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Obstetrícia ACONSELHAMENTO PRÉ CONCEPCIONAL – DRA MARILIA • Avaliação do risco • Consulta clínica o Avaliação do risco gestacional o Avaliação psicossocial o Exame físico o Exames laboratoriais • Idade materna o Idade avançada > 35 anos o Aumento do risco de infertilidade, malformações e abortamento • Doenças previas o HAS, DM, hipotireoidismo • Suplementação o Ácido fólico ▪ Até 12 semanas ▪ Diminui a chance de defeito do tubo neural ▪ Anencefalia e espinha bífida o Ômega 3 ▪ Diminui prematuridade? Diminui risco pré-termo? o Vitamina D ▪ Diminui abortamento/TPP o Ferro ▪ Suplementação em caso de anemia ferropriva ▪ Necessidade no terceiro trimestre • Indicativo de qualidade da assistência pré concepcional o Gestação planejada o 1ª consulta PN antes de 12 semanas o Uso de ácido fólico 3 meses antes da concepção o Ausência de tabagismo o Ausência de depressão não controlada o Peso materno IMC >18 e 3 abortos/ Idade avançada/ exposição a teratogênicos ▪ Técnicas de reprodução assistida o Gestações múltiplas geradas por tto de reprodução apresentam desfechos semelhantes aos de gestações múltiplas espontâneas o Gestações únicas subsequentes a tto de reprodução apresentam maiores complicações ▪ Ácido Fólico o Reduz a incidência de defeitos no tubo neural, como anencefalia e espinha bífida o Deve ser iniciado 30 dias antes da concepção e deve ser mantida até 12ª semana de gestação o Redução do risco de PE, abortamento, baixo peso ao nascer, morte fetal intrauterina, morte neonatal e autismo ▪ Ômega 3 o Ingestão desde o início da gestação associou a risco reduzido de nascimento pré termo em gestação com feto único ▪ Vitamina D o Em casos de deficiência comprovada com dosagem sérica em gestantes de alto risco ▪ Micronutrientes o Excesso de vitaminas e minerais no ambiente placentário ocasiona mais estresse oxidativo, podendo levar a distúrbios gestacionais o Vitamina A e D em excesso podem ser teratogênicas ▪ Ferro o As necessidades de ferro são muitos maiores na gravidez sobretudo no terceiro trimestre ▪ Obesidade o Perda de peso no período pré concepcional (10%) está associada a redução de risco de pré eclampsia, diabetes gestacional, parto pré-termo, macrossomia fetal e morte fetal intrauterina ▪ Exercícios físicos o Moderados, pelo menos 30 minutos por 150 minutos por semana ▪ Hábitos e ambiente o Álcool ▪ Impacta no crescimento fetal e desenvolvimento em todos os estágios da gestação, além de estar associado a defeitos congênitos e deficiências no desenvolvimento, incluindo problemas neuro cognitivos e comportamentais o Tabagismo ▪ Redução do crescimento fetal aumenta 2 a 3x ▪ Associado a subfertilidade e aborto espontâneo, alem de aumentar o risco de diversas complicações obstétricas, como gestação ectópica, prematuridade, ruptura prematura de membranas, placenta previa e descolamento de placenta o Cafeina ▪ Pode ocasionar perdas gestacionais e a redução de peso do RN ▪ É recomendado limitar para 200 mg/dia o Peixe ▪ Contaminação por mercúrio ▪ A concepção o Recomendações ▪ Se ciclo regular, as relações sexuais sem proteção deverão começar 5 dias antes da data prevista para a ovulação (9º dia/ciclo de 28) e acontecer em dias alternados até o 5º dia após a ovulação (19º/ ciclo de 28) o 9 objetivos ▪ 1. Gestação planejada. ▪ 2. Primeira consulta pré-natal antes das 12 semanas de gestação. ▪ 3. Uso de ácido fólico iniciado pelo menos 3 meses antes da concepção. ▪ 4. A ausência de tabagismo. ▪ 5. Ausência de depressão não controlada. ▪ 6. Peso materno ideal (IMC > 18 epela compressão temporária do cordão umbilical. ▪ As repercussões fetais dependem da intensidade e da duração da compressão e da reserva fetal. ▪ Não correspondem consistentemente a hipoxia fetal o DESACELERAÇÃO INTRAUTERINA PROLONGADA ▪ ▪ Queda da FCF de pelo menos 15 bpm por ≥ 2 minutos ▪ Se a queda durar mais de 10 minutos considera-se mudança da linha de base ▪ A queda pode significar hipoxia aguda devido a compressão ou a prolapso de cordão, DPP ou ruptura uterina. Pode ser causada por eventos reversíveis, como analgesia epidural, toque vaginal ou taquissistolia uterina ▪ Medidas simples podem reverter o quadro, como mudança de decúbito, parada da infusão de ocitocina e hidratação materna. o ESPICAS ▪ ▪ Quedas bruscas da FCF > 15 pbm (em geral 60-90 bpm) que duram menos de 15 seg ▪ Não estão associadas a comprometimento fetal e sua causa é desconhecida ▪ Geralmente são causadas por compressão transitória do cordão ▪ Padrão Sinusoidal • • Variação visível em formato de onda na linha de base da FCF com frequência de 3 a 5 por minuto que persistem por 20 min ou mais • Reflete anemia grave do feto • Geralmente associado a incompatibilidade Rh • Necessário intervenção urgente o ATIVIDADE INTRAUTERINA ▪ É quantificada em números de contrações uterinas em uma janela de 10 minutos em um período de avaliação de 30 minutos ▪ São igualmente importantes a duração, a densidade e o relaxamento entre as contrações ▪ Atividade intrauterina normal • ≤ 5 contrações em 10 minutos ▪ Taquissistolia • > 5 contra em 10 minutos o CLASSIFICAÇÃO DA CTG 1. Cardiotocografia anteparto de repouso, basal ou sem estresse 2. Cardiotocografia de estresse 3. Cardiotocografia intraparto • Categoria I o FCF da linha de base entre 110 e 160 bpm o Variabilidade entre 6 e 25 bpm o Ausência de desacelerações tardias ou variáveis o Desacelerações precoces presentes ou ausentes o Acelerações transitórias presentes ou ausentes o É preditivo de equilíbrio ácido básico normal do feto no momento da observação • Categoria II o Traçados que não podem ser classificados como categoria I nem III o Incluem qualquer um dos grupos de alterações a seguir: ▪ Alterações da linha de base: • Taquicardia • Bradicardia não acompanhada de variabilidade ausente. ▪ Alterações da variabilidade: • Variabilidade mínima • Variabilidade ausente não acompanhada de desacelerações recorrentes • Variabilidade aumentada. o