso”. Na perspectiva da autora, veicula-se 
uma maior probabilidade para diminuir os fatores de risco e vulnerabilidade entre os 
jovens. 
 
2.4. FATORES DE RISCO E VULNERABILIDADE 
 
 
 
 
 
Para Paulilo (2000) o crescimento do consumo de substâncias químicas 
aponta para a existência de um mercado de drogas clandestino que produz, distribui 
e comercializa seu produto. Sobre os fatores de risco ela acrescenta: 
 
Os jovens têm sido apontados, no mundo todo, como grupo mais suscetível 
não só a AIDS, mas também as drogas. Parte-se da ideia de ser esta faixa 
etária mais suscetível a comportamentos de risco, de um modo geral. Isso 
decorre das características comuns a esta fase da vida, apontadas por 
diferentes áreas do conhecimento. Citamos algumas: momento de 
transitoriedade e, portanto, de ambiguidade (nem criança, nem adulto); 
autonomia e responsabilidade relativas; conflito com o mundo adulto 
(necessidade de opor-se para autoafirmar-se no processo de construção de 
identidade); crise potencial com emergência de um novo corpo, nova 
imagem de si mesmo e vivência da sexualidade; sentimento de 
vulnerabilidade e potencialidade para autodestruição; ansiedade frente às 
exigências pouco definidas e às demandas difíceisde serem cumpridas em 
relação à família, trabalho, lazer e consumo. (PAULILO 2000, p. 41). 
59 
 
 
O que a autora traz em relação aos fatores de risco que cercam os jovens 
nos remete à ideia de que esse grupo específico está vulnerável ao uso de drogas. 
Assim, vem cada vez mais comprovar a importância do trabalho preventivo para 
essa faixa etária. Portanto, jovens necessitam deste apoio através da informação 
para ficarem longe das drogas e valorizarem a vida, buscando outros meios de 
satisfazerem seus desejos e/ou estabelecer vínculos afetivos saudáveis, na busca 
pela identidade. 
Além da abordagem anterior, Paulilo (2000) ainda diz que como categoria 
sociohistórica, a juventude apresenta diversidades na sua forma de existir, o que a 
coloca em diferentes graus de vulnerabilidade em relação às drogas. Para ela, isso 
acontece porque as diferenças de classe, de região, de estilos coexistem, ao mesmo 
tempo, com características comuns a esta faixa etária. 
É nessa perspectiva que a organização e distribuição de drogas deste meio 
comercial expõem ainda as relações sociais e econômicas que garantem a 
continuidade do tráfico. “Não cabe aqui adotar, portanto, a postura ingênua de 
considerar o uso de drogas como decorrente apenas de mero ato volitivo do 
indivíduo, mas mostra-se evidente a inter-relação e a interdependência existente no 
usuário” (PAULILO 2000, p. 54). 
Como conclusão destes fatos, a autora ainda afirma que dentro desta 
abordagem da vulnerabilidade, “resta-nos, finalmente, sublinhar o peso da 
vulnerabilidade programática ou institucional existente em nosso país, cujo reflexo é 
o não acesso da maioria dos jovens a programas de informação e de prevenção na 
rede de educação e nos serviços de saúde” (PAULILO, 2000, p. 58). 
Por esse motivo, o Programa Educacional de Resistência às Drogas e à 
Violência – PROERD, através dos Policias Instrutores não esperam que os jovens 
venham até eles, mas antecipa-se indo de encontro aos mesmos em seu habitat, a 
escola, para fortalecer os fatores de proteção. 
 
2.5. FATORES DE PROTEÇÃO 
 
 
 
Castro e Rosa (2004) abordam que vários são os fatores de proteção que 
norteiam os jovens quanto ao uso de drogas. É válido saber que para cada fator de 
60 
 
 
risco existe um fator de proteção capaz de ajudá-los a resistir às ofertas de drogas, 
bem como prepará-los para progredir na vida de forma saudável. 
Para melhor compreender e tornar-se conhecedor desses fatores de 
proteção, Castro (2004) apresenta os vários tipos de fatores de proteção que podem 
ajudar os jovens a ficar longe das drogas: 
 
Fatores individuais de proteção: correspondem as habilidades sociais, 
cooperação, habilidades para resolver problemas, vínculos positivos com 
pessoas, instituições e valores, autonomia e autoestima desenvolvida. 
Fatores familiares de proteção: Pais que acompanham as atividades dos 
filhos, estabelecimento de regras de conduta claras, envolvimento afetivo 
com a vida dos filhos e respeito aos ritos familiares; Fatores escolares de 
proteção: Realização pessoal, possibilidades de desafios e expansão da 
mente, descoberta de possibilidades e “talentos” pessoais, prazer em 
aprender, descoberta e construção de projeto de vida, vínculos afetivos com 
professores e colegas, oportunidades de participação e decisão, ligações 
fortes com a escola, boa inserção e adaptação ao ambiente e bom 
desempenho escolar. Fatores sociais de proteção: Respeito às leis locais, 
credibilidade da mídia, oportunidade de trabalho e lazer, informações 
adequadas sobre as drogas e seus efeitos, clima comunitário afetivo, 
consciência comunitária e mobilização social; Fatores relacionados à droga 
de proteção: Informações contextualizadas sobre os efeitos, regras e 
controle para o consumo. (CASTRO, 2004, p.3-7). 
 
Em meio aos fatores de proteção discutidos, destaca-se o familiar, pois: 
 
[...] é função da família, proporcionar que a criança aprenda a lidar com 
limites e frustrações logo cedo. Crianças que crescem num ambiente com 
regras claras, geralmente, são mais seguras e sabem o que devem ou não 
fazer para agradar. Quando se defrontam com um limite, sabem lidar com a 
frustração, por terem desenvolvido recursos próprios para superá-la 
(CASTRO, 2004, p. 04). 
 
 
Deste modo, ressalta-se que os modelos de programas de prevenção devem 
ser desenvolvidos com filosofias definidas, que ofereçam aos alunos informações 
precisas e que possam despertar neles, a criticidade, diante dos fatos apresentados. 
Quanto aos programas de prevenção a autora completa: 
 
[...] devem quando dirigidos à família, valorizar o vínculo familiar, relações 
familiares, técnicas de comunicação, etc.; devem quando para ensino 
fundamental e médio aumentar as habilidades sociais; proporcionar aos 
alunos sentimentos positivos de autoestima; oferecer aos alunos 
habilidades de resistência às pressões negativas; ser vantajosos do ponto 
de vista do custo-benefício; ser específicos para as diferentes idades e 
culturas. (CASTRO, 2004, p. 07). 
 
 
A discussão anterior esclarece alguns fatos quanto ao uso de drogas entre 
os jovens, especificamente questões como a atuação do Proerd na instituição 
61 
 
 
escolar e a importância da prevenção primária para levar os jovens a uma reflexão 
sobre sua qualidade de vida e a forma de como enfrentar os fatores de risco e 
vulnerabilidade existentes nessa faixa etária. Além disso, os fatores de proteção 
busca ajudar a conquista da autonomia e formação da identidade, orientando-os 
como se protegerem das ofertas de drogas e da própria vontade de consumi-las. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
62 
 
 
CAPÍTULO 3 - O PROGRAMA EDUCACIONAL DE RESISTÊNCIA ÀS DROGAS E 
À VIOLÊNCIA (PROERD): HISTÓRICO, LIÇÕES E ATUAÇÃO DO POLICIAL 
COMO FACILITADOR. 
 
3.1. BREVE HISTÓRICO DO PROERD 
 
 Proerd (2014) relata que esse Programa é uma adaptação brasileira do 
programa norte-americano Drug Abuse Resistence Education (D.A.R.E.) ou DARE 
América, surgido em 1983 na Cidade de Los Angeles, Estados Unidos, criado por 
psicólogos, pedagogos e policiais especialistas em prevenção, através de uma 
parceria entre o Distrito Escolar Unificado e o Departamento de Polícia daquela 
cidade. 
Loos (2003) afirma que, no Brasil, o programa foi implantado em 1992, pela 
Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro (PMERJ), a qual tinha interesse em 
desenvolver um projeto de prevenção relacionado aos diversos aspectos das 
drogas. Surgiu então a denominação de PROERD (Programa Educacional de 
Resistência às Drogas). 
De acordo com Ceará (2015), em seguida, no ano de 1993, o programa foi 
recepcionado pela Polícia Militar de São Paulo (PMSP) e passou a se chamar 
“Programa Educacional de Resistência às Drogas e a Violência”, sendo incluído o 
tema violência, porém mantendo a sigla PROERD. 
Ceará (2015) ainda afirma que o Programa é desenvolvido atualmente pelas 
Polícias Militares de todo o Brasil e que, para o desenvolvimento, o PROERD possui 
como material didático o livro do estudante e o manual do instrutor, os quais servem 
de base para auxiliar os alunos e instrutores. 
Segundo Loos (2003), o objetivo desse trabalho consiste em prevenir o uso 
e abuso de drogas, lícitas e ilícitas, bem como a violência entre estudantes, 
ajudando-os a reconhecer às pressões do dia a dia e a desenvolver habilidades de 
resistência diante de fatores que possam colocar a saúde em risco. 
Para tanto, Hermeto contribui dizendo: 
 
[...] agimos de modo a aumentar o prazer e diminuir a dor. Queremos 
pensar e nos comportar do jeito que nos faça sentir melhor. Todo prazer e a 
dor derivam de nossos esforços para satisfazer algumas necessidades, tais 
como: sobrevivência, amor, pertencimento, poder, liberdade e satisfação. 
(HERMETO, 2012, p. 241). 
63 
 
 
No Estado do Ceará, o Programa teve início em março de 2001, por 
iniciativa do Presidenteda SOAPOL (Associação dos Amigos da Polícia Militar do 
Ceará), o Coronel Professor PM da reserva Remunerada Francisco Austregésilo 
Rodrigues Lima (CEARÁ, 2015). No ensejo foram formados os primeiros 27 
instrutores, pela equipe de mentores PROERD de Santa Catarina e São Paulo. 
 Sobre o trabalho cooperativo do PROERD, em Ceará (2015) retrata: 
 
O programa consiste, assim, em uma ação conjunta da Polícia Militar, 
através do Policial PROERD; da Escola, através de professores, 
especialistas e estudantes; e Família, representada pelos pais e pela 
comunidade de modo geral. Todos unidos no sentido de prevenir e reduzir o 
uso indevido de drogas e a violência entre estudantes, bem como ajudar os 
estudantes a reconhecerem as pressões e a influência diária para usarem 
drogas e praticarem a violência, e a resistirem a elas (CEARÁ, 2015). 
 
Ao falar do trabalho cooperativo do PROERD, o autor faz menção a 
parcerias entre a Família, Escola e a Polícia Militar, fato explícito no símbolo oficial 
do Programa, o qual se encontra nos anexos. Essa parceria proporciona aos alunos 
melhores condições para dizerem não às ofertas de drogas. Assim, a união de todos 
os segmentos ajudam os estudantes a reconhecerem as pressões e a influência do 
cotidiano para uso de drogas, bem como a resistirem a elas. 
Castro (2010, p. 9) ressalta que o “problema do uso indevido de drogas está 
disseminado em todos os lugares. Escolas, clubes, condomínios, comunidades, 
todos enfrentam essa questão. Muitas vezes, por não se saber como abordar o 
problema, não se toma iniciativa para tentar resolvê-lo”. 
A autora ainda comenta sobre a participação conjunta no processo de 
prevenção, dizendo: 
 
Considerando que são muitos e variados os fatores que causam os 
problemas com o abuso de drogas, uma ação isolada não é suficiente. São 
necessárias ações conjuntas, em diferentes níveis, realizadas e dirigidas 
para os diversos grupos que compõem a comunidade. Na definição das 
estratégias de prevenção, é preciso considerar que as palavras e as 
informações não bastam. É importante que todas as pessoas envolvidas 
tenham oportunidade de refletir sobre seus comportamentos e sobre suas 
opções de vida, procurando identificar os caminhos para uma vida mais 
saudável (CASTRO, 2010, p. 9). 
 
Nesse ponto a autora nos traz a questão de que, para proporcionar a 
prevenção de forma eficaz, apenas falar não adiantará, sendo necessário também 
que o agente de prevenção tenha bons hábitos e que se possa colocar como 
64 
 
 
exemplo, além de levar a todos a reflexão sobre os comportamentos para o bem-
estar biopsicossocial. 
É nessa linha de pensamento que os instrutores do PROERD se destacam, 
pois os policiais instrutores, para prestarem um atendimento de qualidade, colocam-
se como modelo positivo de vida para os estudantes, evitando o uso de substâncias 
químicas e a prática de violência, bem como enaltecendo a família e os bons 
costumes em meio à sociedade. Conclui-se então que o modelo de prevenção 
adotada pelo Programa é uma abordagem eclética, pois combina pontos positivos 
de várias filosofias para proporcionar uma prevenção significativa e com resultados 
positivos. 
A partir de 2004, com a formação de novos Policiais Instrutores para o 
quadro, entre os quais fui incluído, o PROERD passa a ter maior abrangência na 
Região do Cariri. 
O trabalho é direcionado para a prevenção do uso de drogas, bem como 
para redução da violência entre os estudantes. Para tanto, busca-se verificar a 
atuação do programa em relação ao público alvo assistido, ou seja, alunos cursando 
o 5º ano do ensino fundamental, sobre a prevenção do uso de substâncias químicas 
e a redução da vulnerabilidade dos fatores de risco, quanto às ofertas de drogas 
para os estudantes. 
O público alvo do Programa, especificado anteriormente, destaca-se por 
estar numa fase crítica da vida, pois é nessa faixa etária que as ofertas de drogas e 
a curiosidade podem surgir. 
Portanto, despertar nos jovens atendidos pelo PROERD uma consciência de 
saúde e paz, buscando conduzi-los a resistirem às ofertas de substâncias que 
prejudiquem lhes a saúde física e mental permite a eles entrar na fase da 
adolescência com uma grande probabilidade de não se envolverem com drogas. 
Diante desse contexto, a perspectiva que os trabalhos do PROERD 
proporcionam é o de prevenir esses jovens do uso de drogas, desenvolvendo um 
trabalho através de Policiais Militares, denominados Educadores Sociais. 
O atendimento feito pelo PROERD vem aumentando a cada ano mediante a 
solicitação de muitos estabelecimentos de ensino, os quais aprovam a causa e o 
modo como o Programa é aplicado em sala de aula. Para mostrar a abrangência do 
Programa, faz-se um comparativo entre os alunos atendidos entre os anos de 2013 
e 2014. 
65 
 
 
Gráfico 12: Quadro geral do PROERD no ano de 2013. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
FONTE: Instrutores PROERD da Região Metropolitana do Cariri. 
Disponível: Polícia Militar do Ceará, 1ª CIA/5ºBPCOM. 
 
 
Pelo que o gráfico retrata, há um número crescente de estudantes atendidos 
por município. Sendo as cidades de Juazeiro do Norte, Barbalha e Crato as maiores 
da região, o número de alunos atendidos pelos Instrutores do PROERD no ano de 
2013 é superior aos demais. 
 
 
 
 
Gráfico 13: Resumo geral de Instrutores (Educadores Sociais), município, escolas e 
alunos atendidos em 2013. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
FONTE: Instrutores PROERD da Região Metropolitana do Cariri. 
Disponível: Polícia Militar do Ceará, 1ª CIA/5ºBPCOM. 
 
 
10 16 130
11945
EDUCADORES
SOCIAIS
MUNICÍPIOS ESCOLAS ALUNOS
DADOSGERAIS
66 
 
 
Na situação acima, os dados mostram que apenas 10 Educadores Sociais 
conseguiram atender no ano de 2013 um total de 11.945 alunos, perfazendo uma 
média de mais de 1.100 alunos por Instrutor. 
 
Gráfico 14: Total de escolas e alunos atendidos pelos Instrutores do PROERD na 
Região Metropolitana do Cariri por municípios no ano de 2014. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
FONTE: Instrutores PROERD da Região Metropolitana do Cariri. 
Disponível: Polícia Militar do Ceará, 1ª CIA/5ºBPCOM. 
 
De acordo com a última estatística, o gráfico representa atendimento, no ano 
de 2014, a um total de 8.090 estudantes em 105 escolas. A abrangência do 
Programa na Região Metropolitana do Cariri se dá pelo fato de que muitos 
municípios passam a aderir ao programa. 
Fazendo um comparativo entre os municípios atendidos nos anos de 2013 e 
2014, Juazeiro do Norte é o que apresenta maior número de estudantes capacitados 
com um total de 3.215 em 2013 em relação a 4.385 de 2014. Esses números 
superam os demais por se tratar do maior município dessa região com maior número 
de escolas. 
Outro fato importante sobre o PROERD é o mascote, o Leão Daren, que 
representa oficialmente o Programa e é atração para os estudantes. Goiás (2014) 
apresenta o histórico do Leão Daren dizendo que foi escolhido um leão como 
mascote do Proerd, por ser um animal forte, com presença, que tem coragem e 
 
67 
 
 
domina seu território, além de proteger sua prole dos inimigos e a droga é um 
inimigo da sociedade. 
Goiás (2014) traz a história legítima sobre a escolha do leão como mascote: 
 
O DARE América iniciou uma pesquisa em todo o país para identificar qual 
seria o próximo porta-voz do DARE. Procuramos em todos os lugares à 
procura de alguém (a figura de um mascote) que se posicionasse de 
maneira enérgica, corajosa, amável e que não tinha medo de tomar posição 
contra as drogas e a violência. Alguém, então, sugeriu o mascote Daren por 
ser considerado o mais apropriado para o trabalho. O Daren sempre disse 
"NÃO" às drogas e tem ajudado as crianças do mundo todo a tomar a 
mesma decisão. Se alguém tentou induzir você a fazer más escolhas, o 
Daren estará lá para fornecer a força e a coragem necessária para que você 
faça a escolha certa: pararesistir às drogas e violência! No DARE América 
nós acreditamos que todos os jovens poderão e irão viver uma vida livre das 
drogas, tal como o Daren, com a mesma coragem de dizer não às drogas, 
não às gangues e não à violência. (GOIÁS, 2014). 
 
 
A figura do Leão Daren é algo inovador nesse programa de prevenção, pois 
busca-se com isso uma melhor interação com os jovens, haja vista que são 
estudantes com idade entre 09 e 12 anos, os quais ficam encantados com a 
presença do mascote nos eventos proporcionados pelo PROERD, o qual aparece de 
forma padronizada, vestido de policial. Para conhecimento, ele será apresentado 
nos anexos. 
De acordo com o livro do estudante PROERD utilizado no Estado do Ceará, 
o currículo do 5º ano especificados em Ceará (2015) são 10 (dez) lições ministradas 
pelo Policial Militar Instrutor durante um semestre letivo em sala de aula, em 
conjunto com o professor, nas quais são discutidos temas como: 
 Introdução ao Programa e o modelo de tomada de decisão Proerd (Defina, 
Analise, Atue e Avalie), para estimular o aluno a pensar antes de qualquer 
escolha, podendo decidir pela melhor opção, ou seja, a que trará melhores 
resultados; 
 Efeitos e consequências das drogas com informações sobre (cigarro, 
maconha, álcool e inalantes); 
 Prevenção e posicionamento contra o bullying; 
 As bases da amizade e pressão de grupo; 
 Decidindo de forma confiante e as maneiras de dizer não às drogas; 
 Lidando com a pressão pessoal para resistir ao uso de drogas; 
 Conversa em família Proerd para proporcionar o diálogo entre pais e filhos. 
68 
 
 
Para melhor conhecimento sobre o desenvolvimento destes temas em sala 
de aula e o livro do estudante referenciado, posteriormente, será descrito com 
detalhes cada um deles, assim como os objetivos definidos para cada lição. Visando 
a uma melhor identificação do material, estará disponível nos anexos a capa do livro 
para visualização. 
O desfecho do Proerd se dá com uma formatura, diante de toda a 
comunidade, pais, autoridades civis e militares e convidados em geral, momento em 
que os alunos assumem o compromisso pessoal de resistir às ofertas de drogas 
(juramento PROERD) e recebem um certificado de conclusão do curso, o qual será 
exibido nos anexos. 
 
3.2. DESENVOLVIMENTO DAS LIÇÕES PROERD 
 
Pelo que já foi comentando anteriormente sobre o currículo do PROERD 
para o 5º ano, busca-se com esse trabalho a autonomia e o empoderamento dos 
alunos quanto à necessidade de resistir às ofertas de drogas para uma melhor 
qualidade de vida. 
Diante disso, apresenta-se a seguir com detalhes cada lição, com os 
conteúdos trabalhados e seus objetivos para levar aos estudantes a reflexão sobre 
manter-se longe das drogas, dando preferência ao comportamento do individuo, ou 
seja, trabalhar o alunado levando-o a observar os fatores de risco, vulnerabilidade e 
os fatores de proteção, já abordados, para uma vida mais saudável. Para tanto, 
Brasília (2005) detalha os objetivos de cada lição e Ceará (2012) apresenta com 
eficiência as atividades correspondentes a eles. 
O livro do estudante Proerd utilizado no Ceará trouxe, a partir de 2012, 
inovações no currículo, com inclusão de duas lições sobre o bullying, tendo como 
objetivo diminuir a prática de violência entre os estudantes, e uma atividade para os 
pais, denominado conversa em família Proerd, para ajudar na relação familiar entre 
pais e filhos. Essa atividade visa levar aos pais o conhecimento sobre os temas das 
lições ministradas em sala de aula e proporcionar a aproximação e a prática do 
diálogo entre eles, haja vista que em alguns casos os pais são ausentes em relação 
ao acompanhamento escolar de seus filhos. 
Para mostrar o passo a passo do curso Proerd e esclarecer com detalhes 
cada atividade, apresenta-se a seguir o desenvolvimento de todas as lições em sala 
69 
 
 
de aula, através das atividades, conforme se destaca nos temas abaixo. (BRASÍLIA, 
2005; CEARÁ, 2012). 
 
3.2.1. Lição 01: Introdução ao Programa. 
 
Brasília (2005) traz como finalidade desta lição apresentar o programa do 
PROERD aos alunos e pais, dando as boas-vindas e informando sobre as regras e 
normas estabelecidas durante a convivência em sala e no curso em geral. 
Acrescenta-se que os objetivos específicos dessa aula é levar ao conhecimento dos 
alunos o significado da sigla PROERD; entender o propósito do programa; 
compreender os passos do Modelo de Tomada de Decisão PROERD e reconhecer a 
importância de pensar antes de fazer suas escolhas. 
Em Brasília (2005) mostra-se que a estrutura desta lição é desenvolvida 
através das seguintes atividades: 
 Atividade 01: Apresentação do Policial PROERD aos alunos. Nessa atividade 
busca-se informar aos estudantes que o Programa é um trabalho cooperativo, 
desenvolvido pela Polícia Militar em parceria com as escolas e famílias para prevenir 
o uso e abuso de drogas entre os estudantes. 
 Atividade 02: Combinados PROERD, para que todos tenham uma boa relação 
em sala de aula. Os pais devem estar cientes para que venham a conhecer o 
desenvolvimento das aulas e sua contribuição no processo. É importante mostrar 
aos alunos que os combinados é um conjunto de regras que irá ajudar na 
convivência de todos com o Policial e que precisam ser cumpridas para o bom 
andamento das atividades. 
 Atividade 03: A caixinha Proerd. Será explicado aos alunos que essa 
atividade tem como objetivo proporcionar-lhes fazer perguntas sem ser identificados, 
estabelecendo um momento de tirar dúvidas mediante assuntos que despertem a 
curiosidades deles e que não serão trabalhadas durante as atividades da lição. Esse 
momento é feito antes de começar a aula e é realizado de forma dinâmica cerca de 
5 minutos antes de cada lição a ser ministrada até o final do curso. 
 Atividade 04: Apresentação dos alunos para que o Policial os conheça e 
possa saber das suas expectativas diante do curso que está iniciando. 
70 
 
 
 Atividade 05: Tomando decisões positivas. Esse momento proporciona aos 
alunos pensarem em atividades positivas em que não seja necessário usar drogas. 
Dessa forma, eles podem perceber que momentos prazerosos e felizes na vida não 
precisam de drogas, de modo que usando poderá comprometer sua saúde e 
felicidade. 
 Atividade 06: Apresentação do Modelo de Tomada de Decisão PROERD. 
Esse modelo levará os alunos a tomar decisões e fazer escolhas saudáveis para 
evitar o uso de drogas, resistindo às ofertas, através de quatro passos (Defina, 
Analise, Atue e Avalie). Nesta atividade abre-se uma discussão diante de estudo de 
casos contidos no livro do estudante, levando-os a refletir sobre os problemas e qual 
a decisão saudável a ser tomada. 
Consta em Ceará (2012) os passos desse modelo: 
 
1º passo Defina – identificação do problema; 2º passo: Analise – pense nas 
opções que você tem e quais as consequências positivas e negativas de 
cada uma delas; 3º passo: Atue – decida pela melhor opção, a que trará 
melhores resultados; 4º passo: Avalie – revise sua decisão: Porque você 
acha que fez uma boa escolha? Você tomaria essa decisão no futuro? 
(CEARÁ, 2012, p. 9). 
. 
 
 Atividade 07: Exercitando o Modelo de tomada de Decisão PROERD. Aqui o 
Policial provoca respostas dos alunos para saber se eles realmente estão sabendo 
analisar a situação para tomar decisões seguras e saudáveis diante do caso em 
estudo. Deve-se enfatizar que esse modelo pode ser usado na vida diária dos 
estudantes, para que eles tenham o hábito de pensar antes de qualquer decisão. 
 Atividade 08: Anotações no livro do estudante PROERD. Essa atividade 
corresponde fazer anotações de resumo da aula para registrar o aprendizado dos 
estudantes acerca do assunto. É como se fosse um diário de anotações do próprio 
aluno, que deixa escrito o que aprendeu em cada aula e no final do curso ele pode 
revisar para construir a redação de final de curso, exigidopara a formatura. Essa 
atividade é realizada ao final de cada aula ministrada pelo Policial Instrutor. 
 Atividade 09: Conversa em família PROERD. Essa atividade busca 
proporcionar um diálogo entre pais e filhos sobre os temas trabalhados nas lições. 
Sabendo da dificuldade que alguns pais têm de estabelecer esse momento com 
seus filhos, o Programa no Ceará incluiu essa atividade para facilitar a aproximação 
e levar aos pais o conhecimento sobre os temas estudados em sala de aula. Nessa 
71 
 
 
perspectiva, todas as aulas terão essa atividade, pois mesmo que em alguns 
momentos esse diálogo não aconteça, com a insistência, pode-se estimular os pais 
a participar desse processo educativo e preventivo na vida dos filhos. 
Para uma melhor compreensão sobre a relação familiar e o 
fortalecimento da prática dialógica entre pais e filhos, Silva (2013), pesquisando 
sobre o tema, apresenta os seguintes resultados: 
 
Nas respostas obtidas nos dados coletados, vemos que os pais têm uma 
relação de diálogo com grande maioria dos filhos, onde 57,50% Concordam 
plenamente com a afirmação e 22,50% Concordam, sendo apenas a 
minoria de 20% que Discordam ou estão Neutros (sem opinião). Vemos 
aqui que se procede o que Ribeiro (2005, p.81) nos passa que “a prevenção 
deveria começar com os pais e ter continuidade com a escola e os pais, e 
ainda, que os pais poderiam ser mais bem preparados pela própria escola, 
para abordar o tema com seus filhos”, já que o filhos passam maior parte de 
suas vidas entre ambos – família e escola – dessa forma, estas deveriam se 
unir para que a prevenção seja mais coerente, pois como aponta Maluf 
(et.al., 2002, p.29) “os pais não sabem quando, como e o que falar para 
seus filhos. A escola pode auxiliá-los fornecendo informações sobre drogas, 
orientando-os sobre o papel deles na prevenção e dando dicas práticas de 
atitudes a serem tomadas.” (SILVA, 2013, p. 81). 
 
Para chegar a estes resultados, Silva (2013) trabalhou com a seguinte 
afirmação: “Tenho uma relação de diálogo com meus pais, sempre converso com 
eles sobre tudo, e esses já tinham buscado informar-se sobre o perigo das drogas” 
(SILVA, 2013, p. 81). 
Na pesquisa sobre o diálogo em família, Ribeiro (2005) apud Silva (2013) 
relata que a maioria afirmou ter boa relação de diálogo com os pais. 
Portanto, há de se concordar que a prevenção realmente se deve iniciar em 
casa e ser reforçada na escola mediante projetos preventivos, podendo-se destacar, 
nesse caso, o PROERD, por ser um Programa que atende o aluno em seu habitat (a 
escola) e se estende por um período de um semestre, trabalhando não somente 
questões sobre drogas, mas a relação afetiva entre eles, seus pares e familiares. 
 
