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1 FISIOTERAPIA NO TRATAMENTO CONTRA SARCOPENIA EM IDOSOS ADILSON MENINO DO NASCIMENTO FABIO CAVALCANTI FREITAS Centro Universitário Leonardo da Vinci – UNIASSELVI Fisioterapia (FLD6666036SAU) – Trabalho de Bacharelado em Fisioterapia 10/12/2025 RESUMO Este trabalho apresenta uma revisão bibliográfica sobre a sarcopenia em idosos, destacando suas implicações funcionais e o papel da fisioterapia na prevenção e no tratamento dessa condição. O envelhecimento está associado à perda progressiva de massa e força muscular, o que compromete a mobilidade, o equilíbrio e a autonomia, aumentando o risco de quedas e dependência. Os estudos analisados mostram que intervenções fisioterapêuticas, como treinamento de força, exercícios de equilíbrio, fisioterapia aquática e práticas corporais como o Tai Chi, promovem melhora significativa da estabilidade postural, da coordenação motora e da funcionalidade geral. A síntese dos achados indica que a fisioterapia contribui de forma determinante para retardar o avanço da sarcopenia e preservar a independência, reforçando a necessidade de programas individualizados voltados às demandas específicas da população idosa Palavras-chave: Sarcopenia. Envelhecimento. Fisioterapia. Funcionalidade. Prevenção de quedas. INTRODUÇÃO A sarcopenia configura-se como um problema prevalente na população idosa, caracterizando-se pela perda progressiva de massa e força muscular, o que compromete a autonomia funcional e reduz a qualidade de vida. Trata-se de uma condição que se instala de forma gradual, acompanhando o envelhecimento fisiológico e favorecendo limitações que afetam desde atividades simples até tarefas mais complexas do dia a dia. Nesse sentido, compreender sua evolução e seus efeitos torna-se fundamental para a atuação clínica direcionada. A sarcopenia é comum entre os idosos, sendo responsável pela redução da qualidade de vida e autonomia. (WU et al, 2020). A avaliação individualizada é uma etapa determinante dentro do processo terapêutico, pois permite identificar déficits específicos e fatores associados ao risco de quedas, diminuindo a probabilidade de intervenções gerais que não atendam às reais necessidades do idoso. O profissional deve avaliar cada indivíduo considerando sua história clínica, limitações funcionais e contexto ambiental, garantindo condutas mais precisas e seguras. O profissional deve avaliar cada idoso individualmente, tratando as causas das quedas e promovendo a melhora da função e qualidade de vida. (SOFIATTI et al, 2021). A avaliação é fundamental para garantir o melhor plano de tratamento e prevenção de forma individualizada e respeitando o quadro de cada paciente. Entre as estratégias mais utilizadas encontra-se o fortalecimento muscular, reconhecido como recurso central para recuperar estabilidade e capacidade motora. Esse tipo de treinamento, quando aplicado de forma progressiva e supervisionada, estimula adaptações fisiológicas que 2 contribuem para a melhoria da força, da mobilidade e do controle postural.O fortalecimento muscular melhora a função e o equilíbrio do idoso, podendo ser feito com pesos ou faixas elásticas. (SOFIATTI et al, 2021). Assim, a intervenção é estratégia eficaz para melhorar o equilíbrio e a função motora dos idosos, podendo ser implementado por meio de exercícios resistidos com pesos ou faixas elásticas. A relevância deste estudo está relacionada ao crescimento acelerado da população idosa e ao desafio de assegurar que essa parcela da sociedade envelheça com autonomia, segurança e bem- estar. A transição demográfica intensifica a demanda por serviços e estratégias de promoção da saúde, exigindo abordagens que, fundamentadas em evidências, auxiliem na prevenção de incapacidades funcionais. Nesse cenário, a fisioterapia assume papel expressivo ao atuar na prevenção de quedas, na melhora da mobilidade e na manutenção das funções corporais, contribuindo para que o idoso preserve sua independência e mantenha participação ativa na vida social. Diante do exposto, o problema central deste trabalho de revisão bibliográfica consiste em compreender de que forma as intervenções fisioterapêuticas podem ser aplicadas com eficiência para garantir um envelhecimento saudável, preservando a funcionalidade e a qualidade de vida da população idosa. A investigação dessa temática permite consolidar conhecimento e orientar práticas clínicas que atendam às demandas crescentes dessa população, reforçando a importância da atuação fisioterapêutica baseada em evidências. 