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ANDRÉA LAUÉ PASSOS SANTOS 
BACHAREL EM ENFERMAGEM 
DOCENTE UNIVERSITÁRIA 
ESP. SAÚDE PÚBLICA COM ÊNFASE EM ATENÇÃO BÁSICA
PÓS-GRADUANDA EM DOCÊNCIA DO ENSINO SUPERIOR
PÓS – GRADUANDA EM SEXOLOGIA E SEXUALIDADE HUMANA 
PROGRAMA: Programa de Apoio ao Paciente com Hipertensão e Diabetes
Um programa nacional de saúde pública, foi estabelecido em 2002 pelo Ministério da Saúde para atender pacientes com hipertensão e diabetes. Atualmente, mais de 7,5 milhões de brasileiros se beneficiam desse programa.
3
Hipertensão Arterial
A hipertensão arterial, popularmente conhecida como pressão alta, é uma doença crônica caracterizada pela elevação da pressão do sangue nas artérias. Essa condição afeta milhões de pessoas em todo o mundo, incluindo o Brasil, e está associada a um risco aumentado de doenças cardiovasculares, como derrame, infarto e insuficiência cardíaca.
O cenário brasileiro em relação à hipertensão é mais crítico do que o da maioria das nações. É o que aponta o primeiro relatório da Organização Mundial da Saúde (OMS) sobre os efeitos globais da doença, lançado durante a recente sessão da Assembleia Geral das Nações Unidas. Enquanto na média global 33% dos adultos entre 30 e 79 anos são afetados pela doença, no Brasil, estima-se que o índice alcance 45%, isto é, 50,7 milhões de pessoas. Desse total, 62% possuem o diagnóstico, mas apenas 33% estão com a pressão controlada.
4
Epidemiologia da Hipertensão
32%
População Adulta
A hipertensão atinge cerca de 32% da população adulta brasileira, evidenciando a prevalência da doença e a necessidade de ações de prevenção e tratamento.
60%
Idosos
Em pessoas com mais de 60 anos, a prevalência da hipertensão aumenta significativamente, atingindo cerca de 60% dos idosos, demonstrando a importância do controle da pressão em indivíduos mais velhos.
5
Classificação da Pressão Arterial
Classificação
Pressão Arterial (mmHg)
Normal
Bloqueador do Receptor AT1 (BRA);
Bloqueadores Adrenérgicos.
1ª Linha:
IECA/BRA (ação no sistema renal e hormonal): 
IECA (Inibidores da Enzima Conversora de Angiotensina): 
Enalapril:
Captopril:
BRA (Bloqueadores dos Receptores da Angiotensina II):
Losartana:
Valsartana:
Bloqueadores de canal de cálcio (vasodilatação):
Anlodipino:
Nifedipino
Diuréticos tiazídicos:
Hidroclorotiazida:
Clortalidona
2ª Linha:
β-bloqueadores (inibição do sistema simpático):
Metoprolol:
Atenolol
. Diuréticos de Alça:
Furosemida (Lasix):
Um dos diuréticos de alça mais comuns.
Atua nos rins, aumentando a excreção de água e eletrólitos.
Usado para tratar hipertensão e edema.
Bumetanida (Burinex):
Outro diurético de alça potente.
Semelhante à furosemida, mas pode ter um início de ação mais rápido.
Antagonistas da Aldosterona:
Espironolactona (Aldactone):
Bloqueia a ação da aldosterona, um hormônio que retém sódio e água.
Usado para tratar hipertensão, insuficiência cardíaca e edema.
Eplerenona (Inspra):
Um antagonista da aldosterona mais seletivo, com menos efeitos colaterais.
Usado principalmente para tratar insuficiência cardíaca após um ataque cardíaco.
Vasodilatadores Diretos:
Hidralazina (Apresolina):
Relaxa os músculos lisos dos vasos sanguíneos, causando vasodilatação.
Usado para tratar hipertensão, especialmente em emergências hipertensivas.
Minoxidil (Loniten):
Um vasodilatador potente usado principalmente para tratar hipertensão grave.
Também usado topicamente para tratar a calvície.
Alfa1-Bloqueadores:
Prazosina (Minipress):
Bloqueia os receptores alfa1 nos vasos sanguíneos, causando vasodilatação.
Usado para tratar hipertensão e hiperplasia prostática benigna (HPB).
Doxazosina (Cardura):
Semelhante à prazosina, mas com uma duração de ação mais longa.
Usado para tratar hipertensão e HPB.
