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UNIVERSIDADE REGIONAL DO CARIRI – URCA 
CENTRO DE CIÊNCIAS E TECNOLOGIA – CCT 
CURSO DE LICENCIATURA EM MATEMÁTICA 
 
 
 
 
FRANCISCO ROBSON DE BRITO GONÇALVES 
 
 
 
 
 
 
RELATÓRIO DO PROJETO 
PROERD: ALFABETIZANDO PARA PREVENIR 
CONTRA AS DROGAS 
 
 
 
Orientadora 
Profª. Ma. Luciana Maria de Souza Macêdo 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Juazeiro do Norte – Ceará 
2017 
 UNIVERSIDADE REGIONAL DO CARIRI – URCA 
CENTRO DE CIÊNCIAS E TECNOLOGIA 
CURSO DE LICENCIATURA EM MATEMÁTICA 
 
 
 
 
FRANCISCO ROBSON DE BRITO GONÇALVES 
 
 
 
 
RELATÓRIO DO PROJETO 
PROERD: ALFABETIZANDO PARA PREVENIR 
CONTRA AS DROGAS 
 
 
 
 
Relatório apresentado ao curso de 
Licenciatura em Matemática, da 
Universidade Regional do Cariri – URCA, 
como requisito parcial para obtenção da 
aprovação na disciplina Prática de Ensino 
II: Psicologia da Aprendizagem em 
Matemática. 
 
 
 
 
Orientadora 
Profª. Ma. Luciana Maria de Souza Macêdo 
 
 
 
 
 
 
 
Juazeiro do Norte – Ceará 
2017 
 
 
FOLHA DE AVALIAÇÃO 
 
 
Relatório do Projeto PROERD: Alfabetizando para Prevenir Contra as Drogas 
apresentado em ________ de _________________ de __________, com nota igual à 
________ pela Comissão Examinadora constituída pelos professores: 
 
 
 
 
 
__________________________________ 
Luciana Maria de Souza Macêdo 
(Orientadora) 
 
 
 
 
 
 
__________________________________ 
Nome – Professor(a) convidado(a) 
(Convidado) 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
“Se uma pessoa não pode aprender da maneira que é ensinada, 
é melhor ensiná-la da maneira que ela pode aprender.” 
(Marion Welchmann) 
 
 
 
 
SUMÁRIO 
 
 
 
1. INTRODUÇÃO .......................................................................................................................6 
2. AS DROGAS ...........................................................................................................................8 
2.1. Panorama sobre as Drogas .................................................................................................8 
3. ASPECTOS PREVENCIONAIS DE RESISTÊNCIA AS DROGAS ....................................12 
3.1. Níveis Prevencionais ..................................................................................................13 
3.2. PROERD .........................................................................................................................14 
3.3. A Importância da Escola na Luta Contra as Drogas ........................................................17 
4. ALFABETIZANDO PARA PREVENIR ...............................................................................20 
4.1. Ludicidade .......................................................................................................................20 
5. IDENTIFICAÇÃO DA ESCOLA ..........................................................................................23 
6. RELATOS DA EXPERIÊNCIA ............................................................................................24 
6.1. Critérios para escolhas das crianças.................................................................................29 
6.2. Caracterização das Crianças ............................................................................................30 
6.3. Análise do Diagnóstico Inicial ........................................................................................30 
6.4. Metodologia ....................................................................................................................31 
6.5. O Material Utilizado ........................................................................................................32 
6.6. Realização do Projeto ......................................................................................................33 
6.7. Análise do Diagnóstico Final ..........................................................................................34 
7. DIÁRIO DAS OFICINAS......................................................................................................36 
8. CONSIDERAÇÕES FINAIS .................................................................................................37 
9. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ...................................................................................40 
10. ANEXOS .............................................................................................................................43 
 
 
 
 
 
6 
 
1. INTRODUÇÃO 
 
 
Diga-me eu esquecerei, 
 ensina-me e eu poderei lembrar, 
envolva-me e eu aprenderei. 
Benjamim Franklin 
 
 
Atualmente, o uso de drogas e, por consequência, a prática da violência são 
dois potenciais problemas que vem trazendo transtornos à sociedade, pois à medida que 
o uso de drogas aumenta, a violência cresce proporcionalmente. 
Nessa diretriz, surge o PROERD – Programa Educacional de Resistência às 
Drogas e à Violência, que atua de acordo com o artigo 18 da Lei nº. 11.343/06, onde a 
prevenção é constituída de atividades direcionadas para reduzir os fatores de 
vulnerabilidade e risco, buscando fortalecer os fatores de proteção. Intervindo, 
especificamente nas escolas públicas e privadas, o PROERD consegue abranger 
também a família, que é a base prevencional mais importante nesse contexto, ensinando 
a resistir à oferta de drogas e fortalecendo o vínculo familiar. 
Nesse sentido, o projeto visa contribuir na elaboração de estratégias que 
possam fortalecer a tomada de decisão e a escolha de comportamentos positivos, 
levando os estudantes a pensar sobre a situação, analisar as escolhas, decidir de forma 
confiante e avaliar sua postura diante de situações que exijam maior reflexão sobre 
determinadas questões. É nessa linha de pensamento que o PROERD pode ajudar na 
identificação de comportamentos que possam comprometer a saúde física e mental dos 
indivíduos, quanto ao uso de drogas, atuando na tomada de decisão para decidir pela 
opção que lhes trará melhores resultados, através de ações conjuntas, despertando neles 
uma postura crítica diante do uso de drogas, podendo reduzir a vulnerabilidade e 
fortalecer a sua autonomia para resistir às ofertas. 
No atual cenário, a escola destaca-se como um local de ensinamentos, de 
estudos, instruções e saberes. É para a escola que cada ser humano traz consigo a 
vontade de aprender, e com isso adquire competências, habilidades e capacidades, as 
quais lhes permitirão realizar-se como pessoa, como cidadão e profissional. É nessa 
perspectiva que se faz necessária uma abordagem preventiva quanto ao uso de drogas 
7 
 
no ambiente escolar, para que os estudantes não percam esse foco de construção do 
conhecimento e fortaleçam cada vez mais suas habilidades e expectativas de vida. 
Mesmo diante das dificuldades encontradas por uma grande parte dos alunos 
em assimilar os conteúdos por alguma deficiência tanto no contexto pedagógico ou 
físico, é possível explorar outras características qualitativas para viabilizar o processo de 
aprendizagem através de diversas ferramentas, as quais foram utilizadas nesse projeto. 
Nesse aspecto o projeto se desenvolveu através de técnicas de ensino 
específicas, utilizando uma didática interativa e reflexiva para envolver os participantes 
no processo preventivo. Assim, além da explanação verbal e atividades de leitura do 
cotidiano escolar, foram utilizadas apresentação de vídeos, músicas com coreografias, 
mágicas contextualizadas ao tema, teatros, desenhos, jogos pedagógicos sobre drogas e 
estudo de casos propostos no material utilizado no programa ou relatados a partir da 
experiência dos próprios alunos. 
Por fim, o direcionamento desse projeto, implicará numa produção acerca do 
desenvolvimento do programa de prevenção em destaque, visando minimizar tendências 
aliciadoras no ambiente escolar,É Possível Prevenir a Violência? 
Reflexões a Partir do Campo de Saúde Pública. Ciência & Saúde Coletiva, vol. 4, n.º 1, 
Rio de Janeiro – RJ, 1999. 
 
OBID. Observatório Brasileiro de Informações Sobre Drogas. Brasília, 2007. 
Disponível em: www.obid.senad.gov.br. Acesso em 20 de maio de 2017. 
 
Organização Mundial da Saúde (2001). Transtornos devido ao uso de substâncias. 
Em Organização Pan-Americana da Saúde & Organização Mundial da Saúde 
(Orgs.). Relatório sobre a saúde no mundo. Saúde Mental: nova concepção, nova 
esperança (pp. 67-68). Brasília: Gráfica Brasil. 
 
PEREIRA, Lucia Helena Pena. Bioexpressão: a caminho de uma educação lúdica para 
a formação de educadores, 2005, 388p. Tese (doutorado) - Programa de Pós-Graduação 
em Educação, Faculdade de Educação, Universidade Federal da Bahia, Salvador, 2005. 
 
PROERD. Programa Educacional de Resistência às Drogas e à Violência. Histórico do 
programa. Disponível em:. 
Acesso em 20 de maio 2017. 
 
http://www.obid.senad.gov.br/
http://www.proerdbrasil.com.br/oproerd/oprograma.htm
42 
 
SANTANDER, Elismar. Em defesa da vida: um programa de prevenção contra o 
uso de drogas na escola, na família e na comunidade. 1.ed. São Paulo: Paulus, 2003. 
 
SENAD. Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas. Drogas Psicotrópicas. 
Esplanada dos Ministérios, Bloco T, Anexo II, 2º andar, sala 207. Brasília DF. 5ª edição 
- 1ª reimpressão 2011. Disponível em: www.senad.gov.br. 
 
SILVA, Edson Edalcio Aragão. Princípios da prevenção ao abuso de drogas. 
Conselho Estadual de Políticas sobre drogas do Ceará. Fortaleza, 2014. 
 
SILVEIRA, Dartiu Xavier; MOREIRA, Fernanda Gonçalves. (org.) Panorama Atual 
de drogas e dependências. São Paulo: Atheneu, 2006. 
 
TIBA, Içami. Juventude e Drogas: Anjos caídos - Para pais e educadores. São Paulo: 
Integrare,2007. 
 
UNODC (UNITED NATIONS OFFICE ON DRUGS AND CRIME). World Drug 
Report (2012). N.E.12.XI.1. New York: United Nations publication, 2012. 
 
VERGARA. Rodrigo. Drogas: O que fazer a respeito. In: Revista Super Interessante, 
n° 172. ed. Abril, São Paulo, 2002. p. 40 a 50. 
 
VIEIRA, V. A. As tipologias, variações e características da pesquisa de marketing. 
Revista FAE, v.5, n.1, jan/abr p.61-70, Curitiba, 2002. 
 
