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Meningites: causas
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Ana Paula Pinzon
mais rápida
Ana Paula Pinzon
Meningites meningocócica
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9 5.672+2+2!1&"8!091",.:2!90+"6('7"32!
Sorogrupos: A,B,C,Y, W135
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Ana Paula Pinzon
Bactérias encapsuladas são mais virulentas e mais resistentes à fagocitose que as não-encapsuladas
Ana Paula Pinzon
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¾A mortalidade chega a 100% se não tratado, mas
fica em torno de 10 % se tratado.
¾Cerca de 20% da população é portadora de
N. Meningitidis
Sequela: Baixa (perda de audição, artrite)
Meningites meningocócica
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Exantemas!
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Meningite Pneumocócica
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Sequelas: retardo mental, perda auditiva, visão prejudicada
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Meningite Neonatal
9 Parte da microbiota normal genital da mãe
9 Risco maior em partos prematuros
9 <$4.$5*1=!4"&"7.(."(!+9&9)&"7!2'!39!09&:2(!+&"0."02(@!96.796(."@!!!&9,"&32!
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Bacilo Gram positivo !
Grupo de risco: imunossuprimidos (transplantados, câncer) e mulheres grávidas
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BAAR, PCR
Análise do aspecto do líquor ± límpido
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Nos traumas de crânio com exposição de massa encefálica
predominam o Staphylococcus aureus e o Staphylococcus
epidermidis.
Nos procedimentos envolvendo o abdômen - bacilos Gram -
negativos.
Meningite como complicação de punção liquórica - Staphylococcus
aureus e bactérias Gram-negativas, como Pseudomonas
aeruginosa e Klebsiella pneumoniae.
Meningite pós-procedimentos neurocirúrgicos - anaeróbicos,
principalmente o Propionebacterium acne.
Outros AGENTES:
EF9G871!F)
3 vias de entrada da bactéria no SNC:
9 hematogênica
9 via neural
9 por implantação direta (comunicação com o LCR) ±
congênita, traumática por fratura de crânio, coluna ou
ferimento penetrante
HIFJKG)4BL1!4G)
9 cefaléia, febre, torcicolo
9 Náusea, vômitos, fotofobia e rigidez de nuca.
9 nos casos mais graves ± alteração do nível de
consciência, crises convulsivas, eritema cutâneo,
artrites, hipotensão arterial.
Ana Paula Pinzon
Ana Paula Pinzon
9 a meningite meningocócica é caracterizada pelo
início agudo, de poucas horas com evolução rápida
para queda do estado geral.
9 a meningite por Haemophyllus influenzae e
pneumocócica segue-se a infecções do trato
respiratório superior
HIFJKG)4BL1!4G)
No recém-nascido e no lactente ± diagnóstico difícil
J!F81M,9!4G)4BL1!4G)
Ana Paula Pinzon
O maior sinal observado é a recusa alimentar
Ana Paula Pinzon
Na criança maior e no adulto, ocorrem basicamente três
síndromes:
Síndrome infecciosa
Síndrome de hipertensão intracraniana ou encefalítica
Síndrome de irritação meníngea
J!F81M,9!4G)4BL1!4G)
B.*0,3!75C%&+3!
Sinal de Lasègue - Sinal clínico representado pela exacerbação de dor
em face posterior da coxa por elevação da perna.
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Ana Paula Pinzon
Características físicas: o LCR normal é límpido e incolor e sua aparência é semelhante a de uma amostra de água. Nos casos de infecções, a pressão inicial do LCR durante a colheita pode estar aumentada, e a amostra apresentar aspecto turvo devido à presença de glóbulos brancos (leucócitos) ou micro-organismos.
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Meningite bacteriana
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Normal Bacteriana Viral
(Asséptica)
Mycobacterium
e fúngica
Células /mL 0-5 200-20.000 100-1000 100-1000
princ. Linfócitos
Glicose
(mg/dl)
45-85 <45 Normal <45
Proteínas
(mg/dL)
15 a 45 >50 50 - 100 >50
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Ana Paula Pinzon
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Meningite Viral ou Asséptica
Viral x Bacteriana
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TIPO MAIS COMUM E MAIS BRANDA
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9 Sintomas:
semelhantes ao do resfriado, cefaléia, vômitos,febre,
calafrios, fotofobia e rigidez na nuca (menor intensidade),
dor pernas, convulsões
9 Maior risco: menores de cinco anos
Transmissão:
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Surtos verão
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Ana Paula Pinzon
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Exame do LCR:
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É recomendado repouso, reposição hídrica e controle de sintomas.
Nos casos de herpes vírus pode ser utilizado o aciclovir.
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Ana Paula Pinzon
Ana Paula Pinzon
HOJE já tem para o B!
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Resumo: Meningite meningocócica no lactente jovem
Caso 1:
Recém-nascido 1 mês e 12 dias de idade, masculino, parto normal e
aleitamento materno exclusivo. Na ocasião da doença, mãe e 3 irmãos
com faringite aguda. Internado com sonolência, febre elevada e palidez
cutânea há um dia.
O exame físico não evidenciou sinais meníngeos nem abaulamento de
fontanela.
O exame líquorico revelou: 4 leucócitos/mm3 , 2400 hemácias/mm3 ,
proteínas 73 mg/dl, glicose 66mg/dl.
O hemograma mostrou: 2800 leucócitos/mm3 e 66% linfócitos.
A cultura revelou:
Caso clínico : Meningite meningocócica no lactente
jovem
1- Qual a suspeita do diagnóstico?
2- A faringite da mãe e dos irmãos está relacionada com o caso do
paciente?
3- A qual exame o paciente deve ser submetido de imediato?
4- No exame físico do recém-nascido você conseguiria diagnosticar
a doença?
5- No exame liquórico do recém-nascido você conseguiria
diagnosticar a doença?
S?!Por que o resultado das análises precisa de urgência?
7- Se a amostra do líquor fosse translúcida, o que mudaria em
termos de suspeita de diagnóstico e procedimento?
Resumo: Meningite meningocócica no lactente jovem
Caso 2:
Recém-nascido masculino. Internado com 29 dias de vida com história
de coriza purulenta, tosse há 3 dias e febre alta há 1 dia.
O exame físico mostrou regular estado geral com abaulamento
discreto de fontanela e sem rigidez de nuca.
O exame líquorico revelou: 2300 leucócitos/mm3 , 95% neutrófilos, 5%
linfócitos, proteínas 300 mg/dl e glicose 5mg/dl.
A bacterioscopia do líquor revelou diplococos gram negativos.
I97",2!39!+"(2(L!
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