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Art. 414 RIISPOA e IN 11/2000: entende-se por mel, o produto alimentício produzido pelas abelhas melíferas, a partir do néctar das flores ou das secreções procedentes de partes vivas das plantas ou de excreções de insetos sugadores de plantas que ficam sobre partes vivas de plantas, que as abelhas recolhem, transformam, combinam com substâncias específicas próprias, armazenam e deixam madurar nos favos da colméia Art. 413: produtos de abelhas são aqueles elaborados pelas abelhas, delas extraídos ou extraídos das colmeias, sem qualquer estímulo de alimentação artificial capaz de alterar sua composição original Mel Apis → Apis melliferas Mel de abelhas sem ferrão ou nativas → meloponídeos Inspeção de mel e derivados Legislações Decreto n° 9.013, de 29 de março de 2017 Regulamento de inspeção industrial e sanitária de produtos de origem animal - RIISPOA Decreto n° 10.468, de 18 de agosto de 2020 revisão do RIISPOA Portaria n° 06, de 25 de julho de 1985 Normas Higiênico-Sanitárias e Tecnológicas para Mel, Cera e Derivados MERCOSUL/GMC/RES n°15, de 03 de agosto de 1994 Regulamento Técnico Mercosul de Identidade e Qualidade do Mel Instrução Normativa n°11, de 20 de outubro de 2000 Regulamento Técnico de Identidade e Qualidade do Mel Instrução Normativa n°3, de 19 de janeiro de 2001 Regulamento Técnico de Identidade e Qualidade de Apitoxina, Cera de Abelha, Geléia Real LIofilizada, Polén Apícola, Própolis e Extrato de Própolis Instrução Normativa n°21, de 20 de junho de 2013 Requisitos Zoosanitários dos Estados Partes para a Importação de Abelhas Rainhas e Produtos Apícolas Definição atualmente são produzidos 64.188.949 kg de mel (2023), o que gera uma receita de 908.084 mil reais (2023), sendo o estado do Rio Grande do Sul (2023) o maior produtor MG, SP, PR e PI também colaboram significativamente com a produção nacional distribuição regional da produção de mel em Minas Gerais: Produção brasileira de mel MATÉRIA PRIMA: néctar: produção natural de plantas água, glicose, frutose e sacarose N, sais, vitaminas (baixas quantidades) melato - honeydew: excreção de insetos/ secreção adocicada superfície de folhas de árvores sacarose N, ácidos (maiores quantidades) ELABORAÇÃO DO MEL - NÉCTAR: principal constituinte do mel: é uma solução aquosa e adocicada, produzida nos nectários e composta de vários açúcares sua concentração pode variar de 8 a 80% compostos nitrogenados, sais minerais, vitaminas (baixas quantidades), ácidos orgânicos, pigmentos, substâncias aromáticas 3 tipos de néctar: + sacarose, - glicose e frutose Bocaíuva é o maior produtor do estado de MG Composição do mel teores semelhantes de sacarose, glicose e frutose + glicose e frutose, - sacarose ELABORAÇÃO DO MEL - HONEYDEW (MELATO): substância secretada por insetos de ordem Rhynchota, Família Aphinidae e Lachinidae teores de nitrogênio maiores do que o néctar enzimas derivadas de glândulas salivares e do intestino de insetos sugadores ácidos orgânicos, especialmente o cítrico presença de alguns carboidratos sintetizados durante a passagem através do inseto, pela ação de enzimas do intestino e glândulas salivares CARBOIDRATOS: principais: frutose e glicose possui ainda: dissacarídeos expressos como maltose e polissacarídeos muitos carboidratos não estão presentes no néctar, são formados pela ação de enzimas __ adicionadas pelas abelhas, durante a elaboração do mel hidroximetilfurfural - HMF COMPOSTOS AROMÁTICOS: álcool, cetonas, aldeídos, ácidos e ésteres responsáveis pelo ‘’flavour’’ do mel valor nutritivo do mel: do ponto de vista nutricional, o mel é fonte de carboidratos (é uma solução supersaturada de açúcares), sendo assim, não pode ser considerado uma fonte de vitaminas e minerais, nem de proteínas MINERAIS: variam de 0,02-1,0% a cor do mel está relacionada à quantidade de sais minerais méis mais escuros são mais ricos em minerais do que os mais claros o principal mineral é o potássio (K) AMINOÁCIDOS: insignificantes do ponto de vista nutricional estão presentes em traços VITAMINAS: presentes em quantidades ínfimas no mel tem sua origem atribuída à fonte floral e ao conteúdo de pólen insignificantes do ponto de vista nutricional ABELHAS: abelhas operárias ‘’campeiras’’: recolhem o néctar ou honeydew papos (pró-ventrículo) glândulas hipofaringeanas e salivares adição de 3 enzimas armazena o néctar no saco