Ausência de acelerações transitórias depois de estimulação. o Desacelerações variáveis acompanhadas de variabilidade mínima ou normal. o Desacelerações prolongadas (2 min e 10 min de duração). o Desacelerações tardias recorrentes com variabilidade normal o Desacelerações variáveis com características patológicas (retorno lento à linha de base, ombros posteriores na recuperação). • Categoria III o Ausência de variabilidade e uma das condições a seguir: ▪ Desacelerações tardias recorrentes, pelo menos 50% das contrações em um período de aproximadamente 20 minutos ▪ Desacelerações variáveis recorrentes ▪ Bradicardia ▪ Padrão sinusoidal o Está associada a equilíbrio acido base anormal no momento da observação e requer intervenção rápida o Requer intervenção imediata e reanimação intraútero o LAUDO ▪ DOENÇA HEMOLÍTICA DO RECÉM-NASCIDO ▪ Definição o É a formação de anticorpos maternos contra antígenos de hemácias fetais, podendo levar a significativa hemólise e a anemia no feto ou recém-nascido ▪ Características o Causada principalmente pela incompatibilidade do sistema Rh (antígeno D) ▪ mãe Rh – e feto Rh +; o Contato prévio materno com antígenos sem uso de profilaxia (imunoglobulina anti Rh) o Hemólise fetal e consequente anemia – em casos graves, podendo haver hidropsia e até mesmo morte intrauterina o Como consequência, há eritropoiese extramedular e liberação de hemácias imaturas (eritroblastos): Eritroblastose fetal o Se o recém-nascido estiver comprometido, há necessidade de exsanguinotransfusão para evitar kernicterus ▪ Causa o Principal causa é incompatibilidade do grupo sanguíneo Rh que é um dos 50 antígenos do grupo Rh. o Existem outros antigenos associados de maneira menos frequente, como antígenos C, c, E, e (do sistema Rhesus), bem como outros grupos de antígenos de hemácias (ABO, Kell, Duffy, MSN, Kidd, Lutheran) ▪ Fisiopatologia o A exposição materna ao antígeno pode acontecer por transfusão prévia com sangue não testado ou durante a gestação (sangramento feto-materno) e/ou em partos anteriores de fetos Rh-positivos, momento no qual não se realizou profilaxia; o 1ª exposição: resposta imune primária; o Reposta imune primária: produção lenta de IgM (não atravessa a placenta); o Exposição subsequente: produção anticorpos anti-Rh IgG (atravessam a placenta); o Exposição materno menos frequentes: abortos, amniocentese, biopsia de vilo coriônico, trauma, versão externa, morte intrauterina e exposição materna a hemácias de sua mãe Rh positiva o Apenas 0,1 ml de sangue fetal incompatível já são capazes de provocar respota imune materna, que pode iniciar lentamente a produção de anticorpos e aparecer clinicamente de 5 a 15 semanas após exposição o A resposta primaria depende da quantidade de sangue a qual a mae foi exposta o Após a passagem transplacentária, os anticorpos maternos da classe IgG ligam-se aos sítios antigênicos das hemácias fetais, ativando o sistema reticulo endotelial (macrófagos) e causando hemólise. -> responsável pela anemia havendo acúmulo a eritropoiese que acaba sendo realizada em locais extramedulares liberando hemácias imaturas nucleadas (eritroblastos) na circulação fetal o Simultaneamente a hemólise aumenta a taxa de bilirrubina indireta, que passa para o líquido materno para a placenta o A consequente anemia fetal tem como piores desfechos a hidropsia, a insuficiência cardíaca e a morte intrauterina ▪ Quadro Clínico o Quadro clínico pode surgir somente ao nascimento ou já ter acometimento fetal intraútero – anasarca ou morte fetal intrauterina; o Alterações em gestantes com história prévia de gestação sem uso de profilaxia, ou em casos mais raros, transfusão sanguínea prévia; o Cerca de 45 a 50% dos conceptos apresentam discreta anemia com icterícia leve. ▪ A anemia pode agravar-se com alguns dias de vida, em razão da persistência de anticorpos anti-D na circulação fetal. o Cerca de 25 a 30% apresentam certo grau de hepatoesplenomegalia, anemia moderada e icterícia precoce, aparecendo nas primeiras 24 horas de vida. ▪ Na ausência de exsanguinotransfusão, a hiperbilirrubinemia aumenta e pode provocar a impregnação dos núcleos da base (kernicterus), levando à morte ou a sequelas neurológicas graves (surdez, espasticidade, coreoatetose). o Cerca de 20 a 25% apresentam anasarca (hidropsia fetal), insuficiência cardíaca e óbito, seja no útero, seja no período neonatal. ▪ No RN, a icterícia é precoce, havendo também hepatoesplenomegalia e focos extramedulares de hematopoiese. Metade desses fetos desenvolve anasarca entre 18 e 30 semanas de gestação. ▪ Diagnostico o Rastreamento de anticorpos anti-D (CI – coombs indireto) no sangue de gestantes Rh negativas; o Sinais fetais de comprometimento – USG; o ▪ Manejo da primeira gestação aloimunizada o A primeira gestação afetada por aloimunização Rh(D) em geral cursa com baixos títulos de anti-D no início e não evolui para anemia fetal grave, ou a paciente a desenvolve tardiamente (no fim do segundo trimestre ou no terceiro trimestre); o Determinação do RhD fetal para identificar se o feto é risco (RhD positivo) ou não. Se o pai for RhD positivo heterozigoto, ele tem 50% de chance de ter um bebe RhD negativo o Nos RhD positivos deve=se realizar o acompanhamento de Coombs indireto materno ▪ Teste de rastreamento, e não teste diagnostico de anemia graveo o Se CI ≥ 1:16: considera-se valor crítico -> avaliar se há anemia fetal! ▪ Avaliação da anemia fetal o o Para avaliar se há anemia fetal, deve-se realizar US obstétrica com doppler para avaliar o pico de velocidade sistólica da artéria cerebral média ▪ Avaliação da anemia fetal PVS- ACM o O PVS-ACM reflete a circulação hiperdinâmica do feto anêmico, ou seja, o aumento da velocidade das hemácias do feto pela queda da viscosidade sanguínea causada pela anemia; o O PVS-ACM aumenta principalmente devido à diminuição da Hb fetal e conforme a IG. Assim, os resultados do PVS-ACM (cm/s) devem ser convertidos em múltiplos da mediana (MoMs, multiplex of