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C 
ada vez que chupamos uma 
laranja, sempre temos o cuida-
do de não engolir os caroços e 
assim é com todo alimento em que eles não 
são comestíveis. Lembro que quando era pe-
queno, certa vez ouvi minha mãe dizer que se 
eu engolisse o caroço, nasceria um pé de la-
ranja na minha barriga. E ninguém quer isso. 
Precisei crescer um pouco para entender que 
se tratava de uma brincadeira dela e mais ain-
da para entender porque isso é impossível. 
Mas antes de prosseguir, vou parar de chamar 
semente de caroço. 
A semente carrega em seu interior o 
DNA necessário para desenvolver um novo ve-
getal biologicamente idêntico ao que lhe origi-
nou. Dessa forma, podemos entender que o 
principal objetivo da semente é garantir a conti-
nuidade de sua espécie, gerando uma nova 
planta. Sua estrutura é subdividida estrategica-
mente para esta função. 
A estrutura da semente é basicamente 
dividida em três partes: Tegumento, cotilédo-
nes e embrião. Tegumento: É a capa protetora 
da semente, em algumas ela pode ser mais 
grossa. Cotilédones: São folhas modificadas 
que se traduzem em reservatórios de alimen-
tos, utilizados pelo vegetal nos primórdios do 
seu desenvolvimento. Embrião: Material gené-
tico, que carrega as informações de uma nova 
planta igual a anterior. Sabemos que o em-
brião é o responsável pela origem do novo ve-
getal, quando há germinação da semente. Efe-
tivamente, o embrião é um verdadeiro vegetal 
em estado potencial, com seus órgãos rudi-
mentares, representados pela radícula, caulícu-
lo e gêmula. 
 
O QUE FAZ A SEMENTE GERMINAR: Basica-
mente, uma semente necessita de solo fértil, 
umidade e temperatura adequada, mas, exis-
tem sementes que germinam em troncos de 
árvores ou na superfície da água. Chama-se 
germinação ao conjunto de fenômenos que 
ocorrem na semente, para dar origem a um 
novo vegetal, ou seja, é o crescimento do em-
brião e a formação de uma nova planta da 
mesma espécie. 
Na germinação da semente, interferem 
fatores que são divididos em dois grupos: fato-
res externos e fatores internos. 
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ESTUDO DA NATUREZA 
 2 SEMENTES 
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Ema 
 
CONDIÇÕES PARA QUE OCORRA A 
GERMINAÇÃO: 
1.Semente deve estar perfeita e ma-
dura; 
2.Água no solo; 
3. Solo arejado; 
4. Luz solar (é principalmente por 
isso que o pé de laranja não cresceu em 
minha barriga); 
5. Calor: cada espécie tem uma tem-
peratura ótima para a germinação. 
 
PASSOS DA GERMINAÇÃO: 
1. Absorção de água pela semente; 
2. Rompimento da casca pelo au-
mento de volume da semente; 
3. Saída da radícula por geotropismo 
positivo, penetrando no solo, onde se ramifi-
ca transformando-se em sistema radicial; 
4. Do lado oposta sai o caulículo por 
geotropismo negativo, transformando-se no 
caule e folhas. 
 
A SEMENTE E A DORMÊNCIA: Muitas 
sementes não germinam, mesmo que as condi-
ções ambientais citadas sejam adequadas. Nes-
te caso, diz-se que elas se encontram em estado 
de dormência. Para germinar, precisam de ou-
tras condições, que podem variar de uma espé-
cie para outra. Sementes de certas variedades 
de alface, por exemplo, só germinam em pre-
sença de luz. Já as sementes de certas varieda-
des de melancia só germinam no escuro. Para 
quebrar a dormência das sementes da leucena 
(uma leguminosa), elas devem ser colocadas 
em água quente durante alguns minutos. 
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ESTUDO DA NATUREZA 
No princípio, lá no jardim do Éden, o primeiro alimento 
dado a Adão e Eva foram as frutas e demais vegetais, raízes, 
nozes e sementes. “E disse Deus: Eis que vos tenho dado toda 
a erva que dê semente, que está sobre a face de toda a terra. E 
toda árvore em que há fruto e vos dê semente, ser-vos-á para 
mantimento”. Gênesis 1:29. Ainda hoje, muitas sementes são 
consumidas como alimento pelo ser humano e animais. 
São muitas as sementes utilizadas como alimento pelos 
humanos. As mais comuns são: Feijão, Arroz, Milho, Lentilha, 
Ervilha, Aveia, Trigo, Soja, Grão-de-bico, Amendoim, Castanha, 
Pistache 
Existem algumas sementes comestíveis pouco comuns 
em regiões mais frias, mas que no nordeste são altamente apre-
ciadas. Na maioria das vezes são consumidas no lugar do feijão, 
acompanhadas de arroz. São: Mangalô, andú e fava. 
 3 SEMENTES 
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HOMEM 
Novos vegetais podem ser se-
meados intencionalmente pelo 
ser humano (trigo, soja, milho, 
feijão, arroz), que também o 
fazem sem intenção, quando 
atiram ou cospem no chão a 
semente de uma fruta ou outro 
vegetal que acabou de comer. 
 