de mel (70ug) abelhas operárias ‘’caseiras’’: recolhem e expõem a carga de néctar aproximadamente 20 min amadurecimento do mel 40 a 55% de umidade depositam em favos e promovem uma constante corrente de ar dentro da colmeia com o bater das asas amadurecimento final do mel (17-20% de umidade) fechamento dos favos com cera ENZIMAS: invertase: transforma ¾ da sacarose inicial do néctar nos açúcares invertidos glicose e frutose sua ação é contínua até que o ‘’amadurecimento’’ total do mel ocorra sacarose → glicose + frutose glicose oxidase: reage com a glicose formando ácido glucônico e peróxido de hidrogênio (a adulteração normalmente é feita com glicose comercial, solução ou xarope de sacarose, melado e solução de sacarose invertida as adulterações aumentam os teores de HMF (hidroximetilfurfural): resultante da quebra de hexoses em presença de ácido o HMF pode estar aumentado quando há superaquecimento do mel, estocagem prolongada ou por fraude por adição de açúcar comercial ou açúcar técnico invertido limite máximo: 40mg/kg (Portaria 6, 1985 60mg/kg (IN 11, 2000) tem efeitos citotóxico, mutagênico e carcinogênico → Autoridade Européia para a Segurança dos Alimentos - EFSA Detecção de adulterações Há diversos testes que podem ser realizados para fazer a análise do mel: prova de Fiehe* prova de Winkler prova de Lund* umidade atividade diastásica* acidez PROVA DE FIEHE: 5g de mel num béquer 10mL de éter etílico colocar líquido sobre um cadinho deixar o líquido evaporar adicionar 2mL de solução clorídrica de resorcina PROVA DE LUND: vai detectar a presença de albuminóides → substâncias presentes naturalmente no produto erlenmeyer de rolha esmerilhada de 50 ou 100mL 2g de mel 20mL de água destilada transferir para tubo cônico graduado (50mL) 5mL de ácido tânico 5% completar o volume para 40mL tampar e homogeinizar ler em 24hrs UMIDADE: refratômetro de Abbé (20°C): adicionar 3-4 gotas de mel entre os prismas utilizar a Tabela de Chataway para interpretação dos resultados valor máximo permitido → 20% DETERMINAÇÃO DA ATIVIDADE DIASTÁSICA: objetivo: verificar atividade da enzima diastase técnica: 10g do mel 20mL de água destilada 10mL em 2 tubos 1mL de solução de amido em cada tubo 1 tubo em banho maria (42-45°C) por 1 hora e outro em temperatura ambiente por 1 hora 1mL de solução de iodo CENÁRIO BRASILEIRO: são realizadas fraudes grosseiras que são facilmente detectáveis por provas de Fiehe e Lund o High Fructose Corn Syrup é mais difícil de ser detectado e requer metodologias sofisticadas como a espectometria de massa que detectará isótopos estáveis de ________ Análises físico-químicas carbono → determinam a ‘’origem’’ do mel C3 → eucalipto, cevada, flores silvestres → maior [ ] de carbono 12 C4 → gramíneas, sorgo, milho, cana → maior [ ] de carbono 13 o xarope de borde também pode ser utilizado para realização de fraude e consegue passar sem ser detectado, no entanto, é inviável, uma vez que é muito caro o mel pode conter bolores, leveduras e esporos de Clostridium botulinum não deve ser ofertado para crianças de→ ambiente limpo! sistema manual ou mecânico deve impedir o contato da casca com o conteúdo desvio adequado dos rejeitos! resfriamento imediato → 5°C em 2 horas proibida a quebra de ovos: trincados sujos com manchas sanguíneas grandes ou numerosas na clara e na gema com disco embrionário desenvolvido trincados armazenados acima de 5°C por mais de 3 dias trincados com membrana testácea rompida (ovos vazados) com sujidades na casca alterações da gema e da clara mumificação (ovo seco) podridão (vermelho, negra ou branca) presença de fungos os parasitas MISTURA - SEPARAÇÃO: mistura de ovos: mistura homogênea dos componentes do ovo não conservação das proporções encontradas no in natura ovo integral pasteurizado: mistura homogênea dos componentes do ovo manutenção das proporções encontradas no ovo in natura ambos os produtos devem ser pasteurizados PASTEURIZAÇÃO: medida de controle microbicida tratamento térmico → binômio tempo e temperatura redução a nível aceitável de segurança refrigeração imediata NOMENCLATURA E EMBALAGEM: a reinspeção das embalagens permite: 10% dos ovos pertença à categoria imediatamente inferior peso total no máximo 2% abaixo da média ovos da categoria acima CONSERVA: cozimento prévio - 85°C 10 min descasquemanual ou automático adição de salmoura ácida aditivos previstos em legislação específica