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Profa. Gabriela Nunes
DIREITO CIVIL V – DIREITO DAS COISAS
 
GRUPO DE WHATSAPP - DIREITO CIVIL V
O grupo se destina exclusivamente para que os alunos tirem dúvidas com a professora de forma mais simplificada e célere. Todos os alunos matriculados na disciplina DIREITO CIVIL V – DIREITO DAS COISAS estão convidas a ingressar no grupo acessando o link seguinte:
https://chat.whatsapp.com/KOU8NznvVVbCR8r78YqrL2
USUCAPIÃO
Forma de aquisição de propriedade móvel ou imóvel pela posse prolongada e ininterrupta, durante o prazo legal estabelecido para a prescrição aquisitiva.
ESPÉCIES:
Móveis;
Imóveis: extraordinário, ordinário e especial (rural e urbana).
A usucapião permite a aquisição da propriedade de um bem móvel ou imóvel pelo seu uso prolongado e contínuo, desde que cumpra os determinados requisitos legais.
Usucapião de bem móvel
Os bens móveis são aqueles que podem ser movidos. Como carros, eletrodomésticos, entre outros. No Código Civil, a usucapião de bem imóvel está prevista nos arts. 1.260 e 1.261 do Código Civil, com duas possibilidades: ordinária ou extraordinária. 
Usucapião Ordinária - requisitos: art. 1260 do Código Civil
Animus domini: ou seja, o comportamento de dono;
Inexistência de oposição à posse;
Manutenção da posse ininterrupta pelo período de 3 anos.
Além disso, são necessários dois requisitos adicionais: 
Existência de justo título: ou seja, um documento que comprove a aquisição, que pode ser um contrato, um recibo ou documento semelhante;
Boa-fé, que se configura no desconhecimento de que havia qualquer tipo de problema com o bem.
Extraordinária
A usucapião extraordinária de bens móveis tem apenas os requisitos de:
Animus domini: ou seja, o comportamento de dono;
Inexistência de oposição à posse;
Posse ininterrupta pelo período de 5 anos.
USUCAPIÃO DE BEM IMÓVEL
Usucapião extraordinária: artigo 1.238 do Código Civil. Requisitos: 
Posse ininterrupta de 15 anos, exercida de forma mansa e pacífica com ânimo de dono;
Esse prazo pode ser reduzida para 10 anos nos casos em que o possuidor estabelecer no imóvel a sua moradia habitual ou nele tiver realizado obras e serviços de caráter produtivo
Usucapião ordinária: artigo 1.242 do Código Civil. Requisitos:
Posse contínua, exercida de forma mansa e pacífica pelo prazo de 10 anos;
Justo título e a boa fé;
Esse prazo pode ser reduzido pela metade no caso de o imóvel "ter sido adquirido, onerosamente, com base no registro constante em cartório, cancelada posteriormente, desde que os possuidores nele tiverem estabelecido a sua moradia, ou realizado investimentos de interesse social e econômico", nos termos do artigo 1.242, parágrafo único do CC.
Usucapião rural: também denominado pro labore, tem como requisitos:
Posse como sua por 5 anos ininterruptos e sem oposição, de área rural não superior a 50 hectares, desde que já não seja possuidor de qualquer outro imóvel, seja este rural ou urbano.
A terra deve ser produtiva por seu trabalho ou de sua família, tendo nela sua moradia. 
Usucapião urbana: também denominado de pro misero ou pró-moradia, tem como requisitos:
 Posse sem oposição de área urbana de até 250 metros quadrados por 5 anos ininterruptos, utilizando-a como moradia sua ou de sua família, sendo vedada a posse de qualquer outro imóvel.
As usucapiões rural e urbana estão previstas nos artigos 1.239 e 1.240 do CC, respectivamente.
Usucapião especial coletiva:
Existência do animus domini, o comportamento de proprietário;
Inexistência de oposição à posse;
Posse ininterrupta por 05 (cinco) anos;
Utilização do imóvel para moradia sua ou de sua família;
Imóvel de até 250m²;
Não ser proprietário de outro imóvel, urbano ou rural.
A grande diferença aqui é que a propriedade será dividida entre diversas pessoas.
Prazo da usucapião especial coletiva
A usucapião coletiva está prevista do art. 10 da Lei 10.257/2001, o Estatuto da Cidade:
Art. 10.  Os núcleos urbanos informais existentes sem oposição há mais de cinco anos e cuja área total dividida pelo número de possuidores seja inferior a duzentos e cinquenta metros quadrados por possuidor são suscetíveis de serem usucapidos coletivamente, desde que os possuidores não sejam proprietários de outro imóvel urbano ou rural.
Trata-se de uma modalidade de usucapião utilizada para regularizar imóveis de baixa renda, por isso a referência a “núcleos urbanos informais”.
Usucapião especial indígena
Existência do animus domini, o comportamento de proprietário;
Inexistência de oposição à posse;
Posse ininterrupta por 10 (dez) anos;
Imóvel de até 50 hectares.
