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RELATÓRIO INDIVIDUAL DE ATIVIDADE COMPLEMENTAR
Dados do estudante
NOME: Rafaela Silvares das Chagas
MATRÍCULA: 18116080007 POLO: Rio Bonito TEL: ( 21 ) 9 7061-0018
Dados da atividade
CÓDIGO DA ATIVIDADE: ACB.
TIPO DE ATIVIDADE: Leitura e resenha de livro literário.
MÊS/ANO DE REALIZAÇÃO DA ATIVIDADE: junho de 2021.
LOCAL DE REALIZAÇÃ DA ATIVIDADE: Em casa.
COMPONENTE CURRICULAR DE REFERÊNCIA: SEMINÁRIO DE PRÁTICAS EDUCATIVAS III
	Orientações gerais
Apresente um breve relato da atividade e uma reflexão, articulando-a à temática Poder, Ideologia e Educação, proposta deste Seminário.
Escreva de 15 a 30 linhas, em letra Times New Roman, 12, espaçamento 1,5, utilizando o quadro a seguir. Obviamente, se necessário, você poderá ampliar o espaço do quadro.
Os comprovantes (fotografias, declarações, certificados, resenhas etc.) deverão ser acrescidos ao final deste relatório.
Depois que o relatório estiver pronto, salve-o em pdf para inseri-lo na plataforma.
Relatório
	Através da leitura foi possível perceber que a história evidencia com muita clareza as relações de poder, ideologia e educação. Na história quem detinha o poder era o homem de posses, o patrão que era estudado, respeitado e temido. Vemos aqui um exemplo claro de doutrinação onde as classes dominantes detêm o poder sobre a sociedade menos desfavorecida. Além disso, o guarda amarelo e o cobrador de impostos, ambos representantes do governo, também exercem poder sobre Fabiano, que mesmo com muita sede de justiça não ousou ir contra essas “autoridades” por ter ciência de sua falta de conhecimento e as consequências que isso poderia lhe causar. 
A ideologia é fortemente demonstrada através da visão de mundo da família, onde precisam de muito pouco para serem felizes e ao mesmo tempo buscam a vida ideal imaginando situações que talvez nunca aconteçam. Vivem em um mundo recluso onde a principal meta é sobreviver e imaginar como as coisas seriam se fossem diferentes, pois todos os personagens imaginam algo que poderia lhes acontecer para que a vida fosse melhor, até mesmo a cachorra que tem a história narrada como se fosse humana, imagina um osso e mesmo em seu leito de morte não consegue enxergar a maldade em seu dono. Os leitores também são confrontados uma vez que a história termina sem um fim concreto, somente com o mundo novo idealizado pelos personagens, fazendo com que após a leitura, o leitor utilize a imaginação para idealizar o fim ideal da viagem dos retirantes. 
A educação embora descrita em poucas linhas, pode ser vista como um ponto crucial na história. A todo momento nos deparamos com a falta que ela faz na vida dos personagens e como esses sentem essa ausência, sempre usando o personagem Tomás da Bolandeira (homem estudado) como referência. A comunicação da família e suas ações são prejudicadas por falta de conhecimento e os pais têm ciência disso pois almejam que seus filhos tenham acesso a ela para que não tenham o mesmo destino. 
Contudo, essas relações entre poder, ideologia e educação se encontram entrelaçadas com o desenrolar da história, evidenciando mais uma vez que a educação é a chave para acabar com as relações de poder e ideologias impostas aos menos desfavorecidos.
Comprovantes
Resenha do livro “Vidas Secas” de Graciliano Ramos
Organizado em capítulos, o livro conta a história de uma família cansada e castigada pela seca do sertão nordestino que sai em busca de uma vida melhor. Sinha Vitória, Fabiano, seus dois filhos ( denominados como “mais novo” e “mais velho”), um papagaio e a cachorra Baleia começam sua jornada caminhando o dia inteiro em busca de uma sombra para descansar. Logo, um dos filhos passa mal fazendo com que seu pai reflita sobre o seu destino, mas sem abandoná-lo, a viagem continua. Cansados e sem alimentos, acabam comendo o papagaio na tentativa de não morrerem de fome, o que lhes causa grande tristeza. 