ênfase em recipiente hermeticamente fechado conserva em temperatura ambiente com pH não superior a 4,5 DESIDRATAÇÃO: pulverização em ar quente umidade final deve estar indicado na caixa ARMAZENAGEM E EXPEDIÇÃO: resfriamento a 5°C em até 72 horas pós coleta - derivados congelamento a -12°C manutenção da temperatura até o destino final em veículos apropriados Fluxograma de abate de aves Legislações Decreto n° 9.013, de 29 de março de 2017 Regulamento de inspeção industrial e sanitária de produtos de origem animal - RIISPOA Decreto n° 10.468, de 18 de agosto de 2020 revisão do RIISPOA Portaria n° 365, de 16 de julho de 2021 Regulamento técnico de manejo pré-abate e abate humanitário e os métodos de insensibilização autorizados pelo MAPA Portaria 210, 1998 aprovou o Regulamento técnico da inspeção tecnológica e higiênico-sanitária de carne de aves Portaria n°74, de 7 de maio de 2019 alterou a portaria 210 IN 20, 2016 Controle e monitoramento de Salmonella spp. nos estabelecimentos avícolas comerciais de frangos e perus de corte e nos estabelecimentos de abate de frangos, galinhas, perus de corte e reprodução Produção mundial e brasileira BRASIL: atualmente o Brasil produz cerca de 14,5 milhões de toneladas de carne de frango, movimentando cerca de 106 bilhões de reais o estado do Paraná é responsável pela maior parcela de abate de frango (39,39%), sendo seguido por SC, RS, GO, SP e MG exportações: cerca de 35% da produção brasileira é destinada ao mercado externo 31,79% das exportações são para a Ásia (China) 30,59% das exportações são para o Oriente Médio (Emirados Árabes Unidos) MERCADO MUNDIAL: EUA é o maior produtor de carne de frango do mundo Brasil é o 3° maior produtor, porém, o maior exportador de carne de frango, sendo o estado do PR responsável por 42,10% delas, seguido por SC, RS, SP, GO e MG Indústria existem alguns aspectos que devem ser seguidos: ausência de contra-fluxo respeito a arquitetura oficial respeito as medidas oficiais respeito as velocidades pré-estabelecidas respeito as normas gerais FASE INICIAL localização: O matadouro deverá ser instalado no centro de um terreno, elevado cerca de 1 m (um metro), afastado dos limites da via pública, preferentemente a 5 m (cinco metros), com entradas laterais que permitam a movimentação e circulação independente de veículos transportadores de aves vivas e veículos transportadores de produtos, quando possível com entradas independentes. Deverá dispor de áreas suficientes para as instalações previstas nas presentes normas e ter pavimentadas as áreas de circulação e, as demais áreas não construídas, devidamente urbanizadas. inspeção do terreno fonte de água aprovação ABATE HUMANITÁRIO: inicialmente proposto pela Dra. Mary Grandin a Portaria n° 365 de 16 de julho de 2021 aprovou o regulamento técnico de manejo pré- abate e abate humanitário e os métodos de insensibilização autorizados pelo MAPA mas o que é insensibilização? processo ou procedimento aplicado intencionalmente ao animal para promover _ Fluxograma de abate de aves APANHE: normalmente ocorre durante o período noturno jejum alimentar antes do apanhe jejum hídrico no início do apanhe → períodos longos do jejum podem causar perda de água corpórea e diminuir o peso da carcaça realizado pelas pernas, asas, pescoço e dorso necessário realizar treinamento dos funcionários para que ele saibam o local de apanhe uma ave por vez, com as duas mãos, as asas presas junto ao corpo cerca de 20 a 25% das carcaças são condenadas → estresse o apanhe pode ser realizado mecanicamente também TRANSPORTE: caminhão adequado 10 a 12 animais máximo por caixa 5 a 7 caixas sobrepostas → 380-430 RECEPÇÃO/ESPERA: local sombreado com ventilação nebulizador iluminação adequada necessária para a reestruturação dos parâmetros de cortisol que podem afetar a qualidade da carne DESEMBARQUE: retirada das caixas com cuidado abertura somente na hora da pendura PENDURA: em área coberta, com iluminação adequada (luz azul), protegido de ventos momento que receberá a insensibilização a insensibilização pode ser realizada com: gás (CO2) → aumento da concentração do gás, o animal apaga eletronarcose → + utilizado 60V para frango 10-80V para galinhas > 120V para peru após a insensibilização avaliar os reflexos imediatamente, observando presença de pescoço arqueado, pernas estendidas, asas suspensas junto ao corpo e ausência de reflexo palpebral → bem estar animal/abate humanitário SANGRIA: tempo entre a insensibilização e degola deve ser de 12 segundos realização da sangria de forma manual ou automática → repasse manual (verificação durante o processo se não passou nenhum) pode se usar uma LUZ AZUL para acalmar os animais um estado de inconsciência e insensibilidade, podendo ou não provocar morte instantânea evisceração, área de miúdos, resfriadores, embalagem e marinados compreendem ÁREAS LIMPAS tempo de sangria mínimo de 3 minutos deve ser realizado em área fechada com entrada em separado da pendura funcionário devem usar branco → área limpa luz azul tênue ESCALDAGEM: função: pré-lavagem abertura dos poros para a retirada das penas temperatura da água da escalda → 52-54°C (58-62°C) redução de microrganismos? → ponto de controle DEPENAGEM: durante a remoção das penas pode ocorre retenção das penas na pele correção com remoção manual com auxílio de facas ou ferramentas próprias SALA DE EVISCERAÇÃO: bloqueio sanitário exposição da cloaca abertura do abdômen evisceração (exposição das vísceras) inspeção sanitária: apresenta 3 linhas de inspeção: linha A → inspeção interna linha B → inspeção de vísceras linha C → inspeção externa DIF → departamento de inspeção final retirada das vísceras coração → fígado calha de miúdos extração dos pulmões (por sugação) extração da moela (esôfago e papo) toalete (traqueia) lavagem final (externa e internamente) SEÇÃO DE PRÉ-RESFRIAMENTO (PRÉ CHILLER) E RESFRIAMENTO (CHILLER): Portaria 210/1998: a renovação de água ou água gelada dos resfriadores contínuos tipo rosca sem fim, durante os trabalhos, deverá ser constante e em sentido contrário à movimentação das carcaças (contracorrente), na proporção mínima de 1,5 (um e meio) litros por carcaça no primeiro estágio e 1,0 (um) litro no último estágio a temperatura da água residente, medida nos pontos de entrada e saída das carcaças do sistema de pré-resfriamento por imersão (4.5.1.2), não deve ser superior a 16ºC e 4ºC, respectivamente, no primeiro e último estágio, observando-seo tempo máximo de permanência das carcaças no primeiro, de trinta minutos a temperatura das carcaças no final do processo de pré-resfriamento, deverá ser igual ou inferior a 7ºC. Tolera-se a temperatura de 10ºC, para as carcaças destinadas ao congelamento imediato se sair a 7°C → refrigeração carcaças suspensas na nória pela asa ou pescoço, sobre calha coletora de água tempo média de gotejamento → 2,5 a 4 min final do gotejamento: máximo de 8% de absorção de água para frango resfriado SALA DE EMBALAGEM: seção de miúdos → chiller de miúdos sala de cortes → cortes gerais seção de CMS (carne mecanicamente separada): retorno da nória temperatura, espessura, teor de gordura, teor de proteína e Ca fraude → cabeça, patas/pés seção de injetados e marinados seção do frigorífico: câmara de resfriados: 4°C câmara de congelados: -25°C túnel de congelamento: -35°C armazenamento: embalagem primária e secundária relação com BPF EXPEDIÇÃO + SILO DE GELO GRAXARIA: setor de não comestíveis problema → descarte? + sangria se sair a 10°C → imediatamente congelamento segundo transpasse: após a saída do chiller as carcaças são suspensas na nória de gotejamento GOTEJAMENTO: controla a quantidade de água absorvida pela carcaça no pré-resfriamento Fluxograma de abate de bovinos Legislações Decreto n° 9.013, de 29 de março de 2017 Regulamento de inspeção industrial e sanitária de produtos de origem animal - RIISPOA Decreto n° 10.468, de 18 de agosto de 2020 revisão do RIISPOA Portaria n° 365, de 16 de julho de 2021 Regulamento técnico de manejo pré-abate e abate humanitário e os métodos de insensibilização autorizados pelo MAPA Circular n°463/DCI/DIPOA/2004 materiais de risco especificado - MRE Inspeção de bovinos → padronização de técnicas instalações e equipamentos Abate humanitário Portaria n°365, 2021 → estabelece os métodos humanitários de manejo pré-abate e abate de açougue e de pescado e os requisitos para seu atendimento, a fim de evitar dor e sofrimento desnecessários em bovinos, o bem estar animal se inicia logo no embarque (manejo dos animais) condições de estresse durante embarque, transporte, recepção (manejo dos animais na insdústria), insensibilização e sangria do animal podem afetar a qualidade da carne DFD → Dark, Firm and Dry escura, firme e seca reservas de glicogênio muscular esgotadas no período pré-abate → estresse pouca produção de ácido lático no rigor mortis, pois já gastou as reservas de glicogênio → pH alto Fluxograma de abate de bovinos MANEJO NA PROPRIEDADE: treinamento da equipe: entender o comportamento animal campo de visão do animal → área de conforto proibir agressões separar animais por lotes → evita agressividade instalações adequadas: conforto piso e estrutura íntegra TRANSPORTE: treinamento e conscientização do motorista curvas devem ser feitas com calma densidade adequada → 400Kg/m2 caminhão de transporte de madeira ou aço* → devem estar em bom estado → vistoria piso emborrachado é o melhor embarque: inclinação de 15° da rampa desembarque: ângulo da rampa em 15° piso adequado água a vontade (ad libitum) nos currais de descanso evitar piso emborrachado, usar piso mais firme, pois podem escorregar verificação de GTA, vacinas e rastreabilidade CURRAIS E ANEXOS: áreas fechadas para evitar vento evitar mosquitos → plantam citronela ao redor se a espera >24hrs: repetir alimentação em 12hrs → animais estavam em jejum alimentar evitar PSE e DFD mesma ração da propriedade rampa de 25° iluminação adequada pavimentação adequada cimento com ondulações para evitar que o animal escorregue declive de 2% → auxilia a lavagem água a 3atm cordão sanitário telhado cobrindo 50% do curral em dias quentes nebulizador ou aspersor plataforma elevada onde os agentes de inspeção de ante-mortem ficam bebedouro curral de observação ENCAMINHAMENTO AO ABATE: caminho do animal em zigue zague com curvas suaves corredores secos e iluminados para não se assustar com reflexo e com o escuro BANHO DE ASPERSÃO: RIISPOA → Art. 113. Antes de chegar à dependência de abate, os animais devem passar por banho de aspersão com água suficiente para promover a limpeza e a remoção de sujidades, respeitadas as particularidades de cada espécie feito antes do abate para limpar o animal → diminuir a contaminação não tem nada a ver com a sangria realizado em um local alto AVALIAÇÃO DO ESTRESSE: o estresse tem 5 principais causas: condições precárias dos animais quando chegam ao estabelecimento equipamentos e métodos impróprios falta de manutenção dos equipamentos transtornos que impedem movimentos natural dos animais falta de treinamento dos funcionários muita vocalização (>3%) e quedas ou deslizamentos (>3%) indicam problema de bem estar o bastão de choque só deve ser usado em casos extremos CONTENÇÃO: de maneira individual de modo que imobilize o corpo do animal, sem provocar esmagamento ou pressão excessiva, poupando o animal de qualquer dor ou agitação pode ser automática → no fim do processo sofre insensibilização INSENSIBILIZAÇÃO: proibidos: arma de fogo, choupamento (corte da medula) e marreta permitidos: percursivo de dardo penetrativo → bastão entra e volta no cérebro pistola pneumática de penetração pistola pneumática de penetração por cartucho de explosão percursivo de dardo não penetrativo pistola pneumática de concussão eletronarcose CO2, argônio, nitrogênio Kosher (judaísmo) e Halal (muçulmanos) localização correta do disparo: depende da espécie em búfalos as vezes não funciona pois tem crânio mais espesso bovinos se faz um X entre cornos e olhos SANGRIA: animal é içado em um trilho (nória) não podem cair mais de dois animais na área de praia de vômito, pois pode haver contaminação começa na barbela para ter acesso à base do coração, onde é feito o corte nos grandes vasos e dura 3 min, no mínimo esterilização das facas por 1 min e lavar o sangue da sangria há uma canaleta que separa a cabeça do local onde deixa-se o sangue ‘’limpo’’ → utilizado em outras indústrias ÁREA DE ESFOLA: usar facas (manual): faca amarela: riscar o couro → + contaminada faca branca: esfola a carcaçã faca azul: material de risco específico relacionada a EEB inicia-se pela pata → animal de ponta cabeça faca amarela risca o couro mão que segura o couro não pode entrar em contato com a área esfolada faca que esfola não pode encostar no externo do corno riscagem da virilha: fazer acima da linha alba para não contaminar posteriormente com pelo da parte não esfolada ao içar novamente a carcaça pela outra pata → 2° transpasse cabeça: utiliza-se a linha da sangria na barbela retirada do pênis*: traciona e corte na curvatura caudal para não haver contaminação com urina vergalho pode ser comido ou utilizado na produção de petiscos pets esfola da cauda: ÁREA SUJA: área de