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MATERIAL COMPLEMENTAR 1 139_202503920451@aluno.admcsc.com.br - Aluno - Impresso em 01/04/2025 15:01 - 139 00 00 13 90 00 02 02 50 39 20 45 10 00 0 É vedada, terminantemente, a cópia do material didático sob qualquer forma, o seu fornecimento para fotocópia ou gravação, para alunos ou terceiros, bem como o seu fornecimento para divulgação em locais públicos, telessalas ou qualquer outra forma de divulgação pública, sob pena de responsabilização civil e criminal. 139_202503920451@aluno.admcsc.com.br - Aluno - Impresso em 01/04/2025 15:01 - 139 00 00 13 90 00 02 02 50 39 20 45 10 00 0 SUMÁRIO Exemplo da maturidade . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 4 O líder X e o liderado Y . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .5 Características da geração Y. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .5 Geração X versus Geração Y . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .8 Por que se delega pouco? . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .8 Aplicação prática da delegação . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .9 Mitos sobre a delegação . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .11 139_202503920451@aluno.admcsc.com.br - Aluno - Impresso em 01/04/2025 15:01 - 139 00 00 13 90 00 02 02 50 39 20 45 10 00 0 Pág. 4 de 12 EXEMPLO DA MATURIDADE Para um exemplo do dia a dia, vamos considerar um liderado que conseguiu uma colocação na empresa depois de uma fase desempregado. Quando assume a função, ele naturalmente está motivado por ser o começo em um novo emprego, mas imaginemos que irá realizar um trabalho que nunca fez. Nesse momento, a grande preocupação do líder diz respeito à realização da tarefa. Por isso, o líder vai informá-lo de como a tarefa deve ser feita e quais são os padrões exigidos, ensinando o liderado a fazê-la e acompanhando de perto sua realização. Não é razoável que o líder peça sugestões ao novo liderado, e muito menos permita que ele tome decisões, já que seu conhecimento sobre a tarefa é praticamente nenhum. Ele apenas deve seguir instruções. Ao olhar o “Quadro – Liderança situacional” apresentado, é fácil classificar a maturidade desse liderado como de grau 1. O tempo vai passando, o liderado começa a aprender a fazer a tarefa, já tem mais habilidade em sua execução, mas ainda não está dominando-a totalmente. Também está vencendo o período de experiência dele e, por isso, sente-se um pouco preocupado e inseguro. Aqui, o liderado já sabe fazer uma parte da tarefa, mas tem algumas dúvidas, e o gestor ainda precisa orientá-lo. Portanto, nesse momento são necessárias algumas indicações no sentido de direcioná-lo para o trabalho e corrigir suas falhas. Mas, eventualmente, já é possível, para o líder, ouvir alguma sugestão do liderado e deixá-lo tomar pequenas decisões. Nesse momento, talvez o colaborador comece a ter algumas dúvidas sobre como está executando a tarefa e se seu trabalho está agradando, o que poderá desmotivá-lo em relação ao trabalho se ele imaginar que não está indo bem. Ao perceber isso, é necessário que o líder aumente seu nível de relacionamento com ele. É preciso incentivá-lo, apoiá-lo e permitir que, dentro de certo limite, sua participação seja mais efetiva na tarefa. Na tabela, identificamos o liderado como tendo grau de maturidade 2. Encontramos esse liderado depois de um ano já sabendo como fazer totalmente a tarefa. Ele já apresenta sugestões sobre como executá-la e praticamente domina seus segredos, mas eventualmente, por motivos diversos ligados à tarefa, principalmente a relacionamentos com colegas, a outras áreas da empresa ou a problemas pessoais (salário ou benefícios, por exemplo), eventualmente pode se sentir desmotivado. Então, é hora de o líder aumentar o nível de apoio a esse liderado no sentido de motivá-lo, incentivá-lo, apoiá-lo e mostrar que ele está ali para auxiliá-lo. O 139_202503920451@aluno.admcsc.com.br - Aluno - Impresso em 01/04/2025 15:01 - 139 00 00 13 90 00 02 02 50 39 20 45 10 00 0 Pág. 5 de 12 estilo é quase que somente de apoio, porque o liderado sabe fazer a tarefa muito bem. É claramente um liderado com grau de maturidade 3. Por fim, temos o liderado plenamente responsável pela tarefa, com iniciativa para mudar algumas coisas, trabalhando praticamente