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Resumo obstetrícia 1
Resumo obstetrícia
Mínimo de 6 pré-natais
Até 28 semanas: deve ser mensal
2836 semanas: deve ser quinzenal
36 semanas - parto: deve ser semanal
Deve induzir quando faz 41 semanas
O que deve ser feito se tem rotura da bolsa?
Deve ir pro hospital, independente da IG, pois pode haver prolapso de cordão
Orientações para gestante ficar atenta e ir para o hospital:
● Movimentos fetais diminuídos
● Sangramentos
● Contrações com padrão de trabalho de parto
● Perda de líquido
Problema quando a bolsa rompe:
● Prolapso de cordão
A partir de 18 horas de bolsa rota → antibiótico
● Antes das 18 horas: swab para pesquisa de Streptococcus B, se + ja dá antibiótico
Cálculo IG → soma os dias desde a DUM até data da consulta e divide por 7
Suplementação na gestação  Acido fólico até 12 semanas de gestação OMS, auxilia na formação do tubo 
neural, equilíbrio e estímulo na organogenese
Anamnese
💡 Faz anamnese normal → prestar mais atenção nesses passos:
Queixa principal: se exame de rotina colocar → consulta de pré natal 
se outra queixa colocar a queixa atual 
HDA colocar queixa atual e história obstétrica sucinta  G0P0A0; realizar cálculo da IG 
tem que perguntar sobre movimentação fetal, dor/contração (fatores melhora/piora, quando começou), 
sangramento vaginal, perda líquida (odor, textura, volume e cor), queixas urinárias 
sempre pedir o cartão de pré-natal 
Antecedentes obstétricos: G0P0A0; história de gestação anterior; tipo de parto anterior; intercorrências da 
gestação; número de filhos, APGAR, quanto tempo ficou internada, se teve aleitamento exclusivo em filhos 
anteriores; se teve aborto → quantas semanas, se teve que realizar curetagem. Calendário vacinal
💡 um parágrafo para cada filho
Antecedente familiar: história obstétrica da mãe (avó)
Hábitos de vida: alcoolismo, tabagismo e alimentação 
Condições Socioeconômicas: perguntar sobre rede de apoio, como é a relação com o parceiro
Sintomas que grávida pode apresentar: 
náuseas
edema
sonolência
mastalgia
polaciúria
astenia
cloasma
Resumo obstetrícia 2
Exame Físico da Gestante
Precisa de luva, estetoscópio, esfigma, ultrassom, doppler ou pinnard, lubrificante, fita métrica
Inspeção
modificações da pele (melasma, estrias, linha nigra, edema)
aumento do volume abdominal (pode indicar polidrâmnio, gemelaridade)
Palpação
Manobras de Leopold (para ver posição do bebê) → não precisa de luva (faz a partir da 28 semana)
� duas mãos no fundo uterino, realizar palpação profunda para identificar qual o polo fetal no fundo o 
útero (pelve ou cabeça)
� duas mãos na lateral da barriga, palpa para determinar de qual lado está o dorso do feto (vai ter 
continuidade na extensão do abdomen no lado que está o dorso) 
� usa uma mão, movimento de pinça com dedos e polegar, para identificar qual polo está na pelve 
materna → se bebê estiver insinuado, vai ter mais dificuldade de colocar a mão 
� usa as duas mãos para ver se apresentação está móvel ou não (se não tem mobilidade = feto já está 
insinuado) → empurra a mão para cima → médico virado em direção aos pés da paciente
Medida de altura fundo de útero → colocar fita na borda superior da sínfise púbica e esticando a fita até 
o fundo do útero
Na 8a semana o útero corresponde ao dobro do tamanho normal
Na 10a semana o útero corresponde a três vezes o tamanho habitual
Na 12a semana é palpável na borda superior da sínfise púbica
Na 16a semana o fundo uterino se encontra entre a sínfise púbica e a cicatriz umbilical
Na 20a semana o fundo uterino se encontra na altura da cicatriz umbilical
A partir da 20a semana a altura é igual ao número de semanas 
Dinâmica uterina e Movimentos fetais → colocar a mão na barriga da grávida por 10 minutos e contar as 
contrações e duração, avaliar se feto está movimentando