Alfa2-Agonistas Centrais:
Clonidina (Catapres):
Atua no sistema nervoso central para reduzir a atividade simpática, diminuindo a pressão arterial.
Usado para tratar hipertensão e abstinência de opiáceos.
Metildopa (Aldomet):
Outro alfa2-agonista central usado para tratar hipertensão, especialmente em mulheres grávidas.
Complicações da Hipertensão
Se não tratada, a hipertensão pode levar a diversas complicações graves, que afetam o coração, os vasos sanguíneos, os rins, os olhos e o cérebro. As complicações mais comuns são o infarto do miocárdio, o AVC (acidente vascular cerebral), a insuficiência cardíaca, a doença renal crônica, a retinopatia hipertensiva e a doença vascular periférica. O controle da pressão arterial é crucial para prevenir essas complicações e manter a saúde cardiovascular.
29
Monitoramento da Pressão
1
Técnicas Corretas
Para obter resultados precisos, o monitoramento da pressão arterial deve ser realizado com o uso de aparelhos calibrados, seguindo as instruções do fabricante e do médico. É importante realizar a medição em repouso, com o braço apoiado ao nível do coração.
2
Frequência
A frequência do monitoramento da pressão varia de acordo com a condição de saúde do paciente e a recomendação médica. Alguns pacientes podem precisar aferir a pressão diariamente, enquanto outros podem fazê-lo semanalmente ou mensalmente.
3
Registro dos Valores
É fundamental registrar os valores de pressão arterial obtidos em um caderno ou aplicativo específico, anotando a data, a hora e a posição do paciente durante a medição. Esses registros ajudarão o médico a acompanhar a evolução do tratamento e ajustar as doses de medicamentos.
30
Diabetes Mellitus
O diabetes mellitus, popularmente conhecido como diabetes, é uma doença crônica caracterizada pela incapacidade do corpo de regular adequadamente os níveis de glicose no sangue, devido à deficiência ou à resistência à ação da insulina, um hormônio que regula a glicose no sangue. Essa condição afeta milhões de pessoas em todo o mundo, incluindo o Brasil, e está associada a um risco aumentado de complicações graves, como doenças cardíacas, AVC, problemas nos rins, nos olhos e nos nervos.
31
Epidemiologia do Diabetes
16,8 milhões
Diabéticos
No Brasil, estima-se que 16,8 milhões de pessoas convivem com diabetes, o que representa um grande desafio para o sistema de saúde e demanda ações eficazes de prevenção e tratamento.
 crescimento anual
Crescimento
A prevalência do diabetes no Brasil está crescendo anualmente, impulsionada por fatores como o aumento da obesidade, a má alimentação e o sedentarismo.
Grupos Afetados
O diabetes afeta pessoas de todas as idades, mas é mais prevalente em indivíduos acima de 40 anos, especialmente aqueles com histórico familiar da doença, obesidade e sedentarismo.
32
Tipos de Diabetes
Tipo 1
O diabetes tipo 1 é uma doença autoimune em que o corpo ataca e destrói as células que produzem insulina no pâncreas, levando à deficiência completa do hormônio.
1
Tipo 2
O diabetes tipo 2 é caracterizado pela resistência à insulina, em que o corpo não consegue usar adequadamente a insulina produzida, levando ao acúmulo de glicose no sangue.
2
Gestacional
O diabetes gestacional se desenvolve durante a gravidez e geralmente desaparece após o parto. No entanto, as mulheres que tiveram diabetes gestacional têm maior risco de desenvolver diabetes tipo 2 no futuro.
3
33
Fatores de Risco - Diabetes
1
Obesidade
O excesso de peso e a obesidade aumentam o risco de desenvolver diabetes tipo 2, pois contribuem para a resistência à insulina, dificultando o controle dos níveis de glicose no sangue.
2
Sedentarismo
A falta de atividade física regular contribui para o aumento do peso, a resistência à insulina e o risco de desenvolver diabetes tipo 2. A prática de exercícios físicos ajuda a controlar os níveis de glicose no sangue.
3
História Familiar
Indivíduos com histórico familiar de diabetes, especialmente diabetes tipo 2, têm maior risco de desenvolver a doença. A genética desempenha um papel importante na predisposição.
4
Idade
O risco de desenvolver diabetes tipo 2 aumenta com a idade, devido a alterações fisiológicas que ocorrem no corpo ao longo do tempo.