3.2.2. Lição 02: Informações sobre o cigarro. 
 
Pelo que se descreve em Brasília (2005) esta lição tem como objetivo levar 
os alunos a identificar os efeitos prejudiciais do cigarro. Como objetivos específicos, 
busca também analisar a veracidade da crença sobre o uso de cigarro, comparar 
estatisticamente o uso dessa substância entre os jovens adolescentes e reconhecer 
72 
 
 
como o Ministério da Saúde adverte para que as pessoas percebam o quanto o 
cigarro é prejudicial à saúde. 
Em Ceará (2012) esses objetivos estão contextualizados através das 
seguintes atividades: 
 Atividade 01: Estatística sobre o uso de cigarros entre os jovens. Nesta 
atividade busca-se discutir com os estudantes a quantidade de jovens entre suas 
idades que usam cigarros frequentemente através de suas opiniões, mostrando a 
eles, através de dados, mediante pesquisa nacional pelo Observatório Brasileiro de 
Informações Sobre Drogas (OBID). Desse modo, eles acessam, através de dados 
reais, o questionamento de que, ao contrário do que muitos pensam, a maioria dos 
jovens não usa essa substância. 
 Atividade 02: Efeitos e fatos sobre o cigarro. Tem como finalidade informar 
aos estudantes os efeitos na saúde causados pelo uso de cigarros, mostrando 
também fatos importantes sobre essa droga, tais como a questão da dependência, 
índice de usuários no Brasil, os riscos e outras questões importantes para que eles 
possam se posicionar diante da discussão em sala de aula. 
 Atividade 03: Situações problemas com cigarro: Utilizando o Modelo de 
Tomada de Decisão Proerd, faz-se um estudo de caso sobre ofertas e uso dessa 
droga para que os alunos analisem e posicionem-se diante do caso em questão, 
levando-os a pensar sobre o assunto e opinando sobre possíveis ofertas ou procura 
pelo cigarro. 
 Atividade 04: Rótulos de advertência: Análise dos anúncios do Ministério da 
Saúde sobre o uso dessa substância contida nas carteiras de cigarros para estimular 
os alunos a criar frases de advertência para que possam ser multiplicadores em seu 
convívio com pessoas fumantes. 
 
3.2.3. Lição 03: Informações sobre a maconha. 
 
Esta lição tem como objetivo levar os alunos a reconhecer os efeitos 
prejudiciais da maconha e praticar o Modelo de Tomada de Decisão Proerd nas 
situações problemas discutidas em sala (BRASÍLIA, 2005). 
Diante desses objetivos, Ceará (2012) traz a sequência da lição anterior 
sobre o cigarro, pois há uma estreita relação com a maconha pelo fato das duas 
drogas serem consumidas através do fumo. Mesmo com a relação que se 
73 
 
 
estabelece, percebe-se que as duas drogas se distinguem pelos efeitos e legalidade 
no Brasil. 
Por Ceará (2012) as atividades a seguir são distribuídas da seguinte forma: 
 Atividade 01: Efeitos e fatos sobre a maconha: Aqui objetiva-se informar e 
discutir, através do conhecimento prévio dos estudantes sobre os efeitos do uso de 
maconha na saúde e mostrar os fatos relacionados ao uso dessa droga. 
 Atividade 02: Aprendizagem dos alunos: Mediante a discussão em sala, os 
alunos são direcionados a pesquisar sobre o assunto e posteriormente relatar 
através de exercícios o aprendizado obtido. 
 Atividade 03: Situações problemas sobre uso de maconha: Discutir com os 
alunos a necessidade de se posicionar sobre o uso da maconha, analisando os 
casos propostos em sala, buscando direcioná-los a uma decisão segura e saudável 
para todos, mediante a criticidade de cada participante. 
 
3.2.4. Lição 04: Informações sobre as bebidas alcoólicas. 
 
 Nessa lição os alunos deverão “identificar os efeitos do álcool no corpo e 
cérebro, além de analisar as crenças pessoais sobre o uso da bebida alcoólica, 
reconhecer e corrigir concepções errôneas sobre o álcool” (BRASILIA, 2005, p. 25). 
Em Ceará (2012) as atividades são as seguintes: 
 Atividade 01: Pesquisa sobre o uso de álcool entre os jovens. Procura-se 
saber nessa atividade a opinião dos alunos sobre o uso de bebidas alcoólicas por 
jovens adolescentes e, em seguida, apresenta-se a eles a pesquisa nacional de 
acordo com as estatísticas do momento. 
 Atividade 02: Efeitos e fatos sobre as bebidas alcoólicas. Sabendo dos 
efeitos, os alunos entenderão sobre os malefícios do álcool e os problemas que essa 
substância pode causar ao usuário. Também poderão analisar as consequências e 
se posicionarem acerca da situação. 
 Atividade 03: Aplicando o conhecimento da atividade anterior, exercitando no 
verdadeiro ou falso. Com esse exercício os estudantes irão praticar seu 
conhecimento e mostrar o quanto estão por dentro do assunto. 
 Atividade 04: Situações problema com a bebida alcoólica. Como é de 
costume em todas as lições, os alunos praticam o modelo de tomada de decisão 
74 
 
 
para analisar criticamente o caso em estudo e se posicionarem a favor ou contra, de 
modo que possam compreender e decidir sobre o que é melhor para eles e entender 
qual decisão os manterá seguros para recusar a oferta de álcool. 
 
3.2.5. Lição 05: Informações sobre os inalantes. 
 
Pelo que relata-se em Brasília (2005, p. 29), a lição que fala dos inalantes 
tem o objetivo de levar os alunos a “identificar os efeitos prejudiciais dessa 
substânciasobre o organismo”. A lição também faz uma relação com a anterior 
sobre o álcool, abordando as propagandas das bebidas alcoólicas com o objetivo de 
fazer com que os alunos reconheçam e descrevam os efeitos das propagandas 
apresentadas pela mídia para influenciar os jovens ao consumo. 
Nessa perspectiva, Ceará (2012), no livro do estudante PROERD utilizado 
no Estado, distribui as atividades em dois pontos importantes: 
 Atividade 01: Efeitos e fatos dos inalantes. Nessa atividade aproveita-se para 
discutir com os alunos o que essa substância causa no organismo e quais os 
perigos relacionados ao uso. Também, levar o conhecimento sobre os inalantes, 
pois convivem com essa substância nas próprias casas. Assim, segundo Ceará 
(2012, p. 32), “os inalantes incluem um conjunto de produtos de uso doméstico”. 
 Atividade 02: Discussão sobre as propagandas. Essa atividade, que faz uma 
relação com a anterior sobre a bebida alcoólica, aborda as propagandas exibidas 
pela mídia televisionada, a qual procura incentivar pessoas ao uso de álcool. Desse 
modo, procura-se despertar nos alunos um olhar crítico em relação aos comerciais 
de TV, para que vejam o que realmente está por trás das informações, ou seja, os 
publicitários não mostram as reais consequências do uso das bebidas alcoólicas e, 
com isso, através de muitas técnicas, procuram atrair os jovens para consumir tal 
substância. 
 
3.2.6. Lição 06: Prevenção contra o bullying. 
 
Em meio à tanta violência nas escolas entre os estudantes, Ceará (2012) 
tem incluso no currículo do 5º ano duas lições sobre o bullying para reduzir o índice 
de violência entre os jovens e despertar neles as vantagens de se relacionar em 
harmonia e respeitar uns aos outros. 
75 
 
 
Para Palácios e Rego (2006, p. 3), bullying é um “termo que tem sido 
utilizado para designar uma prática perversa de humilhações sistemáticas de 
crianças e adolescentes no ambiente escolar”. Os autores ainda relatam que o 
“bullying tem sido, inclusive, objeto de política explícita de combate em 
estabelecimentos de ensino” (PALÁCIOS E REGO, 2006, p. 3). 
Sobre a violência moral, mais presente nos casos de bullying, os autores 
comentam: 
 
[...] a violência moral, denominada assédio moral... [...] "refere-se a um 
comportamento ofensivo, humilhante, que desqualifica ou desmoraliza, 
repetido e em excesso, através de ataques vingativos, cruéis e maliciosos 
que objetivam rebaixar um indivíduo ou grupo de trabalhadores.” 
(PALÁCIOS E REGO, 2006, p. 3). 
 
Ao comentar sobre a violência moral, mostra-se que a característica do 
bullying é de humilhação, vantagem do agressor sobre a vítima e sensação de poder 
por quem o pratica. Assim, percebe-se que a violência física pode ser uma 
consequência desse ato de desmoralizar o individuo que sofre o bullying. 
Sobre o assédio moral, Palácios e Rego (2006, p. 3) ainda acrescentam o 
seguinte: “o assédio moral não tem nada a ver com uma administração rigorosa ou 
exigente, mas tem a ver, cada vez mais, com uma forma perversa de administrar 
que tem sido assustadoramente, tolerada”. 
Em relação à identificação do bullying, os autores relatam: 
O bullying pode ser identificado por meio de algumas ações, como ressalta 
a Abrapia
3
: "colocar apelidos, ofender, zoar, gozar, encarnar, sacanear, 
humilhar, fazer sofrer, discriminar, excluir, isolar, ignorar, intimidar, 
perseguir, assediar, aterrorizar, amedrontar, tiranizar, dominar, agredir, 
bater, chutar, empurrar, ferir, roubar, quebrar pertences". Estudo realizado 
por essa associação em 2002 mostrou, em pesquisa realizada em 11 
escolas no Rio de Janeiro com alunos da 5ª à 8ª série, que 16,9% dos 
alunos foram vítimas de bullying, 10,9% foram vítimas e autores, e 12,7% 
foram somente autores no último ano. (PALÁCIOS E REGO, 2006, p. 3). 
De acordo com o estudo acima citado, o número de vítimas ainda é maior 
que o número de agressores. Além dessa classificação, os autores ainda expõe 
outra classe que é a de serem vítimas e autores de bullying. No entanto, essa ainda 
é menor que sendo somente vítima. Portanto, conclui-se que há maior 
vulnerabilidade daqueles que sofrem bullying. 
Quanto à questão do esforço para combater a prática de bullying nas 
escolas, Palácios e Rego (2006) opinam: 
76 
 
 
É inegável que existe um grande esforço em muitas escolas para combater 
o trote violento, especialmente após os trágicos acontecimentos ocorridos 
na virada do século. Da mesma forma, são louváveis e também contribuem 
para o apoio ao estudante os serviços de apoio psicológico e educacional 
que se multiplica em várias escolas. Mas será que o problema está sendo 
adequadamente considerado apenas com esse tipo de intervenção? 
Decerto que não. Em primeiro lugar, o bullying é um tema praticamente 
ausente nas discussões em nossos congressos e em nossa revista, 
sugerindo que o que falta inicialmente é reconhecer o problema como um 
problema ou ao menos disseminar essa percepção. É verdade que temos 
falado com alguma frequência do trote, mas ainda parece haver um longo 
caminho a percorrer. (PALÁCIOS E REGO, 2016, p. 4). 
 
Na opinião dos autores, mesmo havendo os esforços para combater o 
bullying nas escolas, estes ainda fazem falta nas discussões científicas, 
necessitando de ações mais enérgicas e multidisciplinares com direcionamentos 
específicos para o problema em questão. 
Para Rocha (2013, p. 193) bullying é “humilhar, excluir, descriminar, dar 
apelidos ofensivos, espalhar mentiras no mundo real ou virtual, tudo isso é 
inaceitável”. Em relação a esse bullying virtual que a autora cita, denomina-se de 
cyberbullying. 
Falando da origem da palavra bullying e atuação desse ato, Rocha (2013) a 
caracteriza como: 
 
A palavra bullying tem origem no termo inglês bully que significa: brigão, 
mandão, valentão, caracterizada por atos agressivos negativos como: 
oprimir, humilhar, ameaçar, intimidar, e ridicularizar, realizados de maneiras 
repetitivas, seja verbalmente ou fisicamente exercido por um ou mais 
agressores contra um ou mais colegas. (ROCHA, 2013, p. 193). 
 
 
Valente (2012) apud Rocha (2013, p. 193) falam da descrição da palavra 
bully relatando que esta “é utilizada para descrever uma pessoa que usa a força 
para intimidar ou agredir outra mais fraca”. Ainda aborda sobre a forma de atuação 
do bullying pelo agressor e o objetivo dessa ação: 
 
O bullying atua de forma consciente, através de altitudes antissociais em 
que o agressor tem como objetivo, causar dor e angustia a vitima, levando a 
uma queda de rendimento em qualquer contexto que este atue, 
transformando a saúde do sujeito passivo em doença psicossomática, numa 
relação de desigualdade de força e/ou poder. (VALENTE, 2012 APUD 
ROCHA, 2013, p. 193). 
 
O comentário dos autores nos remete à sensação de que a violência do 
bullying, mesmo sendo algo muito sério, ainda é praticada de forma banal por 
agressores, os quais aparentam não ter a menor consciência da gravidade desse 
77 
 
 
ato, ou a ignora, colocando em primeiro plano suas vontades e o desejo de serem 
melhores que os outros, ou seja, ganhar status entre os membros de seu grupo. 
Rocha (2013) fala das características do bullying dizendo que: 
 
Para ser dada como bullying, a agressão física ou moral deve apresentar 
quatro características. São elas: intenção do autor em ferir o alvo, repetição 
da agressão, presença de público espectador e concordância do alvo com 
relação à ofensa. Para que seja considerada bullying, a agressão deve 
ocorrer entre pares. (ROCHA, 2013, p. 193). 
 
Pela definição que a autora traz, percebe-se claramente a gravidade desse 
ato, pois compromete tanto os fatores emocionais quanto a estrutura física da vítima, 
haja vista que as agressões acontecem por meio do assédio moral ou agressões 
físicas. 
Quanto ao sujeito passivo, aquele que sofre bullying, mas não tem a 
coragem de denunciar com medo das ameaças do agressor, Rocha(2013) retrata: 
 
Por outro lado o sujeito passivo, ou seja, o alvo dos agressores que 
geralmente são aquelas pessoas que possuem baixa autoestima, pouco 
sociável e quase inexistente de capacidade de se autodefender ou de fazer 
cessar estes atos prejudiciais contra si, acarretando uma possível 
erotização de insegurança para pedir ajuda. Sendo assim, o sujeito passivo 
sofre uma das piores consequências, ou seja, enfrentar o medo e pedir 
ajuda, podendo inclusive incorrer em morte, como nos casos de suicídio. 
(ROCHA, 2013, p. 193). 
 
Partindo desse pressuposto, pode-se imaginar o tamanho do sofrimento da 
vítima de bullying, pois além de sofrer as agressões não tem a liberdade de 
denunciar por conta das ameaças contra sua vida. 
Rocha (2013, p. 194) apresenta o resultado de “uma pesquisa através da 
Associação Brasileira Multiprofissional de Proteção à Infância e Adolescência 
(ABRAPIA) e revela que 41,6% das vítimas nunca procuraram ajuda ou falaram 
sobre o problema, nem mesmo com os colegas”. 
No Brasil, uma pesquisa realizada em 2010 com alunos de escolas públicas 
e particulares revelou que as humilhações típicas do bullying são comuns em alunos 
de 5ª e 6ª ano. As três cidades brasileiras com maiores incidências dessas práticas 
são: Brasília, Belo Horizonte e Curitiba (CAMARGO, 2010 APUD ROCHA, 2013 p. 
194). 
Ceará (2012) traz a contribuição de que os autores, dizendo que o agressor 
tem o papel de assediar a vítima, enquanto aqueles que escutam ou olham e não 
78 
 
 
fazem a denúncia, são apenas meros expectadores. O autor também coloca que 
existem os seguidores dos agressores que, em muitos casos, ajudam-no e em 
outros ficam aplaudindo, ou seja, servindo de plateia diante da humilhação. A partir 
disso, traz a figura do bom cidadão, sendo aquele que denuncia tal agressão ou 
mesmo intervém para ajudar a vítima. 
Para tanto, em Ceará (2012) na primeira lição sobre o bullying, contida no 
livro do estudante Proerd utilizado no Estado do Ceará, os alunos são direcionados 
para aprender o que realmente caracteriza o bullying e especifica nas atividades a 
seguir: 
 Atividade 01: Uma palavrinha a respeito do bullying. Percebendo que há muita 
dúvida entre os estudantes sobre esse tema, Ceará (2012) descreve como 
conteúdo, o que realmente caracteriza o bullying, quando acontece, onde e como é 
praticado, além de identificar quem pratica e por que eles fazem isso. 
 Atividade 02: Caça-palavras. Visa trabalhar a percepção do aluno e levá-lo a 
melhorar seu vocabulário acerca do bullying quando começa a procurar por palavras 
que o influenciam a ser um aluno respeitoso e bem como saber se livrar das 
agressões dos outros colegas, além de identificar se ele mesmo está praticando 
esse tipo de violência com os outros na escola. 
 Atividade 03: Desafio da história. Essa lição compreende a apresentação de 
uma história sobre o bullying, explicando passo a passo o papel de todos os 
envolvidos, enaltecendo o papel de um bom cidadão, o qual não pratica e ajuda 
aqueles que estão sofrendo bullying. Desse modo, o aluno aprende quem realmente 
são os agressores e o que fazer para se livrar deles, apoiar e ajudar os outros 
colegas que estão sofrendo a violência por parte de outros companheiros. 
 Entrevista a um bom cidadão. Para saber quem realmente pode ser um bom 
cidadão, solicita-se que eles façam uma entrevista a uma pessoa adulta que faz o 
bem e que não gosta de prejudicar ninguém. Com essa entrevista, o aluno adquire 
conhecimento e percebe as vantagens de ajudar aqueles que necessitam de um 
apoio e ser ouvido diante de suas angústias. 
 
3.2.7. Lição 07: Posicione-se contra o bullying 
 
É de extrema importância que os estudantes saibam como se posicionar 
contra o bullying. Por conta disso, esta lição visa, através do modelo de tomada de 
79 
 
 
decisão Proerd, levar os alunos a pensar antes de qualquer prática de violência com 
seus pares. Para tanto, segundo Ceará, (2012) essa preparação se dá pelas 
seguintes atividades: 
 Atividade 01: Posicionando-se contra o bullying. No desenvolvimento dessa 
atividade os alunos irão verificar o quanto eles se posicionam na prática de bullying, 
além de expor a forma como agirão diante dos questionamentos feitos pela 
atividade, através de questões comuns do dia-a-dia no ambiente escolar. Ceará 
(2012) aborda 20 (vinte) questões mais relevantes para saber lidar com o bullying: 
 
1. Ficar do lado de seu melhor amigo se ele fosse vítima do Bullying? 2. 
Pedir a alguém para parar de agredir outro aluno que não tem nenhum 
amigo? 3. Dedar para a professora alguém que agride os outros? 4. 
Impedir que um grupo de alunos agredisse outro aluno mais jovem? 5. 
Convidar uma nova garota ou garoto para brincar ou jogar durante o 
intervalo? 6. Contar a seus pais ou a um parente que você está sendo 
vítima do Bullying? 7. Pedir que alguém pare de agredir um aluno que 
você não gosta? 8. Dizer algo para um menino que está provocando 
uma menina de um jeito maldoso? 9. Pedir que um de seus amigos pare 
de agredir um novo aluno da escola? 10. Pedir para que alguém, de 
quem você foi vítima de Bullying no passado, pare de agredir outro 
aluno? 11. Pedir para que alguém, que é popular, parar de agredir outro 
aluno? 12. Defender um aluno que não gosta de você, mas que é vítima 
de Bullying? 13. Pedir que um aluno mais velho pare de dizer 
atrocidades a um aluno de sua idade? 14. Socorrer um aluno que está 
sendo vítima do Bullying por parte de um grupo maior de alunos? 15. 
Contar ao seu professor que você está sendo vítima do Bullying por 
parte de outro aluno? 16. Pedir que um dos alunos populares pare de 
caçoar alguém que você não conhece bem? 17. Dizer algo a uma 
garota que está espalhando fofocas sobre outro (a) aluno (a)? 18. Dizer 
algo a um garoto que está espalhando fofocas sobre outro (a) aluno (a)? 
19. Relatar ao professor alguém que sempre agride ou está agredindo 
um aluno novo? 20. Ajudar a parar com o Bullying em sua escola? 
(CEARÁ, 2012, p. 39). 
 
Na conclusão dessa atividade, os estudantes pontuam cada questão e, ao 
final, o resultado corresponderá ao comportamento dos alunos quanto ao 
posicionamento na escola, com referência à prática de bullying. Em relação à 
pontuação, se estabelece um limite de 100 pontos e se os resultados forem maiores 
que a metade o alunos estarão no caminho certo para combater o bullying em sua 
escola, mas caso seja menor, precisa melhorar em suas ações para proporcionar 
mais segurança para ele e seus colegas (CEARÁ, 2012). 
Portanto, conclui-se que esta atividade leva o estudante a pensar sobre sua 
postura diante do bullying e desperta-lhe a reflexão sobre o que está fazendo ou o 
que podem fazer para diminuir determinados atos violentos na escola em que 
estuda. 
80 
 
 
 Atividade 02: Pronto para ação? Para solucionar os casos de bullying pré-
estabelecidos por Ceará (2012), os alunos devem utilizar o modelo de tomada de 
decisão Proerd para analisar a situação e agir de forma coerente na resolução de 
conflitos. 
Muitas vezes os pais pedem ajuda na escola para ajudar no comportamento 
do filho, seja ele agressivo ou passivo diante de uma situação de bullying. Pensando 
nisso, consta em Ceará (2012) a inclusão de uma atividade de conversa em família 
Proerd para que pais e filhos possam conversar sobre bullying e que ambos 
descubram a melhor maneira de lidar com determinadas situações. 
 
3.2.8. Lição 08: As bases da amizade 
 
Visando estabelecer a harmonia entre os estudantes, Ceará (2012) tem em 
seu livro de atividades uma lição que trata das bases para uma boa amizade, a qual 
ajuda os estudantes a identificar quem realmente são seus amigos e se estes 
também correspondem a um comportamento de harmonia e paz com seus colegas. 
Falando de amizade, Bukowski et. al., 1996 e Hartup, 1989 apud Souza e 
Hutz, 2008 comenta sobre o uso da palavra amigo: 
 
O uso da palavra amigo iniciaente os estudantes das 27 capitais 
brasileiras, de acordo com a faixa etária 
 
Gráfico 08 – Uso no ano de drogas psicotrópicas entre estudantes das 27 capitais 
brasileiras 
 
Gráfico 09 – Uso no ano de drogas psicotrópicas entre estudantes das 27 capitais 
brasileiras, de acordo com o gênero 
 
Gráfico 10 – Uso no ano de drogas psicotrópicas entre estudantes das 27 capitais 
brasileiras, de acordo com a faixa 
 
 
 
Gráfico 11 – Uso no ano de álcool e tabaco entre os estudantes das 27 capitais 
brasileiras 
 
Gráfico 12 - Quadro geral do PROERD no ano de 2013 
 
Gráfico 13 - Resumo geral de Instrutores (Educadores Sociais), município, escolas e 
alunos atendidos em 2013 
 
Gráfico 14 - Total de escolas e alunos atendidos pelos Instrutores do PROERD na 
Região Metropolitana do Cariri, por municípios, no ano de 2014 
 
Gráfico 15 - Relação afetiva com os pais 
 
Gráfico 16 - O diálogo com os pais 
 
Gráfico 17 - A participação dos pais no acompanhamento escolar 
 
Gráfico 18 - Percentual de entrevistados que moram com o pai 
 
Gráfico 19 - Percentual de entrevistados que moram com a Mãe 
 
Gráfico 20 - Percentual de entrevistados que moram com o pai e a mãe 
 
Gráfico 21 - Percentual de famílias com casos de uso de bebida alcoólica 
 
Gráfico 22 - Percentual de famílias com casos de uso de cigarro 
 
Gráfico 23 - Percentual de famílias com casos de uso de substância ilícita 
 
Gráfico 24 - Avaliação da escola em o entrevistado que estuda 
 
Gráfico 25 - Avaliação do interesse dos pelos estudos 
 
Gráfico 26 - Avaliação da frequência às aulas 
 
 
Gráfico 27 - Avaliação da participação nas atividades em sala de aula 
 
Gráfico 28 - Relação do aluno com o Policial Instrutor em sala de aula 
 
Gráfico 29 - Técnicas utilizadas pelo Policial Instrutor em sala de aula 
 
Gráfico 30 - A organização do Policial nos trabalhos em sala de aula 
 
Gráfico 31 - Comunicação do Policial com os alunos em sala 
 
Gráfico 32 - Relação afetiva do Policial com os alunos 
 
Gráfico 33 - Interesse pelas aulas do Proerd 
 
Gráfico 34 - Contribuição do curso Proerd para a vida pessoal 
 
Gráfico 35 - Contribuição do curso Proerd na relação com seus pais 
 
Gráfico 36 - Apreensão da atenção nas aulas do Proerd: Policial fardado 
 
Gráfico 37 - Apreensão da atenção nas aulas do Proerd: atividades do livro Proerd 
 
Gráfico 37 - Apreensão da atenção nas aulas do Proerd: fardamento do programa 
 
Gráfico 38 - Apreensão da atenção nas aulas do Proerd: Técnicas de ensino do 
Policial (jogos, vídeos, mágicas, músicas, brincadeiras etc.) 
 
Gráfico 39 - Conhecimento dos alunos antes do curso do Proerd sobre os efeitos 
prejudiciais do Cigarro 
 
Gráfico 40 - Conhecimento dos alunos antes do curso do Proerd sobre os efeitos 
prejudiciais do Álcool 
 
 
 
Gráfico 41 - Conhecimento dos alunos antes do curso do Proerd sobre os efeitos 
prejudiciais da Maconha 
 
Gráfico 42 - Conhecimento dos alunos antes do curso do Proerd sobre os efeitos 
prejudiciais de inalantes 
 
Gráfico 43 - Conhecimento dos alunos antes do curso do Proerd sobre os efeitos 
prejudiciais do Crack 
 
Gráfico 44 - Conhecimento dos alunos antes do curso do Proerd sobre os efeitos 
prejudiciais da Cocaína 
 
Gráfico 45 - Frequência relativa de não participantes do Proerd que afirmaram ter 
feito uso de drogas 
 
Gráfico 46 - Frequência relativa de participantes do Proerd que afirmaram ter feito 
uso de drogas 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
LISTA DE ABREVIATURAS E SIGLAS 
 
 
D.A.R.E. Drug Abuse Resistance Education 
 
EUA - Estados Unidos da América 
 
OBID - Observatório Brasileiro de Informações sobre Drogas 
 
OMS – Organização Mundial de Saúde 
 
ONU – Organização das Nações Unidas 
 
PROERD – Programa Educacional de Resistência às Drogas e à Violência 
 
RMC - Região Metropolitana do Cariri 
 
SENAD - Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas 
 
SIT - Sistema de Informações Territoriais 
 
SOAPOL - Associação dos Amigos da Polícia Militar do Ceará 
 
TCLE - Termo de Consentimento Livre e Esclarecido 
 
TCPE - Termo de Consentimento Pós-Esclarecido 
 
UNESCO - Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura 
do Brasil 
 
UNODC - Organização das Nações Unidas: Escritório contra Drogas e Crime 
 
 
 
 
 
LISTA DE TABELAS 
 
Tabela 1- Relação familiar 
 
Tabela 2 - Uso de drogas pelo grupo familiar 
 
Tabela 3 - Relação do aluno entrevistado com a escola 
 
Tabela 4 - Avaliação do policial instrutor do Proerd 
 
Tabela 5- Avaliação do curso Proerd 
 
Tabela 6 - Avaliação do curso Proerd: apreensão da atenção nas aulas do Proerd 
 
Tabela 7 - Conhecimento dos alunos antes do curso do Proerd sobre os efeitos 
prejudiciais de drogas 
 
Tabela 8 - Percentual de entrevistados que afirmaram ter feito uso de drogas 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
RESUMO 
 
 
O presente estudo visa discutir a atuação do PROERD - Programa Educacional de 
Resistência às Drogas e à Violência, mediante o seu desenvolvimento e relato de 
experiência do Policial Instrutor. A pesquisa tece comentários sobre a prevenção do 
uso de drogas, em relação aos fatores de proteção e redução da vulnerabilidade. 
Para tanto, além de abordar os aspectos de relacionamento e convívio familiar, 
busca-se também mostrar a abordagem do Programa na prevenção, realizando um 
estudo sobre a prática pedagógica do instrutor e o quanto o PROERD influencia na 
decisão de evitar a procura por drogas e resistência às ofertas aos estudantes. O 
Programa atua especificamente na prevenção primária, levando o conhecimento 
acerca dos malefícios que as drogas podem causar e as técnicas para manter-se 
afastado. Embora o PROERD esteja presente em diversos municípios e escolas da 
Região do Cariri, no Estado do Ceará, faz-se necessário desenvolver um estudo 
sobre a sua atuação, para possibilitar a ampliação para outras instituições de ensino 
menos favorecidas e identificar o Programa como de relevante interesse social. A 
pesquisa tem como objetivo caracterizar o PROERD e sua atuação nas escolas, 
partindo da escuta de estudantes atendidos por ele, em relação a sua participação 
no curso e também daqueles que não tiveram a oportunidade de participar das 
instruções. Desse modo, obtém-se a identificação da postura dos alunos em relação 
à resistência ao uso de drogas. A realização deste estudo possibilita uma melhor 
compreensão do Programa nas relações de convívio familiar e na relação dos 
alunos com a escola e seus pares. O método da pesquisa foi quantitativo, com 
levantamento de dados através de questionário com questões fechadas. Os 
resultados obtidos devem concordar ou não com as hipóteses levantadas sobre a 
atuação do Programa referente à qualidade de vida dos participantes. 
 