the median) e corrigidos para a IG; o Se PVS-ACM ≤ 1,5 MoM (ausência de anemia moderada a grave), deve-se repetir o exame a cada 1 a 2 semanas, avaliar o bem-estar fetal sistematicamente após 30 a 32 semanas e, permanecendo estável, programar o nascimento em torno de 37 a 38 semanas de IG; o Se PVS-ACM > 1,5 MoM, há chance alta de anemia fetal moderada a grave, mas a Hb e o hematócrito (Ht) fetais devem ser verificados, sendo realizada a transfusão intrauterina (TIU) somente se Hbo A distocia de ombro é uma emergência obstétrica, e seu manejo exige amplo conhecimento da fisiologia do parto e das manobras utilizadas para a resolução dessa intercorrência tão importante e não previsível. o Fluxogramas de atendimento são fundamentais para orientar e padronizar o manejo, bem como para reduzir desfechos não favoráveis. A equipe obstétrica, por essas razões, necessita ter conhecimento claro desse fluxograma. o O treinamento teórico e prático, realizado periodicamente, é imprescindível para que a equipe esteja preparada para uma situação que envolve estresse e necessidade de medidas precisas e eficientes em um curto espaço de tempo. APRESENTAÇÃO PÉLVICA ▪ Definição o Feto insinua-se na pelve de nádegas ou com membros inferiores; o Aproximadamente 30% dos fetos com menos de 28 semanas são pélvicos, porcentagem esta que se reduz para 16% com 32 semanas de gestação e para 3 a 4% em fetos a termo. A versão espontânea pode ocorrer em qualquer momento da gestação; após 36 semanas, a versão cefálica ocorre em até 25% dos fetos em apresentação pélvica; o O formato piriforme do útero favorece o posicionamento do feto na cavidade uterina e explica a predominância das apresentações cefálicas nos fetos a termo, tentando acomodar o polo pélvico, mais volumoso e móvel, no fundo uterino, que é mais amplo. Nos prematuros, a frequência da apresentação pélvica aumenta, pois, nesse período, o polo cefálico é maior; o Fatores que podem predispor uma apresentação pélvica: ▪ Prematuridade; ▪ Multiparidade (devido ao relaxamento da musculatura uterina); ▪ Malformações e tumores uterinos (útero septado, útero bicorno, miomatose uterina); ▪ Malformações fetais congênitas (especialmente hidrocefalia e anencefalia); ▪ Gemelaridade; ▪ Brevidade de cordão; o Fatores que podem predispor uma apresentação pélvica: ▪ Inserção anômala da placenta; ▪ Alterações da quantidade de líquido amniótico (polidrâmnio e oligoidrâmnio); ▪ Crescimento intrauterino restrito; ▪ Apresentação pélvica na gravidez anterior também é um fator predisponente, sendo esta sete vezes mais comum em pacientes com história prévia de parto pélvico; ▪ Classificação o ▪ Diagnostico o Palpação abdominal: manobras de Leopold (polo cefálico, duro e com “rechaço” localizado no fundo uterino, e a nádega, percebida como uma formação irregular e redutível no estreito superior da pelve materna, sugerem fortemente apresentação pélvica); o Ausculta cardíaca acima da cicatriz umbilical; o Toque vaginal: ▪ Apresentações pélvicas incompletas, pode-se palpar o sacro, as tuberosidades isquiáticas, o sulco interglúteo e o ânus e até mesmo a genitália externa. Nessas pacientes, a linha de orientação é o sulco interglúteo, e o ponto de referência mais acurado para o diagnóstico de apresentação pélvica é o sacro fetal; ▪ Apresentações pélvicas completas: tocam-se os pés, junto à nádega; o • Ultrassonografia; ▪ Via de parto o Sempre que possível encorajar a versão cefálica externa se a paciente deseja PV; o Preferencialmente se não ocorre versão: CESÁREA; (pouca prática dos obstetras, alto risco de complicações); o Não é indicação absoluta (levar em conta desejo da paciente + experiência do obstetra); o Situações de apresentação PÉLVICA que CONTRAINDICAM parto normal: ▪ - Peso fetal 3.500 g. ▪ - Prematuridade (idade gestacional entre 26-34 semanas). ▪ - Ruptura prematura de membranas. ▪ - Malformações fetais. ▪ - Hiperextensão da cabeça fetal. ▪ - Trabalho de parto disfuncional. ▪ - Apresentação pélvica incompleta (modo de pés ou de joelhos). ▪ - Primiparidade (exceto as pacientes que apresentam condições ideais para parto transvaginal). ▪ Assistência ao parto pélvico o O parto pélvico processa-se em três segmentos, com dificuldades crescentes à medida que progride. De acordo com sua sequência, são eles: desprendimento do polo pélvico, desprendimento dos ombros e desprendimento da cabeça. o O maior problema no parto vaginal é a possibilidade de o corpo do feto passar por um colo uterino incompletamente dilatado, levando à não passagem da cabeça. Por essa razão, é imperativo evitar a tração prematura dos pés ou do corpo fetal. A regra cardinal do parto pélvico é evitar manipular o feto até que a expulsão tenha ocorrido até o nível do umbigo. ▪ Critérios o Modo de nádegas ou completo (o modo de pés ou a modalidade composta contraindicam o parto transpélvico). o Peso fetal entre 2.500 e 3.500 g. o Idade gestacional > 36 semanas. o Cabeça fetal fletida. o Pelve materna adequada. o Trabalho de parto eutócico com boa proporção feto -pélvica. o Ausência de malformações (como hidrocefalia, meningomielocele, etc.). o Dilatação completa. o Obstetra experiente com auxiliar treinado. o Disponibilidade de anestesia /analgesia. o Acompanhamento de neonatologista. ▪ Manobra de Bracht o MANOBRA DE BRACHT: uma vez desprendidas as nádegas com o bitrocanteriano no diâmetro anteroposterior do estreito inferior, há uma rotação espontânea de 90 °, ficando o dorso fetal dirigido para cima, principalmente nas apresentações pélvicas incompletas, em que os membros ficam junto ao abdome fetal. As nádegas sobem em direção à sínfise púbica, e, uma vez desprendida parte do tronco, quando a parturiente está em posição supina, o feto tende a “cair” por ação da gravidade. o Antes da manobra: alça de cordão; o Os braços devem desprender -se espontaneamente com os ombros atravessando o estreito inferior da bacia no diâmetro transverso. A seguir, durante o desprendimento da cabeça, o auxiliar