34
Sintomas do Diabetes
O diabetes pode se manifestar de diversas maneiras, dependendo do tipo da doença e da fase em que se encontra. Alguns dos sintomas mais comuns incluem: aumento da sede (polidipsia), aumento da micção (poliúria), aumento da fome (polifagia), perda de peso inexplicada, fadiga, visão turva, infecções frequentes, feridas que demoram para cicatrizar, formigamento ou dormência nas mãos e pés.
35
Diagnóstico do Diabetes
1
Glicemia de Jejum
A glicemia de jejum é um exame simples que mede a quantidade de glicose no sangue após um período de jejum de pelo menos 8 horas. Níveis elevados de glicose em jejum podem indicar diabetes ou pré-diabetes.
2
Teste de Tolerância à Glicose
O teste de tolerância à glicose é realizado para avaliar como o corpo metaboliza a glicose. O paciente recebe uma dose de glicose e a glicemia é medida em intervalos específicos para determinar se o corpo consegue controlar adequadamente os níveis de glicose.
3
Hemoglobina Glicada
A hemoglobina glicada (A1c) é um exame que mede a quantidade de glicose que se liga à hemoglobina nos glóbulos vermelhos, fornecendo uma média dos níveis de glicose no sangue nos últimos 2-3 meses.
36
Valores de Referência
Classificação
Glicemia de Jejum (mg/dL)
Hemoglobina Glicada (A1c)
Normal
risco importante para a doença.
4
Check-ups Regulares
Realizar check-ups médicos regulares para verificar os níveis de glicose no sangue é essencial para a detecção precoce do diabetes e a implementação de medidas preventivas.
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Tratamento Não-Medicamentoso
Reeducação Alimentar
A reeducação alimentar é fundamental para o controle do diabetes. O paciente deve aprender a fazer escolhas alimentares saudáveis, com foco em alimentos nutritivos e com baixo índice glicêmico.
Atividade Física
A prática regular de exercícios físicos é essencial para o controle do diabetes. O exercício aumenta a sensibilidade à insulina, ajudando o corpo a utilizar a glicose de forma mais eficiente.
Monitoramento Glicêmico
O monitoramento regular dos níveis de glicose no sangue, através do automonitoramento com glicosímetro, é fundamental para o ajuste do tratamento e o controle eficaz do diabetes.
39
Tratamento Medicamentoso
O tratamento medicamentoso do diabetes visa regular os níveis de glicose no sangue e prevenir complicações. Os antidiabéticos orais são geralmente a primeira opção de tratamento para diabetes tipo 2, enquanto a insulina é utilizada em casos de diabetes tipo 1 e em alguns casos de diabetes tipo 2. Novas terapias, como os inibidores de SGLT-2 e os agonistas do GLP-1, também estão disponíveis e podem ser utilizadas para o tratamento do diabetes tipo 2. O médico irá determinar a melhor opção de tratamento, a dose e a frequência de administração, considerando as características individuais do paciente.
40
DM tipo 1 – Insulinoterapia
A dose diária de insulina varia de acordo com a duração e a fase do diabetes, sendo preconizada para a doença já estabelecida valores entre 0,5 a 1 U/kg/dia. As medidas diárias podem não ser fixas, sendo alterada pela demanda de cada paciente e o período da vida em que ele se encontra.
 Os tipos de insulina são classificados de acordo com o tempo de ação de cada, sendo agrupadas:
Ultrarrápida: início 5-15 min, pico 30 min a 1h 30min e age por 4-6h
Lispro, Aspart
Rápida: início 30-60 min, pico 2-3h e age por 5-8h
Regular
Intermediária: início 2-4 h, pico 4-8h e age até 16h
NPH
Prolongada: Período de ação entre > 18h
Ultralenta, Glargina
Combinada:
70% NPH – 30% Regular
50% NPH – 50% Regular
Sensibilizadores à insulina:
Biguanidas: 
Metformina (Glifage, Glucoformin): É o medicamento de primeira linha para diabetes tipo 2. Reduz a produção de glicose pelo fígado e melhora a sensibilidade à insulina.
Glitazonas: Pioglitazona (Actos, Pioz): Aumenta a sensibilidade à insulina nos músculos e tecido adiposo.
Rosiglitazona (Avandia): Similar à pioglitazona, mas com uso limitado devido a preocupações com segurança cardiovascular.
Secretagogos de insulina independentes da glicose:
Sulfonilureias: 
Gliclazida (Diamicron, Azukon): Estimula a liberação de insulina pelas células beta do pâncreas.
Glimepirida (Amaryl, Glicontrol): Similar à gliclazida, com ação mais prolongada
Glibenclamida (Glibenclamida, Euglucon): Uma das sulfonilureias mais antigas, ainda utilizada em alguns casos.
