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ARTROPATIAS INFLAMATÓRIASA DOR é dita inflamatória porque piora com repouso e melhora com atividade e está associada: à rigidez matinal prolongada, com duração de 1 hora ou mais.
AR acomete diversas outras articulações no esqueleto periférico, como : joelhos, tornozelos e pés, e também no esqueleto axial, como coluna cervical, cricoaritenoides e temporomandibulares.
Com o tempo e sem tratamento podem surgir as deformidades.
Duas deformidades, em específico, são típicas da AR e frequentemente cobradas em provas. 
Ambas afetam as IFPs e as interfalangeanas distais (IFDs) e decorrem de processo inflamatório e frouxidão em tendões e ligamentos. 
São elas: o dedo em pescoço de cisne e a deformidade em botoeira.
ARTRITE REUMATOIDE
Denifição: é definida como uma doença autoimune de caráter inflamatório crônico e sistêmico que acomete, primariamente, a sinóvia (membrana que reveste internamente as articulações diartrodiais), mas também diversos outros órgãos e estruturas.
EPIDEMIOLOGIA
O sexo feminino é acometido com frequência 2 a 3 vezes maior que o masculino. A maioria dos casos é diagnosticada na faixa etária dos 30 aos 60 anos, com pico em torno da 4ª década de vida.
ETIOFISIOPATOLOGIA
Irá surgir por interação entre genética e ambiente.
Em um indivíduo geneticamente predisposto, como aqueles que têm o alelo HLA-DR, a exposição ao cigarro e a agentes infecciosos desencadeia uma resposta imune disfuncional envolvendo hiperativação de linfócitos, liberação de citocinas inflamatórias, como fator de necrose tumoral e interleucina-6, e produção de autoanticorpos, como fator reumatoide (FR) e anticorpo antipeptídeo citrulinado cíclico (anti-CCP).
MANIFESTAÇÕES ARTICULARES
O acometimento inflamatório da sinóvia (sinovite) manifesta-se com:
· Dor, 
· Edema
· Calor 
Eventualmente, rubor sobre a articulação acometida e tem caráter aditivo.
MANIFESTAÇÕES EXTRAARTICULARES
A presença de autoanticorpos (FR e anti-CCP) e o tabagismo são alguns dos fatores de risco mais frequentes para essas manifestações.
Os nódulos reumatoides são as manifestações extra-articulares mais frequentes e estão presentes em até 30 a 40% dos pacientes
Ceratoconjuntivite seca associada à síndrome de Sjögren secundária. Episclerite e esclerite.
O derrame pleural típico da AR é unilateral e a análise do líquido mostra um exsudato com glicose baixa e proteína e desidrogenase lática (DHL) altas, bem como presença de células gigantes multinucleadas.
A pericardite é a manifestação cardíaca mais comum da AR. ( há associação bem estabelecida com aterosclerose e doença coronariana precoce, (por isso é CAUSA DE MORTE NA AR)
A inflamação da coluna cervical, mais especificamente da articulação atlantoaxial (C1-C2).
MANIFESTAÇÃO HEMATOLÓGICA: A síndrome de Felty é caracterizada pela ocorrência de esplenomegalia e neutropenia agregada a :
EXAMES COMPLEMENTARES
Em razão do processo inflamatório sistêmico, a proteína C-reativa (PCR) e a velocidade de hemossedimentação (VHS) estão elevadas na maioria dos pacientes com a doença em atividade e são utilizadas como parâmetros de resposta terapêutica. 
Anemia normocítica e normocrômica (anemia de doença crônica) é outro achado frequente.
o FAN pode ser encontrado em 30 a 50% dos pacientes com AR ( mas não diagnostica a doença).
O FR está presente em 70 a 80% dos pacientes, mas não é específico.
O ANTI-CCP é mais específico para AR, tanto que, dentro de um contexto clínico compatível, sua presença praticamente sela o diagnóstico.
A RADIOGRAFIA CONVENCIONAL (RX) é o exame de escolha para avaliar dano estrutural, devendo ser solicitada ao diagnóstico e durante o seguimento do paciente para avaliar progressão. 
ACHADOS RADIOGRÁFICOS
-OSTEOPENIA PERIARTICULAR
-REDUÇÃO SIMÉTRICA DO ESPAÇO ARTICULAR
-EROSÕES MARGINAIS
DIAGNÓSTICO
TRATAMENTO
O PRINCIPAL OBJETIVO DO TRATAMENTO da AR é :
· Controlar a atividade de doença visando à melhora sintomática
· Prevenção de sequelas 
· Redução de risco cardiovascular e melhora da qualidade de vida dos pacientes.
Sintomáticas: drogas que atuam no alívio rápido dos sintomas da doença, mas que não são capazes de evitar o surgimento de erosões ósseas e progressão radiográfica. 
Anti-inflamatórios não esteroidais (AINEs) e glicocorticoides estão inclusos nesse grupo.
Drogas antirreumáticas modificadoras do curso da doença (DMARDs): drogas capazes de retardar ou prevenir progressão radiológica.