YOZO, Ronaldo Yudi K. 100 jogso para grupos: uma abordagem psicodramática 
para empresas, escolas e clínicas. São Paulo, Ágora, 1996. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
http://www.senad.gov.br/
43 
 
10. ANEXOS 
 
 
ANEXO 01 
 
INSTITUCIONALIZAÇÃO DO PROERD NA POLÍCIA MILITAR DO CEARÁ 
(Bol. do Cmdº Geral nº. 126, de 05 de julho de 2006) 
 
Decreto nº 28.232, de 04 de maio de 2006. Institucionaliza na Polícia Militar do 
Ceará, o Programa Educacional de Resistência às Drogas e à Violência (PROERD) 
e dá outras providências. 
O Governador do Estado do Ceará, no uso das atribuições que lhe confere o art.88, 
incisos IV, VI e IX da Constituição Estadual e, considerando que o Estado, como pessoa 
jurídica de direito público interno, tem o "munus" de proporcionar o bem-estar geral da 
sociedade; Considerando que o programa Educacional de Resistência às Drogas e à 
Violência (PROERD) recebe o apoio da Polícia Militar do Ceará (PMCE), no que 
pertine a pessoal e instalações; Considerando a necessidade de estabelecer parceria com 
segmentos da sociedade civil, para a consecução de recursos indispensáveis à 
manutenção e ampliação do PROERD. Decreta: 
Art.1º Fica institucionalizado, na Polícia Militar do Ceará (PMCE), o Programa 
Educacional de Resistência às Drogas e à Violência (PROERD), a ser administrado pela 
PMCE. 
Art.2º O PROERD funcionará nas dependências de Organização Policial Militar. 
Parágrafo Único - A Polícia Militar do Ceará apoiará o programa com os meios 
necessários para o seu pleno funcionamento. 
Art.3º Os cursos ministrados pelo PROERD serão proferidos por policiais militares 
fardados, devidamente qualificados para o exercício da missão, sem ônus para os 
discentes. 
44 
 
Art.4º A coordenação do PROERD, no Estado do Ceará, ficará a cargo de um oficial 
superior da Corporação, do serviço ativo ou da inatividade, designado pelo 
Comandante-Geral da PMCE. 
Parágrafo único - A função de Coordenação do PROERD tem o caráter de 
voluntariado e não será remunerada. 
Art.5º Fica autorizado a Polícia Militar do Ceará a manter convênios com pessoas 
jurídicas de direito público (governamentais) ou de direito privado (não 
governamentais) com vistas a conseguir os recursos necessários para a manutenção e 
ampliação do PROERD em todo o Estado do Ceará, observando-se as formalidades 
legais. 
Parágrafo Único - Os recursos de que trata o caput deste artigo serão depositados em 
conta única do Fundo de Defesa Social (FDS) e serão movimentados pelo órgão 
responsável pelas finanças da corporação. 
Art.6º Compete ao órgão responsável pelas finanças da corporação, o controle e a 
prestação de contas dos recursos adquiridos de conformidade com o disposto no art.5º 
deste Decreto. 
Art.7º O Comandante-Geral da PMCE, por meio de Portaria, normatizará a estrutura e o 
funcionamento do PROERD, no prazo de 30 (trinta) dias, a contar da publicação deste 
Decreto. 
Art.8º Este Decreto entrará em vigor na data de sua publicação, revogando-se as 
disposições em contrário. Palácio Iracema do Estado do Ceará, em Fortaleza-CE, aos 04 
de maio de 2006. 
Lúcio Gonçalo de Alcântara - Governador do Estado do Ceará; 
Marcus Augusto Vasconcelos Coelho - Secretário da Administração em exercício; 
Théo Espíndola Basto - Secretário da Segurança Pública e Defesa Social. 
(Transc. do Diário Oficial do Estado do Ceará n.º 085, datado de 08/05/2006). 
 
 
45 
 
ANEXO 02 
PROTOCOLO DE PARCERIA ENTRE A ESCOLA E A POLÍCIA 
 
 Polícia Militar do Ceará 
PROTOCOLO DE PARCERIA Nº ___/2017-PROERD 
 
 
 
 
A Polícia Militar do Ceará por meio da Coordenação Institucional do Programa 
Educacional de Resistência às Drogas e à Violência - CoIP, institucionalizado por meio 
do Decreto Estadual nº 28.232, de 04 de maio de 2006, publicado no DOE de 08 de 
maio de 2006, regulamentado pela Portaria nº 292/2011, publicada no BCG nº 185, de 
27 de setembro de 2011, alterada pela Portaria nº 412/2011 – GC, publicada no BCG nº 
211, de 07/11/2011, Representado por 
________________________________________________, Matrícula Funcional nº 
_________________, na Função de Comandante do Núcleo da 1ªCia/5ºBPCOM, 
denominada Entidade Policial e a Escola 
__________________________________________________,CNPJ nº 
___________________, localizada_____________________________________, no 
Município de ______________________________/Ceará, representada por 
_________________________________,na função de_______________, CPF nº 
________________________ a partir de agora denominada de Entidade Escolar, 
firmam o presente protocolo para o fim e nas condições abaixo dissecadas. 
CLÁUSULA PRIMEIRA - Do Objeto 
Constitui objeto do presente Protocolo, a parceria entre a Polícia Militar do Ceará, por 
meio da Coordenação Institucional do Programa Educacional de Resistência às Drogas 
e à Violência e a Entidade Escolar acima qualificada, visando a estabelecer 
PROTOCOLO DE PARCERIA 
Estabelece competências, responsabilidades e 
outras diretrizes na aplicação do Programa 
Educacional de Resistência às Drogas e à 
Violência - PROERD. 
46 
 
competências, responsabilidades e outras diretrizes das partes, na aplicação do 
PROERD. 
 CLÁUSULA SEGUNDA – Das Responsabilidades 
Para a execução do objeto do presente Instrumento, caberá: 
I - À Coordenação Institucional do PROERD: 
a) Designar educador social dentre os policiais militares devidamente habilitados para a 
aplicação do currículo PROERD. 
b) Assegurar a disponibilidade do educador social para o atendimento dos planos de 
aulas referentes à carga-horáriado currículo/PROERD. 
II - À Entidade Escolar: 
a) Disponibilizar, semanalmente, em dia específico, no mínimo 01 (uma) hora-aula, por 
turma, dentro do horário regulamentar, para a aplicação do currículo/PROERD. 
b) Fornecer todos os meio auxiliares necessários para a aplicação das aulas do 
PROERD. 
c) Garantir a presença do docente da turma em que estiver sendo aplicado o programa, 
durante a presença do educador social do PROERD, a fim de, com este, operacionalizar 
a regência das atividades didáticas. 
d) Oferecer suporte pedagógico para gerenciamento de problemas de natureza 
disciplinar durante as aulas do PROERD. 
e) Planejar, divulgar e coordenar reuniões com os pais e/ou responsáveis dos discentes 
de acordo com solicitação do educador social. 
f) Planejar, divulgar, coordenar e disponibilizar suportes técnico e material para 
realização das formaturas de término de curso do PROERD, em consonância com o 
educador social e em conformidade com as diretrizes da CoIP. 
g) Enviar à CoIP relação nominal de todos os alunos do PROERD em conformidade 
com formulário padrão da CoIP. 
h) Confeccionar os certificados dos alunos concludentes de acordo com o padrão 
PROERD/Ceará, remetendo-os em tempo hábil à CoIP, devendo observar o que dispõe 
a alínea “a” da Cláusula 6 do presente Protocolo. 
47 
 
CLÁUSULA TERCEIRA - Do Prazo 
O presente protocolo terá vigência de 01 (um) semestre letivo ou período necessário 
para a aplicação do currículo PROERD, podendo ser prorrogado por iguais e sucessivos 
períodos, mediante aditivos entre as partes, a partir de iniciativa formal da Entidade 
Escolar. 
PARÁGRAFO ÚNICO: por aditivo, entende-se a emissão de ofício da Entidade 
Escolar, solicitando a continuidade do Programa nas condições acertadas no presente 
Protocolo de Parceria, bem como informando a quantidade de alunos a ser contemplada. 
CLÁUSULA QUARTA - Do Livro do Estudante 
a) O livro padrão do estudante PROERD será fornecido pela Entidade Escolar 
gratuitamente aos discentes, podendo ser estabelecido acordo entre esta, pais e outras 
organizações quanto a sua forma de aquisição. 
b) Somente a CoIP poderá autorizar a reprodução do livro do estudante e da marca 
PROERD. 
c) Quando na reprodução do livro padrão do estudante PROERD por parte da Entidade 
Escolar, será admitido impressão de logomarca de natureza publicitária, vedada aquela 
que remeta à ideia de consumo de álcool, drogas, violência ou comportamento contrário 
à proposta d o PROERD. 
d) Havendo disponibilidade de livro de estudante, a CoIP poderá efetivar doação à 
Entidade Escolar. 
CLÁUSULA QUINTA - Das Formaturas 
Os protocolos dos cerimoniais de lançamento e formatura do PROERD serão 
padronizados pela CoIP, permitindo-se adaptações, desde que sejas remetidas 
previamente à CoIP para a devida apreciação. 
CLÁUSULA SEXTA - Do Certificado 
a) Os Certificados confeccionados pela Entidade Escolar serão rigorosamente de acordo 
com o padrão PROERD/Ce, ficando vedada a exposição de logomarca comercial de 
caráter publicitário. 
b) A certificação de concludente do PROERD é exclusiva da CoIP. 
c) Havendo disponibilidade de certificado, a CoIP poderá efetivar doação à Entidade 
48 
 
Escolar. 
d) Somente será certificado o aluno que alcançar no mínimo 75 % (setenta e cinco por 
cento) de presença nas aulas do PROERD. 
CLÁUSULA SÈTIMA - Disposições Finais 
a) As aulas do PROERD serão ministradas obrigatoriamente por policial militar fardado 
com uniforme padrão da Polícia Militar do Ceará, não sendo permitido qualquer outro 
tipo combinação de peças diversas daquelas do uniforme regulamentar da PMCE. 
b) As aulas do PROERD serão ministradas obrigatoriamente pelo policial militar 
desarmado, ficando vedado qualquer tipo de exposição de arma aos discentes. 
c) Nenhum aluno do PROERD poderá ser impedido de frequentar as aulas do Programa 
sem a prévia anuência conjunta da CoIP, da Entidade Escolar e do educador social. 
d) A data e horário de formatura dos concludentes serão definidos pelo educador social e 
a Entidade Escolar, ouvida a CoIP. devendo ocorrer obrigatoriamente durante o semestre 
letivo em que foram ministradas as aulas. 
e) É vedado à Entidade Escolar ocupar os horários disponibilizados às aulas do 
PROERD com outras atividades do calendário escolar, salvo mediante prévio acerto 
com o educador social e desde que não comprometa a programação de seu planejamento 
e cronograma. 
f) A Entidade Escolar deverá informar à CoIP qualquer descumprimento às diretrizes, 
das quais tratam o presente Protocolo, por parte do educador social. 
g) Dúvidas e situações diversas serão administradas pela CoIP. 
 
E, por estarem de acordo, as partes firmam o presente Protocolo de parceria. 
 
 Juazeiro do Norte - Ce, .......... de ............................ de 2017. 
 
........................................................................................... 
Assinatura do Comandante 
 
........................................................................................... 
Representante da Entidade Escolar 
 
49 
 
ANEXO 03 
 
 
Capa do Livro do Estudante PROERD 
 
 
 
 
 
Atualmente é este o livro utilizado nas aulas do PROERD no Estado do Ceará 
para instruir os estudantes quanto a resistir ao uso de drogas. O Livro é distribuído 
gratuitamente pela Polícia Militar do Ceará as crianças que participam do PROERD. 
 
 
 
 
50 
 
ANEXO 04 
 
PRINCIPAIS MÁGICAS CONTEXTUALIZADAS 
DESCRIÇÃO 
MÁGICA EFEITO 
ARGOLA 
Uma pequena corrente fechada passa pelo 
centro da argola e em um passe mágico a 
argola fica presa na corrente. 
 
AS 3 CORDAS 
Três cordas de tamanhos diferentes (uma 
pequena, uma média e uma grande) 
transformam-se em três cordas do mesmo 
tamanho. Depois de um estalar de dedos, 
elas retornam ao tamanho inicial. 
 