sozinho e tomando decisões. Por isso, ele se sente muito motivado. Evidentemente, o líder está à disposição se o liderado necessitar de alguma orientação e faz um controle da tarefa por meio de pontos de checagem, mas com pouca interferência no dia a dia. O liderado está plenamente consciente de suas responsabilidades e as assume naturalmente. Seu nível de maturidade permite que o líder realize outras tarefas com maior tranquilidade. O liderado está identificado totalmente com a descrição do grau de maturidade 4. O líder X e o liderado Y Uma das dificuldades encontradas hoje pelos líderes no relacionamento com alguns liderados diz respeito às diferenças existentes entre as gerações que convivem dentro da organização, especificamente com a chamada geração Y. Consideram-se como da geração Y as pessoas que hoje têm entre 20 e 30 anos de idade (mais ou menos, nada tão rígido). A geração X são os pais da geração Y, isto é, pessoas que hoje têm entre 45 e 60 anos. SAIBA MAIS Um problema enfrentado hoje por algumas organizações é que a geração Y, mais tecnológica, está geralmente subordinada a alguém da geração X, mais tradicional. Isso tem causado alguns atritos e, levando em conta que a geração Y é impulsiva e impaciente, ela prefere ir embora diante de uma situação de confronto. Com isso, as organizações podem perder pessoas de grande potencial de crescimento profissional. O ideal é que as empresas consigam estimular os X e os Y a trabalharem juntos, mostrando as vantagens de cada geração. Esse é um dos papéis do líder. Características da geração Y A geração Y tem como característica ser ávida por tecnologia e por novidades, além de ser muito rápida nas coisas que faz e que deseja. Um jovem dessa geração quer ter respostas “para ontem” (ele foi acostumado assim pelo Google) e, por isso, não tem muita paciência para esperar. Esse jovem da geração Y é chamado de “nativo da tecnologia”, porque nasceu e se criou na era tecnológica, diferentemente dos antecessores, como os da geração X, que teve que migrar para essa nova tecnologia, às vezes com alguma dificuldade de adaptação. 139_202503920451@aluno.admcsc.com.br - Aluno - Impresso em 01/04/2025 15:01 - 139 00 00 13 90 00 02 02 50 39 20 45 10 00 0 Pág. 6 de 12 No trabalho, o jovem Y quer o aumento “para ontem”, a promoção “para ontem”, a resposta do chefe “para ontem” — tudo “para ontem”. É impulsivo e, por isso, não pensa duas vezes para começar um projeto, para mudar de emprego, para trocar o produto que consome, e assim por diante. Figura - Geração Y Fonte: G-Stockstudio/ shutterstock.com. Não se fideliza nem ao produto, nem à empresa, nem a uma marca. Respeita a autoridade (do chefe, do professor, dos pais) mais pelo conhecimento e pelo que ela pode ensinar do que pelo poder do cargo. Para ele, a máxima do mundo empresarial que diz que “chefe é chefe e deve ser obedecido por isso” não funciona. Além disso, precisa receber feedback constante para ter certeza de que seu trabalho e esforço estão sendo reconhecidos. Já a geração X (antecessora da Y) é mais conservadora, normalmente fica fiel a uma empresa (diz com orgulho “trabalho nesta empresa há 30 anos”), fiel a um produto (“sempre comprei carros desta marca”), demora um pouco mais para agir porque gosta de planejar as coisas commais cuidado e de pensar muito antes de decidir. Respeita a hierarquia pelo cargo e faz plano de carreira, de preferência sempre na mesma empresa. 139_202503920451@aluno.admcsc.com.br - Aluno - Impresso em 01/04/2025 15:01 - 139 00 00 13 90 00 02 02 50 39 20 45 10 00 0 Pág. 7 de 12 Figura - Geração X Fonte: Racorn/ shutterstock.com. Tanto em casa quanto no trabalho é possível perceber com certa facilidade a diferença entre essas gerações. Em casa, os pais (geração X) ficam assustados quando notam os filhos (geração Y) estudando enquanto escutam música, veem TV e checam seus e-mails ou redes sociais. Não era assim que eles estudavam, pois precisavam de silêncio e concentração nos cadernos e livros. Ficam assustados com o que consideram falta de respeito dos filhos com os mais velhos, porque eles não escutam muito seus conselhos e orientações, achando que, na verdade, eles não sabem muito sobre as coisas. Na empresa, os chefes não entendem o que consideram falta de respeito com eles quando os questionam sobre uma tarefa que lhes foi passada, a falta de vontade de se fidelizar à empresa, a maneira rápida como começam um projeto sem maior planejamento e como recomeçam com tranquilidade um programa que não deu certo. • Pontos positivos da geração Y no trabalho: conhecimento de tecnologia, rapidez nas decisões, questionamentos que estimulam a criatividade, agilidade nos processos e a quebra do “sempre foi assim”. • Pontos não tão positivos da geração Y no trabalho: às vezes desrespeito exagerado à hierarquia, superficialidade (não se aprofunda muito nos assuntos), dificuldade de relacionamento pessoal (relaciona-se por Facebook, Instagram etc.). 