ANIMAL 
Esta semente, em contato com 
o solo vai germinar e desenvol-
ver. Os animais são outros 
grandes semeadores, que de-
positam sementes na terra jun-
to com suas fezes. Os maiores 
responsáveis por isso são aves, 
pequenos roedores morcegos. 
Esse procedimento acontece 
geralmente com frutas peque-
nas. 
Ex: Jaracatiá, Figueira, Jambo, 
Inajá, Embaúca, Guanandi, In-
gazeiro, framboesa, flores em 
geral 
 
 
 
 
VENTOS 
Sementes dispersas pelo ven-
to, neste caso, os frutos apre-
sentam alas, as quais são for-
madas por partes do perianto, 
permitindo que o fruto seja le-
vado de um lugar para outro. 
Exemplo: Guarantã, Louro 
branco, Espeteiro, Tauari, Ajus-
ta conta, Angelim, Jacarandá, 
Cedrinho, Novateiro, Escorrega 
macaco, Pau terra, dente de 
leão. 
 
ÁGUA 
A) das chuvas - enxurradas - 
pluviobalísticos (em regiões 
secas, onde a umidade provo-
ca a balística). 
B) correntes de água - trans-
porte submerso, onde a Cor-
renteza atua sobre estruturas 
como pelos (Pepis) ou arilóides 
(Nymphaea alba). – diásporos 
flutuantes: com peso específico 
baixo, devido à leveza do en-
dosperma, espaços aéreos in-
ternos ou tecidos suberosos. 
Em água salgada, os diásporos 
são mais pesados. 
Ex. coco da Bahia, vitória-régia, 
COMO AS SEMENTES SE ESPALHAM 
Ideias para quadros 
de sementes 
 
SEMENTES FONTES DE ÓLEO: De algumas sementes, tam-
bém é possível extrair óleos, alguns para consumo humano, ou-
tros para consumo mecânico. Consumo Humano: Soja, giras-
sol, oliva, arroz, milho, coco e algodão, amendoim. Consumo 
Mecânico: mamona e pinhão. Existem alguns óleos pouco co-
nhecidos que também são extraídos de sementes:, Rícino, Uva, 
Linhaça, Cânhamo, Mostarda. 
 
SEMENTES CONDIMENTOS: A s sementes podem ser tam-
bém usadas como tempero e condimento. As mais conhecidas 
são: Urucum (forma o coloral) ,Pimenta, Cominho, Baunilha, 
Mostarda A mostarda pode ser consumida na forma de semen-
tes, em pó ou na forma de pastas. As sementes podem ser bran-
cas, pretas ou castanhas; estas últimas contêm os óleos mais 
picantes e são geralmente usadas nos pratos indianos, mas po-
dem dar gosto também a estufados de criação ou caça. A mos-
tarda inteira em boiões (“à antiga”) é útil para misturar em mo-
lhos cremosos e condimentar bifes. 
Com a mostarda são preparados vários condimentos 
muito picantes, é também usado como remédio, em cataplas-
mas. Pode ser utilizada em molhos para carnes e saladas, ou na 
forma de pasta, com frios, embutidos e sanduíches. 
 
