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DIREITO CIVIL (2º semestre) 08/04/2024 · Direito de Propriedade: Art. 1.228. O proprietário (ou compromissário – comprador – precisa estar registrado o contrato, averbado na matrícula do imóvel; proprietário é aquele que recebe como herança o imóvel, bem como aquele que consta na matrícula do imóvel – cartório de imóveis) tem a faculdade de usar (usar para si próprio, uso de moradia), gozar (usar para mim, receber os aluguéis) e dispor da coisa, e o direito de reavê-la do poder de quem quer que injustamente a possua ou detenha (ação reivindicatória da posse – só é destinada ao proprietário – não precisa estar na posse da coisa – alguém está privando o seu uso). § 1º. O direito de propriedade deve ser exercido em consonância com as suas finalidades econômicas e sociais e de modo que sejam preservados, de conformidade com o estabelecido em lei especial, a flora, a fauna, as belezas naturais, o equilíbrio ecológico e o patrimônio histórico e artístico, bem como evitada a poluição do ar e das águas (princípio da função social da propriedade). § 2º. São defesos os atos que não trazem ao proprietário qualquer comodidade, ou utilidade, e sejam animados pela intenção de prejudicar outrem. § 3 o O proprietário pode ser privado da coisa, nos casos de desapropriação (que haja uma justa e prévia indenização em face do desapropriado), por necessidade ou utilidade pública ou interesse social, bem como no de requisição, em caso de perigo público iminente. § 4 o O proprietário também pode ser privado da coisa se o imóvel reivindicado consistir em extensa área, na posse ininterrupta e de boa-fé, por mais de cinco anos, de considerável número de pessoas, e estas nela houverem realizado, em conjunto ou separadamente, obras e serviços considerados pelo juiz de interesse social e econômico relevante. § 5 o No caso do parágrafo antecedente, o juiz fixará a justa indenização devida ao proprietário; pago o preço, valerá a sentença como título para o registro do imóvel em nome dos possuidores. 10/04/2024 · AÇÃO REIVINDICATÓRIA O art. 1.228 do Código dispõe sobre a faculdade do proprietário em usar (ius fruendi), gozar (ius gozandi) e dispor da coisa (ius abutendi), e o direito de reavê-la do poder de quem quer que injustamente a possua ou detenha. Em regra, a tese de defesa da propriedade será a usucapião. Dessa forma, o autor deverá afastar esta alegação, como com o não preenchimento dos requisitos da usucapião. A ação reivindicatória é EXCLUSIVA do dono tabular (aquele tem o domínio), o que consta no registro de imóveis; o compromissário, cujo contrato será averbado na matrícula do imóvel (registrado no cartório de registro de imóveis); e o herdeiro que recebeu o imóvel. Esta ação tem caráter dominial, cujo pressupostos são: a) domínio registral; b) individualização da coisa; c) posse injusta do réu. A ação é imprescritível, salvo perda da propriedade por usucapião ou desapropriação. · AÇÃO NEGATÓRIA Utilizada pelo dono da coisa, toda vez que o seu domínio, por ato injusto, esteja sendo molestado na plenitude ou nos limites por terceiro que se ache dono da coisa (dirimir a dúvida de quem é o dono). Art. 1.231. A propriedade presume-se plena e exclusiva, até prova em contrário. Não pressupõe um desapossamento, mas um embaraço na propriedade. · AÇÃO DE DANO INFECTO Tem caráter preventivo e cominatório, podendo ser utilizada quando haja fundado receio de dano iminente, em razão de ruína. Art. 1.280. O proprietário ou o possuidor tem direito a exigir do dono do prédio vizinho a demolição, ou a reparação deste, quando ameace ruína, bem como que lhe preste caução pelo dano iminente. O objeto desta ação será a reparação do imóvel vizinho ou a demolição deste (cominado com indenização por danos causados ao imóvel em razão deste imóvel vizinho). Caso haja o desabamento, o autor poderá pleitear acumuladamente a indenização pelo valor total do imóvel (em razão do nexo de causalidade). Pode ser utilizada também nos casos de mau uso de propriedade vizinha, por perturbação a paz e ao sossego. 15/04/2024 - MODOS DE AQUISIÇÃO DA PROPRIEDADE: 1. Transcrição do título de transferência no cartório de registro de imóveis (é obrigatório ser realizado por meio de escritura pública em imóveis com valor acima de 40 SM. Ressalte-se que se o valor do imóvel for inferior a 40 SM, a transferência poderá ser feita por documento particular). 