pode exercer uma leve pressão suprapúbica, quando, com o movimento do tronco fetal em direção ao hipogástrio materno, há liberação do mento, da boca e das demais partes da face e o polo cefálico do nascituro. ▪ Manobra de Rojas o Para a liberação de braços estendidos, ou na falha da manobra de Bracht para liberação dos ombros e da cabeça; o Faz-se tração axial constante e efetua-se a rotação, de 180°, do tronco fetal da direita para a esquerda, e vice-versa, havendo transformação do ombro posterior em anterior até que o anterior fique sob o púbis e permita a introdução do dedo indicador na dobra do cotovelo e, por leve tração, a liberação do membro. Segue -se, pela manobra de rotação, a transformação do membro posterior em anterior e, em ato contínuo, a sua liberação; ▪ Manobra de Deventer Muller o É uma manobra menos utilizada para a liberação dos membros superiores. o O feto é segurado pela pelve e roda-se o tronco, deixando-se o biacromial no diâmetro anteroposterior da pelve; efetua-se a tração para baixo até a cintura escapular e, com um movimento de oscilação, procede-se à liberação do membro anterior. o Segue-se o movimento de tração e oscilação para cima e liberação do braço posterior ▪ Manobra de Pajot o Introduz-se a mão na vagina, coloca-se o polegar na axila, o dedo indicador ao longo do úmero e o médio na prega do cotovelo, onde a tração é exercida. ▪ Manobra de Mauriceau o Liberação de cabeça derradeira; o O corpo do feto é apoiado sobre a face ventral do antebraço do médico. Os dedos indicador e médio são introduzidos na boca do feto, sobre a língua. Os dedos indicador e médio da mão oposta são colocados na fúrcula da região cervical do feto. Segue -se o movimento conjunto de flexão (dedos da boca) e de tração e flexão da cabeça (dedos da fúrcula) de tal maneira que o occipital fique subpúbico; o O médico se aproxima da região perineal materna e executa com as mãos um movimento de circundução da cabeça fetal em torno do púbis para a liberação do polo cefálico. Simultaneamente, o auxiliar fará pressão sobre o abdome, na entrada da pelve, para auxiliar a liberação da cabeça fetal;▪ 9. Suspensão de teratógenos. O TRAJETO DO PARTO, ANATOMIA FETAL, CONTRATILIDADE UTERINA E MECANISMO DO PARTO – DRA TAIS • Divisão da bacia óssea o GRANDE BACIA o PEQUENA BACIA ▪ ESTREITO SUPERIOR • Conjugata anatômica/vera o Linha que une a borda superior da sínfise púbica e o promontório o Medida +/- 11,5cm • Conjugata obstétrica o Distância entre promontório e face interna da sínfise púbica o Corresponde ao espaço real do trajeto da cabeça fetal (10,5cm) • Conjugata diagonal o Linha que une promontório a borda inferior do osso publico avaliada pelo toque vaginal (12cm) ▪ ESTREITO MÉDIO • Determinada pela borda inferior do púbis e pelas espinhas isquiáticas • Anteroposterior */- 11,5 cm e biciatico 10,5 cm • 0 de De Lee ▪ ESTREITO INFERIOR • Os pontos de referência são as partes moles • Delimitado o anteriormente pela borda inferior do osso púbico o lateralmente pelos músculos sacroiliacos o posteriormente pelos músculos isquiococcigeos • Tipos de pelve o Ginecoide, Androide, Antropoide, Platipeloide • Anatomia fetal o Fontanela posterior/lambda o Fontanela anterior/bregma o Diâmetros ▪ Occipitofrontal 12 cm ▪ Subocciptobregmatico 9,5 cm • Estática fetal o SITUAÇÃO ▪ Relação entre o eixo fetal e o materno ▪ Maior eixo uterino com maior eixo fetal ▪ Tipos • Longitudinal: eixo fetal materno coincidem 99% • Transversal: eixo fetal materno são perpendiculares • Obliqua: inclinação e transição entre o eixo transversal e longitudinal 45º ▪ Pode mudar próximo ou durante o trabalho de parto o APRESENTAÇÃO ▪ Parte fetal que ocupa o estreito superior da pelve materna onde se insinuara ▪ Sentido por meio da palpação ou pelo exame de toque ▪ O polo que desce primeiro na pelve ▪ Tipos • Cefálica: a cabeça se apresenta no estreito superior • Pélvica: o polo pélvico se apresenta no estreito superior • Cormica: de ombros o ATITUDE ▪ Relação do feto com o próprio eixo ▪ Flexão ou extensão ▪ Fletida, bregma, fronte, face o POSIÇÃO ▪ Em relação do dorso fetal com pontos de referências do abdome materno ▪ Esquerda: quando o dorso do feto se apresenta a esquerda do abdome materno ▪ Direita: quando o dorso do feto se apresenta a direita do abdome materno ▪ Anterior: quando o dorso do feto é voltado para diante do abdome materno ▪ Posterior: quando o dorso do feto é voltado para trás do abdome • Contratilidade uterina o Avaliação manual o Presença ou ausência de contrações o Número de contrações em 10 minutos o Quanto tempo dura cada uma o Início do trabalho de parto: 2 a 3 contrações de 20 a 30 segundos por 10 minutos o Tônus: (Pressão mínima do útero entre as contrações) 8 a 12 mmHg o Intensidade ▪ Gravidez 2 a 4 mmHg ▪ Braxton Hicks 10 a 20 mmHg ▪ Parto > 25 mmHg a 50mmHg • Mecanismo do parto o Modificação na posição fetal durante sua passagem pelo canal do parto o Apresentação cefálica de vértice é a mais comum o Fases do mecanismo de parto ▪ Encaixamento/insinuação ▪ Flexão ▪ Descida ▪ Rotação interna ▪ Deflexão ▪ Rotação externa ▪ Desprendimento das espaduas PREMATURIDADE • Pré termo (20ª-37ª) o Prematuridade extrema 40 segundos em 10 minutos ▪ >4 contrações efetivas em 20 minutos o Modificações cervicais ▪ Dilatação cervical ≥ 3 cm • Manejo o INIBIÇÃO DO TPP: TOCOLISE ▪ Prolongar a gestação por tempo suficiente para que intervenções sejam concluídas • Corticosteroide: maturação pulmonar • Sulfato de magnésio: neuro proteção do neonato • Transferência para centro de referência ▪ Indicação entre 24-34 semanas • 34 semanas !36s6d ▪ Betametasona 24 mg (12mg IM de 24/24h, 2 doses) ▪ Dexametasona 6 mg IM a cada 12h (4 doses) ▪ É controverso na presença de infecção ovular ou infecção materna ▪ É contraindicado em úlcera péptica sangrante ▪ Em diabéticas considerar insulina em bomba de infusão o PROFILAXIA DA INFECÇÃO POR ESTREPTOCOCO GRUPO B ▪ A presença de EGB associa a sepse neonatal