Palavras-chave: Drogas. Prevenção. Proerd. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
ABSTRACT 
 
 
This study aims to discuss the role of PROERD - Educational Program of Resistance 
to Drugs and Violence, through its development and experience report of the Police 
Instructor. The research comments on the prevention of drug use in relation to 
protective factors and reducing vulnerability. Therefore, in addition to addressing the 
aspects of relationships and family life, we seek to also show the program's approach 
to prevention, conducting a study on the pedagogical instructor practice and how 
much PROERD influences the decision to avoid the demand for drugs and resistance 
to offers to students. The program acts specifically on primary prevention, bringing 
knowledge about the harm that drugs can cause and techniques to keep clear. 
Although PROERD to serve various municipalities and schools Cariri Region in the 
State of Ceará, it is necessary to develop a study about the experience of it to allow 
expansion to other disadvantaged educational institutionsaos quatro anos de idade; melhor amigo, a 
partir da infância média e adolescência. A amizade infantil caracteriza-se 
por afeto, divertimento e reciprocidades: mútua consideração, cooperação, 
bom manejo de conflito, benefícios equivalentes em trocas sociais; gostar 
um do outro, ou seja, desejar passar mais tempo na companhia prazerosa 
um do outro. As amizades de crianças mais velhas e adolescentes incluem 
lealdade, confiança e intimidade, requerem interesses comuns e 
comprometimento, tanto para manter os amigos como para formar novas 
amizades. (BUKOWSKI ET AL., 1996 E HARTUP, 1989 APUD SOUZA E 
HUTZ, 2008, p. 261). 
 
Pelo que os autores relatam sobre a palavra amigo, acredita-se que uma 
verdadeira amizade é aquela em que as pessoa têm consideração uma pela outra, 
demonstram certo companheirismo, uma ajuda a outra quando necessário e sabem 
guardar segredos. Geralmente na infância a amizade torna-se mais natural, ou seja, 
não é muito comum na infância haver fingimento entre dois amigos, pois ambos 
agem com naturalidade diante dos fatos e até mesmo perante os conflitos 
vivenciados por eles. 
81 
 
 
Souza e Hutz (2008, p. 261) complementam dizendo que “as pessoas 
buscam relacionamentos motivados por necessidades e preocupações vigentes em 
cada estágio da vida”. 
As definições de amizade podem variar de acordo com critérios como idade, 
sexo, estado civil, religião, status profissional, escolaridade, etnia e raça (FEHR, 
1996, APUD DUARTE E SOUZA, 2010, p. 272). 
Fehr (1996) apud Duarte e Souza (2010, p. 272) define amizade como “um 
relacionamento pessoal e voluntário entre duas pessoas que se gostam e procuram 
a companhia uma da outra, proporcionando ajuda e intimidade”. Para esses autores 
a reciprocidade entre os amigos ajuda no desenvolvimento relacional deles. 
Estudando um pouco mais esses autores, eles trazem em seu discurso que 
“as amizades facilitam a tolerância a medos e ansiedades, ajudam a suportar 
situações estressantes e proporcionam senso de identificação e exclusividade” 
(FEHR, 1996, APUD DUARTE E SOUZA, 2010, p. 272). 
 Duarte e Souza (2010) ainda trazem algo sobre as categorias da amizade 
através de estudos universitários. 
 
Em um estudo com 207 universitários, Parks e Floyd (1996) investigaram o 
significado de proximidade com um amigo resultando em treze categorias 
que apontam como características de boas amizades: autorrevelação, 
confiança, ajuda, afetividade, respeito, aceitação, contato físico não-sexual, 
frequência de interação, duração do relacionamento, além de interesses e 
atividades compartilhadas pelos amigos. Os autores observaram que, nas 
amizades femininas e masculinas de homens e de mulheres, as 
características de autorrevelação, trocas afetivas, ajuda instrumental e 
aconselhamento, interesses e atividades compartilhados, confiança, 
frequência de interação, duração do relacionamento, aceitação, respeito e 
contato físico não-sexual são fundamentais no estudo deste 
relacionamento. (DUARTE E SOUZA, 2010, p. 273). 
 
Nesse questionamento dos autores, observa-se que uma verdadeira 
amizade está inclusa em várias categorias, as quais passam a confirmar o real valor 
que ela tem. Assim pode-se perceber o quanto essas categorias são importantes 
para um bom relacionamento entre os amigos e que elas vão ao encontro 
plenamente do trabalho desenvolvido pelo PROERD na lição sobre amizade. 
Quanto à lição das bases da amizade, os objetivos específicos apresentados 
por Brasília (2005) é o de identificar as qualidades de um bom amigo e reconhecer a 
importância do uso do diálogo para construir e manter relacionamentos saudáveis. 
Além destes, busca-se segundo Brasília (2005) aplicar o modelo de tomada de 
decisão PROERD para reagir à pressão do grupo. 
82 
 
 
Como atividades para desenvolver a lição, distribui-se em Ceará (2012) da 
seguinte forma: 
 Atividade 01: Selecionando os amigos. Nessa atividade os estudantes irão 
selecionar os locais, alguns propostos pelo autor e outros descritos pelos próprios 
alunos, e relacionar onde existem amigos. Este momento denomina-se de universo 
de amizades. Vale lembrar que antes da resolução acontece um debate entre o 
Policial instrutor e alunos sobre as características positivas de um verdadeiro amigo, 
pois assim fica mais fácil eles identificarem quem são seus amigos de verdade. 
Após esse momento de compreensão e identificação de seus amigos, inicia-
se outro debate sobre como se deve saber quando alguém não é seu amigo, pois é 
importante que o estudante saiba diferenciar para que não seja enganado por falsos 
amigos, inclusive para uso de drogas ou prática de violência. 
 Atividade 02: A pressão de grupo. Desenvolvida através de um estudo de 
caso onde os alunos identificarão momentos em que há pressão dos membros do 
grupo para o uso de drogas. Após o debate sobre o caso, os alunos posicionar-se- 
ão diante das ofertas para o uso de drogas mediante a pressão do grupo. 
Para que os alunos tenham o conhecimento sobre as pressões do grupo, 
Ceará (2012) apresenta e estimula um debate com eles sobre os tipos de pressão. 
Para melhor esclarecimento, o autor mostra a seguir quais são essas pressões e 
como acontece. 
 
1. Pressão Positiva: quando alguém insiste que você faça alguma coisa que 
não vai lhe prejudicar se você fizer. Exemplo: “Ah, vamos treinar mais uma 
vez”? 2. Pressão Amigável: quando alguém que é ou não seu amigo, faz 
uma simples oferta de forma amigável, educada. Exemplo: “Você gostaria 
de experimentar”? Nós vamos nos divertir muito! 3. Pressão Indireta: é uma 
pressão para utilizar drogas, sem, contudo, constituir uma oferta direta. 
Exemplo: “Vamos à festa”. Eu sei que vai ter uma cervejinha. 4. Pressão 
Provocadora: quando alguém provoca para que faça algo que não quer 
fazer, tentando ferir os seus sentimentos. Exemplo: “Vamos, não seja um 
covarde”! 5. Pressão Pesada: quando alguém ameaça você, física ou 
emocionalmente, numa tentativa de fazer com que você faça algo que não 
quer fazer. Exemplo: “Se você não fizer isso, vai se arrepender: te pego lá 
fora”! ou “Não vou ser mais seu amigo.” (CEARÁ, 2012, p. 47). 
 
A pressão do grupo apresentada pelo autor e a forma como esta pode 
acontecer, mostra o quanto é importante perceber quando há certa influência de 
outras pessoas para se fazer algo, pois muitas vezes somos pressionados e não 
percebemos como isso acontece. 
83 
 
 
Por esse motivo, o PROERD tem sido um Programa bastante conceituado e 
facilmente implantado nos estabelecimentos de ensino, pois de acordo com o 
histórico apresentado no início desse capítulo, e pelo tempo em ele está sendo 
desenvolvido na região do cariri, o trabalho é visto como sendo de extrema 
relevância pela abordagem em relação ao uso de drogas, priorizando o debate 
interativo e participativo, evitando que o Policial instrutor seja um mero repassador 
de conteúdos e, mais que isso, atue como facilitador em sala de aula buscando a 
integração de todos na construção do conhecimento. 
 
3.2.9. Lição 09: Decidindo de forma confiante. 
 
Para Brasília (2005) não basta ter o conhecimento, deve-se saber utilizá-lo 
para garantir o seu bem-estar e livrar-se das más influências. Diante disso, o autor 
traz como objetivos específicos dessa lição conhecer e aplicar as maneiras de dizer 
não às drogas; identificar os estilos de respostas diante da ação/reação na 
resistência ao uso de drogas e reconhecer a importância de ser confiante quando 
recusar uma oferta. 
Nesse contexto, mostra-se como isso é possível através das atividades 
abaixo: 
 Atividade 01: Maneiras de estar no controle. Mostra-se aos alunos que se 
devem evitar as situações de risco para garantir a própria segurança em questões 
de ofertas ao uso de drogas. Para tanto, são apresentadas a eles algumas maneiras 
de como executar tal procedimento, expondo o seguinte: “Se você conhece os 
lugares onde as pessoas, geralmente, usamdrogas, evite frequentar esses lugares” 
(CEARÁ, 2012, p. 48). Também se faz uma menção à questão de andar sempre 
com amigos que não usam drogas. 
Sabendo que nem sempre se pode evitar uma situação de risco, Ceará 
(2012) descreve algumas maneiras que podem ajudar a sair de uma situação 
perigosa e cita exemplos de cada uma delas, bem como a forma de posicionamento 
(respostas). 
1. Afastando-se: “Tenho uns cigarros. “Diga não e afaste-se”. Quer um?” 2. 
Dando um gelo “Ei, quer fumar?” “Simplesmente ignore a pessoa” 3. 
Recusando amistosamente “Quer uma cerveja?” “Não, obrigado”. 4. Dando 
uma razão “Quer uma cervejinha?” “Não, obrigado. Não quero ficar tonto”. 
5. Mudando de assunto “Vamos fumar um baseado?” “Você viu o filme de 
ontem na TV?”. 6. Recusando repetidamente (disco arranhado). “Quer um 
84 
 
 
cigarro?” “Não”. “Ah, vai, aceite um!”. “Não”. “Só uma tragada?” “Não”. 7. 
Usando o bom humor “Quer um baseado?” “Não. Preciso de todos os meus 
neurônios.” (CEARÁ, 2012, p. 48). 
 
 
O que traz o autor em relação às maneiras de dizer não as drogas pode 
ajudar os alunos a saberem como se posicionar e responder de forma clara e 
objetiva às ofertas, podendo evitar a pressão do grupo. 
 Atividade 02: Estilos de respostas. Não basta saber dizer não às drogas, pois 
há a necessidade de convencer quem está ofertando de que realmente não se irá 
aceitar, evitando a insistência (CEARÁ, 2012). Sendo assim, através do quadro a 
seguir, o autor apresenta os estilos de respostas que podem deixar clara e definitiva 
a recusa, bem como garantir a segurança na hora de recusar. 
 
Figura 05: Estilos de respostas, ações e expressão corporal para dizer não às 
ofertas de drogas. 
 
ESTILOS DE RESPOSTAS 
ESTILOS AÇÕES EXPRESSÃO CORPORAL 
Inseguro 
(Passivo) 
 Não declara aos demais os seus direitos. 
 Faz o que os outros mandam. 
 Deixa que os outros lhe façam coisas 
que não gosta. 
 Responde com insegurança. 
 Mantêm postura 
curvada. Mantêm-se 
cabisbaixo. Fala muito 
baixo. 
 Parece nervoso. 
 Não olha nos olhos. 
 Roe unhas. 
Exigente 
(Agressivo) 
 Ignora os direitos dos outros. 
 Faz as pessoas sentirem-se mal. 
 Não cumpre com suas 
responsabilidades. 
 Responde com agressividade. 
 Adota uma postura 
arrogante. 
 Fala em tom alto e 
agressivo. 
 Fala com dedo em riste. 
 Anda de nariz 
empinado. 
 Fixa o olhar com ar de 
superioridade. 
Confiante 
(Seguro) 
 Declara seus próprios direitos. 
 Respeita os direitos dos outros. 
 Cumpre com suas reponsabilidades. 
 Responde com segurança 
 Mantêm postura ereta. 
 Fala claramente. 
 Estabelece bom contato 
visual. 
 Demonstra calma e 
confiança. 
 
FONTE: Livro do Estudante PROERD (CEARÁ, 2012, p. 48). 
 
A ilustração do autor quanto aos estilos de respostas no quadro acima 
mostra claramente como os alunos devem colocar em prática o conhecimento 
85 
 
 
adquirido. Procura também, diferenciar a forma correta e não correta de agir diante 
de uma oferta. 
Em Brasília (2005) se esclarece que os alunos devem enfatizar sempre o 
modo confiante e seguro, pois este dá uma maior garantia para sair da situação de 
risco, evitando ser violento e não permitindo que a timidez o influencie ao uso. 
 
3.2.10. Lição 10: Ação pessoal. 
 
Este conteúdo corresponde à última lição do currículo PROERD para o 5º 
ano utilizado pelo Programa no Estado do Ceará atualmente. 
Como objetivos específicos, enfatiza-se em Brasília (2005) que os 
estudantes deverão aplicar o modelo de tomada de decisão em situações de 
pressão interna, ou seja, vencer suas próprias vontades diante do desejo de fazer 
algo que não condiz com uma vida saudável, em destaque a própria vontade de usar 
drogas. Segundo o autor, os alunos precisam entender que, além das pressões do 
grupo, existem as pressões internas e procura-se conduzi-los a reconhecer que 
estas influenciam em nossas decisões. 
Como atividades finais para o curso PROERD, Ceará (2012) traz as 
seguintes atividades: 
 Atividade 01: Lidando com a pressão pessoal. Essa atividade proporciona um 
debate sobre as pressões positivas e negativas sobre si próprio. Casos como este 
requerem maior atenção nas decisões, pois, em Brasília (2005) percebe-se que 
geralmente acontece quando não tem ninguém por perto, deixando o individuo 
vulnerável diante de suas próprias escolhas. 
De acordo com Ceará (2012) busca-se trabalhar essa questão pelo Modelo 
de Tomada de Decisão PROERD, através de estudo de casos que trazem muito 
explicitamente essa questão e levam os alunos a refletir sobre suas vontades e qual 
a melhor decisão a tomar para garantir que permaneçam longe de drogas e evite 
atos violentos. 
 Atividade 02: Orientação para redação PROERD. Em Brasília (2005) está 
descrito como objetivo principal dessa lição que os alunos possam escrever uma 
redação de conclusão de curso, expressando sua satisfação em participar do 
PROERD, informar o que aprendeu durante as aulas e como planejam utilizar o 
conhecimento adquirido no futuro. 
86 
 
 
Para orientar os alunos no processo de construção do texto, descreve-se 
algumas orientações, as quais estão em destaque a seguir: 
 
1. Introdução: que novos conhecimentos e habilidades o PROERD ajudou a 
desenvolver para fazer escolhas. 2. Desenvolvimento: Detalhes sobre o que 
aprendeu. Qual a importância desse conhecimento e o impacto que isso 
pode ter na vida. 3. Conclusão: É um resumo do compromisso assumido. 
(CEARÁ, 2012, p. 53). 
 
 
Diante das orientações do autor para a construção da redação final do aluno 
que cursou o PROERD, é notório que serve para direcionar os estudantes em seu 
pensamento, para que este venha mostrar seu aprendizado e suas perspectivas 
para o futuro. 
Para nortear essas orientações, consta em Ceará (2012 alguns pontos para 
que os alunos falem do seu compromisso pessoal de manter-se longe das drogas e 
da violência. Nesse sentido, traz as seguintes questões: “Como se sente em relação 
ao PROERD? O que aprendeu com o PROERD que poderá ajudar na decisão de 
ficar longe de drogas e evitar a violência? Por que é importante essa decisão?” 
(CEARÁ, 2012, p. 53). 
 Atividade 03: Pratique. Jogo PROERD. Esse jogo tem como objetivo revisar 
as lições estudadas durante o curso e, identificar maneiras saudáveis de expressar 
as opiniões, desejos e sentimentos para recusar as ofertas de drogas (BRASÍLIA, 
2005). 
Ceará (2012) mostra que o jogo é bastante divertido, pois permite trabalhar 
em grupo, com uma sequência de três rodadas, estimula a participação através de 
brincadeiras e praticar o que aprendeu nas aulas. Pelo que está exposto em Ceará 
(2012, p. 55) o jogo aborda questões que leva o aluno a recusar as ofertas de 
drogas, justificando sua resposta e dizendo o que prefere no lugar de aceitar drogas. 
Para a realização do jogo, Brasília (2005) coloca situações problema em que 
os alunos se posicionarão para decidir pela melhor escolha, aquela que trará 
melhores resultados. 
 Atividade 04: Orientação para formatura do PROERD. Em Brasília (2005, p. 
53) a formatura de final de curso acontece para “reconhecer o esforço individual e 
prestigiar a realização pessoal de todos os participantes”. 
Busca-se também, reforçar os conhecimentos e as habilidades adquiridas, 
através da leitura das redações para o público convidado e assumir o compromisso 
87 
 
 
pessoal de ficar longe das drogas e da violência através do juramento PROERD 
(BRASÍLIA, 2005). 
Ceará (2012, p. 56) mostra o passo a passo para o comportamento dos 
alunos na solenidade de formatura PROERD. Como compromisso pessoal dos 
alunos, o autor apresenta a seguir o juramento PROERD: 
 
Ao concluir o curso Proerd, juro ser fiel aos ensinamentos que recebi, 
resistindo às drogas e à violência, cumprindo minhas obrigações e fazendo 
valer meus direitos. Juro respeitar e ajudar meus semelhantes, honrando 
minha Pátria, para que possamoster uma sociedade mais sadia, justa e 
feliz. Juro! (CEARÁ, 2012, p. 57). 
 
Observa-se que o juramento PROERD o qual o autor descreve é uma forma 
de lembrar aos alunos da responsabilidade que devem assumir consigo mesmos em 
relação à resistência do uso de drogas para que logo depois possam receber o 
certificado pela participação no curso. 
Ao final do evento, conforme está descrito em Brasília (2005), faz-se uma 
apresentação da canção do PROERD com a participação de todos os formandos 
como forma de demonstrar a alegria e satisfação de todos. 
Visando despertar a atenção dos alunos para as atividades contidas no 
manual do estudante, são exibidas gravuras que correspondem ao tema das aulas e 
em alguns momentos os alunos são direcionados a pintar, mostrando suas 
habilidades com a arte. Nos anexos será exibida a letra da canção do PROERD, a 
qual faz referência aos temas das aulas. 
 
3.3. MINHA EXPERIÊNCIA COMO INSTRUTOR DO PROERD 
 
A aula do PROERD tem sido bastante atrativa para os alunos. Por ser um 
encontro por semana, o Policial instrutor busca desenvolver os trabalhos utilizando 
várias técnicas de aprendizagem para facilitar que os alunos aprendam o conteúdo e 
tenham melhor rendimentos nas atividades. Além disso, desperta neles o interesse 
pelo tema em estudo e aquisição do conhecimento específico sobre drogas e 
violência. 
Apesar do Programa direcionar os métodos e orientar as técnicas de ensino 
através do manual do instrutor, sabe-se que se faz necessário verificar as reais 
88 
 
 
necessidades dos alunos, observando a realidade de cada sala de aula e 
proporcionar a eles uma melhor aprendizagem. 
Nessa perspectiva, Brasília (2005) aborda os critérios para o desenvolvimento 
do curso e relata: 
 
Com base nas pesquisas e teorias resumidas acima, um conjunto de 
critérios foi formado para orientar o desenvolvimento e a organização dos 
aspectos-chave deste programa educacional. Enquanto o currículo do curso 
tem a intenção de ser essencialmente o mesmo para todo o país, as 
estratégias e os materiais podem ser adaptados para o contexto cultural e 
social de cada escola conforme as necessidades específicas. Isto significa 
que os instrutores podem precisar, em certas ocasiões, selecionar materiais 
e atividades alternativas, assim como métodos que acreditem que sejam 
mais apropriados para seus alunos, desde que permaneçam coerentes com 
os propósitos e critérios deste projeto. (BRASÍLIA, 2005, p. 8). 
 
 Esses critérios que o autor relata dá ao instrutor a liberdade para inovar suas 
aulas de acordo com as necessidades dos alunos para proporcionar uma melhor 
aprendizagem. Sabe-se que cada localidade, escola e sala de aula apresentam suas 
particularidades e realidades diferenciadas. Diante disso, se faz viável utilizar de 
várias técnicas para melhorar a qualidade do trabalho e levar aos alunos o 
conhecimento de forma mais prática. 
É nesse sentido, que será apresentado a seguir, minha experiência como 
Instrutor do PROERD e a metodologia utilizada em sala de aula junto as diferentes 
técnicas de ensino para envolver os alunos no processo de prevenção ao uso de 
drogas. 
Minha trajetória no PROERD começou no mês de maio do ano de 2004, 
quando, através de um processo seletivo, tive a oportunidade de fazer parte do 
quadro de Instrutores e em 2006 participei do curso de Mentor. Mediante uma 
capacitação de 80 horas aulas, fui habilitado para desenvolver as atividades do 
Programa em sala de aula e formação de novos policiais instrutores. 
Como Pedagogo, ao longo dos anos de experiência à frente do PROERD, 
busquei analisar da participação e comprometimento dos alunos em relação nos 
trabalhos. Partindo desse pressuposto, percebi a necessidade de levar para sala de 
aula novas técnicas com o objetivo de dá um melhor direcionamento as atividades e 
envolver os estudantes no processo educativo. Vale lembrar que, mesmo com essas 
inovações, o método e a fidelidade ao direcionamento que o Programa proporciona 
aos policiais foram seguidos fielmente. 
89 
 
 
As atividades contidas no livro do estudante apresentadas anteriormente e 
as técnicas propostas no manual do instrutor, em Brasília (2005), com as dinâmicas 
previstas, momentos de interação, qualidade nos debates para discutir o tema, 
momento lúdico com a canção do PROERD e os trabalhos artísticos através de 
teatros, geram um clima de descontração e motiva os alunos a participarem das 
aulas, pois foram elaborados para a faixa etária específica deles. 
 De acordo com cada tema e atividade, a aula do PROERD é desenvolvida 
com várias técnicas, dentre as quais apresento a seguir aquelas que fazem parte da 
minha prática pedagógica como instrutor na Região do Cariri. 
Partindo das atividades contidas no livro do estudante, através da 
explanação verbal apresento o tema da aula e procuro saber o conhecimento prévio 
dos alunos sobre o assunto em estudo. Desse modo, evito apenas repassar o 
conteúdo, mas procuro partir do conhecimento prévio dos estudantes, das suas 
experiências de vida e do meio em que vivem. 
Na sequência, após discutirmos sobre o tema da lição, passo algumas 
atividades, as quais estão contidas no livro para resolverem em sala, dando suas 
opiniões utilizando o Modelo de Tomada de Decisão PROERD, com o objetivo de 
reforçar o aprendizado, estabelecer o pensamento crítico do aluno, além de levar a 
reflexão diante da discussão realizada. 
Para conduzir de forma satisfatória o processo instrutivo, buscando envolver 
os estudantes nos trabalhos, proporcionar-lhes o engajamento nas atividades, 
despertar o interesse pelo tema e facilitar o acesso ao conhecimento, utilizo várias 
técnicas que podem estabelecer um feedback significativo entre alunos e instrutor 
com uma comunicação clara e objetiva. 
As técnicas utilizadas por mim em sala de aula e os objetivos de cada uma 
delas, estão descritas a seguir: 
 Dinâmicas: Momento lúdico no início da aula para descontrair os alunos e 
proporcionar melhor interação entre eles e o Instrutor. Aproveitando as perguntinhas 
da caixinha PROERD, as dinâmicas, que são variadas, são desenvolvidas a cada 
pergunta para que seja respondida nos cinco primeiros minutos da aula. 
 Estudo de casos: Os casos debatidos em sala estão contidos no livro do 
estudante. No entanto, aproveito os relatos dos alunos sobre os casos que eles 
mesmos trazem como exemplos, pois trabalhando a realidade deles fica mais fácil 
compreender o conteúdo. 
90 
 
 
Os questionamentos dos casos em estudo são discutidos através do Modelo 
de Tomada de Decisão PROERD, com exemplos práticos e análise dos resultados 
diante de cada escolha que eles podem citar, para levá-los a refletir sobre a melhor 
decisão. 
 Apresentação de vídeos: Os vídeos são apresentados para reforçar o 
conteúdo teórico discutidos em sala e mostrar a realidade diante de cada questão. 
Geralmente esses vídeos são desenhos que falam sobre o uso de drogas e retratam 
vantagens de viver de forma saudável, sem o uso delas. 
 Atividades em grupo e individual: Após debater o tema e mostrar os vídeos, 
realizo atividades individuais e em grupos de acordo com o que está proposto no 
livro do estudante. Muitas vezes passo algo extra, como fazer relatório do vídeo que 
assistiram e etc. 
 Teatros: Trabalha a criatividade e o talento dos alunos através de atividades 
teatrais, nas quais eles encenam situações para resistir ao uso de drogas. Essa 
proposta curricular está no manual do instrutor e tem como objetivo levar o aluno a 
ser mais participativo, interagir com outros colegas e desenvolver habilidades 
artísticas, como também a simular situações que podem vir a acontecer, ou seja, é 
uma preparação para saber lidar com os riscos e a pressão dos colegas. 
 Mágicas contextualizadas com o tema da aula para revisão de conteúdo: O 
uso de mágicas é uma metodologia inovadora que tem o objetivo de direcionara 
atenção dos alunos para o Instrutor, e este por sua vez mostra um truque de mágica 
e contextualiza com o tema da aula para facilitar a compreensão do assunto. 
Adianto que é uma técnica bastante interessante, pois pelo tempo que venho 
trabalhando com mágicas em minhas aulas percebo que o efeito é positivo, porque 
as utilizo para revisar o conteúdo ao final de cada aula contextualizando-as com o 
tema abordado. 
 Jogos pedagógicos sobre drogas: Com o objetivo de garantir que os alunos 
terminem o curso do PROERD conscientes do seu papel na sociedade e preparados 
para resistirem ao uso de drogas, elaborei alguns jogos sobre drogas para trabalhar 
com eles em sala e incentiva-los a serem multiplicadores do conhecimento, dividindo 
o aprendizado com os colegas através destes jogos. 
A seguir farei uma breve apresentação dos jogos com os respectivos 
objetivos: 
91 
 
 
- Dominó educativo sobre drogas: o dominó educativo foi desenvolvido com 
o objetivo de reforçar o aprendizado sobre o tema drogas, estimulando através de 
uma metodologia dinâmica e facilitadora uma aprendizagem positiva e ativa sobre o 
tema. 
- Baralho educativo sobre drogas: O baralho educativo sobre drogas foi 
elaborado para promover um estudo mais dinâmico sobre o tema, objetivando 
estimular os jovens a ler sobre o assunto. Também tem como objetivo envolver os 
pais no processo de prevenção, pois sabendo que alguns pais gostam de jogar 
baralho em casa, os estudantes levam o baralho para casa e jogam juntos. 
- Jogo de trilhas (DROGASFORA): foi elaborado para revisar as lições do 
PROERD ministradas pelo Policial Militar Instrutor ao final do curso. A missão dos 
jogadores é chegar a um mundo sem drogas, superando todos os obstáculos que 
existe na trilha e resistir sempre às ofertas de drogas. As questões podem ser 
elaboradas de acordo com o conteúdo ministrado. 
- Dama da prevenção: foi desenhada com o objetivo de despertar nos 
jogadores a necessidade de investir em sua própria vida, fazendo escolhas positivas 
e saudáveis para resistir às ofertas de drogas. 
Os jogos quando incluídos na educação além de trabalhar o raciocínio e a 
capacidade de elaborar estratégia na criança, também proporciona a obediência a 
determinadas regras. Falando em regras, kishimoto (2011, p. 4) diz que “a 
experiência de regras em todos os jogos é uma característica marcante”. 
A autora faz uma menção ao baralho com a época do Renascimento e diz 
que: 
O baralho adquire nessa época o estatuto de jogo educativo pelas mãos do 
padre franciscano, Thomas Murner. Percebendo que seus estudantes não 
entendem a dialética apresentada por textos espanhóis, edita uma nova 
dialética em imagens, sob a forma de jogo de cartas, engajando os alunos 
em um aprendizado mais dinâmico. (KISHIMOTO, 2011, p. 16). 
 
 Quando a autora refere-se ao baralho como um jogo dinâmico, de certa 
forma comprova o quanto este jogo pode ajudar no entendimento do conteúdo e 
motiva o aluno a participar mais do processo de aprendizagem. 
Kishimoto (2011, p. 16) ainda relata que o jogo educativo surgiu no século 
XVI, sendo um suporte para as atividades didáticas e facilitando a aquisição de 
conhecimentos. Como função educativa, o jogo ensina qualquer coisa que complete 
92 
 
 
o individuo em seu saber, seus conhecimentos e sua apreensão do mundo 
(CAMPAGNE, 1989 APUD KISHIMOTO 2011, p. 19). 
Yozo (1996, p. 13) falando sobre jogos contribui dizendo que “o lúdico 
representa o processo de aprendizagem e descoberta do ser humano”. 
Yozo (1996) ainda acrescenta: 
 
Com o jogo aprendem-se regras, limites e obtêm-se objetivos claros, de 
forma voluntária e prazerosa. Acredito que a habilidade e o conhecimento 
podem ser adquiridos de dois modos: “jogando”, isto é, enquanto 
participante de jogos, sendo esta a melhor forma de aprendizagem prática 
e, consequentemente, desenvolvendo a nossa sensopercepção e 
comunicação, acrescidos dos instrumentos necessários a uma aplicação 
adequada. (YOZO, 1996, p. 13). 
 