BARALHO SUMIU 
Um baralho junto com a caixa é 
introduzido dentro de uma caixa preta e ao 
virar a caixa, o baralho inteiro desaparece. 
 
BOLHA DE SABÃO O mágico inicia fazendo bolhas de sabão. 
51 
 
 
De repente, ele materializa uma das 
bolhas, transformando-a em bola de 
cristal. 
CIGARRO DIMINUTE 
O mágico exibe tubo de metal e um 
cigarro. Diz que é um novo método para 
diminuir a nicotina do cigarro. Insere o 
cigarro, fecha o tubo e diz algumas 
palavras mágicas. Ao abrir, o cigarro está 
do tamanho de um palito de fósforo. 
 
CANETA QUE FURA NOTA 
Uma caneta transpassa uma cédula de 
dinheiro emprestada por um espectador. 
Uma vez a caneta retirada, a cédula de 
dinheiro está intacta e não apresenta 
nenhum traço de furo ou rasgo. 
 
CARTEIRA DE FOGO 
Uma carteira comum que pega fogo na 
hora em que o mágico quiser e não queima 
nada que estiver dentro dela. 
 
CELULAR DENTRO DA BEXIGA O mágico pede o celular do espectador 
52 
 
 
emprestado, pega uma bexiga. Então, o 
mágico enche a bexiga e com um passe 
mágico o celular vai parar dentro da 
bexiga. 
FINGER TIP - FP COMUM 
O lenço desaparece e reaparece na mão do 
mágico. Também é possível fazer 
transformação de cédulas de dinheiro, 
dentre outras. 
 
LIVRO ESCOLA MÁGICA 
O mágico mostra um livro e começa a 
folhear todas as páginas, só que as 
mesmas estão em branco. Faz um passe 
mágico e folheia novamente e aparecem 
figuras em preto e branco em todas as 
páginas. Com outro passe mágico, folheia 
e todas as figuras ficaram coloridas. 
 
PRODUÇÃO DE FLORES 
O mágico abre um saco de papel que está 
dobrado, e mostra totalmente vazio. Uns 
passes mágicos e uma bolsa de plástico 
com flores no seu interior é retirada de 
dentro. Mas não termina aí, pois ele retira 
mais uma. 
Duas bolsas saem de dentro do saco e logo 
depois uma terceira bolsa é retirada. 
 
REI NA GRADE Uma carta de baralho representando o reis 
53 
 
 
de copa é colocado dentro de uma grade. 
Misteriosamente, o rei desaparece da 
prisão e vai parar em seu castelo, ou seja,o rei desaparece da grade, e vai parar 
dentro da caixinha. 
VASO EM FLOR 
O mágico mostra um vasinho, 
inteiramente vazio, e uma varinha mágica. 
Com um gesto mágico, uma flor linda 
aparece plantada no vaso. 
 
 
 
Durante o curso do PROERD as mágicas foram produzidas conforme o efeito 
descritivo e contextualizadas de acordo com assunto que estava sendo abordado. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
54 
 
ANEXO 05 
 
Letra da Canção do PROERD 
 
 
 
 
 
 
 
55 
 
ANEXO 06 
 
 
Dominó Educativo Sobre Drogas 
 
 
 
O dominó educativo é utilizado para revisar o conteúdo sobre os tipos de 
drogas 
 
 
 
 
 
 
 
56 
 
ANEXO 07 
 
Baralho Educativo Sobre Drogas 
 
 
O baralho é um jogo preparado para os pais, pois podem jogar com os filhos 
em casa, onde cada criança, objeto desse estudo, recebeu gratuitamente. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
57 
 
ANEXO 08 
 
 
Trilha DROGASFORA 
 
 
 
 
O trilha Drogasfora é utilizado no final do curso para revisão geral do conteúdo 
ministrado. Ganha o jogo quem primeiro chegar a um mundo sem drogas. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
58 
 
ANEXO 09 
 
 
Dama da Prevenção 
 
 
 
A dama da prevenção é um jogo que representa os caminhos para uma vida 
saudável. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
59 
 
ANEXO 10 
 
Desenhos feitos pelos alunos 
 
 
 
 
 
 
60 
 
 
 
 
 
 
 
61 
 
 
 
 
 
 
Mostra uma das formas dos alunos expressarem aquilo que estudaram durante 
as aulas do PROERD. 
 
 
 
62 
 
ANEXO 11 
 
Desenhos para Colorir 
 
 
 
 
 
 
 
63 
 
ANEXO 12 
 
Coreografia da Canção do PROERD 
 
 
Momento da coreografia do PROERD com a presença do mascote do 
PROERD.] 
 
 
 
 
64 
 
ANEXO 14 
 
Cine-PROERD 
 
 
Aulas de video, uma forma de contribuir na fixação do conteúdo.ajudando os jovens a perceber que há escolhas e que 
estes podem ser felizes sem o uso de drogas, podendo adquirir novos e bons 
relacionamentos. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
8 
 
2. AS DROGAS 
 
 
Não preciso me drogar para ser um gênio; 
Não preciso ser um gênio para ser humano; 
Mas preciso do seu sorriso para ser feliz. 
Charles Chaplin 
 
 
Será comida dos deuses ou pasto do diabo? Bálsamo da vida ou pura toxina 
mortal? Fica uma incógnita sobre a resposta certa ou absoluta, pois o assunto é 
complexo e requer o aval de várias áreas, médicas, psicológicas, históricas, econômicas 
e culturais. O fato é que as drogas se tornaram definitivamente o mal do século, que 
contaminam e envolve toda a sociedade, principalmente sua juventude. 
Em conformidade com a proposta deste projeto, essa seção será dedicada ao 
estudo dos principais aspectos do consumo de drogas para melhor compreendermos a 
problemática e justificativa do estudo. Primeiramente, apresenta-se de forma 
panorâmica uma visão geral e abrangente sobre as drogas e, posteriormente, quais as 
medidas preventivas para coibir tal uso. 
 
 
2.1. Panorama sobre as Drogas 
 
 
Para o Programa Educacional de Resistência às Drogas e à Violência 
(PROERD), drogas é qualquer substância que não seja alimento e que altere o 
funcionamento do corpo e da mente (PROERD, 2014). Diante desta definição, ao falar 
de drogas, fala-se de algo que pode comprometer a saúde física e mental do ser humano. 
A palavra droga, em linhas gerais, pode ser interpretada a partir do pressuposto 
de que qualquer substância não produzida pelo organismo exerça alterações no 
funcionamento do corpo e da mente. Contudo, elas são também chamadas de 
psicoativas ou psicotrópicas (derivam-se de origem grega, traduzida como aquilo que 
age sobre a mente) tem ação no sistema nervoso central modificando o funcionamento 
cerebral, induzindo estímulos de euforia, sonolência, apatia, bem como potencializando 
variações de humor, e alterações de percepção sobre a realidade (OBID, 2007). 
9 
 
De maneira geral, as drogas se classificam em lícitas (permitidas para maiores 
de 18 anos) e ilícitas (proibidas por lei). Vergara faz a seguinte distinção: 
 
Do ponto de vista legal e jurídico, existem as drogas livres, que qualquer um 
pode comprar sem controle (álcool e cigarro); as de uso controlado (que 
podem ser compradas com receitas médicas); e as ilegais. O que impressiona 
é que não existe nenhum critério técnico que justifica a inclusão das 
substâncias em uma ou outra categoria (VERGARA 2002, p.44). 
 
Tendo em vista a opinião do autor em relação às drogas livres, que qualquer 
um pode comprar sem controle algum no tocante ao álcool e cigarro, é um tanto quanto 
exagerada, pois é evidente a proibição e a restrição da venda e do consumo para 
menores de 18 anos. 
Existe também outra classificação de interesse didático que são as depressoras, 
estimulantes e perturbadoras, que não iremos explorá-las. Segundo a Senad (2011), a 
questão entre o lícito e o ilícito é muito contraditória no meio social, marcado pela 
diversidade de opiniões a respeito de danos e benefícios. 
Por trás disso surgem os meios de comunicação, que hora noticia as 
consequências do tráfico e uso de drogas e, ao mesmo tempo dissemina sofisticadas 
propagandas incentivando o consumo de bebidas alcoólicas. O aliciamento para jovens 
consumir drogas tem se fortalecido não apenas através da televisão, mas também de 
músicas, revistas, jornais, outdoors, internet e o ambiente de convívio. 
 Contudo, resta um questionamento sobre as chamadas drogas lícitas que no 
decorrer do tempo foram inseridas culturalmente a ponto de nem serem consideradas 
como drogas, no entendimento de muitas pessoas, a exemplo: o álcool e o tabaco, que 
são aceitas pela sociedade, configuradas as mais consumidas no Brasil conforme mostra 
a Figura 1: Drogas mais usadas - % de uso na Vida 
 
 Fonte: II Levantamento Domiciliar realizado pelo SENAD. 
 
10 
 
Vale ressaltar que as drogas trazem consigo todo um histórico que vem 
acompanhando o desenvolvimento humano há muito tempo, adquirindo diferentes 
significados ao longo dos anos, transformando a cada dia a vida de seus usuários, a 
exemplo dos povos antigos que associado à integração social e ao bem comum local, 
usava substâncias psicoativas naturais em caráter ritualístico e espiritual (SENAD, 
2011) 
No entanto, com o passar dos tempos, com a industrialização e a farmacologia 
as substâncias foram sendo modificadas e ampliadas, transformando seus princípios 
ativos na busca de medicamentos que diminuíssem sofrimentos físicos e transtornos 
psicológicos. Ao mesmo tempo, nas últimas décadas, o uso de substâncias psicoativas 
legais e ilegais, teve consequências bastante negativas em nível individual e social, 
estando diretamente relacionado ao aumento da criminalidade, assim como também da 
violência. 
Conforme a Organização Mundial da Saúde estima-se que quase dois terços 
das mortes prematuras e um terço da totalidade de doenças em adultos são associados a 
doenças ou comportamentos que começaram na sua juventude, como o abuso de drogas, 
principalmente o álcool e tabaco (OMS, 2006). Esse fato é visível e afeta diferentes 
grupos sociais, independente de classe socioeconômica, idade, raça, etnia, sexo. Em fim, 
vem se espalhando sem fronteiras e a passos largos pelos diversos espaços geográficos. 
Já o Brasil encontra-se em um patamar do qual não deve se orgulhar jamais. 
Segundo relatório da ONU (Organização das Nações Unidas), o país é o segundo maior 
mercado das Américas, com 870 mil usuários, atrás apenas dos Estados Unidos, com 
cerca de seis milhões de consumidores. Estes dados foram divulgados em 2005 (última 
pesquisa feita no Brasil sobre a quantidade de usuários de entorpecentes), e desta 
pesquisa para cá as coisas não mudaram muito, pois com base no relatório da mesma 
instituição (ONU) divulgado em Junho de 2012, o número de usuários de cocaína e 
crack, por exemplo, vêm crescendo a cada dia no Brasil de forma bem acelerada. 
O relatório mundial sobre drogas do Escritório das Nações Unidas sobre 
Drogas e Crimes (UNODC, 2014) mostra que, mesmo sendo o consumo relativamente 
estável no mundo. Cerca de 243 milhões de pessoas, ou seja, 05% da população terrena 
existente, entre 15 e 64 anos, usaram drogas ilícitas em 2012. E que os usuários 
problemáticos somam por volta de 27 milhões, cerca de 0,6% da população adulta de 
todo o mundo. Segundo o chefe da UNODC, Yury Fedotov, há um sustentável controle 
11 
 
de uso de drogas, sendo necessário um firme comprometimento internacional para este 
controle, com foco na prevenção, tratamento, reabilitação social e na integração. 
 