Glinidas: Repaglinida (Novonorm, Prandin): Estimula a liberação de insulina de forma rápida e curta, ideal para controle da glicemia pós-prandial.
Nateglinida (Starlix): Similar à repaglinida, com ação ainda mais rápida.
Secretagogos de insulina dependentes da glicose:
Inibidores de DPP-4 (gliptinas): 
Sitagliptina (Januvia, Xelevia): Aumenta a liberação de insulina e diminui a liberação de glucagon, ambos dependentes da glicose.
Vildagliptina (Galvus, Jalra): Similar à sitagliptina.
Saxagliptina (Onglyza): Similar às outras gliptinas.
Linagliptina (Trayenta): Similar às outras gliptinas, com eliminação predominantemente biliar.
Análogos do GLP-1 (incretinas): Liraglutida (Victoza, Saxenda): Aumenta a liberação de insulina e diminui a liberação de glucagon, além de promover saciedade e perda de peso.
Semaglutida (Ozempic, Rybelsus): Similar à liraglutida, com ação mais prolongada.
Dulaglutida (Trulicity): Similar às outras incretinas, com administração semanal.
Exenatida (Byetta, Bydureon): Uma das primeiras incretinas disponíveis, com administração diária ou semanal.
Inibidores de SGLT2 (gliflozinas): Dapagliflozina (Forxiga, Xigduo): Aumenta a excreção de glicose pela urina, reduzindo a glicemia.
Canagliflozina (Invokana, Vokanamet): Similar à dapagliflozina.
Empagliflozina (Jardiance, Glyxambi): Similar às outras gliflozinas
Ertugliflozina (Steglatro): Similar às outras gliflozinas.
Agonistas do receptor de GLP-1/GIP: Tirzepatida (Mounjaro): Atua nos receptores de GLP-1 e GIP, promovendo maior controle glicêmico e perda de peso.
Complicações do Diabetes
O diabetes, se não controlado, pode causar diversas complicações que afetam diferentes órgãos do corpo, incluindo o coração, os vasos sanguíneos, os rins, os olhos e os nervos. As complicações mais comuns incluem doenças cardíacas, AVC (acidente vascular cerebral), doença renal crônica, retinopatia diabética, neuropatia diabética, pé diabético e outras complicações que podem comprometer a qualidade de vida e levar à morte. O controle rigoroso dos níveis de glicose no sangue é fundamental para prevenir essas complicações e preservar a saúde.
54
Monitoramento Glicêmico
1
Automonitorização
O automonitoramento da glicemia é essencial para o controle do diabetes. O paciente deve realizar medições regulares dos níveis de glicose no sangue, utilizando um glicosímetro, para acompanhar a evolução do tratamento e ajustar as doses de medicamentos.
2
Frequência Ideal
A frequência do automonitoramento da glicemia varia de acordo com as necessidades individuais do paciente e as recomendações do médico. Em geral, a frequência recomendada é de 4 a 7 vezes por dia, antes das refeições e antes de dormir, para garantir o controle adequado dos níveis de glicose.
3
Registro de Resultados
É fundamental registrar os resultados do automonitoramento da glicemia em um caderno ou aplicativo específico, anotando a data, a hora e a situação em que a medição foi realizada. Esses registros ajudam o médico a avaliar a eficácia do tratamento e a ajustar as doses de medicamentos.
55
Alimentação para Diabéticos
Contagem de Carboidratos
A contagem de carboidratos é uma técnica importante para o controle do diabetes. O paciente deve aprender a identificar os alimentos ricos em carboidratos e a controlar a quantidade ingerida em cada refeição.
Índice Glicêmico
O índice glicêmico (IG) dos alimentos indica a velocidade com que a glicose é absorvida pelo corpo. Os alimentos com IG baixo liberam a glicose gradualmente, evitando picos de glicemia.
Fracionamento das Refeições
Fracionar as refeições em 5 a 6 refeições menores ao longo do dia ajuda a manter os níveis de glicose no sangue mais estáveis, prevenindo picos de glicemia.
56
Exercícios para Diabéticos
A prática regular de exercícios físicos é essencial para o controle do diabetes. Os exercícios aumentam a sensibilidade à insulina, ajudando o corpo a utilizar a glicose de forma mais eficiente. É importante escolher atividades que sejam prazerosas e adequadas à condição física do paciente, com a orientação de um profissional de saúde.