Pelo que traz Yogo (1996) é notório que o jogo realmente proporciona 
grandes inovações para a educação e, de forma lúdica e criativa, o aluno se envolve 
cada vez mais nas atividades escolares ao ponto que há melhor interação entre os 
estudantes. A título de conhecimento, os jogos pedagógicos citados estarão 
disponíveis nos anexos. 
 Músicas com coreografias: Geralmente, sempre que dá tempo, ao final da 
aula, faço um breve ensaio da canção do PROERD com os alunos, pois a letra fala 
um pouco de cada tema das lições ministradas no curso. Além disso, há a 
coreografia que trabalha a função motora deles com a sincronia de movimentos, e 
constitui um momento de descontração para que a aula termine com muita alegria, 
gerando expectativa para o próximo encontro. 
Além das técnicas referenciadas anteriormente desenvolvo algumas 
atividades fora da sala de aula, para trabalhar com os alunos o comportamento em 
eventos públicos, organização, segurança ao se expor em determinado ambiente e 
uma visão geral das normas sociais de conduta. 
Vejam abaixo quais são e os objetivos: 
 Gincanas interativas: serve para engajar os alunos em atividades de 
prevenção, levando-os a praticarem algumas tarefas e possibilitar a realização de 
algo. 
 Disciplina de ordem unida policial militar: Proporciona trabalhar a formação 
coletiva e a escuta ativa para execução de movimentos uniformes. Essa técnica é 
uma instrução que ajuda os estudantes primeiro ouvir para depois executar o que se 
pede. Tais movimentos podem ser: a marcha uniforme; virar para um lado e para 
93 
 
 
outro; ficar numa postura corporal confortável e desenvolver habilidades para 
obedecer a regras, haja vista que só devem fazer tais movimentos quando 
solicitados. É um momento bastante participativo, pois os alunos demonstram gostar 
da instrução. 
 Caminhadas da prevenção: Busca-se levar uma mensagem a comunidade 
sobre a necessidade de evitar o uso de drogas. As crianças, de forma organizada, 
sob a coordenação do instrutor e colaboradores, saem às ruas dizendo não as 
drogas e a violência. 
 Desfiles cívicos: Por ser um momento de civilidade em todo o país, os alunos 
são agrupados de forma organizada e uniformizados para desfilar em via pública, 
levando a mensagem de respeito à pátria e apresentar o programa à sociedade. 
Para maiores detalhes, exponho na lista de anexos fotos dos eventos 
citados. 
Pelo que se observa em relação às atividades aplicadas pelo Programa, é 
importante acrescentar que para o PROERD, não é interessante apenas repassar o 
conteúdo para os alunos, pois se utiliza de uma metodologia problematizadora para 
facilitar a discussão e a construção do conhecimento. 
De acordo com Brasil (2012) a problematização é elemento central que 
pressupõe a leitura crítica da realidade com todas as suas contradições buscando 
explicações que ajudem a transformá-la. 
 
Sua ênfase é no sujeito práxico, que se transforma na ação de 
problematizar, possibilitando a formulação de conhecimento com base na 
vivência de experiências significativas como potências de transformação do 
contexto vivido, produzindo conhecimento e cultura. (BRASIL, 2012, p. 10). 
 
Pelo que traz esta citação de Brasil (2012) as abordagens não deve apenas 
ter caráter informativo, mas ser problematizada para levar o público alvo a pensar 
sobre o problema e saber direcionar suas decisões visando o seu bem-estar e do 
grupo o qual faz parte, proporcionando o diálogo e uma boa convivência. 
Falando sobre o diálogo e a convivência em grupo, Brasil (2012) diz o 
seguinte: 
 
O diálogo não torna as pessoas iguais, mas possibilita nos reconhecermos 
como diversos e crescermos um com o outro; pressupõe o reconhecimento 
da multiculturalidade e amplia nossa capacidade em perceber, potencializar 
e conviver na diversidade. (BRASIL, 2012, p. 15). 
 
94 
 
 
Portanto, o autor mostra através de suas palavras que aconstrução do 
conhecimento deve ser de forma coletiva, ou seja, com a participação de todos para 
que haja melhores resultados. 
 
3.4. O POLICIAL MILITAR INSTRUTOR DO PROERD COMO FACILITADOR 
 
De acordo com o manual do facilitador, descrito por Brasília (2005) o Policial 
Instrutor deve atuar em sala de aula como mediador das discussões e, diante disso, 
relata o seguinte: 
 
O currículo atualizado do Proerd traz como diferencial o novo papel do 
Instrutor que passa agora a ser um ”facilitador” da construção coletiva do 
conhecimento, um “mediador” da aprendizagem, indo assim, ao encontro 
das mais atuais teorias pedagógicas. Na metodologia proposta pelo Proerd, 
o Instrutor faz a mediação das discussões dos grupos, corrigindo equívocos 
com novos questionamentos aos alunos, buscando que eles, em interação 
com seus pares, encontrem a solução. Cabe ao Instrutor instigar, estimular 
os alunos para construírem juntos, um novo conhecimento, valorizando e 
colocando em primeiro plano as discussões dos alunos nas atividades 
realizadas nas equipes. (BRASÍLIA, 2005, p. 5). 
 
Em relação a essa nova postura do Policial Instrutor do PROERD em sala de 
aula, acredita-se que trará melhores resultados na discussão com os alunos 
referentes ao tema da aula, pois proporciona melhor interação entre os estudantes e 
os envolvem cada vez mais no debate. 
Sendo o Instrutor um mediador, passa a coordenar a discussão direcionando 
aos alunos perguntas que possam facilitar-lhes o posicionamento para a construção 
do conhecimento coletivo. 
Brasília (2005) caracterizando o papel do facilitador, relata o seguinte: 
 
O facilitador é a pessoa que ajuda um grupo a alcançar um determinado 
propósito, tal como aprender um conceito ou um objetivo, demonstrando 
habilidade, avaliando necessidades, examinando questões, fazendo planos 
ou chegando a decisões. É tarefa do facilitador extrair dos membros do 
grupo o fundamental da aula e tornar o trabalho mais fácil. Facilitar significa 
tornar menos difícil. Um bom facilitador desenvolve a capacidade de escutar 
a si próprio e, ao mesmo tempo, escutar quando a palavra é dada aos 
outros. O facilitador deve estar disposto a abrir mão de um pouco de seu 
poder, a confiar no processo e a ter certeza no fato de que os participantes 
podem dar continuidade ao trabalho com sucesso sem terem que ser 
gerenciados a cada passo. O facilitador eficiente usa as habilidades que 
forem necessárias para ajudar o grupo a alcançar o objetivo da aula. O 
objetivo é claramente exposto no início e se torna a força motriz da aula. 
(BRASÍLIA, 2005, p. 7). 
 
95 
 
 
 
Dentre as qualificações que se coloca para o facilitador, acredita-se que, 
agindo dessa forma, fica mais fácil a aquisição do conhecimento, pois os alunos são 
estimulados a participarem da aula, podendo despertar neles a motivação para 
estarem cada vez mais presentes. Pela minha experiência como Instrutor desde o 
ano de 2004, vejo que isto é fato, porque agindo dessa forma percebo o quanto os 
alunos se envolvem com os trabalhos do Programa e percebe-se a expectativa e a 
satisfação deles em estar participando do curso. 
Os resultados da pesquisa, com alunos que participarão do PROERD, serão 
apresentados a seguir e mostrarão com propriedade meu posicionamento referente 
à satisfação deles em participar do Programa. 
Para que o Policial Instrutor do PROERD seja um bom facilitador e 
desenvolva com eficiência a missão de levar, discutir e construir com os alunos o 
conhecimento necessário para permanecerem longe de drogas necessita adquirir 
algumas habilidades essenciais, as quais estão descritas abaixo por Brasília (2005). 
 
Mantêm um clima propício à participação, a escuta, entendimento, 
aprendizagem e criatividade; Escutam ativamente; Ajudam o grupo a 
estabelecer e cumprir os seus próprios objetivos; Oferecem estrutura e 
orientação para aumentar a probabilidade de que os objetivos serão 
cumpridos; Mantêm o grupo concentrado em seus objetivos; Incentivam o 
diálogo e a interação entre os participantes; Sugerem e direcionam 
processos que dão autonomia e mobilizam o grupo a realizar o trabalho; 
Tiram proveito das diferenças entre os membros do grupo em prol do bem-
comum de todo o grupo; Permanecem neutros com relação ao conteúdo e 
ativos na sugestão e direcionamento do processo; Protegem os membros 
do grupo e suas ideias para que não sejam atacadas ou ignoradas; Usam 
habilidades de facilitação para lançar mão da bagagem de conhecimento, 
experiência e criatividade do grupo; Selecionam, organizam e resumem as 
contribuições do grupo ou fazem com que o grupo o faça; Ajudam o grupo a 
chegar a um consenso saudável, a definir e comprometer-se com os 
próximos passos e a chegarem a uma conclusão em tempo hábil. 
(BRASÍLIA, 2005, p. 8). 
 
Diante do que traz Brasília (2005) ao abordar as habilidades do facilitador, 
torna-se previamente necessário que o Policial Instrutor seja capacitado para 
exercer tal didática em sala de aula, pois assim poderá trabalhar de forma objetiva e 
participativa com os estudantes. 
Portanto, pelo que já fora abordado sobre o tema facilitação, tem-se como 
resultado que é uma técnica que pode trazer melhores resultados nas discussões. 
Nessa perspectiva, ao comportar-se como facilitador em sala de aula, o Policial 
desenvolve um trabalho qualitativo e significativo para a aprendizagem dos 
96 
 
 
estudantes, além de proporcionar-lhes a oportunidade de construir o conhecimento 
necessário para evitar a procura e resistir às ofertas de drogas. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
97 
 
 
CAPÍTULO 4 - MARCO METODOLÓGICO 
 
A pesquisa faz referência ao Programa Educacional de Resistência às 
Drogas e à Violência (PROERD) e caracteriza-se pela importância do conhecimento 
e aferição ao desenvolvimento do Programa. 
 Utilizou-se o método quantitativo com levantamento de dados para uma 
avaliação qualitativa visando conhecer a didática aplicada pelos Policiais Instrutores 
do PROERD em sala de aula na prevenção às drogas e o efeito que o curso tem na 
vida dos estudantes. 
Para Gil (2002), esse tipo de pesquisa se dá pela solicitação de informações 
a um grupo de pessoas acerca do problema estudado para obtenção das 
conclusões correspondentes aos dados coletados. 
 
4.1. INFORMAÇÕES GERAIS SOBRE O CAMPO 
 
O levantamento de dados para a análise foi realizada em Escolas do Ensino 
Fundamental nos municípios de Altaneira (E.E.F. 18 de dezembro), Aurora (E.E.F. 
Romão Sabiá), Barbalha (E.E.F. Josefa Alves), Caririaçu (E.E.F. Arara Azul), Crato 
(Colégio Municipal Pedro Felício) e Juazeiro do Norte (Colégio Mundo Mágico). 
Todos estes municípios pertencem a Região do Cariri, sendo que alguns se 
destacam por fazer parte da subdivisão denominada como Região Metropolitana do 
Cariri (RMC), criada a partir de uma necessidade econômica, através de Lei 
Complementar Estadual nº 78 sancionada em 29 de junho de 2009, publicado no 
diário oficial do Estado do Ceará, com a inclusão de outros municípios (CEARÁ, 
2014). 
De acordo com Ceará (2009) a Região Metropolitana do Cariri está 
localizada no Estado do Ceará sendo composta por 09 (nove) municípios, Juazeiro 
do Norte, Barbalha, Crato, Caririaçu, Missão Velha, Farias Brito, Nova Olinda, 
Santana do Cariri e Jardim. 
A figura abaixo mostra alguns dados estatísticos dos municípios que estão 
situados na Região Metropolitana do Cariri: 
 
Figura 07: Quadro estatístico dos municípios que compõe a RMC. 
 
http://pt.wikipedia.org/wiki/29_de_junho
http://pt.wikipedia.org/wiki/2009
98 
 
 
 
 
 
 
 
 
. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
FONTE: Sistema de Informações Territoriais – SIT 
Disponível: http://pt.wikipedia.org/wiki/Regi%C3%A3o_Metropolitana_do_Cariri. 
 
As características da Região Metropolitana do Cariri apresentadas 
anteriormente mostra que essa é uma regiãodesenvolvida, pois com uma renda per 
capta de mais de 07 (sete) milhões está em um grau de desenvolvimento favorável 
ao crescimento. Para mostrar a localização e abrangência da RMC apresenta-se 
como anexo mapa da região. 
 
4.2. POPULAÇÃO E AMOSTRA DA PESQUISA 
 
O público alvo entrevistado na pesquisa foram alunos cursando o 6º (sexto), 
7º (sétimo), 8º (oitavo) e 9º (nono) anos do Ensino Fundamental, dentre os quais 229 
frequentaram ativamente o curso do PROERD, quando cursavam o 5º (quinto) ano. 
Um grupo controle foi criado com alunos da mesma faixa etária que não 
participaram do PROERD, totalizando uma amostra de 164 estudantes. Desse 
Município 
Área 
(km²) 
I
DH 
População 
1º jul 2014 
PIB 2011(R$) 
PIB per 
capita 
2011(R$) 
Barbalha 569,508 ,683 58.347 499. 981, 000 8.934,61 
Caririaçu 623,564 ,578 26.840 107. 559, 000 4.069,12 
Crato 1.176,467 ,713 127.657 1. 022, 157, 000 8.329,39 
Farias Brito 503,622 ,633 18.937 83. 741, 000 4.423,24 
Jardim 552,424 ,614 27.069 107. 518, 000 4.025,39 
Juazeiro do 
Norte 
248,832 ,694 263.704 2. 249, 645, 000 8.897,47 
Missão 
Velha 
645,703 ,622 35.150 171. 811, 000 4.993,93 
Nova Olinda 284,401 ,625 15.048 74. 981, 000 5.198,33 
Santana do 
Cariri 
855,563 ,612 17.457 87. 217, 000 5.072,22 
TOTAL 5.460,084 ,642 590.209 
R$ 
4.404.610.000 
R$ 
7.732,59 
 
http://pt.wikipedia.org/wiki/Regi%C3%A3o_Metropolitana_do_Cariri
http://pt.wikipedia.org/wiki/Barbalha
http://pt.wikipedia.org/wiki/Cariria%C3%A7u
http://pt.wikipedia.org/wiki/Crato
http://pt.wikipedia.org/wiki/Farias_Brito
http://pt.wikipedia.org/wiki/Jardim_(Cear%C3%A1)
http://pt.wikipedia.org/wiki/Juazeiro_do_Norte
http://pt.wikipedia.org/wiki/Juazeiro_do_Norte
http://pt.wikipedia.org/wiki/Miss%C3%A3o_Velha
http://pt.wikipedia.org/wiki/Miss%C3%A3o_Velha
http://pt.wikipedia.org/wiki/Nova_Olinda_(Cear%C3%A1)
http://pt.wikipedia.org/wiki/Santana_do_Cariri
http://pt.wikipedia.org/wiki/Santana_do_Cariri
99 
 
 
modo, o total geral da amostra foi de 393 estudantes da rede pública e particular de 
ensino, conforme está distribuído no quadro a baixo: 
 
Figura 08: Resumo geral da aplicação do questionário. 
 
 
 
 
. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
A amostra foi por quotas, pois é um tipo de amostragem que representa 
proporcionalmente parte da população em estudo para investigação. Assim, os 
dados serão comparados e posteriormente verificados de acordo com os objetivos 
pretendidos. 
Segundo Dalfovo (2008, p. 4) “a população de uma pesquisa é como um 
conjunto que se pretende estudar e o indivíduo uma peça deste conjunto”. Apesar 
ainda de alguns autores classificarem amostra também como população, a amostra 
tem como corpo uma fração da população delineada na pesquisa. É por esse motivo 
que a pesquisa foi delineada para estudantes do PROERD, visando com isso, 
transmitir um panorama acerca dos trabalhos desenvolvido pelos Policiais 
Instrutores. 
Para tanto, a coleta de dados consistiu em analisar o quanto a amostra de 
estudantes avaliaram a atuação do Programa, após as instruções repassadas pelos 
Policiais Militares Instrutores e o quanto o PROERD influenciou na decisão de 
MUNICÍPIOS ESCOLAS SÉRIES 
ALUNOS 
PARTICIPOU 
DO PROERD 
NÃO PARTICIPOU 
DO PROERD 
(grupo controle) 
Altaneira 
E.E.F. 18 de 
dezembro 
6º 
7º 
8º 
9º 
(anos) 
60 ----- 
Aurora 
E.E.F. Romão 
Sabiá 
49 ----- 
Barbalha 
E.E.F. Josefa 
Alves 
------ 65 
Caririaçu 
E.E.F. Arara 
Azul 
60 ----- 
Crato 
Colégio Municipal 
Pedro Felício 
------ 99 
Juazeiro do 
Norte 
Colégio Mundo 
Mágico 
60 ------ 
06 
Municípios 
06 
Escolas 
04 
Séries 
229 
Alunos 
164 
Alunos 
 
100 
 
 
resistir ao uso de drogas. Isso será possível quando compararmos as respostas dos 
estudantes participantes e não participantes do curso em relação ao uso. 
É, portanto, pelo fato de verificar a atuação do Programa mediante uma 
didática facilitadora no trabalho preventivo, realizado nas unidades escolares, que a 
pesquisa teve como amostra principal estudantes que já foram atendidos pelo 
programa e estudantes que nunca participaram dele. 
 
4.3. DESEMPENHO DA PESQUISA 
 
Visando à veracidade da entrevista, visitou-se o habitat dos entrevistados, 
ou seja, a escola, para garantir que os participantes fossem realmente a amostra 
fidedigna referente à comprovação dos fatos que se investigou na pesquisa. 
Para Gatti (2004, p. 14) a análise de dados quantitativos constitui-se em um 
trabalho que propicia “a informação que não pode ser diretamente visualizada a 
partir de uma massa de dados, poderá sê-lo se tais dados sofrerem algum tipo de 
transformação que permita uma observação de outro ponto de vista”. 
É nessa perspectiva que os dados colhidos durante a entrevista foram 
transformados em dados estatísticos para permitir a visualização geral dos fatos, os 
quais objetivaram a pesquisa. 
Gil (2002) visando esclarecer um pouco mais sobre esse tipo de pesquisa 
faz uma comparação entre o levantamento e o estudo de campo: 
 
O estudo de campo apresenta algumas vantagens em relação 
principalmente aos levantamentos. Como são desenvolvidos no próprio 
local em que ocorrem os fenômenos, seus resultados costumam ser mais 
fidedigno. Como não requer equipamentos especiais para a coleta de 
dados, tende a ser mais econômico. E como o pesquisador apresenta nível 
maior de participação, torna-se maior a probabilidade de os sujeitos 
oferecerem respostas mais confiáveis. (GIL, 2002, p. 53). 
 
 
Em relação à fidelidade dos dados obtidos, Gatti (2004) e Gil (2002) 
concluem que a pesquisa com base em métodos quantitativos pode facilitar a 
obtenção de resultados pela forma participativa como é conduzida. 
É nesse pensamento que se pode acreditar que a pesquisa realizada no 
campo traz maior segurança, pois para se chegar aos dados apresentados 
posteriormente, buscou-se, diretamente o contato com a amostra. 
101 
 
 
Campos (2014), em seu discurso, diz que os resultados da pesquisa devem, 
sempre que possível, ser analisados e expostos em gráfico e tabela para melhor 
esclarecimento dos leitores. Foi nesse sentido que tal método foi utilizado, e, com a 
finalidade de tornar a pesquisa clara e objetiva, tais resultados serão apresentados 
posteriormente. 
Xavier (2012), ao abordar a questão do planejamento de ações numa 
pesquisa, vem contribuir relatando que o pesquisador deve organizar o tempo de 
acordo com as atividades propostas em sua linha de pesquisa. Pelo que traz o autor, 
concluo dizendo que as atividades foram elaboradas e desenvolvidas levando em 
consideração a disponibilidade, a livre participação e os fatores socioambientais do 
público entrevistado. 
 
4.4. INSTRUMENTO DE ANÁLISE DA PESQUISA 
 
O instrumento de análise para a pesquisa foi o PROERD, por atender 
crianças e adolescentes na prevenção às drogas na própria escola. O Programa é 
constituído de um trabalho de resistência ao uso de drogas para levar às crianças 
uma reflexão crítica acerca do tema e, com isso, manter-se longe dessas 
substâncias. 
Partindo da experiência do autor e visando possibilitar uma melhor 
compreensão sobre o Programa, os trabalhos foram desenvolvidos com a finalidade 
de mostrar a didática utilizada nas aulas pelo Policial Instrutor e verificar o quanto o 
programa está sendo significativo na vida dos que participam do curso. 
Com uma variedade de técnicas pedagógicas que permitem aos alunos 
interagir com o facilitador, ao mesmo tempo em que os estimulam a participar dos 
debates, busca-se estabelecer um melhor desempenho nas ações de prevenção 
através do programa em estudo. 
 
5.5. PROCEDIMENTOS PARA A COLETA DE DADOS 
 
Com o objetivo de proporcionar a veracidade da pesquisa, os equipamentos 
para coleta e análise dos dados foram pré-organizados de acordo com o referencial 
teórico para que os resultados estejam em consonância com o que realmente se 
quer alcançar em termos de atuaçãodo Programa em destaque. 
102 
 
 
Inicialmente cogitou-se a possibilidade de que o PROERD teria grande 
influência na vida dos estudantes para que eles permanecessem longe de drogas. A 
partir dessa hipótese, buscou-se verificar a veracidade dessa informação. Para 
tanto, observou-se o campo de atuação para ver a possibilidade de realizar as 
entrevistas necessárias, mediante questionário que comtemplasse os objetivos da 
pesquisa e chegar a um resultado. Como análise do campo, acreditou-se que este 
deveria abranger grande parte da região do cariri, pois o PROERD tem atuação em 
quase todos os municípios. 
Na sequência, foram programadas visitas de acordo com a ordem a seguir, 
em escolas, para entrevistar alunos que participaram do Programa: Colégio Mundo 
Mágico (Juazeiro do Norte); E.E.F. 18 de dezembro (Altaneira); E.E.F. Arara Azul 
(Caririaçu); E.E.F. Romão Sabiá (Aurora). 
Logo após, para ser o grupo controle, foram entrevistados nas escolas 
alunos que não tiveram a oportunidade de participar do PROERD: E.E.F. Josefa 
Alves (Barbalha) e o Colégio Municipal Pedro Felício (Crato). 
Para coletar os dados e efetivar a pesquisa, utilizou-se questionário com 
questões fechadas para respostas práticas e objetivas, avaliado e aprovado por 
especialistas antes de sua aplicação. Com o objetivo de chegar aos resultados 
propostos, o instrumento foi aplicado mediante apresentação de Termo de 
Consentimento Livre e Esclarecido aos Diretores, bem como assinatura de Termo de 
Consentimento Pós-Esclarecido. 
O questionário foi distribuído por sessões, de acordo com os temas abaixo: 
 
 Tema 1: Questões sociais e familiares dos estudantes; 
 Tema 2: Relação dos alunos com a escola em que estuda; 
 Tema 3: Autoavaliação dos temas das aulas do PROERD; 
 Tema 4: Avaliação do Policial Instrutor; 
 Tema 5: Avaliação do curso; 
 Tema 6: Uso de substâncias químicas, para estabelecer um comparativo 
entre os que participaram e não participaram do Programa. 
 
Quivy e Campenhoudt (1995) abordam as etapas do procedimento para 
iniciar uma pesquisa e mostra na figura a seguir: 
 
103 
 
 
Figura 06: Etapas do procedimento para iniciar uma pesquisa. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
FONTE: Manual de investigação em ciências Sociais (QUIVY, CAMPENHOUDT, 1995, p. 14) 
 
As etapas apresentadas pelos autores representam o caminho inicial de uma 
pesquisa. Este planejamento leva o pesquisador a um direcionamento prático e 
linear para alcançar os objetivos pretendidos. 
 
5.6. TÉCNICAS E ANÁLISE DE DADOS 
 
Os dados coletados através do questionário foram digitados no programa 
Microsoft Office Excel e transformados em dados estatísticos pelo Programa Stata 
(11.0) Analysis and satatical Software. Copyright 1996–2015 StataCorp LP, o qual 
serviu para organizar e mostrar dados quantitativos. Logo após submeteu-se à 
confecção de figuras e gráficos para ilustrar os resultados. 
 Para Pocinho (2014, p. 7) “ao verificar a provável (probabilidades) verdade 
de uma hipótese, a Estatística estabelece o nível de erro ao aceitar ou rejeitar uma 
hipótese”. Para a autora, a Estatística é um dos mais poderosos instrumentos na 
 
 
104 
 
 
busca da verdade científica, e o principal instrumento para generalizar conclusões 
da parte para o todo (POCINHO, 2014, p. 7). 
Nesse sentido, o programa estatístico utilizado nesta pesquisa destaca-se 
pela capacidade de transformar dados para análise estatística. 
Partindo deste pressuposto, mediante a apuração dos dados estatísticos, 
interpretou-se cada dado, para, depois, compará-los entre si, buscando verificar se 
os resultados apresentados assemelham-se às hipóteses levantadas em relação ao 
Programa do PROERD. Nessa perspectiva, apresentam-se a seguir os resultados 
para maiores esclarecimentos. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
105 
 
 
4. RESULTADOS E DISCUSSÃO 
 
A pesquisa teve como fonte de investigação alunos que participaram do 
Programa Educacional de Resistência às Drogas e à Violência (PROERD), para 
avaliar o quanto o Programa contribuiu para qualidade de vida dos estudantes 
entrevistados. Para tanto, foi feito uma análise do perfil da vida familiar e escolar de 
cada um para averiguar a situação relacional e saber se houve influência na 
participação e interesse pelas aulas do PROERD. 
Os alunos que participaram das instruções tiveram a oportunidade de avaliar 
o Policial Instrutor e o curso. No entanto, em relação ao uso de drogas, buscou-se 
comparar dados dos que participaram e também de outros jovens que não tiveram a 
oportunidade de participar do PROERD. Esse fato se deu através de um grupo 
controle, pois desse modo os resultados obtidos podem ser comparados e 
validados. 
Para chegar aos resultados que serão apresentados posteriormente, o 
público entrevistado foi selecionado de forma estratégica, de modo que fosse 
possível colher a amostra abrangendo a grande parte da região, a qual tem cerca de 
80% dos municípios atendidos pelo Programa do PROERD. 
Os objetivos propostos no início desse trabalho sobre apresentar a didática 
aplicada pelos Policiais Militares Instrutores da Região do Cariri/Ce foram realizados 
e avaliados pelos estudantes que puderam mostrar o nível de satisfação referente à 
abordagem e técnicas utilizadas pelos Policias facilitadores. Além disso, a 
contribuição do PROERD na redução da vulnerabilidade e fortalecimento dos fatores 
de proteção dos alunos pôde ser avaliada e mostrada através de dados 
comprobatórios, diante da aplicação do instrumento de pesquisa. 
Nessa perspectiva, por esse modelo investigativo, pode-se confirmar que as 
hipóteses e os objetivos pretendidos nessa investigação foram alcançados, pois a 
partir das tabelas e gráficos a seguir, a descrição dos resultados e os números 
obtidos retratam a realidade do PROERD na região. As tabelas estão divididas por 
temas, e à medida que são apresentados os gráficos correspondentes a cada uma 
delas, mostram detalhadamente, através de cada tema, os reais resultados da 
pesquisa. 
Seguem então, a seguir, as tabelas e os gráficos que correspondem aos 
resultados da pesquisa: 
106 
 
 
Tabela 7- Relação familiar 
Variável Grupo 
Não Participante 
do Proerd (%) 
Participante do 
Proerd (%) 
Total 
Relação afetiva com 
os pais 
Excelente 32.03 50.66 43.16 
Ótimo 31.37 21.15 25.26 
 
 Bom 28.10 20.26 23.42 
 
 Regular 5.88 6.61 6.32 
 
 Ruim 2.61 1.32 1.84 
O diálogo com seus 
pais 
Excelente 19.35 22.12 21.00 
Ótimo 26.45 36.73 32.55 
 
Bom 28.39 27.88 28.08 
 
Regular 22.58 10.18 15.22 
 
Ruim 3.23 3.10 3.15 
A participação dos 
Excelente 31.17 41.26 37.14 
Ótimo 19.48 25.11 22.81 
pais no Bom 25.32 20.18 22.28 
acompanhamento Regular 16.88 9.87 12.73 
Escolar Ruim 7.14 3.59 5.04 
Mora com o Pai Não 40.24 37.12 38.42 
 
Sim 59.76 62.88 61.58 
Mora com a Mãe Não 14.63 10.92 12.47 
 
Sim 85.37 89.08 87.53 
Mora com o Pai e Mãe Não 16,36 12,58 14,13 
 
Sim 83,64 87,42 85,87 
FONTE: Elaboração a partir de dados da pesquisa 
 
Esta tabela descreve, inicialmente, a relação familiar dos estudantes, 
enfatizando a participação dos pais na convivência em família e na educação dos 
filhos. Os gráficos que correspondem a essa investigação fazem uma subdivisão, 
com dados específicos dos temas contidos na tabela, destacando, em cada gráfico, 
os valores de maior referência de forma comparativa. 
 