precoce ▪ Penicilina cristalina • Ataque: 5 MI de UI EV • Manutenção: 2,5 MI de UI EV 4/4h ▪ Ampicilina • Ataque: 2g EV • Manutenção: 1g 4/4h o NEUROPROTEÇÃO FETAL SULFATO DE MAGNÉSIO ▪ Administração até o nascimento para TPP 5 o Gestação atual ▪ Gravidez múltipla + antecedentes de TPP ▪ Colo curto ▪ ISTs ▪ Vaginose bacteriana ▪ Bacteriúria ▪ Fertilização assistida ▪ Amniocentese ▪ Cirurgia abdominal na gestação ▪ Polidrâmnio ▪ Infecção periodontal o Características demográficas, nutricionais e sociais ▪ Extremo de idades ▪ Tabagismo, etilismo, uso de drogas ▪ Deficiência nutricional ▪ Etnia afrodescendente ▪ Baixo nível socioeconômico ▪ Baixa escolaridade ▪ Vítima de violência ▪ Depressão ▪ Poluentes ambientais • Contraindicações para inibição do trabalho de parto pré-termo o Absolutas ▪ Doença cardiovascular ou renal grave ▪ Hipertensão arterial não controlada ▪ Pré-eclâmpsia grave ▪ Diabetes não controlado ▪ Descolamento prematuro da placenta ▪ Infecção ovular ▪ Anormalidades fetais incompatíveis com a vida ▪ Morte fetal ▪ Gestação ≥ 36 semanas ▪ Condição fetal não tranquilizadora o Relativas ▪ Doença cardiovascular ou renal controlada ▪ Hipertensão arterial controlada ▪ Diabetes controlado ▪ Ruptura prematura de membranas* ▪ Restrição de crescimento fetal ▪ Aloimunização Rh ▪ Gestação com 34semanas ou mais ▪ Infecção respiratória grave ▪ Sangramento materno com instabilidade hemodinâmica ▪ Contraindicação ao agente tocolítico (ver disponibilidade de outro agente) RUPTURA PREMATURA DE MEMBRANAS OVULARES RUPREME 34 Interrupção Profilaxia para EGB (se indicado) + FEBRE • Contraindicação absoluta de inibição do TPP ▪ Preferir parto normal ▪ Tto • Esquema 1: clindamicina/ gentamicina • Esquema 2: ampicilina/gentamicina/metronidazol ▪ Manter ATB até 48h após parto ou 48h após utltimo pico febril ASSISTÊNCIA AO PARTO • PERÍODOS o PRIMEIRO PERÍODO (DE DILATAÇÃO) ▪ Intervalo desde o início do TP até a dilatação completa ▪ FASE LATENTE • Apresenta duração variável • Caracterizada pela dilatação lenta do colo até em torno de 4 cm (Velocidade de dilatação cardiotocografia ▪ Avaliação da progressão do TP • Partograma o Identificação do TP disfuncional o Avalição da dilatação e da descida a cada 2/4h o Dinâmica uterina a cada hora o BCF a cada 30 minutos caso não haja fatores de risco o ASSISTÊNCIA AO 2º PERÍODO – EXPULSÃO ▪ BCF é mandatório ▪ Dilatação completa ▪ O período expulsivo compreende a fase passiva (sem puxo) e fase ativa (com puxo) ▪ Ausculta BCF a cada 5 minutos (sem fator de risco) ▪ Toque vaginal a cada 1 ou 2h (sem consenso) ▪ Tempo de duração • 2h nulípara sem analgesia • progressão mais lenta • Aguardar puxos maternos -> se BFC tranquilizador • Posição do parto: escolha da paciente • Clampeamento tardio 1-3 min (melhora dos níveis de hemoglobina) ▪ Episotomia • Corpo perinealagudo • Cesariana • Instrumentalização de parto o ASSISTÊNCIA AO TERCEIRO PERÍODO ▪ Ocitocina 10 UI IM imediatamente após nascimento • Intuito de diminuir a perda sanguínea puerperal e prevenir a hemorragia por atonia uterina ▪ Massagem uterina ▪ Tração controlada do cordão umbilical ▪ ! 30-40 min não dequitou – cx, anestesia, curetagem e curagem o ASSISTÊNCIA AO QUARTO PERÍODO ▪ 1h após a saída da placenta ▪ Ambiente controlado ▪ Verificais • Sinais vitais • Grau de contratura uterina • Laceração de trajeto • Presença de hemorragia o Principal causa: hipotonia uterina ABORTAMENTO • DEFINIÇÃO o Interrupção da gravidez antes de 20 semanas ou com peso fetal 7 sem BCF o ABORTAMENTO INEVITÁVEL ▪ Ocorrência de sangramento vaginal e dor abdominal associada a dilatação cervical ▪ Pode ocorrer exteriorização de líquido amniótico = ruptura bolsa o ABORTAMENTO INCOMPLETO ▪ Eliminação espontânea parcial do material intraútero ▪ Sangramento e dor abdominal significativos = repercussão hemodinâmica o ABORTAMENTO COMPLETO ▪ Todo conteúdo gestacional é eliminado o ABORTAMENTO INFECTADO ▪ Abortamento comumente provocado associado a infecção uterina ▪ Febre, dor abdominal, sangramento vaginal com odor fétido e eliminação piosanguinolenta pelo colo uterino o GESTAÇÃO ANEMBRIONADA ▪ Presença de saco gestacional com diâmetro médio de 25 mm ou mais que não tem embrião • DIAGNOSTICO DIFERENCIAL o Doença trofoblastica gestacional o Sangramento não obstétrico o Gestação ectópica o Hematoma subcorionica • CONDUTA o AMEAÇA DE ABORTO ▪ Suporte emocional ▪ Orientações de retorno se aumento do sangramento ▪ Utrogestan ▪ Repouso relativo o ABORTAMENTO COMPLETO ▪ Endométrio 35 ▪ Peso > 50 ▪ Altura▪ Exame de abdome ▪ Exame dos membros inferiores ▪ Pesquisa de edema (face, tronco, membros) o Exame físico específico ▪ Exame clínico das mamas ▪ Palpação obstétrica/ identificação da apresentação fetal ▪ Medida da altura uterina ▪ Ausculta dos batimentos cardíacos fetais (com sonar após 12 semanas) ▪ Inspeção dos genitais externos ▪ Exame especular e toque vagina obrigatórios para avaliação das condições do colo uterino e para coleta de material para exame colpocitológico o Manobra de Leopold ▪ Método para determinar a posição fetal dentro do útero ▪ Maior dificuldade em obesas, caucasiano > oriental) ▪ Interrupção recente (até 1 mês) do uso de contraceptivo oral ▪ Técnicas de reprodução assistida (FIV ou ICSI) o Superfecundação ▪ Fertilização de 2 óvulos em coitos diferentes no mesmo ciclo menstrual ▪ Só é possível comprová-la sendo flagrantes as dessemelhanças dos filhos ou evidenciada a dupla paternidade por tesde de DNA o Diagnostico ▪ Parâmetros que podem assegurar zigotia • Na USG, sexos diferentes asseguram a dizigotia • Grupos sanguíneos distintos atestam a dizigotia • Mais de um corpo lúteo na gestação inicial sugere gestação dizigotia • Diagnostico USG o A USG define o tipo de gestação gemelar quanto ao número de placentas e sacos aminioticos a partir de 6-7 semanas o Quanto mais tardio o exame, mais difícil atestar corionicidade o As placentas podem apresentar-se fundidas e a visualização das membranas dos amnios