Figura 2: Dados relativos à atual pesquisa sobre consumo as drogas no mundo 
de 2014. 
 
Fonte: ONU (2014) 
 
Em meio a tantos índices preocupantes, o Ministério da Saúde através de 
diversas medidas com o intuito de inibir o consumo abusivo, principalmente do álcool e 
do tabaco, sendo que o segundo proíbe a veiculação de propagandas na mídia e 
acrescenta a exposição dos males estampados nos rótulos. Outra tentativa de diminuir o 
consumo para os referidos produtos foi atribuir impostos mais caros aos fabricantes, 
mas mesmo assim, observa-se um crescimento vertiginoso em relação ao consumo, que 
consequentemente tem aumentado o número de mortes e violências e custado muito 
caro aos cofres públicos, principalmente na área da saúde e da segurança. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
12 
 
3. ASPECTOS PREVENCIONAIS DE RESISTÊNCIA AS DROGAS 
 
 
A prevenção não depende só da inteligência 
nem da quantidade de informação recebida, 
 mas do crédito dado a essa informação. 
Tiba (2007) 
 
 
Prevenir quer dizer: "prever; dispor de modo que evite (dano ou mal); realizar 
antecipadamente; atalhar; avisar, informar com antecedência;preparar-se; 
precaver-se
1
”. 
A prevenção refere-se a um termo muito antigo que eram constituídas por 
práticas religiosas. Cavalcanti tece: 
 
Poderíamos dizer que, em geral, a prevenção refere-se a toda iniciativa 
coletiva visando à sobrevivência da espécie. Na realidade é um conceito 
recente e poderíamos dizer que as primeiras instituições na história que 
estiveram na sua vanguarda foram as religiosas (CAVALCANTI, 2001, 
p.34). 
 
De forma geral, a prevenção é consenso de todos e possibilita uma melhor 
qualidade de vida para as pessoas, proporcionando melhores perspectivas e motivação 
para a vida em vários aspectos sociais, familiares, profissionais e afetivos. Porém, a 
mesma deve ser compreendida como uma ação concreta e envolver a parceria e a 
cooperação entre os diferentes segmentos da sociedade. 
Essas ações devem abranger todas as pessoas, sendo essencialmente planejadas 
e direcionadas, conforme afirmam Silveira e Moreira (2006), no sentido de diminuir 
problemas de saúde associados ao consumo de drogas, quando este existirem para que 
não piorem. Além dessa perspectiva citada pelo autor, preconizam outras ações que 
possam antecipar as chances do surgimento de um problema através do conhecimento 
das causas, efeitos e consequências. 
Segundo Santander (2003, p.13) “prevenção contra as drogas é 
comprovadamente o método mais eficaz para reduzir e evitar o uso e o abuso de 
substâncias psicotrópicas”. Fazer essa prevenção e preparar o adolescente para não se 
 
1
 ROCHA, Ruth. Minidicionário Ruth Rocha – Amplamente Ilustrado. 10. ed. São Paulo: Scipione, 
2001. 747 p. 
2
 Disponível em: . Acesso em: 
17/05/2017. 
3
 BAHIA. Secretaria da Segurança Pública. Revista segurança: Um pacto para o futuro, um pacto para 
toda a vida. Edição 01, relatório 2014. Disponível em: http://www.ssp.ba.gov.br/programas/#post-145. 
13 
 
deixar envolver com o tráfico de drogas é educá-lo para uma vida saudável e digna, 
oferecendo-lhe condições para que possa reconhecer o risco e evitar o convívio com 
essas substâncias que podem causar dependência física e psíquica. 
 
 
3.1. Níveis Prevencionais 
 
 
Segundo o OBID – Observatório Brasileiro de Informações sobre Drogas 
preceitua as intervenções preventivas da seguinte forma: 
 
Prevenção primária – O objetivo é evitar que o uso de drogas se instale ou 
retardar o seu início. 
Prevenção secundária – Destina-se às pessoas que já experimentaram 
drogas ou usam-nas moderadamente e tem como objetivo evitar a evolução 
para usos mais frequentes e prejudiciais. Isso implica um diagnóstico e o 
reconhecimento precoce daqueles que estão em risco de evoluir para usos 
mais prejudiciais. 
Prevenção terciária – Diz respeito às abordagens necessárias no processo de 
recuperação e reinserção dos indivíduos que já têm problemas com o uso ou 
que apresentam dependência
2
. 
 
No entanto, limitaremos apenas na Prevenção primária, por ser o objeto de 
estudo deste projeto. 
Conforme visto essa intervenção objetiva evitar quaisquer atos destinados a 
instalação do uso de drogas, ou até mesmo, prorrogar esse início ao máximo possível, 
possibilitando a redução do risco de surgimento de novos casos. Nessa perspectiva, 
diversos programas e estratégicas de prevenção no combate às drogas, buscam 
influenciar e orientar no comportamento das pessoas antecipando o consumo de drogas 
e aos fatores sociais a ela relacionadas. 
Tais estratégicas são essenciais na diminuição pela procura da droga, motivado 
por diversos fatores que são alvos dessas intervenções a serem realizadas em todos os 
espaços sociais: igrejas, escolas, associações, famílias, etc. 
Assim, cada programa deve se adequar pedagogicamente para atender cada 
segmento da sociedade o mais cedo possível. As propostas voltadas a esse nível de 
prevenção busca sensibilizar a comunidade através da integração com diversos órgãos 
 
2
 Disponível em: . Acesso em: 
17/05/2017. 
14 
 
comprometidos nas suas ações. Nesse sentido, as atividades são desenvolvidas de forma 
educativas, culturais, profissionalizantes, esportivas, recreativas e outras que promova a 
saúde e a inserção dos jovens no seio da comunidade. 
 
 
3.2. PROERD 
 
 
O PROERD – Programa Educacional de Resistência às Drogas e à Violência é 
uma versão brasileira do programa que teve a sua origem na cidade de Los Angeles, 
Califórnia - EUA, em 1983 denominado de Drug Abuse Resistance Education – 
D.A.R.E, desenvolvido pelo Departamento de Polícia de Los Angeles (L.A.P.D.) em 
parceria com o Distrito Escolar Unificado de Los Angeles (L.A.U.S.D.). Nestes poucos 
mais de 30 (trinta) anos, a ideologia do programa foi desenvolvido e expandido 
internacionalmente, e é desenvolvido em mais de 50 países (MERRILL et al., 2006). 
Essa disseminação, em síntese, reside em levar informações para desenvolver 
habilidades em crianças e adolescentes, para fazerem escolhas seguras e dizer não às 
drogas e à violência (D.A.R.E., 2008b). 
A iniciativa das ações desenvolvidas pelo PROERD mundialmente fez do 
programa como sendo um dos maiores programas de prevenção às drogas e a violência 
do mundo reconhecida pela ONU, segundo afirmou a Secretária de Segurança Pública 
do Estado da Bahia
3
. 
A propagação do PROERD aqui no Brasil se iniciou pela Polícia Militar do 
Estado do Rio de Janeiro (PMERJ) em 1992, sendo o primeiro Estado a implantar o 
programa com o apoio direto da Missão Diplomática dos EUA. Em seguida, o Programa 
Educacional de Resistência às Drogas e à Violência, em 1993 foi recepcionado pelo 
Estado de São Paulo, do qual recebeu este nome que se configura até hoje em todo 
território nacional. Daí em diante, o PROERD cada vez mais foi ganhando força e 
conquistando novos espaços, assim, ampliou suas fronteiras e em pouco tempo o 
 
3
 BAHIA. Secretaria da Segurança Pública. Revista segurança: Um pacto para o futuro, um pacto para 
toda a vida. Edição 01, relatório 2014. Disponível em: http://www.ssp.ba.gov.br/programas/#post-145. 
Acesso em: 17/05/2017. 
15 
 
programa atingiu todos os Estados da Federação Brasileira, sendo que no Ceará iniciou 
em 2001
4
, e só a partir de 2004 passou a atuar na Região do Cariri, Sul do Estado. 
É importante ressaltar, que os currículos aplicados para determinado grupo ser 
atendido, segue um padrão internacional, porém, cada Estado define as suas leis e 
diretrizes para atuação do Programa. Um exemplo disso é o Decreto nº 28.232, de 04 de 
maio de 2006, institucionalizado na Polícia Militar do Ceará conforme Anexo 01. Outro 
exemplo seria a parceria estabelecida entre a Polícia e a Escola, junto às secretarias de 
educação, como pode ser visto no Anexo 02 o Protocolo de Parceria, que constitui o 
fortalecimento da prevenção e sela o compromisso nestas instituições de ensino. 
Conforme pode ser visto através da Figura 3, o programa consiste da ação 
conjunta da polícia (que ministra o curso), a escola (local onde funciona) e a família 
(base estrutural de apoio), cujo trinômio fortalece o vínculo entre ambos e cria uma rede 
protetiva contra as drogas e a violência. 
 
Figura 2: Símbolo do PROERD 
 
Fonte: PROERD BRASIL 
Disponível em: http://www.proerdbrasil.com.br 
 
Analisando profundamente este símbolo e fazendo um recorte para visualizar 
os detalhes através da Figura 3, pode-se perceber que a família representa a base que 
sustenta os outros pilares, sendo a principal instituição responsável pela prevenção 
primária que acontece antes mesmo da criança ter contato com a escola e, 
 
4
 Disponível em: .Acesso em: 
17/05/2017. 
http://www.proerdbrasil.com.br/
16 
 
consequentemente, após as instruções decorrentes ao trabalho de resistência as drogas e 
violência pelos policiais a continuidade recai sobre a responsabilidade da base familiar. 
Figura 3: Trinômio da Prevenção 
 
Fonte: PROERD BRASIL 
Disponível em: http://www.proerdbrasil.com.br 
 
A preparação e capacitação dos agentes educadores são feitas sobre rigoroso 
critério seletivo, para que o policial possa atuar como facilitador em sala de aula. A 
preparação é fundamental na prevenção primária, que segundo Silva (2014) possa trazer 
benefícios à comunidade. O autor acrescenta ainda a respeito dos princípios que devem 
ser observados durante o desenvolvimento do trabalho preventivo, que são eles: a 
reflexão, inovação, continuidade, dinamismo, criatividade, paciência, algo que promova 
a interação multidisciplinar em um ambiente alegre e saudável. 
O PROERD atende um público diversificado possuindo um currículo 
específico para educação infantil, ensino fundamental I e II e até para pais que tem por 
objetivo: 
 
 Emponderar jovens estudantes com ferramentas que lhes permitam evitar 
influências negativas em questões afetas às drogas e violência, 
promovendo os fatores de proteção e suas habilidades de resistência. 
 Estabelecer relações positivas entre alunos e policiais militares, 
professores, pais, responsáveis legais e outros líderes da comunidade 
escolar. 
 Permitir aos estudantes enxergarem os policiais militares como 
servidores, transcendendo a atividade de policiamento tradicional e 
estabelecendo um relacionamento fundamentado na confiança e 
humanização. 
 Estabelecer uma linha de comunicação entre a Polícia Militar e o público 
infanto-juvenil. 
 Replicar informações e Políticas Públicas relacionadas à prevenção de 
drogas e violência. 
17 
 
 Abrir um diálogo permanente entre a "Escola, a Polícia Militar e a 
Família", para discutir questões correlatas ao eixo drogas
5
. 
 