matança, dessosa e de miúdos nos quais se deve fazer limpeza das botas e equipamento há muita utilização de água na indústria de abate → tem que ter tto de água deve ser coberto pelo couro até sua esfola oclusão do reto: circunda a região do ânus, empacota e libera o ânus para sair com as vísceras se for usada a esfola mecânica, deve ser feita com serra para não contaminar, segurando com uma mão a pele ÁREA DO MATAMBRE (ROLETE): nos últimos 20 cm do matambre (corrente) para a carcaça não entrar em contanto com o couro couro fica grudado apenas na coluna e depois de retirado cai no shoute INÍCIO DA ÁREA LIMPA: abertura do peito serragem do esterno desarticulação da cabeça deslocamento do esôfago e traquéia: ocluir o esôfago com um nó de barbante retirada da cabeça de forma inclinada lavagem da cabeça inspeção da cabeça evisceração: bloco pulmão fígado intestinos e baço inspeção de vísceras serragem da coluna vertebral → retirada da medula mercado consumidor ou incineração (EEB) toalete retira-se porções e restos de gordura, pequenas lesões inspeção de carcaça → realizada pelo DIF PREPARO DE CARCAÇAS: carimbagem das hemi-carcaças 4 quartos → com tinta comestível revisão das hemi-carcaças: é um pontocrítico de controle última etapa para retirada de lesões, pelos e garantia com selos (SIF) tipificação de carcaças: apto para exportação para países sem exigência Cota Hilton (UE): 2cm de gordura (confinamento do animal no fim da produção para aumentar gordura) carnes extremamente selecionadas Estados Unidos: sem osso Chile (World Quality System - WQS) pesagem das hemi-carcaças lavagem das hemi-carcaças: feita de cima para baixo com água clorada distribuição nas câmaras frias: câmara de sequestro → inspeção MAPA câmara fria RESFRIAMENTO: onde ocorrerá a transformação do músculo em carne 24 horas de cabra tem glóbulos de gordura pequenos, o que o torna mais facilmente digerido → pode ser congelado, pois é homogêneo Inspeção de leite Introdução DEFINIÇÕES: RIISPOA → produto oriundo da ordenha completa, ininterrupta, em condições de higiene, de vacas sadias, bem alimentadas e descansadas secreção láctea, praticamente livre de colostro, obtida pela ordenha completa de uma ou mais vacas sadias, que contém não menos que 8,25% de sólidos não gordurosos e não menos que 3,25% de gordura LEITE: é de vaca!!! outros tipos de leite: cabras, ovelhas, búfalas Importância definição de procedimentos: produção armazenamento transporte beneficiamento qualidade variações normais adulterações Síntese do leite 1 litro de leite possui 1032g. 902g (87,4%) é água, 49g (4,7%) de açúcares, 39g (3,8%) de gordura, 33g (3,2%) de compostos nitrogenados e 9g (0,9%) de sais. ÁGUA: principal componente está relacionado à concentração do leite, pois é responsável pela dissolução da porção sólida associa-se à lactose e sais associação às proteínas gordura em fase descontínua: soluções coloidais estáveis: albuminas e globulinas hidrofílicos instáveis: fosfato de cálcio + caseinato de cálcio micelas com exterior negativo → repulsão (estabilidade), fatores externos (aglutinação) emulsão: gordura: gotículas + membrana lipoprotéica carga negativa (repulsão) fases distintas no leite lactose, Ca++, K+, Cl- → soluções verdadeiras albuminas, globulinas, (PO4)2Ca3 e caseinato de Ca → soluções coloidais (suspensão) gordura e microrganismos → emulsão alteração reversível: repouso alteração irreversível: alteração das cargas Composição do leite LACTOGÊNESE: inicia animais jovens E2 e P4 → desenvolvimento mamário na gestação o tecido deve se especializar: 1° estágio: insulina, cortisol e progesterona realizam o desenvolvimento/ diferenciação celular gordura - tecido glandular 2° estágio: redução da progesterona prolactina (hipófise) e glicocorticoides biossíntese de leite COLOSTRO: primeiro leite a ser produzido imunidade → imunoglobulinas → imunidade passiva nutrição: vitamina A, lipídeos, proteínas, lactose reduzida GALACTOPOIESE: manutenção de células produtoras de leite → devido aos glicocorticoides síntese de leite → prolactina reduz se não houver ordenha ejeção do leite ocitocina (mamada/ordenha) x adrenalina (estresse) microrganismos: alterações modificações → acidificação e proteólise por possuírem diferentes densidades é possível separar a água da gordura (baixa densidade) de microrganismos (esporos - alta densidade) por métodos simples GORDURA: grande variação