também é prejudicada o Na monocorionica e monoaminiotica os 2 embriões são vistos e um único saco gestacional, não se visualizando membrana entre eles o Na monocoriônica e diamniótica, os 2 embriões estão num único anel, porém separados por uma membrana • Apresentação Clínica o Anamnese ▪ Informações sobre tratamento de infertilidade ▪ História familiar ou pessoal de gemelaridade ▪ Uso recente de contraceptivos orais ▪ Náuseas e vômitos são mais frequentes e intensos nas gestações múltiplas o Exame físico ▪ Aumento desproporcional do fundo uterino e da circunferência abdominal ▪ Diagnostico diferencial: gestação molar, miomatose uterina, massa anexial etc. ▪ BCF de 2 ou mais fetos com zona silenciosa entre os focos e com diferença de frequência de >= 10 bpm ▪ Identificação dos polos cefálicos o Assistência a gestação gemelar ▪ Crescimento exagerado do útero: desconforto materno, dispneia e uropatia obstrutiva ▪ A PA requer maior atenção: risco de hipertensão e pré eclampsia é 4x maior ▪ Acompanhamento seriado do crescimento dos fetos pela USG a partir do 2º trimestre (placentação desigual) ▪ Mais de 50% dos gemelares e de 90% dos trigemelares nascem prematuros (média de 35 e 32 semanas respectivamente) ▪ A duração prolongada esta associada com morte intrauterino, portando sua resolução não deve ultrapassar 38 semanas • Complicações das gestações monocorionicas o Síndrome da transfusão feto-fetal ▪ Aparece geralmente no 2º trimestre e complica cerca de 15% das gestações monocorionicas ▪ Decorre de anastomoses entre circulações feto placentárias (A-A, V-V ou A-V) ▪ O feto doador apresenta palidez, CIUR, hipoglicemia e oligodramnia ▪ O feto receptor apresenta pletora, hidropsia, fenômenos trombóticos, insuficiência cardíaca e polidramnia ▪ A fotocoagulação com laser das comunicações vasculares através de fetoscopia revela sobrevida de 70% ▪ Interrupção da gravidez após 32-34 semanas (Rezende). Varia com a qualidade da assistência da UTI neonatal o Gêmeos conjugados ▪ Divisão tardia de um único ovo fecundado após 13º dia pós concepção por falha na divisão da linha mediana na placa germinativa • Parto gemelar o Pioram o prognostico fetal no parto ▪ Apresentação anômalas ▪ Discinesias uterinas ▪ Distocias posicionais ▪ Acidentes específicos da gestação multipla e da prematuridade: prolapso de cordão, DPP, atonia uterina • Assistência ao trabalho de parto o Um pediatra para cada feto com conhecimento de técnica de RCP. o Monitorização frequente dos sinais vitais maternos, acesso venoso e estoque para eventual transfusão sanguínea. o Disfunções da atividade uterina: ocitócitos. o Amniotomia é permitida. • Escolha da vida do parto o Essenciais ▪ conhecimento da corionicidade, ▪ volume de líquido amniótico, ▪ estimativa de peso, ▪ estática e bem-estar fetais. o Indicações de cesárea eletiva ▪ gestações trigemelares ou multifetais, ▪ gêmeos monoamnióticos, ▪ gêmeos unidose ▪ casos de transfusão feto-fetal. o Fatores considerados de maior relevância ▪ Viabilidade dos fetos: • conceptos inviáveis e 35 (extremos) ▪ Peso pré gestacionalBiofísico Fetal; o Ordem ▪ o O mecanismo adaptativo de redistribuição do fluxo sanguíneo fetal secundário à hipoxemia provoca a diminuição progressiva do volume de LA (MBV p95 • US Doppler ACM, CTG e PBF semanalmente ▪ Doppler Aumb alterado Diast. 0/reserva • Interação e US doppler do Ducto Venoso se p90 para IG o Macrossômico ▪ Peso ao nascer >4000g ou 4500g independente da IG o Desfechos perinatais adversos associados a macrossomia fetal ▪ o Fatores de risco ▪ Hiperglicemia materna na gestação; ▪ Diabetes melito prévio ou gestacional; ▪ Obesidade pré-gestacional; ▪ Ganho de peso excessivo na gravidez; ▪ Dislipidemia; ▪ História prévia de bebê macrossômico; ▪ Pós-datismo; o Prevenção ▪ Melhoria do padrão nutricional; ▪ Controle do ganho de peso gestacional; ▪ Prática de exercícios físicos antes e durante a gestação; ▪ Dieta de baixo índice glicêmico em gestantes com hiperglicemia; ▪ Cirurgia bariátrica pré-gestacional em mulheres com obesidade classe 2 ou 3; o Diagnostico ▪ USG: peso fetal estimado; ▪ Lembrar que USG não é balança e tem baixa sensibilidade e especificidade; ▪ A medida da CA (circunferência abdominal) é o parâmetro isolado mais confiável para predição de macrossomia; ▪ A medida da CA > percentil 75 para IG em torno das 30 semanas tem sido usada como indicadora de mau controle metabólico e de risco para macrossomia em gestantes com diabetes; ▪ Os RNs macrossômicos de mães com diabetes caracteristicamente têm ombros e circunferência das extremidades maiores, menor razão cabeça/ombros e maior quantidade de gordura corporal quando comparados com os RNs de peso e comprimento similares de gestantes sem diabetes; ▪ As diferenças de composição corporal e distribuição de peso podem explicar a propensão à distocia de ombro encontrada na população com diabetes; o Manejo ▪ Cesárea para PFE>5000g ou 4500g se mãe diabética; ▪ Alguns protocolos: indução do parto com 39s para fetos macrossômicos; ▪ Porém não há consenso! HIV E GESTAÇÃO • Considerações iniciais o Protocolo 076 (MS) → uso Zidovudina (ZDV/\ZT) na gestação, parto e para o RN pós-parto ▪ Redução significativa materno fetal o Combinação de esquemas antiretrovirais (TARV) ▪ Ainda mais efetivo o Países desenvolvidos a transmissão é 1.000 cópias/mL = teste genotipagem. ▪ Iniciar TARV. ▪ Não retardar início da TARV na espera dos exames. o Hoje recomendação Ministério da Saúde (MS): ▪ TR imunoensaio de 4 geração (IE4G) como teste inicial. ▪ Se positivo, teste molecular complementar. • Manejo pré natal o Notificação compulsória o PN de alto risco o Objetivo: prevenir TMIHIV, escolha da melhor via de parto + investigação parceria sexual e outros filhos + preparar para não amamentação o Tempo diagnostico o Infecções oportunistas o Adesão tratamento o Hiperemese gravídica ▪ • Avaliação laboratorial o Avaliar infecção pelo HIV, comorbidades e fatores de risco para complicações ▪ T CD4+: riscos