Gráfico 15 - Relação afetiva com os pais 
 
 
 FONTE: Elaboração a partir de dados da pesquisa 
32,03 31,37 
28,1 
5,88 
2,61 
50,66 
21,15 20,26 
6,61 
1,32 
43,16 
25,26 23,42 
6,32 
1,84 
0
10
20
30
40
50
60
Excelente Ótimo Bom Regular Ruim
Não Participante do Proerd (%) Participante do Proerd (%) Total %
107 
 
 
O gráfico mostra a relação afetiva dos alunos com os pais. Numa escala que 
vai de excelente, ótimo, bom, regular e ruim, aquelesque participaram do Proerd 
superou com 50,66%, enquanto os que não tiveram instruções no programa 
corresponderam a 32,03%. Nessa classificação, desconsideram-se o regular e o 
ruim, pois tiveram dados insignificantes. 
 
Gráfico 16 - O diálogo com seus pais 
 
 
 FONTE: Elaboração a partir de dados da pesquisa 
 
Ao abordar o diálogo com os pais, percebe-se que a maior avaliação foi a 
variável correspondente ao ótimo. Para tanto, os que participaram do Proerd tiveram 
maior índice de avaliação com 36,73% e quem não participou com 26,45%. 
 
Gráfico 17 - A participação dos pais no acompanhamento escolar 
 
 
 FONTE: Elaboração a partir de dados da pesquisa 
19,35 
26,45 
28,39 
22,58 
3,23 
22,12 
36,73 
27,88 
10,18 
3,1 
21 
32,55 
28,08 
15,22 
3,15 
0
10
20
30
40
Excelente Ótimo Bom Regular Ruim
Não Participante do Proerd (%) Participante do Proerd (%) Total %
31,17 
19,48 
25,32 
16,88 
7,14 
41,26 
25,11 
20,18 
9,87 
3,59 
37,14 
22,81 
22,28 
12,73 
5,04 
0
10
20
30
40
50
Excelente Ótimo Bom Regular Ruim
Não Participante do Proerd (%) Participante do Proerd (%)
Total %
108 
 
 
Quanto ao acompanhamento escolar, a variável excelente foi a que teve 
maior avaliação dos alunos, pois para quem participou do Proerd a porcentagem foi 
de 41,26% e para quem não participou 31,17%. 
 
Gráfico 18 - Percentual de entrevistados que mora com o pai 
 
 
 FONTE: Elaboração a partir de dados da pesquisa 
 
Na questão da moradia, relataram morar com o pai 62,88% dos alunos que 
foram do Proerd e 59,76% para os que não estiveram no Proerd. 
 
Gráfico 19 - Percentual de entrevistados que moram com a Mãe 
 
 
 FONTE: Elaboração a partir de dados da pesquisa 
40,24 37,12 38,42 
59,76 62,88 61,58 
0
20
40
60
80
100
120
Não Participante do
Proerd (%)
Participante do Proerd
(%)
Total %
Não Sim
14,63 10,92 12,47 
85,37 89,08 87,53 
0%
10%
20%
30%
40%
50%
60%
70%
80%
90%
100%
Não Participante do
Proerd (%)
Participante do Proerd
(%)
Total %
Não Sim
109 
 
 
Em relação à moradia com a mãe, disseram morar com a mãe 89,08% dos 
alunos que foram do Proerd e 85,37% para os que não estiveram no Proerd. 
 
Gráfico 20 - Percentual de entrevistados que moram com Pai e Mãe 
 
 
 FONTE: Elaboração a partir de dados da pesquisa 
 
Quanto a morar com o pai e a mãe, foram 87,42% dos alunos que fizeram 
Proerd e 83,64% para os que não participaram. 
 
Tabela 8 - Uso de drogas pelo grupo familiar 
Variável Grupo 
Não Participante 
do Proerd (%) 
Participante do 
Proerd (%) 
Total 
Alguém de sua casa 
faz uso de bebidas 
alcoólicas? 
Raramente 19.02 18.94 18.97 
De vez em quando 38.65 35.68 36.92 
Com frequência 6.13 8.37 7.44 
 
Não faz uso 36.20 37.00 36.67 
Alguém de sua casa 
faz uso de cigarros? 
Raramente 7.41 6.61 6.94 
De vez em quando 14.81 10.57 12.34 
Com frequência 21.60 18.94 20.05 
 
Não faz uso 56.17 63.88 60.67 
Alguém de sua casa 
faz uso de substâncias 
ilícitas? 
Raramente 0.63 0.00 0.26 
De vez em quando 2.50 0.44 1.29 
Com frequência 1.88 0.00 0.78 
 
Não faz uso 95.00 99.56 97.67 
 
FONTE: Elaboração a partir de dados da pesquisa 
 
Os dados contidos na tabela 2 retratam a questão de uso de drogas pelo 
grupo familiar, com a finalidade de se observar o quanto os alunos estão expostos 
16,36 12,58 14,13 
83,64 87,42 85,87 
0%
20%
40%
60%
80%
100%
Não Participante do
Proerd (%)
Participante do Proerd
(%)
Total %
Não Sim
110 
 
 
às drogas, sejam elas lícitas ou ilícitas. A seguir os gráficos deste tema estarão 
subdivididos por tipo de drogas. 
 
Gráfico 21 - Percentual de famílias com casos de bebidas alcoólicas 
 
 
 FONTE: Elaboração a partir de dados da pesquisa 
 
Em relação ao uso de bebidas alcoólicas pelo grupo familiar dos alunos, 
destacam-se as variáveis: raramente; de vez em quando; com frequência; não faz 
uso. Como resultados, percebe-se no gráfico que aqueles não participantes do 
Proerd tiveram como maior índice 38,65% para a variável de vez em quando. 
Quanto aos que já foram do Proerd o maior índice foi não faz uso, com 37%. 
Portanto, há maior probabilidade de que os alunos que participaram do Proerd 
atuem como multiplicadores contra o uso de drogas no seio familiar. 
 
Gráfico 22 - Percentual de famílias com casos de uso de cigarros 
 
 
 FONTE: Elaboração a partir de dados da pesquisa 
19,02 18,94 18,97 
38,65 
35,68 36,92 
6,13 
8,37 7,44 
36,2 37 36,67 
0
5
10
15
20
25
30
35
40
45
Não Participante
do Proerd (%)
Participante do
Proerd (%)
Total (%)
Raramente
De vez em quando
Com frequência
Não faz uso
7,41 
6,61 6,94 
14,81 
10,57 12,34 
21,6 18,94 20,05 
56,17 
63,88 60,67 
0
10
20
30
40
50
60
70
Não Participante
do Proerd (%)
Participante do
Proerd (%)
Total (%)
Raramente
De vez em quando
Com frequência
Não faz uso
111 
 
 
No caso do uso de cigarros pela família dos alunos, utilizando as mesmas 
variáveis: raramente; de vez em quando; com frequência; não faz uso, os resultados 
mostram que a variável não faz uso superou todas as outras, destacando um 
percentual de 63,88 para os familiares daqueles que participaram do Proerd e 56,17 
para o grupo familiar de quem não foi do Proerd. 
 
Gráfico 23 - Percentual de famílias com casos de uso de substâncias ilícitas 
 
 
 FONTE: Elaboração a partir de dados da pesquisa 
 
No uso de drogas ilícitas por parte do grupo familiar dos alunos, destaca-se 
a variável não faz uso com 99,56% para os familiares dos que foram do Proerd e 
95% para a família dos alunos que não participaram do curso Proerd. As demais 
variáveis: raramente; de vez em quando; com frequência, foram desconsideradas, 
por não apresentarem dados significativos. 
Pelos dados que foram apresentados até o momento sobre a relação 
familiar, participação no acompanhamento escolar e quanto ao uso de drogas lícitas 
e ilícitas entre os familiares dos alunos, percebe-se que, para os estudantes que 
participaram do Proerd, os números são avaliados com maior índice de positividade 
do que para os alunos não participantes do curso. 
Diante disso, conclui-se existir uma relação positiva desse grupo de alunos 
com seus pais, haja vista que são orientados pelo Policial Militar Instrutor do Proerd 
para atuarem como multiplicadores na prevenção às drogas. Assim, pode-se 
constatar a importância do curso do Proerd na relação familiar. 
2,5 0,44 1,29 1,88 0 0,78 
95 
99,56 97,67 
0
20
40
60
80
100
120
Não Participante
do Proerd (%)
Participante do
Proerd (%)
Total (%)
Raramente
De vez em quando
Com frequência
Não faz uso
112 
 
 
Tabela 9 - Relação do aluno entrevistado com a escola 
Variável Grupo 
Não Participante 
do Proerd (%) 
Participante do 
Proerd (%) 
Total 
Avaliação da escola 
que estuda 
Excelente 23.72 21.15 22.19 
Ótimo 23.72 30.84 27.94 
Bom 35.26 32.16 33.42 
 
Regular 14.10 14.54 14.36 
 
Ruim 3.21 1.32 2.09 
Interesse pelos 
estudos 
Excelente 19.35 37.89 30.37 
Ótimo 27.10 32.16 30.10 
Bom 40.65 22.91 30.10 
 
Regular 9.03 6.17 7.33 
 
Ruim 3.87 0.88 2.09 
 
Excelente 43.23 62.56 54.71 
Frequência nas aulas Ótimo 24.52 18.94 21.20 
 
Bom 23.87 14.54 18.32 
 
Regular 6.45 3.08 4.45 
 
Ruim 1.94 0.88 1.31 
Participação nas 
atividades em sala de 
aula 
Excelente 25.64 40.09 34.20 
Ótimo 21.15 27.75 25.07 
Bom 28.85 18.06 22.45 
 
Regular 19.23 13.22 15.67 
 
Ruim 5.13 0.88 2.61 
FONTE: Elaboração a partir de dados da pesquisa 
 
A tabela 3 apresenta os dados da investigação sobre a relação dos alunos 
entrevistados com a escola em que estudam atualmente. Esse tema tem o objetivo 
de mostrar o quanto os estudantes se interessam pelos estudos, podendo ser este 
um fato importante para explicar a participação deles no curso do Proerd. Os 
resultados serão abordados nos gráficos a seguir, os quais estão subdivididos entre 
os tópicos destacados na tabela.Gráfico 24 - Avaliação da escola em que estudam 
 
 
 FONTE: Elaboração a partir de dados da pesquisa 
23,72 23,72 
35,26 
14,1 
3,21 
21,15 
30,84 32,16 
14,54 
1,32 
22,19 
27,94 
33,42 
14,36 
2,09 
0
10
20
30
40
Excelente Ótimo Bom Regular Ruim
Não Participante do Proerd (%) Participante do Proerd (%) Total (%)
113 
 
 
Avaliando a escola em que estudam, os alunos puderam expressar sua 
opinião sobre sua satisfação pelo ambiente escolar a que pertencem. As variáveis 
para esse tema foram: excelente; ótimo; bom; regular; ruim. As opções: excelente, 
ótimo e bom destaca-se com maior índice de avaliação. No entanto, tem-se maior 
ênfase na variável bom com 35,26% para os que não participaram do Proerd e 
32,16% para aqueles que tiveram instruções no curso do Proerd. As variáveis: 
regular e ruim foram desconsideradas por não apresentarem dados significativos. 
 
Gráfico 25 - Avaliação do interesse pelos estudos 
 
 
 
 
 
 FONTE: Elaboração a partir de dados da pesquisa 
 
Sobre a avaliação do interesse pelos estudos, utilizando as mesmas 
variáveis do gráfico anterior, houve maior relevância para alunos não participantes 
do Proerd na variável bom com 40,65% e, para os estudantes com instruções 
através do programa o índice foi de 37,89 para a variável excelente. 
 
Gráfico 26 - Avaliação da frequência nas aulas 
 
 
 FONTE: Elaboração a partir de dados da pesquisa 
19,35 
27,1 
40,65 
9,03 
3,87 
37,89 
32,16 
22,91 
6,17 
0,88 
30,37 
30,1 30,1 
7,33 
2,09 
0
10
20
30
40
50
Excelente Ótimo Bom Regular Ruim
Não Participante do Proerd (%) Participante do Proerd (%) Total (%)
43,23 
24,52 23,87 
6,45 1,94 
62,56 
18,94 14,54 
3,08 
0,88 
54,71 
21,2 18,32 
4,45 1,31 
0
20
40
60
80
Excelente Ótimo Bom Regular Ruim
Não Participante do Proerd (%) Participante do Proerd (%) Total (%)
114 
 
 
Ao investigar a frequência no ensino regular na escola em que o aluno 
estuda, percebe-se que houve significativa diferença entre as variáveis. Aqueles 
alunos que não participaram do Proerd avaliaram sua participação como excelente 
com 43,23%. Sobre os estudantes que foram instruídos pelo Programa, os dados 
foram de 62,56%, os quais também consideram excelente sua frequência escolar. 
Vale ressaltar nesse ponto que, em dia de aulas do Proerd, há poucas faltas 
nas salas de aula, motivo pelo qual a pesquisa traz esse diferencial. 
 
Gráfico 27 - Avaliação da participação nas atividades em sala de aula 
 
 
 FONTE: Elaboração a partir de dados da pesquisa 
 
Quanto à participação nas atividades em sala de aula, os dados foram bem 
distribuídos entre as variáveis, e no gráfico observa-se um percentual preocupante 
de 5,13% para a variável ruim. As outras variáveis mostraram a satisfação dos 
alunos pelas atividades de sala de aula. 40,09% dos alunos que participaram do 
Proerd consideram excelente sua participação nas atividades, enquanto para os que 
não participaram do curso Proerd, a porcentagem é de 28,85% na variável bom. 
Concluindo, percebe-se que alunos do Proerd são bastante participativos nas aulas, 
fato este comprovado por mim, como está descrito no capítulo que fala da minha 
experiência como Instrutor do Proerd. 
Portanto, o professor que estimular os alunos a participarem das aulas pode 
melhorar ainda mais a participação dos alunos no processo educativo. 
25,64 
21,15 
28,85 
19,23 
5,13 
40,09 
27,75 
18,06 
13,22 
0,88 
34,2 
25,07 22,45 
15,67 
2,61 
0
5
10
15
20
25
30
35
40
45
Excelente Ótimo Bom Regular Ruim
Não Participante do Proerd (%) Participante do Proerd (%) Total (%)
115 
 
 
Tabela 10 - Avaliação do policial instrutor do Proerd 
Variável Grupo Participante do Proerd (%) 
Relação do aluno com o Policial 
Instrutor em sala de aula 
Excelente 55.56 
Ótimo 23.56 
Bom 18.22 
 
Regular 2.22 
 
Ruim 0.44 
Técnicas utilizadas Policial Instrutor 
em sala de aula 
Excelente 47.14 
Ótimo 23.79 
Bom 21.59 
 
Regular 7.49 
 
Ruim 0.00 
 
Excelente 54.19 
A organização do Policial nos 
trabalhos em sala de aula 
Ótimo 24.67 
Bom 14.54 
 
Regular 4.85 
 
Ruim 1.76 
Comunicação do Policial com os 
alunos em sala 
Excelente 56.89 
Ótimo 23.11 
Bom 16.00 
 
Regular 1.33 
 
Ruim 2.67 
Relação afetiva do Policial com os 
alunos 
Excelente 51.11 
Ótimo 25.78 
Bom 17.33 
 
Regular 4.00 
 
Ruim 1.78 
FONTE: Elaboração a partir de dados da pesquisa 
 
Esta tabela apresenta uma avaliação sobre o Policial Instrutor do Proerd. 
Abordam-se aqui questões como a relação do Policial com os alunos, as técnicas 
usadas para ministrar as aulas, a organização do Instrutor com o material, a 
comunicação entre ele e alunos e a afetividade. Os gráficos a seguir, os quais estão 
subdivididos por questões, vêm detalhar o passo a passo dessa avaliação e busca 
informar o quanto os alunos se relacionam com o Policial em sala de aula, ao 
mesmo tempo em que o Instrutor busca levar novas técnicas para favorecer o 
desenvolvimento das aulas. 
116 
 
 
Gráfico 28 - Relação do aluno com o Policial Instrutor em sala de aula 
 
 
 FONTE: Elaboração a partir de dados da pesquisa 
 
Quando verificada a relação do aluno com o Policial Instrutor, usando as 
variáveis: excelente; ótimo; bom; regular; ruim, observa-se nos dados contidos no 
gráfico, que a maioria dos estudantes considera esta relação excelente, com 56% de 
aprovação. Assim, este percentual supera todas as demais variáveis, tornando 
positiva a relação entre ambos. 
 
Gráfico 29 - Técnicas utilizadas pelo Policial Instrutor em sala de aula 
 
 
 FONTE: Elaboração a partir de dados da pesquisa 
56% 
24% 
18% 
2% 0% 
Excelente
Ótimo
Bom
Regular
Ruim
47% 
24% 
22% 
7% 
0% 
Excelente
Ótimo
Bom
Regular
Ruim
117 
 
 
Quanto às técnicas que o Policial utiliza em sala de aula para debater com 
os alunos o conteúdo das lições Proerd, percebe-se que estas são avaliadas de 
forma positiva pelos alunos. Utilizando as mesmas variáveis, o maior percentual foi a 
variável excelente com 47%. Desse modo, 
 
Gráfico 30 - A organização do Policial nos trabalhos em sala de aula 
 
 
 FONTE: Elaboração a partir de dados da pesquisa 
 
A organização do Policial nos trabalhos em sala de aula é de fundamental 
importância para a condução do processo preventivo, pois dela depende que os 
alunos acompanhem de forma sequenciada o conteúdo e passe a interagir com o 
Instrutor. 
Diante disso, ao investigar se essa realidade é reconhecida pelos alunos, 
procurou-se saber o quanto eles acham o Policial organizado. Como resposta, a 
avaliação na variável excelente superou todas as outras, totalizando 54%. 
Em conclusão a esta informação, mostra-se que os dados apresentados 
pelos alunos confirmam que o Instrutor do Proerd é organizado em seus trabalhos 
na educação preventiva. Fato este que o torna um educador compromissado e 
preparado. 
 
54% 
25% 
14% 
5% 
2% 
Excelente
Ótimo
Bom
Regular
Ruim
118 
 
 
Gráfico 31 - Comunicação do Policial com os alunos em sala 
 
 
 FONTE: Elaboração a partir de dados da pesquisa 
 
O processo de comunicação entre Instrutor e aluno deve ser claro e objetivo 
para facilitar a compreensão do conteúdo. Nessa avaliação, através das variáveis 
propostas, o percentual foi de 57% excelente. Portando, comprova-se que existe 
uma comunicação favorável à aquisição do conhecimento entre Policial e alunos. 
 
Gráfico 32 - Relação afetiva do Policial com os alunos 
 
 
 FONTE: Elaboração a partir de dados da pesquisa 
57% 
23% 
16% 
1% 3% 
Excelente
Ótimo
Bom
Regular
Ruim
51% 
26% 
17% 
4% 
2% 
Excelente
Ótimo
Bom
Regular
Ruim
119 
 
 
Para que os alunos confiem nas instruções repassadas pelo Policial do 
Proerd, é necessário que haja uma relação de respeito e afetividade entre eles, pois, 
deste modo, haverá melhor interação nosdebates. Ao avaliar essa relação afetiva 
no tratamento do Policial com os alunos, a maioria deles disse ser excelente, 
totalizando um percentual de 51%. As demais variáveis foram descritas, mas não 
superam esse valor, que é dobrado diante das outras. 
 
 
Tabela 11- Avaliação do curso Proerd 
Variável Grupo Participante do Proerd (%) 
Interesse pelas aulas do Proerd 
Excelente 58.04 
Ótimo 28.57 
Bom 11.61 
 
Regular 1.34 
 
Ruim 0.45 
Contribuição do curso Proerd para 
sua vida pessoal 
Excelente 52.44 
Ótimo 28.89 
Bom 16.44 
 
Regular 1.33 
 
Ruim 0.89 
 
Excelente 44.64 
Contribuição do curso Proerd na 
relação com seus pais 
Ótimo 33.48 
Bom 16.52 
 
Regular 3.13 
 
Ruim 2.23 
FONTE: Elaboração a partir de dados da pesquisa 
 
 
Nesta tabela estão expostos os dados colhidos referentes à avaliação dos 
alunos para o curso do Proerd. Foram avaliados alguns pontos importantes, tais 
como: o quanto o programa despertou o interesse dos alunos para as aulas, a 
contribuição do curso para a vida pessoal dos alunos e a contribuição na relação 
com os pais. Abaixo os gráficos mostram os resultados da pesquisa. 
120 
 
 
Gráfico 33 - Interesse pelas aulas do Proerd 
 
 
 FONTE: Elaboração a partir de dados da pesquisa 
 
Quanto à avaliação do curso do Proerd, o gráfico mostra, através das 
variáveis: excelente; ótimo; bom; regular; ruim, que grande parte dos alunos avalia o 
curso como excelente, com 58% das opiniões dos entrevistados e como ótimo com 
29%. As demais varáveis foram citadas, mas bem abaixo destes percentuais. 
 
 
Gráfico 34 - Contribuição do curso Proerd para sua vida pessoal 
 
 
 FONTE: Elaboração a partir de dados da pesquisa 
58% 
29% 
12% 
1% 0% 
Excelente
Ótimo
Bom
Regular
Ruim
53% 
29% 
16% 
1% 
1% 
Excelente
Ótimo
Bom
Regular
Ruim
121 
 
 
Em ralação à contribuição do curso para a vida pessoal dos alunos, os 
dados trazem que 53% consideraram excelente, 29% dizem que foi ótimo e 16% 
relataram ser bom. As outras variáveis, regular e ruim, tiveram 1%, sendo 
insignificante diante da percepção dos alunos. 
 
Gráfico 35 - Contribuição do curso Proerd na relação com seus pais 
 
 
 FONTE: Elaboração a partir de dados da pesquisa 
 
Quando foi abordada a contribuição do curso do Proerd na relação com os 
pais, a resposta foi 45% excelente, 33% ótimo e 17% bom. Portanto, caracteriza-se 
o curso como importante na contribuição para relação familiar dos alunos. 
 
 
Tabela 12 - Avaliação do curso Proerd: apreensão da atenção nas aulas do Proerd 
Variável Grupo Participante do Proerd (%) 
Policial fardado Não 57.64 
 
Sim 42.36 
Atividades do livro Proerd Não 50.66 
 
Sim 49.34 
Fardamento do Programa Proerd Não 60.70 
 
Sim 39.30 
Técnicas do Policial: jogos, mágicas, 
músicas, brincadeiras, etc. 
Não 38.86 
Sim 61.14 
 
FONTE: Elaboração a partir de dados da pesquisa 
45% 
33% 
17% 
3% 2% 
Excelente
Ótimo
Bom
Regular
Ruim
122 
 
 
A tabela acima teve como objetivo avaliar o interesse dos alunos pelas aulas 
do Proerd, a qual traduz a oportunidade vivida pelos participantes de identificar o 
que realmente lhes chamou atenção durante os trabalhos desenvolvidos pelo 
Policial Instrutor em sala. Na sequência, os gráficos detalham com precisão cada 
item descrito. 
 
Gráfico 36 - Apreensão da atenção nas aulas do Proerd: Policial fardado 
 
 
 FONTE: Elaboração a partir de dados da pesquisa 
 
Este gráfico relata com precisão o quanto o Instrutor fardado atrai a atenção 
dos alunos, pois alguns deles ainda não tiveram esse contato com um Policial. No 
entanto o percentual de resposta para sim, em relação ao Policial fardado foi de 42% 
e para não com 58%. 
 
Gráfico 37 - Apreensão da atenção nas aulas do Proerd: atividades do livro Proerd 
 
 
 FONTE: Elaboração a partir de dados da pesquisa 
58% 
42% 
Não
Sim
51% 
49% 
Não
Sim
123 
 
 
Em relação às atividades do livro do estudante Proerd, responderam que 
elas apreenderam a atenção com a variável sim 49% e para não 51%. 
 
Gráfico 37 - Apreensão da atenção nas aulas do Proerd: fardamento do programa 
 
 
 FONTE: Elaboração a partir de dados da pesquisa 
 
O fardamento do Proerd, adquirido pelos alunos, geralmente é algo muito 
desejado por eles. Porém, percebe-se que avaliaram com a variável sim sobre ser 
algo atrativo somente um percentual de 39% e responderam não 61%. 
 
Gráfico 38 - Apreensão da atenção nas aulas do Proerd: Técnicas de ensino do 
Policial (jogos, vídeos, mágicas, músicas, brincadeiras, etc.). 
 
 
 FONTE: Elaboração a partir de dados da pesquisa 
61% 
39% 
Não
Sim
39% 
61% 
Não
Sim
124 
 
 
Quando avaliada as técnicas utilizadas pelo Policial Instrutor, os alunos 
disseram ser algo que apreende a atenção deles com a variável sim em um 
percentual de 61% e responderam que não apreende a atenção um total de 39%. 
Diante desse resultado, percebe-se claramente que uma aula dinâmica, com 
técnicas atrativas proporciona aos alunos maior interação e envolvimento na 
discussão do tema. 
Assim, mediante dados apresentados pelo gráfico, ser um facilitador para o 
conhecimento, buscando envolver os estudantes nos debates de sala, utilizando 
algo que possa atrair a atenção de todos, produz melhores resultados na 
participação e aprendizagem. 
Portanto, “o facilitador ajuda um grupo a alcançar um determinado propósito, 
tal como aprender um conceito ou um objetivo, demonstrando habilidade, avaliando 
necessidades, examinando questões, fazendo planos ou chegando a decisões” 
(BRASILIA, 2005, p. 7). 
 
 
Tabela 7 - Conhecimento dos alunos antes do curso do Proerd sobre os efeitos 
prejudiciais de drogas 
Variável 
 Tinha 
Conhecimento 
Feminino 
(%) 
 Masculino 
(%) 
Total 
Cigarro Não 31.19 26.09 
 
28.57 
 
Sim 68.81 73.91 71.43 
Álcool Não 30.00 28.95 
 
29.46 
 
Sim 70.00 71.05 70.54 
Maconha Não 73.83 53.15 
 
63.30 
 
Sim 26.17 46.85 36.70 
Inalantes Não 78.50 76.79 
 
77.63 
 
Sim 21.50 23.21 
22.37 
Crack Não 74.77 57.66 
 
66.06 
 
Sim 25.23 42.34 33.94 
Cocaína Não 79.44 58.93 
 
68.95 
 
Sim 20.56 41.07 31.05 
FONTE: Elaboração a partir de dados da pesquisa 
125 
 
 
Ao iniciar o curso do Proerd faz-se necessário medir o conhecimento prévio 
dos alunos quanto aos temas das lições, com o intuito de compreender-lhes a 
realidade. Para tanto, a tabela acima traz dados referentes aos efeitos prejudiciais 
das drogas antes do curso. 
A seguir, os gráficos descreverão, com detalhes, os resultados acerca do 
conhecimento prévio dos alunos em relação a cada tipo de droga, classificando por 
gênero (masculino e feminino), especificando o quanto eles já sabiam destes 
assuntos. 
 
Gráfico 39 - Conhecimento dos alunos antes do curso do Proerd sobre os efeitos 
prejudiciais do Cigarro 
 
 
 FONTE: Elaboração a partir de dados da pesquisa 
 
Em relação ao conhecimento sobre os efeitos prejudiciais do cigarro antes 
do curso Proerd, os alunos do sexo masculino alegaram ter mais conhecimento com 
73,91% e do sexo feminino foi de 68,81%. Quanto ao que não tinha muita 
informação o resultado foi baixo, masculino com 26,09% e feminino com 31,19%. 
Mesmo com o impedimento de divulgar, na mídia, as propagandas de 
cigarro, os estudantes demonstram ter conhecimento sobre o assunto, fato que pode 
ajudar na prevenção de resistir às ofertas e proporcionar uma melhor qualidade de 
vida a eles e a seus familiares. 
0
10
20
30
40
50
60
70
80
Feminino (%)
Masculino (%)
Total (%)
31,19 
26,09 28,57 
68,81 73,91 
71,43 
Não Sim
126 
 
 
Gráfico 40 - Conhecimento dos alunos antes do curso do Proerd sobre os efeitos 
prejudiciais do Álcool 
 
 
 FONTE: Elaboração a partir de dados da pesquisa 
 
Sobre o conhecimento prévio das bebidas alcoólicas, o gráfico mostra que 
grande parte dos alunos já sabia algo sobre esse tipo deand identify the program 
as relevant social interest . The research aimed to characterize the PROERD and its 
performance in schools, starting from the listening students served by the same 
regarding your participation and also those who have not had the opportunity to 
participate in the instructions. Thus, it results in the identification of the attitude of 
students for resistance to drug use. This study provides a better understanding of the 
program in family life relationships and the relationship of students with school and 
peers. The research method was quantitative with data collection through a 
questionnaire with closed questions. The results should agree or disagree with the 
assumptions made about the program's performance regarding the quality of life of 
the participants. 
 