2. Sentença judicial que reconheceu um direito àquela propriedade (usucapião ou arrematação em leilão). DERIVADA (alguém transfere essa propriedade por uma doação, sucessão a título universal (causa mortis) e contrato de compra e venda) ou ORIGINÁRIA (sem que ninguém tenha transmitido essa propriedade, adquirindo de forma originária (necessidade de reconhecimento judicial – usucapião ou acessão natural (força da natureza – como quando a própria natureza expande a área de sua propriedade) ou artificial (casa sem averbação construída em terreno) ou pela herança)). Efeitos do registro imobiliário: a) Publicidade: conferida pelo Estado por meio de seu órgão competente, o registro imobiliário (tudo que está na matrícula do imóvel presume-se que é parcialmente verdade). Essa publicidade tem por fim tornar conhecido o direito de propriedade. b) Legalidade: do direito do proprietário, uma vez que o oficial só efetua o registro do título quando não encontra quaisquer irregularidades nos documentos apresentados. c) Força probante: que se funda na fé pública do registro, pois presume-se pertencer o direito real à pessoa em cujo nome se fez o assento (certidão atualizada do registro de imóveis – nela consta todos os aspectos acerca daquela propriedade). d) Continuidade: já que constitui o registro um dos modos derivados de aquisição do domínio, pretende-se ele ao anterior. e) Obrigatoriedade: por ser o registro indispensável à aquisição da propriedade imobiliária inter vivos, devendo ser efetivada no cartório da situação do imóvel. 17/04/2024 Gênero: - Acessão Natural Espécies: - Avulsão: perda da propriedade por um fenômeno da natureza de forma bruta e ganho da propriedade pelo vizinho (como: considerando que as propriedades vizinhas e um dos terrenos desabaram. Dessa forma X perderá 20 metros do seu terreno e Y terá 20 metros a mais na sua propriedade). Se dentro do período de 1 ano do ocorrido, X pleitear a regularização, X terá direito a indenização (ação de reparação por danos de acessão natural). Se após o período de 1 ano do corrido, Y pleitear a regularização, X não terá direito a indenização (ação de demarcação de área – fundamento jurídico: fenômeno da natureza). - Aluvião: perda ou acréscimo de parte da propriedade por um fenômeno da natureza. - Formação de ilha (espaço de terra): 1ª Regra. As ilhas que se formarem no meio do rio consideram-se acréscimos sobrevindos aos terrenos ribeirinhos fronteiros de ambas as margens, na proporção de suas testadas, até a linha que dividir o álveo em duas partes iguais. 2ª Regra. As ilhas que se formarem entre a referida linha e uma das margens consideram-se acréscimos aos terrenos ribeirinhos fronteiros desse mesmo lado. 3ª Regra. As ilhas que se formarem pelo desdobramento de um novo braço do rio continuam a pertencer aos proprietários dos terrenos à custa dos quais se constituíram. · USUCAPIÃO (modo originário de aquisição da propriedade): “A prescrição aquisitiva (não corre prazo prescricional para absolutamente incapazes) (usucapio) é incontestavelmente um modo particular de adquirir o domínio. Em verdade ela cria para o prescribente direitos que não preexistiram no seu patrimônio. Se esses direitos pudessem ser atribuídos a outra causa geradora, como à ocupação, testamento, ou tradição; a prescrição ficaria sem objeto, porquanto o seu ofício é exatamente o de suprir a omissão ou a insuficiência dos outros modos de adquirir. Neste sentido, definem os jurisconsultos: ‘modo de adquirir a propriedade pela posse continuada durante um certo lapso de tempo, com os requisitos estabelecidos em lei’” (PEREIRA, Lafayette Dias. Direito das coisas...,2004, v. I, p. 220). As causas suspensivas, obstativas ou que interrompem a prescrição se aplicam à usucapião. Ressalte-se que em uma ação de usucapião, se um dos herdeiros tiver 5 anos, o prazo prescricional só correrá quando ele completar 16 anos. No mais, não corre prazo prescricional entre cônjuges, bem como em relação ao militar. Ainda, não corre prazo prescricional, quando o dono da propriedade notifica extrajudicialmente ou judicialmente (cautelar) - ciência inequívoca de rejeição daquela posse. Art. 197. Não corre a prescrição: I - entre os cônjuges, na constância da sociedade