2. CORPO DO TRABALHO 2.1 Envelhecimento humano, alterações fisiológicas e fragilidade Pereira (2022) ressaltam que o desenvolvimento motor atípico se torna perceptível ainda nos primeiros O envelhecimento causa mudanças no corpo que afetam a independência dos idosos, especialmente quando há doenças crônicas e falta de atividade física, afetando o equilíbrio e a marcha, aumentando o risco de quedas, fraturas e limitações nas tarefas diárias. (HOMEM; RODRIGUES, 2022). Diante das transformações fisiológicas do envelhecimento, torna-se evidente a necessidade de estratégias que preservem a autonomia e evitem complicações funcionais frequentes na população idosa. Projeções indicam que, até 2050, a população idosa representará cerca de 18% da população brasileira, revelando um crescimento contínuo e acelerado desse grupo etário. Essa tendência faz com que o Brasil se torne, já em 2025, o sexto país do mundo em número absoluto de idosos, totalizando mais de 33 milhões de pessoas. (PILLATT; NIELSSON; SCHNEIDER, 2019). 3 A fragilidade, frequentemente destacada nos estudos sobre envelhecimento, caracteriza- se pela presença de perda de peso não intencional, exaustão, diminuição de força muscular, alteração da marcha e sedentarismo. Trata-se de uma condição que aumenta significativamente a vulnerabilidade a quedas e à dependência funcional. (PILLATT; NIELSSON; SCHNEIDER, 2019). Esses elementos revelam um quadro clínico complexo, no qual múltiplas dimensões do funcionamento corporal começam a deteriorar-se de forma progressiva. A presença simultânea desses fatores amplia o risco de declínio acelerado e evidencia a necessidade de acompanhamento sistemático por profissionais de saúde, especialmente quando o idoso já apresenta limitações instaladas que comprometem sua segurança e autonomia. A perda de massa óssea também constitui um fator crítico no envelhecimento, ocorrendo de forma gradual a partir dos 30 anos e tornando-se mais acentuada em mulheres após a menopausa. A diminuição da densidade óssea aumenta o risco de fraturas mesmo diante de pequenos traumas. (PILLATT; NIELSSON; SCHNEIDER, 2019). Essa alteração compromete a estabilidade estrutural do sistema esquelético e influencia diretamente a capacidade do idoso de realizar movimentos com segurança, especialmente em situações de desequilíbrio ou impacto. A fragilidade óssea torna o idoso mais suscetível a quedas com consequências graves, como fraturas de quadril, que frequentemente levam a longos períodos de imobilidade e perda significativa de autonomia funcional. A capacidade funcional, definida como a habilidade do idoso de conduzir sua vida de maneira independente, desempenhando atividades básicas e instrumentais do cotidiano, sofre influência direta das mudanças fisiológicas relacionadas ao envelhecimento. A diminuição dessa capacidade compromete tarefas como alimentar-se, vestir-se, realizar compras e executar atividades domésticas. (MONTENEGRO; SILVA, 2019). Esse declínio não afeta apenas a execução de atividades motoras, mas repercute também na autoestima, na participação social e no sentimento de autonomia, aspectos fundamentais para o bem-estar no envelhecimento. Quando a capacidade funcional é reduzida, observa-se maior dependência de cuidadores, menor participação nas rotinas familiares e dificuldadeo impacto articular e ampliam o repertório motor do idoso, permitindo que ele execute tarefas com maior estabilidade e confiança. Montenegro e Silva (2019) ressaltam que o fisioterapeuta possui papel central na manutenção e reabilitação das habilidades motoras dos idosos, especialmente ao promover adaptações seguras e progressivas que favorecem a execução das atividades cotidianas. Essa atuação clínica contempla tanto a avaliação de déficits específicos quanto a escolha de técnicas que estimulem respostas funcionais importantes para o desempenho diário. O planejamento terapêutico adequado contribui para ampliar a participação social e preservar a autonomia