O METOTREXATO É A DROGA DE ESCOLHA para o início do tratamento da AR e deve ser encarado como sua “âncora”, ou seja, a medicação que, salvo contraindicação, deverá sempre fazer parte do esquema terapêutico. 
Sua dose inicial varia de 7,5 a 12,5 mg/semana, podendo chegar a 25 mg/semana, se necessário.
DETALHE: sempre associar ácido fólico ou folínico para reduzir o risco de eventos adversos, como citopenias e mucosite. ( em pacientes que farão uso crônico).
TAMBÉM PODEM SER USADOS:
ESPONDILOARTRITES
“Espondiloartrites” temos um grupo específico de doenças reumáticas de caráter inflamatório sistêmico que envolvem o esqueleto axial e/ou periférico e que, em comum, têm mecanismos genéticos e fisiopatológicos.
Além de manifestações-satélite típicas (entesite e dactilite).
COMPROMETIMENTO DO ESQUETO AXIAL
· Coluna vertebral
· Sacroilíacas 
· Articulações da caixa torácica.
ESPONDILITE ANQUILOSANTE
MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS
O sintoma cardinal e mais frequente da espondilite anquilosante : A dor lombar inflamatória.
 TEM caráter insidioso e está associada à rigidez matinal com duração de 1 hora ou mais.
‘’coluna em bambu’’
TRATAMENTO
Anti-inflamatórios não esteroidais (AINEs)
Caso, atividade de doença se mantenha mesmo com uso de dois AINEs diferentes por 2 a 4 semanas devem iniciar antagonistas do fator de necrose tumoral (anti-TNF).
ARTRITE PSORIÁSICA
Ocorre em cerca de 30% dos pacientes com e acomete homens e mulheres de forma semelhante, em todas as faixas etárias, mas mais frequentemente dos 20 aos 50 anos.
 Histórico Familiar Positivo em 40% dos casos
A dactilite ou “dedo em salsicha” decorre de:
 Tenossinovite dos tendões flexores dos dedos das mãos e dos pés e está presente em até 40% dos pacientes com APs.
 MANIFESTAÇÃO EXTRA-ARTICULAR mais comum da espondilite anquilosante é a uveíte anterior aguda.
 MANIFESTAÇÕES PERIFÉRICAS, as mais típicas são a oligoartrite assimétrica de membros inferiores, especialmente de joelho e tornozelo, e entesite de calcâneo.
MANOBRAS
Teste de Schober modificado
OBS: Nenhum exame complementar, isoladamente, confirma o diagnóstico de espondilite anquilosante, incluindo o alelo HLA-B27.
Na suspeita de E.A, solicitar radiografia convencional de sacroilíacas.
Manifesta-se com : esclerose subcondral, irregularidades das bordas da articulação, redução do espaço articular e, em casos mais avançados, sua perda completa (anquilose).
SOLICITAAR RESSONÂNCIA MAGNÉTICA DE SACROILÍACAS: 
Diante de casos muito iniciais ou duvidosos cuja radiografia é normal.
DEDO EM SALSICHA
AQUI A CLÍNICA É SOBERADA
TRATAMENTO
em geral, utiliza-se o metotrexato, já que são comprovados os benefícios tanto cutâneos quanto articulares.
( CASO NÃO HAJA MELHORA USAR ANTI-TNF).
ARTRITE REATIVA (SÍNDROME DE REITER)
 É uma condição desencadeada por quadros infecciosos extra-articulares, em geral de origem nos tratos geniturinário e gastrointestinal.
 Sua epidemiologia clássica envolve adultos jovens entre os 20 e os 40 anos.
O HLA-B27 é um dos fatores genéticos associados à artrite reativa e está presente, em média, em 50% dos casos.
O patógeno responsável pela maioria dos casos é a Chlamydia trachomatis.
TRATAMENTO
A maioria dos casos de artrite reativa é autolimitada e responde bem aos AINEs. 
Cursos curtos de glicocorticoide sistêmico, como prednisona, ou aplicação intra-articular podem ser usados em casos que não respondam à terapia inicial.
 Casos crônicos com duração maior que 6 meses e refratários às medidas anteriores UTILIZAR: imunossupressores sintéticos ou biológicos.
ARTRITE ASSOCIADA À DOENÇA INFLAMATÓRIA INTESTINAL (ARTRITE ENTEROPÁTICA)ARTRITE IDIOPÁTICA JUVENIL
A AIJ é a doença reumática mais comum na infância em países desenvolvidos e uma das principais doenças crônicas em pediatria.
 Apresenta distribuição bimodal 
O primeiro acontece entre 1 e 3 anos de idade, enquanto o segundo acontece entre 8 e 10 anos.
FORMA SISTÊMICA
FORMA SISTÊMICA LABORATORIAL
FORMA OLIGOARTRITE (PRINCIPAL FORMA)
FORMA OLIGOARTRITE (OLIGOARTICULAR/PAUCIARTICULAR)
A classificação mais utilizada atualmente é a da International League of Associations for Rheumatology (ILAR), que subdivide a AIJ em 7 tipos e, para isso, baseia-se nos achados clínicos e laboratoriais presentes nos primeiros 6 meses do quadro.
TRATAMENTO
RESOLUÇÃO DE QUESTÕES :
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