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AVALIAR PARA TREINAR 
Um GUIA PRáTIco DE AVALIAção E coNTRoLo Do TREINo PARA o TREINADoR
Autores
Filipe M. Clemente e Rui Silva
Design e Paginação
Gonçalo Sousa
Impressão
Cafilesa
1.ª edição
Janeiro 2020
ISBN
Depósito legal
Todos os direitos reservados
© 2020 Filipe M. Clemente, Rui Silva e Prime Books
Prime Books – Sociedade Editorial, Lda. 
Contacto 
clientes.primebooks@gmail.com
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www.primebooks.pt
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1. Entrega em 3 dias úteis.
2. Portes oferecidos para Portugal.
3. Acesso a descontos exclusivos (mínimo 20%) noutros livros da mesma temática.
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Filipe Manuel Batista Clemente
Doutorado em Ciências do Desporto – Ramo Treino 
Desportivo pela Faculdade de Ciências do Desporto e 
Educação Física da Universidade de Coimbra. 
É, atualmente, professor adjunto na Escola Superior 
de Desporto e Lazer (Melgaço), Instituto Politécnico de 
Viana do Castelo e membro integrado do Instituto de 
Telecomunicações. 
A sua atividade de investigação tem vindo a focar-
se nas áreas de avaliação e controlo do treino, análise 
do rendimento desportivo e metodologia do treino 
desportivo em desportos coletivos. É autor, à data, de 
mais de 120 artigos científicos internacionais publicados 
com mediação de impacto. É ainda autor, entre outros, 
do livro Treinar Jogando (editado pela PrimeBooks).
Paralelamente tem vindo a exercer funções de 
consultadoria para equipas profissionais e empresas de 
data analytics em ciências do desporto.
Rui Miguel Fernandes Pereira da Silva
Licenciado em Educação Física e Desporto pela 
Escola Superior da Educação do Instituto de Estudos 
Superiores de Fafe. Atualmente é aluno de Mestrado 
em Treino Desportivo na Escola Superior de Desporto 
e Lazer (Melgaço), Instituto Politécnico de Viana 
do Castelo. É autor, à data, de 4 artigos científicos 
relacionados com a avaliação e controlo do treino. 
A sua área de intervenção tem passado pela avaliação e 
controlo do treino e reabilitação física em futebol.
Os autores do presente livro gostariam de agradecer às suas famílias, amigos e 
colegas que os apoiaram. 
Seguidamente, gostaríamos de agradecer institucionalmente ao Instituto 
Politécnico de Viana do Castelo (Escola Superior de Desporto e Lazer de Melgaço) 
e ao Instituto de Telecomunicações.
Finalmente, agradecer os contributos do Dr. César Leão, Dr. Carla Gonçalves, 
Dr. Francisco Caleiro e Dr. André Bernardo e do participante Correia e restantes 
colegas que auxiliaram com a cedência das suas imagens para o presente livro.