de concentração auxilia no sabor, textura e palatabilidade componentes: triglicerídeos de ácidos graxos (98-99%) fosfolipídeos esteróis carotenóides vitaminas lipossolúveis ácidos graxos livres ruminantes: carboidratos consumidos são fermentados no rúmen e transformados em ácidos graxos voláteis → absorvidos pela CS → chegam no úbere vaca: leite amarelado → caroteno se liga às micelas de gordura ovelha e cabra: leite branco propriedades plásticas: moldagem → produção de manteiga sabor densidade: depende da composição, quantidade, temperatura e estado físico a degradação da gordura é chamada de rancificação acúmulo de ácidos graxos livres provenientes da ação de lipases nos triglicerídeos fatores interferentes: área superficial, substrato, permeabilidade, agitação, pH, temperatura, inibidores, luz, concentração de enzimas ativação de lipases: agitação e homogeneização temperatura: 15°C inibição de lipases: temperaturas específicas: 80°C por 20s luz e radiações ionizantes inibição química: NaCl AÇÚCAR: lactose é o principal açúcar tem 1/5 de poder adoçante (sacarose) dissacarídeo → galactose + glicose desenvolvimento microbiano: microbiota ácido lática → produzem ácido lático aumentam a absorção de Ca e P colonização do trato intestinal por patógenos degradação da lactose: lactase PROTEÍNA: devido a presença da lactose e de sais no leite, há a diminuição do ponto de congelamento → isso pode ser usado para indicar adulteração, uma vez que leites com PC + próximo de 0°C indicam adição de água caseína → responsável pela coloração branca do leite 80% das proteínas do leite caseínas alfa → maioria no leite de vaca caseínas beta → maioria no leite de cabra e ovelha albuminas: lactoalbumina e lactoglobulina cromatografia: gordura eletroforese: caseínas ELISA: caseínas PCR: células somáticas Detecção de adulterações dieta → tem influência direta idade → redução gordura, lactose e caseína Fatores que alteram a composição do leite Microbiologia do leite Contaminação do leite PRODUÇÃO DO LEITE: o leite produzido no úbere, em condições normais, é estéril se o animal está doente, esses microrganismos podem contaminar o leite pele e pelos dos tetos e úbere também podem carrear microrganismos e, eventualmente, pode contaminar o leite durante o manejo da ordenha, o leite também pode ser contaminado, assim como com os utensílios e equipamentos utilizados é importante lembrar que o leite é rico em nutrientes e líquido, o que é propício para a multiplicação dos patógenos Tipos de microrganismos DIVISÃO DIDÁTICA EM DIFERENTES GRUPOS: indicadores de higiene, patogênicos e benéficos (interesse da indústria) todos possuem significados distintos, assim como efeitos e consequências que impactam na qualidade do leite e derivados e na saúde pública Microrganismos indicadores de higiene AERÓBIOS MESÓFILOS: divididos em: termodúricos, psicotróficos, coliformes e patógenos contagem padrão em placas (CPP) → CBT maior parte dos microrganismos presentes no leite são aeróbicos e preferem temperaturas médias parâmetro inicial da qualidade origem diversificada detecção: meio de cultura nada específico (ágar) contagem por UFC/mL 100.000 UFC/mL → deficiências sérias meta nacional dos laticínos: 1.000.000 UFC/mL coliformes: bacilos G- fermentadores de lactose produtores de gás parte significativa são psicotróficos subdivisão atual: coliformes a 35°C coliformes a 45°C quantificação em meios de cultura seletivos: enumeração direta técnica dos tubos múltiplos → número mais provável > 100 UFC ou NMP/mL condiçõesinsatisfatórias mastites - valores mais altos 10-30% são psicotróficos: Aerobacter spp. Enterobacter e Escherichiai: condições desfavoráveis de ordenha → HIGIENE possibilidade de contaminação fecal → PATÓGENOS qualidade da água utilizada contaminação ambiental formação de biofilme em equipamentos adesão de microrganismos em ranhuras deposição de matéria orgânica (leite) apesar de haver divisão didática, essas classificações se confundem, pois os patógenos são altamente versáteis Microrganismos patogênicos ORIGEM: enfermidades: mastite ambiente: produção → ordenha armazenamento → resfriadores indústria → equipamentos e utensílios ENFERMIDADES NOS CONSUMIDORES: zoonoses: úbere → contaminação do leite → consumo humano leite tem que passar por pasteurização enfermidades nos animais: enfermidades mais relacionadas ao controle obrigatório pelo MAPA tuberculose - Mycobacterium tuberculosis bacilo ausência de motilidade e esporos Ziehl-Neelsen consumo de leite cru e derivados forma pulmonar: crônica forma extra-pulmonar: peritonite: dor abdominal, febre e ascite pericardite, meningite miliar brucelose - Brucella abortus cocobacilos G- ausência de motilidade, formação de esporos, flagelos e pili doença profissional ingestão de alimentos contaminados produzidos com leite cru período de incubação: 8-20 dias sintomas: aguda: dor de cabeça, dores muscular/articular crônica: persistência de 6 meses PNCETB - Programa Nacional de Controle e Erradicação de Tuberculose e Brucelose controle sistemático de todo rebanho bovino médicos veterinários credenciados toxinfecções alimentares: problema mundial no Brasil há uma carência de dados epidemiológicos o consumo de leite cru no Brasil é um problema mastites: frequentes em rebanho leiteiro menor rendimento na produção práticas inadequadas de manejo Streptococcus agalactiae e Escherechia coli Staphylococcus aureus → maior importância produção de enterotoxinas (A, B, C, D e E → cepa-dependente) - 10 UFC/mL6 estabilidade térmica → presente após ttos térmicos patógenos ambientais: locais de produção, armazenamento, transporte contaminações externas: manipulação inadequada fontes de água contaminadas toxinfecções alimentares: Staphylococcus aureus doença causada por enterotoxina incubação de 30min a 8hrs sintomas de náusea, vômito, dores abdominais, diarréia e sudorese podem variar de acordo com a susceptibilidade, concentração da enterotoxina e quantidade de alimento ingerido está presente em homem e animais manipulação pelos ordenhadores de mastite estafilocócica e alimentos em geral concentração das enterotoxinas: 0,015 a 0.375 ug/kg várias ações: emética: intestino → nervos vago e simpático → centro do vômito → ação neurotóxica diarreica: secreção de Na e Cl enterite: irritação e inflamação para sua eliminação, aquecer imediatamente após a coleta → o controle se faz por Lactococcus lactis ssp lactis e Lactococcus lactis ssp cremoris Listeria monocytogenes presentes no ambiente de ordenha e indústria formação de biofilmes: contaminação após processamento Ready-to-eat → queijos fase entérica: grippe e diarréia septicemia: meningites, sintomas de fadiga cerca de 30% de mortalidade em imunossuprimidos, 70% de mortalidade quando atinge o SNC e em gestantes causa aborto e partos prematuros controle nos pontos de contaminação: equipamentos prevenção de poeira, animais e insetos Salmonella spp. distribuição mundial principal agente de toxinfecções: aves e produtos derivados leite e derivados → produção ação no trato gastrointestinal: salmoneloses e enterocolites diarreia, febre, dores e vômito possibilidade de septicemia invadem a mucosa, se multiplicam na lâmina própria, produzem toxinas (endotoxinas - lise celular, enterotoxina, citotoxina - inibição de síntese protéica) Escherichia coli presente no TGI dos animais mastites toxinfecções alimentares ações distintas classe do agente: enteropatogênica clássica - EPEC: recém-nascidos e lactentes período de incubação de 17 a 72hrs (duração de 6h-3 dias) sintomas: diarreias com dores abdominais adesão e destruição de microvilosidade Brasil: 30% dos casos de diarreia infantil enteroinvasiva - EIEC: crianças maiores e adultos período de incubação de 8-24hrs sintomas de diarréia, cólicas, febre e mal-estar invadem e se multiplicam nos enterócitos enterotoxigênica - ETEC: diarreia do viajante período de incubação de 8-44hrs sintomas de diarreia aquosa se aderem a mucosa e produzem toxina enterohemorrágica - EHEC: O157:H7 período de 3 a 9 dias sintomas de dores abdominais, diarreia aguda ou com sangue produção de citotoxinas → ação nos vasos sanguíneos das vilosidades presença em gado: carne bovina Campylobacter spp. presente no TGI dos animais → não há relatos no Brasil contaminação por fezes: leite cru enterocolite → diarreia, febre e dores se aderem a mucosa, penetram e multiplicam Microrganismos benéficos parcela significativa da microbiota colonizam o TGI dos consumidores exceto de recém-nascidos produzem metabólitos antibacterianos naturais → bacteriocinas → probióticos produzidas por bactérias láticas que irão ‘’proteger’’ aquele alimento da deteriorização são de interesse industrial, pois podem ser usados em derivados do leite para aumentar vida de prateleira do produto e como bioprotetores