Tônus uterino → palpação ou cardiotocografia
 Hipotonia mais relacionado ao puerperio
 Hipertonia atenção a DPP
Ausculta 
Local da ausculta: onde fica o dorso, mais próximo ao polo cefálico
Ouvir em 1 minuto
Limite máximo 160bpm
Limite mínimo 110bpm
Fatores que alteram o BCF 
sofrimento fetal
febre materna
aumento de FC materna
medicamentos
Ausculta fetal com ultrassom a partir da 5 ou 6 semana
Com doppler a partir da 12a semana
Pode realizar com Pinnard a partir da 22a semana → colocar abaixo da cicatriz umbilical
Toque obstétrico 
Toque Bidigital → identifica dilatação cervical, integridade e presença da bolsa amniótica
Contraindicação do toque em caso de Placenta Prévia, pois estimula
contrações e, em casos de já ter dilatação, tem perda de sangue relevante e
pode tocar diretamente a placenta
Resumo obstetrícia 3
Causas de Sangramento na Gravidez
Primeira metade 
Acomete 20 a 40% das mulheres, pode ser leve ou intenso, intermitente ou constante, indolor ou doloroso
Na história clínica da gestante com sangramento, é importante ter:
antecedentes menstruais
Ultrassom precoce para identificação da idade 
estacional 
Presença de coágulos
Dor 
Quantidade de perda sanguínea
Saída de fragmentos placentários 
Lipotimia (perda de força muscular, sem desmaios)
💡 Quanto maior a dor e o sangramento, maior o risco de perda gestacional 
No exame abdominal: áreas de sensibilidade, rigidez ou distensão 
Exame ginecológico: visualizar o colo pode determinar a origem do sangramento, presença de coágulos, 
produtos da concepção e classificação do aborto. Também permite determinar causas não obstétricas do 
sangramento (miomas, cervicite, vaginite, verrugas)
💡 Colo do útero maior que esperado para idade gestacional → considerar gestação múltipla, doença 
trofoblástica e miomas
Exames: 
BHCG  queda é gestação nao viável; ascensão lenta é gravidez ectópica 
Progesterona menor que 6ng/ml → gestação nao viável 
Hemograma completo 
Ferritina 
Ultrassom transvaginal → localiza a gravidez 
RM 
Abortos
Ameaça ao aborto 
sangramento vaginal com gravidez viável e colo impérvio, 
ocorre 15% a 20% 
hemorragia, dor, sinal de contração uterina, sangramento menor do que no aborto
conduta: expectante e repouso, repetir USG depois de 1 semana 
Aborto completo 
sangramento vaginal com total eliminação do conteúdo intrauterino. mais comum em gestações de menos de 
12 semanas 
útero pequeno e contraído, pouco sangramento vaginal na hora do exame 
Confirmação por ultrassom ao ver útero vazio 
Aborto inevitável 
sangramento vaginal mais dilatação cervical 
Aborto incompleto
 perda do material intrauterino com restos ovulares na cavidade intrauterina USTV. 
hemorragia persistente e cólica persistente, e é propício para infecção.
Resumo obstetrícia 4
Conduta: Esvaziamento cirúrgico 
Aborto retido 
não é identificado batimento cardíaco fetal, mas gestação permanece na cavidade intrauterino por tempo 
prolongado. 
Conduta: Intervenção cirúrgica
Abortamento infectado 
interrupção provocada por más condições técnicas (manipulação instrumental intracavitária, introdução de 
sondas)
Abortamento habitual 
Rezende) perda de duas ou mais gestações, afeta 5% dos casais. Fator de risco é idade materna e 
abortamentos anteriores 
Gravidez ectópica
incide em 1 a 2% das mulheres. 
Fatores de risco → antecedente de GE, uso de DIU, uso de minipílula, reprodução assistida, infecção pélvica, IST, 
cirurgia tubária. 
Normalmente ocorre nas tubas uterinas, mas pode acometer o colo, ovários, órgãos da cavidade abdominal e 
cicatriz de cesariana. 
Conduta é cirúrgica (salpingectomia ou salpingostomia)
Doença trofoblástica gestacional
Anomalia proliferativa que acomete as células que compõem o tecido trofoblástico placentário, constituintes da 
vilosidade coriônica (cito e sinciciotrofoblasto), bem como o extravilositário (trofoblasto intermediário).