SEMENTES USADAS PARA TEMPEROS: 
 Sementes de aipo (salsão) - são sementes de 
sabor amargo que devem ser usadas com mo-
deração em pratos salgados. 
 Semente de anis - são pequenas sementes 
ovais de sabor picante usadas tanto em pratos 
doces como salgados. 
 Sementes de cominho - as sementes possuem 
um aroma forte e adocicado e sabor relativa-
mente picante. 
 Sementes de gergelim - as vagens contêm um 
grande número de pequenas sementes. Oideal 
é torrá-las até que estejam douradas. 
 Sementes de erva-doce - com sabor picante e 
levemente amargo as sementes de erva-doce 
são usadas em carnes e peixes. 
 Sementes de mostarda - a mostarda serve co-
mo condimento e aromatizante. Há três varieda-
de principais de mostarda: preta, marrom e 
branca. 
 Sementes de papoula - as sementes duras e 
pequenas são suaves e adocicadas 
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COLEÇÃO DE SEMENTES 
Para fazer a coleção de trinta tipos 
diferentes de sementes, você poderá 
colá-las em um papel cartolina ou 
cartão, ou colocá-las em frascos 
transparentes. Mas lembre-se que 
vinte das quais tenham sido encon-
tradas por você mesmo. Identificar 
cada uma com o nome, data e local 
em que foi encontrada, e nome da 
pessoa que a encontrou. 
 
NOTA: Algumas pessoas têm o costu-
me de comprar as sementes na feiras 
para colocar em sua coleção. Pode-se 
fazer isso, desde que não passe de 10 
sementes. As outras podem ser pegas 
quando se chupa uma laranja, maçã, 
mexerica, ou andando pelo jardim, pe-
gando de flores. Muito se pode apren-
der com essa colheita! Assim você tem 
bastante coisa pra falar na redação 
acima. 
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ANALISANDO O DESENVOLVIMENTO DO FEIJÃO, SOJA E MILHO 
Este requisito é uma experiência e vamos te dar as 
orientações que você deve proceder. Primeiro separe 
todos os materiais abaixo para desenvolver o experi-
mento: 
 1 a 3 sementes de feijão, milho e soja 
Húmus de minhoca 
 Um borrifador de jardim 
 Caneta esferográfica 
 1 caneta retroprojetora 
 impressora 
 recipientes de plástico 
 
Procedimento: 
Pegue os recipientes e faça pequenos furos nele para 
que a água possa escoar quando regar com água 
suas sementes com o borrifador, caso deseje você 
pode utilizar vasinhos próprios que são vendidos em 
casas de jardinagem. Prepare o húmus, e com mais 
ou menos 1,5 de profundidade, coloque de 1 a 3 se-
mentes no vasinho. Sabendo que em cada uma deve 
ter um tipo de espécie conforme a ilustração ao lado. 
Durante a experiência, coloque os vasinhos em um 
lugar arejado e que receba a luz do sol uma parte do 
dia, tome cuidado para que eles não recebam sol na 
parte mais quente do dia (meio-dia). Borrife agua nos 
vasos no começo da manhã (até as 8h) e no final da 
tarde (17h) e observe ao longo do dia as mudanças 
que você tenha observado nas plantas. Para o seu 
relatório ficar ainda melhor, tire várias fotos para ilus-
trar o seu trabalho conforme estar aqui na atividade. 
Imprima o nosso relatório e entregue para ser avalia-
da pelo seu instrutor de especialidades. 
Use a caneta retroprojetora para marcar os nomes 
das sementes nos vasinhos. Caso não tenha, use 
papel com fita adesiva 
Dia O que eu fiz/ Notou alguma diferença ? 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Horário de borrifar água deve ser duas vezes ao 
dia. Escolha um horário pela manhã e um pela 
tarde 
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 6 SEMENTES 
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ANALISANDO O DESENVOLVIMENTO DO FEIJÃO, SOJA E MILHO 
Cole aqui a foto do dia em que você começou a 
experiência com as plantinhas ainda para nascer 
Cole aqui uma foto você regando os vasinhos 
com água 
Cole aqui uma foto quando as plantinhas já fica-
ram crescidas, depois de 12 dias de experiência. 
Que lição 
espiritual 
podemos 
aprender, 
através da 
observação 
desta 
experiência?

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