57
História do PROGRAMA
Criação
Em 2002, o PROGRAMA HIPERDIA foi criado para oferecer assistência médica especializada a pacientes com hipertensão e diabetes. O programa surgiu da necessidade de uma abordagem integrada para o tratamento dessas doenças crônicas.
Evolução
Ao longo dos anos, o HIPERDIA passou por diversas adaptações e aprimoramentos, incorporando novas tecnologias e melhores práticas de saúde. A integração com o Sistema Único de Saúde (SUS) ampliou seu alcance e capacidade de atender a um número crescente de pacientes.
59
Objetivos do HIPERDIA 
Cadastramento
O PROFRAMA garante o cadastramento completo de pacientes, incluindo informações essenciais para o tratamento individualizado. O sistema HIPERDIA permite o acesso rápido e seguro aos dados de cada pessoa.
Acompanhamento
O programa oferece acompanhamento contínuoaos pacientes, com consultas regulares, monitoramento dos níveis de pressão arterial e glicemia, e avaliação do estado de saúde geral.
Medicamentos
O PROFRAMA disponibiliza medicamentos essenciais para o tratamento da hipertensão e diabetes de forma gratuita aos pacientes cadastrados, garantindo o acesso à terapia adequada.
Redução de Complicações
Um dos principais objetivos do PROFRAMA é reduzir o número de internações e complicações decorrentes da hipertensão e diabetes, promovendo a prevenção e o tratamento eficazes.
60
Estrutura do Programa
Rede de Atendimento
O Hiperdia conta com uma ampla rede de atendimento, que abrange todo o território nacional. Essa rede é composta por unidades de saúde, hospitais e centros de referência, garantindo a acessibilidade para todos.
Equipes Multidisciplinares
As equipes multidisciplinares, formadas por médicos, enfermeiros, farmacêuticos e agentes comunitários de saúde, atuam de forma integrada para oferecer um atendimento abrangente aos pacientes.
Sistema de Informação 
PEC
O sistema PEC , um sistema informatizado de gerenciamento de dados, permite o acompanhamento em tempo real dos pacientes, a gestão de medicamentos e a geração de indicadores de saúde.
61
Funcionamento do HIPERDIA
Após o cadastro, o paciente recebe atendimento médico especializado para avaliação de sua condição de saúde, com foco na hipertensão e/ou diabetes.
Consultas regulares com a equipe médica garantem o monitoramento dos níveis de pressão arterial e glicemia, além de ajuste das doses de medicamentos e acompanhamento do estado geral do paciente.
O HIPERDIA fornece medicamentos essenciais para o tratamento da hipertensão e diabetes de forma gratuita, garantindo o acesso à terapia adequada e o controle das doenças.
Através do Sistema PEC , a equipe médica acompanha a evolução do tratamento, ajusta as estratégias e monitora a saúde do paciente de forma contínua.
62
Cobertura Nacional
5.570
Municípios
O PROGRAMA HIPERDIA está presente em 5.570 municípios brasileiros, abrangendo a maior parte do território nacional, garantindo acesso aos serviços de saúde para a população.
38.000
Unidades
Mais de 38.000 unidades de saúde estão integradas ao HIPERDIA, oferecendo assistência médica especializada e medicamentos gratuitos aos pacientes cadastrados.
63
Equipe Multidisciplinar
Os médicos são responsáveis pelo diagnóstico, tratamento e acompanhamento médico dos pacientes, além de orientar sobre hábitos saudáveis e a importância do autocuidado.
Os enfermeiros desempenham um papel fundamental no atendimento, monitoramento e administração de medicamentos, além de educar os pacientes sobre a importância da prevenção e do controle da hipertensão e diabetes.
Os farmacêuticos garantem a dispensação correta dos medicamentos, esclarecem dúvidas sobre o uso, interações medicamentosas e efeitos colaterais, e monitoram a adesão ao tratamento.
Os agentes comunitários de saúde atuam na comunidade, realizando visitas domiciliares para orientar os pacientes sobre o HIPERDIA, acompanhar o tratamento e identificar casos suspeitos de hipertensão e diabetes.
64
Resultados do Programa
1
Redução de Internações
O HIPERDIA tem demonstrado resultados positivos na redução do número de internações relacionadas à hipertensão e diabetes, evidenciando a eficácia do programa no controle das doenças.
2
Controle das Doenças
Os pacientes que participam do HIPERDIA apresentam melhor controle da pressão arterial e glicemia, diminuindo o risco de complicações e melhorando a qualidade de vida.
3
Economia para o SUS
A redução de internações e complicações, além do controle eficaz das doenças, contribui para a economia dos recursos do Sistema Único de Saúde (SUS), otimizando o uso de recursos para outras áreas.