Keywords: Drugs. Prevention. Proerd. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
SUMÁRIO 
 
 
 
INTRODUÇÃO .......................................................................................................... 18 
 
CAPÍTULO 1 - DROGAS: DEFINIÇÃO, CLASSIFICAÇÃO, EFEITOS E 
CONSQUÊNCIAS ..................................................................................................... 23 
1.1. Definição de drogas ...................................................................................... 23 
1.2. Classificação das drogas .............................................................................. 24 
1.3. Efeitos e consequências das drogas ............................................................ 25 
 
 
CAPÍTULO 2 - PREVENÇÃO AO USO INDEVIDO DE DROGAS ........................... 50 
2.1. A prevenção como um processo educativo .................................................. 52 
2.2. Tipos de prevenção ...................................................................................... 54 
2.3. Prevenção primária ....................................................................................... 56 
2.4. Fatores de risco e vulnerabilidade ................................................................ 58 
2.5. Fatores de proteção ...................................................................................... 59 
 
CAPÍTULO 3 - PROGRAMA EDUCACIONAL DE RESISTÊNCIA ÀS DROGAS E À 
VIOLÊNCIA - PROERD ............................................................................................ 62 
3.1. Breve histórico do PROERD ......................................................................... 62 
3.2. Desenvolvimento das lições PROERD ......................................................... 68 
3.3. Minha experiência como Instrutor do PROERD ........................................... 87 
3.4. O Policial Militar Instrutor como facilitador .................................................... 94 
 
CAPÍTULO 4 - MARCO METODOLÓGICO .............................................................. 97 
4.1. Informações gerais sobre o campo............................................................... 97 
4.2. População e amostra da pesquisa................................................................ 98 
4.3. Desempenho da pesquisa .......................................................................... 100 
4.4. Instrumento de análise da pesquisa ........................................................... 101 
4.5. Procedimentos para a coleta de dados ...................................................... 101 
4.6. Técnica e análise de dados ........................................................................ 103 
 
5. RESULTADOS E DISCUSSÃO ........................................................................ 105 
 
 
6. CONSIDERAÇÕES FINAIS .............................................................................. 132 
7. REFERÊNCIAS ................................................................................................ 135 
8. APÊNDICES ..................................................................................................... 140 
9. ANEXOS ........................................................................................................... 146 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
18 
 
 
INTRODUÇÃO 
 
 
O discurso sobre a prevenção ao uso de drogas tem estimulado o debate em 
diversos segmentos da sociedade, especialmente nas instituições de ensino, palco 
de uma diversidade de indivíduos, os quais passam a receber informações para o 
exercício da cidadania e valorização da vida. Nesse contexto, o Programa 
Educacional de Resistência às Drogas e à Violência (PROERD) se destaca pela 
atuação no ambiente escolar, por estar diariamente presente nas atividades 
educacionais dos alunos. 
O PROERD atua na prevenção ao uso de drogas em escolas públicas e 
particulares de Ensino Fundamental, em diferentes turmas, no entanto, tem maior 
atuação na faixa etária entre 09 e 12 anos, especificamente no 5º ano. O objetivo 
principal do programa é instruir estudantes para resistir às ofertas de drogas, com 
ênfase na prevenção primária. 
O tema em destaque foi escolhido para realizar um estudo sobre este 
programa de prevenção na capacitação de alunos, através de informações precisas 
sobre os efeitos prejudiciais das drogas, buscando alertar quanto aos riscos que 
estas podem causar aos usuários. Busca-se também divulgar as ações do Programa 
e apresentar resultados da sua atuação na prevenção às drogas, na Região do 
Cariri no Estado do Ceará, mediante pesquisa com alunos que participaram do curso 
e um grupo controle com jovens que não foram agraciados com a instrução do 
PROERD. Com isso, almeja-se conhecer melhor o Programa e a sua possível 
ampliação para outros municípios, podendo atender um maior número de estudantes 
no trabalho preventivo que, a meu ver, é a melhor forma para evitar o uso de drogas. 
Estudos apresentados abordam que a criminalidade está diretamente 
relacionada ao tráfico de drogas, e esse, por sua vez, está atingindo principalmente 
os adolescentes, que começam muito cedo a usar algum tipo de entorpecentes 
(MASSARDI, 2013). 
Afirma Brasil (2010) que, devido à implantação de políticas de prevenção em 
escolas e na sociedade, percebe-se que ultimamente, houve uma redução do uso de 
drogas entre os estudantes. Ele ainda acrescenta que essas políticas se dão através 
da capacitação de profissionais da educação, ações preventivas junto à 
comunidade, fortalecimento da rede de proteção social, dentre outras iniciativas que 
visam reduzir o índice de usuários. 
19 
 
 
Por conta disso, apresenta-se a prevenção como uma estratégia na 
resistência às ofertas de drogas, proporcionando o empoderamento e o 
conhecimento prévio sobre o tema, além de levar o individuo a refletir sobre as 
possíveis ofertas. Diante disso, faz-se o seguinte questionamento: Antes que as 
drogas sejam ofertadas, os jovens sabem das reais consequências? O 
conhecimento torna-os mais preparados para evitar o contato com as drogas? 
Nesse sentido, a pesquisa visa contribuir na elaboração de estratégias que 
possam fortalecer a tomada de decisão e a escolha de comportamentos positivos, 
levando os estudantes a pensar sobre a situação, analisar as escolhas, decidir de 
forma confiante e avaliar sua postura diante de situações que exijam maior reflexão 
sobre determinadas questões. É nessa linha de pensamento que o PROERD pode 
ajudar na identificação de comportamentos que possam comprometer a saúde física 
e mental dos indivíduos, quanto ao uso de drogas, atuando na tomada de decisão 
para decidir pela opção que lhes trará melhores resultados, através de ações 
conjuntas, despertando neles uma postura crítica diante do uso de drogas, podendo 
reduzir a vulnerabilidade e fortalecer a sua autonomia para resistir às ofertas. 
Pelo que foi discutido, pode-se perceber a necessidade de ampliar o debate 
sobre a prevenção, haja vista que é um assunto o qual trará questionamentos 
acerca do uso de substâncias químicas, pois, pelo que estádroga lícita. Os do sexo 
masculino que responderam sim tiveram um percentual de 71,05%, do sexo 
feminino o resultado para quem disse sim foi de 70%, estando bem próximos nos 
percentuais. Portanto, acredita-se que, pelo fato de ser uma droga muito presente no 
grupo familiar, comprovada anteriormente, o contato com ela fica mais acessível. 
 
Gráfico 41 - Conhecimento dos alunos antes do curso do Proerd sobre os efeitos 
prejudiciais da Maconha 
 
 
 
 
 FONTE: Elaboração a partir de dados da pesquisa 
0
20
40
60
80
Feminino (%)
Masculino (%)
Total (%)
30 
28,95 
29,46 
70 71,05 
70,54 
Não Sim
0
20
40
60
80
Feminino (%)
Masculino (%)
Total (%)
73,83 
53,15 
63,3 
26,17 
46,85 
36,7 
Não Sim
127 
 
 
Sobre a maconha, responderam na variável sim do sexo masculino 46,85% 
e do sexo feminino 26,17%. Em relação a variável não, do sexo masculino foi 
53,15% e feminino com 73,83%. Nessa relação, percebe-se o contrário, talvez pelo 
fato de que a maconha é uma droga ilícita e não é comum o uso no grupo familiar. 
 
Gráfico 42 - Conhecimento dos alunos antes do curso do Proerd sobre os efeitos 
prejudiciais de Inalantes 
 
 
 
 FONTE: Elaboração a partir de dados da pesquisa 
 
Por não ter muita relevância no meio social, os inalantes são substâncias 
pouco conhecida dos alunos, pois em relação a variável sim, relataram ter 
conhecimento do sexo masculino 23,21% e do sexo feminino 21,5%. No caso de 
não conhecer, os homens tiveram 76,79% e as mulheres 78,5%. Diante disso, 
observa-se que há necessidade de intensificar o debate sobre inalantes, pois 
segundo Ceará (2012) são substâncias prejudiciais à saúde e que podem 
comprometer a qualidade de vida. 
 
Gráfico 43 - Conhecimento dos alunos antes do curso do Proerd sobre os efeitos 
prejudiciais do Crack 
0
10
20
30
40
50
60
70
80
Feminino (%)
Masculino (%)
Total (%)
78,5 
76,79 77,63 
21,5 23,21 
22,37 
Não Sim
128 
 
 
 
 FONTE: Elaboração a partir de dados da pesquisa 
 
O tema crack atualmente tem sido palco de grandes debates. Por conta 
disso buscou-se verificar o conhecimento dos alunos sobre esta substância antes do 
curso do Proerd, objetivando saber se os alunos estão bem informados. A pesquisa 
mostrou que não, pois responderam saber algo 42,34% dos homens e 25,23% das 
mulheres. Pode-se constatar nessa porcentagem que as mulheres estão sabendo 
bem menos que os homens. 
Essa informação nos remete à possibilidade de intensificar ainda mais as 
informações sobre esse tipo de droga, especialmente para as mulheres. 
 
Gráfico 44 - Conhecimento dos alunos antes do curso do Proerd sobre os efeitos 
prejudiciais da Cocaína 
 
 
 FONTE: Elaboração a partir de dados da pesquisa 
0
20
40
60
80
Feminino (%)
Masculino (%)
Total (%)
74,77 
57,66 66,06 
25,23 
42,34 
33,94 
Não Sim
0
20
40
60
80
Feminino (%)
Masculino (%)
Total (%)
79,44 
58,93 
68,95 
20,56 
41,07 
31,05 
Não Sim
129 
 
 
Ao perguntar sobre o conhecimento da cocaína, os índices foram baixos 
para a variável sim, pois meninos tiveram um percentual de 41,07% e as meninas 
20,56%. Comparando aos índices de não saber, homens com 58,93% e mulheres 
79,44%, percebe-se que as mulheres tiveram menos oportunidade de obter 
informações sobre a droga citada. 
Como é uma droga ilícita, torna-se mais difícil o acesso a ela. No entanto, 
pela evidencia da mídia sobre o crack, não era pra ter essa diferença de 
informações. Então, diante de tais resultados, conversar sobre o crack é uma 
necessidade na educação preventiva. 
 
 
Tabela 8 - Percentual de entrevistados que afirmaram ter feito uso de drogas 
Tipo de 
droga 
Não participante do Proerd Participante do Proerd 
Feminino 
(%) 
Masculino 
(%) 
Total 
(%) 
Feminino 
(%) 
Masculino 
(%) 
Total 
(%) 
Bebida alcoólica 
 
 
 
14,63 14,63 29,27 3,06 3,06 6,11 
Cigarro 
 
 
 
 
 
4,27 7,32 11,59 0,44 0,87 1,31 
Maconha 
 
 
 
 
 
1,22 2,44 3,66 0,00 0,00 0,00 
Cocaína 
 
 
 
 
 
0,61 0,00 0,61 0,00 0,00 0,00 
Crack 
 
 
 
 
 
0,61 0,00 0,61 0,00 0,00 0,00 
FONTE: Elaboração a partir de dados da pesquisa 
 
Esta tabela faz um comparativo sobre o uso de drogas entre os alunos que 
participaram do Proerd e outros que não tiveram a oportunidade de participar. O 
resultado apresentado através dos dados coletados é importante para mostrar a 
eficiência do Programa na prevenção do uso de drogas. 
Para visualizar melhor os números percentuais, fez-se uma distribuição por 
tipo de drogas e posição de alunos sobre a participação no curso do Proerd. A 
seguir os gráficos distribuem os percentuais de acordo com as respostas dos alunos 
por gênero. 
130 
 
 
Gráfico 45 - Frequência relativa de não participante do Proerd que afirmaram ter 
feito uso de drogas 
 
 
FONTE: Elaboração a partir de dados da pesquisa 
 
 
Os dados que correspondem a este gráfico mostram a frequência em 
relação ao uso de drogas por alunos que não participaram do curso do Proerd. Foi 
feita uma divisão por gênero para comparar o índice entre homens e mulheres, além 
de especificar os tipos de drogas usadas. 
Na amostra, do sexo feminino, a bebida alcoólica foi a droga mais usada, 
com 14,63%. Em segundo lugar o cigarro com 4,27%. Logo após, veio à maconha 
com 1,22%, cocaína 0,61% e o crack com 0,61%. 
Para o sexo masculino, também o álcool superou as demais drogas com um 
percentual de 14,63%, igualando-se às mulheres. Quanto ao cigarro, houve um total 
de 7,32%, seguido da maconha com 2,44%, cocaína e crack com 0%. Quanto ao 
uso de cocaína e crack, as mulheres superaram o índice dos homens. 
 
Gráfico 46 - Frequência relativa de participante do Proerd que afirmaram ter feito 
uso de drogas 
 
 
FONTE: Elaboração a partir de dados da pesquisa 
14,63 14,63 
29,27 
4,27 
7,32 
11,59 
1,22 2,44 3,66 
0,61 0 0,61 0,61 0 0,61 
0
5
10
15
20
25
30
35
Feminino (%) Masculino (%) Total (%)
Bebida alcoólica Cigarro Maconha Cocaína Crack
3,06 3,06 
6,11 
0,44 0,87 1,31 
0 0 0 0 0 0 0 0 0 
0
2
4
6
8
Feminino (%) Masculino (%) Total (%)
Bebida alcoólica Cigarro Maconha Cocaína Crack
131 
 
 
Quando investigados os alunos que participaram do Proerd, os dados foram 
totalmente contrários daqueles que não participaram. Pois quanto ao uso de bebidas 
alcoólicas, as mulheres tiveram um percentual de 3,06%, cigarro 0,44%, maconha, 
cocaína e crack 0%. Em relação aos homens, para as bebidas alcoólicas o 
percentual foi de 3,06%, o mesmo percentual das mulheres e um pouco mais quanto 
ao cigarro com 0,87%. Para a maconha, cocaína e crack também foram de 0%. 
 Portanto, percebe-se que houve uma diferença significativa quanto ao uso 
de drogas entre os alunos que participaram e não do curso Proerd. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
132 
 
 
6. CONSIDERAÇÕES FINAIS 
 
Na construção deste trabalho buscou-se evidenciar o Programa Educacional 
de Resistência às Drogas e à Violência (PROERD) como um precursor na 
prevenção ao uso de drogas. Este Programa destaca-se pela forma como é 
desenvolvido nas instituições de ensino, através de um modelo dinâmico de educar 
e prevenir. As ações são voltadas para jovens em seu habitat, a escola, e atua 
principalmente na prevenção primária, ou seja, evitar o uso de drogas para aqueles 
que ainda não experimentaram ou simplesmente provaram em um determinado 
momento da vida. 
Na tentativa de prevenir os estudantes para não consumirem nenhuma 
substância nociva à sua saúde, os Policiais Instrutores do PROERD procuram 
envolver no processo o núcleo gestor da escola, selecionando turmas, marcando 
reuniões, organizando material didático, dentre outras atribuições. Também os 
professores, estimulando-os a acompanhar as aulas e, junto ao policial, proporcionar 
aos educando um momento de troca de experiência através das aulas expositivas.Os pais participam de reuniões e de atividades específicas contidas no livro do 
estudante para, junto aos filhos, debaterem o assunto estudado no dia, e 
proporcionarem o diálogo entre os membros da família. Não fica de fora a 
comunidade local, sendo esta envolvida no processo de prevenção através de 
trabalhos informativos e de pesquisa a ser realizados pelos alunos em suas 
localidades de moradia, além dos eventos externos, tais como: caminhadas da 
prevenção, desfile cívico, tendas da prevenção e gincanas. 
As ações do Programa visa proporcionar a interação de todos na resistência 
ao uso de drogas. Assim, o Policial Militar Instrutor atua como facilitador, visando 
estabelecer uma relação de confiança para levar aos discentes o conhecimento 
sobre o assunto, ao mesmo tempo em que visa o empoderamento destes para uma 
vida mais saudável. 
Diante da pesquisa realizada nesta dissertação e dos resultados coletados, 
conforme está descrito nas tabelas e gráficos apresentados anteriormente, destaca-
se o desempenho positivo do PROERD pelo fato de ser uma versão brasileira do 
programa DARE (Drug Abuse Resistence Education), implantada inicialmente nos 
Estados Unidos e, atualmente, desenvolvida em mais de quarenta países 
133 
 
 
conveniados. Essa “iniciativa é considerada pela ONU como um dos maiores 
programas de prevenção às drogas e à violência do mundo” (BAHIA, 2014). 
Referindo-se à aplicação do Programa, esta tem como fundamento 
despertar a reflexão sobre o uso de substâncias químicas através da 
problematização, debater sobre maneiras saudáveis de viver, trabalhar as relações 
afetivas entre os estudantes, resistir às pressões de grupo e incentivar o respeito às 
normas sociais. A condução desse processo acontece pala instrução didática em 
sala de aula, com uma metodologia facilitadora e a participação de todos os atores 
inseridos na sociedade. 
A meta alcançada neste trabalho partiu do objetivo de apresentar a didática 
aplicada pelos Policias Instrutores do Programa na prevenção ao uso de drogas em 
instituições de Ensino Fundamental da Região do Cariri/CE., para despertar nos 
educandos a necessidade de resistir às ofertas de drogas. A realização deste feito 
foi possível a partir do conhecimento da atuação do Proerd nas escolas, 
possibilitando verificar a contribuição deste para os fatores de proteção e redução da 
vulnerabilidade quanto ao uso de drogas, bem como apresentar um comparativo 
entre aqueles que participaram do curso e os que não tiveram a oportunidade de 
fazê-lo. 
Os objetivos foram alcançados mediante a investigação dos seguintes 
aspectos relacionais, relatados pelos estudantes: 
 Relação familiar 
 Uso de drogas pelo grupo familiar 
 Relação com a escola 
 Avaliação do Policial Instrutor do PROERD 
 Avaliação do curso 
 Apreensão da atenção nas aulas 
 Conhecimento prévio dos temas das aulas ao participar do curso 
 Ofertas de drogas 
 Uso de drogas após o término do curso 
 Uso de drogas por aqueles que não participaram do PROERD 
Como resultados descritos, o Programa se superou em todos os quesitos, 
especialmente no comparativo quanto ao uso de drogas pelos que estiveram ou não 
no Proerd, sendo este um dos maiores objetivos do Programa. Pelos dados 
coletados, o percentual sobre o uso de drogas, lícitas e ilícitas, para quem foi aluno 
134 
 
 
do Proerd registrou um resultado bem abaixo daqueles que ainda não cursaram. 
Assim, portanto, mostra-se a eficácia deste instrumento de prevenção na resistência 
ao uso de drogas. 
As avaliações dos alunos mostraram o real valor que o Proerd alcança na 
educação preventiva, vindo a justificar o porquê de este programa estar em plena 
execução, desde sua criação no ano de 1983, nos Estados Unidos, 1992 no Brasil e 
2001 no Estado do Ceará. Almejando a divulgação da pesquisa, os resultados serão 
apresentados para a Coordenação Estadual do PROERD no Estado do Ceará, 
escolas parceiras, congressos, seminários e outros eventos de característica 
científica. Nesta perspectiva, busca-se ampliar cada vez mais o raio de atuação do 
Programa, para tender o maior número de municípios no Estado. 
Tendo em vista a necessidade de disseminar, cada vez mais, as ações 
preventivas, faz-se necessário envolver outros profissionais e instituições na 
resistência ao uso de drogas. Para tanto, pelo que foi discutido, sugere-se como 
recomendações: 
 Capacitar os profissionais de educação, especialmente os professores, 
para atuarem como facilitadores na prevenção às drogas. 
 Criar grupos de agentes multiplicadores na prevenção às drogas no ensino 
médio. 
 Propor aos gestores municipais a implantação do Programa em todas as 
escolas da rede pública municipal de ensino. 
 Capacitar pais de alunos para lidar com a problemática das drogas. 
 Apresentar os resultados com dados das ações na área de prevenção na 
mídia local para informar a comunidade. 
 Criar mecanismos de acolhimento para jovens usuários de drogas. 
 Viabilizar parceria entre educação, saúde e assistência social. 
 Realizar parcerias com instituições de ensino superior. 
 Envolver o Conselho Tutelar nas ações preventivas em ambientes 
educacionais. 
Como objeto de estudo, além de conhecer, avaliar e validar os resultados do 
trabalho desenvolvido pelos Instrutores do Programa Educacional de Resistência às 
Drogas e à Violência, a pesquisa visa contribuir para ampliação do PROERD em 
outros municípios e manter crianças e adolescentes longe de drogas. 
 
135 
 
 
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140 
 
 
 
APÊNDICE A 
QUESTIONÁRIO 01 
ATUAÇÃO DO CURSO PROERD NA PREVENÇÃO ÀS DROGAS 
(Questionário para quem participou do curso do Proerd) 
 
Prezados estudantes, 
Você está participando de uma avaliação do Programa Educacional de Resistência 
às Drogas e à Violência – PROERD - para averiguarmos a atuação e contribuição do 
programa na aquisição do conhecimento, para reflexão e fortalecimento do poder de 
decisão na resistência ao uso de drogas. 
 
CABEÇALHO 
Município: 
Escola: 
Série: 
Sexo: 
Idade: 
 
I – QUESTÕES SOCIAIS E FAMILIARES 
Atribua os conceitos a seguir para alguns itens abaixo 
1 = Excelente 2 = Ótimo 3 = Bom 4 = Regular 5 = Ruim 
QUESTÕES CONCEITOS 
1. Relação afetiva com os pais. 
2. O diálogo com seus pais. 
3. Renda familiar para as necessidades financeiras. 
4. Opções de lazer no bairro onde você mora. 
5. A participação dos pais no acompanhamento escolar. 
Marque a opção que corresponde a sua realidade 
 
6. Qual sua religião? 
 
1. Católica ( ) 
2. Evangélica ( ) 
3. Outras ( ) ______________________ 
 
 
7. Você participa de atividades como: 
(missa, culto, estudos bíblicos, catecismo, 
etc.). 
 
1. Mais de uma vez por semana ( ) 
2. Uma vez por semana ( ) 
3. Uma vez ao mês ( ) 
4. Raramente ( ) 
5. Nunca ( ) 
141 
 
 
 
8. Com quem você mora? 
1. Pai ( ) 
2. Mãe ( ) 
3. Avó ( ) 
4. Avô ( ) 
5. Tios ( ) 
6. Irmãos ( ) 
7. Padrasto ( ) 
8. Madrasta ( ) 
9. Outros ( ) 
 
9. Alguém de sua casa faz uso de 
bebidas alcoólicas? 
 
1. Raramente ( ) 
2. De vez em quando ( ) 
3. Com frequência ( ) 
4. Não faz uso ( ) 
 
 
10. Alguém de sua casa faz uso de cigarros? 
 
1. Raramente ( ) 
2. De vez em quando ( ) 
3. Com frequência ( ) 
4. Não faz uso ( ) 
 
11. Alguém de sua casa faz uso de 
substâncias ilícitas (maconha, crack, 
cocaína etc.)? 
 
1. Raramente ( ) 
2. De vez em quando ( ) 
3. Com frequência ( ) 
4. Não faz uso ( ) 
 
II – RELAÇÃO COM A ESCOLA 
Atribua os conceitos a seguir para os itens abaixo 
1 = Excelente 2 = Ótimo 3 = Bom 4 = Regular 5 = Ruim 
QUESTÕES CONCEITOS 
1. Sua avaliação da escola em que estuda. 
2. Seu interesse pelos estudos. 
3. Sua frequência às aulas. 
4. Sua participação nas atividades em sala de aula. 
 
III – AUTOAVALIAÇÃO SOBRE OS TEMAS DAS AULAS DO PROERD 
Tema 01: Drogas: efeitos e consequências 
Escolha uma das alternativas em cada item abaixo para validar sua resposta 
1. Antes do curso Proerd você tinha 
conhecimento sobre os efeitos prejudiciais 
dessas drogas? 
1. Cigarros Sim Não 
2. Álcool Sim Não 
3. Maconha Sim Não 
4. Inalantes Sim Não 
5. Crack Sim Não 
6. Cocaína Sim Não 
142 
 
 
Tema 02: As bases da amizade - Bullying – Decidindo de forma confiante 
2. Antes do curso Proerd você sabia: 
1. Como escolher seus amigos Sim Não 
2. Como acontece o bullying Sim Não 
3. Analisar suas decisões Sim Não 
 
IV – AVALIAÇÃO DO POLICIAL INSTRUTOR DO PROERD 
Atribua os conceitos a seguir para os itens abaixo 
1 = Excelente 2 = Ótimo 3 = Bom 4 = Regular 5 = Ruim 
QUESTÕES CONCEITOS 
1. Sua relação com o Policial Instrutor em sala de aula 
2. Técnicas utilizadas (vídeos, músicas, mágicas, jogos, dinâmicas, etc.). 
3. A organização do Policial nos trabalhos em sala de aula 
4. Comunicação do Policial com os alunos em sala 
5. Relação afetiva do Policial com os alunos 
 
 
V – AVALIAÇÃO DO CURSO PROERD 
Atribua os conceitos a seguir para os itens abaixo 
1 = Excelente 2 = Ótimo 3 = Bom 4 = Regular 5 = Ruim 
QUESTÕES CONCEITOS 
1. Seu interesse pelas aulas do Proerd 
2. Contribuição do curso Proerd para sua vida pessoal 
3. Contribuição do curso Proerd na relação com seus pais 
Marque quantas alternativas quiser nas questões abaixo 
 
4. O que mais chamou atenção nas aulas do Proerd? 
 
1. Policial fardado ( ) 
2. Atividades do livro Proerd ( ) 
3. Fardamento do Programa Proerd ( ) 
4. Técnicas do Policial: jogos, mágicas, músicas, brincadeiras, etc. ( ) 
5. Outros ( ) _______________________________________________________________ 
 
5. Depois do curso Proerd alguém lhe ofereceu algumas dessas drogas? 
1. Bebida alcoólica ( ) Você aceitou? Sim ( ) Não ( ) 
143 
 
 
2. Cigarros ( ) Você aceitou? Sim ( ) Não ( ) 
3. Maconha ( ) Você aceitou? Sim ( ) Não ( ) 
4. Cocaína ( ) Você aceitou? Sim ( ) Não ( ) 
5. Crack ( ) Você aceitou? Sim ( ) Não ( ) 
 
VI – Se você tem alguma crítica ou sugestão do curso do Proerd, escreva 
abaixo: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
144 
 
 
APÊNDICE B 
QUESTIONÁRIO 02 
ATUAÇÃO DO CURSO PROERD NA PREVENÇÃO ÀS DROGAS 
(Questionário para quem não participou do Proerd) 
 
Prezados estudantes, 
Você está participando de uma avaliação do Programa Educacional de Resistência 
às Drogas e à Violência – PROERD para averiguarmos a atuação e contribuição do 
programa na aquisição do conhecimento, para reflexão e fortalecimento do poder de 
decisão na resistência ao uso de drogas. 
 
CABEÇALHO 
Município: 
Escola: 
Série: 
Sexo: 
Idade: 
 
I – QUESTÕES SOCIAIS E FAMILIARES 
Atribua os conceitos a seguir para alguns itens abaixo 
1 = Excelente 2 = Ótimo 3 = Bom 4 = Regular 5 = Ruim 
QUESTÕES CONCEITOS 
1. Relação afetiva com os pais. 
2. O diálogo com seus pais. 
3. Renda familiar para as necessidades financeiras. 
4. Opções de lazer no bairro onde você mora. 
5. A participação dos pais no acompanhamento escolar. 
Marque a opção que corresponde a sua realidade 
 
6. Qual sua religião? 
 
1. Católica ( ) 
2.Evangélica ( ) 
3. Outras ( ) ______________________ 
 
 
7. Você participa de atividades como: 
(missa, culto, estudos bíblicos, catecismo, 
etc.). 
1. Mais de uma vez por semana ( ) 
2. Uma vez por semana ( ) 
3. Uma vez ao mês ( ) 
4. Raramente ( ) 
5. Nunca ( ) 
145 
 
 
 
8. Com quem você mora? 
1. Pai ( ) 
2. Mãe ( ) 
3. Avó ( ) 
4. Avô ( ) 
5. Tios ( ) 
6. Irmãos ( ) 
7. Padrasto ( ) 
8. Madrasta ( ) 
9. Outros ( ) 
 
9. Alguém de sua casa faz uso de bebidas 
alcoólicas? 
 
1. Raramente ( ) 
2. De vez em quando ( ) 
3. Com frequência ( ) 
4. Não faz uso ( ) 
 
 
10. Alguém de sua casa faz uso de cigarros? 
 
1. Raramente ( ) 
2. De vez em quando ( ) 
3. Com frequência ( ) 
4. Não faz uso ( ) 
 
11. Alguém de sua casa faz uso de 
substâncias ilícitas (maconha, crack, 
cocaína, etc.)? 
 
1. Raramente ( ) 
2. De vez em quando ( ) 
3. Com frequência ( ) 
4. Não faz uso ( ) 
 
II – RELAÇÃO COM A ESCOLA 
Atribua os conceitos a seguir para os itens abaixo 
1 = Excelente 2 = Ótimo 3 = Bom 4 = Regular 5 = Ruim 
QUESTÕES CONCEITOS 
1. Sua avaliação da escola que estuda. 
2. Seu interesse pelos estudos. 
3. Sua frequência nas aulas. 
4. Sua participação nas atividades em sala de aula. 
 