Assim, o PROERD é desenvolvido pelo policial militar que vai fardado a 
escola uma vez por semana, e junto com a presença da professora da turma ministra as 
lições proposta pelo currículo, munido de diversas técnicas que atraem a atenção da 
criança na busca de desenvolver uma consciência crítica e compreender os problemas 
relacionados às drogas e a violência. 
O programa culmina com uma produção textual (redação), produzido pelos 
próprios alunos que narram e descrevem sobre o que aprenderam durante as aulas do 
PROERD. E, por fim acontece o encerramento com uma formatura preparada 
especialmente para os alunos contando com a presença e a participação dos pais e 
convidados, onde os alunos são submetidos a um juramento, assumindo um 
compromisso pessoal para manter-se longe das drogas e da violência, e logo em seguida 
recebem um certificado de conclusão do curso. 
 
 
3.3. A Importância da Escola na Luta Contra as Drogas 
 
 
A educação tem a função de libertar, 
de abrir a mente, de conscientizar e 
fazer com que as pessoas reflitam sobre 
suas ações e tomem seu lugar de protagonista 
de suas próprias histórias... 
Paulo Freire (1999) 
 
 
Segundo Loos (2003), a prevenção deve ser desenvolvida através de atividades 
contínuas e sistemáticas, a fim de proporcionar informações que possam ser associadas 
ao caráter comportamental e de valores. 
Seibel e Júnior apud Cassimiro
6
 propõem que: 
 
 
5
 Fonte: Coordenação Estadual Proerd da PMMG. Disponível 
em:. Acesso em: 20/05/2017. 
6
 CASSIMIRO, Regina Magda Alves. A Importância da Prevenção na Luta Contra as Drogas. 2009. 49 f. 
Trabalho de Conclusão de Curso (Especialização) – Academia Nacional de Polícia, Brasília, 2009. 
18 
 
(...) a melhor maneira de abordar o problema do uso e abuso de drogas entre 
os jovens é a prevenção. E quando se fala em atuar com jovens, a escola é 
sempre lembrada como o local de excelência onde esta tarefa deve se 
desenvolver (SEIBEL e JÚNIOR apud CASSIMIRO, 2001, p.43). 
 
Na ótica dos estudiosos é evidente a importância de prevenir diretamente nas 
escolas por se tratar de um ambiente propício e multidisciplinar onde são desenvolvidas 
várias atividades. Por isso, educação se preconiza como ferramenta essencial no sentido 
de fortalecer e desenvolver autodefesas psicológicas nos indivíduos. 
Apesar de a escola ter esse papel fundamental no combate as drogas, é preciso 
destacar que a mesma também tem se tornado vítima nesses últimos tempos dos 
problemas afligidos pelas drogas, o que será discutido no próximo item e, 
consequentemente, o que tem sido feito diante dessa situação caótica. 
Associar educação e prevenção ao uso de drogas é um enfoque relativamente 
recente. Estudos sob o prisma histórico apontam que, só após a Segunda Guerra 
Mundial, com o aumento do consumo de substâncias psicoativas, a área da educação 
passou a integrar de forma mais ativa na solução do problema do abuso. No começo os 
programas situavam-se na ideia de maléficos das drogas. Acreditava-se que através de 
informações sobre os efeitos maléficos poderia afastar os jovens dos entorpecentes. 
Porém a experiência mostrou a ineficácia do projeto, ficou constatado que as 
informações dadas de forma repressiva sem contestação provocam curiosidades. 
Desde então, um novo caminho é traçado pelos países industrializados do 
Ocidente em busca de uma educação preventiva, um método que posso solidificar os 
enfoques, visando uma abordagem mais afetiva em educação, que leva em conta a 
dimensão psicossocial do educando (EDWARDS, 1982). Fazendo com que a 
informação deixe de ser o alvo central dos programas de prevenção, passando a torná-la 
um dos componentes de uma estratégia mais ampla. 
Transcorridos mais de trinta anos, a educação preventiva continua sendo alvo 
de novas pesquisas, tendo sempre como ponto de partida as experiências iniciais já 
relatadas. Se de um lado houve um crescimento bastante significativo no consumo, por 
outro, foram mobilizados esforços mundiais visando incrementar nas escolas a 
prevenção ao abuso de drogas. 
Assim a prevenção traz em seu bojo a intenção de intervir antes que o consumo 
aconteça, promovendo um estilo de vida consciente e saudável nos alunos. Seu 
fundamento é educar para a saúde. Tem como foco a formação do caráter, a tomada de 
19 
 
decisão, a adesão aos princípios da vida, o conhecimento da natureza e do efeito de 
certas substâncias psicoativas. Transformando o sujeito no homem que escolhe, que 
responde por suas escolhas, que consegue se adaptar às situações e, ao mesmo tempo, 
construir sua realidade com autonomia. Ao contrário, a mera adaptação transforma o 
homem num ente passivo, minimizando as suas possibilidades de escolhas. FREIRE 
(1999, p.53) nos aponta que “quando o homem que se salva seguindo as prescrições, 
afoga-se no anonimato nivelador da massificação, sem esperança e sem fé, domesticado 
e acomodado, já não é sujeito. Rebaixa-se a puro objeto”. 
A educação, por isso, é o instrumento mais valioso a que o homem deve ter 
acesso, pois por meio dela, poderá abrir seus horizontes para o leque de possibilidades 
diante de sua existência, exercitando assim, a plenitude da liberdade. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
20 
 
4. ALFABETIZANDO PARA PREVENIR 
 
 
Educação não transforma o mundo. 
Educação muda pessoas. 
Pessoas transformam o mundo. 
Paulo Freire (2008) 
 
 
A abordagem afetiva exige uma metodologia que transforme o aluno em co-
participe das experiências de aprendizagem. Dentro dessa abordagem, os métodos ativos 
foram avaliados como os mais adequados no desenvolvimento de atitudes relacionadas 
a prevenção ao uso de drogas por promoverem a clarificação de valores, a interpretaçãodos conflitos, a definição e solução de problemas, a tomada de decisões. Verificando 
que a exposição não de forma arbitrária, mas buscando desenvolver o potencial 
autônomo do educando possibilita a clarificação de valores auxiliando no processo de 
escolha de determinada situação, como por exemplo, experimentar ou recusar drogas. 
No planejamento preventivo, as decisões são tomadas levando-se em conta o 
estudo da realidade e do público alvo. No caso do projeto “PROERD: Alfabetizando 
para Prevenir Contra as Drogas”, sua eficácia só poderá ser medida a longo prazo, já 
que seu público alvo segue sua jornada de evolução e desenvolvimento, porém, as 
etapas concretizadas serviu de subsídio para um mapeamento da influência da 
informação preventiva nesse processo. 
As técnicas utilizadas nesse projeto atuaram diretamente no ensino e na 
aprendizagem dos alunos. Genericamente, as técnicas estão relacionadas a didática 
empregada pelo educador, que dispõe de diversos recursos materiais e humanos para 
melhor conduzir o dinamismo que o ensino e a aprendizagem exige respectivamente. 
 
 
4.1. Ludicidade 
 
 
A ludicidade foi o meio desenvolvido para ajudar as crianças com dificuldades 
na aprendizagem, por ser uma atividade dinâmica que estimula o desenvolvimento 
cognitivo, físico, psicológico e facilita a aprendizagem. 
21 
 
A educação sempre foi a melhor forma de padronizar o conhecimento e formar 
valores a partir de intervenções relativas ao modelo e a especificidade. Paulo Freire 
auxilia como: 
 
[...] é esta percepção do homem e da mulher como seres “programados para 
aprender” e, portanto, para ensinar, para conhecer, para intervir, que me fez 
entender a prática educativa como um exercício constante em favor da 
produção e do desenvolvimento da autonomia de educadores e educandos 
(FREIRE, 1996, p. 18). 
 
Em virtude do dinamismo que constitui o ensino e a aprendizagem no mundo 
moderno, é comum a dificuldade entre alguns educadores perceberem a importância da 
ludicidade como veiculo nesse processo de desenvolvimento social, emocional e 
intelectual de seus alunos. 
Por meio da ludicidade se busca alcançar os objetivos propostos no 
planejamento, que irá envolver um conjunto de fatores e possibilidades que 
desenvolverão as competências de aprender, conhecer, conviver, estimular a 
criatividade, relações interpessoais e de companheirismo, os quais irão explorar o 
exercício de percepção, concentração e socialização. Quando disseminado na escola 
integralmente, o lúdico se torna uma ferramenta essencial na mediação do conhecimento 
manifestada pela criatividade e potencialidades que a criança vai descobrindo, enquanto 
trabalha com materiais concretos ao seu alcance. 
Com um olhar mais crítico e perceptivo o lúdico é uma estratégia insubstituível 
para ser usada como estímulo na construção do conhecimento intelectual e no 
direcionamento para o aperfeiçoamento das diferentes habilidades operatórias, além 
disso, é uma ferramenta essencial para o progresso pessoal e realizações de objetivos 
institucionais. 
Por, a palavra lúdico advir do latim ludus que significa brincar, nesse contexto, 
se atribuem as práticas relacionados a jogos, brinquedos e divertimentos. Por sua vez, a 
definição da função lúdica ultrapassa seus limites primários e vai além da questão 
semântica. Para Anne Almeida
7
 “a evolução semântica da palavra ‘lúdico’, entretanto, 
não parou apenas nas suas origens e acompanhou as pesquisas de psicomotricidade. O 
 
7
 Profª. Esp. Anne Almeida Licenciada em Educação Física pelas Faculdades Montenegro - Ibicaraí, 
Bahia; Especialista em Educação Física Escolar pela Universidade Salgado de Oliveira – RJ. Professora 
da Rede Estadual em Itabuna Bahia: Colégios: Eraldo Tinoco Melo e Colégio Modelo - Luís Eduardo 
Magalhães. Docente Das Faculdades Montenegro nos cursos de Educação Física e Pedagogia; 
22 
 
lúdico passou a ser reconhecido como traço essencial de psicofisiologia do 
comportamento humano”. 
Embora, muitos educadores tenha dificuldade na percepção do universo lúdico, 
atualmente, tornou-se objeto de interesse de pesquisadores e estudiosos, o que vem 
favorecendo na compreensão de sua totalidade e na potencialização do conhecimento. 
Portanto, muitos educadores necessitam em caráter emergencial, desenvolver a 
capacidade lúdica que está vinculada na relação professor e aluno a fim de diminuir as 
possíveis resistências em consequência do tradicionalismo. 
Assim, se faz necessário a atualização dos professores, cujas práticas 
pedagógicas devem ser repensadas a partir da didática do lúdico no processo de 
construção do conhecimento no ensino-aprendizagem. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
23 
 