139_202503920451@aluno.admcsc.com.br - Aluno - Impresso em 01/04/2025 15:01 - 139 00 00 13 90 00 02 02 50 39 20 45 10 00 0 Pág. 8 de 12 Geração X versus Geração Y E como os líderes X podem se relacionar melhor com a geração Y? Primeiramente, é preciso estabelecer um diálogo entre as duas gerações, permitindo que uma mostre à outra as suas vantagens. Temos que considerar que grande parte dos líderes da organização são, normalmente, da geração X, apesar de muitos jovens estarem chegando às primeiras funções de liderança. Como evitar que surjam os atritos que, potencialmente, estão presentes nesse relacionamento? Em primeiro lugar, o líder da geração X precisa explicar ao liderado Y o que deseja exatamente como resultado da tarefa que foi passada, quais os limites de atuação do subordinado e qual o prazo final para a entrega do trabalho. Com isso, ele vai ordenando um pouco essa aparente total liberdade do Y e, de alguma maneira, controlando um pouco a sua própria ansiedade. Ao mesmo tempo, dá a ele a oportunidade de criar, inovar e empreender, principalmente com o uso de novas tecnologias. Figura - X e Y Fonte: Kinga/ shutterstock.com. Esse líder deve também mostrar a ele como funciona a empresa e colocá-lo por dentro das possibilidades da companhia para o futuro. É preciso falar sempre em futuro, não tentar identificá- lo com o passado da empresa, mas com o futuro. E essa iniciativa de melhorar o diálogo entre as gerações deve sempre partir do líder. Por que se delega pouco? Agora uma pergunta: se a delegação traz tantos benefícios para o gestor e para o subordinado, por que muitos gestores não delegam ou delegam pouco? 139_202503920451@aluno.admcsc.com.br - Aluno - Impresso em 01/04/2025 15:01 - 139 00 00 13 90 00 02 02 50 39 20 45 10 00 0 Pág. 9 de 12 A lista de justificativas, que na verdade não são justificativas, e sim desculpas, é enorme, mas poderíamos resumi-la nas principais: o gestor não delega porque... a) ... para delegar é preciso ensinar, e ele acredita que ensinar demora. O gestor não percebe que, na verdade, existe um investimento de tempo para ensinar, mas depois ele recupera com juros esse período investido quando o subordinado passa a executar o trabalho, aliviando-o. b) ... acredita que assim que o subordinado receber a delegação ele vai exigir um aumento de salário. Se a delegação é temporária, e isso deve ficar claro para o subordinado, não há porque exigir aumento. O gestor explica que ele está aprendendo uma nova tarefa que, no futuro, poderá ser definitivamente executada por ele e que, a partir daí, um aumento de salário será natural. c) ... somente está seguro quando vê o que está sendo feito. Gestor inseguro tem a dificuldade de se afastar da tarefa, acompanhando apenas seus resultados. Ele precisa acompanhar todo o processo e fica difícil delegar uma tarefa que será executada por outra pessoa. d) ... acredita que, se alguma coisa der errado, ele será o culpado e sua cabeça que “irá rolar”. Isso não é verdade, pois nenhum gestor é demitido porque delegou corretamente uma tarefa que não foi executada como previsto. A não ser que a delegação tenha sido mal feita ou que não tenha existido acompanhamento, nenhuma empresa demite um gestor que usou a delegação. Agora, aquele que não delega... e) ... algumas tarefas ele mesmo gosta de executar, já que se identifica com ela por algum motivo e, por mais simples que seja, faz questão de executá-la. f) ... acha que ninguem fará a tarefa melhor do que ele. Aplicação prática da delegação Plano individual de delegação de tarefas Que atribuições ou tarefas você pode começar a delegar a um — ou a mais de um — de seus subordinados? O formulário apresentado abaixo tem