III – USO DE SUBSTÂNCIAS QUÍMICAS 
Responda a pergunta a seguir e classifique sua decisão ao lado 
6. Algum dia alguém já lhe ofereceu algumas dessas drogas? 
1. Bebidaalcoólica ( ) Você aceitou? Sim ( ) Não ( ) 
2. Cigarros ( ) Você aceitou? Sim ( ) Não ( ) 
3. Maconha ( ) Você aceitou? Sim ( ) Não ( ) 
4. Cocaína ( ) Você aceitou? Sim ( ) Não ( ) 
5. Crack ( ) Você aceitou? Sim ( ) Não ( ) 
 
 
146 
 
 
ANEXO 01 
Capa do livro do estudante PROERD 
 
 
 
Atualmente é este o livro utilizado nas aulas do PROERD no Estado do 
Ceará para instruir os estudantes quanto a resisitir ao uso de drogas. 
 
 
 
 
 
147 
 
 
ANEXO 02 
Certificado do estudante concludente do curso do PROERD 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
O certificado PROERD é entregue na formatura de conclusão de curso após 
o aluno fazer o juramento assumindo o compromissso pessoal de ficar longe das 
drogas. 
 
 
 
 
 
 
 
 
148 
 
 
ANEXO 03 
Logo oficial do PROERD 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Esta logo é oficial do PROERD e universal, pois a pirâmide Família, Escola e 
Polícial é prioridade. O trablaho acontece de forma cooperativa. 
 
 
 
 
 
 
 
149 
 
 
ANEXO 04 
Imagem do Leão Daren mascote do Programa (Ceará e EUA) 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
O mascote PROERD vestido com a farda de Policial do Ceará para 
proporcionar a alegria das crianças em eventos. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
O mascote com a farda de Policila dos Estados Unidos. 
 
 
150 
 
 
ANEXO 05 
Letra da canção do PROERD 
 
CANÇÃO DO PROERD 
 
Existe um programa 
Que vai lhe ajudar 
Existe um amigo 
Que vai lhe ensinar 
Que o problema “DROGAS” 
Merece atenção 
E para manter-se a salvo 
É preciso dizer NÃO 
 
Proerd é um Programa 
Proerd é a Solução 
Lutando contra as drogas 
Ensinando a dizer NÃO 
 
Cultivando o amor próprio 
Controlando a tensão 
Pensando nas consequências 
Resistindo à pressão 
Como amar a própria vida 
E às DROGAS dizer NÃO 
Quem lhe ensina é um amigo 
Mas é sua a decisão 
 
Proerd é um Programa 
Proerd é a Solução 
Lutando contra as drogas 
Ensinando a dizer NÃO 
 
 
 
Letra e música 
 
3° SGT Cláudio Coutinho dos Santos 
Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro 
 
 
 
Refrão 
 
Refrão 
 
151 
 
 
ANEXO 06 
Dominó educativo sobre drogas 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
O domonó educativo é utilizado para revisar o conteúdo sobre os tipos de drogas 
 
 
152 
 
 
ANEXO 07 
Baralho educativo sobre drogas 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
O baralho é um jogo preparado para os pais, pois podem jogar com os filhos 
em casa. 
 
 
 
 
153 
 
 
ANEXO 08 
Trilha DROGASFORA 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
O trilha Drogasfora é utilizado no final do curso para revisão geral do 
conteúdo ministrado. Ganha o jogo quem primeiro chegar a um mundo sem drogas. 
 
 
 
 
 
 
154 
 
 
ANEXO 09 
Dama da prevenção 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
A dama da prevenção é um jogo que representa os caminhos para uma vida 
saudável. 
 
 
 
 
 
 
 
 
155 
 
 
ANEXO 10 
Fotos de aulas do PROERD 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Aula expositiva utilizando o livro do estudante PROERD 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Aula de vídeo com desenhos sobre drogas e a contextualização do conteúdo 
com truques de mágica 
 
 
156 
 
 
ANEXO 11 
Fotos de eventos externos do PROERD 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Formatura do PROERD no ginásio poliesportivo em Juazeirodo Norte 
 
 
 
 
 
 
 
 
Formatura e caminhada da prevenção 
 
 
157 
 
 
ANEXO 12 
Mapa da Região Metropolitana do Cariri 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Mapa da Região Metropolitana do Cariri para identificação dos municípios 
que a compõe. 
 
 
 
 
 
 
 
 
158 
 
 
ANEXO 14 
Termos de consentimento livre e esclarecimento para as escolas 
 
TERMO DE CONSENTIMENTO 
LIVRE E ESCLARECIDO 
 
 
 
Estimado (a) Diretor (a) da Escola ________________________________________ 
 
 
Como parte da dissertação do meu Mestrado em Ciências da Educação, 
Eu, ____________________________, CPF ________________, Mestrando pela 
UNISABER Faculdade, estou finalizando este trabalho científico com uma pesquisa 
sobre a atuação do Programa Educacional de Resistência às Drogas e à Violência – 
PROERD nas escolas, que tem como objetivos apresentar a didática utilizada pelos 
Policiais Instrutores do Programa e verificar a sua contribuição para os fatores de 
proteção e redução da vulnerabilidade quanto ao uso de drogas, bem como 
apresentar um comparativo entre aqueles que não tiveram a oportunidade de 
participar do curso. 
Para isso, está sendo desenvolvido um estudo que consta na aplicação de 
um questionário com os alunos que cursam do sexto ao nono ano. Sua participação 
consistirá em tornar possível aplicar o questionário no interior da escola. 
Posteriormente, serão analisados os dados dos alunos e transformados em dados 
estatísticos para confecção de tabelas e gráficos e utilizados, exclusivamente, para 
fins da pesquisa, mas estes poderão ser apresentados em eventos de natureza 
cientifica e/ou publicados. 
O procedimento não apresentará nenhum constrangimento para os 
estudantes, pois eles não serão identificados. 
O questionário é composto de cinco sessões, conforme descritas a seguir: 
1ª Sessão: Questões sociais e familiares; 
2ª Sessão: Relação do aluno com a escola; 
159 
 
 
3ª Sessão: Autoavaliação dos temas das aulas, para quem participou do 
PROERD; 
4ª Sessão: Avaliação do Policial Instrutor, para quem participou do curso; 
5ª Sessão: Avaliação do curso do PROERD e uso de drogas. 
As respostas assinaladas pelo aluno serão aceitas, não tendo, portanto 
julgamento de certo ou errado. Além disso, solicito a permissão para que seja 
utilizado o nome da escola na pesquisa, além de fotos da fachada dela para esboçar 
a autenticidade da informação. 
Saliento que sua participação nessa pesquisa é voluntária e: 
a) Tem a liberdade de recusar-se a autorizar a participação dos alunos nesta 
pesquisa ou de retirar o consentimento em qualquer fase, sem penalização ou 
prejuízo à vida acadêmica dos alunos; 
b) Não terá nenhum ônus financeiro ou acadêmico; 
c) Não receberá nenhum beneficio financeiro ou acadêmico. 
Agradeço a colaboração e me coloco à disposição para esclarecer qualquer 
dúvida que por ventura venha a surgir pelo telefone _______________ ou e-mail: 
_______________________________ 
Caso autorize a participação da Escola e dos alunos nesta pesquisa, 
preencha e assine o Termo de Consentimento Pós-Esclarecido que se segue, 
recebendo uma cópia dele. 
 
 
 
 
 
 
__________________________________________ 
Local e data 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
__________________________________________ 
Assinatura do Pesquisador 
 
 
160 
 
 
ANEXO 15 
Termos de consentimento pós-esclarecido das diretoras 
 
TERMO DE CONSENTIMENTO 
PÓS-ESCLARECIDO 
 
 
Pelo presente instrumento que atende às exigências legais, 
Eu______________________________________________________, Diretor (a) da 
Escola __________________________ portador do Cadastro de Pessoa Física 
(CPF) número __________________________, declaro que, após leitura minuciosa 
do TCLE, tive a oportunidade de fazer perguntas e esclarecer dúvidas que foram 
devidamente explicadas pelo pesquisador. Ciente dos serviços, e não restando 
quaisquer dúvidas a respeito do lido e explicado, firmo meu CONSENTIMENTO 
LIVRE E ESCLARECIDO em autorizar voluntariamente a participação da escola e 
dos alunos na pesquisa sobre a atuaçãodo PROERD na prevenção as drogas, 
assinando o presente documento em duas vias de igual teor e valor. 
 
 
___________________________________ 
Local e data 
 
 
 
__________________________________________________ 
Assinatura do Diretor da escola ou representante legal 
 
 
 
161 
 
 
ANEXO 16 
Laudo das análises do texto dissertativosendo abordado, o 
trabalho preventivo aparece como necessário para instruir os jovens e prepará-los 
para evitar o uso de substâncias nocivas à saúde. 
A escola destaca-se como um local de ensinamentos, de estudos, instruções 
e saberes. É para a escola que cada ser humano traz consigo a vontade de 
aprender, e com isso adquire competências, habilidades e capacidades, as quais 
lhes permitirão realizar-se como pessoa, como cidadão e como trabalhador. É nessa 
perspectiva que se faz necessária uma abordagem preventiva quanto ao uso de 
drogas no ambiente escolar, para que os estudantes não percam esse foco de 
construção do conhecimento e fortaleçam cada vez mais suas habilidades e 
expectativas de vida. 
Considera-se que o ambiente escolar é apropriado para o desenvolvimento 
de estratégias preventivas ao uso indevido de drogas. Se por um lado, as práticas 
preventivas voltadas para adolescentes e jovens desenvolvidas nas escolas já estão 
consolidadas, de outro às iniciativas voltadas para o público infantil ainda estão 
caminhando lentamente. As poucas iniciativas que existem carecem de pesquisas 
20 
 
 
científicas, investimentos em capacitação de educadores e recursos didáticos 
adequados. 
Melo (2013) faz uma consideração aos fatores de risco no ambiente escolar 
em relação ao uso de drogas. Ele aborda questões como baixo rendimento escolar, 
falta de vínculo com a aprendizagem e exclusão social. Neste argumento 
supracitado, pode-se concluir que a prevenção é algo essencial e que deve ter início 
no seio familiar e na escola, para fortalecer vínculos afetivos, minimizar os prejuízos 
quanto ao rendimento das atividades escolares e proporcionar aos jovens 
oportunidades para exercer sua cidadania. 
Nunes (2012) também contribui abordando as ações constantes e 
abrangentes para fortalecer o instrumento de capacitação e o trabalho de 
prevenção, envolvendo família, escola e comunidade. O que o autor traz em seu 
discurso faz uma referência quanto à identificação dos fatores de risco para os 
jovens, buscando orientá-los a partir da lógica de que é melhor evitar do que curar. 
Essa lógica refere-se ao trabalho preventivo, objetivando antecipar-se às ofertas de 
drogas na vida dos jovens, levando-os a adquirir a capacidade de resistência através 
da aquisição de conhecimentos específicos sobre o assunto, pelo fortalecimento da 
autoestima, substituição do medo pela afirmação da saúde integral, do bem-estar 
completo do adolescente como um ser autônomo, capaz de tomar decisões seguras, 
sem correr os riscos proporcionados pelo uso de drogas. 
Nessa abordagem, percebe-se que a prevenção consiste em algo essencial 
e que deve realizar-se de forma contínua, com atividades que possam despertar nos 
jovens uma visão crítica da situação, ao mesmo tempo em que deve conduzi-los a 
resistir às ofertas de drogas. 
Portanto, a pesquisa implicará numa produção acerca do desenvolvimento 
do programa de prevenção em destaque, visando minimizar tendências aliciadoras 
no ambiente escolar, ajudando os jovens a perceber que há escolhas e que estes 
podem ser felizes sem o uso de drogas, podendo adquirir novos e bons 
relacionamentos. 
O direcionamento acontece através de técnicas de ensino específicas, 
aplicadas pelos Policias Militares Instrutores, os quais atuam como facilitadores do 
conhecimento, ou seja, utiliza-se uma didática interativa e reflexiva para envolver os 
participantes do curso no processo preventivo. Nesse contexto, o trabalho é 
desenvolvido através da explanação verbal, atividades de leitura e reflexão de 
21 
 
 
textos, apresentação de vídeos, músicas com coreografias, mágicas 
contextualizadas ao tema, jogos pedagógicos sobre drogas e estudo de casos 
propostos no material utilizado no programa ou relatados a partir da experiência dos 
próprios alunos. 
Braz (2008) relata que o PROERD procura conduzir o aluno na aquisição do 
conhecimento e a desenvolver habilidades como: entender conceitos básicos sobre 
as drogas e os efeitos danosos que o uso pode causar e as consequências que 
resultam delas; identificação das principais fontes de pressões sociais e de formas 
não violentas de lidar com a raiva e de resolução de desentendimentos; distinção 
das influências persuasivas dos meios de comunicação e, assim, tomar a decisão 
positiva para valorizar a vida. O autor ainda acrescenta que o PROERD, com a 
missão de educar em seu perfeito habitat, a sala de aula, focaliza a prevenção às 
drogas e a educação para a paz, e trabalha cooperativamente em parceria com a 
família, a escola e a Polícia Militar, com a finalidade de formar cidadãos 
responsáveis e conscientes. 
Por esse instrumento de prevenção, o PROERD caracteriza-se pela 
abordagem diretiva, interativa, reflexiva e eficiente, podendo despertar nos jovens 
uma consciência crítica referente ao uso de drogas, estabelecendo vínculos e 
buscando proporcionar melhor qualidade de vida para eles e seus familiares, 
levando os jovens a refletir que não usando drogas há maior possibilidade para uma 
vida mais saudável, com menos prejuízo para si, para seus familiares e para 
sociedade. 
Como argumentação crítica, busca-se saber: a didática aplicada em sala de 
aula pelos Instrutores do Programa facilita o processo de ensino-aprendizagem na 
prevenção ao uso de drogas? Além disso, fortalece o poder de decisão dos 
estudantes para recusar as ofertas? Assim, acredita-se que o PROERD estabelece 
vínculos que podem ajudar os alunos a fazer escolhas positivas, e que estes são 
mais conscientes dos prejuízos do uso de substâncias químicas. 
Pela discussão que se segue, o trabalho tem como objetivo geral apresentar 
a didática aplicada pelos Policias Instrutores do Programa na Região do Cariri e os 
efeitos deste na prevenção ao uso de drogas. Quanto aos objetivos específicos da 
pesquisa, busca-se conhecer o PROERD e sua atuação nas escolas, partindo da 
escuta dos estudantes atendidos pelo programa em relação a sua participação no 
curso e verificar a contribuição dele para os fatores de proteção e redução da 
22 
 
 
vulnerabilidade, quanto ao uso de drogas, bem como apresentar um comparativo 
com aqueles que não tiveram a oportunidade de participar do curso. 
O presente trabalho científico foi dividido em capítulos para proporcionar o 
entendimento necessário diante das ações, desenvolvimento do PROERD e objetivo 
da pesquisa. 
No primeiro capítulo, é feito um estudo sobre as drogas, aborda-se a 
definição de algumas delas, cuja descrição faz parte do currículo do Programa, bem 
como a classificação, de acordo com os efeitos no cérebro e as consequências do 
uso. 
Na sequência, o segundo capítulo destaca a prevenção como tema principal 
deste trabalho. Também se discutem questões, como os tipos de prevenção, 
enfatizando a prevenção primária, pois é o foco das ações do Programa. Além disso, 
os fatores de risco, vulnerabilidade e proteção são destaques nessa abordagem, 
para analisarmos o quanto a prevenção é importante e eficaz na resistência ao uso 
de drogas. 
Posteriormente, o terceiro capítulo apresenta o Programa Educacional de 
Resistência às Drogas e à Violência (PROERD), o qual serviu de motivação para a 
pesquisa proposta nesse trabalho. Para tanto, descreve-se um breve histórico do 
Programa e o desenvolvimento dos temas e lições ministradas para os alunos em 
sala de aula. Sendo um Programa desenvolvido pelas Polícias Militares e, 
exclusivamente, um Policial Militar Instrutor, destaca-se a atuação deste Policial 
como facilitador na construção do conhecimento. Em meio a essas circunstâncias, 
apresenta-se um relato de experiência da prática pedagógica do Policial Instrutor em 
sala de aula, relatando as técnicas utilizadas para envolver os alunos no debate dos 
temas discutidos nas lições ministradas. 
No quarto capítulo, que relata a metodologia utilizada para a realização 
deste trabalho científico,está descrito o delineamento da pesquisa com os objetivos 
do estudo e todas as informações necessárias para se chegar aos resultados 
propostos. 
Por fim, encerra-se o trabalho com as considerações finais, ressaltando-se, 
entretanto, ser este um tema que não se encerra nesta dissertação. 
 
 
23 
 
 
CAPÍTULO 1 - DROGAS: DEFINIÇÃO, CLASSIFICAÇÃO, EFEITOS E 
CONSEQUÊNCIAS. 
 
O uso abusivo de drogas é algo que aflige a sociedade. As pessoas acabam 
tornando-se vítimas, mesmo sem usar estas substâncias. As drogas não prejudicam 
somente a vida de quem as usa, mas passa a comprometer a paz familiar e social. 
 
1.1. DEFINIÇÃO DE DROGAS 
 
Para o Programa Educacional de Resistência às Drogas e à Violência 
(PROERD), drogas é qualquer substância que não seja alimento e que altere o 
funcionamento do corpo e da mente (PROERD, 2014). Diante desta definição, ao 
falar de drogas, fala-se de algo que pode comprometer a saúde física e mental do 
ser humano. 
O Observatório Brasileiro de Informações sobre Drogas (OBID) relata que, 
segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), o termo drogas abrange 
“qualquer substância não produzida pelo organismo que tem a propriedade de atuar 
sobre um ou mais de seus sistemas, produzindo alterações em seu funcionamento” 
(BRASIL, 2010, p. 91). 
Comparando as definições dos autores, percebe-se que ambas abordam 
questões causadoras de alterações físicas e psíquicas no individuo usuário, 
independente de qual substância, ou seja, não precisa conter exatamente um 
componente específico, apenas a certeza de que, se não for algo benéfico, 
necessário ao organismo, pode trazer sérios danos à saúde. 
De acordo com Brasil (2013, p. 7) na edição que aborda as drogas 
psicotrópicas, “o termo droga teve origem na palavra droog (holândes antigo) que 
significa folha seca, isso porque antigamente quase todos os medicamentos eram 
feitos à base de vegetais”. Segundo o autor, atualmente, a medicina define droga 
como “qualquer substância capaz de modificar a função dos organismos vivos, 
resultando em mudanças fisiológicas ou de comportamento” (BRASIL, 2013, p. 7). 
O autor desta edição ainda define drogas psicotrópicas como “aquelas que 
atuam sobre o cérebro, alterando de alguma maneira o psiquismo” (BRASIL, 2013, 
p. 7). 
 
24 
 
 
1.2. CLASSIFICAÇÃO DAS DROGAS 
 
Em Brasil (2013) as drogas estão classificadas em três grupos, de acordo 
com a atividade que exercem em nosso cérebro. 
No primeiro grupo estão as depressoras da atividade do Sistema Nervos 
Central (SNC), as quais atuam no cérebro fazendo-o trabalhar mais lento, 
destacando-se: 
 
[...] o álcool; soníferos ou hipnóticos (drogas que promovem o sono), sendo 
estas os barbitúricos, alguns benzodiazepínicos; ansiolíticos (acalmam e 
inibem a ansiedade). As principais drogas pertencentes a esta classificação 
são os benzodiazepínicos. Ex.: diazepam, lorazepam etc. Além dessas, cita-
se também os opiáceos ou narcóticos (aliviam a dor e dão sonolência). Ex.: 
morfina, heroína, codeína, meperidina etc. Também estão nesta classe os 
inalantes ou solventes: colas, tintas, removedores, etc. (BRASIL, 2013, p. 
9). 
 
No segundo grupo, as estimulantes da atividade do SNC. Essas também 
atuam no cérebro, passando a acelerar o funcionamento. Destaca-se entre estas: 
“os anorexígenos (diminuem a fome). As principais drogas pertencentes a essa 
classificação são as anfetaminas. Ex.: dietilpropriona, fenproporex etc. Além disso, 
estão nessa classe a cocaína, crack e merla” (BRASIL, 2013, p. 9). 
Em relação ao terceiro grupo estão as perturbadoras da atividade do SNC, 
que, ao atingir o cérebro, fazem com que ele trabalhe de forma desordenada. 
Geralmente são de origem natural e, segundo Brasil (2013, p. 9) pode ser a 
“mescalina (do cacto mexicano). THC (da maconha). Psilocibina (de certos 
cogumelos). Lírio (trombeteira, zabumba ou saia-branca). De origem sintética LSD-
25. "Êxtase". Anticolinérgicos, com o Artane e Bentyl”. 
Todas estas substâncias citadas foram classificadas mediante estudos 
comprobatórios e divulgados pela Secretaria Nacional de Políticas Sobre Drogas, 
através do manual sobre drogas psicotrópicas. 
Mediante esta classificação, ainda pode-se acrescentar que as drogas 
dividem-se em lícitas, o tabaco (cigarro) e álcool (bebidas alcoólicas), as quais são 
liberadas para o comércio e consumo para maiores de 18 anos. Em outra 
classificação estão as ilícitas, representada pela maconha, cocaína e crack, dentre 
outras proibidas por lei. 
25 
 
 
Visando um melhor esclarecimento acerca dessas substâncias químicas, 
apresenta-se a seguir um estudo sobre algumas dessas drogas, cuja descrição faz 
parte do currículo do PROERD. 
 
1.3. EFEITOS E CONSEQUÊNCIAS DAS DROGAS 
 
1.3.1. Tabaco 
 
De acordo com o Observatório Brasileiro de Informações sobre Drogas, “o 
tabaco é uma planta cujo nome científico é Nicotiana Tabacum, da qual é extraída 
uma substância de efeito estimulante chamada nicotina” (BRASIL, 2010). Pelas 
informações do autor, o tabaco aparece como um estimulador da atividade mental, 
sendo a nicotina a substância que leva o indivíduo a ficar dependente dele. No 
entanto, sabe-se que nele ainda existem mais de 4.700 substâncias catalogadas, 
das quais algumas são consideradas cancerígenas. Em destaque a nicotina, que é a 
principal causa de dependência do cigarro, conforme está explícito a seguir: 
 
A nicotina é uma substância psicoativa de produção e comércio lícitos, mas 
a venda para menores de 18 anos é proibida por lei. Fumar também gera 
dependência. O monóxido de carbono (CO) tem afinidade com a 
hemoglobina (HB) presente nos glóbulos vermelhos do sangue, que 
transportam oxigênio para todos os órgãos do corpo. A ligação do CO com 
a hemoglobina forma o composto chamado carboxihemoglobina, o qual 
prejudica a oxigenação sanguínea e, consequentemente, de alguns órgãos, 
causando doenças como a aterosclerose, doença inflamatória crônica nos 
vasos sanguíneos. (BRASIL, 2010). 
 
 
Pelo que observamos nesse comentário, as consequências do uso de 
tabaco no organismo é algo nocivo à saúde, pois além de causar a dependência, há 
o comprometimento de alguns órgãos, passa a prejudicar o funcionamento do 
organismo e pode ocasionar o aparecimento de doenças graves, tais como câncer, 
as do tipo vascular, cardíacas, dentre outras. 
Em relação aos efeitos no organismo, de acordo com Proerd (2014), o 
cigarro pode causar os seguintes efeitos: 
 Problemas respiratórios, dificuldades de respirar e tontura; 
 Doença cardíaca, tais como a taquicardia que acelera os batimentos 
cardíacos; 
 Vários tipos de câncer, pulmão, boca, gengiva, bexiga, rim e laringe; 
26 
 
 
 Prejuízo dos dentes, deixando-os amarelados, podendo ocasionar mau hálito 
e perda deles; 
 Envelhecimento precoce, ressecando a pele causando enrugamento; 
 Atraso no desenvolvimento do corpo, principalmente nos jovens, pois estes 
estão em fase de crescimento. 
 
Figura 1: Efeitos do cigarro no organismo 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Fonte: The Tabaco Atlas – World Healtch Organization. 
Disponível em: www.obid.senad.gov.br 
 
 
 
A figura 1 faz uma relação clara dos efeitos causados pelo cigarro em alguns 
órgãos, para facilitar a compreensão e proporcionar o entendimento necessário a 
uma reflexão sobre o hábito de fumar. Diante disso, pode-se verificar a gravidade 
das substâncias do cigarro e o quanto é prejudicial à saúde. 
 
27 
 
 
Quanto a fumar na gravidez, os efeitos são prejudiciais tanto para a grávida 
quanto para o feto. Desse modo, há grande probabilidade de causar aborto ou parto 
prematuro. 
 
Figura 2: Tabaco e gravidez 
 
 
 
 
Fonte: The Tabaco Atlas – World Healtch Organization. 
Disponível em: www.obid.senad.gov.br 
 
A figura 2 relata as consequências do uso de cigarros por grávidas, 
destacando os efeitosdo cigarro na mãe e no feto. Pelo que se pode observar, essa 
substância, mesmo sendo lícita, traz graves danos ao usuário. 
28 
 
 
Figura 3: Fumantes passivos 
 
 
 
Fonte: The Tabaco Atlas – World Healtch Organization. 
Disponível em: www.obid.senad.gov.br 
 
 
A figura 3 mostra que a fumaça do cigarro não tem prejudicado somente 
aqueles que fumam, pois adultos e crianças que convivem com fumantes também 
correm os mesmos riscos de adquirirem doenças, esses são chamados de fumantes 
passivos, uma vez que, mesmo não estando diretamente com o cigarro, inalam a 
fumaça e estão vulneráveis ao mesmo quadro crônico provocado por essa 
29 
 
 
substância. A figura 3, além de nominar as causas do uso dessa droga, indica na 
silhueta do corpo humano quais os órgãos afetados, para facilitar a compreensão de 
seus efeitos. 
 
1.3.2. Álcool 
 
Em Brasil (2010) classifica-se o álcool como uma droga depressora da 
atividade mental, pois diminui a atividade cerebral. Para ele, essa substância 
ocasiona vários danos à saúde, as famílias e à sociedade em geral. O álcool é uma 
substância lícita, porém proibida para menores de 18 anos. Mesmo com essa 
restrição, essa droga tem uso exorbitante na sociedade. 
Quanto aos efeitos na saúde, Proerd (2014) faz algumas considerações para 
alertar tanto aqueles que ainda não fazem uso, quanto os que já a consomem: 
 O álcool causa perda da coordenação motora, comprometendo o equilíbrio e 
o desenvolvimento motor do indivíduo usuário; 
 Causa perda da concentração, levando o sujeito a certa inquietação; 
 Diminui os reflexos e a capacidade de julgamento; 
 Ocasiona lapsos de memória; 
 Perda do autocontrole, podendo desenvolver um comportamento agressivo; 
 Mudança na fala, dificultando a compreensão; 
 Causam doenças como a cirrose, através da dilatação do fígado, 
cardiovasculares, cardiorrespiratórias e o coma alcoólico; 
 O consumo aumenta o risco de acidentes de trânsito e no trabalho; 
 Pode comprometer vários órgãos, como o pâncreas, estômago, fígado e, 
principalmente, o cérebro; 
 Jovens em fase de crescimento que fazem uso de bebidas alcoólicas 
podem ter seu desenvolvimento afetado; 
 O álcool causa dependência. 
Formigoni (2012), numa reportagem na Revista Mente e Cérebro, aborda o 
fato de que, quando as pessoas não sentem os efeitos desagradáveis do álcool, 
passam a aumentar a dosagem, podendo surgir o risco de se tornar um dependente. 
A autora ainda traz o questionamento de que a ingestão de bebidas alcoólicas por 
crianças aumenta as chances de dependência, conforme relato abaixo: 
30 
 
 
Há evidências de que ocorra neuroadaptações (tentativa do organismo de 
se adaptar ao efeito da droga) que aumenta o efeito estimulante do álcool, 
tornando-o mais prazeroso e incentivando ainda mais o seu uso. Além 
disso, o consumo de álcool pode provocar redução do corpo caloso-região 
que une os dois hemisférios cerebral, inibindo o desenvolvimento 
neurocognitivo normal e levando a problemas de aprendizagem e memória. 
(FORMIGONI, 2012, p. 64). 
 
Pelo que traz a autora, é válido concluir que os prejuízos do uso de álcool 
em crianças podem causar alterações e comprometer o desenvolvimento dela e 
condicioná-la a consumir por conta dos fatores ambientais que a influenciam. 
Está em Brasil (2013) que “aqueles que começam a beber ainda jovem 
percebem que depois de alguns drinques, em geral, ficam mais relaxados e alegres” 
(BRASIL 2013, p. 12). Esse pensamento ocasiona um risco para o usuário do álcool, 
pois a sensação de relaxamento o estimula a aumentar o consumo. Sobre as fases 
do álcool, o autor traz o seguinte: 
 
Os efeitos da bebida alcoólica acontecem em duas fases. Na primeira delas 
o álcool age como um estimulante, e deixa a pessoa mais eufórica e 
desinibida, mas, à medida que as doses vão aumentando e o tempo vai 
correndo, passa-se à segunda fase, na qual começam a surgir os efeitos 
depressores do álcool, levando à diminuição da coordenação motora, dos 
reflexos e deixando a pessoa sonolenta. (BRASIL, 2013, p. 12). 
 