Índice
PREFÁCIO 13
INTRODUÇÃO À AVALIAÇÃO E CONTROLO DO TREINO 15
1. Breve perspetiva da avaliação e controlo do treino 17
 1.1 Introdução à avaliação e controlo do treino 17
 1.1.1. Quem? 17
 1.1.2. O quê? 18
 1.1.3. Onde? 19
 1.1.4. Como? 20
 1.1.5. Quando? 23
 1.1.6. Porquê? 25
 1.2. Preocupações éticas 26
 1.3. Similaridade, espaços/condições e sequência 29
 1.3.1. Similaridade e replicabilidade 29
 1.3.2. Espaços e condições 29
 1.3.3. Sequência dos testes de avaliação 32
 1.4. Seleção dos testes e instrumentos 33
 1.4.1 Especificidade 34
 1.4.2 Validade 34
 1.4.3. Fiabilidade 35
 1.4.4. Sensibilidade 35
 Referências 35
ANTROPOMETRIA, COMPOSIÇÃO CORPORAL 
E AVALIAÇÃO POSTURAL 37
2. Métodos de avaliação antropometrica 39
 2.1. Antropometria 39
 2.2. Pregas cutâneas 39
 2.2.1. Procedimentos das pregas cutâneas 40 
 2.3. Fórmulas de estimação da composição corporal 46
 2.3.1. Fórmulas para populações específicas 46
 2.3.2. Validade das fórmulas 48
 2.3.3. Aplicações práticas 48
 2.4. Pico de velocidade de crescimento e maturação biológica 50
 2.4.1. Idade cronológica versus idade biológica 50
 2.4.2. Estimação do Pico de velocidade de crescimento 51
 Aplicações práticas 52
 2.5. Avaliação postural 55
 Testes Posturais | Aplicação Prática 57
 Postura Estática - Parte Inferior 58
 Deep Squat Test 60
 Hurdle Step Test 62
 Inline Lunge Test 64
 Shoulder Mobility Test 66
 Active Straight Leg Raise Test 68
 Trunk Stability Push-Up Test 70
 Rotatory Stability Test 72
 Single Leg Squat Test 74
 Step Down Test 76
 Referências 78
A AVALIAÇÃO DAS QUALIDADES FÍSICAS 81
 3.1. Aplicação prática de avaliação e controlo do treino 83
 3.2. Formato das fichas técnicas de teste 83
 Aptidão Cardiorrespiratória | Testes progressivos até à exaustão 85
 Yo-Yo Intermitent Recovery Test (YYIR) 86
 30-15 Intermitent Fitness Test 88
 Multistage Fitness Test (20 m Shuttle) 90
 Vameval Test 94
 Montreal Track Test 94
 Aptidão Cardiorrespiratória | Testes baseados na distância 97
 The Bronco Test 100
 FIFA Interval Test (Parte I) 100
 FIFA Interval Test (Parte II) 102
 Aptidão Cardiorrespiratória | Testes baseados no tempo 105
 Cooper Test 106
 5-minutes Test 108
 Avaliação da Força e Potência | Testes de Força 111
 Determinação Força-Velocidade 112
 Testes de 1-RM 114
 Maximal Handgrip Strength Test 116
 Isometric Mid-Thigh Pull Test 118
 Adductor Squeeze Test 120
 Dynamic Muscular Endurance Test 122
 Avaliação da Força e Potência | Testes de Potência 125
 Medicine Ball Overhead Throw (Backwards) 126
 Medicine Ball Overhead Throw (Forwards) 128
 Medicine Ball Overhead Throw (Forwards) 130
 Squat Jump 132
 Countermovement Jump 134
 Drop Jump 136
 Abalakov Test 138
 Incremental DJ-RSI Test 140
 Standing Long Jump 142
 Single Leg Broad Jump 144
 Single Leg Triple Hop Test 146
 Avaliação da Força e Potência | Índices 149
 SJ-IMTP Test - Dynamic Strength Index (DSI) 150
 Taxa de Desenvolvimento de Força (TDF) 152
 Avaliação da Velocidade | Sprints Repetidos 155
 Running-based Anaerobic Sprint Test (RAST) 156
 Bangsbo Sprint Test 158
 Avaliação da Velocidade | Mudança de Direção 161
 T-Test 162
 5-0-5 Agility Test 164
 Pro-Agility Test (5-10-5) 166
 Illinois Agility Test 168
 Y-shaped Reactive Agility Test 170
 COD Deficit 172
 Hexagon Agility Test 174
 Three-cone Drill 176
 Avaliação do Equilíbrio | Estático e Dinâmico 179
 Balance Error Scoring Test 180
 Y-Balance Test 182
 Referências 184
AVALIAÇÃO TÉCNICO/TÁTICA 201
 4.1. Aplicação prática de avaliação Técnico/Tática 203
 4.2. Formato das fichas técnicas de teste 203