como objetivo ajudá-lo a encontrar as tarefas que poderão ser delegadas imediatamente ou a curto prazo, e quais dos seus subordinados estão ou estarão aptos a realizá-las. Siga os seguintes passos: 139_202503920451@aluno.admcsc.com.br - Aluno - Impresso em 01/04/2025 15:01 - 139 00 00 13 90 00 02 02 50 39 20 45 10 00 0 Pág. 10 de 12 Escreva na coluna 1 do formulário, denominada “Minhas tarefas”, as principais tarefas que você realiza durante um dia de trabalho. Faça isso em linhas gerais, anotando apenas as grandes tarefas e responsabilidades, de forma a evitar detalhes em excesso. Após listar todas as tarefas, pense em quem poderia realizá-las agora, sem necessidade de treinamento, isto é, quem já está preparado para fazê-las. Faça isso para cada tarefa listada, anotando o nome do subordinado na coluna 2, que denominamos “Para quem posso delegar neste momento, sem treinamento”. Se não conseguir identificar um subordinado apto a realizar suas tarefas agora, pense em quem poderia fazê-las se fosse treinado. Anote o nome desse(s) subordinado(s) na coluna 3: “A quem posso delegar no futuro se devidamente treinado para isso”. Delegue o que já pode ser delegado para o pessoal da coluna 2 e prepare um plano de treinamento para os subordinados cujos nomes estão na coluna 3. Se você pensar seriamente em uma maneira de transferir algumas funções para seus subordinados, poderá perfeitamente descarregar pelo menos uma quarta parte de suas preocupações diárias de imediato. Outras atribuições poderão ser distribuídas quando estiverem prontas as pessoas que você acha que poderiam ser treinadas para ajudá-lo. Comece delegando aquelas funções que se repetem com frequência. Geralmente são coisas de rotina e não muito difíceis que, em virtude da frequência, consomem muito tempo do seu dia. Figura - Tempo e delegação Copyright: Bizvector/ shutterstock.com. 139_202503920451@aluno.admcsc.com.br - Aluno - Impresso em 01/04/2025 15:01 - 139 00 00 13 90 00 02 02 50 39 20 45 10 00 0 Pág. 11 de 12 A seguir, você talvez possa delegar funções que, pessoalmente, não se acha capacitado para executar, em especial se tiver um subordinado que conhece muito bem o assunto. Lembre-se de que não há problema se algum de seus subordinados for mais hábil do que você em determinada tarefa. Quadro - Plano de delegação de tarefas Plano de delegação de tarefas Minhas tarefas (1) Posso delegar agora (2) Posso delegar no futuro (3) Fonte: Elaborado pelo autor. Mitos sobre a delegação 1 Vocênão pode confiar no senso de responsabilidade dos seus subordinados. Mito: os subordinados têm e gostam de receber responsabilidades, porque se sentem úteis e importantes. 2 Quando você delega, perde o controle da tarefa e dos resultados. Mito: você continua controlando a tarefa e os resultados, porque não existe delegação sem controle. Você delega, mas o controle continua seu. 3 Você é a única pessoa no setor que tem todas as respostas. Mito: seu subordinado poderá até mesmo ter mais informações sobre determinada tarefa do que você, porque é ele que a executa, é ele que está na “linha de frente”. 4 Sozinho, você faz o trabalho mais rápido. 139_202503920451@aluno.admcsc.com.br - Aluno - Impresso em 01/04/2025 15:01 - 139 00 00 13 90 00 02 02 50 39 20 45 10 00 0 Pág. 12 de 12 Verdade e mito: é verdade que você, por conhecer melhor a tarefa, pode executar o trabalho mais rapidamente. No entanto, se você treinar bem o subordinado, ele poderá adquirir a mesma prática que você. 5 Delegar tarefas diminui sua autoridade. Mito: apesar de você delegar parte de sua autoridade, ainda continuará tendo autoridade indireta sobre a tarefa porque é o responsável por ela perante seu superior. 6 Se você delegar, só os seus subordinados serão reconhecidos pelo bom trabalho, não você. Mito: a empresa reconhece também o mérito do gestor que treinou o subordinado para realizar uma nova tarefa e a delegou a ele, que a executou com correção. 7 Seus subordinados estão muito ocupados para receberem mais tarefas por meio da delegação. Mito: os subordinados sempre encontrarão uma maneira de encaixar uma nova tarefa entre suas várias responsabilidades desde que sintam a importância dela para seu desenvolvimento. 139_202503920451@aluno.admcsc.com.br - Aluno - Impresso em 01/04/2025 15:01 - 139 00 00 13 90 00 02 02 50 39 20 45 10 00 0