conjugal; II - entre ascendentes e descendentes, durante o poder familiar; III - entre tutelados ou curatelados e seus tutores ou curadores, durante a tutela ou curatela. Art. 198. Também não corre a prescrição: I - contra os incapazes de que trata o art. 3º; II - contra os ausentes do País em serviço público da União, dos Estados ou dos Municípios; III - contra os que se acharem servindo nas Forças Armadas, em tempo de guerra. Art. 199. Não corre igualmente a prescrição: I - pendendo condição suspensiva; II - não estando vencido o prazo; III - pendendo ação de evicção. - Modalidades de usucapião: 1. Usucapião extraordinária: Segundo o caput do art. 1.238 do Código Civil de 2002, “aquele que, por quinze anos, sem interrupção, nem oposição, possuir como seu um imóvel, adquire-lhe a propriedade, independentemente de título e boa-fé; podendo requerer ao juiz que assim o declare por sentença, a qual servirá de título para o registro no Cartório de Registro de Imóveis”. Consoante o seu parágrafo único, o prazo estabelecido no dispositivo será reduzido para dez anos se o possuidor houver estabelecido no imóvel a sua moradia habitual, ou nele realizado obras ou serviços de caráter produtivo. Assim, no que diz respeito à usucapião extraordinária, é seu requisito essencial, em regra, a posse mansa e pacífica, ininterrupta, com animus domini e sem oposição por 15 anos. O prazo cai para 10 anos se o possuidor houver estabelecido no imóvel sua moradia habitual ou houver realizado obras ou serviços de caráter produtivo, ou seja, se a função social da posse estiver sendo cumprida pela presença da posse-trabalho. O que se percebe é que nos dois casos não há necessidade de se provar a boa-fé ou o justo título, havendo uma presunção absoluta ou iure et de iure da presença desses elementos. O requisito, portanto, é único: a presença da posse que apresente os requisitos exigidos em lei. 2. Usucapião ordinária: Dispõe o art. 1.242 do atual Código Civil que: “Adquire também a propriedade do imóvel aquele que, contínua e incontestadamente, com justo título e boa-fé, o possuir por dez anos. Parágrafo único. Será de cinco anos o prazo previsto neste artigo se o imóvel houver sido adquirido, onerosamente, com base no registro constante do respectivo cartório, cancelada posteriormente, desde que os possuidores nele tiverem estabelecido a sua moradia, ou realizado investimentos de interesse social e econômico”. Pela redação transcrita, o Código Privado em vigor acaba por concentrar no mesmo dispositivo duas modalidades de usucapião ordinária. De início, no caput do dispositivo há previsão da usucapião ordinária regular ou comum, cujos requisitos são os seguintes: a) Posse mansa, pacífica e ininterrupta com animus domini por 10 anos. O Código Civil de 2002 reduziu e unificou os prazos anteriormente previstos, que eram de 10 anos entre presentes e de 15 anos entre ausentes (art. 551 do CC de 1916). b) Justo título. c) Boa-fé, no caso a boa-fé subjetiva, existente no campo intencional ou psicológico (art. 1.201 do CC). Art. 1.243. O possuidor pode, para o fim de contar o tempo exigido pelos artigos antecedentes, acrescentar à sua posse a dos seus antecessores (art. 1.207), contanto que todas sejam contínuas, pacíficas e, nos casos do art. 1.242, com justo título e de boa-fé. 3. Usucapião especial: · Da usucapião constitucional, agrária ou especial rural – pro labore (art. 191, caput, da CF/1988, art. 1.239 do CC e Lei 6.969/1981) Dispõe o caput do art. 191 do Texto Maior que “Aquele que, não sendo proprietário de imóvel rural ou urbano, possua como seu, por cinco anos ininterruptos, sem oposição, área de terra, em zona rural, não superior a cinquenta hectares, tornando-a produtiva por seu trabalho ou de sua família, tendo nela sua moradia, adquirir-lhe-á a propriedade”. A regra foi reproduzida, na literalidade, pelo art. 1.239 do CC/2002. O instituto da usucapião constitucional ou especial rural (pro labore) ainda está regulamentado pela Lei 6.969/1981, principalmente quanto às questões processuais, que merecerão estudo aprofundado em seção própria. No que concerne aos requisitos dessa usucapião especial rural ou pro labore, podem ser apontados os seguintes: a) Área não superior a 50 hectares (50 ha), localizada na zona rural. Vale lembrar que apesar de originalmente o art. 1.