de infecções oportunistas – trimestral ▪ Carga Viral: variável mais importante da TMIHIV - mensal. • Avaliação após 34sem →definir via de parto. ▪ Genotipagem: ideal antes da TARV ou se falha no tratamento clínico o Iniciar TARV o mais cedo possível o Discutir com gestante o uso no 1º trimestre o Não manter sem TARV (CD4 1000 copias o Duração do tempo de bolsa rota o Duração do trabalho de parto o Hemorragia intraparto o Parto instrumentado o Presença de IST, coinfecções, uso do drogas ilícitas o Terceiro trimestre o Aleitamento materno o amniocentese • Momento e via de parto o Carga viral após 34 semanas de gestação: ▪ > 1.000 cópias/mL ou desconhecida: cesariana a partir de 38 semanas – profilaxia Zidovudina EV. ▪foram preenchidos. • Preparo da paciente o Analgesia: considerar para melhor conforto da paciente; epidural ou bloqueio de pudendo; o Profilaxia antimicrobiana: cefazolina 2g IV (ou com Azitromicina 1g + clavulanato 200mg) – realizar durante o procedimento ou até 6h pós-parto; Reduz taxas de infecções superficiais ou profundas de episiotomia, deiscência de períneo e infecção materna grave; o Episiotomia: estudos mostraram que a episiotomia mediolateral reduz em 10 a 20 vezes a taxa de lesão esfincteriana nos partos instrumentados (com fórcope – maior risco de laceração); • Como escolher o instrumento o Como regra, o vácuo-extrator é mais seguro para a mãe (menos traumatismo), ao passo que o fórcipe é considerado mais seguro para o feto (menor incidência de cefalo- hematoma e hemorragia retiniana); o Vácuo é de mais fácil aplicação; o Fórcipe pode ser utilizado em situações onde o vácuo não de aplica: ▪ Fetos prematuros; ▪ Cabeça derradeira feto pélvico; ▪ Fetos com suspeita de coagulopatia ou trombocitopenia; ▪ Pacientes com contraindicação à manobra de Valsalva; ▪ Prolapso de cordão; ▪ Variedades de posição que necessitem algum grau de rotação dirigida; • Fórceps obstétrico o o A pega ideal é a biparietomalomentoniana o As colheres estarão simétricas dispostas a cada lado da cabeça fetal, apreendendo os parietais e os malares, e a ponta atingira a altura das mandíbulas, ocupando o espaço entre o pavilhão auricular e a fossa orbitaria ▪ o Técnica de aplicação ▪ Posição de litotomia, em que a nádega deve ultrapassar ligeiramente o bordo da me as ginecológicas. ▪ Analgesia epidural ou pelo bloqueio bilateral dos nervos pudendos. ▪ Bexiga vazia (sondagem vesical). ▪ Episiotomia – NÃO obrigatória. ▪ Apresentação do fórcipe (o fórcipe é colocado à frente do períneo, imitando a posição que irá ocupar quando aplicado na pelve). ▪ Aplicação do fórcipe escolhido. ▪ Confirmação da boa pega. ▪ Tração (rotação, se necessário) e extração. • Vácuo extrator o O vácuo-extrator exerce menor força sobre a cabeça fetal, requer menos anestesia e provoca menor risco de laceração da vagina e do colo do útero. Pode, ainda, reduzir a incidência de lacerações e rotura de esfíncter anal, se comparado com o fórcipe. o Tecnica de aplicação ▪ Revisar as condições de aplicabilidade. ▪ Esvaziar a bexiga (sondagem vesical, se necessário). ▪ Verificar as conexões e testar o vácuo no aparelho. ▪ Avaliar a variedade de posição, palpando a linha da sutura sagital e as fontanelas. ▪ Identificar a fontanela posterior (occipital – menor e em forma de Y). ▪ Aplicar a cúpula de maior tamanho que se adapte bem, com o centro dela sobre o ponto de flexão (os bordos da cúpula devem estar a cerca de 3 cm da fontanela anterior e sobre a fontanela posterior). A fontanela anterior é o ponto de referência para checagem da aplicação, já que a fontanela posterior está parcialmente bloqueada pela cúpula. ▪ o Verificar a aplicação da cúpula. Assegurar -se de que não haja tecido mole materno dentro do bordo da campânula (colo uterino ou mucosa vaginal). o Com a bomba, criar um vácuo de pressão negativa de 0,2 kg/cm2 (200 mmHg) verificar novamente a posição da cúpula. o Aumentar o vácuo para 0,8 kg/cm2 (500-600 mmHg) e verificar mais uma vez aplicação. o Simultaneamente a cada contração uterina, aplicar uma tração suave na linha perpendicular ao plano da campânula (iniciar no começo da contração e do puxo materno). Com a mão que não está tracionando, palpar a cabeça fetal ao lado da campânula para avaliar possíveis deslizamentos e a descida da apresentação fetal. o A primeira tração ajuda a encontrar a direção adequada para puxar. A tração deve ser perpendicular ao vácuo-extrator e na linha do eixo da pelve. Se a cabeça fetal estiver assinclítica (lateralizada) ou não estiver bem flexionada, a tração deve dirigir-se para uma linha que procure corrigir a inclinação ou a deflexão. o Entre as contrações, o vácuo pode ser diminuído para menos de 200 mmHg ou mantido, segundo a preferência do obstetra. Não há evidência de que a manutenção do vácuo entre as contrações seja prejudicial para o feto. Uma rápida aplicação de pressão máxima de sucção de 600 mmHg é aceitável, embora uma pressão acima de 450 mmHg raramente seja necessária. A tração deve auxiliar as forças expulsivas maternas, mas não pode ser a força principal para vencer as resistências à descida. o Não tracionar no intervalo das contrações e dos puxos. o No intervalo entre as contrações, verificar os batimentos cardíacos fetais e a aplicação da cúpula. o Pode ser necessária a realização de uma episiotomia para a aplicação adequada. o Caso não seja necessária, postergar a avaliação de sua necessidade até que a cabeça fetal esteja distendendo o períneo e que este esteja interferindo no eixo de tração. o Nunca utilizar o vácuo-extrator para girar ativamente a cabeça fetal. A rotação ocorrerá de forma espontânea durante a tração. Havendo progresso na descida, admite-se até 2 ou 3 trações em um período de 15 a 30 minutos. o Não persistir se não houver descida da apresentação durante as contrações. • Quando suspender o procedimento já iniciado? o A tentativa de parto vaginal instrumentado deve ser suspensa nos seguintes casos: ▪ Dificuldade de aplicar o