5. IDENTIFICAÇÃO DA ESCOLA 
 
 
O projeto se desenvolveu em diversas escolas, porém foi escolhida para essa 
análise a seguinte escola: 
 
 
Dados de Identificação 
 
Escola: E.E.F. Tabelião Vicente Pereira da Silva 
Endereço: Av. Dr. Floro Bartolomeu, 1203 – São Miguel 
Cidade: Juazeiro do Norte/CE 
Fone/Fax: (088) 3512-5897 // 3511-8137 
E-mail: eeftabvicentepereira2009@hotmail.com 
Nível e Modalidade de Ensino: 5º Ano / FUNDAMENTAL I 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
tel:(088)%203512-5897
24 
 
6. RELATOS DA EXPERIÊNCIA 
 
 
A vocação histórica não é sina, mas, possibilidade. 
E não há possibilidade que não se exponha à negação, 
a impossibilidade. E vice-versa, a coisa hoje impossível 
 pode ser possível um dia. 
In: À sombra da mangueira 
Paulo Freite (1921-1997) 
 
 
A aula do PROERD tem sido bastante atrativa para os alunos. Por ser um 
encontro por semana, num total de dez encontros, foram desenvolvidos os trabalhos 
utilizando várias técnicas metodológicas para facilitar que os alunos avaliados com 
dificuldades de aprendizagem pela professora, compreendam o conteúdo e tenham 
melhor rendimentos nas atividades. Além disso, o desafio de despertar neles o interesse 
pelo tema em estudo e aquisição do conhecimento específico sobre drogas e violência. 
Apesar do Programa direcionar os métodos e orientar as técnicas de ensino 
através do manual do instrutor, sabe-se que se faz necessário verificar as reais 
necessidades dos alunos, observando a realidade de cada sala de aula e proporcionar a 
eles uma melhor aprendizagem. 
Nessa perspectiva, Brasília (2005) aborda os critérios para o desenvolvimento 
do curso e relata: 
Com base nas pesquisas e teorias resumidas acima, um conjunto de critérios 
foi formado para orientar o desenvolvimento e a organização dos aspectos-
chave deste programa educacional. Enquanto o currículo do curso tem a 
intenção de ser essencialmente o mesmo para todo o país, as estratégias e os 
materiais podem ser adaptados para o contexto cultural e social de cada 
escola conforme as necessidades específicas. Isto significa que os instrutores 
podem precisar, em certas ocasiões, selecionar materiais e atividades 
alternativas, assim como métodos que acreditem que sejam mais apropriados 
para seus alunos, desde que permaneçam coerentes com os propósitos e 
critérios deste projeto.( BRASÍLIA, 2005, p. 8). 
 
Esses critérios que o autor relata dá ao instrutor a liberdade para inovar suas 
aulas de acordo com as necessidades dos alunos para proporcionar uma melhor 
aprendizagem. Sabe-se que cada localidade, escola e sala de aula apresentam suas 
particularidades e realidades diferenciadas. Diante disso, se faz viável utilizar de várias 
técnicas para melhorar a qualidade do trabalho e levar aos alunos o conhecimento de 
forma mais prática. 
25 
 
É nesse sentido, que será apresentado a seguir, minha experiência como 
Instrutor do PROERD e a metodologia utilizada em sala de aula junto as diferentes 
técnicas de ensino para envolver os alunos no processo de prevençãoao uso de drogas. 
A minha trajetória como educador em sala de aula é desde 2008, e 
especificamente no PROERD, atuo desde 2011, o que me permitiu direcionar as 
atividades de acordo com as necessidades dos alunos. Partindo desse pressuposto, 
percebi a importância de levar para sala de aula novas técnicas com o objetivo de dá um 
melhor direcionamento as atividades e envolver os estudantes no processo educativo. 
Vale lembrar que, mesmo com essas inovações, o método e a fidelidade ao 
direcionamento que o Programa proporciona aos policiais foram seguidos fielmente. 
Consequentemente, foram trabalhados os dez temas (ver Anexo) propostos 
pelo programa em dez encontros, em parceria com a professora, a qual diagnosticou as 
principais dificuldades de aprendizagem de alguns alunos, em especial quatro que 
precisavam de uma atenção e cuidado diferenciado. Um deles com síndrome down, 
outro com disgrafia, o terceiro com Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade 
(TDAH) e o quarto que possuía certo receio e raiva da polícia, devido o pai está preso 
por tráfico de drogas. 
Apesar de serem casos totalmente diferentes, a priori, foi buscar conquistar a 
confiança de todos para depois da sequência ao cronograma proposto. Partindo das 
atividades contidas no livro do estudante, através da explanação verbal apresento o tema 
da aula e procuro saber o conhecimento prévio dos alunos sobre o assunto em estudo. 
Desse modo, evito apenas repassar o conteúdo, mas procuro partir do conhecimento 
prévio dos estudantes, das suas experiências de vida e do meio em que vivem. 
Logo após a essa sondagem, discutimos sobre o tema da lição, passo algumas 
atividades, as quais estão contidas no livro para resolverem em sala, dando suas 
opiniões utilizando o Modelo de Tomada de Decisão PROERD, com o objetivo de 
reforçar o aprendizado, estabelecer o pensamento crítico do aluno, além de levar a 
reflexão diante da discussão realizada. Porém, como não foi possível trabalhar com os 
referidos alunos separados do restante da sala de aula, busquei o auxílio de algumas 
ferramentas que possibilitaram resultados bastante significativos. 
Na condução do processo instrutivo, busquei envolver os estudantes nos 
trabalhos, proporcionar-lhes o engajamento nas atividades, despertar o interesse pelo 
tema e facilitar o acesso ao conhecimento, utilizo várias técnicas que podem estabelecer 
26 
 
um feedback significativo entre alunos e instrutor com uma comunicação clara e 
objetiva. 
As técnicas utilizadas por mim em sala de aula e os objetivos de cada uma 
delas, estão descritas a seguir: 
 Dinâmicas: Momento lúdico no início da aula para descontrair os alunos e 
proporcionar melhor interação entre eles e o Instrutor. Aproveitando as perguntinhas da 
caixinha PROERD, as dinâmicas, que são variadas, são desenvolvidas a cada pergunta 
para que seja respondida nos cinco primeiros minutos da aula. 
 Estudo de casos: Os casos debatidos em sala estão contidos no livro do estudante. No 
entanto, aproveito os relatos dos alunos sobre os casos que eles mesmos trazem como 
exemplos, pois trabalhando a realidade deles fica mais fácil compreender o conteúdo. 
Os questionamentos dos casos em estudo são discutidos através do Modelo 
deTomada de Decisão PROERD, com exemplos práticos e análise dos resultados diante 
de cada escolha que eles podem citar, para levá-los a refletir sobre a melhor decisão. 
 Apresentação de vídeos: Os vídeos são apresentados para reforçar o conteúdo teórico 
discutidos em sala e mostrar a realidade diante de cada questão. Geralmente esses 
vídeos são desenhos que falam sobre o uso de drogas e retratam vantagens de viver de 
forma saudável, sem o uso delas. 
 Atividades em grupo e individual: Após debater o tema e mostrar os vídeos, realizo 
atividades individuais e em grupos de acordo com o que está proposto no livro do 
estudante. Muitas vezes passo algo extra, como fazer relatório do vídeo que assistiram e 
etc. 
 Teatros: Trabalha a criatividade e o talento dos alunos através de atividades teatrais, 
nas quais eles encenam situações para resistir ao uso de drogas. Essa proposta curricular 
está no manual do instrutor e tem como objetivo levar aluno a ser mais participativo, 
interagir com outros colegas e desenvolver habilidades artísticas, como também a 
simular situações que podem vir a acontecer, ou seja, é uma preparação para saber lidar 
com os riscos e a pressão dos colegas. Mágicas contextualizadas com o tema da aula 
para revisão de conteúdo: 
 O uso de mágicas é uma metodologia inovadora que tem o objetivo de direcionar a 
atenção dos alunos para o Instrutor, e este por sua vez mostra um truque de mágica e 
contextualiza com o tema da aula para facilitar a compreensão do assunto. Adianto que 
é uma técnica bastante interessante, pois pelo tempo que venho trabalhando com 
27 
 
mágicas em minhas aulas percebo que o efeito é positivo, porque as utilizo durante a 
explanação e para revisar o conteúdo ao final de cada aula contextualizando-as com o 
tema abordado. 
 Atividades para colorir e para desenhar: Desenvolve as habilidades motoras dos 
alunos, e por ser uma arte livre, favorece na criatividade dos alunos. 
 Disciplina de ordem unida policial militar: Proporciona trabalhar a formação coletiva 
e a escuta ativa para execução de movimentos uniformes. Essa técnica é uma instrução 
que ajuda os estudantes primeiro ouvir para depois executar o que se pede. Tais 
movimentos podem ser: a marcha uniforme; virar para um lado e para outro; ficar numa 
postura corporal confortável e desenvolver habilidades para obedecer a regras, haja 
vista que só devem fazer tais movimentos quando solicitados. É um momento bastante 
participativo, pois os alunos demonstram gostar da instrução. 
 Músicas com coreografias: Geralmente, sempre que dá tempo, ao final da aula, faço 
um breve ensaio da canção do PROERD com os alunos, pois a letra fala um pouco de 
cada tema das lições ministradas no curso. Além disso, há a coreografia que trabalha a 
função motora deles com a sincronia de movimentos, e constitui um momento de 
descontração para que a aula termine com muita alegria, gerando expectativa para o 
próximo encontro. 
 Jogos pedagógicos sobre drogas: Com o objetivo de garantir que os alunos terminem 
o curso do PROERD conscientes do seu papel na sociedade e preparados para resistirem 
ao uso de drogas, elaborei alguns jogos sobre drogas para trabalhar com eles em sala e 
incentiva-los a serem multiplicadores do conhecimento, dividindo o aprendizado com os 
colegas através destes jogos. 
A seguir farei uma breve apresentação dos jogos com os respectivos objetivos: 
- Dominó educativo sobre drogas: o dominó educativo foi desenvolvido com o objetivo 
de reforçar o aprendizado sobre o tema drogas, estimulando através de uma metodologia 
dinâmica e facilitadora uma aprendizagem positiva e ativa sobre o tema. 
- Baralho educativo sobre drogas: O baralho educativo sobre drogas foi elaborado para 
promover um estudo mais dinâmico sobre o tema, objetivando estimular os jovens a ler 
sobre o assunto. Também tem como objetivo envolver os pais no processo de 
prevenção, pois sabendo que alguns pais gostam de jogar baralho em casa, os estudantes 
levam o baralho para casa e jogam juntos. 
28 
 
- Jogo de trilhas (DROGASFORA): foi elaborado para revisar as lições do PROERD 
ministradas pelo Policial Militar Instrutor ao final do curso. A missão dos jogadores é 
chegar a um mundo sem drogas, superando todos os obstáculos que existe na trilha e 
resistir sempre às ofertas de drogas. As questões podem ser elaboradas de acordo com o 
conteúdo ministrado. 
- Dama da prevenção: foi desenhada com o objetivo de despertar nos jogadores a 
necessidade de investir em sua própria vida, fazendo escolhas positivas e saudáveis para 
resistir às ofertas de drogas. 
Os jogos quando incluídos na educação além de trabalhar o raciocínioe a 
capacidade de elaborar estratégia na criança, também proporciona a obediência a 
determinadas regras, Kishimoto (2011, p.4) afirma que “a experiência de regras em 
todos os jogos é uma característica marcante”. 
A autora faz uma menção ao baralho com a época do Renascimento e diz que: 
 
O baralho adquire nessa época o estatuto de jogo educativo pelas mãos do 
padre franciscano, Thomas Murner. Percebendo que seus estudantes não 
entendem a dialética apresentada por textos espanhóis, edita uma nova 
dialética em imagens, sob a forma de jogo de cartas, engajando os alunos em 
um aprendizado mais dinâmico. (KISHIMOTO, 2011, p.16). 
 