funcional, reduzindo limitações impostas pela sarcopenia e seus desdobramentos. A fisioterapia aquática destaca-se como recurso terapêutico relevante no tratamento de idosos com alterações musculoesqueléticas, como a osteoartrose e a fragilidade muscular associada à sarcopenia. Dos Santos Modesto e Vieira (2021) apontam que o meio aquático reduz a sobrecarga articular, facilita movimentos e melhora a amplitude funcional, promovendo redução da dor e melhor desempenho motor. As propriedades físicas da água permitem que o idoso realize movimentos com maior amplitude e menor desconforto, o que favorece ganho de mobilidade e ativação muscular mesmo nos casos em que o movimento em solo seria limitado. Além disso, o uso terapêutico da água possibilita mobilização precoce, fortalecimento dinâmico e melhora do equilíbrio, sendo frequentemente recomendado para idosos com limitações físicas significativas. Santos e Amaral (2020) destacam que essas intervenções colaboram para o aumento da funcionalidade e para a melhoria da qualidade de vida, enquanto o meio aquático facilita movimentos que seriam difíceis em solo. O ambiente aquático também contribui para aumentar a sensação de segurança, favorecendo maior engajamento e permitindo que o idoso experimente padrões motores novos com menor risco de queda. 7 Ramos (2022) complementa que o atendimento fisioterapêutico domiciliar também se mostra fundamental para idosos com mobilidade reduzida ou maior vulnerabilidade. O acompanhamento em casa permite intervenções personalizadas, maior adesão terapêutica e proximidade com a realidade funcional do idoso, fortalecendo sua autonomia e prevenindo complicações decorrentes da sarcopenia. Programas voltados ao treinamento do equilíbrio, envolvendo estímulos vestibulares, proprioceptivos e motores, são essenciais para reduzir o risco de quedas em idosos com sarcopenia. Reis e Ferreira (2022) destacam que o controle postural é influenciado por múltiplos sistemas que sofrem redução com o envelhecimento, fazendo com que a fisioterapia assuma papel decisivo na reeducação e manutenção da estabilidade corporal. Para além dos aspectos físicos, intervenções fisioterapêuticas contribuem também para mitigar impactos emocionais e comportamentais associados ao medo de cair. Segundo Matias et al. (2019), o receio decorrente de quedas anteriores modifica o padrão de atividade do idoso, gerando retração social e maior dependência. Abordagens terapêuticas que combinam estímulos motores e fortalecimento contribuem para devolver confiança e mobilidade ao indivíduo. 3. METODOLOGIA Este trabalho caracteriza-se como uma revisão bibliográfica narrativa, realizada com o objetivo de identificar e analisar publicações científicas relacionadas ao envelhecimento humano, à sarcopenia e às intervenções fisioterapêuticas voltadas à manutenção da funcionalidade em idosos. A busca foi conduzida entre março e maio de 2025 nas bases de dados SciELO, PubMed, Google Scholar e Revistas da área de Fisioterapia, utilizando descritores em português e inglês, tais como: sarcopenia, envelhecimento, fisioterapia, queda em idosos, treinamento resistido, Tai Chi, hidroterapia, fragilidade. Foram incluídos artigos publicados entre 2019 e 2024, escritos em português ou inglês, que abordassem diretamente alterações fisiológicas do envelhecimento, impactos funcionais da sarcopenia ou estratégias fisioterapêuticas aplicáveis a idosos. Estudos que não apresentavam relação com a temática, resumos sem texto completo e trabalhos duplicados foram excluídos. Após a leitura exploratória dos materiais encontrados, realizou-se a seleção final com base na relevância para os eixos centrais do estudo: envelhecimento e fragilidade; implicações funcionais da sarcopenia; e intervenções fisioterapêuticas relacionadas ao fortalecimento muscular, equilíbrio, prevenção de quedas e modalidades como Tai Chi e fisioterapia aquática. Os resultados foram organizados de forma descritiva, permitindo a construção de uma análise integrada para fundamentar a discussão do tema. 8 4. RESULTADOS E DISCUSSÃO A literatura analisada evidencia que o processo de envelhecimento provoca alterações progressivas na força muscular, na mobilidade e no equilíbrio, elementos decisivos para o desempenho funcional