instrumento; ▪ Descida que não ocorre facilmente com a tração; ▪ Feto que não é exteriorizado depois de um breve período. Alguns experts sugerem não ultrapassar 15 a 20 minutos ou três trações /puxos. ▪ Até três desprendimentos da cúpula, se não houver progresso da descida em três trações consecutivas e /ou após 30 minutos. Sugere-se que o uso do vácuo-extrator não dure mais de 20 minutos no total. o A situação clínica mais relacionada com falha no parto vaginal instrumentado é a associação de macrossomia fetal e variedade occipitoposterior da apresentação. • Morbidade materna o • Morbidade fetal o • Taxa de sucesso do parto instrumentado o Tentativas de parto instrumentado com fórcipe ou vácuo-extrator falham em cerca de 18% das vezes. o Uma aplicação de fórcipe sem sucesso em geral é seguida de uma cesariana de emergência, ao passo que uma aplicação de vácuo-extrator sem sucesso pode ser seguida por uma tentativa de uso de fórcipe. COLESTASE INTRA-HEPÁTICA NA GESTAÇÃO • Definição o Alteração intra-hepática exclusiva do período gestacional o Rápida resolução após o parto o Clinicamente: prurido e aumento dos ácidos biliares o Etiologia não determinada sugere-se bases genéticas e ambientais o Causa de desfechos adversos perinatais • Etiologia o Multifatorial ▪ Genéticos • Mutação de proteínas envolvidas no transporte biliar ▪ Hormonal • Estrogênio o 3º trimestre da gestação o Gemelares: 5x mais estrogênio circulante o Progesterona ▪ Uma incidência aumentada de prematuridade, sofrimento fetal e perda fetal tem sido observada, de etiologia indefinida • Alterações Laboratoriais e de Imagem o Aumento dos ácidos biliares (90% dos casos) - 10 μmol/L o Aumento TGO/TGP (60% dos casos) – até 2x valor normal o Aumento de bilirrubinas (25%) dos casos – até 6mg/dL o FA pode estar elevada (componente fisiológico) o GGT (normais ou pouco elevados) o Testagem semanal o Recomenda-se USG abdominal em pacientes com CIG para excluir colelitíase - não se altera pela colestase • Alterações Fetais o Ácidos biliares podem atravessar a placenta, acumular no feto e líquido amniótico o ↑ ácidos biliares ↑ risco fetal o Prematuridade espontânea o Líquido amniótico meconial o Internações em UTI neonatal o Óbito fetal intrauterino • Causas de prurido específico da gestação • Causas de prurido preexistentes • Manejo o Ácido ursodesoxico 3x ao dia ▪ Melhora em 1 a 2 semanas após início da medicação ▪ Seu benefício no desfecho fetal é controverso o Hidroxizina 25mg 6/6h o Clorfeniramina 4mg 6/6h oLoção hidratante calamina com mentol 2% • Momento da interrupção da gestação o Medida dos ácidos biliares e clínica materna. o ≥ 100 μmol/L: entre 36 e 37 semanas (grau 1B) o 40 anos ▪ Apresentação pélvica • Controle Dos Movimentos Fetais o Método subjetivo o Ausência de movimentação fetal pode ser resposta fetal a hipóxia o Autores sugerem que seja feita a avaliação se os movimentos fetais estiverem ausentes por 2h ou diminuídos por 12h o Normal: ▪ 10 movimentações em 2h ▪ 6 movimentações em 1h • Perfil Biofísico Fetal o Alta especificidade e pouco resultado falso negativo permitindo uma redução da morbimortalidade fetal o O PBF é avaliação de 5 parâmetros fetais, sendo 4 deles avaliado pela US e pela CTG sem estresse o A cada um deles é atribuída uma pontuação que pode ser 0 (parâmetro ausente ou diminuído) ou 2 (parâmetro normal). o Sendo normal o score final de 8 (PBF com CTG) e 10 (PBF sem CTG) o Parâmetros ▪ 1. Movimentos respiratórios ▪ 2. Movimentos corpóreos ▪ 3. Tônus corporal ▪ 4. Reatividade cardíaca fetal frente aos movimentos fetais ▪ 5. Estimativa de quantidade de líquido amniótico o o o Fatores que podem afetar o resultado PBF ▪ Uso de corticoide ▪ Infeção ovular subclínica ▪ Alimentação materna • Análise do Volume de LA o O LA protege e sustenta o feto durante a gestação. o Tanto o polidrâmnio quanto o oligodramnio são anormais e devem ser investigados. o Oligodramnio ▪ está associado a Rupreme, PE, gestação prolongada, doença renal fetal e anormalidades da placenta ou feto o Polidramnio ▪ está associado a DMG, doença cardíaca materna, STFF, malformações fetais ou é idiopático. o Métodos de avaliação ▪ Maior bolsão vertical (MBV): normal entre 2 e 8 ▪ Índice de líquido amniótico (ILA): normal entre 8 e 18. • Cardiotocografia o É registro eletrônico simultâneo da BCF e Atividade Fetal e Uterina o Possibilita a avaliação da integridade dos mecanismos neurológicos centrais de controle da frequência cardíaca fetal e dos movimentos fetais o Avalia a oxigenação do feto → prevenção de óbito fetal o A resposta cardíaca normal é manifestada pela aceleração e reatividade do BCF acompanhada da MF o Equipamento ▪ Cardiotocografo ▪ Toco: fundo do útero → não coloca gel ▪ Doppler: dorso do feto, procurar BCF → coloca gel ▪ Marcador de movimento fetal ▪ Prende o toco e o doppler com as fitas ▪ Exame deve durar no mínimo 20 min ▪ O papel deve ser cortado no picote o Linha de base ▪ É definida como a FCF media mantida por pelo menos 2 minutos em qualquer período de 10 minutos ▪ Normalmente varia de 160 a 110 bpm ▪ A FCF é influenciada pelas atividades e pelos movimentos respiratórios fetais, pela homeostasia materna e pelo estado de oxigenação ▪ Causas de taquicardia: hipoxemia crônica, corioamnionite, hipertermia materna, drogas uteroliticas, nicotina, resposta a estímulo, hiperatividade fetal ▪ Causas de bradicardia: pós maturidade, drogas betabloqueadoras, bradiarritmias cardíacas, asfixia fetal ▪ Variabilidade da linha base • É o resultado da atividade integrada entre os sistemas simpático e parassimpático e reflete a oxigenação do sistema nervoso central, podendo, quando ausente ou silente, predizer acidemia fetal e os efeitos da hipoxia • À medida que a gestação progride a variabilidade da linha base aumenta devido a influência da maturação do sistema parassimpático • É classificada em: o Ausente: quando a amplitude não é detectada o Mínima: quando a amplitude é 2 minutos e 15 segundos e 15 seg e