Após uma longa caminhada, encontram uma fazenda aparentemente abandonada e renovam suas esperanças em dias melhores, tudo parece favorecer a família, até mesmo a cachorra Baleia encontra um preá para matar a fome de todos. Porém, para a surpresa de Fabiano, a casa tinha um dono que acabou lhe oferecendo um emprego como vaqueiro. O patrão era descrito como um homem exigente, inescrupuloso e ladrão e Fabiano como um homem rústico e fechado, porém preocupado com a família e futuro dos filhos, até mesmo com sua educação.
Ao decorrer da história, os personagens nos são apresentados de acordo com situações vividas por cada um deles. Certo dia, em uma ida à cidade para comprar mantimentos, Fabiano se depara com um soldado amarelo que o faz jogar e perder o seu dinheiro. Irritado por não saber como voltar para casa com as mãos vazias, acaba brigando com o soldado, segundo ele um “fuzuê sem motivo”, causando a sua prisão e agressão. Na cadeia, Fabiano reflete sobre a injustiça cometida a ele e como estaria sua família naquele momento. Além disso, reflete sobre a falta de educação em sua vida, usando como referência o Tomás da Bolandeira, figura presente em todos os momentos da história onde Fabiano reflete sobre a importância da educação. 
Sinha Vitória é apresentada como uma mulher trabalhadora, de muita fé e esperta. Mesmo sem estudo, possui conhecimento de mundo o que traz a admiração de Fabiano. Zelosa com sua casa e sua família, sonha em ter uma cama de verdade e faz sonhos e planos para conquistar, embora sua única preocupação seja não passar pela mesma seca do início da história. Além disso, reflete sobre o papagaio que foi obrigada a matar para o sustento de sua família. A personagem não evidencia sua tristeza à família, assim como os demais personagens, não demostra seus sentimentos em relação aos acontecimentos sofridos como a perda dos animais e os seus medos. Ela os guarda e se apresenta forte, como um suporte para os filhos e o marido. 
Os filhos do casal são distinguidos como “mais novo” e “mais velho”, não são chamados pelo nome em momento algum da história. Aventuram-se com a vida na fazenda, fazendo do pouco que têm sua diversão e inventando brincadeiras. Estavam acostumados com os cascudos, punições e xingamentos que recebiam dos pais, que também foram criados dessa maneira, por isso achavam normal serem tratados assim. Ignorantes e sem educação, sonham em ser que nem o pai, imponentes. O mais novo é destemido enquanto o mais velho é curioso, um sempre buscava impressionar o outro e por diversas vezes, mudavam os pensamentos para fugir da triste realidade em que se encontram, porém, eram felizes, do jeito que dava pra ser. 
Embora não conversassem muito pois tinham dificuldades na comunicação, a família era unida. No inverno, se assentavam em torno da fogueira para se aquecerem. Fabiano estava contente com a chuva, um pouco preocupado com as cheias do rio, mas contente em não passar pela seca novamente, se arriscou a contar até histórias em volta da fogueira, histórias de brigas onde ele saia vencedor, ele acreditava nelas. Os filhos se atentaram à história do pai, os dois buscavam entender as contradições do pai ao mesmo tempo em que se protegiam do frio nas barras da saia da Sinha Vitória. Naquela noite, foram dormir com a chuva, com o cheiro das cabras molhadas, com o som do rio cheio e com a vista de bichos miúdos. 
A família ia à festa de Natal na cidade, vestiam suas melhores roupas, feitas pela Sinha Terta com as dez varas de pano compradas por Fabiano. No caminho para a cidade, arrancaram as roupas e os sapatos para se sentirem mais confortáveis pois o caminho era longo, três léguas. Ao cair da noite, se limparam no riacho e seguiram rumo a festa. A família não estava acostumada com tamanha multidão, encolheram-se estranhando toda aquela situação. Fabiano começou a beber e aos poucos foi se soltando na festa, procurava o soldado amarelo encorajado pela bebida a lhe dar lição. De tão bêbado, Fabiano acabou deitando e adormecendo na calçada, o que deixou Sinha Vitória sem saber o que fazer, mas para ela nada era pior do que a seca e a viagem que fizeram, pensou quepara a vida ficar melhor só faltava a cama que ela tanto sonhava. 