65
Impacto na Qualidade de Vida
As doenças crônicas, como a hipertensão e o diabetes, podem afetar a qualidade de vida de diversas maneiras. O impacto pode se manifestar em aspectos físicos, como fadiga, dor, limitações de mobilidade, e em aspectos psicológicos, como ansiedade, depressão e frustração, além de influenciar o convívio social e as relações interpessoais. No entanto, o controle eficaz dessas doenças, através do tratamento adequado e do autocuidado, contribui para a manutenção da qualidade de vida e a minimização do impacto negativo na vida do paciente.
66
Adesão ao Tratamento
A adesão ao tratamento é crucial para o controle eficaz da hipertensão e do diabetes. Seguir as orientações médicas, tomar os medicamentos prescritos nas doses e horários corretos, realizar os exames periódicos e adotar hábitos de vida saudáveis contribui para a prevenção de complicações e a melhora da qualidade de vida. No entanto, algumas barreiras podem dificultar a adesão ao tratamento, como efeitos colaterais dos medicamentos, falta de informação, dificuldade de acesso aos serviços de saúde, esquecimento, negligência, questões financeiras e falta de apoio familiar. A comunicação aberta com o médico, o acompanhamento profissional e o desenvolvimento de estratégias para superar as barreiras são fundamentais para garantir a adesão ao tratamento e alcançar os resultados esperados.
67
Papel da Família
A família desempenha um papel fundamental no tratamento de doenças crônicas, como a hipertensão e o diabetes. O apoio emocional, a ajuda prática, a motivação e a compreensão da família são essenciais para o paciente seguir o tratamento, controlar os níveis de pressão arterial e glicemia, adotar hábitos de vida saudáveis e manter a qualidade de vida. A família pode ajudar o paciente a lembrar de tomar os medicamentos, a realizar os exames periódicos, a preparar refeições saudáveis e a praticar exercícios físicos. Além disso, o apoio emocional da família ajuda o paciente a lidar com as mudanças no estilo de vida e a enfrentar os desafios do tratamento.
68
Medicamentos Disponíveis
O HIPERDIA disponibiliza uma ampla lista de medicamentos essenciais para o tratamento da hipertensão e do diabetes de forma gratuita aos pacientes cadastrados. A distribuição dos medicamentos é realizada nas unidades de saúde participantes do programa, garantindo o acesso à terapia adequada e o controle eficaz das doenças. A lista de medicamentos abrange diferentes classes de anti-hipertensivos e antidiabéticos, incluindo medicamentos de última geração. O médico irá determinar a melhor opção de medicamento, a dose e a frequência de administração, considerando as necessidades individuais do paciente.
69
Grupos de Apoio
Os grupos de apoio são importantes ferramentas para auxiliar os pacientes com hipertensão e diabetes a lidar com os desafios da doença. Essas reuniões regulares, com outros pacientes que compartilham experiências e desafios semelhantes, proporcionam um espaço para a troca de informações, o apoio emocional, a motivação e a orientação sobre o tratamento e o autocuidado. As discussões nos grupos de apoio também podem abordar temas como alimentação, exercícios físicos, controle do estresse, medicação e complicações da doença. A participação em grupos de apoio ajuda a reduzir a sensação de isolamento, promove a autoestima e incentiva a adesão ao tratamento.
70
Educação em Saúde
A educação em saúde é fundamental para o controle eficaz da hipertensão e do diabetes. O paciente deve ter acesso a informações claras e precisas sobre as doenças, os sintomas, os fatores de risco, os tratamentos disponíveis, o autocuidado, as complicações e os cuidados preventivos. A educação em saúde pode ser realizada através de palestras, workshops, folhetos informativos, vídeos educativos e recursos online. É importante que as informações sejam adequadas ao nível de compreensão do paciente, claras e concisas, com linguagem acessível e exemplos práticos. A educação em saúde contribui para o empoderamento do paciente, incentivando a participação ativa no tratamento e o autocuidado.
71
Alimentação Saudável
A alimentação saudável desempenha um papel crucial no controle da hipertensão e do diabetes. É importante seguir uma dietaequilibrada, rica em frutas, verduras, legumes, grãos integrais e proteínas magras, com baixo teor de gordura saturada, colesterol e sal. O consumo de alimentos processados, industrializados, ricos em açúcar e gordura deve ser limitado. É importante consultar um nutricionista para obter um plano alimentar personalizado, considerando as necessidades individuais do paciente, as preferências alimentares e as restrições de saúde.