 Testes | Avaliação Técnica 205
 Loughborough Soccer Passing Test (LSPT) 206
 Loughborough soccer shooting Test (LSPT) 208
 Standardized Skill Assessment Volleyball 210
 Team Sports Assessment Performance (TSAP) 212
 Game Performance Evaluation Tool (GPET) 214
 Game Performance Assessment Instrument (GPAI) 216
 Futebol - Sistema de Avaliação Tática (FUT-SAT) 218
 Referências 220
A MONITORIZAÇÃO DO ATLETA 223
 5.1. O ciclo de monitorização do atleta 225
 5.1.1. Descritores da sessão de treino 226
 5.1.2. Carga Interna 227
 5.1.2.1. Cardiofrequencímetros 228
 5.1.2.1.1. Frequência cardíaca máxima e frequência 
 cardíaca de repouso 229
 5.1.2.1.2. Impulso de treino 230
 5.1.2.2. Perceção subjetiva de esforço 232
 5.1.2.2.1. Escalas de perceção subjetiva de esforço (PSE) 232
 5.1.2.2.2. Sessão-PSE 236
 5.1.3. Carga Externa 239
 5.1.3.1. GNSS/GPS, LPS e IMU 239
 5.1.3.2. Carga externa em contexto de ginásio 241
 5.1.4. Rácios e índices aplicáveis às medidas de cargas interna e externa 243
 5.1.4.1.1. Monotonia de treino 243
 5.1.4.1.2. Training strain 245
 5.1.4.1.3. Carga aguda, crónica e rácio aguda:crónica 245
 5.1.4.1.4. Rácio treino/jogo 249
 5.1.5. Bem-estar 249
 5.1.6. Prontidão e fadiga 253
 5.1.6.1. Variabilidade da frequência cardíaca e frequência cardíaca 
 em recuperação 254
 5.1.6.2. Saltos verticais para análise da fadiga neuromuscular 255
 5.1.6.3. Teste submáximo de aquecimento 257
 5.1.6.4 Potência no cicloergómetro 259
 5.1.6.5. Corrida estandardizada 259
 5.1.7. Registo de ocorrência de lesões 260
 Nota Final 264
 Referências265
RECOLHA, ARMAZENAMENTO, TRATAMENTO 
E UTILIZAÇÃO DE DADOS 271
 6.1. Recolha de dados, tratamento e geração de informação: orientações 273
 6.2. Criação da base de dados 275
 6.3. Estatística básica ao serviço do avaliador 280
 6.3.1. Classificar os dados 280
 6.3.2. Medidas de tendência central 281
 6.3.3. Medidas de dispersão 282
 6.3.4. Z-Score 283
 6.3.5. Total Score of Athleticism 284
 6.3.6. Dimensão do efeito 285
 6.4. Apresentação de resultados 286
 6.5. A produção do relatório 291
 Referências 293
13
13
Prefácio
O desenvolvimento do futebol tem passado por inúmeros fatores e variáveis 
ao longo do tempo. No decorrer dos anos tem sido fundamental dotar todos 
os intervenientes que participam no processo de treino e jogo, do máximo de 
conhecimento possível que seja oriundo quer da prática quer da ciência. Este 
processo de crescimento e transformação tem possibilitado a que as equipas técnicas 
e estruturas sejam cada vez mais especialistas em todo o processo que engloba 
o treino e o jogo. A evolução tem sido uma consequência dos conhecimentos 
adquiridos através da experiência prática dos vários treinadores ao longo dos anos 
e dos resultados obtidos através dos estudos científicos. Os treinadores com base 
nas suas experiências foram desenvolvendo conhecimentos práticos e gerando mais 
problemas e questões que inevitavelmente já foram ou que ainda necessitam de ser 
respondidas. Neste sentido tem se comprovado com o tempo que as teorias que 
provêm da prática e/ou da investigação têm auxiliado quer no entendimento, quer 
na otimização do rendimento desportivo.
A monitorização do processo de treino e jogo é um processo extremamente 
importante no seio de uma equipa técnica, a qual tem sido vastamente estudada 
nestes últimos anos. Obter dados quantitativos do processo de treino e jogo, 
conjugado com uma avaliação qualitativa por parte dos treinadores, permite obter 
informações extremamente relevantes sobre o processo que está a ser implementado. 
