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Técnico em 
transações 
imobiliárias
Legislação: Lei nº 6530/78, 
Decreto nº81.871/78
e Código de Ética dos Corretores de Imóveis
Legislação: Lei nº 6530/78, Decreto 
nº 81.871/78 e Código de Ética dos 
Corretores de Imóveis
A profissão de corretor de imóveis, que habilita o profissional formado 
no curso Técnico em Transações Imobiliárias a exercer, entre outras funções, 
as de avaliador, agenciador e captador de imóveis, é regulamentada pela Lei 
nº 6.530/78. A regulamentação da profissão pode ser encontrada no artigo 
2º, que segue:
Art. 2º O exercício da profissão de Corretor de 
Imóveis será permitido ao possuidor de título 
de Técnico em Transações Imobiliárias.
Com a regulamentação da profissão, e com o vasto número de 
opções de atuação dentro do mercado imobiliário, nesta Unidade Curricular, 
podemos destacar o profissional que atua como captador/agenciador de 
imóveis. O primeiro contato com o proprietário do imóvel, a busca por 
imóveis à venda em condomínios, bem como as conversas ou contatos 
com síndicos ou porteiros pode ser desempenhada por qualquer pessoa, 
designada pela imobiliária ou por corretor autônomo, para alimentar seu 
banco de dados e cadastro de imóveis para venda.
 O ato de agenciar imóveis com objetivo de comercialização deve 
ser exercido exclusivamente pelo corretor de imóveis. É uma atividade 
regulamentada pela Lei nº 6.530/78, que, em seu art. 3º, destaca:
Art. 3º Compete ao Corretor de Imóveis exercer 
a intermediação na compra, venda, permuta 
e locação de imóveis, podendo, ainda, opinar 
quanto à comercialização imobiliária. 
Como é possível perceber, a legislação evidencia que o corretor é 
o profissional com a competência de exercer a intermediação na compra, 
venda, permuta e locação de imóveis. No momento do agenciamento do 
imóvel captado, o corretor deve obter e fornecer as informações necessárias 
e importantes sobre o imóvel. 
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É preciso ter muito cuidado com “supostos corretores” que são 
captadores para a venda, mas sem a intenção de registro no CRECI, agem de 
má-fé para agenciar a venda do imóvel, o que contribui de forma negativa 
para a profissão, pois com esta prática não se tem o devido cuidado com a 
documentação adequada e com as informações prestadas sobre o imóvel. 
O proprietário, vendedor do imóvel, deve se certificar que o 
profissional que o procura para intermediar a venda, por exemplo, é 
um corretor de imóveis com a devida inscrição no CRECI. 
Agenciado o imóvel, o corretor deve formalizar, por meio de 
documentos, a autorização do proprietário, além de indicar as condições 
aceitas no negócio. É previsto na Lei nº 6.530/78 que, para haver a 
comercialização de um imóvel, deve existir uma autorização escrita pelo 
proprietário ou pelo representante legal. 
O contrato de mediação é o documento em que o proprietário do 
imóvel autoriza o corretor a promover a venda. Este documento deve ser 
elaborado em duas vias e assinado por ambos. Ao assinar, o proprietário que 
está vendendo deve ser alertado sobre o valor e as condições de venda, além 
da porcentagem de honorários de corretagem ajustada e do estabelecimento 
do prazo para que o corretor complete a mediação. 
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O contrato que o vendedor e o corretor ajustam, 
é o Contrato de Agenciamento de Imóvel. Corresponde 
a um contrato bilateral, em que o corretor se propõe 
a prestar seus serviços para atender os objetivos do 
vendedor, ou seja, ofertar e vender o seu imóvel no 
mercado. Este documento é exigido pelo CRECI, mediante 
a Resolução 005/78, na qual está estabelecido que toda 
e qualquer intermediação imobiliária será contratada 
obrigatoriamente por instrumento escrito, devendo conter, 
entre outras informações, os seguintes dados: 
• Nome e qualificação das partes
• Caracterização do objeto do contrato
• Preço e condições de pagamento da 
alienação ou locação do imóvel
• Dados do título de propriedade 
declarados pelo proprietário
• Menção da exclusividade ou não
• Remuneração do corretor e forma de 
pagamento 
• Prazo de validade do instrumento; 
entre outras informações que forem 
pertinentes e analisadas de acordo 
com cada caso
• Matrícula atualizada do imóvel
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Alguns cuidados devem ser priorizados no preenchimento 
do Contrato de Agenciamento de Imóveis. Os corretores, muitas 
vezes, pela pressa em iniciar o agenciamento do imóvel do cliente 
vendedor, acabam não preenchendo algumas informações 
importantes, o que pode tornar o documento juridicamente 
imperfeito, sendo passível de nulidade, quando questionado, 
por exemplo, o direito do corretor de imóveis em receber seus 
honorários.