72
Atividade Física
A prática regular de exercícios físicos é fundamental para o controle da hipertensão e do diabetes. A atividade física regular ajuda a controlar o peso, reduzir a pressão arterial, melhorar a sensibilidade à insulina, reduzir o colesterol ruim e aumentar o colesterol bom, reduzir o estresse, melhorar o humor e a qualidade do sono. É importante escolher atividades que sejam prazerosas e adequadas à condição física do paciente, com a orientação de um profissional de saúde. A frequência e a intensidade dos exercícios devem ser ajustadas de acordo com as necessidades individuais do paciente. É fundamental consultar um médico antes de iniciar qualquer programa de exercícios físicos.
73
Controle do Estresse
O estresse crônico pode aumentar a pressão arterial e os níveis de glicose no sangue, contribuindo para o agravamento da hipertensão e do diabetes. É importante desenvolver estratégias eficazes para controlar o estresse, como técnicas de relaxamento, como meditação, yoga, exercícios de respiração profunda, atividades que proporcionem prazer e bem-estar, como hobbies, atividades ao ar livre, ouvir música e conviver com amigos e familiares. É importante buscar ajuda profissional caso o estresse seja intenso ou persistente, para evitar o desenvolvimento de problemas de saúde.
74
Autocuidado
O autocuidado é fundamental para o controle eficaz da hipertensão e do diabetes. O paciente deve ter uma participação ativa no seu tratamento, assumindo a responsabilidade pela sua saúde. O autocuidado inclui a prática regular de exercícios físicos, a adoção de uma dieta saudável, o controle do peso, a administração correta dos medicamentos, a realização dos exames periódicos, a monitorização regular dos níveis de pressão arterial e glicemia, a identificação de sinais de alerta, a busca por ajuda profissional quando necessário e a manutenção de um estilo de vida saudável. O autocuidado é uma ferramenta poderosa para prevenir complicações, melhorar a qualidade de vida e aumentar a expectativa de vida.
75
Consultas de Acompanhamento
As consultas de acompanhamento com o médico são fundamentais para o controle da hipertensão e do diabetes. Durante essas consultas, o médico irá monitorar a evolução do tratamento, avaliar a eficácia dos medicamentos, ajustar as doses, verificar a presença de efeitos colaterais, realizar exames periódicos, orientar sobre hábitos saudáveis e responder às dúvidas do paciente. A frequência das consultas varia de acordo com as necessidades individuais do paciente, mas, em geral, são recomendadas consultas a cada 3 meses para pacientes com hipertensão e diabetes controlados e consultas mais frequentes para aqueles com níveis de pressão arterial e glicemia instáveis ou com complicações da doença.
76
Registros e Documentação
É importante manter registros completos e atualizados sobre a hipertensão e o diabetes. Esses registros servem como um histórico médico completo do paciente, ajudando o médico a acompanhar a evolução do tratamento, identificar possíveis problemas e ajustar as estratégias. O HIPERDIA disponibiliza o cartão do hipertenso e o cartão do diabético, que devem ser apresentados em todas as consultas, para que o médico tenha acesso às informações relevantes sobre o tratamento. As anotações importantes incluem a data e a hora das consultas, os valores da pressão arterial e glicemia, os medicamentos utilizados, os resultados dos exames e as orientações médicas recebidas.
77
Emergências
Em casos de emergência, como dor no peito intensa, falta de ar repentina, dor de cabeça forte, confusão mental, fraqueza muscular, alterações visuais, convulsões, perda de consciência, sangramento nasal intenso, ferimentos graves ou qualquer outro sintoma grave, procure imediatamente socorro médico. Ligue para o 192 (SAMU) ou dirija-se ao hospital mais próximo. O rápido atendimento médico em casos de emergência pode salvar vidas e evitar complicações graves.
79
Gestação e Doenças Crônicas
A gestação exige cuidados especiais para mulheres com hipertensão e diabetes. O acompanhamento médico durante a gravidez é fundamental para garantir a saúde da mãe e do bebê. A hipertensão e o diabetes durante a gravidez podem aumentar o risco de complicações, como pré-eclampsia, diabetes gestacional, parto prematuro, baixo peso ao nascer, malformações congênitas e outros problemas. O controle rigoroso da pressão arterial e dos níveis de glicose no sangue é essencial para reduzir o risco de complicações e garantir uma gestação segura.