Prazo da usucapião especial indígena
A usucapião especial indígena é prevista no art. 33 da Lei 6.001/1973:
Art. 33. O índio, integrado ou não, que ocupe como próprio, por dez anos consecutivos, trecho de terra inferior a 50 hectares, adquirir-lhe-á a propriedade plena. Parágrafo único. O disposto neste artigo não se aplica às terras do domínio da União, ocupadas por grupos tribais, às áreas reservadas de que trata esta Lei, nem às terras de propriedade coletiva de grupo tribal.
Usucapião especial familiar
Existência do animus domini, o comportamento de proprietário;
Inexistência de oposição à posse;
Posse ininterrupta por 02 (dois) anos;
Utilização do imóvel para moradia sua ou de sua família;
Imóvel de até 250m²;
Não ser proprietário de outro imóvel, urbano ou rural;
Abandono do lar pelo outro cônjuge.
Essa modalidade de usucapião visa proteger o cônjuge que fica no imóvel, com seus ônus, sendo abandonado pelo outro cônjuge. É importante destacar que não se discute eventual culpa pela separação ou divórcio neste tipo de usucapião, nem se trata de uma tentativa de evitar a sua ocorrência. O objetivo é impedir o abandono por um dos cônjuges, ou seja, a situação irregular, não efetivada juridicamente, com o desaparecimento deste.
Prazo da usucapião especial familiar
Prevista no art. 1.240-A do Código Civil, esta é uma previsão específica para o divórcio, havendo abandono de lar por um dos cônjuges:
Art. 1.240-A. Aquele que exercer, por 2 (dois) anos ininterruptamente e sem oposição, posse direta, com exclusividade, sobre imóvel urbano de até 250m² (duzentos e cinquenta metros quadrados) cuja propriedade divida com ex-cônjuge ou ex-companheiro que abandonou o lar, utilizando-o para sua moradia ou de sua família, adquirir-lhe-á o domínio integral, desde que não seja proprietário de outro imóvel urbano ou rural.
Requisitos gerais necessários para a usucapião:
Coisa hábil ou suscetível de usucapião;
Posse;
Decurso do tempo
Justo título e a boa-fé (necessário apenas para usucapião ordinário); 
Importante: Primeiramente, deve ser verificado se a coisa é suscetível de usucapião, posto que os bens fora do comércio e os bens públicos não se sujeitam a esta forma de aquisição de propriedade.
Sobre o requisito da posse:
A posse é fundamental para a caracterização da prescrição aquisitiva, no entanto, não é qualquer posse que a configura, pois a lei, nos artigos 1.238 a 1.242 do CC, exige que a mesma seja revestida de algumas características, ou seja, deverá ser revestida com o ânimo de dono, ser mansa e pacífica, isto é sem oposição, cabendo ressaltar que a defesa desta posse em juízo contra terceiros não retira essa característica, desde que fique configurado o ânimo de dono e, por fim, deverá ser contínua, sem interrupção, ficando proibida a posse em intervalos, sendo que ela deve estar conservada durante todo o tempo que antecede o ajuizamento da ação de usucapião.
Sobre o requisto do justo título:
O justo título é aquele que seria hábil para transmitir o domínio e a posse se não existir nenhum vício que impeça tal transmissão e a boa-fé ocorre quando o possuidor não tem conhecimento de que a coisa é viciada, ou seja, possui obstáculo que impede a sua aquisição, devendo a mesma existir desde o começo da posse até o fim do decurso do prazo prescricional aquisitivo.
Causas impeditivas da usucapião:
entre cônjuges, na constância do matrimônio;
entre ascendente e descendente, durante o poder familiar;
entre tuteladose curatelados e seus tutores e curadores, durante a tutela e a curatela;
em favor de credor pignoratício, do mandatário, e, em geral, das pessoas que lhe são equiparadas;
contra o depositante, o devedor, o mandante, as pessoas representadas, os seus herdeiros, quanto ao direito e obrigações relativas aos bens, aos seus herdeiros, quanto ao direito e obrigações relativas aos bens confiados à sua guarda.
Artigo 1.244 do CC - causas que obstam, suspendem ou interrompem a prescrição. Dessa forma não haverá usucapião quando:
contra os incapazes;
contra os ausentes do país em serviço público da união, dos Estados, ou dos Municípios;
contra os que se acharem servindo na armada e no exército nacionais, em tempo de guerra;
pendendo condição suspensiva;
não estando vencido o prazo;
pendendo ação de evicção.
EXEMPLO DA OCORRÊNCIA DA USUCAPIÃO
Lucas constrói sua casa em um terreno que não é dele. Ele pode fazer isso de boa-fé (acreditando que o terreno é seu por herança ou por alguma compra) ou de má-fé (sabendo que o terreno não é seu), mas o faz de qualquer forma.