Desde o princípio da história, a cachorra Baleia é tratada como gente, integrante da família, participante de toda trajetória apresentada, traz esperança e conforto aos familiares. Porém, foi sacrificada por Fabiano por contrair uma doença que segundo ele a deixava maluca, causando o sofrimento de todos da família, principalmente a dos meninos, que foram poupados pela mãe de presenciar tal sofrimento. Para Fabiano, era como se ele tivesse matado uma pessoa da família, e o ocorrido é lembrado várias vezes pelos personagens ao decorrer da história com muita lástima. Seu fim é retratado com muito sofrimento e a pureza do animal é evidenciada ao não perceber o que tinha acontecido, nem mesmo que estava prestes a morrer. Aqui a brutalidade contrasta com a ignorância e falta de recursos em que o personagem era refém. 
Com o passar do tempo, Fabiano acabou se endividando e não entendia muito bem sobre finanças, mas não podia falar o que pensava sobre isso, que todos os roubavam. Chegou a conversar com o patrão, mas ele o mandou procurar outro emprego, foi aí que Fabiano decidiu se calar. Ser roubado era ruim, injusto, mas não podia deixar de pensar no milagre que vivera naquela sofrida viagem que fez com a família até chegar até ali. Não entendia de impostos, mas não se metia com o governo, ele sempre pensava na família e recuava. Lembrava da situação vivida com o soldado amarelo, que poderia ser evitada se não tivesse bebido tanto. No caminho, encontrou-se com ele, e por pouco não o atacou, ficou encarando o soldado que tremia e se escondia atrás de uma árvore. Fabiano refletiu bastante sobre a lembrança que tinha do soldado e que foi rapidamente desfeita com a sua reação amedrontada, ao final desse episódio, Fabiano ainda indicou o caminho para o soldado amarelo.
Sinha Vitória estava com um mau pressentimento ao avistar as aves que cercavam o gado, ela era esperta e Fabiano a admirava por isso. Com um esforço de afastar as aves, ele começa a atirar para o alto, esforço em vão pois quanto mais aves matava, mais aves apareciam. Ele pressentia que o pior estava por retornar, logo teriam que fugir dali da mesma maneira que chegaram, uma longa caminhada debaixo do sol escaldante do sertão. Então, ele reflete sobre suas ações e como poderia ter feito diferente em relação ao patrão, ao soldado amarelo e até mesmo a cachorra Baleia. Ele precisava sair dali e Sinha Vitória concordava com ele, para eles, aquele lugar estava amaldiçoado porque as desgraças eram muitas, descrevia aquele local como um cemitério, onde nada vingava.
A vida na fazenda se tornou difícil e logo quando os animais começaram a morrer, arrumaram as coisas e se prepararam para partir, fugindo do patrão na madrugada para evitar pagar a dívida que jamais poderia quitar. A partida foi dolorida, Sinha Vitória se lembrou da cachorra Baleia e chorou em silêncio, o mesmo silêncio que se seguiu pela viagem rumo ao sul em busca de um lugar melhor para viver. No caminho fizeram planos de uma vida melhor para os filhos, não desejavam que tivessem a mesma vida de vaqueiro, mas que diferente dele, frequentassem a escola e tivessem mais oportunidades na vida, aprendendo coisas difíceis e necessárias. 
Fabiano estava contente e otimista com a nova terra que encontrariam e Sinhá Vitória tinha confiança nele. Os dois envelheceriam e acabariam como Baleia e o sertão continuaria mandando gente para lá. O sertão mandaria para a cidade homens fortes, brutos, como Fabiano, Sinha Vitória e os dois meninos. 
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