Isso comprova por que motivo há reincidência no uso do álcool, pois 
enquanto as primeiras doses trazem esta sensação estimulante, quando o 
relaxamento chega, o sujeito já está fora da sua consciência e não sabe mais medir 
os prejuízos. Esse questionamento se justifica pelo que o autor vem dizer referente à 
quantidade de bebida no sangue. 
 
[...] quanto mais se beber, maior será o cansaço. Quanto mais alta a 
concentração de álcool no sangue (chamada de alcoolemia), mais a bebida 
atua como depressora e não como estimulante. As bebidas variam quanto à 
quantidade de álcool puro que contêm. O teor alcoólico de cada tipo de 
bebida: cerveja e chope – 4% a 6%, vinho – 12%, licores – 15% a 30% e 
destilados (pinga, vodka, conhaque, whisky) – 45% a 50%. (BRASIL, 2013, 
p. 13). 
 
O fato de o teor alcoólico ser maior em algumas, não implica que se pode 
fazer uso deliberadamente, pois mesmo menor seu teor, o álcool traz transtornos ao 
ser humano. 
Em relação à alcoolemia, que corresponde ao teor de álcool no sangue 
citado anteriormente, torna-se objeto de fiscalização por meio da Lei 11.705/2008, 
nominada como “Lei Seca”. Para Brasil (2013), esta Lei resultou em alterações no 
31 
 
 
Código de Trânsito Brasileiro, adicionando penalidades para os condutores de 
veículos que dirigirem sob a influência dessa substância. Em relação às penalidades 
da Lei seca, faz-se o seguinte relato: 
 
O motorista que tiver qualquer concentração de álcool por litro de sangue 
estará sujeito às penalidades administrativas, como: multa, apreensão do 
veículo e suspensão do direito de dirigir por doze meses (art. 165 da Lei 
9503/1997). O motorista que apresentar concentração de álcool igual ou 
superior a 0.6 g/l de sangue sofrerá pena de detenção de seis meses a três 
anos, além das penalidades administrativas. A alcoolemia, ou teor de álcool 
no sangue, varia dependendo da altura, peso e sexo de quem bebeu. Uma 
lata de cerveja pode significar risco de acidente e multa para uma pessoa e 
não muito problema para outra. A maneira mais precisa de conhecermos 
nossa alcoolemia é por meio de exames laboratoriais. Outra forma é por 
meio de popularmente chamados bafômetros, que são os etilômetros, 
usados pela Polícia para verificar a concentração de álcool por litro de ar 
expelido dos pulmões. (BRASIL, 2013, p. 31). 
 
Portanto, deduz-se que o álcool, mesmo sendo uma substância lícita, para 
maiores de 18 anos, não quer dizer que se deve consumir, pois as complicações 
podem surgir causando reais transtornos à vida do usuário e à sociedade em geral. 
 
1.3.3. Maconha 
 
A maconha é conhecida cientificamente como Cannabis Sativa. Brasil (2010, 
p. 98) informa que “suas folhas e inflorescências secas podem ser fumadas ou 
ingeridas”. A concentração da substância THC (tetra-hidrocarabinol) é responsável 
pela maioria dos efeitos nocivos ao usuário e podem ser caracterizados, de acordo 
com o que Lopes e Ribeiro abordam a seguir: 
 
Os efeitos mentais da Cannabis variam conforme o contexto psicológico e 
fisiológico do usuário. Podem ser diferentes, ou até mesmo opostos, 
conforme seu estado de humor antes de consumi-la. Isso se deve à 
variação na composição relativa dos diferentes componentes ativos da 
maconha (os canabinoides) e da forma como eles se interagem com os 
circuitos neuronais, mas depende também da experiência anterior do 
individuo e da via de administração da droga (que em geral é fumada, mas 
pode ser ingerida). É comum, por exemplo, que alterações mentais não 
sejam sentidas nas primeiras vezes. Também é frequente que a primeira 
ocorrência consciente seja lembrada como a mais forte de todas as 
“viagens.” (LOPES E RIBEIRO, 2012, p. 32). 
 
Os autores discutem sobre a questão de que os efeitos da maconha, mesmo 
causando alterações orgânicas e psicológicas no ser humano, podem variar de 
acordo com a quantidadee com o individuo, podendo ser imediatos ou tardios. 
32 
 
 
Abordam-se em Proerd (2014) os efeitos prejudiciais da maconha, fazendo 
algumas considerações: 
 Fumar maconha causa problemas respiratórios, podendo contrair resfriados 
com mais frequências e alterações nas vias aéreas superiores; 
 A maconha afeta o cérebro, podendo levar à perda da memória recente, 
perda da concentração e diminuição da capacidade de calcular distância; 
 Apresenta risco de câncer e pode levar a dependência; 
 Comparada ao tabaco, a maconha contém entre 50% a 70% de produtos 
químico a mais do que ele. 
Pelo exposto, percebe-se que a maconha não é inofensiva, pois mesmo 
havendo algum benefício para o ser humano, essa droga ocasiona sérios danos à 
saúde física e mental. Por conta disso, é que no Brasil, a maconha ainda é uma 
droga proibida. Ainda sobre os efeitos da maconha, Brasil (2013) acrescenta: 
 
[...] é melhor dividir os efeitos que a maconha produz em físicos (ação sobre 
o próprio corpo ou partes dele) e psíquicos (ação sobre a mente). Esses 
efeitos sofrerão mudanças de acordo com o tempo de uso que se 
considera, ou seja, os efeitos são agudos (isto é, quando decorrem apenas 
algumas horas após fumar) e crônicos (consequências que aparecem após 
o uso continuado por semanas, ou meses ou mesmo anos). (BRASIL, 2013, 
p. 45-46). 
 
Consta em Brasil (2013) que são poucos os efeitos físicos e agudos, os 
olhos avermelhados, conhecido cientificamente pela medicina como hiperemia das 
conjuntivas, e a boca seca, sendo este outro sintoma do uso da maconha e 
conhecida na medicina por xerostomia. Além desses efeitos também acontece à 
taquicardia, ou seja, o coração acelera seus batimentos cardíacos. 
Em relação aos efeitos psíquicos agudos, acrescenta-se ainda em Brasil 
(2013) que vai depender da droga (qualidade e quantidade) e do usuário (sua 
sensibilidade). Mesmo que algumas pessoas tenham a maconha como uma droga 
que causa relaxamento e sensação de bem-estar, os efeitos referentes ao uso da 
droga podem comprometer a qualidade de vida. 
Lopes e Ribeiro, (2012) concordam com Brasil (2013) dizendo que não 
importa a predisposição para transtornos psicóticos, mas argumentam que usuários 
sem experiência podem ter mais complicações, levando a episódios agudos e de 
ansiedade. 
33 
 
 
Carlini (2012) relata que “estudos nas últimas épocas mostram que 
propriedades da maconha podem ser úteis na produção de medicamentos contra 
náuseas, dor ou até na moderação do apetite” (CARLINI, 2012, p. 39). Mesmo com 
a concepção de que a drogas ocasiona benefícios ao ser humano, deve-se haver o 
cuidado adequado para que a droga não seja consumida de forma banal e aumente 
os transtornos físicos e psíquicos. O que Carlini traz sobre a questão da liberação da 
maconha nos faz refletir sobre o assunto atentando para as reais necessidades do 
remédio feito à base dessa droga. Assim ela relata: 
 
Atualmente um grande laboratório farmacêutico inglês planeja lançar um 
produto à base de delta – 9 – THC e alguns outros princípios isolados da 
maconha, para uso na forma de spray nasal, no tratamento daquele tipo de 
dor, inclusive da esclerose múltipla. Veto internacional. É difícil discutir os 
aspectos medicinais, dada à proibição imposta pelas Nações Unidas ao uso 
médico da maconha. De fato a maconha está condenada pela Convenção 
Única de Entorpecentes da ONU, de 1961, e seu uso médico não é 
aprovado. (CARLINI, 2012, p. 42). 
 
Argumentando esse posicionamento sobre a liberação da maconha, pode-se 
refletir sobre os reais benefícios, no entanto, pergunta-se: haverá realmente o 
controle no plantio e cultivo da maconha? Como está a questão da liberação em 
outros países? Pontos como estes devem ser discutidos com bastante veemência, 
ou seja, os debates devem ser intensificados para que não haja, posteriormente, 
uma epidemia de jovens usuários. No entanto, o assunto é palco de muitos debates 
e alguns países já aderem à liberação, conforme está explícito no relato da autora. 
 
[...] lentamente a situação está mudando. Os governos de países como o 
Canadá, Alemanha, Suíça, Reino Unido e Holanda já abriram em seus 
respectivos ministérios da Saúde, a Agência da Cannabis Medicinal, 
satisfazendo assim a Convenção de 1961. Com isso, existem plantações 
legais de maconha naqueles países, e a planta pode ser distribuída ou 
comercializada, exclusivamente para uso em pacientes (nas indicações já 
citadas para o delta – 9 – THC). Além disso, a Holanda já comunicou que 
pretende exportar cigarros de maconha, exclusivamente para uso 
terapêutico. (CARLINI, 2012, p. 42). 
 
Pelo que foi discutido até o momento sobre a maconha, acredita-se que os 
debates referentes à sua liberação no Brasil ainda serão palco de grandes 
discussões, pois pela ilegalidade da droga no país, torna-se mais difícil chegar a 
uma conclusão. 
 
1.3.4. Cocaína 
34 
 
 
Conforme foi abordado anteriormente, a cocaína está classificada como uma 
droga estimulante do sistema nervoso central, a qual aumenta a atividade cerebral. 
Essa droga é uma “substância natural, extraída das folhas de uma planta encontrada 
exclusivamente na América do Sul, a Erythroxylon, coca” (BRASIL, 2013, p. 36). 
O uso de cocaína pode ser de várias formas: injetada, cheirada ou fumada, 
sendo esta última o crack, pois se constitui sob a forma de base. Algumas dessas 
formas trazem efeitos mais intensos e podem modificar comportamentos. Em Brasil 
(2013) destaca-se: 
 
A tendência do usuário é aumentar a dose da droga na tentativa de sentir 
efeitos mais intensos. Porém, essas quantidades maiores acabam por levar 
o usuário a comportamento violento, irritabilidade, tremores e atitudes 
bizarras devido ao aparecimento de paranoia (chamada entre eles de 
“noia”). Esse efeito provoca um grande medo nos craqueiros, que passam a 
vigiar o local onde usam a droga e a ter uma grande desconfiança uns dos 
outros, o que acaba levando-os a situações extremas de agressividade. 
Eventualmente, podem ter alucinações e delírios. A esse conjunto de 
sintomas dá-se o nome de “psicose cocaínica”. Além dos sintomas 
descritos, o craquero e o usuário de merla perdem de forma muito marcante 
o interesse sexual. (BRASIL, 2015, p. 38). 
 
Aqui há um esclarecimento referente ao uso da cocaína, pois o autor expõe 
a questão da intensidade do uso e da busca do usuário pelo prazer. Na busca pelo 
intenso prazer, surge a desconfiança que proporciona violência entre os usuários e a 
sociedade em geral, pois a perda da consciência ocasiona alterações 
comportamentais significativas na vida do sujeito. 
A contribuição que consta em Brasil (2013) vem esclarecer que o uso de 
cocaína no Brasil “varia conforme sexo e idade: 5,4% entre homens e 1,2% entre 
mulheres, com faixa etária entre 25 e 34 anos de idade, com uma porcentagem de 
5,2%. Entre os adolescentes de 12 a 17 anos, 0,5% relatam já terem experimentado 
essa droga” (BRASIL 2013, p. 21). 
O autor ainda destaca aos efeitos que a cocaína causa em outras partes do 
corpo, tais como: 
 Aumento do batimento cardíaco, pelo fato de ser uma droga estimulante; 
 Maior intensidade na atividade cerebral e corporal; 
 Aumento da pressão arterial; 
 Risco de overdose, pela quantidade de drogas no organismo; 
35 
 
 
 Dependência, pelo fato do individuo ter a droga como alívio para seus 
problemas, levando a um ciclo vicioso, aumentando o risco de transtornos 
mais graves; 
 Risco de contrair doenças, como a hepatite e AIDS através de seringas 
compartilhadas quando usada de forma injetável; 
 Alucinações, delírios e estados psicóticos. 
Além desses problemas, muitos outros podem surgir com o uso da cocaína, 
pois essa droga é considerada de extremo risco pelo poder de absorção do 
organismo e os efeitos que ela causa. Brasil (2010) contribui dizendo que ainda 
outros efeitos também fazem parte do uso de cocaína, tais como: sensação intensae euforia de poder; excitação, hiperatividade e falta de apetite. O autor ainda relata 
que também existem evidências de que o uso de cocaína pode levar a AVE 
(acidente vascular encefálico) e infarto do miocárdio. 
Selma (2012) sobre os efeitos psicóticos relata o seguinte: 
 
A indução a estados psicóticos tem sido frequentemente relatada em caos 
de intoxicação crônica por cocaína, sob a forma de ideias delirantes 
persecutórias associadas com alucinações auditivas e/ou visuais. As 
psicoses cocaínicas com ideias delirantes esquizofreniformes em geral 
eclodem após consumo de doses altas e repetidas. Os riscos aumentam em 
razão das impurezas. Na ponta do tráfico – a venda ao consumidor final – 
não é incomum o acréscimo de pó de mármore, pó de vidro moído, maisena 
e areia, entre outras substâncias, o que pode provocar sérios problemas 
clínicos, quando não a morte por sufocação ou colapso das vias aéreas. 
Neste caso não se trata de overdose, mas do efeito de adulterantes 
acrescentados. (SELMA, 2012, p. 59). 
 
Pode-se, diante desse argumento, perceber que essa droga pura traz efeitos 
nocivos à saúde do usuário, quanto mais quando misturada a outras substâncias. 
Assim, é mais uma questão a se preocupar. 
Por ser uma droga de alto poder de vício e dependência, a cocaína, quando 
em fase de abstinência, também provoca distúrbios graves no individuo, fato este 
abordado por Selma (2012), quando coloca que a “interrupção abrupta do consumo, 
situação conhecida como abstinência, é comum provocar crises de depressão, 
ansiedade, fadiga, alterações do humor e sonolência” (SELMA, 2012, p. 59). 
 
 
1.3.5. Crack 
36 
 
 
Define-se crack como uma “mistura de cloridrato de cocaína em pó, 
bicarbonato de sódio ou amônia e água destilada, que resulta em pequenos grãos, 
podendo ser fumado em cachimbos e/ou outros meios improvisados” (BRASIL, 
2010, p. 104). Para o autor o nome se dá pelo barulho quando a pedra é queimada. 
Sobre os efeitos do crack, ele acrescenta o seguinte: 
 
A duração dos efeitos do crack é muito rápida. Em média, em torno de 5 
minutos, enquanto após injetar ou cheirar, duram de 20 a 45 minutos. Essa 
curta duração dos efeitos faz com que o usuário volte a utilizar a droga com 
mais frequência que as outras vias (praticamente de 5 em 5 minutos), 
levando-o à dependência muito mais rapidamente que os usuários da 
cocaína por outras vias (nasal, endovenosa) e a um investimento monetário 
muito maior. [...] o usuário tem uma sensação de grande prazer, intensa 
euforia e poder. É tão agradável que, logo após o desaparecimento desse 
efeito (e isso ocorre muito rapidamente, em 5 minutos), ele volta a usar a 
droga, fazendo isso inúmeras vezes, até acabar todo o estoque que possui 
ou o dinheiro para consegui-la. A essa compulsão para utilizar a droga 
repetidamente dá-se o nome popular de “fissura”, que é uma vontade 
incontrolável de sentir os efeitos de “prazer” que a droga provoca. A 
“fissura” no caso do crack e da merla é avassaladora, já que os efeitos da 
droga são muito rápidos e intensos. (BRASIL, 2015, p. 37). 
 
 
A forma como o autor fala do crack leva a perceber o quanto essa droga 
prejudica o ser humano, pois seu alto poder de dependência, conforme relata o 
autor, torna o individuo mais vulnerável. Diante disso, conclui-se que o melhor 
remédio contra o crack é evitá-lo, ou seja, resistir ao primeiro uso, para não 
ingressar no caminho das drogas e prejudicar sua vida. 
Ribeiro (2012) diz que o crack provoca a liberação de grandes quantidades 
de dopamina no cérebro, levando a efeitos dez vezes mais intensos. O fácil acesso 
a drogas e o potencial de dependência que tem o crack facilita o uso exacerbado da 
droga. Nesse contexto, o prazer intenso leva o individuo a buscar cada vez mais 
essa substância. 
Em relação à liberação de dopamina, Ribeiro (2012) conclui que ela 
permanece na fenda sináptica, o que aumenta e prolonga o prazer. Traz ainda que 
“o uso contínuo diminui a dopamina na sinapse, ocasionando ansiedade, 
irritabilidade, sintomas depressivos e a vontade de consumir a droga novamente” 
(RIBEIRO, 2012, p. 54). 
Sobre as consequências do uso do crack, Brasil (2010, p. 106) classifica 
quanto aos danos físicos e psíquicos: 
 Intoxicação: aceleração do coração, aumento da pressão arterial, agitação 
psicomotora, aumento da temperatura do corpo, sudorese e tremor muscular; 
37 
 
 
 Dependência: a estimativa é de 5% a 12% dos que experimentam a droga, 
estando esse consumo relacionado a problemas pessoas, familiares e sociais; 
 Abstinência: inicia-se de 5 a 10 minutos após o consumo. Como sintomas 
cita-se a fadiga, desgaste físico, prostração, tristeza, depressão intensa, inquietação, 
ansiedade, irritabilidade e fissura pela droga; 
 Efeitos no corpo: o pulmão aparece como um dos principais órgãos expostos 
ao crack. Nas vias aéreas, pode causar tosse com escarro, dor no peito, 
asma, dentre outros. 
Enfim, o autor refere-se ao crack como sendo uma droga que pode “resultar 
numa série de variedade de manifestações neurológicas, bem como o acidente 
vascular cerebral (derrames), dor de cabeça, tontura, inflamações dos vãos 
cerebrais, atrofia cerebral e convulsões” (BRASIL, 2010, p. 106-107). 
Ao abordar o tema da internação compulsória para usuários de crack, 
Ribeiro (2012) diz que “a eficácia da internação é baixa, pois menos de 2% dos 
dependentes abandonam a droga por meio dessa abordagem” (RIBEIRO, 2012, p. 
54). 
De acordo com esses dados, pode-se fazer o seguinte questionamento: 
Será que a internação compulsória ainda não é o melhor meio para diminuir o uso 
de dependentes de crack no país? A partir daí e diante dos resultados, as políticas 
públicas devem adotar medidas mais eficazes, ou seja, trabalhar o sujeito não 
apenas através de cuidados paliativos, mas priorizando o fator pessoal, cultural e 
principalmente o social. 
 
 
1.3.6. Inalantes 
 
Os solventes ou inalantes podem ser produtos industriais ou de limpeza, 
sendo estes inalados para obter algum prazer ou mesmo por acaso dependendo do 
produto. O autor acrescenta que “quase todos os solventes ou os inalantes se 
tornaram drogas de uso recreativo, embora não tenham sido fabricados com esse 
propósito” (BRASIL, 2013, p. 31). 
Essas substâncias citadas pelo autor são caracterizadas como produtos 
voláteis, ou seja, podem ser evaporados com facilidade e há necessidade de 
38 
 
 
aquecê-los. Quanto ao modo de abstração pelo organismo, é feito pelas vias aéreas 
através do nariz e boca. 
Brasil (2013, p. 32) mostra abaixo os principais produtos que são inalados 
como drogas e seu produto volátil: 
 
Figura 04: Relação de substâncias tóxicas, solventes ou inalantes, que prejudica o 
funcionamento do corpo e da mente. 
 
SOLVENTES VOLÁTEIS 
Tolueno, hexano, acetato de etila, benzeno, tricloroetileno e diclorometano. 
Colas, vernizes, esmaltes, tintas, removedores, líquidos corretivos, gasolina, tinta 
spray, fixador de cabelos e desodorante. 
GASES 
Butano, propano e fréon. 
Gás de isqueiro, cozinha e geladeira. 
ÉTER, CLOROFÓRMIO E ÓXIDO NITROSO 
Anestésicos 
ÉTER, CLOROFÓRMIO E ACETATO DE ETILA 
Lança-perfume e “cheirinho da loló” 
 
FONTE: Cartilha sobre maconha, cocaína e inalantes. 
Disponível: www.senad.gov.br 
 
 
 
Abordando o consumo de inalantes no país, Brasil (2013) apresenta os 
seguintes dados abaixo: 
 
Cerca de 6% dos brasileiros já inalaram algum produto solvente ou inalante 
(cola, benzina, éter, gasolina, acetona). Esse dado varia conforme o sexo e 
a idade: entre homens, 10,3% já usaram e entre mulheres, 3,3%. Os 
solventes ou inalantes são, em geral, a primeira droga usada por 
adolescentes, depois de álcool e tabaco. O preço acessível e a grande 
disponibilidade também tornam os inalantes muito usados entre crianças e 
adolescentes em situação de rua. Os jovens adultos série: Por Dentro do 
39 
 
 
Assunto, 30 tendem a usá-los naforma de lança-perfume ou “loló” (mistura 
de éter com aromatizantes). Esses produtos são fabricados com o intuito de 
serem usados para obter alterações de consciência, sem nenhuma utilidade 
industrial ou combustível. (BRASIL, 2013, p. 29 e 30). 
 
Pela argumentação do autor percebe-se claramente que há certa facilidade 
para o uso de solventes ou inalantes, haja vista que essas substâncias são bastante 
acessíveis aos jovens. Também traz uma informação importante, referente ao 
consumo, que é o de maior índice de usuários serem homens e que no contexto 
geral apenas 6% da população brasileira provou alguma dessas substâncias. 
Ceará (2012, p. 32) contribui com algumas informações sobre os inalantes 
nas lições do PROERD, abordando os efeitos na saúde e os fatos relacionados a 
essas substâncias: 
 Afetam o coração; 
 Levam à perda dos sentidos e do olfato, enjoos, sangramento nasal, 
desenvolvem problemas no fígado, pulmões e rins. 
 Pode causar feridas no nariz e na boca, diarreia e asfixia. 
 Ocasiona desgaste muscular, com redução de massa e resistência muscular. 
 Pode ocorrer à morte súbita por asfixia, aspiração do vômito ou parada 
cardíaca. 
 Depressão grave. 
 Os inalantes incluem um conjunto de produtos de uso doméstico. 
Mesmo com todos esses efeitos nocivos á saúde do usuário, Ceará (2012) 
concorda com Brasil (2013) sobre a maioria dos brasileiros nunca terem 
experimentado inalantes. Apesar de esse índice ser muito baixo, deve-se ficar 
sempre alerta para que os jovens não venham a consumir essas substâncias, pois o 
fácil acesso a elas deve ser motivo de preocupação em toda a sociedade. 
Os tipos de drogas citadas nesse trabalho correspondem aos tipos de 
drogas abordadas no curso PROERD, as quais são debatidas com os alunos para 
que possam entender como elas agem no organismo e compreender que é 
necessário evitar o uso para uma melhor qualidade de vida. 
Redondo e Faria (2009) complementa dizendo que em geral estas 
substâncias podem tornar o sujeito dependente mesmo agindo em diferentes 
sistemas neurotransmissores e completa: 
 
40 
 
 
[...] o consumo delas em longo prazo força o organismo a mudar para se 
adaptar. Por isso, o organismo começa a tolerar os efeitos da droga, que 
parece enfraquecer a cada dose sucessiva, aí, então para obter os mesmos 
efeitos, é necessário que o usuário aumente a dosagem. Dessa forma, o 
organismo adquire certa tolerância às drogas, que pode se dar de várias 
maneiras. Por exemplo, o cérebro pode aprender a compensar os efeitos, 
utilizando neurônios que não foram afetados; por outro lado, também a 
droga pode acabar modificando a comunicação química entre os neurônios; 
além disso, pode acontecer de a pessoa se tornar menos sensível a drogas, 
mas à medida que ela destrói certos tecidos e/ou com o envelhecimento, 
ocorre uma reversão súbita da tendência e, consequentemente, a pessoa 
fica muito sensível à droga. (REDONDO E FARIA, 2009, p. 235). 
 
Diante de tantas substâncias com efeitos nocivos à saúde, reforça-se a 
importância do trabalho preventivo, pois antes que estas venham ser consumidas 
pelos jovens, faz-se necessário que estes tenham o conhecimento para resistir às 
ofertas e à procura, podendo evitar transtornos e garantir uma melhor qualidade de 
vida. Sendo assim, este trabalho deve ter início em casa com os pais e continuado 
na escola, pois é nessa faixa etária que indivíduos passam a ser alvo daqueles que 
almejam o aliciamento de novos usuários para consumir e repassar drogas, 
objetivando a prevalência do tráfico. 
Abordando o tema drogas no Brasil, Silva (2013) comenta que é preciso 
compreender sobre o uso abusivo de drogas entre os estudantes brasileiros. Para 
tanto, o autor apresenta suas considerações em relação às substâncias 
psicotrópicas consumidas pelos alunos no país e afirma que “torna-se necessário 
conhecer e compreender as raízes do problema” (SILVA, 2013, p. 29). 
Silva (2013) também faz um relato sobre levantamentos epidemiológicos 
confiáveis: 
 
Levantamentos epidemiológicos confiáveis precisam ser realizados para 
que, não só indiquem a magnitude do consumo de drogas, como também, 
identifiquem as condições de risco e os grupos afetados. Esses estudos nos 
permitem a realização de diagnósticos contribuindo para elaboração de 
políticas públicas que respondam á demanda gerada pelo uso abusivo de 
drogas. (SILVA, 2013, p. 29). 
 
Nessa perspectiva, acredita-se que é de extrema importância identificar 
esses fatores, pois dessa forma realizam-se atividades de prevenção ao uso de 
drogas com maior confiabilidade nos resultados, além de poder traçar um plano de 
ação mais eficaz. 
41 
 
 
Na mesma linha de pesquisa, o autor ainda faz referência aos órgãos 
governamentais do Brasil que realizaram estudos sobre o consumo de drogas no 
país: 
 
No Brasil, importantes levantamentos epidemiológicos sobre consumo de 
drogas entre estudantes têm sido realizado. Nesse estudo observamos 
alguns dados obtidos pela Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas 
(Senad), do Observatório Brasileiro de informações sobre drogas (Obid), da 
Organização da Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura do 
Brasil (UNESCO), além de dados analisados da pesquisa realizada pela 
Organização das Nações Unidas: Escritório contra Drogas e Crime 
(UNODC). A abrangência desses estudos é fundamental para analisarmos o 
comportamento dos alunos relativo às drogas, pois possibilitam conhecer a 
realidade do país. (SILVA, 2013, p. 29). 
 
 
De acordo com o comentário de Silva (2013), percebe-se que vários órgãos 
estão engajados para colher dados sobre o uso de drogas entre os estudantes, tanto 
para conhecer a realidade do país, quanto para realizar melhores ações preventivas. 
Mostrando os números da pesquisa que retrata o índice de envolvimento 
com drogas no Brasil, Silva (2013) conclui que, entre os anos de 2001 a 2005, houve 
aumento no uso de substâncias psicotrópicas, conforme explica a seguir: 
 
De 2001 para 2005, houve aumento nas estimativas de uso na vida de 
álcool, tabaco, maconha, solventes, benzodiazepínicos, cocaína, 
estimulantes, barbitúricos, esteroides, alucinógenos e crack e diminuição 
nas de orexígenos, xaropes, opiáceos e anticolinérgicos. (SILVA, 2013, p. 
30). 
 
De modo geral, o que Silva (2013) traz demonstra que algumas dessas 
drogas tiveram seu consumo acrescido durante o período especificado e que 
necessitam de maior atenção quanto ao trabalho preventivo, pois são responsáveis 
por grande parte dos problemas entre jovens usuários, além de terem uma estreita 
relação com o índice de violência. 
Diante de uma nova pesquisa realizada através do VI Levantamento 
Nacional sobre o Consumo de Drogas entre Estudantes do Ensino Fundamental e 
Médio da Rede Pública e Privada nas Capitais Brasileiras, pelo Observatório 
Brasileiro de Informações sobre Drogas (OBID), concluído em 2010, faz-se uma 
comparação do uso de drogas psicotrópicas (solventes/inalantes, maconha, 
ansiolíticos, cocaína, anfetamínicos e crack), álcool e tabaco (cigarro) quanto ao uso 
na vida e uso no ano, tanto no contexto geral quanto em relação ao gênero e faixa 
42 
 
 
etária, entre os anos de 2004 e 2010. Para ilustrar os resultados da pesquisa, 
apresentam-se a seguir gráficos de acordo com cada finalidade desta. 
 
Gráfico 01: Uso na vida de drogas psicotrópicas (solventes/inalantes, maconha, 
ansiolíticos, cocaína, anfetamínicos e crack) entre os estudantes de ensino 
fundamental e médio da rede pública e privada das 27 capitais brasileiras, 
comparando-se os anos de 2004 e 2010. 
 
 
 
 
FONTE: Observatório Brasileiro de Informações Sobre Drogas (OBID, 2010). 
Disponível em: www.obid.senad.gov.br. 
 
Nesse gráfico os índices apontam menor número de usuários na vida no ano 
de 2004 com 22,6% enquanto que em 2010 aparece com um índice superior de 
24,2%, porém alguns tipos de drogas, como solventes/inalantes,

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