Exemplificando essa questão, 
muitas vezes pode ocorrer de o corretor 
precisar buscar amparo judicial para 
receber os honorários que devidos. Isso 
acontece porque muitas vezes não ocorreu 
o preenchimento, no contrato, dos itens 
relacionados com o prazo de validade do 
agenciamento. A parte interessada em 
comprar o imóvel pode vir a demonstrar o 
seu interesse apenas depois de vencido o 
prazo do contrato, podendo ainda procurar 
diretamente o proprietário do imóvel para 
realizar a transação. 
Para resguardar o direito de honorários, ao terminar o 
prazo acordado no contrato de agenciamento da venda, o corretor 
deve comunicar por escrito o proprietário sobre quais possíveis 
compradores ele contatou, pode também fazer uma relação de 
clientes que visitaram o imóvel e identificar mediante assinatura 
dos interessados em comprá-lo. Este documento chama-se 
relação de visitas, na qual pode haver um resumo de como se 
procederam os atendimentos, incluindo datas de visitas e demais 
dados que podem reforçar os argumentos para se conseguir 
receber os honorários pelos serviços prestados na tentativa de 
concretizar a venda. Se bem fundamentado, esse instrumento 
dificilmente permitirá que o proprietário do imóvel não efetue o 
pagamento dos honorários devidos ao corretor de imóveis. 
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Lembrando então que a captação do imóvel pode ser 
exercida por qualquer pessoa, pois neste momento não é 
necessário trabalhar com documentação, trata-se somente de 
um contato com o proprietário, o qual expressa o desejo em 
vender o bem imóvel. 
Quando houver o agenciamento do imóvel, este deve 
ser realizado pelo corretor, sem esquecer da autorização pelo 
proprietário, ou seja, o contrato de agenciamento do imóvel. 
Nesta autorização de comercialização é que deve constar 
informações sobre honorários de corretagem, se há cláusula de 
exclusividade, o valor do imóvel, entre outras informações. 
No que diz respeito ao recebimento dos honorários, se 
foi fixada a cláusula de exclusividade, o corretor terá direito ao 
recebimento da corretagem integral da transação, mesmo que, 
no fechamento do negócio, outro corretor tenha acompanhado 
e auxiliado no processo. Vários Tribunais de Justiça já decidiram 
sobre essa questão e deram ao corretor o recebimento da 
corretagem, desde que não seja comprovada a inércia ou a 
ociosidade do profissional, o que deve ser provado, conforme 
disposto no artigo 726, do Código Civil. Do mesmo modo 
que, havendo arrependimento de alguma das partes e não se 
realizando o negócio, a corretagem será devida, pois a obrigação 
do corretor foi alcançada. Não esqueça que a função do corretor 
de imóveis é intermediar a aproximação das partes. Por isso, 
nesta situação, os honorários de corretagem para o profissional 
são devidos.
Não se esqueça de que o contrato de agenciamento 
de imóveis é uma autorização para a intermediação, é um dos 
principais documentos na venda do imóvel. É por meio desta 
autorização que ficam estabelecidas as obrigações entre as 
partes, as regras para a prestação do serviço e a garantia para o 
corretor receber seus honorários, no caso de alguma pendência 
judicial, casovenha acontecer.
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Ressaltamos que a autorização de venda 
é um contrato bilateral, em que constam os 
dados do corretor de imóveis que irá realizar 
a intermediação e também do proprietário do 
imóvel. Além de ser amparada pela Lei 6.530, 
conta com o apoio do Código Civil Brasileiro, em 
seus artigos 722 a 729, e também está garantida 
pela Resolução Cofeci 458/95, conforme 
destacamos abaixo: 
Art. 1° - Somente poderá anunciar 
publicamente o Corretor de Imóveis, 
pessoa física ou jurídica, que tiver, 
com exclusividade, contrato escrito de 
intermediação imobiliária. 
Art. 2° - Dos anúncios e impressos constará 
o número da inscrição de que fala o Artigo 
4° da Lei n° 6.530/78, precedido da sigla 
CRECI, acrescido da letra “J” quando se 
tratar de pessoa jurídica. 
Art. 3° - Nos anúncios de loteamentos e 
imóveis em condomínios colocar-se-á em 
destaque, também, o número do registro 
ou da incorporação no respectivo cartório 
imobiliário. 
Muitas vezes acontece de o proprietário do imóvel apenas assinar uma autorização para que 
o imóvel seja trabalhado. Mas, atenção: a autorização pode ser revogada a qualquer momento pelo 
cliente e é um ato unilateral, em que constam apenas os dados do proprietário do imóvel, autorizando 
a venda de seu imóvel. Já o contrato de intermediação cria um vínculo de direitos e deveres entre as 
partes, pois é um contrato bilateral.