80
Idosos
A hipertensão e o diabetes são doenças crônicas que acometem frequentemente os idosos. O controle dessas doenças é fundamental para a saúde e a qualidade de vida dos indivíduos mais velhos. As necessidades de saúde dos idosos podem variar, e o tratamento deve ser adaptado para atender às suas necessidades individuais, levando em consideração as condições físicas, cognitivas e sociais. É importante que os idosos com hipertensão e diabetes recebam acompanhamento médico regular, façam os exames periódicos, tomem os medicamentos conforme a orientação médica e adotem hábitos de vida saudáveis.
81
Crianças e Adolescentes
O diagnóstico precoce da hipertensão e do diabetes em crianças e adolescentes é crucial para a prevenção de complicações e a manutenção da saúde. É importante realizar exames periódicos para detectar esses problemas em crianças e adolescentes com fatores de risco, como histórico familiar de hipertensão ou diabetes, obesidade, sedentarismo, síndrome metabólica e outras condições que podem aumentar o risco. O tratamento e o acompanhamento médico adequados são essenciais para garantir o controle das doenças e a saúde a longo prazo.
82
Saúde Mental
A hipertensão e o diabetes podem ter um impacto significativo na saúde mental do paciente. O diagnóstico, o tratamento e o controle das doenças podem gerar ansiedade, depressão, medo, isolamento social e outros problemas psicológicos. É importante que o paciente tenha acesso a serviços de saúde mental para lidar com os desafios emocionais e psicológicos relacionados às doenças crônicas. A terapia, o apoio psicológico, os grupos de apoio e outras estratégias para lidar com o estresse e a ansiedade podem ajudar a melhorar a qualidade de vida e a adesão ao tratamento.
83
Direitos do Paciente
Os pacientes com hipertensão e diabetes têm direitos garantidos por lei, que visam assegurar o acesso à saúde, o tratamento adequado, a informação clara e precisa sobre as doenças, os medicamentos e os procedimentos, o respeito à sua autonomia e a participação ativa no processo de tratamento. O HÍPERDIA garante o acesso gratuito aos medicamentos, às consultas médicas, aos exames e aos serviços de saúde, além de oferecer outros benefícios, como a possibilidade de participar de grupos de apoio e de receber orientação sobre hábitos de vida saudáveis.
84
Metas do Tratamento
As metas do tratamento da hipertensão e do diabetes visam alcançar o controle eficaz das doenças, reduzir o risco de complicações e melhorar a qualidade de vida do paciente. Os objetivos principais do tratamento incluem: manter a pressão arterial dentro dos níveis considerados saudáveis, controlar os níveis de glicose no sangue, evitar complicações como doenças cardíacas, AVC, problemas renais, neuropatia e retinopatia, e promover hábitos de vida saudáveis para manter a saúde a longo prazo.
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Indicadores de Saúde
O sucesso do tratamento da hipertensão e do diabetes é avaliado através de indicadores que medem a eficácia do tratamento e o impacto na saúde do paciente. Osprincipais indicadores de sucesso incluem: redução do número de internações, melhor controle da pressão arterial e dos níveis de glicemia, redução do risco de complicações, melhora na qualidade de vida do paciente, aumento da expectativa de vida, satisfação do paciente com o tratamento e adesão ao tratamento.
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Conclusão
O HIPERDIA é um programa essencial para o controle da hipertensão e do diabetes no Brasil, garantindo o acesso à saúde, ao tratamento e ao acompanhamento médico para milhões de brasileiros. O programa tem como objetivo melhorar a qualidade de vida dos pacientes, reduzir o risco de complicações e promover hábitos de vida saudáveis para a prevenção de doenças crônicas. É fundamental a participação ativa dos pacientes no tratamento, com a adesão às orientações médicas, a administração correta dos medicamentos, a realização dos exames periódicos, a prática de exercícios físicos e a adoção de uma dieta saudável. O HIPERDIA , com sua estrutura robusta, sua equipe multidisciplinar e seus recursos disponíveis, tem um papel fundamental na promoção da saúde e no bem-estar dos pacientes com hipertensão e diabetes.
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https://portal.bridge.ufsc.br/2022/10/31/novidades-da-versao-5-0-pec-e-sus-aps/
https://informasus.ufscar.br/controlar-a-pressao-arterial-no-dia-a-dia-o-que-fazer-alem-dos-remedios/
https://sanarmed.com/resumo-de-hipertensao-arterial-sistemica-ligas/#elementor-toc__heading-anchor-15
https://sanarmed.com/diabetes-mellitus-tipos-diagnostico-e-tratamento/#elementor-toc__heading-anchor-9
OBRIGADO
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