º da Lei 6.969/1981 ter previsto uma área de 25 ha, este comando não foi recepcionado pela CF/1988. b) Posse de cinco anos ininterruptos, sem oposição e com animus domini (não permite a soma de prazo de posses anteriores). c) Utilização do imóvel para subsistência ou trabalho (pro labore), podendo ser na agricultura, na pecuária, no extrativismo ou em atividade similar. O fator essencial é que a pessoa ou a família esteja tornando produtiva a terra, por força de seu trabalho. d) Aquele que pretende adquirir por usucapião não pode ser proprietário de outro imóvel, seja ele rural ou urbano. Não há qualquer previsão quanto ao justo título e à boa-fé, pois tais elementos se presumem de forma absoluta (presunção iure et de iure) pela destinação que foi dada ao imóvel, atendendo à sua função social. Além desses requisitos gerais, cumpre destacar que o art. 3.º da Lei 6.969/1981 proíbe que a usucapião especial rural ocorra nas seguintes áreas: - Áreas indispensáveis à segurança nacional. - Terras habitadas por silvícolas. - Áreas de interesse ecológico, consideradas como tais as reservas biológicas ou florestais e os parques nacionais, estaduais ou municipais, assim declarados pelo Poder Executivo, assegurada aos atuais ocupantes a preferência para assentamento em outras regiões, pelo órgão competente. · Da usucapião constitucional ou especial urbana – pro misero (art. 183, caput, da CF/1988, art. 1.240 do CC e art. 9.º da Lei 10.257/2001). A inclusão da nova usucapião especial urbana por abandono do lar conjugal pela Lei 12.424/2011 (art. 1.240-A do CC) A usucapião constitucional ou especial urbana (pro misero) está consagrada no caput do art. 183 da Constituição Federal, pelo qual: “aquele que possuir como sua área urbana de até duzentos e cinquenta metros quadrados, por cinco anos, ininterruptamente e sem oposição, utilizando-a para sua moradia ou de sua família (qualquer estabelecida na Constituição), adquirir-lhe-á o domínio, desde que não seja proprietário de outro imóvel urbano ou rural”. A norma está reproduzida no art. 1.240 do CC/2002 e no caput do art. 9.º da Lei 10.257/2001 (Estatuto da Cidade). Pelo que consta dos dispositivos legais mencionados, são os requisitos da usucapião constitucional ou especial urbana: a) Área urbana não superior a 250 m². b) Posse mansa e pacífica de cinco anos ininterruptos, sem oposição, com animus domini. c) O imóvel deve ser utilizado para a sua moradia ou de sua família, nos termos do que consta do art. 6.º, caput, da CF/1988 (pro misero). d) Aquele que adquire o bem não pode ser proprietário de outro imóvel, rural ou urbano; não podendo a usucapião especial urbana ser deferida mais de uma vez. Sobre esse elemento, recente julgado do STJ considerou que “o fato de os possuidores serem proprietários de metade do imóvel usucapiendo não recai na vedação de não possuir ‘outro imóvel’ urbano, contida no artigo 1.240 do Código Civil”. Ainda de acordo com o julgado, que traz o debate de outros temas relevantes, “é firme a jurisprudência desta Corte no sentido de ser admissível a usucapião de bem em condomínio, desde que o condôminoexerça a posse do bem com exclusividade”. E mais, “a posse exercida pelo locatário pode se transmudar em posse com animus domini na hipótese em que ocorrer substancial alteração da situação fática”. No caso concreto, em que se admitiu a usucapião, “os possuidores (i) permaneceram no imóvel por mais de 30 (trinta) anos, sem contrato de locação regular e sem efetuar o pagamento de aluguel, (ii) realizaram benfeitorias, (iii) tornaram-se proprietários da metade do apartamento, e (iv) adimpliram todas as taxas e tributos, inclusive taxas extraordinárias de condomínio, comportando-se como proprietários exclusivos do bem” (STJ, REsp 1.909.276/RJ, 3.ª Turma, Rel. Min. Ricardo Villas Bôas Cueva, j, 27.09.2022, DJe 30.09.2022). Pois bem, a Lei 12.424, de 16 de junho de 2011, inclui no sistema a usucapião especial urbana por abandono do lar. Vejamos a redação do novo comando inserido, constante do art. 1.240-A do CC/2002: “Art. 1.240-A. Aquele que exercer, por 2 (dois) anos ininterruptamente e sem oposição, posse direta, com exclusividade, sobre imóvel urbano de até 250m² (duzentos e cinquenta metros quadrados) cuja propriedade divida com ex-cônjuge ou ex-companheiro que abandonou o lar, utilizando-o para sua moradia ou de sua família, adquirir-lhe-á o domínio integral, desde que não seja proprietário de outro imóvel urbano ou rural. § 1.