Pode haver situações em que o vendedor tenha pressa em comercializar o imóvel, o que pode 
fazer com que ele anuncie em muitas imobiliárias ou contate muitos corretores, acreditando que, 
com maior número de profissionais anunciando seu imóvel, maiores e melhores serão as propostas 
de negociação. Mesmo que o proprietário não opte pela exclusividade, cada corretor terá que ter um 
contrato de intermediação de venda para aquele imóvel. 
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Art. 20. Ao Corretor de Imóveis e à pessoa jurídica 
inscritos nos órgãos de que trata a presente lei é vedado:
I - prejudicar, por dolo ou culpa, os interesses que lhe 
forem confiados;
Il - auxiliar, ou por qualquer meio facilitar, o exercício da 
profissão aos não inscritos;
III - anunciar publicamente proposta de transação a que 
não esteja autorizado através de documento escrito;
IV - fazer anúncio ou impresso relativo à atividade de 
profissional sem mencionar o número de inscritos;
V - anunciar imóvel loteado ou em condomínio sem 
mencionar o número de registro do loteamento ou da 
incorporação no Registro de Imóveis;
VI - violar o sigilo profissional;
VII - negar aos interessados prestação de contas ou 
recibo de quantias ou documentos que lhe tenham sido 
entregues a qualquer título;
VIII - violar obrigação legal concernente ao exercício da 
profissão;
IX - praticar, no exercício da atividade profissional, ato 
que a lei defina como crime ou contravenção;
 
O Código de Ética dos Corretores de Imóveis 
bem como a Lei nº 6.530/78 destacam as questões 
sobre a apuração das sanções para os corretores, 
quando abordam o título da intermediação de venda 
ou aluguel de um imóvel, como o art. 20 da Lei nº 
6.530/78, que segue:
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O Decreto nº 81.871/78, que 
regulamenta o Código de Ética dos Corretores 
de Imóveis, deixa evidente em seu texto que, 
o corretor, ao cometer atos como anunciar 
publicamente proposta de transação, que não 
esteja autorizada em documento escrito; fazer 
anúncio relativo à atividade de profissional, sem 
mencionar o seu número de inscrição no CRECI, 
e anunciar imóvel loteado ou em condomínio, 
sem mencionar o número de registro do 
loteamento ou da incorporação no Registro de 
Imóveis, está cometendo infração disciplinar 
de natureza leve, podendo ser advertido 
verbalmente, pagar multa, ter sua inscrição 
suspensa por até 90 dias, entre outras medidas 
disciplinares. Os casos são analisados pelo 
CRECI no qual o profissional está registrado. 
Outro aspecto que deve considerado, 
quando falamos em agenciamento de imóveis, 
é referente à colocação de placas e faixas 
nos imóveis como forma de divulgação e de 
comercialização. É importante orientar o 
proprietário vendedor do imóvel sobre o número 
de anúncios. Expor uma grande quantidade de 
placas não significa necessariamente que todas 
as imobiliárias estão trabalhando de forma 
efetiva para a venda do imóvel. Além disso, a 
questão da colocação de faixas e placas implica 
diretamente na legislação municipal, que muda 
de acordo com cada município.
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Trazemos como exemplo a Lei Complementar nº 
422/2012 do município de Florianópolis/SC. A lei dispõe sobre a 
ordenação dos elementos que compõem a paisagem urbana do 
município. No artigo 40, inciso IV da citada lei, a regulamentação 
dos anúncios de finalidade imobiliária, quando destinados para 
venda ou aluguel de imóveis, não podem ultrapassar um metro 
quadrado, e a publicidade deve estar dentro do lote. Mas o que 
é interessante, em relação a preocupação com a poluição visual 
causada pelo número excessivo de publicidades utilizadas nas 
fachadas dos imóveis, é que o uso dos anúncios imobiliários, 
ainda no exemplo do município de Florianópolis, em imóveis 
sediados no centro histórico da cidade, vai depender de análise 
prévia e da autorização de órgãos competentes. 
É importante reforçar que o profissional, para colocar a sua 
placa de venda ou locação no imóvel, deve ter necessariamente 
em mãos, o contrato de agenciamento de imóvel, documento 
em que o proprietário o autoriza a intermediar a negociação de 
venda ou locação. Sem essa permissão por escrito, devidamente 
assinada pelo proprietário do imóvel, o corretor poderá ser 
autuado, pois não está observando o que determina a legislação 
que regulamenta a profissão de corretor de imóveis. O artigo 
20 da Lei nº 6.530/78, no inciso III, destaca que é proibido o 
corretor anunciar publicamente proposta de transação a que 
não esteja autorizado, mediante documento por escrito. A 
não obediência desta determinação sujeita o profissional ao 
pagamento de uma pena que pode variar de 01 até 03 anuidades, 
com a possibilidade do aumento em até 06 anuidades nos casos 
de reincidência, conforme determinado na Resolução COFECI nº 
492/96.

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