Ele constrói a sua casa ali, cerca o terreno, paga os tributos e impostos do local e vive com sua família ali durante vinte anos. Um dia, Maria vai até o terreno e fala para Lucas que aquele bem é dela, mostrando os documentos que comprovam aquilo.
Entretanto, o terreno, há vinte anos, estava abandonado e não estava devidamente regularizado. Lucas deu a ele uma função social, organizou o local, construiu sua moradia ali e pagou os tributos corretamente. Isso quer dizer que Lucas, de acordo com a Constituição Federal e o Código Civil, tem direito a entrar com o pedido de usucapião daquele bem, já que o ocupa há tanto tempo de forma contínua, pacífica e indisputada.
 A usucapião é uma das formas de aquisição da propriedade imóvel. Sobre ela, com base no Código Civil de 2002, assinale a alternativa CORRETA.
Aquele que, não sendo proprietário de imóvel rural ou urbano, por dez anos, sem interrupção, nem oposição, possuir como seu um imóvel, adquire-lhe a propriedade, independentemente de título e boa-fé.
Aquele que, por cinco anos, sem interrupção, nem oposição, possuir como seu um imóvel, tendo nele estabelecido a sua moradia habitual, ou nele realizado obras ou serviços de caráter produtivo, adquire-lhe a propriedade, independentemente de título e boa-fé.
Aquele que, não sendo proprietário de imóvel rural ou urbano, possua como sua, por cinco anos ininterruptos, sem oposição, área de terra em zona rural não superior a cinquenta hectares, tornando-a produtiva por seu trabalho ou de sua família, tendo nela sua moradia, adquirir-lhe-á a propriedade.
Adquire a propriedade do imóvel aquele que, contínua e incontestadamente, independentemente de justo título e boa-fé, o possuir por cinco anos.
Na contagem dos prazos de usucapião, não há possibilidade de o possuidor acrescentar à sua posse a dos seus antecessores. 
 A usucapião é uma das formas de aquisição da propriedade imóvel. Sobre ela, com base no Código Civil de 2002, assinale a alternativa CORRETA.
Aquele que, não sendo proprietário de imóvel rural ou urbano, por dez anos, sem interrupção, nem oposição, possuir como seu um imóvel, adquire-lhe a propriedade, independentemente de título e boa-fé.
Aquele que, por cinco anos, sem interrupção, nem oposição, possuir como seu um imóvel, tendo nele estabelecido a sua moradia habitual, ou nele realizado obras ou serviços de caráter produtivo, adquire-lhe a propriedade, independentemente de título e boa-fé.
Aquele que, não sendo proprietário de imóvel rural ou urbano, possua como sua, por cinco anos ininterruptos, sem oposição, área de terra em zona rural não superior a cinquenta hectares, tornando-a produtiva por seu trabalho ou de sua família, tendo nela sua moradia, adquirir-lhe-á a propriedade.
Adquire a propriedade do imóvel aquele que, contínua e incontestadamente, independentemente de justo título e boa-fé, o possuir por cinco anos.
Na contagem dos prazos de usucapião, não há possibilidade de o possuidor acrescentar à sua posse a dos seus antecessores. 
Acerca da usucapião extraordinária e do parcelamento do solo urbano, julgue os itens subsequentes, de acordo com o Código Civil e o entendimento dos tribunais superiores 
I Adquire a propriedade aquele que, pelo prazo de dez anos. possuir como seu um imóvel no qual estabeleça sua moradia habitual, exercendo a posse mansa, pacifica e ininterrupta, ainda que não possua titulo nem esteja de boa-fé. 
II Adquire a propriedade o possuidor que, pelo prazo de quinze anos, possuir como seu um imóvel, de forma mansa, pacifica e ininterrupta, desde que tenha titulo e esteja de boa-fé. 
III A usucapião não pode ser obstada em razão de a área usucapienda ser inferior ao módulo estabelecido em lei municipal. 
IV O parcelamento do solo urbano é exigido para a aquisição originária da propriedade.
Estão certos apenas os itens
l e lll.
l e lV.
II e lll.
I ll e IV
II, III e IV.
Acerca da usucapião extraordinária e do parcelamento do solo urbano, julgue os itens subsequentes, de acordo com o Código Civil e o entendimento dos tribunais superiores 
I Adquire a propriedade aquele que, pelo prazo de dez anos. possuir como seu um imóvel no qual estabeleça sua moradia habitual, exercendo a posse mansa, pacifica e ininterrupta, ainda que não possua titulo nem esteja de boa-fé. 
II Adquire a propriedade o possuidor que, pelo prazo de quinze anos, possuir como seu um imóvel, de forma mansa, pacifica e ininterrupta, desde que tenha titulo e esteja de boa-fé. 
III A usucapião não pode ser obstada em razão de a área usucapienda ser inferior ao módulo estabelecido em lei municipal. 
IV O parcelamento do solo urbano é exigido para a aquisição originária da propriedade.
Estão certos apenas os itens
l e lll.
l e lV.
II e lll.
I ll e IV
II, III e IV.
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