Quando a autora refere-se ao baralho como um jogo dinâmico, de certa forma 
comprova o quanto este jogo pode ajudar no entendimento do conteúdo e motiva o 
aluno a participar mais do processo de aprendizagem. 
Kishimoto (2011, p.16) ainda relata que o jogo educativo surgiu no século 
XVI, sendo um suporte para as atividades didáticas e facilitando a aquisição de 
conhecimentos. Como função educativa, o jogo ensina qualquer coisa que complete o 
individuo em seu saber, seus conhecimentos e sua apreensão do mundo (CAMPAGNE, 
1989 APUD KISHIMOTO 2011, p. 19) 
Yozo (1996, p.13) falando sobre jogos contribui dizendo que “o lúdico 
representa o processo de aprendizagem e descoberta do ser humano”. Ainda acrescenta 
que: 
 
Com o jogo aprendem-se regras, limites e obtêm-se objetivos claros, de 
forma voluntária e prazerosa. Acredito que a habilidade e o conhecimento 
participante de jogos, sendo esta a melhor forma de aprendizagem prática e, 
consequentemente, desenvolvendo a nossa sensopercepção e comunicação, 
acrescidos dos instrumentos necessários a uma aplicação adequada. (YOZO, 
1996, p.13). 
 
29 
 
É notório que o jogo realmente proporciona grandes inovações para a educação 
e, de forma lúdica e criativa, o aluno se envolve cada vez mais nas atividades escolares 
ao ponto que há melhor interação entre os estudantes. A título de conhecimento, os 
jogos pedagógicos citados estarão disponíveis nos anexos. 
Pelo que se observa em relação às atividades aplicadas pelo Programa, é 
importante acrescentar que para o PROERD, não é interessante apenas repassar o 
conteúdo para os alunos, pois se utiliza de uma metodologia problematizadora para 
facilitar a discussão e a construção do conhecimento. 
De acordo com Brasil (2012) a problematização é elemento central que 
pressupõe a leitura crítica da realidade com todas as suas contradições buscando 
explicações que ajudem a transformá-la. 
 
Sua ênfase é no sujeito práxico, que se transforma na ação de problematizar, 
possibilitando a formulação de conhecimento com base na vivência de 
experiências significativas como potências de transformação do contexto 
vivido, produzindo conhecimento e cultura. (BRASIL, 2012, p.10) 
 
Dessa forma as abordagens não deve apenas ter caráter informativo, mas ser 
problematizada para levar o público alvo a pensar sobre o problema e saber direcionar 
suas decisões visando o seu bem-estar e do grupo o qual faz parte, proporcionando o 
diálogo e uma boa convivência. 
Falando sobre o diálogo e a convivência em grupo, Brasil (2012) diz o 
seguinte: 
 
O diálogo não torna as pessoas iguais, mas possibilita nos reconhecermos 
como diversos e crescermos um com o outro; pressupõe o reconhecimento da 
multiculturalidade e amplia nossa capacidade em perceber, potencializar e 
conviver na diversidade. (BRASIL, 2012, p.15). 
 
Portanto, em razão do que o autor mostra através de suas palavras que a 
construção do conhecimento deve ser de forma coletiva, ou seja, com a participação de 
todos para que haja melhores resultados. 
 
 
6.1. Critérios para escolhas das crianças 
 
 
30 
 
Apesar de serem trabalhadas duas turmas de 5º anos (manhã e tarde) num total 
de 64 alunos, os critérios para seleção dessa pequena amostra, levou em consideração o 
diagnóstico inicial repassado pelas professoras verbalmente, onde a partir daí foram 
selecionadas e observadas durante todo o desenvolvimento do curso. 
Contudo, este estudo foi baseado no processo evolutivo de quatro alunos, 
mesclados entre os gêneros masculinos e femininos, dentre os quais, todos participaram 
efetivamente do curso do PROERD. 
 
 
6.2. Caracterização das Crianças 
 
 
Essa fase contou com o relato das professoras e direção da escola, as quais 
enfatizaram os principais problemas em relação à aprendizagem das crianças 
selecionadas. 
Como já citado anteriormente, essas crianças possuíam síndrome de down, 
disgrafia, Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) e outra com 
problemas pelo fato de o pai está preso, a qual a tornava uma criança rebelde. 
O que foi observado também, é que todas essas crianças são moradoras de 
áreas de risco, de baixa renda, vulneráveis aos mais diversos problemas sociais, entre 
eles às drogas e à violência. 
 
 
6.3. Análise do Diagnóstico Inicial 
 
 
Levantadas tais preocupações, a análise foi feita a partir da verificação de todos 
os recursos pedagógicos utilizados em sala de aula aplicada aos alunos em quatro 
níveis: na representação de conceitos; como recurso ilustrativo de determinados temas; 
como estratégia motivacional e por fim, como instrumento constitutivo de laços afetivos 
entre educador e aluno. Essa verificação foi analisada comparando o grau de influência 
proporcionada por esse conjunto de ferramentas, diante do mesmo quadro de estudantes 
que passaram por experiências similares acompanhando o processo evolutivo de cada 
uma delas. 
31 
 
Na coleta de informações é imprescindível mergulhar no ambiente, locus 
empírico da pesquisa, através de sucessivas aproximações contatadas desde os alunos e 
professores estendendo até aos funcionários, buscando sempre o diálogo para uma 
sólida familiarização nas relações interpessoais. 
Em conformidade com André (2005), a metodologia é aplicada por meio de 
imersão do pesquisador na realidade investigada e deve ser atingida por observação 
sistemática e contínua dos atores envolvido. 
Assim sendo, se faz necessário um critério rigoroso em relação ao diagnóstico 
inicial, pelo fato de querer mostrar as técnicas utilizadas em sala de aula no trabalho de 
prevenção às drogas, a fim de verificar a participação e a interação dos estudantes com 
os temas das aulas. 
 
Os resultados da análise de conteúdo devem refletir os objetivos da pesquisa 
e ter como apoio indícios manifestos e mensuráveis no âmbito das 
comunicações obtidas (...) É, portanto, com base no conteúdo manifesto 
explícito que se inicia o processo de análise. (...) o que está escrito, falado e 
mapeado relativamente desenhado e/ou simbolicamente citado sempre será o 
ponto de partida para classificação do conteúdo manifesto (COHEN e 
FRANCO, 2005, p. 24). 
 
A avaliação nesse aspecto oferece dados para uma mensuração da eficiência e 
eficácia do que está sendo desenvolvido em sala de aula, por ser um meio investigativo 
em conformidade com a absorção e as expectativas de todo o corpo escolar envolvido. 
 
A avaliação como técnica e estratégia investigativa é um processo sistêmico 
de fazer perguntas sobre o mérito e a relevância de determinado assunto, 
proposta ou programa. (...) Toda avaliação útil, ética e tecnicamente 
adequada acompanha o desenrolar de uma proposta e subsidia a correção de 
rumos e a reorientação de estratégias de ação. Seu sentido ético alia-se a seu 
valor técnico e de responsabilidade social. (MINAYO et al, 2005, p. 19,20). 
 
Assim sendo, podemos concluir que a avaliação não é uma ação isolada, mas a 
integração entre avaliadores e avaliados, em busca do aperfeiçoamento e do 
comprometimento em todo o processo. 
 
 
6.4. Metodologia 
 
 
32 
 
A proposta metodológica apresentada neste projeto originou-se da inegável 
importância que a escola tem na formação do indivíduo. 
O processo de verificação utilizadoatravés da avaliação para constatar o 
desenvolvimento das técnicas aplicadas como auxílio na prevenção em sala de aula 
permite compreender o resultado final da pesquisa em sua complexidade, onde a mesma 
será desenvolvida através do método qualitativo uma vez que, se ocupam de variáveis 
que não podem ser medidas, apenas observadas como cita Bauer (2002, p.23) “lida com 
interpretação das realidades sociais” e afirmam Asinelli e Luz (1999, p.31) é aplicada 
em “processos de descobrimento”. A ênfase qualitativa no processo de investigação 
educacional tem sido particularmente útil ao evidenciar a profecia “auto-realizadora” 
(BOGDAN & BIKLEN, 1994, p.49), possibilitando alterações no desempenho dos 
alunos pelas expectativas dos professores. 
Nesse aspecto, em detrimento ao quantitativo explícito de quatro alunos para 
acompanhamento do processo de aprendizagem dos mesmos, se deu a partir de um 
levantamento de dados para uma avaliação qualitativa visando conhecer a didática 
aplicada pelo Instrutor do PROERD em sala de aula na prevenção às drogas e o efeito 
que essas técnicas desenvolvidas influenciaram significativamente vida dos estudantes, 
objeto deste estudo. 
Na continuidade temporal desse projeto, conforme os objetivos definidos e os 
problemas levantados no diagnóstico inicial, especificamente, quanto à natureza do 
objetivo, o estudo tece caráter descritivo (VIEIRA, 2002), na medida em que se podem 
mostrar os conceitos e as mensagens motivacionais no combate as drogas deixadas por 
causa das diversas técnicas destinadas ao tema e, o nível de influência na fixação de 
ideias para os alunos resistirem às ofertas de drogas. 
Ainda na proposta metodológica, o estilo da pesquisa observacional, atendeu a 
literatura de estudo de caso por haver interação do pesquisador com os sujeitos, no 
intuito de descobrir os valores, opiniões e atitudes dos sujeitos. 
 