dos idosos. As pesquisas de Pillatt, Nielsson e Schneider (2019) mostram que a fragilidade resulta da combinação de perda muscular, diminuição da marcha e presença de doenças crônicas, favorecendo quedas e acelerando o declínio funcional. Esses achados explicam por que a sarcopenia representa um dos principais fatores que comprometem a autonomia em atividades cotidianas, como descrevem Montenegro e Silva (2019), ao relacionarem a diminuição da força à dificuldade de executar tarefas básicas e instrumentais da vida diária. A Tabela 1 sintetiza os principais achados dos estudos revisados, destacando as consequências da sarcopenia e os benefícios das intervenções fisioterapêuticas. Observa-se que os autores convergem ao afirmar que a perda muscular reduz significativamente a estabilidade corporal, ampliando o risco de quedas e de fraturas. Huang et al. (2023) evidenciam que a sarcopenia está associada ao comprometimento da resposta neuromuscular e ao maior índice de instabilidade, efeitos que pioram após episódios de quedas, como descrito por Matias et al. (2019). Esses dados reforçam a necessidade de programas preventivos e de reabilitação voltados ao fortalecimento e ao controle postural. Autor(es) Achados principais Relação com sarcopenia e envelhecimento Pillatt; Nielsson; Schneider (2019) Fragilidade associada à perda de força, lentificação da marcha e maior risco de quedas. A sarcopenia intensifica a vulnerabilidade e acelera o declínio funcional. Montenegro; Silva (2019) Redução da capacidade funcional prejudica tarefas básicas e instrumentais. A perda muscular afeta diretamente a autonomia do idoso. Huang et al. (2023) Sarcopenia causa redução neuromuscular, instabilidade e maior risco de quedas. Perda muscular e instabilidade aumentam risco de fraturas e dependência. Matias et al. (2019) Quedas geram medo, retração social e diminuição das atividades. O comportamento pós-queda agrava a perda muscular e a limitação funcional. Chagas et al. (2023) Treinamento de força melhora equilíbrio, força e função geral. Estratégia eficaz para retardar progressão da sarcopenia. Dos Santos Modesto; Vieira (2021) Meio aquático facilita movimento, reduz dor e melhora amplitude funcional. Auxilia idosos com rigidez, inflamação ou osteoartrose associada à sarcopenia. Reis; Ferreira (2022) Treinos de equilíbrio são essenciais na prevenção de quedas. Melhora controle postural, reduzindo consequências da perda muscular. 9 A intervenção fisioterapêutica apresenta resultados consistentes na reversão parcial do quadro de fragilidade. Chagas et al. (2023) destacam que o treinamento de força, aplicado de forma progressiva, contribui para aumento da resistência muscular, melhor desempenho motor e maior segurança na marcha. Modalidades complementares, como o Tai Chi, demonstram eficácia na melhorado controle neuromuscular e no equilíbrio, conforme demonstrado por Huang et al. (2023). Já a fisioterapia aquática, segundo Dos Santos Modesto e Vieira (2021), favorece a mobilização de idosos com dor ou limitação articular, permitindo avanços na amplitude funcional e na coordenação motora. Esses achados mostram que a combinação de fortalecimento, exercícios de equilíbrio e técnicas realizadas em meio aquático amplia a capacidade funcional e reduz o risco de quedas, o que alinha os resultados apresentados pelos diferentes autores. Programas bem estruturados permitem que o idoso recupere confiança, melhore a participação social e reduza o impacto da sarcopenia sobre sua rotina. Assim, os resultados desta revisão indicam que a fisioterapia é componente essencial no cuidado clínico e preventivo da população idosa, atuando de forma direta na preservação da autonomia e da qualidade de vida. 5. CONCLUSÃO Os estudos analisados demonstram que a sarcopenia representa um dos principais determinantes do declínio funcional no envelhecimento, por comprometer força muscular, mobilidade e equilíbrio, elementos essenciais para a autonomia do idoso. As evidências mostram que a perda de massa muscular aumenta o risco de quedas, favorece limitações nas atividades diárias e intensifica comportamentos de medo e retração, o que acelera ainda mais o processo de fragilidade. As intervenções fisioterapêuticas avaliadas na literatura revelam eficácia