º O direito previsto no caput não será reconhecido ao mesmo possuidor mais de uma vez”. Em condomínio de pessoas será permitido ajuizar ação de usucapião conjugal. Por sua vez, em uma propriedade dentro de um condomínio edilício, não pode ajuizar ação de usucapião, salvo exceção. - Considerações Finais da Usucapião: 1. O prazo para a usucapião pode ser reconhecido no curso do processo judicial (desde que não tenha resistência - REsp 1.361.226). 2. Aquisição de metade do imóvel não impede usucapião especial urbana (REsp 1.909.276). 3. Cabe Usucapião Extraordinária em área inferior ao módulo urbano (Não limite para ajuizar ação - Tema 985). 4. Ação de Usucapião independe de prévio pedido na via extrajudicial (O STJ determinou que é apenas uma faculdade). 5. Gratuidade em ação de Usucapião Especial Urbana não tem natureza objetiva (presunção relativa). 6. Imóvel abandonado do Sistema Financeiro de Habitação não admite Usucapião (natureza de bem público). 7. Em terreno de marinha é possível obter a posse através da adjudicação compulsória. (06/05/2024) A propriedade em condomínio configura-se pela situação em que a propriedade está em compropriedade (comunhão indivisa). A propriedade em condomínio poderá ser constituída de forma voluntária (resulta da própria vontade das partes, mediante a pactuação de um ato jurídico negocial, com a manifestação da autonomia privada) ou involuntária (causa mortis, por força de testamento), legal (usufruto real - se forma por determinação legal, como a herança que é indivisível até a partilha) ou necessária ( é aquele que se dá no âmbito dos direitos de vizinha -muros, divisórias, paredes) (o qual decorre de uma divisão entre as propriedades - art. 1327 do Código Civil - como exemplo concreto, imagine-se que duas fazendas são limítrofes, havendo entre elas um mata-burro, vala colocada para impedir a passagem de animais. Em relação ao mata-burro há um condomínio necessário entre os proprietários das fazendas). OBSERVE QUE O QUADRO ESTÁ INCOMPLETO DEVIDO A FALTA DA FORMA DE CONSTITUIÇÃO INVOLUNTÁRIA. Cessão direitos - devo oferecer pelo mesmo valor aos condôminos (direito de preferência - ação de adjudicação compulsória (quando algum herdeiro vende para outro herdeiro sem oferecer aos demais ou quando é vendido para um terceiro, observado o prazo prescricional). Art. 1.325. A maioria será calculada pelo valor dos quinhões. § 1º. As deliberações serão obrigatórias, sendo tomadas por maioria absoluta. § 2º. Não sendo possível alcançar maioria absoluta, decidirá o juiz, a requerimento de qualquer condômino, ouvidos os outros. § 3º. Havendo dúvida quanto ao valor do quinhão, será este avaliado judicialmente. Art. 1.316. Pode o condômino eximir-se do pagamento das despesas e dívidas, renunciando à parte ideal. § 1º. Se os demais condôminos assumem as despesas e as dívidas, a renúncia lhes aproveita, adquirindo a parte ideal de quem renunciou, na proporção dos pagamentos que fizerem. § 2º. Se não há condômino que faça os pagamentos, a coisa comum será dividida. Art. 1.317. Quando a dívida houver sido contraída por todos os condôminos, sem se discriminar a parte de cada um na obrigação, nem se estipular solidariedade, entende-se que cada qual se obrigou proporcionalmente ao seu quinhão na coisa comum. Art. 1.318. As dívidas contraídas por um dos condôminos em proveito da comunhão, e durante ela, obrigam o contratante; mas terá este ação regressiva contra os demais. Art. 1.320. A todo tempo será lícito ao condômino exigir a divisão da coisa comum, respondendo o quinhão de cada um pela sua parte nas despesas da divisão. § 1º. Podem os condôminos acordar que fique indivisa a coisa comum por prazo não maior de cinco anos, suscetível de prorrogação ulterior. § 2º. Não poderá exceder de cinco anos a indivisão estabelecida pelo doador ou pelo testador. § 3 o A requerimento de qualquer interessado e se graves razões o aconselharem, pode o juiz determinar a divisão da coisa comum antes do prazo. Art. 1.321. Aplicam-se à divisão do condomínio, no que couber, as regras de partilha de herança (arts. 2.013 a 2.022). AÇÃO DE EXTINÇÃO DE CONDOMÍNIO CUMULADA COM ARBITRAMENTO DE ALUGUÉIS. image1.png image2.png