Caracterizada pela presença sérica de um marcador tumoral biológico e específico, o fragmento do b-hCG
Análise histológica permite distinguir os diferente estágios:
mola hidatiforme completa
mola hidateforme parcial
mole hidateforme invasora
coriocarcinoma
tumor trofoblásticodo sítio placentário
tumor trofoblástico epitelioide
Sangramento transvaginal de repetição e intensidade variável resultante da separação do tecido molar da decídua 
subjacente. Quadro de sangramento mimetiza aborto incompleto
Útero aumentado de volume para a IG está presente em 20 a 50% dos casos seja pela presença de tecido molar 
ou pela retenção de coágulos
Dosagem de beta-hCG
AMIU
Prescrever ácido fólico se desejar futura gravidez
Segunda metade
Placenta Prévia
Está implantada no segmento inferior do útero, recobrindo o orifício interno do colo uterino ou muito próximo a 
ele.
Sua incidência está aumentando devido ao número de cesárias
Fatores de risco: 
cesariana anterior
reprodução assistida
multiparidade
curetagens uterinas
Resumo obstetrícia 5
cicatrizes uterinas
idade materna avançada
tabagismo 
gemelaridade
placenta prévia em gestação anterior 
Quadro clínico: Sangramento genital na 2a metade da gravidez, imotivado, coloração vermelho vivo, indolor, 
início e cessar súbitos, tende a se agravar durante gestação 
normalmente já teve sangramento anterior
avaliar ecografias anteriores
Diagnóstico: história clínica, exame especular para identificar origem do sangramento (não pode toque 
bimanual), ultrassom transvaginal ou transabdominal. Ressonância nuclear magnética somente quando ultrassom 
é inconclusivo 
Conduta: depende do quadro, idade gestacional, intensidade do sangramento, presença ou não de trabalho de 
parto
💡 em gestações com 37 semanas e quadro de placenta prévia, recomenda a interrupção da gestação por 
cesariana planejada
💡 gestações com menor de 37 semanas = conduta expectante, internação obrigatória
Acretismo placentário 
Principal complicação da placenta prévia
É a aderência anormal no miométrio em vez da decídua
Tipos:
Acreta → placenta ultrapassa o endométrio e adere ao miométrio, sem invadi-lo 
Increta → invade o miométrio
Precreta → atinge e ultrapassa a serosa do útero, podendo atingir órgãos adjacentes
Fatores de risco: 
múltiplas cesarianas com cicatrização anômala do 
endométrio e decídua basal 
presença de placenta prévia
curetagem uterina
miomectomia
cirurgia histeroscópica
síndrome de Asherman
ablação endometrial 
embolização uterina
irradiação pélvica
antecedente de acretismo
idade materna avançada
multiparidade
reprodução assistida 
Prevenção: evitar cesarianas, sutura uterina em camada única ou dupla, não incorporação do endométrio na 
sutura
Resumo obstetrícia 6
Diagnóstico: ultrassom
Descolamento Prematuro de Placenta
É a separação completa ou parcial da placenta normalmente implantada antes do parto, com perda catastrófica 
de perfusão fetal
Fatores de risco: 
idade materna avançada
multiparidade
hipertensão materna
pré-eclâmpsia
infecção intrauterina
cocaína
intervalo de partos menor que 1 ano 
tabagismo 
etilismo
trauma abdominal
descompressão uterina súbita
cordão umbilical curto
história de DPP em gestação anterior 
Diagnóstico: é clínico e baseado no quadro da paciente
Quadro clínico: sangramento vaginal com coágulos, irritabilidade ou hipertonia uterina (dor lombar ou 
abdominal), sensibilidade no fundo uterino e bradicardia fetal
Conduta: determinada pelo sofrimento fetal e idade gestacional, normalmente indica parto imediato
Complicações: 
aumento da mortalidade materna
apoplexia uterina (útero de Couvelaire)
hemorragia obstétrica 
Trabalho de parto
Definição: 3 contrações em 10 minutos de duração de pelo menos 20 segundos
Mais de 20s para diferenciar das contrações de Braxton Hicks, que duram até 20
segundos (contração de treinamento (pródromo), sente a contração mas não dor, a partir de 20 semanas já pode 
sentir)
Dor de contração: tipo cólica, na região das costas e que vão de cima para baixo
Fases
Pródromo: contração de treinamento (até 20 seg), não ritmadas, queixa de ćolicas
Fase latente - até 5 cm 3 contrações em 10 min, por pelo menos 20
segundos)
Fase ativa- a partir de 6cm de dilatação  Período expulsivo
Dectação - o normal até 30 min, depois disso há intervenção
1˚ hora pós-parto: ocitocina IM para prevenir hemorragia pós-parto

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