Na última década, tem havido uma elevada introdução de novas ferramentas/
instrumentos no futebol, nomeadamente ao nível da área de controlo e avaliação 
de treino ou jogo. Neste sentido, tornou-se prioritário compreender como, onde, 
quando e porque razões se pretende avaliar o treino e o jogo.
Este livro, tem por base o elevado conhecimento e competências dos autores. 
É um guia com uma aplicação simples e prática sobre as múltiplas opções que 
melhor se adequam a cada contexto, de leitura fundamental para todos os que 
pretendam encontrar respostas a tantas das questões relacionadas com o processo 
14 15
de treino e o jogo. Os autores sustentam o seu conteúdo com uma vasta recolha 
científica, procurando dotar os treinadores de um conjunto de opções existentes 
que melhor se possam adequar a cada equipa técnica. 
O critério de seleção dos conteúdos foi orientado com o objetivo de oferecer os 
conhecimento teóricos e práticos necessários para os treinadores poderem abordar 
de uma forma autónoma o processo de avaliação do treino/jogo. Esta mesma 
abordagem é feita de uma forma cuidada e detalhada, sintetizando os principais 
elementos relacionados com os fatores determinantes para a avaliação. Devo ainda 
salientar que se trata de um livro de leitura simples, com aplicação prática e de 
extrema utilidade para todos os que desenvolvem o seu trabalho no contexto do 
futebol.
Bruno Mendes
Ex-Head of Performance e adjunto do treinador no Everton Football Club
Ex-recuperador físico do Sport Lisboa e Benfica
Ex-responsável do Benfica Lab
14 15
INTRODUÇÃO À AVALIAÇÃO E 
CONTROLO DO TREINO
1
17
17
1. BREVE PERSPETIVA DA AVALIAÇÃO E CONTROLO 
DO TREINO
1.1 Introdução à avaliação e controlo do treino
De forma a introduzir-se o tema da avaliação e controlo do treino, apresentam-
se as respostas a seis perguntas “jornalísticas” (quem, o quê, onde, como, quando 
e porquê) que nos parecem permitir enquadrar, sumariamente, o leitor para a sua 
relevância na ótica da programação do treino desportivo.
1.1.1. Quem?
A avaliação e controlo do treino recorre a testes e/ou instrumentos que 
possibilitem aos avaliadores identificar o estado do atleta em determinado 
momento (Turner et al. 2011). O atleta é verdadeiramente o “quem” e o foco 
principal da avaliação e controlo do treino. Para além conhecimento do seu estado 
em determinado momento (avaliação ou controlo periódico), a sistematização da 
avaliação permite ainda acompanhar a evolução ao longo do tempo, bem como, 
identificar as tendências de adaptação que decorrem do planeamento desportivo. 
Paralelamente a uma componente intra-individual (análise do próprio consigo 
mesmo), a avaliação permite ainda comparar o atleta com os seus pares ou, mesmo, 
com valores de referência para a população similar em causa (avaliação normativa). 
A figura 1.1. representa as possibilidades de comparação que a avaliação e controlo 
do treino permitem realizar. 
Se a avaliação é uma “fotografia” de um momento que permite identificar 
o estado do atleta e, eventualmente, as suas adaptações, o controlo contínuo 
(monitorização) permite acompanhar e quantificar/qualificar a carga de treino que 
18 19
FILIPE M. CLEMENTE • RUI SILVA AVALIAR PARA TREINAR
está a ser imposta diariamente, bem como, identificar as respostas à carga através 
da monitorização do bem-estar do atleta e da sua prontidão (Gabbett et al. 2017). 
Tais fatores são determinantes para se conseguir ter uma perspetiva contínua dos 
efeitos do planeamento sobre o atleta e, com isso, ajustar de forma quase imediata 
os processos de treino. Sem a monitorização (por mais objetiva ou subjetiva que esta 
seja), o treino não terá a capacidade de ajustamento que é imprescindível quando se 
lida com a variabilidade biológica do atleta.
Figura 1.1. Representação das possibilidades de comparação aquando da 
implementação de testes no âmbito da avaliação e controlo do treino.