 
6.5. O Material Utilizado 
 
 
Além da própria estrutura física que a escola dispõe, foram utilizados vários 
recursos enumerados abaixo: 
33 
 
1 – Quadro branco e quadro negro; 
2 – Livro do estudante (Cartilha PROERD); 
3 – Folhas de ofícios; 
4 – Data show; 
5 – Caixa de som; 
6 – Notebook; 
7 – Caixinha de perguntas PROERD; 
8 – Jogos específicos para o tema; 
9 - Mágicas 
 
 
6.6. Realização do Projeto 
 
 
A realização do projeto se deu com a parceria feita entre a escola e a polícia, 
através de um protocolo (ver Anexo 3). 
Após firmadas e concordadas as partes, este seguiu as seguintes fases para sua 
realização na escola: elaboração, execução e avaliação. Em seguida a Figura 5 idealiza o 
processo de Planejamento preventivo: 
 
 
Figura 5: Etapas do Planejamento Preventivo 
No projeto em questão, após ser decidido o objeto de análise , tornou-se 
necessário encontrar em que medida seria possível incorporá-la ao currículo 
pedagógico. 
34 
 
Por sua vez, a tarefa da pedagogia é assegurar a natureza das finalidades sociais 
e políticas da educação numa determinada sociedade. Cabe, ainda, criar condições 
metodológicas e organizativas para viabilizar a educação. 
Buscou-se assim através do projeto de prevenção em questão, demonstrar um 
“caminho”, ou melhor dizendo, uma alternativa que a princípio se fez viável tanto por 
estimular a reflexão quanto o próprio incentivo a leitura. Sendo oportuno frisar que, 
apesar dos resultados obtidos neste estudo ser parciais, mostraram que a leitura pode ser 
uma aliada na construção de uma educação mais reflexiva e consciente, alcançando as 
metas em direção de uma cultura da prevenção. 
 
 
6.7. Análise do Diagnóstico Final 
 
 
Risco, como qualquer outro conhecimento, traduz valores 
 em disputa, não sendo, portanto, estático e objetivo, 
 mas constantemente construído e negociado como 
 parte de interações sociais e de construção de sentidos. 
SR. Carvalho (2004) 
 
 
A investigação se procedeu no sentido de verificar o conhecimento prévio dos 
educandos acerca da problemática das drogas, e consequentemente a sobre o assunto. 
Tomando como ponto de partida a vulnerabilidade recorrente que cada aluno enfrenta 
no seu cotidiano, que estes têm em casa e pelo apoio e incentivo da escola sobre o 
problema em questão. 
Como a proposta do projeto foca apenas na alfabetização individual da criança 
para que seja possível preveni-las do uso de drogas e da violência, o resultado final do 
diagnóstico ficou restrito ao nível evolutivo de aprendizagem em que cada criança 
conseguiu assimilar o conteúdo trabalhado em sala de aula pelo instrutor. 
Ainda, pudemos contar com os testemunhos das professoras e pais em termos 
de comportamentos, motivações, envolvimentos e reflexão por parte dos alunos sobre a 
importância do tema trabalhado com eles em sala de aula. 
Cada dinâmica, video, música, mágica, desenho e etc., influenciaram 
significativamente cada uma delas. O que através da verbalização não se atingia como 
objetivo a alcançar, as outras estratégias supriam gradativamente cada dificuldade 
35 
 
encontrada pelos alunos, ao ponto deles poderem expressar da sua maneira e através do 
seu olhar e comportamento, como tinham aprendido algo que parecia tão complexo para 
eles. Algumas produções feitas pelos alunos citados se encontram em anexo como fruto 
desse resultado. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
36 
 
7. DIÁRIO DAS OFICINAS 
 
 
As atividades foram desenvolvidas de acordo com o currículo educacional do 
PROERD desenvolvida no Ensino Fundamental I – 5º Ano, de acordo com a ordem 
exposta abaixo. 
 
SESSÃO DISCIPLINA 
01/15 
Apresentação do PROERD ao Corpo Escolar (Diretrizes do programa; 
material necessário; horário; apresentação do Instrutor). 
 
02/15 
Apresentação do PROERD aos Pais (A importância do Proerd na relação 
familiar; Desenvolvimento das atividades). 
 
03/15 Lição 01 (Introdução ao Programa). 
04/15 Lição 02 (O cigarro). 
05/15 Lição 03 (A maconha). 
06/15 Lição 04 (O álcool). 
07/15 Lição 05 (Os inalantes). 
08/15 Lição 06 (Prevenção contra o bullying). 
09/15 Lição 07 (Posicionando-se contra o bullying). 
10/15 Lição 08 (As bases da amizade). 
11/15 Lição 09 (Decidindo de forma confiante). 
12/15 Lição 10 (Ação pessoal e orientação para a redação). 
13/15 Encontro Complementar 01 (Jogo Proerd). 
14/15 
Encontro Complementar 02 (Orientações para a formatura, canção do Proerd; 
Hino Nacional e do Estado do Ceará). 
 
15/15 Formatura (Juramento Proerd e entrega de certificados). 
 
 
 
 
 
37 
 
8. CONSIDERAÇÕES FINAIS 
 
 
foi a magnitude político-social que a questão das 
drogas assumiu e a urgência de soluções no 
espaço social que impuseram outras leituras 
para o campo das drogas. (...) o estilo interdisciplinar 
de pesquisa que acabou por se impor foi uma exigência 
não apenas de ordem teórica e clínica, mas de ordem 
política, ética, antropológica e social. 
In. Mal-estar na atualidade 
J.Birman (2000) 
 
 
Ao finalizar este projeto, que teve como foco principal a inserção de diversas 
ferramentas como proposta pedagógica na educação preventiva contra as drogas e à 
violência, através das aulas PROERD, buscou alfabetizar os envolvidos, direcionando 
as ações concretas de forma fictícia, com base numa experiência e investigação 
científica. 
Partindo do entendimento da experiência interna do sujeito que a vivencia e da 
compreensão de conceitos fundamentais a este trabalho, buscou na ludicidade a 
fundamentação necessária para a construção deste projeto. A expressão mais autêntica 
do ser educador capaz de facilitar e transformar a compreensão dos alunos em algo 
benéfico, se caracteriza pela espontaneidade, que se manifesta através de um maior 
fluxo interno de energia, de vitalidade e de disponibilidade para as constantes mudanças 
que recai sobre a responsabilidade de prevenir as drogas e, consequentemente,de forma 
mais abrangente a violência. 
Em síntese, foi colocada em evidência a importância das atividades lúdicas, 
dinâmicas e impactantes, levando em consideração sua subjetividade e, principalmente, 
sua expressividade enquanto técnica facilitadora no processo de ensino-aprendizagem. 
Nesse raciocínio, fez-se necessário compreender esta metodologia com certa 
profundidade teórica para, então, entendermos as possíveis implicações desta 
expressividade na prática. 
Outro atenuante foi observado na atenção, memória, motivação, afetividade, 
interatividade e a capacidade de demonstrar aquilo que aprenderam de acordo com suas 
possibilidades, devido o uso contínuo de ferramentas, enquanto técnica facilitadora, na 
formação cognitiva e aprendizagem dos alunos. 
38 
 
Assim, todos os aspectos tratados neste estudo se refletem diretamente nas 
manifestações ligadas ao que às técnicas podem contribuir na vida de uma pessoa e 
avaliar as práticas metodológicas utilizadas na área de ensino no PROERD. Considerar 
isto nos permite entender algumas das singularidades, limitações e potencialidades que 
podem ser aperfeiçoadas diante da crise de identidade enfrentadas por cada profissional 
da arte de educar. 
E a partir destas descobertas, não se pretende afirmar que estas estratégias são a 
única solução de todos os problemas relacionados ao déficit de aprendizagem pelos 
alunos, mas é estabelecer uma possibilidade algorítmica com o propósito maior de 
refletir sobre si mesmo e um olhar voltado para a criança. 
Sobretudo, podemos ainda afirmar que o professor, ao reconhecer os seus 
limites, conseguirá lidar melhor com os limites dos alunos e, ao passo em que este 
reconhecer suas potencialidades, poderá, também, compartilhar suas aptidões e, assim, 
de alguma forma contribuir para a formação das crianças. 
Diante das constatações realizadas, Pereira (2005) corrobora com a hipótese de 
que as transformações mais profundas durante a prática pedagógica requerem uma 
mudança de atitude e novas posturas de vida dos educadores, não somente o que diz 
respeito a mudanças cognitivas por causa de novos conhecimentos adquiridos, mas 
também uma mudança que reflete no emocional, espiritual e corporal, sendo uma 
aprendizagem integrada das várias dimensões do ser humano. 
É possível crer que através deste estudo sobre a experiência didática a cada dia 
aperfeiçoada, nos abre um caminho dentro do cotidiano escolar para a integração dos 
vários aspectos do ser humano – cognitivo, lúdico, emocional e outras habilidades 
proporcionadas pelo o uso da técnica, possibilita a cada envolvido (educador e alunos) 
se conhecer um pouco mais, se relacionar melhor, criar vínculo afetivo, o que implica 
lidar melhor com as dificuldades no processo ensino-aprendizagem, possibilitando uma 
expressividade mais espontânea e criativa. 
Assim, o educador que vivencia o novo no seu cotidiano escolar e investe em 
inovações metodológicas, buscando sempre qualificar-se, reconhece a importância do 
“conhecer para prevenir” e proporcionam a seus alunos uma consciência mais sólida, 
crítica e duradoura, atributos essenciais para a resistência das drogas. Ao passo que, um 
educador rígido, com ações obsoletas, que não se entrega às atividades capazes de 
atingir a totalidade dos alunos, que não tem disponibilidade criativa, que não gosta de 
39 
 
investir na sua própria capacitação, terá maiores dificuldades em fazer um trabalho 
autêntico, diferenciado e impactante. 
Cagliari (2002) esclarece algo interessante acerca dos métodos, que o fato do 
professor não possuir um método preestabelecido, isso não quer dizer que o ensino 
seguirá navegando a deriva, pois o educador não deve se limitar a um único método, e 
sim passar a ser atuante em sala de aula e, deixar a condição se ser um simples 
observador. “Quando o professor é bom conhecedor da matéria que leciona, ele tem um 
jeito particular de ensinar, assim como os alunos têm seus jeitos de aprender.” 
(CAGLIARI, 2002, p. 108). 
Ainda que um método específico seja privilegiado ou adotado em quaisquer 
circunstâncias, mesmo assim, este e os materiais didáticos não conseguirão atender 
plenamente aos objetivos, às características e às necessidades do contexto pedagógico 
de ensino nas políticas de prevenção. Cabe, portanto, ao educador, em menor ou maior 
nível, fazer escolhas e adotar estratégias e procedimentos adequados, sensatos e 
produtivos. 
Finalmente, espera-se que este projeto gere possibilidades para ampliar os 
estudos relevantes para o entendimento dos processos pedagógicos, a seleção e a 
organização dos conteúdos que se estabelecem no cotidiano escolar nos contextos 
comunicativos em geral. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
40 
 
9. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 
 
 
ANDRÉ, M. E. Estudo de caso em pesquisa e avaliação educacional. Brasília: Líber, 
2005. 
 
ASINELLI-LUZ, Araci; LUZ, Gastão Octávio Franco. Manual de apoio às atividades 
em pesquisa. Curitiba, 1999. Documento não publicado. 
 
BAUER, Martin W.; GASKELL, George (Ed.). Pesquisa qualitativa com texto, som e 
imagem: um manual prático. Tradução: Pedrinho A. Guareschi. Petrópolis: vozes, 
2002. Tradução de: Qualitative Researching With Text, Image and Sound. 
 
BIRMAN, J. Mal-estar na atualidade. Rio de Janeiro: Civilização brasileira, 
2000. 
 
BOGDAN, R. & BIKLEN, S. Investigação Qualitativa em Educação. Porto, 1994. 
 
BRASIL. Ministério da saúde. Secretaria de Gestão Estratégica e Participativa. 
Política Nacional de Educação Popular e Saúde. Brasília, DF, 2012. 
 
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