consistente na redução desses impactos. Estratégias como o treinamento de força, exercícios de equilíbrio, práticas corporais como o Tai Chi e a fisioterapia aquática demonstram melhora significativa da estabilidade, da coordenação motora e da capacidade funcional. Esses recursos também favorecem a reabilitação após quedas, aumentam a confiança para a movimentação e contribuem para um envelhecimento mais seguro e participativo. Diante dos achados, conclui-se que a fisioterapia exerce papel essencial na prevenção e no tratamento da sarcopenia, sendo determinante para retardar a progressão da fragilidade e preservar a independência dos idosos. Programas individualizados, contínuos e alinhados às necessidades clínicas de cada paciente são fundamentais para promover qualidade de vida e manter a funcionalidade ao longo do processo de envelhecimento. 10 REFERÊNCIAS CHAGAS, Lanifer Maria et al. CERTEZAS E INCERTEZAS SOBRE O TREINAMENTO RESISTIDO PARA A SARCOPENIA EM IDOSOS. Revista CPAQV - Centro de Pesquisas Avançadas em Qualidade de Vida, [S. 1.7, v. 15, n. 2, 2023. DOI: 10.36692/V15n2-15R. Disponível em:https://revista.cpaqv.org/index.php/CPAQV/article/view/1196.. Acesso em: 26 maio. 2025 DE LIZ SOFIATTI, Stéfanny et al. A importância da fisioterapia na capacidade funcional de idosos com risco de quedas. Revista Brasileira Militar de Ciências, v. 7, n. 17, 2021. HOMEM, Schayane; RODRIGUES, Marcelly. Prevenção de quedas em idosos–uma abordagem da fisioterapia. Inova Saúde, v. 12, n. 1, p. 20-29, 2022. WU, Shuang et al. Efeitos da terapia vibratória na massa muscular, força muscular e função física em idosos com sarcopenia: uma revisão sistemática e meta-análise. Revisão Europeia do Envelhecimento e da Atividade Física, v. 17, art. 14, 2020. Disponível em: https://doi.org/10.1186/s11556-020-00245-3. Acesso em: 7 jun. 2025 HUANG, D. et al. Efeitos de 12 semanas de Tai Chi Chuan nas respostas neuromusculares e no controle postural em pacientes idosos com sarcopenia: um ensaio clínico randomizado. Frontiers in Neurology, v. 14, 28 abr. 2023. Disponível em:https://doi.org/10.3389/fneur.2023.1167957. Acesso em: 23 jun. 2025. PILLATT, Ana Paula; NIELSSON, Jordana; SCHNEIDER, Rodolfo Herberto. Efeitos do exercício físico em idosos fragilizados: uma revisão sistemática. Fisioterapia e Pesquisa, v. 26, p. 210-217, 2019. MONTENEGRO, Silvana Mara Rocha S.; SILVA, Carlos Antonio Bruno da. 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Assim, os resultados desta revisão indicam que a fisioterapia é componente essencial no cuidado clínico e preventivo da população idosa, atuando de forma direta na preservação da autonomia e da qualidade de vida. 5. CONCLUSÃO Os estudos analisados demonstram que a sarcopenia representa um dos principais determinantes do declínio funcional no envelhecimento, por comprometer força muscular, mobilidade e equilíbrio, elementos essenciais para a autonomia do idoso. As evidências mostram que a perda de massa muscular aumenta o risco de quedas, favorece limitações nas atividades diárias e intensifica comportamentos de medo e retração, o que acelera ainda mais o processo de fragilidade. As intervenções fisioterapêuticas avaliadas na literatura revelam eficácia consistente na redução desses impactos. Estratégias como o treinamento de força, exercícios de equilíbrio, práticas corporais como o Tai Chi e a fisioterapia aquática demonstram melhora significativa da estabilidade, da coordenação motora e da capacidade funcional. Esses recursos também favorecem a reabilitação após quedas, aumentam a confiança para a movimentação e contribuem para um envelhecimento mais seguro e participativo. Diante dos achados, conclui-se que a fisioterapia exerce papel essencial na prevenção e no tratamento da sarcopenia, sendo determinante para retardar a progressão da fragilidade e preservar a independência dos idosos. Programas individualizados, contínuos e alinhados às necessidades clínicas de cada paciente são fundamentais para promover qualidade de vida e manter a funcionalidade ao longo do processo de envelhecimento. 10 REFERÊNCIAS CHAGAS, Lanifer Maria et al. CERTEZAS E INCERTEZAS SOBRE O TREINAMENTO RESISTIDO PARA A SARCOPENIA EM IDOSOS. 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