1.1.2. O quê?
A avaliação e controlo do treino procura descrever a condição, estado 
ou capacidade do atleta. A avaliação (ou controlo periódico) centra-se, entre 
outras, na quantificação e/ou qualificação das características antropométricas e 
de composição corporal do atleta, nas qualidades físicas, capacidades técnicas e/
ou comportamentos táticos do atleta. Já o controlo contínuo (ou monitorização) 
procura quantificar ou qualificar a magnitude e direção das cargas de treino 
18 19
FILIPE M. CLEMENTE • RUI SILVA AVALIAR PARA TREINAR
impostas (interna ou externa), bem como, nos processos de regulação dos níveis 
de bem-estar do atleta e na sua capacidade de manifestar rendimento (prontidão). 
A representação gráfica das possibilidades de avaliação controlo encontra-se na 
figura 1.2. 
Figura 1.2. Representação das possibilidades de controlo periódico e contínuo.
1.1.3. Onde?
A avaliação e controlo do treino pode ser realizada em condições 
laboratoriais, a partir de testes de terreno, ou mesmo, a partir de casa. Os 
testes laboratoriais, pelo seu carácter metódico e rigoroso, são tipicamente válidos e 
exatos (sendo também grande parte das ocasiões o método padrão de ouro), fiáveis 
e tendencialmente sensíveis. No entanto, pela sua complexidade metodológica, 
custos associados, ou tempo investido, são recorrentemente substituídos por testes 
de terreno que procuram disponibilizar aos treinadores alternativas mais práticas 
e com menor custo. Os testes de terreno são normalmente realizados em campo 
ou em salas de apoio, sendo que a seleção dos testes deve ser baseada na sua 
20 21
FILIPE M. CLEMENTE • RUI SILVA AVALIAR PARA TREINAR
proximidade face à necessidade de prescrição, bem como, sempre presidir à sua 
seleção pelos critérios de validade (comparativamente a testes padrão de ouro), 
fiabilidade, sensibilidade e aplicabilidade.
No caso dos instrumentos de monitorização, sejam eles objetivos ou subjetivos, 
podem também ser aplicados em casa dos atletas, sobretudo considerando as 
dimensões de controlodo bem-estar e recuperação. Por exemplo, em diversos 
contextos, os atletas respondem, através de aplicações no seu smartphone, a questões 
relativas ao stress, fadiga, qualidade do sono ou humor assim que acordam. 
Com instrumentos mais objetivos, a variabilidade da frequência cardíaca é 
normalmente medida com cardiofrequencímetros ou outros sensores ao acordar 
ou, por exemplo, a quantidade e qualidade do sono quantificada a partir de 
acelerómetros. 
1.1.4. Como?
A avaliação e controlo do treino deve ser realizada após um aprofundado 
conhecimento sobre os procedimentos que regem cada teste e/ou utilização de 
instrumentos. Assegurar exatidão e precisão por parte de avaliador, 
teste/instrumento e avaliado é condição essencial de como avaliar. 
Em alguns casos (principalmente quando a avaliação é de carácter qualitativo e, 
portanto, eventualmente mais subjetivo), o avaliador deve testar-se, primeiramente, 
para a sua fiabilidade intra-individual (precisão dos resultados obtidos – recolher 
sempre valores muito similares para circunstâncias iguais). Noutros casos, 
considerando que o trabalho de aplicação dos testes e recolha de dados são, muitas 
vezes, realizados em equipa, também se deve testar a fiabilidade inter-avaliador 
(capacidade de os diferentes avaliadores medirem de forma muito similar a mesma 
circunstância). Para além de concordância intra- e inter-observador, importa 
ainda considerar a exatidão com que os dados são recolhidos (Gerke et al. 2016). 
A figura 1.3. representa o entendimento de como os conceitos de exatidão e precisão 
são relevantes para a recolha de dados. O cenário ideal é assegurar condições de 
exatidão (medir de forma exata) e precisão (medir sempre da mesma forma). Se 
existir apenas precisão a correção é mais fácil de se conseguir conhecendo-se, 
evidentemente, o erro sistemático. Nos casos de grande variação (tanto de exatidão 
como precisão) o erro poderá comprometer interpretações.

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